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13/04/2017

COFINSNÃOCUMULATIVO

COFINSNÃOCUMULATIVA

Através da Lei 10.833/2003, para as empresas optantes pelo Lucro Real, com exceções específicas, foi introduzidooregimedenãocumulatividadedaCOFINSsobreareceitabruta.

AbasedecálculodaCOFINSnoregimenãocumulativoéofaturamentomensal,estesendosendoentendido pela fiscalização como o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominaçãoouclassificaçãocontábil.

Nesteregime,háapossibilidadedocontribuinteapropriarcréditossobredeterminadoscustosedespesas.

Aalíquotageraléde7,6%.

ALÍQUOTAS

Para determinadas operações de vendas de produtores, distribuidores ou importadores de combustíveis, produtosfarmacêuticos,perfumaria,toucador,higienepessoal,máquinaseveículos,autopeças,pneusnovosde borracha, câmaras de ar de borracha, querosene de aviação, embalagens para bebidas, água, refrigerante,

cervejaepreparaçõescompostasepapelimuneaimpostos,porforçadoartigo21daLei10.865/2004(que

alterouváriosparágrafosdoartigo2daLei10.833/2003),aalíquotaéespecífica.

Tratam­sedeitenssujeitosaoregimemonofásicooudesubstituiçãotributáriadaCofins.

RECEITASQUENÃOINTEGRAMABASEDECÁLCULO

NãointegramabasedecálculodaCOFINSnãocumulativa,asreceitas:

I­isentasounãoalcançadaspelaincidênciadacontribuiçãoousujeitasàalíquota 0(zero); II­dasreceitasdecorrentesdavendadebensclassificadosnoativonãocirculantequetenhasidocomputada comoreceitabruta;(nota:observe­sequeanãoincidênciaésomentesobreavendadebens­avendade participaçõessocietárias,porexemplo,estásujeitaàCOFINS). III­auferidaspelapessoajurídicarevendedora,narevendademercadoriasemrelaçãoàsquaisacontribuição sejaexigidadaempresavendedora,nacondiçãodesubstitutatributária; IV­até31.07.2004(conformenovaredaçãodoincisoIVdo§3 o doart.1 o daLei10.833/2003,dadapelo artigo 21 da Lei 10.865/2004) de venda dos produtos de que tratam as Leis 9.990/2000, 10.147/2000 e 10.560/2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; V­referentesa:

a)vendascanceladaseaosdescontosincondicionaisconcedidos,bemcomodoIPIedoICMSrelativoà substituiçãotributária,quandodestacadosnodocumentofiscal; b)reversõesdeprovisõeserecuperaçõesdecréditosbaixadoscomoperda,quenãorepresentemingressode novasreceitas,oresultadopositivodaavaliaçãodeinvestimentopelovalordopatrimôniolíquidoeoslucrose dividendosderivadosdeparticipaçõessocietárias,quetenhamsidocomputadoscomoreceitabruta; c)receitadecorrentedatransferênciaonerosaaoutroscontribuintesdoICMSdecréditosdeICMSoriginados

deoperaçõesdeexportação,conformeodispostonoincisoIIdo§1doart.25daLeiComplementar87/1996.

Poderáserexcluída,apartirde01.01.2015(porforçadoart.52daLei12.973/2014)areceitareconhecidapela

construção,recuperação,ampliaçãooumelhoramentodainfraestrutura,cujacontrapartidasejaativointangível

representativodedireitodeexploração,nocasodecontratosdeconcessãodeserviçospúblicos.

Noperíodode01.08.2004a30.09.2008,porforçadoartigo21daLei10.865/2004,avendadeálcoolparafins

carburantesnãointegravaabasedecálculodaCOFINSnãocumulativa.Arevogaçãodestedispositivosedeu

pelaLei11.727/2008­artigo42,incisoIII,alínea"d".

RECEITASFINANCEIRAS

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VejatópicoPISeCOFINS­ReceitasFinanceiras,nesteguia.

NÃOINCIDÊNCIADACOFINS

ACOFINSnãoincidirásobreasreceitasdecorrentesdasoperaçõesde:

a)exportaçãodemercadoriasparaoexterior;

b)prestaçãodeserviçosparapessoafísicaoujurídicaresidenteoudomiciliadanoexterior,cujopagamento

representeingressodedivisas(redaçãoconformeart.21daLei10.865/2004);

Nota:nostermosdaMedidaProvisória315/2006,artigo10,anãoincidênciadaCOFINS,

relativamenteaosrecebimentosdeexportaçõesdeserviçosparaoexterior,nocasodeapessoajurídica

manterrecursoseminstituiçãofinanceiranoexterior(observadososlimitesfixadospeloConselho

MonetárioNacional),independedoefetivoingressodedivisasnoPaís.

c)vendasaempresacomercialexportadoracomofimespecíficodeexportaçãoe;

d)asvendasdemateriaiseequipamentos,bemassimdaprestaçãodeserviçosdecorrentesdessasoperações,

efetuadasdiretamenteaItaipuBinacional.

AInstruçãoNormativaRFB1.152/2011disciplinaosprocedimentosparaaexportaçãoporintermédiode

EmpresasComerciaisExportadoras(ECE).

OnormativodispõequeacontribuiçãoparaaCOFINSnãoincidirásobreasreceitasdecorrentesdasoperações

devendasaempresacomercialexportadora,comofimespecíficodeexportação.

Consideram­secomofimespecíficodeexportaçãoasmercadoriasouprodutosremetidos,porcontaeordem

daempresacomercialexportadora,diretamentedoestabelecimentodapessoajurídicapara:

I­embarquedeexportaçãooupararecintosalfandegados;ou

II ­ embarque de exportação ou para depósito em entreposto sob regime aduaneiro extraordinário de

exportação,nocasodeempresacomercialexportadoradequetrataoDecreto­lei1.248/1972.

CRÉDITOSADMISSÍVEIS

otema.

APROVEITAMENTODOCRÉDITONOSPERÍODOSSEGUINTES

Ocréditonãoaproveitadoemdeterminadomêspoderásê­lonosmesessubsequentes.

CRÉDITODACOFINSNAEXPORTAÇÃO

ApessoajurídicaexportadorapoderáutilizarocréditodaCOFINSapuradoparafinsde:

1)deduçãodovalordacontribuiçãoarecolher,decorrentedasdemaisoperaçõesnomercadointerno;

2) compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administradospelaSecretariadaReceitaFederal,observadaalegislaçãoespecíficaaplicávelàmatéria.

RESSARCIMENTO

Apessoajurídicaque,atéofinaldecadatrimestredoanocivil,nãoconseguirutilizarocréditoapuradosem

relaçãoacustos,despesaseencargosvinculadosáreceitadeexportação,porqualquerdasformasprevistas

anteriormente,poderásolicitaroseuressarcimentoemdinheiro.

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VEDAÇÃOAOCRÉDITONASAQUISIÇÕESPELACOMERCIALEXPORTADORA

Odireitodeutilizarocréditonãobeneficiaaempresacomercialexportadoraquetenhaadquiridomercadorias

comofimespecíficodeexportação,ficandovedada,nestahipótese,aapuraçãodecréditosvinculadosàreceita

deexportação.

NÃOAPLICAÇÃODANOVALEGISLAÇÃODACOFINS

PermanecemsujeitasàsnormasdalegislaçãodacontribuiçãoparaaCOFINS,vigentesanteriormenteaLei

10.833/2003,nãoselhesaplicandoasnovasdisposições:

aspessoasjurídicasreferidasnos§§6º,8ºe9ºdoartigo3ºdaLei9.718/1998(bancoscomerciais,bancos

de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas,

financiamentoeinvestimento,sociedadesdecréditoimobiliário,sociedadescorretoras,distribuidorasde títulosevaloresmobiliários,empresasdearrendamentomercantil,cooperativasdecrédito,empresasde segurosprivadosedecapitalização,agentesautônomosdesegurosprivadosedecrédito,operadorasde planosdeassistênciaàsaúde,securitizaçãodecréditoseentidadesdeprevidênciaprivadaabertase fechadas), e na Lei 7.102/1983 (empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transportedevalores); aspessoasjurídicastributadaspeloimpostoderendacombasenolucropresumidoouarbitrado; aspessoasjurídicasoptantespeloSIMPLES; aspessoasjurídicasimunesaimpostos; osórgãospúblicos,asautarquiasefundaçõespúblicasfederais,estaduaisemunicipais,easfundações

sociedades de crédito,

cujacriaçãotenhasidoautorizadaporlei,referidasnoart.61doAtodasDisposiçõesConstitucionais

TransitóriasdaConstituiçãode1988;

associedadescooperativas,excetoasdeproduçãoagropecuáriaeasdeconsumo(conformeartigo21

asreceitasdecorrentesdasoperações:

leis 9.990/2000, 10.147/2000 e 10.560/2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásicadacontribuição (exemplo:medicamentos); b)sujeitasàsubstituiçãotributáriadacontribuiçãoparaaCOFINS; c)referidasnoartigo5 o daLei9.716/1998(compraevendadeveículosautomotoresusados);

asreceitasdecorrentesdeprestaçãodeserviçosdetelecomunicações;

as receitas decorrentes de venda de jornais e periódicos e

as receitas decorrentes de venda de jornais e periódicos e de prestação de serviços das empresas

jornalísticasederadiodifusãosonoraedesonseimagens(conformeartigo21daLei10.865/2004

pessoajurídicaintegrantedoMercadoAtacadistadeEnergiaElétrica(MAE),submetidasaoregime

especialdetributaçãoprevistonoartigo47daLei10.637/2002.

asreceitasrelativasacontratosfirmadosanteriormentea31deoutubrode2003:

a) comprazosuperiora1(um)ano,deadministradorasdeplanosdeconsórciosdebensmóveis eimóveis,regularmenteautorizadasafuncionarpeloBancoCentral; b) comprazosuperiora1(um)ano,deconstruçãoporempreitadaoudefornecimento,apreço predeterminado,debensouserviços;

c)

deconstruçãoporempreitadaoudefornecimento,apreçopredeterminado,debensou

serviços contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economiamistaousuassubsidiárias,bemcomooscontratosposteriormentefirmadosdecorrentes depropostasapresentadas,emprocessolicitatório,atéaqueladata;

Notas:

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Oartigo109daLei11.196/2005dispõequeoreajustedepreçosemfunçãodocustode

produçãooudavariaçãodeíndicequereflitaavariaçãoponderadadoscustosdos insumosutilizados,nostermosdoincisoIIdo§1 o doartigo27daLei9.069/1995,não seráconsideradoparafinsdadescaracterizaçãodopreçopredeterminado.Odisposto aplica­sedesde1 o denovembrode2003.

VideregulamentaçãoInstruçãoNormativaSRF658/2006.

asreceitasdecorrentesdeprestaçãodeserviçosdetransportecoletivorodoviário,metroviário,ferroviário

eaquaviáriodepassageiros;

Nota:Submetem­seaoregimedeincidênciacumulativadaCOFINSsomenteasreceitas decorrentes da prestação de serviços públicos de transporte coletivo de passageiros, executadossoboregimedeconcessãooupermissão,emlinhasregularesedecaráter essencial,nãoincluindooutrasreceitasdecorrentesdaprestaçãodeserviçosdetransporte coletivodepassageiros,comoaquelasdecorrentesdoregimedefretamentoouturístico, que se submetem ao regime de incidência não­cumulativa da contribuição (ADI RFB

Entretanto, a partir de 08.10.2008, por força do ADI RFB 27/2008, também as modalidadesdefretamentoouparafinsturísticossesubmeterãoaoregimedeapuração cumulativodaCOFINS.

asreceitasdecorrentesdeserviços(conformeartigo21daLei10.865/2004):

a) prestados por hospital, pronto­socorro, clínica médica, odontológica, de fisioterapia e de fonoaudiologia,elaboratóriodeanatomiapatológica,citológicaoudeanálisesclínicas;e b)dediálise,raiosX,radiodiagnósticoeradioterapia,quimioterapiaedebancodesangue;

asreceitasdecorrentesdeprestaçãodeserviçosdeeducaçãoinfantil,ensinosfundamentalemédioe

educaçãosuperior.

ALei10.865/2004,emseuartigo21,acrescentouqueasseguintesatividadescontinuamsujeitasàsnormasda

legislaçãodacontribuiçãoparaaCOFINS,vigentesanteriormenteaLei10.833/2003,nãoselhesaplicandoas

novasdisposiçõespara:

asreceitasdecorrentesdevendasdemercadoriasrealizadaspelaspessoasjurídicasreferidasnoartigo15

do Decreto­Lei 1.455, de 7 de abril de 1976 (lojas francas para venda de mercadoria nacional ou estrangeiraapassageirosdeviagensinternacionais,saindodoPaísouemtrânsito,contrapagamentoem chequedeviagemoumoedaestrangeiraconversível);

as receitas decorrentes de prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros, efetuado por empresasregularesdelinhasaéreasdomésticas,easdecorrentesdaprestaçãodeserviçodetransportede pessoasporempresasdetáxiaéreo;chequedeviagemoumoedaestrangeiraconversível);

asreceitasauferidasporpessoasjurídicas,decorrentesdaediçãodeperiódicosedeinformaçõesneles

contidas,quesejamrelativasaosassinantesdosserviçospúblicosdetelefonia;

asreceitasdecorrentesdeprestaçãodeserviçoscomaeronavesdeusoagrícolainscritasnoRegistro

AeronáuticoBrasileiro(RAB);

asreceitasdecorrentesdeprestaçãodeserviçosdasempresasdecallcenter,telemarketing,telecobrançae

deteleatendimentoemgeral;

as receitas decorrentes da execução por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construçãocivil;deteleatendimentoemgeral;

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asreceitasauferidasporparquestemáticos,easdecorrentesdeserviçosdehotelariaedeorganizaçãode feiraseeventos,conformedefinidoematoconjuntodosMinistériosdaFazendaedoTurismo.Referido

atoconjuntofoipublicadonoDOUde09.03.2005­PortariaMF33/2005.

E,porforçadaLei10.925/2004,apartirde26.07.2004permanecerãosujeitasásregrasanterioresdaLei

10.833/2003,parafinsderecolhimentodaCOFINS:

asreceitasdecorrentesdaprestaçãodeserviçospostaisetelegráficosprestadospelaEmpresaBrasileira

deCorreioseTelégrafos;

asreceitasdecorrentesdeprestaçãodeserviçospúblicosdeconcessionáriasoperadorasderodovias;

asreceitasdecorrentesdaprestaçãodeserviçosdasagênciasdeviagemedeviagenseturismo.

Ainda, por força do artigo 40 da MP 252/2005, a partir de 01.07.2005, não se aplicará o regime não cumulativo às receitas relativas às atividades de revenda de imóveis, desmembramento ou loteamento de terrenos,incorporaçãoimobiliáriaeconstruçãodeprédiodestinadoàvenda,quandodecorrentesdecontratos

delongoprazofirmadosantesde31deoutubrode2003.ApesardaMP252nãotersidovotadapeloCongresso

Nacional(perdendoavalidadeem13.10.2005),oartigo43daLei11.196/2005revigorouodispositivo.

EmpresasdeInformática

A partir de 30.12.2004, por força do artigo 25 da Lei 11.051/2004, estão excluídas do regime de não cumulatividadeasreceitasauferidasporempresasdeserviçosdeinformática,decorrentesdasatividadesde desenvolvimento de software e o seu licenciamento ou cessão de direito de uso, bem como de análise, programação,instalação,configuração,assessoria,consultoria,suportetécnicoemanutençãoouatualizaçãode software,compreendidasaindacomosoftwaresaspáginaseletrônicas.

Odispostonãoalcançaacomercialização,licenciamentooucessãodedireitodeusodesoftwareimportado.

AlienaçãodeParticipaçãoSocietária

Apartirde01.01.2015,porforçadosartigos31e32daLei13.043/2014,nãoseaplicamasnormasdoPISe

daCOFINSnãocumulativassobreasreceitasdecorrentesdaalienaçãodeparticipaçõessocietárias.

Observarquetaisreceitassesujeitarãoàalíquotade4%daCOFINSe0,65%doPIS.

ApessoajurídicapoderáexcluirdabasedecálculotantodoPISquantodaCOFINSincidentessobreareceita

decorrentedaalienaçãodeparticipaçãosocietáriaovalordespendidoparaaquisiçãodessaparticipação,desde

queareceitadealienaçãonãotenhasidoexcluídadabasedecálculodasmencionadascontribuições.

Bases:art.8­Be§14doart.3ºdaLei9.718/1998(naredaçãodadapeloart.30daLei13.043/2014).

CRÉDITOSNÃOCONSTITUEMRECEITATRIBUTÁVEL

Observe­se,ainda,queovalordoscréditosapuradosdaCOFINSdeacordocomaLei10.833/2003edoPISde

acordocomaLei10.637/2002nãoconstituemreceitabrutadapessoajurídica,servindosomenteparadedução

dovalordevidodacontribuição.

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