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A Guerra das Trincheiras

Os avanços na tecnologia militar significaram na prática um poder de fogo defensivo


mais poderoso que as capacidades ofensivas, tornando a guerra extremamente mortífera. O
arame farpado era um constante obstáculo para os avanços da infantaria; a artilharia, muito
mais letal que no século XIX, armada com poderosas metralhadoras. Os alemães começaram
a usar gás tóxico em 1915, e logo depois, ambos os lados usavam da mesma estratégia.
Nenhum dos lados ganhou a guerra pelo uso de tal artifício, mas eles tornaram a vida nas
trincheiras ainda mais miserável tornando-se um dos mais temidos e lembrados horrores de
guerra.

Numa nota curiosa, temos que no início da guerra, chegado a primeira época natalícia,
se encontram relatos de os soldados de ambos os lados cessarem as hostilidades e mesmo
saírem das trincheiras e cumprimentarem-se. Isto ocorreu sem o consentimento do comando,
no entanto, foi um evento único. Não se repetiu posteriormente por diversas razões: o número
demasiado elevado de baixas aumentou os sentimentos de ódio dos soldados e o comando,
dados os acontecimentos do primeiro ano, tentou usar esta altura para fazer propaganda, o que
levou os soldados a desconfiar ainda mais uns dos outros.

A alimentação era sobretudo à base de carne e vegetais enlatados e biscoitos, sendo os


alimentos frescos uma raridade.

O Brasil na Guerra

No dia 5 de abril de 1917, o vapor brasileiro "Paraná", que navegava de acordo com as
exigências feitas a países neutros, foi torpedeado, supostamente por um submarino alemão.
No dia 11 de abril o Brasil rompeu relações diplomáticas com os países do bloco liderado pela
Alemanha. Em 20 de maio, o navio "Tijuca" foi torpedeado perto da costa francesa. Nos
meses seguintes, o governo Brasileiro confiscou 42 navios alemães, austro-húngaros e turco-
otomanos que estavam em portos brasileiros, como uma indenização de guerra.
No dia 23 de outubro de 1917, o cargueiro nacional "Macau", um dos navios
arrestados, foi torpedeado por um submarino alemão, perto da costa da Espanha, e seu
comandante feito prisioneiro. Com a pressão popular contra a Alemanha, no dia 26 de outubro
de 1917 o país declarou guerra aos Poderes Centrais.

A partir deste momento, por um lado, sob a liderança de políticos como Ruy Barbosa
recrudesceram agitações de caráter nacionalista, com comícios exigindo a "imperiosa
necessidade de se apoiar os Aliados com ações" para por fim ao conflito. Por outro lado,
sindicalistas, anarquistas e intelectuais como Monteiro Lobato criticavam essa postura e a
possibilidade de grande convocação militar, pois segundo estes, entre outros efeitos negativos
isto desviava a atenção do país em relação a seus problemas internos.

Assim, devido a várias razões, de conflitos internos à falta de uma estrutura militar
adequada, a participação militar do Brasil no conflito foi muito pequena; resumindo-se no
envio ao front ocidental em 1918 de um grupo de aviadores do Exército e da Marinha que
foram integrados à Força Aérea Real Britânica e de um corpo médico-militar, composto por
oficiais e sargentos do exército que foram integrados ao exército francês, tendo seus membros
tanto prestado serviços na retaguarda como participado de combates no front. A Marinha
também enviou uma divisão naval com a incumbência de patrulhar a costa noroeste da África
a partir de Dakar e o Mediterrâneo desde o estreito de Gibraltar, evitando a ação de
submarinos inimigos.

As Fases da Guerra

Primeira Fase: (1914). Esse período caracterizou-se por movimentos


rápidos envolvendo grandes exércitos. Certo de que venceria a guerra em pouco
tempo, o exército alemão invadiu a Bélgica, e , depois de suplantá-la, penetrou
no território francês até as proximidades de Paris. Os franceses contra-atacaram
e, na Primeira Batalha do Marne, em setembro de 1914, conseguiram deter o
avanço alemão.

Segunda Fase: (1915-1916) Na frente ocidental, essa fase foi marcada pela
guerra de trincheiras: os exércitos defendiam suas posições utilizando-se de uma
extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam. Enquanto isso, na frente
oriental, o exército alemão impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito
mal-armado exército russo. Apesar disso, entretanto, não teve fôlego para
conquistar a Rússia. Em 1915, a Itália, que até então se mantivera neutra, traiu a
aliança que fizera com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da Tríplice
Entente. Ao mesmo tempo que foi se alastrando, o conflito tornou-se cada vez
mais trágico. Novas armas, como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o
lança-chamas, o avião e o submarino, faziam um número crescente de vítimas.

Terceira fase: (1917-1918). Em 1917, primeiro ano dessa nova fase, ocorreram
dois fatos decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no
conflito e a saída da Rússia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da
Inglaterra e da França. Esse apoio tem uma explicação simples: os americanos
tinham feitos grandes investimentos nesses países e queriam assegurar o seu
retorno. Outras nações também se envolveram na guerra. Turquia e Bulgária
juntaram-se à Tríplice Aliança, enquanto Japão, Portugal, Romênia, Grécia, Brasil,
Canadá e Argentina colocaram-se ao lado da Entente. A saída da Rússia da
guerra está relacionada
à revolução socialista ocorrida em seu território no final de 1917.

O novo governo alegou que a guerra era imperialista e que o seu país tinha
muitos problemas internos para resolver. A Alemanha, então, jogou sua última
cartada, avançando sobre a França antes da chegado dos norte-americanos à
Europa. Entretanto, os alemães foram novamente detidos na Segunda Batalha do
Marne e forçados a recuar. A partir desse recuo, os países da Entente foram
impondo sucessivas derrotas aos seus inimigos. A Alemanha ainda resistia
quando foi sacudida por uma rebelião interna, que forçou o imperador Guilherme
II a abdicar em 9 de novembro de 1918. Assumindo o poder imediatamente, o
novo governo alemão substituiu a Monarquia pela República. Dois dias depois
rendeu-se, assinando um documento que declarava a guerra terminada.

O Brasil na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) tinha uma posição respaldada


pela Convenção de Haia, mantendo-se inicialmente neutro, buscando não restringir o mercado
a seus produtos de exportação, principalmente o café. Foi o único país latino-americano que
participou da Primeira Guerra Mundial

O Brasil oficialmente declarou neutralidade em 4 de agosto de 1914.[1] Desta forma, somente


um navio brasileiro, o Rio Branco, foi afundado por um submarino alemão nos primeiros anos
da guerra em 3 de maio de 1916, mas este estava em águas restritas, operando a serviço inglês
e com a maior parte de sua tripulação sendo composta por noruegueses, de forma que, apesar
da comoção nacional que o fato gerou, não poderia ser considerado como um ataque ilegal
dos alemães.

O Brasil oficialmente declarou neutralidade em 4 de agosto de 1914.[1] Desta forma, somente


um navio brasileiro, o Rio Branco, foi afundado por um submarino alemão nos primeiros anos
da guerra em 3 de maio de 1916, mas este estava em águas restritas, operando a serviço inglês
e com a maior parte de sua tripulação sendo composta por noruegueses, de forma que, apesar
da comoção nacional que o fato gerou, não poderia ser considerado como um ataque ilegal
dos alemães.

No início da guerra, apesar de neutro, o Brasil enfrentava uma situação social e econômica
complicada. A sua economia era basicamente fundamentada na exportação de apenas um
produto agrícola, o café. Como este não era essencial, suas exportações (e as rendas
alfandegárias, a principal fonte de recursos do governo) diminuíram com o conflito. Isto se
acentuou mais com o bloqueio alemão e, depois, com a proibição à importação de café feita
pela Inglaterra em 1917, que passou a considerar o espaço de carga nos navios necessário para
produtos mais vitais, haja vista as grandes perdas causadas pelos afundamentos de navios
mercantes pelos alemães.

As relações entre Brasil e o Império Alemão foram abaladas pela decisão alemã de autorizar
seus submarinos a afundar qualquer navio que entrasse nas zonas de bloqueio. No dia 5 de
abril de 1917 o vapor brasileiro Paraná, um dos maiores navios da marinha mercante (4.466
toneladas), carregado de café, navegando de acordo com as exigências feitas a países neutros,
foi torpedeado por um submarino alemão a milhas do cabo Barfleur, na França, e três
brasileiros foram mortos.

No início da guerra, apesar de neutro, o Brasil enfrentava uma situação social e econômica
complicada. A sua economia era basicamente fundamentada na exportação de apenas um
produto agrícola, o café. Como este não era essencial, suas exportações (e as rendas
alfandegárias, a principal fonte de recursos do governo) diminuíram com o conflito. Isto se
acentuou mais com o bloqueio alemão e, depois, com a proibição à importação de café feita
pela Inglaterra em 1917, que passou a considerar o espaço de carga nos navios necessário para
produtos mais vitais, haja vista as grandes perdas causadas pelos afundamentos de navios
mercantes pelos alemães.

As relações entre Brasil e o Império Alemão foram abaladas pela decisão alemã de autorizar
seus submarinos a afundar qualquer navio que entrasse nas zonas de bloqueio. No dia 5 de
abril de 1917 o vapor brasileiro Paraná, um dos maiores navios da marinha mercante (4.466
toneladas), carregado de café, navegando de acordo com as exigências feitas a países neutros,
foi torpedeado por um submarino alemão a milhas do cabo Barfleur, na França, e três
brasileiros foram mortos.
Grande parte da contribuição do Brasil na Primeira Guerra se deu com o envio de tropas navais.

A participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial foi estabelecida em


função de uma série de episódios envolvendo embarcações brasileiras na
Europa. No mês de abril de 1917, forças alemãs abateram o navio Paraná
nas proximidades do Canal da Mancha. Seis meses mais tarde, outra
embarcação brasileira, o encouraçado Macau, foi atacado por alemães.
Indignados, populares exigiram uma resposta contundente das
autoridades brasileiras.

Na época, o presidente Venceslau Brás firmou aliança com os países da


Tríplice Entente (Estados Unidos, Inglaterra e França), em oposição ao
grupo da Tríplice Aliança, formada pelo Império Austro-húngaro, Alemanha
e Império Turco-otomano. Sem contar com uma tecnologia bélica
expressiva, podemos considerar a participação brasileira na Primeira
Guerra bastante tímida. Entre outras ações, o governo do Brasil enviou
alguns pilotos da Força Aérea, o oferecimento de navios militares e apoio
médico.

Incumbidos de proteger o Atlântico de possíveis ataques de submarinos


alemães, sete embarcações foram usadas na Primeira Guerra: dois
cruzadores, quatro contratorpedeiros e mais um navio auxiliar. A pequena
tripulação destes navios, mesmo tendo um papel breve, foi vítima da
epidemia de gripe espanhola que assolou a Europa nesse período. A
experiência de maior sucesso brasileiro no conflito aconteceu com os
grupos enviados para lutarem ao lado de soldados franceses e britânicos.

Os brasileiros tiveram participação nos conflitos das tropas da frente


ocidental e na região da Jutlândia. O mais conhecido caso de participação
brasileira se refere ao militar José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.
Relatos contam que este militar foi responsável pelo comando de pelotões
de cavalaria francesa e uma pequena unidade de tanques. A experiência
por ele adquirida abriu portas para que, logo em seguida, o Brasil
adquirisse seus primeiros carros blindados.