Você está na página 1de 13
UNIVERSIDADE SALVADOR EETI – Escola de Engenharia e Tecnologia da Informação PROJETO “A ESTRUTURA” P ONTE

UNIVERSIDADE SALVADOR EETI Escola de Engenharia e Tecnologia da Informação

PROJETO “A ESTRUTURA”

PONTE DE PALITOS DE PICOLÉ USANDO A TRELIÇA K

Ana Beatriz João Pedro Pacheco Kaique Frota Mirna Freire Rafael Schnider Tiago Moura

SALVADOR

Outubro/2015

UNIVERSIDADE SALVADOR EETI – Escola de Engenharia e Tecnologia da Informação PROJETO “A ESTRUTURA” P ONTE

UNIVERSIDADE SALVADOR EETI Escola de Engenharia e Tecnologia da Informação

PROJETO “A ESTRUTURA”

PONTE DE PALITOS DE PICOLÉ USANDO A TRELIÇA K

Projeto de atividade prática interdisciplinar válido como nota parcial da segunda unidade da disciplina Mecânica dos Sólidos dos cursos de Engenharia da EETI. Professor Orientador:

Celso Argolo Xavier Marques

Ana Beatriz João Pedro Pacheco Kaique Frota Mirna Freire Rafael Schnider Tiago Moura

SALVADOR

Outubro/2015

SUMÁRIO

  • 1. Introdução

4

  • 2. Fundamentação Teórica

5

  • 3. Metodologia

6

  • 3.1 Escolha do tipo de treliça a ser utilizado

6

  • 3.2 Memorial de

8

  • 3.3 Características do Material

11

  • 4. Resultados e Discussão

11

  • 5. Conclusão

11

  • 6. Referências Bibliográficas

13

1. INTRODUÇÃO

Treliças são estruturas lineares, formadas por barras que no conjunto devem formar uma estrutura indeformável. As treliças planas são aquelas que se distribuem em um plano e geralmente são utilizadas em estruturas de telhados e pontes. Já nas treliças tridimensionais suas barras estão todas em planos diferentes.

Uma ponte treliçada é construída com unidades triangulares ligadas nas articulações, suspendendo pesos por meio da tensão e compressão. Um dos tipos de pontes modernas mais antigas, as pontes de treliça se tornaram populares devido ao seu projeto econômico e construção relativamente barata. Há um grande número dessas pontes construídas, a maioria entre 1870 e 1930. Elas vêm sendo amplamente utilizadas para o tráfego de automóveis e ferrovias.

Em 1570, Andrea Palladio publicou quatro livros sobre arquitetura, proporcionando a primeira documentação de pontes treliçadas de madeira. No século XVIII, a Europa assistiu a um aumento na construção dessas pontes, especialmente em áreas densamente arborizadas. Em meados do século XIX, os construtores começaram a fazer muitas pontes nos Estados Unidos. Em 1820, a estrutura de treliça Town foi patenteada por Lithiel Town, tendo a vantagem de não precisar de muita mão de obra altamente qualificada ou utilização de metal. O metal substituiu gradualmente a madeira como matéria-prima de construção, conduzindo à extensa construção de pontes de ferro forjado a partir de 1870.

A treliça Bollman, patenteada em 1852, foi o primeiro projeto de ponte todo em metal usado com sucesso por uma ferrovia. O ferro fundido foi usado nos membros de compressão e o ferro forjado nos de tensão. A companhia ferroviária Baltimore and Ohio construiu mais de 100 pontes de treliça Bollman. No entanto, a ponte ferroviária de treliça Bollman de 48 metros em Savage, Maryland, uma das pontes metálicas mais antigas dos EUA, é o único exemplar restante desse tipo de ponte.

O projeto de ponte treliçada Pratt foi amplamente utilizado por ferrovias. Patenteado em 1844, esse projeto usa membros diagonais que inclinam para dentro, em direção ao meio do vão da ponte. A treliça Howe, patenteada em 1840, foi projetada de forma oposta à Pratt, com os membros diagonais inclinados para fora e uso de compressão. O projeto da ponte de treliça Warren, patenteada em 1848, utiliza uma treliça de triângulos isósceles.

A utilização de cantiléveres permitiu a construção de vãos de ponte muito maiores. Uma ponte em cantiléver utiliza duas vigas projetadas horizontalmente que são suportadas sobre pilares. Os contrapesos do vão, chamados de braços de fixação, fornecem tensão e suspensão por meio da treliça. As pontes

treliçadas em cantiléver foram populares durante a maior parte do século XX, até o surgimento das pontes estaiadas. A ponte de Quebec é um exemplo, bem como a ponte Commodore Barry, que transpõe o rio Delaware.

O foco deste trabalho é a realização de um trabalho interdisciplinar para elaboração de um projeto de construção de um protótipo de estrutura treliçada em palitos de picolé.

Será elaborado, com seus respectivos cálculos, o projeto de uma ponte que ligará dois pontos separados por um metro de distância. O protótipo deverá suportar uma carga inicial de -0,5 N.

Na engenharia é de extrema importância o conhecimento do equilíbrio das

forças e da resistência das estruturas. O projeto “A estrutura” é uma maneira de

praticar o conhecimento teórico aprendido, aplicando-o na vida real. É um modo de exercer algo que será essencial para um engenheiro.

A escolha de que método utilizar para determinado material específico será crucial na decisão de um projeto. Dessa forma, serão analisados modelos de treliças que melhor se adeque a quantidade de peso a ser suportado bem como a relação com as propriedades do material escolhido.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Nesse trabalho, iremos efetuar a construção de uma ponte treliçada com o auxílio do software ftool, para tanto, é necessário falar previamente da teoria que dará suporte a esse trabalho. O que chamamos de treliça é a composição de um sistema articulado plano constituído por barras rígidas (barras de metal, escoras de madeira) coplanares ligadas entre si por extremidades formando um sistema estável capaz de suportar carga.

Podemos entender por carga, por exemplo: um telhado suportado por um conjunto de treliças ou veículos que transitam sobre uma ponte. Poderemos visualizar como essa carga é transmitida para a treliça em seus nós através das terças no caso do telhado e pelas longarinas e vigas no caso das pontes e observar que ela atua no mesmo plano da treliça e por isso são analisadas de modo bidimensional.

Veremos os tipos de apoio utilizados em pontes, podendo ser fixos ou oscilantes, sendo que os apoios oscilantes são utilizados para dar a condição de expansão ou contração dos membros da ponte devido a possíveis variações de temperatura ou aplicação de cargas. Os esforços ou cargas atuantes nas barras de uma treliça, podem ser de dois tipos:

Caso o esforço esteja orientado para o exterior da barra que

compõe a treliça, dizemos que é um esforço de tração; Caso o esforço esteja orientado para o interior da barra dizemos que é compressão.

A verificação de qual esforço está atuando em uma barra componente de uma treliça é extremamente relevante, pois, na pratica se faz necessário fabricar os componentes que estão sob compressão mais espessos devido ao processo de flambagem a que estão suscetíveis.

3. METODOLOGIA

3.1. ESCOLHA DO TIPO DE TRELIÇA A SER UTILIZADO

Após revisão da literatura com base nos tipos de treliças para pontes, foram escolhidos três modelos a serem testados no aplicativo Ftools, a fim de estudar o comportamento de tração e compressão nas barras com o peso inicial determinado (-0,5 kN).

As três treliças escolhidas foram:

 Caso o esforço esteja orientado para o exterior da barra que  compõe a treliça,
 Caso o esforço esteja orientado para o exterior da barra que  compõe a treliça,
Figura 1: Treliça Baltimore
Figura 1: Treliça Baltimore
Figura 2: Treliça Pratt F igura 3: Treliça “K” Segundo a análise de distribuição das forças,
Figura 2: Treliça Pratt F igura 3: Treliça “K” Segundo a análise de distribuição das forças,

Figura 2: Treliça Pratt

Figura 2: Treliça Pratt F igura 3: Treliça “K” Segundo a análise de distribuição das forças,
Figura 2: Treliça Pratt F igura 3: Treliça “K” Segundo a análise de distribuição das forças,

Figura 3: Treliça “K”

Segundo a análise de distribuição das forças, a treliça kobteve tensões menores nas barras. Assim, por ser um material com limitada resistência à tração e à compressão, optou-se pela treliça que se adequa melhor às propriedades dos palitos de picolé.

3.2. MEMORIAL DE CÁLCULOS

  • 3.2.1. DIAGRAMA DE CORPO LIVRE

G D F I 0,2m A B Bx C E J H 1m By
G
D
F
I
0,2m
A
B
Bx
C
E
J
H
1m
By

Figura 4: Diagrama de corpo livre (Treliça “k”)

  • 3.2.2. DETERMINAÇÃO DAS REAÇÕES DE APOIO

∑ = = 0

∑ = + − 500 = 0

= (− ∙ 1,2) + (500 ∙ 0,6) = 0

= 250

Logo, substituindo na 2ª equação:

= 250

  • 3.2.3. CÁLCULO DOS NÓS

3.2.3.1. NÓ A AD AC A
3.2.3.1.
NÓ A
AD
AC
A

Figura 5: Diagrama de Corpo Livre do nó A.

∑ = ∙ SIN 45° + = 0

∑ = = −353,55

Ou seja, a barra AD sofre uma força de compressão.

∑ = + ∙ COS 45° = 0

∑ = = 250

Assim, observa-se que AC sofre uma força de tração.

3.2.3.2. NÓ C CD AC CE
3.2.3.2.
NÓ C
CD
AC
CE

Figura 6: Diagrama de Corpo Livre do nó C.

∑ = = 0

∑ = − + = 0

Utilizando equação, temos:

o

valor de AC,

calculado no nó

A,

e substituindo na 1ª

∑ = = 250

Assim, observa-se que CE sofre uma força de tração.

3.2.3.3. NÓ B AI BH Bx By 3.2.3.4. NÓ H
3.2.3.3.
NÓ B
AI
BH
Bx
By
3.2.3.4.
NÓ H

Figura 7: Diagrama de Corpo Livre do nó B.

∑ = + ∙ SIN 45° = 0

= −353.553

A barra AI sofre uma carga de compressão.

∑ = − − ∙ SIN 45° + = 0

= 250

A barra BH sofre uma carga de Tração.

HI HJ BH
HI
HJ
BH

Figura 8: Diagrama de Corpo Livre do nó H.

∑ = = 0 ( Ã )

∑ = − + = 0

= 250

Sendo assim, a barra HJ, sofre uma carga de tração.

3.3. CARACTERÍSTICAS DO MATERIAL

Os dados abaixo, foram extraídos da referência [1].

Comprimento

0,115 m

Espessura

0,002 m

Largura

0,0084 m

Módulo de elasticidade

7350 Mpa

Resistência à tração

882,9 N

Resistência à compressão

48,07 N

Tabela 1: Características para um palito de picolé.

  • 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Partindo dos estudos feitos, foi determinado por testes no aplicativo Ftools que a treliça mais adequada e eficiente seria a treliça "K", pois, os cálculos realizados pelo método dos nós, obteve-se resultados próximos aos obtidos pelo "Ftools". As diferenças encontradas devem-se à aproximação pelo número de casas decimais.

Além disso, o palito de picolé possui limitada resistência à tração e compressão (respectivamente 882,8N e 48,07N). Sendo assim, formando uma barra com dois ou três palitos de picolé, este será capaz de suportar a carga máxima estimada para as barras da treliça k(±0.6 kN).

Ainda, segunda a referência [4], um ensaio de compressão feito com dois palitos colados foi de 264,87 N. Por associação, pode-se estimar que três palitos será suficiente, já que, a carga de maior módulo aplicada na barra, foi uma carga de tração, como mostra a figura 3.

  • 5. CONCLUSÃO

Através desse trabalho foi possível perceber a importância da distribuição das forças em um plano, bem como aplicar os conhecimentos teóricos trabalhados em sala de aula. Podendo assim, comparar dados com base em

métodos teóricos com um aplicativo prático e, posteriormente, perceber os resultados desses cálculos de maneira real.

Após um estudo amplo sobre a teoria de cálculos e dos tipos de treliças, foi possível perceber o quanto está presente no dia a dia das pessoas, sua aplicação. Na vida de um engenheiro, principalmente, será muito utilizado o método das treliças. Sendo assim, torna-se imprescindível a visão prática desse sistema.

Portanto, depois da utilização do programa ftools e da minuciosa análise dos dados cedido pelo programa, pode-se decidir qual treliça escolher dentre as três opções: treliça “k”, treliça baltimore e treliça pratt. Sendo escolhida a treliça “k” devido aos resultados. Já que, está apresentou as menores tensões de compressão e tração, para uma mesma carga aplicada.

6.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Home Page da PET Engenharia Civil concurso estruturas http://www.petcivil.ufjf.br/pdf/dadosprojeto.pdf - acesso em: 15 de outubro de

2015;

[2]

outubro de 2015;

- Acesso em 16 de

[3] HIBBELER, R.C.: Engenharia Mecânica Estática; 8ª edição, Ed. LTC, Rio de Janeiro, 1999;

[4] BEER, Ferdinand P.; JOHNSTON JR., E. Russel: Mecânica Vetorial para Engenheiros Estática; 5ª edição, Ed. Makron Books, São Paulo, 1994;