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Aula 2
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(Equivalência e Implicação lógica aula 10

Aula 2 (Equivalência e Implicação lógica aula 10 Professor: Renê Furtado Felix - Faculdade: UNIP E-mail:

Professor: Renê Furtado Felix - Faculdade: UNIP E-mail: rffelix70@yahoo.com.br - Site: renecomputer.net

Equivalência em Lógica Logica - Professor Renê F Felix 2

Equivalência em Lógica

Definição

Definição Há equivalência entre as proposições p e q somente quando a bicondicional p ↔ q

Há equivalência entre as proposições p e q somente quando a

bicondicional p q for uma tautologia ou

quando p e q tiverem a mesma tabela-verdade.

p q (p é equivalente a q) é o símbolo que representa a

equivalência lógica.

Do ponto de vista da teoria da demonstração, p e q são equivalentes se cada uma delas pode ser derivada a partir da

outra.

Semanticamente, p e q são equivalentes se elas têm os mesmos valores para qualquer interpretação.

Símbolo

Símbolo Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔ O símbolo ↔ representa uma operação entre as proposições

Diferenciação dos símbolos e

O símbolo representa uma operação entre as

proposições p e q, que tem como resultado uma nova

proposição p q com valor lógico V ou F.

O símbolo representa a não ocorrência de VF e

de FV na tabela-verdade P Q, ou ainda que o valor

lógico de P Q é sempre V, ou então P Q é uma tautologia.

Símbolo

Símbolo Os símbolos ↔ e ⇔ são distintos! ↔ indica uma operação lógica. o Aplicado às

Os símbolos e são distintos!

indica uma operação lógica.

o Aplicado às proposições P e Q, resulta em uma nova proposição.

indica uma relação.

o Estabelece que a bi-condicional é tautológica.

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica • Propriedades – Reflexiva • P ⇔ P – Simétrica • Se P ⇔

Propriedades

Reflexiva

P P

Simétrica

Se P Q então Q P

Transitiva

Se P Q e Q R, então P R

Equivalência Lógica - Revisando

Algumas das equivalências mais importantes da
Algumas
das
equivalências
mais
importantes
da

Lógica:

Leis da Comutatividade

P Q Q P

P Q Q P

Obs.: Cada uma das equivalências pode ser provada,

simplesmente mostrando que a bi-condicional correspondente é uma tautologia, bastando, para isso, construir sua Tabela

Verdade.

Exemplos

Exemplos As seguintes sentenças são logicamente equivalentes: P(d , f): Se hoje é sábado, então hoje

As seguintes sentenças são logicamente equivalentes:

P(d , f): Se hoje é sábado, então hoje é fim de semana.

P(d , f): Se hoje não é fim de semana, então hoje não é sábado.

Em símbolos:

é fim de semana, então hoje não é sábado. Em símbolos: d : "Hoje é sábado“

d : "Hoje é sábado“

f : "Hoje é fim de semana"

Sintaticamente, (d) e (f) são equivalentes pela Lei da Contraposição.

Semanticamente, (d) e (f) têm os mesmos valores nas mesmas interpretações.

Exemplos

Exemplos P(p , q): se eu nasci, então papai nasceu p → q é equivalente a:

P(p , q): se eu nasci, então papai nasceu

p q

é equivalente a:

p → q
p
→ q

~q ~p

papai não nasceu, então eu não nasci

Proposições associadas a uma condicional

Proposições associadas a uma condicional Definição: Dada a condicional p  q, chamam- se PROPOSIÇÕES ASSOCIADAS

Definição: Dada a condicional p q, chamam- se PROPOSIÇÕES ASSOCIADAS a p q, as 3 seguintes proposições condicionais que contêm p e q:

Proposição RECÍPROCA de p q: q p Proposição CONTRÁRIA de p q: ~p ~q

Proposição CONTRAPOSITIVA de p q: ~q ~p

Proposições associadas a uma condicional

Proposições associadas a uma condicional As tabelas-verdade dessas 4 proposições: p q p → q q
As tabelas-verdade dessas 4 proposições: p q p → q q → p ~p →
As tabelas-verdade dessas 4 proposições:
p
q
p → q
q → p
~p → ~q
~q → ~p
dessas 4 proposições: p q p → q q → p ~p → ~q ~q →

Equivalência Lógica Leis da Associatividade

Equivalência Lógica – Leis da Associatividade (P ∧ Q) ∧ R ⇔ P ∧ (Q ∧

(P Q) R P (Q R)

(P Q) R P (Q R)

Leis da Distributividade

P (Q R) (P Q) (P R)

P (Q R) (P Q) (P R)

Equivalência Lógica Leis de De Morgan

Equivalência Lógica – Leis de De Morgan ∀ ¬ (P ∧ Q) ⇔ ¬ P ∨

¬ (P Q) ¬ P ¬ Q

¬ (P Q) ¬ P ¬ Q

Leis da Idempotência P P P P P P

Equivalência Lógica Lei da Dupla Negação

¬ (¬ P) P

Lei da Condicional

Negação ∀ ¬ (¬ P) ⇔ P – Lei da Condicional P ~P ~~P • P

P

~P

~~P

P ~P ~~P
P ~P ~~P
P ~P ~~P
P ~P ~~P
P ~P ~~P
P ~P ~~P

P Q ¬ P Q

Condicional P ~P ~~P • P → Q ⇔ ¬ P ∨ Q – Lei da

Lei da Bi-condicional

P Q (P Q) (Q P)

P Q (P Q) ( ¬ P ¬ Q)

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica – Lei da Contraposição • P → Q ⇔ ¬ Q → ¬ P

Lei da Contraposição

P Q ¬ Q ¬ P

Lei de Clavius ¬ P P P

Lei da Refutação por Absurdo (p q) (p ¬ q) ¬ p

Lei de Clavius

P

~P

~PP

Lei de Clavius P ~P ~P → P
Lei de Clavius P ~P ~P → P
Lei de Clavius P ~P ~P → P
Lei de Clavius P ~P ~P → P
Lei de Clavius P ~P ~P → P
Lei de Clavius P ~P ~P → P
(p → q) ∧ (p → ¬ q) ⇔ ¬ p Lei de Clavius P ~P

Equivalência Lógica Lei da Absorção

Equivalência Lógica – Lei da Absorção • p → p ∧ q ⇔ p → q

p p q p q

p q p ∧ q p → p ∧ q p → p
p
q
p ∧ q
p → p ∧ q
p → p

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica – Lei do Dilema • (P → Q) ∧ (¬ P → Q) ⇔

Lei do Dilema

(P Q) (¬ P Q) Q

Lei da Demonstração por Absurdo (onde F é uma

contradição)

P ¬ Q F P Q

Lei de Exportação - Importação

P (Q R) P Q R

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica O conceito de equivalência nos permite mostrar que são suficientes as operações de negação

O conceito de equivalência nos permite mostrar que

são suficientes as operações de negação e uma das

duas, conjunção ou disjunção, para representar qualquer expressão proposicional:

Eliminando o bi-condicional:

P Q (P Q) ( ¬ P ¬ Q)

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica – Eliminando o condicional: • P → Q ⇔ ¬ P ∨ Q –

Eliminando o condicional:

P Q ¬ P Q

Escrevendo a disjunção em termos de conjunção:

P Q ¬ (¬ P ¬ Q)

Escrevendo a conjunção em termos de disjunção:

P Q ¬ (¬ P ¬ Q)

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica Ex.: Escrever a proposição (P ↔ Q) → ¬ P em termos da negação

Ex.: Escrever a proposição

(P Q) ¬ P

em termos da negação e disjunção

Equivalência Lógica Passos:

Equivalência Lógica Passos: (P ↔ Q) → ~ P Eliminando o condicional ~(P ↔ Q) ∨

(P Q) ~ P

Equivalência Lógica Passos: (P ↔ Q) → ~ P Eliminando o condicional ~(P ↔ Q) ∨
Equivalência Lógica Passos: (P ↔ Q) → ~ P Eliminando o condicional ~(P ↔ Q) ∨

Eliminando o condicional

~(P Q) ~ P

~( (P Q) ( ~ P ~ Q) ) ~ P

~ ( ~ (~ P ~ Q) ~ (P Q) ) ~ P

Eliminando o bi-condicional

Conjunção em termos de disjunção

Exemplos

Exemplos A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: p q ~q

A tabela da bicondicional (p q) (~q ~p) será:

p q ~q ~p p → q ~q → ~p (p → q) ↔ (~q
p
q
~q
~p
p → q
~q → ~p
(p → q) ↔ (~q → ~p)
V
V
V
F
F
V
F
F

Portanto, p q é equivalente a ~q ~p, pois estas proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a bicondicional (p q) (~q ~p) é uma tautologia.

Exemplos

Exemplos A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: Portanto, p →

A tabela da bicondicional (p q) (~q ~p) será:

da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: Portanto, p → q é equivalente

Portanto, p q é equivalente a ~q ~p, pois estas proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a bicondicional (p q) (~q ~p) é uma tautologia.

tabela-verdade ou a bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia. Logica -

Exemplos

Exemplos A B A ˄ B A → A ˄ B A → B V V

A

B

A ˄ B

AA ˄ B

A B

V

V

V V
V V
V V

V

F

V F
V F
V F

F

V

F V
F V
F V

F

F

F F
F F
F F
A ˄ B A → A ˄ B A → B V V V F F
A ˄ B A → A ˄ B A → B V V V F F

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica Teoremas A proposição P é logicamente equivalente à proposição Q , ou seja, (

Teoremas

A proposição P é logicamente equivalente à proposição Q, ou seja, (P Q), sempre que o

bicondicional (P Q) é uma tautologia.

Exemplos

Exemplos Mostrar que (p  q) ^ (q  p) e (p  q) são equivalentes

Mostrar que (p q) ^ (q p) e (p q) são equivalentes.

p q p → q q → p (p  q) ^ (q  p)
p
q
p → q
q → p
(p  q) ^ (q  p)
(p  q)
V
V
V
F
F
V
F
F
Tabelas-verdade idênticas
Logo, (p  q) ^ (q  p)  (p  q)

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Exemplos Mostrar que (p ^ q) ~(~p v ~q).

Exemplos Mostrar que (p ^ q)  ~(~p v ~q). p q p ^ q ~
p q p ^ q ~ p ~ q ~p v ~q ~(~p v ~q)
p
q
p ^ q
~ p
~ q
~p v ~q
~(~p v ~q)
p  q
V
V
V
F
F
V
F
F

Como (p ^ q) ~(~p v ~q) é uma tautologia, então (p ^ q) ~(~p v ~q), isto é, ocorre a equivalência lógica.

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Implicação Lógica Logica - Professor Renê F Felix 28

Implicação Lógica

Implicação Lógica

Implicação Lógica Definição Diz-se que uma proposição P implica logicamente uma proposição Q, se Q é

Definição

Diz-se que uma proposição P implica logicamente uma

proposição Q, se Q é verdadeira todas as vezes que P é

verdadeira:

• Dizemos que P implica Q e escrevemos P => Q

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Implicação Lógica

Implicação Lógica modus ponens: (significa modo de afirmar) p ˄ (p → q) => q (forma

modus ponens: (significa modo de afirmar)

p ˄ (p q) => q (forma clássica)

(p

q) ˄ p => q (pode ser apresentada nesta outra forma).

(p q)

˄

. ͘.

implica

p

necessariamente ocorrerá.

em

q,

ou

seja

acontecendo

p aconteceu, então q ocorreu também.

Nós tivemos p, então houve q.

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p,

q

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Implicação Lógica

Implicação Lógica modus tollens: (significa modo de negar) ~q ˄ (p → q) => ~p (forma

modus tollens: (significa modo de negar)

~q ˄ (p q) => ~p (forma clássica)

(p

q) ˄ ~q => ~p (pode ser apresentada nesta outra forma).

(p q)

˄ ~

. ͘ . ~p

p implica em q, q não ocorreu, então também não

ocorreu p.

q não aconteceu, então ocorreu.

p também não

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Implicação Lógica

Implicação Lógica Exemplo: A B A ˄ B A V B A ↔ B V V

Exemplo:

A

B

A ˄ B

A V B

A B

V

V

V V
V V
V V

V

F

V F
V F
V F

F

V

F V
F V
F V

F

F

F F
F F
F F

A B => A B

Logica - Professor Renê F Felix

A B => A B

A proposição A ˄ B é verdadeira somente na linha 1

e, nesta linha, as proposições

A V B e A B também são verdadeiras. Logo, a primeira posição implica cada uma das outras posições, isto é:

p ^ q

p v q

e

p ^ q p q

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Implicação Lógica

Implicação Lógica As mesmas tabelas-verdade também demonstram as importantes Regras de Inferência : p q p

As mesmas tabelas-verdade também demonstram as importantes Regras de Inferência:

p

q

p ^ q

p v q

p q

p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q
p q p ^ q p v q p  q

(Adição)

p p v q

e

q p v q

(Simplificação)

p ^ q p

e

p ^ q q

Implicação Lógica

2. As tabelas-verdade das proposições são:

p

q

p q

pq

qp

p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
p q p  q p → q q → p
são: p q p  q p → q q → p p  q, p

p

q,

p

q,

q

p

q

é

A proposição p

verdadeiras nas linhas 1 e 4 e,

nestas linhas, as proposições p qe q ptambém são

verdadeiras. Logo,

primeira

a

posição implica cada uma das

outras duas posições, isto é:

p q

p q

e

p q q p

Implicação Lógica

Implicação Lógica 3. As tabelas-verdade das proposições “(p v q) ^ ~p ” são: p q

3. As tabelas-verdade das proposições “(p v q) ^ ~psão:

p

q

p v q

~ p

(p v q) ^ ~p

p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p
p q p v q ~ p (p v q) ^ ~p

Esta proposição é verdadeira somente na linha 3 e, nesta linha, a

proposição qtambém

é verdadeira. Logo, subsiste a implicação

lógica:

(p v q) ^ ~p q

Implicação Lógica

Implicação Lógica 4. A tabelas-verdade da proposições “(p  q) ^ p” são: p q p

4. A tabelas-verdade da proposições “(p q) ^ p” são:

p

q

p q

(p q) ^ p

p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p
p q p  q (p  q) ^ p

denominada Regra Modus ponens.

Esta proposição é verdadeira somente na linha 1 e, nesta linha, a

proposição qtambém

é verdadeira. Logo, subsiste a implicação

lógica:

(p q) ^ p q

Implicação Lógica

Implicação Lógica 5. A tabelas-verdade da proposições “(p  q) ^ ~q” e “~p” são :

5. A tabelas-verdade da proposições “(p q) ^ ~q” e “~p” são:

p

q

p q

~q

(p q) ^ ~q

~p

p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p
p q p  q ~q (p  q) ^ ~q ~p

Esta proposição é verdadeira somente na linha 4 e, nesta linha, a

proposição “~p” também

é verdadeira. Logo, subsiste a implicação

lógica:

(p q) ^ ~q ~p ,

denominada Regra do Modus tollens.

As mesmas tabelas-verdade também mostram que “~p” implica “p q”, isto é: ~p p q

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Implicação Lógica

Implicação Lógica Exemplo: p q p ˄ q p V q p ↔ q V V

Exemplo:

p

q

p ˄ q

p V q

p q

V

V

V V
V V
V V

V

F

V F
V F
V F

F

V

F V
F V
F V

F

F

F F
F F
F F

Logica - Professor Renê F Felix

Regras

Formulas atômicas

Modus Ponens

p ˄ (p q) => q

Modus Tollens

~q ˄ (p q) => ~p

Silogismo Hipotético

(p q) ˄ (q r) =>(p r)

Silogismo Disjuntivo

(p V q) ˄ ~p => q

Simplificação

p ˄ q => p

Adição

p => p V q

38

Implicação Lógica

Implicação Lógica Teorema A proposição P implica a proposição Q , isto é: P => Q

Teorema

A proposição P implica a proposição Q, isto é:

P => Q

se e somente se a condicional:

P Q (1)

é tautológica.

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39

Implicação Lógica

Implicação Lógica • Se P implica Q , então, não ocorre que os valores lógicos simultâneos

Se P implica Q, então, não ocorre que os valores lógicos

simultâneos destas duas proposições sejam

respectivamente V e F, e por conseguinte a última coluna

da tabela-verdade da condicional (1) apresenta somente

a letra V, isto é, esta condicional é tautológica.

Reciprocamente, se a condicional (1) é tautológica,

então, não ocorre que os valores lógicos simultâneos das

proposições P e Q sejam respectivamente V e F, e por conseguinte a primeira proposição implica a segunda.

Exemplo

Exemplo A B A ˄ B A ↔ B (A ˄ B) → (A ↔ B)

A

B

A ˄ B

AB

(A ˄ B) (AB)

V

V

V V
V V
V V

V

F

V F
V F
V F

F

V

F V
F V
F V

F

F

F F
F F
F F

A B => A B

(A B) (A B)

Implicação Lógica

Implicação Lógica Propriedades Reflexa - P => P Transitiva - Se P => Q e Q

Propriedades

Reflexa

- P => P

Transitiva

- Se P => Q e Q => R, então

P => R

Implicação Lógica

Implicação Lógica Algumas das implicações mais importantes da Lógica: – Regra da Adição • P =>

Algumas das implicações mais importantes da Lógica:

Regra da Adição

P => P Q

Obs.: Cada uma das implicações pode ser provada,

bastando para isso construir a Tabela Verdade da

condicional correspondente; se a condicional for tautológica, será uma inferência.

Implicação Lógica

Implicação Lógica – Regra da Simplificação • P ∧ Q => P – Regra da Simplificação

Regra da Simplificação P Q => P

Regra da Simplificação Disjuntiva (P Q) (P ~Q) => P

Regra da Absorção

P Q => P (P Q)

Implicação Lógica

Implicação Lógica – Regra do Silogismo Hipotético (ou Condicional) • (P → Q) ∧ (Q →

Regra do Silogismo Hipotético (ou Condicional) (P Q) (Q R) => P R

Regra do Silogismo Disjuntivo (ou Alternativo) (P Q) ~P => Q

Regra

do

Silogismo

Incompatibilidade)

~(P Q) Q => ~P

Conjuntivo

(ou

Implicação Lógica

Implicação Lógica – Dilema Construtivo • (P → Q) ∧ (R → S) ∧ (P ∨

Dilema Construtivo (P Q) (R S) (P R) => Q S

Dilema Destrutivo (P Q) (R S) (~Q ~S) => ~P ~R

Regra da Inconsistência (de uma contradição se

conclui qualquer proposição)

(P ~P) => Q

Implicação Lógica

Implicação Lógica – Modus Ponens • (P → Q) ∧ P => Q – Modus Tollens

Modus Ponens

(P Q) P => Q

Modus Tollens (P Q) ~Q => ~P

Regra da Atenuação P Q => P Q R

Regra da Retorsão

~P P => P

Implicação Lógica e equivalência

Implicação Lógica e equivalência Uma diferença importantíssima entre a implicação e equivalência reside no

Uma diferença importantíssima entre a implicação e equivalência reside no fato de que, na implicação, só há o caminho de ida, não existe o de volta. Ou melhor, toda equivalência é uma implicação lógica por natureza. Diferentemente, a implicação não se trata necessariamente de uma equivalência lógica. Podemos então dizer que toda equivalência é uma implicação lógica, mas nem toda implicação é uma equivalência lógica.

Implicação Lógica e equivalência

Implicação Lógica e equivalência Assim: O caminho de volta pode estar errado se desejado: p ^

Assim:

O caminho de volta pode estar errado se desejado:

p ^ q p (certo)

p p ^ q (errado)

Na

proposições. Temos:

equivalência,

pode-se

ir

e

(~p v q) (p → q)

vir

entre

duas

O caminho de volta seria perfeitamente válido:

(p → q) (~p v q)

Implicação Lógica e equivalência

Implicação Lógica e equivalência Em outras palavras: Dizer que p ^ q  p é a

Em outras palavras:

Dizer que p ^ q p é a mesma coisa que afirmar

que p ^ q p

Porém, p ^ q p não é a mesma coisa de dizer que p p ^ q

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica As proposições P e Q são equivalentes quando apresentam tabelas verdades idênticas .

As proposições P e Q são equivalentes quando apresentam tabelas verdades idênticas.

Indicamos que p é equivalente a q do seguinte

modo: p q.

Exemplos:

(p q) ^ ( q p) p q

p q ~( p ^ ~ q ) ~p v q

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica Exercício: Dizer que “André é artista ou Bernardo não é engenheiro” é logicamente

Exercício:

Dizer que “André é artista ou Bernardo não é engenheiro” é

logicamente equivalente a dizer que:

a) André é artista se e somente Bernardo não é engenheiro.

b) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.

c) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro.

d) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.

e) André não é artista e Bernardo é engenheiro.

Resolução: Na expressão temos ~p v q p q ~q ~p Temos duas

possibilidades de equivalência p q: Se André não é artista , então Bernardo

não é engenheiro. Porém não temos essa opção. ~q ~p: Se Bernardo é engenheiro, então André é artista. Logo reposta letra d).

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica Exercício: Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista,” é do ponto

Exercício:

Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista,” é do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que::

a) Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.

b) Se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.

c) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista.

d) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.

e) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista.

Resolução: Na expressão temos ~p v q p q

p q: Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista. Letra a).

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica Exercício: Dizer que não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é alto,

Exercício:

Dizer que não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é alto, é

logicamente equivalente a dizer que é verdade que:

a) Pedro não é pobre ou Alberto não é alto.

b) Pedro não é pobre e Alberto não é alto.

c) Pedro é pobre ou Alberto não é alto.

d) se Pedro não é pobre, então Alberto é alto.

e) se Pedro não é pobre, então Alberto não é alto.

p: Pedro é pobre

A proposição é Pedro é pobre e Alberto é alto.

q: Alberto é alto

Logica - Professor Renê F Felix

(p ^ q)

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Equivalência Lógica

Equivalência Lógica Logo, dizer que não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é alto

Logo, dizer que não é verdade que Pedro é pobre e Alberto

é alto é negar toda a proposição Pedro é pobre e Alberto é alto. Aí, escrevendo a nossa proposição composta em

linguagem simbólica:

~(p ^ q)

Agora, vamos demonstrar na tabela-verdade

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica Resposta correta: a) ~(p ^ q)  ~p v ~q Ou, no bom português,
Equivalência Lógica Resposta correta: a) ~(p ^ q)  ~p v ~q Ou, no bom português,

Resposta correta: a) ~(p ^ q) ~p v ~q

Ou, no bom português, podemos dizer que:

Não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é alto é logicamente

equivalente a dizer que Pedro não é pobre ou Alberto não é alto

Exercícios - Equivalência Lógica

1. A negação da afirmação condicional "se estiver
1. A
negação
da
afirmação
condicional
"se
estiver

chovendo, eu levo o guarda-chuva" é:

a)

se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva

b)

não está chovendo e eu levo o guarda-chuva

c)

não está chovendo e eu não levo o guarda-chuva

d)

se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva

e)

está chovendo e eu não levo o guarda-chuva

Exercícios - Equivalência Lógica

Exercícios - Equivalência Lógica 2.Chama-se tautologia a toda proposição que é sempre verdadeira, independentemente

2.Chama-se tautologia a toda proposição que é sempre

verdadeira, independentemente da verdade dos termos

que a compõem. Um exemplo de tautologia é:

a) se João é alto, então João é alto ou Guilherme é gordo

b) se João é alto, então João é alto e Guilherme é gordo

c) se João é alto ou Guilherme é gordo, então Guilherme é gordo

d) se João é alto ou Guilherme é gordo, então João é

alto e Guilherme é gordo

e) se João é alto ou não é alto, então Guilherme é gordo

Exercícios - Equivalência Lógica

Exercícios - Equivalência Lógica 3. Considere as afirmações: A) se Patrícia é uma boa amiga, Vítor

3. Considere as afirmações: A) se Patrícia é uma boa amiga, Vítor diz a verdade; B) se Vítor diz a verdade, Helena não é uma boa amiga; C) se Helena não é uma boa amiga, Patrícia é uma boa amiga. A análise

do encadeamento lógico dessas três afirmações permite concluir que

elas:

a) implicam necessariamente que Patrícia é uma boa amiga

b) são consistentes entre si, quer Patrícia seja uma boa amiga, quer Patrícia não seja uma boa amiga

c) implicam necessariamente que Vítor diz a verdade e que Helena não

é uma boa amiga

d) são equivalentes a dizer que Patrícia é uma boa amiga e) são inconsistentes entre si

Exercícios - Equivalência Lógica

Exercícios - Equivalência Lógica 4. Se Rodrigo mentiu, então ele é culpado. Logo: a) Rodrigo é

4. Se Rodrigo mentiu, então ele é culpado. Logo:

a) Rodrigo é culpado.

b) se Rodrigo não mentiu, então ele não é culpado.

c) Rodrigo mentiu.

d) se Rodrigo não é culpado, então ele não mentiu.

e) se Rodrigo é culpado, então ele mentiu.

Exercícios - Equivalência Lógica

Exercícios - Equivalência Lógica 4. Se Rodrigo mentiu, então ele é culpado. Logo: a) Rodrigo é

4. Se Rodrigo mentiu, então ele é culpado. Logo:

a) Rodrigo é culpado.

b) se Rodrigo não mentiu, então ele não é culpado.

c) Rodrigo mentiu.

d) se Rodrigo não é culpado, então ele não mentiu.

e) se Rodrigo é culpado, então ele mentiu.

Exercícios - Equivalência Lógica

Exercícios - Equivalência Lógica 5. Se você se esforçar, então irá vencer. Logo: a) mesmo que

5. Se você se esforçar, então irá vencer. Logo:

a) mesmo que se esforce, você não vencerá.

b) seu esforço é condição necessária para vencer.

c) se você não se esforçar, então não irá vencer.

d) você vencerá só se se esforçar.

e) seu esforço é condição suficiente para vencer.

Exercícios - Equivalência Lógica

Exercícios - Equivalência Lógica 5. Se você se esforçar, então irá vencer. Logo: a) mesmo que

5. Se você se esforçar, então irá vencer. Logo:

a) mesmo que se esforce, você não vencerá.

b) seu esforço é condição necessária para vencer.

c) se você não se esforçar, então não irá vencer.

d) você vencerá só se se esforçar.

e) seu esforço é condição suficiente para vencer.

Implicação Lógica

Implicação Lógica Conectivos lógicos Logica - Professor Renê F Felix 64

Conectivos lógicos

Implicação Lógica Conectivos lógicos Logica - Professor Renê F Felix 64

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Uma pessoa será tão feliz quanto a sua mente decidir. Abraham Lincoln
Uma pessoa será tão feliz quanto a sua
mente decidir.
Abraham Lincoln