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ESTADOS UNIDOS DO DESTINO MANIFESTO AO GOVERNO OBAMA

 

Política externa e expansionista norte-americana

resvalasse no caos e no vandalismo, na devastação de propriedades, ele não hesitaria em enviar a Grande Esquadra Branca, como ele chamava a sua marinha, para por ordem nas coisas. Essa política batizada de Big Stick, em bom português Grande Porrete, levou a intervenções armadas no início do século XX em Cuba, na Nicarágua, no Haiti e na República Dominicana.

A Doutrina Truman e o Plano Marshall, 1947

O

Destino Manifesto

A ideologia do Destino Manifesto, que fazia dos americanos uma espécie de novo povo eleito, desde que se difundiu entre eles a partir da metade do século XIX, agiu como um poderoso elemento mobilizador da energia do país e dos indivíduos para a conquista de novos territórios ao oeste e sul do continente. Foi um verdadeiro elixir do expansionismo e do intervencionismo norte-americano, que, depois de ter anexado o Texas em 1836, engoliu a metade do território do México na guerra de 1846-48.

"Nossa política não se dirige contra nenhum país ou doutrina, mas contra a fome, a pobreza, o desespero e o caos."

A

Doutrina Monroe (América para os americanos), 1823

 

G. Marshall, discurso em Harvard, 5 de junho de 1947

Em meio aos tumultos que explodiam por toda a América Latina a partir de 1810 - ocasionados pelas insurreições nativistas que buscavam a independência das suas regiões do domínio do império espanhol e do português -, surgiu um documento, aprovado pelo Congresso norte-americano em 1823, que fez história - a Doutrina Monroe. Ela tornou-se o pilar das relações dos Estados Unidos com o mundo daquela época e com os seus vizinhos. Mas, com o passar do tempo, também serviu como pretexto para os mais variados intervencionismos norte-americanos no continente e áreas contíguas. Consequência dessa Doutrina foi o Corolário Polk. Esse consistia na anexação de antigas áreas coloniais espanholas ao território norte-americano. O governo se comprometia a apoiar colonos que desejassem anexar territórios. Tais ações permitiram a incorporação do Texas e Novo México aos EUA.

Com o objetivo de conter o comunismo, foi lançada

a

Doutrina Truman, o primeiro pilar da Guerra Fria.

Anunciada em março de 1947, a pretexto de socorrer a Turquia e a Grécia (envolvida numa guerra civil entre comunistas e monarquistas), o presidente dos Estados Unidos garantia que suas forças militares estariam sempre prontas a intervir em escala mundial desde que fosse preciso defender um país aliado da agressão externa (da URSS) ou da subversão interna, insuflada pelo movimento comunista internacional, a serviço dos soviéticos. Na prática, os Estados Unidos se tornariam, dali em diante, a “polícia do mundo”, realizando intervenções em escala planetária na defesa da sua estratégia. O segundo pilar, separando ainda mais as superpotências, deu-se com o Plano Marshall que foi um projeto de recuperação econômica dos países envolvidos na guerra. Anunciado, também no ano de 1947, em 5 de julho, em Harvard, esse plano deve seu nome ao General George

Em síntese, a doutrina se baseia em três princípios gerais:

Marshall, Secretário de Estado do governo Truman. Por ele, os americanos colocariam à disposição uma quantia fabulosa de dólares (no total ultrapassou a U$ 13 bilhões de dólares) para que as populações européias pudessem “voltar

a) o continente americano não pode ser objeto de recolonização;

b)

é inadmissível a intervenção de qualquer país europeu

nos negócios internos ou externos de países americanos, e,

às

condições políticas e sociais nas quais possam sobreviver

finalmente;

as instituições livres”, e a um padrão superior que os livrasse da “tentação vermelha”, isto é, de votar nos partidos comunistas, mantendo-se assim fiéis aos Estados Unidos.

c)

os Estados Unidos, em troca, se absterão de intervir nos

negócios pertinentes aos países europeus.

Big Stick (Grande Porrete), 1903

A aplicação da Doutrina Truman

 

"Os Estados Unidos, ainda que relutantemente, em caso flagrante de desordem ou total impotência, exercerá o poder internacional de polícia." Corolário Roosevelt, 1904

Essa foi, digamos, a justificativa que levou os Estados Unidos, autopromovidos a polícia global, à Guerra da Coréia (1950-53), a do Vietnã (1965-75) e a uma infinidade de outras intervenções diretas, ou indiretas, menores. Além, é claro, de lançar-se numa impressionante corrida armamentista, convencional, nuclear e espacial, cujos gastos chegaram a U$ 9 trilhões de dólares em 40 anos. O resultado final foi auspicioso. A União Soviética

O Corolário Roosevelt afirmava que os Estados Unidos não aceitariam demonstrações de força nas suas áreas de interesse. Ainda que os motivos fossem aceitáveis. Se algum vizinho não se comportasse, ferisse interesses,

desmantelou-se em 1991, e o mundo nunca ficara tão parecido, em gostos, usos e costumes, com os Estados Unidos.

Doutrina Bush, 2002

Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 forneceram o argumento para que o governo norte-

americano pudesse se apresentar ao mundo como seu defensor contra tudo o que considera ameaça à liberdade.

A atual doutrina de segurança dos EUA foi definida em

2002. Chamada de Doutrina Bush, defende o uso da força

de forma unilateral (ou seja, sem necessidade de consulta

aos organismos multilaterais) e de forma preventiva antes

de um ataque inimigo, contra qualquer país que os EUA

considerem ameaçador a sua segurança. Ficam na alça de mira possíveis agressores futuros e regimes suspeitos de apoiar grupos terroristas (caso do Irã) e abrigá-los (Síria), além de nações que invistam na fabricação de armas de destruição em massa (Coréia do Norte). Esse conceito da "guerra preventiva" foi uma das justificativas para a invasão do Iraque, em 2003, realizada sem a aprovação da ONU. Com isso, o sistema multilateral

de tratados, normas e organizações fica fragilizado, uma vez

que não pode contar com a participação efetiva dos EUA. Eles se recusaram a assinar o tratado que criou o Tribunal Penal Internacional da ONU (2002), que julgará crimes de

guerra e contra a humanidade. A alegação é que a corte poderá ser usada para perseguição política contra norte- americanos em missão no exterior.

Outras Doutrinas:

Doutrina da Boa Vizinhança (Franklin Roosevelt)

No âmbito da 2ª Guerra Mundial, o governo americano estreitou relações com países que poderiam ser aliados estratégicos. Além disso, previa a manutenção do imperialismo americano, por meio de ajudas econômicas e militares a países latino-americanos.

Política da Boa Parceria (Eisenhower) e Política das novas fronteiras (Kennedy)

Consistiram na manutenção da Política do Big Stick.

Unilateralismo

Essa política externa do presidente Bush marca uma grande diferença em relação às administrações anteriores, tanto democratas quanto republicanas. Desde o fim da Guerra Fria, nos anos 1990, os EUA tornaram-se a única superpotência do planeta. Nessa condição, ao julgar que seus interesses econômicos ou estratégicos estavam ameaçados, os governos norte-americanos, desde então, fizeram uso de sua poderosa máquina de guerra. Só que as ações eram conduzidas no marco das instituições multilaterais, como a ONU e a Organização do Tratado do

Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental, liderada pelos norte-americanos. Foi assim na Guerra do Golfo, em 1991, contra o Iraque, em que tropas norte-americanas lideravam uma ampla coalizão internacional autorizada pela ONU. A guerra ocorreu sob o governo do republicano George Bush, pai do atual presidente. Em 1999, os EUA estiveram à frente dos bombardeios contra a Iugoslávia (atual Sérvia e Montenegro), combatendo os sérvios, que reprimiam os albaneses na região de Kosovo. Essa operação, conduzida por intermédio da Otan, foi realizada no governo do democrata Bill Clinton (1992-2000).

GOVERNO OBAMA

Eleição 2008 Pela primeira vez, um homem negro é eleito para a Presidência americana. Num palco em Illinois, o então senador e presidente eleito Barack Obama discursou para uma multidão, que incluía um emocionado reverendo Jesse Jackson, que lutou pelos direitos dos negros no país. O slogan "Yes, we can" se tornava realidade.

Prisão de Guantánamo - 2009 Logo depois de eleito, o presidente assinou em janeiro de 2009 uma decisão se comprometendo com o fechamento do cárcere em Cuba. No entanto, em abril de 2011 o governo anunciou que cinco envolvidos nos atentados de 11 de Setembro, presos em Guantánamo, seriam julgados na ilha, em um indício de que tão cedo o presídio não será fechado.

Pacote ao mercado imobiliário - 2009 Em uma de suas primeiras medidas em relação à economia, a liberação de um pacote de US$ 275 bilhões destinado ao mercado imobiliário animou as bolsas americanas. Do total, US$ 75 bilhões seriam para ajudar mutuários no pagamento das hipotecas e US$ 200 bilhões para garantias às agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.

Nobel da Paz - 2009 Barack Obama é premiado com o Prêmio Nobel da Paz de 2009 por seus "esforços para reduzir os estoques de armas nucleares e por seu trabalho pela paz mundial", segundo o comitê do prêmio.

1º Discurso sobre o Estado da União - 2010 Em seu primeiro pronunciamento de prestação de contas ao Congresso americano o Discurso sobre o Estado da União Obama chamou a atenção para as dificuldades sofridas pela economia do país e divulgou propostas para maior criação de empregos e a diminuição dos gastos públicos.

Reforma da saúde 2010 O Ato pela Proteção do Paciente e Saúde Acessível, uma promessa de campanha, foi assinado pelo presidente em março de 2010 e foi levado à avaliação da Suprema Corte. O projeto de lei cria a maior reforma no serviço de saúde

pública já idealizada na História do país. Prevê que a maior parte da população contrate um seguro saúde, com maior facilidade.

Lei Dodd-Frank - 2010 Assinado em julho de 2010, o Ato pela Proteção do Consumidor e Reforma Dodd-Frank Wall Street, mais conhecido como Lei Dodd-Frank, busca maior regulamentação para o sistema financeiro americano. A polêmica legislação é vista como a maior revisão das regras do sistema desde o New Deal e é alvo de críticas de grandes companhias. A lei modifica algumas das principais fontes de lucro do mercado, como a negociação de derivativos e de taxas de cartão de crédito, visando à proteção dos consumidores.

Perda de controle do Congresso - 2010 Em meio à estagnação da economia, o resultado das eleições legislativas mostrou a insatisfação do eleitorado com o governo de Obama. O Partido Democrata perdeu a maioria na Câmara dos Representantes, mas manteve o controle do Senado.

Em busca da reeleição - 2011 Enquanto republicanos ainda escolhiam um candidato para as eleições presidenciais, Obama lançou suas intenções à reeleição em abril de 2011, capitalizando em cima de notícias de recuperação da economia. Em e-mail discreto a partidários e simpatizantes, anunciou que estava preenchendo os documentos para lançar formalmente sua candidatura. Um ano depois em 9 de março de 2012 - o comitê de candidatura liberou um vídeo dirigido pelo ganhador do Oscar Davis Guggenheim (de "Uma verdade inconveniente") pela reeleição do presidente.

Certidão de nascimento - 2011 Após republicanos questionarem se Barack Obama realmente havia nascido nos EUA, a Casa Branca divulgou a certidão de nascimento completa do presidente, filho de um queniano com uma americana, e nascido no Havaí. A versão reduzida do documento já havia sido divulgada anteriormente pelo democrata. Pouco após a divulgação, o presidente disse em entrevista coletiva que ficou perplexo com a controvérsia, que classificou como um "espetáculo" e uma "tolice".

Captura de Bin Laden - 2011 Em uma ação digna de filmes de Holywood, a tropa de elite da marinha americana, os Navy Seals, invadiu uma casa em Abbottabad, no Paquistão, onde Osama bin Laden, o responsável pelos ataques do 11 de Setembro, se escondia. Os militares executam o líder radical e jogaram o corpo nas águas do Mar Mediterrâneo. Toda a operação foi feita sem que o governo paquistanês fosse informado, o que causou um grave impasse diplomático entre os dois países. A captura do terrorista mais procurado do mundo foi considerada um vitória para Obama, enquanto o presidente

George W. Bush passara seus mandatos em busca do radical.

Discurso sobre o Oriente Médio - 2011 Em polêmico discurso sobre as relações com dos EUA com

o Oriente Médio, Obama defendeu a criação de um Estado

palestino de acordo com as fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, ponto que não agradou ao aliado

Israel.

Retirada das tropas do Afeganistão - 2011 Cumprindo promessa de campanha, Obama anunciou o início da retirada gradual das tropas americanas do Afeganistão. A partir de julho daquele ano, os 33 mil soldados enviados para o país começaram a voltar para casa. Segundo presidente, o plano tem como objetivo entregar aos afegãos o total controle sobre a segurança no país em 2014.

Aumento do limite de endividamento - 2011 No fim de um impasse político de meses que ameaçou a estabilidade da economia americana, o Senado aprovou, por 74 votos a 26, o aumento do limite de endividamento do governo, livrando o país da moratória e representando uma vitória ao plano econômico de Obama. O pacote permite que o Tesouro aumente imediatamente, em US$ 400 bilhões, o teto do endividamento do país, hoje em US$ 14,3 trilhões. O acordo elimina necessidade de uma nota votação até o fim de 2012, quando já terão ocorrido as eleições presidenciais.

Aumento do Orçamento - 2011 Obama anunciou um plano para o aumento da receita do país em US$ 1,5 trilhão. Como parte do projeto de redução do déficit público - avaliado em mais de US$ 3 trilhões nos próximos dez anos - o presidente defendeu a reformulação dos programas Medicare e Medicaid e disse que a retirada das tropas do Afeganistão e do Iraque iria economizar US$ 1 trilhão para o a país na próxima década.

Retirada total de tropas do Iraque - 2011 Em outubro de 2011, Obama confirmou a retirada total das tropas americanas do Iraque. Até o fim de 2011, a maioria dos soldados americanos deixou o país, restando apenas grupos de treinamento para as forças iraquianas. O anúncio pôs um fim definitivo a uma guerra que já se estendia por nove anos, matou mais de 4.400 soldados e dividiu o povo americano. O cronograma para a retirada de tropas foi selado entre os dois países ainda durante o governo George W. Bush.

Aliança contra Kadafi - 2011 Após obter o aval da ONU, a Otan anunciou em março de 2011 a entrada da aliança na guerra civil no país norte- africano. Os EUA gastaram cerca de US$ 869 milhões com

o conflito, perdendo apenas para o US$ 1,5 bilhão usado

pelos britânicos, para manter uma zona de exclusão aérea.

Analistas avaliam que, se comparada a todo o investimento,

a liderança dos EUA foi discreta, deixando aliados como

França e Reino Unido aparecerem mais. A intervenção internacional na Líbia foi aprovada pelas Nações Unidas, ao contrário da Guerra do Iraque, iniciada pelo governo de George W. Bush, que passou por cima do veto da organização.

Adolescente morto - 2012 Apesar de reconhecido como o primeiro presidente negro da História dos EUA, Obama tentou se afastar de questões raciais durante a maior parte de seu mandato. No entanto, o presidente se sensibilizou com o caso de Trayvon Martin, um adolescente negro assassinado por um vigilante branco, em um crime aparentemente motivado por questões raciais. Em declaração sobre o tema, Obama pediu que autoridades investigassem o caso e disse que se eu tivesse um filho, ele se pareceria com Trayvon.

Aprovação do programa de saúde -- 2012 Em um veredicto que surpreendeu a maioria dos analistas, a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou inteiramente constitucional o plano idealizado pelo governo Obama para uma reformulação no sistema de saúde pública nos EUA. O programa, aprovado em 2010 pelo Congresso, é a mais importante legislação do governo do democrata e considerado sua maior vitória política nos três anos e meio de mandato do presidente.

Considerando a política externa norte-americana, julgue os itens.

1. O Plano Marshall consistiu num projeto de reconstrução da Europa e representou o interesse que os Estados Unidos tinham em fortalecer a ordem capitalista na Europa Ocidental e evitar a expansão do socialismo.

2. Apesar de não mais fazer parte da retórica da diplomacia norte-americana, a concepção da doutrina do Destino Manifesto ainda parece orientar a política externa dos Estados Unidos.

3. Desde o início do seu governo, em 2001, George W. Bush tem ignorado as orientações de organismos internacionais como a ONU (no caso da invasão do Iraque) e de acordos internacionais como, por exemplo, o Protocolo de Kyoto.

4. Na primeira metade do século XIX, a conquista do oeste, isto é, a expansão territorial em direção ao oceano Pacífico, levou os Estados Unidos à anexarem grande parte do Estado do México.

5. Com a Doutrina do Big Stick, o governo norte- americano visava preservar seus interesses econômicos e políticos através do direito de usar a força para intervir nos países latino-americanos.

6. As intervenções norte-americanas no Afeganistão e no Iraque estão de acordo com a Doutrina Bush, pela qual os Estados Unidos se arrogam o direito de livrar o mundo do terrorismo, mesmo sem o aval da ONU.

7. Ao passo que, na primeira metade do século XIX, a Doutrina Monroe sublinhava o interesse dos EUA

no hemisfério americano, a Doutrina Truman, formulada em 1947, transferia para a Europa o centro da política externa norte-americana, definindo na contenção do expansionismo soviético o eixo da estratégia a ser seguida por Washington.

8. A implantação da ALCA implicaria, para os países membros, a diminuição das relações comerciais com países fora da área de livre comércio; dessa maneira, pode-se afirmar que existe uma atualização da Doutrina Monroe.

9. O êxito do Plano Marshall deve-se menos ao montante de dólares liberados por Washington do que à abrangência da área em que foi desenvolvido. Lançado bem antes da oficialização da ruptura entre EUA e URSS, geradora do esquema bipolar que sustentou a Guerra Fria, o programa de recuperação européia, patrocinado por Washington, contemplou também a URSS e os países do Leste europeu.

10. (CESPE - 2012 - TCU - Técnico de Controle Externo) Apenas dois partidos, o Republicano e o Liberal, atuam na cena política norte- americana; nas eleições de 2012, os liberais apostam na recondução de Barack Obama ao Capitólio.

11. (CESPE - 2012 - TCU - Técnico de Controle Externo) Obama notabilizou- se por ser o primeiro negro a chegar à presidência dos Estados Unidos da América, feito particularmente significativo, haja vista a forte marca da escravidão africana na história do país e da discriminação racial, que custou a ser legalmente abolida.

discriminação racial, que custou a ser legalmente abolida. 12. Após fazer um breve exame crítico deste

12. Após fazer um breve exame crítico deste conjunto de imagens, assinale verdadeira (V) ou falsa (F) em cada uma das afirmações. 1. ( ) A mídia mundial, sobretudo através dos canais de televisão, tem enfatizado que os primeiros quatro meses da administração de Barack Obama confirmam as promessas de mudança (change, em inglês) da campanha presidencial, pois os Estados Unidos começaram a retirada de seus exércitos do Iraque e do Afeganistão, estabeleceram canais de entendimento com o Irã e encaminham o fim do bloqueio a Cuba.

2. ( ) A mídia, ao destacar a inteligência e o carisma de Barack Obama, contribui para promover a recuperação da imagem positiva dos Estados Unidos e para reforçar a condição de potência mundial desse país. 3. ( ) Ao associar a imagem do novo presidente Obama às ideias de mudança e paz, a mídia,

sobretudo a televisão, evita mostrar que a nova estratégia de Obama para o Afeganistão representa a continuidade das ações bélicas da administração anterior e a retomada das bandeiras da 'guerra contra o terrorismo' e do 11 de Setembro como justificativa da 'guerra preventiva'. 4. ( ) A ênfase dada pela mídia à retórica da mudança e do respeito aos direitos humanos tem facilitado ações concretas do presidente Barack Obama, como o fechamento imediato da base militar de Guantánamo e a adoção de medidas ágeis para a liberação de recursos que permitam a recuperação de moradias perdidas com a 'crise imobiliária'.