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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA Aula Prática de

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS

EXATAS E DA TERRA

Aula Prática de Secagem

UC: Operações Unitárias II

Professora: Milene Costa Codolo

Bruno Worliczek de Camargo

Daliana Christine Silva

Pedro Henrique Figueiredo

Rodrigo Cesar Perez Frizzi

Wilson Santos Ferreira

Diadema SP

Setembro/2016

1. Resultados e discussão

A estufa foi mantida a 70°C e o ar tinha uma velocidade igual a 1,2 m/s no interior da mesma.

Inicialmente pesou-se uma tábua de plástico, uma folha de alumínio e o conjunto tábua e alumínio. Os dados obtidos estão presentes na Tabela 1.

Tabela 1. Dados dos instrumentos utilizados

Massa (g)

Tábua

445,6

Folha de alumínio

2,1

Tábua + alumínio

447,7

Em seguida mediu-se a espessura e os diâmetros das fatias de maçãs, esses dados encontram-

se Tabela 2.

Tabela 2. Medidas das fatias de maçã

Espessura (mm)

Diâmetro (mm)

1,3

69,52

1,6

74,3

2,1

79

1,6

78

1,3

82

1,5

77

1,5

72

1,6

82

1,4

83

1,7

79

Durante o experimento, o conjunto tábua e alumínio foram pesados e, com a massa inicial da tábua contendo as fatias de maçã, pode-se obter a taxa de perda de água das fatias de maçã. Para realizar tais cálculos utilizaram-se os dados que estão presentes na Erro! Fonte de referência não encontrada

Tabela 3. Dados utilizados para a secagem das fatias de Maçã

 

Massa maçã + tábua + alumínio (g)

Massa maçã + tábua + alumínio (kg)

Temperatura

Temperatura

Tempo (min)

Tempo (h)

bulbo seco

bulbo úmido

 

(°C)

(°C)

0

0,000

502,3

0,5023

59

35

5

0,083

499,3

0,4993

64

38

10

0,167

495,3

0,4953

63

40

20

0,333

486,8

0,4868

65,5

44

30

0,500

477,9

0,4779

65,6

45

45

0,667

466,9

0,4669

65

44

60

1,000

459,5

0,4595

65

43

75

1,250

456,1

0,4561

65,6

41

90

1,500

455,4

0,4554

65,5

39

120

2,000

455,2

0,4552

65

39

150

2,500

455,1

0,4551

65

39

Ao perceber que a massa do conjunto tábua e fatias de maçã permaneceu praticamente

constante após o tempo t = 90 minutos, considerou-se que as fatias de maçã não possuíam mais água,

ou seja, a massa de sólido foi de aproximadamente 0,455 gramas. Com os dados da Tabela 3 pode-se

determinar a umidade em base seca e a umidade em base úmida.

Tabela 4. Dados da umidade e da velocidade de perda de água da maçã

Umidade (kg água/kg sólido)

Tempo ( hora )

Base Seca

Base Úmida

Taxa de secagem (kg água/h.m²)

0,000

---------------------------------------

 

6,3784

0,8645

-----

0,083

5,9730

0,8566

0,0000

0,167

5,4324

0,8445

0,7029

0,333

4,2838

0,8107

0,9371

0,500

3,0811

0,7550

0,9957

0,667

1,5946

0,6146

1,0426

1,000

0,5946

0,3729

0,8590

1,250

0,1351

0,1190

0,5779

1,500

0,0405

0,0390

0,2655

2,000

0,0135

0,0133

0,0547

2,500

0,0000

0,0000

0,0078

Final

0,0000

0,0000

0,0000

Com os dados presentes na

Tabela 4 pode-se plotar a umidade em função do tempo, tanto para a umidade em base úmida

como em base seca. A Figura 1 e Figura 2 apresentam respectivamente umidade em base seca s em

base úmida em relação ao tempo.

Figura 1. Umidade em base seca x tempo.

Curva de secagem de umidade em base seca frente ao tempo de secagem

7,0000 6,0000 5,0000 4,0000 3,0000 2,0000 1,0000 0,0000 0 20 40 60 80 100 120
7,0000
6,0000
5,0000
4,0000
3,0000
2,0000
1,0000
0,0000
0
20
40
60
80
100
120
140
160
Tempo (min)
em base seca (kg água/kg sólido seco)idade

Figura 2. Umidade em base úmida vs tempo.

Curva de secagem de umidade em base úmida frente ao tempo de secagem

1,0000 0,9000 0,8000 0,7000 0,6000 0,5000 0,4000 0,3000 0,2000 0,1000 0,0000 0 20 40 60
1,0000
0,9000
0,8000
0,7000
0,6000
0,5000
0,4000
0,3000
0,2000
0,1000
0,0000
0
20
40
60
80
100
120
140
160
Tempo (min)
em base seca (kg água/kg sólidoUmidade
total)

É possível perceber que após 80 minutos tanto a secagem em base seca quanto em base úmida ficaram constantes e tenderam a zero, mostrando que provavelmente toda a água presente nas fatias de maçã já havia sido evaporada.

Na Figura 3 é possível observar-se um comparativo entre as bases seca e úmida.

Figura 3. Taxa de secagem comparativa entre base úmida e base seca.

Taxa de secagem frente a umidade em base seca

1,2000 1,0000 0,8000 0,6000 0,4000 0,2000 0,0000 0,0000 1,0000 2,0000 3,0000 4,0000 5,0000 6,0000 7,0000
1,2000
1,0000
0,8000
0,6000
0,4000
0,2000
0,0000
0,0000
1,0000
2,0000
3,0000
4,0000
5,0000
6,0000
7,0000
Taxa de secagem (kg água/h.m²)

Umidade em base seca (kg água/kg sólido seco)

Pode-se perceber que a umidade possui um decaimento bem definido e quase constante em função do tempo, e que em um tempo superior a 90 minutos, a umidade de água fica praticamente constante e igual à zero. Para melhor compreender os dados da cinética de secagem, pode-se construir um gráfico de velocidade de velocidade de secagem em função do tempo, presente na Figura 4.

Figura 4. Velocidade de secagem em função da umidade em base seca.

Velocidade de Secagem

0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00
0,90
0,80
0,70
0,60
0,50
0,40
0,30
0,20
0,10
0,00
0,00
2,00
4,00
6,00
8,00
10,00
Taxa de secagem (kg água/h.m²)

Umidade em base seca (kg água/kg sólido seco)

Pode-se perceber que a taxa de secagem é diretamente proporcional à umidade, o que mostra

que quanto menos água no sólido, mais difícil de se retirar água, o que é de certa forma intuitivo.

Utilizando a carta psicrométrica, foi possível determinar as propriedades do ar de secagem

ao longo do experimento, sendo obtidos os dados demonstrados na Figura 5, abaixo.

Figura 5. Dados do ar de secagem obtidos na carta psicrométrica.

t (min)

Tbs

Tbu

Umidade

absoluta (kg/kg

ar seco)

Umidade

relativa (%)

0

59

35

0,026

21

5

64

38

0,032

20

10

63

40

0,038

26

20

65,5

44

0,051

30

30

65,6

45

0,055

32

45

65

44

0,051

31

60

65

43

0,048

29

75

65,6

41

0,04

25

90

65,5

39

0,034

20

120

65

39

0,034

21

150

65

39

0,034

21

2.

Conclusão

Com a analise dos dados da secagem das fatias de maçã pode-se perceber que a secagem dessas fatias tem uma taxa de perda de água elevada e quase linear enquanto para umidades baixas, tendendo a zero, e que possui um perfil próximo ao exponencial. Sendo assim a secagem por estufa, secagem direta, mostrou-se ser eficaz removendo grande parte da água em relação à um tempo curto de secagem ao qual o material foi exposto, o que pode auxiliar na conservação de alimentos e estocagem do produto.

3. Referências Bibliográficas

MCCABE, W.; SMITH, J. C.; HARRIOT, P. Unit Operation of Chemical Engineering. [S.l.]:

McGraw-Hill Higher Education, 2005.

PARK, K. J.; Antonio, G.C.; Oliveira, R.A. De; Park, K.J.B. Conceitos de processo e equipamentos de secagem. 121p. 2007.

FOUST, A.S., et al. Princípios das Operações Unitárias. 2ª Ed, Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Dois,

1982.