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Inspeção vIsual de soldagem SENAI-RJ • Soldagem

Inspeção vIsual de soldagem

SENAI-RJ • Soldagem

Inspeção vIsual de soldagem SENAI-RJ • Soldagem
Inspeção vIsual de soldagem

Inspeção vIsual de soldagem

FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro eduardo eugenio gouvêa vieira Presidente

Diretoria-Geral do Sistema FIRJAN augusto Cesar Franco de alencar Diretor

Diretoria Regional do SENAI – RJ Roterdam pinto salomão Diretor Regional

Diretoria de Educação andréa marinho de souza Franco Diretora

Inspeção vIsual de soldagem SENAI-RJ Rio de Janeiro 2008

Inspeção vIsual de soldagem

SENAI-RJ

Rio de Janeiro

2008

Inspeção vIsual de soldagem SENAI-RJ Rio de Janeiro 2008

Inspeção Visual de Soldagem

2008

SENAI-Rio de Janeiro

Diretoria de Educação

Gerência de Educação Profissional

Gerência do CTS Solda

Regina Helena Malta do Nascimento

Marcos Pereira

Material para fins didáticos em atendimento ao curso Operador de Usinagem de Motores – Peugeot. FICHA TÉCNICA

Coordenação

Pesquisa de conteúdo

Revisão pedagógica

Revisão gramatical e editorial

Revisão técnica

Angela Elizabeth Denecke

Vera Regina Costa Abreu

Equipe de docentes do CTS Solda

Alexandre Rodrigues Alves

Gratia Domingues

Alan Jorge Martins Reis

José Francisco Rodrigues Henriques

Responsável técnico

Lívia Maria Amalfi Pinto

Colaboração

Suely Portugal Vilhaça

Projeto gráfico

Artae Design & Criação

Programação visual e diagramação

In-Fólio – Produção Editorial, Gráfica e Programação Visual

Edição revista e atualizada do material Inspeção Visual de Soldagem, publicado pelo SENAI-RJ, 2007.

SENAI-RJ GEP – Gerência de Educação Profissional Rua Mariz e Barros, 678 – Tijuca 20270-903 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 2587-1223 Fax: (21) 2254-2884 GEP@rj.senai.br http://www.rj.senai.br

prezado aluno,

Quando você resolveu fazer um curso em nossa instituição, talvez não soubesse que, des- se momento em diante, estaria fazendo parte do maior sistema de educação profissional do país: o SENAI. Há mais de sessenta anos, estamos construindo uma história de educação vol- tada para o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira e da formação profissional de jovens e adultos. Devido às mudanças ocorridas no modelo produtivo, o trabalhador não pode continuar com uma visão restrita dos postos de trabalho. Hoje, o mercado exigirá de você, além do do- mínio do conteúdo técnico de sua profissão, competências que lhe permitam decidir com au- tonomia, proatividade, capacidade de análise, solução de problemas, avaliação de resultados e propostas de mudanças no processo do trabalho. Você deverá estar preparado para o exercí- cio de papéis flexíveis e polivalentes, assim como para a cooperação e a interação, o trabalho em equipe e o comprometimento com os resultados. Soma-se, ainda, que a produção constante de novos conhecimentos e tecnologias exigi- rá de você a atualização contínua de seus conhecimentos profissionais, evidenciando a neces- sidade de uma formação consistente que lhe proporcione maior adaptabilidade e instrumen- tos essenciais à auto-aprendizagem. Essa nova dinâmica do mercado de trabalho vem requerendo que os sistemas de educa- ção se organizem de forma flexível e ágil, motivos esses que levaram o SENAI a criar uma es- trutura educacional, com o propósito de atender às novas necessidades da indústria, estabe- lecendo uma formação flexível e modularizada. Essa formação flexível tornará possível a você, aluno do sistema, voltar e dar continuida- de à sua educação, criando seu próprio percurso. Além de toda a infra-estrutura necessária ao seu desenvolvimento, você poderá contar com o apoio técnico-pedagógico da equipe de edu- cação dessa escola do SENAI para orientá-lo em seu trajeto. Mais do que formar um profissional, estamos buscando formar cidadãos. Seja bem-vindo!

Andréa Marinho de Souza Franco

Diretora de Educação

sumário

apResentação

uma palavRa InICIal

1 Inspeção visual: o método mais empregado Objetivos Princípios físicos do ensaio: a luz A visão Segurança

ensaIo vIsual

2 Dois métodos de ensaio

métodos de ensaIo vIsual

Método direto Método remoto ou indireto Requisitos para os ensaios

Preparação da superfície

Iluminação

Registro de imagens

3 Normas gerais de medição Instrumentos

ensaIo dImensIonal

11

13

17

19

19

20

27

34

35

37

37

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39

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41

43

45

46

4 Soldagem Solda Tipos de solda Descontinuidades induzidas pelo processo de soldagem

teRmInologIa de soldagem

5 sImbologIa de soldagem

Localização Símbolos de soldagem Símbolos de soldagem menos usuais Notações dos processos de soldagem por resistência Simbologia de exames não destrutivos

6 outRas aplICações do ensaIo vIsual

glossáRIo poRtuguês-Inglês

ReFeRênCIas

65

67

81

90

97

101

103

107

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141

145

151

apresentação

Inspeção Visual de Soldagem – Apresentação

Inspeção Visual de Soldagem – Apresentação A dinâmica social dos tempos de globalização exige dos

A dinâmica social dos tempos de globalização exige dos profissionais atualização cons-

tante. Mesmo as áreas tecnológicas de ponta ficam obsoletas em ciclos cada vez mais curtos, trazendo desafios renovados a cada dia, e tendo como conseqüência para a educação a neces- sidade de encontrar novas e rápidas respostas. Nesse cenário, impõe-se a educação continuada, exigindo que os profissionais busquem atualização constante durante toda a sua vida – e os docentes e alunos do SENAI/RJ incluem- se nessas novas demandas sociais.

É preciso, pois, promover, tanto para os docentes como para os alunos da educação pro-

fissional, as condições que propiciem o desenvolvimento de novas formas de ensinar e apren- der, favorecendo o trabalho de equipe, a pesquisa, a iniciativa e a criatividade, entre outros as- pectos, ampliando suas possibilidades de atuar com autonomia, de forma competente. Com este material você irá estudar aspectos da inspeção visual de soldagem: seus aspec- tos físicos, os métodos utilizados, seus registros, a terminologia e a simbologia da soldagem, que são elementos essenciais para que você desenvolva de maneira adequada seus conheci- mentos sobre esse assunto.

Inspeção Visual de Soldagem – Uma palavra inicial

Inspeção Visual de Soldagem – Uma palavra inicial uma palavra inicial Meio ambiente Saúde e segurança

uma palavra inicial

Meio ambiente

Saúde e segurança no trabalho

O que é que nós temos a ver com isso?

Antes de iniciarmos o estudo deste material, há dois pontos que merecem destaque:

a relação entre o processo produtivo e o meio ambiente; e a questão da saúde e segurança no trabalho. As indústrias e os negócios são a base da economia moderna. Produzem os bens e servi-

ços necessários, e dão acesso a emprego e renda; mas, para atender a essas necessidades, pre- cisam usar recursos e matérias-primas. Os impactos no meio ambiente muito freqüentemen- te decorrem do tipo de indústria existente no local, do que ela produz e, principalmente, de como produz.

É preciso entender que todas as atividades humanas transformam o ambiente. Estamos

sempre retirando materiais da natureza, transformando-os e depois jogando o que “sobra” de

volta ao ambiente natural. Ao retirar do meio ambiente os materiais necessários para produ- zir bens, altera-se o equilíbrio dos ecossistemas e arrisca-se ao esgotamento de diversos recur- sos naturais que não são renováveis ou, quando o são, têm sua renovação prejudicada pela ve- locidade da extração, superior à capacidade da natureza para se recompor. É necessário fazer planos de curto e longo prazo, para diminuir os impactos que o processo produtivo causa na natureza. Além disso, as indústrias precisam se preocupar com a recomposição da paisagem

e ter em mente a saúde dos seus trabalhadores e da população que vive ao redor delas. Com o crescimento da industrialização e a sua concentração em determinadas áreas, o problema da poluição aumentou e se intensificou. A questão da poluição do ar e da água é bastante complexa, pois as emissões poluentes se espalham de um ponto fixo para uma gran- de região, dependendo dos ventos, do curso da água e das demais condições ambientais, tor- nando difícil localizar, com precisão, a origem do problema. No entanto, é importante repetir que, quando as indústrias depositam no solo os resíduos, quando lançam efluentes sem trata- mento em rios, lagoas e demais corpos hídricos, causam danos ao meio ambiente.

Inspeção Visual de Soldagem – Uma palavra inicial O uso indiscriminado dos recursos naturais e

Inspeção Visual de Soldagem – Uma palavra inicial

O uso indiscriminado dos recursos naturais e a contínua acumulação de lixo mostram a

falha básica de nosso sistema produtivo: ele opera em linha reta. Extraem-se as matérias-pri- mas através de processos de produção desperdiçadores e que geram subprodutos tóxicos. Fa- bricam-se produtos de utilidade limitada que, finalmente, viram lixo, o qual se acumula nos aterros. Produzir, consumir e dispensar bens desta forma, obviamente, não é sustentável. Enquanto os resíduos naturais (que não podem, propriamente, ser chamados de “lixo”) são absorvidos e reaproveitados pela natureza, a maioria dos resíduos deixados pelas indús- trias não tem aproveitamento para qualquer espécie de organismo vivo e, para alguns, pode até ser fatal. O meio ambiente pode absorver resíduos, redistribuí-los e transformá-los. Mas, da mesma forma que a Terra possui capacidade limitada de produzir recursos renováveis, sua capacidade de receber resíduos também é restrita, e a de receber resíduos tóxicos pratica- mente não existe. Ganha força, atualmente, a idéia de que as empresas devem ter procedimentos éticos que considerem a preservação do ambiente como uma parte de sua missão. Isto quer dizer que de- vem ser adotadas práticas que incluam tal preocupação, introduzindo processos que reduzam o uso de matérias-primas e energia, diminuam os resíduos e impeçam a poluição. Cada indústria tem suas próprias características. Mas já sabemos que a conservação de recursos é importante. Deve haver crescente preocupação com a qualidade, a durabilidade, a possibilidade de conserto e a vida útil dos produtos. As empresas precisam não só continuar reduzindo a poluição, como também buscar novas formas de economizar energia, melhorar os efluentes, reduzir a poluição, o lixo, o uso de matérias-primas. Reciclar e conservar energia são atitudes essenciais no mundo contemporâneo.

É difícil ter uma visão única que seja útil para todas as empresas. Cada uma enfrenta de-

safios diferentes e pode se beneficiar de sua própria visão de futuro. Ao olhar para o futuro, nós (o público, as empresas, as cidades e as nações) podemos decidir quais alternativas são mais desejáveis e trabalhar com elas. Infelizmente, tanto os indivíduos quanto as instituições só mudarão as suas práticas quan- do acreditarem que seu novo comportamento lhes trará benefícios — sejam eles financeiros, para sua reputação ou para sua segurança.

A mudança nos hábitos não é uma coisa que possa ser imposta. Deve ser uma escolha de

pessoas bem-informadas a favor de bens e serviços sustentáveis. A tarefa é criar condições que melhorem a capacidade de as pessoas escolherem, usarem e disporem de bens e serviços de forma sustentável. Além dos impactos causados na natureza, diversos são os malefícios à saúde humana pro- vocados pela poluição do ar, dos rios e mares, assim como são inerentes aos processos produ- tivos alguns riscos à saúde e segurança do trabalhador. Atualmente, acidente do trabalho é uma questão que preocupa empregadores, empregados e governantes, e as conseqüências acabam afetando a todos.

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Inspeção Visual de Soldagem – Uma palavra inicial

Inspeção Visual de Soldagem – Uma palavra inicial De um lado, é necessário que os trabalhadores

De um lado, é necessário que os trabalhadores adotem um comportamento seguro no tra- balho, usando os equipamentos de proteção individual e coletiva; de outro, cabe aos empre- gadores prover a empresa com esses equipamentos, orientar quanto ao seu uso, fiscalizar as condições da cadeia produtiva e a adequação dos equipamentos de proteção. A redução do número de acidentes só será possível à medida que cada um – trabalhador,

patrão e governo – assuma, em todas as situações, atitudes preventivas, capazes de resguardar a segurança de todos. Deve-se considerar, também, que cada indústria possui um sistema produtivo próprio, e, portanto, é necessário analisá-lo em sua especificidade para determinar seu impacto sobre o meio ambiente, sobre a saúde e os riscos que o sistema oferece à segurança dos trabalhadores, propondo alternativas que possam levar à melhoria de condições de vida para todos. Da conscientização, partimos para a ação: cresce, cada vez mais, o número de países, em- presas e indivíduos que, já estando conscientizados acerca dessas questões, vêm desenvolven- do ações que contribuem para proteger o meio ambiente e cuidar da nossa saúde. Mas isso

faz-se necessário ampliar tais ações, e a educação é um valioso recur-

ainda não é suficiente

so que pode e deve ser usado em tal direção. Assim, iniciamos este material conversando com você sobre meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, lembrando que, no seu exercício profissional diário, você deve agir de forma harmoniosa com o ambiente, zelando também pe- la segurança e pela saúde de todos no trabalho. Tente responder à pergunta que inicia este texto: o meio ambiente, a saúde e a seguran- ça no trabalho – o que é que eu tenho a ver com isso? Depois, é partir para a ação. Cada um de nós é responsável. Vamos fazer a nossa parte?

Ensaio visual

Nesta unidade

Inspeção visual: o método mais empregado

Inspeção visual: o método mais empregado

Objetivos

Objetivos

Princípios físicos do ensaio: a luz

Princípios físicos do ensaio: a luz

A visão

A visão

Segurança

Segurança

1

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Inspeção visual: o método mais empregado A inspeção visual

Inspeção visual:

o método mais empregado

A inspeção visual é provavelmente o método de en-

saio não destrutivo de maior emprego. Por sua simplicida-

de, ele não deve ser ignorado, mesmo que, depois, a peça

seja ensaiada por outro método.

A inspeção visual exige definição clara e precisa dos cri-

térios de aceitação e rejeição do produto que está sendo ins-

pecionado. Requer ainda inspetores treinados e especializa-

dos para cada tipo ou família de produtos. Por exemplo, um

inspetor visual de chapas laminadas não poderá inspecio-

nar peças fundidas e vice-versa, sem prévio treinamento.

Objetivos

fundidas e vice-versa, sem prévio treinamento. Objetivos É comum usar os termos inspeção ou exame como

É comum usar os termos inspeção ou exame como sinônimos de ensaio. Também é usado o termo exame, com o mesmo sentido.

Através do ensaio visual de uma junta (preparada ou já soldada), um inspetor qualificado

pode obter, entre outras, as seguintes informações:

Presença de descontinuidades superficiais.pode obter, entre outras, as seguintes informações: Presença de corrosão. Posição e orientação das trincas

Presença de corrosão.informações: Presença de descontinuidades superficiais. Posição e orientação das trincas superficiais.

Posição e orientação das trincas superficiais.de descontinuidades superficiais. Presença de corrosão. Existência de porosidade superficial. Existência de

Existência de porosidade superficial.Posição e orientação das trincas superficiais. Existência de defeitos de geometria da junta em ensaio

Existência de defeitos de geometria da junta em ensaio realizado antes da soldagem.trincas superficiais. Existência de porosidade superficial. Aplicações da inspeção visual de soldas A inspeção

Aplicações da inspeção visual de soldas

A inspeção visual de soldas possui diversos usos, mas é empregada especialmente:

Na inspeção do metal de base.visual de soldas possui diversos usos, mas é empregada especialmente: Na preparação de juntas soldadas. SENAI

Na preparação de juntas soldadas.visual de soldas possui diversos usos, mas é empregada especialmente: Na inspeção do metal de base.

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Na inspeção do estado da superfície. Na inspeção

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Na inspeção do estado da superfície.Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Na inspeção de soldas Na inspeção de fundidos. Na

Na inspeção de soldas– Ensaio visual Na inspeção do estado da superfície. Na inspeção de fundidos. Na inspeção de

Na inspeção de fundidos.inspeção do estado da superfície. Na inspeção de soldas Na inspeção de acabamento de peças usinadas

Na inspeção de acabamento de peças usinadas ou forjadas.Na inspeção de soldas Na inspeção de fundidos. Vantagens Entre os pontos positivos do ensaio visual,

Vantagens

Entre os pontos positivos do ensaio visual, podemos destacar:

É o ensaio não destrutivo de mais baixo custo.os pontos positivos do ensaio visual, podemos destacar: Permite a detecção e eliminação de possíveis

Permite a detecção e eliminação de possíveis descontinuidades antes de se iniciar ou com- pletar a soldagem de uma junta.destacar: É o ensaio não destrutivo de mais baixo custo. Geralmente indica também pontos de prováveis

Geralmente indica também pontos de prováveis descontinuidades que devem ser detecta- das por outros métodos.antes de se iniciar ou com- pletar a soldagem de uma junta. Um ensaio visual bem

Um ensaio visual bem executado proporciona uma diminuição do número de reparos de solda, diminuindo o custo da obra.que devem ser detecta- das por outros métodos. Limitações Entretanto, o ensaio visual possui algumas

Limitações

Entretanto, o ensaio visual possui algumas limitações:

Depende da experiência do inspetor.Entretanto, o ensaio visual possui algumas limitações: Só é capaz de detectar descontinuidades superficiais.

Só é capaz de detectar descontinuidades superficiais.algumas limitações: Depende da experiência do inspetor. Princípios físicos do ensaio: a luz Nos tempos atuais,

Princípios físicos do ensaio: a luz

Nos tempos atuais, a natureza da luz é bem compreendida e dispensa muitos comentários: luz
Nos tempos atuais, a natureza da
luz é bem compreendida e dispensa
muitos comentários: luz são radiações
eletromagnéticas que a vista humana
consegue perceber.
FIGURA 1
Dispersão da luz através de um prisma
Radiações eletromagnéticas
e ondas eletromagnéticas
são dois termos para o
mesmo fenômeno.

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Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual FIGURA 2 O espectro das ondas eletromagnéticas Obs: Dados
FIGURA 2 O espectro das ondas eletromagnéticas Obs: Dados apenas ilustrativos e aproximados. Ver texto
FIGURA 2
O espectro das ondas eletromagnéticas
Obs: Dados
apenas ilustrativos
e aproximados.
Ver texto para
mais informações.
Os comprimentos de onda l são considerados decrescentes da esquerda para a
direita. Isso significa que as freqüências são crescentes no mesmo sentido.

No espectro conhecido das ondas eletromagnéticas, a luz ocupa apenas uma estreita faixa, conforme está na indicação aproximada da Figura 2. De maneira geral, pode-se dizer que luz são radiações de comprimentos de onda entre 780nm (nanômetro = 10-9 m) e 400nm. O comprimen- to de onda define a cor da radiação visível. No limite inferior de freqüência (ou superior de compri- mento de onda), ocorre a cor vermelha e, no superior, a violeta. Por isso, radiações próximas desses limites e fora da faixa visível são denominadas respectivamente infravermelhas e ultravioletas. Na parte superior da figura há uma ampliação, em sentido vertical, da parte visível do es- pectro. A variação de cores apresentada é apenas ilustrativa e aproximada. Não há correspon- dência exata da cor com o comprimento de onda medido em escala no desenho. É importante lembrar que a sensibilidade da vista humana não é igual para todas as cores. Ela tem seu valor máximo num ponto aproximadamente central e valores mínimos nos extre- mos, conforme indicado pela curva vermelha da figura. De forma similar à escala de cores, o gráfico é meramente ilustrativo, sem maiores preocupações com a precisão.

Características de uma onda:

comprimento de onda (λ) e freqüência (f)

Como você pode ver na Figura 3, a velocidade da onda é dada pelo produto do comprimen- to de onda ( ) pela freqüência (f) ; ou seja, este produto é constante para cada meio.

V = f

O que se observa pela relação acima é que quanto maior a freqüência menor é o compri- mento de onda e vice-versa.

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual FIGURA 3 Representação de uma onda Comprimento ,

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

FIGURA 3

Representação de uma onda

FIGURA 3 Representação de uma onda Comprimento , amplitude A e velocidade V .

Comprimento , amplitude A e velocidade V.

O espectro eletromagnético (conjunto de ondas eletromagnéticas que você vê na Figura 4) apresenta vários tipos de ondas eletromagnéticas: ondas de rádio, microondas, radiação infra- vermelha, luz (radiações visíveis), ultravioleta, raios-X e raios gama. As ondas diferem entre si pela freqüência e se propagam com a mesma velocidade da luz no vácuo.

FIGURA 4

Espectro eletromagnético

Comprimento de onda (em metros)

Raios Raios X Raios Raios Micro ondas Ondas de rádio gama ultravioleta infravermelhos Freqüência (em
Raios
Raios X
Raios
Raios
Micro ondas
Ondas de rádio
gama
ultravioleta
infravermelhos
Freqüência (em herts)

Luz visível

A faixa de luz visível está em destaque. A figura não está em escala. Repare, mais uma vez, que o crescimento do comprimento de onda é inversamente proporcional à sua freqüência.

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Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual No espectro eletromagnético o domínio correspondente à luz é:

No espectro eletromagnético o domínio correspondente à luz é:

f = 8,35 x 10 14 Hz, que corresponde a = 3,6 x 10 7 m (cor violeta),

até f = 3,85 x 10 14 Hz, que corresponde a = 7,8 x 10 7 m (cor vermelha).

Princípios da propagação da luz

A seguir apresentamos três princípios de propagação da luz.

Princípio da propagação retilínea

Nos meios homogêneos e transparentes, a luz se propaga em linha reta. Este princípio é facilmente observado em situações do nosso cotidiano: o feixe de luz proveniente de um holo- fote; qualquer processo de alinhamento; mira para atirar em um alvo; formação de sombras; formação de imagens e outros. Em meios heterogêneos, a luz não se propaga necessariamente em linha reta. Como exem- plo, temos a atmosfera terrestre, que aumenta a densidade com a altitude decrescente; em con- seqüência disso, os raios provenientes dos astros se encurvam ao se aproximar da superfície terrestre, fenômeno conhecido como refração atmosférica (será estudada em refração).

Princípio da independência dos raios de luz

A propagação da luz independe da existência de outros raios de luz na região que atravessa.

Você observa este princípio quando um palco é iluminado por dois feixes de luz provenientes de dois holofotes. A trajetória de um raio de luz não é modificada pela presença de outros: cada

um segue sua trajetória como se os outros não existissem (Figura 5).

FIGURA 5 Princípio da independência dos raios de luz A luz de um holofote não
FIGURA 5
Princípio da independência dos raios de luz
A luz de um
holofote não
interfere na
trajetória da
luz do outro.
Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Fenômeno da luz Reflexão A reflexão da luz

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Fenômeno da luz Reflexão A reflexão da luz é

Fenômeno da luz

Reflexão

A reflexão da luz é um dos fenômenos mais comuns envolvendo a propagação

da luz. A reflexão ocorre quando a luz incide sobre a superfície de separação

entre dois meios com propriedades distintas. A reflexibilidade é a tendência de os raios voltarem para o mesmo meio de onde vieram. Quando a luz incide sobre uma superfície separando dois meios, parte da luz volta e se propaga no mesmo meio no qual a luz incide. Se a superfície de separação entre os dois meios for plana (por exemplo, a superfície de um metal)

e polida (uma superfície regular), então a um feixe incidente de raios luminosos paralelos corresponderá um feixe refletido de raios luminosos igualmente paralelos. A reflexão nesse caso será denominada regular. Se a superfície de separação apresentar rugosidades a reflexão será difusa.

A luz será espalhada em todas as direções. Se considerarmos um feixe de raios

luminosos incidentes paralelos, os raios refletidos irão tomar as mais diversas direções. A grande maioria dos objetos reflete a luz de maneira difusa. Isso nos

permite vê-lo de qualquer posição em que nos situarmos em relação a esse feixe.

Leis da reflexão:

1ª lei: O raio incidente, o raio refletido e A normal pertencem ao mesmo plano; 2ª lei: O ângulo de reflexão é igual ao ângulo de incidência.

O ângulo de reflexão é igual ao ângulo de incidência. Refração A refração ocorre quando parte
O ângulo de reflexão é igual ao ângulo de incidência. Refração A refração ocorre quando parte

Refração

A refração ocorre quando parte da luz passa de um meio para o outro,

propagando-se nesse segundo. Esses dois fenômenos (reflexão e refração) ocorrem concomitantemente. Pode haver predominância de um fenômeno sobre o outro. Depende das condições da incidência e da natureza dos dois meios, o fenômeno que irá predominar.

da natureza dos dois meios, o fenômeno que irá predominar. Absorção Quando parte da luz é
da natureza dos dois meios, o fenômeno que irá predominar. Absorção Quando parte da luz é

Absorção

Quando parte da luz é absorvida pelo objeto, há o fenômeno da absorção. Diferentes materiais absorvem luz de forma diferente; por isso vemos objetos das mais variadas cores.

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Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Princípio da reversibilidade de raios luminosos Considere que um

Princípio da reversibilidade de raios luminosos

Considere que um raio faz o percurso ABC tanto no fenômeno da reflexão (Figura 6a) como na refração (Figura 6b). Se o raio de luz fizer o percurso no sentido contrário (CBA), a trajetória do raio será a mesma. Esse é o princípio da reversibilidade de raios luminosos ou princípio do caminho inverso, que pode ser enunciado como: “A trajetória seguida pelo raio luminoso independe do sentido do percurso.”

FIGURA 6

Reversibilidade dos raios luminosos

do percurso.” FIGURA 6 Reversibilidade dos raios luminosos (a) reflexão (a) (b) (b) refração Fontes de
do percurso.” FIGURA 6 Reversibilidade dos raios luminosos (a) reflexão (a) (b) (b) refração Fontes de

(a) reflexão

(a)

(b)

6 Reversibilidade dos raios luminosos (a) reflexão (a) (b) (b) refração Fontes de luz - Objetos
6 Reversibilidade dos raios luminosos (a) reflexão (a) (b) (b) refração Fontes de luz - Objetos

(b) refração

Fontes de luz - Objetos luminosos e iluminados

Objetos luminosos ou fontes de luz são aqueles que emitem luz própria, como o Sol, as estrelas, a chama de uma vela, lâmpadas. Objetos iluminados são aqueles que não emitem luz própria, mas, sim, refletem luz prove- niente de uma fonte. Como exemplo de objetos iluminados temos a Lua, uma pessoa, um carro e outros objetos que nos rodeiam. Na época de Platão, na Grécia, acreditava-se que os olhos emitiam partículas que torna- vam os objetos visíveis. Atualmente sabemos que os objetos, para serem vistos, refletem luz proveniente de uma fonte, que atinge nossos olhos (Figura 7).

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual FIGURA 7 Como nós enxergamos um objeto: graças

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

FIGURA 7 Como nós enxergamos um objeto: graças à reflexão de luz Objeto iluminado Fonte
FIGURA 7
Como nós enxergamos um objeto: graças à reflexão de luz
Objeto iluminado
Fonte de luz

As fontes de luz podem ser pontuais ou extensas. São consideradas pontuais ou puntifor- mes quando as dimensões se reduzem a um ponto luminoso e a formação de sombra do objeto é bem definida; e extensas quando são formadas por um conjunto de pontos luminosos. Quando a fonte é extensa, há, além da sombra do objeto, uma região de contorno que rece- be alguma luz da fonte; essa região é denominada penumbra. Tal formação de sombra e penum- bra ocorre nos fenômenos de eclipse do Sol (Figuras 8 e 9).

FIGURA 8 Eclipse do Sol
FIGURA 8
Eclipse do Sol

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Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual FIGURA 9 Esquema do eclipse solar Penumbra Lua Sombra

FIGURA 9

Esquema do eclipse solar

Penumbra Lua Sombra Terra
Penumbra
Lua
Sombra
Terra

Quando a Lua está entre o Sol e a Terra, ocorre o eclipse total do Sol para o observador que está situado na região da sombra. O observador que está situado na região da penumbra observa o eclipse parcial do Sol.

A visão

Como dispositivo de ensaio, o olho humano é notoriamente pouco preciso. A acuidade visual depende de inúmeros fatores e nunca é a mesma para dois indivíduos, ainda que ambos possam ser qualificados para o trabalho com esse método de ensaio não destrutivo.

Ametropias - defeitos da visão corrigíveis com lentes

Nossos olhos são como uma câmara fotográfica. Ambos têm uma abertura para a passa- gem de luz, uma lente e um anteparo onde a imagem é recebida e registrada. Simplificando, vamos considerar a visão como se o olho humano possuísse uma única lente convergente bi- convexa (meios transparentes, mais o cristalino) situada a 5mm da córnea e a 15mm da retina. Quando os raios de luz provenientes de um objeto (veja a Figura 10) atravessam essa lente, forma-se uma imagem real e invertida, localizada exatamente sobre a retina para que seja níti- da. A retina transmite as informações ao cérebro através do nervo ótico, que processa uma in- versão da imagem, fazendo com que nós vejamos o objeto na sua posição normal. É assim que enxergamos. Todo olho que tem visão normal é dito emétrope; quando não tem visão normal, possui ametropia.

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual FIGURA 10 A formação da imagem no olho

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

FIGURA 10

A formação da imagem no olho humano

Normal

10 A formação da imagem no olho humano N o r m a l (a) Objeto

(a)

Objeto

Lente
Lente

Imagem

(b)

a) No olho normal, a imagem se forma sobre a retina.

b) Esquema da formação da imagem em um olho.

Toda deficiência de visão corrigida com lentes é chamada ametropia. Os defeitos de refra- ção se devem a fatores hereditários e de desenvolvimento, sobre os quais não se tem controle. Da mesma forma como uma pessoa herda a cor dos olhos, herda a forma em que a córnea, o cristalino e a retina trabalham juntas para obter uma visão clara. Se a córnea não é redonda, é muito curva ou muito plana em relação ao tamanho do olho, os raios luminosos, as imagens se focam adiante ou atrás da retina, resultando no que se chama “defeito de refração”, como a miopia, o astigmatismo ou a hipermetropia.

Miopia

É a impossibilidade de a pessoa ver nitidamente objetos colocados a distância.

A miopia pode ser de dois tipos: de campo e ou de curva. Miopia de campo é quando o olho

é

mais alongado; é de curva quando a córnea é muito acentuada. A miopia não é uma doença,

e

sim uma variação anatômica do olho.

FIGURA 11

O esquema da miopia

Comprimento normal do olho

FIGURA 11 O esquema da miopia Comprimento normal do olho Cristalino Córnea Retina

Cristalino

Córnea

Retina

FIGURA 11 O esquema da miopia Comprimento normal do olho Cristalino Córnea Retina

28 SENAI

Miopia com astigmatismo

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

astigmatismo Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Esta ametropia se dá em olho míope quando

Esta ametropia se dá em olho míope quando o encontro focal, antes da retina, ocorre em dois pontos diferentes. A miopia composta com astigmatismo equivale a duas miopias: uma em cada direção, cada uma delas com determinado valor. É corrigida com lentes cujos meridia- nos principais são negativos, porém com valores diferentes.

Miopia noturna ou espacial

É uma miopia especial, em que o paciente geralmente trabalha em local com pouca ilumi- nação ambiental e com ausência de contrastes e pontos de fixação. Isso provoca, em pessoas emétropes, uma acomodação excessiva em resposta à falta de estimulação acomodativa, pro- duzindo miopias de até 1,50 dioptria.

acomodativa, pro- duzindo miopias de até 1,50 dioptria. Dioptria é a unidade de medida de potência

Dioptria é a unidade de medida de potência equivalente ao inverso da distância focal em metros; na óptica, é a unidade de correção de uma lente, popularmente conhecida como grau.

Pseudomiopia ou falsa miopia

Por motivos diversos, o sistema ocular pode, assim como na miopia noturna, apresentar um estado acomodativo excessivo, convergindo o foco da imagem para antes da retina, o que aparentemente seria uma miopia. Porém, ao contrário dela, neste caso, a correção se faz com lentes positivas, suprimindo a acomodação do cristalino gradativamente até seu funcionamento normal e, evidentemente, o desaparecimento da falsa miopia.

Correção

Para corrigir a miopia, utilizam-se lentes negativas (divergentes). Dessa forma, os raios são divergidos, levando o foco da imagem para trás, ou seja, exatamente para a retina.

da imagem para trás, ou seja, exatamente para a retina. Ainda hoje a causa real da

Ainda hoje a causa real da miopia é muito discutida pelos pesquisadores em todo o mundo, porém algumas explicações para essa ametropia dizem que pode tratar-se de uma disfunção recebida por herança, por fatores hereditários; e/ou por trabalho excessivo de visão próxima, ou seja, excessiva sobrecarga de acomodação.

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Hipermetropia É o contrário da mio- pia. A

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Hipermetropia

É o contrário da mio-

pia. A dificuldade de vi- são da pessoa hipermé- trope é maior para perto, mas atinge a visão de lon- ge. Pode ser causada pela curva muito baixa da cór- nea ou por o tamanho do olho ser pequeno no pla- no horizontal. O hiper- métrope nem sempre en- xerga mal para perto.

FIGURA 12

O esquema da hipermetropia

Comprimento normal do olho

12 O esquema da hipermetropia Comprimento normal do olho Córnea Cristalino Retina Astigmatismo miópico (simples)

Córnea

Cristalino

Retina

Comprimento normal do olho Córnea Cristalino Retina Astigmatismo miópico (simples) Esta ametropia se

Astigmatismo miópico (simples)

Esta ametropia se caracteriza pela impossibilidade de ver nitidamente em apenas um me- ridiano, com visão normal no meridiano oposto. O astigmatismo impede a visão nítida para longe e perto, mas as pessoas sentem mais falta de lentes corretoras dirigindo à noite, no cine- ma, vendo televisão etc. Geralmente o astigmatismo é provocado pelo fato de a curva vertical da córnea ser mais acentuada do que a curva horizontal. Isso faz com que as imagens sejam focalizadas antes da retina, apenas em um plano vertical; no plano horizontal, a focalização é na retina. Para corrigir, são necessárias lentes negativas apenas no meridiano vertical; no hori- zontal, a lente deve ser plana.

Astigmatismo hipermetrópico (simples)

É uma deficiência de visão que também ocorre em um dos meridianos. Ao contrário do

astigmatismo miópico, a imagem, num plano, se focaliza atrás da retina e no outro se focaliza exatamente na retina. Ele é corrigido com lente plano-cilíndrica positiva. Nesse caso a correção

se dá na horizontal.

Astigmatismo misto

Caracteriza-se quando, numa direção, as imagens são focalizadas dentro do olho, antes da retina, e na direção oposta são focalizadas atrás da retina. Ele é misto porque precisa de lentes corretoras que tenham um meridiano positivo e outro oposto, negativo, com cilíndrico sempre maior que o esférico. Nesse caso, o deficiente visual é míope na direção vertical e hipermétrope na direção horizontal.

30 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Miopia composta com astigmatismo Essa deficiência é corrigida com

Miopia composta com astigmatismo

Essa deficiência é corrigida com lentes cujos meridianos principais são negativos, porém com valores diferentes.

Hipermetropia composta com astigmatismo

Esta ametropia pode ser corrigida com lentes cujos meridianos principais são positivos, porém com valores diferentes. A focalização é desigual, em planos diferentes, e se dá antes ou atrás da retina.

Afácia ou afaquia

Esta é uma ametropia causada pela extração por meio de cirurgia, do cristalino, que foi re- tirado cirurgicamente em virtude de a pessoa ser portadora de uma catarata – uma doença que, aos poucos, vai opacificando o cristalino, tomando-a cega. Após a cirurgia, é feita a correção com óculos específico.

Presbiopia (vista cansada)

É a ametropia que maior caso de uso de óculos exige; pode-se dizer que é a mais popular. Ela chega a significar 50% das pessoas que usam óculos. Ocorre na maioria das pessoas, geral- mente após os 40 anos de idade, pois o cristalino começa a perder seu poder de acomodação para perto a partir dos 30 anos. Quando a pessoa passa dos 40 anos (data que também depende da sua atividade), começa a distanciar o papel com pequenas letras para vê-las corretamente; quando o braço esticado não con-

segue mais trazer a nitidez, ela deduz que está na hora de ir ao oculista. A presbiopia também pode ser corrigida com lentes es- féricas positivas ou convergentes, designadas pelo sinal +. A presbi- opia cresce tanto até os 65 anos que chega a atingir a visão de lon- ge. Assim, um présbita começa corrigindo sua visão para perto, mas, com o tempo, necessita tam- bém de grau positivo para longe, mesmo não tendo sido hipermé- trope na juventude.

FIGURA 13 O esquema da presbiopia Comprimento normal do olho Cristalino Córnea Retina
FIGURA 13
O esquema da presbiopia
Comprimento
normal do olho
Cristalino
Córnea
Retina
Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Estrabismo Todo estrábico tem visão dupla, mas com

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Estrabismo

Todo estrábico tem visão dupla, mas com visão atrofiada em um dos olhos. Com sua visão atrofiada, o olho toma uma posição qualquer, saindo da posição normal. Quando o estrábico (até dois anos) tenta fundir as duas imagens e não consegue, abandona a visão em um dos olhos, fazendo com que a visão do olho abandonado fique atrofiada; daí surge o estrabismo. Entre os dois e três anos poderá ser recuperado pelo oftalmologista. Depois dessa idade, torna-se pro- blemática sua recuperação. A recuperação estética poderá ser conseguida, mas a visual é muito difícil. Em certas circunstâncias, o estrabismo pode ser recuperado com lentes prismáticas.

FIGURA 14 Formas de estrabismo
FIGURA 14
Formas de estrabismo

O estrabismo latente é classificado em:

Esoforia – Olho desviado para dentro. Exoforia – Olho desviado para fora. Hiperforia – Olho desviado para cima. Hipoforia – Olho desviado para baixo. Cicloforia – Olho se desvia em torno de si.

Por sua vez, classifica-se o estrabismo aparente em:

Esotropia – Olho desviado para dentro. Exotropia – Olho desviado para fora. Hipertropia – Olho desviado para cima. Hipotropia – Olho desviado para baixo. Ciclotropia – Olho se desvia em torno de si.

O estrabismo pode ser tratado através de exercícios de ortóptica e/ou com o auxílio de len-

tes especiais.

Catarata

É a opacificação do cristalino, acarretando graves problemas de visão; para qualquer tipo

de catarata, o único tratamento realmente eficaz é a cirurgia.

32 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Existem três classificações para a catarata: a congênita ataca

Existem três classificações para a catarata: a congênita ataca a criança antes do nascimen- to; a traumática é aquela derivada de acidentes; a adquirida pode ser causada por traumatismos, por perturbações endócrinas (catarata metabólica) ou pela senilidade.

Glaucoma

É característico dos olhos acometidos de tensão elevada, problema que atinge 5% da po-

pulação com cerca de 40 anos de idade. A tensão interna do olho aumenta devido à dificuldade de liberação do humor aquoso (líquido existente entre a córnea e o cristalino).

O glaucoma é classificado como:

✔

Simples

Quando decorre de um distúrbio fisiológico do sistema de escoamento do humor aquoso.

Agudofisiológico do sistema de escoamento do humor aquoso. Quando apresenta sintomas intensos e imediatos num olho

Quando apresenta sintomas intensos e imediatos num olho sem antecedentes glaucomatosos.

✔

Congênito

Se se caracteriza pelo fechamento do ângulo irido-corneano e pelo aumento do volume do glo- bo ocular.

✔

Secundário

Se é decorrente de problemas patológicos que, se detectados a tempo, podem ser solucionados.

Ambliopias: defeitos da visão não corrigíveis por lente

As ambliopias (problemas que não são compensados pelo uso de lentes comuns) podem ser classificadas em dois grupos distintos.

Por problemas nos olhos

São os casos de perda de visão pelo cérebro devido a distúrbios como:

✔

Estrabismo

Desequilíbrio na musculatura externa do olho.

✔

Anisometropia

Diferença elevada de dioptria entre os olhos (mais de 3,00).

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual Por alterações orgânicas Causadas por infecções bacteriológicas ou

Inspeção visual de soldagem – Ensaio visual

Por alterações orgânicas

Causadas por infecções bacteriológicas ou por substâncias tóxicas encontradas em alimen- tos e medicamentos.

Nistagmotóxicas encontradas em alimen- tos e medicamentos. Descontrole neuromuscular do globo ocular, podendo ser

Descontrole neuromuscular do globo ocular, podendo ser congênito ou adquirido.

Doenças da córnea

A córnea pode ser acometida de várias doenças, além de ter muita sensibilidade para pe- quenos traumatismos; conheça algumas dessas moléstias:

Queratitequenos traumatismos; conheça algumas dessas moléstias: Inflamação da córnea devido à ação de vírus, de

Inflamação da córnea devido à ação de vírus, de bactérias ou de fungos.

Ceratoconedevido à ação de vírus, de bactérias ou de fungos. Enfraquecimento da córnea, fazendo com que

Enfraquecimento da córnea, fazendo com que ela assuma a forma de um cone, devido à pressão do humor aquoso.

Pterígioa forma de um cone, devido à pressão do humor aquoso. Proliferação fibrovascular da conjuntiva sobre

Proliferação fibrovascular da conjuntiva sobre a córnea.

LeucomaProliferação fibrovascular da conjuntiva sobre a córnea. Opacificação após trauma. Edema Dificuldade do endotélio

Opacificação após trauma.

Edemasobre a córnea. Leucoma Opacificação após trauma. Dificuldade do endotélio para retirar líquido da córnea.

Dificuldade do endotélio para retirar líquido da córnea.

Segurança

Como você já viu, o olho humano é o principal instrumento utilizado pelo inspetor visual; por isso, devem-se tomar medidas de segurança para evitar que, com o passar do tempo, ele venha a adquirir alguma doença da visão que possa prejudicar ou até mesmo impossibilitar a continuidade da atividade. Em função da atividade do inspetor visual de solda, alguns cuidados devem ser tomados:

Certificar-se de que a iluminação está adequada.inspetor visual de solda, alguns cuidados devem ser tomados: Utilizar óculos com proteção UV quando trabalhar

Utilizar óculos com proteção UV quando trabalhar em áreas abertas.tomados: Certificar-se de que a iluminação está adequada. Evitar exposição excessiva aos raios solares quando

Evitar exposição excessiva aos raios solares quando trabalhar em áreas abertas.com proteção UV quando trabalhar em áreas abertas. Utilizar lentes com filtros adequados. Em cabines de

Utilizar lentes com filtros adequados.aos raios solares quando trabalhar em áreas abertas. Em cabines de soldagem utilizar cortinas que reduzam

Em cabines de soldagem utilizar cortinas que reduzam UV.excessiva aos raios solares quando trabalhar em áreas abertas. Utilizar lentes com filtros adequados. 34 SENAI

34 SENAI

Métodos de ensaio visual

Nesta unidade

Dois métodos de ensaio

Métodos de ensaio visual Nesta unidade Dois métodos de ensaio 2

2

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual Dois métodos de ensaio Existem dois métodos

Dois métodos de ensaio

Existem dois métodos de ensaio visual. Cada um deles depende de condições e aparelhos específicos, que você irá estudar nesta seção.

Método direto

É o método empregado quando a distância máxima do olho do inspetor ao local examina- do for de 600mm e o ângulo de observação for maior que 30º. O exame é realizado a olho nu ou com o auxílio de uma lupa. Instrumentos óticos como espelhos, lupas, microscópios e comparadores, entre outros, for- necem meios de compensar os limites da acuidade visual do olho humano, principalmente no caso de pequenas descontinuidades. Entre esses instrumentos, os mais utilizados são as lupas e os mi- croscópios, que serão comentados a seguir. As lupas são, em geral, pequenos instrumentos óticos portáteis providos de lentes capa- zes de ampliar a imagem da superfície em ensaio. Seu emprego não é restrito ao ensaio visual, sendo muito usadas em outros ensaios, como a macrografia. As lupas usadas no método direto aumentam o objeto ou a superfície observada em até 4X.

FIGURA 1 Posições para ensaio visual pelo método direto Posição do observador Distância máxima =
FIGURA 1
Posições para ensaio visual pelo método direto
Posição do observador
Distância máxima = 600mm
LUPA
Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual As lanternas também são muito utilizadas

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual

As lanternas também são muito utilizadas na inspeção visual pelo método direto. Outro instrumento bastante útil é o microscópio, largamente uti- lizado em metalografia, para o ensaio da estrutura de metais e ligas. Pode-se lançar mão de microscópios menos sofisticados, para o ensaio visual, ainda que obviamente este se restrinja à análise de corpos de prova ou de peças pequenas.

à análise de corpos de prova ou de peças pequenas. Método remoto ou indireto Quando a
à análise de corpos de prova ou de peças pequenas. Método remoto ou indireto Quando a

Método remoto ou indireto

Quando a distância máxima do olho do inspetor ao local examinado ultrapassar 600mm ou o ângulo de observação for menor do que 30º, o exame é realizado com o auxílio de aparelhos óticos simples e/ou de controle remoto. A inspeção visual remota é um método não destrutivo mundialmente utilizado e vem mu- dando a cada dia que passa, desde a imagem por fibra óptica até a imagem eletrônica. O sistema de endoscopia industrial é dividido em três modalidades de equipamentos: boroscópios, fibros- cópios e os tão avançados videoscópios, que têm sido utilizados para a visão interna de equipa- mentos, máquinas e motores, onde o olho humano não pode alcançar. No método remoto são utilizados os seguintes instrumentos:

LanternasNo método remoto são utilizados os seguintes instrumentos: Lupas Espelhos Boroscópios Fibroscópios FIGURA 2

Lupasremoto são utilizados os seguintes instrumentos: Lanternas Espelhos Boroscópios Fibroscópios FIGURA 2 Boroscópio

Espelhossão utilizados os seguintes instrumentos: Lanternas Lupas Boroscópios Fibroscópios FIGURA 2 Boroscópio É um

Boroscópiosos seguintes instrumentos: Lanternas Lupas Espelhos Fibroscópios FIGURA 2 Boroscópio É um instrumento que

Fibroscópiosinstrumentos: Lanternas Lupas Espelhos Boroscópios FIGURA 2 Boroscópio É um instrumento que permite

FIGURA 2 Boroscópio É um instrumento que permite visualizar peças e partes de motores de
FIGURA 2
Boroscópio
É um instrumento que permite visualizar peças e partes de
motores de difícil acesso, sem necessidade de desmontá-los.

38 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual FIGURA 3 Fibroscópio É um equipamento que
FIGURA 3 Fibroscópio É um equipamento que possui um tubo flexível que permite fazer exames
FIGURA 3
Fibroscópio
É um equipamento que possui um tubo flexível que permite
fazer exames em partes internas de peças e motores, sem afetá-los.

Requisitos para os ensaios

Tanto no método direto quanto no remoto, alguns requisitos são necessários para a execu- ção do ensaio. São eles: preparação da superfície e iluminação.

Preparação da superfície

Antes de uma inspeção, devem ser retirados corpos estranhos e irregularidades que podem interferir no exame; por exemplo: traços de oxidação e escórias de soldas.

por exemplo: traços de oxidação e escórias de soldas. Existem algumas normas relativas ao estado da

Existem algumas normas relativas ao estado da superfície a ser visualmente inspecionada. Uma delas é a norma ISO 8501-1-1988 (Norma SIS 05.59.00 - 1967).

Ela define os estados da superfície:

Grau A: laminado intacto sem corrosão laminado intacto sem corrosão

Grau B: início de corrosão atmosférica início de corrosão atmosférica

Grau C: corrosão leve generalizada com pequenos alvéolos corrosão leve generalizada com pequenos alvéolos

Grau D: corrosão alveolar severa corrosão alveolar severa

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual Estado disponível da superfície Junta preparada

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual

Estado disponível da superfície

Junta preparada para a soldagemMétodos de ensaio visual Estado disponível da superfície A superfície poderá se apresentar conforme os graus

A superfície poderá se apresentar conforme os graus C ou D da norma ISO 8501-1.

✔

Juntas soldadas

A região da solda poderá se apresentar no estado de como soldado.

Método de preparação da superfície

A Tabela 1 indica o método adequado à preparação da superfície, de acordo com seu estado.

TABELA 1

Métodos adequados à preparação da superfície

Estado da superfície

Grau de intemperismo

Preparação

Superfície oxidada

C ou D

Escovamento manual

Superfície com escória, respingo, abertura de arco

Esmerilhadeira

Superfície com graxa, óleo, tinta, produto químico

Limpeza com solvente (thinner)

Quando o escovamento é empregado na preparação de superfície de aço inoxidável auste- nítico ou liga à base de níquel, a escova deverá ser de aço inoxidável ou revestida desse material, sendo usada apenas com esses materiais. Quando for usada limpeza química para eliminação de graxa, tinta, óleo etc. da superfície de aço inoxidável austenítico e liga à base de níquel, os produtos utilizados devem possuir cer- tificado de contaminantes (cloro, flúor e enxofre), de maneira a atender aos requisitos da norma ASME V artigo 6 T-641.

Condição superficial requerida

✔

Junta preparada para a soldagem

As juntas a serem soldadas devem estar isentas de óleo, graxa, óxidos, tinta, resíduo do ensaio de líquido penetrante, areia e fuligem do pré-aquecimento a gás, em uma faixa de 25mm de cada lado das bordas. Os depósitos de carbono, escória e cobre resultantes do corte do eletrodo de carbono devem ser removidos, para garantir a remoção total da ZAT, não podendo esta remo- ção ser menor do que 1mm.

40 SENAI

Juntas soldadas

✔ Juntas soldadas Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual Na solda e em

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual Na solda e em 25mm adjacentes a

Na solda e em 25mm adjacentes a ela, as juntas a serem inspecionadas devem estar escovadas

e isentas de impurezas que possam interferir no resultado do ensaio.

Iluminação

A região a ser ensaiada deve estar iluminada, se necessário por lan-

terna de foco centrado ou rabicho com lâmpada, que proporcione um

iluminamento mínimo de 1000lux. O ângulo do feixe de luz em relação

à superfície examinada deverá ser de no mínimo 30°.

A medição do nível de iluminamento na superfície a ser ensaiada

deverá ser feita através de um luxímetro calibrado.

Registro de imagens

através de um luxímetro calibrado. Registro de imagens Em alguns casos, numa inspeção visual torna-se importante

Em alguns casos, numa inspeção visual torna-se importante registrar o estado da solda, com

o objetivo de documentar o ensaio. As imagens podem ser registradas das seguintes formas:

Fotografia

• Fotografia • Gravação em fitas de vídeo pelo sistema VHS

Gravação em fitas de vídeo pelo sistema VHS

• Fotografia • Gravação em fitas de vídeo pelo sistema VHS
• Fotografia • Gravação em fitas de vídeo pelo sistema VHS
Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual O registro de imagens possui as

Inspeção visual de soldagem – Métodos de ensaio visual

O registro de imagens possui as seguintes vantagens:

Permite comparação com padrões.visual O registro de imagens possui as seguintes vantagens: Registra a inspeção. Reduz o risco de

Registra a inspeção.as seguintes vantagens: Permite comparação com padrões. Reduz o risco de fadiga visual. Normas relativas ao

Reduz o risco de fadiga visual.Permite comparação com padrões. Registra a inspeção. Normas relativas ao ensaio visual de juntas soldadas

Registra a inspeção. Reduz o risco de fadiga visual. Normas relativas ao ensaio visual de juntas

Normas relativas ao ensaio visual de juntas soldadas Algumas entidades normativas editam especificações relativas ao ensaio visual de juntas soldadas, fundidos, forjados e laminados. No Brasil utilizam-se freqüentemente as seguintes normas:

ASME Boiler and Pressure Vessel Code Section V

Norma Petrobras N-1597 D

42 SENAI

Ensaio dimensional

Nesta unidade

Normas gerais de medição

Normas gerais de medição

Instrumentos

Instrumentos

3

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Normas gerais de medição O ensaio dimensional consiste em

Normas gerais de medição

O ensaio dimensional consiste em medir, com auxílio de instrumentos apropriados, as

características geométricas de uma junta preparada para soldagem, onde se obtêm os valores de ângulo do bisel, ângulo do chanfro, abertura de raiz e espessura da peça. No caso especí- fico de juntas soldadas, é possível determinar o embicamento, o reforço excessivo, a deforma- ção angular, as pernas de solda, a penetração excessiva, a concavidade e a convexidade (de solda em ângulo). Na tomada de quaisquer medidas, são três os elementos fundamentais:

O método

O

método

O instrumento

O

instrumento

O operador

O

operador

O último é talvez o mais importante. É ele o responsável pela análise dos resultados e pela

precisão das medidas, devendo conhecer perfeitamente os instrumentos e escolher os méto- dos mais adequados para seu uso. Ao lidar com tais instrumentos, é importante que o inspetor

tenha em mente as seguintes normas e recomendações:

Verificar se a peça por examinar está suficientemente limpa, de modo que não danifique o(s) instrumento(s) nem prejudique a medição.tenha em mente as seguintes normas e recomendações: Verificar se a sensibilidade do instrumento é adequada

Verificar se a sensibilidade do instrumento é adequada à medição que será executada.danifique o(s) instrumento(s) nem prejudique a medição. Evitar choque, oxidação e sujeira no(s) instrumento(s).

Evitar choque, oxidação e sujeira no(s) instrumento(s).do instrumento é adequada à medição que será executada. Sempre que possível, deixar a peça atingir

Sempre que possível, deixar a peça atingir a temperatura ambiente antes de tocá-la com o(s) instrumento(s) de medição.é adequada à medição que será executada. Evitar choque, oxidação e sujeira no(s) instrumento(s). SENAI 45

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Instrumentos A seguir você estudará os instrumentos mais

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Instrumentos

A seguir você estudará os instrumentos mais comumente empregados no ensaio dimensi-

onal de juntas soldadas. Para o ensaio visual e dimensional de juntas preparadas para a soldagem e de juntas solda- das, serão utilizados os instrumentos relacionados a seguir. É importante relembrar que eles deverão estar identificados e com a calibração dentro do prazo de validade. Escala metálica. Trena metálica. Paquímetro. Goniômetro/Transferidor. Gabarito. Medidor de múltiplas finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo).

finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo). Escala e trena A escala e a trena são os
finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo). Escala e trena A escala e a trena são os
finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo). Escala e trena A escala e a trena são os
finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo). Escala e trena A escala e a trena são os
finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo). Escala e trena A escala e a trena são os
finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo). Escala e trena A escala e a trena são os
finalidades. Medidor de desalinhamento (tipo hi-lo). Escala e trena A escala e a trena são os

Escala e trena

A escala e a trena são os mais simples entre os instrumentos da medida linear. A escala

apresenta-se, freqüentemente, em forma de lâmina de aço-carbono ou de aço inoxidável (Figu- ra 1). Nessa lâmina, estão gravadas as medidas em centímetros (cm) e milímetros (mm), no sistema métrico; ou em polegadas e suas frações, no sistema inglês.

Escala

FIGURA 1 Escala metálica
FIGURA 1
Escala metálica

Utiliza-se a escala nas medições com “erro admissível” superior à menor graduação. Nor- malmente, essa graduação equivale a 0,5mm. As escalas apresentam-se nas dimensões de 150, 200, 250, 300, 500, 600, 1.000, 1.500, 2.000 e 3.000mm. As mais usadas na oficina são as de 150mm (6”) e 300mm (12”).

46 SENAI

Tipos e usos de escalas

✔

Escala de encosto interno

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

interno Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional É destinada a medições que apresentem faces internas

É destinada a medições que apresentem faces internas de referência, como na Figura 2.

FIGURA 2 Escala de encosto interno
FIGURA 2
Escala de encosto interno

Escala sem encostocomo na Figura 2. FIGURA 2 Escala de encosto interno Neste tipo de escala, é necessário

Neste tipo de escala, é necessário subtrair do resultado o valor do ponto de referência, como é visto na Figura 3.

FIGURA 3 Escala sem encosto 76mm 10mm leitura = 76 – 10 = 66mm
FIGURA 3
Escala sem encosto
76mm
10mm
leitura = 76 – 10 = 66mm
✔

Escala com encosto

Destina-se à medição de comprimento a partir de uma face externa, a qual é utilizada como encosto (Figura 4).

FIGURA 4 Escala com encosto
FIGURA 4
Escala com encosto
Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Escala de profundidade É utilizada nas medições de

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Escala de profundidadeInspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional É utilizada nas medições de canais ou rebaixos internos,

É utilizada nas medições de canais ou rebaixos internos, como você pode ver na Figura 5.

FIGURA 5 Escala de profundidade
FIGURA 5
Escala de profundidade
✔

Escala de dois encostos

Este tipo de escala é dotado de duas escalas: uma com referência interna e outra com referência externa. É utilizada principalmente pelos ferreiros; veja a Figura 6.

FIGURA 6 Escala de dois encostos Encosto externo (graduação na face oposta) Encosto interno Graduação
FIGURA 6
Escala de dois encostos
Encosto externo (graduação na face oposta)
Encosto interno
Graduação interno
✔

Escala rígida de aço-carbono com seção retangular

Este modelo de escala é utilizado para medições de deslocamentos em máquinas-ferramenta, controle de dimensões lineares e traçagem, entre outros, como na Figura 7.

FIGURA 7 Régua de seção retangular
FIGURA 7
Régua de seção retangular

48 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Características de uma escala De modo geral, uma escala

Características de uma escala

De modo geral, uma escala de qualidade deve apresentar bom acabamento, bordas retas e bem definidas e faces polidas. As escalas de manuseio constante devem ser de aço inoxidável ou de metais tratados ter- micamente. É necessário que os traços da escala sejam gravados, bem definidos, uniformes, eqüidistantes e finos. A retitude e o erro máximo admissível das divisões obedecem a normas internacionais.

Leitura do instrumento

Sistema métricoobedecem a normas internacionais. Leitura do instrumento Cada centímetro na escala encontra-se dividido em 10 partes

Cada centímetro na escala encontra-se dividido em 10 partes iguais; cada parte equivale a 1mm. Assim, a leitura pode ser feita em milímetros. A Figura 8 mostra, de forma ampliada, como se faz isso.

FIGURA 8 Leitura em escala métrica 0 1cm 1mm 13mm
FIGURA 8
Leitura em escala métrica
0
1cm
1mm
13mm

Conservação

Devem ser tomados alguns cuidados com os materiais e ferramentas, a fim de manter sua qualidade e aumentar sua vida útil. Procure:

Evitar que a régua caia ou a escala fique em contato com as ferramentas comuns de trabalho.de manter sua qualidade e aumentar sua vida útil. Procure: Evitar riscos ou entalhes que possam

Evitar riscos ou entalhes que possam prejudicar a leitura de graduação.fique em contato com as ferramentas comuns de trabalho. Não flexionar a régua; isso pode empená-la

Não flexionar a régua; isso pode empená-la ou quebrá-la.ou entalhes que possam prejudicar a leitura de graduação. Não utilizá-la para bater em outros objetos.

Não utilizá-la para bater em outros objetos.Não flexionar a régua; isso pode empená-la ou quebrá-la. Limpá-la após o uso, removendo a sujeira.

Limpá-la após o uso, removendo a sujeira. Aplicar uma leve camada de óleo fino antes de guardar a escala graduada.Não flexionar a régua; isso pode empená-la ou quebrá-la. Não utilizá-la para bater em outros objetos.

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Trena Trata-se de um instrumento de medição constituído

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Trena

Trata-se de um instrumento de medição constituído por uma fita de aço, fibra ou tecido, graduada em uma ou em ambas as faces, no sistema métrico e/ou no sistema inglês, ao longo de seu comprimento, com traços transversais. Em geral, a fita está acoplada a um estojo ou suporte dotado de um mecanismo que permi- te recolher a fita de modo manual ou automático. Tal mecanismo, por sua vez, pode ser ou não dotado de trava, como na Figura 9.

FIGURA 9 Trena
FIGURA 9
Trena

A fita das trenas de bolso são de aço fosfatizado ou esmaltado e apresentam largura de 12,7mm e de 2m a 5m de comprimento. Quanto à geometria, as fitas das trenas podem ser planas ou curvas. As de geometria plana permitem medir perímetros de cilindros, como se pode ver na Figura 10.

FIGURA 10 Trena em medição de perímetro Não se recomenda medir perímetros com trenas de
FIGURA 10
Trena em medição de perímetro
Não se recomenda medir perímetros com
trenas de bolso cujas fitas sejam curvas

50 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional As trenas apresentam, na extremidade livre, uma pequenina chapa

As trenas apresentam, na extremidade livre, uma pequenina chapa metálica dobrada em ângulo de 90°. Essa chapa é chamada encosto de referência (Figura 11) ou gancho de zero absoluto.

FIGURA 11 Trena e seu encosto de referência Encosto de referência
FIGURA 11
Trena e seu encosto de referência
Encosto de referência

Característica de uma boa trena

Para atender às finalidades a que se destina, uma trena deve ter as seguintes características:

Ser de aço; trenas de fibras não devem ser utilizadas.destina, uma trena deve ter as seguintes características: Ter graduação uniforme. Apresentar traços bem finos e

Ter graduação uniforme.Ser de aço; trenas de fibras não devem ser utilizadas. Apresentar traços bem finos e salientes.

Apresentar traços bem finos e salientes.fibras não devem ser utilizadas. Ter graduação uniforme. Conservação As trenas merecem alguns cuidados em seu

Conservação

As trenas merecem alguns cuidados em seu uso e na manutenção:

Evitar quedas e contato com ferramenta de trabalho.trenas merecem alguns cuidados em seu uso e na manutenção: Evitar dobrá-la ou torcê-la, para que

Evitar dobrá-la ou torcê-la, para que não empene ou quebre.Evitar quedas e contato com ferramenta de trabalho. Limpá-la após o uso, para remover a sujeira.

Limpá-la após o uso, para remover a sujeira.dobrá-la ou torcê-la, para que não empene ou quebre. Paquímetro O paquímetro é utilizado para medição

Paquímetro

O paquímetro é utilizado para medição de peças cuja quantidade não justifique o uso de

instrumento específico e quando a precisão requerida não exceda 0,02mm, 1/128” ou 0,001”.

O paquímetro é um instrumento finamente acabado, quase sempre construído em aço

inoxidável, possuindo uma escala em milímetros e outra em polegadas. A precisão da leitura em cada um destas escalas normalmente encontra-se gravada no respectivo Nônio, podendo, no entanto, ser calculada pela fórmula

p =

e

n

p

= Precisão

e

= Menor valor da escala fixa

n

= Número de divisões do Nônio

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional FIGURA 12 Paquímetro Medida Garras interna ou facas

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

FIGURA 12 Paquímetro Medida Garras interna ou facas Fixador Vernier (pol.) Cursor Escala (polegada) Medidas
FIGURA 12
Paquímetro
Medida
Garras
interna
ou facas
Fixador
Vernier (pol.)
Cursor
Escala (polegada)
Medidas de
profundidade
Haste de
Régua
Encosto fixo
profundidade
Escala (mm)
Impulsor
Encosto
Nônio ou Vernier
Precisão máxima do Paquímetro
móvel
Bico móvel
Medida
externa
Bico
EXEMPLO Calculando a precisão do paquímetro a seguir: Escala decimal e = 1mm n =
EXEMPLO
Calculando a precisão do paquímetro a seguir:
Escala decimal
e
= 1mm
n
= 20 divisões
1mm
p
=
= 0,05mm
20
Nônio (Vernier)

Uso do paquímetro

No Sistema Internacional de Medidas (S.I.)

Cada traço na escala fixa corresponde a um múltiplo do milímetro. De acordo com a pro- cedência do paquímetro, podemos ter diferentes precisões, sendo comum encontrar paquíme- tros com Nônios de 10, 20 e 50 divisões, correspondendo a 0,1mm; 0,5mm e 0,02mm de preci- são, respectivamente.

52 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional FIGURA 13 Usando as medidas do paquímetro 1mm Escala
FIGURA 13 Usando as medidas do paquímetro 1mm Escala fixa Nônio
FIGURA 13
Usando as medidas do paquímetro
1mm
Escala fixa
Nônio

Para efetuar uma leitura, conta-se o número de intervalos da escala fixa ultrapassados pelo 0 (zero) do Nônio e, a seguir, o número de intervalos do Nônio até o primeiro ponto de coinci- dência de um de seus traços com a escala fixa.

EXEMPLO O exemplo a seguir ajuda a esclarecer. Escala fixa Nônio, precisão = 0,02mm Traçado
EXEMPLO
O exemplo a seguir ajuda a esclarecer.
Escala fixa
Nônio, precisão = 0,02mm
Traçado do Nônio que coincidiu
com traço da escala fixa
Veja que o 10º intervalo da escala fixa foi ultrapassado pelo
zero do Nônio; portanto, a leitura da escala fixa é 10.
No Nônio, até o traço que coincidiu com o traço da
escala fixa, houve 4 intervalos, cada um dos quais é
igual a 0,02mm; portanto a leitura do Nônio é 0,08mm.
A leitura da medida é, portanto:
10 + 0,08mm = 10,08mm
Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional No Sistema Inglês Decimal O uso do paquímetro

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

No Sistema Inglês Decimal

O uso do paquímetro é idêntico ao que foi mostrado, sendo que, na escala fixa, o valor de

cada intervalo é, em geral, de 0,025” e a precisão do instrumento costuma ser de 0,001”.

EXEMPLO Vamos a um exemplo: Escala fixa Nônio, precisão = 0,001” Traço do Nônio que
EXEMPLO
Vamos a um exemplo:
Escala fixa
Nônio, precisão = 0,001”
Traço do Nônio que coincidiu
com traço da escala fixa
Leitura da escala fixa = 0,250”
Leitura do Nônio = 0,009”
Leitura da medida = 0,259”

No Sistema Inglês Comum

A característica deste sistema é que os valores de medida são expressos em forma de fração

da polegada.

A escala fixa apresenta os valores:

1/16”; 1/8” (= 2/16”); 3/16”; 1/4”(= 4/16”); 5/16”; 3/8” (= 6/16”) e assim por diante.

O Nônio apresenta os seguintes valores:

1/128”; 1/64” (= 2/128”); 3/128”; 1/32” (= 4/128”); 5/128”; 3/8” (= 6/128”); 7/128”; 1/16” (= 8/128”).

FIGURA 14 Unidades no sistema inglês comum 1/16” Escala fixa Nônio, precisão = 1”/128
FIGURA 14
Unidades no sistema inglês comum
1/16”
Escala fixa
Nônio, precisão = 1”/128

54 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional EXEMPLO Veja este exemplo; ele demonstra o que acabamos
EXEMPLO Veja este exemplo; ele demonstra o que acabamos de falar. Escala fixa Nônio, precisão
EXEMPLO
Veja este exemplo; ele demonstra o que acabamos de falar.
Escala fixa
Nônio, precisão = 1”/128
Traço do Nônio que coincidiu
com traço da escala fixa
Leitura da escala fixa = 6/16”
Leitura do Nônio = 1/128”
Leitura da medida = 6/16” + 1/128”= 48/128” + 1/128” = 49/128”

Erros de leituras do paquímetro

Os erros de leitura do paquímetro são causados por dois fatores: paralaxe e excesso de pressão.

✔

Paralaxe

Por motivos técnicos, o cursor onde é gravado o Nônio tem espessura mínima. Assim, os traços do Nônio (TN) são mais elevados que os traços da régua (TM).

FIGURA 15 Unidades no sistema inglês comum TM TN a
FIGURA 15
Unidades no sistema inglês comum
TM
TN
a
Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Se colocarmos o paquímetro perpendicularmente à nossa vista,

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Se colocarmos o paquímetro perpendicularmente à nossa vista,

Se colocarmos o paquímetro perpendicularmente

à nossa vista, teremos

superpostos os traços TN e TM, o que dá

a leitura correta.

TN TM
TN
TM

Leitura correta

Caso contrário teremos uma leitura incorreta, pois o traço TN não coincidirá com TM e sim com o traço TM’.

TN TM’ TM Leitura incorreta
TN
TM’
TM
Leitura incorreta

56 SENAI

✔

Pressão de medida

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

medida Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional É aquela necessária para vencer o atrito do

É aquela necessária para vencer o atrito do cursor sobre a régua, mais a pressão de contato com

a peça por medir. Se aplicarmos uma pressão excessiva, podemos inclinar demais o cursor em

relação à régua, o que dará origem a um erro de leitura.

FIGURA 16 Excesso de pressão
FIGURA 16
Excesso de pressão

Goniômetro

O goniômetro é um instrumento que serve para medir ou verificar ângulos, sendo usado, em soldagem, na verificação de ângulos de chanfro. A precisão de leitura dos goniômetros é sem- pre igual à metade da menor divisão da escala, ou seja: se a menor divisão corresponde a 1º (um grau), podemos fazer leituras com precisão de 0,5º (meio grau).

podemos fazer leituras com precisão de 0,5º (meio grau). Sistema Sexagesimal É o sistema que divide

Sistema Sexagesimal

É o sistema que divide o círculo

em 360º, o grau em 60 minutos

e o minuto em 60 segundos.

A medida 54º 31’ 12” é lida como:

54 graus, 31 minutos e 12 segundos.

Para somar ou subtrair nesse sistema, devemos colocar as unidades iguais umas sobre as outras.

EXEMPLO:

90º – 25º 12’ convertendo: 90º = 89º 60’ 89º 60’ – 25º 12’

64º 48’

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Em soldagem, o mais comum é utilizarmos o

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Em soldagem, o mais comum é utilizarmos o goniômetro simples. – Figura abaixo

FIGURA 17

Goniômetro

Graduação

75º
75º

Articulação

Corpo

Lâmina

54º Ranhura Lâmina
54º
Ranhura
Lâmina

Traço de referência

Graduação

Erros de leitura

A maior fonte de erros de leitura com goniômetro é a paralaxe. É também importante ler o valor da medida do ângulo com o goniômetro aplicado à peça, de modo que não ocorra deslo- camento da lâmina.

Gabaritos

São dispositivos fabricados pelo usuário para verificar a conformidade do serviço com as normas de projeto, quando os instrumentos convencionais não atendem às necessidades.

VANTAGENS É um processo de inspeção bastante rápido. Se fabricados dentro da precisão requerida para

VANTAGENS

É um processo de inspeção bastante rápido.

É um processo de inspeção bastante rápido.VANTAGENS Se fabricados dentro da precisão requerida para o serviço, eliminam erros de leitura. DESVANTAGENS Nem

Se fabricados dentro da precisão requerida para o serviço, eliminam erros de leitura.

Se fabricados dentro da precisão requerida para o serviço, eliminam erros de leitura.VANTAGENS É um processo de inspeção bastante rápido. DESVANTAGENS Nem sempre é possível ao usuário fabricar

requerida para o serviço, eliminam erros de leitura. DESVANTAGENS Nem sempre é possível ao usuário fabricar

DESVANTAGENS

Nem sempre é possível ao usuário fabricar certos tipos de gabaritos com a precisão adequada.

Nem sempre é possível ao usuário fabricar certos tipos de gabaritos com a precisão adequada.Como demandam tempo para a sua fabricação, só devem ser usados para verificações repetitivas.

Como demandam tempo para a sua fabricação, só devem ser usados para verificações repetitivas.

Como demandam tempo para a sua fabricação, só devem ser usados para verificações repetitivas.Nem sempre é possível ao usuário fabricar certos tipos de gabaritos com a precisão adequada.

58 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional As figuras a seguir mostram alguns tipos de gabaritos

As figuras a seguir mostram alguns tipos de gabaritos usados em juntas soldadas.

FIGURA 18 Alguns tipos de gabaritos usados em juntas soldadas Calço Gabarito para verificação de
FIGURA 18 Alguns tipos de gabaritos usados em juntas soldadas Calço Gabarito para verificação de

FIGURA 18

FIGURA 18 Alguns tipos de gabaritos usados em juntas soldadas Calço Gabarito para verificação de alinhamento

Alguns tipos de gabaritos usados em juntas soldadas

FIGURA 18 Alguns tipos de gabaritos usados em juntas soldadas Calço Gabarito para verificação de alinhamento
FIGURA 18 Alguns tipos de gabaritos usados em juntas soldadas Calço Gabarito para verificação de alinhamento
Calço Gabarito para verificação de alinhamento
Calço
Gabarito para verificação de alinhamento

Gabarito

a
a

a =Reforço máximo

de alinhamento Gabarito a a =Reforço máximo Gabarito Reforço excessivo Gabarito para verificação de

Gabarito

Reforço excessivo

a a =Reforço máximo Gabarito Reforço excessivo Gabarito para verificação de embicamento Verificador de
a a =Reforço máximo Gabarito Reforço excessivo Gabarito para verificação de embicamento Verificador de

Gabarito para verificação de embicamento

excessivo Gabarito para verificação de embicamento Verificador de reforço de solda Gabarito para verificação

Verificador de reforço de solda

de embicamento Verificador de reforço de solda Gabarito para verificação de chanfro Nariz incorreto
de embicamento Verificador de reforço de solda Gabarito para verificação de chanfro Nariz incorreto

Gabarito para verificação de chanfro

Nariz incorreto

Nariz incorreto

Ângulo incorreto

Ângulo incorreto
de embicamento Verificador de reforço de solda Gabarito para verificação de chanfro Nariz incorreto Ângulo incorreto
Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional Instrumentos especiais Além dos dispositivos fabricados pelo

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Instrumentos especiais

Além dos dispositivos fabricados pelo usuário, existem no mercado instrumentos especi- ais; a maioria deles tem capacidade de verificar mais de uma medida em apenas uma operação, já possuindo gravadas em seu corpo as dimensões a que se aplicam e/ou escalas para leitura.

FIGURA 19 Instrumentos especiais Verificação de reforço Verificação da garganta da solda Verificação dos
FIGURA 19 Instrumentos especiais Verificação de reforço Verificação da garganta da solda Verificação dos

FIGURA 19

FIGURA 19 Instrumentos especiais Verificação de reforço Verificação da garganta da solda Verificação dos

Instrumentos especiais

Verificação

de reforço

FIGURA 19 Instrumentos especiais Verificação de reforço Verificação da garganta da solda Verificação dos
FIGURA 19 Instrumentos especiais Verificação de reforço Verificação da garganta da solda Verificação dos
Verificação da garganta da solda Verificação dos limites de tolerância de soldas convexas Medição da

Verificação da garganta da solda

Verificação da garganta da solda Verificação dos limites de tolerância de soldas convexas Medição da perna

Verificação dos

limites de

tolerância de

soldas convexas

Verificação da garganta da solda Verificação dos limites de tolerância de soldas convexas Medição da perna

Medição da perna da solda

Verificação da garganta da solda Verificação dos limites de tolerância de soldas convexas Medição da perna
Soldas convexas

Soldas convexas

Tubo Medidor de desalinhamento interno Calibre com Escala de ângulo 37,5º espessura do material Indicador
Tubo
Medidor de desalinhamento
interno
Calibre com
Escala de
ângulo 37,5º
espessura
do material
Indicador de
espessura
do material
Escala medidora
de desalinhamento interno

Acessório

Soldas côncavas
Soldas côncavas

Soldas côncavas

Escala medidora de desalinhamento interno Acessório Soldas côncavas Medidor de solda em ângulo e reforço de

Medidor de solda em ângulo e reforço de solda

Escala medidora de desalinhamento interno Acessório Soldas côncavas Medidor de solda em ângulo e reforço de

60 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional FIGURA 20 Medidor com finalidades múltiplas MM Polegada

FIGURA 20

Medidor com finalidades múltiplas

MM
MM

Polegada

Espessura, diâmetro de eletrodos, etc.

Polegada

MM
MM

Desalinhamento

Polegada MM
Polegada
MM

Profundidade da mordedura ou cavidade

MM Polegada
MM
Polegada

Garganta de solda em ângulos

Graus
Graus

Ângulo de chanfro

Polegada

MM
MM

Perna da solda em ângulo, reforço de solda

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional FIGURA 21 Formas de medição com instrumentos especiais

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

FIGURA 21

Formas de medição com instrumentos especiais

FIGURA 21 Formas de medição com instrumentos especiais Figura A Medição da espessura de uma chapa

Figura A Medição da espessura de uma chapa ou tubo

Figura A Medição da espessura de uma chapa ou tubo Figura B Figura C Medição da
Figura A Medição da espessura de uma chapa ou tubo Figura B Figura C Medição da

Figura B

Figura C

Medição da altura

Medição de

face da raiz

desalinhamento

da altura Medição de face da raiz desalinhamento Figura D Medição do diâmetro de uma barra

Figura D Medição do diâmetro de uma barra

desalinhamento Figura D Medição do diâmetro de uma barra Figura E Medição do reforço Figura F

Figura E Medição do reforço

do diâmetro de uma barra Figura E Medição do reforço Figura F Medição da garganta de

Figura F Medição da garganta de uma solda em ângulo – convexa

F Medição da garganta de uma solda em ângulo – convexa Figura G Medição da garganta

Figura G Medição da garganta de uma solda em ângulo – côncava

Medição da garganta de uma solda em ângulo – côncava Figura H Medição de uma perna

Figura H Medição de uma perna de solda

– côncava Figura H Medição de uma perna de solda Figura I Medição da abertura da

Figura I Medição da abertura da raiz

uma perna de solda Figura I Medição da abertura da raiz Figura J Medição de uma

Figura J Medição de uma perna de solda com a utilização da placa giratória

de uma perna de solda com a utilização da placa giratória Figura L Medição do ângulo

Figura L Medição do ângulo de Bisel

As Figuras de A até H estão representadas sem a placa giratória. As Figuras I, J e L estão representadas sem a lâmina corrediça. O detalhe ampliado da Figura I mostra o local da leitura na escala pontiaguda (aprox. 4,8mm). A utilização da extremidade pontiaguda permite avaliar a profundidade de mordedura, cavidade e depressões com boa aproximação, o que não se consegue com a lâmina corrediça, dadas a largura e a espessura de suas extremidades chanfradas.

62 SENAI

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional

Inspeção visual de soldagem – Ensaio dimensional FIGURA 22 Medidor com finalidades múltiplas (hi-lo) Tubo

FIGURA 22

Medidor com finalidades múltiplas (hi-lo)

Tubo Acessório Medidor de desalinhamento interno Calibre com ângulo 37,5º Escala de espessura do material
Tubo
Acessório
Medidor de desalinhamento interno
Calibre com ângulo 37,5º
Escala de
espessura
do material
Indicador de
espessura
do material
Escala medidora de
desalinhamento interno

Terminologia de soldagem

Nesta unidade

Soldagem

Soldagem

Solda

Solda

Tipos de solda

Tipos de solda

Descontinuidades induzidas pelo processo de soldagem

Descontinuidades induzidas pelo processo de soldagem

4

Soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem É a união de duas ou mais partes

É a união de duas ou mais partes de um conjunto, de modo que não haja interrupção de matéria nas regiões de união dessas partes. Observe as duas partes de um conjunto por soldar e, ao lado, o conjunto já unido por solda.

Figura 1 representação de duas partes de um conjunto a ser unido por solda
Figura 1
representação de duas partes
de um conjunto a ser unido por solda
Figura 2 representação das partes 1 e 2 unidas por solda
Figura 2
representação das partes
1 e 2 unidas por solda
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Figura 3 Exemplo de peças soldadas: esfera

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Figura 3 Exemplo de peças soldadas: esfera para armazenamento de gás
Figura 3
Exemplo de peças soldadas:
esfera para armazenamento de gás

Existem muitos termos relativos a soldagem que você precisa conhecer. Entre eles estão:

chanfro, junta e solda.

Chanfro

É a abertura entre duas partes do conjunto que se quer soldar, que determina o espaço para conter a solda.

68 SENAI-RJ

Figura 4

Dois modelos de chanfro

Chanfro
Chanfro
se quer soldar, que determina o espaço para conter a solda. 68 SENAI-RJ Figura 4 Dois

Chanfro

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem O chanfro pode ser também um sulco (uma

O chanfro pode ser também um sulco (uma abertura) na superfície de uma peça.

Figura 5 Outro modelo de chanfro, com sulco; vista superior e frontal Corte A –
Figura 5
Outro modelo de chanfro, com sulco; vista superior e frontal
Corte A – A
Sulco

Podemos diferenciar, no chanfro, as seguintes regiões:

BiselPodemos diferenciar, no chanfro, as seguintes regiões: Ângulo do bisel Ângulo do chanfro Face do chanfro

Ângulo do biseldiferenciar, no chanfro, as seguintes regiões: Bisel Ângulo do chanfro Face do chanfro Bisel É a

Ângulo do chanfrono chanfro, as seguintes regiões: Bisel Ângulo do bisel Face do chanfro Bisel É a extremidade

Face do chanfroregiões: Bisel Ângulo do bisel Ângulo do chanfro Bisel É a extremidade (borda) preparada de uma

Bisel

É a extremidade (borda) preparada de uma peça com a finalidade de ser submetida à sol-

dagem. Essa preparação é feita por meio de corte em ângulo.

Figura 6 Seqüência de biselamento com corte em ângulo Orientação do corte Peça bruta Peça
Figura 6
Seqüência de biselamento com corte em ângulo
Orientação do corte
Peça bruta
Peça com orientação do
corte que será efetuado
Peça biselada
(cortada)
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem O bisel também pode ser curvo. Figura

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

O bisel também pode ser curvo.

Figura 7 Seqüência do biselamento com corte curvo Orientação do corte Peça bruta Peça com
Figura 7
Seqüência do biselamento com corte curvo
Orientação do corte
Peça bruta
Peça com orientação do
corte que será efetuado
Peça biselada
(cortada)

Ângulo do bisel

É o ângulo formado entre a borda preparada de uma peça e um plano perpendicular à su-

perfície dessa peça.

Figura 8 Ângulo do bisel com corte reto Plano perpendicular à superfície da peça Ângulo
Figura 8
Ângulo do bisel com corte reto
Plano
perpendicular
à superfície
da peça
Ângulo
do bisel
Ângulo
do bisel
90 º
90 º

70 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Figura 9 Ângulo do bisel com corte curvo
Figura 9 Ângulo do bisel com corte curvo Plano perpendicular à superfície da peça Ângulo
Figura 9
Ângulo do bisel com corte curvo
Plano
perpendicular
à superfície
da peça
Ângulo
do bisel
Ângulo
do bisel
90 º
90 º

Ângulo do chanfro

É o ângulo total entre as partes que serão unidas por uma solda.

Figura 10 Ângulo do chanfro de corte reto – vistas lateral e frontal Ângulo do
Figura 10
Ângulo do chanfro de corte reto – vistas lateral e frontal
Ângulo do
chanfro
Ângulo do
chanfro
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Figura 11 Ângulo do chanfro de corte

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Figura 11 Ângulo do chanfro de corte curvo – vistas lateral e frontal Ângulo do
Figura 11
Ângulo do chanfro de corte curvo – vistas lateral e frontal
Ângulo do
chanfro
Ângulo do
chanfro

Face do chanfro

É a superfície de cada uma das partes de um conjunto que forma o chanfro.

Figura 12 Faces do chanfro de corte reto Faces do chanfro
Figura 12
Faces do chanfro de corte reto
Faces do
chanfro

72 SENAI-RJ

Figura 13 Faces do chanfro de corte curvo Faces do chanfro
Figura 13
Faces do chanfro de corte curvo
Faces do
chanfro

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Depois de ter conhecido as regiões de um

Depois de ter conhecido as regiões de um chanfro, torna-se importante conhecer os vá- rios tipos de chanfros.

Figura 14

Formas de chanfro

Chanfro reto

tipos de chanfros. Figura 14 Formas de chanfro Chanfro reto Chanfro em meio V Chanfro em

Chanfro em meio V

Figura 14 Formas de chanfro Chanfro reto Chanfro em meio V Chanfro em V Chanfro em

Chanfro em V

de chanfro Chanfro reto Chanfro em meio V Chanfro em V Chanfro em X simétrico Chanfro

Chanfro em X simétrico

Chanfro em meio V Chanfro em V Chanfro em X simétrico Chanfro em X assimétrico Chanfro

Chanfro em X assimétrico

meio V Chanfro em V Chanfro em X simétrico Chanfro em X assimétrico Chanfro em K

Chanfro em K simétrico

meio V Chanfro em V Chanfro em X simétrico Chanfro em X assimétrico Chanfro em K

COntinuA

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem COntinuAçãO   Figura 14   Formas de

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

COntinuAçãO

 

Figura 14

 

Formas de chanfro

Chanfro em K assimétrico

Chanfro em K assimétrico

Chanfro em J

Chanfro em J

Chanfro em duplo u (simétrico ou assimétrico)

Chanfro em duplo u (simétrico ou assimétrico)

Chanfro em duplo J (simétrico ou assimétrico)

Chanfro em duplo J (simétrico ou assimétrico)

Chanfro em u

Chanfro em u
As formas dos chanfros são escolhidas em função das espessuras das peças que serão soldadas,

As formas dos chanfros são escolhidas em função das espessuras das peças que serão soldadas, do tipo de união entre as peças e do processo de soldagem (técnica) que será utilizado.

74 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Ângulo de deslocamento ou de inclinação É o

Ângulo de deslocamento ou de inclinação

É o menor ângulo que o eixo do eletrodo, pistola ou tocha forma com um plano perpen- dicular ao eixo da solda. Para a soldagem circunferencial em tubos, é o menor ângulo que o ei- xo do eletrodo, pistola ou tocha forma com o plano que passa pelo eixo do tubo e o ponto de contato do tubo com o eixo do eletrodo, pistola ou tocha.

Figura 15

Formas de identificação do ângulo de deslocamento

Ângulo de

deslocamento

Eletrodo
Eletrodo

Ângulo de

deslocamento Eletrodo
deslocamento
Eletrodo
Ângulo de deslocamento Eletrodo
Ângulo de
deslocamento
Eletrodo

Ângulo de

deslocamento

Eletrodo
Eletrodo

Ângulo de

deslocamento Eletrodo

Eletrodo Ângulo de deslocamento Eletrodo Ângulo de deslocamento Eletrodo Ângulo de deslocamento Eletrodo SENAI-RJ 75

Ângulo de

deslocamento Eletrodo
deslocamento
Eletrodo
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Ângulo de trabalho É o menor ângulo

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Ângulo de trabalho

É o menor ângulo formado pelo eixo do eletrodo, pistola ou tocha com a superfície do me- tal de base, medido num plano perpendicular ao eixo da solda. Para juntas em ângulo, considera-se o ângulo medido entre a superfície do metal de ba- se menos favorecido pela penetração e o eixo do eletrodo, pistola ou tocha, medido num pla- no perpendicular ao eixo da solda. Para tubos, é o ângulo que o eixo do eletrodo, tocha ou pistola faz com o plano tangente ao tubo, no ponto de contato deste com o eixo do eletrodo, tocha ou pistola, medido no plano que passa pelo eixo do tubo e o ponto de contato deste com o eletrodo, pistola ou tocha.

Figura 16

Formas de identificação do ângulo de trabalho

Eletrodo Ângulo de trabalho
Eletrodo
Ângulo de
trabalho
Eletrodo
Eletrodo

Ângulo de trabalho (A)

Ângulo de

trabalho (B)

Eletrodo Ângulo de trabalho
Eletrodo
Ângulo de
trabalho
(A) Ângulo de trabalho (B) Eletrodo Ângulo de trabalho Ângulo de trabalho (A) Eletrodo Eletrodo Ângulo

Ângulo de trabalho (A)

Eletrodo

Eletrodo
Eletrodo

Ângulo de

trabalho (B)

Eletrodo
Eletrodo

Ângulo de

trabalho

Eletrodo trabalho
Eletrodo
trabalho

Ângulo de

76 SENAI-RJ

Junta

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem É a região da peça onde será realizada

É a região da peça onde será realizada a soldagem, isto é, a região de união das partes de

um conjunto. Numa junta, podemos diferenciar as seguintes regiões:

Raiz da junta

É a região da junta por soldar onde as partes estão o mais próximo possível uma da outra.

Figura 17 raízes das juntas Raiz da junta Raiz da junta Raiz Raiz da junta
Figura 17
raízes das juntas
Raiz da junta
Raiz da junta
Raiz
Raiz
da junta
da junta

Abertura da raiz

É o espaçamento, na raiz da junta, entre as partes que serão unidas.

Figura 18 identificação da abertura da raiz Abertura da raiz Abertura da raiz
Figura 18
identificação da abertura da raiz
Abertura
da raiz
Abertura da raiz
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Tipos de juntas As juntas podem apresentar-se

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Tipos de juntas

As juntas podem apresentar-se de várias formas.

Junta de topo

Junta entre duas partes que estão aproximadamente alinhadas no mesmo plano.

 

Figura 19

 

Juntas de topo

Chanfro reto

Com chanfro em u

  Juntas de topo Chanfro reto Com chanfro em u Com chanfro em V Com chanfro
  Juntas de topo Chanfro reto Com chanfro em u Com chanfro em V Com chanfro

Com chanfro em V

Com chanfro em J

Com chanfro em u Com chanfro em V Com chanfro em J Com chanfro em X
Com chanfro em u Com chanfro em V Com chanfro em J Com chanfro em X

Com chanfro em X simétrico ou assimétrico

Com chanfro em duplo u simétrico ou assimétrico

Com chanfro em duplo u simétrico ou assimétrico Com chanfro em K simétrico ou assimétrico Com
Com chanfro em duplo u simétrico ou assimétrico Com chanfro em K simétrico ou assimétrico Com

Com chanfro em K simétrico ou assimétrico

Com chanfro em duplo J simétrico ou assimétrico

chanfro em K simétrico ou assimétrico Com chanfro em duplo J simétrico ou assimétrico Com chanfro
chanfro em K simétrico ou assimétrico Com chanfro em duplo J simétrico ou assimétrico Com chanfro

Com chanfro em meio V

chanfro em K simétrico ou assimétrico Com chanfro em duplo J simétrico ou assimétrico Com chanfro

78 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Junta de ângulo Junta em que, numa seção

Junta de ângulo

Junta em que, numa seção transversal, seus componentes formam entre si ângulo dife- rente daqueles formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo.

Figura 20

Juntas de ângulo

formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em
formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em

Em quina

formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em
formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em
formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em
formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em

Em t

formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em
formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em

Em L

formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em
formados nas juntas sobreposta, de aresta, ou topo. Figura 20 Juntas de ângulo Em quina Em

Em ângulo

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Junta sobreposta É o tipo de junta

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Junta sobreposta

É o tipo de junta em que as partes do conjunto são colocadas uma sobre a outra; a solda- gem é efetuada entre uma borda e uma superfície.

Figura 21

Juntas sobrepostas

uma borda e uma superfície. Figura 21 Juntas sobrepostas Junta de arestas Junta em que, numa
uma borda e uma superfície. Figura 21 Juntas sobrepostas Junta de arestas Junta em que, numa
uma borda e uma superfície. Figura 21 Juntas sobrepostas Junta de arestas Junta em que, numa
uma borda e uma superfície. Figura 21 Juntas sobrepostas Junta de arestas Junta em que, numa
uma borda e uma superfície. Figura 21 Juntas sobrepostas Junta de arestas Junta em que, numa
uma borda e uma superfície. Figura 21 Juntas sobrepostas Junta de arestas Junta em que, numa
uma borda e uma superfície. Figura 21 Juntas sobrepostas Junta de arestas Junta em que, numa

Junta de arestas

Junta em que, numa seção transversal, os componentes formam entre si um ângulo en- tre 0º e 30º; a soldagem é efetuada nas bordas.

Figura 22

Junta de arestas

0º a 30º
0º a 30º
é efetuada nas bordas. Figura 22 Junta de arestas 0º a 30º Sem chanfro Sem chanfro

Sem

chanfro

Sem

chanfro

é efetuada nas bordas. Figura 22 Junta de arestas 0º a 30º Sem chanfro Sem chanfro

Com

chanfro

Com

chanfro

80 SENAI-RJ

Solda

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem É o resultado da soldagem. Na maior parte

É o resultado da soldagem. Na maior parte dos casos, a solda é obtida quando se adicio-

na à junta um metal em estado de fusão (alta temperatura), que se dilui (mistura) parcialmen- te com o material dos componentes que se quer soldar, solidificando-se em seguida. Ao ocorrer essa solidificação, a solda estará concluída.

Figura 23 Áreas da solda Solda Região da solda que sofreu diluição
Figura 23
Áreas da solda
Solda
Região da solda que
sofreu diluição

Antes de conhecer os tipos de solda existentes, é importante conhecer também alguns termos relativos à solda, pois são muito utilizados por inspetores de exames não destrutivos.

Metal de adição

É o metal com o qual será preenchida a junta por soldar; ou seja, é o material com o qual

iremos soldar.

Metal de base

Material de que são constituídas as peças por soldar; ou seja, é o material que iremos soldar. Se a peça é constituí- da de aço inoxidável, o me- tal de base é aço inoxidá- vel. Se a peça for constituí- da de aço-carbono, o me- tal de base é aço-carbono.

Figura 24 Metal de base Metal de base Metal de base
Figura 24
Metal de base
Metal de base
Metal de base
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Face da solda É a parte da

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Face da solda

É a parte da solda que fica visível externamente e que fica oposta à raiz. Soldas de chan-

fro duplo possuem duas faces.

Figura 25 Solda com chanfro em V Face
Figura 25
Solda com chanfro em V
Face
Figura 26 Solda com chanfro em duplo u Face Face
Figura 26
Solda com chanfro em duplo u
Face
Face

Reforço da solda

É o excesso de material existente na face e na raiz da solda.

Figura 27

reforço da solda

Reforço Reforço
Reforço
Reforço
Reforço Reforço
Reforço
Reforço

82 SENAI-RJ

Metal depositado

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem É o metal de adição que foi realmente

É o metal de adição que foi realmente utilizado (depositado) na soldagem.

Raiz da solda

São os pontos nos quais a parte posterior da solda, ou seja, por onde a soldagem é inicia- da, encontra as superfícies do metal de base.

Figura 28

identificação das raízes da solda nos diversos tipos de chanfro

das raízes da solda nos diversos tipos de chanfro Raiz da solda Raiz da solda Raiz

Raiz da solda

raízes da solda nos diversos tipos de chanfro Raiz da solda Raiz da solda Raiz da

Raiz da solda

nos diversos tipos de chanfro Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz da

Raiz da solda

tipos de chanfro Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz
tipos de chanfro Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz

Raiz da solda

Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz da solda Raiz

Raiz da solda

Raiz da solda

A soldagem normalmente é efetuada em etapas sucessivas, durante as quais o metal é de-

positado no chanfro. Cada uma dessas etapas é chamada passe.

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Passe de solda ou cordão de solda

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Passe de solda ou cordão de solda

É o ato de deslocar a poça de fusão, com ou sem metal de adição, ao longo da junta ou so-

bre a superfície do metal de base, com ou sem interrupção. A junta mostrada na Figura 29 pos- sui 10 passes de solda. Observe sua seqüência.

Figura 29 Seqüência de passes de solda
Figura 29
Seqüência de passes de solda

Camada

É o depósito de metal de solda obtido mediante um ou mais passes situados aproxima-

damente no mesmo plano.

Figura 30 Distribuição dos passes de solda em camadas Passes de solda Camadas 1ª camada:
Figura 30
Distribuição dos passes de solda em camadas
Passes de solda
Camadas
1ª camada: passes 1 e 2
2ª camada: passes 3 e 4
3ª camada: passes 5, 6 e 7
4ª camada: passes 8, 9 e 10
5ª camada: passes 11, 12 e 13
6ª camada: passes 14, 15, 16, e 17
7ª camada: passes 18, 19, 20 e 21
8ª camada: passes 22, 23, 24 e 25
9ª camada: passes 26, 27, 28 e 29

84 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem A Figura 31 possui oito passes de solda

A Figura 31 possui oito passes de solda que, no caso, representam oito camadas, ou seja,

cada camada é constituída de um só passe.

Figura 31 Camadas com um só passe Passes de solda Camadas
Figura 31
Camadas com um só passe
Passes de solda
Camadas

Margem da solda

É a “linha” correspondente ao encontro da face da solda com o metal de base.

Figura 32 Margem da solda Margem da solda
Figura 32
Margem da solda
Margem
da solda
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Perna da solda É a distância do

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Perna da solda

É a distância do início da raiz da junta à margem da solda.

Figura 33 Perna da solda Margem Perna da solda Raiz da solda Perna da solda
Figura 33
Perna da solda
Margem
Perna
da solda
Raiz da solda
Perna da solda

Garganta efetiva

É a menor distância entre a raiz e a face da solda, descontado qualquer reforço. Para sol-

da em ângulo combinada com chanfro, é a menor distância entre a raiz da solda e a superfície do componente chanfrado.

Figura 34

identificação da garganta efetiva nos vários tipos de chanfro

Garganta efetiva
Garganta
efetiva
Garganta efetiva
Garganta
efetiva

COntinuA

86 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem COntinuAçãO Figura 34 identificação da garganta efetiva nos

COntinuAçãO

Figura 34

identificação da garganta efetiva nos vários tipos de chanfro

da garganta efetiva nos vários tipos de chanfro Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta
da garganta efetiva nos vários tipos de chanfro Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta

Garganta efetiva

Garganta efetiva

Garganta efetiva Garganta efetiva
Garganta efetiva
Garganta efetiva
Garganta efetiva
Garganta efetiva

Garganta efetiva

Garganta efetiva

Garganta efetiva

efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva SENAI-RJ 87
Garganta efetiva
Garganta efetiva
efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva Garganta efetiva SENAI-RJ 87

Garganta efetiva

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Garganta real É a menor distância medida

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Garganta real

É a menor distância medida entre a raiz e a face da solda de filete.

 

Figura 35

 

identificação da garganta real nos diversos tipos de chanfro

Garganta real

Garganta real

Garganta real

Garganta real

Garganta real

Garganta real

Garganta real

Garganta real

88 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Garganta teórica É a menor distância do início

Garganta teórica

É a menor distância do início da raiz da junta à hipotenusa do maior triângulo retângulo inscrito na seção transversal da solda.

Figura 36

identificação da garganta teórica nos diferentes tipos de chanfro

da garganta teórica nos diferentes tipos de chanfro Garganta teórica Garganta teórica Garganta teórica

Garganta teórica

Garganta teórica

nos diferentes tipos de chanfro Garganta teórica Garganta teórica Garganta teórica Garganta teórica SENAI-RJ 89

Garganta teórica

nos diferentes tipos de chanfro Garganta teórica Garganta teórica Garganta teórica Garganta teórica SENAI-RJ 89

Garganta teórica

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Tipos de solda As soldas também podem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Tipos de solda

As soldas também podem ser de vários tipos; são caracterizadas principalmente em fun- ção do tipo de junta utilizada.

Solda de topo

É o resultado da operação de soldagem numa junta de topo. A Figura 37 mostra a repre- sentação gráfica de uma solda de topo.

Figura 37 Solda em junta de topo
Figura 37
Solda em junta de topo

Solda em ângulo

Consiste em uma solda que une duas superfícies aproximadamente em ângulo reto. É exe- cutada em juntas de ângulos e juntas sobrepostas. As figuras a seguir mostram soldas em alguns tipos de juntas de ângulo e de juntas so- brepostas.

Figura 38 Solda em ângulo executada em junta de ângulo em “T” As superfícies que
Figura 38
Solda em ângulo executada em junta de ângulo em “T”
As superfícies
que receberão
a solda estão
em ângulo reto
Solda

90 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Figura 39 Solda em ângulo executada em junta
Figura 39 Solda em ângulo executada em junta de ângulo em “T”, com chanfro Superfícies
Figura 39
Solda em ângulo executada em junta de ângulo em “T”, com chanfro
Superfícies
a serem unidas
Solda
Figura 40 Solda de ângulo executada em junta de ângulo em ângulo Solda Superfícies a
Figura 40
Solda de ângulo executada em junta de ângulo em ângulo
Solda
Superfícies
a serem unidas

Na Figura 40 está um caso particular de solda em ângulo, pois as superfícies por unir não estão em ângulo reto.

Figura 41

Solda em ângulo, em junta de ângulo em quina

As superfícies que receberão a solda estão em ângulo reto

em ângulo, em junta de ângulo em quina As superfícies que receberão a solda estão em
em ângulo, em junta de ângulo em quina As superfícies que receberão a solda estão em

Solda

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Figura 42 Solda em ângulo, em junta

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Figura 42

Solda em ângulo, em junta sobreposta

As superfícies que receberão a solda estão em ângulo reto

superfícies que receberão a solda estão em ângulo reto Solda Solda de aresta É a solda
Solda
Solda

Solda de aresta

É a solda executada em uma junta de aresta. Veja como é representada na Figura 43.

Figura 43

Solda de aresta

de aresta. Veja como é representada na Figura 43. Figura 43 Solda de aresta Bordas que

Bordas que

receberão solda

de aresta. Veja como é representada na Figura 43. Figura 43 Solda de aresta Bordas que

92 SENAI-RJ

Solda de tampão

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem É uma solda feita em um furo, circular

É uma solda feita em um furo, circular ou não, situado em uma das partes do conjunto de

uma junta sobreposta, ligando esta parte à região da outra parte que está visível através do furo.

Figura 44

Solda de tampão – vistas superior e frontal

1 1 22 A A Parte do conjunto
1 1
22
A
A
Parte do
conjunto

Corte AA’ antes da solda

1 1 22 A A Parte do conjunto Corte AA’ antes da solda O furo circular

O furo circular pode ser ou não totalmente preenchido por solda, como apresentam as Fi-

guras 45 e 46.

Figura 45 Neste caso, o furo não foi totalmente preenchido por solda 33 Corte AA`
Figura 45
Neste caso, o furo não foi totalmente preenchido por solda
33 Corte AA` antes da solda
Solda

Figura 46

aqui a solda preencheu totalmente o furo

preenchido por solda 33 Corte AA` antes da solda Solda Figura 46 aqui a solda preencheu
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Solda de encaixe É a solda realizada

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Solda de encaixe

É a solda realizada em juntas sobrepostas, unindo um tubo a outro componente de tubulação.

Figura 47 Solda de encaixe
Figura 47
Solda de encaixe

Regiões da solda

Quando soldamos uma junta, podemos distinguir quatro regiões:

1 1

METal DE baSE

É o material que será soldado.

2 2

ZONa FuNDiDa

É a região que sofreu fusão durante uma soldagem.

3 3

ZONa DE ligaçãO

freu processo de fusão.

É o limite entre a zona fundida (que sofreu fusão) e a zona que não so-

4 4

ZONa aFETaDa PElO CalOr

Também conhecida por zona afetada termicamente (ZAT). É

a região do metal de base que não sofre processo de fusão, mas que tem suas propriedades me- cânicas e metalúrgicas afetadas pelo calor de soldagem.

Figura 48 as quatro regiões de uma soldagem de junta Zona de Zona afetada Zona
Figura 48
as quatro regiões de uma soldagem de junta
Zona de
Zona afetada
Zona afetada
ligação
pelo calor
pelo calor
Metal
Zona
Metal
de base
fundida
de base

94 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Posições de soldagem para chapas   Figura 49

Posições de soldagem para chapas

 

Figura 49

 

a soldagem de chapas pode ser feita em várias posições, em juntas de topo e de ângulo

Junta de topo

Junta de ângulo

de topo e de ângulo Junta de topo Junta de ângulo Posição plana – 1G Posição
de topo e de ângulo Junta de topo Junta de ângulo Posição plana – 1G Posição

Posição plana – 1G

Posição plana – 1F

de ângulo Posição plana – 1G Posição plana – 1F Posição horizontal – 2G Posição horizontal
de ângulo Posição plana – 1G Posição plana – 1F Posição horizontal – 2G Posição horizontal

Posição horizontal – 2G

Posição horizontal – 2F

Posição horizontal – 2G Posição horizontal – 2F Posição vertical – 3G Posição vertical – 3F
Posição horizontal – 2G Posição horizontal – 2F Posição vertical – 3G Posição vertical – 3F

Posição vertical – 3G

Posição vertical – 3F

2F Posição vertical – 3G Posição vertical – 3F Posição sobrecabeça – 4G Posição sobrecabeça –
2F Posição vertical – 3G Posição vertical – 3F Posição sobrecabeça – 4G Posição sobrecabeça –

Posição sobrecabeça – 4G

Posição sobrecabeça – 4F

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Posições de soldagem para tubos Figura 50

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Posições de soldagem para tubos

Figura 50

a soldagem de tubos pode ocorrer em várias posições

Junta de topo

de tubos pode ocorrer em várias posições Junta de topo Posição plana – 1G Posição horizontal

Posição plana – 1G

em várias posições Junta de topo Posição plana – 1G Posição horizontal – 2G Posição múltipla

Posição horizontal – 2G

de topo Posição plana – 1G Posição horizontal – 2G Posição múltipla – 5G Posição múltipla

Posição múltipla – 5G

1G Posição horizontal – 2G Posição múltipla – 5G Posição múltipla – 6G Junta de ângulo

Posição múltipla – 6G

Junta de ângulo

múltipla – 5G Posição múltipla – 6G Junta de ângulo Posição plana – 1F Posição horizontal

Posição plana – 1F

múltipla – 6G Junta de ângulo Posição plana – 1F Posição horizontal – 2F Posição múltipla

Posição horizontal – 2F

ângulo Posição plana – 1F Posição horizontal – 2F Posição múltipla – 5F Posição múltipla –

Posição múltipla – 5F

Posição plana – 1F Posição horizontal – 2F Posição múltipla – 5F Posição múltipla – 6F

Posição múltipla – 6F

96 SENAI-RJ

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Descontinuidades induzidas pelo processo de soldagem Em juntas

Descontinuidades induzidas pelo processo de soldagem

Em juntas de topo, as descontinuidades podem acontecer por várias razões: na face da solda

(Figura 51), na raiz da solda (Figura 52), em juntas de ângulo (Figura 53) e em descontinuida- des em geral (Figura 54).

Figura 51

Descontinuidades na face da solda

Deposição insuficiente insuficiência de metal na face da solda.

insuficiente insuficiência de metal na face da solda. Mordeduras Depressão sobre a forma de entalhe, no

Mordeduras Depressão sobre a forma de entalhe, no metal de base acompanhando a margem da solda.

de entalhe, no metal de base acompanhando a margem da solda. Sobreposição Excesso de metal da

Sobreposição Excesso de metal da zona fundida sobreposto ao metal de base na margem da solda, sem estar fundido ao metal de base.

Excesso de metal de solda sobreposto à superfície da peça
Excesso de metal de solda
sobreposto à superfície da peça

Poro superficial Vazio arredondado, isolado e interno à solda.

Poro (superficial)
Poro (superficial)

Porosidade Conjunto de poros distribuídos de maneira uniforme.

Conjunto de poros distribuídos de maneira uniforme. Porosidade agrupada Conjunto de poros agrupados. Porosidade

Porosidade agrupada Conjunto de poros agrupados. Porosidade agrupada (na superfície)

Porosidade agrupada (interna)
Porosidade
agrupada
(interna)
Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem Cordão de solda é o mesmo que

Inspeção Visual de Soldagem – Terminologia de soldagem