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Esi Colegio Nossa Senhora de Belém

Disciplina: Geografia
Trabalho a ser entregue ao professor Gerson.

Fenômeno Lá Niña e El Niño e suas conseqüências

Aluno: Henrique de lima, Jose Paulo, Luiz Henrique Gomes.


Data: 03/04/2010
Introdução:

Nesse trabalho vou falar um pouco sobre os fenômenos El Niño e La Niña e suas
conseqüências ou seja as destruições causadas pelos mesmos. Nesse trabalho ira conter
algumas imagens da atuação dos fenômenos em quanto eles estão ocorrendo e as
destruições após o seu termino. O trabalho será por pontos.

1° Ponto: se trata do fenômeno La niña. O que ele é o grau de destruição e algumas


imagens do mesmo.

O La Niña, é responsável pelo esfriamento das águas do Oceano Pacífico. Como


consequência deste fenômeno, as águas do Atlântico sofrem um leve aquecimento para
que haja um equilíbrio na temperatura atmosférica. De acordo com a meteorologista, a
ocorrência dos dois fenômenos é comum nesta época do ano
Ultima atuação do La Niña

O fenômeno La Niña, que é oposto ao El Niño, corresponde ao resfriamento anômalo


das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma
“piscina de águas frias” nesse oceano. À semelhança do El Niño, porém apresentando
uma maior variabilidade do que este, trata-se de um fenômeno natural que produz fortes
mudanças na dinâmica geral daatmos fera, alterando o comportamentoclimá tico. Nele,
os ventos alísios mostram-se mais intensos que o habitual (média climatológica) e as
águas mais frias, que caracterizam o fenômeno, estendem-se numa faixa de largura de
cerca de 10 graus delatitud e ao longo doEquador desde a costa peruana até
aproximadamente 180 graus delongitude no Pacífico Central. Observa-se, ainda, uma
intensificação da pressão atmosférica no Pacífico Central e Oriental em relação à
pressão no Pacífico Ocidental.
Os principais efeitos de episódios do La Niña observados sobre oBras il são: Passagens
rápidas de frentes frias sobre a Região Sul; Temperaturas próximas da média
climatológica ou ligeiramente abaixo da média sobre a Região Sudeste, durante o
inverno; Chegada das frentes frias até a Região Nordeste, principalmente no litoral da
Bahia, Sergipee Alagoas; Tendência às chuvas abundantes no norte e leste da
Amazônia; Possibilidade de chuvas acima da média sobre a região semi-árida do
Nordeste do Brasil; Chuvas muito acima da média no leste dos estados da Região Sul,
estiagem no Oeste destes estados e noParaguai.

El Niño e suas conseqüências

Ocorrências do El Niño, por exemplo, têm um efeito significativo sobre as previsões de


curto prazo. Ao incluir tal variabilidade interna, demonstramos uma melhoria
substancial nas previsões da temperatura da superfície",
La Niña
1° Parte fenômeno La Niña e suas conseqüências.

Oposto do El Niño, o La Niña é um resfriamento de 1°C a 2ºC no Oceano Pacífico que


deixa o tempo frio e seco no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto leva chuvas para o
Norte e Nordeste do País. "Com a consolidação do La Niña, o Nordeste deve continuar
a ter chuvas de maior ou menor intensidade até agosto e o Sudeste segue com baixa
precipitação", diz Mozar Salvador, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A temperatura atual em alguns pontos da superfície do Pacífico já está em 25°C, um


grau a menos que a média histórica. Com isso, a circulação de ar proveniente do oceano
diminui, o clima fica mais seco e as frentes frias passam mais rápido pelo continente. A
baixa umidade do ar que já atinge São Paulo não tem previsão de melhora e deve se
alastrar pelo restante de Sudeste e Sul durante o inverno.

O La Niña, que dura de 8 a 12 meses e aconteceu pela última vez entre maio de 2007 e
junho de 2008, chega para suceder o El Niño, em ação desde junho de 2009, que
perdurou até abril. "De certa forma, o El Niño estava "segurando" as chuvas no
Nordeste. Agora que ele foi embora, a precipitação veio com tudo", explica o
meteorologista
O inverno é tradicionalmente a estação mais chuvosa do ano no Nordeste, assim como
as chuvas de verão são normais no Sudeste do País. A época de temporais, porém, vem
sendo agravada por dois fatores: o primeiro é o aquecimento de 1,5°C na temperatura do
Oceano Atlântico na costa do Nordeste, o que eleva a umidade do ar, forma nuvens
carregadas e produz muita chuva. O segundo é o fenômeno climático recém-chegado La
Niña, que deve influenciar o inverno em todo o Brasil.

Destruição causada pelo fenômeno La Niña

As chuvas já provocaram 18 mortes nos Estados do Ceará, do Maranhão e da Bahia,


além de deixar mais de 483 mil desalojados nos três Estados e ainda no Piauí, no Pará e
no Amazonas, segundo números das Defesas Civis estaduais.

A ocorrência simultânea do fenômeno La Niña e da Zona de Convergência Intertropical


no hemisfério sul é a causa do excesso de chuvas nessas regiões e da estiagem no Rio
Grande do Sul e, de acordo com a meteorologista Olívia Nunes, da Somar
Meteorologia, a situação deve permanecer como está até o fim de maio.

Nas últimas semanas, as chuvas castigaram gravemente os Estados do Maranhão, Piauí,


Ceará, Bahia, Paraíba, Alagoas, Amazonas e Pará. Ao mesmo tempo, no Rio Grande do
Sul, 172 municípios decretaram situação de emergência em razão da estiagem. Na
semana que vem, 21 cidades decidiram fazer uma "greve" de cinco dias para chamar a
atenção do Estado para o problema
se forma pelo encontro dos ventos úmidos do hemisfério sul e do hemisfério norte e age
sobre o Norte e Nordeste do Brasil durante o verão e o outono", afirma Olívia. "É um
fenômeno que causa chuvas nessas regiões intensas e impede que a umidade desça para
o interior do sul do país, o que causa estiagem nessa região", diz Olívia.
O La Niña, por sua vez, é responsável pelo esfriamento das águas do Oceano Pacífico.
Como consequência deste fenômeno, as águas do Atlântico sofrem um leve
aquecimento para que haja um equilíbrio na temperatura atmosférica. De acordo com a
meteorologista, a ocorrência dos dois fenômenos é comum nesta época do ano
O La Niña, que dura de 8 a 12 meses e aconteceu pela última vez entre maio de 2007 e
junho de 2008, chega para suceder o El Niño, em ação desde junho de 2009, que
perdurou até abril. "De certa forma, o El Niño estava "segurando" as chuvas no
Nordeste. Agora que ele foi embora, a precipitação veio com tudo", explica o
meteorologista
El niño e suas conseqüências

El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento


anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima
regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os
regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.
Uma componente do sistema climático da terra é representada pela interação entre a
superfície dos oceanos a baixa atmosfera adjacente a ele. Os processos de troca de
energia e umidade entre eles determinam o comportamento do clima, e alterações destes
processos podem afetar o clima regional e global.

El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais e


sub-
superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A palavra El Niño é derivada do espanhol, e
refere-se a presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de
Peru na época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de
águas mais quentes de Corriente de El Niño em referência ao Niño Jesus ou Menino
Jesus. Na atualidade, as anomalias do sistema climático que são mundialmente
conhecidas como El Niño e La Niña representam uma alteração do sistema oceano-
atmosfera no Oceano Pacífico tropical, e que tem conseqüências no tempo e no clima
em todo o planeta. Nesta definição, considera-se não somente a presença das águas
quentes da Corriente El Niño mas também as mudanças na atmosfera próxima à
superfície do oceano, com o enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste
para oeste) na região equatorial. Com esse aquecimento do oceano e com o
enfraquecimento dos ventos, começam a ser observadas mudanças da circulação da
atmosfera nos níveis baixos e altos, determinando mudanças nos padrões de transporte
de umidade, e portanto variações na distribuição das chuvas em regiões tropicais e de
latitudes médias e altas. Em algumas regiões do globo também são observados aumento
ou queda de temperatura. A figura abaixo mostra a situação observada em dezembro de
1997, no pico do fenômeno El Niño 1997/98.
Anomalia de temperatura da superfície do mar em dezembro de 1998 mostrada na
figura acima. Os tons avermelhados indicam regiões com valores acima da média e os
tons azulados as regiões com valores abaixo da média climatológica. Pode-se notar a
região no Pacífico Central e Oriental com valores positivos, indicando a presença do El
Niño. Dados cedidos gentilmente pelo Dr. John Janowiak

Observação
Evento de El Niño e La Niña tem uma tendência a se alternar cada 3-7 anos. Porém, de
um evento ao seguinte o intervalo pode mudar de 1 a 10 anos;
As intensidades dos eventos variam bastante de caso a caso. O El Niño mais intenso
desde a existência de "observações" de TSM ocorreu em 1982-83 e 1997-98.
Algumas vezes, os eventos El Niño e La Niña tendem a ser intercalado por condições
normais. Como funciona a atmosfera durante uma situação normal e durante uma
situação de El Niño?: El Niño resulta de uma interação entre a superfície do mar e a
baixa atmosfera sobre o Oceano Pacifico tropical. O inicio e fim do El Niño e
determinado pela dinâmica do sistema oceano-atmosfera, e uma explicação física do
processo é complicada Para que o leitor possa entender um pouco sobre isso, propõe-se
um "modelinho simples", extraído do livro El Niño e Você, de Gilvan Sampaio de
Oliveira.

Exemplo pratico

1) imagine uma piscina ( obviamente com água dentro ) num dia ensolarado;

2) coloque em uma das bordas um ventilador grande do tamanho da borda da piscina;


3) ligue o ventilador;
4) o vento irá gerar uma turbulência na água da piscina;
5) com o passar do tempo, você irá perceber um represamento das águas no lado oposto
da piscina ao ventilador e até um desnível, ou seja, o nível das águas próximas ao
ventilador estarão mais baixas do que do outro da margem, pois o ventilador vai ¨
empurrar ¨ as águas quentes da superfície para o lado, expondo as águas mais frias das
partes mais profundas da piscina.
Veja na imagem a seguir.

É exatamente isso que ocorre no Oceano Pacífico sem a presença do El Niño, ou seja, é
esse o padrão de circulação que é observado. O ventilador faz o papel dos ventos alísios
e a piscina, é claro, do Oceano Pacífico Equatorial. Águas mais quentes são observadas
no Oceano Pacífico Equatorial Oeste. Junto à costa oeste da América do Sul as águas do
Pacífico são um pouco mais frias. Com isso, no Pacífico Oeste, devido às águas do
Oceano serem mais quentes, há mais evaporação. Havendo evaporação, há a formação
de nuvens numa grande área. Para que haja a formação de nuvens o ar teve que subir. O
contrário, em regiões com o ar vindo dos altos níveis da troposfera (região da atmosfera
entre a superfície e cerca de 15 km de altura) para os baixos níveis raramente há a
formação de nuvens de chuva. Mas até onde e para onde vai este ar ? Um modo
simplista de entender isso é imaginar que a atmosfera é compensatória, ou seja, se o ar
sobe numa determinada região, deverá descer em outra. Se em baixos níveis da
atmosfera (próximo à superfície) os ventos são de oeste para leste, em altos níveis
ocorre o contrário, ou seja, os ventos são de leste para oeste. Com isso, o ar que sobe no
Pacífico Equatorial Central e Oeste e desce no Pacífico Leste (junto à costa oeste da
América do Sul), juntamente com os ventos alísios em baixos níveis da atmosfera (de
leste para oeste) e os ventos de oeste para leste em altos níveis da atmosfera, forma o
que os Meteorologistas chamam de célula de circulação de Walker, nome dado ao Sir
Gilbert Walker. A abaixo mostra a célula de circulação de Walker, bem como o padrão
de circulação em todo o Pacífico Equatorial em anos normais, ou seja, sem a presença
do fenômeno El Niño. Outro ponto importante é que os ventos alísios, junto à costa da
América do Sul, favorecem um mecanismo chamado pelos oceanógrafos de
ressurgência, que seria o afloramento de águas mais profundas do oceano. Estas águas
mais frias têm mais oxigênio dissolvido e vêm carregadas de nutrientes e micro-
organismos vindos de maiores profundidades do mar, que vão servir de alimento para os
peixes daquela região. Não é por acaso que a costa oeste da América do Sul é uma das
regiões mais piscosas do mundo. O que surge também é uma cadeia alimentar, pois os
pássaros que vivem naquela região se alimentam dos peixes, que por sua vez se
alimentam dos microorganismos e nutrientes daquela região.
Circulação observada no Oceano Pacífico Equatorial em anos sem a presença do El
Niño ou La Niña, ou seja, anos normais. A célula de circulação com movimentos
ascendentes no Pacífico Central/Ocidental e movimentos descendentes no oeste da
América do Sul e com ventos de leste para oeste próximos à superfície (ventos alísios,
setas brancas) e de oeste para leste em altos níveis da troposfera é a chamada célula de
Walker. No Oceano Pacífico, pode-se ver a região com águas mais quentes
representadas pelas cores avermelhadas e mais frias pelas cores azuladas. Pode-se ver
também a inclinação da termoclima, mais rasa junto à costa oeste da América do Sul e
mais profunda no Pacífico Ocidental.
Conclusão

La Niña
O fenômeno La niña

As condições oceânicas e atmosféricas sobre o Pacífico Equatorial sinalizaram, durante


abril, o final do atual fenômeno El Niño, principalmente pela advecção de águas frias
sub-superficiais em direção à costa da América do Sul. Esta advecção tende a inverter o
sinal de anomalias de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) sobre o Pacífico
Equatorial Leste, indicando a evolução do fenômeno La Niña no decorrer do segundo
semestre de 2010. Na região do Atlântico Norte, as anomalias de TSM continuam
fortemente positivas (até 3ºC), favorecendo o posicionamento da ZCIT ao norte de sua
posição climatológica para o período. Simultaneamente, o Atlântico Tropical Sul
permanece até 1ºC mais quente que a média, favorecendo a ocorrência de episódios de
chuvas extremas no leste do Nordeste.

El Niño
Fenômeno El niño

El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento


anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima
regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os
regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.
Uma componente do sistema climático da terra é representada pela interação entre a
superfície dos oceanos a baixa atmosfera adjacente a ele. Os processos de troca de
energia e umidade entre eles determinam o comportamento do clima, e alterações destes
processos podem afetar o clima regional e global.

O fenômeno El Niño, um aquecimento anormal das águas de uma extensa região do


Pacífico Oriental, na altura da linha do Equador, e o fenômeno La Niña, um
resfriamento anormal dessas mesmas águas, parecem influenciar na quantidade de
ciclones tropicais formados, já que eles causam modificações nas estruturas normais da
atmosfera.

Fontes: http://blogdorodin.blogspot.com/search/label/El%20Ni%C3%B1o
Imagens: http://www.sbhoje.com.br/FOTOS/el%20nino.jpg