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Anexo A

(Item - Descrição do evento/apresentação)

O Núcleo Enxertia surgiu da mobilização de integrantes que fazem parte do Coletivo Capim

Novo, grupo de compositores e intérpretes de música contemporânea. A partir de pesquisas de possíveis interações e contatos entre a linguagem sonora com outras linguagens (dança, teatro, audiovisual, tecnologia/iluminação, etc.), o núcleo tem como principal objetivo a criação de espetáculos e obras de música cênica.

Essas interações entre as linguagens abriram também a possibilidade da integração de pessoas de áreas distintas, o que resultou num grupo de criação multidisciplinar, onde cada personagem trás suas especificidades técnicas e conceituais para o trabalho.

No fim do ano de 2016 o Núcleo Enxertia estreou seu primeiro espetáculo na Mostra de Dança do CRDSP, apresentação que contou com a colaboração, desde o início do processo criativo, de instrumentistas, compositor, iluminador, dançarina e cenografista. Além desse primeiro espetáculo, foram apresentadas obras de música cênica em concertos do Grupo de Música Contemporânea da EMESP, do Ateliê de Música Contemporânea da EMM-SP, assim como em participações no IV Festival de Música Estranha e no Projeto Vertigo do CCSP.

No final de 2016 o integrante do Enxertia Gustavo Nunes (clarinetista) recebeu um convite do PIAP (Grupo de Percussão do Instituto de Artes da UNESP) para realizar um trabalho em parceria com os percussionistas e um compositor, aluno do próprio instituto. Tal convite sugere a apresentação de uma obra a ser composta e estreada pelo grupo, fazendo parte da programação de concertos de 2017 do PIAP.

Seguindo a linha multidisciplinar do Enxertia, cada integrante oferece sua colaboração singular e específica dentro do projeto, que contará com a participação, além do clarinetista Gustavo Nunes, do compositor Gustavo Bonin, da designer de iluminação Camille Laurent, do engenheiro computacional Rodrigo Borges, do fotógrafo/cineasta Rogério Ortiz e dos percussionistas do PIAP (orientados por Carlos Stasi e Eduardo Gianesella).

(Item – Resumo do texto para divulgação)

CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social

Trata-se de um espetáculo essencialmente musical, concebido para um clarinete/clarone e percussão, que interage com meios tecnológico-visuais, tais como iluminação controlada, cenário integrado e a construção de um corpo através de figurinos e gestos somáticos.

A obra inicialmente se baseou em conceitos extraídos de duas temáticas: Discursos de

Intolerância e Rotinas do Proletariado. Após um trabalho de análise e reflexão, os temas se confluíram em uma temática única: O Trabalho.

Falar de Trabalho nesse contexto e sob tal ponto de partida, é falar de hierarquias, de subordinação, do tempo de trabalho na vida do proletariado. Tais conceitos são a base das escolhas, não só musicais, como do cenário, figurino e gestos corporais que compõe a obra.

O espetáculo contará com um cenário baseado em estruturas modulares de andaimes. Serão

cinco módulos retangulares onde dois desses terão dois andares. Para cada módulo será construído,

junto com os percussionistas, sets de percussões múltiplas que interajam com as próprias estruturas. Ao mesmo tempo, a equipe que desenvolve as criações de iluminação e tecnologia de sensores proporá diálogos entre os sets e as estruturas. A partir desse material será iniciada a composição de uma linha do tempo (partitura), em que conterão relações entre tais sonoridades, luzes, figurino e gestos cênicos entre percussionistas e clarinetista.