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CAPITULO APRESENTACAO DO DIREITO ROMANO SUMARIO: 1.0 que¢ "dio roman” 2 ile desu eras emouoe i Fe Fraplo romana, euja queda definitive se veica depois do desaparcimento do Império Romano do Orient ‘Adotando esta dvd, nfo quer dizer que no faamosreferncis, este rx bah, uma vez ou outa ds demas ivsdesproposas pelos romans, flando, por exemplo, em divi clssco, em perodo do "jus gemium” oudo “jus clio”, em dirt justinianen “Tratandose de qualquer divs, é comm ands encontar-s, nos lives de isto romano, areferénts a dass datas, o que & primeira vista parece estranbo ‘Com efi, bi dias manera de contr a5 datas dos fats éa Antitidade: ‘uma, a pari de acontecimentos importantes 0 mundo ange, ou apart de ‘Cisto. Assim, na Gri, a datas so contads, tomando-s como bass grandes (timpladas; em Roma, partis de sus fund. ‘Depois do ascimento de Cristo, que abil periodo novo na hstra da hur ‘manidade, os historiadoespassam a tomar est fto como mare iil ponto de Pata para as referncas histones ars o aotgos romano, a Cidade, por excelnca, € Roma, a Urbs, que eis sido finda 753 anos ents do nascimento de Cit, segundo os eeulos roves do hisoriadr erat Varro ‘A pati funda oda cidade ab Urbe condita ~é que os antiosromanos contavaa as data, Para localiza os ftos da vida romans, em relagSo ao nascimento de Crist, ‘asta hoje fazer uma simples subuap,figurando como minuendo 753 e, como subtrendo, onimero de anos correspondents ao decosdo part dafundago da ‘Cidade. Assn un ato ocotid 653 anos apart da fundagto da Cidade est 100 ‘anos antes de Cristo (783 - 653 = 100) e um fato oorrido alguns anos antes de ‘Cristo, como, por exemplo, amore de lio César 48 Csr localiza, dentro «da contagem romana, no ano 709 ah Urbe condita (753-44 708) ela coctagem ata, opeiodo da Resleza vai de 753 $103.C, pela conten Romana do ano | a0 a 243 ab Urbe cond: do mesmo modo, Replica va 510a.C 827 aC on pelos eilulo romanor, de 2432 726 ab Urbe condita “Ante Christan a.) Ab Urbe conta ~ ls. os dis pontosbisicos de refe- rncia pars comtagem das datas, no drcito romano ‘CURSO DE DIREITO ROMANO a 4. Métodos empregados em seu estudo Diverse miter ow proces foam empregdos seats dos cls, toje, ar estado dio omano, canoe os as conhecdo, ere. {80600 dogo, 0 Mstrice eo moderne. ‘Omtiado exept (do pepo exon = explicate, comentris, do ex = era for ep = cence) ft sound pls poate qu explicain ovo. FEeunvam gle) Cone Juris Cit, a anon scala de Bok, np SE por ime, o note rad oc, cena jr ‘Or lossdorstomavan como pono de efron texto eal Corpus n= ne an aspen Ameen ep enmi o ‘O mtd dogmatic ou xolstice er lied po Bla, jie fan do stl XIV, por seus seguir, o bata gue costa © isto roma de Jusnan pripria-iia ceria ovo porque olizavam como verdad fot ela, pcan, oor tribunals para reover os cos epoca © métdo htc fo wad no Remscineso, Apolndo em hsra ena coca done imps pel igor mals cc xine e pelo apis {he de Alito rcs tala, nasi es Miao (1492-530) Cu. io, jrteonslio rants ara de Toulouse (152-1590). vex de rrr © dito romano, num seni rico, aapando- a8 novos tp, pocua ser oman en aoe cio su vale eal eta pop vs rmsd =o institutos se desenvolveram. ® iodo madera emda dro rr eno un sista ju o ‘ado sem procuar piso considers odie ems ors (ht gratia) ‘Os romans suis eariam os xo de dasa pots coset 8 comping de ustiianantrttando-osSscord com sigan proceso ‘moderna ements reste as pasapes ks senda os pps Ga ‘i al nam chr rte sip es nets es {andes presen procure, enfin, hear opto quai por ‘eld int roman dca, speedo cno S ne, ‘ene do expt ext do mundo jridicoromane ang C edo comparative ‘soc acaba po completa oexae ner sinus romans gue ‘cera eva sob ods jue omane ose cReTEL LA xox10R _Iteraarainteracion A literatura ou bibliografiaromanistic,consitvida por livros de natureza gerleespecilizads doe diferentes paises, ¢ extaordinra, cumprindo slientar, ese pont, a contbuiioslemf ating, ances, belgs ingles, ‘Na Alsmanhs, cite enue outs os nomes de Savigny, Ihering, Side, 4, Schul Rabel, Krell, Sebwing, Keser, Momsen, Sohm-Mites-Wen- Glick, Kariowa, Weis, Von Mayr, Lene, Perce. ‘Na ll, oben Alberto, Arango Ruiz, Bet, Bonft, Ferrin, Longo, de Francisc, Biondo Biondi Antonio Guarino, Costa, Pacchoni, Di Marzo, Orestano, Riceabone, Rotod, Solazi, Chiazzese, Grosso, Sanfilippo. 'Na Fang, lembram-se os nomes de Accaras, Cu, Grad, Monier, Gaston ‘May, Giffard, Figne, Haven, Declare, Coline, Appleton, Paul Gide, Esmein, ‘Na Belgica, Van Wetter, Comil e de Visscher deixaram apreciaves tar bos de divulge do dieto romano. ‘Na Ingltera citam-e or omes de Zalueta, Clak, Bucland, Vinograd, Ialovie. 6. Literatura nacion Mantendostradigdo romani, nspiada de nosso dito privad, 08 aulo- res brsleios vim contibundo com excelenes obras, prncalmente no terreno {expose doutrinrs,saentando-se, ene ota, 3 seguintes: Reinaldo Por tha, Crs elementar de dvi romano, 1937; Matos Peixoto, Curso de direto FPomano, ed, 1960; Alexandre Corin ¢ Gaetano Scisca, Manoa de diretoro- ‘nano, 2 vole, 1949; Vandick Londres da Nobreg, Histrae sistema dodireito rivado romano, 1955; Silvio Mets, Iesttulgdes de direito romano, 2d, 1965 ose Carlos Moreira Alves, Direito Romano, 1965-1966, 2 vols, 1995, Ebert Che ‘noun, Instinigdes de diretio romano, 2 e, 1984; Adalcio Coelho Nogucire, Irae ao delta romana, 1971, 2 vols; Gaetano Seas, Sinopse de diet ‘romano, ed, 1972 (dio Sara). a deste curse Sempre foi objetodepreocupacowestudo ea expositosstemiice do dirc- to privado roman 68 principe poo joriconslto Gale, um plano de exposigS0 folaqresentao: todo diet, pois, ovse refered pessoas, ova cotsas ou ds agdet (Comme suterjus, quoultimir, vlad personas, vlads, veladactionespertint’ Gai, eta, 1,8) CURSO DEDIREITOROMANO esse modo, tiple distin de Gaio~ pessoas, coisas, apes —aravesiou seul, endo ainda hoe seguida em obras de grandes romanists. Em nosso Curso, 0 plano de execuslo seguir a seaviteordem: Hist Pesos. Cosas brigades. Suoetsbe, Proceso. Justica-so plano sstemitico apresentad, Pela itr procu-se sur o dito romano, a epoca, dando-se uma siese sal dos principaisacotecinemos, relacionados com osstemajutico da epoca -Em segundo lugar estud sea pessoa Sem agrupumentos humanos no exi- telco. Onde hd um contunt de pessoas, hi drsto (ub soeeas, ti jus") Ex tome da pesiog, gra todo odie; onde esti homem, esto diet. ‘As pessos, entetanto, ncessitam de bens para viver: de coisas ques acham 10 mundo, Pr sso, a seguir se estar as cosas do mundo romano, Entrando em contato dass ou mais pessoas, formar lags juridicos etre ‘tas Obigam-se por mio de lags juries, Dao estudo das obvigapaes, ‘As pessoas, no etanto, ascem, vivem e mortem, sempre egidas pelo die ‘o, Aomorerem,abe-sea sucesso, surgem os heideits.Tansmtenseosbens¢ as obrigacder Finalmente studs o dria de persegir diane do magistrado gui ue as devid, ous), aco, objeto do proceso cn mano ("Act est jus perse- ‘quendjudicio, quod sib debe”, Celso, Digest, 44,7, 51). Portanto, as pessoas, 35 colss, sobrgagdes, as sucesdes co proceso civil ‘constituem plano histrco-ientio de exposigo fecomive! nos cursos ded Acca ce deo. Jost cReTELLa soMoR PROBLEMA PARA DEBATES Cons expargtopono romano adc ecatr do detest imap stern por tan oro sep? ‘Gédigo Givi de 10.01.2002 (Lei 10.406), em vigor. Art 2.044 Este Ciigo entrar em vigor I (a) ano apds a sua pub Art. 2.048, Revogam sea Lei n°307L de I" dejanciro de 1916 Cddi- -g0 Chil ea Parte Primeira do Cidigo Comercial, Len” 836, de 25 de uno B10 ea eee ‘CAPITULO IL NOGOES FUNDAMENTAIS SUMARIO. ConnasSagra 9. pases 10 Dio erga. Dio eme- [ALIZ Die piblane pao. 13 Dee de copra 6 Oo serpean jr noerph 1:0 eile hovarara 1%. Consideragdes gerais 0 estado do dreto romano presupse o conbecimento de algumas nogdes ‘eliminates a partir do prpeo entendimento da palaradiretoe Segui, dap eis divisko que se fa da iacia juridca: dire publica edietoprivado “A distinc eae dro e moral, problema anda em sbeto e sempre gerador ‘econtovsias, também preocoparaosromanos qu dle nfo descudara, Poreste motive, inicareste eu de dito roman, julgamos oprtun f- ‘ar algumas nogdesfundanentas. 9. palavea “direito” io conbeciam os aigosromaos ple drt, 0 vocdbul cognate ¢ stimolgicn dente drectr rum ev esgic: aul qu confor Ine linha eta, leo, no De nara darn ope er fesstam so er dice fo to amin scr care, (vocbuloge rare nossa die Gem tino vacuous Ovo cto ju pence msn ri do verbo bere era oy rendestmesna ‘ie oes rare june as 0 odenadoapadocnsgrade “Jato aquest em baron coms Eu vnade constant € erin de da cada imo gue sce Drea do me 8 fa 0 conto de ss 6 inh, Tudo 0 que ude comple contigo waretio¢ complex es roms ogi de condos pelo Estado para assegurar a convivéncia dos agrupamentos humanos. home qe vive cm aida a sot) por una side re- laces ds rine psn stds amass domes dmae Se draten) " ost crereLtas0MOR i soctets, Be Emons dao rectos de ater eis, de atrera mor ed ne- tea ria poem de fot iret Quand cna ova ua Sango conta gure son. ‘Ospreceionreligoostm orgem ext-humanae, quand vidos também rovocam una sgl, as apd em outa vl sprees ris ics erie &dicatapls Soo, con sam ua sang, guano conrad, dentro acon aman ‘Os precios ou ropa juries rossdom do poder soberno do Etat, qc sexpresio dua cletvidnde Quando ais pris ko gtades, romps Ecuiliojuio da seine + fet est ns ttn cba coe ‘apt de gue oprjaint Nese caso, seo eet ofeccer resisting smmada—man ita 11 abigr ajo nc ito pe een como noma agen ¢ como facut gen Noprine sein quo sonidos ita Co onan Se araas micas prolamada plo govero de un gu oi Ee No segundo etd, que € 0 setdo subetho, iio € posildade que tem ua pessoa defer gues norma do prof den uct posible Sen pst. clade de vc aT pn eons pea 8g Inigo. 10. Direitoereligito Desdeosmasrematas topos pte a ditto romsmenteodeivea te 9. fpteea ding jus gue a Cade pei que sigan scofunecomo asa Jo que ¢ permitido pela Religidio. iC oii ox omens ft eno de Des sano gu ns omane scene cm os ree, es cet dita cto em guns vias Oromo, sem divide caste "depts mass ones elo mito tants dn imap plane ‘mentalidade helénica de onde sairam Témis e Diqué. aes ‘Nocntato,o geno romano deznvolco, mapa iriado iit dus oes jr logement prea fronitcates gas © Pare ‘hue coresponden tos pomenorc a Teme Diu, especie. Fas desig equa qu treo conforms vrata eeu oe regula as rete ne os homens ob nyo Ede Hi psp olds titania em oe Jr ar vec soo emi cote ts mare nar sgn se ncn persona das nyt em Shades ‘0 ctr se ober nln rte clip sores wid dia ds ‘Osjusisconutoslissicos nd confundem ou dvnum com ou humana ctl distin aparece a cada asso, os vrios mbites do diet, como, por exer lo, no ditto dae costs rer human’ tars” rex“ ure) na digo de 'rspradenti, no conecito de casamento dao por Justiniano "No tanto, enconta-e ms Institutes do impeadorfstiiano uma definigSo sacigocindodteto~Jutgprudentia- em que se acham mesclaos elementos hi ‘anos, ligisos, loséicos moras Jursprudéncta ( Ciénta do dreto) 60 Conecimerto das coisa dvnas e humana, alata do uso edo injsto (Vi ‘Suet, et dvinarum ste homsanarum rerum ots, just tgueijust sien- f° esas, 1, 1, 1) 1, Direito moral (Ostextos domonstam que as nopdes do dco edo jurdic no se acham la ramen estabelecias ene ox jrisconslios romanos, 0 gue se expli pels in ‘ogacia drt dos fisofospegos sobre cles. Era comets ene a iloofa greg prevalnci da moral, cidaca geal das ages humana, sobre o drei, mera parte da aividade do homer. (Coto define o drt como arte do bom edo gta ("Ut elepaner Cel sus defini, jus est ars bon et aqui. Digesto, 1 1, pr.e§ Toque demonstra a ‘enticagio ene a moral (arte do bom”) eo diet (ae do eqitaiv) ‘Outo text, também de Ulpisno, como o anterior, afm que os prevetior do lve so: iver honesiamentendo preudicar a ourem, dara cada um o que é ‘eu (“Turis proecepta sunt hae alterum non laedere aim cule tbuere™ De ‘eso, 11, Ts Insttutas, 1,3). Ora, “viverhonestamente™&precet coe "nlo Drejea utrem’ ineress at cero ponte & moe © jursconsulto Paul, enretante, em ctlebre passagem,ensna que em tudo ‘gue permitdo (plo iteto) ¢honesto ("Non ome quod iet honest et" Di 580,30, 17, 144, ‘Aanilise desta sentenga de Paulo mos que seo dieto admit coins que a ‘moral ensara& porque o camp de ambos dierent, 12 Direito plc «privado [ace ona uri roan sara sen Preocuparam-se ambos manos em dividio dirt, mosrad, na ls sliagio dicordmica de Ulpano, reproduzida por Justiniano, que o exo deste amos principals: o public eo privado, endo o primeizo 0 ‘que tem por fnalidadea organizapdo da replica romana eo segundo 0 que diz respeito ao iteresse dos partieulares (“Hujus studi due sunt psitioncs publicum et privatum, Publicum jusest quod ad statumreiromanaespeta, pri ‘au id ad inglro lian tia de USTINIANO, hfe, (© eritésio romano da distingo entre oe dis raos do dict ~ pico € rivado~€octiriofnaistic ou tleoligico, fim eno origem es sane, ‘940 ober, como fazemos hoje), que Serve de marc spartdor ene os dois cam pos:acndem piblica, a organzagdo da replica romana, do Estado romano eis ‘campo do dict piblico, regula plas formas do us publcum: a wtldade, 0 Inzresse particular ~ smb do us rivet Dentro do esprit do det romano colecando-nos no dngulo objetivo, & possvel chegar&seguint defini: dre €o confunta das regres de usta ou ‘de utidade socal reltvas dorganizacdo dos poderespblicos,familae ds re- lager econmicas dot homens, 13. Diviste do diretoprivado (0s textos latinos fazer eferécia a mnitas divides esubdivistes do dieito _rivado, Sendo fanosa, ene todas, aepartigie ques deve ao jrsconslt Gao. iret cil deta das gntesedieto natural. protium et voeatrgue jase ‘ile, quasi jus propsum cvttis; quod vero naturals rai ner emmes bomines consti, spud omnes poplos peraogue caso vocatngue us geium a quo fur omnes gentes unr Intiuas de Gol 1). Nas Institut do itnerador Justiniano, encontemos também referéncia & «sta trpartigio,ponto da convergéncia de nfuénias greg latinas, o que toma obscure osssinto A visi bipatida cm Jus cle eer gentum & bem romans mas enconra ‘oteresanteparalelismo em nossa Epocs, quando se cosideram os paises que compreendem uma parte metroplitana ems parte colonial Os Estado ue po sem coldnasapicam aos indigenas ale dt metrdpole,comum a todos os seus Jufsdicionados, mas reconbecem, ao mesmo tempo, um estat pessoa, pari Tar os natvos,prineipalmente ms eras que dervam da religio. Jus ile ox Jus Quin € ito proprio pula 308 cidadosroms- nos. mais antigo, mss resto, mais gid, Predominow nos pins tempes. © Jus gent sunge mais tarde, tem vm Ambito mais ample, sparecendo quando Roma estnde suas congustas¢ entra em contto com outros povos Em ‘ito comum a todos os povos~ genes ~ do vasissimo mundo romano ~ aris (0 Ju genttum &considerato pelo jurisconsulto aio mais racional que or inl, sroximando-e por sus unversalidage do Jus natal, confundida ex al- uns textos. Aisin. do Jur naturale, mais complex, & de importgio greg, seadorefe- sidan fam cxemplo encontrado na tragédia Antigona de Séfoces(“Creone mesmo assim tvete«audicia de wansprediessas lis? - Antigons: Sim. NEo| julguei que our edtos tvessem bastante forea para daraum ser mortal o poder de ning os decretosdvins, que jamais foram escrits qu S80 imutaves: triste node hoje ox de ontem. So terns eninguém abe quando tveam or ‘gem Nao quero, demedo 4s ordens de ums homem, merece o castigo divino") Foi das obras ds filsoos gregos que Cicer extras definigio do Jus na ule, que ficou fame: hi uma lel verdadir, segundo a natureza,expalhada tnre todos os homens, contanee ern (Est quaedam Vera les, natraccongru- hs diffs in omnes, constans, semper. De Replica, 3, 22,3) Ha entre os jursconsultosromanos dus eonepo Bes do dito natural, um, slutamente choca, urreendente— diet naturel @ aguele que a natureza frsnow a todos ox animas, acionats iraconai outa decanho jure, que ‘ads temdeestanbo ~dieto natural éaquce que écomum a todo os sere racio- ais, abrangendo escravosebirbaros, mesmo fora do mundo romano. Entendid nesta segunda acepeo,onimero de psoas cjas aes SS reste ladas pelo Jus naturale € muito as numeroso do uc o das que vive sob 0 Jus genau Difere snd o Ju naturale do. Jus cv e do Jus gent por sun foes, por us, seeses dois amos do dito derivam do costume, dass, da dowrina dosju- ‘scons, o diet natural 6 erundo da razdoe duma espéete de providencia «living Cdvna provident’), existindo desde Epocas memoria, eneontando-s {entre tos os povos do mundo ereunindo, ems, otragocaracteristico da preni- «s Prowém darazioinspisada por uma entidade diving, & mative, perene, univer ssl eperde-s na noite dos tempos pasiados,pojtandose para fate. Curpre anda liga referénia a Jus extraordinarim que Noresce depois ue «jurisdic dos magistrados passou ao Imperator, cuasdecsBesimprimem ovo impulso ao sistema urdico romano, em vigor em todo oImperi ‘Tomando confecimeno dos litgos(cognto), de modo diverso da order normal dos jigs (err ordinm), 0 imperadore se sguito de funcensios dO ‘orgem a um sistema de noms que podem ser considera como pertencendo 2 tuma order dsinta da eno eistete. Os fancioniries do imperadortomam co- hecimento de processos referents iberdade das pesoas, aos procesas deal ‘ments, tla, & curate, 2s decomistos, 2 José CRETELLA 1OMOR 14,0 jus seriprum” eo Jus non sriptum” ove srt: es. = Fom-ae0 diet a paride determinadasfonter, que o revel, fies que variam conforme a épocae cnforme os agropamentos que Ie do nascent se htionede dee romana ts aga eend ema sa ut "No dist romano casifieam-s as ones em ecritar (jus script") endo sera son span) us non septum 6 costume (ms, 0s major” “constetado" © ojus seriptum & consid pela le, plebiscas, senatasconslos, consis impo ‘ai, editos dor magstradoserexpastas dos prudent, 15.0 jus evil” jus honorarium” [frst | [rseani r acne ( lomo an, a ‘Ao lado do dro civ mais antigo, mais conservader, estritoe formalisa, ‘aise consivind aoe poucor um outro drei, mai nove, menos formalist, ‘splat crcunstinins do momento: €0 direto honordra, porque emana de ‘maginadosinvestido de fangs pablics,honorer (pers, els crus, Ver CURSO DE DIRETTOROMANO » soe) tum enoinad mss eseiement edie pretrian 180 os ‘Este dircito honordrio ou pretoriano, criado pelos magistrados (“qui honores ero) soso do ce dace oes egies da outa ‘eyurtcmslosnem sempre ei em catia com et “ipa sures rca has difeens cto dire pretoranae ode sp honnaacunds qua pins expe Sesipara o dire rad pelos aor sae dcop, opt 0 coisa ied por Fer rate pc te pe qu extssin dito anode, esto ee pplsrangan sus de dos or mapas dei do een [fete eis curs overdose provnc), reece S xpress specu” “us borin” design cata ms ea, cn nines, como se depeende a npes SSRs cen ueco “rei preriano que es peo nodian pre sae er cony odio cv por cto dade pb, ogi om- PEE aad recon em co du hore das prtors (Js actu, aerate roxas drat vel spied vel oid as is a ultten publican: und thorium ci honor r+ fom snominun D171) “,ooschanado itr opr gaint confirma completo dre cu! Cha ca confna vl comple ca aed ste, Pel Mana sie ambi. 1. coon nie eres ju gi © casamento cum manu 0 casamento sine manu conten, ambos 2 us ‘ae pia, casamentsletimos que conforme as reras ous cl, 0s vesi= ‘am entre romanos, no se apliendo, nem 20s latinos, nem 30s pererins. “Alem das jsiasndpeas hi, em Rema, ous pos de igus, diferentes, quer simples unis deft, sm conseqncas juries, quer repos peo dito, ‘as nfo pelo ur cle. Entre exes se cham: oconcubints, 0 matrimonium sine ‘connubio ou matrimonium, do ju gentum eo conubernum. Hk também castmen- tos que no sto do det das gontes, mas do iit nacional de ceos peregrine, tos ausis se conscntiy que coninasrem com seus usoee costumes de oigem ‘Assim, ache-s na parte grega do imprio romano, ao lad do casamento slene, ‘ongaiado or eer, um outo tipo de easament, sem regis, inferior a pi ‘meio, ela astneia de efeitos gue aca, CConcubinao 6, noncio, ua unto de naturea inferior que no nivel, soc slmente,a mulher a0 marido equ no suboedina os Filho patria poestas do pi. Pessoas que, por metivos polos, esto privados do ut conmabis, omam como concubina mer que Ao pode se toma como 1x. "Note uma grande eolusze no instiuts do concubinato, em Roms org, no inicio, mer unio sem enum conseqincajurdica, & depois praesent s JOSE CRETELLA JUNIOR consgrdo, por vind atv di ula dealer, quite. pen os ‘oneubinor, nb considers, oa I, sem passives das pnakcominada 8 ‘Sito uso estpradorer Ember som pod forum 0 conc at agora, unto legtina No Bains Imp, concubine considers plo oti Teodsano, como iit da sinless de ato concnge) Em onjughon ince, a lelina conpunco sine Hones elebratone mtr ‘mon um casa ext psioas de condo socal ree, csament ifr, tas eal, com conseqheciasJlgam alguns or tua do inst ne ‘iad plo cianamo, chand out, 0 contin, gue at madness de ‘em aoe canenfos em rept, verichdon na pate rea peo romano ‘Nest pea, os sftosuriios do concbinato refetem-e: {seo cOjoges-Oreoncbior lo obiadors dead. Un eon ‘nono poe ter dss concabins, oque most go conbio€ apenas forma Inferior do casamentomanogamico, ar munes um steta ao pincio monogs- ‘mio como é narod, mus vrs "concsbingem” de esos dis Ent, {poids scumlago de conesbiat om atten leptin. entropies ilhos nati. ~Os hos mses do concabinato, 0 = tert naturale, considers quae como indignos io posen se aotadae ‘sl como antgament. orf, em 39, ata concedes ier naraer apart sce sto ab nett dopa sa asad ios leno eceneda tambien, 8 ‘hg do pi em presto alimena acs os natras ‘aormonio sm conibie,marinono do deta das genes 08 matrimdnio ‘ns njstar = contro a dire cv 0a erie ui deromanore ererins ova unio de perearinsepererinas (casero nacional pere= {rina come, por exempl, deum ip cu exp eset em Rot) se {So reguado ou plo as getum ou pelo to pete cade vq pets Contr mer unio de fate csraos eae pessoal esr vo, desprovda de gutsuer conse qiacinsjuiias, No io ustinaney, cont ‘io wat slg fis do pt de vinta do arene 8 cognate 91. Lepitimaso (comments oer Leino obi rie es npr Legitimagdo &o insta que tem por fim melhor a tui dos fils nan ‘raider naturales), fazodo-os ei SO pra potsas dopa coneubin0, 8 6, tansformango © concubinato em sas mipci Desconhccida ata époc clissca, surge aelimacdono Baixo Imp so Constantino ¢ desenvolve-se mediane determina legal de seus sucess, ena, Anaséso, usin e ustiiano ‘or meio des vis se atinge a leitimagao 1 easamento subseqiente dos cOnjuges, 2 oferecimento cia; [resent imperil. Pele casament subseqent,egiman-se os ilhos nacido no concubin- to, porque, lepiimada a stasso dos ais, est egulariaada a sitago doe filkos ‘Quem assim decir for Constantino, por meio de deteminacio rests, vids por ‘umano, e ques se apicaa aos coneubinaos existent, no abrangendo os a+ $08 fiuros 'No ano 476, Zeno confirma a deciséo de Constantino até gue, em 517, Anastisio promula famosa constuicio conhecida pelo nome de “epitmaglo ‘nasasan” ataves da alo casamento subseqiente &oprocesto normal de regu- Taiz situgo dos filbosnaturas em qualquer épocs desde que epresocham dcterminadosreqisitosfixados em le, Poa detrminngo anastasia fam os thos auras em absolut stag de iualdade cmos fos legitimos.Caem so patra porestas dope quanto ap dita sucesso reeebem omest ratamento ‘qu os fithos Iegtimes. Esta insti, abelida or Justin, foi novamente posta vigor por Justiniano com pequenasateragbes. Pel ofrecineno ou ablagao a cra (“blato curiae"), lgtimam-se os - hos vars, oferecios(obla) pelo paiva de sa eiade atl (bs. blot & forma do verbo fer, afer, ob ablatum, afer: oferece) ‘Caso se tase de files, eram estas dads em casa mento um Fru dec ‘Como se vé, a medida, de cater adminsvaivo © fiscal foi tomada por ‘Teodisio Il, explicando-se dante dos principios que informavam a adminisas30 Financia da pce. "Ness eriodo, fil era oreerutamnto de deeuridesrespoasives pela are- «adasdo dos imposos. Oferecendo os fithos para o cargo de decurio, beacicia- ‘ams os pis coma legtimagio de seus foe natura ebeneficivs-#0 govern como prenchiment ds eargs, antes vzis (Coma expécedeflanga, qu tos ach ser verbade represented dante «taimporticia ds fangs desempenndas, opi davaa ho 28 algueres de tet- ‘a que este oeeci cla Para aia oblaa op oferecia um date euivalete, ‘devendo o mardo entrar para os serviga de deurito ‘Sto mai ests of efvlos ess lptimago do que os produzidos pelo peo- ess anterior, porgue se por um loo lepitimado iesva sab pairiapoestas de stupa egucm etoma gnto prone leno tampa ne tesdops Porum resrito imperial, que data da Novela 74, de Justiniano, lgitiman-se ‘08 filhos nati, quando & impossvelo emprego do pimeiroprocesso, 0 que conte, por exemplo, no caso de mors, desaparecimen(ooueasamento da mulher ‘com outro, Para concrtzar-se a media, opal precisa requerr a legitimaso, © 0 imperadorresponde & const rescria), deferindoo pedido, desde que se preen- ham tes condiges:anuéncia do egimando,cusénciade ase casamento pos. sie, no momenta da concepedo do io. 92. Adopso Em sentido lato, adagdo € a colocarodealguém sob a “pata potestas" po- end resi sobre “ale juris (adopo propiamente dita ou sabre 0 "si jus” (atrogasH0) ‘Adopdo,propriamente dt, €0 ato pelo qual “lien jurs" omer ou mu- ther, sida familia deorigem para colocsrs ob outa “patria potest”, ada fari- lin do adotante, Ea transferénci de "para potestas” ‘Grande importieia tem a dogo, ene os romanos, servindo, entre otras ‘ies, por dar herdetro quem noo fem, por mtivos defiant 30 os saeraprvaa) ou polices (ssegurarasucessor ao principe, como no caso de Sastniano, aotado po lustino) para ransformar pees em paris: par atrt- bir “us evtats” a um ain. ‘Como em Roma nio se admite que o pater deponba sua patria potestas, em bora pssadesitir da dominicapotsas,maginow-se um proceso eagenhoso, por ‘ainda que compreend ds fase Na primeira, extingue-se a para potes- ‘as daquele que enegaoflho em ado acute; na Segund,fz-se nase a pa- ni poten para 0 aot ‘Ad-rogagdo ato peo qual opaterfamills faz eta pra sua faaiia um cout paterfamiias, na qualidade deus. lice, pois, apenas aos homers “To grande € importncia dese fo que o antigo dri Ie multiplies for rmalidades, mpondo-Ine condgdes muito sgidas, 0 mesmo tempo que the ez ‘minuciosamete, as consegiénciss. Hs qtr tipos principe de ad-rogardo por eras, dante de 30 ictores, por imei de ress mpile por meio de testament Est timo tipo de ad-ogag30 ficou ctlebe porter sido empregado por César pare adotar Augusto 93. Bmancipasio Emancipagdo& 0 ao uric plo gua opaterfamlas exclu de ss patria otestaso ilo ou ih, fzendo-o pasar dealers" "su jurs", Este ato & "incompeténci exelsiva do pater, independentemente da vontae do emancipado, Ao conrrio do qu acontce entre nbs,em que oemancipado, lem de outras ‘antagens, io fica excludo da sucesso, ne dete romano, «emancipagso€ um {zevantagem, pore dervincu os lbs da domuspatera,exclindo-s do supe € da gens, bem como ocasionand-Ihes ayer dos diteitos de sucess, de ute ecaratls,legitinas. ‘Com tempo institu soe radia modifiages em sv fsianomia efor 1nn-se medi de favor em proveito do filho que mostra fimeza de carter capaci- dade de grr os poprios negocios. ‘Acmaneipao, se hem qu dsconhecida pea Lei das XII Tibua, net n- tetanto,enconra su pono de putida através de elementos que laborados pela outin, com bse os costumes, servem por via indies para extingir a para povestas. ‘Com efit, estubelecia um principio das XII ibuas que fcava ive our :mancipado rs vezes eonseeuivas pelo pa: por out lad, a mamumisso pela vin dita (Gao, I, 132) dena livre oererav,Imaginod-s, ent, um proceso Nbr ‘do para semancipacio, que necesitava de vires opeafes, na presenga de ts pesos: pater, lus e amicus. (0 pal vede us ves 0 filho (ripe mancipaio) cada vez que © amigo compra 0 filho ibera-o em Seguda, A complexa opeagao segue a Seguin 8 cosa res) de que se vale oproprctro qui ‘trio, de uma eos, corporea, determina, contra possuidor om inalidade da restimigdoefeva da cosa ‘Nos kimos anos da Replica, para que ja propria romana so neces sivas es comdiges: Is, 0 propitriorejs dado romano; 2 que o terreno Sj romano ou tic, qu en sid adguride por un mode convencional A trunstarnca deve ser eit por maneipagtooa pelo process da injure essio, 556 trata de res mancip | reper A propriedade gutta ope 3.080 tips de popiade, menos per ‘ston deeoneidr morigeau aprecen a poe isin come ho via pretarlangh a perigee propiedad Dnt pretarianadfere a propradae uri por ave sgorn poping como qe sv divide tlm eum em dominida ‘ois segndo o diet dos Quits oto tm poste tia i bons “sb ot tes (agute nom de born) -Dese modo, us ropa com agar me ns igre, menos abso, po pacer sb propiedad quia Como ‘sta propredde fina pelopretor, ceebe oma de pretoriana "apace propidade bomtira quand sata de uma rer manip gue fo transfer com tin code forma, Nee eto, © dominio no ean, po Sue deveriaempregarss pr exemplo,amancipata ova njurecessa Eg casode tine lca de tera uf vend end ss panes dado Gus un nod lene para eoprepor um mado niosolee, compute com compra e vena da rer Imanips Nese eas, quem compost possuldr jan propritnopo dio Shel ure civ") Com o decor do empo, prem, 0 sdgarete pode omar se Proprio, por usiapdo(asaepido& 0 modo de adguispropeedade plo Sanscusodo tempo, peechios certs requstos: jst te boa, coisa usce thet derucopirse) tas send, hveiao pegs do popitrioguirii r ‘indica o ive pr Para remediar cra sgGa qe er nga ons 3 "aide, decide o prtor que se tome nb proprio mero poss) Siem compra un ein rer marc sem a obser goo das formals Chips O tempo contri para eevago Go dit, ‘Apropredade pargrnae agile qo popitinso em o domi exjare Qurtmporsex peregrina, etrangtr Nocsanto ete m do ‘minim saan el circ peregrine acl porated ones (pcr Perego ox goveraderes) como propricade dou gentum. A propredae pe ‘pin desaparese guase os cpt com a romugago, cn 212, do Ea de Cerca, que confere aidan todos os aban Go mpi, com excog0 4 peregrine dds (Ver 81. "A propria provincial resi sobre a eas ds province romana, cm principio, roped do Estado romano Na ealdade, enstant so os particu Ines que se eabelecem sobre sas ters clvandoase dls spond, O die to gut ox ocapants ds propadae provincial tem sore a tea coor tnt, ma proprcdae, mis jridicamentn se emprep es Senominaa9. Os json de poe lee lam em asi, re poses cu aes pst dre habe rt sre. Oddo parla va as pot de dee shear ins ens por simples rag. ‘Mat tarde, ceras provincis so egipareds ds eases e oranse _ssctivis de propiedad gtr Er in sul I Ga ra crit comm con ‘goca de stem grave de mposios a esis como ram aes dss rovinh, espero detente propriate ovis 119. 0“heredlum™ Evista nos prmeitos tempos de Roma uma propredadeprvada funda lado da propriedade mobilsnia? “Tent antigosensnam qv, apap, exsia uma propridade funds, fami ere qve ean sobre oherediom Ea dome seas datera (fu cundam ("bina jer, “hort”, Esta propcidade € dum ipo toe espe ‘E510 paerfamlas¢ em a admins como senbor, rane toa a vida, mes, “omorr seas herdsves (os "si" cnorrem sucesso como copropietirios. ‘htlica madera duvida do stemuaho dos atoshistriadores que fia ‘oheradum so tempos de Romo. Este er assinalado, no sole, pores deteras fos dais romano ea seus herdiros. "A verdade que os primiivos tempos de Roma se acham envolvidos em en a, sendo impossvel separa a verdad hstrca da fantasia 120.0 “fundus™ Tsficient pra mante o pater seus descendents, Bem como os areys dos, ered ced gar fds, le grande de terreno fora da cidade. ‘Na rears hava numerosas tera fees, ao lado de pastagers, de que se utilizavam divenos vzios vein"), propeedade eomum da gers ‘Surge a propriodade privada cobra teas de clara. Pessoas ques estabe- secon bear fn de que tomam poste, eam propretirios dss terrasse fun + Lei des XI Tabu (1,3) pr urucapio depos de dois anos de wo ‘At venon, fs ov ualguerouto Bem, em vris propre. & a coppropriedade,o condomini,denomiado conn, Cada condomino 60 dom ‘No ico, prevalece principio de quea mesma cosa no pode pertencerin- tegralment (sins) vio propietdros, mas com o core dos tos 0 Jrsconslos romano, fndado em prncpios de orem pte, estaelecem a ‘era de que cada condéming ¢ proprio de ume parte wea dacoiss (pr nd v0") ‘Verifica-c co;popriedade de dos mados aude modo acidena (Yom rio ncdens), como, por exemplo, quando more opatrfamlas, ou de modo ctonal por vonade undnime de viris parce que adem 2 mesma propre: dade socteas". ‘Nocaso ds communioincidens, cad ius pola mone do pate. propio dotodos em prinipo. tem oreo de alina cosa comum, no qu, ene, ‘pode ser impadi pelos denis condos, el jus pron. ‘No cao da socets cada soc propretrio da coisa comm, da gus tem tuna part parte cal Se are em, or etemplo, 5 soct,eadn um édomines de tuna guint pare Meal, ao especial. a6 JOSE CRETELLA JONIOR io € vido nernum ato jurdico qu recair sobre total da coisa comum, 2 fo serqus enka havido, paraiso 0 consenmento eto dos demas hereios 1 Daprprnhae bra BS Pepacase penta 3 opens prove 5 One Ques pops Roma ‘QUESTAOPERANTE AJUSTICA ROMANA Cae 6: Venda dew inne om vl deforma ‘pot omano vende fies otra, compar engo hope {e-ent mt peo nine Co es dpe alin erie, pend eins 9 nivel seine ae do nes por eainens oma, pea wa cr st {Coma t tlena ae emer rane? Eds oar vem ascris o- CAPITULO VI A POSSE NO DIREITO ROMANO. SUMARIO. 121 Conc dpne 2 Een pone 12 pc eps cs ‘ste 28 Reon esa 125 Bose dose I Agung ‘pe 17 Per dpe Ag pari, 121 Conceltuagio da posse | Céaigo cv de 10.01.2002 (Le n* 10.406, vigor Art 1196. Considera-se poruidor todo aguele que tm de fato 0 cexerteta, pleno ou no, de algum dos poderesinerentes 6 propriedade, Como a prdpria origem ou erimologia da palavea ensina, posse ou poses ‘io (de possessio ~ pots * sesso, possosentar-meem cima) um alo fio, um fut. Posse poder iio sobre a cota. Possuidor quem pods “sents sobre oi, seguri-l, del, conserva em seu poder. "Em grande nimero de cass, passe e propridade confundemse, wenii- ‘am:se como nas hipsteses om gue o proper exerce efetivamente 0 pode fs- osabe coisa qe Ihe pertence ‘casos, porém, em qu posse &separada da proprcdade como, porexex- ‘lo, quando proprio mpresta coisa a outa pessoa, ou pede a outa pessoa ‘gu guarde a coisa. Ness cas, opropsetrio que tema propeedadee a posse, con- otament, como qe parila se dito de propiedad, ansferindo por um certo ‘empo aposse a outa pessoa, mas conservando, sempre seu dit, que éo dieito Ae propeiedade, a popriedade, tengo de ser dono Posse &0 poder fio, de ao, exerci sobre coisa compres por uta peso, ropritro ou nfo prpritrio (= mero possvidor) "8 {JOSE CRETELLA JOMTOR 122, Elementos da posse ia” tno) | tenes {2a ae De aordo coma leo ds jrsconslos romano da épocacisia, para que aja posse jridica, posse prtepda pelo diet, ¢ necesria a convergineia de ois clementos um denature intelectual, item, sicologico oasis" aim tengo, out de ordem materal, sco, conereto 0 "copa. 0 poder fisca, 3 trate cr evogivel pela simples vontade do "dominus"- Seo concessiodrio precs- sista do guises restr cos, oconcedenteentava com onterdio possessirio ‘restttrio “deprecarto (interdio “unde” concedid aque fi explo do imivel de modo vo ‘eno. Prat drt a invoca om Exo et inet & preciso que se prsachan las condi I, que poss no sea vicina. Assim, gus que explo vielen ‘amen, prs Yum pssuidor olen, no tem dri scones do nero, 2% quo itera sjainvocad no ano do desapossament. En finsdarepiblica, como decotéacia dos itrbios causaos pels gucras ivi, parece uma variedade desse intedito, denominado dew arma, que Supoe ‘iléaia a mio armad equ se contapbeao antigo intedito, unde, denomuna- Ao, panic de endo, de violencia odin devs etic). ‘0 possuior, expuso por violénca amo amanda, pode invcar com éxito ‘ste interito, mesmo qucoinvocante ea possuido om ion, praia vio Jencia a mo armada € vii poe que a vole odin (interdite de w armata& concede ainda quando odesapossamento tena ‘ovoid hms dei 20, O inte de clandestingpassestone ¢ concedido uo porwr desapossdo landestinamente da cosa, Nodiitojustinaneu,desapareceadstngtoentrea vir armatae i cot ao, © possuidorexpulso por violencia temo dete de nvocara ago anal medi ‘sola gual vencrd, mesmo sea poss fr evada de Vici. ‘Desse mode, surgem na epoca de Jstniano vedaderas ages possessriy, axdesextordnsin, sujet procesto especial e sumdro, qe subttvem os ents. "nfim, no baixo impli, aparece una nova madaidae de iterdt, qu per ‘nite a6 possuidor, desapessado njstamente do imdvel, reper, mesmo Sem oles Eo interito momenteriaepoesionis x acto momentarae poesia 133, Fundamento da proteso possesria ‘Surge nesta ltr, uma ndagar de grande importnca, cua resposta no seenconteaem nenhum echo do dreio romano, mas que tam reneupada oi. ‘rte de épocas mais recent. Porque motivo s protege pose? Qual o fundamento da proto possess i? Como explca quem eeros eases, pote d posse € concede, em 0 twos cao, bastante Semelhantes,€negads? Como expat, no mesmo sistema 5iwidico, um modo ti desigul de dsviburo mesmo benefci de pote da pos: ‘! Enfim porque um estado defo, comos pose reebe pote, po si Mess, inclusive no ea em que nin coincide com a direit? ‘Duss cori exstem a respeit,pocirando expla 8 mancirs satisfatiria 0 Fundamentada protec da posse ear de Savign ca de Dering, Fm toro des: ss cori, laboradas pos dis fanosesjrsconsulas sleds, agrupamse consideraies dos autres modemes. Em ew elissicoTratado depose, firma Savigny ave ofandamento da pro- ‘ep possess esi na iad dem publica. O regime de dria no port {ue se fag justiga com as préprnt mos. ordem mitral deve ser conservad. ‘Quem tem a posse da ois, dave cnserila até «desis Final do magistado Bando inteedto opossudor, o magistade est mantendoa order, pela eguranga que ofercea quent etm a cose. Em seu trabalho O pap! da vonade na posse, refuta Ihering a eoria de Se ign esstenta que ofundamento ds proteto posessra€ de interes privado ‘io public. petor eri os interdits possesses no iteresse exclusive do pro Prictirio. "A posse sentinels avangads da propiedad” ress Ihering “Mostando a realidage que, i maior dos casos, pose e propriedade st ‘cham eas nas estas mos, concede rotey30 ao possuido roteger qa Se sempeco propicti. Na verdad, 6 de grande itresse para propre a proteto posessria, porque se, por um ado, dono da cosa em elo uma ago real, que Ihe perm sa, fazendo vale seu dete de proprictisio, por outs lado tl ro | dabslica mesmo ("probatio dabolies),porge long, trabaloss, ‘emontndo de um propietrio a outro. Invocandoo interdito, o proprstrio contora as dlongas da via petits, tbuastando-theprovar que &possidor da coisa hum ano, oer, em alguns ca 0, que o ano em cuts poss a coisa i mas tempo alguns meses amas) do que seseonendor ‘As duasteorasexplicam o fundamento da protesopossssri,completan- ose. Os interditosretinonde possessions causa fandamentase a iia de protec do proprio eos interdts recyperandae posession cau funda ment sens ieia de ordem pica ‘C6igo Civil de 10012002 (Lela 10.406), em vigor [Art 1.210, § "Nao obstad maniencdo ow reinepracdo na posse @ alegagdo de propriedade, ou de outro dieto sobre a coisa “Teas suceRDOS 2) Tee so tn a ae nen Bh Osmmdion pets, 95 ofan da eps, CAPITULO Vit MODOS DE AQUISICAO DA PROPRIEDADE SUMARIO: 3A opp. 13. Seen do mds eased pro pede 6 Agus no uel cpa 137 Ase core Serva 138 Agus vnc 134 Aqulsgto da propriedade [ito hi propriedade sem propretiro, A propriedade existe sempre em r= lagdoa alguém, que passa da qualidade de no proprietrio parade propritd. A propria oudominium,exresa por uma reli juridice, qu liga opro= Prietiri i cis, varia deeaso para cas, senda pois, objeto de vis classifies 135, istematizao dos modos de aqulsgho da propriedade aD oe emf en | | Pe | Estudemos cade um desses pos de aguisico da propridade, no dct 10- v0 3088 CRETELLA ONIOR 136, Aquisigdes a tuto universal e particular a se. Aquiscds | genta ent. |: ab nea ees oe ‘sma de anssgo da propria no nies o8 que seem aumpatsndna, comm siete Nest case ortdtos tomate propiiot ctmeanjunn der eno, cseament, dt o dace em Popes {bens em ream responses po dae daqiee quem sicederam (Os mods de agus popes tin parca sh qu sie roma uma detcinaa coisa, por explo, ren, soo. Neste as, adgurente ao prec trae pop indaga repo occupa; cpio ‘mas quanta entre uso euro, porque est confere a0 ilar o dist de onsumirtotaldade dos frutos eo wo apenas wna quantdads resi, necessria § manuteneo do usuiro ede seus fairs. “Habitacao ¢ dito de usar uma cas de propriedade ali. A principio 0 imével, dado em habitalo, no pod sr alugdo a eco, mas o drei de Sst etabelecen que ohabtador pia sublocaracass, no todo u em pate, 8 ‘Somigar de animal ow de eserovo ("pers animais vel servi) so dritos psoas, gerados na malaria dos esos por testament, que conferem ao beni "ho a faculdae de utliza-s do trabalho de animal ou de escravo, em seu favor 08 fm favor de teers, aos quis poderi aluglos Osbeneicris si osherdiros prximos ova mulher do testador 157. Direitos reas pretorianos | ——— ete | Dita rea pains peri Alm das series, conece odrcito romano outros modos de etubeleer Jira in re lena, iets esses ris pel preter ou pla legisla o imperial. So ‘les: "jus in ago vectigl", a enftewse, asupercie, ahipoteca ex propriedade oma 158.0 “jus in agro veetigall™ (0 “usin agro vectgali”— diet sobre o campo tibutivel, jd queo vectgué um ium ~ £0 dito real, econo poo preter, o oct de eas pert ¢entes um municipio romano, mediante o pagamente de uma quanti dinhero “o vectgal. uma espécie delocaploquas perptus,s6 a osendo, porque evo vel, em casos de nlo-pagament do vetga. ‘expresso ager tetigaliesbrange, os virosperiodos do drt romsno, lips diferentes de locas ou concestes de tera, po longo tempo, design gu apenas as teas penencenes ao poder pico “Tals ters slo alugadss “in perpetaum’, por temp pratcamenteindfnio, com clasula especifica de no poderem ser detalojado seus oespants, aqin0 pagarem com pontualidade o tba exigido Par fazer vler seus diritos conta tersios ou conta pros micipios tocadores,podam os coupanes das tras lugndasinvocar una geo Un ret = ‘oto wertigel~ bastante senelbant re vindcati (D.30, 31,5). A stg juries do eonensionris ou loatros dis teas, neste aso, { comparivel a do propritrio. Adquirem os faos pela separacdo, come © Pro: ‘petro eno pela percep, como o simples arendatrio a prazo breve ‘Sendo verdadero posuidorenio mem dtetor da coisa como sredantiio scr rao, tem uma situapo referent cosa ques stu ene aque crate 2 um proprio eum simples lara, a sabes nem perptu, nem pretea, Peppa, ievogivel, enguasto pagar ovectigal. Porese motivo 0a in agro vetigal no se confund com jus perpetuam, aneadamento de tras longo pazo, muito comum 0 perodo do Baixo Impéri, erp, principio, é amb evogavel por fatadepagamento do bata no prazoestipladoreaindo sobre ben do dominio privadodoEstado~asrepri- 159. A enfiteose ~~ Géiigo Civil de 10 01.2002 (Lei n* 10-406), em vigor [Art 2038. Ficeproibida aconstitigo de enfleusese ubenftenses, subordinando-se as exitents, atésuaextingdo ds dsposises do Cdigo C- vil anterio. 0 vocdbuloenftewse, do verbo grego emphytuin, planar, cultivar, que por suave deriva depo, daa phy, plata, designs um inptate ntl fico do mundo grego, qu lang suas ofgens ho epie funded Ego ede Car- tago, aotado no mundo romano pela Lee Marciana em fins da Repiblica, € speriejoado, mas tarde, pla Lex Hadriana, que discpinra, em especial 2 c0- cesses de tera ineulvadas, na Afi do Not Enfxase x convene pea gual oproprietiri concede a outa pessoa od rete de cultivar uma certs poreae de tease de eatraicihe oda tilda por mai to tempo ou para spre, mediante 0 agamento de um tuto anal ~ 0 fro ou ‘anon (do gego canon. rer). ‘Orrapretri ou dominus 0 senhor dct, seer, a psso que o aren rig senhor it, enfteuta fori ou casero quem cabs oj emphyteut 0 ret enfitético derivado “jus in agro vestigali”e surge quando os ai fuatitris romanos, im tando 0 Estad,concedem anism teas em focap30 aa endtiios que as culvam. © eniteuta passa ater um drei rea, semelhante 20 Jus inagrovetigal aquese denomino, jus emplytetcum. Fundem-seaseguiros ‘ois institutes sob o name de enfieuse, Diflere a enfitese do ssa po muitos ago, pois, 0 pass que on ério deve tespetar a subsdncia de coisa ("substantia rerun}, enfieuta poe incererrnasubstincia da coisa para melhor; alm disso ocotrato de eniteuse pose ser tanferid a tector transmits aos benders, enquaio qu 0 us frao se extingue por mone do usuftuturio.Enfim,oenfeuu aqui os fatos pela separagdo, a0 paso que 0 usiruniro pea percepeao. Extingue-se a enfiteuse ou pelo decurso do tempo, indeado no acon, ou ‘pelo no pagamento do foro durant rs anos consecutive. 'Atéoquito século somente os grandes dominios de teas dos imperadores¢ «que se suctam aenfteases (“fund patrimoniales), masa pari duma ceria época ‘instal se generaliza,corporfcando-e depois de uma Constiugso do impera ‘or Zeno, qu az da eniteuse um coatato expec 'NaGpoca do imperado Justiniano, generaliza-e a efits, que se presenta como um conta consensual mais proxime da venda do que da locarso, (O enfiteutatem um eirctoreal sobre at, um jus in re aliens, sanconado orm agioreah mat & bem nti dierenga ene os dicts deum verdadero propritrt eo de um enfite Em primeiro ugar dro do enfiteta no ¢ perp eirevogivel, perden- ‘oa tr concedid se nko preencher ot requis extabeleidos no conta, como, por exemple se abandons tera, detando-inculivads Ouse dena de pa 2 0 cinone ou os impostos durante us anos squids. Em segundo lugar, domesmo modo que propriedadeodirito de enfteuse& pratcamente herediio, com a propiedade, ms entre vvosoenfteut no pode "spor irementede seu deo an ser que obteakaoconsenimento do propi: tii. Esse consenimento raduido cm dino, € audi (de lade, ae ‘orizagio de laudare, atria. ara que se concttize a cesso, o proprictirio exge, pois, o pagamento de fixada em cerea de 2% do valor do prego, mas enficua cobrizndo a (eras, primeiamene, 0 proprieteo, qu exere o chamade dro de perempr, isto 6 a referencia 2 qualquer comprador, median pagamento da quanta pein 160. superficie Siperfcie& dirt rea, reconhecdo pelo petra uma pessoa —0sypef clrio—, delat, mediante reibigio (solarium, persia as Consus plan ‘ages feta sobre teen alco, alugado por longo praca © insitato da superticie super o principio cvilstico (“superficies solo ce- dr) que exclu possblidade de consi a superficie rele cjos efeitos re tis te sepurem do solo, mas o prea sancionau o dire a supericie, primeira, postr de superficie, coed ao superitro para mante-se ma posse as ensruges, mais and por uns verdadir acto in rom, que podia ser nvoceds onte teceiros ou conto propio propre d Slo Extingue-sa superficie pela perda da coisa pel fade pagamento durante ois anos pelo decurso do tempo, indcado no acordo. 161. A hipoteca Anipotec, que sei estudadamastarde, no capitulo referents 20s diets. is degaranta,€ também um dict sobre coisa abeia, um desmembrament do {iret de propredade ‘ peopetro como qu aria, ato resgate david, diet sabre a col sa quelhe pertence porque dea deter sobre la seus dicts intgras. Assim, to pode vendera cis, E uma espe de penhor no qual odeveder continua na posse Sacois, ‘Defines a hpoteca como o iit el pretriano que resi sobre uma cost par garatiro pagamento de uma posse da cosa ou de vend caso 0 e990 ‘a dal estiplada 162. A propriedade bonitéria A propriedade bonita ou pretorana(§118,p. 12) difee da propriedade “nartiria porque 2 passo que nesta opropritrio pode tro dominium 3 poses: $o da cos, naguela hi come que uma divs, um desmembramenta deste ds foculades Napropriedade bonita, veific-se um ut in reallona,porgue a propre ‘de como que se repartee piv proprietrio co nove agin, caso, por exemplo, da alienagzo de uma res mancip meant oprocesso de simples tradiggo a nv do verdaeio process, qe deveria sera mancipa (a. elas tegas ests do us eile ares nose uaaslre Ness hipétese, © adgurete,emborapossuidor da ois, no € seu efeivo ropritco, porque ares nose integrou em seupatrimbnio, dal mode que poe ser reclamada pelo alienate de mf Principia um desmembramento ds propriedade que minha do verdadero propritire para o novo adgutete ‘Odecorer do tempo permits que oadquirente etme o verdaciro propre: Lio, segundo ax gras do diet pretorana que reconheceinjuraa anti 6, Ea oegutas, emperando o igor do Ju Ae ent, porém,oaliennte de mit em o dito de reivndivar a coisa ress sbluind-a do novo propietio Hz lant dows na cet ecsanse da dhs ik A wupiie bonis como uu re ten HE. unlceene eyes serie ne dso ooo. (QUESTAO PERANTE AJUSTICA No enpo de Tibin ron, gad ee etn ge in an {olan oss a leanda qs cra tla, pegue aL XI Tims exon. ‘iin artorercostrmpogn porches tes, equ cent apne