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• Matemática – Números complexos

pg. 02
• Matemática – Polinômios e
equações algébricas
Atividade madeireira control pg. 04
extrativista no rio Juruá (ar ada em área de reserva
quivo CNPT/Ibama-AM
) • Física – Eletromagnetismo I
pg. 06
• Física – Eletromagnetismo II
pg. 08
• Português – Perscrutando o texto
pg. 10

m Sebastião,
Do
uzíadas para
L
es lendo Os

o mostra Ca
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ntonio Ram
de A
Quadro Portugal
rei de
Matemática
Solução:

Paici já beneficiou
Para que o complexo z seja um imaginário puro,
sua parte real deve ser nula ou seja, devemos ter
Professor CLÍCIO m2 – 5m + 6 = 0, que resolvida encontramos

539 alunos do
m=2 ou m=3.
2) Determine a parte real do número complexo z

interior
= (1 + i)12 .
Números complexos Solução:
Observe que (1 + i)12 = [(1 + i)2]6 . Nestas
Introdução
condições, vamos desenvolver o produto notável
A formação de um número complexo é realizada (1 + i)2 = 12 + 2.i + i2 = 1 + 2i –1 = 2i \ (1 +
pela adição de um número real a um número i)2 = 2i (isto é uma propriedade importante, que
imaginário. Os números complexos possuem a vale a pena ser memorizada). Substituindo na
Com a participação decisiva da Fundação forma geral a+bi, onde i é a unidade imaginária expressão dada, vem:
de Apoio à Pesquisa do Estado do i2 = –1, sendo a e b números reais. a é o termo (1 + i)12 = [(1 + i)2]6 = (2i)6 = 26.i6 = 64.(i2)3 =
Amazonas (Fapeam), a Universidade do que constitui a parte real do número complexo, 64.(–1)3 = –64.
Estado do Amazonas oferece aos alunos da enquanto a parte imaginária é constituída por bi. Portanto, o número complexo dado fica z = –64
área de saúde selecionados no vestibular do A condição de igualdade entre os números = –64 + 0i e portanto sua parte real é igual a –64.
interior 250 (duzentos e cinqüenta) bolsas complexos reside na igualdade entre ambas as
Conjugado de um número complexo
anuais de iniciação científica, que têm partes reais e imaginárias.
Ao contrário dos números reais, os números Dado um número complexo z = a + bi , chama-
características de trabalhos de extensão –
complexos não podem ser dispostos numa se conjugado de z e representa-se por Z, a um
universitária e ao mesmo tempo iniciam o outro número complexo que possui a mesma
ordenação. No entanto, o sistema de
estudante em pesquisa acadêmica. parte real de z e a parte imaginária o simétrico
coordenadas cartesianas, por exemplo, pode
É o Programa Amazonas de Integração da aditivo da parte imaginária de z .
ser utilizado para a ilustração dos números –
Ciência no Interior (Paici), base de iniciação complexos. O eixo real equivale à linha dos z = a + bi → Z= a - bi
científica que, para sua efetivação, recebe números reais, e o eixo imaginário equivale à Exemplo:

financiamento da Fapeam através de linha dos números imaginários, sendo esta z = 3 + 5i ; Z= 3 – 5i
bolsas de iniciação científica e auxílio à perpendicular ao eixo dos reais. Divisão de números complexos na forma
pesquisa. O programa tem duração de um Unidade imaginária: binomial
ano. Teve início em 2004, com 160 bolsas, Regra : Para dividir um número complexo z por
Define-se a unidade imaginária, representada
que foram ampliadas para 250 em 2005. outro w ≠ 0 , basta multiplicar numerador e
pela letra i , como sendo a raiz quadrada de –1.
A importância desse projeto é medida denominador pelo complexo conjugado do
Pode-se escrever então: i =
pelos resultados alcançados nos últimos Observe que a partir dessa definição , passam a denominador .
anos, com alunos participando e apresen- ter sentido certas operações com números Exemplos:
tando produção em vários eventos reais, a exemplo das raízes quadradas de
científicos nacionais. números negativos .
O programa tem como objetivos envolver Exemplo: Módulo e Argumento
estudantes e professores da Escola Superior Considere a figura a seguir:
de Ciências da Saúde em programa e Potências de i :
projetos de extensão e de complementação i0 = 1
de ensino, oportunizando o acesso à i1 = i
iniciação científica e tecnológica para i2 = –1
melhoria do desenvolvimento humano e i3 = i2 . i = –i
sustentável; e fornecer ao interior do Estado i4 = (i2)2 = (–1)2 = 1
profissional com massa crítica capaz de i5 = i4 . i = 1.i = i
interferir na história de sua cidade, i6 = i5 . i = i . i = i2 = –1 Sendo P o afixo do número complexo z , de
i7 = i6 . i = –i , etc. módulo |z| , no triângulo OaP, podemos
contribuindo para o desenvolvimento
Percebe-se que os valores das potências de i se escrever:
econômico, político e social do Amazonas.
repetem no ciclo 1 , i , –1 , –i , de quatro em a b
Durante o projeto, os alunos desenvolvem cosα = ––– e senα = –––
quatro a partir do expoente zero. |z| |z|
atividades de pesquisa científica que incluem
Portanto, para se calcular qualquer potência • O ângulo α é denominado argumento do
estudos teóricos individuais e em grupos,
inteira de i, basta eleva-lo ao resto da divisão do número complexo z e a distância OP é
apresentações de seminários, exposições denominada módulo do complexo e
expoente por 4. Assim, podemos resumir:
públicas das atividades das pesquisas e
i4n = ir , onde r = 0 , 1 , 2 ou 3. (r é o resto da representada por |z|, ou pela letra grega ρ
visitas técnicas a unidades de saúde. divisão de n por 4). (rô).
Desde 2004, o projeto beneficiou 539 Exemplo: Calcule i2001 • Usando o Teorema de Pitágoras no
alunos, sendo 130 no período 2004/2005, Ora, dividindo 2001 por 4, obtemos resto igual a 1. triângulo AoP, podemos escrever a seguinte
167 em 2005/2006 e 242 em 2006/2007. Logo i2001 = i1 = i . relação para calcular o módulo do número
Nesse período, atuaram na coordenação complexo z:
Forma Algébrica
das pesquisas 94 professores da Escola
Definição:
Superior de Ciências da Saúde.
Dados dois números reais a e b , define-se o Exemplo: Dado o número complexo
Mas a atenção especial do Governo do número complexo z como sendo: z=1+ i , determine o módulo e o
Estado com os estudantes oriundos do z = a + bi , onde i = é a unidade argumento de z.
interior vem desde o estabelecimento das imaginária .
regras para ingresso na instituição. A Lei Exemplos:
de Cotas da UEA estabelece que metade z = 2 + 3i ( a = 2 e b = 3) a) Módulo: ou seja a = 2.
das vagas oferecidas no vestibular para os w = –3 –5i (a = -3 e b = –5) b) Argumento: tg a = b/a = /1=
cursos na área da Saúde (Medicina, u = 100i ( a = 0 e b = 100) a = 60° = a / 3 rad (radianos).
Odontologia e Enfermagem), são Exercícios Resolvidos: Forma Trigonométrica
destinadas ao interior, distribuídos os 61 1) Sendo z = (m2 – 5m + 6) + (m2 – 1) i, Sendo z = a + bi e substituindo os valores de a
municípios em 10 pólos geográficos. determine m de modo que z seja um e b vistos acima, vem:
imaginário puro. z = |z|.(cosα + i . senα) , denominada forma

2
polar ou trigonométrica do número complexo. Temos então:

Desafio
Assim, o número complexo do exemplo anterior, módulo: r = 1
poderá ser escrito na forma polar como segue: argumento: q = 0° = 0rad
z = 2(cos60° + i.sen60°) Substituindo na fórmula dada, vem:
Exemplos:

Matemático
z = 10(cos30° + i.sen30°)
Fazendo k = 0, obteremos a primeira raiz, ou
= = seja:
w = 2(cos0° + i.sen0°) = 2(1 + i .0) = 2 z1 = 1(cos0° + i .sen0°) = 1(1 + i . 0) = 1
r = 5(cos90° + i . sen90°) = 5(0 + i . 1) = 5i Fazendo k=1, obteremos a segunda raiz, ou
s =100(cos180° + i.sen180°) =100(–1+ i .0) seja:
= –100 z2 =1(cos 120°+i.sen120°) = –1/2 + i .
u = cos 270° + i . sen270° = 0 + i .(-1) = - i Finalmente, fazendo k = 2, obteremos a terceira
e última raiz:
01. (UEFS) O valor da expressão
Operações com números complexos na
z3 = 1(cos240° + i.sen240°) = -1 /2 – i .
E = x–1 + x2, para x = 1 – i , é:
forma tirgonométrica
Nota: a) –3i
Mostraremos a seguir, as fórmulas para
multiplicação, divisão e potenciação de números Um detalhe importante pode ser visualizado no b) 1–i
complexos. Sejam os números complexos: exemplo acima: os argumentos das raízes são c) 5/2 + (5/2)i
z1 = r1(cosq1 + i . senq2) 0°, 120° e 240°, que são termos de uma d) 5/2 – (3/2)i
z2 = r2(cosq2 + i . senq2) progressão aritmética de razão 120°. Isto não é e) 1/2– (3/2)i
Temos as seguintes fórmulas, demonstráveis uma coincidência! Veja a dica abaixo: 02. Simplificando-se a expressão
sem excessivo trabalho: As n raízes enésimas de um número complexo E = i7+i5 +( i3 + 2i4)2, obtêm-se:
a) Produto. de argumento q, possuem argumentos que
z1 . z2 = r1.r2 [cos(q1+q2) + i.sen(q1+q2)] a) –1+2i
formam uma progressão aritmética de primeiro
Exemplo: b) 1+2i
termo q / n e razão 360° / n.
z1 = 15(cos30°+ i . sen30°) e z2 = 3(cos60°+ i . c) 1 – 2i
sen60°). d) 3 – 4i
z1 . z2 = 15.3[cos(30°+60°) + i . Exercícios e) 3 + 4i
sen(30°+60°)]= 45(cos90°+ i .sen90°) = 45(0 +
i . 1) = 45i 01. (UFSE) O módulo de um número 03. (UEFS). Se m – 1+ni = (3+i).(1+3i),
b)Divisão. complexo é e seu argumento então m e n são respectivamente:
z1 r1 principal é 45°. A sua forma algébrica a) 1 e 10 b) 5 e 10 c) 7 e 9
––– = –––– [cos(q1–q2) + i.sen(q1–q2)] é:
z2 r2 d) 5 e 9 e) 0 e -9
Exemplo: a) 4 + 4i
04. (FGV)A soma de um numero complexo
z1 = 10(cos120°+ i . sen120°) e b) 2 + 2i
z com o triplo do seu conjugado é
z2 = 5(cos30° + i . sen30°) c) 2 – 2i
z1 /z2=10 /5.[cos(120°–30°) + i.sen(120° – 30°)] igual a –8 – 6i. O módulo de z é:
d)
= 2(cos90° + i . sen90°) = 2(0+i . 1) = 2i a) b) c) 13
e)
c) Potenciação. d) 7 e) 5
zn = rn [cos( n.q) + i . sen( n.q )] 02. (U.F.VIÇOSA) Seja o número complexo
Exemplo: 05. (PUC) Seja z = 1+i , onde i é a
z= + i, sendo i a unidade
z = 10(cos30° + i . sen30°) unidade imaginária. Podemos afirmar
imaginária. O argumento principal de
z3 = 103(cos3.30° + i . sen3.30°) = 1000(cos90° que z8 é igual a:
z . z é:
+ i . sen90°) = 1000(0 + i . 1) = 1000i a) 16 b) 161 c) 32
z9 = 109(cos9.30° + i . sen9.30°) = a) 0°
d) 32i e) 32+16i
109(cos270° + i . sen270°) = 109[0 + i . (-1)] = b) 30°
109.i c) 40° 06. (UFPA) Qual o valor de m para que o
d)Radiciação d) 90° produto (2+mi) . (3+ i) seja um
Seja o número complexo z = r (cosq + i .senq). e) 60° imaginário puro?
Para o cálculo das raízes e-nésimas do
03. (MACK)A função ƒ associa a cada a) 5 b) 6 c) 7
complexo z, ou seja, para o cálculo de ,
complexo seu argumento. O valor de d) 8 e) 10
deveremos utilizar a seguinte fórmula:
ƒ(–1 – i)) é:
cotg(ƒ
07. (U.C.SALVADOR) Efetuando-se
a) –1 (1 + i)2 – (1 – i)3, obtém-se:
onde k = 0,1,2,3, ... , n – 1. b) 0 a) 1 + i b) 2 + i c) 2 + 4i
Observações: c) 1 d) 4 – 2i e) –1 – i
1. O ângulo q (argumento do complexo) deve
d) –
ser expresso em graus. Se você preferir usar a 08. (UFRN) Se z = 4 + 2i, então z – 3 Z
unidade radiano, ao invés de 360.k, deverá ser e) vale:
usado 2kp , pois 360 graus = 2p radianos.
a) 6 + i b) 1 + 8i c) –8 + 8i
2. Como k = 0,1,2,.3, ... , n –1, então são n 04. (.STA.CASA) Seja o número complexo d) 1 – 8i e) 12 + 6i
valores possíveis para a variável k, o que z = (2 – 2i)n, onde n∈IN*. Se z = 512,
significa que existem n raízes e-nésimas de z. então o número n é: 09. (CESGRANRIO) O módulo do número
Ou seja: 2 raízes quadradas, três raízes
a) primo complexo (1 + 3i)4 é:
cúbicas, quatro raízes quartas, cinco raízes
b) quadrado perfeito a) 256 b) 100 c) 81
quintas, etc.
c) divisível por 5 d) 64 e) 16
3. Observe que todas as n raízes e-nésimas de z
d) múltiplo de 4 10. (U.MACK) O número de soluções
possuem o mesmo módulo.
e) divisível por 3 distintas do sistema
Exemplo:
05. Se o número complexo z= 1 – i é uma é:
Vamos determinar, como exemplo, as três raízes
cúbicas da unidade.
das raízes da equação x10– a = 0, o
valor de a é: a) zero b) 1 c) 2
Seja o número complexo z=1 (unidade).
d) 3 e) maior que 3
Podemos escrever na forma polar: a) 16 b) 32 c) 64
z = 1 (cos 0° + i . sen 0°) d) –16i e) –32i

3
Desafio Matemática
dada:
P(1) = Q(1) + 12 + 1 + 1
P(1) = 0 + 1 + 1+ 1 = 3. Então P(1) = 3.
Analogamente, poderemos escrever:

Matemático
Professor CLÍCIO
P(2) = Q(2) + 22 + 2 + 1 → 0 = Q(2) + 7,
logo Q(2) = –7. Logo P(1) – Q(2) = 3 – (–7) =
3 + 7 = 10.
Soma de polinômios
Polinômios e Equações
Algébricas Consideremos p e q polinômios em P[x],
definidos por:
1. Polinômios. p(x) =ao+a1x+a2x2+a3x3+ ...+anxn e
Definições e características de polinômios q(x)=bo+b1x +b2x2+b3x3 + ... +bnxn
Um polinômio (função polinomial) com Definimos a soma de p e q, por:
01. (PUC) Sejam três polinômios em x: P = coeficientes reais na variável x é uma função (p+q)(x) =(ao+bo)+ (a1+b1)x + (a2+b2)x2 + ...
–2x3 – 2x2 + 2x –1; Q = (2x2 + 3) (x – matemática f: R R definida por: + (an+bn)xn
1) e R = –4x + 3 . Dividindo-se P – Q p(x) = ao + a1x + a2x2 + a3x3 + ... + anxn, Produto de polinômios
por R, encontram-se quociente e resto onde ao, a1, a2, ..., an são números reais, Sejam p, q em P[x], dados por:
respectivamente iguais a: denominados coeficientes do polinômio. O p(x) = ao+a1x+a2x2+a3x3+ ... +anxn e
coeficiente ao é o termo constante. q(x)=bo+b1x+b2x2+b3x3+ ... + bn xn
a) x2 + (3/4)x + 13/16 e –7/16 Se os coeficientes são números inteiros, o
b) x2 + (3/4)x – 13/16 e 7/16 Definimos o produto de p e q, como um outro
polinômio é denominado polinômio inteiro em x. polinômio r em P[x]:
c) x2 + (3/4)x + 13/16 e 7/16 Valor numérico de um polinômio r(x) = co + c1 x + c2 x2 + c3 x3 + ... + cn xn
d) x2 – (3/4)x + 13/16 e –7/16 tal que: ck=ao bk+a1bk–1+a2 bk–2+a3bk–3+...+
O valor numérico de um polinômio p(x) em x =
e) x2 + (3/4)x – 13/16 e 7/16 ak–1 b1+akbo para cada ck (k=1,2,3,...,m+n).
a é obtido pela substituição de x pelo número a,
para obter p(a). Observamos que cada termos soma que gera
02. (MACK) Sejam P = 5x – 2, Q=(4+25x2)2
Exemplo 01: O valor numérico de p(x) = 2x2 + ck, a soma do índice de a com o índice de b
e R = 5x + 2; então (PR)2 – Q é: sempre fornece o mesmo resultado.
7x – 12 para x = 3 é dado por:
a) –400x2 p(3) = 2(3)2 + 7(3) – 12 = 2(9) + 21 –12 = Algoritmo da divisão de polinômios
b) 400x2 18 + 9 = 27
Dados os polinômios p e q em P[x], dizemos
c) –400x3 Exemplo 02: Qual o valor numérico do
que q divide p se existe um polinômio g em P[x]
d) –300x2 polinômio p(x) = x3 – 5x + 2 para x = –1?
tal que p(x) = g(x) q(x).
e) 300x2 Teremos, substituindo a variável x por x = –1 ⇒
Se p em P[x] é um polinômio com gr(p)=n e g é
p(–1) = (–1)3 – 5(–1) + 2 = –1 + 5 + 2 =
um outro polinômio com gr(g)=m<n, então
03. (UNIP) Se o resto da divisão de P(x)=x3 6 \ p(–1) = 6.
existe um polinômio q em P[x] e um polinômio r
+ ax + b por Q(x) = x2 + x + 2 é 4, Raiz (ou zero) de um polinômio em P[x] com gr(r)<gr(g), tal que:
então a + b vale: O número complexo m é raiz ou zero do p(x)=q(x).g(x)+ r(x)
a) 1 polinômio P(x) quando P(m) = 0 . Um caso particular importante é quando
b) 2 Exemplo 01: i é raiz do polinômio P(x) = x2 + 1, tomamos: g(x) = x–c e p(x)= ao+a1x+a2x2+
pois P(i) = 0. a3x3+...+anxn
c) 3
Lembre-se que i2 = –1, ou seja , o quadrado da Como para todo k=1,2,3,...,n vale a identidade:
d) 4 xk–ck=(x–c)(xk–1+c xk–2+c2xk–3+...+ck–2x+ck–1)
unidade imaginária é igual a –1.
e) 5 O número natural 2 é raiz do polinômio então para p(x)=ao+a1x+a2x2+a3x3+...+anxn
P(x) = x3 – 2x2 – x + 2 , pois P(2) = 0. temos que p(c)=ao+a1c+a2c2+a3c3+...+ancn
04. (UFRS) O conjunto verdade da
Exemplos: e tomando a diferença entre p(x) e p(c), teremos:
equação 18x3 + 9x2 – 2x –1 = 0 está a) P(x) = 2x4 + 3x2 – 7x + 10 → S = P(1) = 2 + p(x)–p(c)=a1(x–c)+a2(x2–c2)+a3(x3–c3)+...+
contido em: 3 – 7 + 10 = 8. an(xn–cn)
a) [–2,–1) b) Qual a soma dos coeficientes de o que garante que podemos colocar em
b) [–1,1) S(x) = x156 + x? evidência g(x)=x–c para obter
c) [1,2) Ora, substituindo x por 1, encontramos S = 2. p(x) – p(c) = (x–c) q(x) onde q=q(x) é um
(Lembre-se que 1156 = 1). polinômio de grau n–1.
d) [2,3)
Igualdade de polinômios Assim podemos escrever:
e) [3,4) p(x) = (x–c) q(x) + p(c) e é claro que r(x)=p(c)
Os polinômios p e q em P[x], definidos por:
05. (FGV) A soma das raízes da equação é um polinômio de grau 0.
p(x)=ao+a1x+a2x2+a3x3+ ...+anxn e
2x4 – 3x3 + 3x – 2 = 0 é: q(x)=bo+b1x+b2x2+b3x3+ ... + bn xn
são iguais se, e somente se, para todo
a) 1 Aplicação
k=0,1,2,3,...,n: ak = bk
b) 0,5
Teorema: Uma condição necessária e suficiente Determinar o quociente de A(x) = x4 +x3 – 7x2
c) 1,5
para que um polinômio inteiro seja + 9x – 1 por B(x) = x2 + 3x – 2.
d) 2 identicamente nulo é que todos os seus Solução:
e) 2,5 coeficientes sejam nulos.
Assim, um polinômio p(x) = ao + a1 x + a2
06. Marque o polinômio: O polinômio de x2+a3 x3 + ... + an xn será nulo se, e somente
grau 2 é se, para todo k=0,1,2,3,...,n: ak= 0
a) x4 + 2x2 – 6x + 2 O polinômio nulo é denotado por po=0 em P[x].
b) x5 + 7 O polinômio unidade (identidade para o
c) x2 + x–1 + 6 produto) p1=1 em P[x], é o polinômio:
p(x) = ao + a1 x +a2 x2 + a3 x3 + ... + an xn
d) (x + 1)2 – x2 + 3
cujo termo constante é ao = 1 e ak = 0 , para
e) (x + 2)(x – 3) todo k=1,2,3,...,n.
07. (UFRGS) O polinômio (m2 – 4)x3 + (m –
2)x2 – (m + 3) é de grau 2 se, e
Aplicação Zeros de um polinômio
somente se,
Sendo P(x) = Q(x) + x2 + x + 1 e sabendo que Um zero de um polinômio real p em P[x] é um
a) m =–2
2 é raiz de P(x) e 1 é raiz de Q(x) , calcule o número c, que pode ser real ou complexo, tal
b) m =2 valor de P(1) – Q(2) . que p(c)=0. O zero de um polinômio também é
c) m = ±2 Solução: denominado raiz do polinômio.
d) m ≠2 Ora, se 2 é raiz de P(x), então sabemos que Uma consequência do Algoritmo da Divisão de
e) m ≠–2 P(2)= 0 e se 1 é raiz de Q(x) então Q(1) = 0. polinômios é que:
Temos então substituindo x por 1 na expressão x–c é um fator de p em P[x] ⇔ r(x)=f(c)=0

4
o que é equivalente a: + bx3 + cx2 + dx + e = 0 , sendo as raízes

Desafio
c é um zero de p em P[x] ⇔ x–c é um divisor de iguais a x1, x2, x3 e x4, temos as seguintes
p=p(x) relações de Girard :
2. Equações Algébricas x1 + x2 + x3 + x4 = –b/a
x1.x2 + x1.x3 + x1.x4 + x2.x3 + x2.x4 + x3.x4 =
Portanto , as raízes da equação algébrica , são

Matemático
c/a
as mesmas do polinômio P(x). O grau do
x1.x2x3 + x1.x2.x4 + x1.x3.x4 + x2.x3.x4 = –d/a
polinômio , será também o grau da equação.
x1.x2.x3.x4 = e/a
Exemplo:
3x4 – 2x3 + x + 1 = 0 é uma equação do 4.°
grau.
Propriedades importantes :
Exercícios resolvidos
01. Sabendo-se que –2 e 3 são raízes de P(x) =
a) Toda equação algébrica de grau n possui
x3 + ax +b, calcular os valores de a e b.
exatamente n raízes.
Exemplo: a equação x3 – x = 0 possui 3 raízes
Resolução: 01. (UFRGS) Se P(x) = 3x2 + 12x – 7,
Como –2 e 3 são raízes de P(x), temos: então P(–1) vale:
a saber: x = 0 ou x = 1 ou x = –1. Dizemos
P(-2) = 0 ⇒ (-2)3 –2a+b = 0
então que o conjunto verdade ou conjunto a) –16
–2a + b = 8
solução da equação dada é b) –7
P(3) = 0 ⇒ 33 +3a +b = 0
S={0, 1, –1}. c) 0
b) Se b for raiz de P(x) = 0 , então P(x) é 3a +b = –27
Resolvendo o sistema formado pelas equações d) 3
divisível por x – b.
e, obtemos: e) 24
Esta propriedade é muito importante para
abaixar o grau de uma equação , o que se 02. (UCS) Se P(x) = x3 + 2x2 + kx – 2 e
consegue dividindo P(x) por x – b , aplicando ⇒ a= –7 e b = –6
P(2) = 0, então k vale:
Briot-Ruffini.
02. Calcular o valor de a, para que o polinômio a) –2
Exemplo: Qual o grau mínimo da equação
P(x)= x2 + 8/3x + a seja um “quadrado b) –4
P(x) = 0, sabendo-se que três de suas raízes
perfeito”.
são os números 5, 3 + 2i e 4 – 3i. c) –7
Resolução:
Solução: d) 2
Se P(x) é do 2° grau, ele deve ser identificado ao
Ora, pela propriedade P3, os complexos e) 7
quadrado de um binômio da forma (mx + n), isto
conjugados 3 – 2i e 4 + 3i são também raízes.
é: 03. O polinômio P(x) = ax3 + bx2 + cx + d
Logo, por P1, concluímos que o grau mínimo de
P(x) ≅ (mx + n)2 ⇒ 1x2 + 8/3x +a ≅ m2x2 +
P(x) é igual a 5, ou seja, P(x) possui no mínimo 5 é idêntico a Q(x) = 5x2 – 3x + 4. O
2mnx + n2
raízes. valor de a + b + c + d é:
Igualando-se os coeficientes, vem:
d) Se a equação P(x) = 0 possuir k raízes iguais
m2 = 1 ⇒ m= ±1 a) 6
a m então dizemos que m é uma raiz de grau
2mn = 8/3 ⇒ n= ± 4/3 b) 5
de multiplicidade k.
Exemplo: A equação (x – 4)10 = 0 possui 10 n2 = a c) 4
raízes iguais a 4 . Portanto 4 é raiz décupla ou Como a = n2 ⇒ a = 16/9 d) 0
de multiplicidade 10. 03. Determine os números reais a e b de modo e) –3
Outro exemplo: a equação x3 = 0, possui três que o polinômio P(x)= 3x2 – 4ax2 + x + b seja x–2 A B
raízes iguais a 0 ou seja três raízes nulas com divisível por ( x – 1) e que dividido por (3x + 6) 04. (UFRGS) Se –––––– = —— + ––– ,
x2 + x x+1 x
ordem de multiplicidade 3 (raízes triplas). dê resto –42.
o valor de A – B é:
A equação do segundo grau x2 – 8x + 16 = 0, Resolução:
a) 5
possui duas raízes reais iguais a 4, (x’= x’’= 4). Devemos ter:
b) 3
Dizemos então que 4 é uma raiz dupla ou de P(1) = 0 ⇒ 3 – 4a + 1 + b = 0
ordem de multiplicidade dois. –4a + b = –4 c) –1
e) Se a soma dos coeficientes de uma equação P(2) = –42 ⇒ –24 – 16a –2 + b = –42 d) –3
algébrica P(x) = 0 for nula , então a unidade é –16a + b = –16 e) –5
raiz da equação (1 é raiz). Resolvendo o sistema, obtemos:
Exemplo: 1 é raiz de 40x5 –10x3 + 10x – 40 = 0,
05. Dividindo x3 + 6x2 + 2x – 4 por x2 + 2x
⇒ a=1 – 4 encontramos como quociente
pois a soma dos coeficientes é igual a zero .
⇒ b=0
f) Toda equação de termo independente nulo , a) x +3
admite um número de raízes nulas igual ao 04. Determinar a e b, de modo que P(x) = x3 + b) x +4
menor expoente da variável . ax2 +bx + 10 seja divisível por (x – 1) . (x – 2). c) x +5
Exemplo: a equação 3x5 + 4x2 = 0 possui duas Resolução: d) x –1
raízes nulas . Se P(x) é divisível por (x – 1) (x – 2), então é
e) x –3
A equação x100 + x12 = 0, possui 100 raízes, divisível por (x – 1) e (x – 2); assim temos:
das quais 12 são nulas! P(1) = 0 ⇒ (1)3 + a(1)2 + b(1) + 10 = 0 ⇒ 06. O resto da divisão do polinômio
g) Se x1,x2,x3, ...,xn são raízes da equação P(2) = 0 ⇒ (2)3 + a(2)2 + b(2) + 10 = 0 ⇒ P(x)=x3 – x + 1 pelo polinômio
aoxn+a1xn–1+a2xn–2+..+an= 0 , então ela
D(x)= x2 + x + 1 é igual a:
pode ser escrita na forma fatorada: ⇒
ao (x – x1) . (x – x2) . (x – x3) . ... . (x – xn) = 0 a) 0
Exemplo: Se –1 , 2 e 53 são as raízes de uma Resolvendo o sistema, obtemos a = 2 e b= –13 b) x+2
equação do 3° grau , então podemos escrever: c) x–2
05. Transformar o polinômio P(x) = 2x3 + x2 –
(x+1) . (x–2) . (x–53) = 0 , que desenvolvida fica d) –x + 2
5x + 2 num produto de fatores do 1° grau,
: x3 – 54x2 + 51x + 106 = 0. e) –x – 2
sabendo-se que –2 é um dos seus zeros.
Relações de Girard Resolução:
07. (UFRGS) A divisão de P(x) por x2 + 1
São as relações existentes entre os coeficientes Se –2 é um dos zeros de P(x), vem:
tem quociente x – 2 e resto 1. O
e as raízes de uma equação algébrica . P(x)=(x+2) . Q(x)
• Para uma equação do 2° grau , da forma ax2
polinômio P(x) é:
+ bx + c = 0 , já conhecemos as seguintes a) x2 + x – 1 b) x2 + x – 1
relações entre os coeficientes e as raízes x1 e c) x2 + x d) x3 –2x2 + x – 2
x2 : x1 + x2 = – b/a e x1 . x2 = c/a . e) x3 –2x2 + x –1
• Para uma equação do 3° grau , da forma Se Q(x) = 2x2 – 3x + 1, temos:
ax3 + bx2 + cx + d = 0, sendo x1, x2 e x3 as P(x) = (x + 2) (2x2 – 3x + 1) 08. O quociente da divisão de
raízes, temos as seguintes relações de Girard: As raízes de Q(x) são: x3 + 2x2 – 5x + 1 por x – 2 é
x1 + x2 + x3 = - b/a 2x2 – 3x + 1 = 0 ⇒ x = 1 ou x = 0,5 a) x2 – 4x – 3 b) x2 + 4x + 3
x1.x2 + x1.x3 + x2.x3 = c/a Logo, 2x2 – 3x + 1 = 2(x – 1)(x – 1/2) c) x2 + 7 d) x2 – 7
x1.x2.x3 = – d/a Substituindo, temos: e) n.r.a
• Para uma equação do 4° grau , da forma ax4 P(x)= 2(x+2)(x – 1)(x – 1/2)

5
Desafio Física
Professor CARLOS Jennings

Físico Ímãs
Eletromagnetismo I

São corpos que atraem o ferro, o níquel, o


Após remover a película de esmalte (isolante)
das extremidades do fio de cobre, liga-se uma
pilha entre elas. Com isso, uma corrente elétrica
é estabelecida no enrolamento. Agora, um ímã
cobalto e alguns outros materiais. Existem ímãs próximo do enrolamento interage com ele: se
01. (UECE) Cargas elétricas em movimento naturais, que são pedras de um minério de um determinado pólo do ímã atrair uma das
no interior de um campo magnético óxido de ferro (magnetita), e ímãs artificiais, que faces do enrolamento, esse mesmo pólo repelirá
podem sofrer ação de forças magnéti- são fabricados a partir de algumas ligas a outra face. Isso prova que o enrolamento
metálicas. Uma liga importante é o alnico adquiriu pólos magnéticos, em razão de estar
cas. Uma hélice de alumínio gira em
(alumínio, níquel e cobalto). sendo atravessado por uma corrente elétrica.
torno de seu eixo com velocidade
A atração que um ímã exerce em outros corpos
angular constante no sentido horário, é mais intensa em duas regiões, denominadas
num local onde o campo magnético da pólos magnéticos. No caso de um ímã em
Terra é como o indicado na figura. forma de barra reta, os pólos localizam-se nas
extremidades.

Portanto, o campo magnético é gerado por


corrente elétrica.
Materiais ferromagnéticos
Em quase todos os tipos de materiais, os
Na região central do ímã não imantação. Essa campos magnéticos gerados pelos elétrons em
região é denominada zona neutra. cada átomo se anulam. Porém nos materiais
A partir do comportamento de uma bússola, ferromagnéticos isso não ocorre. Nesses
cuja agulha é um ímã, os pólos magnéticos materiais, cada átomo cria o seu próprio campo
A região do centro da hélice e da receberam a denominação de pólo norte magnético, formando aglomerados microscópi-
extremidade das pás tendem a adquirir magnético e pólo sul magnético. Em condições cos – denominados domínios magnéticos – que
cargas elétricas, respectivamente: normais, a agulha imantada da bússola alinha- se comportam como pequenos ímãs.
se aproximadamente na direção norte-sul Num objeto ferromagnético não-imantado, como
a) negativa e positiva
geográfica. um prego, por exemplo, os domínios magnéticos
b) positiva e negativa
estão num estado de desorganização tal que
c) nula e positiva Atração e repulsão
seus campos acabam se anulando.
d) nula e negativa Verifica-se experimentalmente que:
• Pólos magnéticos de mesmo nome se
02. (U. E. Maringá – PR) Uma partícula α
repelem.
(massa ≅ 6,4.10–27 kg e carga q= 3,2
• Pólos magnéticos de nomes diferentes se
10–19 C) penetra numa região do espaço atraem.
onde existe um campo magnético Assim, se o pólo norte magnético da agulha da Quando o objeto ferromagnético é submetido
uniforme, de módulo B=5,0T, como bússola é atraído pela região do norte geográfico ao campo magnético de um ímã, por exemplo,
velocidade de módulo v=5,0. 107m/s, da Terra, concluímos que nessa região existe um seus domínios se deformam e buscam um
perpendicular á direção do campo, pólo sul magnético. Do mesmo modo, na região estado de organização: o objeto fica imantado,
descrevendo uma trajetória circular, de do pólo sul geográfico existe um pólo norte passando a ter pólos magnéticos definidos,
raio R. Nessas condições, assinale o magnético. Os pólos norte geográfico e sul induzidos pelo ímã. A esse fenômeno dá-se o
que for correto magnético e os pólos sul geográfico e norte nome de indução magnética.
magnético da Terra não estão exatamente no
01) Em qualquer ponto da trajetória, a mesmo lugar, embora estejam relativamente
força magnética será perpendicular próximos (separados por cerca de 2000km).
à velocidade
02) Em qualquer ponto da trajetória, a

velocidade v da partícula Observe que o ímã atrai o prego porque o pólo N
permanece constante do ímã está mais próximo do pólo S induzido no
04) A energia cinética da partícula não é prego. Se o ímã for afastado, a imantação do
alterada, enquanto esta estiver sob prego de ferro praticamente desaparecerá,
a ação do campo magnético porque seus domínios voltarão ao estado de
08) O trabalho realizado pela força desorganização. Entretanto se o objeto fosse feito
magnética, para deslocar a partícula de aço ou de alnico, ele permaneceria imantado
entre dois pontos quaisquer da após o afastamento do ímã, em razão de nesses
trajetória, é nulo materiais é considerável a manutenção do estado
de organização dos domínios magnéticos. A essa
16) Para a partícula a α, o raio da
Campo magnético capacidade de reter imantação, que é, por
trajetória é R=20 cm
Um ímã cria no espaço uma região de influência exemplo, muito maior no alnico do que no aço,
32) Substituindo a partícula α por um
denominada campo magnético, que lhe possibilita dá-se o nome de histerese magnética.
elétron (carga negativa) e, ao
trocar forças de campo magnético com objetos Inseparabilidade dos pólos
mesmo tempo, invertendo o sentido
→ de ferro, de níquel, etc., ou com outros ímãs. Num ímã permanente, os domínios magnéticos,
de B , o sentido da trajetória A origem de um campo magnético pode ser que são microscópicos e em número muito
também será invertido entendida a partir de uma experiência simples. grande, estão todos organizados. Quando um
Dê como resposta a soma dos números Com fio de cobre esmaltado, faz-se um ímã é quebrado, cada pedaço continua com
correspondentes às afirmativas corretas enrolamento que é colocado em presença de uma grande quantidade de domínios
um ímã. Nenhuma interação é observada. organizados. Por isso, cada pedaço continua

6
Desafio
apresentando seus próprios pólos magnéticos
norte e sul. Assim não é possível separar os
pólos magnéticos de um ímã. Aplicação

Físico
A figura mostra dois ímãs idênticos P e Q
colocados sobre uma mesa de madeira, vista de
cima. Esses ímãs estão igualmente afastados do
Vetor indução magnética ou vetor campo
ponto O.
magnético
O campo magnético, assim como o campo
gravitacional e o campo elétrico, também é

representado por um vetor. Esse vetor B é o
vetor indução magnética.
→ 01. (PUC–MG) Uma pequena partícula
O vetor indução magnética B, num ponto P
leve, portadora de uma carga elétrica
qualquer de um campo magnético, tem as positiva, foi lançada com uma certa
seguintes características: Sendo B a intensidade do vetor indução velocidade em uma região em que
• Direção: da reta com a qual uma pequena magnética que um dos ímãs gera em O, e existia um campo elétrico uniforme e
agulha imantada (agulha de prova) procura
supondo desprezível o campo magnético
constante ou um campo magnético
alinhar-se. uniforme e constante. Durante um
terrestre em relação aos campos dos ímãs: curto intervalo de tempo, em que os
• Sentido: indicado para onde aponta o pólo
a) Determine o vetor indução magnética em O. efeitos gravitacionais puderam ser
norte magnético da agulha de prova.
• Módulo: medido, no SI, em tesla (T).
b) Mostre a posição de equilíbrio estável da considerados desprezíveis, a trajetória
agulha de uma bússola centrada em O. seguida pela partícula foi um arco de
c) Repita o item b supondo o campo magnético
circunferência. Com estas informa-
ções, é correto afirmar que na referida
terrestre não-desprezível, horizontal e com região havia:
intensidade também igual a B.Utilize os
a) um campo elétrico paralelo à atividade
pontos cardeais e suponha os pólos da partícula
geográficos coincidentes com os pólos b) um campo elétrico perpendicular à
magnéticos da Terra. atividade da partícula
Linhas de indução de um campo magnético Solução: c) um campo magnético paralelo à
→ atividade da partícula
São linhas orientadas que possuem a seguinte a) O ímã P cria em O um vetor BP que aponta
d) um campo magnético perpendicular à
propriedade: em cada um de seus pontos, o “saindo” de seu pólo norte; o ímã Q cria em O atividade da partícula
→ →
vetor B tem direção tangente a elas e o sentido um vetor BQ que aponta “chegando” ao seu
delas. 02. (UFES) Uma partícula de massa m e
pólo sul: carga q é lançada da origem de coor-
denadas do plano xy. Sua velocidade
inicial é no sentido positivo do eixo x e
tem módulo v. Na faixa do plano xy
definida por a ≤ x →
≤ b,.existe um campo
elétrico uniforme E , perpendicular ao
plano xy, no sentido z>0. No
Como os ímãs são idênticos e estão igualmente
semiplano x>b, existe → um campo
→ → magnético uniforme B perpendicular
afastados de O, BP e BQ têm o mesmo módulo ao plano xy, no sentido z<0, conforme
• Na região externa ao ímã, as linhas de →
de B. Então, o campo resultante Bo aponta para representado na figura abaixo.
indução orientam-se de N para S. Dentro do
ímã, essas linhas orientam-se de S para N. sudeste e tem módulo dado por:
• Ao contrário das linhas de força do campo Bo2 = BP2+ BQ
2= B2 + B2 = 2B2 ⇒ B = B
o
elétrico, que são abertas, as linhas de b) No equilíbrio estável, a agulha está alinhada

indução são fechadas. com o campo resultante Bo , e seu norte
→ →
• A intensidade de B é tanto maior quanto mais magnético aponta no sentido de Bo:
concentradas as linhas de indução. Na figura
anterior, temos: BA > BB. Despreze a aceleração da gravidade e
• O campo magnético é uma propriedade de os efeitos de bordas. Determine:
cada ponto do espaço, independentemente a) o componente da velocidade da
de colocarmos ou não um elemento de prova.
partícula na direção do eixo z, no
exato instante em que esta entra no
• As linhas de indução não podem se cruzar,
semiplano x > b;
pois, se isso ocorresse, haveria mais de uma → b) o tempo de permanência da partí-

direção possível para o vetor B no c) O campo magnético terrestre BT aponta do cula na região do semiplano x > b.
cruzamento delas, o que não é possível. norte magnético da Terra (pólo sul geográfico)
03. (UFSE) Dois fios condutores, longos e
Campo magnético uniforme (CMU) para o pólo sul magnético (pólo norte

paralelos, colocados a pequena
Diz-se do campo magnético em que B tem geográfico): distância um do outro, são percorridos
mesmo módulo, mesma direção e mesmo por correntes elétricas. É correto
sentido em todos os pontos. Suas linhas de afirmar que:
indução são representadas por segmentos de a) a força magnética entre os condutores
reta paralelos entre si, igualmente espaçados e será de atração se as correntes forem
de mesmo sentido
orientados. Isso ocorre, aproximadamente, na
b) a força magnética entre os condutores
região entre os pólos de um ímã em forma de U.
será sempre de repulsão
c) a força magnética entre os condutores
será sempre de atração
d) a força magnética entre os condutores
será de atração se as correntes forem
de sentidos opostos
Como BT = B, o campo resultante passa a ser e) não aparecerá força magnética entre os

BP e o norte magnético da agulha passa apontar condutores
para leste.

7
Física
respectivamente, e usando a regra da mão

Desafio
direita envolvente, temos:
a) d1= 10cm = 10 . 10–2m
d2= 50cm = 50 . 10–2m
Professor CARLOS Jennings

Físico Eletromagnetismo II
Campo magnético de correntes
Como já sabemos, o campo magnético é
gerado por correntes elétricas. Nesta aula,
vamos apresentar alguns casos de campos
magnéticos gerados por condutores percorridos µo .i1 4π. 10–7. 10
01. Desafio – (Mack-SP) Um condutor B1= ––––– = ––––––––––– ⇒ B1= 2.10–5 T
por corrente elétrica. 2π.d1 2π. 10.10–2
elétrico retilíneo e de pequeno µo .i2 4π. 10–7. 20
Campo magnético gerado por condutores B2= ––––– = ––––––––––– ⇒ B2= 0,8.10–5 T
diâmetro tem 10cm de comprimento; e, 2π.d2 2π. 50.10–2
retilíneos
enquanto é percorrido pela corrente → →
Um fio condutor retilíneo longo, percorrido por Como B1 e B2 têm sentidos opostos:
elétrica de intensidade i = 10A, ele se
uma corrente elétrica de intensidade i, gera um BP = B1 – B2 = 2 . 10–5 – 0,8 . 10–5
encontra numa região onde existe um BP = 1,2 . 10–5 T
campo magnético cujas linhas de indução são
campo de indução magnética de
circunferências contidas num plano perpendi- b)
intensidade 5,0 . 10–1T, conforme a cular ao fio:
figura.

→ →
Como B1 e B2 têm o mesmo sentido e as
mesmas intensidades (calculadas no item
anterior):
BP = B1 + B2 = 2 . 10–5 + 0,8 . 10–5
A força de origem eltromagnética que BP = 2,8 . 10–5T
age nesse condutor é: Campo magnético gerado por uma espira
Para orientar as linhas de indução, segura-se o
a) F = 5,0 . 10–4N, vertical ascendente. circular
fio com a mão direita, de modo que o polegar
b) F = 5,0 . 10–4N, vertical descendente. aponte para o sentido da corrente. As pontas Considere uma espira circular de raio R,
c) F = 5,0 . 10–1N, vertical ascendente. dos outros dedos indicam a orientação das percorrida por uma corrente

de intensidade i. o
d) F = 5,0 . 10–1N, vertical descendente. linhas. A esse procedimento dá-se o nome de vetor indução magnética B no centro da espira
e) F = 5,0 . 102N, vertical descendente. regra da mão direita. é perpendicular ao plano da espira, e seu
Num ponto P situado a uma distância d do fio, a sentido é dado pela regra da mão direita
02. (Vunesp) A figura mostra um fio →
envolvente. Sua intensidade é dada por:
intensidade do vetor indução magnética B é
metálico AB suspenso entre os pólos dada por: µ .i
de um ímã por meio de dois fios B= –––––
µ .i 2.R
condutores leves e flexíveis, ligados a B= –––––
2π.d
uma bateria e a uma chave C. A grandeza µ é uma característica do meio em
que o fio se encontra, denominada
permeabilidade absoluta do meio. No vácuo, é
representada por µo, e seu valor, no SI, é:
T.m
µo= 4π .10–7 –––––
A

Aplicação

Em dois fios retilíneos muito longos, I e II, Note que o observador O1 vê B “saindo” de
paralelos entre si e separados por uma distância uma face da espira: essa face é um pólo→norte
O fio AB está colocado D = 60cm, são estabelecidas correntes magnético. O observador O2, porém, vê B
perpendicularmente às linhas de contínuas de intensidades i1 = 10A e i2 = 20A, “entrando” na outra face da espira: essa face é

campo magnético B. Desprezando a T.m um pólo sul magnético.
respectivamente. Sendo µo= 4π .10–7 ––––– a
presença de outros campos A A polaridade magnética das faces da espira
magnéticos, podemos afirmar que, ao permeabilidade do meio, determine a pode ser determinada usando a seguinte regra
ser fechada a chave C: intensidade BP do vetor indução magnética prática:
resultante, devido a esses fios, num ponto P,
a) Não aparecerá nenhuma força adicional
situado no plano dos fios e a uma distância
atuando no fio. d1=10cm do fio I, nos seguintes casos:
b) Aparecerá uma força magnética atuando
no fio, perpendicularmente ao plano da
figura e penetrando na página.
c) Aparecerá uma força magnética atuando
no fio, perpendicularmente ao plano da
figura e apontando para o leitor.
d) Aparecerá uma força magnética atuando
na direção do fio e sobre ele e que
aponta para a esquerda do leitor.
a) as correntes têm mesmo sentido;
e) Aparecerá uma força magnética atuando
b) as correntes têm sentidos opostos.
na direção do fio e sobre ele e que
Solução:
→ →
aponta para a direita do leitor. Sendo B1 e B2 os vetores indução magnética
criados no ponto P pelos fios I e II,

8
Desafio
Campo magnético gerado por uma bobina
circular
Sendo i a intensidade de corrente, R o raio da
bobina, n o número de espiras, e supondo L

Físico
bem menor que R, temos:

Devemos ter:
µ .i1 µ .i2 i1 i2
B1= B2⇒ –––––– = –––––– ⇒ –– = ––––––– ⇒
2π.d1 2π.d2 d1 (D – d1)
20 10
⇒ ––– = ––––––– ⇒ d1= 20cm
d1 (30 – d1)
µ.i b) Supondo i1 “entrando” e i2 “saindo” do papel,
B= n. –––––
2R temos:
Campo magnético gerado por uma bobina 01. (PUC-RJ) A figura representa dois
longa (solenóide) condutores retilíneos colocados
A figura mostra um solenóide percorrido por paralelamente. Os dois condutores
corrente de intensidade i, e algumas linhas de
indução do campo magnético gerado. Como nos estão submetidos a uma corrente
casos anteriores, essas linhas são orientadas de elétrica de mesma intensidade i,
acordo com a regra da mão direita envolvente: Observe que o ponto em que o vetor indução
magnética resultante é nulo deve estar mais conforme a figura.
próximo do fio percorrido pela menor corrente. Classifique as afirmativas em corretas ou
Caso contrário, a igualdade entre B1 e B2 seria erradas.
impossível:
µ .i1 µ .i2 i1 i2
B1= B2⇒ –––––– = –––––– ⇒ –– = ––––––– ⇒
2π.d1 2π.d2 d1 (d1 – D)
20 10
⇒ ––– = ––––––– ⇒ d1= 60cm
d1 (d1 – 30)

Exercícios
01. (U. F. Uberlândia-MG) Nos esquemas a

Note que o observador O1 vê B “entrando” na
seguir, as polaridades norte (N) e sul (S)
dos ímãs criam campos magnéticos I. A intensidade do campo magnético
extremidade superior: essa extremidade é um
pólo sul magnético. O observador O2, porém, vê
uniformes, e as placas P e P’ situam-se, resultante no ponto A corresponde à

B “saindo” da extremidade inferior: essa face é
respectivamente, acima e abaixo do soma das intensidades dos campos
um pólo norte magnético.
plano que contém os ímãs. As
partículas Q, carregadas com os sinais criados pela corrente elétrica em
Veja também que, externamente ao solenóide,
as linhas de indução orientam-se de N para S,
apresentados, passam entre→os pólos cada condutor.
do mesmo modo que acontece na região
dos ímãs com a velocidade v, conforme II. A intensidade do campo magnético
externa a um ímã. No interior do solenóide, o
as figura. Indique a única situação em
que a partícula carregada poderá atingir resultante no ponto A é nula, pois as
campo é aproximadamente uniforme, e as linhas
de indução orientam-se de S para N.
uma das placas (P ou P’): correntes elétricas têm sentidos
No caso de um solenóide compacto (espiras opostos.
justapostas), de comprimento L e n espiras, o III. A intensidade do campo magnético
campo magnético no interior é sensivelmente
uniforme, desde que não tomemos pontos muito
resultante no ponto A é nula, pois as
próximos das extremidades. correntes elétricas não geram campo
magnético.
IV. Os condutores ficam sujeitos a forças
de origem magnética.

02. (U. F. Santa Maria – RS) Por três fios 02. (UFF-RJ) Dois condutores metálicos
condutores, iguais e paralelos, fluem homogêneos (1) e (2) retos e extensos
A intensidade desse campo é dada por: correntes elétricas cujos valores e são colocados em paralelo. Os condu-
n. µ .i sentidos estão indicados na
B= ––––– →figura. tores são percorridos por correntes
L Considerando que a força F12 do
Em que n/L é o número de espiras por unidade condutor 1 elétricas de mesma intensidade.
de comprimento.

Aplicação
A figura representa dois longos fios retilíneos I e
II, paralelos entre si e perpendiculares ao plano
do papel, separados por uma distância
D=30cm, e percorridos por correntes i1 = 20A e
i2 = 10A, respectivamente. A uma distância d1 A partir das informações acima,
sobre o condutor 2 tem módulo → F,
do fio I, o vetor indução magnética devido aos responda as perguntas:
pode-se afirmar que a força F31 do
fios é nulo. Calcule d1 nos seguintes casos:
condutor 3 sobre o condutor 1 é a) Em que condição a força magnética
......................................com módulo
entre os condutores será de atração?
............................
A alternativa que completa, b) Em que condição a força magnética
a) as correntes têm o mesmo sentido;
corretamente, os espaços é: entre os condutores será de repulsão?
b) as correntes têm sentidos opostos.
a) atrativa, 2 F b) repulsiva, F/2
Solução:
c) atrativa F/2 d) repulsiva, F
a) Supondo i1 e i2 “entrando” no plano do papel,
e) atrativa, F
temos:

9
Desafio Português
“Sussurrar-te no ouvido”.
b) O pronome átono em “mas te vais sem
deixar rastros” tem função de objeto
Professor João BATISTA Gomes indireto.

gramatical
c) O adjetivo “soltas” tem função de
adjunto adnominal.
d) O verso “mas te vais sem deixar rastros”
Texto corresponde gramaticalmente a “mas te
vais sem os deixar”.
Samba-canção para ser e) Pode-se trocar “rastros” por “rastos”
acompanhado de regional sem prejuízo gramatical.
Anibal Beça
04. Observe a estrofe seguinte:
Mulher de um sonho distante
Mulher de um sonho distante
na névoa densa da noite
não sei se existes de fato
Arapuca eu te sabia em mim
sei da maneira que chegas
dispersa em minha canção
no clique de algum retrato
01. (FGV) Muitas pessoas costumam
permanecer ...... espera de soluções Eu te queria tão próxima Escolha a alternativa em que o “se” te-
apontadas quer pela religião, quer de luz e raio constante nha o mesmo valor do usado em “não
pela ciência, mesmo que caiba ...... pra te dizer tantas coisas sei se existes de fato”.
elas duvidar de postulados ...... que
como o mais comum amante a) Se ela existisse, seu nome seria
todos são submetidos.
As lacunas da frase acima estão “paixão”.
Sussurrar no teu ouvido b) Se ela existe de verdade eu não sei.
corretamente preenchidas por
palavras soltas ao vento c) Sei que não se pode amar uma mulher
a) à – à – a d) a – a – à
mas te vais sem deixar rastros imaginária.
b) à – a – a e) a – a – a
dona e senhora do tempo d) Emergirei do meu sonho se ela vier ao
c) à – à – à
meu encontro.
02. (FGV) Assinale a alternativa em que a Mulher de um sonho distante e) Se você a vir por aí, diga-lhe que meu
ausência da preposição, antes do não sei se existes de fato
pronome relativo que, está de acordo sonho não feneceu.
sei da maneira que chegas
com a norma culta. 05. Observe a estrofe seguinte:
no clique de algum retrato
a) É uma quantia vultosa, que o Estado
Eu te queria tão próxima
não dispõe: falta-lhe numerário.
Mas teu rosto não me foge de luz e raio constante
b) Vi claramente o bolso que você pôs o
nem teu riso enigmático pra te dizer tantas coisas
dinheiro nele.
c) Não interessava perguntar qual a nesse mistério que explode como o mais comum amante
agência que o remetente enviou a carta. como um flash fotográfico
d) A garota que eu gosto não está
Escolha a alternativa em que a regência
namorando mais. Chegou a minha Mulher sem nome consomes do verbo “querer” iguala-se à usada no
oportunidade. minha sede de ficar verso 1 da estrofe.
e) Essa era a declaração que o alcaide nas asas de tua gruta a) Mulher sem nome, apesar de não te
insistia em fazer. meu abrigo meu luar conhecer, quero-te muito.
03. (FGV) Assinale a alternativa em que o b) Mulher de um sonho distante, quero-lhe
uso dos verbos fazer, haver e ser Nesse instante és meu apelo mais que o ar que respiro.
está de acordo com a norma culta. Aumentando esse tesão c) Quero-lhe muito, mamãe.
a) Ele não se olhava no espelho haviam só te quero verdadeira d) Despede-se aqui o filho que muito lhe
três dias. A esposa se queixava muito se teu nome for paixão quer.
daquela situação. (Suíte para os habitantes da noite, e) Ele a amava, mas não a queria para
b) Faziam dias alegres naquele verão. 1995, pág. 112/113) esposa.
Muito calor e muita mulher bonita.
c) Não houveram mais casos de dengue 06. Observe a estrofe seguinte:
nas redondezas, desde a intervenção
Perscrutando o texto Eu te queria tão próxima
do médico.
de luz e raio constante
d) Meu maior incômodo são as aves
noturnas que vêm fazer ninho no forro 01. A mulher retratada no poema asseme- pra te dizer tantas coisas
da casa. lha-se à cultuada pelos poetas: como o mais comum amante
e) E Agora são meio-dia. As pessoas que a) do Arcadismo; Assinale a alternativa em que a função
fazem a sesta se dirigem a casa. b) da Primeira Geração do Romantismo; sintática da palavra (ou expressão) sub-
04. (FGV) Está correta a flexão do verbo c) da Segunda Geração do Romantismo; linhada iguala-se à de “tantas”, subli-
grifado na frase: d) do Simbolismo; nhada na estrofe.
a) Alguns cientistas até crêem que existe e) do Parnasianismo.
a) Eles a adotaram e fizeram-na feliz.
no universo uma ordem que ultrapassa
02. Predominam no poema versos: b) Nos meus sonhos, eu a chamo de
a compreensão dos homens.
b) Muitas vezes, no decorrer da história, o a) com rimas soantes; paixão.
progresso científico deteu-se em nome b) com rimas toantes; c) Mulher de um sonho distante, eu a
dos dogmas religiosos. c) em redondilha menor; tenho como musa.
c) Em todos os tempos adviram situações d) em redondilha maior; d) Mesmo sabendo que você não existe,
de conflito, devido tanto a posturas e) prosaicos e heterométricos. eu a desejo tanto.
religiosas quanto a descobertas e) Há em mim muitos sonhos irrealizáveis.
científicas. 03. Sobre a estrofe seguinte, assinale a
d) Até hoje, representantes das altas afirmativa incorreta. 07. Observe a estrofe seguinte:
esferas religiosas vêm o Mas teu rosto não me foge
Sussurrar no teu ouvido
desenvolvimento científico como um
palavras soltas ao vento nem teu riso enigmático
inimigo da fé popular.
e) Descobertas científicas, em todo tempo, mas te vais sem deixar rastros nesse mistério que explode
anteporamse à aceitação de dogmas, dona e senhora do tempo como um flash fotográfico
questionando-os. a) Pode-se escrever o primeiro verso
O sujeito de “explode” é:
assim, sem prejuízo semântico:

10
Desafio
a) o substantivo “mistério”;
b) o substantivo “riso”;
c) o pronome “que”; Momento da dissertação
d) a seqüência “como um flash fotográfico”;

gramatical
e) o substantivo “rosto”. PONTUAÇÃO I
Vírgula proibida
08. Observe a estrofe seguinte:
1. Separar o sujeito do verbo
Nesse instante és meu apelo
A vírgula não pode separar o sujeito do verbo
Aumentando esse tesão
quando juntos, sem outros termos intercala-
só te quero verdadeira dos.
se teu nome for paixão
Julgue os períodos seguintes quanto ao uso
Assinale a alternativa em que todas as da vírgula.
palavras sejam masculinas, como a. ( ) Todos nós, devemos participar da recu-
“tesão”. peração de menores abandonados. Caiu no vestibular
a) ênfase, hematoma, caudal Sujeito de “devemos participar”: “Todos
nós”. A Camões
b) aguardente, bacanal, ferrugem
b. ( ) Todos nós, dentro dos nossos limites, Quando n’alma pesar de tua raça
c) sanduíche, tapa, cal
devemos participar da recuperação de A névoa da apagada e vil tristeza,
d) clã, libido, dó
Busque ela sempre a glória que não passa,
e) telefonema, tracoma, alface menores abandonados.
Em teu poema de heroísmo e de beleza.
Sujeito de “devemos participar”: “Todos
09. Na estrofe seguinte, há: nós”. Gênio purificado na desgraça,
Mas teu rosto não me foge c. ( ) Convém às autoridades competentes, Tu resumiste em ti toda a grandeza:
nem teu riso enigmático que não percam mais tempo no comba- Poeta e soldado... Em ti brilhou sem jaça
nesse mistério que explode te ao narcotráfico. O amor da grande pátria portuguesa.
como um flash fotográfico Sujeito de “convém”: a segunda oração. E enquanto o fero canto ecoar na mente
a) uma única oração; d. ( ) Todos nós sem exceção, devemos parti- Da estirpe que em perigos sublimados
b) duas orações; cipar da recuperação de menores aban- Plantou a cruz em cada continente,
c) três orações; donados.
Não morrerá, sem poetas nem soldados,
d) quatro orações; Sujeito de “devemos participar”: “Todos
A língua em que cantaste rudemente
nós”.
e) cinco orações. As armas e os barões assinalados.
2. Separar o verbo do seu complemento (Manuel Bandeira)
10. Observe, na estrofe da questão anterior,
a forma “explode”. Assinale a alternati- A vírgula não pode separar o verbo do seu 01. (FGV–2004) O poema de Manuel
va em que a frase contém forma do ver- complemento quando não há outros elemen- Bandeira pode ser classificado como
tos intercalados entre eles. pertencendo ao gênero:
bo explodir condenada pela norma cul-
ta da língua. Julgue os períodos seguintes quanto ao uso a) épico; d) oratório;
da vírgula. b) lírico; e) sacro.
a) Se a paixão ameaça deprimi-lo, é
a. ( ) Agora, que o período eleitoreiro passou, c) dramático;
melhor que ela exploda de uma vez.
b) Se ela fosse uma mulher real, a paixão o povo só quer, que os políticos cum- 02. (FGV–2004) Assinale a alternativa que
pram metade das promessas feitas em melhor corresponde à análise do texto
já teria explodido.
campanha. A Camões.
c) Que mistério explodirá se você não
aparecer? b. ( ) Agora, que o período eleitoreiro passou, a) Composto por um poeta do
d) Explodi, paixão ingrata, e acabai com o povo só quer, sem muito alarde, que Modernismo, rende uma homenagem
os políticos cumpram metade das pro- somente temática ao bardo português,
meu sofrimento.
messas feitas em campanha. não acolhendo, na forma, semelhanças
e) Depois do discurso, o público explodiu
c. ( ) Só queremos, se não for muito incômo- com estilos anteriores.
em ovações.
do, que ela assine todos os papéis. b) Manuel Bandeira é poeta modernista de
feições românticas, mas, no texto em
d. ( ) Olhamos para o céu e vimos, à seme-
questão, foge a essa tendência ao
Dificuldades da língua lhança de um disco, uma luminosidade
realizar um poema de caráter inovador
intensa.
e iconoclasta.
DEITAR ou DEITAR-SE? e. ( ) Vários órgãos do Governo Federal vão c) O texto, apesar de escrito no século XX,
Quando deitar equivale a estender-se, lan- iniciar, a partir do próximo mês, várias guarda diálogo com a tradição literária,
çar-se ao comprido, sobre leito, sofá ou no operações de combate à prostituição utilizando-se do soneto, forma muito
chão, é pronominal: deitar-se. infanto-juvenil. utilizada por Camões.
d) O texto enquadra-se nas propostas de
1. A um sinal do diretor, todos deitaram no 3. Separar orações adjetivas restritivas
uma poesia libertária e social, como
chão. (errado) A vírgula não pode separar orações adjeti- prevista pelo Modernismo.
2. A um sinal do diretor, todos se deitaram vas restritivas: aquelas que encerram uma e) Manuel Bandeira constrói um poema de
no chão. (certo) idéia dentre outras, indispensável à compre- caráter simétrico, com rimas ao estilo
ensão do período. camoniano, mas nada há no conteúdo
3. Aqui, no interior, o povo deita cedinho.
Julgue os períodos seguintes quanto ao uso do texto que remeta diretamente às
(errado)
da vírgula. obras do poeta português.
4. Aqui, no interior, o povo deita-se cedi-
a. ( ) O homem, que age com honestidade, 03. (FGV–2004) Assinale a alternativa em
nho. (certo)
consegue envelhecer em paz. que se encontre termo com função
5. Deite de bruços, minha filha. Preciso exa- sintática idêntica à de “as armas e os
b. ( ) O homem que age com honestidade
miná-la. (errado) barões assinalados” (v. 14).
consegue envelhecer em paz.
6. Deite-se de bruços, minha filha. Preciso c. ( ) O Brasil, com que todos sonhamos, ain- a) a glória (verso 3)
examiná-la. (certo) da está em construção. b) em ti (verso 7)
7. Você pode deitar com muitos homens, c) o amor da grande pátria portuguesa
d. ( ) O Brasil com que todos sonhamos ain-
mas um de cada vez. (errado) (verso 8)
da está em construção.
d) da estirpe (verso 10)
8. Você pode deitar-se com muitos homens, e. ( ) As mulheres, que lutam por igualdade, e) a língua (verso 13)
mas um de cada vez. (certo) conseguem o reconhecimento social.

11
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.
DESAFIO MATEMÁTICO (p. 3)
01. C;
Governador 02. A;
03. D;
Eduardo Braga ALVARENGA, Beatriz et al. Curso de 04. A;
Vice-Governador Física. São Paulo: Harbra, 1979, 3v. 05. B;
06. D;
Omar Aziz 07. A;
ÁLVARES, Beatriz A. et al. Curso de 08. E;
Reitor Física. São Paulo: Scipicione, 1999, vol. 3. 09. A;
Lourenço dos Santos Pereira Braga DESAFIO MATEMÁTICO (p. 4)
Vice-Reitor BIANCHINI, Edwaldo e PACCOLA, 01. A;
Herval. Matemática. 2.a ed. São Paulo: 02. B;
Carlos Eduardo Gonçalves 03. A;
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Moderna, 1996. 04. A;
05. E;
Antônio Dias Couto
BONJORNO, José et al. Física 3: de olho 06. A;
Pró-Reitor de Extensão e 07. B;
no vestibular. São Paulo: FTD, 1993. 08. A;
Assuntos Comunitários
DESAFIO MATEMÁTICO (p. 5)
Ademar R. M. Teixeira CARRON, Wilson et al. As Faces da
01. D;
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Física. São Paulo: Moderna, 2002. 02. B;
03. D;
Walmir Albuquerque 04. E;
DANTE, Luiz Roberto. Matemática:
Coordenadora Geral 05. B;
contexto e aplicações. São Paulo: Ática, 06. E;
Munira Zacarias Rocha 2000. 07. C;
Coordenador de Professores DESAFIO FÍSICO (p. 6)
João Batista Gomes GIOVANNI, José Ruy et al. Matemática. 01. A
02. 44
São Paulo: FTD, 1995. 03. a) 0,04Ω ;
Coordenador de Ensino
Carlos Jennings b) 72W;
Grupo de Reelaboração do Ensino de
DESAFIO FÍSICO (p. 9)
Coordenadora de Comunicação Física (GREF). Física 3: eletromagne- 01. a) 16V, b) 0,6Ω
Liliane Maia tismo. 2.a ed. São Paulo: Edusp, 1998. DESAFIO LITERÁRIO (p. 10)
Coordenador de Logística e Distribuição 01. D; 02. A; 03. D; 04. D; 05. D;
Raymundo Wanderley Lasmar
PARANÁ, Djalma Nunes. Física. Série
RESPOSTAS DO SIMULADÃO
Novo Ensino Médio. 4.a ed. São Paulo: HISTÓRIA
Produção
Ática, 2002. 01. D; 02. B; 03. B; 04. D; 05. D; 06. A; 07. D;
Renato Moraes
08. B; 09. A; 10. D;
Projeto Gráfico – Jobast RAMALHO Jr., Francisco et alii. Os GEOGRAFIA
Alberto Ribeiro Fundamentos da Física. 8.a ed. São 11. A; 12. B; 13. B; 14. C; 15. B; 16. E; 17. B;
Antônio Carlos Paulo: Moderna, 2003. 18. B; 19. A; 20. C;
Aurelino Bentes PORTUGUÊS
Heimar de Oliveira TIPLER, Paul A. A Física. Rio de Janeiro: 21. E; 22. B; 23. A; 24. B; 25. C;
Mateus Borja Livros Técnicos e Científicos, 2000, 3v. LITERATURA
26. C; 27. B; 28. E; 29. A; 30. C;
Paulo Alexandre
Rafael Degelo
Tony Otani

Editoração Eletrônica
Horácio Martins

Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
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• Amazon Sat (21h30 às 22h)
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• Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa
(8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.°
• Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro
• Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
• Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h)
• Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local
• Rádio Independência de Maués (6h às 6h30)
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