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Revista Global Tourism Vol.5 nº2 – Dez/2009

Revista Global Tourism Vol.5 nº2 – Dez/2009 ISSN: 1808-558X O Sebrae/RN no fo mento do turismo

ISSN: 1808-558X

O Sebrae/RN no fo mento do turismo pot iguar: o caso do roteiro seridó

Christiano H. S. Mara nhão *

www.globaltc.com.br
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seridó Christiano H. S. Mara nhão * www.globaltc.com.br www.globaltc.com.br *Christiano H. S. Maranhão, Bacharel em

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H. S. Mara nhão * www.globaltc.com.br www.globaltc.com.br *Christiano H. S. Maranhão, Bacharel em Turismo pela
H. S. Mara nhão * www.globaltc.com.br www.globaltc.com.br *Christiano H. S. Maranhão, Bacharel em Turismo pela
H. S. Mara nhão * www.globaltc.com.br www.globaltc.com.br *Christiano H. S. Maranhão, Bacharel em Turismo pela

*Christiano H. S. Maranhão, Bacharel em Turismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN e ex- estagiário do SEBRAE /RN (período de outubro-2007 /outubro -2008).

Resumo:

Diante da forte competição inserida por meio dos pr ocessos globais, a exigência do

fomento

de iniciativas que possam diversificar a oferta de

produtos e serviços prestados é

prioritária , levando assim, os parâmetros de desenvolvimento p ara uma série de oportunidades que agre gam valores aos outros atrativos já existentes, captan do deste modo, um maior nicho de merc ado e um fluxo turístico mais diversificado. Dessa fo rma, busca-se analisar como o Roteiro S eridó desenvolvido pelo SEBRAE/RN e parcerias, pôd e criar diferenciais competitivos agregan do com isso, novos valores potenciais ao pro duto turístico potiguar, onde

costumei ramente se divulga em maior proporção o turismo de s ol e mar.

Palavras- chave: Turismo. Roteiro Seridó. Globalização. Competiç ão

Faced with strong competition entered through glob al processes, the requirement of

the prom otion of initiatives that will diversify the range of produ cts and services is a priority, thus

leading t o the development parameters for a number of oppo rtunities that add value to other existing a ttractions , thus capturing a greater market niche and a more diverse tourist flow. It also tries to a nalyze how the roadmap developed by Seridó SEB RAE / RN and partnerships, has

competitive advantages to adding this new poten tial values potiguar the tourism

created

product, which customarily releases proportionally more tourism

Abstract:

of sun and sea.

Keyword s: Tourism. Roteiro Seridó. Globalization. Competition.

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www.periodicodeturismo.com.br Revista Global Tourism ISSN: 1 808-558X Introdução É notório chama a especial o s
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ISSN: 1 808-558X

Introdução

É notório

chama a

especial o s de países em desenvolvimento,

fato da atividade gerar alguns vitais para suas economias. O visto, então, como uma fonte

divisas e uma alternativa viável

para o su porte econômico na atualidade,

devido

elementos

turismo

geradora

que o turismo contemporâneo atenção de muitos governos, em

ao

é

de

obtendo, p ois, uma importância crescente no

incremento

das receitas desses países e em

especial

nas localidades mais pobres.

(MARANHÃ O, 2009). Somado a isto, um dos

mais marcantes do contexto social atuais é a forte competição

nos

aspectos

dias

Vol.5 nº2 – Dez/2009

essas ações equalizam-se com o Programa de

Regionaliza ção do Turismo- Roteiros do Brasil,

lançado em

Brasil, paut ado nas orientações do Plano

Nacional de

além de r espeitar as diferenças regionais,

Turismo. O referido programa visa

2004, pelo Ministério do Turismo do

processo desenvolvimentista com

pressuposto de sustentabilidade, incorporando

assim, a i gualdade de oportunidades e

no mercado para todos.

(MINISTÉRIO DO TURISMO, 2004).

incremento

intervir no

Deste mod o, o serviço de apoio às micro e pequenas e mpresas do Rio Grande do Norte

percebendo a grande

(SEBRAE/RN)

oportunidad e de desenvolver o turismo no

estado poti guar e ao mesmo tempo, deixá-lo

impregnad a nas relações humanas por meio

competitivo

com o mercado mundial,

da

globaliz ação. Embora essa também tenha

encontra na

região do Seridó, fortes indícios de

sido uma

pode-se no tar que a sua presença é tão forte

espaços atuais, intencionalmente

em muitos

desenvolve ndo-a na consciência das pessoas

e ditando

característica em outros períodos,

normas na economia de mercado.

Por encad eamento, toda a cadeia produtiva

do

turismo

também é interferida por esses

processos

globais competitivos, refletindo

assim, na

busca por diferenciais que possam

abarcar a

maior fatia do mercado que puder.

Comprova -se assim, a forte sinergia entre o

processos sociais desenvolvidos

nos dias d e hoje. Barreto (2003, p. 12) vem

ratificar d izendo que: “O turismo é um

turismo e

os

fenômeno

social que não acontece num

vazio,

mas numa sociedade em

funcionam ento e ele é, por sua vez,

conseqüên cia da dinâmica desta”.

Portanto, n o estado do Rio Grande do Norte, onde o t urismo de sol e mar é tipologia

marcante

devido as suas características físicas,

(INSTITUTO

DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE,

2005), a ne cessidade de diversificar o produto

ofertado é situação sine qua non, afim de não

estacionar na busca por novas demandas,

evitando

estados vi zinhos, que fornecem serviços e

produtos s imilares. Descentralizar da capital Natal, prin cipal porta de entrada de fluxo

estado, além de fazer o fomento

turístico no

do turismo , entrar em consonância com os

processos competitivos globais, distribui melhor

o desenv olvimento peculiar da atividade

a perda de fluxo turístico para

turística pa ra o interior do estado norte rio- grandense .

É dentro d esta perspectiva que esse estudo se

justifica e

saber da f orte tendência de crescimento do

turismo e m território potiguar, com uma preocupan te concentração de demanda, de

oferta e de investimentos na sua capital, Natal,

e no seu e ntorno, busca-se lançar bases para

mais diversificado, concentrado

em algum as áreas que possibilitem uma abordage m diferenciada e atrativa para novos ca minhos do turismo em solos

Observa-se facilmente que todas

potiguares.

um turismo

m seu âmbito prático, apesar de

sucesso par a o incremento do produto turístico ofertado no referido estado. Por essa razão em

parceria co m o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, desenvolve o Projeto Roteiro Seridó, co m o escopo de fomentar o desenvolvim ento do turismo potiguar de forma

ao mercado e ao mesmo tempo,

mais coesa

inserir nov os potenciais competitivos ao

produto turís tico estadual.

Desta mane ira, este trabalho busca investigar

forma, em meio à forte

competitivid ade do mercado já citada anteriormen te, O Projeto Roteiro Seridó, desenvolvid o pelo SEBRAE/RN e parceiros, tem

para a diversificação da oferta

de

que

contribuído

turística po tiguar e por conseqüência, têm criado difer enciais competitivos que respeitem os critérios s ustentáveis?

A relaç ão entre competitividade, turi smo e regionalização

A competiti vidade se apresenta na sociedade de divers as maneiras, podendo ser

encontrada : no discurso feito pelos pais, que

direcionam

as crianças a se preparar para

“vencer na

vida”; nas brincadeiras e jogos

competitivo s, onde a concorrência é

condição im portante para adesão de todos os participante s; E ainda em festivais, gincanas,

concursos,

programas de televisão, etc.

Chegando

por fim, ao mundo competitivo do

trabalho e

ao conjunto das relações sociais,

onde o ven cedor demonstra competência e afirmação d iante dos outros. (ANDREOLI, 2003).

Na lei de m aproxima-se prática de

ao merc ado, produtos e serviços especializad os que interfiram diretamente no

busca intensa por conseguir lançar

ercado atual, a competitividade do turismo, levando-o a uma

poder de d ecisão, de compra e na adesão

dos clientes

(turistas), buscando a partir disso,

aperfeiçoar

o desenvolvimento turístico local,

auferindo

maiores gastos e taxas de

permanênci a, por conseqüência da satisfação

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www.periodicodeturismo.com.br Revista Global Tourism ISSN: 1 808-558X dos client es e dos novos produtos que

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Revista Global Tourism

ISSN: 1 808-558X

dos client es e dos novos produtos que agregam m aior valor ao destino turístico.

O aumen to de ofertas de produtos no

mercado globalizado e o uso de novas

tecnologia s capazes de fabricar produtos mais

baratos e d e melhor qualidade têm levado ao acirrament o da concorrência entre os

produtores turísticos. As exigências de produtos

de qualidade a preço justo, por

parte d os clientes, conduziram os fomentado res do turismo a se adequarem aos novos tem pos. Eles passam a perceber, depois dessas alte rações nos desejos dos turistas, que uma únic a estratégia já não consegue atender ao s que buscam produtos específicos.

É preciso, e ntão, segmentar o mercado.

e serviços

A concorrê ncia é um fator determinante para

a segment ação. Incentivando a procura por

diferenciais que garantam uma clientela fiel e

Vol.5 nº2 – Dez/2009

ambientais, materiais e patrimoniais e também

o primícias da intenção de

interiorizar e municipalizar o turismo, como que em uma aç ão complementar de diversificar os

ainda com

produtos o ferecidos para os turistas e de

desenvolvimento trazido pela

atividade tu rística pelo interior e municípios. A

Seridó concatena-se a essa

realidade p or todas as questões supracitadas.

espalhar o

região do

Assim send o, a proposta do Programa de Regionaliza ção do Turismo, segundo o Ministério d oTurismo (2004), é: promover a cooperaçã o e a parceria de todos os

envolvidos, com o objetivo de: Aumentar e

o mercado de trabalho; Dar

ao produto turístico; Diversificar a

qualidade

qualificar

oferta turísti ca; Estruturar os destinos turísticos;

consumo turístico no mercado

inserção competitiva do

nacional; A umentar a

Ampliar o

produto tur ístico no mercado internacional;

identificad a com seu produto. Conseguirão

Ampliar o

consumo turístico no mercado

maiores va ntagens nas vendas, os prestadores

nacional;

e

Aumentar o tempo de

de serviço s que melhor conhecerem seus

permanênci a e gasto médio do turista.

clientes e

seu mercado potencial; esse

conhecime nto deverá direcionar os recursos financeiros e também adequar os produtos ao

Com isso, f oram criados projetos em todo o país que t endiam ao desenvolvimento das

mercado v isado. A opção de segmentar ou

regiões por

meio do turismo, entre eles o

não ocorre

principalmente pelo aumento da

PRODETUR

/NE, que foi criado com a

oferta de

produtos, pela expansão dos

justificativa

de

que não existia infra-estrutura e

mercados

e também pela vontade do cliente

este fato blo queava a expansão do turismo. O

ter seus de sejos satisfeitos, que cada vez mais

são espe cíficos e não genéricos. A

segmentaç ão enfatiza mais o mercado e não

o setor de atividade, os canais de distribuição

ou os prod utos. Segmentar é uma estratégia.

referido p rograma, em nível estadual,

desenvolve u Pólos Turísticos, idealizados a

junção de “municípios com

potencialid ades turísticas semelhantes”, afim de melhor d istribuir o desenvolvimento turístico

partir da

(MORAES, 1 999).

e agregar

maior valor ao produto potiguar,

uma vez

que os pólos criados possuem

Deste mod o, em consonância com a atual

característic as bem diferenciadas. Instituídos

conjuntura

do mercado competitivo global, a

com o apo io do Governo do Estado do Rio

potencialid ade do turismo no Seridó Potiguar

Grande do

Norte, por meio da Secretaria do

torna-se in egável. Existe uma soma de história,

Estado de T urismo, são eles: o Pólo Costa das

cultura po pular, gastronomia, espaços físicos

Dunas, Pólo

Costa Branca, Pólo Agreste/Trairí,

que guard am importantes vestígios da pré-

Pólo Serrano

e o Pólo Seridó, que é foco deste

história, pr esença do bioma caatinga, único

estudo. (CO UTINHO, et all; 2008).

no mundo,

Tudo isto

das ativi dades econômicas existentes, revitalizada s pela nova roupagem recebida e

além de outros atrativos turísticos. pelo incentivo ao desenvolvimento

pelo valor

que lhes é agregado, quando

associadas

ao turismo, pode sim interferir na

qualidade

do destino, no diferencial

competitiv o e na captação de novas

demandas .

Somado a

estas circunstâncias, em 2004, o

Ministério d o Turismo apresenta o Programa de

Regionaliza ção do Turismo – Roteiros do Brasil, pautado n as orientações contidas no Plano Nacional d o Turismo e com a participação

ativa de

todos os parceiros. Pontos como

tolerância

e respeito às diferenças passam a

exigir políti cas e táticas de desenvolvimento

sustentávei s e competitivas (MARANHÃO,

2009). Des sa forma, o modelo de gestão adotado s eguiu uma orientação endógena,

com forte

tendência para o interior dos

municípios

do Brasil, para as suas riquezas

O Pólo Seridó

O pólo Seri dó, por onde veio o fomento do

Roteiro Serid ó, abrange uma região situada no centro-sul d o estado do Rio Grande do Norte,

composta

de 24 municípios que são

distribuídos

em

três Zonas Homogêneas (Serras

Centrais, Cu rrais Novos e Caicó). Ocupa uma

área

de

12.965 km², apresentando uma

população

de aproximadamente 300 mil

habitantes,

equivalente a 11% de toda a

população

do estado potiguar. Criado

oficialmente

no ano de 2005, O Pólo Turístico

da

Região

do Seridó é formado por 17

municípios.

E na sua gênese, é possível

localizar em

sete de suas cidades, o turismo

apresentan do formas de desenvolvimento, nas

quais se co ncentram as ações que objetivam

favorecer sistematicamente o seu

desenvolvim ento sustentável (ROTEIRO SERIDÓ,

2005).

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www.periodicodeturismo.com.br Revista Global Tourism ISSN: 1 808-558X Somado a tudo isto, a população seridoense é

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ISSN: 1 808-558X

Somado a tudo isto, a população seridoense é

conhecida também pela hospitalidade,

característi ca importante para a atividade

Vol.5 nº2 – Dez/2009

conseqüênc ia, lutando para promover a

inclusão soc ial e a democratização dos meios

de produ ção, priorizando assim, os

turística, na

medida em que a forma gentil do

adensamen tos de negócios por meio dos APL

comportam

ento do seu povo colabora,

(Arranjos P rodutivos Locais), preparando e

diretament e, na prestação de um serviço

integrando

às micro e pequenas empresas na

diferenciad o e agrega valores ao produto

cadeia pro dutiva do turismo. O programa de

turístico fin al do Roteiro. Conforme Camargo

turismo do

SEBRAE incorpora em suas

(2004), a h ospitalidade extrapola os limites da

propostas,

as seguintes metas: A plena

hospedage m e alimentação. Ela pode ser considerad a um fenômeno em toda a sua

participaçã o da comunidade, as manifestaçõ es do artesanato, agronegócios,

amplitude social, que envolve um conjunto de

possibilitand o assim, a viabilização das

estruturas e

atitudes por parte da população

economias

locais, resgatando as várias formas

local, de

forma espontânea e sobre isso

das

cultur as e seus importantes valores

Praxedes ( 2004) complementa dizendo que nenhum tu rista entende a hospitalidade como

sendo ap enas um sorriso em um rosto acompanh ado de uma mão estendida à espera de uma moeda. (PRAXEDES, 2004 apud AIRES, 2009 , p.34).

O Seridó a inda se configura com diferentes

tipologias de relevos, com importantes serras,

vales, açud es e lagoas, com solos pedregosos

e vegeta ção predominante da caatinga.

estimula a participação efetiva das

comunidad es e contribui para a elevação da

intangíveis,

auto-estima , tudo isso emoldurado com a

Cara Brasile ira. (PLANO SEBRAE DE TURISMO,

s.d., p.5).

Comprovan do a forte sinergia entre o SEBRAE

e as cara cterísticas do Seridó Potiguar, as

ações cont empladas, por áreas, no referido

projeto, a brangem critérios pertinentes a

lados, que podem ser citados:

ambos os

Apresentan do também um clima

turismo, ed ucação ambiental, educação à

predomina nte quente em todo o ano e com uma médi a pluviométrica de 550 mm/ano,

distância, te cnologia de alimentos, gestão de cooperativa s e outras associações, qualidade

com

chuva s concentradas nos primeiros meses

e

come rcialização do artesanato,

do

ano ( ROTEIRO SERIDÓ, 2006). O Seridó

empreende dorismo no espaço rural e natural,

Potiguar t eve sua economia desenvolvida

captação

e

gestão de recursos hídricos,

com base

na cultura de algodão, alcançando

promoção

e marketing, tendo como públicos-

períodos d e grande destaque. A produção

mineral te ve também momentos de grande

desenvolvi mento, especialmente na produção

da scheelit a no município de Currais Novos. Na

atualidade , conta com uma estrutura

alvo emp resários, gestores municipais,

e alunos das redes privada e

pública, pro dutores rurais, líderes comunitários

dirigentes d e entidades, entre outros.

professores

produtiva

voltada para a pecuária, com

Adicionado a isto, é notável o crescimento da

tradição

na

produção bovina e caprina,

demanda

por atrativos inovadores, como

criando

oportunidades na agroindústria

demonstra

os

estudos da OMT (2001 apud

(laticínios

e

derivados). A produção de

SEBRAE, 20 05). Segundo estes estudos, o

cerâmica

é vista também, como uma

turismo dife renciado, que não se caracteriza

excelente

oportunidade de desenvolvimento

por fluxos m assivos de pessoas, vem crescendo

da

região

na atualidade, onde apresenta

em proporç ões bem maiores do que o turismo

cerca de

80 estabelecimentos que se

massivo. No

Rio Grande do Norte a falta de

dedicam à

produção de telhas e tijolos, em

infra-estrutur a aliada ao esgotamento do

uma produ ção anual com cerca de 555 mil

segmento

de turismo sol e mar está

milheiros d esses dois produtos (SEBRAE/RN,

exportando

fluxo de visitantes de qualidade

2005), e

somado a isto, conta com a

para estado s vizinhos como: Ceará, Paraíba e

perspectiv as de receber um gaseoduto, em

até Bahia.

É dentro deste contexto, que o

fusão do

processo de desmatamento

Roteiro Seri dó surge. Contemplar uma ação

provocado

pelo sistema de energia de carvão

intervencion ista, com a finalidade de apoiar o

mineral q ue abastece o setor (ROTEIRO SERIDÓ, 20 06). A Região do Seridó oferece por

grande diversidade de atrativos

fim, uma

turísticos e m todos os municípios que a

Apresenta fortes indícios para o

compõem.

desenvolvi mento do ecoturismo, turismo de lazer, turism o cultural e turismo sustentável.

O Progr ama Sebrae de turismo e o roteiro seridó

O Progra ma

primordialm ente, um desenvolvimento

sustentável do território vocacionado para o

turismo, tr abalhando-o com às micro e

pequenas unidades produtivas e, por

visa,

SEBRAE

de

Turismo

desenvolvim ento turístico da região do Seridó,

no estado d o Rio grande do Norte, “através da

execução d e um conjunto de ações voltadas

do desenvolvimento regional, em

bases ass entadas na sustentabilidade” (SEBRAE, 200 4, p. 4).

ao alcance

Dessa forma , O Roteiro Seridó que teve inicio

2004, configurando-se como um

modelo i novador de desenvolvimento

na região, abrangendo diversas

áreas já cit adas. São oito os municípios que

compõem o Roteiro Seridó, são Corá, Currais Novos, Acari,

dos Dantas, Parelhas, Jardim do

Seridó, Lago a nova e Caicó; apresentando

Carnaúba

eles:

sustentável

em abril de

atualmente

Cerro

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ISSN: 1 808-558X

Vol.5 nº2 – Dez/2009

peculiarida des diversas, onde se podem

modalidad es que a atividade turística induz:

Comércio

(SESC), Serviço Nacional de

aplicar n a região as mais variadas

Aprendizag em Comercial (SENAC), Serviço Nacional d e Aprendizagem Rural (SENAR),

ecoturismo

ou turismo de natureza, de

Instituto de

Defesa do Meio Ambiente (IDEMA),

aventura,

cultural, religioso ou místico,

Ministério do

Turismo, Universidades, Prefeituras,

gastronômi co, de eventos ou negócios e rural.

ONG´s e Inst ituições financeiras (SEBRAE, 2006).

O projeto t em como objetivo geral, conforme

seu órgão

gestor:

C riar um novo produto turístico, di ferenciado e inovador, em roteiros q ue promovam a regionalização e a in tegração homem com a natureza, d entro de limites que garantam a su stentabilidade ambiental, e conômica, cultural, social e política, g erando novos empregos e m elhorando a renda da população se ridoense, com respeito à cultura e a o meio-ambiente (SEBRAE, 2004, p.

40 ).

Entre algu ns objetivos específicos do Roteiro Seridó, ta mbém se pode destacar: 1-

Coordenar ações voltadas ao Arranjo

Produtivo L ocal (APL) do turismo no Seridó; 2-

Criar um

roteiro turístico para o Seridó,

integrando

todos os atrativos naturais e

humanos;

3-Integrar poder público, privado e

comunidad e ao planejamento e operacion alização do Roteiro Seridó; 4- Conscientiz ar a população local para o

e valorização dos patrimônios

resgate

seridoenses ; 5-Capacitar empreendedores

para negó cios voltados ao turismo sustentável;

6-Pesquisar

como às micro e pequenas

empresas

estão contribuindo para a

consolidaç ão do turismo na região Seridó; 7-

Promover a inclusão, inovação e adequação

tecnológic a ao produto turístico; 8- Desenvolve r programas de qualificação e

valorização de produtos e serviços turísticos; 9-

Requalifica r a oferta, ajustando-a as

exigências

da demanda; 10-Monitorar os

impactos

do

turismo etc. A previsão é que,

indiretame nte, todos os benefícios alcancem toda a r egião Seridoense, estendendo-se

outras áreas, dentro do espírito da

também a

regionaliza ção do turismo, que prevê uma

política pública capaz de provocar

mudanças , sistematizar o planejamento e

coordenar o processo de desenvolvimento

local e regi onal, estadual e nacional.

As parceria s também são indispensáveis para

de tais metas. Elas estão sendo

o alcance

trabalhada s desde a concepção do projeto,

no sentid o de agregar esforços e obter

resultados

significativos para as partes

envolvidas,

seja para este SEBRAE/RN, seja

para os p arceiros, mas, sobretudo, para a

população residente na região beneficiada.

Dessa form a, o mega-projeto é desenvolvido pelo SEBRA E, Governo do Estado por meio da

Secretaria

de Estado do Turismo (SETUR), e

diversas

entidades públicas e privadas.

Envolvendo parceiras do Serviço Social do

A elaboraç ão do projeto Roteiro Seridó, ainda

subsídio os documentos: Plano de

Desenvolvim ento Sustentável do Seridó produzido p or iniciativas de diversas instituições

e liderança s locais são eles o Governo do

Rio Grande do Norte, o Instituto

Interameric ano de Cooperação para a

Agricultura (IICA) e o Conselho de

Desenvolvim ento Sustentável do Seridó, no

ano de 200 0; e o Estudo da Implementação de Roteir os Turísticos, Segmentados e Estruturante s do Rio Grande do Norte,

Estado do

teve como

elaborado

pela empresa Anya Ribeiro

Consultoria

(2001 apud SEBRAE, 2004).

Para que os objetivos do Roteiro Seridó fossem

alcançados foram traçadas metas de

desenvolvim ento para que pudessem elaborar

específicos da região, podendo

assim citá- las: Desenvolvimento ambiental

(estabelece ndo o adequado manejo da

caatinga);

(preocupaç ão da inclusão social na oferta de

Desenvolvimento social

os roteiros

produtos e

serviços para que possa gerar

emprego

e

renda); Desenvolvimento

econômico

(gerar novos negócios);

Desenvolvim ento cultural (respeitar à herança

cultural

seridoense); Desenvolvimento

associativo

(agregar a comunidade em torno

da ativid ade gerando mão-de-obra qualificada) ; Desenvolvimento educacional

(desenvolve r conceitos de turismo); Desenvolvim ento mercadológico (tornar o

produto co mpetitivo aliando as condições locais); Des envolvimento tecnológico (aliar a

tecnologia

da comunicação com a dos

produtos e

serviços oferecidos e por fim a

Construção

do Destino Turístico Seridó,

desenvolve ndo a sua singularidade (SEBRAE,

2004).

Diante das

primeiras avaliações, no decorrer

do projeto

Roteiro Seridó , o SEBRAE/RN

percebeu

algumas deficiências que

impossibilita vam a plena realização do mesmo

mais significativas foi a falta de

hospedage m no Seridó. Dessa forma , como maneira d e complementar o projeto do

Roteiro Serid ó e de sanar e/ou aliviar a baixa

de hospedagem da região do

Seridó, O SE BRAE/RN apresentou uma forma de

hospedage m domiciliar, baseada na

readaptaçã o do programa desenvolvido no Rio de janei ro, chamado de Cama e Café, o

uma adaptação do sistema bed

qual já era

and breakfa st de origem irlandesa, em que o

hospeda na casa de um habitante

local (PROG RAMA CAMA E CAFÉ, 2009).

visitante se

dos meios

e uma das

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www.periodicodeturismo.com.br Revista Global Tourism ISSN: 1 808-558X então, por meio de uma iniciativa do Govern

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ISSN: 1 808-558X

então, por meio de uma iniciativa

do Govern o do Estado do Rio Grande do Norte junt o com o SEBRAE/RN, surge o

A partir de

Programa Cama, Café e Rede, o qual foi

implement ado em agosto de 2005 e perdurou

de 2006. Sendo uma vertente do

macro-proj eto de desenvolvimento sustentável

do Turismo na Região do Seridó do Rio Grande

denominado Roteiro Seridó (KANITZ;

do Norte,

até janeiro

Vol.5 nº2 – Dez/2009

Como res ultado, os roteiros hoje são

apreciados por diversos turistas são eles: o

Roteiro Arq ueológico, que é uma viagem ao passado po r meio de trilhas a procura de

pinturas rup estre; Roteiro Eco-cultural, passeios pela serras , açudes, Trekking, museus e castelos; Ro teiro Pedagógico, conhecimento dos aspect os naturais e culturais da região

destacando o principal recurso natural: a

PEREIRA; A LMEIDA; ARAÚJO, 2008). Destarte,

água; Rot eiro Melhor Idade, mistura de

embasado

na sustentabilidade do turismo, o

artesanato,

apresentações culturais e

SEBRAE/RN

teve a iniciativa de criar o projeto

religiosidade

e por último não menos

“Cama, C afé e Rede”, observando, pois, que

o desenv olvimento da atividade turística

depende não apenas das belezas naturais,

mas tamb ém de boas ofertas de serviços

voltados p ara atender aos visitantes de forma

profissional em ambientes agradáveis, bem

planejados , saudáveis e seguros (ROTEIRO

SERIDÓ, 20 06).

Metodologia

da literatura deste artigo, em

conformida de com Noronha e Ferreira (2000),

classifica-se quanto ao propósito da revisão

como an alítica, por revisar um tema

A revisão

específico, e quanto à abrangência da

revisão, e ste estudo caracteriza-se como

temático,

centrando-se em um recorte

específico.

O presente artigo ainda apresenta

como font es: pesquisas diversas, através de artigos pu blicados em revistas científicas na

estudos turísticos, livros de

fundament ação teórica e também por meio de pesqu isas em fontes secundárias. O material d e estudo limitou-se a materiais

área dos

publicados por docentes e pesquisadores

prestigiado s na área do turismo.

A nálise dos resultados

Como re sultado do forte investimento

econômico e humano, feito pelo SEBRAE/RN e

seus parce iros, no projeto Roteiro Seridó, que

objetivava redistribuir de uma melhor forma, o

desenvolvi mento turístico estadual, criando novos prod utos que viessem agregar um maior

o Roteiro de Aventura, passeios

feitos com r emo ou pedalando conhecendo a

história dos

importante

principais ancestrais (SEBRAE, 2004).

Os roteiros l istados, a seguir, são baseados no

Ribeiro (2001apud SEBRAE, 2004),

que efetuo u o levantamento dos atrativos

todo o Rio Grande do Norte, bem

como dos e quipamentos turísticos disponíveis.

puderam ser desenvolvidos em

consonânci a com as peculiaridades da região

e com isso somam valores ao

produto tu rístico potiguar e os vetores já

Dessa forma, foram assim

desenvolvid as, as novas opções lançadas ao

mercado: 1-Roteiro de Turismo Científico-

Arqueológic o e Paleontológico: Tanto o

o estudante, ávidos por novos

conhecime ntos, quanto o turista e o próprio nativo, pod em ter nos sítios arqueológicos um forte atrati vo para visitas que, divulgando passado tã o interessante, levem à formação de uma c onsciência ambiental voltada à

cientista e

citados.

seridoense

Os roteiros

turísticos em

trabalho de

preservação do presente. 2-Roteiro de Turismo

Cultural: O p atrimônio histórico e arquitetônico,

manifestações populares, as mais

diversas, vi abilizam a estruturação de duas possíveis ro tas turísticas, sendo a primeira a

“Rota do F olclore e Festas Populares” e a

segunda d enominada “Rota do Patrimônio Histórico, A rquitetônico e Povoamento”. 3- Roteiro de E coturismo: Serras, grutas, cavernas

além de recursos arqueológicos e

e açudes,

sítios paleo ntológicos, disponíveis fartamente

Seridó, produzem cenários de

na região

grande div ersidade, aptos à prática do

4-Roteiro de Turismo de Negócios

ecoturismo.

aliado às

valor ao

destino do Rio Grande do Norte,

e Eventos: e struturado em duas rotas, segundo

saindo do

rótulo sol e mar, cabe destaque

a

atrativida de e a motivação. A “Rota de

aqui aos m ais variados roteiros provenientes do

quais começam a serem utilizados

potencial. A partir da constatação

Seridó, os

de maneira

e Convenções” está ligada a

eventos relacionados a atividades

Negócios

econômica s da agroindústria, mineração,

da multipli cidade e diversidade de atrativos

tecnologia

ou

mesmo da cultura e da fé. Já a

turísticos d o Seridó, foram planejados roteiros

“Rota de

Campeonatos, Circuitos, Feiras e

turísticos

que atendem diretamente às

Festivais” d iz respeito a eventos ligados a

principais

exigências da demanda. Podendo

atividades

de esportes de aventura,

ser

desfrut ados em qualquer período do ano,

ecoturismo,

cultura, religião, gastronomia,

sendo que , na estação chuvosa ganham uma

pesca, músi ca, arte etc. 5-Roteiro de Turismo

beleza ad icional e são mais procurados

de Esportes

e Aventuras: Inúmeras opções

justamente pela beleza das águas que

reverdece m a vegetação. Aproveitando a

que os roteiros de sol e mar são

evitados, d urante a estação chuvosa, surge

uma alter nativa para intenso desfrute, os Roteiros Tur ísticos do Seridó.

época em

para a prá tica de atividades esportivas que

meio natural ou o ambiente rural

estão dispo níveis no Seridó. Escalada, rapel,

cavalgada, ciclismo, são esportes adequados

local. O lazer aquático, utilizando açudes, também é compatível

à topografia

os inúmeros

com o Serid ó, assim como caminhadas,

utilizam o

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www.periodicodeturismo.com.br Revista Global Tourism ISSN: 1 808-558X Vol.5 nº2 – Dez/2009 observaçã o de pássaros

www.periodicodeturismo.com.br

Revista Global Tourism

ISSN: 1 808-558X

Vol.5 nº2 – Dez/2009

observaçã o de pássaros etc., produzindo

lojas de art esanato de Natal, sendo também

sensações de descoberta e emoção. 6-Roteiro

exportados

para outros Estados do Brasil e

de Turismo

Religioso: O Roteiro do Turismo

para o

exterior. Atualmente está em

Religioso,

com sua Rota de Fé e Romarias,

implantaçã o um projeto de revitalização do

volta-se p rincipalmente para as festas de

bordado,

com a participação ativa do

padroeiras e a visita do melhor dos museus de

SEBRAE/RN.

A intenção é tornar os produtos

artes sacra s de imagens e oratórios do Rio

mais comp etitivos, permitindo que eles sejam

Grande do

Norte. A peregrinação em festas

divulgados

nas missões e Feiras Internacionais

religiosas é

interdependente das mais diversas

multissetoria is. Um trabalho de conscientização

atividades

de serviços, lazer, alimentação,

e

treiname nto de pessoal ocupado no setor

alojamento , comércio etc. 7-Roteiro de Turismo Ru ral: O Roteiro do Turismo Rural

vem sen do realizado. Foi também desenvolvid o um estudo para reformular a

destina-se

àquele turista que deseja desfrutar

estrutura do s bordados, tentando diferenciá-

das ativida des típicas do homem do campo

los dos bord ados do Ceará, transformando-os

alojadas

na sede da propriedade e

também em

mercadorias mais simples e mais

participand o dos principais processos agrícolas

baratas.

e/ou pasto ris.

É de gran de importância ainda mencionar

os roteiros foram fundamentados

em um a mplo e aprofundado estudo da região, con substanciado no documento Plano

que todos

de Desen volvimento Sustentável do Seridó

(2004), qu e tem como objetivo, nortear as

iniciativas que visam ao

ações e

O fato é qu e o turismo vem se expandindo na

região. O t urismo de eventos ganha forma principalme nte nas festas religiosas, nos eventos cul turais e esportivos. O ecoturismo tem poten cial para crescer, devendo ser praticado e m uma natureza preservada. O

turismo de a venturas tem nas serras e represas

seridoenses sua matéria prima principal, em

desenvolvi mento da região. Na verdade este projeto, at ravés de consultorias, determinou

espaços po uco explorados turisticamente. O roteiro seri dó, portanto, trouxe inúmeras

quais roteir os se integrariam e como se daria

opções que

aumentam o poder de captação

tal integra ção. Com efeito, alguns roteiros

de clientes

e

por conseqüência, torna o

segmentad os representam interesses

destino po tiguar bem equipado no forte

semelhante s, como no caso do ecoturismo e

mercado co mpetitivo.

do turismo

de esportes e aventuras. Nesta

hipótese,

roteiros alternativos seriam

Ao povo Se ridoense ainda é possível adjetivar

estruturado s, unindo atrativos e formando

um alto níve l de conscientização ambiental, o

novos prod utos. Há possibilidade, também, de que todos os roteiros aqui apresentados sejam

que justifi ca importantes projetos de desenvolvim ento, embasados pelos pilares

viabilizados

isoladamente, articulados com

sustentáveis , criados em Áreas de Preservação

viagens rea lizadas fora de região Seridó.

Ambiental (APAs), que têm como principal

meta a sist ematização, o direcionamento do

E se bem o bservado os roteiros obedecem às

planejamen to e a ocupação de algumas

linhas gera is traçadas no objetivo geral do projeto, a c itar: Criar um novo produto turístico, diferenciad o e inovador, em roteiros que

áreas de int eresse ambiental, criando reservas naturais pre servadas a serem ocupadas de forma suste ntável, garantindo a implantação

promovam

a regionalização e a integração

de projetos

turísticos de um alto padrão de

do homem

com a natureza, dentro de limites

qualidade,

com baixas densidades,

que garan tam a sustentabilidade ambiental, econômica , cultural, social e política, gerando novos em pregos e melhorando a renda da

seridoense, com respeito à cultura

população

e ao meio -ambiente. Foi também elaborado um Catálo go de Serviços do Seridó, que está entregue à s agências de turismo e operadoras

que trabal ham com o turismo na região. No mesmo co ntém descritivos sobre a região, roteiros, se rviços e atividades turísticas que

poderão

ser realizada na região pelos

visitantes.

Surgindo a dicionalmente, outros diferenciais,

e incentivados nesta mesma

perspectiv a de identidade, particularidade,

caso do forte artesanato seridoense,

que comp õe um dos principais cartões de visitas da re gião e que está estruturado a partir da fama d os bordados de Caicó, na grande maioria fa bricada em Timbaúba dos Batistas. Conhecido s pela riqueza de detalhes, os

são vendidos principalmente pelas

percebidos

como é o

bordados

proporciona ndo um crescimento equilibrado para a regi ão. Ratificando esta preocupação

o SEBRAE/R N (2008), afirma que o turismo

sustentável no Seridó visa primordialmente, o

desenvolvim ento da região, respeitando e

preservando

a

cultura e o meio ambiente

local.

 

Conclusão

De fato,

é imprescindível minimizar a

polarização

de Natal como rota de

convergênc ia do interesse turístico, com todos

os efeitos p ositivos e negativos criados por um

processo d e urbanização acelerado e de

desenvolvim ento urbano turístico não

planejado, para não deixar o processo de

desenvolvim ento do turismo potiguar obsoleto, quando co mparado as novas tendências

mundiais.

Perceber a

realidade física, social, cultural e

econômica de outras regiões do estado e

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www.periodicodeturismo.com.br Revista Global Tourism ISSN: 1 808-558X neste caso , em especial da região Seridó,

www.periodicodeturismo.com.br

Revista Global Tourism

ISSN: 1 808-558X

neste caso , em especial da região Seridó, a qual poss ui identidade própria e que é

retratada

pela riqueza de sua herança e

tradições

culturais, tornando possível a

construção

de uma imagem turística muito

forte, com características únicas e que podem

se constitu ir em um produto turístico atrativo,

também é vetor a ser seguido no atual mundo

moderno.

Dentro de sta conjuntura, a contribuição do SEBRAE a o processo de desenvolvimento

sustentável da região Seridó, através da

implement ação deste projeto, se constitui num

marco sign ificativo, não só pelo fato de ser a primeira en tidade no Estado a envidar esforços no sentido de consolidar um grande anseio da

população local, que é o de promover o

desenvolvi mento sustentável da região, mas,

também, pela forma de realizar os seus

objetivos d e conformidade com os princípios

que nortei am a atuação do Sistema SEBRAE,

dentro d o espírito do redirecionamento estratégico e do seu foco de resultados.

Aliado a is to, a necessidade em se criar um

diferencial competitivo na atualidade é

emergente , para com isso poder entrar na

sintonia co m os novos turistas, ao quais passam

a ter maio r exigência e conseqüentemente

maior pod er de escolha quando comparado ao turismo de massa. Dessa forma percebe-se também q ue o nicho de mercado que o

Roteiro Ser idó busca, é o melhor qualificado,

que tende a exigir maiores ingredientes para o

sucesso.

acompanha uma tendência

relacionad a com um consumo turístico atual

um produto diversificado e uma

maior m obilidade dentro dos destinos tradicionai s, provocando a diversificação da oferta, on de se faz necessário que mesmo

com o turis mo de sol e mar, se possa oferecer

a oportu nidade de uma articulação

segmentad a, servindo como complemento no atendimen to do interesse dos visitantes, aumentan do com isso a competitividade dos lugares q ue oferecem diferentes atrativos

O roteiro

que busca

(DIAS, 2003 ).

Percebe-se

que fatores como, uma maior a

satisfação

do cliente associa-se diretamente

com a ge ração de um maior fluxo para a região, qu e gera através de um ciclo vicioso,

maiores p ermanências e gastos na região. Porém se f az necessário não se esquecer de

equalizar

a prática turística tanto no que

tange os

quesitos econômicos, quanto os

sociais e a mbientais, para com isso, os critérios sustentávei s possam lograr maior tempo de permanên cia de sucesso para ambas as

interfaces que surgem.

Vol.5 nº2 – Dez/2009

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