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HORIZONTES DAS CIENCIAS SOCIAIS } NO BRASIL Antropologia avo: [Hl AAntropologia da Administragao e da Governanga no Brasil: Area Tematica ou Ponto de Dispersa0? Carla Costa Teixeira ¢ Antonio Carlos de Sowza Lima Introdugao |A cleigo de um espago destinado aos estudos antropolgicos sobre administracia ¢ governanga na presente coletinea sinaliza-nos questbes que te quer de um conjunto ‘nfo justificaria sua presenga entre os temas elencad queremos dizer que estamos diante de um espect tico que, se no fornece ao consumidor de literatura antropol6gica asensagio de reconheci- ‘mento instantineo getado pelo tema da religito, tampouco pode ser mais ignorado. As pesquisas antropolégicas sobre o que em Ciéncia Politica foi chama- do de o Estado em apie, configurando-se um mote clissico do subcampo de estuddos das (ede assessorin s) polticaspibicas,ampliaram-se e complexificaram: se a0 longo da iltima década. Assim, vém colocando desafios éticos € politicos que se materializam em livros, artigos, em mesas, simpésios, grupos de trabalho e communi redes, nticloos e grupos de pesquisa, demandando da Associacio Brasileira de “Antropologia (ABA) posicionamentos e estimulando debates sobre 0 oficio da Antropologia fora dos espacos de producao e reproducio universitiria.’ ‘Antropélogos abriram linhas de pesquisas, grupos de trabalho, projetos de | pesquisa sobre Anirypolgia da Politica, do Estado, da Adminisrasao Pablic, ”\ do Poder, distinguindo tal leque de investimentos da chamada Antropologia Politica? mesmo que, muitas vezes, as referéncias bibliogrficas sejam bastan- tesemelhantes. ‘io pretendemos afirmar uma homologia entre os estudos de politi cas piiblicas e uma antropologia da administrazio © da goremanga, embora existam trabalhos de antropélogos que se aproximem de estudos de imple- mentacio e avaliacio de politicas piblicas Tampouco € correto destacar com excessiva veeméncia a novidade de estudos de administracio e governanga— trajet6rias de longo curso de investigacio como as de Giralda Seyferth sobre politica imigratorias os desmentem com facilidade? Para evitar esses desvidos e nd ceder aos efeitos de renominacio de temiticas, comum nos campos cientificos em que a novidade esti no nome, ‘num linguajar incompreensfvel e em diatribes verbais, éimportante proceder a certas definigdes quanto ao ambito temitico que abordaremos e a0 porque deo fazermos dessa forma. Queremos, dessa maneira, nos afastar do que é ‘comum nesse tipo de empreendimento, que é elaboracio de textos de ba- lango do “estado da arte” de campos temiticos.Tais empreendimentos aca- bam por impor uma visio uniformizante de espagos tensionados e diniimicos de reflexio com clevado pendor para se tornarem resenhas legitimas ¢ legitimadoras da posicio de seu autor nesse campo. Esse tipo de intervencio, que hierarquiza e desqualifica, qualificando seu autor, poderia ser chamada de “a magica do especialista”, que traveste como investigacio ¢ estudo a mera opiniio de um autor, investida de uma ret6rica objetivante ¢ salpicada de referéncias bibl icas, omissGes estrategicamente escolhidas, que assim pre- tendem programar o futuro. Se nio 0 conseguem de todo, com frequéncia geram danos de longa duracao para a historia ca coscip faturos nao muito distantes, “redescobertas” ¢ recuperagbes Procedemos, entio, a um saney da literatura existente na forma de livros, artigos em peridicos, teses e dissertagSies, como em paginas de cursos de pés-graduacio dispontveis on-line ¢,nelas, programas de curso, 1 pescpisa, pesquisadores¢linhas de pesquisa. Incluem-se af, também, s curt culos disponiveis na Plataforma Lattes do Conselho Nacional d mento Cientifico e Tecnolégico (CNPq) de pesquisadores que, Jevantamento, foram afirmando-se como elos fundamentais em red aquisa,lideres de grupos ¢ laboratdrios* Para o letoriniciante, pod! bom comeco consulta, via internet, as paginas dos programas de acio em Antropologia, em que se podem ver corpos docentes | vishumbrar p: alguns dos mais destacados periédicos inglese: da fea da Antropologia propriamente di tudo, nesse campo temitico, recomenda visam definir “espagos privados de de outras disciplinas, Acumulamos um material ponders muitos outros artigos. O'S mos que o termo tornou-se a moeda comum no ling Uma primeira constatagio que se impée é a de que, salvo por poucos ppesquisadores no Brasil, o campo temitico que nos foi designado como de adninicrago c governanca é, com maior frequéncia, chamado de Antropolagia do Estado, das Potcas Piblcas ou do Poder no cenétio internacional articulan- do-se ai uma producio ji abundante ¢ adensada em termos conceituais e © Bourdieu tiveram um papel fundamental, conguant olhar para algumas coletineas, como as de Cheater (1999), Shore e Wright (1997), e Steinmetz (1999), ou as mais recentes editadas por Das Poole (2004), e por Sharma e Gupta (2006), entre muitas outras, nos da uma visio da literatura veiculada em lingua inglesa no estudo do Estado em miitiplas diregdes, bem como do espectzo temitico abarcado e das linhas tedricas sno e goemanya pois também no Brasil mais de uma rede de pesquisado- res — veremos adiante — refere-se em seus trabalhos a uma animpolegia do Estado, Julgamos, portanto, imprescindivel conteudizar esses termos liza os sents da expresso so inimeros. Em seu verbete, Polit (1996) da dimensio do fazer cotidiano de incontiveis funcionitios administrati- ‘vos, quanto da reelaboragio constante dos quadros instituciomais de Estado ‘em que tal fazet acontece. Se nos movemos, ainda que brevemente, em ditecio & germany, vere das que se aplicam ao exercicio do poder em cont ores, de integrantes de uma rede de ONGs etc). Trata, pois, do processo de gestio politica que abrange nao apenas as bases clo exercicio Ca politica, mas também o modo pelo qual se conduzem os coletividade ¢ os seus recursos. Supe, numa certa medida, equidade social nunca encontrada na realidade, ainda construgdes que subjazem a0 “efeito de Estado”; para pressio de Mitchell (1999). Gonemnanga é, pois, um termo tos mais amplos que o de governo e esti diretamente ass responsabilizacao, isto é,a obrigatoriedade ouo dever de presta da do grau de influéncia que os governados exercem sobre 0s govern: agjtimidade 0 diteito que tem aquele que governa de exercer poder € c ta. Assim, por administragdo niio entenderemos apenas a admini (“publica”) governamental direta (municipal, estadual¢ federal) seja morfologia, operaciio cotidiana —nas priticas estruturante hist6ria institucional e pela interacio de scus funciona aspectos normativos. Consideraremos como parte dese: forma social acteditada como ordenando uma coletividade (no caso d mado Direito, entre tantas out ditas nio governamentais leira; e redes articuladas de governamental e no governamental, sem as quais 0 mento do que é tido como administraca direta no Brasil vel neste momento, Jantem:se a eto segments do em ricados profundamente no func de tecnologias de governo (Foucault, 2000, segmentos sociais especificos por disp do tempo, ainda que nio sejam exclusivamente limitados aos exercicios de poder da chamada administracio dirt. “Talampliago permite contemplar os variados caminhos pelos quis se chegou a um campo temitico que aqui se intitula adminicragio ¢ govern, comportando, tas linhas de investigacio que conduziram a trabalhos que consideram aspec~ tos referentes a0 que definimos acima como administrarao © gowemanca, provendo a Antropologia produzida no Brasil de precioso material etnogrifico, sem que o mesmo, no entanto, sofra o tratamento tedrico-analitico que efe- tivamente tematize administracio © govemana. Procuraremos mapear as principais redes e nticleos de pesquisadores e va maior ou menor institucionalizagio, percebendo, simultaneamente, 05 ‘espacos especificos desse campo tematico que se constituem em adensamentos tedrico-etnogrificos (Direito, administragio governamental em seus aspectos organizacionais, normativos, operacionais e simbélicos, estudos sobre 0 Legislativo, processos administrativos de atribuigio de direitos etc). Ao mes- ‘mo tempo, seri necessitio destacar os temas variados que confluem para for- necer um amplo material a uma leitura sob as chaves da administra © da “governanya. Uma breve genealogia da disperso e do adensamento “Tomando o ponto de vista da dispersio, podemos ver, jf nos inicios dos anos 1960/1970, delinearem.-se elementos das teias terniticase das redes de investigadores hoje existentes no Brasil, Estavam na ordem do dia formu- Jagdes caleadas nas dicotomias rural urbano, arcaico/modemo, eestudos que se ocupavam de mudanca social, de migracio, do colonialismo interno — frentes de expansio; transplante /transferéncia de instituigGes, dependéncia, formas tradicionais de dominacio ¢ a implantacio de relagées de trabalho capitalistas, novos direitos eas relagdes com o mundo dos direitos — portanto, da poltica de colonizagio induzida, uma parte fundamental do projeto desenvolvimentista militar. As ages da administragio governamental sobre espacos como 0 Centro-Oeste, a Amazbnia ¢ a propria regiio Nordeste atingiram OS TerfitOflos Ce oe Oe cia dos grandes empreendimentos finan desenvolvimentista multilateral e repercutiram (Davies, 1978). Por sua ver, 08 fltxsos migratéri correlatas nos centros urbanos. Somatam-sea fendmenos seme outros pontos do planeta, que conduziram a moviment plos de defesa dos direitos humanos (entre les, 0 direto & especial de aticulagdes em prol dosdiitos de povos indies ages do Banco Mundial, de surgimento de uma antropologia sobre po «ges relocalizadas, e aos estuddos de impeatas® O programa desenvolvimentista do regime mili tropdlogos, entio se formando em cursos na sua maior em nichos de pesquisa como 0 Centro Latino-Americano de Ciéncias ais (Clapcs) ¢ 0 Centro Brasileiro de Analise e Planejam rap) releitura da histdria da Antropologia © sua progressiva instituc na forma de cursos de pés-graduacio acoplados a grupos de pes do ai o que nio havia. Queremos tio s6 destacar que, por um I nistraiao e govemanga no eram estudadas como as defini outro, estudava-se sim o seu resultado através da etnos ‘como segmentos sociais subordinados nas relagdes de pod com tais intervencdes estatais. ‘Uma consulta aos estudos realizados em micleos como os ja mencio- nados acima, assim como as pesquisas ¢ as dissertagGes ¢ teses do Departa- ‘mento de Ciéncia Politica da Faculdade de Filosofia, Ciéncias e Letras da Universidade de Sao Paulo (USP) (orientadas pelas professoras Eunice Ribei- ro Durham e Ruth Corréa Leite Cardoso), do Programa de Pés-Graduacio em Antropologia Social do Museu Nacional (PPGAS/MN-UFR)) edo Pro- grama de Pés-Gracuacio em Antropologia Social da Universidade de Brasfia (DAN/UnB), torna perceptivela pertinéncia dessa afirmacio, Da formacio e das pesquisas de Eunice Durham ¢ Ruth Cardoso, ‘veremos surgir vetores na direcao das relagdes de poder em contextos urba- nos, em que a anilise de movimentos sociais se tessaltaria, desembocando ‘numa antropologia urbana que, sob variadas outras influéncias, se desenvol- ipria USP, desdobrando-se hoje, veremos adiante, em estudos nos jplicitamente designado como tal. Eimportante notar jessas duas pesquisadoras, também estavam presentes ¢ se entrecruzavam as temiticas das transformagdes do meio rural, da migea- io entre o “meio rural” ¢ “meio urbano”, das grandes transformacdes no meio rural, da presenca da imigracio, dos estudos de colonizagio que viri- am também a ser desenvolvidos no PPGAS/MN, assim como no DAN/ UnB. Exemplos de trabalhos que se construiram nesses feixes etnogrificos, para ficarmos apenas nas pés-graduacdes citadas, sio Seyferth (1976 [1982)), Sigaud (1977 [1979], Woortmann (1975) ¢ Suirez. (1969), esta tiltima for- mada no México, sinalizando-nos para pertinéncia além fronteiras de cer- tos cruzamentos daquele momento. As temiticas do nacionalismo (€ dos Estados nacionais), dos direitos ¢ sua apreensio, continuario e, veremos, sho vetores importantes no impulsionamento dos estudos sobre administra. ioc govermanga® que, Mas, para o entendimento de como Certos temas © Pre entretecidos em instituigdes¢ linhas de investigacao, éindiscutivel que deve- ‘mos destacaras pesquisas ¢ 0 trabalho de formagiio de pesquisadores realizado por Roberto Cardoso de Oliveira? Os estudos de fri interés colonia- 2), em Fon intern, concebidos ¢ liderados pot Cardoso de Oliv forte oposicio critica aos trabalhos de Ribeiro (1970), enunciaram a tincia da anilise da politica indigenista, pontuando a acio local do Servigo de Protecio aos Indios (SPI) e depois da Fundacio Nacional do Indio (Funai) a partirde enfoques etnogrificos Tanto osestudos de friccio como os de colo- nialismo destacaram o papél da administracio governamental nos processos em curso ante 0s povos indligenas ¢ os campesinatos marginais na promocio de frentes de expansio, fosse por sua presenca ou por suaauséncia. Apesar das propostas ai contidas de andlises do papel dos postos indigenas—unidades de acio local do SPI eda Funai estudos sistemticos cla administragio ind ariama se colocar nos an emergiram outras questdes. Tais esforgos analiticos enf do projeto Emprego ¢ Mudanca Social no Nordest Palmeira, no ambito do PPGAS/MN-UFR]. nuidade as reflexde estudos sobre formas de dominacio do campesinato, surgiriam algumas das. principais vertentes de esforgos de pesquisa que, por disperstio ouadensamento, abordariam adminisnacio © goremanga nos anos de 1990 2000, partindo do acompanhamento da vida politica cotidiana em meio rural!” No contexto urbano, jf parcialmente apontado anteriormente, temas como migracio, trabalho assalatindo, favelas, educagiio e acdes da administra clo publica para grandes intervenedes urbanisticas lado a lado com estudos quemostravam as transformagSes de formas de sociabildade até entio vigen- tes nas cidades, num acentuado processo de “crise do Brasil tradicional” — ‘embor nao articuladas de maneira direta —, igualmente transborcaram ques- tes que, se nao foram pensadas como politica pleas ow aes de Estado, iio deixaram de ser uma etnografia de sua implementacio, de seus resultados, anos ¢ ganhos. Uma consulta inicial as listas de dissertagGes e teses defendi- das nos programas de pés-graduacio de Antropologia Social do MN-UFR], da USP, UnB, Unicamp, UFSCar, UFSC, UFRGS, UFRJ, Uerj, UFMG, UFF, UFPR, UG e UFPE demonstroua amplitude dessas preocupacdes temiticas das formas de problematizi-las, Nao tencionamos, nesse momento, proce- der a uma releitura minuciosa desse material, esclarecendo que citamos mais ‘emblemitica que sistematicamente um conjunto de autores. tes € excegdes mencionadas, em nenhum desses trés icos —indigenas, camponés, urbano~aideia de emografar partir do final dos anos 1970 pode ser encontrada nos trabalhos de Roberto DaMatta voltados para a compreensio da cidadania, da construcio do Brasil Nos estudos sobre povos indigenas, Facheco ce “we ‘Lima (1983) escreveram, em 1981, uma tesenha critica da cole tos Aninpologia e indigenismo na América Latina, organizada Carvalho (1981), intitulada “Os muitos folegos do indige postulavam explictamente a necessidade de estudos deta tracio indigenista. Em 1983, pela série. Boletins do Museu Nacional, tracio exercia ages de governo sobre os povos indigenas, ‘mente formulava a necessidade de produit uma “etnografa| sociais envolvidos no estabelecimento de terras indigenas Na citagio, podemos identificar de modo cl ppelas quais se elaboraram os adensamentos de uma da governanca, Em trabalhos posteriores, esse direci ofganizacionais e simblicos da pritica indigenista foram ab textos deram efetivamente inicio 20 projeto Estudo sobre Ter ‘nas no Brasil: Invasdes, Uso do Solo e Recursos Naturais, qui dissertagdes € teses de doutorado no! etoggnese e territorializacio (Pacheco de ‘mentos especificos quanto 20 reconhecimento d si matéria para varios estudos efetivamente ene eee eeeea eee eeeee nese eee eee NL EIN ede Ciéncias Sociais (UFBA). Em vinculo direto com o projeto de anilise do indigenismo e da poli- tica indigenista em diversos planos, como estabelecido em “Os muitos fole- .g0s do indigenismo”, Joio Pacheco de Oliveira defenden, em 1986, sua tese de doutorado (Pacheco de Oliveira, 1988), na qual sio analisadas, no plano da agio local, as relagGes entre os Ticuna do Alto Rio Solimdes—consideradas sua histéria, organizacio social e cosmologia ~ ¢ 0 Servigo de Protecio aos {ndios (SPI). Também a morfologia, as priticas e aces de atores institucionais do SPI sio abordadas num tipo de descri¢ao em que a visio dos Ticuna e 0 Estado em agio assomam como partes entretecidas da explicacio para os pro- cessos socinis analisados. Um ano antes, Souza Lima (1985) defendeu sua dlissertagio de mestrado em tomo da criago do SPI, partindo imediatamente para projetos que redundariam em sua tese de doutorado, defendida em 1992 (Souza Lima, 1995), em que aintencio explicitaé analisar um exercicio espe- cifico de poder de Estado que o autor designou como “‘tutelar” Souza Lima, 1995, p. 1118; 2008, p. 11-20. onados de modo mais ou menos cto com as vias junturas de critica 20 regime militar, com o progressivo “arrefecimento” ea transfiguracio do ‘mesmo até.o que se convencionou chamar de “democratizacio” do pais Muitos dos antropélogos mencionados, alguns deles clementos-chave nas redes que ‘mapearemos a seguir, para os anos 1990 e 2000, tiveram direta ou indireta- ‘mente participaco em instncias da administragiio direta,em érgios consal- tivos, em associagdes profissionais, em ONGs ~ elas proprias matéria de s que 2 hutas socais pela implementasio do texto constinucional implicaram, suas sucessivas emendas com as repercussdes para dentro e para forado “mundo dos direitos”, deram énfase crescente a uma antropologia do. Direito convergindo como uma dis vertentes = temo mais rporantes em ——eEVeee en tragio governamental da diversidade sociocultural, in abarcando diretamente em seu exercicio saberes antropoligic 05, demandando posicionamentos éticos, profissionais, te6 etogrificos. ‘Nesse cenitio, as associages cientificas tiveram e continuam tendo um papel fandamental como espagos de articulagio ediflogo entre redes de pes- Guisadores voltados ao campo das piticas governamentas eda cidadania. No caso da Associacio Nacional de Pés-Graduagio e Pesquisa em Ciencias Soci- ais (Anpocs), merece destaque aqui o Grupo de Trabalho (GT) que teve como foco a discussio das relagées entre cultura e politica, por vezes tendo esse titulo, outras combinando-o com as ideias de ideologia GT foi organizado por Gilberto Velho, Eunice Du duas nem sempre presentes por outros compromissos), te todas as reunides entre 1979 ¢ 1982 e, depois, em 19% ‘um importantissimo frum em que os trabalhos apresentad’ propostas, confirmando tendéncias que vimos, remontam aos anos ‘0, revetberaram amplamente sobre 0 campo antropol6gico, alargando redefinindo hotizontes. 'A.ABA, além de suas reunides, tem atuado por meio de o' tivas (de sua diretotia), tis como concursos de pesquisas sob publicagoes, sendo o Prémio ABA, Leite, um dos principais Coletineas outras organizadas todas constituidas a partir de discussdes realizadas em diferent No plano de uma reflexio internalista 4 Antropologia, essa conjuntura prépria ao campo da producio antropolégica no Brasil dialogou com a pro- ducio de outros contextos. Dentre as marcas do panorama mais global que repercutiram no contexto dos anos pré-1990 e posteriormente, deve-se desta- cara ji mencionada disseminacao das obras de Foucault e de Bourdieu no contexto anglo-saxio, com a reflexdo acerca do poder em sua positividade capilar para além dos modelos repressivo-coercitivos de anilise dos fend- menos politicos, no caso do primeiro, e das Iutas por classificagées ¢ do “poder simbélico”, no caso do segunda, Outras referéncias ainda foram fun- ),cri- ado em 1993, mais bem explorado no artigo sobre género neste mesmo volume, ‘que tem, porém, entre suas ead geno e sl ees © rns, Adriana G. Psctell (2004, 2009a, 2009), cujos trabalhos mais ecen- tes demonstram aspectos do exercicio cotidiano da adminitraco na gorernanta de corpos e sujeitos sociais variados, com fontes tesricas bastante afins 4s jé mencionadas. No ambito do MN-UFRJ, organizou-se, em 2001, 0 Laborat6rio de Pesquisas em Etnicidade, Cultura ¢ Desenvolvimento (Laced, ), sob a coordenagiio de Joao Pacheco de Oliveira e Anto- i de Souza Lima.” Nele, reuniu-se um conjunto de pesquisas € Predeata Tolesas 2010) © ds par os poesios enmlvend © coecinen trabalhos de intervengio que passaram a ser desenvolvide tazendo os los de investments sobre temsindgenas abotdando tematicas etnogrificas como as formas de assim como a dos direitos sexuais (Vianna e Lacerda, contramos pesquisas em regulacio dos usos de espagos| cextrativistas ¢ a Marinha brasileira (Lobio, 2006)" e descendes (Mota, 2003); etrografias do lugar do “bico” no cotidiano do policial (Cor- tes, 2005) e sobre a construcio da verdade na experiéncia do “) dirigido por Bela Feldman-Bianco (2009 ¢ 2001); 0 Niiceo de Antropologia e Cidadania, da UFRGS (), coordenado por Claudia Fonseca (2009, 2007)" 0 Laboratério de Estudos da Violéncia, da UFSC (), coordenado por Theophilos Rifioti (2009, 2004); e, confirmando a azualidade dos vinculosentre estudos de sociedades complexas. ‘eestudos de poltica e Estado anunciados anteriormente, 0 Niicleo de Antro- pologia Urbana,da USP (Nau, ),coordenado por José Guilherme Magnani, que comporta dois projetos de pesquisa que to- relacio entre Estado e mercado Bevilaqua, 2002; 2003; 2008). Bevilaqua e aller (2006), Nascimento (2009), entre muitos outros. > Integea também \ntropollgia da Politica, do Estado e do Mercado (Naper, dda UFPR). -_camente organizado grupos de trabalhos sobre Antropologia do Est 5 quisas, publicaram, em 2000, na Revista ae Anirypoltga, 0 artigo NOMS | sobre aandlise antropol6gica do Estado brasileiro”, num taro esforgo de ult ‘passagem dos limites da construgio de etnografias,Juntamente com Abreu 2000), que estudou o Congreso Nacional como espaco pata pensar a poli- tica brasileira como um sistema de trocas, Bevilaqua ¢ Leiner tém sistemati- Reunides de Antropologia do Mercosul (RAMs) ¢ também nas Reunides ~_Brusileras de Antropologia. ‘Mais recentemente, outros niicleos € laboratérios foram criados, 0 que "indica o dinamismo do campo e, consequentemente, anecessidade de estar- ‘mos tentos para o surgimento de novas redes ¢ recortes etnogrificos, seja em ___ncleos novos ow antigos, em grupos de pesquisa nessa tematica ccm articu- lagdes interinstirucionais tanto em eventos quanto em coletineas publicadas. Somente na USP, por exemplo, em mead $2000, foram criados 0 | Hybris Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Relagdes de Poder, Conflitos, - Sociabilidades), numa articulagio com o PPGAS da UFSCar, coordenado por Ana Claudia Marques (USP) e Jorge Villela (UPSCa®); 0 Niicleo de | __Astropologia do Dircito, coordenado por Ana Licia Pastore Schritzmeyer¢ Fo Gaia (Grupo de Antropologia Juridica, Agritia e Ambiental), coordenado ‘por Margarida Maria Moura, Jé na UnB, nesse mesmo periodo, foram insti- ~ taidos 0 Laboratério de Estudos da Globalizacio ¢ do Desenvolvimento, — eoordenado por Gustavo Lins Ribeiro (Ribeiro, 1991, 2008a, 2008b, ¢ 2009); © 0 Laboratétio de Saiide e Saneamento (Grupo de Pesquisa Antropologia Politica da Satie), coordenado por Carla C. Teixeira 8 Ver, entre outros titalos, Velho ¢ Kushnie (1996; 2001). C. da Silva (2005) vem desenvolvendo pesquisas sobre a cooperacao tecnica internacional parao desenvolvimento a partit de pesquisas no Timor Leste. liven orientou trabalhos como os de Nascimento Jr. (1999) ¢ Devos (2007) na UFRGS. No IFCS-UFRJ, ainda que no na forma de um laboratério, Neicle Esterci tem desenvolvido importante trabalho de pesquisa formacio a partir do denominado Projetos e Atores Socioambientais na Amazénia Brasileira — Trajet6rias, que ja gerou diversas dissertagGes ¢ teses:” Outro ppesquisador com esse perfil é Mauro Willian Barbosa de Almeida, do IFCH- Unicamp, cuja linha de pesquisas, Territorialidade e Processos Sociais ¢ os trabalhos junto com uma ampla rede de universidades, pesquisadorese ONGs J no projeto Populacdes, Agrobiodiversidade e Conhecimentos Tradicionais Asociados tém gerado pesquisas e orientagdes de dissertacdes e teses, Horizontes Futuros Em que pese 0 acimulo de reflexio sobre administrazao © governanga contido nos trabalhos aqui elencados,¢ o denso e diversificado mapeamento , etnogrifico por cles elaborndo, no observamos seu desdobramento em uma of condensagio te6rico-coneeitual sobre a governanca owos mecanismos esta- | tais (simbélicos € materiais) de atuagio. Dito de outra forma — em sua maioria-, tais investimentos no redundam numa “teotia do Estado” que logre, sem pretenses totalitirias, transformar achados etnograficos em artefatos conceituais para a compreensio teérica dos processos de estatizagio, como projeto ideol6gico, redes de relagdes e agéncias, a partir das quais tal projeto é historicamente construido ¢ cotidianamente atuali- zado e transformado. | edministracio © governanca, izea relativamente recente no estudo an co de sociedades complexas, ainda que profundamente arraigada na tracisio ‘Podlemos sintetizar essa multiplicidade de esforgos segundo duas gran- des tendéncias constatadas no surrey. Aquela que busca um adensamento tedrico efetivo, tendendo a ultrapassar as “teorias etnogrificas” de objetos ‘mais ou menos dados, produzindo um horizonte tedtico especifico ao cam- po temitico enfrentado, para uma ruptura epistemologica com a dispersio € ‘uma decantagiio de feixes de processos envolvidos nos processos de formagio de Estado e construgio da nacao, horizontes tiltimos dos estudos de admins. traci © gowrnanga, de modo d produzir abstragdes de maior nivel de genera- lidade capazes de, enquanto hipéteses, sugerit novas investigagdes e novos 7 Entre eseas, encontram-se Sant’Ana Jinior (2002) ¢ Femander (200), | proeminentes nos estudos de administraraa © govemanca mento do campo realizado, Oshorizontes possiveis sio vast fecha numa dada teificagao dos “clissicos” da Antropologia, com eventuais -concessées & Filosofia, tendendo a aplicar uma forma anaitica atodo © qual- {quer problema de pesquisa, como se s6 dela puclessem (ou devessem) ass0- mar as construgies de novas verdacles, ainda que isso sea feito com principios to gerais que se aplicam a qualquer questio formulada, excluindo uma interlocugio real com outros campos disciplinares; ¢ (2) outra que constré anilise das questdes formuladas como matéria para a produgio etnogrifica cia Politica, a Hi pot vezes, a Geografia;o que é tanto mais significative no caso daa deestudo do que foi concebido como “alteridade”. ‘Ao apontarmos tas facetas ea lacuna teérico-analitica que as acompa- FP __thha,contudo, o fazemos cientes das dificuldades desse percurso de renova¢io te6tica em especial com relacio ao Estado, chamado por Foucault jocosa- mente de um “almogo indigesto”. Todavia, viskumbramos em curso 0 risco _ decertas naturalizagies operando no vazio de scu enfrentamento conceitual, deslizamento entre a consideracio adepender da fiiagZo do autor). Em que nivel se esti operando, por quando se afirma que determinada experiéncia ou pritica politica no passa pelo Estado ou com este nada tem a ver? O que se esté entendendo por Estado nesse contexto? Explicitaressas mediagdes em configuracées particula- £es, apontando as generalizages rentives aserem feitas, parece-nos ser funda- ‘mental para melhor compreensio do Estado em ambos os registros. Dessa perspectiva esti por ser feita uma leitura criativa do vasto con- junto de investigncdes antropoldgicas ji desenvolvidas, que permita alinh: insights oriundos de contextos empiticos ¢ indagacGes analticas dite Nossa ambicio, neste artigo, foi menor, buscando adensamentos etnogrificos e inspiragies teorica até agora nao tendo surgido nenhuma voz a se reclamar, felizmente, como a ‘inica a ser ouvida. 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