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EQW-010 Indústria e Meio Ambiente Prof. Denize Dias de Carvalho

RREESSIIDDUUOOSS SSOOLLIIDDOOSS

DDEEFFIINNIIÇÇÕÕEESS

Primeiramente, devemos conceituar a palavra resíduo, uma vez que este inclui não apenas os materiais sólidos, mas também inclui outros tipos de materiais de diferentes estados físicos, além de uma variedade de significados.

É usual na área ambiental, utilizar a palavra resíduo associando a idéia de materiais sólidos ou semi-sólidos, como também se associa efluentes com materiais líquidos e emissões com materiais gasosos.

Além disso, o termo resíduos sólidos (urbanos) é tido praticamente como sinônimo de lixo e

é usado de forma geral pela população.

Segundo SABETAI CALDERONI (1998), o conceito de lixo e de resíduo pode variar conforme a época e o lugar. Depende de fatores jurídicos, econômicos, ambientais, sociais e tecnológicos. Para alguns lixo está associado ao poder público e resíduo ao setor industrial. Para Calderoni resíduo é um material que tem valor comercial, e lixo é um material descartado que não tem valor comercial.

Culturalmente, podemos definir resíduo sólido como o conjunto de produtos não aproveitados oriundos de atividades humanas - doméstica, comercial, industrial, de saúde entre outros tipos, ou gerados pela natureza, como folhas, terra etc.

TCHOBANOGLOUS et al, 1993 considera que resíduo sólido engloba todo o material sólido

e semi-sólido que o possuidor não mais considera valioso a ponto de retê-lo. Já segundo o

HANDBOOK OF ENVIRONMENT CONTROL; SOLID WASTE (1973), compreende-se por resíduos sólido “todo material sólido putrescível, combustível, rejeitado pelas atividades industrial, comercial, agrícola e da comunidade; aí não estão incluídos, porém, os materiais sólidos dissolvidos no esgoto domésticos ou resíduos industriais aquosos”.

Porém em agosto de 2010 foi instituída no Brasil a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que levou 19 anos para ser aprovada. A LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010 institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998;e dá outras providências. Esta Lei apresenta uma serie de definições, definindo a diferenciação entre resíduos e rejeitos.

Resíduos sólidos:

material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível;

Rejeitos sólidos:

resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada.

CAPÍTULO I

DO OBJETO E DO CAMPO DE APLICAÇÃO Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.

Art. 3º Para os efeitos desta Lei, entende-se por:

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I - acordo setorial: ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto;

II - área contaminada: local onde há contaminação causada pela disposição, regular ou

irregular, de quaisquer substâncias ou resíduos;

III - área órfã contaminada: área contaminada cujos responsáveis pela disposição não sejam

identificáveis ou individualizáveis;

IV - ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto, a

obtenção de matérias-primas e insumos, o processo produtivo, o consumo e a disposição

final;

V - coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua

constituição ou composição;

VI - controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade

informações e participação nos processos de formulação, implementação e avaliação das

políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos;

VII - destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a

reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou

outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa,

entre

elas a disposição final, observando normas operacionais es pecíficas de modo a evitar

danos

ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais

adversos;

VIII - disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em

aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à

saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos;

IX - geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou

privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo;

X - gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou

indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final

ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada

dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com

plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma desta Lei;

XI - gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de

soluções para os resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento

sustentável;

XII

- logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por

um

conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição

dos

resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros

ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada;

XIII - padrões sustentáveis de produção e consumo: produção e consumo de bens e serviços

de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de

vida, sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das

gerações futuras;

XIV

- reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração

de

suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em

insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos

órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa;

XV - rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de

tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis,

não

apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada;

XVI

- resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de

atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou

se

está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos

em

recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede

pública de esgotos ou em corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível;

XVII - responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de

atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental

decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei;

XVIII - reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua

transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões

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estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa (Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária);

XIX - serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos: conjunto de

atividades previstas no art. 7º da Lei nº 11.445, de 2007.

CAPÍTULO II - PRINCÍPIOS E OBJETIVOS

• princípios da prevenção e da precaução;

• princípios do poluidor-pagador e do protetor-recebedor;

• responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

• proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;

• incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados;

• integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a Responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

• prioridade, nas aquisições governamentais, para produtos reciclados e recicláveis;

• o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania;

INSTRUMENTOS

• os planos de resíduos sólidos;

• os inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos;

• a coleta seletiva, os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

• o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis;

• a educação ambiental;

• os incentivos fiscais, financeiros e creditícios;

• os acordos setoriais;

Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não-geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Art. 13. Para os efeitos desta Lei, os resíduos sólidos têm a seguinte classificação:

I - quanto à origem:

a) resíduos domiciliares: os originários de atividades domésticas em residências urbanas;

b) resíduos de limpeza urbana: os originários da varrição, limpeza de logradouros e vias

públicas e outros serviços de limpeza urbana;

c) resíduos sólidos urbanos: os englobados nas alíneas "a" e "b";

d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas

atividades, excetuados os referidos nas alíneas "b", "e", "g", "h" e "j";

e) resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades,

excetuados os referidos na alínea "c";

f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;

g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em

regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;

h) resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições

de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos

para obras civis;

i) resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais,

incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;

j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos, aeroportos, terminais

alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;

k) resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento

de minérios;

II - quanto à periculosidade:

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a) resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade,

corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica;

b) resíduos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea "a".

Parágrafo único. Respeitado o disposto no art. 20, os resíduos referidos na alínea "d" do inciso I do caput, se caracterizados como não perigosos, podem, em razão de sua natureza, composição ou volume, ser equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público

municipal.

DOS PLANOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS

São planos de resíduos sólidos:

• I – o Plano Nacional de Resíduos Sólidos;

• II – os planos estaduais de resíduos sólidos;

• III – os planos microrregionais de resíduos sólidos e os planos de resíduos sólidos de regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas;

• IV – os planos intermunicipais de resíduos sólidos;

• V – os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos;

• VI – os planos de gerenciamento de resíduos sólidos.

LOGÍSTICA REVERSA

Estão obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

I agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas;

II pilhas e baterias;

III pneus;

IV óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

V lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

VI produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

LOGÍSTICA REVERSA

I implantar procedimentos de compra de produtos ou embalagens usados;

II disponibilizar postos de entrega de resíduos reutilizáveis e recicláveis;

III atuar em parceria com cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, nos casos de que trata o § 1º.

§ 4º Os consumidores deverão efetuar a devolução após o uso, aos comerciantes ou distribuidores, dos produtos e embalagens a que se referem os incisos I a IV do caput, e de outros produtos ou embalagens objeto de logística reversa, na forma do § 1º.

§ 5º Os comerciantes e distribuidores deverão efetuar a devolução aos fabricantes ou importadores dos produtos e embalagens reunidos ou devolvidos na forma dos §§ 2º e

3º.

CAPÍTULO V - DOS INSTRUMENTOS ECONÔMICOS

O Poder Público poderá instituir medidas indutoras e linhas de financiamento para atender,

prioritariamente, às iniciativas de:

• implantação de infra-estrutura física e aquisição de equipamentos para

cooperativas ou

outras

formas

de

associação

de

catadores

de

materiais

reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda;

• desenvolvimento

de

projetos

de

gestão

dos

resíduos

sólidos

de

caráter

intermunicipal ou, nos termos do inciso I do caput do art. 11, regional; estruturação de sistemas de coleta seletiva e de logística reversa;

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• descontaminação de áreas contaminadas, incluindo as áreas órfãs;

CAPÍTULO VI - DAS PROIBIÇÕES

Ficam proibidas, nas áreas de disposição final de rejeitos, as seguintes atividades:

• utilização dos rejeitos dispostos como alimentação;

• catação;

• criação de animais domésticos;

• fixação de habitações temporárias ou permanentes;

• outras atividades vedadas pelo Poder Público.

Fica proibida a importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos, bem como os resíduos sólidos cujas características causem dano ao meio ambiente e à saúde pública, animal e sanidade vegetal, ainda que para tratamento, reforma, reuso, reutilização ou recuperação.

Também utilizada para definição e caracterização de resíduos sólidos é o conjunto de normas feitas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que editou um conjunto de normas para padronizar, a nível nacional, a classificação dos resíduos:

NBR 10.004 - Resíduos Sólidos NBR 10.005 - Lixiviação de Resíduos NBR 10.006 - Solubilização de Resíduos NBR 10.007 - Amostragem de Resíduos

A NBR 10.004 Resíduos Sólidos Classificação (ABNT/04) define resíduos sólidos

como: resíduos no estado sólido e semi-sólido que resultam de atividades da comunidade de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inevitável o seu lançamento na rede

pública de esgotos ou corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.

A NBR 10.004 classifica os resíduos sólidos segundo o grau de periculosidade, em duas

categorias: Classe I Perigosos, Classe II Não Perigosos (Classe IIA Não Inertes e Classe IIB Inertes)

Obs: Os resíduos radioativos não são objeto desta Norma, pois são de competência exclusiva da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Resíduos Classe I Perigosos

Esses resíduos apresentam periculosidade, característica que função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, pode apresentar riscos à saúde pública e ao meio ambiente quando manuseados e destinados de forma inadequada.

Resíduos sólidos que constem nos anexos A ou B ou que apresentarem pelo menos uma das características quanto a inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade.

Por exemplo, um resíduo

concentrações maiores que 250 mg de HCN liberável/kg de resíduo ou de 500 mg de H 2 S

liberável/kg de resíduo. Patogenico: (

microrganismos patogênicos, proteínas virais, ADN ou ARN recombinantes, organismos geneticamente modificados, plasmídios, cloroplastos, mitocôndrias ou toxinas capazes de produzir doenças em homens, animais ou vegetais.

se contiver ou houver suspeita de conter

possuir em sua constituição CN - ou S 2- em

é: Reativo (

)

se

)

É importante frisar que todo material em contato com resíduo perigoso fica contaminado e passa também a ser considerado como resíduo perigoso.

Qualquer outro resíduo que se suponha tóxico e que não conste nas listagens da norma, deverá ter sua classificação baseada em dados bibliográficos disponíveis.

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Resíduos classe IIA Não inertes: Aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos de classe I ou classe IIB. Aqueles que podem ter propriedades, tais como:

biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Resíduos classe IIB Inertes: Quaisquer resíduos amostrados de uma forma representativa, segundo a NBR 10.007, que submetidos a um contato estático ou dinâmico com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, conforme NBR 10.006 (Solubilização) não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor (anexo G).

ABNT NBR 10004:2004

CLASSIFICAÇÃO:

resíduo não Tem origem conhecida ? sim Consta nos sim anexos A ou B? não
resíduo
não
Tem origem
conhecida ?
sim
Consta nos
sim
anexos A ou B?
não
Tem caracteristicas de:
sim
Inflamabilidade,
resíduo perigoso
corrosividade, reatividade,
classe I
toxicidade ou
patogenicidade?

não

resíduo não perigoso classe II

Possui constituintes que são solubilizados em concentrações superiores ao anexo G ?
Possui constituintes que são
solubilizados em
concentrações superiores ao
anexo G ?

resíduo inerte

Classe II B

não

sim

resíduo não inerte Classe II A

As decisões técnicas e econômicas em relação a todo o gerenciamento dos resíduos sólidos (manuseio, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte e disposição final), deverão estar fundamentadas na classificação dos mesmos. Contudo essa identificação é bastante complexa em determinados casos, e são poucos laboratórios que realizam este serviço.

A amostragem do resíduo é uma operação fundamentalmente importante, como já foi dito anteriormente existe uma norma a NBR 10007 que orienta sobre a forma de se realizar um processo de amostragem, porém quanto mais heterogêneo é o resíduo, mais crítica é a sua amostragem.

Realizar uma determinação das características de resíduos que possa ser considerada representativa não é tarefa simples e depende de um bom programa de amostragem e da correta preparação das amostras.

A ausência de uma padronização nos métodos de determinação das características fisico- químicas e microbiológicas dificulta a comparação de resultados e é, atualmente, um dos problemas da discussão entre especialistas na área de resíduos.

Gerenciamento dos resíduos sólidos

No vigésimo primeiro capítulo da Agenda 21, estão estabelecidas as diretrizes para o gerenciamento dos resíduos sólidos de forma compatível com a preservação ambiental.

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Um novo estilo de vida, com mudanças nos padrões de consumo, nos padrões de produção e de geração de resíduos se impõe para a humanidade. O estabelecimento desses novos padrões comportamentais e culturais depende de um trabalho de educação e conscientização e deve (deveria) ser tarefa da atual geração e das próximas, na construção de um novo modelo de mundo.

A Agenda 21 define áreas-programa que permitem o estabelecimento de uma estratégia de

gerenciamento de resíduos sólidos compatível com a preservação do ambiente.

Minimização da produção de resíduos, Maximização de práticas de reutilização e reciclagem ambientalmente corretas, Promoção de sistemas de tratamento e disposição de resíduos compatíveis com a preservação ambiental, Extensão da cobertura de coleta dos serviços de coleta e destino final.

Em se tratando de um resíduo industrial, a fonte geradora geralmente conhece a composição e a quantidade dos seus resíduos, no entanto, o gerenciamento desse tipo de resíduo pode ser bastante problemático. Uma vez que a geração dos resíduos industriais é diretamente dependente das ações de minimização praticadas pelas indústrias, demonstra que o início do Gerenciamento de Resíduos Sólidos começa antes da geração.

Na Agenda 21, os programas considerados importantes para o equacionamento da poluição por resíduos perigosos (RP) são:

Promover a minimização da geração de RP Promover e fortalecer a capacitação institucional para o gerenciamento de RP Promover e fortalecer a cooperação internacional para o gerenciamento da movimentação de RP entre fronteirasda poluição por resíduos perigosos (RP) são: Impedir o tráfico internacional ilegal de RP Também faz

Impedir o tráfico internacional ilegal de RPo gerenciamento da movimentação de RP entre fronteiras Também faz parte do gerenciamento, o coleta,

Também faz parte do gerenciamento, o coleta, classificação, segregação, armazenagem, transporte, reciclagem, bolsa de resíduos, levantar as alternativas de tratamento e disposição final destes, considerando aspectos de treinamento de pessoal, manuseio e procedimento de emergência, dentro de critérios de garantia da proteção ambiental e da saúde pública. Além disto, se necessário, realizar um processo de recuperação dos locais contaminados pela disposição inadequada. As relações entre países, no que se refere aos problemas ambientais provocados por produtos e resíduos, têm sido objeto de tratados que visam estabelecer novos padrões nas

relações internacionais. Alguns dos tratados atuais que interferem na questão dos resíduos

são:

Protocolo de Montreal, para controle das substâncias que destroem a camada de ozônioatuais que interferem na questão dos resíduos são: A Convenção da Biodiversidade, que regula as condições

A Convenção da Biodiversidade, que regula as condições de acesso a recursos biológicos entre os signatários.controle das substâncias que destroem a camada de ozônio A Convenção da Basiléia, que proíbe a

A Convenção da Basiléia, que proíbe a movimentação de resíduos perigosos, entre fronteiras, para países não participantes da convenção, e estabelece regras para a movimentação entre os países signatários.de acesso a recursos biológicos entre os signatários. Concluindo, a legislação brasileira para a

Concluindo, a legislação brasileira para a caracterização e a gestão do problema ao nível de ação governamental é bastante completa e segue os modelos adotados nos países industrializados, em especial, EUA e Alemanha, países com os quais os técnicos brasileiros têm mantido maior intercâmbio no assunto resíduo industriais.

As normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) cobrem bastante bem as definições dos resíduos e os cuidados com o seu manuseio, transporte e estocagem. Essas normas são complementadas pelos documentos federais e estaduais referentes a padrões de

emissões para incineradores, requisitos mínimos para a localização, construção e operação

de aterros industriais e transporte de resíduos.

A legislação ambiental para transporte de resíduos perigosos soma-se àquela referente ao

transporte de substancias perigosas publicada pelo Ministério dos Transportes, sendo que a atuação dos órgãos ambientais tem se dado em articulação com as autoridades rodoviárias,

com relativo sucesso.

TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

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Define-se tratamento de resíduos como qualquer processo que altere suas características, composição ou propriedades, de maneira a tornar mais aceitável sua disposição final ou simplesmente sua destruição. Estes métodos se processam por uma ou mais das seguintes formas:

convertendo os constituintes agressivos em formas menos perigosas ou insolúveis; destruindo quimicamente produtos indesejáveis; separando da massa de resíduos os constituintes perigosos, com conseqüente redução do volume a ser disposto; emétodos se processam por uma ou mais das seguintes formas: alterando a estrutura química de determinados

alterando a estrutura química de determinados produtos, tornado mais fácil sua assimilação pelo meio ambiente.com conseqüente redução do volume a ser disposto; e T T i i p p o

TTiippooss ddee ttrraattaammeennttoo

No Brasil, têm sido utilizados os seguintes métodos de tratamento e /ou disposição final:

Resíduos urbanos

 

Resíduos Industriais

Aterros

controlados

(não

é

mais

Incineração

aceito)

Vazadouros (nunca foi aceito)

 

Co-processamento

Compostagem natural

 

Blend energético

Usinas de compostagem

 

Solidificação/inertizaçao

Reciclagem

 

Outros (land-farming, incorporação em cerâmica, estocagem, lixões)

Aterro sanitário (disposição final)

 

Aterros industriais (disposição final)