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1st Nota.—— Foi publicado um suplemento 20 Dit rio da Republica, n.* 24, de 29 de Janeiro de 1982, inserindo 0 seguinte: Ministéclo da Educaylo © des Universidades: DecretoLel n° 20-A/82: Estabelece normas quanto a0 preenchimento de lugares do quadro geral de professores do ensino primério. Nots.— Foi publicedo um suplemento so Did- vio da Republica, 0.* 34, de 10 de Fevereiro de 1982, inserindo 0 seguinte: Ministério da Habitapéo, Obras Publicas ¢ Trams- portes: Portarla ns 181-A/82: Profbe o transito de automéveis pesados de mercadorias de Fevereiro de 1982, nos periodos compreendidos entre fas 8 e as 10 horas € entre as 17 horas e 30 minutos © as 21 horas. CONSELHO DA REVOLUCAO Resolugdo n? 91/82 Ao abrigo do disposto na alinea c) do artigo 146° enon! 1 do artigo 281,° da Constituigio, o Conselho da Revolugao, a solicitag&o do Presidente da Assem- bleia da Reptblica e precedendo parecer da Comissio Constitucional, resolve nfo declarar a inconstitucio- nalidade do artigo 29.°, n.° 1, alinea 5), 1), do De- creto-Lei_n’ 75-A/78, de 26 de Abril, que criow com eficécia retroactiva um adicional sobre diversos impostos. Aprovada em Conselho da Revoluso em 5 de Maio de 1982. © Presidente do Conselho da Revolugao, ANTONIO RamaLHo EANES. ESTADO-MATOR DA FORGA AEREA Portaria n° 549/82 do 3 do Junho Considerando a necessidade de introduzir no Esta- tuto do Oficial da Forga Aérea (EOFAP), aprovado pelo Decreto n° 377/71, de 10 de Setembro, as alte- rages decorrentes da publicagéo dos Decretos-Leis n* 409/74 de 5 de Setembro, © 44/82, de 10 de ‘evereiro; Considerando 0 disposto no n° 1 do artigo 211° do citado EOFAP: Manda 0 Conselho da Revolugéo, pelo Chefe do Estado-Maior da Forga Aérea, que sejam revogados 0s n* 2 ¢ 3 do artigo 7.° do EOFAP, Estado-Maior da Forga Aérea, 12 de Maio de 1982.—O Chefe do Estado-Maior da Forga Aérea, José Lemos Ferreira, general. 1 SERIE — Ne 126 — 3-6-1982 ASSEMBLEIA DA REPUBLICA Lei ns 12/82 de 3 de Junho ConvencSo entre a Repiblica Portuguesa © a Repiiblica Fe doral da Alomanha para Evitar a Dupla Tributagéo om ‘Matéria de lmpostes sobre 0 Rendimento e sobre o Capital. ‘A Assembleia da Repiblica decreta, nos termos da alinea j) do artigo 164.° e do n° 2 do artigo 1692 da Constituigao, 0 seguinte: ARTIGO DNICO E aprovada para ratificagio a Convengfo entre a Repiiblica Portuguesa ¢ a Repdblica Federal da Ale- manha, que abrange o Protocolo anexo, para Evitar a Dupla Tributagio em Matéria de Impostos sobre 0 Rendimento e sobre o Capital, assinada em Lisboa, em 15 de Julho de 1980, cujos textos em portugues, alemdo e inglés acompanham a presente let. Aprovada em 28 de Janeiro de 1982. © Presidente da Assembleia da Repiblica, Fran. cisco Manuel Lopes Vieira de Oliveira Dias. Promulgeda em 13 de Abril de 1982 Publique-se. © Presidente da Repsblica, ANréxto RAMALHO Eanes. — O Primeiro-Ministro, Francisco José Pereira Pinto Balsemao. Convencéo entre a Repiblica Portuguesa o de Ropiiblica Fe- da Alomanha para Evitar a Oupla Tributagio om téria de Impostos sabre o Rendimento © sobre o Ca- pital. ‘A Repiblica Portuguesa ¢ a Reptiblica Federal da Alemanha, desejando fomentar as suas relagdes eco- n6micas bilaterais pela eliminacao da dupla tributacdo em matéria de impostos sobre o rendimento ¢ sobre © capital, acordaram nas disposigées seguintes: CAPITULO I Ambito da splicagio de Convencio ARTIGO 1° Pessoas visadas Esta Convengao aplicase as pessoas residentes de um ou de ambos os Estados contratantes. ARTIGO 2° Impostos visados 1—Os impostos actuais que constituem objecto desta Convencio sio: 4) Relativamente a Portugal: 1° A contribuigio predial; 22 O imposto sobre a inddstria agricola; 32 A contribuigdo industrial; 42 O imposto de capitais; 52 O imposto profissional 62 © imposto complement 72 O imposto de mais-valias; 8° imposto sobre 0 rendimento do petréleo; 9° Os adicionais dos impostos prece- denies; 10.° Outros impostos estabelecidos para as autarquias locais cujo quantita- 1 SERIE —N.* 126 ~ 5-6-1982 tivo seja determinado em fungéo dos impostos precedentes e os adi- cionais correspondentes (a seguir teferidos pela designagio de «im posto portugues»): b} Relativamente a Repiblica Federal da Ale- manha: Le © imposto sobre o rendimento (Ein- kommensteuer) 2.° © imposto sobre as sociedades (Kér- perschaftsteuer): 3.° © imposto sobre 0 capital (Vermo- gensteuer): 4° O imposto sobre bens iméveis (Crunds- teuer); 5.° © imposto sobre 0 comércio (Gewer- besteuer): 6 Os adicionais dos impostos preceden- tes (a seguir referidos pela desig- nagdo de «imposto alemaoy), 2— A Convengao sera também aplicével aos impos- tos de natureza idéntica ou similar que entrem em igor posteriormente a data da assinatura da Conven- cdo e que venham a acrescer aos actuais ou a substi- tuislos. As autoridades competentes dos Estados con- tratantes comunicardo uma a outra, no principio de cada ano, as modificagdes importantes introduzidas nas respectivas legislagdes fiscais no ano anterior. CAPITULO IT Dotinigdes ARTIGO 3 Definigdes gorais 1 —Para efeitos desta Convengio, a nfo ser que © contexto exija interpretagdo diferente: a) As expresses «um Estado contratanten € «0 outro Estado contratanten significam a Re- piblica Portuguesa ou 2 Repiblica Federal da Alemanha, consoahte resulte do con- texto; 5) O termo «Portugal usado no sentido geogré- fico significa o tertitério da Repiblice Por- tuguesa situado no continente europeu ¢ 05 arquipélagos dos Agores ¢ da Madeira ¢ inclui a érea fora do mar territorial de Por- tugal que, em conformidade com o direito internacional, € ou venha a ser considerada pelas leis de Portugal sobre a plataforma continental uma 4rea na qual Portugal pode exercer os seus direitos relativos a0 leito © subsolo do mar e respectivos recur- sos naturais: ©) O termo «Republica Federal da Alemanha», quando usado em sentido geografico, sign fica 0 territério a que é aplicada a Lei Ba- sica da Repiblica Federal da Alemanha, bem como a area adjacente As aguas terri- toriais da Repiblica Federal da Alem considerada em conformidade com o direito internacional, relativo aos direitos que a Repiblica Federal da Alemanha pode exer- cer relativamente a0 leito, subsolo do mar € respectivos recursos naturais, como uma rea interna para fins fiscais; 4) © termo «pessoa» compreende uma pessoa singular e uma sociedade; ©) O termo asociedade» significa qualquer pes- soa colectiva ou qualquer entidade que © tratada como pessoa colectiva para fins tri- butdrios; 1) As expresses «empresa de um Estado contra~ tantes © «empresa do outro Estado con- tratanten significam, respectivamente, uma empresa explorada por um residente de um Estado contratante ¢ uma empresa explo- rada por um residente do outro Estado contratante: 8) A expresso atréfego internacional significa qualquer transporte por navio ou aeronave, explorado por uma empresa cuja direccao efectiva esteje situada num Estado contra- tante, excepto se 0 navio ou aeronave fo- rem explorados somente entre lugares si- tuados no outro Estado contratante; ‘hy O termo enacionais» designs: Le Relativamente @ Portugal: a) Todas as pessoas singulares que tenham a nacionalida- de portuguesa; bb) Todas as pessoas. colectivas, sociedades de pessvas & associagées constituidas de harmonia com a legislagio em vigor em Portugal; 2° Relativamente & Repiblica Federal da Alemanha, todos os alemaes no sentido do parégrafo 1 do artigo 116 da Lei Basica da Republica Fede- ral da Alemanha ¢ todas as pessoas colectivas, sociedades de pessoas € associagdes constitufdas de harmo- nia com a legislagdo em vigor na Repablica Federal da Alemanha; i) A expresso. eautoridade competentey signi- fica: ° Relativamente a Portugal, o Ministro das Finangas, o director-geral das Contribuigdes e Impostos ou os seus representantes autorizados, 2° Relativamente & Republica Federal da Alemanha, o Ministro Federal das Finangas. 2—Para aplicago da Convengéo por um Estado contratante, qualquer expresso ndo definida de ou- tro modo ter, a nfo ser que o contexto exija inter- pretagdo diferente, o significado que Ihe for atribuido, Pela legislacao desse Estado contratante relativa aos impostos a que a Convengdo se aplica. 1546 ARTIGO 4° Residente 1—Para efeitos desta Convencdo, a expresso ere- sidente de um Estado contratante» significa qualquer pessoa que, por virtude da legislago desse Estado, esta af Sujeita a imposto devido ao seu domicitio, & sua residéncia, ao local de direccio ou a qualquer ‘outro critério ‘de natureza similar. Todavia, esta ex- presso nao inclui qualquer pessoa que esté sujeita a imposto nesse Estado apenas relativamente ao ren- dimento de fontes localizadas nesse Estado ou ao ca- pital af situado. 2— Quando, por virtude do disposto no n.° 1, uma pessoa singular for residente de ambos os Estados contratantes, a situago seré resolvida como segue: @) Ser& considerada residente do Estado em que tenha uma habitagéo permanente & sua disposigho. Se tiver uma habitago perma- nente & sua disposigio em ambos os Esta- dos, ser& considerada residente do Estado com o qual sejam mais estreitas as suas re- Tages pessoais e econémicas (centro de interesses vitaisy; b) Se 0 Estado em que tem o centro de interes ses vitais nfo puder ser determinado ou se néo tiver uma habitagdo permanente & sua disposicéo em nenhum dos Estados, sera considerada residente do Estado em que permanece habitualmente; ) Se_permanecer habitualmente em ambos os Estados ou se néo permanecer habitual- mente em nenhum deles, seré considerada residente do Estado de que for nacional; 4) Se for nacional de ambos 0s Estados ou néo for nacional de nenhum deles, as autori- dades competentes dos Estados contratan- tes resolverdo 0 caso de comum acordo. 3—Quando, por virtude do disposto non 1, uma pessoa, que ndo seja uma pessoa singular, for resi dente de ambos os Estados contratantes, sera coi derada residente do Estado em que estiver situada a sua direcedo efectiva. 4—Para a aplicagio dos artigos 5.° a 23.¢, 0 sbcio de uma sociedade de pessoas (partnership), para el tos da tributagéo do seu rendimento auferido dessa sociedade ou do capital detido através da mesma so- ciedade, exclufdas as suas distribuigdes, seré consi derado como residente do Estado contratante em que estiver situada a direcgdo efectiva da sociedade. Se esse rendimento ou capital néo estiver sujeito a im- posto nesse Estado, poderé ser tributado no outro Estado, ARTIGO 5° Estabelecimento estével 1—Para efeitos desta Convengio, a expresséo xestabelecimento estévels significa uma instalagdo fixa, através da qual a empresa exerga toda ou parte da sua actividade. 1 SERIE —N.° 126 — 3-6-1982 2—A expressio «estabelecimento estével» comu- preende, nomeadamente: 4) Um local de direccéo: 6) Uma sucursal: ©) Um escritério: @) Uma fébrica: ©) Uma oficina; ¢ J) Uma mina, um poco de petréleo ou gés, uma pedreira ou qualquer local de extracc8o de recursos naturais, 3—Um local ou um estaleiro de construgio ou de montagem $6 constitui um estabelecimento estavel se a sua duragio exceder seis meses. 4—Nao obstante as dispos.cdes anteriores deste artigo, a expressdo «estabelecimento estvel» no com- preende: ) As instalagdes utilizadas unicamente para ar- mazenar, expor ou entregar mercadorias pertencentes & empresa: b) Um depésito de mereadorias pertencentes @ empresa, mantido unicamente para as arma- zenar, expor ou entregar; ©) Um depésito de mercadorias pertencentes & empresa, mantido unicamente para serem transformadas por outra empresa; 4) Uma instalagao fixa, mantida unicamente para comprar mercadorias ou reunir informagées para a empresa; ¢) Uma instalagdo fixa, mantida un'camente para exercer, para a empresa, qualquer outra actividade de carcter preparatério ou auxi- liar; J) Uma instalacdo fixa, mantida unicamente para © exercicio de qualquer combinacdo das actividades referidas nas alineas a) a e), desde que a actividade de conjunto da ins- talagdo fixa resultante desta combinaggo seja de cardcter preparatério ou auxiliar. 5 — Nao obstante o disposto nos nc 1 € 2, quando uma pessoa — que nfo seja um agente independente, a que é aplicavel 0 n.° 6— actue por conta de uma empresa ¢ tenha ¢ habitualmente exerga num Estado comtratante pederes para concluir contratos em nome da empresa, sera considerado que esta emprese tem um estabelec'mento estavel nesse Estado relativamente a qualquer actividade que essa pessoa exerca para a empresa, a ndo ser que as actividades de tal pessoa se limitem as indicadas no n.* 4, as quais, se fossem exercidas através de uma instalacdo fixa, néo permi- tiriam considerar esta instalagio fixa como um esta- belecimento estével, de acordo com as disposigies desse ndimero. ‘6——Nac se considera que uma empresa tem um estabelecimento estével num Estado contratante pelo simples facto de exercer a sua actividade nesse Estado For interméd.o de um corretor, de um comissério- -getal ou de qualquer outro agente independente, desde que essas pessoas actuem no Ambito normal da_sua actividade 7-0 facto de wma sociedade residente de um Estado contratante controlar ou ser controlada por