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BO LE T I M M E N SAL DA AU TO R I DAD E NACI O NAL D E P ROT ECÇ ÃO CI V I L / N º25

ÍNDICE
ÍNDICE

NOTÍCIAS — PÁG.2/3

> Chile: Perito português integrou missão da UE

> ANP C na Futurália

> Debate: Haiti - Uma história para contar. Da notícia à intervenção

> Novos órgãos sociais da ENB tomam posse

N OT ÍCIA S D OS D I S T R I TOS — PÁG . 4

> Alcácer do Sal: assinado protocolo para construção do novo quartel

> Comemorações do Dia da Protecção Civil no Porto

TEMA— PÁG . 5

> Prevenção e controlo de acidentes em estabelecimentos SE V E SO

DESTAQUE — PÁGS . 6 /7

> O Planeta, as catástrofes e os riscos

INTERNACIONAL — PÁGS.8/9

> Acordo parcial aberto sobre riscos maiores «EUR–OPA »

EDITORIAL

/ AB R I L 2010 / I SSN 16 4 6 – 9542
/
AB R I L
2010 / I SSN 16 4 6 – 9542
» EDITORIAL / AB R I L 2010 / I SSN 16 4 6 – 9542

LEGISLAÇÃO — PÁG . 10

> Implementação do Plano Tecnoló- gico do Ministério da Administração Interna (P T MAI)

QUEM É QUEM — PÁG .11

> Agência Europeia de Segurança Marítima

AGENDA — PÁG .12

25

Abril de 2010

Distribuição gratuita Para receber o boletim PROCIV em formato digital inscreva-se em:

www.prociv.pt

Pela liberdade, pelo futuro

Coincidência feliz este nosso n.º 25 em Abril. Foi há 36 anos também

a 25 de Abril que aos portugueses foi presente o caminho da Democra-

tização e o Desenvolvimento, objectivos que persistem. Mesmo desiludindo alguns que, sem outros argumentos, prenun- ciam sintomas “ditatoriais”, estamos confiantes! Aqueles “D” são uma tarefa de todos, todos os dias. Temos mesmo esperança de que o regime democrático se não deixe vencer pelos poderosos sistemas financeiro–económicos, antes os subordine e oriente em favor da nossa Terra e das suas gentes. É sob os auspícios deste mês de Abril que sublinho que os objec- tivos da Protecção Civil passam pela consolidação de um sistema de protecção e socorro cada vez mais integrado, com elevada capacidade técnica e operacional. Quando as mudanças climáticas tendem a fazer-nos chegar cada vez mais desastres, confrontados com o crescimento da desertifica- ção, da desflorestação, da poluição do ar, da água dos oceanos, do mau uso dos solos, urge que estejamos disponíveis para pôr fim à guerra contra a natureza.É fundamental uma participação activa na preven- ção destas calamidades, designadamente reduzindo as emissões com efeito de estufa, não construindo em zonas de risco e protegendo acti-

vamente a floresta. Neste último caso a sociedade civil deu um sinal po- sitivo da sua vivacidade no passado dia 20 de Março, através da iniciati- va «Limpar Portugal», mobilizando-se para uma causa tão nobre como

é a limpeza da floresta.

Arnaldo Cruz

 

Stand da A N PC na Futurália

1.

 

Vasco Franco (SEPC) e Fernando Curto (A N B P) durante o debate sobre o Haiti

2.

P.2 . PROCIV

Número 25, Abril de 2010

NOTÍCIAS

Debate: Haiti – uma história para contar. Da notícia à intervenção

O Comandante Operacional Distrital de Lisboa, Elísio

Oliveira, que chefiou a Força Operacional Conjunta

enviada ao Haiti, participou, no dia 12 de Março, no debate «Haiti – Uma História para Contar. Da Notícia

à Intervenção», promovido pela Associação Nacional

de Bombeiros Profissionais, que se realizou no Salão

Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa. O debate contou com a participação dos jornalistas da RT P, Rosário Salgueiro, da T V I, Cristina Reyna, e da SIC, Luís Costa Ribas, enviados ao Haiti, e ainda do

Provedor do Telespectador da RT P, Paquete de Oliveira.

O Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco,

presidiu à sessão de abertura deste encontro.

2.

Franco, presidiu à sessão de abertura deste encontro. 2. 1. A N PC na Futurália A

1.

presidiu à sessão de abertura deste encontro. 2. 1. A N PC na Futurália A Autoridade

A N PC na Futurália

A Autoridade Nacional de Protecção Civil participou

na 3.ª edição da Futurália – Salão de Oferta Educativa, Formação e Emprego, que decorreu de 10 a 13 de Março de 2010 na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações. A participação da Autoridade Nacional de Protecção Civil teve como objectivo principal

a

divulgação de conteúdos de sensibilização

e

informação da população em geral e da população

escolar em particular, dando relevo à problemática dos diferentes riscos e às medidas de prevenção

e autoprotecção, promovendo desta forma uma cultura de segurança.

«Limpar Portugal» contou com apoio da A N PC

A iniciativa ‘Limpar Portugal’,

que decorreu no dia 20 de Março

e que contou com uma participação

estimada em mais de 100.000 voluntários, teve como objectivo

principal alertar as populações para

a problemática das lixeiras ilegais

existentes na nossa floresta. Entre os apoiantes deste movimento estiveram vários organismos e serviços públicos, como foi o caso da A N PC, que desde o primeiro momento apadrinhou a iniciativa, tendo promovido a sua adequada divulgação junto das Associações Humanitárias e Corpos de Bombeiros de todo o país. Envolveram-se no apoio ao projecto um total de 1278 operacionais e 371 veículos nas diversas iniciativas realizadas nos 18 distritos do Continente.

Comunidade Islâmica distingue ANPC

A A N PC foi agraciada com o

Diploma de Honra e Reconhe-

cimento da Comunidade Islâmica

de Lisboa, por ocasião da celebração dos XXV anos da Mesquita, «pela forma exemplar de planear,

coordenar e executar a política de Protecção Civil, designadamente na prevenção e reacção a acidentes graves e catástrofes, na protecção

e socorro das populações». Com a atribuição deste diploma, a Comunidade Islâmica

destacou ainda a participação da

A N PC na execução da política

de cooperação internacional do Estado português, no domínio da protecção civil e em missões de auxílio externo. Como lembra o seu Presidente, «a presente distinção pública é naturalmente estendida a todos os Agentes de Protecção Civil».

Exercício de Planeamento Civil de Emergência

Decorreu entre 4 e 10 de Março,

simultaneamente em Lisboa e em outras capitais europeias, o exercício CM X09, que pretendeu exercitar os procedimentos de gestão de crises aprovados no âmbito das actividades de Planeamento Civil de Emergência da NATO. O exercício, organizado em Portugal pelo Conselho

Nacional de Planeamento Civil de Emergência (CN PCE), envolveu todas as entidades integrantes do Sistema Nacional de Planeamento

Civil de Emergência, incluindo a Autoridade Nacional de Protecção Civil, cuja missão esteve relacionada com a resposta a um cenário fictício de ruptura de um gasoduto na zona de Campo Maior, distrito de Portalegre.

NOTÍCIAS

Chile: perito português em missão da UE
Chile: perito português em
missão da UE

A Autoridade Nacional de Protecção Civil, em resposta

a uma solicitação do Centro de Informação e Vigilância

da Comissão Europeia, enviou um perito para o Chile, para uma missão de avaliação e coordenação, no quadro do Mecanismo Comunitário de Protecção Civil. O Comandante Operacional Distrital de Leiria, José Manuel Moura, integrado na equipa da U E, esteve nas zonas mais afectadas do Chile, nomeadamente na provínica de Concepción, a Oeste do país, nas vilas e aldeias vizinhas de Tome, Lirquel, Penco e ainda na comuna de Talcahuano, severamente afectada pelo tsunami que se seguiu ao sismo.

A equipa chegou a Santiago do Chile no dia 6 de Março e, no trajecto até Concepción, deparou- -se com vários problemas de mobilidade devido ao número elevado de infra-estruturas colapsadas, designadamente estradas e viadutos.Esta equipa europeia permaneceu no Chile até dia 18 de Março.

3.

europeia permaneceu no Chile até dia 18 de Março. 3. Especialistas debatem sismos «Sismos: podem ou

Especialistas debatem sismos

«Sismos: podem ou não prever-se?» foi o tema de um colóquio que se realizou no dia 17 de Março, no Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa

e que juntou à mesma mesa diversos especialistas. Moderado por Fernando Barriga, director do Museu Nacional de História Natural,

e César Andrade, presidente

do departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, este colóquio teve como públicos-alvo

cidadãos interessados na matéria

e jornalistas. Entre os diversos intervenientes encontravam-

-se Luís Matias, que abordou a temática da geração de sismos

e tectónica de Placas; João Cabral, cuja apresentação recaiu sobre

a sismotectónica de Portugal

continental; Pedro Terrinha, que se deteve sobre a sismicidade da área imersa; Carlos Oliveira, que destacou a questão do risco

sísmico e construção e, por último, Luís Mendes Victor, que abordou

a problemática da previsão e prevenção.

Novos Órgãos Sociais da EN B tomaram posse

Os novos Órgãos Sociais da Escola Nacional de Bombeiros (EN B) tomaram posse no dia 30 de Março e exercerão funções até 2012. A direcção da EN B será, assim, presidida por José Augusto Carvalho, licenciado em Ciências Sociais e Humanas e ex–presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras entre 1983 e 1995. Da direcção fazem ainda parte, como vogais, Domingos

Quintas, licenciado em Economia e pós–graduado em Gestão Autárquica Avançada, e Joaquim Marinho, licenciado em Ensino, ex–presidente do Serviço Nacional de Bombeiros entre 1999 e 2002, assumindo, desde 2003,

a presidência da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu.

A Assembleia–Geral continua a ser presidida pelo Padre Vítor Melícias,

tendo sido igualmente reconduzidos como secretários, Abel Ramos

e Agostinho Teixeira.

O Conselho Fiscal passa a ser presidido por José Pereira, Director

da Unidade Administrativa e Financeira da A N PC, sendo vogais Paulo Hortênsio, vice–presidente do Conselho Executivo da LBP e Rui Santos,

o Comandante da A H B de Santa Comba Dão.

A N PC associa-se à Semana da Floresta – Dia Mundial da Floresta

A propósito das comemorações do Dia Mundial da Floresta, a Autoridade

Florestal Nacional (A F N) promoveu, durante o mês de Março, um

conjunto de iniciativas com o objectivo de sensibilizar as populações para

a importância da floresta portuguesa, quer em termos de conservação da biodiversidade, quer em termos de desenvolvimento económico.

A A N PC, através do CDOS de Coimbra, participou numa exposição

alusiva à defesa da Floresta e especialmente vocacionada para a população escolar, que decorreu no Pavilhão de Exposições da Lousã.

O stand da A N PC estava composto com material diverso com medidas

de prevenção e autoprotecção.

Equipa de peritos enviada pelo MIC

3.

PROCIV . P.3

Número 25, Abril de 2010

N O T Í C I A S

D O S

D I S T R I T O S

Alcácer do Sal: Assinado protocolo para construção do novo quartel dos Bombeiros

O Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, presidiu no dia

13 de Março à cerimónia de assinatura do protocolo de co–financiamento

municipal para a construção do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcácer do Sal.

A construção desta nova infra-estrutura corresponde a uma

candidatura aprovada no âmbito do Eixo III do Programa Operacional Temático Valorização do Território do QR EN, no montante global de 829.254,96€, dos quais 70% correspondem a comparticipação europeia. Através deste protocolo celebrado com a A H BV de Alcácer do Sal,

o município assume os restantes 30%, não financiados no âmbito desta

candidatura. Recorde-se que este projecto integrou um dos 26 contratos homologados pelo Ministro da Administração Interna a 18 de Dezembro do ano passado, para a área da protecção civil e bombeiros, traduzindo-se num investimento total de cerca de 22,3 milhões de euros.

num investimento total de cerca de 22,3 milhões de euros. Comemorações Dia da Protecção Civil no

Comemorações Dia da Protecção Civil no Porto

Para assinalar as comemorações do Dia da Protecção Civil, o Governo Civil do Porto, em colaboração com o Comando Distrital de Operações de Socorro, realizou, de 6 a 7 de Março, na Avenida dos Aliados, uma exposição / apresentação de meios operacionais de todos os agentes de protecção civil do distrito. Além desta exposição, houve também a exibição

de diversas actividades de palco, dinamizadas pelas escolas, sobre as várias temáticas de Protecção Civil. Houve ainda lugar para uma apresentação pública dos trabalhos gráficos elaborados pelos alunos dos Clubes da Protecção Civil, que envolveu as escolas dos 18 concelhos do distrito e que se manterá em exposição itinerante pelos referidos concelhos.

O evento foi inaugurado pelo Secretário de Estado da Protecção Civil,

Dr. Vasco Franco, que destacou a importância deste tipo de iniciativas na sensibilização dos cidadãos para as questões de segurança, sublinhando o papel que os agentes de protecção civil têm na sociedade.

Entidades presentes nas

comemorações do Dia da

Protecção Civil no Porto

4.

P. 4

. PROCIV

Número 25, Abril de 2010

4.

4. P. 4 . PROCIV Número 25, Abril de 2010 4. NOTÍCIAS CDOS Lisboa: Acções de

NOTÍCIAS

CDOS Lisboa: Acções de Formação

A Direcção Nacional de Bombeiros

realizou, a 11 e 12 de Março, no CDOS de Lisboa, acções de formação para dar a conhecer as

novas funcionalidades da aplicação do Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses. Estas acções de formação destinaram-se aos utilizadores das Associações

e Corpos de Bombeiros que lidam diariamente com a aplicação.

Estarreja: III Semana da Protecção Civil

A Câmara Municipal de Estarreja

promoveu a 3ª edição da Semana da Protecção Civil, de 23 a 26 de Março, no âmbito do Clube de Protecção Civil local. As actividades destinaram-se à comunidade escolar e à população em geral. No decorrer desta iniciativa foram apresentadas palestras sobre primeiros socorros para a população, circulação em segurança, intervenção em cenários de catástrofes e informação sobre os domínios de actuação do I N E M, cujos equipamentos estiveram em exposição, juntamente com trabalhos do Clube de Protecção Civil de Estarreja.

Simulacro testou meios de socorro

Vários meios de socorro do distrito do Porto estiveram envolvidos num simulacro de um acidente de aviação, no dia 14 de Março. No exercício, um Airbus 320 com destino a Londres despenhou-se na descolagem numa área não urbana, nas imediações do aeroporto Francisco Sá Carneiro, provocando 40 mortos e dezenas de feridos. Foi o primeiro exercício do género realizado em Portugal para treinar e preparar as entidades envolvidas para uma situação real.

TEMA

Ponto de situação

Prevenção e controlo de acidentes em estabelecimentos SEVESO

1.

e controlo de acidentes em estabelecimentos SEVESO 1. A ANPC recomenda já que a permissão de

A ANPC recomenda já

que a permissão de uso de

solo respeite uma distância

mínima de segurança,

avaliada caso a caso

Sabemos que a proximidade dos estabelecimentos perigosos às zonas urbanas ou, por vezes, o crescimento das comunidades numa espécie

de abraço ao perigo, são situações que expõem as populações de forma calculável ao desastre. Ninguém, populações ou responsáveis, podem alegar a imprevisibilidade do acidente.

A rápida evolução da ocupação urbana junto a estes complexos

industriais tornou ainda mais importante o mecanismo de prevenção de acidentes graves e de gestão do risco nas instalações industriais classificadas perigosas, que resultou da transposição da Directiva SEV ESO I I para o direito nacional (Decreto–Lei n.º 254/2007 de 12 de Julho). Este diploma obriga todos, desde os responsáveis na área da protecção civil aos responsáveis na área do ambiente, operadores dos estabelecimentos, responsáveis pelo ordenamento do território, a trabalhar em conjunto para a prevenção do risco de ocorrência de acidentes graves. Para os estabelecimentos do nível superior de perigosidade, o Relatório de Segurança (artigo 10.º), que aqueles são obrigados a ter, inclui a descrição do Sistema de Gestão de Segurança para a Prevenção de Acidentes Graves (SGSPAG), a Identificação dos Perigos e Análise dos Riscos e a avaliação das consequências, bem como a definição de medidas de protecção e intervenção para a sua limitação. O operador é ainda obrigado a realizar uma auditoria anual ao SGSPAG e a elaborar o Plano de Emergência Interno (PEI) (artigo 16.º), bem como a fornecer toda a informação necessária para a elaboração dos Planos de Emergência Externos (PEE) (artigo 19.º), medidas que estão a ser desenvolvidas pelas Câmaras Municipais. Falta ainda, para o cumprimento integral deste diploma, a publicação de uma portaria conjunta que fixará as distâncias de segurança entre os estabelecimentos abrangidos pelo presente Decreto–Lei e as zonas

residenciais, vias de comunicação, locais frequentados pelo público, zonas ambientalmente sensíveis, etc. (artigo 5.º). Estas distâncias irão constar dos processos de elaboração / revisão / alteração dos Planos Municipais de Ordenamento do Território.

A A N PC considerou para a definição dos objectivos operacionais para

2010, finalizar este importante instrumento de prevenção e ordenamento territorial. Dada a importância deste objectivo, a A N PC, com a DG O T DU, faz parte de um grupo de trabalho coordenado pela A PA, cuja missão é a concretização da referida portaria. Enquanto a portaria não existe, a A N PC, na análise dos PDM e dos PEE, recomenda já que a permissão de uso de solo respeite uma determinada distância mínima de segurança avaliada caso a caso e de

acordo com os cenários de acidente grave constantes dos estudos de risco.

E a prova de que todos estamos envolvidos nesta corrida é feita com o

que observamos junto dos Municípios: são estes que, no acto de revisão dos seus planos querem regularizar desde já uma zona de interdição.

Indústrias SEV ESO em Portugal (2007)

1.

PROCIV . P.5

Número 25, Abril de 2010

DESTAQUE

O planeta, as catástrofes e os riscos

No estádio actual do conhecimento, o Planeta Azul é o único com condições de abrigar vida. No entanto, perante as sucessivas catástrofes naturais a que se tem assistido nos úl- timos tempos, levando, inclusivamente, alguns autores a afirmarem que «o planeta está a ‘revoltar-se’», surge a questão: É a Terra uma entidade viva?

Para respondermos à pergunta e podermos entender melhor as ameaças que sobre nós pendem e os riscos

que corremos, daremos início, neste Boletim, a uma série de artigos com informações sobre o nosso planeta, local em que nascemos e o único em que podemos viver. Desde a Antiguidade, a busca por metais preciosos tem levado as pessoas a escavarem o Planeta. A incan- sável procura de ouro, cobre, urânio, pedras preciosas

e outros, acabou por revelar a própria história e a idade da Terra. Com a Revolução Industrial, (a partir do século XVIII), o uso de máquinas tornou mais fácil a remoção dos solos. Abriram-se estradas, túneis, minas e canais

e as rochas abaixo da superfície ficaram cada vez mais

expostas, revelando estratos diferentes e sobrepostos uns aos outros, muitos deles com fósseis. É considerado na comunidade científica que a Terra nasceu conjuntamente com o sistema solar, há cerca de 4,4 a 4,6 mil milhões de anos. Apesar de ser um dos que melhor conhecemos, continuam a ser de enorme complexidade os mecanismos que fizeram dela um lugar propício à vida, Sendo um planeta em constante mutação, a sua

superfície está continuamente a ser criada, modificada

e destruída. Este é de facto, um planeta “vivo”, com

actividade vulcânica, um campo magnético global (indicador de um interior líquido), uma superfície

dividida em placas onde estão assentes os continentes

os oceanos, e uma atmosfera envolvente em constante movimentação.

e

A ESTRUTURA DA TERRA

A Atmosfera é a camada de ar que envolve a Terra,

constituída por uma mistura de gases (com espessura variável entre 500 a 1000 k m s.) e que acompanha os seus movimentos de rotação e translação; embora se considere uma camada bastante fina possui, no entanto, um papel fundamental na vida na Terra, nomeadamente para a função respiratória comum a todos os seres vivos, para o equilíbrio dos intervalos

de temperatura aceitáveis pelos organismos, para a

P. 6

. PROCIV

Número 25, Abril de 2010

organismos, para a P. 6 . PROCIV Número 25, Abril de 2010 existência de água no

existência de água no estado líquido (ciclo da água) e também como protecção de agentes e radiações vindas do exterior.

A atmosfera do Planeta é constituída por diversos

componentes, dos quais os mais representativos e

indispensáveis são o azoto (78%) e o oxigénio (21%). Outros, como o vapor de água e o dióxido de carbono, participam em quantidades variáveis e diminutas. Durante séculos, alguns destes gases foram produzidos e consumidos ciclicamente na Terra, mantendo-se equilibrado o ciclo emissão/utilização. A composição da atmosfera tem no entanto vindo a sofrer alterações. O dióxido de carbono lançado para

a atmosfera pelas combustões (na sequência, por

exemplo, dos incêndios florestais) e pela respiração dos seres vivos, era depois absorvido pelas plantas, através da fotossíntese, e pelos oceanos onde se dissolvia na água, vindo mais tarde a formar rochas

e carbonatos. Contudo, a velocidade com que alguns

destes gases começaram a ser lançados para a atmosfera superou a rapidez com que dela eram retirados e a sua concentração aumentou, provocando desequilíbrios com todas as consequências adversas inerentes.

A Hidrosfera corresponde a toda a parte líquida

que existe no planeta: compreende os oceanos, rios,

DESTAQUE

lagos, calotas de gelo, água do subsolo e da atmosfera, e outros. Aproximadamente 70,8% da superfície da Terra

Este campo revela-se da maior importância no desenvolvimento e manutenção da vida na Terra,

é

coberta de água, 97% dos quais é água salgada

pois funciona como retentor da atmosfera terrestre

e

apenas 3% água doce (incluída a água no estado

e

também como escudo de protecção contra o

sólido). A reserva actual de água doce para consumo dos seres que dela necessitam e para usos industriais constitui apenas 0,007%.

A Terra é, provavelmente, o único planeta do

sistema solar onde existe água na forma líquida. Esse facto deve-se ao efeito de estufa; há um equilíbrio entre os raios solares que chegam à superficie do Planeta

e os que são reflectidos. Sem este efeito, a Terra teria temperaturas muito abaixo do ponto de congelação,

e seria apenas uma “bola de gelo”. Se não existir o

equilíbrio, isto é, se se incrementar o efeito de estufa, correremos o risco da ver água que se encontra no estado sólido derreter, evaporar e aumentar ainda mais este fenómeno com todas as suas consequências; por outro lado, se este fenómeno for diminuído ou anulado, teremos no horizonte nova glaciação.

A Litosfera da Terra está estruturada em camadas.

A parte mais interna do planeta é denominada

Núcleo. Pelo comportamento mecânico que assume, subdivide-se em núcleo interno, que se crê formado por um único cristal de ferro no estado sólido, com uma espessura aproximada de 1.200 k m, e um núcleo externo, constituído por ferro e níquel no estado líquido de 2.270 k m. Supõe-se que os movimentos

criados pelo desfasamento entre o núcleo mais interno

e o núcleo exterior líquido criam um campo eléctrico que, associados ao movimento de rotação da Terra, seriam os responsáveis pelo campo magnético. Este campo magnético, semelhante ao de um íman, possui

vento solar, cujas radiações e partículas carregadas electricamente são nefastas à vida.

O Manto, apresentando características físicas e

mecânicas diferentes do núcleo, estende-se entre 2900

k m e 3000 k m. A pressão na parte inferior do mesmo é

da ordem de 1,4 milhões de atmosferas. Pelas pressões

e temperaturas elevadas a que os materiais de que é

composto estão sujeitos, estes podem apresentar-se no estado sólido ou com uma forma viscosa. Por último, e sobre esta estrutura, está a Crosta Terrestre, formada por uma série de placas, denominadas Placas Tectónicas, que parecem flutuar, movendo-se sobre o manto. Estas placas, limitadas por zonas de convergência ou subducção, são criadas nas zonas de divergência ou “Zonas de Rift”, e é na zona de fronteira delas que se regista a maioria dos sismos e erupções vulcânicas. Os continentes, parte visível destas placas tectónicas, também se movem, daí a expressão «deriva continental». Segundo Alfred Wegner (1880–1930), há cerca de 300 milhões de anos os continentes estiveram unidos numa única grande massa de terra firme (super–continente) que denominou de Pangeia, rodeado por um único oceano – a Pantalassa. A Pangeia fragmentou-se dando origem a novos continentes sujeitos a deformação e deriva, que ainda perdura. Wegner não soube, porém, explicar qual a causa do movimento dos continentes.

os seus pólos distantes dos pólos geográficos em

A Terra está em constante mudança. A sua

aproximadamente 11,3º, correspondendo estes à linha

superfície está continuamente a ser criada, modificada

imaginária sobre a qual a Terra descreve a sua rotação.

e destruída.

Recentemente descobriu-se que o campo magnético da Terra varia e inverte periodicamente o seu sentido; por exemplo, há 30.000 anos o pólo Norte magnético era no pólo Sul geográfico. Fenómenos extremos, como sismos de elevada magnitude, podem alterar o ângulo formado entre os pólos geográfico e magnético.

1.

ângulo formado entre os pólos geográfico e magnético. 1. É, de facto, um planeta “vivo”, com

É, de facto, um planeta “vivo”, com actividade

vulcânica, um campo magnético global (indicador de um interior líquido), uma superfície dividida em placas onde estão assentes os continentes e os oceanos em permanente mudança, e uma atmosfera envolvente

em constante movimentação. Embora nos pareçam adversas, são condições que

nos propiciam viver nela e com auto–sustentabilidade.

A Terra nasceu, vive, e um dia poderá morrer;

cabe-nos não contribuir para acelerar este processo.

Um dos problemas que desde já a humanidade enfrenta é a escassez de água doce. Existe cada vez em menor quantidade e a que existe está cada vez mais poluída. Estima-se que em 2025, um terço da população mundial venha a enfrentar este problema, estando também a biodiversidade ameaçada.

Destruição na sequên- cia de um tsunami

1.

PROCIV . P.7

Número 25, Abril de 2010

P. 8

. PROCIV

Número 25, Abril de 2010

INTERNACIONAL

Acordo Parcial Aberto Sobre Riscos Maiores «EU R–OPA»

Encontro sobre Avaliação do Risco na Europa

Nos dias 8 e 9 de Abril, a A N PC participa, em Paris, no Comité dos Correspondentes Permanentes do Acordo Parcial Aberto sobre Riscos Maiores, «EU R–OPA», tendo sido convidada a fazer uma apresentação sobre o sistema de Protecção Civil em Portugal. Este Acordo conta actualmente com 25 Estados-membros, incluindo

Portugal. O seu principal objectivo é o de reforçar e promover a cooperação entre os Estados participantes de forma a garantir uma melhor prevenção, protecção e organização do socorro em situações de catástrofes, sejam estas naturais ou tecnológicas. As actividades políticas do Acordo dividem-se em quatro grandes áreas: o Comité de Correspondentes Permanentes (CCP), as Reuniões Ministeriais, o Subcomité de Auditoria e o Subcomité de Programação, sendo o CCP o órgão mais activo em termos de execução das linhas directrizes definidas ao nível ministerial. O CCP reúne duas vezes por ano, intercalando com as reuniões ministeriais que se realizam de dois em dois anos. A Rede de Centros Especializados que tem sido desenvolvida pelo EU R–OPA é talvez uma das suas maiores mais-valias e visa assegurar

o interesse e a participação directa dos Estados–membros, favorecendo

a criação de Centros Europeus especializados em várias áreas distintas. Portugal possui um Centro Especializado em Riscos Urbanos (CERU), sediado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A A N PC participou numa reunião

técnica realizada nos dias 23 e 24 de Março, em Londres, que teve como objectivo fomentar a discussão internacional sobre metodologias

a aplicar para a análise de risco

nas vertentes de apoio à decisão

e planeamento de emergência,

tendo em vista encontrar critérios

e práticas comuns entre os

Estados-membros que possibilitem

o estabelecimento de linhas

orientadoras neste domínio. No encontro, patrocinado pelo

Reino Unido, estiverem presentes representantes daquele país e também de França, Alemanha,

Holanda

e Eslovénia.

Workshop sobre Eventos Extraordinários: Resposta Europeia Coordenada de Protecção Civil

Na sequência do Seminário realizado em Madrid, no âmbito do apoio psicossocial, durante os dias 8 e 9 de Fevereiro, e a fim de dar continuidade às prioridades definidas pela presidência espanhola do Conselho da União Europeia (U E), realizou-se no mesmo local, na Escola Nacional de Protecção Civil, Madrid, entre os dias 3 e 4 de Março, um Workshop sobre Eventos Extraordinários – Resposta Europeia Coordenada de Protecção Civil. Este workshop teve como destinatários técnicos e responsáveis pela protecção civil em todas as administrações públicas, assim como responsáveis de áreas relacionadas com a gestão de emergência em Eventos de Grandes Concentrações Humanas (EG CH) em países dentro da U E . A A N PC esteve representada por dois técnicos. São cada vez mais frequentes os acontecimentos sociais que reúnem grandes concentrações de público, como é o caso de espectáculos culturais, desportivos,

religiosos, etc. Estes Eventos de Grandes Concentrações Humanas (EG CH) apresentam um elevado nível de risco como consequência do elevado número de pessoas implicadas nos mesmos. A aproximação de grandes acontecimentos na União Europeia (Jogos Olímpicos em Londres, Jornadas da Juventude em Madrid, etc.),

o estado do desenvolvimento do Mecanismo e

as experiências recentes (Tailândia, Bombaim),

recomendam uma reflexão sobre o valor acrescentado pela U E para lidar com este tipo de eventos. A iniciativa pretendeu aprofundar o conhecimento dos eventos mencionados, com especial enfoque para

a mecânica dos riscos que geram e no planeamento

de prevenção, gestão e instrumentos de intervenção para garantir um nível adequado de segurança para

a realização dos mesmos, assim como iniciar uma

reflexão sobre a necessidade de ordenamento do território europeu para os principais acontecimentos que impliquem grandes concentrações humanas. Os objectivos mais específicos deste workshop passaram por conhecer os diferentes tipos de EG CH (interiores ou exteriores, desportivos e oficiais, festivais, demonstrações, etc.); conhecer o quadro regulamentar para EG CH; adquirir ferramentas de avaliação de riscos de EG CH; obter os instrumentos para a prevenção de risco em EG CH; adquirir conhecimentos para planear EG CH; analisar o comportamento humano em EG CH; comunicação de risco; adquirir mecanismos para gerir e coordenar as intervenções para lidar com situações de emergência em EG CH e partilhar o conhecimento sobre as

diferentes experiências de gestão de EG CH em diferentes países.

INTERNACIONAL

Exercícios C PX: Peritos de Protecção Civil e Peritos de Ajuda Humanitária

Na sequência das recentes alterações verificadas na organização interna da Comissão Europeia (CE), nomeadamente no que se refere à área da Protecção Civil, que passou para a mesma Direcção–Geral encarregue dos Assuntos e da Ajuda Humanitária, terão lugar ao longo dos próximos meses um conjunto de exercícios em modo Command Post Exercise (CPX) que visam integrar os peritos nacionais credenciados em ambas as áreas de intervenção: Protecção Civil (PC) e Ajuda Humanitária (A H).

A Comissão Europeia pretende, com esta medida, melhorar o treino

conjunto, a sensibilização para os contornos específicos de cada área de

intervenção e ainda a articulação e a coordenação, fundamentais sempre que os peritos de ambos os domínios se juntam no terreno em missões reais.

1.

EXERCÍCIOS CPX Exercício 1 Local do Exercício Região do cenário 26 – 28 Abril 2010
EXERCÍCIOS CPX
Exercício 1
Local do Exercício
Região do cenário
26
– 28 Abril 2010
Bélgica
África e Índico
Exercício 2
Bruges,
Mediterrâneo e
17
– 19 Maio 2010
Bélgica
Médio Oriente
Exercício 3
Genk,
28
– 30 Junho 2010
Bélgica
Ásia, América Latina,
Caraíbas e Pacífico
Calendário dos exercí-
cios a realizar
1.
Dia Internacional da Meteorologia
Todos os anos, no dia 23 de Março, a Organização
Meteorológica Mundial (OM M), os seus 189 membros
e
a comunidade meteorológica internacional, celebram
o
Dia Meteorológico Mundial em torno de um tema
escolhido. Este dia comemora a entrada em vigor, nessa
data, em 1950, da Convenção da OM M que criou a
Organização.
O
tema deste ano é: “A OM M – 60 anos de serviço
para a sua segurança e bem-estar”. Para assinalar
a
efeméride, a organização lançou um caderno especial
que relembra as conquistas históricas da organização
e
elenca as 60 maneiras como a OM M faz a diferença
nas vidas diárias de quase todos os habitantes do
planeta.
Em Portugal, a data foi assinalada com um
colóquio realizado no Instituto de Meteorologia
(I M) que contou com a participação de técnicos
do I M e de representantes de utilizadores para os
quais a informação produzida pelo I M é relevante,
nomeadamente a Autoridade Nacional de Protecção
Civil, o Instituto Hidrográfico e o Gabinete de
Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves.
A
A N PC participou no colóquio com uma apresentação
subordinada ao tema «Contributos da Meteorologia
para as actividades da Protecção Civil».
PROCIV . P.9

Número 25, Abril de 2010

LEGISLAÇÃO

Legislação

Consulta em: www.prociv.pt/Legislacao/Pages/LegislacaoEstruturante.aspx

Despacho (extracto) n.º 4146/2010, de 9 de Março Nomeação, em comissão de serviço, pelo período de três anos, para desempenhar as funções de Adjunto de Operações Distrital do Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, o licenciado Fernando Ricardo Simões Pimenta.

Glossário

Despacho n.º 4145/2010, de 9 de Março Renovação da comissão de serviço por três anos do comandante operacional nacional, Dr. Paulo Gil Lopes Martins, do Comando Nacional de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Despacho n.º 3292/2010, de 23 de Fevereiro Implementação do Plano Tecnológico do Ministério da Administração Interna (P TM A I ).

CICLONE Dependendo da sua localização geográfica e da sua intensidade, os ciclones tropicais podem ter vários outros nomes, tais como

furacão, tufão, tempestade tropical, tempestade ciclónica, depressão tropical ou simplesmente ciclone. Ciclone tropical é um sistema tempestuoso caracterizado por

um sistema de baixa pressão, por trovoadas e por um núcleo morno, que produz ventos fortes e chuvas torrenciais.

Publicações

que produz ventos fortes e chuvas torrenciais. Publicações www R ISCOS – Associação Portuguesa de R

www

R

ISCOS – Associação Portuguesa de R iscos, Prevenção

e

Segurança . Territorium 16

A Territorium é uma revista científica, única no seu género em Portugal

e tem um público-alvo diversificado. A publicação dedica-se à consciência

dos riscos, percepção dos perigos e gestão das crises, que considera serem pressupostos fundamentais tanto para uma prevenção séria como para

a minimização dos efeitos da plena manifestação dos riscos, as catástrofes. Neste número 16 poder-se-ão ler diversos artigos de Luciano Lourenço, Amilton Amorim, Ana Maria Rodrigues Monteiro de Sousa, Eric Rafael Pereira de Sousa, Bruno Martins e Fernando Rebelo, entre outros.

Agência Europeia de Segurança Marítima — http://www.emsa.europa.eu Através da página da Agência Europeia de Segurança Marítima é possível aceder a um conjunto de informações que permite ao utilizador conhecer as origens e tarefas desta Agência, as actividades operacionais relacionadas com preparação e resposta a situações de poluição, bem como serviços de monitorização do tráfego marítimo. Por outro lado, está ainda disponível uma brochura em várias línguas, através da qual se pode conhecer todo o historial da Agência, assim como as responsabilidades que lhe estão cometidas.

Protecção Civil Europeia — http://ec.europa.eu/echo/civil_protection/civil/index.htm A Protecção Civil Europeia tem uma nova página, independente da Direcção–Geral do Ambiente. Agora, nesta página inicial, o cidadão pode ter acesso aos destaques da Protecção Civil, não só a nível europeu, mas também internacional, nomeadamente as acções no âmbito do Mecanismo Comunitário de Protecção Civil (MIC). Através do menu lateral, é também dado acesso a textos legislativos que enquadram a política de protecção civil, bem como publicações e medidas de sensibilização e prevenção para diversos riscos.

P.10

. PROCIV

Número 25, Abril de 2010

QUEM

É

QUEM

Agência Europeia de Segurança Marítima

Os naufrágios do Erika (1999) e do Prestige (2002) levaram a União Europeia a reforçar a segurança marítima através de várias medidas

legislativas. É neste contexto que é criada a Agência Europeia da Segurança Marítima (E MSA) cujo objectivo é assistir a Comissão e os Estados– –membros em matéria de segurança marítima, de protecção do transporte marítimo e de prevenção da poluição causada pelos navios.

A agência tem como objectivo zelar pela boa aplicação da legislação

europeia e promover a cooperação entre os Estados–membros. Desde que entrou em funcionamento, tem vindo a contribuir para a avaliação das sociedades de classificação reconhecidas pela Comissão Europeia e dos centros de formação marítima em países terceiros, assim como para a verificação do respeito do controlo pelos poderes públicos nos portos. Em 2004 a E MSA passou também a prestar assistência aos Estados– –membros em caso de poluição grave. Para o efeito, fretou navios antipoluição que podem intervir em toda a Europa, se solicitados pelos Estados–membros ameaçados por um episódio de poluição. Em Abril de

2007, a agência criou outro dispositivo, denominado CleanSeaNet, o qual permite prevenir rapidamente um Estado–membro cuja costa se encontre ameaçada por descargas poluentes ilegais ou acidentais. Entre as diversas valências da E MSA, destacam-se a gestão eficaz dos resíduos dos navios, a redução da poluição atmosférica, programas de formação e cooperação, programas operacionais de resposta à poluição de hidrocarbonetos, o acompanhamento de navios e o seguimento de navios a longa distância. Durante a cimeira europeia de 13 de Dezembro de 2003, foi decidido que a sede da E MSA ficaria em Lisboa, estando agora a funcionar em instalações criadas de raiz, no Cais do Sodré.

Já nestas novas instalações, teve lugar, em Junho de 2009, um

seminário internacional que envolveu especialistas dos domínios específicos da poluição marítima e da protecção civil. O propósito deste encontro foi o de debater a possível criação de módulos comunitários de combate à poluição marítima.

http://www.emsa.europa.eu

comunitários de combate à poluição marítima. http://www.emsa.europa.eu PROCIV . P.11 Número 25, Abril de 2010

PROCIV . P.11

Número 25, Abril de 2010

P.12

. PROCIV

Número 25, Abril de 2010

AGENDA

1

ANIVERSÁRIO DA ANPC Comemora-se, no dia 1 de Abril, mais um aniversário da Autoridade Nacional

da Protecção Civil. Recorde-se que este serviço nasceu a 1 de Abril de 2007 com o propósito de “Planear, coordenar

e executar a política de Protecção

Civil, designadamente na prevenção e

reacção a acidentes graves e catástrofes, de protecção e socorro das populações

e de superintendência da actividades

dos bombeiros”. Para assinalar a data, haverá uma sessão pública na sede deste serviço, com intervenção do Cmdt. José Moura, a propósito da recente missão da U E ao Chile, que integrou.

ABRIL

8 – 9 ABRIL

COMITÉ DOS CORRESPONDENTES DO ACORDO PARCIAL ABERTO SOBRE RISCOS MAIORES «EUR–

–OPA»

A ANP C participa em Paris, nos

dias 8 e 9 de Abril, naquele Comité, tendo ainda sido convidada a fazer uma apresentação sobre o Sistema de Protecção Civil em Portugal.

sobre o Sistema de Protecção Civil em Portugal. 12 – 13 ABRIL SEMINÁRIO «NOVO REGIME JURÍDICO

12 – 13 ABRIL

SEMINÁRIO «NOVO REGIME JURÍDICO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS EM

EDIFÍCIOS»

Este seminário, organizado pelo Centro de Estudos e Formação Autárquica, terá lugar na Biblioteca Municipal de Vila Real, entre os dias 12 e 13 de Abril.

10, 17 ABRIL E 1 MAIO

CURSO DE VOLUNTARIADO

INTERNACIONAL JUVEBOMBEIRO

O objectivo deste curso é preparar

profissionais, voluntários e aspirantes para missões no estrangeiro. Destina- -se à população em geral, a voluntários

e aspirantes a voluntários em missões internacionais. Para mais informações contacte: escoladevoluntariado@gmail. com.

23–25 ABRIL

ENCONTRO NACIONAL

O Encontro Nacional Juvebombeiro

decorrerá em Peniche e inclui um

Seminário, no qual um dos temas será

“A experiência do Haiti”. Os oradores

convidados são o CO D I S Elísio Oliveira (Cmdt. da Força Operacional Conjunta)

e Marco Martins (coordenador da equipa

da F E B que integrou a missão no Haiti).

da equipa da F E B que integrou a missão no Haiti). 17 ABRIL IV SEMINÁRIO
da equipa da F E B que integrou a missão no Haiti). 17 ABRIL IV SEMINÁRIO

17 ABRIL

IV SEMINÁRIO DE «INTERVENÇÃO

EM CATÁSTROFES»

29 – 30 ABRIL

IV JORNADAS DE CIÊNCIAS DO

ISCS–N

Estas Jornadas, organizadas pela

O

serviço de saúde dos Bombeiros

Associação de Estudantes e pelo

“Cataclismos e Catástrofes” e terão lugar

Voluntários de Carcavelos e S. Domingos de Rana organiza esta IV edição, que terá lugar no Seminário da Torre da Aguilha em S. Domingos de

Departamento de Ciências do Instituto Superior de Ciências da Saúde-Norte (I SC S - N), são subordinadas ao tema

Rana. A AN P C fará uma intervenção

no

Centro de Congressos e Exposições

subordinada ao tema “Plano de

do

Edifício da Alfândega do Porto.

Emergência contra Sismos da Área

A

ANP C apresentará a comunicação

Metropolitana de Lisboa”. Mais

“Protecção Civil: Prevenção, Alerta

e

Comunicação”.

informações em cidalina.ferreira@ ahbvcsdr.com.

informações em cidalina.ferreira@ ahbvcsdr.com.
informações em cidalina.ferreira@ ahbvcsdr.com.
informações em cidalina.ferreira@ ahbvcsdr.com. B O L E T I M M E N S A

B O L E T I M

M E N S A L

D A

A U T O R I D A D E

N A C I O N A L

D E

P R O T E C Ç Ã O

C I V I L

Edição e propriedade – Autoridade Nacional de Protecção Civil

Redacção e paginação – Núcleo de Sensibilização, Comunicação e Protocolo

Design – Barbara Alves

Impresso em papel 100% reciclado R ENOVA PR I N T E .

Os artigos assinados traduzem a opinião dos seus autores. Os artigos publicados poderão ser transcritos com identificação da fonte.

Director – Arnaldo Cruz

Fotos – A N PC ISSN – 1646–9542

Impressão – Europress

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