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Universidade Tecnológica Federal do Paraná Departamento Acadêmico de Comunicação e Expressão Metodologia de Ensino

Universidade Tecnológica Federal do Paraná Departamento Acadêmico de Comunicação e Expressão Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa Profª Drª Rossana Finau Acadêmicos: Cristiano Bueno, Renata Morales Diaz

de Ensino de Língua Portuguesa Profª Drª Rossana Finau Acadêmicos: Cristiano Bueno, Renata Morales Diaz PR

PR

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

A sequência didática é um processo cujo fim é o domínio de um determinado gênero por parte

do aluno, que se torna capaz de identificá-lo e, quando necessário, produzi-lo, analisando as suas

particularidades. Isso ajuda a desenvolver, nos alunos, competências e habilidades relacionadas à

comunicação verbal e não-verbal (SHNEUWLY E DOLZ, 2004).

O modelo didático de gênero pode ser definido como “um objeto descritivo e operacional,

construído para apreender o fenômeno complexo da aprendizagem de um gênero” (MACHADO e

CRISTÓVÃO, 2006, p. 556). A construção do modelo didático possibilita, a professor/pesquisador,

conhecer melhor determinados gêneros, selecionando aspectos ensináveis a determinado nível de

ensino, para, a partir daí, elaborar e ou adaptar atividades didáticas que deem conta de abordar os

conteúdos mais pertinentes no estudo do gênero selecionado. “Conhecer um gênero de texto é

conhecer suas condições de uso, sua adequação ao contexto social e as possibilidades de materialização

que requerem operações de contextualização e de textualização que levam o agente produtor a tomar

decisões em relação à estrutura e ao estilo composicional do texto.” (CRISTÓVÃO, 2006, p. 44)

O gênero resenha crítica de filme a qual consideramos, assim como Machado (2004), a

presença de duas características básicas: trechos que sintetizam o conteúdo do filme e de trechos com

avaliações sobre a obra. Assim, a presença de articuladores discursivos argumentativos, e de

organizadores textuais é recorrente neste gênero, pois estes elementos cumprem a função de,

respectivamente, introduzir e organizar logicamente os argumentos e organizar as partes do texto. Além

disso, são explicitadas informações catalográficas como o gênero, a duração, o ano do lançamento e,

quando se tratar de um filme estrangeiro, é comum nas resenhas a apresentação do título original do

filme. Por fim, no que diz respeito à situação de produção, consideramos que os produtores desse tipo

de resenha nem sempre são especialistas em cinema, mas sim jornalistas e escritores de blogs sobre

cultura e cinema, interessados em apresentar criticamente o conteúdo exposto na obra resenhada.

Para começar o trabalho com o gênero resenha crítica, sugerimos que seja proporcionado, a

alunos do primeiro ano do Ensino Médio, um momento de reflexão, bem como de identificação do

gênero Resenha momento em que o professor perceberá se o aluno possui ou não conhecimentos

anteriores sobre o gênero. Para fins de mediação, sugerimos algumas questões que poderão auxiliar

nesse processo: “Vocês conhecem textos do gênero Resenha crítica? Já tiveram a oportunidade de lê-

los?; Onde encontramos textos como estes?; Para quem são produzidos?; Quem os produz?; Com qual função são produzidos?; O que normalmente está evidenciado nesse gênero?”. Propomos também que inicie-se a ativação do conhecimento prévio do aluno em relação à temática desenvolvida em sala. Salientamos a necessidade de disponibilizar o material para que o aluno entenda a análise que ele fará. Para auxiliar a modelização exemplificamos duas resenhas retiradas da internet:

23 DE FEVEREIRO DE 2013 PUBLICADO EM: CRÍTICAS, OSCAR 2013

O diretor Tom Hooper nos apresenta o musical Os Miseráveis (2012) provando que não leva mesmo jeito para direção. E precisou recorrer a um grupo de atores talentosos para que a sua produção não caísse no desastre total. Ambientado no fim de século XIX, Os Miseráveis retrata a ascensão de Jean Valjean (Hugh Jackman), que comete o “terrível” crime de roubar um pão para o seu sobrinho e, por isso, passa 19 anos na prisão sofrendo humilhações físicas e psicológicas do Inspetor Javert (Russell Crowe). Anos depois, já reabilitado na sociedade, Valjean se transforma num respeitado dono de fábrica e prefeito de uma cidadezinha do interior da França, mas a qualquer momento pode ser recapturado por Javert, que ainda o persegue por ter infringindo a condicional. Quando Fantine (Anne Hathaway), uma de suas funcionárias, é despedida injustamente, o protagonista se sente na obrigação de ajudar a pobre moça e, tempos depois, adota a filha dela, Cosette (Amanda Seyfried), que, por sua vez, se apaixona perdidamente por Marius (Eddie Redmayne). O roteiro irregular do longa tenta dar conta desta trágica história de injustiça e redenção, ao mesmo tempo, em que aborda o contexto político do filme, já que precisa retratar as subtramas envolvendo a batalha dos estudantes franceses com os tropas do Rei Luís XVI. Desta vez, Hooper até se esforça, pois sabendo que a aclamada obra de Victor Hugo já ganhou inúmeras versões para as telonas, colocou o seu elenco para cantar ao vivo nos sets, diferentemente do que acontece com os demais musicais, em que os atores gravam anteriormente suas canções e as dublam durante as filmagens. Entretanto, as escolhas erradas dos enquadramentos de câmeras e a falta de sutileza para captar as emoções dos atores durante a ação do filme, praticamente, faz com que Hooper transforme esta ousadia num verdadeiro tormento para a plateia, principalmente por que Os Miseráveis é, exceto por pouquíssimas frases, todo cantado. Mas a força do filme está mesmo no elenco. Jackman consegue transmitir todas as transformações físicas e emocionais de Valjean. E, devido às várias apresentações na Broadway, o eterno Wolverine canta sem dificuldades. Amanda Seyfried e Eddie Redmayne, embora interpretem um casal que não convence muito na trama, têm boas atuações. Assim como Russell Crowe, que não é este horror que andam dizendo por aí. Com uma atuação primorosa, Samantha Barks, que no longa também morre de amores pelo personagem de Redmayne, é sem dúvida uma das melhores do elenco, compondo com muita intensidade a sofrida Éponine. E é claro que não podemos nos esquecer de Anne Hathaway, a mais festejada de todos, que ao longo do filme perde os cabelos, os dentes e a dignidade ao ter que se prostituir para manter o sustento da filha. Hathaway está excelente no filme e, pode até aparecer pouco durante os 158 minutos de projeção. Mas será, sem dúvida, a emocionante interpretação de I Dreamed a Dream de Fantine que fará com que Os Miseráveis permaneça para sempre na mente dos espectadores.

Crítica | Resenha do filme Os Miseráveis (Les Miserables, 2012) Postado por: Leo | 17 de janeiro de 2013 |

O filme do diretor Tom Hooper, de O Discurso do Rei, retrata a história com tamanha competência e

carga dramática que torna-se impossível não sofrer com junto com Jean Valjean. Se torna muito fácil a imersão

na trama e sentir a sua dor, ponderar os seus questionamentos e, junto a ele, chegar à decisão de deixar o passado para trás e reescrever os rumos da própria vida. Hooper utiliza de tomadas de câmeras tão intensas quanto a historia e os personagens que pertencem à ela. Cada frame é exibido como uma obra de arte, como uma pintura minuciosa, mostrando um verdadeiro show dos atores, principalmente de Hugh Jackman e Anne Hathaway.

A Fantine de Anne Hathaway é intensa e visceral. E a atriz mostra porque ganhou o Globo de Ouro de

melhor atriz coadjuvante. A dor da pobre Fantine salta dos poros de Anne Hathaway, escapa pelos seus olhos e literalmente explode na canção que está no clímax de seu sofrimento. É impressionante a força e a entrega da atriz naquele momento. Se posso descrever a cena em uma palavra: esplendorosa.

A jornada de Jean Valjean (por um surpreendente Hugh Jackman) é sofrida em cada instante. Ele é um

homem bom de coração que é preso por 19 anos ao roubar um pão para dar de comer a seu sobrinho. Ao se ver prestes a ser preso novamente por Javert, Valjean decide se entregar, mas a dor e o sofrimento de Fantine e de sua filha Cosete fazem com que ele decida fugir e dedicar a sua vida à pequena menina. Valjean encontra a salvação na fé e na certeza de que seus atos trarão redenção e pagarão seus erros, enquanto o Inspetor Javert, crê apenas no caminho da lei e da justiça divina para punir os infratores e criar um mundo mais puro. Então percebe-se o trabalho de um bom roteiro e a sabedoria do diretor, que foram capazes de manobrar em meio a tantas camadas de compreensão, tantas leituras do texto original e um elenco com estilos bem distintos. Tecnicamente o filme é impecável. A fotografia é linda, perfeita em todos os momentos. As músicas cabem bem em cada momento da narrativa. Os cortes e a edição também mostram-se impecáveis, assim como os figurinos e a ambientação. Mas o destaque fica com a direção de Tom Hooper, que conseguiu extrair interpretações tão extraordinárias dos atores. É possível ver no olhar de cada um toda a dor que seus personagens sentem. Mas então porque tantas pessoas queixaram-se de Os Miseráveis? As maiores reclamações que leio são as seguintes: “É um musical, e musicais são chatos”, “o filme é longo demais”, Poxa, eles cantam o tempo todo!” Eu concordo que em alguns momentos o longa torna-se, digamos, estranho. Principalmente na parte onde aparecem os personagens de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter. Eles por si já são caricatos demais, e a maquiagem e figurino pioraram essa impressão. Essa parte do filme, para mim, pareceu interminável. E, sinceramente, essa é a única ressalva que faço do filme. Os Miseráveis é filme, musical, drama, uma obra de arte em vários sentidos da palavra. É lindo, emocional e tem ótimas interpretações. Indico!

Para a leitura desses textos, sugerimos que os alunos primeiro tenham tempo para ler de modo

individual, e depois a discussão temática (Qual filme é esse? Alguém o conhecia?

autor gostou ou não do filme? Qual argumentação ele utilizou?), e, finalmente, uma leitura coletiva.

Após essa leitura, recomendamos que o professor faça a modelização sistemática no quadro-negro (ou

de qualquer outra forma que sinta-se confortável, mas deixando claro as características do gênero), de

acordo com o conteúdo temático, as características do gênero, a estrutura composicional e o estilo

linguístico.

A partir da consideração da interação verbal como a verdadeira substância da língua, o caráter

e de conteúdo (O

)

dialógico inerente à linguagem humana, condicionado pelo cruzamento de já-ditos e pela possibilidade de resposta. A língua, fato social, admite para todo enunciado um direcionamento, isto é, o fato de orientar-se sempre para um outro, essa é a condição de existência de um enunciado. O diálogo não se efetiva entre seres abstratos da linguagem, mas entre pessoas. Conforme Bakhtin (2003), o ato de fala é de natureza social. A palavra significa na interação social. Na concepção sociointeracionista da linguagem, a unidade de análise é o enunciado, entendido como uma realização linguística em que está implicado o eixo dialogismo-subjetividade-enunciação. Nesse sentido, estudar a língua implica considerar os enunciados concretos, situados no contexto histórico-social de sua realização, levando-se em conta categorias como os interlocutores, os propósitos comunicativos, os temas, o estilo etc, conforme apontado por Geraldi (1990). Ou seja, estudar a língua implica contemplar a atividade dialógica. “A leitura está, pois, na capacidade humana de interpretar, de construir sentido para a circulação de saberes, informações, ideias e sentimentos que circulam, no formato de textos, nas manifestações pessoais e culturais.” (COSTA p. 92) Enquanto a escrita possivelmente fornece informações e conhecimentos, segundo a compreensão de circunstâncias, objetivos de escrita e interlocutores a quem se propõe. O domínio desejado, no ato de produção oral e escrita, requer aprendizagem que só poderá ocorrer se criar, em sala de aula, real situação de reflexão sobre a língua, sendo essa a atividade de análise linguística. De acordo com Antunes (2003), não é o ensino de gramática por si só que garantirá a compreensão da língua, mas há a necessidade de esclarecer a diferença entre estudo de gramática e o ensino de nomenclaturas e classificações. Essa análise é feita, necessariamente, com a língua situada em determinada situação de uso: “Ora, a língua, por ser uma atividade interativa, direcionada para a comunicação social, supõe outros componentes além da gramática, todos relevantes, cada um constitutivo à sua maneira e em interação com os outros” (ANTUNES, p. 40) Através de enunciados individuais, que materializam uma situação de interação e que se movimentam em direção a uma regularidade, surge o gênero, e essa relativa estabilização acontece por meio de seu uso em interações concretas semelhantes, que se dão nas diferentes esferas da atividade humana. A partir desses conceitos de análise linguística, propomos a seguinte atividade:

Exercícios de Textualização do Gênero Resenha

Analise a adjetivação utilizada pelo autor e reescreva o trecho a seguir modificando o sentido do texto.

"O filme do diretor Tom Hooper, de O Discurso do Rei, retrata a história com tamanha competência e carga dramática que torna-se impossível não sofrer junto com Jean Valjean. Se torna muito fácil a imersão na trama e sentir a sua dor, ponderar os seus questionamentos e, junto a ele, chegar à decisão de deixar o passado para trás e reescrever os rumos da própria vida."

Analise a adjetivação empregada na construção do fragmento que segue e rescreva-o sem modificar o

sentido.

A dor da pobre Fantine salta dos poros de Anne

Hathaway, escapa pelos seus olhos e literalmente explode na canção que está no clímax de seu sofrimento. É

impressionante a força e a entrega da atriz naquele momento. Se posso descrever a cena em uma palavra:

esplendorosa."

"A Fantine de Anne Hathaway é intensa e visceral. (

)

Assinale a alternativa que explica o propósito da utilização dos parênteses na frase a seguir.

"A jornada de Jean Valjean (por um surpreendente Hugh Jackman) é sofrida em cada instante."

a) atenuar informações objetivas irrelevantes à estrutura do gênero textual em foco;

b) ressaltar a opinião do resenhista sobre o filme;

c) introduzir no texto informações que haviam sido esquecidas;

d) destacar, respectivamente, uma informação importante e uma avaliação do resenhista, ambas pertinentes ao

gênero textual em foco.

Reescreva a frase em negrito, mantendo a mesma idéia.

"Tecnicamente o filme é impecável. A fotografia é linda, perfeita em todos os momentos. As músicas cabem

bem em cada momento da narrativa. Os cortes e a edição também mostram-se impecáveis, assim como os figurinos e a ambientação. Mas o destaque fica com a direção de Tom Hooper, que conseguiu extrair interpretações tão extraordinárias dos atores. É possível ver no olhar de cada um toda a dor que seus personagens sentem."

Qual sentido o resenhador pretendeu dar com a utilização de vírgulas nos trechos a seguir? Justifique sua resposta. "Eu concordo que em alguns momentos o musical torna-se, digamos, estranho." "E, sinceramente, essa é a única ressalva que faço do filme"

7. Caso seja feita a troca do termo "onde" pelo termo "quando", haverá mudança no sentido da frase a

seguir? Explique. "Principalmente na parte onde aparecem os personagens de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter."8. Reescreva o fechamento da resenha(último parágrafo) mantendo o mesmo ponto de vista que o autor defendeu.

8. Reescreva o fechamento da resenha(último parágrafo) mantendo o mesmo ponto de vista que o autor

defendeu.

Na tentativa de garantir a funcionalidade desse gênero, sugerimos que, após o trabalho com a ativação do conhecimento prévio e a modelização, os alunos produzam uma resenha crítica acerca de um curta metragem passado em sala, ou, então, indicado para ser assistido em casa – dependendo da situação de recursos audiovisuais da escola. O curta-metragem exemplificado chama-se Signs.

Exercício de produção de Resenha Crítica

A partir do curta-metragem Signs (2008) dirigido por Patrick Hughes e com a atuação de Nick Russel e Kestie Morassi, escreva uma resenha crítica que será publicada no jornal Metro. Lembre-se de incluir a apresentação do curta-metragem, resumo da história, argumentação (ressaltando aspectos negativos ou positivos) e finalizar com a indicação ao leitor de sua resenha.

Depois dessa produção, é necessária a reescrita coletiva. Essa reescrita funciona de maneira que evidencie os maiores problemas que os estudantes tiveram em sua primeira produção, dá espaço para a a análise linguística oral, em forma de discussão, adicionando impressões dos colegas e do professor, e depois a adequação linguística. Nesse caso, exemplificamos uma reescrita que exagere a questão da utilização das gírias nas produções. O ideal é que se inicie esse módulo com o conhecimento prévio dos alunos em relação às gírias, e depois uma discussão a respeito da apropriação de usá-las ou não dentro do contexto de uma produção de resenha (definindo o suporte de veiculação).

A

partir

da

resenha

abaixo,

discuta

em

sala

os

aspectos

de

adequação

linguística

e

reescreva a

resenha.

 
 

Resenha

do Curta-Metragem

Signs

 

A

vida

de

Jason,que

de

verdade

se

chama Nick

Russell,

não

tem a

menor

graça.

Ele é um

cara

bem

forever

alone,

no

trampo

dele

só tem

coisa

chata e são

 

sempre

as

mesmas paradas

que

ele faz, não tem

nenhuma

coia

supimpa

e

pra

contar

a

vida

 

inteira dele em dois

tempos.

De

vez em

nunca,

o

mano dá uma de

garanhão

e

tenta

xavecar

umas

meninas,

mas

elas

nem dão moral pro

cara.

Isso

muda

quando

o

Jason da uns

bizu num

broto

que

trampa

no

prédio

do

outro lado

da

rua.

Ela

começa

a

escrever

o

nome dela,

que é Stacey(

na

vida

real

é

Kestie

Morsaai),

numa

folha

e

mostra pra ele.

 

os dois começam

a conversar

por

 

esses bilhetinhos gigantes

cheios

desenhos

e

tal,

quase

igual

no face,

com

emoticons

e

tudo,

tem até

o frio

na barriga na hora

de marcar

um

encontro

de

verdade

(a

mensagem de

quando

"Fulano

está

digitando

”)

e

você

nem sabe o

que

vai fazer

dependendo

da

resposta.

 
 

E

fica

nessa

por

um

tempão,

tipo,

muito

tempo

mesmo.

Parece

até

namoro

à

distância

das

antigas,

por

cartinha,

sem

nem

pegar

na

mão.

O

filminho

Signs,

que

o

Patrick

Hughes

fez,

brinca

bastante

com

esse

esquema

de

relacionamento

à

distância:

mesmo

não

usando

telefone

ou

internet,

Jason

e

Stacey

trocam

uma

ideia

 

bacana

pelas

mensagens

de

cartaz.

 
 

Sem

nenhum

piu

no

filme

todo,

com

uma

musiquinha

de

fundo,

o

filme

tem

umas

atuações

bem

massa

dos

dois

atores,

até

mesmo

quando

o

cara

faz

umas

caretas

meio

zuadas

(só

na

parte

que

ele

fica

ensaiando

na

frente

do

espelho

antes

de

ir

dar

um

rolé

com

ela

que

é

bem

engraçadão).

É

bem

susse

ver

esse

filminho,

uns

minutos

bem

rápidos,

bem

de

boa

mesmo

e

se

você

ver

vai

curtir

também.

 

Objetivando um aprofundamento maior quanto ao reconhecimento do gênero, identificando as características que lhe são peculiares, sugere-se uma atividade que reflita sobre diferentes suportes que a resenha pode ser publicada – esses suportes necessitam ser definidos e refletidos com os alunos anteriormente – atividades sobre a revisão dos elementos da resenha (modelização) assim como uma abordagem à questão de análise linguística em relação a conjugação verbal, salientando que o tempo verbal é o momento em que ocorre a enunciação, e que utilizamos a palavra (verbo) para expressar se os fatos ocorreram no momento presente, no passado ou irão ocorrer no futuro. Em relação à atividade de reconhecimento de suporte, observamos: três diferentes suportes serão reconhecidos, mas de acordo com sua modelização de conteúdo, e não de diagramação. Portanto, no suporte Blog Pessoal, espera-se que a linguagem utilizada seja mais informal e contenha opiniões pessoais, junto com verbos conjugados na primeira pessoa. Já na Revista virtual de cinema espera-se encontrar mais informações técnicas sobre o filme. E no jornal impresso a linguagem torna-se mais formal do que a utilizada virtualmente, e por ter interlocutores de diferentes círculos socais, espera-se ter informações mais gerais a respeito do filme. Ou seja, nesse último, o propósito mais evidenciado é oferecer informações suficientes ao interlocutor para que esse assista o filme no cinema ou não.

01. Leia as resenhas a seguir e indique em qual suporte midiático cada uma foi publicada (Blog pessoal, revista virtual de cinema ou jornal impresso).

Título original: Dear John Gênero: Ficção norte-americana, romance Páginas: 288 Classificação: ♥♥

Querido John é uma das inúmeras obras românticas de Nicholas Sparks adaptadas para os cinemas. Ao assistir o filme não me agradei. Achei que a adaptação cinematográfica não transmitiu toda a emoção e sensibilidade que havia lido em algumas resenhas, e suas personagens foram extremamente superficiais, mesmo tendo atores ótimos como Channing Tatum e Amanda Seyfried. Não reclamo da atuação do elenco, e sim do roteiro, que não conseguiu passar 1/3 da essência da história. É impossível não se emocionar com o enredo, trabalho de Nicholas Sparks. Entretanto, não recomendo o filme, mas sim a leitura do livro, que me envolveu a tal maneira fazendo com que eu concluísse a leitura desidratada de tanto chorar.

a) (

) Blog pessoal

(

) Revista virtual de cinema

(

) Jornal Impresso

Título Original: Hunger Games Lançamento: 23 de março de 2012 (2h 22min) Dirigido por Gary Ross Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth Gênero: Ação , Drama , Ficção científica Nacionalidade: EUA AdoroCinema: 3,0 Imprensa: 3,6 Usuários: 4,3

No elenco de jovens, além da protagonista Jennifer Lawrence, os outros integrantes se saem bem nesta aventura com baixíssima intensidade de carga dramática. Elizabeth Banks funciona como uma estereotipada "gestora" de talentos e Lenny Kravitz, como ator, ainda é ótimo compositor, cantor e multi- instrumentista. Entre os veteranos, Stanley Tucci manda bem como apresentador/fanfarrão (espécie de Gavião Bueno da tal nação), enquanto Woody Harrelson repete outro papel meio maluquete, acompanhado de Wes Bentley (ainda jovem) e Donald Sutherland, honestos em seus respectivos e enigmáticos papéis. Dirigido por Gary Ross (Alma de Heroi), essa produção tem seus méritos e repete uma fórmula básica. Tem vilão, amuleto, rivalidades e até pomada mágica. Assim, os que buscam diversão numa trama que debocha bem do lado boçal da sociedade manipulada pela TV têm programa garantido. O mesmo pode não acontecer, porém, para quem procura algo mais envolvente e menos superficial. Com isso, a pergunta que não quer calar é: você tem "fome" de que?

algo mais envolvente e menos superficial. Com isso, a pergunta que não quer calar é: você

b) (

) Blog pessoal

(

) Revista virtual de cinema

(

) Jornal Impresso

- "O Lado Bom da Vida"

- Silver Linings Playbook (2012)

- Direção: David O. Russell

- Roteiro: David O. Russell, Matthew Quick (livro)

- Atores: Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Jacki Weaver, Chris Tucker

- Drama/Comédia - 12 Anos - 122 min. - Trailer

- Nos cinemas brasileiros desde 01 de fevereiro de 2013

Há grandes diferenças entre o filme e o livro que lhe deu origem, mas isso não é algo completamente negativo. Mesmo que muitos detalhes tenham sido deixados de lado e até características de personagens mudadas, o essencial foi passado e o filme funcionou. David O. Russell acertou tanto no roteiro quanto na direção muito bem feita. A história de Pat e Tiffany, duas pessoas com problemas psicológicos se reajustando e ajeitando suas vidas, é muito agradável de assistir e recomendada para quem está procurando um filme mais descontraído, mas que não perde a carga dramática.

c) (

) Blog pessoal

(

) Revista virtual de cinema

(

) Jornal Impresso

02. Assinale a alternativa que melhor descreva os aspectos de uma Resenha Crítica de filme:

a) Apresentação catalográfica da obra; resumo do enredo; impressões e críticas; indicação

b) Ficha técnica; informações a respeito do elenco e das personagens; breve apresentação da história do filme

(sem revelar o desfecho); impressões; críticas argumentadas; indicação

c) Dados do filme; resumo do enredo; impressões pessoais

d) Introdução do filme; clímax da obra; desfecho; conclusão pessoal a respeito da história.

03. A partir do estudo dos aspectos que compõe uma resenha, assinale qual dos textos a seguir compõe uma

resenha crítica:

a) Signs é um curta-metragem romântico de 12 minutos sem fala. É sobre um homem solitário que começa a se

comunicar com uma bonita mulher que trabalha no prédio ao lado utilizando sinais escritos. Eventualmente, eles se conhecem. Amor nem sempre fala, às vezes pode ser expresso mesmo a partir de um pedaço de papel. Em um mundo de redes sociais e celulares, os sinais ainda são poderosos, e significam muito.

b) Signs (2008) é um exemplo de curta-metragem romântico quase perfeito. Signs foi trazido para a tela pelo

cineasta australiano, Patrick Hughes, com a incrível atuação de Nick Russel (vivendo o personagem de Jason) e Kastie Morassi (com o papel de Stacy). Uma história universal sobre um homem e uma mulher que trabalham em blocos de escritórios opostos e, portanto, dependem de sinais para prosseguir o namoro tímido. Esse curta é

indicado a todos apreciadores de arte.

04. Re-escreva o texto do exercício 03 o qual não foi considerado resenha. Altere-o para que seja classificado

como uma.

05. a) Leia a resenha a seguir:

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conheceram (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobreviverá graças a uma droga revolucionária que deteve a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perde a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e

gostava de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que

lentamente

drena

a

vida

das

pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

b) Re-escreva os verbos destacados acima, mantendo coerência verbal no texto como um todo.

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se 1

em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que 3

graças a uma droga revolucionária que 4

dezessete, ex-jogador de basquete que 5

(e se 2

)

a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus

6

inteligente, 7

 

ótimo senso de humor e 8

 

de brincar com os

clichês

do

mundo

do

câncer

-

a

principal

arma

dos

dois

para

enfrentar

a

doença

que

lentamente

9

a

vida

das

 

pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas 10 emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

a obra mais ambiciosa e

Levando em consideração, como já citado, que a fala é interação verbal e, também, considera seus interlocutores, propósitos e temas, propomos essa atividade como forma de desenvolver essas habilidades orais nos estudantes:

Atividade de compreensão e produção oral(escutar para reconhecer e reformular):

-Resenha / recriação e dramatização; -Objetivos: a atividade deve promover uma interação verbal entre os estudantes a partir da leitura e dramatização, despertando também, junto ao lado criativo, a consciência da necessidade da transformação do discurso (indireto para direto); -Texto base: Leitura dramática de uma resenha.

Metodologia:

1º PASSO: audição

1ª audição: Tem como objetivo o reconhecimento da sequência narrativa (leva os ouvintes a compreenderem o que acontece quando ouvem)

2ª audição: O objetivo é observar os personagens para caracterizá-los e representá-los depois.

Tempo estimado: 25 minutos

2º PASSO: trabalho em toda a turma

Caracterização das personagens: Fazer o levantamento das personagens (quantas?) e organizar uma ficha com a caracterização de cada um deles, bem como uma ficha geral para todos.

Tempo estimado: 15 minutos

3º PASSO: trabalho em grupo (alunos em 2 grandes grupos)

1º grupo: Organiza a representação de uma versão da história narrada (sem um final ou um

desfecho);

2º grupo: Organiza a representação de um final/continuação para a história.

Os grupos devem ser orientados a organizar a sequência narrativa de forma a serem

apresentadas em no máximo 10 minutos.

Tempo estimado: 40 minutos

4ª PASSO: apresentação na aula seguinte

Apresentação: Cada grupo faz sua apresentação em torno de 10 minutos.

Gravação: Se possível, o professor deve gravar as apresentações em vídeo. Esta gravação deverá

ser útil na fase de avaliação das atividades. Ou fazer anotações que auxiliem na avaliação.

Tempo estimado: 25 minutos (contando com o intervalo para a arrumação do cenário)

5º PASSO: Avaliação (a partir das gravações ou anotações, verificar a coesão, coerência e adequação

linguística dos textos orais)

Consiste em observar se a 1ª representação foi fiel ao texto base e se na 2ª foram mantidas as

características pré-definidas para as personagens. Discussão com os estudantes a partir dessas

observações.

Tempo estimado: 50 minutos

Em suma, a atividade propõe que os estudantes, a partir de uma leitura em voz alta de uma

resenha escolhida, façam uma representação do filme(ou curta-metragem) dando uma continuidade

para a história ou mudando seu desfecho. Finalizando assim, com um debate sobre as apresentações

que irão fornecer um feedback das atividades aos estudantes.

A partir da sequência didática aqui sugerida, prevê-se a quantidade de aulas que seriam ideais

para a resolução das atividades propostas:

Leitura

Ativação do conhecimento prévio, modalização do gênero.

2 horas/aula

Atividades

Análise

linguística,

modelização

3 horas/aula

do gênero.

Produção

Prática dos aspectos estudados anteriormente.

2

horas/aula

Reescrita

Análise e reescrita da produção do gênero.

2

horas/aula

Atividades

Atividades de retomada e reflexão da modelização.

1

hora/aula

Atividades

Pratica oral a partir do gênero escolhido.

4

horas/aula

REFERÊNCIAS

[1] ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. São Paulo:Parábola Editorial, 2003.

[2] BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e a Filosofia da Linguagem. 3ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

[3] COSTA, Marta Morais da. Sempreviva, a leitura. 1ª Ed. Curitiba: Editora Aymará, 2009.

[4] GERALDI, João Wanderley. Concepções de linguagem e ensino de Português. In: O texto na sala de

aula. 5ª Ed. Cascavel: Editora Assoeste, 1990

[5] KLEIMAN, A. B. Leitura e Prática Social no Desenvolvimento de Competências no Ensino Médio. In

BUZEN, C. & MENDONÇA, M. (orgs.) Português no Ensino Médio e Formação do Professor. São Paulo:

Parábola, 2006. p. 23-36.

[6]MACHADO, Anna Rachel. Resenha. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

[7] MACHADO, Anna Rachel e CRISTOVÃO, Vera Lucia Lopes. A construção de modelos didáticos de

gêneros: aportes e questionamentos para o ensino de gênero. Linguagem em (Dis)curso – LemD,

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[8] Resenha do filme Os Miseráveis (Les Miserables, 2012). Disponível em

10/04/2013.

[9] Sétima Semana. Crítica.

Acesso em 10/04/2013.

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[10] SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização

Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2004.

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09/04/2013

[12] Youtube – Les Miserables. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=Xci7p9sOvrs> Acesso

[11] Youtube – Signs.

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