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APRESENTAÇÃO

Seja bem-vindo ao estudo do curso de Extensão Universitária As múltiplas Linguagens na Sala de Aula, o qual está disponível para você em ambiente virtual (Educação a Distância).

No Guia do curso, você pôde ter uma ideia do que vamos discutir, debater e aprender juntos. Já nesta parte, denominada Caderno de referência de conteúdo, encontraremos o conteúdo das quatro unidades a serem estudadas durante quatro semanas.

Desse modo, vamos refletir sobre o papel e a origem das linguagens inseridas na Educação Formal, apontando algumas tendências e perspectivas da era digital.

Num primeiro momento, abordaremos as linguagens dentro e fora da sala de aula, pesquisando a aprendizagem e a mediação pedagógica a partir da visão da sociedade midiatizada e da Educação por projetos e pesquisa.

Na sequência, analisaremos alguns exemplos das linguagens tomando por referência o cinema, as artes visuais, o teatro os jogos e alguns projetos educativos focando a interdisciplinaridade que os une.

Na Unidade 3, iremos refletir sobre a inserção da literatura, dos gibis, das charges e dos livros na sala de aula, ressaltando como eles podem, simultaneamente, servir para uma aprendizagem rotulada como tradicional e construtivista, alargando, portanto, os contextos, e, sobretudo, possibilitando uma autonomia para atuar como cidadão consciente.

Por fim, na Unidade 4, analisaremos a informática educacional, apresentando alguns exemplos oriundos desse gigante mundo virtual, reconhecendo os nativos e imigrantes da era digital.

A partir da reflexão aqui iniciada, queremos oferecer a você subsídios que o ajude na leitura e aplicação das múltiplas linguagens na sala de aula.

Bons estudos!

ATENÇÃO!

Aceite o desafio de construir uma comunidade interativa, pois, além de significativos ganhos para sua vida pessoal e profissional, essa interação colocará você em consonância com as novas exigências do mundo científico e profissional. Afinal, conhecer é exercer seu direito de cidadania.

Anotações

Anotações

Anotações

AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS:

ORIGENS E TENDÊNCIAS

AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS: ORIGENS E TENDÊNCIAS “Uma educação que liberte o homem eis o que aspiram

“Uma educação que liberte o homem eis o que aspiram os povos do terceiro mundo. E isto supõe uma pedagogia da liberdade que os liberte da dominação da natureza e de outros grupos humanos – de toda espécie de dominação” (CASTRO, 1959, apud RODRIGUES, 2004, p.38).

Carga horária

15 horas EaD – 1ª semana.

Objetivos

Compreender o papel das múltiplas linguagens na Educação.

Reconhecer as linguagens como instrumento de formação e transformação do cidadão.

Analisar a aprendizagem e a mediação pedagógica.

Diferenciar a Educação por projetos e pesquisa.

Conteúdos

As linguagens dentro e fora da sala de aula: origens e tendências.

Aprendizagem e mediação pedagógica.

Espaço Educativo e mídia audiovisual.

Sociedade midiatizada.

Educação por projetos e pesquisa.

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EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

UNIDADE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA (1) Jean-Paul Sartre (1905- 1980). Filósofo, escritor e crítico francês.

(1) Jean-Paul Sartre (1905- 1980). Filósofo, escritor e crítico francês. “Nascido em Paris em 1905, estudou na École Normale Supérieure 1924-1929 e tornou- se professor de filosofia em Le Havre, em 1931. Com a ajuda de uma bolsa do Institut Français ele estudou em Berlim (1932) as filosofias de Edmund Husserl e Martin Heidegger. Depois de ensinar mais em Le Havre, e depois em Laon, ele ensinou no Liceu Pasteur, em Paris 1937- 1939. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, Sartre tem vivido como um escritor independente”. Em 1964 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, mas recusou em recebê-lo (imagem e texto disponíveis em: <http://www. nobelprize.org/nobel_prizes/

literature/laureates/1964/sartre-

bio.html>. Acesso em: 23 maio

2012).

1 INTRODUÇÃO

Para iniciarmos esta unidade de estudo, temos de ter clareza de que as linguagens, as metodologias e as estratégias em sala de aula não cabem em um manual e/ou em qualquer curso que se aventure a tal. Essa reflexão está baseada na constante mudança oriunda da sociedade digital; por isso, temos um grande desafio enquanto educadores que apreendem.

Inicialmente, discutiremos as linguagens dentro e fora da sala de aula, analisando suas origens e tendências. Nortearemos essa reflexão por meio de um diálogo de “mão dupla”, enxergando o processo de aprendizagem e, sobretudo, a mediação pedagógica.

A visão da sociedade midiatizada também será analisada, reconhecendo os avanços e retrocessos impostos com as tecnologias.

Por fim, apresentaremos a Educação por projeto e pesquisa, reconhecendo que o processo educativo no século 21 não pode estar centrado apenas no educador, ele deve ser partilhado, pois o mundo exige esse processo, em que as comunicações fluem e influenciam o imaginário social.

Nesta primeira unidade, portanto, vamos estabelecer e identificar os traços gerais e específicos, ao reconhecermos as múltiplas linguagens no âmbito educativo.

Bons estudos!

2 LINGUAGEM: DEFINIÇÃO, CONCEITOS E TENDÊNCIAS

As diferentes formas de manifestação oral, escrita, gestual entre tantas outras estão inscritas na trajetória da humanidade. A partir dessa premissa, reconhecemos a linguagem como um “Sistema de sinais empregado pelo homem para exprimir e transmitir suas idéias e pensamentos; a expressão do pensamento por meio da palavra; qualquer

meio de exprimir o que se sente ou se pensa [

]”

(FERNANDES, 1993, s.n).

nossa carapaça e nossas

antenas, protege-nos contra os outros e informa-nos a respeito deles, é um prolongamento dos nossos sentidos” (NOBEL PRIZE, 2012). Essas duas conceituações revelam que todas

as manifestações representam nossa inserção no mundo.

Jean Paul Sartre 1 define a linguagem como “[

]

No âmbito brasileiro, Monteiro Lobato, em seu livro Emília no País da Gramática, de 1934, é um visionário no que tange às noções de linguística. Ele tece críticas fecundas aos gramáticos que estão até hoje empregando determinados preconceitos linguísticos, consequentemente sociais (BAGNO, 2006).

uma língua nunca pára. Evolui sempre, isto é,

muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é erro dizermos de modo diferente do que dizem os clássicos” (apud BAGNO, 2006, p. 32).

Lobato (1934) afirma que “[

]

Essa indagação é central para compreendermos a língua enquanto uma dimensão temporal, ou seja, os clássicos de outrora como Pe. Antonio Vieira, Pe. Manuel Bernardes, Frei Luís de Sousa, entre outros, são bons escritores no seu tempo. Hoje, contudo,

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seu tempo. Hoje, contudo, 32 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala de
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merecem atualizações, pois a língua sofreu variações, inúmeras palavras significam uma coisa em Portugal e outra no Brasil. Há, portanto, a necessidade óbvia de adaptação, de migração e mudança histórica.

Nesse contexto, a língua e a linguagem podem trazer situações embaraçosas. Todavia, são dinâmicas, e a partir de junções tal como entre a comunicação e o ensino trazem resultados frutíferos, pois compartilham a vontade de aprender em diferentes momentos e lugares, rompendo com a visão estática. Um exemplo disso é a própria televisão, que estudaremos na próxima unidade, um veículo de comunicação que necessita de renovação de linguagem constante. Imagine a abordagem e os recursos

de um noticiário no início de década de 1970 e no início do século 21, não precisamos nem mencionar os itens tecnológicos, mas a forma como interagem e expõem o contexto

é outro, os dados não são lidos apenas pelos apresentadores, há ligações estatísticas, mapas, imagens, entrevistas, de certo modo, enquanto possibilidade, podemos ter um entendimento mais preciso do ocorrido.

Retomando a ideia das linguagens, temos de fazer outro exercício, já que nos propomos apontar algumas tendências. Primeiramente, retornemos ao histórico do “descobrimento” do Brasil. Temos, sem dúvida, uma história hegemônica contada pelos

colonizadores, e outra pelos povos tradicionais – dos indígenas - as quais se contrapõem

e se entrecruzam, principalmente no que tange às mercadorias tão cobiçadas pelos colonizadores e à apropriação e expansão territorial.

A partir desse cenário, algumas indagações são nítidas:

Como os colonizadores e indígenas se comunicavam?

Como esse choque de identidade foi resolvido?

Quais percepções visuais ambos tiveram?

Mediante esse panorama, temos clareza de que ambos se comunicavam utilizando múltiplos recursos, baseados na audição (ruídos e fala), no olfato e, sobretudo, na visão, por meio do estranhamento de ambos e, evidentemente, pelo conflito imposto, dentre eles a dominação e o extermínio de povos indígenas contrários à ocupação estrangeira – do branco, ou seja, do não índio. As grandes navegações portuguesas e, de certo modo, europeia como um todo, estavam abertas para se comunicarem impondo e quebrando regras locais e globais.

Esses recursos oriundos da linguagem não escrita estão presentes em diferentes momentos da história. No filme A Guerra do Fogo, dirigido por Jean Jacques Annaud em 1981, nos é apresentada uma linguagem especial, anterior à linguagem universal, tendo forte apelo à linguagem corporal na pré-história.

Na Figura 1, é possível verificarmos o olhar fixado dos hominídeos e as armas em punho para eventuais combates.

dos hominídeos e as armas em punho para eventuais combates. CRC • • • © As

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UNIDADE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Figura 1 Cena do Filme a Guerra do fogo – 1981 . Esses

Figura 1 Cena do Filme a Guerra do fogo – 1981.

Esses apontamentos revelam como as competências e habilidades tão faladas

hodiernamente foram utilizadas em outros contextos, com outros objetivos, dentre eles

o de construir o autoconhecimento do indivíduo, inserindo-o em uma dada sociedade.

Por isso, mais que conceitos, temos alguns paradigmas que regem a construção do conhecimento. Desde o nascimento, estamos apreendendo e ensinando algo diferente, e, por vezes, inovando o ponto de vista cultural.

Nesse momento histórico, podemos afirmar o seguinte:

] [

é mais o mesmo, o ouvinte não é mais o mesmo. Nem a nossa tia que não usa internet é mais a mesma. Porque ela sabe que tem um sobrinho que pode descobrir onde ela pode comprar um liquidificador mais barato, na internet. Então, aquele mundo da passividade, da fonte única de informação, acabou (TAS, 2011, p. 115).

o cara da carteira não é mais o mesmo, assim como o telespectador não

Cabe, portanto, ao professor ouvir. Porque o professor, assim como um apresentador de televisão, só falava – o da poltrona, não ouvia ninguém. Isto acabou definitivamente; não há o “sabe-tudo”, se é que ele existiu um dia. Hoje o consumidor tem mais acesso às informações de um produto, um paciente sabe as possíveis causas de uma doença e de seu tratamento, podendo, inclusive, questionar publicamente e exigir mais informações técnicas, por exemplo.

Nesse contexto dualista e contraditório, não se exclui o professor, o jornalista,

o médico entre tantos profissionais; eles são essenciais para auxiliar/nortear essas

informações, transformando-as em conhecimento conforme os estudos de Antunes (2003).

3 AS LINGUAGENS DENTRO E FORA DA SALA DE AULA

Napolitano (1998) afirma que o uso frequente do termo novas linguagens serve não só para motivar os alunos, mas também para suprir ou atualizar a concepção de documentos escritos. Nesse contexto, cabe ao professor fazer as reflexões sobre a importância de lidar com esses recursos enquanto potencial para o ensino e pesquisa, não desvalorizando outros conteúdos e a didática ao ensiná-los. Por isso, temos de encarar o

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isso, temos de encarar o 34 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala
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desafio da televisão enquanto imagens em movimento, procurando enxergar as amarguras desta e a alienação pré-existente.

Marcondes, Menezes e Toshimitsu (2010) trazem reflexões importantes sobre como usar outras linguagens na sala de aula. As autoras, a partir de suas práticas cotidianas na Educação Básica, apresentam reflexões significativas ao incorporar elementos formais e não formais da aprendizagem.

Kenski (2003) propõe uma linguagem da sedução, marcada pelo mundo da comunicação – revista, rádio, TV, cinema etc. Para ela,

As interações feitas com as comunicações midiatizadas abrem os horizontes do pensamento, criam fantasias, envolvem e seduzem emocionalmente. A mixagem entre imagens, movimentos, cores e textos provocativos mobiliza sentimentos e pensamentos criativos. Transmite novas formas de linguagem

em que estão presentes o pensar e o sentir. Cultura audiovisual que dá origem

a uma nova linguagem, assumida pela sociedade contemporânea. Linguagem

presente nas salas de aula – com ou sem uso de equipamentos e tecnologias midiáticos – e que contribuiu para o aparecimento no trabalho didático [ ] (KENSKI, 2003, p. 59).

A linguagem ora analisada possui um potencial didático mesmo fora da sala

de aula. A comunicação, principalmente a audiovisual, consegue organizar e disseminar muitas informações e conhecimentos específicos e gerais, os quais podem se tornar fontes essenciais para aprimoramento interdisciplinar do cidadão, e, por outro lado, servir de instrumento para disciplinas isoladas no âmbito da Educação Básica.

A linguagem audiovisual, abordada como linguagem da sedução por Kenski

(2003), remete à linguagem falada, à linguagem escrita e, mais recentemente, à

linguagem digital.

A

linguagem falada é definida como:

[

]

a forma mais antiga e a mais utilizada pelos homens em todos os tempos

para apreensão e uso dos conhecimentos. Por meio dela estabelecem- se diálogos, conversas, transmitem-se informações, avisos e notícias. É a

linguagem básica dos meios de comunicação mais populares: rádio e televisão.

também a forma de apresentação e de ensino mais utilizado: a exposição oral (KENSKI, 2003, p. 34).

É

a linguagem escrita,

] [

determinado espaço onde praticam a agricultura. A previsibilidade da plantação

e da colheita interferem na criação de suportes para a escrita. Segundo Lévy

(1993, p. 88), a própria origem da palavra “página” viria de pagus, o campo arado e preparado para o plantio (KENSKI, 2003, p. 35).

surge em um outro momento da civilização, quando os homens ocupam um

A linguagem digital, por sua vez, representa formas de apropriação do conhecimento no espaço das novas tecnologias da comunicação e, sobretudo, da informação (KENSKI, 2003).

Esse breve movimento para entender a origem e os desdobramentos da linguagem enquanto instrumento teórico e pedagógico dentro e fora das salas de aula permite uma educação libertadora, ao incluir todos os interessados, e radical, ao quebrar paradigmas da escola tradicional.

Um exemplo eficaz dessa quebra de paradigmas é a alfabetização em libras, os programas computacionais e as redes de capacitações que se utilizam do visual,

e as redes de capacitações que se utilizam do visual, CRC • • • © As

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do gestual, entre outros meios, para transmitir mensagens às pessoas portadoras de necessidades especiais. Esses meios destacam, portanto, o papel das múltiplas linguagens como recurso e didática funcionais.

Observe, na Figura 2, como é representado o Alfabeto em Libras:

na Figura 2, como é representado o Alfabeto em Libras: Figura 2 Alfabeto em Libras .

Figura 2 Alfabeto em Libras.

A utilização do Alfabeto em Libras, e até mesmo da Língua Brasileira de Sinais, já está sendo aplicada em todos os cursos de Licenciaturas, ou seja, aqueles que formam docentes para Educação Básica. Trata-se de uma conquista significativa do bojo da inclusão.

Temos, ainda, outros exemplos da linguagem visual, reconhecidos e estudados pela semiótica – ótica dos sinais - como as placas de sinalização de trânsito, as notas musicais, os símbolos e adereços das religiões, a ilusão de ótica, os ideogramas etc. Esses exemplos remetem à comunicação verbal e não verbal, portanto, lida com as diferentes formas com que aprendemos e, sobretudo, nos relacionamos com o mundo exterior.

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com o mundo exterior. 36 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala de
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4 APRENDIZAGEM E MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA

Dentro da relação ensino-aprendizagem contemporânea, devemos citar as principais teorias da aprendizagem que não permitem que o professor seja meramente um transmissor de informações, mas uma ponte que media, ao aluno e à sociedade, a difícil tarefa de integrar o aprendizado à prática social.

Vejamos essas teorias no Quadro 1:

Quadro 1 Abordagens das teorias da aprendizagem.

 

CONCEITO DE

PAPEL DO

 

ABORDAGEM

APRENDIZAGEM

PROFESSOR

TEÓRICOS

   

Motivar o aluno com

 

Comportamentalista

Mudança de

comportamento.

estímulos e reforços

planejados.

Burrhus Skinnner e

Robert Gagné.

 

Processo interno

   

Cognitivista

de construção do

indivíduo.

Orientar criando

situações-problema.

Jean Piaget.

 

Processo influenciado

   

Sócio-construtivista

pelas estruturas

cognitivas,

comprometido com a

cultura e os processos

sociais em que ela é

produzida.

Mediar oferecendo

oportunidades para

que o aluno construa

novos conceitos a

partir do contexto

social.

Lev Vygotsky.

Fonte: Carvalho (2003 apud CARVALHO, 2007, p. 35).

Na abordagem de Vygotsk (1998 apud CARVALHO, 2007), os processos de desenvolvimento e aprendizagem caminham independentes. O contato com determinado assunto abordado na escola, as influências e as experiências já vivenciadas sobre ele permitem que os ciclos de desenvolvimento se reproduzam e a capacidade de interação com o aprendiz se torna mais viável com modificações que facilitam o aprendizado. Vale ressaltar o uso da televisão e o cinema na sala de aula como um complemento no aprendizado sem a interferência direta do professor na análise crítica da mensagem. Dentro desta percepção, temos a interação direta que aumenta a predisposição ao aprender, seja ela de forma direta ou mediada, que possibilita ao aprendiz interpretar e criar respostas aos estímulos fornecidos.

Para entendermos melhor, Carvalho (2007, p. 40-41) complementa que:

] [

comunicação. Se há recepção, houve uma mediação. Já a “mediação pedagógica” é a ação docente que ocorre quando o professor organiza e desenvolve o trabalho pedagógico. É importante notar que a mera transposição de conteúdos (por exemplo, transportar um trecho de programa televisivo para a sala de aula, sem adequação ao objetivo pedagógico da mesma) não é o objetivo da mediação pedagógica [

“mediação” refere-se a todo elemento que interfira no processo de

Diversas características são descritas para definir um professor que deseja ser um mediador pedagógico, são elas:

a) assume que o aluno é o centro do processo de ensino-aprendizagem, definindo e planejando suas ações pedagógicas com base no aluno;

b) atua em conjunto com o aluno em uma relação de confiança;

c) considera o aluno na sua idade real;

de confiança; c) considera o aluno na sua idade real; CRC • • • © As

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d) domina profundamente sua área de conhecimento e demonstra competência e atualização quanto aos assuntos da área que leciona;

e) está alerta para buscar soluções novas com os alunos e tem consciência da individualidade de cada um deles;

f) encontra-se disponível para o diálogo;

g) percebe que sua relação com o aluno é uma relação entre seres humanos, ou seja, de subjetividade e de individualidade (MASETTO, 2000 apud CARVALHO, 2007, p. 41).

A atitude do professor em articular esta interação aprendiz e aprendizado é

uma vertente motivadora para o discurso pedagógico que amplia a utilização dos meios e tecnologias da comunicação na sala de aula e oferece diversas possibilidades de aprender/ ensinar com as linguagens não textuais. Enfim, permite que a comunicação seja utilizada na melhoria da aprendizagem e no desenvolvimento do aluno. Esses espaços educativos vivenciam um momento muito peculiar com a junção dos meios audiovisuais e das redes sociais “instantâneas” na internet.

A visão da aprendizagem colaborativa, ou seja, aquela que educadores e

educandos estão abertos a novas experiências partilhadas, resulta em um conhecimento

como uma construção social e, por isso, segundo Kenski (2003, p. 127), “[

educativo é favorecido pela participação social, em ambientes que propiciem a interação, a colaboração e a avaliação. Pretende-se que os ambientes de aprendizagem colaborativos sejam ricos em possibilidades e propiciem o crescimento do grupo”.

] o processo

No Quadro 2, é possível analisarmos algumas habilidades docentes para o trabalho com as novas tecnologias, as quais requerem estágios e habilidades. Acompanhe.

Quadro 2 Habilidades docentes para o trabalho com as novas tecnologias.

ESTÁGIO

   

DESENVOLVIMENTO

HABILIDADE

 

DESCRIÇÃO

PROFISSIONAL DESEJÁVEL

 

O

professor tenta dominar a tecnologia

Nenhum

Entrada

e

o novo ambiente de aprendizagem,

mas não tem a experiência necessária.

 

O

professor realiza treinamento bem–

30 horas

Adoção

sucedido e domina o uso básico da

tecnologia.

 

O

professor sai do uso básico para

+

45 horas de treinamento; 3 meses

descobrir uma variedade de aplicações

de experiência e apoio técnico

Adaptação

para o uso da tecnologia. O professor

permanente e imediato.

tem conhecimento operacional do

 

hardware e pode detectar falhas

básicas do equipamento.

 

O

professor tem domínio sobre a

+

60 horas de treinamento; 2 anos

tecnologia e pode usá-la para alcançar

de experiência e apoio técnico

vários objetivos instrucionais ou para

permanente e imediato

Apropriação

gerenciar a sala de aula. O professor

tem boa noção do hardware e das

redes.

 

O

professor desenvolve novas

+

80 horas de treinamento; 4-5

Invenção

habilidades de ensino e utiliza

anos de experiência; apoio técnico

tecnologia como uma ferramenta

permanente e imediato.

 

flexível.

Fonte: Benton (1996 apud KENSKI, 2003, p. 79).

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apud KENSKI, 2003, p. 79). 38 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala
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A proposta do Quadro 3 e do estudo em si é oriunda de pesquisas da Universidade

de Évora (Portugal), onde os pesquisadores apresentam as principais diferenças entre a aprendizagem tradicional e a aprendizagem colaborativa, ressaltando, ainda, que não

há modelos para educadores. No entanto, esses devem utilizar das teorias existentes adaptando-as ao contexto local, que em tempos de globalização não estará isolado.

Quadro 3 Máximas sobre a aprendizagem tradicional e colaborativa.

MÁXIMAS SOBRE APRENDIZAGEM

MÁXIMAS SOBRE APRENDIZAGEM

TRADICIONAL

COLABORATIVA

Sala de aula

Ambiente de aprendizagem

Professor – autoridade

Professor – orientador

Centrada no professor

Centrada no aluno

Aluno - “Uma garrafa a encher”

Aluno – “Uma lâmpada a iluminar”

Reativa, passiva

Proativa, investigativa

Ênfase no produto

Ênfase no processo

Aprendizagem em solidão

Aprendizagem em grupo

Memorização

Transformação

Fonte: Minerva (s/d apud KENSKI, 2003, p. 127).

As máximas identificadas pelos pesquisadores da Évora revelam que a sala de aula não é a mesma, nem os alunos, os espaços e os ambientes de aprendizagem são os mesmos. Por isso, podemos afirmar que não existe uma única forma de ensinar e aprender. Daí fica a indagação: o que é possível saber sobre a aprendizagem?

Antunes (2002, p. 15) apresenta alguns caminhos sobre as formas e estratégias para a aprendizagem, ao afirmar que:

Ainda não sabemos todos os processos usados pela mente para aprender, mas sabemos que existem alguns. A maneira como uma criança “aprende”

a engatinhar não é exatamente a mesma como, mais tarde, aprende a lidar

com suas emoções ou a usar o computador. Entretanto, não há dúvida de que existem diferentes processos de aprendizagem e de que é importante que todo professor conheça-os bem. Distancia-se de perfil de hoje o professor apenas preocupado com os fundamentos e os conteúdos da disciplina que leciona; conhecê-los, evidentemente, é importantíssimo, mas compreender a maneira como a mente opera o conhecimento e assimila-o é primordial.

Como observamos, a passagem anterior está marcada por distinguir os processos de aprendizagem, os quais, em grande parte, cabem aos educadores conhecê- los e utilizá-los no pleno desenvolvimento dos educandos. Nesse sentido, a aprendizagem é entendida como uma mudança relativamente permanente no comportamento que resulta da experiência. O exemplo clássico é a criança que, ao nascer, aprende a chorar, gemer, fazer ruídos etc.

Outra indagação de Antunes refere-se às novas maneiras de aprender. Para ele:

É evidente que existem maneiras de aprender e que, se desenvolvidas em sala

de aula para alunos de qualquer nível, independentemente dos conteúdos que se expõe, podem constituir-se em uma aprendizagem agradável, interessante

e o que é mais importante, significativa e capaz de se mostrar autônoma

permitindo ao aluno o uso desses saberes para a conquista de muitos outros (ANTUNES, 2002, p. 33).

para a conquista de muitos outros (ANTUNES, 2002, p. 33). A busca pela autonomia está em

A busca pela autonomia está em consonância com o prazer em aprender e utilizar

aquilo que se aprende, ou, pelo menos, mostrar os sentidos, os porquês, formulando novas dúvidas e, consequentemente, novas buscas, as quais não cabem ao educador

INFORMAÇÃO:

Sugerimos que você pesquise os Estilos de Aprendizagem propostos por Howard Garden, identificados como: físico (indivíduo que usa muito a expressão corporal); interpessoal (indivíduo extrovertido); intrapessoal (indivíduo introspectivo/tímido); linguístico ou verbal (aquele que se expressa melhor por meio das palavras); matemático (o que usa mais o pensamento/ raciocínio lógico); musical (se interessa mais por sons e músicas); visual (aquele que explora mais o aspecto visual das coisas).

(aquele que explora mais o aspecto visual das coisas). CRC • • • © As Múltiplas

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respondê-las, visto que a perspectiva da aprendizagem colaborativa – impulsionada pelas ferramentas digitais como, por exemplo, a internet - responde muitas delas.

Por isso, os alunos precisam aprender a perguntar e a perguntar-se e, sobretudo, buscar; daí a intencionalidade de uma educação pela pesquisa e por projetos, nas quais os “porquês” não morrem aos seis anos de idade – fase em que a criança constrói com mais empenho e estímulo, trata-se das generalizações educacionais (ANTUNES, 2002). Outro educador famoso nesse debate, Rubem Alves, também teoriza e romantiza tal processo de busca da criança, salientando que a leitura e os espaços educativos devem ser construídos de acordo com as escolhas próprias dos indivíduos, por amor e ética com a aprendizagem e a vida.

A partir desse cenário, podemos afirmar que o brilho da busca é essencial, fazendo com que os professores se livrem da condição de proprietários de respostas e descubra que temos aliados na formação dos educandos, norteados, principalmente, pela era da informação que, contraditoriamente, não é sinônimo de aprendizagem. Por isso,

Hoje em dia, em face da banalização da informação, da revolução digital, da nova política, da nova economia e dos desequilíbrios familiares cada vez mais preocupantes, solicita-se aos professores que façam dos conteúdos convencionais de suas disciplinas ferramentas ou instrumentos que, ao qualificarem também para a vida, despertem capacidades e competências, a fim de estimular em sala de aula todas as inteligências de seus alunos (ANTUNES, 2002, p. 47, grifo do autor).

Temos, então, que ensinar ou despertar?

Muitos dicionários informam que “ensinar” significa instruir, educar, adestrar, castigar (ANTUNES, 2002). Por isso, temos que pensar outras capacidades, as capacidades motoras, emocionais e, sobretudo, cognitivas.

Nesse contexto, fica a pergunta: como ensinar um aluno a aprender?

O primeiro passo parece ser decisivo. O “novo” professor – e existem admiráveis “novos” professores com 60 anos ou mais e outros “velhíssimos” com pouco mais de 20 anos – tem idéias de como o cérebro processa a aprendizagem e faz desse saber uma eficiente capacitação de seus alunos. Mostra-lhe, antes dos conteúdos específicos da sua disciplina, como a mente constrói significados, qual a estrutura que apóia a aprendizagem significativa, diferenciando-a de processos de habitação ou aprendizagem mecânica, mostrando-lhes o uso coerente e eficiente de todas as habilidades operatórias compatíveis com a idade, explicando-lhes como contextualiza elementos do cotidiano nos fatos que relata, abrindo-lhes diferentes linguagens, mostrando-lhes a reversibilidade de se saber através de diferentes ângulos, capacitando-os a pensar. Enfim, antes de atirar o aluno à água, ensina-lhe a nadar (ANTUNES, 2002, p. 78-79).

Existe uma abrangência enorme nesse trecho, que permeia os conteúdos curriculares e as inteligências múltiplas ao aplicar um dado tema sem antes revelar a sua intencionalidade e funcionalidade. Conforme as ideias do autor, temos que, inicialmente, ensinar o aluno a nadar em piscinas, para depois levá-lo ao Oceano. Mesmo que essa ideia hipotética não se confirme na era da informação, temos que saber que o educador tem um papel importantíssimo no cotidiano escolar, é papel dele mostrar alguns caminhos de forma conjunta e colaborativa.

Nesse contexto, apresentamos, a seguir, algumas sugestões para utilização de habilidades linguísticas específicas em qualquer tema ou conteúdo, de qualquer disciplina curricular, desde que adaptadas à estrutura vocabular e à faixa etária dos estudantes.

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UNIDADE 1 EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA SUGESTÕES PARA UTILIZAÇÃO DE HABILIDADES LINGUÍSTICAS 1) Trabalho com a
UNIDADE 1 EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA SUGESTÕES PARA UTILIZAÇÃO DE HABILIDADES LINGUÍSTICAS 1) Trabalho com a

SUGESTÕES PARA UTILIZAÇÃO DE HABILIDADES LINGUÍSTICAS

1)

Trabalho com a língua falada.

2)

Exercícios em hipertexto.

3)

Confecção de cartazes.

4)

Entrevistas.

5)

O uso de gravadores.

6)

Histórias interativas.

7)

Literatura de cordel, “causos” populares e textos teatrais.

8)

Jogos de palavras, jogos do telefone ou trava-língua.

9)

Textos jornalísticos, publicitários e científicos.

10) O uso de debates.

11) Organização de um júri popular.

12) Caça aos erros.

13) Painel aberto sobre temas específicos.

14) Concursos para múltiplas explorações textuais.

15) Invenção do texto didático em novo estilo.

16) Atividade de transcrição.

17) Fantasiando com a verdade.

18) O uso de poesias e paródias.

19) O uso criativo dos dicionários.

20) Reportagens analógicas.

21) Apresentações teatrais.

22) Minijornais falados.

23) Slogans e jingles.

24) Novas incursões pelo universo linguístico.

25) Brincadeiras em sala de aula.

26) Exploração das escritas cooperativas.

27) Relatórios, diários de campo e agendas monitoradas.

28) A inteligência lógico-matemática.

29) Decifração de símbolos abstratos.

30) Problemas relacionados aos temas e conteúdos.

31) Quebra-cabeças, tangrans, jogos do ônibus.

32) Fórmulas que exploram a linguagem matemática.

33) Média que funcionam como ferramentas da compreensão de conteúdos diversos.

34) Utilização das linhas de tempo.

35) Estratégia dos cochichos.

36) Elaboração de mapas conceituais.

37) O uso de material concreto.

38) O uso de novas tecnologias.

O uso de material concreto. 38) O uso de novas tecnologias. CRC • • • ©

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39) Pesquisa sobre medidas ou grandezas.

40) Esportes, matemática e conteúdos escolares.

41) O uso de gráficos.

42) Poemas geométricos.

43) Sobreposição de imagens.

44) Gravações, fotografias digitalizadas, filmagens e colagens.

45) A cartografia.

46) Escalas gráficas e numéricas.

47) Simulações do tipo “caça ao tesouro”.

48) Mensagens cifradas.

49) Vídeos e filmagens.

50) Organização de gincanas.

51) A construção de carimbos.

52) O uso de painéis ou murais.

53) O uso de histórias em quadrinhos.

54) Produção de slides.

55) Maquetes, modelagens e cenários.

56) Atividades musicais.

57) A música como referência cultural.

58) Concursos de trovas e de textos de rappers.

59) Sons transformados em pesquisa.

60) O uso de sucatas.

61) A organização de um coral.

62) Linguagem corporal.

63) Signos e expressões gestuais.

64) Teatralização e representações mímicas.

65) Experiências com danças.

66) Passeio ou excursão pelo campo.

67) Equipe ou clube de ação naturalistas – ambiental (adaptado de ANTUNES, 2002).

naturalistas – ambiental (adaptado de ANTUNES, 2002). Espaço educativo e mídia audiovisual A necessidade do uso

Espaço educativo e mídia audiovisual

de ANTUNES, 2002). Espaço educativo e mídia audiovisual A necessidade do uso dos recursos audiovisuais dentro

A necessidade do uso dos recursos audiovisuais dentro da sala de aula é notória nos dias atuais para auxiliar no trabalho pedagógico e, também, uma constante preocupação dos estudiosos para que não seja somente uma fonte de entretenimento, mas sim resulte em uma educação consistente e responsável.

Segundo Carvalho (2007, p. 63):

Cabe ao professor, diante da situação específica de cada ação pedagógica e do contexto e das condições vivenciadas pelos alunos, construir estratégias eficientes para cada situação, utilizando os meios de comunicação de acordo com os objetivos a serem alcançados, ou seja, é imprescindível que ele seja um mediador pedagógico.

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um mediador pedagógico. 42 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala de Aula
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Nesse sentido, a mediação pedagógica só acontece quando o professor é capaz de compreender a relação dos alunos com os meios de comunicação, quando todos estão envolvidos no processo pedagógico. Além disso, a formação adequada para o uso destas tecnologias é necessária e de grande relevância vista a amplitude da linguagem audiovisual.

A

formação de qualidade dos docentes deve ser vista em um amplo quadro

de

complementação às tradicionais disciplinas pedagógicas e que inclui algum

conhecimento sobre o uso crítico das novas tecnologias de informação e comunicação (não apenas o computador e as redes mas também os demais suportes midiáticos, como o rádio, a televisão, o vídeo etc.) em variadas e diferenciadas atividades de ensino. É preciso que professor saiba utilizar adequadamente, no ensino, essas mídias, para poder melhor explorar suas especificidades e garantir o alcance dos objetivos do ensino oferecido (KENSKI, 2003 apud CARVALHO, 2007, p. 65).

A ação pedagógica integrada com a qualidade da comunicação e com a linguagem didática deve ser prioridade do professor para obter os objetivos educacionais junto ao cenário visível de acesso cada vez mais rápido das informações.

Conforme aponta Soares (2006, p. 96):

O uso das tecnologias informacionais contribui para uma reformulação de

comportamentos, fornecendo bases para revisão de valores, opiniões, formas

e perspectivas de futuro, alterando de modo a aproximar as possibilidades de

cidadania, numa consciência ecológica, integradora, global e de perspectivas questionadoras dos tipos e modos de poder que predominam e sustentam as instituições sociais (SOARES, 2006, p. 96).

Ainda que toda a tecnologia esteja à disposição do professor, há a necessidade do conhecimento profundo do tema, do uso adequado dos equipamentos. Além disso, alguns

preparativos essenciais devem acontecer com antecedência, como o objetivo da aula, a escolha do filme, os métodos adequados ao conteúdo, as características e expectativas prováveis dos alunos frente ao filme, a estrutura de equipamentos e a sua reserva. Enfim,

o importante é adequar os meios aos fins, e não somente inserir a televisão e o cinema

em sala de aula sem propósitos claros e objetivos que permeiem uma reflexão construtiva

dos alunos, pois vivenciamos um período em que a informação se difere de conhecimento. E, nesse momento, o papel do professor é indispensável, pois agora todo mundo tem o conteúdo disponível a hora que quiser em todo lugar.

]

Enfim, o professor deve ser um agente do discernimento – talvez a palavra-chave da era em que vivemos. Discernimento hoje é o ouro em pó” (TAS, 2011, p. 116). Por isso, temos que tomar cuidado com alguns discursos da sociedade midiatizada, tais como o professor já não é necessário, assim como o líder empresarial e o jornalista.

Cabe, portanto, ao professor “[

filtrar, provocar, estimular, causar insights.

5 SOCIEDADE MIDIATIZADA

Na atualidade, muitos são os meios para se chegar ao conhecimento e ao verdadeiro aprendizado. O contato com os mais diversos estímulos podem acontecer antes mesmo de a criança deixar o ambiente interno da mãe, o que ao mesmo tempo

converge para as vivências posteriores. Toda tecnologia disponível ao nosso alcance pode até ser, muitas vezes, desnecessária, mas para muitos é um complemento essencial para

a atualização profissional contínua, tanto qualitativa quanto quantitativamente, visto

contínua, tanto qualitativa quanto quantitativamente, visto CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala

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que grande parte das informações e tecnologias se tornam obsoletas em curto prazo, tecnologias estas que também ampliam a comunicação entre os seres humanos.

Segundo Carvalho (2007, p. 18):

] [

recursos para o registro de informações e dependia da capacidade humana de memorizar dados. Antes da intervenção do fonógrafo, do telefone e do rádio, o alcance da voz era limitado ao potencial físico de cada um. Com o surgimento do cinema e da televisão, o tempo e o espaço foram modificados gerando, inclusive, alterações profundas nas relações dos indivíduos com a sociedade.

Antes da invenção da escrita, a memória humana era um dos únicos

Como toda a gama estrutural que hoje é possível para se transmitir o conhecimento, a mensagem audiovisual é mais uma que, aos poucos, está adentrando as salas de aulas, pois até então ficara excluída deste meio e apenas pertencia ao mundo do lazer e da diversão. Uma mensagem audiovisual pode influenciar, por exemplo, um indivíduo analfabeto que não pode ler um livro, com esse recurso ele obtém as informações por meio do que ouve e observa.

Dentro desta perspectiva surge o questionamento do que é real ou imaginário, realidade ou ficção, perante as mensagens audiovisuais, visto a diversidade de conceitos que lhe são atribuídas. Diante destas mensagens, os indivíduos têm a liberdade de criar suas próprias definições e questionamentos da realidade e, no que se refere ao conceito da televisão e seus programas, ao analisá-los, não existe uma preocupação em criar uma reflexão crítica sobre as informações transmitidas. Já no cinema, a correlação entre as imagens, os sons e as emoções despertadas são diretamente ligadas ao despertar do sentimento, mas sem interferir no intelecto, assim como a música age no interior do indivíduo (CARVALHO, 2007).

Greenfield (1988, p. 34) destaca que:

A característica que distingue a televisão do cinema dos meios de comunicação precedentes é o movimento visual. Tal característica pode auxiliar na

ajuda-a a

lembrar a ação dos fatos que se sucedem na história; pode auxiliar as crianças, na idade correta, a aprender processos, além de contribuir para o ensino

de habilidades físicas. [

relevante para as programações de TV. Devido às suas vantagens, os filmes podem ser utilizados no ensino de processos biológicos ou físicos, sejam de caráter educativo ou ainda documentários. E pelo fato de facilitarem o ensino de habilidades físicas e manuais os filmes podem ser um recurso valioso no ensino de ofícios artesanais, profissões ou esportes.

A tendência a adquirir informação sobre ações é

aprendizagem, pois atrai a atenção das crianças para a tela. [

]

]

Mas é possível definir claramente quais programas televisivos ou filmes são ficções ou realidades?

A resposta vem da história em duas dimensões fundamentais: a realista e

a idealista. O Realismo são as coisas que existem, enquanto o Idealismo se baseia na

relação entre sujeito pensante e objeto pensado, o que demonstra que a distinção entre

a realidade e a ficção dentro dos limites audiovisuais são relativos, visto a capacidade de compreensão e o conceito que são desenvolvidos por um espectador (CARVALHO, 2007).

Conforme aponta Belloni (2001 apud CARVALHO, 2007, p. 22):

] [

as experiências realmente vividas. Ao mundo real incorpora-se o mundo representado. E esta representação tem força real, possui esta subjetividade material conferida pela técnica. As telenovelas, por exemplo, mimetizam a realidade da vida cotidiana, pelo jogo de seus atores, pelo “realismo” de suas

a mídia parece, cada vez mais, substituir com suas imagens fictícias

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com suas imagens fictícias 44 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala de
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performances, buscando provocar no telespectador a sensação de que o mundo

é real é o simples prolongamento daquele que acabamos de ver na telinha.

Acredita-se, portanto, que baseado nas inúmeras possibilidades de compreensão frente à realidade, à representação e à ficção, cada indivíduo reproduz um conceito diferente, baseado em suas vivências na própria sociedade, nas experiências adquiridas em contato com o mundo e com a própria mídia.

Nesse sentido, o importante papel dos meios de comunicação dentro do processo contínuo do aprendizado torna-se uma constante preocupação dos profissionais da área da Educação devido à necessidade de compatibilizar o conteúdo escolar com a realidade vivenciada pelos alunos. A organização do trabalho pedagógico com a utilização da televisão e do cinema é alvo dos pesquisadores com o objetivo de identificar elementos constituintes deste processo que viabilizem a utilização audiovisual de forma a atender a problemática complexa da realidade da sociedade contemporânea.

Baccega (2003 apud CARVALHO, 2007, p. 27) complementa que:

O termo adequado para designar a realidade da escola diante dos meios de

comunicação e das novas tecnologias, parece-nos, é desajustamento. Enquanto a escola continua com sua retórica pedagógica conservadora, ocupando todo o tempo de sala de aula com este discurso, o discurso dos meios de comunicação está presente no âmbito da escola, de maneira clandestina. Não adentram as salas de aula, mas estão nos corredores, nas estradas, nas conversas informais, tanto de professores quanto de alunos. É urgente que esses discursos outros saiam da clandestinidade e passem a constituir parte dos diálogos que deveriam ocorrer em sala de aula.

A utilização da linguagem audiovisual no âmbito pedagógico exige uma

complexidade perante os objetivos dos educadores. Nesse sentido, é fundamental termos clareza sobre os objetivos pretendidos, e, sobretudo, conhecimento sobre a linguagem audiovisual e sua aplicação nos diferentes níveis da educação.

6 EDUCAÇÃO POR PROJETOS E PESQUISA

A Educação por projetos e pesquisa exige uma autonomia de ambos os lados:

professores e alunos aprendendo e construindo juntos um conhecimento relevante socialmente.

Essa reflexão está baseada na ideia de que o mundo não é o mesmo e,

consequentemente, as pessoas não são as mesmas; não pensam e nem agem como se

estivessem no século 19 ou 20. Essa “[

ocorrem transformações em nossa vida cotidiana já nos mostra que estamos diante de uma nova sociedade, uma outra realidade, que nos envolve e nos desafia” (KENSKI, 2006, p. 133).

simples constatação da velocidade em que

]

Os desafios ora mencionados nos levam a outras indagações: repensar os desafios de educar, não apenas do ponto de vista metodológico, pois não se trata de apresentarmos um ou outro enfoque ou visão pedagógica, temos que compreender a educação como processo de formação da competência humana com qualidade e uma política de um conhecimento inovador que propicie uma intervenção ética (DEMO, 2003).

Os pressupostos da educação pela pesquisa, seja na Educação Básica ou Superior, estão norteados, segundo Demo (2003, p. 5), por quatro eixos cruciais:

segundo Demo (2003, p. 5), por quatro eixos cruciais: CRC • • • © As Múltiplas

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- a convicção de que a educação pela pesquisa é a especificidade mais própria da educação escolar e acadêmica.

- o reconhecimento de que o questionamento reconstrutivo com qualidade formal e política é o cerne do processo de pesquisa.

- a necessidade de fazer da pesquisa atitude cotidiana no professor e no aluno.

- e a definição de educação como processo de formação da competência histórica humana.

A leitura desses pressupostos nos remete à competência enquanto desdobramento da cidadania, ou seja, qualidade política da população e competitividade (qualidade formal econômica). Essas duas visões, por vezes antagônicas, conforme salienta Demo (2003), é um sinal de que temos várias visões sobre um mesmo objeto; nesse caso, a finalidade do conhecimento ora favorecendo a grande indústria capitalista, ora fomentando parcialmente a cidadania.

Demo (2003) apresenta vários exemplos no bojo da educação que contextualizam o antagonismo – competência versus competitividade, dentre eles, o que deve e o que não deve ser a Educação. Vejamos a Figura 3, que sintetiza suas elucubrações:

Vejamos a Figura 3, que sintetiza suas elucubrações: Fonte : adaptado de Demo (2003). Figura 3

Fonte: adaptado de Demo (2003).

Figura 3 Educação: o que é e o que não deve ser.

Temos de romper com certas estruturas arcaicas das salas de aulas e, de certo modo, da Educação tradicional. “Não é educativo reforçar a imagem autoritária do professor, indicada pelo púlpito de onde leciona, pelo auditório cativo obrigado a escutá-lo

]” [

(DEMO, 2003, p. 16).

O aluno não deve ser um mero receptáculo, ou seja, aquele que só recebe sem interagir, sem trocar informações, as quais devem se transformar em conhecimento. Por isso, cabe ao professor mediar e orientar de forma permanente o aluno, inserindo-o na realidade e abrindo portas para a pesquisa e projetos, visando à autonomia na resolução de problemas, mediando determinados conflitos e, sobretudo, solucionando-os com os inúmeros saberes curriculares e também com os oriundos do seu cotidiano, leia-se, da Educação não formal, ou seja, todos os saberes fora do âmbito da escola.

Nesse contexto, o diálogo com Costa (2001) é de extrema relevância ao identificar na educação por projetos uma solução para o trabalho interdisciplinar tão falado e pouco executado nas escolas brasileiras.

Para o autor, um excelente projeto educativo deve apresentar os seguintes itens:

- em qual situação devemos intervir?

- quais são os problemas aí existentes?

- a quem interessa o enfrentamento destes problemas?

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destes problemas? 46 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala de Aula Claretiano
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- qual é nosso plano de trabalho para intervir nesta situação?

- quem vai se envolver na execução das ações propostas?

- como nos organizaremos para isto?

- quanto tempo será necessário para o desenvolvimento das ações agendadas?

- como saberemos se estamos atingindo ou não nossos objetivos?

- quem responde pelos resultados positivos e negativos de nossa atuação? (COSTA, 2001, p. 18-19).

Essa intervenção está baseada na educação por projetos, que se trata de uma metodologia integradora de disciplinas e áreas culturais, facilitando a efetivação de atividades e programas interdisciplinares no âmbito da Educação Básica.

Por isso, para efetivarmos uma Educação comprometida, com projetos e programas baseados nesses ideais, temos de refletir sobre o professor-pesquisador, aquele que reconhece e reconstrói um projeto pedagógico próprio, inovando a prática didática ou metodológica, alicerçado por competências em que o aluno constrói simultaneamente e em que o educando é visto como um parceiro na elaboração de espaços e estratégias para a aprendizagem, utilizando-se, para tal, inúmeras linguagens dentro e fora das salas de aulas. Nesse modelo de educação, educadores e educandos são protagonistas do processo educativo na sociedade.

7 CONSIDERAÇÕES

Nesta unidade introdutória, observamos que as múltiplas linguagens não se restringem apenas ao âmbito da sala de aula; pelo contrário, elas são dinâmicas - permeiam a vida do aprendiz.

A partir de um breve resgate teórico e empírico, analisamos as linguagens e

seu papel na Educação. Essa análise é essencial para as próximas unidades, nas quais abordaremos outros temas a partir de estudos dirigidos.

A aprendizagem e a mediação pedagógica, assim como a Educação por projeto

e pesquisa ora analisadas, revelam a potencialidade para educadores e educandos, pois eles não são meros receptáculos; todos querem e podem ser protagonistas da aprendizagem. Portanto, podemos concluir que a educação escolar está inserida nessa nova era informacional, ou mesmo técnica-científica e informacional, em que todos podem ter vez e voz.

Na sequência, estudaremos as artes visuais, cinematográfias e corporais inseridas na sala de aula.

Até lá!

e corporais inseridas na sala de aula. Até lá! CRC • • • © As Múltiplas

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8 AUTOAVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Responda às perguntas a seguir, procurando verificar qual o nível de conhecimento que você pôde chegar com o estudo desta unidade:

1) O que é linguagem? Como ela pode ser compreendida no cotidiano escolar?

2) É possível utilizarmos outras linguagens na sala de aula?

3) Quais

práticos

elementos

teóricos

e

são

identificados

na

sociedade

midiatizada?

4) Como podemos caracterizar a Educação por projetos e pesquisas? Há diferenças e semelhanças entre ambas?

5) Como os projetos educativos podem auxiliar na organização de um trabalho interdisciplinar em sala de aula e, consequentemente, na escola?

9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTUNES, C. Novas maneiras de ensinar, novas formas de aprender. Porto Alegre:

Artmed, 2002.

Como transformar informações em conhecimento. Petrópolis: Vozes, 2003.

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CARVALHO, R. I. B. Universidade midiatizada: o uso da televisão e do cinema na educação superior. Brasília: SENAC, 2007.

COSTA, A. C. G. Educação por projetos: um pequeno guia para o educador. Lagoa Santa:

Takano, 2001.

DEMO, P. Educar pela pesquisa. Campinas: Autores Associados, 2003.

FERNANDES, F. Dicionário brasileiro Globo. São Paulo: Globo, 1993.

GREENFIELD, P. M. O desenvolvimento do raciocínio na era da eletrônica: os efeitos da tv, computadores e videogames. São Paulo: Summus, 1988.

KENSKI, V. M. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2003.

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MARCONDES, B.; MENEZES, G.; TOSHIMITSU, T. Como usar outras linguagens na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.

NAPOLITANO, M. A televisão como documento. In.: BITTERCORT, C. (Org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998.

RODRIGUES, N. (Coord.). Josué de Castro: por um mundo sem fome. Almanaque Histórico. Brasília: Projeto Memória, Mercado Cultural, Fundação Banco do Brasil, Petrobrás, Centro de Estudos e Pesquisas Josué de Castro, 2004.

SOARES, S. G. Educação e comunicação: o ideal de inclusão pelas tecnologias de informação: otimismo exarcebado e lucidez pedagógica. São Paulo: Cortez, 2006.

TAS, M. É rindo que se aprende: uma entrevista a Gilberto Dimenstein. Campinas: Papirus 7 Mares, 2011.

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Papirus 7 Mares, 2011. 48 CRC • • • © As Múltiplas Linguagens na Sala de
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1 0 E-REFERÊNCIAS

Lista de Figuras

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guerre-du-feu-1981-1324-1575846381.jpg>. Acesso em: 24 abr. 2012.

Figura 2 - Alfabeto em Libras. Disponível em: <http://www.hagah.com.br/rbs/ image/10408298.jpg>. Acesso em: 24 abr. 2012.

Site pesquisado

NOBEL PRIZE. The Nobel Prize in Literature 1964. Jean-Paul Sartre. Disponível em:

<http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1964/sartre-bio.html>.

Acesso em: 6 maio 2012.

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