Comunicação e linguagem Manual do professor Capítulo 8

Capítulo 8 – Palestra, debate e diálogo formal
Respostas das atividades (p. 239-241)
No fim deste Capítulo 8, sugerimos a execução de duas atividades em equipe: uma exposição
oral e um debate. Embora, evidentemente, não haja respostas exatas para essas tarefas,
sugerimos que seja realizada uma avaliação coletiva ao final delas. Ver a esse respeito os
procedimentos de avaliação sugeridos nos próprios enunciados.

Orientações e sugestões para o trabalho em sala de aula
Tempo sugerido para a abordagem deste capítulo – 2 a 3 aulas.

Objetivos de aprendizagem 1 e 2 – Diferenciar exposição oral e debate. Identificar as etapas
de uma exposição oral.

Para preservar a organização lógica dos conteúdos, dedicamos a quarta e última parte
do livro ao estudo da comunicação oral. Nada impede, porém, que o professor antecipe a
abordagem a esse tópico, conforme as necessidades e interesses de seus alunos. As atividades
sugeridas ao fim do capítulo podem, do mesmo modo, ser substituídas por outras mais
próximas da realidade da turma – talvez eles precisem, por exemplo, preparar-se para um
seminário exigido por outra disciplina, e as orientações deste capítulo possam então ser
direcionadas ao evento.

Seja como for, o ideal é que a condução da aula seja essencialmente prática. Se possível,
seria interessante exibir à classe alguns exemplos de exposição oral para que os alunos
observem, em situações concretas, os aspectos mencionados na teoria.

Você pode, por exemplo, exibir à classe os primeiros dez minutos deste vídeo disponível
no YouTube: <www.youtube.com/watch?v=__D6Fs7ZTEY> (acesso em 25 out. 2013). Trata-se
de uma conferência ministrada em 2009 pelo conhecido filósofo Mário Sérgio Cortella no VIII
Congresso Brasileiro de Psicopedagogia. Antes da exibição, você pode passar o seguinte roteiro
de análise aos alunos, para que eles respondam às questões enquanto assistem:

EXPOSIÇÃO ORAL – ROTEIRO DE ANÁLISE
Ponto a ser observado Resposta
A etapa de abertura transcorre tal como Sim. As organizadoras do evento apresentam
descrito no Capítulo 8 (p. 228, slide 10)? o professor Cortella e este cumprimenta o
público.
A etapa de introdução transcorre tal como Não. O professor apenas informa o título da
descrito no Capítulo 8 (p. 228, slide 10)? palestra (“A emergência de múltiplos
paradigmas: novos tempos, novas atitudes”)
e quanto tempo ela durará, mas não indica
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quais informações apresentará nem em que
ordem. Ou seja, ele não apresenta um “plano
geral da exposição”, tal como descrito no
Capítulo 8.
Descreva a postura corporal do professor O professor caminha quase o tempo todo
Cortella durante a exposição. Ela lhe parece pela frente da sala. Mantém a coluna ereta e
adequada? move-se com segurança e desenvoltura.
Ainda que às vezes abaixe os olhos, trava
contato visual constante com o público.
Também percebemos que ele alterna a
posição das mãos: ora é a esquerda que
segura o microfone, ora é a direita, ora a mão
livre está no bolso do paletó, ora fica solta ao
lado do corpo.
A segunda parte da resposta (“Ela lhe parece
adequada?”) é pessoal, mas você pode
comentar com os alunos que manter-se em
movimento durante a exposição, sem
exageros, como faz Cortella, ajuda a prender
a atenção do público.
O professor usa gestos para acompanhar suas Sim, o professor Cortella usa gestos para
palavras? Dê exemplos. enfatizar algumas de suas ideias. Em 6:35,
por exemplo, ele se curva para demonstrar a
ideia de subserviência. Em 8:44, ele faz um
gesto de “rebaixamento” para enfatizar a
palavra “apequenemos”. Em 8:57, ele coloca
a mão em concha para enfatizar a palavra
“cuidado” e, em seguida, faz um gesto de
quem está contando para acompanhar os
itens que enumera.
Com que finalidade o professor usa pausas e Ele usa pausas e repetições para prender a
repetições em sua exposição? Dê exemplos. atenção do público e, ao mesmo tempo,
marcar determinadas relações entre as
ideias. Por exemplo, em 6:30, após falar pela
primeira vez a palavra “humildade”, ele faz
uma pausa como se estivesse prevendo uma
reação de espanto ou rejeição do público.
Logo em seguida, repete a palavra para
ratificar seu pensamento – é como se ele
dissesse: “É isto mesmo que quero dizer:
humildade”.
Já em 6:50, após dar uma definição inicial do
conceito de humildade, ele faz uma pausa e,
em seguida, diz uma frase que sintetiza a
importância dessa atitude para o educador.
Portanto, a pausa funciona aí como uma
expressão conclusiva – algo como “Em
resumo...”, “Enfim...”.
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Por seu estilo e pela própria natureza dos temas que aborda, o professor Mário Sérgio
Cortella não utiliza em suas palestras materiais de apoio, como apresentações eletrônicas. Se
quiser, você pode mostrar à classe exemplos de exposições em que esses materiais são
empregados, para que os alunos comparem as dinâmicas. Nesse sentido, o documentário
Uma verdade inconveniente (Estados Unidos, 2006, direção de Davis Guggenheim), que
mostra trechos de palestras sobre o aquecimento global ministradas pelo ex-vice-presidente
norte-americano Al Gore, pode fornecer bons exemplos.

Se achar conveniente você pode, é claro, escolher vídeos mais adequados ao perfil de
sua turma. No site da organização sem fins lucrativos TED – Technology, Entertainment,
Design (www.ted.com), podem ser encontradas exposições orais de temas e estilos
diversificados. Abrindo a aba “Translations”, é possível selecionar “Portuguese, Brazilian” e
acessar vídeos legendados em nosso idioma.

Outra opção de dinâmica para esta aula é dividir a turma em grandes grupos e pedir
que: 1) cada grupo selecione uma exposição oral em vídeo; 2) analise esse vídeo com base em
questões semelhantes às propostas no roteiro acima; e 3) apresente os resultados aos outros
grupos.

Além de realizar esse exercício de observação e análise de exposições orais, é
importante que os alunos compreendam a importância de preparar-se adequadamente antes
de eventos desse gênero. Para tanto convém examinar com eles, em detalhes, os tópicos
“Planejamento” e “Ensaio” (p. 227-232, slides 7 a 17).

Objetivo de aprendizagem 3 – Mencionar as particularidades da preparação para um debate.

Com a emergência das novas formas de interação, como as redes sociais e os espaços
para comentários em blogs e sites da imprensa, os jovens estão acostumados a emitir opiniões
a respeito dos mais diversos temas. Não estão familiarizados, porém, com o debate público
regrado, uma situação em que pessoas de pontos de vista diferentes argumentam face a face,
tendo de articular suas ideias e de respeitar certas regras, como o tempo destinado a cada
participante e a possibilidade de réplica.

Por isso insistimos na importância de realizar um debate público regrado em sala de
aula, seja com base na proposta da p. 240, seja com base em outra proposta à sua escolha.
Uma opção interessante seria convidar quatro ou seis alunos para debater um tema polêmico
do momento. Eles deveriam informar-se com antecedência sobre ele e preparar-se
adequadamente, conforme indicado nas p. 235-236 (slides 20 e 21). Após o debate, que
ocorreria em sala tendo o próprio professor como moderador, o restante da classe poderia
produzir individualmente um texto argumentativo – um artigo de opinião, por exemplo – que
seria encaminhado para possível publicação em veículos da imprensa que aceitam
contribuição dos leitores (a maioria dos jornais aceita, mas evidentemente apenas alguns dos
textos enviados pelos leitores são selecionados).
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Objetivo de aprendizagem 4 – Explicar as duas “lições de casa” que o candidato deve fazer
antes de uma entrevista de emprego.

Se a instituição onde você leciona conta com serviços de orientação profissional, seria
interessante convidar o especialista responsável por essa área para falar à turma durante a
aula. Ele poderia complementar as orientações dadas pelo livro ou até mesmo simular uma
entrevista de emprego com alguns estudantes.

Uma opção divertida de dinâmica é pedir aos estudantes que se reúnam em grupos e
montem “antientrevistas” para apresentar aos colegas. Nessas apresentações, semelhantes a
breves esquetes humorísticos, eles devem mostrar tudo que NÃO se deve fazer durante uma
entrevista de emprego.

Bibliografia complementar
DOLZ, Joaquim et al. A exposição oral. In: ______; SCHNEUWLY, Bernard (Org.). Gêneros orais e
escritos na escola. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas (SP): Mercado de
Letras, 2004.

DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, Bernard; PIETRO, Jean-François de. Relato da elaboração de uma
sequência: o debate público. In: _____; ______ (Org.). Gêneros orais e escritos na escola.
Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas (SP): Mercado de Letras, 2004.

http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/

http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/

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