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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

AUDITORIA

INDEPENDENTE

Auditoria Independente

É responsabilidade do auditor garantir cumprimento com todas as obrigações legais, regulatórias e profissionais.

 Auditoria é o conjunto de exames, metodologicamente estruturado, executado por profissional competente, que visa
Auditoria é o conjunto de exames,
metodologicamente estruturado, executado
por profissional competente, que visa
confirmar a exatidão de algo, mediante um
confronto entre o planejado e o executado.
 A NBC TA 200 trata das responsabilidades
gerais do auditor independente na condução
de uma auditoria de demonstrações
contábeis em conformidade com NBC TAs.
Na linguagem profissional e de mercado,
fazer auditoria significa comparar práticas
operacionalizadas com procedimentos
normatizados e previamente estabelecidos,
compreendendo o exame de documentos,
livros e registros, inspeções e obtenção de
informações e confirmações, objetivando
mensurar a exatidão desses registros e das
demonstrações contábeis deles decorrentes.
 Sócio encarregado do trabalho é o sócio ou
outra pessoa na firma responsável pelo
trabalho e sua execução, e pelo relatório
que é emitido em nome da firma. Quando
necessário, é quem tem a autoridade
apropriada conferida pelo Sistema
CFC/CRC e quando requerido pelo
regulador.
Os
exames são efetuados de acordo com as
normas de auditoria usualmente aceitas, as
NBC Tas – normas brasileiras de
contabilidade técnica de auditoria, e
incluem procedimentos que os auditores
julgarem necessários para obter elementos
de convicção, visando comprovar se os
registros foram executados de acordo com
Equipe de trabalho - os sócios e o quadro
técnico envolvidos no trabalho e quaisquer
pessoas contratadas pela firma ou uma
firma da mesma rede para executar
procedimentos do trabalho. Isso exclui
especialistas externos contratados pela
firma ou por firma da mesma rede.
as
necessidades legais.
A auditoria é considerada independente pela
necessidade de o auditor não ter relações
com a auditada que possam afetar a
execução do trabalho ou até mesmo criar
uma suspeição sobre o resultado alcançado;
Firma é um único profissional ou sociedade
de pessoas que atuam como auditor
independente.
Quadro técnico são profissionais, exceto
sócios, incluindo quaisquer especialistas
empregado da firma.
o
profissional envolvido deve ter total
independência junto a auditada e autonomia
em
relação ao escopo do trabalho.
Objeto
NBC TA 200 – OBJETIVOS GERAIS DO
AUDITOR INDEPENDENTE E A
CONDUÇÃO DE UMA AUDITORIA EM
CONFORMIDADE COM NORMAS DE
AUDITORIA
Relatório financeiro aplicável – conjunto das
demonstrações contábeis
As NBC TAs são escritas no contexto de
uma auditoria de demonstrações contábeis
por um auditor.
 As demonstrações contábeis sujeitas à
auditoria são as da entidade, elaboradas
pela sua administração, com supervisão
geral dos responsáveis pela governança.
Elas
devem
ser
adaptadas
conforme
o
necessário
nas
circunstâncias quando
As demonstrações contábeis podem ser
elaboradas em conformidade com uma
estrutura de relatório financeiro desenhada
para satisfazer:
aplicadas
a
auditorias
de
outras
informações.
a) as necessidades de informação financeira
comuns de um amplo leque de usuários (isto é,
“demonstrações contábeis para fins gerais”); ou
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b) as necessidades de informação financeira de usuários específicos (isto é, “demonstrações contábeis para propósitos especiais”).

separado da administração junto com as demonstrações contábeis.

Finalidade

Estrutura de relatório financeiro aplicável na auditada é a estrutura adotada pela administração na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento.

Comprovar a exatidão e a fidedignidade dos registros e informações contábeis e administrativas apresentadas

O auditor independente examina os fatos que deram origem às informações apresentadas nas demonstrações contábeis.

 Profissional  
Profissional

Em alguns casos, a estrutura de relatório financeiro pode abranger normas de informação contábil estabelecidas por organização normatizadora autorizada ou reconhecida e exigências legislativas ou regulamentares.

Os exames são feito por meio de testes e procedimentos de auditoria, que levantarão as informações que servirão de base para formular a opinião final.

Quando existem conflitos entre a estrutura

de

em que orientação sobre sua aplicação pode ser obtida, ou entre as fontes que

relatório financeiro aplicável e as fontes

O auditor deve ser um contador, ou seja, um bacharel em ciências contábeis com registro no CRC.

abrangem a estrutura de relatório financeiro,

a

prevalece.

fonte com a mais alta autoridade

O contador, na função de auditor independente, para assumir a responsabilidade por uma auditoria das demonstrações contábeis, deve ter conhecimento da atividade da entidade auditada, de forma suficiente para que lhe seja possível identificar e compreender as transações realizadas e as práticas contábeis aplicadas, que possam ter efeitos relevantes sobre a posição patrimonial e financeira da entidade.

Aumentar o grau de confiança por parte dos

usuários das informações.

Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável

A opinião expressa pelo auditor é se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável.

Antes de aceitar o trabalho, o auditor deverá obter conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada, mediante avaliação junto à administração, da estrutura organizacional, da complexidade das operações, e do grau de exigência requerido para a realização do trabalho de auditoria, de modo a poder avaliar se está capacitado a assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado.

A forma da opinião do auditor, porém, depende da estrutura de relatório financeiro aplicável e de lei ou regulamento aplicáveis.

Devido a restrição do objeto do trablho, a opinião do auditor não assegura a viabilidade futura da entidade nem a eficiência ou eficácia com a qual a administração conduziu os negócios da entidade.

Em algumas situações, como por exemplo as auditoria públicas, lei e regulamento aplicáveis podem exigir que o auditor forneça opinião sobre outros assuntos específicos, tais como a eficácia do controle interno ou a compatibilidade de um relatório

O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los, contemplada a utilização de especialistas noutras áreas, em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante.

de especialistas noutras áreas, em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante. www.cers.com.br 2

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Obrigatoriedade

Independência é:

CVM = S/As de capital aberto

a)

independência de pensamento

BACEN = Instituições financeiras

postura mental que permite a apresentação de

SUSEP

=

“Cias” seguradoras,

conclusão que não sofra efeitos de influências

capitalizadoras e previdência privada aberta PREVIC = Fundos de pensão (previdência privada fichada)

que comprometam o julgamento profissional, permitindo que a pessoa atue com integridade e exerça objetividade e ceticismo profissional;

Lei 11.638/07 = Empresas de grande porte.

b) aparência de independência evitar

fatos e circunstâncias que sejam tão significativos a ponto de que um terceiro com experiência, conhecimento e bom senso

provavelmente concluiria, pesando todos os fatos e circunstâncias específicas, que a integridade, a objetividade ou o ceticismo profissional da firma, ou de membro da equipe de auditoria seriam comprometidos.

Ameaças podem ser criadas por ampla gama de relações e circunstâncias, inclusive por relação familiar e de familiares.

Familiar imediato é o cônjuge (ou equivalente) ou dependente.

Familiares próximos são pais, filhos ou irmãos que não são membros da família imediata.

As ameaças se enquadram em uma ou mais de uma das categorias a seguir:

Ameaça de interesse próprio; Ameaça de autorrevisão; Ameaça de defesa de interesse do cliente; Ameaça de familiaridade; Ameaça de intimidação.

Ameaça de interesse próprio é a ameaça

de que interesse financeiro ou outro interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o comportamento do auditor;

Empresas de grande porte são aquelas que possuem um ativo maior que 240 milhões ou uma receita bruta maior que 300 milhões de reais

Independência

No caso de trabalhos de auditoria, é do interesse do público que os membros das equipes de auditoria, firmas e firmas em rede sejam independentes dos clientes de auditoria.

Entidades de interesse do público são:

(a)

(b)

regulamento ou legislação como entidade de interesse do público, sendo no caso do Brasil as entidades de grande porte, como definidas na Lei nº 11.638/07.

A independência em relação ao cliente de auditoria é requerida durante o período de contratação e o período coberto pelas demonstrações contábeis.

O período de contratação começa quando a equipe de auditoria começa a executar serviços de auditoria. O período de contratação termina quando o relatório de auditoria é emitido.

   a) b) c) d) e) a)
a)
b)
c)
d)
e)
a)

todas as companhias de capital aberto.

qualquer entidade que seja definida por

Quando o trabalho é de natureza recorrente, esse termina com a notificação de qualquer uma das partes de que o relacionamento profissional terminou ou com a emissão do relatório final de auditoria, o que ocorrer por último.

b) Ameaça de autorrevisão é a ameaça de

que o auditor não avaliará apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por ele, ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual;

nos quais o auditor confiará para formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual;

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c) Ameaça de defesa de interesse do cliente

Interesse financeiro na auditada

é a ameaça de que o auditor promoverá ou defenderá a posição de seu cliente
é a ameaça de que o auditor promoverá ou
defenderá a posição de seu cliente a ponto em
que a sua objetividade fique comprometida;
d) Ameaça de familiaridade é a ameaça de
que, devido ao relacionamento longo ou
próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á
solidário aos interesses dele ou aceitará seu
trabalho sem muito questionamento;
É caracterizado pela propriedade de títulos e
valores mobiliários e quaisquer outros tipos de
investimentos adquiridos ou mantidos pela
entidade de auditoria, seus sócios, membros
da equipe de auditoria ou membros imediatos
da família destas pessoas, relativamente à
entidade auditada, suas controladas ou
integrantes de um mesmo grupo econômico,
dividindo-se em diretos e indireto.
e)
Ameaça de intimidação é a ameaça de que
o auditor será dissuadido de agir objetivamente
em decorrência de pressões reais ou
aparentes, incluindo tentativas de exercer
influência indevida sobre o auditor.
Interesses financeiros diretos são aqueles
sobre os quais o detentor tem controle, seja
em ações, debêntures ou em outros títulos e
valores mobiliários.
Sempre que for identificada uma ameaça o
auditor deve aplicar salvaguardas, de tal
forma que consiga reduzir ou até mesmo
eliminar a ameaça.
Todo processo de análise e trabalho com a
ameaça deve ser devidamente registrado
em papéis de trabalho.
Este tipo de interesse inviabiliza a realização
da auditoria.
O
auditor deve ter independência total em
relação à auditada.
Ele não pode deixar-se influenciar por fatores
externos.
Interesses financeiros indiretos são aqueles
sobre os quais o detentor não tem controle
algum, ou seja, são interesses em empresas
ou outras entidades, mantidas por titular
beneficiário mediante um plano de
investimento global, sucessão, fideicomisso,
fundo comum de investimento ou entidade
financeira sobre os quais a pessoa não
detém o controle nem exerce influência
significativa.
O
auditor não pode criar suspeição ao seu
trabalho.
Operações de créditos e garantias com a
entidade auditada
O auditor não pode:
a)
Auditar o seu trabalho;
b) Auditar o trabalho de seus familiares
imediatos e próximos;
c)
Auditar empresa em que possua interesse
Sócios, membros da equipe e membros
imediatos da família destas pessoas não
podem ter operações relevantes de
operações de créditos ou garantia de
operações de créditos com instituições
financeiras que sejam entidade auditada
pessoal ou interesse financeiro direto.
O
auditor
pode
ter
com
a
auditada,
em
condições normais, as seguintes relações:
As seguintes transações são permitidas, se
realizadas dentro dos requisitos e das
condições oferecidos a terceiros:

a) interesse financeiro indireto na auditada

b) operações de créditos e garantias com a

entidade auditada;

c) relacionamentos comerciais com a entidade

auditada.

a) operações de créditos para aquisição de

veículo;

b) arrendamento de veículo;

c) saldos em cartão de crédito que não

superem 20 salários-mínimos; e

d) operações de créditos para aquisição de

imóveis, com garantia.

superem 20 salários-mínimos; e d) operações de créditos para aquisição de imóveis, com garantia. www.cers.com.br 4

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Não devem ser considerados, para efeito de independência, as operações de créditos contratados em período anterior ao relacionamento do auditor independente com a instituição financeira, ou antes, que o profissional faça parte da equipe de auditoria, desde que tenha sido contratado em condições de mercado e mantidos os prazos e as condições originais.

b) exercem influência nas Demonstrações Contábeis da entidade auditada. Em geral, diz respeito a funções consideradas críticas no ambiente contábil como controller, gerente de contabilidade, contador; e

c) são consideradas sensíveis sob o ponto de vista da auditoria. Em geral, inclui cargos com atribuições de monitoramento dos controles internos da entidade auditada, como, por exemplo, tesoureiro, auditor interno, gerente de compras/vendas, entre outras, podemos destacar de forma genérica, as pessoas que tenham ingerência na administração da auditada.

comerciais com a    a)
comerciais
com
a
a)

Relacionamentos

auditada

As transações comerciais da entidade de auditoria, de sócios e membros da equipe de auditoria com uma entidade auditada devem ser feitas dentro do curso normal de negócios e na mesma condição com terceiros

Atuação como administrador da auditada

Se um sócio ou um membro da entidade de auditoria atuar também como diretor, membro do conselho de administração, conselho fiscal ou executivo da entidade auditada, a ameaça criada à perda de independência é de tal magnitude que não existe salvaguarda ou ação a ser aplicada que possa impedir o conflito de interesse. E, neste caso, a realização do trabalho deve ser recusada

Relacionamentos comerciais em condições diferenciadas, privilegiadas e relevantes com entidades auditadas afetam a independência do auditor e, nesse caso, o auditor independente deve terminar o relacionamento comercial, substituir o membro da equipe que tenha relacionamento comercial, ou recusar a realização do trabalho de auditoria

Constitui-se conflito de interesse e possível perda de independência da entidade de auditoria quando um sócio ou um membro da equipe de auditoria possa estar em processo de negociação para ingressar na entidade auditada.

Relacionamento familiar com a auditada

A perda de independência está sujeita a uma série de fatores, entre eles as responsabilidades do membro da equipe de auditoria no trabalho, a proximidade do relacionamento e o papel do membro da família ou de relacionamento pessoal na entidade auditada.

Essa ameaça é reduzida a um nível aceitável mediante a aplicação de todas as seguintes ações:

manter políticas e procedimentos no

sentido de exigir que a pessoa envolvida com a

As funções ocupadas por pessoas próximas ou familiares, que prejudicam a independência da entidade de auditoria, são aquelas que possuem ingerência na administração, como:

entidade auditada, quanto ao seu possível ingresso como executivo ou empregado de tal entidade, notifique a entidade de auditoria sobre tal circunstância no momento inicial do processo;

a) exercem influência significativa sobre as políticas operacionais, financeiras ou contábeis. Em geral, diz respeito a uma pessoa que tem funções como presidente, diretor, administrador, gerente geral de uma entidade auditada;

b) não designar sócio ou membro da

equipe que esteja em processo de negociação com a entidade auditada; e

c) avaliar a necessidade de realizar uma

revisão, independentemente, de todos os

a entidade auditada; e c) avaliar a necessidade de realizar uma revisão, independentemente, de todos os

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julgamentos significativos feitos por aquela pessoa enquanto participava do trabalho.

controladas e/ ou coligadas, o auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu relatório.

 Se, durante o período coberto pela auditoria, um membro da equipe de auditoria tenha
 Se, durante o período coberto pela auditoria,
um membro da equipe de auditoria tenha
atuado como administrador ou como
executivo da entidade auditada ou tenha
sido um empregado ocupando posição que
lhe permitisse exercer influência direta e
significativa no objeto da auditoria, a
ameaça à perda de independência é tão
significativa que nenhuma salvaguarda pode
reduzi-la a um nível aceitável.
A responsabilidade pelo relatório emitido é
do auditor independente, o que ele deve
fazer é destacar que as demonstrações
contábeis das outras empresas do grupo,
que pela relevância, influenciaram em sua
opinião foram examinadas por outro auditor
independente; contudo não é normal incluir
o nome do profissional.
 Conseqüentemente, tais indivíduos não
devem ser designados como membros da
equipe de auditoria.
Responsabilidade legal trabalho do auditor
interno
Responsabilidade legal
Quando o auditor está prestando um serviço
de auditoria ele passa a assumir a
responsabilidade por danos que venha a
causar em função de sua atuação e da sua
opinião como profissional de auditoria.
Independentemente do grau de autonomia e
de objetividade da função de auditoria
interna, tal função não é independente da
entidade, como é exigido do auditor
independente quando ele expressa uma
opinião sobre as demonstrações contábeis.
A Lei 6.385/76 determina que as empresas
de auditoria e os auditores independentes
responderão, civilmente, pelos prejuízos que
causarem o terceiro em virtude de culpa ou
dolo no exercício da sua função, inclusive por
prejuízos causados pela sua equipe de
auditoria.
O auditor independente assume integral
responsabilidade pela opinião de auditoria
expressa e essa responsabilidade do auditor
independente não é reduzida pela utilização
do trabalho feito pelos auditores internos.
Uma auditoria exige um grande
conhecimento por parte do auditor, e em
muitos casos, de sua equipe técnica; entretanto
existem situações onde o auditor pode utilizar
Antes de utilizar os trabalhos já executados
pelo auditor interno ou solicitar a execução
de uma atividade, o auditor deve avaliar a
competência e o grau de profissionalismo do
auditor interno.
Responsabilidade
legal
trabalho
de
os
serviços já realizados por outro profissional,
especialistas
ou até mesmo, solicitar que outro profissional
execute um serviço que irá ajudar na auditoria.
Independente do profissional, em regra a
responsabilidade por todas as ações
executadas na auditoria que venham embasar
Especialista significa um indivíduo ou
empresa que detenha habilidades,
conhecimento e experiência em áreas
específicas não relacionadas à contabilidade
ou auditoria.

o relatório final é do auditor independente

responsável pela auditoria, do profissional que

vai assinar o relatório final.

Responsabilidade legal trabalho de auditor independente

Quando houver participação relevante de outros auditores independentes no exame das demonstrações contábeis das

Um especialista pode ser:

Contratado pela entidade auditada;

Contratado pelo auditor independente;

Empregado pela entidade auditada; ou

Empregado pelo auditor independente.

independente;  Empregado pela entidade auditada; ou  Empregado pelo auditor independente. www.cers.com.br 6

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Quando o auditor independente faz uso de especialistas que sejam seus empregados, estes devem ser considerados como tal, ou seja, componentes da equipe de auditoria, com a conseqüente necessidade de supervisão.

A responsabilidade do auditor fica restrita à sua competência profissional, quando o perito for contratado pela auditada, sem vínculo empregatício, para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis, este fato deve ser divulgado nas demonstrações contábeis e o auditor, ao emitir o relatório de forma diferente do relatório sem ressalva, pode fazer referência ao trabalho do especialista.

responsáveis pela governança sobre os termos do trabalho de auditoria.

Para determinar se existem as condições prévias a um trabalho de auditoria, o auditor independente deve:

a) determinar se a estrutura de relatório

financeiro a ser aplicada na elaboração das

demonstrações contábeis é aceitável;

b) obter a concordância da administração de

responsabilidade: (ii) (iii) fornecer ao auditor: a. assuntos; e c. a) demonstrações contábeis; b) as
responsabilidade:
(ii)
(iii) fornecer ao auditor:
a.
assuntos;
e
c.
a)
demonstrações contábeis;
b) as responsabilidades do auditor;

que ela reconhece e entende sua

(i) pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de

relatório financeiro aplicável, incluindo, quando relevante, sua adequada apresentação;

pelo controle interno que a administração

A responsabilidade quanto à qualidade e propriedade das análises e métodos utilizados é do especialista.

determinou como necessário para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorções relevantes, independentemente se causadas por fraude ou erro; e

Entretanto, o auditor independente deve compreender as metodologias utilizadas para poder avaliar se, baseado no seu conhecimento da entidade auditada e nos resultados de outros procedimentos de auditoria, são adequados às circunstâncias.

acesso a todas as informações relevantes de

que a administração tem conhecimento para a elaboração das demonstrações contábeis, como registros, documentação e outros

Concordância com os termos do trabalho

b. informações adicionais que o auditor pode

solicitar da administração para fins da auditoria;

O trabalho auditorial começa na fase de pré-auditoria, com a elaboração de um documento onde a administração concorda com os termos do trabalho.

acesso irrestrito a pessoas da entidade que

o auditor determina ser necessário para obter evidência de auditoria.

Este documento é um papel de trabalho e deve ser formulado pelo auditor independente endereçado à administração da auditada.

Os termos do trabalho de auditoria

estabelecidos devem ser formalizados na carta de contratação de auditoria deve incluir:

Concordância com os termos do trabalho

o objetivo e o alcance da auditoria das

O auditor independente deve aceitar ou continuar um trabalho de auditoria somente quando as condições em que esse trabalho deve ser realizado foram estabelecidas por meio de:

c) as responsabilidades da administração;

d) honorários;

e) a identificação da estrutura de relatório

financeiro aplicável para a elaboração das

demonstrações contábeis; e

f) referência à forma e ao conteúdo esperados

de quaisquer relatórios a serem emitidos pelo

auditor e uma declaração de que existem circunstâncias em que um relatório pode ter forma e conteúdo diferente do esperado.

a) determinação da existência das condições

prévias a um trabalho de auditoria; e

b) confirmação de que há um entendimento

comum entre o auditor independente e a administração e, quando apropriado, com os

há um entendimento comum entre o auditor independente e a administração e, quando apropriado, com os

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O auditor não deve concordar com uma mudança nos termos do trabalho de auditoria quando não há justificativa

razoável para essa mudança.

Rodízio de auditores

Auditor vinculado à CVM pode atender ao mesmo cliente por 5 anos consecutivos.

Se, antes de concluir o trabalho de auditoria,

o auditor for solicitado a mudar o alcance

para um trabalho que forneça um menor nível de asseguração, o auditor deve determinar se há justificativa razoável para essa mudança.

Se os termos do trabalho de auditoria são alterados, o auditor e a administração devem concordar com os novos termos do

Após este prazo deve ficar afastado por 3 anos consecutivos

A instrução 509\CVM, de 16 de novembro de 2011, modificou o artigo 31 da instrução CVM 308\99 com a inclusão do seguinte artigo:

I permanente; e II - o auditor seja pessoa jurídica. § § e  
I
permanente; e
II - o auditor seja pessoa jurídica.
§
§
e

trabalho e formalizá-los na carta de contratação ou outra forma adequada de acordo por escrito.

"Artigo 31-A O prazo estabelecido no art. 31 desta Instrução é de até 10 (dez) anos consecutivos caso:

Se a administração impõem uma limitação no alcance do trabalho do auditor, nos termos de um trabalho de auditoria proposto, de modo que o auditor entenda que a limitação resultará na emissão de relatório com abstenção de opinião sobre as demonstrações contábeis, o auditor não deve aceitar esse trabalho de natureza limitada como um trabalho de auditoria, a menos que exigido por lei ou regulamento.

- a companhia auditada possua Comitê de

Auditoria Estatutário - CAE em funcionamento

1º Para a utilização da prerrogativa prevista no caput, o CAE deverá estar instalado no exercício social anterior à contratação do auditor independente.

Se o auditor não concordar com a mudança dos termos do trabalho de auditoria e a

2º Adotada a prerrogativa prevista no caput, o auditor independente deve proceder à

administração não permitir que ele continue

o

trabalho de auditoria original, o auditor

deve:

a) retirar-se do trabalho de auditoria, quando

rotação do responsável técnico, diretor, gerente

de qualquer outro integrante da equipe de

auditoria com função de gerência, em período não superior a 5 (cinco) anos consecutivos,

permitido por lei ou regulamento aplicável; e b) determinar se há alguma obrigação, contratual ou de outra forma, de relatar as circunstâncias a outras partes, como os responsáveis pela governança, proprietários ou

com intervalo mínimo de 3 (três) anos para seu retorno."

Aqui temos uma informação importante, note que se a companhia possuir um Comitê de Auditoria ela poderá manter o mesmo auditor pessoa jurídica por 10 anos, contudo, o auditor pessoa física continuará sendo modificado a cada 5 anos.

reguladores.

O auditor deve estabelecer e documentar

seus honorários mediante avaliação dos serviços, considerando os seguintes fatores:

Segundo a NBC PA 290 (Trata da Independência do auditor) em trabalhos de auditoria de entidade de interesse do público, o profissional não deve atuar como sócio chave da auditoria por mais de cinco anos.

a) A relevância, o vulto, a complexidade do

serviço e o custo de serviço a executar;

b) O número de horas estimadas para a

realização dos serviços;

c) A peculiaridade de trata-se de cliente

eventual, habitual ou permanente;

d) A qualificação técnica dos profissionais que

irão participar da execução dos serviços; e e) O lugar em que os serviços serão prestados e como serão cobrados os custos de viagens e estadas.

Depois desse período de cinco anos, a pessoa não deve ser membro da equipe de trabalho ou sócio chave da auditoria para o cliente pelo prazo de dois anos.

ser membro da equipe de trabalho ou sócio chave da auditoria para o cliente pelo prazo

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Durante esse período de dois anos, a pessoa não deve participar da auditoria da entidade, efetuar controle de qualidade para

o trabalho, consultar a equipe de trabalho ou

o cliente sobre assuntos técnicos ou

específicos do setor, transações ou eventos

ou de outra forma influenciar diretamente o

algo quando autorizado por escrito pela administração da empresa, limitando as informações que serão fornecidas para os Conselhos Federal e Regional, à CVM e para o auditor que lhe sucederá nos trabalhos.

resultado do trabalho.

Auditoria independente

O

seguintes relações:

auditor

deve

manter

o

sigilo

nas

- Com a auditada - Com outro auditor - Com organismos fiscalizadores - Com a
-
Com a auditada
-
Com outro auditor
-
Com organismos fiscalizadores
-
Com a sociedade em geral
com a justiça.
solicitado,
por
escrito
Conduta profissional
O
auditor
deve
trabalhar

Princípios éticos

Integridade

Objetividade

O sigilo não precisa ser respeitado na relação

Competência e zelo profissional

Confidencialidade

Conduta profissional

O auditor, desde que autorizado pela

administração da entidade auditada, quando

e

fundamentadamente, pelo CFC e CRC, bem como pelos órgãos reguladores e fiscalizadores de atividades específicas,

Integridade

A integridade constitui o valor central de um código de ética.

A integridade pode ser medida em função do que é correto e justo.

quando o trabalho for realizado em entidades sujeitas ao controle daqueles organismos, deve exibir as informações obtidas durante o seu trabalho.

A integralidade esta diretamente relacionada com a moralidade, com o que é justo.

Objetividade

O auditor, quando previamente autorizado, por escrito, pela entidade auditada, deverá fornecer as informações que forem julgadas necessárias ao trabalho do auditor independente que o suceder, as quais serviram de base para emissão do último relatório de auditoria por ele emitido.

O auditor não pode fugir do objetivo dos trabalhos.

Deve respeitar as normas de auditoria.

As conclusões contidas nos relatórios devem basear-se exclusivamente nas provas obtidas.

Competência e zelo profissional

com

responsabilidade quanto suas ações e atitudes.

Competência = conhecimento Zelo = cuidado

O auditor deve evitar conflito de interesses.

O auditor deve manter-se atualizado.

O auditor não deverá utilizar informações recebidas no desempenho de suas obrigações como meio para obtenção de benefícios pessoais.

Não deve executar trabalhos para os quais não possua competência.

Deve trabalhar com imparcialidade e com profissionalismo

Materialidade

Confidencialidade

O auditor deve manter sigilo sobre as informações obtidas na empresa durante o seu trabalho, podendo somente divulgar

Materialidade em auditoria significa o valor fixado pelo auditor, inferior ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para reduzir a um nível baixo

ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para reduzir a um nível baixo

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a probabilidade de que as distorções não detectadas excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo.

O conceito de materialidade corresponde a importância relativa de determinada informação, individualmente ou em conjunto com outras, no contexto de toda a informação a examinar.

Assim, em termos conceituais, um assunto é materialmente relevante sempre que a sua omissão ou distorção possa modificar a decisão dos usuários dessa informação. “Considera-se que uma informação é materialmente relevante se a sua omissão ou distorção puder influenciar as decisões dos utilizadores das demonstrações financeiras”

A materialidade refere-se à magnitude de uma omissão ou de valor errado nas desmonstrações contábeis que torne provável que o julgamento de usuário dessa informação possa ser alterado ou influenciado pela omissão ou erro.

A determinação de materialidade pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis.

O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento, na execução da auditoria, na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório final.

Assim, o auditor deve determinar a materialidade para execução da auditoria com o objetivo de avaliar os riscos de distorções relevantes e determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria, bem como verificar a materialidade na hora de elaborar a sua opinião.

Considerando a dificuldade de mensuração do conceito, dado que é influenciada por aspectos quantitativos e qualitativos, o estabelecimento de um nível de

materialidade é uma questão de julgamento profissional, que envolve a consideração da dimensão (quantidade), da natureza (qualidade) e das circunstâncias particulares de cada elemento de análise.

Exemplos de referenciais que podem ser utilizados para estabelecer a materialidade incluem informações e valores como lucro antes do imposto, receita total, lucro bruto e total de despesa, total do patrimônio líquido ou ativos líquidos.

Julgamento profissional e os fatos e circunstâncias É   
Julgamento profissional
e
os fatos e circunstâncias
É

Materialidade e risco de auditoria;

O auditor deve exercer julgamento

profissional ao planejar e executar a auditoria de demonstrações contábeis. Isso porque a interpretação das exigências éticas

profissionais relevantes, das normas de

auditoria e as decisões informadas requeridas ao longo de toda a auditoria não podem ser feitas sem a aplicação do conhecimento e experiência relevantes para

a aplicação do treinamento, conhecimento e

experiência relevantes, dentro do contexto fornecido pelas normas de auditoria, contábeis

e éticas, na tomada de decisões informadas a respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho de auditoria

O julgamento profissional é necessário, em particular, nas decisões sobre:

A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria;

Avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos gerais do auditor;

Avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade;

Extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas, por

da entidade;  Extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas, por www.cers.com.br 10

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das demonstrações contábeis.

Controle de qualidade dos serviços

tarefas foram distribuídas de acordo com a complexidade do trabalho e competência da equipe, bem como, se estão sendo cumpridas as normas de auditoria e documentados todos os trabalhos.

 Entende-se por controle de qualidade o cuidado com a profissionalização e a preparação da
 Entende-se por controle de qualidade o
cuidado com a profissionalização e a
preparação da equipe técnica, que auxilia o
auditor, e o acompanhamento das metas e
objetivos traçados no planejamento inicial do
trabalho, objetivando executar o trabalho
com eficiência e eficácia.
A firma deve estabelecer e manter um
sistema de controle de qualidade que inclua
políticas e procedimentos que tratam dos
seguintes elementos:
a) responsabilidades da liderança pela
qualidade na firma;
b)
A revisão do controle de qualidade deve ser
feita internamente e externamente.
c)
exigências éticas relevantes;
aceitação e continuidade do relacionamento
com clientes e de trabalhos específicos;
d) recursos humanos;
a) Internamente = pelo supervisor sobre a
equipe de auditoria e pelo auditor sobre o
quadro técnico
b) externamente = revisão dos pares
e) execução do trabalho;
f) monitoramento.
Pelo menos uma vez por ano, a firma deve
obter
confirmação
por
escrito do
O revisor de controle de qualidade do
trabalho é um sócio ou outro profissional da
firma;
cumprimento
de
suas
políticas
e
procedimentos sobre independência de todo
o
pessoal
da
firma,
que
precisa
ser
Uma pessoa externa adequadamente
qualificada, ou uma equipe composta por
essas pessoas.
independente
por
exigências
éticas
relevantes.
Nenhuma delas fazendo parte da equipe de
trabalho, com experiência e autoridade
suficientes e adequadas para avaliar
objetivamente os julgamentos relevantes
feitos pela equipe de trabalho e as
conclusões atingidas para elaboração do
relatório de auditoria.
O programa de controle de qualidade interno
deve ser estabelecido, periodicamente, no
mínimo anualmente, de acordo com a
estrutura da equipe técnica do auditor e a
complexidade dos serviços a realizar,
destacando os seguintes requisitos:
Revisão do controle de qualidade interna é o
processo projetado para fornecer uma
avaliação objetiva, na data, ou antes, da
data do relatório, dos julgamentos
relevantes feitos pela equipe do trabalho e
das conclusões obtidas ao elaborar o
relatório.
a)
o pessoal designado deve ter a competência
e
habilidade profissional compatíveis com o
requerido no trabalho realizado;
b)
o pessoal designado deve ter o nível de
independência e demais atributos definidos nas
Normas Profissionais de Auditor Independente
para ter uma conduta profissional
 A firma deve estabelecer políticas e
procedimentos especificando a natureza,
época e extensão da revisão de controle de
qualidade do trabalho.
inquestionável;
c) o trabalho de auditoria deverá ser realizado
por pessoal que tenha um nível de treinamento
 Essas políticas e procedimentos devem
requerer que a data do relatório do trabalho
não seja anterior a conclusão da revisão do
controle de qualidade do trabalho
e de experiência profissional compatível com o
grau de complexidade das atividades da
entidade auditada; e
d) o auditor deverá planejar, supervisionar e
revisar o trabalho em todas as suas etapas, de

Internamente, o acompanhamento é efetuado pelo supervisor, que avalia se as

modo a garantir aos usuários de seus serviços

a certeza razoável de que o trabalho foi

avalia se as modo a garantir aos usuários de seus serviços a certeza razoável de que

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

realizado de acordo com as normas de controle de qualidade requeridas nas circunstâncias.

O controle de qualidade do auditor inclui a avaliação permanente da carteira dos clientes que possui, quanto aos seguintes aspectos:

a) capacidade de atendimento ao cliente, em face da estrutura existente;

independente e pela firma de auditoria, com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

As partes envolvidas na revisão pelos pares são as seguintes:

CRE,

que

é

o

responsável

pela

administração do Programa de Revisão;

b) grau de independência existente; e  c) integridade dos administradores do cliente. Auditor-revisor, que
b) grau de independência existente; e
c) integridade dos administradores do cliente.
Auditor-revisor, que é o responsável pela
realização da revisão individual;
 Na data, ou antes, da data do relatório, o
sócio encarregado do trabalho deve, por
meio de uma revisão da documentação da
auditoria e de discussão com a equipe de
trabalho, estar satisfeito de que foi obtida
evidência de auditoria apropriada e
suficiente para suportar as conclusões
obtidas e o relatório a ser emitido. È
importante destacar que a responsabilidade
pela emissão do relatório final é exclusiva do
auditor, não cabendo dividi-la com sua
equipe.
Auditor-revisado, que é a firma, ou o auditor
independente, que será objeto da revisão.
A revisão deve ser organizada para permitir
que o auditor-revisor emita opinião sobre o
sistema de controle de qualidade dos
trabalhos desenvolvidos pelo auditor-
revisado no período coberto pela revisão,
independentemente de o mesmo ter
realizado trabalho com emissão de relatório
de auditoria no período sob revisão
O
auditor-revisor
tem
as
seguintes
Controle externo
responsabilidades:
 Controle de qualidade externo
é
estabelecido pela Comissão de Valores
organizar, planejar e conduzir os trabalhos
de revisão;
Mobiliários e pelo CFC.
 Este controle visa aprimorar a qualidade dos
serviços de auditoria prestados pelos
auditores independentes.
supervisionar o trabalho desenvolvido pelos
membros da equipe;
 Deve
ser
efetuado
no
máximo
a
cada
comunicar e discutir os resultados da
revisão com a administração do auditor-
revisado;
quatro anos.
 É denominado de revisão dos pares.
dar esclarecimentos ou participar de reunião
com o CRE, quando requerido; e
Revisão dos pares
guardar
por
7
(sete)
anos
toda
a
 A revisão externa de qualidade pelos pares,
também denominada de “Revisão pelos
Pares”, constitui-se em processo de
acompanhamento e controle de qualidade
dos trabalhos realizados pelos auditores
independentes
documentação referente aos trabalhos de
revisão,
 O objetivo da revisão
pelos
pares
é
a
 O CRE é composto por 4 (quatro)
representantes do CFC e por 4 (quatro)
representantes do IBRACON – Instituto dos
Auditores Independentes do Brasil,
nomeados para um período de 3 (três) anos,
sendo permitida a recondução.

avaliação dos procedimentos adotados pelo

auditor

contador que atua como

permitida a recondução. avaliação dos procedimentos adotados pelo auditor contador que atua como www.cers.com.br 12

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AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

Documentação da auditoria

A documentação de auditoria, também denominada de conjunto dos papéis de trabalho, constitui a documentação preparada pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria.

detalhes relacionados com a atividade de controle realizada;

Fornecer um meio de revisão pelos superiores.

Os papéis de trabalho deverão estar acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente.

Os papéis de trabalho integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria, por intermédio de informações em papel, filmes, meios eletrônicos ou outros meios que assegurem o objetivo a que se destinam.

Exemplos

incluem:

Programas de auditoria;

Análises;

Memorandos de assuntos do trabalho;

Resumos de assuntos significativos;

Cartas de confirmação e representação;

Listas de verificação;

Correspondências (inclusive correio eletrônico) referentes a assuntos significativos.

A documentação de auditoria não substitui os registros contábeis da entidade, normalmente o auditor examina os registros originais e confere a autenticidade de cópias.

A documentação original ficará arquivada na empresa auditada.

Em uma auditoria destacam-se os papéis de trabalho de execução ou papéis de trabalho de campo, estes papéis de trabalho constituem-se na documentação dos trabalhos executados durante o processo de verificações “in loco”.

Entende-se por papéis de trabalho correntes os papéis que normalmente são utilizados somente em um processo auditorial e servirão para embasar o relatório de uma auditoria.

São os papéis que foram elaborados ou “nasceram na auditoria”, por exemplo:

de documentação de auditoria   Solicitações de auditoria   Relatórios de auditoria 
de documentação
de
auditoria
Solicitações de auditoria
Relatórios de auditoria
Notas de auditoria
Planejamento da auditoria
Programa da auditoria
 Regimento interno
 Estatuto social
 Lei orgânica

Testes de auditoria aplicados

Resultados de procedimentos

O arquivo permanente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta sempre que se quiserem dados sobre o sistema, área ou unidade objeto de controle.

Os papéis e anexos dessa natureza não devem ser incluídos nos arquivos correntes, nem duplicados por material neste arquivo, mas devem ser conservados somente no permanente.

Os papéis de trabalho permanente são utilizados em várias auditorias, normalmente são elaborados pela auditada e não são modificados, por exemplo:

Os papéis de trabalho têm como finalidade:

Auxiliar na execução dos exames;

Evidenciar o trabalho feito e as conclusões emitidas;

Servir de suporte aos relatórios;

Constituir um registro que possibilite consultas posteriores, a fim de se obter

Registros de atas

Normas internas

Legislação pertinente à entidade

Contratos de longo prazo

Muitas vezes no decorrer dos trabalhos faz- se necessário confirmar uma informação que está apresentada em um papel de trabalho corrente, com informações contidas

uma informação que está apresentada em um papel de trabalho corrente, com informações contidas www.cers.com.br 13

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

nos arquivos permanentes, neste caso a fim de evitar excesso de duplicações deve-se efetuar uma referência cruzada.

Referência cruzada consiste em apresentar formalmente em um papel de trabalho em qual outro papel de trabalho a informação pode ser confirmada.

A norma de qualidade da auditoria requer

O planejamento como um todo envolve o desenvolvimento da estratégia geral, avaliação do controle interno, análise dos riscos de auditoria, formação da amostra e definição do plano de auditoria.

Um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demonstrações contábeis de várias maneiras, inclusive para:

que as firmas de auditoria estabeleçam políticas e procedimentos para a conclusão tempestiva da montagem
que as firmas de auditoria estabeleçam
políticas e procedimentos para a conclusão
tempestiva da montagem dos arquivos de
auditoria.
Auxiliar o auditor a dedicar atenção
adequada às áreas importantes da auditoria
e
Um limite de tempo apropriado para concluir
resolver tempestivamente problemas
potenciais;
a
montagem do arquivo final de auditoria
geralmente não ultrapassa 60 dias após a
data do relatório do auditor.
Auxiliar
o
auditor
a
organizar
adequadamente o trabalho de auditoria para
Após a montagem do arquivo final de
auditoria ter sido completada, o auditor não
apaga nem descarta documentação de
auditoria de qualquer natureza antes do fim
do seu período de guarda dessa
documentação. O período de retenção para
trabalhos de auditoria geralmente não é
inferior a cinco anos a contar da data do
relatório do auditor
que seja
realizado
de
forma
eficaz
e
eficiente;
Auxiliar na seleção dos membros da equipe
de trabalho com níveis adequados de
capacidade e competência para
responderem aos riscos esperados e na
alocação adequada de tarefas;
Auditoria
Facilitar a direção e a supervisão dos
membros da equipe de trabalho e a revisão
do
seu trabalho.
 Processo devidamente estruturado:
O
auditor não é responsável nem pode ser
a) Análise inicial
b) Planejamento
responsabilizado pela ocorrência e pela
prevenção de fraudes ou erros, entretanto,
c) Execução
deve planejar seu trabalho avaliando o risco
d) Opinião
de
sua ocorrência, de forma a melhorar a
Análise inicial
possibilidade de detectar as irregularidades
que impliquem efeitos relevantes nas
demonstrações contábeis.
-
Conhecimento do auditado
-
formação da equipe
-
avaliação da competência
-
avaliação da independência
-
honorários
-
carta
proposta
Concordância
com
os
termos da auditoria
Ao planejar a auditoria, o auditor deve
indagar junto à administração da entidade
auditada sobre qualquer fraude e/ou erro
que tenham sido detectados em trabalhos
anteriores ou pelo controle interno da
auditada.

- contrato de trabalho

Planejamento

O objetivo do auditor é planejar a auditoria de forma a realizá-la de maneira eficaz.

Ao identificá-los, o auditor tem a obrigação

de informá-los à administração da entidade

e sugerir medidas corretivas, informando

sobre os possíveis efeitos no seu relatório,

caso as medidas apresentadas não sejam adotadas.

sobre os possíveis efeitos no seu relatório, caso as medidas apresentadas não sejam adotadas. www.cers.com.br 14

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AUDITOR FISCAL
Auditoria
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No planejamento o auditor deve:

Conhecer os riscos de auditoria e identificar áreas importantes da empresa quer pelo volume de transações, quer pela complexidade de suas atividades;

detalhando o que for necessário para o entendimento dos procedimentos que serão executados pelo seu quadro técnico.

Ao definir a estratégia global o auditor deve:

a) identificar as características do trabalho para

definir o seu alcance;

b) definir os objetivos do relatório do trabalho

de forma a planejar a época da auditoria e a

natureza das comunicações requeridas;

Conhecer a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados;

c) d) e)  seu grau de  no
c)
d)
e)
seu
grau de
no

Tomar conhecimento da existência de entidades associadas, filiais, partes relacionadas;

considerar os fatores que no julgamento

profissional do auditor são significativos para

orientar os esforços da equipe do trabalho;

considerar os resultados das atividades

Verificar a necessidade do trabalho de outros auditores e do auditor interno;

preliminares do trabalho de auditoria e, quando aplicável, se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade; e

Conhecer detalhadamente as práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior;

determinar a natureza, a época e a extensão

dos recursos necessários para realizar o trabalho.

Caso ocorra uma situação não abrangida nas normas, o auditor deverá adotar as práticas já consagradas pela profissão contábil, formalizadas ou não, pelos organismos reguladores.

Uma vez definida a estratégia global, sera desenvolvido o plano de auditoria que é mais específico e busca tratar dos diversos temas identificados na estratégia global de auditoria, definido a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos que serão aplicados, levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor.

Conhecer o sistema contábil e de controle

interno da entidade e confiabilidade.

Estratégia geral

- Materialidade

É o plano de trabalho para o exame de áreas específicas, variáveis e relevantes, é passível de previsão e deve ser destacado

- Avaliação do CI

- Análise dos riscos de auditoria

- Formação da amostra

planejamento geral, ou seja, o programa

será a trilha a ser seguida pelo auditor, sendo uma lista de seqüências das ações do auditor e de sua equipe na aplicação dos procedimentos de auditoria.

Elaboração do programa de auditoria

- NOE dos procedimentos

Estratégia global

É a fase onde o auditor realiza uma análise completa e formalizada sobre o que, como e quando será a auditoria.

O auditor deve planejar seus trabalhos

respeitando as normas e leis, e de acordo com os prazos assumidos com a empresa. A estratégia global deve ser documentada, a fim de auxiliar a preparação do plano de trabalho,

O plano ou programa de auditoria é mais detalhado que a estratégia global de

auditoria visto que inclui a natureza, a época

e a extensão dos procedimentos de

auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho.

e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho.

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AUDITOR FISCAL
Auditoria
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Controle interno

Avaliação do controle interno

É o plano de organização e o conjunto de métodos e procedimentos adotados pela empresa na proteção de seu patrimônio, promovendo a confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, a conformidade às normas e leis, bem como a sua eficácia operacional.

Para o auditor independente quanto melhor o controle implantado, mais segurança ele terá com relação aos exames que está efetuando e os dados apresentados pela auditada.

A avaliação sobre o sistema de controle interno pelo auditor e sua equipe deve, em regra inclui duas fases:

 Revisão do sistema de controle – compreende a obtenção de informações a respeito da
Revisão do sistema de controle –
compreende a obtenção de informações a
respeito da organização, programas e
atividades, para servir de base para as
provas de cumprimento.
Esta análise esta relacionada com a
verificação do sistema como um todo, se ele
existe e como está sistematizado.
Obtenção de provas de cumprimento –
objetiva confirmar as informações obtidas na
revisão do sistema, oferecendo segurança
razoável de que os procedimentos relativos
aos controles internos estão sendo
aplicados conforme determinação da
administração.
Nesta fase o auditor aplica os testes de
controle (procedimentos de auditoria).
Procedimentos para obter evidência de
auditoria a respeito do desenho e
implementação dos controles relevantes
podem incluir:
Indagações
junto
ao
pessoal
da
entidade;
Observação da aplicação de controles
específicos;
Inspeção de documentos e relatórios;

O sistema de controle interno constitui um plano de organização e um conjunto coordenado de subsistemas que contribuem para a administração econômica, eficiente e eficaz de uma organização, produzindo informações gerenciais confiáveis e oportunas, e garantindo a observância das políticas administrativas, com vistas a salvaguardar o seu patrimônio e atender aos objetivos e metas estabelecidas.

Os seus elementos, quando isoladamente considerados, são denominados de controles internos, os quais, agregadamente, constituem o sistema de controle interno como um todo, que, por sua vez, é composto dos seguintes subsistemas, dentre outros:

Contabilidade;

Orçamento;

Custos;

Vendas;

Compras;

Manutenção;

Auditoria;

Gerenciamento de riscos;

Qualidade;

Patrimônio;

Segurança patrimonial;

Recursos humanos;

Departamento de relações com clientes;

Informações gerenciais.

Os principais objetivos do sistema de controle interno são:

Proteção dos ativos;

Obtenção e preparação de informações adequadas;

Promoção da eficiência operacional;

Estimulação da obediência e do respeito às políticas da administração.

Acompanhamento das transações por meio de sistema de informação relevante para as demonstrações contábeis.

O auditor deve realizar o estudo e a avaliação do ”CI” da empresa como base para determinar a natureza, a oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos

como base para determinar a natureza, a oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos www.cers.com.br 16

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

de

aspectos:

auditoria,

considerando

os

seguintes

a) o tamanho e complexidade das atividades

da entidade;

ocorrência de erros nas fases anteriores, propiciando a adoção de medidas corretivas;

controles corretivos são fixados com a

finalidade de proporcionar a ocorrência de

b) os sistemas de informação contábil, para efeitos tanto internos quanto externos; c) as áreas
b) os sistemas de informação contábil, para
efeitos tanto internos quanto externos;
c) as áreas de risco de auditoria;
d) a natureza da documentação, em face dos
sistemas de informatização adotados pela
entidade;
e) o grau de descentralização de decisão
adotado pela administração da entidade; e
certo(s) evento(s), ocasião em que a
administração desencadeará ações de
correção de rumos, estabelecendo as ações
necessárias para corrigir as
inconformidades.
O resultado da avaliação final do
sistema de controle interno servira de base
f)
o grau de envolvimento da auditoria interna,
se existente.
O
controle
interno
deve
ser
avaliado
de
para a elaboração do programa da auditoria,
e deverá ser apresentado relatório final ou
até mesmo em um relatório específico, se
for o caso.
seguinte forma:
Controle interno contábil = Compreende o
plano de organização e todos os
procedimentos diretamente relacionados
com a salvaguarda do ativo e a
fidedignidade dos registros financeiros.
Se necessário, o auditor poderá emitir um
relatório parcial e específico sobre o
sistema de controle interno, contendo, entre
outras, as seguintes informações:
Deficiências do ambiente geral de controle;
Áreas onde não existem controles;
 Controle interno administrativo =
Compreende o plano de organização e
todos os métodos e procedimentos
referentes à eficiência operacional, e a
obediência às diretrizes administrativas que
normalmente se relacionam indiretamente
com os registros contábeis.
Áreas em que os controles não estão
funcionando da forma prevista ou são
inadequados, ou, ainda, parecem
excessivos, tornando-se antieconômicos e
ineficientes;
Principais desvios identificados;
Cumprimento das instruções e
determinações gerenciais;
A distorção encontrada deve ser analisada e
avaliada assim:
a)
Sobre o controle interno administrativo deve
Recomendações sobre os procedimentos a
serem implementados, para corrigir ou
melhorar a situação encontrada,
considerando a relação custo benefício.
ser
analisado o percentual de erros, ou seja, a
taxa de desvio nos procedimentos;
Deficiências do controle interno
b)
Sobre o controle interno contábil deve ser
analisado o valor monetário das distorções.
Os controles podem ser de natureza
preventiva, detectiva ou corretiva, conforme
descrito a seguir:
O controle interno, não importa o quão
efetivo, pode fornecer à entidade apenas
segurança razoável quanto ao cumprimento
dos objetivos de demonstrações contábeis
da entidade.

controles preventivos são estabelecidos com a finalidade de evitar a ocorrência de erros ou fraudes;

controles detectivos são definidos nas fases seguintes àquela em que são geradas as transações, com o objetivo de detectar a

Os controles podem ser burlados pelo conluio ou podem ser indevidamente burlados pela administração.

O auditor deve classificar as deficiências em:

ser indevidamente burlados pela administração.  O auditor deve classificar as deficiências em: www.cers.com.br 17

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
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a) Deficiências do controle interno, e

b) Deficiências significativas do CI

controles internos que previnam a ocorrência da fraude.

Deficiência

de

controle

interno

-

existe

Avaliação do risco

quando:

a) o controle é planejado, implementado ou operado de tal forma que não consegue prevenir,
a) o controle é planejado, implementado
ou operado de tal forma que não consegue
prevenir, ou detectar e corrigir
tempestivamente, distorções nas
demonstrações contábeis; ou
b)
falta um controle necessário para prevenir,
ou detectar e corrigir tempestivamente,
distorções nas demonstrações contábeis.
 Devem ser informadas para o chefe direto
 Deficiência significativa de controle interno:
 O processo de avaliação de riscos da
entidade forma a base de como a
administração determina os riscos a serem
gerenciados.
 Se esse processo é apropriado às
circunstâncias, incluindo a natureza,
tamanho e complexidade da entidade, ele
auxilia o auditor na identificação de riscos de
distorção relevante.
 Determinar se o processo de avaliação de
riscos da entidade é apropriado às
circunstâncias é uma questão de julgamento
do auditor, com base na avaliação do
controle interno.
É
a
deficiência ou a combinação de
Sistema de informação e comunicação
deficiências de controle interno que, no
julgamento profissional do auditor, é de
importância suficiente para merecer a atenção
dos responsáveis pela governança.
Um sistema de informação é composto
de infra-estrutura (componentes físicos
e de hardware), software, pessoas,
procedimentos e dados.
Componentes do controle interno
 Como o sistema de controle interno envolve
uma série de normas, processos e
procedimentos, ao avaliá-lo o auditor deverá
dividi-lo em componentes:
Muitos sistemas de informação fazem
uso extenso de tecnologia da
informação (TI).
Atividades de controle
a) o ambiente de controle;
b) o
processo
de
avaliação
de
risco
da
entidade;
c) o sistema de informação e comunicação;
d) atividades de controle; e
e) monitoramento de controles.
Atividades de controle são aquelas que
o auditor julga necessário entender para
avaliar os riscos de distorção relevante
no nível da afirmação e desenhar
procedimentos adicionais de auditoria
em resposta aos riscos avaliados.
Ambiente de controle
 ambiente de controle apresenta a filosofia
O
da
empresa quanto à implementação de um
controle interno eficaz.
 A principal responsabilidade pela prevenção
Uma auditoria não requer entendimento
de todas as atividades de controle
relacionadas a cada classe significativa
de transações, saldo de conta e
divulgação nas demonstrações
contábeis ou a toda afirmação relevante
nessas demonstrações.

e detecção da fraude e do erro é dos

responsáveis pela governança da entidade e

da sua administração.

É importante que a administração, enfatize a necessidade da implementação prática de

Geralmente, as atividades de controle que podem ser relevantes para a auditoria podem ser classificadas como políticas e procedimentos que pertencem ao seguinte:

para a auditoria podem ser classificadas como políticas e procedimentos que pertencem ao seguinte: www.cers.com.br 18

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Auditoria
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Revisões de desempenho.

Processamento de informações.

Controle físico.

Segregação de funções

Monitoramento dos controles

O monitoramento de controles é um processo para avaliar a efetividade do desempenho dos controles internos ao longo do tempo.

deseja ter 90 % de certeza, então ele estará correndo 10% de risco de auditoria

O risco de auditoria esta relacionado com o que o auditor não examinou nos trabalhos, ou seja, o risco de auditoria esta fora da amostra.

A relação entre risco de auditoria e a amostra é inversamente proporcional, ou seja, quando menor a amostra maior o risco de auditoria.

Tipos de risco de auditoria  Risco de distorção relevante - Inerente - De controle
Tipos de risco de auditoria
Risco de distorção relevante
- Inerente
- De controle
 Risco de detecção
a)
b)

A administração consegue o monitoramento de controles por meio de atividades contínuas, avaliações separadas ou a combinação de ambos.

As atividades de monitoramento contínuo

muitas vezes estão embutidas nas atividades recorrentes normais da entidade

Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria.

incluem atividades de administração e supervisão regulares.

e

Risco de auditoria

Risco inerente é a suscetibilidade de uma

afirmação a respeito de uma transação, saldo

É

opinião de auditoria inadequada quando as

o risco de que o auditor expresse uma

contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados;

demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.

Para fins das normas de auditoria, o risco de auditoria não inclui o risco de que o auditor possa expressar uma opinião de que as demonstrações contábeis estão erradas quando de fato estão corretas.

Risco de controle é o risco de que uma

distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.

Assim, risco de auditoria representa a possibilidade de o auditor dizer que as demonstrações erradas estão certas, e não, dizer que as demonstrações certas estão erradas.

Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.

A análise do risco de auditoria é um processo que acompanha o auditor ao longo de todo seu trabalho, devendo este ser conduzido, não no sentido da sua eliminação, mas sim no sentido de reduzi-lo a níveis aceitáveis.

Em um processo de auditoria o auditor deve obter o maior nível de certeza possível sobre a exatidão das demonstrações, de tal forma a restringir o risco de auditoria ao seu menor nível, por exemplo, se o auditor

Os riscos de distorção relevante devem ser avaliados em dois níveis:

a) no nível geral da demonstração contábil; e

relevante devem ser avaliados em dois níveis: a) no nível geral da demonstração contábil; e www.cers.com.br

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AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

b) no nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações.

significativamente, afetando dessa maneira

o grau de incerteza de estimativa associada

às estimativas contábeis.

O risco de auditoria pode ser calculado pela seguinte fórmula:

Risco de Auditoria =

O objetivo da mensuração para algumas

estimativas contábeis é prever o desfecho de uma ou mais transações, eventos ou condições que dão origem à necessidade de estimativas contábeis.

Risco Inerente x Risco de Controle x Risco de Detecção

Risco de auditoria x materialidade

A relação entre o risco de auditoria e o nível estabelecido de materialidade é inversamente proporcional, isto é, quanto maior for o risco de auditoria, menor será o valor estabelecido como nível de materialidade e vice-versa.

A ideia é que o auditor examine os itens que, se errados, causam um impacto maior na situação patrimonial e financeira da empresa.

Isso permite ao auditor independente selecionar procedimentos de auditoria que, combinados, possam reduzir o risco de auditoria a um nível aceitável, examinando os valores considerados mais relevantes

Estimativas contábeis

Alguns itens das demonstrações contábeis não podem ser mensurados com precisão, mas podem ser apenas estimados. Essa forma de mensuração desses itens das demonstrações contábeis é denominada estimativa contábil.

Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. Este termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa, bem como para outros valores que requerem estimativas.

 As  e c) bolsa; d) e)
As
e
c)
bolsa;
d)
e)

distorção relevante, por exemplo:

normas de auditoria exigem que o auditor

planeje e execute procedimentos de auditoria, cuja natureza, época e extensão reflitam os riscos identificados de distorção relevante em relação às estimativas contábeis tanto no nível de demonstrações contábeis como de afirmações.

Algumas estimativas contábeis envolvem relativamente pouca incerteza de estimativa

podem gerar riscos mais baixos de

a) estimativas contábeis de entidade com atividades de negócios que não são complexas; b) estimativas contábeis elaboradas e atualizadas com frequência por estarem relacionadas com transações rotineiras;

estimativas contábeis derivadas de dados

prontamente disponíveis, como taxas de juros publicadas ou preços de títulos negociados em

estimativa contábil do valor justo onde o

método de mensuração determinado é simples e facilmente aplicado ao ativo ou passivo que requer mensuração do valor justo;

estimativa contábil do valor justo onde o

modelo usado para mensurar a estimativa contábil é bem conhecido ou geralmente aceito, desde que as premissas ou dados no modelo sejam observáveis.

Para algumas estimativas contábeis pode haver incerteza de estimativa relativamente alta, especialmente quando elas são baseadas em premissas significativas, por exemplo:

A

natureza

e

a

confiabilidade

das

a) estimativa contábil em relação ao desfecho

informações

disponíveis

para

a

de litígios;

administração para suportar a elaboração de

estimativa

variam

contábil

para a de litígios; administração para suportar a elaboração de estimativa variam contábil www.cers.com.br 20

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b) estimativas contábeis do valor justo para

instrumentos financeiros derivativos não negociados em bolsa;

c) estimativas contábeis do valor justo para as

quais é usado modelo altamente especializado

desenvolvido para a entidade ou existem premissas ou dados que não podem ser observados no mercado.

O grau de incerteza de estimativa, por sua vez, afeta os riscos de distorção relevante de estimativas contábeis, incluindo sua suscetibilidade à tendenciosidade da administração intencional ou não

Uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor reconhecido nas demonstrações contábeis do período anterior não representa necessariamente distorção das demonstrações contábeis do período anterior.

Entretanto, pode representar distorção se, por exemplo, a diferença for decorrente de informações que estavam disponíveis para a administração quando da finalização das demonstrações contábeis do período anterior, ou que se poderia razoavelmente esperar ter obtido e levado em consideração na elaboração e apresentação daquelas demonstrações contábeis.

  a Fraude   O 
a
Fraude
O

O objetivo do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre:

O auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente se as divulgações nas demonstrações contábeis relacionadas com estimativas contábeis estão de acordo com as exigências.

a) se as estimativas contábeis, incluindo

as de valor justo, registradas ou divulgadas nas

demonstrações contábeis, são razoáveis; e

b)

demonstrações contábeis são adequadas, no contexto da estrutura de relatório financeiro aplicável.

se as respectivas divulgações nas

Para estimativas contábeis que geram riscos

significativos, o auditor deve também avaliar

adequação da divulgação da incerteza de estimativa nas demonstrações contábeis, normalmente em notas explicativas.

Exemplos de situações onde podem ser requeridas estimativas contábeis:

As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro.

a) provisão para créditos de liquidação duvidosa;

b) obsolescência dos estoques;

fator distintivo entre fraude e erro está no

c) obrigações por garantia;

fato de ser intencional ou não intencional a ação que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.

d) método de depreciação ou vida útil dos

bens;

provisão para valor contábil de investimento

e)

cuja possibilidade de recuperação é incerta;

Erro é um ato não-intencional de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da entidade, tanto em termos físicos quanto monetários.

f) desfecho de contratos de longo prazo;

g) custos decorrentes de acordos e sentenças

de litígios.

h)

são negociados em mercado ativo e aberto

instrumentos financeiros complexos que não

pagamentos baseados em ações;

i) imobilizado destinado à venda;

j) certos ativos ou passivos adquiridos em

combinação de negócios, incluindo ágio e ativos intangíveis;

k) transações envolvendo permuta de ativos ou

passivos entre partes independentes sem pagamento em dinheiro, por exemplo, uma permuta não monetária de instalações fabris em diferentes linhas de negócios.

Fraude é um ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários.

Fraude é o ato intencional de um ou mais

dos

indivíduos da administração,

quanto monetários.  Fraude é o ato intencional de um ou mais dos indivíduos da administração,

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AUDITOR FISCAL
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responsáveis pela governança, empregados ou terceiros, que envolva dolo para obtenção de vantagem injusta ou ilegal.

Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.

A fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a ocultá-la, tais como falsificação, omissão deliberada no registro de operações ou prestação intencional de falsas representações ao auditor.

Responsabilidade

A responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.

A administração deve implementar um controle interno como suporte do sistema de informação contábil, no sentido de minimizar riscos e dar efetividade às informações da contabilidade, visando contribuir para o alcance dos objetivos da entidade e diminuir a possibilidade de erros e fraudes.

Contabilmente são analisados dois tipos de fraude relevantes:

a) Informações contábeis fraudulentas; e

b) Apropriação indevida de ativos.

Fatores de risco de fraudes

Para cada um destes tipos de fraude, os fatores de risco são classificados ainda com base nas três condições geralmente presentes quando ocorrem distorções relevantes decorrentes de fraude:

(a)

incentivos/pressões

(b)

oportunidades, e

(c)

atitudes/racionalizações.

Informações contábeis fraudulentas

É a fraude que esta relacionada com a manipulação dos registros e das informações contábeis para consequentemente modificar as demonstrações contábeis. Por exemplo:

a) Manipulação, falsificação ou alteração de

registros ou documentos, de modo a modificar os registros de ativos, passivos e resultados;

Supressão ou omissão de transações nos

registros contábeis; c) Aplicação de práticas contábeis indevidas.

É a fraude relacionada com o desvio e furto de bens do patrimônio da empresa.

Pode existir incentivo ou pressão para a informação financeira fraudulenta quando a administração sofre pressão, de fontes externas ou internas, para alcançar metas de ganhos ou resultados financeiros previstos (e talvez irrealistas) Do mesmo modo, os indivíduos podem ter um incentivo para se apropriarem de ativos porque, por exemplo, estão vivendo além de suas possibilidades.

Pode haver uma oportunidade percebida de perpetrar uma fraude quando um indivíduo acredita que o controle interno pode ser burlado ou não existe fiscalização.

Algumas pessoas têm uma postura, caráter ou valores éticos que os levam a perpetrar um ato desonesto de forma consciente e intencional. Entretanto, mesmo indivíduos normalmente honestos podem perpetrar uma fraude em ambiente em que sejam suficientemente pressionados.

b)  Incentivo/pressão Oportunidade Atitudes/racionalização
b)
Incentivo/pressão
Oportunidade
Atitudes/racionalização

Apropriação indevida de ativos

Informações contábeis fraudulentas

Incentivos/pressões

Apropriação indevida de ativos Informações contábeis fraudulentas  Incentivos/pressões www.cers.com.br 22

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1) Pressão excessiva sobre a administração ou

pessoal operacional para cumprir as metas financeiras estabelecidas pelos responsáveis

Oportunidades

1) A natureza da empresa ou das operações da

pela governança, incluindo metas de incentivo

identidade

oferece

oportunidades

de

para vendas ou lucratividade

envolvimento

em

informações contábeis

2)

Existência de pressão excessiva para que a

fraudulentas;

administração cumpra as exigências ou expectativas de terceiros/investidores.

3) As informações disponíveis indicam que a

situação financeira pessoal da administração

ou dos responsáveis pela governança é ameaçada pelo desempenho da entidade.

2) O monitoramento da administração não é

eficaz;

3) Há uma estrutura organizacional complexa

ou instável;

Os componentes do controle interno são

4) deficientes. c) e) g) h) pela governança.
4)
deficientes.
c)
e)
g)
h)
pela governança.

Exemplos de fraudes relacionadas a pressão:

Alto nível de competição ou saturação do

a)

mercado, acompanhada por declínio da

Exemplos de fraudes relacionadas a oportunidade:

a) Operações significativas entre partes relacionadas fora do curso normal de negócios ou com entidades relacionadas não auditadas. b) Ativos, passivos, receitas ou gastos baseados em estimativas significativas que envolvam julgamentos subjetivos ou incertezas difíceis de serem corroboradas.

margem de retorno.

b)

clientes e fracassos crescentes dos negócios

Declínios significativos na demanda dos

na indústria ou na economia em geral.

c)

a ameaça de falência, arresto ou oferta de

Prejuízos operacionais que tornam iminente

Operações significativas localizadas ou

aquisição de controle de forma hostil.

d)

tendência de analistas de investimentos, investidores institucionais, credores significativos ou outras partes externas

Expectativas de lucratividade ou nível de

conduzidas no exterior, em jurisdições em que existem ambientes e culturas de negócios diferentes. d) Contas bancárias ou operações significativas com subsidiárias ou filiais em

(particularmente expectativas indevidamente agressivas ou irrealistas), inclusive expectativas criadas pela administração, por exemplo, em informes de imprensa ou mensagens excessivamente otimistas dos relatórios anuais.

e)

Necessidade de obter financiamento ou

paraísos fiscais para as quais parece não haver nenhuma justificativa clara de negócio.

Concentração de poder da administração em

uma única pessoa ou pequeno grupo (em negócio não administrado pelo proprietário) sem controles compensatórios. f) Supervisão geral do processo de informação contábil e controle interno pelos responsáveis pela governança não é eficaz.

capital adicional para manter a competitividade inclusive financiamento de gastos

importantes com pesquisa e desenvolvimento ou investimento em bens de capital.

f)

Efeitos adversos reais ou esperados em

Dificuldade para determinar a organização

ou indivíduos que têm participação de controle na entidade.

decorrência da divulgação de resultados negativos em transações pendentes

Alta rotatividade da alta administração,

departamento jurídico ou dos responsáveis

significativas, como combinações de negócios ou prêmios de contrato. g) Interesses financeiros significativos na entidade.

h) Partes significativas da remuneração (por

exemplo, bônus, opções de compra de ações e participações baseadas em lucros) estão condicionadas ao cumprimento de metas, resultados operacionais, posição patrimonial e financeira ou fluxo de caixa. i) Garantias pessoais de dívida da entidade.

i) Monitoramento inadequado dos controles,

inclusive dos controles automatizados e dos

controles sobre as informações contábeis intermediárias (quando há requisito de reporte externo).

j) Altas taxas de rotatividade ou emprego de

empregados de contabilidade, auditoria interna

ou tecnologia da informação que não são eficazes.

de empregados de contabilidade, auditoria interna ou tecnologia da informação que não são eficazes. www.cers.com.br 23

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k) Sistemas de contabilidade e informações

que não são eficazes, inclusive situações que envolvam deficiências significativas no controle interno.

Atitudes/racionalizações

k) Relacionamento entre a administração e o

auditor atual ou seu predecessor é tensa.

Apropriação indevida de ativos

Incentivos/Pressões

1) As ações e as atitudes dos administradores da empresa são conflitantes e muitas vezes
1) As ações e as atitudes dos administradores
da empresa são conflitantes e muitas vezes
não são aplicadas com racionalidade.
2) Existe um preocupação exagerada em
assunto críticos.
3) Predisposição da administração em
complicar as coisas e dificultar a fiscalização.
1) Obrigações financeiras pessoais podem criar
pressão sobre a administração ou empregados
com acesso a dinheiro ou outros ativos
suscetíveis de roubo para que se apropriem
indevidamente de tais ativos.
2)
Relacionamentos adversos entre a entidade
Exemplos de atitudes relacionadas a fraude:
e empregados com acesso a dinheiro ou outros
ativos suscetíveis de roubo podem motivar
esses empregados a apropriar-se
indevidamente de tais ativos.
a)
Comunicação, implementação, suporte ou
aplicação dos valores ou padrões éticos da
entidade pela administração, ou a comunicação
de valores ou padrões éticos inadequados, que
não são eficazes.
Exemplo
de
fraudes
relacionadas
com
incentivo/pressões:
a)
Demissões conhecidas ou previstas de
b)
Participação ou preocupação excessiva da
empregados.
administração não financeira com a seleção de
políticas contábeis ou com a determinação de
b)
Mudanças recentes ou previstas na forma de
remuneração ou nos planos de benefícios dos
estimativas significativas.
c)
Histórico conhecido de violação das leis de
títulos e valores mobiliários ou de outras leis e
regulamentações, ou ações contra a entidade,
sua alta administração ou os responsáveis pela
governança, alegando fraude ou violação de
leis e regulamentos.
empregados.
c) Promoção, remuneração ou outras
recompensas incompatíveis com as
expectativas.
Oportunidades
d)
Interesse excessivo da administração por
1)
Características operacionais da empresa
manter ou aumentar o preço das ações ou
tendência de ganhos da entidade.
podem aumentar a suscetibilidade dos ativos à
apropriação indevida.
e)
Omissão da administração em remediar, de
2)
O controle interno inadequado sobre os
forma tempestiva, deficiências relevantes
ativos pode aumentar a suscetibilidade de
conhecidas nos controles internos.
apropriação indevida dos ativos.
f)
Interesse da administração em empregar
meios inadequados para diminuir
Exemplos
de
fraudes
relacionadas
a
indevidamente o resultado por motivações
tributárias.
oportunidade:
g)
Moral baixa entre os membros da alta
a)
Grandes quantias de dinheiro em mão ou
administração.
processadas.

h) Proprietário-administrador não faz nenhuma

distinção entre suas transações pessoais e as do negócio.

i) Disputas entre acionistas em entidade que

não é uma companhia aberta. j) Tentativas recorrentes da administração de

justificar contabilização marginal ou inadequada com base na materialidade.

b) Itens de estoque com tamanho pequeno,

com alto valor ou em alta procura.

c) Ativos facilmente conversíveis, tais como

títulos ao portador, diamantes ou chips de computador.

d) Segregação inadequada de funções ou de

verificações independentes.

ou chips de computador. d) Segregação inadequada de funções ou de verificações independentes. www.cers.com.br 24

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e) Supervisão geral inadequada dos gastos da

alta administração, tais como viagens e outros reembolsos.

f) Investigação inadequada da vida pregressa

de candidatos a empregos com acesso a

ativos.

g) Registros inadequados referentes aos

ativos.

h) Sistema inadequado de autorização e

aprovação de operações (por exemplo, em compras).

i)

Falta de conciliação completa e tempestiva de ativos.

j)

Falta de documentação tempestiva e

de distorção relevante que envolva, por exemplo, conluio para a falsificação de documentação que possa fazer o auditor acreditar que a evidência de auditoria é válida quando ela não é.

O risco de não ser detectada uma distorção relevante decorrente de fraude é mais alto do que o risco de não ser detectada uma fraude decorrente de erro.

  

O risco do auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude da administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados, porque a administração frequentemente tem condições de manipular, direta ou indiretamente, os registros contábeis, apresentar informações contábeis fraudulentas ou burlar procedimentos de controle.

apropriada de transações, por exemplo,

créditos por devolução de mercadoria.

k)

que executam funções-chave de controle.

l)

informação pela administração, o que possibilita aos empregados de tecnologia da informação perpetrar apropriação indevida.

Falta de férias obrigatórias para empregados

Entendimento inadequado de tecnologia da

Na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de manter atitude de ceticismo profissional durante a auditoria, considerando o potencial de burlar os controles pela administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de auditoria eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na detecção de fraude.

Atitudes/racionalizações

1)

necessidade de monitorar ou reduzir riscos relacionados com apropriações indevidas de

ativos.

Falta de consideração em relação ao

2)

Falta de consideração em relação à

controle interno sobre apropriação indevida de ativos por burlar os controles existentes ou por

omissão em tomar medidas corretivas sobre deficiências no controle interno.

3)

Mudanças na conduta ou estilo de vida que

Circunstâncias que indicam a possibilidade de fraude

possam indicar que ativos foram indevidamente apropriados.

4)

Discrepâncias nos registros contábeis, incluindo:

Tolerância de pequenos roubos.

1)Transações que não são registradas de maneira completa ou tempestiva ou que são registradas inadequadamente no que se refere ao seu valor, período contábil, classificação ou política da entidade. 2) Saldos ou transações sem suporte ou autorização. 3) Ajustes de última hora que afetem significativamente os resultados. 4) Evidência de acesso de empregados a sistemas e registros incompatível com o necessário para a execução de suas funções autorizadas. 5) Informações sobre indícios de fraude que chegam ao auditor.

Responsabilidade do auditor

O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas de auditoria é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.

A fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados para sua ocultação. Portanto, os procedimentos de auditoria aplicados para coletar evidências de auditoria podem ser ineficazes para a detecção

de auditoria aplicados para coletar evidências de auditoria podem ser ineficazes para a detecção www.cers.com.br 25

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Evidências

conflitantes

ou

ausentes,

outros junto aos quais poderiam ser procuradas

incluindo:

evidências de auditoria.

 

2)

Pressões de tempo indevidas impostas pela

1) Documentos perdidos. 2) Documentos que parecem ter sido alterados. 3) Indisponibilidade de outros documentos
1) Documentos perdidos.
2) Documentos que parecem ter sido alterados.
3) Indisponibilidade de outros documentos que
não sejam documentos fotocopiados ou
transmitidos eletronicamente quando a
existência de documentos na forma original é
esperada.
4) Itens significativos não explicados nas
conciliações.
5) Mudanças não usuais nos balanços ou
mudanças em tendências ou em importantes
índices ou relacionamentos entre itens das
demonstrações contábeis – por exemplo,
contas a receber que crescem mais rápido do
que as receitas.
6) Respostas incoerentes, vagas ou não
plausíveis da administração ou de
empregados, decorrentes de indagações ou de
procedimentos analíticos.
7) Discrepâncias não usuais entre os registros
da entidade e as respostas de confirmação.
8) Diferenças não explicadas ou
inadequadamente explicadas entre o controle
analítico de contas a receber e o razão, ou
entre os extratos/confirmações de saldos dos
clientes e o controle analítico de contas a
receber.
9) Cheques cancelados perdidos ou não
existentes em circunstâncias em que cheques
cancelados normalmente são devolvidos à
entidade junto com o extrato bancário.
10) Estoque ou ativos físicos desaparecidos de
magnitude significativa.
11) Evidências eletrônicas indisponíveis ou
perdidas, incompatíveis com as práticas ou
políticas de retenção de registros da entidade.
12) Menos respostas a confirmações do que o
previsto ou mais respostas do que o previsto.
13) Incapacidade de apresentar evidências de
desenvolvimento de sistemas-chave, teste nas
mudanças de programa e atividades de
implementação de mudanças e lançamentos
no sistema do ano corrente.
 Relações problemáticas ou não usuais
entre o auditor e a administração,
incluindo:
administração para solucionar assuntos
complexos ou contenciosos.
3) Queixas da administração a respeito da
condução da auditoria ou intimidação de
membros da equipe pela administração,
especialmente no que se refere à avaliação
crítica pelo auditor das evidências de auditoria
ou
na solução de discordâncias potenciais com
a administração.
4)
Relutância em facilitar o acesso do auditor a
arquivos eletrônicos centrais para os testes que
usam técnicas de auditoria assistidas por
computador.
5)
Recusa de acesso a pessoal e instalações
centrais de TI, incluindo pessoal de segurança,
operações e desenvolvimento de sistemas.
6) Relutância em acrescentar ou revisar
divulgações nas demonstrações contábeis para
torná-las mais completas e compreensíveis.
7)
Relutância da administração em permitir que
o
auditor se encontre a sós com os
responsáveis pela governança.
8)
Políticas contábeis que parecem estar em
desacordo com as normas da indústria.
9) Mudanças freqüentes em estimativas
contábeis que não parecem resultar de
mudanças de circunstâncias.
10) Tolerância de violações ao código de
conduta da entidade.
Forma
de
seleção
dos
itens
que
serão
examinados
 Ao definir os testes de controles e os testes
de detalhes, o auditor deve determinar
meios para selecionar os itens a serem
testados que sejam eficazes para o
cumprimento dos procedimentos de
auditoria.
Forma
de
seleção
dos
itens
que
serão
examinados
Os meios à disposição do auditor para a
seleção de itens a serem testados são:
 

a)

seleção de todos os itens censo (exame

1) Recusa de acesso a registros, instalações,

de

100%);

certos empregados, clientes, vendedores, ou

b)

seleção de itens específicos; e

c) amostragem de auditoria.

clientes, vendedores, ou b) seleção de itens específicos; e c) amostragem de auditoria. www.cers.com.br 26

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Amostragem

Amostragem é a utilização de um processo para obtenção de dados aplicáveis a um conjunto, denominado universo ou população, por meio do exame de uma parte deste conjunto denominada amostra.

c) Quando há necessidade de alta precisão.

Neste caso recomenda-se fazer censo, que nada mais é do que o exame da totalidade da população.

Ao planejar e determinar a amostra de auditoria, o auditor deve levar em consideração os seguintes aspectos:

Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria, de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população.

a) os objetivos específicos da auditoria;

b) a amostra; c) a estratificação da população; d) o tamanho da amostra; e) o
b)
a amostra;
c) a estratificação da população;
d) o tamanho da amostra;
e) o risco da amostragem;
f) a distorção tolerável;
g) a distorção projetada.
a) Objetivos da auditoria
e
esses objetivos.
b) População total
 A
c) Estratificação da amostra

a população da qual o auditor deseja extrair

Amostragem estatística

Amostragem estatística ou probabilística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas

No planejamento da amostra de auditoria, o auditor deve considerar os objetivos específicos a serem atingidos

os procedimentos de auditoria que

têm maior probabilidade de atingir

Amostragem não-estatística ou não probabilística é aquela em que a amostra é determinada pelo auditor utilizando sua experiência, critério e conhecimento da entidade.

população é a totalidade dos dados

do qual o auditor deseja tirar a amostra para chegar a uma conclusão. O auditor

precisa determinar se a população da qual a amostra vai ser extraída é apropriada para o objetivo de auditoria específico.

Amostragem

Ao usar métodos de amostragem estatística ou não estatística, o auditor deve planejar e selecionar a amostra de auditoria, aplicar nesta amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da amostra de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada que represente o restante da população.

Para auxiliar no planejamento eficiente e eficaz da amostra, pode ser apropriado usar estratificação. Estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário).

Existem casos onde não se recomenda a utilização de amostragem, tais como:

a) Quando a população é considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande; b) Quando as características da população são de fácil mensuração, mesmo que a população não seja pequena; e

Os estratos precisam ser explicitamente definidos, de forma que cada unidade de amostragem somente possa pertencer a um estrato.

explicitamente definidos, de forma que cada unidade de amostragem somente possa pertencer a um estrato. www.cers.com.br

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d) Tamanho da amostra

Consiste em determinar quantos itens irão compor a amostra.

seja,

distorção tolerável.

quanto

maior

a

amostra

g) Distorção esperada

menor

a

Ao determinar o tamanho da amostra, o auditor deve considerar o risco de amostragem, bem como os erros toleráveis e os esperados.

Risco de amostragem

O risco de amostragem surge da possibilidade de que a conclusão do auditor, com base em uma amostra, possa ser diferente da conclusão que seria alcançada se toda a população estivesse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.

O

o

eficiência da auditoria, visto que, normalmente, conduziria o auditor a realizar

risco de subavaliação da confiabilidade e

risco de rejeição incorreta afetam a

trabalhos adicionais, o que estabeleceria que as conclusões iniciais fossem incorretas.

O

e

eficácia da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados controles,

risco de superavaliação da confiabilidade

o risco de aceitação incorreta afetam a

saldos de contas ou classe de transações do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou o risco de rejeição incorreta.

È a distorção que o auditor espera encontrar na população

.

Se o auditor espera que a população contenha distorção, é necessário examinar uma amostra maior do que quando não se espera distorção, para concluir que a distorção real da população não excede a

e)

distorção tolerável planejada. Tamanhos menores de amostra justificam-se quando se espera que a população esteja
distorção tolerável planejada. Tamanhos
menores de amostra justificam-se quando
se espera que a população esteja isenta de
distorção.
Ao determinar a distorção esperada em uma
população, o auditor deve considerar
aspectos como, por exemplo, os níveis de
erros identificados em auditorias anteriores,
mudança nos procedimentos da entidade e
evidência obtida na aplicação de outros
procedimentos de auditoria.
Formas de seleção da amostra:
a)
Aleatória ou randômica
b)
Sistêmica ou por intervalo
c)
Casual ou por julgamento
a)
a seleção aleatória ou randômica
Seleção aleatória ou randômica é a que
assegura que todos os itens da população
ou do estrato fixado tenham idêntica
possibilidade de serem escolhidos.
b)
a seleção sistemática ou por intervalo
Seleção sistemática ou por intervalo é

aquela em que a seleção de itens é procedida de maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item selecionado, seja a seleção feita diretamente da população a ser testada ou por estratos dentro da população.

f) Distorção tolerável

Distorção tolerável é a distorção tolerável definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa distorção não seja excedida pela distorção real na população, ou seja, é a distorção máxima na população que o auditor está disposto a aceitar e, ainda assim, concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria; assim, é o mesmo que um erro tolerável.

A relação entre a distorção tolerável e a

ou

amostra é inversamente proporcional,

c) a seleção casual ou por julgamento

tolerável e a ou amostra é inversamente proporcional, c) a seleção casual ou por julgamento www.cers.com.br

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

Neste método de seleção a amostra é formada a critério do auditor, baseada em sua experiência profissional.

anotações originárias de uma visita da equipe às instalações da empresa.

As fontes secundárias são aquelas coletadas e sistematizadas por outros, como, por exemplo: Registros contábeis e administrativos, em papel ou em meio magnético; legislação, normas ou procedimentos; documentos oficiais, como notas fiscais, memorandos, ofícios, inventários.

Tendo executado, em cada item da amostra, os procedimentos de auditoria apropriados, o auditor deverá analisar o resultado alcançado verificando a importância de cada achado, isolada ou conjugadamente, para depois emitir a sua opinião final.

Evidências de suficiência    
Evidências
de
suficiência

Amostragem avaliação do resultado

É questão de julgamento profissional determinar se foi obtida evidência de auditoria adequada e suficiente para reduzir o risco de auditoria e com isso possibilitar ao auditor atingir conclusões razoáveis que fundamentem sua opinião

auditoria

A avaliação sobre o resultado da amostra deve respeitar a seguinte seqüência:

1) analisar qualquer desvio e distorção detectada na amostra; 2) extrapolar as distorções encontradas na amostra para a população; e 3) reavaliar o risco de amostragem.

A suficiência é a medida da quantidade de evidência de auditoria.

Evidências de auditoria

A quantidade da evidência de auditoria necessária é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção (quanto mais elevados os riscos avaliados, maior a probabilidade de que seja exigida mais evidência de auditoria) e também pela qualidade de tal evidência de auditoria (quanto maior a qualidade, menos evidência pode ser exigida).

Evidência de auditoria compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. A evidência de auditoria inclui as informações contidas nos registros contábeis que suportam as demonstrações contábeis e outras informações.

As evidências são o conjunto de fatos comprovados, suficientes, competentes e pertinentes, obtidos durante os trabalhos de auditoria.

Adequação é a medida da qualidade da evidência de auditoria, isto é, sua relevância e sua confiabilidade para fornecer suporte às conclusões em que se fundamenta a opinião do auditor.

Constituem a prova que a auditoria precisa obter, ou seja, algo relevante, confiável e possível que auxiliará o auditor na formação de opiniões e conclusões.

A confiabilidade da evidência é influenciada pela sua fonte e sua natureza e depende das circunstâncias individuais em que é obtida.

As fontes de informação que o auditor utilizou para embasar a sua evidência podem ser primárias ou secundárias.

Tipos de evidências

As fontes primárias são aquelas nas quais a equipe tem controle sobre a forma de coleta dos dados. Por exemplo, entrevistas, circularização, observação direta e

A finalidade da evidência representa o que o auditor quer provar, por isto, existem várias classificações da evidência:

representa o que o auditor quer provar, por isto, existem várias classificações da evidência: www.cers.com.br 29

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

Física

Testemunhal

Analítica

Documental

Corroborativa

Procedimentos de auditoria

Testes de auditoria

Testes de observância ou de controle

São testes que visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno da empresa estão em efetivo funcionamento e cumprimento, devendo atentar para a verificação da existência, efetividade e continuidade do controle interno.

Procedimentos de auditoria são os exames e investigações que o auditor aplica na busca de evidências que irão servir de base para a emissão da sua opinião.

    Teste substantivo divide-se em: a) b) 
Teste substantivo divide-se em:
a)
b)

Os testes de controle são definidos para avaliar a eficácia operacional dos controles na prevenção, detecção e correção de distorções relevantes no nível da afirmação.

Os procedimentos de auditoria representam

a essência do ato de auditar, os

mandamentos operacionais da auditoria que definem o ponto que será examinado, devem constar no plano ou programa de auditoria, inclusive com a descrição do momento e do profissional que irá aplicá-lo.

A definição de testes de controles para obtenção de evidência de auditoria inclui a identificação de condições (características ou atributos) que indiquem a realização de controle, e condições de desvio que indiquem desvios da execução apropriada.

Os

utilizados como procedimentos de avaliação

procedimentos de auditoria podem ser

Testes substantivos ou de confirmação

de riscos, testes de controles ou procedimentos substantivos, dependendo do contexto em que sejam aplicados pelo auditor.

Visam a obtenção de evidências quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos diversos sistemas da empresa, incidem sobre as transações, saldos e outros dados que estejam relacionados diretamente com a elaboração das demonstrações contábeis.

A evidência de auditoria para a obtenção de conclusões para fundamentar a opinião do auditor é conseguida pela execução de:

a)

b)procedimentos adicionais de auditoria, que abrangem:

procedimentos de avaliação de riscos; e

De detalhes ou transações e saldos Procedimentos de revisão analítica

(i) testes de controles, quando exigidos pelas normas de auditoria ou quando o auditor assim escolheu; e (ii) procedimentos substantivos, inclusive testes de detalhes e procedimentos analíticos substantivos.

Os procedimentos substantivos são definidos para detectar distorções relevantes no nível da afirmação. A definição de procedimentos substantivos inclui a identificação de condições relevantes para o propósito do teste que constituem uma distorção na afirmação relevante.

Procedimentos de avaliação de riscos

a)

b)

específicos;

c) Inspeção de documentos e relatórios;

d) Acompanhamento das transações por meio

de sistema de informação relevante para as

demonstrações contábeis.

Indagações junto ao pessoal da entidade; Observação da aplicação de controles

Os testes de transações e saldos (detalhes) buscam subsidiar as seguintes conclusões:

Existência - Verificar a existência dos bens relacionados nas demonstrações; Direitos e obrigações - Se os direitos e despesas existem mesmo e estão corretos; Ocorrência - Se as transações realmente ocorreram;

e despesas existem mesmo e estão corretos; Ocorrência - Se as transações realmente ocorreram; www.cers.com.br 30

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

Abrangência - Se todas as transações que aconteceram estão registradas; Mensuração - Se as transações estão com seus valores corretos; Apresentação - Se as demonstrações e as transações estão discriminadas corretamente; Divulgação - Se as transações estão divulgadas de acordo com a legislação específica

As técnicas de auditoria representam o trabalho propriamente dito executado pelo auditor.

São as ferramentas de busca das evidências.

Inspeção

A inspeção envolve o exame de registros ou documentos, internos ou externos, em forma

de

mídias, ou o exame físico de um ativo. A inspeção de registros e documentos fornece evidência de auditoria com graus variáveis de confiabilidade, dependendo de sua

papel, em forma eletrônica ou em outras

natureza e fonte e, no caso de registros internos e documentos, da eficácia dos controles sobre a sua produção. Um

exemplo de inspeção utilizada como teste é

inspeção de registros em busca de evidência de autorização.

a

Observação

A observação consiste no exame de processo ou procedimento executado por outros, por exemplo, a observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle.

A observação fornece evidência de auditoria

a

procedimento, mas é limitada ao ponto no

tempo em que a observação ocorre e pelo fato de que o ato de ser observado pode afetar a maneira como o processo ou procedimento é executado.

respeito da execução de processo ou

Confirmação externa

como resposta escrita de terceiro (a parte que confirma) ao auditor, em forma escrita, eletrônica ou em outra mídia. Os procedimentos de confirmação externa frequentemente são relevantes no tratamento de afirmações associadas a certos saldos contábeis e seus elementos.

Contudo, as confirmações externas não precisam se restringir apenas a saldos contábeis. Por exemplo, o auditor pode solicitar confirmação de termos de contratos ou transações da entidade com terceiros; a solicitação de confirmação pode ser planejada para perguntar se foram efetuadas quaisquer modificações no contrato e, em caso afirmativo, quais são os detalhes relevantes.

Recálculo  O recálculo consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros. 
Recálculo
O recálculo consiste na verificação da
exatidão matemática de documentos ou
registros.
O recálculo pode ser realizado manual ou
eletronicamente.
Técnicas de auditoria
Reexecução
A reexecução envolve a execução
independente pelo auditor de procedimentos
ou controles que foram originalmente
realizados como parte do controle interno da
entidade.
Procedimentos analíticos
Os procedimentos analíticos consistem
em avaliação das informações feitas por
meio de estudo das relações plausíveis
entre dados financeiros e não
financeiros.

Os procedimentos analíticos incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos.

Uma confirmação externa representa evidência de auditoria obtida pelo auditor

previstos.  Uma confirmação externa representa evidência de auditoria obtida pelo auditor www.cers.com.br 31

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

Indagação

a) Os ocorridos entre a data do término do

 A indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhecimento, financeiro e
 A indagação consiste na busca de
informações junto a pessoas com
conhecimento, financeiro e não financeiro,
dentro ou fora da entidade.
exercício social e a data da emissão do
relatório;
b) Os ocorridos depois do término do trabalho
de campo e da emissão do relatório e antes da
 A indagação é utilizada extensamente em
toda a auditoria, além de outros
procedimentos de auditoria.
divulgação das demonstrações contábeis;
c) Os conhecidos após a divulgação das
demonstrações contábeis.
 As indagações podem incluir desde
indagações escritas formais até indagações
orais informais.
Quando tomar conhecimento de eventos
que afetam de maneira relevante as
demonstrações contábeis, o auditor deve
verificar se eles foram apropriadamente
contabilizados e adequadamente
divulgados nas demonstrações contábeis.
 A avaliação das respostas às indagações é
parte integral do processo de indagação.
Eventos subseqüentes
 Eventos subseqüentes são aqueles fatos
contábeis de relevância, favoráveis ou
desfavoráveis, que ocorreram no período
entre a data do término do exercício social e
a de emissão do relatório.
Quando tais eventos não receberam o
tratamento adequado nas demonstrações
contábeis, o auditor deve discutir com a
administração a adoção das providências
necessárias para corrigir tal situação.
Caso a administração decida não tomar as
providências necessárias, o auditor deve
modificar o seu relatório para com ressalva
ou adverso.
 Atualmente existem em vigor duas normas
do CFC que tratam do assunto, a NBC TA
560 aprovada pela resolução 1.225/09 que
estabelece procedimentos a serem
adotados pelo auditor em relação aos
eventos subseqüentes, e a NBCT 19.12
aprovada pela resolução 1.088/07 que
estabelece critérios e procedimentos para a
contabilização e divulgação dos eventos
subseqüentes nas demonstrações contábeis
por parte da administração da empresa.
Dois
tipos
de
eventos
podem
ser
identificados:
Os que evidenciam condições que já
existiam na data do balanço (eventos
subseqüentes à data do balanço que
originam ajustes); e
Os que são indicadores de condições que
surgiram subseqüentemente à data do
balanço (eventos subseqüentes à data do
balanço que não originam ajustes).
 O auditor deve considerar a análise sobre
eventos subseqüentes parte normal da
auditoria, planejando e executando
procedimentos para obter evidência de
auditoria suficiente de que todos os eventos
ocorridos no período da auditoria, e que
podem requerer ajuste nas demonstrações
contábeis e suas notas explicativas, foram
identificados.
Tipos de eventos subseqüentes à data do
balanço que exigem que a entidade ajuste
os valores reconhecidos:
a) O pagamento ou a divulgação de uma
A NBC TA 560 determina que o auditor deva
considerar três situações de eventos
subseqüentes, a saber:
decisão definitiva relacionado a um processo
judicial, confirmando que a entidade já tinha
uma obrigação presente na data do balanço. A
entidade deve ajustar qualquer provisão
relacionada ao processo ou registrar uma nova
provisão, de acordo com as disposições
contidas na norma sobre Provisões, Passivos,
Contingências Passivas e Contingências
Ativas;
contidas na norma sobre Provisões, Passivos, Contingências Passivas e Contingências Ativas; www.cers.com.br 32

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AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

b) A obtenção de informação indicando que

um ativo estava deteriorado na data do balanço ou que o montante de um prejuízo por deterioração previamente reconhecido em relação àquele ativo precisa ser ajustado. Como por exemplo b.1) A falência ou a concordata de um cliente normalmente confirma que já existia potencialmente um prejuízo em uma conta a receber na data do balanço, e que a entidade precisa ajustar o valor contábil da conta a receber;

f) Transações importantes, efetivas e

potenciais, envolvendo ações ordinárias ou preferenciais;

g) Mudanças anormais (grandes e incomuns)

nos preços dos ativos ou nas taxas de câmbio;

h) Mudanças nas alíquotas de impostos ou na

legislação tributária, promulgadas ou anunciadas, que tenham efeito significativo sobre os ativos e passivos fiscais correntes e diferidos; i) Assunção de compromissos ou de contingência passiva significativa, por exemplo, por meio da concessão de garantias

b.2) A venda de estoques com significativas; e j)    o 
b.2) A venda de estoques com
significativas; e
j)
o

prejuízo pode proporcionar evidência sobre o valor de realização líquido desses estoques na data do balanço;

c)

A determinação do custo de ativos

Início de litígio significativo, proveniente exclusivamente de eventos que aconteceram após a data do balanço.

comprados ou do valor de ativos recebidos em

troca de ativos vendidos antes da data do balanço;

A determinação do valor referente ao

d)

pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificações, no caso de a entidade

O auditor não é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre as demonstrações contábeis após a data do seu relatório.

ter, na data do balanço, uma obrigação presente legal não formalizada de fazer tais pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data; e

e)

A descoberta de fraude ou erros mostra que

Durante o período entre as datas do relatório do auditor e a de divulgação das demonstrações contábeis, a administração é responsável por informar ao auditor fatos que possam afetar as demonstrações contábeis.

as demonstrações contábeis estavam incorretas.

Quando, após a data do relatório, mas antes da divulgação das demonstrações contábeis,

Exemplos de eventos subseqüentes que não originam ajustes, normalmente resultam em divulgação:

auditor tomar conhecimento de um fato que

possa afetar de maneira relevante as demonstrações contábeis, ele deve decidir se elas devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias.

a)

venda de entidades;

b)

operação, vender ativos ou liquidar passivos atribuídos a operações em descontinuidade ou

Anúncio de um plano para descontinuar uma

Reorganizações societárias, aquisição e

Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis.

à participação em acordos vinculantes para vender tais ativos ou liquidar tais passivos;

c)

desapropriações de ativos de vulto pelo

governo;

d) Destruição por incêndio, ou por qualquer

outro acontecimento natural de uma instalação

de produção importante, e o valor, da cobertura do seguro existente;

e) Anúncio ou início de uma reestruturação

importante;

Compra e venda de ativos importantes ou

Se, após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor independente tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia tê- lo levado a alterar seu relatório, o auditor deve discutir o assunto com a administração

e determinar se as demonstrações contábeis

precisam ser alteradas e, caso afirmativo,

e determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo, www.cers.com.br 33

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis.

Opinião

A opinião expressa pelo auditor é se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável.

relevantes, de acordo com a Lei XYZ da Jurisdição X.

Opinião

Relatório de opinião não modificada

Relatório de opinião modificada

Relatório de opinião não modificada

 A forma da opinião do auditor, porém, depende da estrutura de relatório financeiro aplicável
 A forma da opinião do auditor, porém,
depende da estrutura de relatório financeiro
aplicável e de lei ou regulamento aplicáveis.
Sem ressalva, padrão ou limpo.
Na visão do auditor as demonstrações estão
sem distorções relevantes.
De acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil.
Não
é
um
atestado
de
eficácia
administrativa.
São as normas contábeis emanadas pelo
CPC – comitê de pronunciamentos
contábeis
Relatório de opinião modificada
Com ressalva – concorda em termos
De
acordo
com
uma
legislação
específica.
Adverso – discorda
São as Leis e regulamentos próprios.
Opinião – práticas contábeis
Com negativa ou abstenção de opinião – o
auditor teve seu trabalho limitado de tal
forma que não consegue emitir uma opinião.
 Em nossa opinião, as demonstrações
contábeis acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos
relevantes, a posição patrimonial e
financeira da Entidade ABC em 31 de
dezembro de 20X1, o desempenho de suas
operações e os seus fluxos de caixa para o
exercício findo naquela data, de acordo
com as práticas contábeis adotadas no
Brasil.
Auditor identifica uma distorção:
a)
b)
Relevante e não generalizada = ressalva
Relevante e generalizada = adverso
O auditor sofreu uma limitação:
a)
b)
Relevante e não generalizada = ressalva
Relevante e generalizada = com abstenção
de opinião
 “Práticas contábeis adotadas no Brasil”
compreendem a legislação societária
brasileira, as Normas Brasileiras de
Contabilidade, emitidas pelo Conselho
Federal de Contabilidade, os
pronunciamentos, as interpretações e as
orientações emitidos pelo CPC e
homologados pelos órgãos reguladores.
Opinião do auditor
 A
opinião
do
auditor
não
assegura
a
viabilidade
futura
da
entidade
nem
a
eficiência
ou
eficácia
com
a
qual
a
administração
conduziu
os
negócios
da
entidade.

Em nossa opinião, as demonstrações contábeis da Companhia ABC pelo exercício findo em 31 de dezembro de 20X1 foram elaboradas, em todos os aspectos

Em algumas situações, porém, lei e regulamento aplicáveis podem exigir que o auditor forneça opinião sobre outros assuntos específicos, tais como a eficácia

podem exigir que o auditor forneça opinião sobre outros assuntos específicos, tais como a eficácia www.cers.com.br

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AUDITOR FISCAL Auditoria Claudio Zorzo
AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

do controle interno ou a compatibilidade de um relatório separado da administração junto com as demonstrações contábeis.

O auditor deve expressar uma opinião não modificada quando concluir que as demonstrações contábeis são elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável.

Quando o auditor expressa uma opinião com ressalva ou adversa, ele deve alterar a descrição de sua responsabilidade no relatório para especificar que ele acredita que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar sua opinião modificada.

Na relatório com ressalva o auditor deve deixar claro no parágrafo da opinião que exceto pelos efeitos do assunto descrito no parágrafo sobre a base para opinião com ressalva:

b) estrutura de conformidade.   a) b)
b)
estrutura de conformidade.
a)
b)

Este relatório também é denominado de sem ressalva, padrão ou limpo.

A opinião modificada pode ser apresentada como opinião com ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião.

a) as demonstrações contábeis estão

apresentadas adequadamente, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável; ou

Será emitida quando na visão do auditor existe distorção relevante nas demonstrações contábeis ou houve uma limitação relevante ao seu trabalho.

as demonstrações contábeis foram

elaboradas adequadamente, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável quando o relatório é emitido de acordo com uma

A decisão sobre que tipo de opinião modificada é apropriada depende da:

O auditor deve expressar uma opinião adversa quando, tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente, conclui que as distorções, individualmente ou em conjunto, são relevantes e generalizadas para as demonstrações contábeis.

a) natureza do assunto que deu origem à

modificação, ou seja, se as demonstrações

contábeis apresentam distorção relevante ou, no caso de impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, podem apresentar distorção relevante; e

b)

opinião do auditor sobre a disseminação

Quando o auditor expressa uma opinião adversa, ele deve especificar no parágrafo da opinião que, em sua opinião, devido à relevância do(s) assunto (s) descrito(s) no parágrafo sobre a base para opinião adversa:

dos efeitos ou possíveis efeitos do assunto sobre as demonstrações contábeis.

O auditor deve expressar uma opinião com ressalva quando:

a) ele, tendo obtido evidência de auditoria

as demonstrações contábeis não estão

apropriada e suficiente, conclui que as distorções, individualmente ou em conjunto, são relevantes, mas não generalizadas nas demonstrações contábeis; ou

b) ele não consegue obter evidência

apropriada e suficiente de auditoria para suportar sua opinião, mas ele conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas, se houver, sobre as demonstrações contábeis

poderiam ser relevantes, mas não generalizados

apresentadas adequadamente, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. ou

as demonstrações contábeis não foram

elaboradas adequadamente, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura

de relatório financeiro aplicável quando o relatório é emitido de acordo com a estrutura de conformidade.

O auditor deve abster-se de expressar uma opinião quando não consegue obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para suportar sua opinião e ele

não consegue obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para suportar sua opinião e ele www.cers.com.br

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AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas, se houver, sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes e generalizadas.

O auditor também deve abster-se de expressar uma opinião quando, em circunstâncias extremamente raras envolvendo diversas incertezas, conclui que, independentemente de ter obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre cada uma das incertezas, não é possível expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis devido à possível interação das incertezas e seu possível efeito cumulativo sobre essas demonstrações contábeis.

Quando o auditor identificar que as demonstrações contábeis elaboradas não atingem uma apresentação adequada, ele deve discutir o assunto com a administração e, dependendo dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável e como o assunto é resolvido, deve determinar se é necessário modificar a opinião no seu relatório de auditoria.

Se, depois de aceitar o trabalho, o auditor tomar conhecimento que a administração impôs uma limitação ao alcance da auditoria que tem, segundo ele, probabilidade de resultar na necessidade de expressar uma opinião com ressalva ou abster-se de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis, o auditor deve solicitar que a administração retire a limitação.

  o Parágrafo de ênfase  fato em
o
Parágrafo de ênfase
fato
em

Quando o auditor se abstém de expressar uma opinião devido à impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, ele deve alterar o parágrafo introdutório do relatório para especificar que foi contratado para examinar as demonstrações contábeis.

No caso de a administração se recusar a retirar a limitação, o auditor deve comunicar

assunto aos responsáveis pela

governança, a menos que todos aqueles responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da entidade, assim como determinar se é possível executar procedimentos alternativos para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente.

O auditor também deve alterar a descrição da sua responsabilidade e a descrição do alcance da auditoria para especificar somente o seguinte: “Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis com base na condução da auditoria de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Em decorrência do assunto descrito no parágrafo sobre a base para abstenção de opinião, não conseguimos obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar uma opinião de auditoria.”

A ocorrência de uma incerteza em relação a

relevante, cujo desfecho poderá afetar

significativamente a posição patrimonial e

financeira da entidade, bem como o resultado das suas operações, deve levar o auditor adicionar um parágrafo de ênfase

seu relatório, após o parágrafo de

No parágrafo da opinião o auditor deve especificar que:

opinião, fazendo referência à nota explicativa da administração, que deve descrever de forma mais extensa, a natureza e, quando possível, o efeito da incerteza.

O auditor pode, depois de ter formado opinião sobre as demonstrações contábeis, chamar a atenção dos usuários, quando necessário, por meio de comunicação adicional clara no relatório, para:

a) devido à relevância do(s) assunto(s)

descrito(s) no parágrafo sobre a base para abstenção de opinião, o auditor não conseguiu obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião de auditoria; e, consequentemente,

b) o auditor não expressa opinião sobre as

demonstrações contábeis.

e, consequentemente, b) o auditor não expressa opinião sobre as demonstrações contábeis. www.cers.com.br 36

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AUDITOR FISCAL
Auditoria
Claudio Zorzo

a) um assunto que, apesar de

apropriadamente apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis, tem tal importância, que é fundamental para o entendimento das demonstrações contábeis

pelos usuários. (parágrafo de ênfase); ou

b) qualquer outro assunto que seja

relevante para os usuários entenderem a auditoria, a responsabilidade do auditor ou do relatório de auditoria e que não esta apresentado nas demonstrações. (parágrafo de outros assuntos)

a) incluí-lo imediatamente após o parágrafo de opinião no relatório do auditor;

b) usar o título “Ênfase” ou outro título

apropriado;

c) incluir no parágrafo uma referência clara

ao assunto enfatizado e à nota explicativa que descreva de forma completa o assunto nas demonstrações contábeis; e

d) indicar que a opinião do auditor não se

modifica no que diz respeito ao assunto

enfatizado.  A inclusão de parágrafo de apresentado
enfatizado.
A
inclusão
de
parágrafo
de
apresentado

ênfase

no

Quando o auditor considerar necessário chamar a atenção dos usuários para um assunto apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis, de tal relevância que é fundamental para o entendimento das informações, deve incluir um parágrafo de ênfase.

relatório não afeta a opinião do auditor.

Um parágrafo de ênfase não substitui a expressão pelo auditor de uma opinião com ressalva, adversa, ou abstenção de opinião e nem a opinião não modificada, assim o relatório continuará sendo do mesmo tipo quando incluída a ênfase.

No entanto se o objetivo é chamar a atenção dos usuários para quaisquer assuntos que não estão apresentados ou divulgados nas demonstrações contábeis e que sejam relevantes para o usuário entender a auditoria, a responsabilidade do auditor ou o relatório de auditoria o auditor deve incluir um parágrafo de outros assuntos.

É importante destacar que o parágrafo de ênfase é o parágrafo incluído no relatório de auditoria referente a um assunto

apropriadamente

demonstrações contábeis que, de acordo

com o julgamento do auditor, é de tal importância, que é fundamental para o entendimento pelos usuários das demonstrações contábeis.

Já o parágrafo de outros assuntos é o parágrafo incluído no relatório de auditoria que se refere a um assunto não apresentado ou não divulgado nas demonstrações contábeis e que, de acordo com o julgamento do auditor, é relevante para os usuários entenderem a auditoria, a responsabilidade do auditor ou o relatório de auditoria.

Quando o auditor incluir um parágrafo de ênfase no relatório, ele deve:

de auditoria.  Quando o auditor incluir um parágrafo de ênfase no relatório, ele deve: www.cers.com.br

www.cers.com.br

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