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Registro de Imóveis Professor João Pedro R. S. de Arruda Camara

Registro de Imóveis

Professor João Pedro R. S. de Arruda Camara

Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015)
Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015)

Revogou o Decreto nº REGISTROS PÚBLICOS”

4.857/39 e é

a atual

“LEI DE

FINALIDADE

(art.

1º):

dar

AUTENTICIDADE,

SEGURANÇA e EFICÁCIA aos atos jurídicos sujeitos ao

seu regime

Colocou o IMÓVEL no centro do sistema registral, através da criação da MATRÍCULA ou “fólio real” ou “folha do imóvel”

Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015) Revogou o Decreto nº REGISTROS PÚBLICOS” 4.857/39 e é
Atribuições do RI
Atribuições do RI

Art. 172 da LRP

“No Registro de

Imóveis serão feitos, nos termos desta Lei,

o

registro e a averbação dos títulos ou atos constitutivos,

declaratórios, translativos e extintos de direitos reais sobre

imóveis reconhecidos em lei, " inter vivos" ou " mortis causa" quer para sua constituição, transferência e extinção, quer para

sua validade em relação a terceiros, quer para a sua disponibilidade.”
sua
validade
em
relação
a
terceiros,
quer
para
a
sua
disponibilidade.”
Atribuições do RI
Atribuições do RI

REGISTRO A priori, para títulos de transmissão e constituição de direitos reais Art. 167, inciso I, itens 1 a 42 (dentre outros)

AVERBAÇÃO A priori, para títulos modificativos ou extintivos de atos ou direitos anteriormente registrados ou averbados (atos derivados ou acessórios) Art. 167, inciso II, itens 1 a 30 (dentre outros)

• MATRÍCULA
MATRÍCULA
Escrituração (art. 175 da LRP)
Escrituração (art. 175 da LRP)

LIVRO Nº 1 - PROTOCOLO (prenotação dos títulos)

LIVRO Nº 2 – REGISTRO GERAL (livro das matrículas)

LIVRO Nº 3 – REGISTRO AUXILIAR (atos que não digam respeito diretamente a imóvel ou que o apresentante quis o seu registro nesse livro, sem prejuízo do registro no Livro nº 2)

LIVRO Nº 4 – INDICADOR REAL (dados do imóvel)

LIVRO Nº 5 – INDICADOR PESSOAL (dados da pessoa)

LIVRO AUXILIAR DAS AQUISIÇÕES DE TERRAS ESTRANGEIRAS (a LRP não faz menção a esse livro)

RURAIS

POR

PESSOAS

• CLASSIFICADORES E LIVROS ADMINISTRATIVOS (depende das normas de cada Estado e do CNJ)
CLASSIFICADORES E LIVROS ADMINISTRATIVOS (depende das normas de cada
Estado e do CNJ)
Ordem do serviço
Ordem do serviço

O serviço começará e terminará às mesmas horas em todos os dias úteis (art. 8º da LRP)

Os serviços serão prestados de modo eficiente e adequado, em dias e horários estabelecidos pelo juízo competente, atendidas as peculiaridades locais, em local de fácil acesso e que ofereça segurança para o arquivamento de livros e documentos (art. 4º da LNR)

Atendimento ao público, no mínimo, de 06 (seis) horas diárias (art. 4º, §2º, LNR)

Será nulo o registro lavrado fora das horas regulamentares ou em dias em que não houver expediente, sendo civil e criminalmente responsável o oficial que der causa à nulidade (art. 9º de LRP)

Ordem do serviço – O serviço começará e terminará às mesmas horas em todos os dias
Ordem do serviço
Ordem do serviço

Deve-se assegurar às partes a ordem de precedência na apresentação dos seus títulos, estabelecendo-se sempre o número de ordem geral (art. 11 da LRP)

Emolumentos (L. 10.169/00 e Dec. Lei 115/67) pagos pelo interessado no momento da apresentação do título a registro (art. 14 da LRP), salvo possibilidade de pagar 25% e complementar antes do registro (Provimento Geral da Corregedoria do TJDFT)

Impedimento: no serviço de que é titular, o registrador não poderá praticar, pessoalmente, qualquer ato de seu interesse, ou de interesse de seu cônjuge ou de parentes, na linha reta, ou na linha colateral, consanguíneos ou afins, até o terceiro grau (art. 27 da LNR)

Ordem do serviço – Deve-se assegurar às partes a ordem de precedência na apresentação dos seus
Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015)
Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015)

SE A “INSCRIÇÃO” FOI EXTINTA, POR QUE ESSE TERMO AINDA É TÃO USADO?

Porque

Porque

hoje

hoje

oo

termo

termo

“INSCRIÇÃO”

“INSCRIÇÃO”

éé

usado

usado

como

como

designação genérica

designação

genérica para

para todos

todos osos atos

atos registrais,

registrais, assim

assim

como oo termo “REGISTRO”

como

termo “REGISTRO”

Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015) SE A “INSCRIÇÃO” FOI EXTINTA, POR QUE ESSE TERMO
Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015)
Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015)

A Lei nº 6.015 trouxe mais praticidade e segurança ao registro

imobiliário, especialmente em razão da criação da MATRÍCULA,

acabando com a diversidade de livros contendo “registros”

(transcrições, inscrições e averbações) sobre o mesmo imóvel.

LEMBRETES IMPORTANTES:

LEMBRETES IMPORTANTES:

MATRÍCULA

MATRÍCULA éé diferente

diferente dede REGISTRO

REGISTRO

MATRÍCULA

MATRÍCULA éé diferente

diferente dede ESCRITURA

ESCRITURA

Sistema do Fólio Real (Lei nº 6.015) A Lei nº 6.015 trouxe mais praticidade e segurança
Princípios Registrais Princípios Registrais

Princípios Registrais

Princípios Registrais

Princípios registrais
Princípios registrais

INSCRIÇÃO Os direitos reais só se constituem ou se transmitem com o registro (inscrição), salvo as exceções legais (usucapião, etc.) É resumido pela máxima: “QUEM NÃO REGISTRA NÃO É DONO” ou “QUEM NÃO REGISTRA NÃO TEM DIREITO REAL SOBRE O IMÓVEL” (arts. 167, I e II, 168, 169 e 172 da LRP e 1.227 e 1.245, §1º, do CC)

LEGALIDADE

 

O registrador tem a obrigação de examinar a legalidade, validade e eficácia dos títulos apresentados, obstando aqueles que porventura possuam vícios

 

(art. 198 da LRP)

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O ato registral gera presunção absoluta de que todas as pessoas têm conhecimento de sua existência (ficção de conhecimento), garantindo a oponibilidade erga omnes dos direitos inscritos

(art. 172 e 16 da LRP e art. 1º da LNR)
(art. 172 e 16 da LRP e art. 1º da LNR)
Princípios registrais
Princípios registrais

FÉ PÚBLICA

As certidões expedidas pelo registrador são garantia da existência e veracidade dos atos praticados na serventia

(art. 3º da LNR)

PRESUNÇÃO Presumem-se válidos e eficazes, até prova em contrário (presunção iuris tantum), os atos jurídicos inscritos no registro de imóveis. A exceção é o REGISTRO TORRENS, que tem presunção absoluta de validade e eficácia (presunção iuris et de iure) (art. 252 da LRP; art. 1.245, §2º, do CC; art. 277 e seguintes da LRP)

ROGAÇÃO (OU INSTÂNCIA) O ato registral é de iniciativa do interessado, vetado ao registrador atuar ex officio, à exceção dos casos previstos em lei (arts. 13 e 217 da LRP e art. 167, II, 13, e art. 213, I, da LRP)

Princípios registrais • FÉ PÚBLICA – As certidões expedidas pelo registrador são garantia da existência e
“O conteúdo dos slides bem como as colocações feitas durante as aulas são de responsabilidade exclusiva

“O conteúdo dos slides bem como as colocações feitas durante as aulas são de responsabilidade exclusiva dos professores”