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INSTITUTO HAHNEMANNIANO DO BRASIL Departamento de Ensino

Curso de Pós-Graduação em Homeopatia

Medicina

MONOGRAFIA

Homeopatia no Tratamento da Bronquiolite Viral Aguda

Ligia Maria Olivo de Mendonça

Rio de Janeiro

2015

INSTITUTO HAHNEMANNIANO DO BRASIL Departamento de Ensino

Curso de Pós-Graduação em Homeopatia

Medicina

Homeopatia no Tratamento da Bronquiolite Viral Aguda

LIGIA MARIA OLIVO DE MENDONÇA

Sob a Orientação da Professora

Elisa Maria Bulhões de Carvalho

Monografia submetida como requisito parcial para obtenção do certificado de conclusão do curso de formação de especialista em Homeopatia área de Medicina.

Rio de Janeiro, RJ

Novembro de 2015

Mendonça, Ligia Maria Olivo de Homeopatia no Tratamento da Bronquiolite Viral Aguda. Rio de Janeiro. RJ. Instituto Hahnemanniano do Brasil. 2015. I. Carvalho, Elisa Maria Bulhões de. II. Instituto Hahnemanniano do Brasil. III. Título

INSTITUTO HAHNEMANNIANO DO BRASIL Departamento de Ensino

Curso de Pós-Graduação em Homeopatia

Medicina

Homeopatia no Tratamento da Bronquiolite Viral Aguda

LIGIA MARIA OLIVO DE MENDONÇA

MONOGRAFIA APROVADA EM

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Profª . Elisa Maria Bulhões de Carvalho (Orientadora)

Profª . Elisa Maria Bulhões de Carvalho (Coordenadora)

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a todos os pacientes que buscam a homeopatia na procura de uma saúde integral e ao meu companheiro David por sempre me apoiar nos estudos.

AGRADECIMENTOS

Agradeço ao mestre Hahnemann por ter acreditado no invisível e aparentemente impossível, a todos os outros mestres de homeopatia que vieram após ele e especialmente aos professores do Instituto Hahnemanniano do Brasil que nos ensinam com muito carinho e bom humor.

Agradeço também aos amigos do curso de homeopatia pelas conversas, risos e trocas de experiência.

“’Não se desespere’ (

),

‘não mais que o astrônomo

que não fica desencorajado porque existem tantos milhares de estrelas no céu para observar. Deve-se pegar cada remédio em particular e estudá-lo profundamente e de estrela em estrela, de brilho em brilho, chega-se aos poucos a conhecer a família dos remédios e eles se tornam nossos amigos.’”

(SCHMIDT, 2004, p. 207)

RESUMO

A bronquiolite viral aguda é uma infecção viral que acomete crianças de até 2 anos de idade. É uma importante causa de internação em enfermarias de pediatria ou UTIs pediátricas, especialmente nos meses de outono e inverno, período de sazonalidade do Vírus Sincicial Respiratório, seu principal agente etiológico. Em consensos nacionais e internacionais sobre bronquiolite a homeopatia não é recomendada. No entanto, esses mesmos consensos dizem que não há nenhum tratamento específico para bronquiolite, dependendo do tempo de evolução natural da doença para a melhora, que pode ser de 3 a 10 dias, além de fatores como estado nutricional, amamentação e presença de patologia de base. Por isso, é possível que a homeopatia seja um grande aliado para diminuir o tempo de evolução, a necessidade de hospitalização e a progressão para formas graves da doença. O objetivo deste trabalho foi definir os sintomas da bronquiolite viral aguda, encontrar suas rubricas correspondentes no repertório homeopático, procurar medicamentos na matéria médica que podem ser usados no tratamento e quais principais medicamentos que cobrem o gênio epidêmico dessa doença. Os remédios homeopáticos mais específicos para bronquiolite encontrados foram o Antimonium tartaricum e a Ipeca.

Palavras-chave:

Respiratório.

tartaricum. Ipeca.

Bronquiolite.

do

Bronquiolite

viral

Infecção

trato

respiratório.

aguda.

Vírus

Sincicial

Antimonium

Homeopatia.

ABSTRACT

Bronchiolitis is a viral infection that affects children under 2 years. It is a common cause of hospitalization in pediatric wards or in intensive care units, particularly in Autumn and Winter, the season of the Respiratory Syncytial Virus, the most common etiology of bronchiolitis. In nationals and internationals guidelines homeopathy is not recommended. However, these guidelines inform that there is no treatment for bronchiolitis, depending on the natural evolution of disease, that can last from 3 to 10 days, and others factors like nutritional state, breastfeeding and underlying disease. So it is possible that homeopathy can play a role in decreasing time of disease evolution, necessity of hospitalization and progression of severe illness. The objective of the present work was to translate the most common symptoms of bronchiolitis into repertorial language, find remedies that can be used in the treatment and which remedies are more similar to the genius of the disease. The homeopathic remedies more specific to bronchiolitis found were Antimonium tartaricum and Ipeca.

Key words: Bronchiolitis. Respiratory Syncytial Virus. Respiratory tract infection. Homeopathy. Antimonium tartaricum. Ipeca.

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Fatores de risco para bronquiolite grave

pg.3

Tabela 2 Diagnóstico diferencial de bronquiolite em lactentes

pg. 5

Tabela 3 Repertorização dos principais sintomas da bronquiolite

pg.18

LISTA DE ABREVIATURAS

BVA

Bronquilolite Viral Aguda

cpm

Ciclos por minuto

FiO 2

Fração inspirada de oxigênio

FR

Frequência respiratória

SaO 2

Saturação arterial de oxigênio

VSR

Vírus Sincicial Respiratório

SUMÁRIO

 

Página

1. INTRODUÇÃO

01

2. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA

02

 

2.1. Epidemiologia

02

2.2. Fisiopatologia

04

2.3. Diagnóstico

05

2.4. Tratamento

07

2.5. Profilaxia

11

3. HOMEOPATIA

12

 

3.1. Anamnese homeopática

13

3.2. Semiologia da bronquiolite

14

3.3. Gênio epidêmico e gênio medicamentoso

16

3.4. Matéria médica aplicada à bronquiolite viral aguda

19

3.5. Segmento homeopático após o quadro agudo

23

3.6. Pesquisa clínica em homeopatia

24

4. CONCLUSÃO

25

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

27

1. INTRODUÇÃO

A bronquiolite viral aguda (BVA) é classicamente definida como o

primeiro episódio de sibilância em uma criança com menos de 24 meses de

idade, cujos sinais clínicos são compatíveis com uma infecção viral respiratória

sem outra explicação para a dispneia, tal como pneumonia ou atopia, com um

pico de incidência entre 3 e 6 meses de idade. É a infecção do trato respiratório

inferior mais comum em crianças pequenas. 13

Por volta dos 2 anos de idade, quase todas as crianças já foram

infectadas por um dos agentes etiológicos da BVA, desenvolvendo ou não a

enfermidade. Fatores individuais determinam como a doença se apresenta,

variando de um resfriado comum até formas graves de pneumonia viral.

Algumas crianças apesar de terem contato com os vírus que potencialmente

causam a bronquiolite, não desenvolvem nenhum sintoma. 1

A homeopatia considera que toda doença é causada por um perturbação

da força vital. Como escreveu Samuel Hahnemann, criador da homeopatia, no

parágrafo 31 do Organon 11 :

Os “agentes mórbidos naturais” (forças inimigas, psíquicas ou físicas, às quais estamos expostos em nossa existência terrena) não possuem o poder incondicional de perturbar a saúde do homem. (*) Apenas o afeta quando o organismo estiver predisposto ou suscetível ao ataque mórbido. Nesse caso, então, alteram a saúde do indivíduo fazendo-o experimentar sensações e funções anormais. Portanto, não produzem doença nem em todos, nem sempre. (PUSTIGLIONE, 2001, p. 79)

Hahnemann interpreta saúde e doença com basa no conceito de força ou princípio vital. Como a força vital é invisível e reconhecível somente por seus efeitos no organismo, sua perturbação mórbida só pode revelar-se através de manifestações anormais das sensações e funções, que são os sintomas da doença. Sendo a força vital de natureza dinâmica e imaterial, ela pode ser influenciada por algo igualmente dinâmico e imaterial, como o medicamento homeopático. 6, 11

Portanto, ao tratar uma criança com BVA utilizando a homeopatia, estaremos contribuindo para o restabelecimento integral da força vital e para a

volta de todo o organismo ao estado de saúde, diminuindo sua predisposição a doenças.

2. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA

2.1.

Epidemiologia

Em 1901, Holt publicou a descrição da bronquiolite viral aguda como

"bronquite catarral aguda", caracterizando bem a síndrome clínica sem

identificar a sua etiologia. O termo "bronquiolite" foi usado pela primeira vez em

1940, para designar a doença respiratória de vias aéreas inferiores, que

acomete crianças, não associada ao sarampo e pertussis, com etiologia viral,

por Engle & Newns em 1940. Desde então, a etiologia viral é postulada como

causa da bronquiolite. 3

Em 1957, foi isolado o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável

por 70% de todos os casos de BVA e por 80 a 100% da doença nos meses de

inverno, no início da primavera e nas epidemias. Nos estados da região Sul do

Brasil, ocorrem infecções esporádicas o ano todo. Trata-se de um

paramixovírus de RNA, envelopado e sem as glicoproteínas de superfície

hemaglutinina e neuraminidase. 1

A fonte de infecção é geralmente um membro da família ou da creche

com enfermidade respiratória aparentemente benigna. O ser humano é a única

fonte de infecção. As crianças maiores e os adultos podem tolerar melhor o

edema bronquiolar que os lactentes, não apresentando o quadro clínico

clássico, mesmo que suas vias aeríferas inferiores estejam infectadas pelo

vírus. 1

A transmissão ocorre normalmente por contato direto ou próximo com

secreções contaminadas, que podem envolver gotículas ou fômites. O período

de incubação é de 2 a 8 dias, com média de 4 a 6 dias. O período de

disseminação viral é de 3 a 8 dias, mas pode prolongar-se, especialmente em

lactentes mais novos, nos quais a disseminação pode continuar até por 3 ou 4

semanas. As infecções pelo VSR não conferem imunidade completa, sendo comuns as reinfecções durante a vida. 1

Outros agentes causais da BVA também estão bem determinados, como vírus influenza, rinovírus, parainfluenza, adenovírus, metapneumovírus, coronavírus humano e bocavírus humano, podendo haver coinfecção viral em 6 a 30% dos casos. 1, 13

As apresentações graves ocorrem em bebês de pouca idade, entre 1 a 3 meses de vida. Baixo peso ao nascimento, desnutrição e elevado número de habitantes por cômodo também são fatores de risco para BVA. Fatores de risco para doença grave estão listados na tabela 1. 2 A incidência da BVA no 1º ano de vida situa-se por volta de 11%, caindo para a metade durante o 2º ano de vida. Nas crianças menores de 1 ano, o risco de hospitalização pela doença é de aproximadamente 2%. A taxa de mortalidade das crianças hospitalizadas varia de 1% naquelas previamente hígidas, a 3,5%, nas crianças com história prévia de doenças cardíacas, doença pulmonar crônica da prematuridade, prematuridade e imunodeficiências. 1, 3

Tabela 1 Fatores de risco para bronquiolite grave

Prematuridade (idade gestacional <37 semanas)

Menos de 12 meses de vida

Doença pulmonar crônica (displasia broncopulmonar)

Malformações congênitas ou anatômicas da via aérea

Cardiopatia congênita

Imunodeficiência

Doença neurológica

As infecções bacterianas secundárias podem aumentar a morbidade e a mortalidade. Esse aspecto ainda não está bem documentado, mas o uso de antibiótico é frequente e, às vezes, abusivo durante a hospitalização. Existem

evidências de que crianças que desenvolvem sintomas respiratórios pelo VSR tem aumento do risco para asma brônquica posteriormente. 1

2.2.

Fisiopatologia

O acometimento na bronquiolite viral aguda (BVA) envolve sobretudo os bronquíolos terminais, que são vias aéreas de pequeno calibre desprovidas de cartilagem e de diâmetro inferior a 1mm. Algumas particularidades dos bronquíolos dos lactentes explicam a fisiopalotolia da bronquiolite: as células mucosas são relativamente mais numerosas, o que favorece a hipersecreção e a congestão. O diâmetro dos bronquíolos distais é mais estreito, o que favorece a obstrução periférica e a distensão. A parte relativa dos bronquíolos na resistência total das vias aéreas ao fluxo de ar é mais importante. Enfim, a escassez de ventilação colateral favorece o colapso alveolar e a estase das secreções. 7

Os vírus colonizam as células epiteliais por contiguidade celular, rompimento celular ou formação de sincício. Isso leva a necrose e descamação de células ciliares e a um aumento das secreções seromucosas. Paralelamente, há a produção de uma exsudação serofibrinosa e de uma inflamação da lâmina própria. Os espaços peri bronquiolares são infiltrados por linfócitos e macrófagos. 7

A obstrução das vias aéreas, então, é endoluminal e mural, com acúmulo de células necróticas descamativas, abrasão epitelial, secreção mucosa, exsudação e migração de células inflamatórias. Isso resulta em um verdadeiro tampão obstruindo a luz bronquiolar. O espasmo muscular tem um papel menor nesta obstrução. 7

Globalmente, isso resulta em um aumento da resistência das vias aéreas, um aumento do trabalho respiratório e uma distensão pulmonar. As irregularidades da relação ventilação/ perfusão geram uma hipóxia por efeito shunt (zonas perfundidas não ventiladas). 7

A evolução para a cura depende da dimunuição dos tampões endoluminais, da regressão da inflamação peribronquiolar e da regeneração das céulas epiteliais. Entretanto, a regeneração do epitélio ocorre em 2 a 3 semanas e o restabelecimento de uma atividade ciliar eficaz em 3 ou 4 semanas. Isso explica uma certa fragilidade do trato respiratório muitas semanas após a fase aguda da BVA e a persistência de sintomas de hiperreatividade brônquica, com tosse, dispneia e sibilos. 7

A desregulação local dos processos inflamatórios e imunes, as lesões

epiteliais e a exposição de receptores nervosos não colinérgicos podem participar da instalação dessa hiperreatividade brônquica e da sensibilização aos alérgicos inalatórios. 7

Em algumas circunstâncias, as lesões alveolares evoluem para uma organização fibrosa, ocasionando a bronquiolite obliterante. 7

2.3.

Diagnóstico

O diagnóstico da BVA é subsidiado principalmente pelo quadro clínico.

Portanto, a história e o exame físico estabelecem o seu diagnóstico primário. A ocorrência sazonal, a idade, a presença de rinorreia abundante, além de estertores finos e/ou sibilos à ausculta pulmonar, suportam a suspeita de BVA. A primeira infecção geralmente é a mais grave, e os episódios subsequentes,

na

maioria das vezes, são mais leves. 13

Em casos de BVA, a congestão nasal e a rinorreia mucoide surgem após

o

período de incubação. Posteriormente, a infecção progride do trato

respiratório superior para o inferior, e essa evolução leva ao desenvolvimento

de tosse, dispneia, sibilos e dificuldades de alimentação. Quando a criança é

encaminhada para atendimento médico, geralmente a febre já regrediu.

Recém-nascidos podem apresentar hipotermia. 13

Embora os sintomas possam persistir durante várias semanas, a maioria das crianças que não necessita de internação hospitalar pode permanecer com

sintomas leves por até quatro semanas. Deve-se ter atenção para importantes achados ao exame físico, como:

taquipneia, que deve despertar a suspeita de infecção do trato respiratório inferior, particularmente de bronquiolite ou de pneumonia;

aumento do trabalho ventilatório: a dispneia, as retrações subcostais, intercostais e supraclaviculares são comumente vistas em crianças com BVA; o tórax hiperinsuflado determina hiperfonese à percussão;

ausculta respiratória com presença de crepitações inspiratórias em todos os campos pulmonares, comuns na BVA, é consideradas como a marca de bronquiolite; os sibilos são comuns, mas não universais;

hipoxemia: é preditora de doença grave, e a taquipneia é o sinal clínico que tem melhor correlação com a hipoxemia;

presença de apneia, que poderá ser o primeiro sinal da afecção, especialmente em lactentes jovens, com história de parto prematuro ou de baixo peso ao nascer. 13

O diagnóstico diferencial está listado na tabela 2. 2

Tabela 2 Diagnóstico diferencial da bronquiolite em lactentes

Lactente sibilante recorrente induzido por vírus

Pneumonia bacteriana

Doença pulmonar crônica

Aspiração de corpo estranho

Pneumonia aspirativa

Cardiopatia congênita

Insuficiência cardíaca

Anel vascular

A radiografia de tórax não é indicada na maioria das situações. No entanto, pode ser útil nos casos graves, quando ocorre piora súbita do quadro

respiratório ou quando existem doenças cardíacas ou pulmonares prévias. Os principais achados são: aumento do volume torácico, hipertransparência, retificação do diafragma e até broncograma aéreo com um infiltrado de padrão intersticial. Pode-se observar atelectasias lobares, segmentares ou subsegmentares, secundárias a tampões mucosos. 1

O diagnóstico laboratorial, em geral, não é parte da rotina da maioria dos serviços de saúde e frequentemente é empregado para vigilância epidemiológica. Para o diagnóstico de VSR, tanto o aspirado de nasofaringe como o swab nasal possibilitam a obtenção de amostra adequada para a detecção viral. Entretanto, o melhor material para coleta é o lavado nasal. O isolamento do vírus em células é clássico e a imunofluorescência indireta é muito difundida em razão de sua elevada sensibilidade. 1

2.4.

Tratamento

Na maioria dos pacientes, a evolução é benigna, com cura natural e sem necessidade de intervenções. Os pacientes são assistidos em casa. O princípio do tratamento está fundamentado numa terapêutica eminentemente sintomática, ou seja, controle da temperatura, do estado hídrico, nutricional, bem como acompanhamento da evolução do comprometimento respiratório. 1

A necessidade de hospitalização é infrequente, ocorrendo em cerca de 1 a 2% dos pacientes com faixa etária inferior a 1 ano de idade. Nestes, os critérios para sua indicação baseiam-se no grau de sofrimento respiratório e na presença de fatores de risco associados. Cuidados intensivos podem ser necessários para os pacientes hospitalizados, em taxas variáveis de 10 a 15%. 1

 

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Medidas Gerais

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O lactente deve ser mantido calmo, com o mínimo manuseio. Muitas

vezes, a presença da mãe é fundamental para esse objetivo. A cabeceira do leito deve ser mantida preferencialmente elevada. Obstrução nasal e rinorreia,

quando presentes, devem ser aliviadas com higiene e aspiração. 1

Aporte Hídrico

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Oxigênio

A administração de oxigênio deve ser sempre considerada no tratamento dos pacientes hospitalizados com bronquiolite. Deve ser aquecido e umidificado, podendo ser administrado por cateter extra ou intra nasal, máscara ou tenda. 1

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Oximetria de pulso contínua tem sido associada ao prolongamento desnecessário do tempo de internação hospitalar e fator de estresse para a criança e para mãe, não sendo necessária sua utilização em todos os pacientes. 12

Dependendo da população amostrada, a necessidade de ventilação mecânica pode oscilar entre 5 e 15% dos pacientes internados. 1

Broncodilatadores

Embora seja uma das drogas mais prescritas para pacientes portadores de bronquiolite, especialmente o salbutamol e o fenoterol, seus reais benefícios carecem de fundamentação e evidências científicas. 1 Apesar do potencial de melhora do score ini o e es n o afetam a e o u o da doen a a ne essidade de interna o e o tem o de erman n ia no os ita O usto da medi a o, associado ao risco potencial de eventos adversos como taquicardia

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Fisioterapia Respiratória

 

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2.5.

Profilaxia

 

O palivizumab é um anticorpo monoclonal humanizado, que neutraliza o

VSR e inibe a fusão do vírus com as células do epitélio respiratório. Administrado por via intramuscular, resulta em diminuição significativa na hospitalização por VSR em prematuros com ou sem displasia broncopulmonar.

O seu uso é seguro, bem tolerado, sem efeitos colaterais e sem interferência nas demais vacinas. Atualmente, o palivizumab tem seu uso aprovado para profilaxia do VSR em lactentes de alto risco pelos critérios da Academia Americana de Pediatria 3 :

Prematuros com idade gestacional < 29 semanas no 1º ano de vida;

Prematuros com idade gestacional < 32 semanas com cardiopatia com repercussão hemodinâmica ou doença pulmonar crônica da prematuridade, definida como requerimento de FiO 2 > 21% após 28 dias de vida; 2

Crianças de até 2 anos com doença pulmonar crônica que necessite de suplementação de oxigênio, corticosteroides ou diuréticos dentro de 6 meses do início da estação do VSR. 9

A dose preconizada é de 15mg/kg intramuscular, mensalmente, máximo de 5 doses, na estação de risco para o VSR. 2, 9

Os cuidados preventivos primários, como lavar as mãos com água e sabão, uso de álcool nas mãos antes e após contato com pacientes, uso de máscaras, aventais e isolamento dos pacientes, bem como evitar exposição ao cigarro, estimular o aleitamento materno, evitar o contato dos lactentes com pessoas com quadros virais, evitar ambientes conglomerados e pouco ventilados, creches e escolinhas ainda são as melhores estratégias para prevenção da bronquiolite viral aguda. 2

3.

HOMEOPATIA

 

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vivência diária mostrou, entretanto, frequente agravamento inicial. No intuito de contornar este inconveniente, Hahnemann procedeu à redução das doses numa técnica de diluição em escala centesimal progressiva, tendo o cuidado de homogeneizar cada diluição através do procedimento das sucussões, constatando que as diluições sucussionadas adquiriam maior potencial curativo. Este fato motivou a descoberta do poder farmacodinâmico em substâncias até então consideradas inertes e possibilitou a elaboração de patogenesias a partir de substâncias tóxicas. 6 O primeiro trabalho sobre as propriedades dinâmicas desenvolvidas

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um novo princípio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medi inais” este ensaio oram des ritos os 4 undamentos rin i ais da homeopatia que são: 6

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1. Lei da semelhança

2. Experimentação no homem são

3. Dose mínima

4. Remédio único

3.1. Anamnese homeopática

Fazer uma anamnese homeopática significa escutar, interrogar, observar e examinar o doente, procurando obter a mais perfeita totalidade dos sinais e sintomas capazes de refletir a imagem de seu estado mórbido personalizado

a condição única a ser reconhecida e a ser removida pelo medicamento simillimum 6 , como está descrito no parágrafo 7 do Organon:

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… ” (PUSTIGLIONE, 2001,

que define a eleição do rem dio mais a ro riado

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Além disso, deve-se investigar alguma possível causalidade extrínseca

ou circunstância no modo de vida do doente que possa ser corrigida ou removida a fim de que se possa efetuar a cura permanente. 11 Vale ressa tar ue as on e es a nemannianas reviveram muito da tradi o i o r ti a –

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A meta do médico homeopata é estabelecer como uma determinada afecção pôde se desenvolver em um doente, pesquisar todos os detalhes que dizem respeito à evolução desta doença e, sobretudo, saber em quê, precisamente, ele é diferente de todos os outros que possuem o mesmo diagnóstico nosológico. 16

Como instruções gerais, Hahnemann diz que o médico deve ser dotado de ausência de preconceitos, sentidos perfeitos, atenção na observação e fidelidade ao traçar o quadro da doença, além de jamais formular perguntas de modo ue indu am o doente a res onder “sim” ou “n o” ou a er sugest es que induzam a um relato falso dos sintomas. 11

Nas afecções agudas, como é o caso da bronquiolite viral, o interrogátório é facilitado pela existência de sintomas que não são ambíguos, porque surgem bruscamente e são nítidos. O doente se revela de uma maneira muito mais clara e decisiva. Cabe aos médicos pesquisar as modalidades. É, neste caso, que a arte de observar é indispensável e onde o menor indício pode se tornar essencial para salvar uma vida. 16

No entanto, a tomada de um caso de uma criança apresenta alguns fatores de dificuldade. Na bronquiolite viral aguda especialmente, estamos tratando de crianças de até 2 anos, que não comunicam a sua subjetividade.

Mas o homeopata experiente conseguirá sempre detectar as diferenças mínimas de resposta, os padrões reativos próprios e os sinais gerais, acrescidos de informações da pessoa responsável pelos cuidados imediatos da criança. As múltiplas modalidades de febre, transpiração, eliminação e sono, as fases de agravação, as influências atmosféricas e alimentares, a recusa do leite materno, o desejo de ser carregado e o choro, indicarão em conjunto a patogenesia homóloga. 6

3.2. Semiologia da bronquiolite

O Dr. Antônio Carlos S. Rezende, pediatra homeopata, em seu livro “ ediatria sob is o omeo ti a”, sugere um roteiro prático para a investigação das crises de broncoespasmo, mas que, com alguma adaptação, pode ser usado em outras doenças agudas 14 :

INÍCIO= Como começou?

EVOLUÇÃO= O que mais acontece?

ATITUDES (DURANTE)= O que faz? O que pede?

POSIÇÃO= Qual a pior/ melhor?

TRANSPIRAÇÃO= Como é?

SEDE= Como é?

CONCOMITANTES= Febre? Vômitos? Erupções? Outros?

HORÁRIO= Qual é o pior?

DESENCADEANTES= Qual(is) foi (foram)?

COMPORTAMENTO= O que mudou?

Início e evolução: como foi que começou e evoluiu?

Alguns episódios de bronquiolite começam como um resfriado comum, com coriza, obstrução nasal e febre baixa, que depois progride para o trato respiratório inferior, com tosse, sibilância e dispneia. Outros começam já com um quadro súbito de dispneia e sibilos. Algumas crianças apresentam cianose e batimento de asa nasal. Às vezes a febre vem em primeiro lugar.

 

A

partir

desses

detalhes

podemos

visualizar

algumas

rubricas

re ertoriais

omo “Genera idades

bita mani esta

o”

es

ira

o

Di

i ”

ari

o imento” “

a

e

o ora

o

u ada

L

bios”

Atitudes: o que faz ou pede?

Podem aparecer atitudes como desejo de ser carregado, de ser abanado, de querer portas e janelas abertas. Algumas vezes querem ficar deitados.

Posição: que quer ficar, melhora ou é impossível

Aparecem as rubricas deitado, sentado, movimento, em pé, e suas modalidades de piora ou melhora.

Transpiração e sede

Modalizar o tipo de transpiração: fria ou quente, viscosa, líquida, com ou sem odor, etc. Quanto à sede, se presente, como é: grande ou em pequenas quantidades, a longos intervalos ou com frequência.

Concomitantes

Observar febre, vômitos, erupções e suas características. Valorizar muito estes detalhes, pois com frequência o medicamento escolhido estará presente na referida rubrica.

Horário que o paciente piora

Perguntar qual horário em que há uma importante piora do quadro, qual horário em que houve a necessidade de procurar um pronto-socorro.

Desencadeante: o que pode ter precipitado a doença?

Muitos fatores são citados, como hereditariedade, climáticos, químicos, físicos. Alguns muito observados em pediatria: vacinas, supressão de erupções, questões emocionais. Podem ser observados os capítulos “Genera idades a ina o” “ enta Transtornos or…” “Gerera idades

u rimidos eru

es”.

Comportamento: o que mudou?

Aqui vamos observar os mais variados tipos de comportamento, como:

desejo de ser carregado, de companhia, necessidade de afeto, aversão a ser tocado, a que lhe falem, desespero, bem quando está muito doente, etc. No repertório homeopático podem ser encontrados vários desses sintomas comportamentais.

3.3. Gênio epidêmico e gênio medicamentoso

Hahnemann classificava as doenças agudas em 3 grupos:

1. Doenças dinâmicas naturais agudas individuais

2. Doenças dinâmicas naturais agudas coletivas esporádicas

3. Doenças dinâmicas naturais agudas coletivas epidêmicas 11

A bronquiolite viral aguda encaixa-se no 3º grupo. As doenças agudas epidêmicas são provenientes da mesma causa (vírus ou agente microbiano conhecido) e afetam diversas pessoas, com sofrimentos muito semelhantes. Estas doenças geralmente tornam-se contagiosas quando incidem em massas compactas de indivíduos 11 e representam manifestações características que permitem o diagnóstico. Determinam um processo mórbido que, se deixado à própria sorte, em pouco tempo termina por resolução espontânea ou óbito, podendo deixar sequelas. 6, 11 São doenças de gênio epidêmico.

Gênio epidêmico representa o conjunto sintomático mais frequente constatado no decurso de uma epidemia, semelhante a determinado quadro patogenético. A droga dotada de farmacodinamia mais coincidente será o gênio medicamentoso desta epidemia. 6

Nas doenças coletivas epidêmicas, ao lado dos sintomas individuais ocorrem sintomas comuns à maioria dos portadores da doença, característicos da epidemia vigente. Embora seja conhecido o gênio epidêmico em atividade, a prescrição preferencial obedecerá às características individuais e, na ausência de concordância entre as manifestações do doente e aquelas do gênio epidêmico, prevalecerá a prescrição do simillimum correspondente. 6

No caso da bronquiolite viral aguda, as crianças apresentam um quadro clínico muito semelhante, mesmo que a causa seja por agentes etiológicos diferentes. O conhecimento do gênio medicamentoso pode ajudar muito durante os meses de epidemia, pois essas crianças geralmente são atendidas nas emergências e chegam em grande número, o que dificulta uma adequada individualização de cada paciente.

Tomando os principais sintomas da BVA e utilizando o repertório de homeopatia, pode-se encontrar um ou mais remédios para serem utilizados como gênio medicamentoso.

A repertorização descrita abaixo (tabela 3)

foi realizada manualmente,

com o "Repertório de Homeopatia" de Ariovaldo Ribeiro Filho, 2ª edição. 15

Os sintomas mais frequentes da bronquiolite que foram utilizados e já transformados em linguagem repertorial foram:

1- Inflamação bronquial

2- Respiração assobiante + sibilante

3- Respiração acelerada

4- Respiração difícil

5- Tosse seca

Tabela 3 Repertorização dos principais sintomas da bronquiolite viral aguda

Sint. 1 2 3 4 5 Pont./Freq. Med. Ars 3 3 3 3 3 15/5
Sint.
1
2
3
4
5
Pont./Freq.
Med.
Ars
3
3
3
3
3
15/5
Ip
3
3
3
3
2
14/5
Carb-v
2
3
3
3
2
13/5
Lyc
3
2
3
3
2
13/5
Phos
3
1
3
3
3
13/5
Sulph
2
2
3
3
3
13/5
Ant-t
3
2
3
3
1
12/5
Hep
3
2
2
3
2
12/5
Kali-c
2
3
1
3
3
12/5
Bell
2
1
3
2
3
11/5
Iod
2
2
2
2
3
11/5
Nat-m
2
2
2
2
3
11/5
Nux-v
2
2
2
2
3
11/5
Spong
3
1
1
3
3
11/5
Acon
2
1
3
1
3
10/5
Brom
1
2
2
2
3
10/5
Cina
2
1
2
3
2
10/5
Kali-bi
2
2
2
2
2
10/5
Sang
3
1
2
2
2
10/5
Sep
2
1
3
2
2
10/5
Stann
3
1
1
3
2
10/5
Ars-i
1
2
1
2
3
9/5
Calc
2
1
1
2
3
9/5
Kali-ar
1
2
1
3
2
9/5
Merc
2
1
2
2
2
9/5
Carbn-s
2
1
1
2
2
8/5
Naja
2
1
1
3
1
8/5
Squil
2
1
1
3
1
8/5
Acet-ac
2
1
1
1
1
6/5
Cann-s
2
1
1
1
1
6/5

Med.= Medicamentos

Sint.= Sintomas

Pont.= Pontuação

Freq.= Frequência

A repertorização foi realizada com sintoma diretor patognomônico de bronquiolite, que é a inflamação bronquial. Dentre os medicamentos com maior pontuação, conforme visto na tabela 1, destacam-se o Antimonium tartaricum e a Ipeca, pois possuem uma ação mais eletiva que combina broncoespasmo com hipersecreção brônquica, encontrando uma forte correlação com a fisiopatologia da bronquiolite.

Os outros medicamentos de maior pontuação, como o Arsenicum album, Lycopodium clavatum, Nux vomica, Phosphorus e Sulphur são grandes policrestos que possuem um número elevado de sintomas, sendo frequentemente bem pontuados nas repertorizações, por isso não foram escolhidos como gênio medicamentoso da bronquiolite viral aguda. No entanto, podem ser utilizados dependendo das características individuais apresentadas pelo paciente e como medicamento para tratamento do terreno no acompanhamento das crianças após o quadro agudo.

Sintomas como cianose, batimento de asa nasal, transpiração, vômitos após tosse, respiração abdominal e os sintomas mentais podem ser utilizados para diagnóstico diferencial entre os medicamentos.

3.4. Matéria médica aplicada à bronquiolite viral aguda

Medicamentos que podem ser utilizados no tratamento da bronquiolite:

Antimonium tartaricum

Respiração acelerada, abdominal, ruidosa, assobiante, dispneica. Piora quando deitado, melhora expectorando. Ruídos estertorosos no peito, bronquiais, provocados por um grande acúmulo de muco no sistema respiratório, com incapacidade para expectorá-lo, parece que vai expectorar muito, mas não sai nada. Melhora com a expectoração, que geralmente é branca. Pode ter batimento de asas nasais. Estados de asfixia progressiva e iminente, com cianose de lábios, prostração, suores, palidez e pulso filiforme. Muitas náuseas que melhoram com o vômito. Vomita ao tossir. A criança quer ficar no colo, mas não quer que a toquem, que falem com ela ou que a olhem, não deixa examiná-la. Pranto lastimoso antes e durante a tosse. Grande inquietude e prostração. Piora pelo tempo frio e úmido, pelas mudanças de tempo, pelo calor, pelo leite, à noite. 10, 20

Ipeca

Tosse espasmódica, violenta, incessante, sufocante, sem expectoração, durante os acessos a criança fica cianótica e rígida. Sufocação por causa de grande acúmulo de muco nos brônquios. É um dos principais medicamentos da tosse, assim como o da dispneia e da asma, especialmente em crianças. Sintomas acompanhados de náuseas violentas, constantes, persistentes, vômitos não trazem nenhum alívio. Língua sempre limpa. Consequências de erupções ou exantemas suprimidos. Crianças irritadas, mal humoradas, que gritam e berram. Piora no inverno, pelo clima seco, pelos ventos quentes e úmidos. 10, 20

Arsenicum album

Tosse, sibilos e dispneia que pioram à noite, entre 0h e 3h. Não consegue ficar deitado porque piora a dispneia. Grande inquietude, agitação e ansiedade, mudando de posição e lugar constantemente. Medo e angústia que pioram quando sozinho. Prostração pelo mínimo esforço. Sede em pequenos e seguidos goles. Cianose. Pele queimante ou fria, seca. Mucosas escoriadas, ardentes e de odor pútrido. Emagrecimento geral. Transtornos que se reproduzem com periodicidade definida. Piora pelo frio, à noite, por ingerir comidas e bebidas frias, deitado. Melhora pelas bebidas quentes, pelo movimento, sentado. 10, 20

Phosphorus

O aparelho respiratório é um dos pontos de ação intensa desse medicamento. Dispneia ou asma com tosse, piora depois de comer ou quando está deitado sobre o lado esquerdo. Expectoração esverdeada, mucossanguinolenta ou estriada de sangue. Respiração difícil, ruidosa, estridulosa à noite ao dormir. Complicação da bronquiolite por pneumonia. Sede intensa de grandes quantidades de bebidas frias, que são vomitadas assim que se aquecem no estômago. Tendência a hemorragias. Medo,

ansiedade, criança afetuosa e compassiva. Piora pelo frio, pelas mudanças de tempo, pelo calor, antes e durante as tempestades. 20

Carbo vegetabilis

Pode ser usado em casos mais graves. Catarro mucoso no peito, tosse com sensação de ardor, espasmódica, com expectoração fétida. Respiração suspirosa e assobiante, taquipneia, dispneia, com desejo de ser abanado. Frieza e palidez do corpo, com cianose da face e das extremidades. Estado de colapso, com suores frios, hálito frio e todo o corpo frio, quando a energia vital já está quase esgotada. Distensão abdominal com muita flatulência. Torpor geral e ansiedade. Piora pelo calor úmido. 20

Senega

As vias respiratórias constituem o principal local de ação de Senega. Tosse seca, contínua, violenta, brutal, que piora pelo ar frio, com um grande acúmulo de muco nos brônquios, com respiração ruidosa e oprimida, estertores úmidos e sibilos numerosos e generalizados. Há uma verdadeira paresia bronquial, com expectoração difícil, nula ou escassa de muco muito aderente e filamentoso, transparente, semelhante a clara de ovo, ou cinza, que não alivia. Paredes do tórax doloridas, piora com a tosse. Piora pelo frio, pelo tato, em repouso, à noite e de manhã, em um aposento quente. Melhora ao colocar a cabeça para trás, ao transpirar, pelo movimento. Fraqueza geral. Crianças com tendência à obesidade. 20

Dulcamara

Bronquite em crianças por causa de ar frio e úmido, com suores noturnos e fétidos. Sua característica chave é o aparecimento ou piora dos sintomas em clima frio e úmido, especialmente no outono. Secreção excessiva das mucosas afetadas. Transtornos por supressão de suores ou de erupções

na pele. Coriza com obstrução nasal, espirros constantes, secreção profusa e aquosa do nariz e olhos. Eczema. Asma, com dispneia, tosse, ruídos e expectoração copiosa. Piora ao ar livre, ao entrar em lugar frio, em repouso, deitado de costas. Melhora pelo calor, pelo clima seco, pelo movimento. Criança impaciente, irritável, caprichosa. 20

Blatta orientalis

Medicação mais específica para asma, porém pode-se extrapolar seu uso para a bronquiolite devido ao broncoespasmo e à hipersecreção brônquica. Severos ataques de tosse com dispneia. A dispneia piora à noite e estando deitado e melhora com a expectoração. Piora em clima chuvoso. Sufocação iminente causada por grande acúmulo de muco. 10, 20

Kali bichromicum

Dispneia ou acessos de asma que o fazem acordar às 2 horas, ou ao acordar, piora quando deitado. Tosse violenta com expectoração de muco amarelado, espesso, viscoso e filamentoso, que pende da boca em longos filamentos e aderem à garganta, dentes e lábios. Secreção nasal com este mesmo aspecto, com escoriação das narinas. Piora pelo frio, pelo vento frio, no inverno, das 2 às 3 horas da madrugada, ao comer. Melhora pelo calor, ao ar livre. Útil em crianças gordas, rechonchudas, de pescoço curto. Prostração e fraqueza, com vontade de ficar deitado. 20

Hepar sulphur

Tosse provocada por resfriamento dos membros, ao comer ou beber coisas frias, pelo ar frio. Acessos de tosse seca, áspera, oca, com angústia e sufocação, terminando em lacrimejamento. Criança chora depois da tosse. Expectoração copiosa, amarela, aderente, de manhã. Respiração ansiosa, rouca, ofegante. Ataques de sufocamento que obrigam o paciente a forçar a

cabeça para trás. Tendência a supurações. Piora pelo frio, principalmente o frio seco. Hipersensível, irritado, colérico. 20

3.5. Seguimento homeopático após o quadro agudo

O terreno significa o organismo vivo considerado como sistema complexo no qual a anatomia, a fisiologia, o psiquismo, os antecedentes hereditários e adquiridos, bem como as interferências do meio apresentam-se como aspectos de um todo indivisível. Engloba o conjunto de fatores dependentes da hereditariedade, entre eles a constituição, a predisposição, a refratariedade e o metabolismo. 6

Em homeopatia, o conhecimento do terreno, que envolve a constituição, o temperamento e o miasma, é muito importante no tratamento de doenças crônicas. 6 Porém, também pode ajudar nas doenças agudas, uma vez que cada paciente pode ter uma manifestação diferente da mesma doença ou evoluir de maneira diversa para gravidade ou sequelas, dependendo do terreno. No caso da BVA, algumas crianças podem persistir com os sintomas por muitas semanas ou evoluir para asma. Além disso, uma mesma criança pode ter BVA mais de uma vez, podendo a homeopatia ser utilizada como profilaxia, apesar de este ser um assunto controverso mesmo entre os homeopatas.

Portanto, o acompanhamento e tratamento da criança após o quadro agudo de bronquiolite é importante para evitar novas crises e devolver à criança uma saúde integral.

3.6. Pesquisa clínica em homeopatia

A Academia Americana de Pediatria, no Guideline de 2006 sobre Diagnóstico e Manejo da Bronquiolite, recomenda que o médico deve perguntar

ao responsável sobre o uso de medicina alternativa e complementar. Comenta que há mais dados sobre o uso da homeopatia e fitoterapia para o tratamento da bronquite e resfriado comum, e que se desconhece que essas terapias possam prevenir o desenvolvimento da bronquiolite. Reconhece que é difícil desenhar e conduzir estudos com certas formas de medicinas alternativas e complementares por causa da natureza única do tratamento. Termina dizendo ue “ on us es a res eito dessas tera ias n o odem ser eitas at melhor evidên ia ser dis on e ” 18 Na revisão de 2014 desse Guideline, não foi inserido este tema.

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rin

ios distintos do

aradigma

convencional. 19 Em alguns consensos nacionais e internacionais sobre bronquiolite a homeopatia não é recomendada, porém esta orientação é indicada com grau de recomendação D. Isto significa uma evidência que não é baseada em estudos clínicos de qualidade, e sim em opiniões de especialistas, relatos de caso ou raciocínio lógico. 17, 18 Na busca sobre homeopatia no tratamento da BVA em plataformas de busca de artigos médicos como Medline, The Cochrane Library ou Google Acadêmico, nenhum estudo publicado foi encontrado.

Para que se possa atingir um

grau

de

e

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n

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e din mi a ao tratamento, etc.). 19

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a

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uti

a

a

a ia

o da res

osta g oba

Porém, a falta de estudos clínicos não deve ser um fator de impedimento para o uso da homeopatia.

4. CONCLUSÃO

A bronquiolite viral aguda é uma doença de elevada morbidade em crianças pequenas. Não existe tratamento específico para ela, somente medidas de suporte.

A homeopatia pode ser um tratamento de grande ajuda para acelerar a cura, diminuir a gravidade dos sintomas e a necessidade de hospitalização, além de evitar sequelas.

A repertorização realizada com os principais sintomas da doença

mostrou medicamentos que podem ser considerados gênio medicamentoso da doença, como o Antimonium tartaricum e a Ipeca. Podem ser utilizados durante uma epidemia, porém sempre é necessário respeitar a sintomatologia individual dos pacientes.

Estudos

científicos

para

avaliar

a

eficácia

da

homeopatia

devem

respeitar

essa

individualidade

e

basear-se

nos

fundamentos

do

método

homeopático.

 

É

importante

avaliar os fatores

de

risco

para

BVA

e orientar os

responsáveis

sobre

prevenção,

com

medidas

de

higiene,

nas

consultas

ambulatoriais.

O tratamento do terreno nas crianças pode prevenir formas graves de bronquiolite e o desenvolvimento de sequelas, como a hiperreatividade brônquica.

omo

ro osta

tera

utica

complementar,

a

homeopatia

 

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rir a sua mais e e

ada miss

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de

o

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saúde ao indivíduo doente.

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APÊNDICE

APÊNDICE A - Repertorização completa dos principais sintomas da bronquiolite viral aguda Repertório de Homeopatia, Ariovaldo Ribeiro Filho, 2ª edição.

1- Inflamação bronquial (Peito, Inflamação, Bronquiais pg. 1120)

2- Respiração assobiante + sibilante (Respiração, Assobiante + Sibilante pg.

1018 e 1029)

3- Respiração acelerada (Respiração, Acelerada pg. 1015)

4- Respiração difícil (Respiração, Difícil pg. 1019)

5- Tosse seca (Tosse, Seca pg. 1058)

Sint. Med.
Sint.
Med.

1

2

3

4

5

Pont./Freq.

Abrom-a

1

-

1

-

-

2/2

Acet-ac

2

1

1

1

1

6/5

Acon

2

1

3

1

3

10/5

Aesc

3

-

1

-

1

5/3

All-c

2

-

-

-

-

2/1

Alum

2

2

-

1

3

8/4

Allumn

2

-

1

1

2

6/4

Alum-p

1

1

-

-

-

2/2

Alum-sil

1

1

-

1

-

3/3

Am-c

1

-

1

2

2

6/4

Am-m

2

-

-

1

2

5/3

Ant-c

2

-

-

2

1

5/3

Ant-t

3

2

3

3

1

12/5

Apis

2

-

1

3

1

7/4

Arn

2

-

2

2

2

8/4

Ars

3

3

3

3

3

15/5

Ars-i

1

2

1

2

3

9/5

Asc-c

1

-

-

-

-

1/1

Asc-t

2

-

-

2

2

6/3

Aur-m

2

-

-

1

1

4/3

Bac7

1

-

-

-

-

1/1

Bar-c

1

-

1

1

2

5/4

Bar-i

1

-

1

-

-

2/2

Bar-m

3

-

1

2

2

8/4

Bar-s

1

-

1

-

-

2/2

Bell

2

1

3

2

3

11/5

Benz-ac

2

1

-

2

1

6/4

Blatta

2

-

-

2

-

4/2

Brom

1

2

2

2

3

10/5

Bry

3

-

3

3

3

12/4

Cact

2

-

-

3

1

6/3

Calc

2

1

1

2

3

9/5

Calc-i

1

-

1

1

2

5/4

Calc-sil

1

-

1

1

-

3/3

Camph

2

-

2

2

1

7/4

Cann-s

2

1

1

1

1

6/5

Carbn-s

2

1

1

2

2

8/5

Carb-v

2

3

3

3

2

13/5

Card-m

1

-

-

-

1

2/2

Caust

2

-

-

-

2

4/2

Cham

2

2

2

-

2

8/4

Chel

2

-

3

-

2

7/3

Chlol

1

1

-

1

-

3/3

Chlor

1

-

1

3

1

6/4

Cina

2

1

2

3

2

10/5

Cist

2

-

-

1

-

3/2

Coc-c

2

-

2

2

2

8/4

Cop

1

-

2

1

1

5/4

Dig

1

-

2

2

1

6/4

Dros

3

2

-

2

1

8/4

Dulc

2

-

2

2

2

8/4

Euphr

1

-

-

1

1

3/3

Eup-per

1

-

-

1

1

3/3

Ferr-i

2

1

-

2

2

7/4

Ferr-p

3

-

-

2

2

7/3

Gels

2

-

3

2

1

8/4

Guaj

2

-

-

2

2

6/3

Hep

3

2

2

3

2

12/5

Hippoz

2

-

-

1

-

3/2

Hyos

2

-

2

1

3

8/4

Inul

1

-

-

-

1

2/2

Iod

2

2

2

2

3

11/5

Ip

3

3

3

3

2

14/5

Kali-ar

1

2

1

3

2

9/5

Kali-bi

2

2

2

2

2

10/5

Kali-c

2

3

1

3

3

12/5

Kali-chl

2

-

-

2

 

4/2

Kali-m

1

-

1

1

1

4/4

Kali-p

1

-

-

2

2

5/3

Kali-sil

1

1

-

1

-

3/3

Kreos

2

1

-

1

1

5/4

Lach

2

2

-

3

3

10/4

Led

1

-

1

1

1

4/4

Lob

2

-

-

3

1

6/3

Lyc

3

2

3

3

2

13/5

Mang

1

-

-

1

3

5/3

Merc

2

1

2

2

2

9/5

Morg

1

-

-

1

1

3/3

Naja

2

1

1

3

1

8/5

Nat-m

2

2

2

2

3

11/5

Nat-s

3

2

-

3

1

9/4

Nit-ac

2

2

-

2

2

8/4

Nux-v

2

2

2

2

3

11/5

Ph-ac

2

1

-

2

3

8/4

Phos

3

1

3

3

3

13/5

Plb

2

-

1

2

2

7/4

Prot

1

-

-

1

-

2/2

Psor

2

1

-

2

2

7/4

Puls

3

-

2

3

3

11/4

Rhus-t

2

-

2

2

2

8/4

Rumx

2

-

-

1

3

6/3

Sang

3

1

2

2

2

10/5

Senec

3

-

-

-

1

4/2

Seneg

2

-

-

2

2

6/3

Sep

2

1

3

2

2

10/5

Sil

3

-

2

3

2

10/4

Sol-x

1

-

-

-

-

1/1

Spong

3

1

1

3

3

11/5

Squil

2

1

1

3

1

8/5

Stann

3

1

1

3

2

10/5

Sul-i

1

1

1

1

-

4/4

Sulph

2

2

3

3

3