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propiciando a ativação da aprendizagem.Capítulo VIII Aprendizagem e Deficiência Visual Nestecapítulo pretendemos nos aprofundar naqueles elementos e áreas de especial importância no processo de aprendizagem das crianças deficientes visuais Introdução graves. sobretudo. a aprendizagem ocorrem como resultado de uma interação na qual intervêm os sentidos. Uma deficiência visual que provoque perda de visão total ou parcial não repre- senta em si mesma alterações na potencialidade da criança para estabelecer rela- ções com os demais. Essa interação possibilita a construção dos processos cognitivos. objetos e fatos que acontecem ao seu redor. da mesma forma que não representa limitações para satisfazer suas necessidades e responder significativamente aos estímulos que a rodeiam. o sistema motor e os sentimentos da criança com as pessoas e os objetos que a rodeiam. Considerações Acerca da Aprendizagem das Crianças . O desenvolvimento e.

de maneira que podemos comentar alguns aspectos da aprendizagem aos quais de deveria prestar atenção especial na criança deficiente visual. num grande número de doenças visuais se a clareza e exatidão da percepção estiverem reduzidas. aspecto que será tratado em outro capítulo. Em algumas ocasiões. se espera que a lesão visual não tenha a gravidade que aparenta. . nem permitirá à criança atingir máxima eficiência no funcionamento visual. as estratégias para a estimulação precoce e o desenvolvimento focalizarão o uso sistemático das alternativas táteis e auditivas. é a precisão do diagnóstico. Um aspecto muito importante. por isso. a focalização e acomodação se tornam difíceis. e não se tem absoluta certeza da evolução que a patologia pode vir a ter.130 Deficiência Visual as primeiras semanas ou meses de vida para que a estimulação seja planejada e se torne permanente ao longo do período pré-escolar. e lhe servirá como meio primário de aprendizagem. temos referências em relação às respostas que não são capazes de elaborar. assim como a organização e o uso do sistema motor. sobretudo nos fatores referentes à evolução e ao prognóstico. O processo de “olhar” é prévio ao de “ver”. Entretanto. Quando a criança sofre de cegueira total. pressupondo. 5* A informação que se possui na atualidade é abundante no que se refere às necessidades das crianças na hora de compensar a falta de visão (Barraga. ou que diferem das que a criança responde mediante o contato visual e a retroalimentação visual. Por isso. não existem estudos confiáveis sobre as eta- pas específicas do desenvolvimento nas quais a criança deficiente visual grave é mais vuinerável. conhecer os esquemas normais do desenvolvimento pode nos permitir apontar os aspectos mais factíveis de serem afetados. é de esperar que a criança deficiente visual realize seqüências de aprendizagem e desenvolvimento muito semelhantes às da criança sem déficit visual. será suficiente para seu desenvolvimento com certa normalidade. desta maneira. e ambos são fundamentais para a correta elaboração das “percepções”. Mas quando a criança é diagnosticada como deficiente visual. Quando se verificam estas circunstâncias. motivada pela espera de que a visão evolua espontaneamente. 1986). seguindo um curso padroni- zado de desenvolvimento. pode existir uma tendência a retardar o começo da estimulação visual. daí a importância de uma correta “estimulação visual”. Não obstante. por sua repercussão na correta estimulação das potencialidades da criança. Esta suposição seria totalmente inadequada se analisarmos o fato de que. uma deficiência visual não facilitará o desenvolvimento visual espontâneo. que qualquer que seja a quantidade de visão que a criança possua. igualmente. o diagnóstico efetuado tem caráter definitivo (se este diagnóstico for correto).