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R ESUMO DE A NATOMIA PROVA SUBSTITUTIVA – 2016/1 L UCAS M AGALHÃES DE O LIVEIRA

> Parte do Renato

Ø FARINGE

- A faringe é um tubo que se estende da boca até o esôfago. Apresenta paredes muito espessas devido ao

volume dos músculos que a revestem externamente, por dentro, o órgão é forado pela mucosa faríngea, um epitélio liso, que facilita a rápida passagem do alimento.

- O movimento do alimento, da boca para o estômago, é realizado pelo ato da deglutição, que é facilitada pel a saliva e pelo muco. A deglutição envolve a boca, a faringe e o esôfago.

- Estágios da deglutição: Voluntário, no qual o bolo alimentar é passado para a parte oral da faringe; Faríngeo, passagem involuntária do bolo alimentar pela faringe para o esôfago; Esofágico, passagem involuntária do bolo alimentar pelo esôfago para o estômago.

Limites da Faringe

- Superior: Corpo do esfenóide e porção basilar do osso occipital.

- Inferior: Esô fago.

- Anterior: Processo pteriglóideo, mandíbula, língua, osso hióide e cartilagens tireóide e cricóide.

- Lateral: Processo estilóide e seus músculos.

- Parte Nasal: Situa- se posteriormente ao nariz e acima do palato mole, e se diferencia das outras duas partes por sua cavidade permanecer sempre aberta. Comunica- se anteriormente com as cavidades nasais atra vés das coanas. Na parede posterior encontra - se a tonsila faríngea (adenóide em crianças).

- Parte Oral: Estende- se do palato mole até o osso hióide. Em sua parede lateral encontra- se a tonsila palatina.

- Parte Laríngea: Estende- se do osso hióide à cartilagem cricóide. De cada lado do orifício laríngeo encontra - se um recesso denominado seio piriforme.

Ø ESÔFAGO

- Porção Cervical: Porção que está em contato íntimo com a traquéia.

- Porção Torácica: É a porção mais importante, passa por trás do brônquio esquerdo (mediastino superior, entre a traquéia e a coluna vertebral).

- Porção abdominal: Repousa sobre o diafragma e pressiona o fígado, formando nele a impressão

esofágica.

- Constricção Cervical: EES, aos 15cm da ADS, causada pela parte cricofaríngea do músculo constritor da

faringe.

- Bronco Aórtica ou Torácica: Arco aórtico e bronco fonte esquerdo

- Diafragmática: Hiato esofageano

- Terço Superior: Lâmina muscular externa consiste em músculo estriado voluntário.

- Terço Inferior: Musculatura lisa.

- Hiato Esofageano: T10

- TEG: T11 e sétimo arco costal

Vascularização

- Aa. Gástrica esquerda e Frênica Inferior Esquerda

- Veias submucosas

- Sistema porta, pela veia gástrica esquerda

- Veias esofágicas para veia ázigos

- Linfonodos gástricos esquerdos

Ø OMENTO MENOR

- Liga esôfago à pequena curvatura do estômago, duodeno proximal e borda hepática.

- Ligamento hepato duodenal.

- Ligamento hepato gástrico.

Ø OMENTO MAIOR

- Tecido adiposo com grandevascularização, preso à grande curvatura gástrica.

- Cobre os intesti nos parcialmente.

Ø BOLSA OMENTAL

- Entre o estômago e a parede abdominal posterior.

Ø ESTÔMAGO

- Mucosa castanho avermelhada e rósea no piloro.

- Mucosa gástrica, quando contraída, forma as pregas gástricas. - Mucosa contínua o protege do ácido gástrico secretado pelas glândulas gástricas.

Vascularização

- Maior parte do sangue provém das anastomoses na

pequena e grande curvaturas.

-

provém das anastomoses na pequena e grande curvaturas. - Tronco Celíaco Artéria Gástrica Esquerda Artéria

Tronco Celíaco Artéria Gástrica Esquerda Artéria Esplênica: Ramos pancreáticos; A. Gastroepiplóica esquerda; A. Gástricas Curtas, A. Gástrica posterior; Ramos Esplênicos. Artéria Hepática Comum: A. Gátrica Direita; A. Gastroduodenal (A. Gastroepiplóica direita; A. Pancreaticoduodenal Superior; A. Retroduodenal); A. Hepática Própria.

Suprimento Arterial

- Artéria Gástrica Esquerda: Omento maior, cárdia até curvatura menor em sua parte proximal.

- Artéria Gástrica Direita: Origem na artéria hepática própria, artéria hepática comum ou artéria gastroduodenal. Irriga parte distal da pequena curvatura.

- Artéria Gastromental Direit a: Origem na artéria gastromental. Irriga a parte distal da grande curvatura.

- Artéria Gastromental Esquerda: Origem na artéria esplênica, irriga a curvatura maior e se anastomosa com a gastromental direita.

- Vasto suprimento arterial tem grande importância nos tumores do esôfago.

Drenagem Venosa

- Veias Gásticas Direita e Esquerda > Veia Porta

- Veias Gástricas Curtas e Gastromentais Esquerdas > Veias Esplênica

- Veia Gastromental Direita > Veia Mesentérica Superior

Ø PERITÔNIO

- Membrana serosa transparente, contínua, brilhante e escorregadia.

- Reveste a cavidade abdominopélvica e recobre as vísceras.

- Possui duas camadas:

Peritônio Parietal: Reveste a face interna da parede abdominal Peritônio Visceral: Reveste Vísceras

- Peritônio parietal possui a mesma vascularização e inervação da região da parede que reveste. O

peritônio parietal é sensível à dor, à pressão, ao calor e frio.

- Peritônio visceral possui a mesma vascularização e inervação dos órgãos que reveste. É insensível à laceração, ao toque, ao calor e frio. É estimulado basicamente pela distenção.

- Os órgãos intraperitoneais são órgãos quase totalemente revestidos pelo peritônio.

- Os órgãos extraperitoneais, retroperitoneais e subperitoneais também se situam fora da cavidade peritonial. São apenas parcialmente revestidos por peritônio.

CAVIDADE PERITONEAL

- A cavidade peritoneal está situada entre as duas lâminas do peritônio. E não contém orgãos.

- Possui um líquido peritoneal, que é composto de água, eletrólitos e outras substân cias derivadas do

líquido intersticial de tecidos adjacentes.

- O líquido lubrifica as lâminas peritoneais e ajuda na proteção, pois possui anticorpos e leucócitos.

- A cavidade é aberta para o exterior na mulher, através da cavidade uterina e vagina.

FOR MAÇÕES PERITONEAIS

- O peritônio reveste e une órgãos a outros órgãos ou à parede abdominal e, assim, forma

compartimentos e recessos.

- Mesentério é uma lâmina dupla de peritônio formada pela invaginação do peritônio por um órgão.

- Conecta um órgão à parede do corpo.

- O mesentério pode receber nomes, dependendo do lugar onde está: mesocolos, mesoesôfago,

mesoapêndice.

- O mesentério possui um centro de tecido conjuntivo contendo sangue, vasos linfáticos, nervos, linfonodos e gordura.

- Omento Maior pende como um avental da curvatura maior do est ômago e da parte proximal do

duodeno. Após descer, volta e se fixa à superfície anterior o colo transverso e seu mesentério.

- Omento Menor sai da curvatura menor do estômago e vai até a parte proximal do duodeno e fígado.

- Ligamento Peritoneal é uma dupla camada de peritônio que une órgão a órgão ou à parede. Os ligamentos hepatoduodenal e hepatogástrico formam o omento menor.

SUBDIVISÕES

- Supra cólico: Acima do mesocolo transverso

- Infra Cólico: Abaixo do mesocolo transverso, dividido em espaços paracólicos direito e esquerdo

(laterais aos cólons ascendente e descendente).

- Bolsa Omental : Cavidade extensa posterior ao estômago e omento menor

- Forame Omental : Comunica bolsa omental à cavidade peritoneal Limites: Ligamento hepatoduodeal (anterior); VCI, pilar direito do diafragma (posterior); Fígado

(superior); Duodeno (Inferior).

Ø INTESTINO DELGADO

- O intestino delgado é dividido em Duodeno, Jejuno e Íleo, e se estende do piloro até a junção ileocecal.

- Os principais eventos da digestão e absorçaõ ocorrem no intestino delgado. - Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.

- O intestino delg do varia entre 5 e 8 metros.

DUODENO

- É a primeira porção do intestino delgado.

- Comprimento igual à largura de doze dedos (25 centímetros).

- É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério.

- Dividido em quatro porções

- Trajeto em C ao redor da cabeça do pâncreas.

- Primeira porção (parte superior): Origina - se no piloro e estende- se até o colo da vesícula biliar.

- Sugunda porção (parte descendente): É desperitonizada; Ducto colédoco – provém da vesícula biliar e do fígado (bile); Ducto pancreático – provém do pâncreas (suco ou secreção pancreática).

- Terceira porção (parte horizontal).

- Quarta porção (parte ascendente).

Vascularização - Tronco Celíaco : A. Gastroduodenal > A. Pancreático Duodenal Superior (duodeno proximal e descendente) . - AMS : A. Pancreático- duodenal Inferior (região do colédoco até duodeno distal).

JEJUNO

- É a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno.

- É mais largo (aproximadamente 4 cm).

- Sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.

ÍLEO

- É o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno.

- É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.

- Distalmente, o íleo desemboca no int estino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.

- O jejuno e o íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.

Vascularização

- AMS irriga jejuno e íleo através das artérias jejunais e ileais.

è Veia Mesentérica Superior: Drena jejuno e íleo; A nterior e à direita da AMS na raíz do mesentério; Termina posterior ao colo do pâncreas; Une- se à veia esplênica e forma a veia porta.

Ø INTESTINO GROSSO

- Pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5cm de diâmetro e 1,5m de

comprimento. Ele se estende do íleo até o ânus e está fixo à parede posterior do abdômenn pelo mesocolo.

- Absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.

- Apresenta algumas diferença s em relação ao intestino delgado: o calibre, as tênias, as haustrações e os apêndices epiplóicos.

- O calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no canal anal.

- As tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproximadamente 1 centímetro de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São mais evidentes no ceco e no cólon ascendente.

- As haustrações do cólon são ambulamentos ampulares separados por sulcos transversais.

- Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em

gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide.

- É dividido em quatro partes principais: Ceco, Cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmóide), reto e ânus.

TÊNIAS

- Se iniciam na base do apêndice vermiforme e se dividem em três:

Mesocólica : As quais se fixam ao mesocolon transverso e sigmóide. Omental : As quais se fixam os apêndices omentais. Livre: Não estão fixados apêndices omentais nem mesocolo.

CECO

- Primeira parte do intestino grosso.

- Segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo.

- Para impedir o refluxo de material proveniente do intestino delgado, existe uma válvua localizada na junção do íleo com o ceco – válvula ileocecal.

- No fundo do ceco, encontramos o apêndice vermiforme.

APÊNDICE VERMIFORME

- Divertículo intestinal cego (6 – 10 cm)

- Tecido linfóide

- Face póstero medial do ceco

- Mesoapêndice (A. Apendicular)

- Retrocecal (65%)

Vascularização

- Irrigado pela A. ileocólica (ramo da AMS)

- A. Apendicular (ramo da ileocólica)

- Drenagem: Veia ileocólica > VMS

- Drenagem linfática: Linfonodos do mesoapêndice até ileocólicos, depois mesentéricos superiores.

CÓLON ASCENDENTE

- Segunda parte do intestino grosso.

- Passa para cima do lado direito do abdome.

- Do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na flexura direita do colo (flexura hepática).

- Mais estreito que o ceco.

Vascularização

- Aa. Ileocólica e Cólica Direita (asnastomosam - se entre si e com o ramo direito da A. Cólica Média). Fazem parte de um canal arterial contínuo – arco justacólico (A. Marginal).

- Drenagem venosa: Veias cólica direita e ileocólica (VMS)

- Drenagem linfática: Linfonodos epicólicos e paracólicos, cólicos direitos até os MS

- Inervação: Plexo mesentérico superior

CÓLON TRANSVERSO

- Parte mais longa e móvel do intestino grosso.

- Cruza o abdome a partir da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo.

- A flexura esplênica é normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel que a flexura direita.

Vascularização

- A. Cólica Média (AMS)

- Drenagem venosa pela VMS

- Drenagem linfática: Linfonodos Cólicos Médios

- Inervação: Plexo Mesentérico Superior pelo Plexo periarterial das Aa. Cólicas Direita e Média.

CÓLON DESCENDENTE

- Passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda, onde é contínuo com o cólon sigmóide.

CÓLON SIGMÓIDE

- Forma de “S”, com comprimento variável, une o colon descendente ao reto.

- O fim das tênias do colo aos 15cm do ânus, indica a junção reto- sigmóide.

- Fossa ilíaca esquerda até S3.

- Mesocólon longo

- Apêndices omentais longos.

Vascularização

- Suprimento arterial do descendente e sigmóide provém das Aa. Cólica Esquerda e Sigmóidea, ramos da Artéria Mesentérica Inferior.

- AMS irriga parte proximal à flexura esquerda (intestino médio embrionário).

- AMI irriga a parte distal à flexura (intestino posterior).

- A. Sigmóidea Superior e A. Cólica Esquerda se anastomosam para formar a A. Marginal.

RETO

- Tem início em S3 (junção reto- sigmóidea).

- Termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do ânus) passando a se chamar canal anal.

- O canal anal, apesar de bastante curto (3 cm), é importante por apresentar algumas formações

essenciais para o fu ncionamento intestinal.

- O esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras musculares lisas circulares.

- O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário.

- Ambos os esfíncters devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

AMPOLA DO RETO

- Parte terminal dilatada do reto.

- Superior ao diafragma da pelve (levantador do ânus) e corpo anococcígeo – sustentam o reto.

- Recebe e retém a massa fecal, sendo, também, essencial para a continência fecal.

Vascularização

- A. Retal Superior - ramo da AMI (parte proximal); Aa. Retais Média Direita e Esquerda – provém das Aa.

Ilíacas Internas (parte média); Aa. Retais Inferiores – ramos das Aa. Pudendas Internas (junção ano- retal e canal anal).

- Drenagem venosa: Veia Retal Superior > Sistema Porta; Veias Retais Média e Inferior > Sistema Sistêmico.