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Ferramentas de Instalação

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Ferramentas de Instalação 4 Agora, que você domina conhecimentos a respeito dos fundamentos e funcionalidades do

Agora, que você domina conhecimentos a respeito dos fundamentos e funcionalidades do hardware, aprenderá a de nir as características e o uso das ferramentas de instalação, conceitos que ajudarão a consolidar o seu entendimento sobre este campo.

Ao entender quais equipamentos você deve usar para a instalação de componentes, como os diferentes tipos de chave, e quais o ajudam a fazer um trabalho de qualidade, como os ma- teriais de limpeza, deixarão você apto a competir no mercado.

Este capítulo lhe fornecerá subsídios para:

a) de nir as diferentes chaves e seu uso;

b) listar os diferentes tipos de parafuso;

c) discutir o conceito de parafusadeira e seus cuidados no uso;

d) de nir os diferentes tipos de alicates e seu uso;

e) de nir os diferentes tipos de pinças e seu uso;

f) usar as ferramentas de limpeza;

g) de nir os equipamento contra descarga eletrostática;

h) usar a pasta térmica;

i) de nir características e uso do testador de cabos de LAN;

j) de nir características e uso do ferro e estação de solda;

k) montar um kit de equipamentos.

Estude e aprenda estes conceitos e procedimentos que, certamente, o tornarão um excelen- te pro ssional.

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TERMINOLOGIA DE HARDWARE, SOFTWARE E REDES

4.1 AS DIFERENTES CHAVES E SEU USO: FENDA, PHILIPS, ALLEN, TORX, POSIDRIV E ROBERTSON

Depois que você detectar o problema no seu computador, é hora de colocar as mãos na massa! Vamos aprender neste tópico quais ferramentas você não pode esquecer para consertar um computador. Faremos com que você esteja correta- mente equipado e preparado para qualquer surpresa que possa surgir.

CHAVES DE TODOS OS TIPOS

Você já abriu um computador? Se já abriu, sabe aonde queremos chegar. E se nunca abriu, podemos adiantar que parafusos são muito comuns por lá. Existem parafusos de todos os tipos e tamanhos e, quanto mais tipos, mais chaves serão necessárias para afrouxá-los ou apertá-los.

Estas chaves são facilmente encontradas no mercado, pois são utilizadas na computação e além disto na construção civil, o cinas mecânicas, serviços elétri- cos e muitas outras pro ssões populares no nosso país. Porém, existem algumas diferenças básicas entre elas que não as tornam especiais, mas sim especí cas para o m ao qual se destinam.

Como o nosso foco é a informática, vamos entender um pouco mais sobre os tipos de chaves mais comuns utilizadas em um computador.

O modelo de chave mais utilizado na manutenção de computadores tem sua ponta em forma de estrela e é conhecido como chave Philips. Você encontrará facilmente esta peça, pois é muito comum em diversos equipamentos. É ideal que você tenha vários tamanhos dela, desde as mais nas até as médias, pois um computador não possui peças de grande porte (BRICOLAGEM, 2008).

Thiago Rocha (2012)
Thiago Rocha (2012)

Figura 89 - Jogo de Chave Philips

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Outro modelo muito comum é a chave de fenda para parafusos que tem a ca- beça em forma de fenda, ou seja, apenas um corte para encaixe da chave. Assim como a Philips, é ideal que você tenha alguns exemplares de tamanhos diferen- tes, permitindo tratar cenários diferenciados.

Thiago Rocha (2012)
Thiago Rocha (2012)

Figura 90 - Chave de Fenda

Mais tarde surge a chave Pozidriv, uma evolução da chave Philips que inclui uma pequena alteração do formato, mas diminuiu o escape da chave e permite maior torque na remoção e apertos de parafusos.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 91 - Chave Pozidriv

Outros tipos de chaves também são necessárias para a montagem dos com- ponentes de um gabinete. Uma delas tem formato hexagonal e sua chave é um pouco diferente, pois encobre toda a cabeça do parafuso para possibilitar seu ajuste, conhecida como chave canhão. Você também deve ter a chave canhão em diversos tamanhos.

Belzer (2012)
Belzer (2012)

Figura 92 - Chave Canhão

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A chave Torx possui um desenho hexagonal em forma de estrela. Ela é mais

precisa e normalmente mais resistente que a chave Phillips. Os parafusos da cha-

ve Torx são comuns nos discos rígidos e notebooks.

Stanley (2012)
Stanley (2012)

Figura 93 - Chave Torx

A chave Allen tem formato em L com conexão hexagonal. Ela possui diversas

espessuras e geralmente é utilizada em impressoras e placas especializadas.

Vonder (2012)
Vonder (2012)

Figura 94 - Chave Allen

Já a chave Robertson possui conexão em ponta quadrada, garantindo o tor- que e di cultando o escape. Seu tamanho é facilmente identi cado pelas cores dos cabo. É pouco empregada na informática, mas pode ser útil.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 95 - Chave Robertson

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Além desses modelos, existem diversos outros. Vale a pena citar em especial as chaves tri-wing, torq-set e spanner.

TECNOKEY (2012) Turnigy (2012)
TECNOKEY (2012)
Turnigy (2012)

Figura 96 -

Chaves tri-wing, torq-set

FIQUE ALERTA Existem no mercado chaves imantadas que possuem uma camada de ímã na ponta

FIQUE

ALERTA

Existem no mercado chaves imantadas que possuem uma camada de ímã na ponta para evitar que os para- fusos caiam dentro do gabinete, mas devem ser usadas com cuidado. Alguns componentes não devem ser ma- nipulados com esse tipo de chave.

Como você pôde veri car, as chaves são essenciais no seu kit de ferramentas. Um bom técnico de manutenção de computadores deve estar munido desses utensílios para evitar qualquer imprevisto ou atraso no serviço prestado e para não comprometer a expectativa do seu cliente.

A imagem abaixo mostra as diferentes ponteiras de chaves.

Denis Pacher (2012)
Denis Pacher (2012)

Figura 97 - Ponteiras de chaves

4.2 PARAFUSOS, MANIPULAÇÃO E USO

Parafusar corretamente as peças é apenas uma das partes fundamentais para fazer com que o equipamento funcione de maneira correta. Saber o que fazer e como fazer é muito importante, pois quando você adquire um computador, em partes, recebe além das caixas do monitor e gabinete, várias outras bem menores cheias de parafusos. E aí começa um quebra-cabeças.

Mas cada um tem sua função especí ca e o que vamos ver agora é como dife- renciá-los para, pelo menos, iniciar o trabalho de identi cação.

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PARAFUSOS

Eles são muito importantes na montagem de computadores. Tamanhos, tipos de rosca, grossura e comprimento são algumas das diferenças que existem entre eles e todos fazem parte do mesmo equipamento.

Os parafusos são fundamentais para xar e manter as peças no seu lugar den- tro do gabinete até porque muitas delas cam suspensas e suportadas apenas por eles.

IDENTIFICANDO UM PARAFUSO

Para quem já se aventurou a abrir um gabinete, sabe a quantidade de parafu- sos, componentes e os que irá encontrar.

Para evitar surpresas é importante saber qual parafuso utilizar em cada perifé- rico, pois forçar um encaixe errado pode dani car o componente que está sendo manuseado. Por exemplo, o parafuso que prende o disco rígido é diferente do parafuso utilizado para xar outros drives.

A partir de agora, vamos aprender algumas técnicas que serão muito úteis

para que você possa identi car mesmo que visualmente o parafuso correto para

cada encaixe. Esse conhecimento tornará a manutenção do computador mais rá- pida e segura.

Uma técnica que auxilia a identi cação é partir do princípio de que eles pos- suem apenas três tipos de rosca. A rosca do tipo autoatarraxante é utilizada ape- nas para prender ventoinhas responsáveis pela refrigeração do equipamento. Em geral suas cabeças são achatadas e em forma de estrela, sendo necessária a utili- zação da chave Philips que você já conhece.

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 98 - Parafuso com rosca

O parafuso com conexão Philips e em forma de panela (cabeça arredondada)

é utilizado para aparafusar discos rígidos ao gabinete.

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Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 99 - Parafuso utilizado para xar discos rígidos

Já o que tem a cabeça achatada com formato hexagonal e conexão Philips xa

a tampa do gabinete e demais partes metálicas ao gabinete.

Thiago Rocha (2012)
Thiago Rocha (2012)

Figura 100 - Parafusos utilizados para fechar o gabinete

Você vai veri car que alguns parafusos se encaixam em outros locais causando

a falsa impressão de sucesso, porém o comprimento errado pode lascar ou até mesmo quebrar algum outro componente.

Já os parafusos de rosca na são utilizados para prender a placa-mãe. Em al- guns casos, podem ser de plástico.

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 101 - Parafusos de plástico para xar a placa-mãe

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 102 - Parafusos para xar a placa-mãe

Muito comum para xar as placas-mãe são os parafusos que vêm com arruelas vermelhas.

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Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 103 - Parafusos com arruelas

Dica: Uma maneira muito útil de identi cá-los é analisando o tamanho do encaixe reservado para xação de determinadas peças, pois como já vimos, eles podem ter a entrada larga, para os parafusos com ponta grossa, e entrada na, permitindo a identi cação rápida e visual.

Você ainda pode ter sempre em seu kit um jogo de parafusos como os apre- sentados aqui para substituir um parafuso dani cado ou um que eventualmente possa ser perdido durante a montagem do computador.

Como você pode observar, é importante que você conheça e principalmen- te reconheça os parafusos que irá precisar sabendo exatamente onde utilizá-los, pois dessa forma você não dani ca outras conexões. Normalmente, os parafusos vêm com seus periféricos, como por exemplo DVD, HD e gabinete.

Fique atento ao desembalar um equipamento novo. Isso pode contribuir e muito na montagem do computador.

4.3 PARAFUSADEIRA: CONCEITOS E CUIDADOS NO USO

Trabalhar com dispositivos eletrônicos como computadores é mexer com de- zenas de parafusos o tempo inteiro. Apesar de apertar e soltar parafusos ser uma tarefa fácil, repetir este processo muitas vezes pode se tornar cansativo. É por isso que a parafusadeira é uma ferramenta fundamental para auxiliar este tipo de serviço, agilizando o trabalho e diminuindo o risco de LER (lesão por esforço repetitivo). Vamos lá?

PARAFUSADEIRA

Como já sabemos, temos um grande número de parafusos para xar os com- ponentes no gabinete. Já teremos que gastar um determinado tempo para locali- zar o parafuso certo para o local certo, não é mesmo? Em contrapartida, podemos economizar tempo parafusando ou desparafusando. Você já sabe como?

É aí que entra a parafusadeira! Esse nome lhe soa familiar? Bom, ela fará o tra- balho braçal no seu lugar trazendo benefícios como rapidez, precisão e evitando

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o

desgaste físico. A parafusadeira tem como principal função o ato de parafusar

e

desparafusar os parafusos de um computador. Seu estojo conta com um kit de

ponteiras especiais para cada tipo de parafuso existente e outros tipos de chaves.

Seu trabalho será apenas identi car qual é a ponteira correta (fenda, Philips etc.)

e acionar o botão para que ela faça o serviço. Dessa forma você poderá dispensar

o estojo de chaves, diminuindo o volume e o peso que terá que carregar a cada manutenção que dará.

UTILIZAÇÃO

Você deve estar se perguntando como ela entenderá o comando que deve seguir – parafusar ou desparafusar. Existe uma chave no próprio equipamento e você irá direcioná-la para o comando desejado, o resto ela fará.

É importante que você controle a força do equipamento para não parafusar demais e dani car o local de entrada do parafuso. A força é também conhecida

por torque, e ca a dica: pre ra sempre parafusadeiras multitorque que permite

o controle de torque de forma tal que não dani que pequenos equipamentos eletrônicos.

Em geral, as parafusadeiras funcionam com baterias. Portanto, mesmo que não tenha energia elétrica no lo- cal, você poderá trabalhar sem problema na montagem do gabinete.

VOCÊ SABIA? CUIDADOS
VOCÊ
SABIA?
CUIDADOS

Alguns cuidados são fundamentais para garantir sua integridade física e a boa funcionalidade do equipamento. Veja:

a) em locais úmidos, use apenas parafuseiras com certi cação para este tipo de ambiente, não esquecendo do uso de EPI adequado. O uso inadequado pode causar descarga elétrica e queimar o aparelho, além de danos à pessoa;

b) monitore o estado físico dos cabos e tomadas. Se estiverem dani cados, troque o equipamento ou ponta do cabo elétrico;

c) sempre acione o equipamento na tomada no modo desligado;

d) evite a aproximação do equipamento ligado dos cabelos e em peças de rou- pas como manga de camisas ou gravatas;

e) nunca ligue o aparelho em contato com o corpo, evitando perfurações;

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f) mantenha o equipamento longe do alcance das crianças.

Como você pôde ver aqui, a parafusadeira é um equipamento multiúso. Siga as dicas aqui mencionadas e mantenha um kit de ponteiras diversas. Dessa forma, di cilmente você precisará “dar um jeitinho” para realizar o serviço. Além disso, você protegerá sua saúde evitando problemas como a LER.

4.4 ALICATES: TIPOS E USO

Como em qualquer outro ramo que necessita de equipamentos especifícos, a manutenção de computadores exige tanto conhecimento eletrônico como elé- trico, levando o pro ssional da área da informática a se deparar com diversas si- tuações para as quais deverá estar munido de conhecimento e ferramentas apro- priadas para não ser pego de surpresa e comprometer sua imagem pro ssional.

Neste tópico a intenção é muni-lo de conhecimento sobre as ferramentas bási- cas que você deverá portar ao realizar uma manutenção. Principalmente quando esta for feita em outro local.

Para evitar transtornos no momento em que você estiver realizando a manu- tenção de um computador, vamos conhecer uma ferramenta essencial que con- tribui muito para a manutenção de computadores. Ela será uma ótima aliada no seu dia a dia e contribuirá para facilitar o seu serviço. Pronto para começar?

ALICATES

Imprescindível na manutenção de computadores, os alicates, assim como as chaves de fenda, são outro tipo de ferramenta que não pode faltar no seu kit de trabalho.

O alicate possibilita a você realizar tarefas como resgatar parafusos que even-

tualmente caiam dentro do gabinete, pressionar objetos, rmar os para corte ou encaixe, colocar parafusos em locais de difícil acesso, colocar e retirar parafusos hexagonais ou jumpers etc.

O alicate ainda permite diversas outras funções como decapar os, por exem-

plo, embora exista uma ferramenta especí ca para este m, o alicate decapador.

Como você pode ver, são diversos os ns aos quais se destinam os alicates. Vamos ver agora como escolher o alicate correto para cada função.

Eles possuem espessuras e tamanhos diferentes inclusive de ponta. Para a manutenção de computadores, é recomendável alicates que tenham ponta mais estreita comummente chamado de alicate de bico. Este tipo de alicate é indicado

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para situações em que o movimento deve ser preciso e o local de alcance é de difícil acesso.

VDE (2012)
VDE (2012)

Figura 104 - Alicate bico no

Como mencionamos acima, outra boa funcionalidade deles é que possui um lo- cal próprio para cortes e decape de os, apesar de não ser sua principal função, pois por não ser a ferramenta especí ca para este objetivo, ele pode dani car a ação.

Duarte Neves (2012)
Duarte Neves (2012)

Figura 105 - Alicate de corte

O alicate tradicional também pode ser útil em diversas situações, seja substituin- do outra ferramenta ou ainda servindo de suporte para dar pressão ao parafusar e desparafusar componentes na montagem ou desmontagem do computador.

Gedore (2012)
Gedore (2012)

Figura 106 - Alicate tradicional

FIQUE ALERTA Assim como nas chaves (fenda, Philips e outras), prefira a ferramenta com cabo

FIQUE

ALERTA

Assim como nas chaves (fenda, Philips e outras), prefira a ferramenta com cabo emborrachado para evitar aci- dentes elétricos.

Tente não forçar muito o alicate nas peças mais delicadas, pois você pode da- ni cá-las as mesmas. Use-o com calma e rmeza.

Con ra na gura abaixo outros tipos de alicates que podem ser úteis:

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Beta (2012)
Beta (2012)

Figura 107 -

Alicate extralongo especial

O modelo abaixo não possui uma ponta tão acentuada como o mostrado an- teriormente, mas pode se tornar essencial na manutenção do computador.

Stanley (2012)
Stanley (2012)

Figura 108 - Alicate meia cana com corte

heARTJÓIA (2012)
heARTJÓIA (2012)

Figura 109 - Alicates: 1 - Ponta redonda; 2 - Misto – meia cana; 3 - Ponta achatada; 4 - Paralelo de ponta chata

Como você pôde ver, diversos são os modelos de alicates e para diversas ati- vidades se destinam. Conhecê-los e obtê-los, na medida do possível, pode tirá-lo de uma boa errascada. Indispensáveis na manutenção de computadores, tenha sempre um com você.

4.5 ALICATE DECAPADOR: CARACTERÍSTICAS E USO

Um alicate é uma ferramenta indispensável no seu kit de manutenção. Sabe- mos que ele possui várias funções e uma delas é decapar os, porém, por não ser

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a ferramenta especí ca para este m, ele pode dani car os os internos de um

cabo. Veremos agora o alicate decapador que irá facilitar este serviço, evitando

acidentes que possam dani car os os.

Eccofer (2012)
Eccofer (2012)

Figura 110 - Alicate decapador

Já ouviu falar dele? Se sim, você deve estar se perguntando por que ter um ali- cate decapador se o alicate comum pode auxiliar nessa função. Bem, a verdadeira função do alicate comum é cortar o o por inteiro, mas também costumamos ob- servar que ele é utilizado para a decapagem de os. Com o alicate decapador, você tem mais precisão e segurança para realizar a decapagem de os com facilidade e agilidade, principalmente quando for necessário trabalhar com os nos e curtos.

Decapar é a ação de retirar a proteção plástica do cabo elétrico para uso, ou para detectar uma possível corrosão. Esse tipo de diagnóstico pode levar inclusi- ve à substituição do o.

UTILIZAÇÃO

A maioria das ferramentas precisa ser ajustada e com o alicate decapador não

é diferente. Portanto, que atento e ajuste a altura das lâminas de corte antes da utilização, observando as indicações do manual.

FIQUE ALERTA É importante que você, ao realizar um serviço elétrico, sempre desligue o equipamento

FIQUE

ALERTA

É importante que você, ao realizar um serviço elétrico, sempre desligue o equipamento da tomada, evitando acidentes com descarga elétrica.

Conhecemos aqui mais uma ferramenta indispensável para a manutenção do seu computador. Você deve ter percebido que, ao optar pela ferramenta correta,

o seu trabalho ganhará agilidade e segurança.

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4.6 ALICATE DE CRIMPAGEM: CARACTERÍSTICAS E USO

Este é mais um tipo de alicate do qual você irá precisar ao longo de suas expe- riências como técnico em manutenção de computadores.

A ferramenta que iremos conhecer agora serve para crimpar ou, na linguagem comum, esmagar os contatos de conectores em cabos de telefones ou redes, ou cabos coaxiais.

Os alicates de crimpar estão cando cada vez melhores e todo pro ssional que trabalha com cabos deve ter conhecimento dessa ferramenta. Escolha bem, pois esses alicates precisam ser fortes e precisos (REVISTA PC E CIA, 2010).

Leadership (2012)
Leadership (2012)

Figura 111 - Alicate de crimpagem

Observe na gura acima que há dois tipos de guilhotinas: uma para desenca- par e outra que apara os os. Observe ainda que há um espaço para crimpagem de conectores RJ-45. A visualização ca mais clara na imagem a seguir:

Thiago Rocha (2012)
Thiago Rocha (2012)

UTILIZAÇÃO

Figura 112 - Crimpagem de conector RJ-45

Os materiais necessários para a crimpagem de um cabo são: alicate de crim- pagem; conectores RJ-45 e cabos de rede. O cabo mais utilizado é o cabo de par trançado ou UTP CAT 5, que vem substituindo os cabos coaxiais devido à facilida- de de manutenção e à possibilidade de atingir uma maior taxa de transferência.

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Para iniciar a crimpagem de um cabo, é preciso descascar a ponta do cabo externo – o próprio alicate de crimpagem tem essa função, porém utilizar o ali- cate decapador é o ideal – e inserir os cabos internos nas vias do conector. Após realizar este procedimento, você deve inserir o conector no alicate e pressioná-lo com força até o nal (KOTVISKI, 2011).

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 113 - Cabo de rede crimpado

A função do alicate é fornecer pressão su ciente para que a lâmina do conec-

tor esmague os os, criando o contato. Você vai ter certa di culdade no início para deixar os os extremamente retos, mas isso é fundamental para o funcio- namento correto do conector. Não tenha medo de empregar sua força com este equipamento e, quanto melhor a qualidade do alicate de crimpagem, mais fácil e seguro se tornará o serviço (MORIMOTO, 2011).

O alicate ainda o ajudará a dar pressão para prender a trava plástica do conec-

tor. Instrua o usuário a nunca puxar o o ou cabo pela sua extensão, mas sim pelo conector plástico que ca na base da ligação com o gabinete ou tomada elétrica. Esse é um dos principais motivos do rompimento da ligação desses conectores (KOTVISKI, 2011).

Acompanhe detalhadamente a crimpagem de um cabo de rede no site:

<www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SnvSU1DeG8I>.

VOCÊ SABIA? Um grande auxiliar para identificar se um cabo está rompido ou não é

VOCÊ

SABIA?

Um grande auxiliar para identificar se um cabo está rompido ou não é um equipamento de teste de cabos. Isso pode ajudá-lo a identificar se o problema é real- mente no cabo e não em outro dispositivo.

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1 JUMPER

É uma ligação móvel entre dois pontos de um circuito eletrônico. É, geralmente, uma pequena peça plástica isolante que contém uma peça metálica em seu interior, responsável pela condução de eletricidade.

4.7 PINÇAS: TIPOS E USOS

Utilizada em diversas atividades e pro ssões que exigem precisão, a pinça é uma ferramenta imprescindível para auxiliar a execução de tarefas delicadas. Na informática, onde lidamos o tempo todo com parafusos, conectores, chips etc., a pinça é uma ferramenta que não pode faltar.

Para a manutenção de computadores, a pinça terá diversas funções importan- tes para que você obtenha sucesso no seu trabalho. A pinça é uma grande aliada no momento de resgatar parafusos que por acidente caiam dentro do gabinete e que a chave imantada não consiga acessar, ou ainda auxiliar a conexão dos jum- pers 1 nas placas. Outra importante função dessa ferramenta é auxiliar na limpeza do computador. A pinça será de grande utilidade para remover sujeiras alojadas em locais de difícil acesso nos quais o ar comprimido não tenha sucesso. Você po- derá remover desde pedaços de papel até blocos de poeira que podem se formar dentro do gabinete.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 114 - Utilizando uma pinça

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TIPOS DE PINÇA

Pre ra a pinça antiestática e de preferência com cabo emborrachado. Assim como nas outras ferramentas, ele não permite a passagem da corrente elétrica, evitando que algum componente do seu computador seja dani cado.

ProsKit (2012)
ProsKit (2012)

Figura 115 - Pinça antiestática

A pinça de três pontas é uma ferramenta excelente e você vai precisar dela em muitos momentos. Observe que ela possui três pontas que têm o objetivo de abraçar o objeto que se deseja resgatar. Com a extremidade móvel, você regula a abertura que ela deve manter para que consiga alcançar o objeto.

ProsKit (2012)
ProsKit (2012)

Figura 116 - Pinça de três pontas

Pinça extratora de chip. Especí ca para a retirada de chip devido à ponta leve- mente fechada, possibilitando o encaixe perfeito para retirar um chip com segu- rança sem dani cá-lo.

ProsKit (2012)
ProsKit (2012)

Figura 117 - Pinça extratora de chip

Existem também pinças com iluminação embutida, o que facilita a visualiza- ção dos componentes dentro do gabinete.

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ProsKit (2012)
ProsKit (2012)

Figura 118 - Pinça com iluminação embutida

Além desses itens, você irá encontrar pinças com desenhos anatômicos, im- portantes para a manutenção de computadores.

ProsKit (2012)
ProsKit (2012)

Figura 119 - Kit de pinças

Fácil de encontrar e com preço acessível, vale a pena adicionar essa ferramen- ta ao seu kit. Assim como as demais ferramentas, mantenha-a longe do alcance das crianças, pois sua ponta pode causar perfurações graves ao corpo humano.

Então, viu como a pinça pode facilitar trabalhos mais delicados e evitar que ou- tras partes do computador sejam afetadas? Mantenha essa ferramenta ao alcance sempre que precisar fazer uma manutenção.

4.8 FERRAMENTAS DE LIMPEZA

Um computador normalmente acumula poeira internamente, por uma série de motivos: trabalhar em local não apropriado, aberturas traseiras do computa- dor sem a devida proteção e até mesmo pela ventilação necessária para resfriar componentes internos, o que acaba trazendo poeira junto com o ar do ambiente.

4 FERRAMENTAS DE INSTALAÇÃO

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FIQUE ALERTA Sempre trabalhe com o computador desconectado da rede elétrica. Nunca utilize água nos

FIQUE

ALERTA

Sempre trabalhe com o computador desconectado da rede elétrica. Nunca utilize água nos componentes in- ternos do gabinete e trate os componentes eletrônicos com delicadeza para não danificá-los.

PINCEL

CARACTERÍSTICAS: Com cerdas nas e sintéticas, alcança os lugares mais es- condidos de um teclado e pode servir para limpar a parte interna do gabinete e seus componentes.

USOS: Limpeza do teclado, da parte interna do gabinete e do cooler.

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

BORRACHA

Figura 120 - Pincel

CARACTERÍSTICAS: A composição desse objeto permite a remoção de sujeiras de maneira delicada, evitando que o contato seja dani cado.

USOS: Limpeza de placas de e de memória RAM.

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 121 - Borracha

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LIMPA CONTATO

CARACTERÍSTICAS: Sua função é recuperar a condutividade elétrica e remover a fuligem, a graxa ou a umidade.

USOS: Limpeza de contatos elétricos e eletrônicos.

Würth (2012)
Würth (2012)

Figura 122 - Limpa contato

ÁLCOOL ISOPROPÍLICO

CARACTERÍSTICAS: Levemente tóxico, porém altamente in amável, deve ser diluído em água antes do uso.

USOS: Muito utilizado para limpar a parte externa do computador: tela, tecla- do e gabinete.

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

ÁGUA DEIONIZADA

Figura 123 - Álcool Isopropílico

CARACTERÍSTICAS: Água com carga elétrica neutralizada. Remove nitrato, rá- dio, chumbo, cálcio, magnésio e bário. O enxágue com esse produto remove resí- duos químicos, detergentes e espumas.

USOS: Limpeza de tela de LCD.

LIMPANDO O COMPUTADOR

Comece pelo teclado. Vire-o de cabeça para baixo e sacuda-o, em seguida uti- lize ar comprimido para remover a sujeira que estiver por baixo das teclas. O pin-

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cel também pode ser útil nesse caso. Passe um pano úmido sobre as teclas para eliminar a oleosidade dos dedos e, a seguir, seque com um pano seco.

Se sentir segurança, você pode retirar as teclas para limpar por baixo, mas cui- dado para não desordená-las quando for recolocá-las. Os cotonetes serão úteis para limpar os cantos de difícil acesso.

O mouse também deve ganhar atenção e, com um pano úmido, você já con- segue caprichar nesse componente. É necessário realizar uma limpeza na parte inferior para facilitar o deslizamento do mouse, pois geralmente ocorre acúmulo de poeira.

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 124 - Limpando o mouse

Para os cabos, é recomendável apenas uma limpeza com pano úmido, cui- dando para não chegar às pontas metálicas. Você sabe: água e eletricidade não combinam! Em seguida, passe um pano seco.

Muito cuidado com o monitor. Independentemente do modelo, você deve uti- lizar sempre um algodão ou pano levemente umedecido e sempre secar. A parte externa pode ser limpa com água e detergente. A utilização de produtos como o álcool pode desbotar o equipamento com o tempo.

Bruno Lorenzzoni (2012)
Bruno Lorenzzoni (2012)

Figura 125 - Limpando o monitor

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O restante da parte externa pode ser limpo com pano úmido e aspirador de

pó. Você pode utilizar o cotonete para limpar o botão liga/desliga.

LIMPEZA DA PARTE INTERNA

A sujeira pode causar o aquecimento interno de alguns componentes, por-

tanto a limpeza interna é recomendada. Há quem diga que limpar uma vez por ano é o su ciente para garantir a longevidade do equipamento. Mas se a limpeza

externa requer alguns cuidados, a interna tem que ser muito mais delicada.

Muito cuidado com os componentes eletrônicos do gabinete. São as placas que contêm as ligações elétricas e passar um pano nelas pode dani car suas co- nexões (VALIN, 2009).

É mais seguro utilizar o pincel para limpar as ventoinhas e outros componen- tes internos. Lembre que você não deve empregar força física em excesso, pois isso pode acabar prejudicando algum contato essencial para o funcionamento do equipamento.

Como vimos aqui, limpar o computador é uma tarefa simples, mas que exi- ge cuidado e delicadeza. Não esqueça: devemos realizar uma limpeza geral no computador a cada ano. Assim contribuímos para um melhor desempenho do equipamento e conservação das peças.

4.9 AR COMPRIMIDO: CARACTERÍSTICA, CUIDADOS E USO

Os componentes internos do gabinete de um computador exigem grande cuidado de manuseio, principalmente quando falamos de conectores ou placas eletrônicas.

Na manutenção de computadores, você precisa estar atento aos itens especí- cos. Prevenir para que tenhamos todos os itens necessários é muito importante para economizar nosso tempo.

Vamos ver agora um importante aliado para facilitar a limpeza do computa- dor, o ar comprimido. Este item é de suma importância, principalmente quando falamos de limpeza de um computador.

Ar comprimido é o mesmo que ar compactado. O ar comprimido ca sob uma

grande pressão con nado em um reservatório, o que mantém o ar comprimido em estado líquido. É o mesmo princípio do sistema utilizado em botijões de gás, em escala menor.

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Para resolver pequenos problemas, apenas uma lata de ar comprimido funcio- nará por algum tempo, mas para o trabalho constante, em o cina de manuten- ção, certamente será necessário um compressor de ar.

Skilcraft (2012)
Skilcraft (2012)

Figura 126 - Lata de ar comprimido

Comercializado geralmente em lata, o ar comprimido não é in amável. Sua embalagem é semelhante a uma lata de tinta spray, além disso possui um bico no e longo que permite direcionar o jato de ar e alcançar locais de acesso difícil.

O jato de ar de alta pressão expelido é útil para remover poeira e pequenas sujeiras em locais de difícil acesso em dispositivos como teclados, CPUs, scanners, câmeras, impressoras e muitos outros.

COMPRESSORES

Para uso pro ssional, podemos lançar mão de compressores de ar que per- mitem um uxo melhor de pressão do ar, bem como um custo menor do que a compra constante de latas de ar comprimido. Ao adquirir um compressor, você deve estar atento a sua capacidade de armazenamento de ar comprimido, bem como ao uxo de ar fornecido.

Einhell (2012)
Einhell (2012)

Figura 127 - Compressor de ar

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TERMINOLOGIA DE HARDWARE, SOFTWARE E REDES

CUIDADOS NECESSÁRIOS NO MANUSEIO DO AR COMPRIMIDO

Apesar de não ser um produto químico, você deve estar atento ao utilizar esse recurso, pois o contato direto com a pele pode causar irritações. O manuseio do equipamento deve ser feito com cuidado. A pressão do jato de ar pode arrancar um olho da órbita, causar hemorragias e até mesmo o rompimento do tímpano. Portanto, esteja atento ao pino de saída do produto, evitando acioná-lo quando es- tiver em direção ao rosto. Em reservatórios maiores, a ruptura da mangueira causa chicoteamento, podendo atingir quem estiver por perto. Se uma pressão muito alta for empregada, podemos causar danos graves a componentes eletrônicos.

FIQUE Assim como qualquer outro item do seu kit, mantenha o ALERTA ar comprimido fora

FIQUE

Assim como qualquer outro item do seu kit, mantenha o

ALERTA

ar comprimido fora do alcance de crianças.

Conhecemos neste tópico o ar comprimido e vimos que ele é um importante aliado para a limpeza do computador. Se você já usou essa ferramenta, deve ter percebido quanto ela facilita na eliminação de sujeiras em teclados, CPUs, impres- soras etc. Se você ainda não utilizou, não deixe de experimentar. Mas que atento às dicas dadas neste material: tenha certeza de que o jato de ar está direcionado para o computador antes de usá-lo.

4.10 ELETRICIDADE ESTÁTICA: PULSEIRA, LUVA E MANTA

ANTIESTÁTICA

Você já levou um choque ao tocar em maçanetas ou na porta do carro? Isso é muito comum. Mas para quem lida com manutenção de computadores, pode causar alguns problemas. Você vai entender como isso acontece, quais os male- fícios na manutenção de computadores e como podemos evitar acidentes com essa energia a que chamamos eletricidade estática.

DE ONDE VEM?

Sempre presente no mundo e problemática para a área de eletrônica e infor- mática. A eletricidade estática surge naturalmente devido ao atrito com materiais isolantes como cabelo, vidro, lã, etc. e, como geralmente caminhamos sobre ma- teriais isolantes, carpetes ou a própria sola dos tênis e sapatos, a eletricidade não consegue uir para o solo e acaba cando acumulada em nosso corpo. O choque ocorre quando essa eletricidade estática acumulada encontra uma maneira de

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“escapar” através de um material condutor, como a maçaneta metálica de uma porta, por exemplo.

COMO PODEMOS EVITAR ESSE TIPO DE CONTRATEMPO?

Devido a esse acúmulo de energia que o ser humano é capaz de guardar, tec- nologias foram desenvolvidas pensando justamente em preservar os circuitos e placas eletrônicas do gabinete. Abaixo, você verá as opções que estão disponíveis no mercado para evitar acidentes:

Luvas de borracha: isolam a mão do contato direto com os componentes ele- trônicos. Sozinhas, porém, não impedem completamente os danos aos circuitos eletrônicos.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 128 - Luvas de borracha

Plástico antiestático: aquele normalmente utilizado para embalar as peças eletrônicas de um computador. Ele tem uma estrutura diferente do plástico con- vencional, garantindo a integridade dos componentes armazenados.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 129 - Plástico antiestático

VOCÊ SABIA? Os componentes devem permanecer nas embalagens até o momento em que serão utilizados.

VOCÊ

SABIA?

Os componentes devem permanecer nas embalagens até o momento em que serão utilizados. A embalagem antiestática protege os componentes e ajuda a evitar que sejam danificados.

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Pulseira antiestática: devido à constante carga estática gerada pelo corpo humano, é a ferramenta mais indicada, pois ela permite ligar um o de aterra- mento entre seu corpo e o gabinete, por exemplo, com o objetivo de eliminar as cargas acumuladas. Em geral são acessíveis e é sempre bom ter uma.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 130 - Pulseira antiestática

Manta antiestática: ela minimiza o acúmulo de carga eletrostática tanto nos componentes como no técnico que está trabalhando. Você deve revestir a ban-

cada na qual irá trabalhar com a manta. As mantas são encontradas em lojas es- pecializadas em equipamentos de solda. Em geral são caras e não chegam a 1 m de comprimento. Alguns técnicos utilizam mantas de borracha e acabam tendo

o mesmo desempenho. Independentemente disso, para manter a segurança das

peças é imprescindível que você utilize o kit completo, ou seja, a manta, as luvas

e a pulseira que vimos acima.

Athomic (2012)
Athomic (2012)

Figura 131 - Manta antiestática

VOCÊ SABIA? Além dos cuidados mencionados, recomenda-se sempre trabalhar manuseando os componentes pela borda, evi-

VOCÊ

SABIA?

Além dos cuidados mencionados, recomenda-se sempre trabalhar manuseando os componentes pela borda, evi- tando contato com os chips e contatos metálicos.

Manuseie e armazene os componentes internos do gabinete de maneira cor- reta, evitando a perda ou comprometimento dos mesmos. A manutenção de computadores exige muita habilidade e cuidados especí cos e é por isso que es- tudamos sobre o assunto.

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4.11 PASTA TÉRMICA: CARACTERÍSTICAS, TIPOS, CUIDADOS E USO

Veremos a seguir um utensílio que tem um m especí co, porém é fundamen- tal na função de condutor térmico regulando a quantidade de calor que ui no processador.

A pasta térmica surge para melhorar a condutividade térmica entre um com-

ponente e o dissipador. A necessidade de sua utilização deve-se a minúsculas imperfeições na superfície do dissipador e do componente, que podem ser vistas

a seguir. Essas lacunas impedem um contato perfeito entre eles. Para resolver o

problema é necessário aplicar pasta térmica entre eles, preenchendo as minúscu-

las lacunas.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 132 - Imperfeições nas superfícies

A pasta térmica, na maioria das vezes, acompanha o cooler, podendo também

ser adquirida no mercado. Geralmente comercializada em tubo ou seringas, a

pasta térmica tradicional é composta de óxido de zinco e tem a cor branca, exis- tindo ainda as baseadas em prata, de melhor qualidade. Aplicada entre o cooler e

o processador, ela melhora a condutividade térmica e deve ser utilizada a partir do momento em que o processador estiver instalado. Condutividade térmica é a quantidade de calor que circula pelo equipamento.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 133 - Pasta térmica aplicada

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Abaixo você pode conhecer algumas formas de como a pasta térmica é co- mercializada.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 134 - Pasta térmica

A aplicação da pasta deve ser feita de maneira uniforme, cobrindo todo o dissi- pador do processador através de uma camada na antes de instalar o cooler. Não espalhar homogeneamente a pasta térmica pode causar dano nos componentes. A pressão do cooler sobre a pasta espalhada incorretamente pode fazer a pasta atingir outras partes do processador que não deveriam entrar em contato com a pasta e, por ter em sua composição uma liga metálica, a pasta pode causar curto, dani cando os componentes.

Alguns equipamentos já vêm com a pasta térmica aplicada, eliminando uma etapa da instalação, mas você pode removê-la utilizando uma anela e álcool isopropílico com cuidado e aplicar a pasta adequada para a situação. Não utilize objetos metálicos na remoção, pois além de arranhar a base do cooler, pode ainda prejudicar a dissipação do calor, por aumentar as imperfeições na superfíce.

Há algum tempo era utilizado um produto emborrachado chamado elastôme- ro, mas em temperaturas superiores a 60 graus ele derretia e não era tão e ciente como a pasta térmica. Caso você encontre um deles por aí, é recomendável remo- vê-lo e aplicar a pasta térmica, pois aplicar a pasta por cima torna o elastômero ine ciente.

4.12 TESTADOR DE CABOS DE LAN: CARACTERÍSTICAS E USO

No mercado encontramos cabos de rede que já vêm prontos para ser utiliza- dos. Entretanto, é muito comum técnicos que trabalham com a instalação de ca- bos de LAN comprarem rolos de 300 m e confeccionar o cabo de acordo com sua necessidade. Uma ferramenta muito útil para quem executa esse tipo de trabalho é o testador de cabos. Vamos conhecer mais um pouco sobre essa ferramenta?

Existem vários tipos de testador – dos mais simples aos mais so sticados. Os modelos mais simples veri cam a continuidade dos cabos, enviando um sinal elé- trico e veri cando se o sinal chega do outro lado, checando seu nível de atenua- ção e se ele cumpre as especi cações mínimas. Apresenta o diagnóstico através

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de luzes ou de um display, indicando se existe uma ou mais conexões com pro- blemas, porém não identi ca em que ponto o cabo está partido, o que obriga a trocá-lo por inteiro (MORIMOTO, 2011).

Multitoc (2012)
Multitoc (2012)

Figura 135 - Testador de cabo de rede

Modelos mais avançados oferecem um diagnóstico detalhado, mostrando se os cabos são indicados para as transmissões de 100 a 1.000/Mbps e avisando se algum dos 8 os está rompido. Equipamentos ainda mais so sticados avisam in- clusive o local em que o cabo está rompido. Para receber esse diagnóstico, você deverá conectá-lo no testador e a partir daí obterá a leitura.

Há quem considere esses testadores dispensáveis para os trabalhos esporá- dicos, pois é raro os cabos virem com defeito de fábrica. Resistentes e exíveis, os cabos são facilmente instalados por dentro das tubulações e quase sempre os problemas são por causa de conectores mal crimpados. É nessa situação que você utilizará o alicate de crimpagem, para realizar a manutenção.

VOCÊ SABIA? Antes de trocar um cabo é interessante verificar se os conectores estão bons.

VOCÊ

SABIA?

Antes de trocar um cabo é interessante verificar se os conectores estão bons. Na maioria dos casos, simples- mente trocar o conector pode resolver o problema e evitar a troca dos cabos.

Agora você já conhece as características e as funções de um testador de cabo de LAN. É importante que você, como técnico, tenha noção sobre tudo o que abran- ge um computador, pois mesmo que não seja sua especialidade, você precisará ter uma noção mínima para poder diagnosticar um problema. Continue atento!

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4.13 FERRO DE SOLDA E ESTAÇÃO DE SOLDA: CARACTERÍSTICAS E TIPOS

Vamos conhecer agora uma ferramenta que será útil na manutenção de com- putadores, caso você se depare com alguma conexão interna dani cada: o ferro de solda.

Trata-se de um equipamento de fácil manuseio e muito comum entre os téc- nicos de informática. Ao adquirir seu kit de solda básico, você deverá ter: o ferro de soldar, sugador de solda, rolo de estanho apropriado para eletrônica, alicate de corte e alicate de bico.

Dreamstime (2012)
Dreamstime (2012)

Figura 136 - Sugador, rolo de estanho e ferro de solda

O ferro de solda é um dispositivo elétrico que, em contato com o estanho,

provoca um derretimento, conectando dois objetos metálicos. Observe os outros conectores e procure manter a mesma quantidade de solda em cada conector. Ele possui diversos tamanhos e potências, cada um para um m diferente. Na informática devemos estar atentos às características do componente com que estamos trabalhando, de forma a escolher o adequado. Alguns o chamam de lá- pis por ter pequenas dimensões e baixa potência, mas é o ideal para serviços de pequeno porte.

O mais importante num ferro de solda é a sua extremidade, que chamamos

de ponta.

É ela que vai aquecer e derreter o material para que possamos realizar a solda propriamente dita. Por esse motivo é de grande importância saber qual ponta usar para realizarmos mais facilmente uma soldadura.

Você encontrará diferentes tipos de pontas no mercado e cada uma tem sua nalidade especí ca. A ponta pode ser facilmente trocada por outra, desenros- cando-a e substituindo-a por outra, de acordo com o trabalho que estamos rea- lizando.

Devido ao aquecimento acentuado que ela adquire, manuseie a troca das ponteiras sempre com o equipamento desligado. Do contrário, você poderá so-

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frer queimaduras. Procure descançá-la em um suporte para ferro de solda ou em algum lugar seguro para que não derreta outros componentes que estejam ex- postos no local.

FUNCIONAMENTO

De posse do componente a ser soldado e depois de identi car a polaridade correta do componente, inicie o processo de solda. Entenda por polaridade a po- sição correta para encaixe do componente. Assim como existe uma posição para colocar as pilhas em um controle remoto, por exemplo, os componentes como LEDs ou diodos podem não funcionar caso estejam em posição invertida ou ainda estarem dani cados permanentemente, como transistores ou chips.

DICA: Não havendo instrução, visualize e anote a posição em que os compo- nentes se encontram para que posteriormente possa recolocá-los corretamente.

Ligue o ferro de solda na tomada e aguarde até que aqueça. Você encontrará a temperatura quando a ponta do ferro derreter facilmente o o de solda. Você não deve assoprar ou virar a placa que está soldando. Ela secará rapidamente sozinha.

Muitas vezes é necessário remover a solda existente para trocar um compo- nente dani cado ou caso precise desfazer o serviço. Para isso utilize o sugador de solda. Ele deverá remover a solda derretida no circuito – basta aquecer a solda até que ela derreta e utilize o sugador para removê-la.

É aconselhável que você teste sua habilidade com a solda antes de realmente executar algo.

A limpeza do equipamento deve ser feita com a ponteira ainda quente, utili-

zando uma esponja vegetal ou um pano umedecido em água destilada e remo- vendo todo o excesso da ponta. Nunca lixe o equipamento, pois isso diminui sua vida útil e prejudica a difusão do calor da ponteira.

Para soldar placas de circuito, pre ra as pontas nas e cilíndricas, também co- nhecidas por cônicas, pois elas alcançam facilmente o local que precisará de ma- nutenção.

ESTAÇÃO DE SOLDA

A estação de solda é uma outra ferramenta que pode ser útil nessa fase do

trabalho, auxiliando na perfeita temperatura que o ferro de solda pode atingir.

Em geral, a informação da temperatura é visualizada em visores de LED, mas que atento, pois alguns equipamentos só começam a aquecer se o ferro de solda for

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retirado da base. A ponteira pode ser limpa na esponja que o próprio equipamen- to dispõe, porém tome cuidado, pois está trabalhando com um equipamento elé- trico e a esponja deve estar levemente umedecida. A ponteira deve ser passada rapidamente pela esponja, a m de retirar o excesso de solda.

SAIBA MAIS Para saber mais sobre a estação de solda, assista ao seguinte vídeo:

SAIBA

MAIS

Para saber mais sobre a estação de solda, assista ao seguinte vídeo: <http://www.youtube.com/watch?v=fO0a5SPTkbQ>.

4.14 MONTANDO UM KIT DE FERRAMENTAS

Com o tempo, você acabará ganhando experiência na execução do seu traba- lho, e em consequência disso desenvolverá seu próprio método e o seu próprio kit de ferramentas. Mas, por enquanto, que com a sugestão do nosso kit.

Neste tópico você conhecerá os equipamentos básicos para o kit de ferramen- tas de um técnico de informática. Vamos lá?

O que faremos agora é relacionar os principais itens, além de alguns outros que consideramos relevantes para você ter sempre por perto.

Multilaser (2012)
Multilaser (2012)

Figura 137 - Kit de ferramentas

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Algumas das ferramentas que você verá a seguir são de baixo custo e de fácil acesso, porém outras são um pouco mais caras e talvez você pre ra adquiri-las aos poucos, de acordo com suas necessidades.

Além da maleta em si, sempre tenha em mãos:

a) chaves com todos os seus tipos e tamanhos;

b) alicates;

c) alicate decapador;

d) alicate de crimpagem;

e) pinças;

f) borracha;

g) pincel;

h) pasta térmica;

i) testador de cabos LAN;

j) lata de compressor de ar;

k) ferro de solda de diversas potências, bem como estanho e sugador de solda;

l) miniaspirador de pó. A higiene faz parte da sua apresentação como pro s- sional;

m) pano;

n) parafusos extras (a nal, se você não for o primeiro a dar manutenção no equipamento, podem faltar parafusos);

o) parafusadeira com ponteiras;

p) multímetro, com capacidade de leitura de temperatura.

No laboratório xo devem estar presentes, além dos itens citados, o compres- sor de ar, bem como componentes reservas para teste como peças extras do com- putador. Portanto, tenha sempre um processador, um cabo de disco rígido, cabo SATA, placa-mãe, placa de rede e vídeo, ventoinha, disco rígido, pente de memó- ria, unidades de CD e DVD, leitor de cartão de memória e uma fonte, ou outros itens que você empregue no dia a dia em seu atendimento.

São itens que devemos ter em mãos ao realizar a manutenção de computa- dores. A partir de agora você aumentará ou diminuirá essa lista, de acordo com a sua vivência. É importante pesquisar sempre os preços, pois variam muito de um local para outro.

É válido lembrar que na internet existem fóruns, que são redes sociais de dis- cussão sobre manutenção de computadores. Muitas pessoas da área postam seus

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comentários e tiram dúvidas criando um grande centro de troca de experiências. Mas você precisa con rmar as fontes, pois muito do que circula na internet pode não ser con ável.

muito do que circula na internet pode não ser con ável. CASOS E RELATOS Seja um

CASOS E RELATOS

Seja um excelente técnico de informática

Alguns cargos em TI sempre terão sua demanda e sempre serão essen- ciais para o funcionamento deste setor. Um cargo antigo e que não dá sinais de extinção é o de técnico em informática. O pro ssional que atua nesta área está na linha de frente, tendo contato direto com o consumi- dor nal.

Para ser um bom técnico em TI, estude o máximo possível. Seja qual for a sua área dentro da informática, uma coisa é certa, ela sempre estará sendo atualizada. Na mesma rapidez dos processadores, novas tecnolo- gias surgem, além das tendências de mercado. Portanto, tem vantagem quem sair na frente. Não pare no tempo, busque sempre as novidades. Nada pior que um pro ssional de tecnologia desatualizado.

Tenha sempre em mãos seu cinto de utilidades! Indispensável: pen drive com seus programas e uma caixa de ferramentas (chaves, alicates, medi- dores etc). Tudo depende de sua área de atuação, mas alguns softwares são quase que obrigatórios, como os antivírus.

Saiba seu foco principalmente o que precisa fazer. Analise o mercado e acompanhe experiências pro ssionais próximas. Liste o que será neces- sário para ser um pro ssional bem sucedido e, com um pouco de organi- zação, conseguirá traçar seu percurso. Sucesso!

Adaptado de “Saiba como bom ser um bom técnico em Informática”. Dis- ponível em: <http://www.ceviu.com.br/blog/info/dicas/saiba-como-ser- -um-bom-tecnico-em-informatica>. Acesso em: 29 mar. 2012.

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4 FERRAMENTAS DE INSTALAÇÃO 113 RECAPITULANDO Neste capítulo, você aprendeu a distinguir os diferentes tipos de

RECAPITULANDO

Neste capítulo, você aprendeu a distinguir os diferentes tipos de chave (Philips, de Fenda, torx, spanner etc.) e listou os tipos de parafusos comuns a a área de informática. Viu conceitos da parafusadeira e os cuidados que deve ter ao usá-la .

De niu os diferentes tipos de alicate (de crimpagem, de corte, decapador etc.), pinças (antiestática, de três pontas, extratora de chips etc.) e manei- ras de usá-las. Aprendeu procedimentos de uso de ferramentas de limpeza, dos equipamentos contra descarga eletrostática e da pasta térmica, impor- tantes para manter a qualidade de um serviço.

Você também de niu as características e o uso do testador de cabos de LAN, do ferro e da estação de solda, além de conhecer dicas de como mon- tar um kit de equipamentos.