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REUNIÃO DIA 26/11/2007 – 09h00min - 3ª CCR DO MPF

LOCAL: Ed. Sede da Procuradoria Geral da República, Bloco B, 3º andar, sala 301

INFORMAÇÕES SOLICITADAS PELO GT – TRANSGÊNICOS – 3ª e 4ª CÂMARA – MPF:

1. Normas complementares;

2. Ações de fiscalização;

3. Capacitação;

4. Laboratórios credenciados para identificação;

5. Medidas para o cumprimento do Protocolo de Cartagena;

6. Zoneamento

7. Outros Assuntos

1. Normas complementares

o

Resolução CONAMA nº. 305, de 12 de junho de 2002, dispõe sobre Licenciamento Ambiental, Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto no Meio Ambiente de atividades e empreendimentos com Organismos Geneticamente Modificados e seus derivados.

o

Instrução Normativa nº. 4, de 4 de junho de 2003. Dispunha sobre o registro de instalação e operação de laboratórios, biotérios e casa de vegetação, para fins de pesquisa em regime de confinamento de organismos geneticamente modificados. A IN nº. 20, de 15/03/04, revoga a IN do IBAMA nº. 04/03, e o registro (previsto no art. 3º da Resolução Conama nº. 305/02) passou a ser realizado no Cadastro Técnico Federal.

o

Instrução Normativa nº. 11, de 5 de dezembro de 2003. Dispõe dos procedimentos para o licenciamento ambiental de atividades ou empreendimentos de pesquisa em campo envolvendo Organismos Geneticamente Modificados e seus derivados.

Conforme a legislação de biossegurança em vigor, estas normas serão aplicadas, somente, nos casos em que a CTNBio deliberar que o OGM é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, o que até esse momento não aconteceu.

o

Lei nº. 7.802, de 11 de julho de 1989, e Decreto nº. 4.074, 4 de janeiro de 2002. Dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.

o

Instrução Normativa do IBAMA nº. 24/02 e IN Conjunta MAPA/ANVISA/ IBAMA nº. 02/02. Estabelecem procedimentos e requisitos para Avaliação Ambiental Preliminar e obtenção do Registro

Especial Temporário de produtos e agentes de processos biológicos geneticamente modificados.

Conforme a Lei nº. 11.105/05 a legislação de agrotóxicos será aplicada, somente, para OGM e seus derivados que servirem de matéria-prima para a produção de agrotóxicos.

Obs.: Deve-se analisar se os dispositivos legais citados estão de acordo com o disposto no Art. 31 da Lei nº. 11.105/05.

2. Ações de fiscalização

a) Anteriores a Lei nº. 11.105/05, destacam-se:

o

Período de julho de 2000 a janeiro de 2001 e em 2003: Procedimentos de fiscalização e controle estabelecidos em conjunto com a Delegacia Federal de Agricultura na importação de cerca de milho transgênico via Porto de Recife - PE.

o

Em 15/07/2004: Vistoria na empresa Novozymes Latin America Ltda - Paraná. Em vistas das denúncias apresentadas ao Ministério Público do Paraná.

o

Vistorias técnicas e/ou fiscalização de Unidades Pesquisa e Estações Experimentais visando verificar os experimentos de campo ou para balizar os termos de referência necessários para a elaboração do estudo e solicitação da LOAP. Em 2001 a 2002 cerca de 20 estações experimentais foram fiscalizadas/vistoriadas. Posteriomente, 39 vistorias técnicas foram realizadas no período de maio/03 a fevereiro/2005, em atendimento as solicitações de LOAP.

o

Em 2004 (agosto/setembro) - período de plantio da soja na região de Passo Fundo/RS – 17 proprietários rurais do entrono (ZA) da FLONA foram notificados pelo Escritório do IBAMA.

o

Em 02 e 03 de março de 2005, baseado nas cópias de relatórios das empresas à CTNBio encaminhadas ao IBAMA, identificou-se a realização de pesquisa de campo sem a devida LOAP em várias estações experimentais, emitido-se os autos de infração para essas estações, conforme quadro abaixo:

UP/EE – UF/Municipio

Área Total

Valor - R$

Situação

BASF - SP/Sto de Posse

1.190,4 m 2

1.500.000,00

N pag / Rec

Monsanto - MG/ Uberlândia

4.760,0 m 2

3.000.000,00

Analise R/P

Monsanto – GO/Sta Helena

23.700,0 m 2

3.000.000,00

Análise R/S

Monsanto – SP/Sta Cruz Pal.

20.140,0 m 2

3.000.000,00

N pag / Rec

Monsanto – MT/Sorriso

20.210,0 m 2

3.000.000,00

Análise R/S

Monsanto – PR/Rolândia.

8.800,0 m 2

1.500.000,00

Análise R/C

Monsanto – PR/Ponta Grossa.

8.800,0 m 2

1.500.000,00

?

Bayer Seeds – MG/Uberlândia.

1.700,0 m 2

500.000,00

Hom. / Def.

Bayer Seeds – GO/Sta Helena

1.700,0 m 2

1.500.000,00

N pag / Rec

Bayer Seeds – MS/S. Gabriel do Oeste

1.700,0 m 2

500.000,00

N pag / Rec

Pionner Sementes – GO/Itumbiara.

?

1.500.000,00

N pag / Rec

b) A partir da publicação da Lei nº. 11.105/05, destaca-se:

o

Em agosto/setembro de 2005 foram emitidos 17 autos de infração de advertência pelo plantio soja GM, baseado nas notificações de 2004.

o

Em 2006: Ação fiscalizatória no entorno do Parque Nacional do Iguaçu para verificação do efetivo cumprimento da restrição ao plantio de OGM nas propriedades ou áreas localizadas na Zona de Amortecimento da unidade de conservação. Resultado:

Foram autuados 8 proprietários rurais (cerca de 420 hectares – Valor total das multas: R$ 526.000,00) e uma estação experimental (12 hectare - R$ 1.000.000,00).

o

Em 2007, em nova ação fiscalizatória foram colhidas 80 amostras de soja, em cerca de 40 propriedades (2 a 60 hectares) no entorno da FLONA de Passo Fundo, para análise. Baseados nos resultados estão sendo emitidos 14 auto de infrações pela SUPES/IBAMA/RS.

3. Capacitação

o

Curso sobre Detecção Quantitativa de OGMs e Produção de Materiais de Referência. Período: 9 a 13 de agosto de 2003. Piracicaba - SP. CENA-USP.

o

I Oficina sobre organismos geneticamente modificados, fiscalização e biossegurança. Período: 2 a 4 de setembro de 2003. Brasília - DF. IBAMA. Participantes: Cerca de 30 fiscais.

o

Em 2004 foram realizados 3 Curso de Capacitação em Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados – OGM, organizados pelo MMA. nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, com uma semana de duração, houve a participação de mais de 150 profissionais, incluindo técnicos e fiscais dos órgãos de registro e fiscalização, tanto federais quanto estaduais (Fonte: Nodari - MMA).

o

Curso “Análise de Risco Ambiental de Organismos Geneticamente Modificados”. (8 horas) Brasília/DF. - IBAMA - MCT – EMBRAPA.

o

I Curso de Capacitação em Biossegurança de Plantas Geneticamente Modificadas. Período: 06 a 10 de junho de 2005. Brasília – DF. Embrapa.

o

Previsão do MMA (primeiro semestre) e do IBAMA (segundo

semestre) de realizar Cursos de Capacitação em Biossegurança de OGM e seus derivados para técnicos, analistas e fiscais em

2007.

o

Os cursos previstos pelo IBAMA não foram realizados, os quais

deverão acontecer no primeiro e no segundo semestre de 2008.

4. Laboratórios credenciados ou capacitados para realizar análises de detecção e quantificação de Organismos Geneticamente Modificados

Diagnóstico realizado em abril de 2006 (deve ser atualizado) pela CGFIS/DIPRO

ESTADO-MG

AGROGENÉTICA - LABORATÓRIO DE ANÁLISES GENÉTICAS End.: R. Olívia de C. Almeida, 273 L 1C, Clélia Bernardes Viçosa/MG - 36570-000 Responsável Técnico: Marta Fonseca Martins / Francismar Correa Telefone: (31) 3891-6497 E-mail: agrogenetica@agrogenetica.com.br Credenciamento Oficial: é credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria Nº 19, de 17 de março de 2005. Tipos de análises: realiza análises de detecção de modificação genética em produtos, subprodutos e derivados de origem vegetal, conforme descrito nas Tabelas 1 a 6.

Preços praticados em 16/02/2006. É possível negociar os preços para uma quantidade maior de amostras a serem analisadas:

Capacidade Produtiva Operacional: 800 análises/mês. Clientes Privados:

ADM do Brasil Ltda; Agroavícola Vêneto LTDA; Aurora - Cooperativa Central Oeste Catarinense; Aventis; Avipal S.A. Avicultura e Agropecuária; Bristol-Myers Squibb Farmacêutica Ltda; Bunge Alimentos S.A.; Cargill Agrícola S/A; Carrefour Comércio e Indústria LTDA; Chapecó Companhia Industrial de Alimentos; Cooperativa Agropecuária Mourãoense LTDA; Dagranja Agroindustrial LTDA; Danone Ltda; DCA Indústria e Comércio LTDA; Diplomata Industrial e Comercial Ltda; Exin Internacional LTDA; Fukuhara Honda CIA. LTDA; GEM Agroindustrial e Comercial Ltda; Inquil - Industria Química Indígena; Intercargo Vistorias Consultorias e Serviços Navais Ltda.; Itambé - Cooperativa Central dos Produtores Rurais de MG; J. Macedo S. A.; Josapar - Joaquim Oliveira S. A. Participações; Kerry do Brasil Ltda.; Kowalski Alimentos LTDA.; Kraki - Kienast & Kratschmer LTDA; M. Dias Branco Ind. e Com. de Alimentos Ltda; Marsul Proteínas LTDA; Moinho do Nordeste S. A.; Moinho Itaipu S. A.; Moinho Romariz Industria e Comercio Ltda; National Starch & Chemical Industrial LTDA.; Nestlé do Brasil Ltda; Nissin Ajinomoto Alimentos LTDA.; Nutron Alimentos LTDA.; Perdigão Agroindustrial S. A.; Petite Marie Química Fina Ind. e Com. Prod. Quim. Ltda; Pif-Paf - Rio Branco Alimentos S/A; Pilão Amidos Ltda.; Pionner; Procter

& Gamble; Roche Vitaminas Brasil LTDA.; Schutter do Brasil LTDA; Seara Alimentos S.A.; Sementes Dow AgroSciences Ltda; Só Frango Produtos Alimentícios Ltda.; Sohovos Industrial LTDA.; Superinspect - Sup. Vist. e Insp. Ltda.; Support Produtos Nutricionais LTDA.; Syngenta Seeds LTDA; Unilever Bestfoods BrasiL LTDA.; Yakult S. A. Indústria e Comércio; Yoki Alimentos S.A. Clientes Públicos:

Ministério da Justiça - Secretaria Executiva - Brasília/DF Ministério Público do Estado de Santa Catarina - Defesa do Consumidor Ministério Público do Estado de Minas Gerais - Procuradoria-Geral de Justiça Ministério Público do Estado de São Paulo MAPA Paraná - Superintendência Federal de Agricultura MAPA Amazonas - Delegacia Federal de Agricultura MAPA Pernambuco - Delegacia Federal de Agricultura

Tabela 1: genes de referência endógena utilizados pelo laboratório nas suas análises

Matriz

Gene de Referência Endógena

Soja

Gene que codifica para a proteína lectina

Milho

Gene que codifica a proteína delta zeína

Algodão

Gene que codifica para a proteína carreadora acil fibra-especifica (ac p )

Canola

Gene que codifica para a proteína F at A

Tabela 2: variedades de produtos, subprodutos e derivados de origem animal e vegetal que a AgroGenética tem capacidade técnica de detectar quantitativamente (percentual de presença de OGM acima do limite de 1% do produto) e qualitativamente (presente ou ausente):

Produtos in natura

Grãos, folha, ração e farelo

Grãos, folha e ração

Grãos e folhas

Grãos e folhas

Análise Qualitativa Soja

sim

sim

Milho

Algodão

sim

sim

Canola

Análise Quantitativa

sim

sim

sim

sim

Tabela 3: variedades de Eventos OGM que a AgroGenética tem capacidade técnica para detectar quantitativamente (percentual de presença de OGM acima do limite de 1 do produto) e qualitativamente (presente ou ausente).

Eventos

Matriz

Análise

Limite de

Análise

Limite de

 

Qualitativa

Detecção

Quantitativa

Detecção

Soja RR TM

soja

sim

0,1%

sim

0,1%

Milho T25

milho

sim

0,1%

sim

0,1%

Milho MON810

milho

sim

0,1%

sim

0,1%

Milho GA21

milho

sim

0,1%

não

-

Milho NK603

milho

sim

0,1%

sim

0,1%

Milho E176

milho

sim

0,1%

sim

0,1%

Milho Bt11

milho

sim

0,1%

sim

0,1%

Algodão Bolgard 531

algodão

sim

0,1%

sim

0,1%

Algodão RR -1445

algodão

sim

0,1%

sim

0,1%

Canola -GOX

canola

sim

0,1%

sim

0,1%

Tabela 4 análise qualitativa de OGM por PCR convencional - prazo normal / urgência

TIPO DE ANÁLISE

Prazo normal / urgência

Valores (R$)

Screening do 35S e NOS ou equivalente Screening do 35S e NOS e evento RR ou equivalente Screening do 35S e NOS e evento Bt11 ou equivalente

5 dias / 48 horas 5 dias / 48 horas 5 dias / 48 horas

300,00 / 400,00 350,00 / 450,00 350,00 / 450,00

Screening do 35S e NOS e evento Bt176 ou equivalente Screening do 35S e NOS e evento MON 810 ou equivalente

5

5

dias / 48 horas dias / 48 horas

350,00 / 450,00 350,00 / 450,00

Tabela 5: quantificação de ogm por pcr em tempo real - prazo normal / prazo urgência

TIPO DE ANÁLISE

Prazo normal / urgência

Valores (R$)

Taq Man 35 S para soja ou equivalente Taq Man 35 S para milho ou equivalente

5 dias / 48 horas 5 dias / 48 horas

550,00 / 650,00 550,00 / 650,00

Tabela 6: análise qualitativa de OGM pelo “Teste da Tira”

TIPO DE ANÁLISE Teste da Tira para soja ou equivalente

ESTADO-PR

Prazo de entrega 24 horas

Valor (R$)

100,00

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ-UFPR – SETOR DE TECNOLOGIA Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos – CEPPA Endereço: Centro Politécnico - Prédio das Usinas Piloto - Bloco B – CP 19.083 Curitiba/PR CEP: 81531-990 Telefones: (41) 3361-3195/3366-3668 - Fax: (041) 3266-1647 E-mail: ceppa@ufpr.br Laboratório de Verificação de OGM Responsável: Ariene Costa Prado Yoshiyasu Telefone: (41) 3361-3250 E-mail: ariene@ufpr.br Credenciamento: credenciado pela ANVISA Tipos de análises: Realiza análise quantitativa e qualitativa da presença de Organismos Geneticamente Modificados (soja e milho) e seus produtos. As determinações qualitativas são realizadas através de teste imunocromatográfico e as quantitativas são realizadas pela reação em cadeia da DNA polimerase em tempo real (Real Time PCR). Preço: teste de tira custa em torno de R$130,00. O custo da análise por PCR não foi fornecido.

LABORATÓRIO FRISCHMANN AISENGART S.A. Endereço: Rua Anne Frank, 4145, Bairro Boqueirão Curitiba, PR - CEP 81650-020 Responsável Técnico: Dr Marcelo Malaghini – Setor de Biologia Molecular Departamento Comercial: Mariana/ Leilane/ Augusto Telefone: (41) 3276-2234 Dpto Comercial: (41) 3340-8300 E-mail: dna@labfa.com.br, marianak@labfa.com.br Credenciamento Oficial: é credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria Nº215 20/dezembro/2004. Tipos de análises: realiza análises de detecção de modificação genética em produtos, subprodutos e derivados de origem vegetal, conforme descrito na Tabela abaixo que contém o preço, tipo de análise, método utilizado, região alvo do OGM, matriz a ser analisada e prazos de comunicação dos resultados das análises. Capacidade Operacional: 210 amostras/dia.

Tabela: (FRISCHMANN AISENGART)

Tipo/preço

Qualitativa

OGM014=145,00

Qualitativa

OGM016=145,00

Qualitativa

OGM015=145,00

Qualitativa

OGM017=145,00

Qualitativa

OGM010=145,00

Qualitativa

OGM012=145,00

Qualitativa

OGM012=145,00

Qualitativa

OGM011=145,00

Qualitativa

OGM013=145,00

Qualitativa

OGM004=240,00

Qualitativa

OGM019=400,00

OGM021=2.500,00

Quantitativa

OGM006=810,00

OGM021=2.500,00

Análise

Pesquisa de

Algodão LibertyLink

Pesquisa de

Bollgard

Algodão

Pesquisa de

Algodão Bollgard-II

Pesquisa de

Algodão Roundup

Ready

Pesquisa de Milho Roundup Ready

(NK603)

Pesquisa de Milho YeldGard (Bt11)

Pesquisa de Milho YeldGard

(MON810)

Pesquisa de Milho

StarLink

351)

(CBH-

Pesquisa de Milho variedades Liberty

Pesquisa de Milho

Maximizer

(Bt

176) ou Triagem Genética

Pesquisa de Milho Geneticamente Modificado - Triagem Genética

Pesquisa e

Quantificação de

Milho

Geneticamente

Modificado

Qualitativa

Pesquisa de Soja

OGM002=95,00

Roundup Ready

Qualitativa

Pesquisa de Farelo

OGM009=145,00

de Soja Roundup Ready

Qualitativa

Pesquisa de Soja

OGM003=240,00

Roundup Ready ou Triagem Genética

Qualitativa

Pesquisa de Soja

OGM018=400,00

Geneticamente

OGM020=2.500,00

Modificada – Triagem Genética

Quantitativa

OGM005=810,00

OGM020=2.500,00

Pesquisa e

Quantificação de

Soja

Geneticamente

Modificada

Método

ALGODÃO

Imunocromatografia

Imunocromatografia

Região alvo

Proteína PAT

Proteína Cry1Ac

Imunocromatografia

Imunocromatografia

MILHO

Imunocromatografia

Imunocromatografia

Imunocromatografia

Imunocromatografia

Imunocromatografia

PCR

PCR Real Time

Proteína Cry2Ab

Proteína CP4

EPSPS

Proteína CP4

EPSPS

Proteína Cry1Ab

Proteína Cry1Ab

Proteína Cry9c

Proteínas PAT/pat e PAT/bar

Genes 35S, Bt e

Invertase

Genes 35S e

Invertase

PCR Real Time

SOJA

Imunocromatografia

Imunocromatografia

PCR

Genes 35S e

Invertase

Proteína CP4

EPSPS

Proteína CP4

EPSPS

Genes 35S, EPSPS

e

Lectina

PCR Real Time

Genes 35S, EPSPS

e

Lectina

PCR Real Time

Genes 35S e Lectina

Matriz

Sementes

Sementes

Sementes

Sementes

Grãos e

sementes

Grãos e

sementes

Grãos e

sementes

Grãos e

sementes

Grãos e

sementes

Grãos,

sementes e

derivados

industrializados

Grãos,

sementes e

derivados

industrializados

Grãos,

sementes e

derivados

industrializados

Grãos e

sementes

Farelo tostado

Grãos,

sementes e

derivados

industrializados

Grãos,

sementes e

derivados

industrializados

Grãos,

sementes e

derivados

industrializados

Resultado-Prazo

Padrão

1 dia útil

1 dia útil

1 dia útil

1 dia útil

1 dia útil

1 dia útil

1 dia útil

1 dia útil

1 dia útil

8 dias útieis

3

dias úteis

24 horas

3

dias úteis

24 horas

1 dia útil

1 dia útil

8 dias úteis

3 dias úteis

24

horas

3 dias úteis

24

horas

ESTADO-RJ

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA EMBRAPA Centro Nacional de Pesquisa de Tecnologia Agroindustrial de Alimentos Av. das Américas, 29501 – Guaratiba, Rio de Janeiro, RJ - Brasil - CEP 23020-470 Laboratório de Detecção de OGM Responsável: Edna Maria Morais de Oliveira Fone: (21) 2410-9644 E-mail: edna@ctaa.embrapa.br Credenciamento: O Laboratório de Detecção de OGM da Embrapa Agroindústria de Alimentos estava sendo preparado para realizar análises qualitativas e quantitativas em grãos e alimentos processados. Não estava credenciado, ainda. Possui o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) e trabalha de acordo com as normas BPL. Quando da validação da metodologia solicitariam a acreditação pela ISO 17025. Tipo de análises: Está capacitado para realizar análises detecção e quantificação de OGM’s, ensaios para expressão gênica (proteína) de OGMs utilizando-se kits de fluxo lateral, diagnóstico molecular de micotoxinas produzidas por fungos filamentosos, detecção de patógenos em alimentos pela técnica de PCR, análise da expressão gênica em leveduras. O laboratório vem atendendo o projeto da Rede de Biossegurança da Embrapa (BioSeg), com análises de detecção qualitativa por PCR de feijão, batata e mamão resistente às suas respectivas viroses. Além das análises para a BioSeg, desenvolvem trabalhos em parceria com a UFRJ com detecção e quantificação de soja RR em alimentos processados para teses de mestrado. Preços: uma análise quantitativa está estimada em R$ 500,00, mas o laboratório está trabalhando para diminuir este valor para cerca de R$ 200,00. Capacidade Operacional: de aproximadamente 100 amostras/mês. Clientes: UFRJ e outras unidades da Embrapa.

ESTADO-RS

LABORATÓRIO ALAC Endereço: Rua David Sartori, 673 Bairro Alfândega Garibaldi/ RS - 95720-000 Responsável Técnico: Hélvio Leandro Burlani FONE: (54) 462-2115 E-mail: alac@alac.com.br, biotecnologia@alac.com.br Solicitação de Orçamentos: orcamentos@alac.com.br Filial 1 - ALAC Laboratório Porto Alegre - RS Av. Pernambuco, 2526 - Bairro Floresta - Porto Alegre - RS – 90240-002 Responsável: Stella Maris Fone/Fax: +55 (51) 3346.3203 E-mail: alacpoa@alac.com.br Filial 2 - ALAC Laboratório São Paulo - SP Rua Booker Pittman, 270 - São Paulo - SP - 04719.060 Responsável: Geraldo Collaziol E-mail: alacsp@alac.com.br Fone/Fax: +55 (11) 5183.6533 Credenciamento Oficial: é credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria nº57, de 08 de abri de 2004. Tipos de análises: análises de detecção de modificação genética em produtos, subprodutos e derivados de origem vegetal, utilizando a técnica PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): testes qualitativos, semiquantitativos e quantitativos em plantas, grãos e subprodutos, com certificação da United Kingdom Accreditation Service. Capacidade Produtiva Operacional: 500 amostras/mês.

ESTADO-SP

SUPERINSPECT LTDA. Endereço: Rua do Comércio, 83 Centro Santos – SP. Responsáveis: Viviane Formice Vianna – Regiane Carvalho Lima E-mail: labgmo.sts@superinspect.com.br Telefone: (13) 3219-4000 – Fax: (13) 3219-1108 Credenciamento Oficial: é credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria Nº 257 23/dezembro/2005. Tipo de análises: executa análises detecção e quantificação de modificação genética (OGM) em grãos/sementes de soja e milho por meio da técnica da reação em cadeia da polimerase em tempo real (PCR-RT), utilizando iniciadores (“primers”) específicos para o gene 35S e realização de análises de detecção e identificação qualitativa de modificação Genética (OGM) em grãos/sementes de soja resistente ao glifosato por meio de testes imunocromatográficos, tipo tira de fluxo lateral para emissão dos respectivos certificados oficiais de análises. Limite de detecção do PCR é de 0,1%. Preço: Não foi fornecido, o laboratório informa que é objeto de cotação caso a caso. Capacidade Operacional: 1000 amostras/mês. Clientes: Bunge, Amaggi e Cargill

NON-GMO LABORATÓRIO – SGS DO BRASIL LTDA. Endereço: Av. Vereador Alfredo das Neves, 480 – Alemoa, Santos/SP - 11095-510. Responsável Técnico: Mariana Saldanha Telefone: (13) 3295–9550 E-mail: mariana_saldanha@sgs.com Escritório: Av. das Nações Unidas, 11633 – 4º andar – Brooklin – São Paulo/SP. Contato: Ana Paula Garcia / Ieda Morawski Fone: (11) 5504-8865 / 8868 – Fax: (11) 5504-8904 E-mail: paula.garcia@sgs.com e ieda.morawski@sgs.com Credenciamento Oficial: é credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria Nº30 15/agosto 2002. Tipo de análises: realiza teste de detecção de modificação genética em produtos, subprodutos e derivados de origem vegetal. Preços e outras informações na tabela abaixo. Capacidade Operacional: 200 amostras/mês. Tabela: produto, tipo e seqüência alvo e preço da análise e o preço adicional da identificação do evento da transgenia.

Produto

Análise

Seqüência

Preço US$

Identificação do

Preço US$

in natura

PCR

alvo

Evento

adicional

Soja

Quantitativa

35S

220,00

RR

Bt 11 – Bt 176

60,00

Trigo /Arroz

Qualitativa

35S

220,00

-

-

Milho

Quantitativa

35S + NOS

290,00

NK 603 - GA21 - -

MON 810

60,00

Canola RR

Quantitativa

35S + NOS

290,00

Algodão

Quantitativa

35S + NOS

290,00

RR – Bolgard I

60,00

O prazo normal de entrega do resultado é de 72 horas. Em caso de urgência será acrescido o valor de US$ 50,00. Faturamento com 8 dias, após o resultado da análise.

GENESCAN DO BRASIL LTDA Endereço: Av Antônio Gazzola, 1001 3o andar, Jd Hélio Batisti, Itu/SP - 13301-245 Responsável Técnico: Flávia Machado Gerente de Serviços Técnicos: Juliana Brochini Sacilotti Telefones: (11) 4023-0522 ou (11) 4023-0625 E-mail: f.machado@genescan.com.br, julianasacilotti@eurofins.com.br. Credenciamento Oficial: é credenciado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da Portaria Nº 28 15/maio/2003. Tipos de análises: realiza análises de detecção de modificação genética em produtos, subprodutos e derivados de origem vegetal, utilizando a metodologia de PCR de SreenDuplo para análise qualitativa (presença/ausência) de grãos de milho com alvos de detecção do Promotor 35S e Terminador NOS, presentes na maioria dos milhos GMs. Para grãos de soja o método utilizado é o SreenSimples para detecção do Promotor 35S. Preço: 250 Euros para o milho e 200 Euros para a soja. O custo da identificação adicional do evento/variedade do OGM é de 50 Euros. Capacidade Operacional: 500 amostras/mês.

CENTRO DE ENERGIA NUCLEAR NA AGRICULTURA - CENA-USP Endereço; Av. Centenário, 303 Piracicaba – SP - 13400-970 Telefone: (19) 3429-4600 - Fax: (0xx19)3429-4610 E-mail: diretoria@cena.usp.br Laboratório Biologia Celular e Molecular Responsável: Dra. Siu Mui Tsai Telefone: (19)3429-4640 E-mail: tsai@cena.usp.br Credenciamento Oficial: não estava credenciado. Tipos de análises: realiza análises de detecção de OMGs utilizando a metodologia de PCR, medindo até 0,001 % a presença de soja (PCR-RT). Desenvolve pesquisas, ao nível celular e molecular, sobre a fisiologia, bioquímica e genética de plantas e microrganismos, e suas interações. As linhas de pesquisa, voltadas para a agronomia e ambiente, se enquadram em quatro subáreas principais: microbiologia ambiental, análise genética e melhoramento genético em sistemas leguminosa-microrganismos usando marcadores bioquímicos e moleculares, fisiologia e bioquímica de plantas e microrganismos sob estresse ambiental e certificação de commodities agrícolas. Capacidade Operacional: não informado. Clientes: Produtores/exportadores de açúcar e soja, produtores/comerciantes de inoculantes de soja, alfafa e feijão, universidades, centros de pesquisa e indústrias.

TECAM - Tecnologia Ambiental Ltda. Endereço: Rua Fábia nº 59 - Vila Romana São Paulo - SP05051-030 Responsável Técnico: Janete Walter Moura Telefone: (11) 3873-2553 - Fax: (11) 3862-8954 E-mail: tecam@tecam.com.br Credenciamento Oficial: credenciado pela ANVISA. Tipos de análises: realiza análises de detecção de soja e milho geneticamente modificados (grãos, folhas farelos e derivados) utilizando ensaios moleculares e imunoquímicos. Capacidade Operacional: não informado.

5.

Medidas para o cumprimento do Protocolo de Cartagena – SIB?

Fiscalização em Porto, aeroporto e fronteira seca?

6. Zoneamento

(Zoneamento das UC, ZA e as atividades do entorno)?,

Zoneamento das áreas de exclusão de plantio do algodão GM?

7. Outros assuntos

:

a) Instalação da Comissão Interna de Biossegurança do IBAMA.

b) Identificação de áreas prioritárias (p.ex. Unidades de Conservação próximas as principais áreas agrícolas utilizadas no cultivo de plantas GM) – capacitação de fiscais dessas unidades.

Lei nº. 11.105, de 24 de março de 2005.

DESTACAM-SE:

Art. 1 o

§ 1 o Para os fins desta Lei, considera-se atividade de pesquisa a realizada em laboratório, regime de contenção ou campo, como parte do processo de obtenção de OGM e seus derivados ou de avaliação da biossegurança de OGM e seus derivados, o que engloba, no âmbito experimental, a construção, o cultivo, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a liberação no meio ambiente e o descarte de OGM e seus derivados.

§

2 o Para os fins desta Lei, considera-se atividade de uso comercial de OGM e seus

derivados a que não se enquadra como atividade de pesquisa, e que trata do cultivo, da produção, da manipulação, do transporte, da transferência, da comercialização, da importação, da exportação, do armazenamento, do consumo, da liberação e do descarte de OGM e seus derivados para fins comerciais.

Da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio

Art. 14. Compete à CTNBio (destacam-se): (art. 5º do Dec. nº. 5.591/05)

VIII – autorizar, cadastrar e acompanhar as atividades de pesquisa com OGM ou derivado

de OGM, nos termos da legislação em vigor;

IX – autorizar a importação de OGM e seus derivados para atividade de pesquisa;

XVIII – apoiar tecnicamente os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, no exercício de suas atividades relacionadas a OGM e seus derivados;

XX – identificar atividades e produtos decorrentes do uso de OGM e seus derivados

potencialmente causadores de degradação do meio ambiente ou que possam causar riscos à saúde humana;

§

1 o Quanto aos aspectos de biossegurança do OGM e seus derivados, a decisão técnica

da CTNBio vincula os demais órgãos e entidades da administração. (art.37 do Dec. 5.591/05)

§

2 o Nos casos de uso comercial, dentre outros aspectos técnicos de sua análise, os

órgãos de registro e fiscalização, no exercício de suas atribuições em caso de solicitação pela CTNBio, observarão, quanto aos aspectos de biossegurança do OGM e seus derivados, a

decisão técnica da CTNBio. (art.38 do Dec. 5.591/05)

§

3 o Em caso de decisão técnica favorável sobre a biossegurança no âmbito da atividade

de pesquisa, a CTNBio remeterá o processo respectivo aos órgãos e entidades referidos no art. 16 desta Lei, para o exercício de suas atribuições. (art.39 do Dec. 5.591/05)

§

4 o A decisão técnica da CTNBio deverá conter resumo de sua fundamentação técnica,

explicitar as medidas de segurança e restrições ao uso do OGM e seus derivados e considerar as particularidades das diferentes regiões do País, com o objetivo de orientar e subsidiar os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, no exercício de suas atribuições. (art.40 do Dec. 5.591/05).

Dos órgãos e entidades de registro e fiscalização

Art. 16. Caberá aos órgãos e entidades de registro e fiscalização do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Ministério do Meio Ambiente, e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República entre outras atribuições, no campo de suas competências, observadas a decisão técnica da CTNBio, as deliberações do CNBS e os mecanismos estabelecidos nesta Lei e na sua regulamentação (art.53 do Dec. 5.591/05):

I – fiscalizar as atividades de pesquisa de OGM e seus derivados;

II – registrar e fiscalizar a liberação comercial de OGM e seus derivados;

III – emitir autorização para a importação de OGM e seus derivados para uso comercial;

IV – manter atualizado no SIB o cadastro das instituições e responsáveis técnicos que

realizam atividades e projetos relacionados a OGM e seus derivados;

V – tornar públicos, inclusive no SIB, os registros e autorizações concedidas (IX - e

licenciamentos ambientais concedidos);

VI – aplicar as penalidades de que trata esta Lei (X - este Decreto);

VII – subsidiar a CTNBio na definição de quesitos de avaliação de biossegurança de OGM

e seus derivados.

Art.53 do Dec. 5.591/05:

IV - estabelecer normas de registro, autorização, fiscalização e licenciamento ambiental

de OGM e seus derivados;

V - fiscalizar o cumprimento das normas e medidas de biossegurança estabelecidas pela

CTNBio;

VI - promover a capacitação dos fiscais e técnicos incumbidos de registro, autorização,

fiscalização e licenciamento ambiental de OGM e seus derivados;

VII - instituir comissão interna especializada em biossegurança de OGM e seus derivados;

§ 1 o As normas a que se refere o inciso IV consistirão, quando couber, na adequação às

decisões da CTNBio dos procedimentos, meios e ações em vigor aplicáveis aos produtos convencionais.

§ 1 o Após manifestação favorável da CTNBio, ou do CNBS, em caso de avocação ou recurso, caberá, em decorrência de análise específica e decisão pertinente (§ 2 o do Art.53 do Dec. 5.591/05) :

I – ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitir as autorizações e

registros e fiscalizar produtos e atividades que utilizem OGM e seus derivados destinados a uso animal, na agricultura, pecuária, agroindústria e áreas afins, de acordo com a legislação em vigor e segundo o regulamento desta Lei;

II – ao órgão competente do Ministério da Saúde emitir as autorizações e registros e

fiscalizar produtos e atividades com OGM e seus derivados destinados a uso humano, farmacológico, domissanitário e áreas afins, de acordo com a legislação em vigor e segundo o regulamento desta Lei;

III – ao órgão competente do Ministério do Meio Ambiente (IBAMA) emitir as autorizações

e registros e fiscalizar produtos e atividades que envolvam OGM e seus derivados a serem

liberados nos ecossistemas naturais, de acordo com a legislação em vigor e segundo o regulamento desta Lei, bem como o licenciamento, nos casos em que a CTNBio deliberar, na forma desta Lei, que o OGM é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente;

IV – à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República emitir as autorizações e registros de produtos e atividades com OGM e seus derivados destinados ao uso na pesca e aqüicultura, de acordo com a legislação em vigor e segundo esta Lei e seu regulamento.

§

2 o Somente se aplicam as disposições dos incisos I e II do art. 8 o e do caput do art. 10

da Lei n o 6.938, de 31 de agosto de 1981, nos casos em que a CTNBio deliberar que o OGM é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente.

§

3 o A CTNBio delibera, em última e definitiva instância, sobre os casos em que a

atividade é potencial ou efetivamente causadora de degradação ambiental, bem como sobre a necessidade do licenciamento ambiental (Art. 54 do Dec. 5.591/05).

§

4 o A emissão dos registros, das autorizações e do licenciamento ambiental referidos

nesta Lei deverá ocorrer no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias (Art. 55 do Dec.

5.591/05).

5 o A contagem do prazo previsto no § 4 o deste artigo será suspensa, por até 180 (cento e oitenta) dias, durante a elaboração, pelo requerente, dos estudos ou esclarecimentos necessários. (Parágrafo único do Art. 55 do Dec. 5.591/05)

§

§

6 o As autorizações e registros de que trata este artigo estarão vinculados à decisão

técnica da CTNBio correspondente, sendo vedadas exigências técnicas que extrapolem as condições estabelecidas naquela decisão, nos aspectos relacionados à biossegurança. (Art. 56 do Dec. 5.591/05)

§

7 o Em caso de divergência quanto à decisão técnica da CTNBio sobre a liberação

comercial de OGM e derivados, os órgãos e entidades de registro e fiscalização, no âmbito de suas competências, poderão apresentar recurso ao CNBS, no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar da data de publicação da decisão técnica da CTNBio.

Dec. 5.591/05:

Art. 57. Os órgãos e entidades de registro e fiscalização poderão estabelecer ações

conjuntas com vistas ao exercício de suas competências.

Do Sistema de Informações em Biossegurança – SIB

Art. 19. Fica criado, no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Sistema de Informações em Biossegurança – SIB, destinado à gestão das informações decorrentes das atividades de análise, autorização, registro, monitoramento e acompanhamento das atividades que envolvam OGM e seus derivados. (Art. 58 do Dec. 5.591/05 - O SIB, vinculado à Secretaria-Executiva da

CTNBio é destinado

)

§

1 o As disposições dos atos legais, regulamentares e administrativos que alterem,

complementem ou produzam efeitos sobre a legislação de biossegurança de OGM e seus derivados deverão ser divulgadas no SIB concomitantemente com a entrada em vigor desses atos.

§

2 o Os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei,

deverão alimentar o SIB com as informações relativas às atividades de que trata esta Lei, processadas no âmbito de sua competência.

Dec. 5.591/05:

Art. 59. A CTNBio dará ampla publicidade a suas atividades por intermédio do SIB, entre as quais, sua agenda de trabalho, calendário de reuniões, processos em tramitação e seus respectivos relatores, relatórios anuais, atas das reuniões e demais informações sobre suas atividades, excluídas apenas as informações sigilosas, de interesse comercial, assim por ela consideradas.

Art. 60. O SIB permitirá a interação eletrônica entre o CNBS, a CTNBio e os órgãos e entidades federais responsáveis pelo registro e fiscalização de OGM.

Da Responsabilidade Civil e Administrativa

Art. 23. As multas previstas nesta Lei serão aplicadas pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, referidos no art. 16 desta Lei, de acordo com suas respectivas competências.

Disposições Finais e Transitórias

Art. 31. A CTNBio e os órgãos e entidades de registro e fiscalização, referidos no art. 16 desta Lei, deverão rever suas deliberações de caráter normativo, no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a fim de promover sua adequação às disposições desta Lei. (Art. 93 do Decreto nº. 5.591/05 – deste Decreto)

Art. 37. A descrição do Código 20 do Anexo VIII da Lei n o 6.938, de 31 de agosto de 1981, acrescido pela Lei n o 10.165, de 27 de dezembro de 2000, passa a vigorar com a seguinte redação:

"ANEXO VIII

Código

Categoria

Descrição

Pp/gu

20

Uso de

Silvicultura; exploração econômica da madeira ou lenha e

Médio

Recursos

subprodutos florestais; importação ou exportação da fauna e flora

Naturais

nativas brasileiras; atividade de criação e exploração econômica de fauna exótica e de fauna silvestre; utilização do patrimônio genético natural; exploração de recursos aquáticos vivos; introdução de espécies exóticas, exceto para melhoramento genético vegetal e uso na agricultura; introdução de espécies geneticamente modificadas previamente identificadas pela CTNBio como potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente; uso da diversidade biológica pela biotecnologia em atividades previamente identificadas pela CTNBio como potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente.

Art. 39. Não se aplica aos OGM e seus derivados o disposto na Lei n o 7.802, de 11 de julho de 1989, e suas alterações, exceto para os casos em que eles sejam desenvolvidos para servir de matéria-prima para a produção de agrotóxicos. (Art. 90 do Decreto nº. 5.591/05)