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Guia de Profissões

Biologia

A
Biologia é o ramo da Ciência que das Ciências Biológicas, com vistas ao apri-
estuda os seres vivos (do grego βιοζ moramento de Estudos e Pesquisas de
– bios = vida e λογοζ – logos = Origem, Evolução, Estrutura morfo-anatô-
estudo). Debruça-se sobre as caracterís- mica, Fisiologia, Distribuição, Ecologia, Clas-
ticas e o comportamento dos organismos, sificação, Filogenia e outros aspectos das
a origem de espécies e indivíduos e a forma diferentes formas de vida, para conhecer
como estes interagem uns com os outros e suas características, seu comportamento e
com o seu ambiente. A Biologia abrange outros dados relevantes sobre os seres e o
um espectro amplo de áreas acadêmicas meio ambiente; Estudos, Pesquisas e Aná-
freqüentemente consideradas disciplinas lises Laboratoriais, nas áreas de Bioquími-
independentes, mas que, no seu conjunto, ca, Citologia, Parasitologia, Microbiologia e
estudam a vida nas mais variadas escalas. Imunologia, Hematologia, Histologia, Pato-
O biólogo executa atividades técnicas e logia, Anatomia, Genética, Embriologia,
científicas de grau superior de grande com- Fisiologia Humana e Produção de Fitoterá-
plexidade, que envolvem ensino, planeja- picos; Estudos e Pesquisas relacionados
mento, supervisão, coordenação e execu- com a investigação científica ligada à Biolo-
ção de trabalhos relacionados com estu- gia Sanitária, Saúde Pública, Epidemiologia
dos, pesquisas, projetos, consultorias, e- de doenças transmissíveis, Controle de
missão de laudos, pareceres técnicos e as- vetores e Técnicas de saneamento básico; manda do interior e da capital por profis-
sessoramento técnico-científico nas áreas Atividades complemetares relacionadas à sionais qualificados na área da educação.
conservação, preservação, erradicação, O curso forma professores, que vão atuar
manejo e melhoramento de organismos e no Magistério (Ensino Fundamental e
do meio ambiente e à Educação Ambiental. Médio), particularmente nos municípios de

Índice O curso de Biologia pode ser oferecido em


duas modalidades: o Bacharelado em Bio-
logia, que prepara o profissional para a pes-
Parintins, Tefé, Tabatinga e Manaus, com
uma sólida base didático-pedagógica, ali-
ada a uma formação ética e humanística.
quisa, podendo ingressar em cursos de Com base nas diretrizes curriculares na-
MATEMÁTICA pós-graduação em Biologia ou em outras cionais, o projeto pedagógico foi elabo-
Função modular ....................... Pág. 03 áreas correlatas, e a modalidade Licencia- rado, levando em consideração a iden-
tura, que, além de preparar para a pes- tificação de problemas, de necessidades
(aula 49)
quisa, possibilita a atuação no ensino em atuais e de prospectivas regionais, as-
FÍSICA todos os níveis – do Fundamental, passan- sim como a legislação vigente. Além dis-
Trabalho e energia .................... Pág. 05 do pelo Médio ou Médio Tecnológico, até o so, a estrutura curricular privilegia ativida-
Superior – sendo esta a principal área de des de campo, de laboratórios, além de ati-
(aula 50)
atuação do licenciado. Da mesma forma vidades extracurriculares, como a iniciação
LITERATURA que o Bacharelado, a Licenciatura em Bio- científica e a de extensão. Durante sua for-
logia também oferece uma sólida formação
Romantismo I ............................ Pág. 07 mação, os acadêmicos têm uma adequada
no que diz respeito aos fundamentos e con- fundamentação teórica, que inclui o conhe-
(aula 51)
teúdos específicos de Biologia, o que o ca- cimento da diversidade dos seres vivos,
HISTÓRIA pacita para atuar no campo da pesquisa. bem como sua organização e funciona-
Paralelamente, são oferecidos conteúdos mento em diferentes níveis, suas relações
As rebeliões coloniais e o Iluminismo
pedagógicos com especificidade para o en- filogenéticas e evolutivas, suas respectivas
................................................... Pág. 09 sino das Ciências. O licenciado em Biologia distribuições e relações com o meio ambi-
(aula 52) também poderá ingressar em programas ente em que vivem.
de pós-graduação em Biologia ou na área Filosofia da Ciência, Histologia, Anatomia
BIOLOGIA de Ensino de Ciências. Humana, Botânica, Zoologia, Estrutura e
Sistema hormonal ou endócrino
O curso na UEA Funcionamento do Ensino Básico, Bioquí-
................................................... Pág. 11 mica, Genética, Ecologia Amazônica são al-
A escassez de profissionais de ensino de
(aula 53) Ciências (Biologia, Química e Física), pre- gumas das disciplinas da grade curricular.
sente no contexto nacional, é também O período de realização é de, no mínimo,
MATEMÁTICA seis, e de, no máximo, oito anos. O curso
realidade na região amazônica e, mais es-
Progressões ............................. Pág. 13 pecificamente, no Estado do Amazonas. está vinculado à Escola Normal Superior,
(aula 54) Dessa forma, o curso de Licenciatura em localizada na capital, e, desde o segundo
Biologia, assim como as demais Licenciatu- semestre de 2006, também vem sendo ofe-
Referências bibliográficas ...... Pág. 15 recido em Manaus.
ras da UEA, foi instituído para atender à de-

2
O gráfico de uma função modular pode ser esbo-
Matemática çado mediante a separação em sentenças, isto é,
dada a função f(x) = |x – 1|, vamos transformá-
la em uma função determinada por mais de uma
Professor CLÍCIO Freire
sentença. Para isso, estudamos o sinal da função
que está no módulo, ou seja, achamos a raiz da
Aula 49 função que está no módulo, x – 1 = 0; e, portan-
to, x = 1. Logo temos:
Função Modular – 1 +
–––––––––––––––|––––––––––––––––
Objetivo: Estudar função modular, equações e
inequações, bem como a sua aplicação no coti-
diano.
Basta atribuir valores convenientes a x e verificar 01. Resolva as equações a seguir:
1. Introdução a imagem em f(x). Fazendo isso, estaremos ob-
Dependendo dos valores de x, uma função f po- tendo pontos que determinam o traçado do gráfi- a) =9
de ser definida por duas ou mais sentenças. Co- co. Observe: b) |2x – 1| = 1/2
mo exemplo, podemos ter uma função de IR em c) |x – 4| = |2x – 3|
IR definida por: d) 3|x|2 – |x| – 2 = 0
e) |1 – x| = 1 – x
f) 2 + |3x – 6| = 8

A função modular apresenta a característica de 02. Resolva as inequações em IR:


valor absoluto, isto é, o que está em módulo é a) |2x2 – 3| > 4
considerado em valor absoluto e, conseqüente-
4. Equações Modulares b) |3x – 5| ≥ 5
mente, sem sinal. c) |4 – 3x| > 0
2. Definição
Nas equações modulares, usa-se a mesma idéia, d) |x|2 – 4.|x| + 3 ≥ 0
Define-se módulo ou valor absoluto de x e indica-
isto é, o que está em módulo ou é positivo, ou é e) |x2 – 3x| ≤ 1
negativo, e isso pode ser alterado multiplicando- f) |3 –2x2|<1
se por |x|. se a equação negativa por –1.
Uma função é modular se, a cada x, associa |x|, 03. Considere a equação |x| = x – 6.
f(x) = |x|, onde: Aplicações Com respeito à solução real dessa
01. Resolver a equação |x – 2| = 3 equação, podemos afirmar que:
Portanto a função modular pode ser transforma-
Solução: a) a solução pertence ao intervalo [1,2]
da em duas possibilidades, a saber: quando a
Temos, então, duas opções: b) a solução pertence ao intervalo [–2,–1]
função que está no módulo for positiva (+), ela
x – 2 = 3 ou – (x – 2) = 3 e daí, x – 2 = –3 c) a solução pertence ao intervalo ]–1,1[
permanece como está, e quando a função que
então: ou x = 3 + 2 = 5 ou x = –3 + 2 = –1 d) a equação não tem solução
está no módulo for negativa ( – ), troca-se o sinal
S = {–1,5}
da função. 04. A soma das raízes da equação
Nota: O domínio dessa função f são todos os re- 02. Resolver a equação |3x + 2| = 5x – 8
Solução: x2 – 3x|= 2 é:
ais, e a imagem é [0, +¥ ] ou, simplesmente,
D(f) = IR e Im(f) = IR+ Neste caso, deve-se impor que: 5x – 8 ≥ 0 ⇒ x ≥ a) 3
Obs.: 8/5 b) 4
3x + 2 = 5x – 8 ou 3x + 2 = –5x + 8 c) 5
3. Gráfico
x=5 x = 3/4 d) 6
Para construir o gráfico da função modular, pro- Como, pela condição inicial, x = 5 e) 7
cedemos assim: 05. O maior valor que y pode assumir em
03. Resolver as inequações modulares:
1.° passo: construímos o gráfico da função onde y=3 – |x – 3| é:
a)|2x + 4| > 2
b)|3x + 9| ≤ 6
f(x)> 0 a) 2 b) 3 c) 6
2.° passo: onde a função é negativa, construímos d) 9 e) 27
Solução:
o gráfico de – f(x) (“rebate” para o outro lado na
a) Resolver a equação |2x + 4| > 2 é equivalente 05. Encontre k para que a função
vertical).
a resolver as equações: 2x + 4 > 2 ou 2x f(x) = (|2k – 3| – 5)x + 7 seja crescente.
3° passo: unem-se os gráficos
+4<–2 e, daí, na primeira equação, tem-se x
Exemplos:
>–1; na segunda equação, tem-se x<–3; e, 06. Determine k para que a função
f(x) = |x|
portanto, a solução é a união entre as duas
y = (|k + 6| – 3)x2 – 5x + 6 tenha a conca-
respostas, ou seja,
vidade voltada para baixo.
S = {x ∈ IR; x < –3 ou x > –1}.
b) E resolver |3x + 9| ≤ 6 é o mesmo que resol-
07. (UPF-RS) A soma das raízes da equação
ver: 3x + 9 ≤ 6 e 3x + 9 ≥ –6, e, portanto, na
primeira, tem-se x ≤ –1 e, na segunda, tem-se
|2x+5| = 6
x ≥ –5; e, portanto, a solução é a intersecção, a) –5 b) 9 c) 4,5
ou seja, S = {x ∈ IR ; –5 ≤ x ≤ –1} d) 6 e) 0,5
04. Resolver |3x – 2| = 2 08. (UEL–PR) O conjunto solução da inequa-
f(x) = |x – 2| Solução: ção |x| < 3, tendo como universo o con-
|3x – 1| = 2 ⇒ 3x –1 = 2 ⇒ x = 1, ou
junto dos números inteiros, é:
3x –1 = –2 ⇒ x = –1/3
S = {1, –1/3} a) {–3, 3 }
b) {–1, 0, 1 }
05. Resolver: |2x – 1| = |x + 3|
c) {–2, –1, 0, 1, 2 }
Solução:
d) {–3, –2, –1, 0, 1, 2, 3 }
|2x – 1| = |x + 3|
e) { 0, 1, 2, 3 }
2x – 1 = x + 3 ⇒ x = 4
2x – 1 = –x – 3 ⇒ x = –2/3 09. (ACAFE–SC) A equação modular
S = {4, –2/3}
f(x) = |x2 – 4|
admite, como solução,
5. Inequação modular
somente:
|x| > a ⇒ x < –a ou x > a
|x| < a ⇒ –a < x < a
a) uma raiz positiva e uma negativa
b) duas raízes negativas
c) duas raízes positivas
d) uma raiz positiva
Aplicações e) uma raiz negativa
01. Resolver a inequação: |x – 1| < 4
Solução:

3
|x – 1| < 4 ⇒ –4 < x – 1 < 4 Solução:
–3 < x < 5 (1) Vamos encontrar os parâmetros matemáticos:
S = {x ∈ IR| –3 < x < 5} x–1=0⇒x=1
02. Resolver a inequação: | 2x – 3| > 7 x=0
Solução: (2) Façamos o estudo dos valores para cada mó-
|2x – 3| > 7 ⇒ 2x – 3 < –7 ⇒ x < –2 dulo:
2x – 3 > 7 ⇒ x > 5
S = {x ∈ IR| x < –2 ou x > 5 }

Exercícios resolvidos
10. (UEPG-PR) No conjunto IR a desigualda- 01. Para que valores de x teremos
de |x–5| < 7 é verdadeira para: |x – 1|=1 – x?
a) x < 12 b) x > –2 a) x ≤ 1
c) –2 < x < 12 d) –2 ≤ x ≤ 12 b) x = 1
c) x > 1 (3) Agora, vamos resolver a equação proposta:
e) n.d.a.
d) x < 1 -2x + 1 = 1 ⇒ -2x = 0 ⇒ x = 0
11. (CESGRANRIO) Seja f a função definida e) n.d.a. 1 = 1(verdadeiro, para 0 < x < 1)
no intervalo aberto (–1, 1) Solução: 2x – 1 = 1 ⇒ 2x = 2 ⇒ x = 1
x |x – 1|=1–x ⇒ 1 – x ≥ 0 ⇒ –x ≥ –1 ⇒ x ≤ 1 Portanto os valores de x, para os quais |x – 1|+
por f (x) = –––––––. Então f (1/2) é:
1 – |x| (1) –x + 1 = 1 – x |x|=1, são tais que 0 ≤ x ≤ 1.
a) 1/2 b) 1/4 c) –1/2 –x + x = 1 – 1
d) –1 e) –2 0 = 0(verdade, x ≤ 1) 05. Determine o valor da expressão f(–1)
(2) x – 1 = 1 – x + f(2) – 2.f(5), sendo f(x)=|x|+|x+2| –
12. (S.CASA-SP) As funções f(x)=|x| e g x+x=1+1 |x – 4|.
(x)= x2 – 2 possuem dois pontos em co- 2x = 2
x = 1 (verdade, x ≤ 1)
a) 11
mum. A soma das abscissas desses pon-
Logo |x – 1|=1 – x, ∀ x ≤ 1 b) –11
tos é: c) 12
a) 0 b) 3 c) –1 02. Construir o gráfico da função d) –12
d) –3 e) 1 f(x) = |x + 2| –x. e) n.d.a.
Solução: Solução:
13. (PUC–MG) A solução da equação
|3x – 5| = 5x – 1 é: f(x)=|x| + |x + 2| – |x – 4|.

a {–2} b) {3/4} c) {1/5}


d) {2} e) {3/4, –2}

14. (FGV–SP) Quantos números inteiros não


negativos satisfazem a inequação |x–2|
Para x = –3, teremos y = –2.(–3) + 2 = 8 f(–1) + f(2) – 2.f(5) = –(–1) + 6 + 2 + 6 – 2.
< 5?
Para x = –2, teremos y = 2 (3.5 – 2) = 15 – 26 = –11
a) infinitos b) 4 c) 5 Para x = –1, teremos y = 2
d) 6 e) 7 Esboçando-se o gráfico, teremos: 06. Resolvendo-se a equação |x – 4| =
|2x – 3|, obtemos:
15. (ACAFE) Se |a – b|=6 e |a + b|=2, o va-
a) V = {–1, 7/3}
lor de |a4 – 2a2b2 + b4| é:
b) V = {7/3}
a) 8 b) 12 c) 24
c) V = {–1}
d) 64 e) 144
d) V = {0, 7/3}
16. (INATEL–MG) A função definida por f(x) = e) V = {–1, 2}
|x|/x, se x ≠ 0, e f( x ) = 0, se x = 0. En- Solução:
tão podemos afirmar que a imagem f(x) é: |x – 4| = |2x – 3|
03. A soma de todos os números inteiros, (1) x – 4 = –2x + 3
a) {–1, 0, 1} b) Real c) {0}
que são solução do sistema de x + 2x = 3 + 4
d) {–1,1} e) n.d.a.
3x = 7
inequações , é igual a: x = 7/3
17. (ITA–SP) Sabendo-se que as soluções da
equação |x|2 – |x| – 6 = 0 são raízes da
a) –3 (2) x – 4 = 2x – 3
equação x2 – ax + b = 0, podemos
b) –4 x – 2x = –3 + 4
afirmar que: c) –5 –x = 1
a) a=1eb=6 d) –6 x = –1
b) a = 0 e b = –6 e) n.d.a. Portanto V = {–1, 7/3}
c) a = 1 e b = –6 Solução:
d) a = 0 e b = –9 07. Resolvendo a inequação |x2 – 3x | ≤ 1,
e) não existem a e b, tais que x2 – ax + b = 0 obtemos:
contenha todas as raízes da equação dada. Solução:
|x2 – 3x | ≤ 1
18. (ITA–SP) Considere a equação
(1) x2 – 3x ≥ –1 ⇒ x2 – 3x + 1 ≥ 0 ⇒ x =
|x| = x –6. Com respeito à solução
real dessa equação, podemos afirmar x≤ ou x ≥
que:
a) a solução pertence ao intervalo [1, 2] (2) x2 – 3x ≤ 1 ⇒ x2 – 3x – 1 ≤ 0 ⇒ x =
Logo o conjunto solução será a interseção entre
b) a solução pertence ao intervalo {–2, –1] as soluções de –3 ≤ x < 1 . ≤x≤
c) a solução pertence ao intervalo (–1, 1) –3 –2 – 1 + 0 = –6 (Soma das soluções inteiras)
d) a solução pertence ao complementar da 04. Para que valores de x teremos Portanto a solução é (1) ∩ (2) = ≤x≤
união dos intervalos anteriores |x – 1| + |x| = 1?
≤x≤
a) 0 ≤ x ≤ 1
e) a equação não tem solução. ou
b) x >1 c) x < 1
d) x = 1 e) n.d.a.

4

c) Trabalho de Fat (θ = 180°):
Física τ Fat = Fat.d.cos180° = 10.10.(−1) = −100J
(trabalho resistente).
Professor Carlos Jennings Energia Mecânica – Chamamos de Energia Me-
cânica a todas as formas de energia relacionadas
com o movimento de corpos ou com a capacida-
Aula 50
de de colocá-los em movimento ou de deformá-
Trabalho e Energia los. É dada pela soma das energias cinética e po-
tencial: Em = Ec + Ep
O conceito científico de trabalho nem sempre
Energia Cinética – Energia associada ao movi-
coincide com o que se pensa vulgarmente sobre
mento. É uma grandeza escalar que depende da
trabalho (geralmente tido como “qualquer esfor- 01. Uma partícula de 20kg parte do repouso e,
massa e do quadrado da velocidade do corpo: →
ço do corpo ou da mente”). sob a ação única da força constante F de in-
mv2
Para a Física, Trabalho é a medida das transforma- Ec = ––––––
2 tensidade de 100N, atinge a velocidade de
ções de energia causadas por uma força sobre um
Energia Potencial Gravitacional – Energia 72km/h. Determine:
sistema. Energia é um conceito muito abrangente
armazenada associada à posição do corpo; pode
e, por isso mesmo, muito abstrato e difícil de ser a) a aceleração da partícula;
permanecer armazenada indefinidamente, ou ser
definido de um modo preciso. Usando apenas a b) o deslocamento da partícula;
utilizada a qualquer momento na produção de →
experiência do nosso cotidiano, poderíamos con- c) o trabalho realizado pela força F.
movimento, ou seja, pode ser transformada, no
ceituar energia como algo que é capaz de originar
todo ou em parte, em energia cinética: Ep = 02. Um bloco é lançado com uma velocidade
mudanças no mundo.
m.g.h
Podemos dizer que a presença de energia num inicial v0 sobre uma superfície horizontal e,
dado sistema físico encerra a possibilidade de Energia Potencial Elástica após percorrer uma distância d, atinge o re-
que se produza movimento. Por exemplo: a e- É a energia armazenada em uma mola compri- pouso. Nessas condições:
nergia armazenada por uma pessoa, a partir dos mida ou distendida. Matematicamente:
a) Houve ou não realização de trabalho?
alimentos, permite que ela se movimente e mova kx2
Epe = –––––, onde k é a constante elástica, e x é b) Em caso positivo, que forças realizaram
outros corpos. 2
Trabalho (τ) de uma força constante – Se uma a deformação da mola (quanto a mola foi compri-
trabalho? Esse trabalho é positivo ou ne-

força F constante atua em→ uma partícula, produ- mida ou distendida). gativo?
zindo um deslocamento d, o trabalho realizado Teorema da Energia Cinética – O trabalho da
03. Um corpo de massa 2kg move-se horizon-
por essa força é dado por: força resultante é igual à variação de energia ci-
τ =F.d.cos θ
talmente com uma velocidade de 3m/s.
nética: τ = ∆Ec = Efinal − Einicial
F = módulo da força aplicada ao corpo; Num dado instante, passa a atuar nele uma
Princípio da Conservação da Energia
d = módulo do deslocamento; força F, passando a mover-se, em 3s, com
→ → Mecânica – Uma força é chamada conservativa,
θ = ângulo entre F e d. quando pode devolver o trabalho realizado para
uma velocidade de 7m/s. Qual foi o trabalho
Unidade de trabalho (SI) – O joule: trabalho vencê-la. Desse modo, o peso de um corpo e a realizado pela força sobre o corpo?
realizado por uma força de 1 newton, ao deslo- força elástica são exemplos desse tipo de força. (Sugestão: utilize o Teorema da Energia Cinética).
car um corpo por 1 metro (1J = 1N . 1m). No entanto a força de atrito cinético, que não
04. (Fuvest-SP) Uma bola de 0,2kg é chutada
pode devolver o trabalho realizado para vencê-la,
para o ar. Sua energia mecânica em relação
é uma força não-conservativa ou dissipativa
(degrada energia mecânica). ao solo vale 50J. Qual é a sua velocidade
Em um sistema no qual só atuam forças conser- quando está a 5m do solo?
vativas (sistema conservativo), a energia mecâni- Dado: g = 10m/s2.
Dependendo do valor de θ, o trabalho de uma ca se conserva, isto é, mantém-se com o mesmo
força pode ser: 05. Na questão anterior, a que altura em
valor em qualquer momento, alternando-se nas
a) Positivo (trabalho motor) – A força “contribui” suas formas cinética e potencial (gravitacional ou
relação ao solo estaria a bola, se tivesse a
com o deslocamento. elástica). velocidade de 10m/s.
b) Negativo (trabalho resistente) – A força atua
em oposição ao deslocamento. 06. Uma pedra de 0,10kg é lançada vertical-
c) Nulo – A força é perpendicular ao sentido do
Aplicação mente para cima com energia cinética de
deslocamento do corpo. Uma pedra de 2kg é abandonada de uma altura 20J. Qual é a altura máxima atingida pela
Importante: o trabalho de uma força perpendi- de 8m em relação ao solo. Calcule a energia ci- pedra, sabendo-se que g = 10m/s2?
cular ao deslocamento é sempre nulo. nética e a velocidade de que estará dotada a pe-
(Sugestão: utilize o Princípio da Con-
dra ao atingir o solo. (Despreze a resistência do
servação da Energia Mecânica).
Aplicação ar e considere g = 10m/s2).
Um corpo movimenta-se por 10m sobre uma su- Solução: 07. (Unicamp-SP) Uma metralhadora dispara
perfície horizontal sob a ação das forças cons- a) Ec = Ep ∴ Ec = mgh = 2.10.8 = 160J (ao atingir balas de massa 80g com velocidade de
tantes indicadas na figura. Calcule o trabalho de o solo, a pedra terá uma energia cinética que cor- 500m/s. O tempo de duração de um dispa-
cada uma das forças atuantes no corpo. Dados: responde à energia potencial que tinha quando i- ro é 0,01s.
P = 100N; F = 50N; Fat = 10N; cos 60° = 0,5; cos niciou a queda). a) Calcule a aceleração média que uma ba-
90° = 0; cos 180° = −1. mv2 2.v2
b) Ec = –––– ∴ 160 = –––– ∴v = =12,6m/s la adquire durante um disparo.
2 2
b) Calcule o impulso médio exercido sobre
IMPULSO E MOMENTO LINEAR uma bala.

Um corpo recebe um impulso ( I ) quando é soli-
citado por uma força durante um certo intervalo 08. Sobre o impulso de uma força, podemos a-
de tempo. firmar que:
Solução:
→ →
→ →

a) P e N são perpendiculares ao deslocamento Impulso de uma força constante: I = F∆t a) é igual à variação da energia cinética;
(θ = 90º): – É uma grandeza vetorial (possui módulo, dire- b) é uma grandeza escalar;
τP = P.d.cos90° = 100.10.0 = 0 ção e sentido). → c) é uma grandeza termodinâmica;
τN = N.d.cos90°→ = 0 – Tem módulo proporcional ao módulo de F
d) é igual ao produto da força pela veloci-
b) Trabalho de F (θ = 60°): (quanto maior a força, maior o impulso).
τF = F.d.cos60° = 50. 10. 0,5 = 250J (trabalho

– Tem sempre direção e sentido iguais aos de F. dade;
e) tem a mesma dimensão de quantidade
motor);
de movimento.

5
Princípio da Conservação do Momento Linear
Aplicação É um dos mais relevantes da Mecânica; pode ser
assim enunciado:
Sob a ação de uma força resultante constante de
Num sistema físico isolado de forças externas
intensidade 20N, um corpo, de 1,0kg, parte do
(aquele em que a resultante das forças externas
repouso no instante t = 0. Calcule o módulo do
que nele agem é nula), o momento linear total
impulso da resultante, desde t = 0 até t = 5,0s, e
permanece

constante.

Então:
→ → →
a velocidade final.
Qtotal = constante ou Qfinal = Qinicial ⇒ ∆Qtotal = 0
Solução:
→ →
I = F∆t ⇒ I = 20.5 = 100Ns Aplicação
Para calcular a velocidade, lembre-se de que v
= vo + at, sendo vo = 0 e a = F/m: Antônio Farias, pescador do Cambixe, está com
F 20 sua canoa no lago dos Reis. Inicialmente, tanto a
v = ––– .t = ––– . 5= 100m/s canoa como o pescador repousam em relação à
m 1 →
Momento linear (Q) – Também chamado de mo- água que, por sua vez, não apresenta qualquer
mentum ou quantidade de movimento, o mo- movimento em relação à Terra. Atritos da canoa
mento linear→ é uma grandeza vetorial dada pela com a água são desprezíveis e, no local, não há
→ ventos. Num determinado instante, o pescador
expressão: Q = m . v
→ atira, horizontalmente, a sua zagaia de massa
– Tem módulo proporcional ao módulo de v.
– É uma grandeza instantânea (depende da defi- 2,0kg, que sai com velocidade de 10m/s. Calcule
nição da velocidade vetorial instantânea). o módulo da velocidade do conjunto pesca-
→ dor/canoa, de massa igual a 150kg, imediata-
– Tem sempre direção e sentido iguais aos de v.
mente após o disparo.
Relação entre Energia Cinética
Solução:
e Momento Linear
Sendo o sistema fisicamente isolado:
mv2 → → → →
Ec = ––––– (I) Qfinal = Qinicial ∴ Qfinal = 0
2 → → → → →
Qzagaia + Qconjunto = 0 ∴ Qzagaia = −Qconjunto
Q
Q = mv ∴ v = ––– (II) Em módulo:
m
Substituindo (II) em (I): Qzagaia = Qconjunto
Q2 mzagaiavzagaia = mconjuntovconjunto
Ec = –––– 2,10 = 150.vconjunto
2m
Teorema do Impulso vconjunto = 0,13m/s
→ →
O Sol ocupa uma posição central no mosaico F = ma ( I )
→ → →
energético da Terra. A energia dele emanada → ∆v v – vo Exercícios
a = ––– = ––––––– (II)
induz a formação de todas as outras formas de ∆t ∆t
01. Um astronauta, tendo em suas mãos
Substituindo (II) em (I):
energia, exceto a nuclear. → → um pequeno objeto, encontra-se em re-
→ (v – vo) → → →
F = ––––––– ∴ F∆t = m v – m vo pouso, em uma região do espaço onde
A energia solar dá causa aos movimentos dos ∆t
→ → → não existe nenhuma atração gravita-
ventos e das águas, que são formas de energia Itotal = Qfinal – Qinicial
cional. Nessa situação, ele arremessa o
mecânica. Essa energia alimenta as usinas e O impulso total exercido em um sistema,
objeto, aplicando-lhe um impulso de
os moinhos para a geração de energia elétrica durante um certo tempo, corresponde à variação
12N.s. Considere o sistema astronau-
que chega às nossas casas, a qual, por seu do momento linear desse sistema durante o in-
tervalo de tempo considerado. ta+objeto e assinale, entre as afirmati-
turno, é transformada em energia térmica (no vas seguintes, aquela que está errada:
Atenção!
chuveiro), em energia mecânica (no movimen- Do Teorema do Impulso, pode-se constatar que a) O astronauta recebe, do objeto, um
to do liquidificador), em energia luminosa (nas impulso e momento linear são grandezas físicas impulso de módulo igual a 12N.s.
lâmpadas) etc. É pela energia de radiação de mesma espécie, pois a primeira é dada pela b) O objeto passa a se deslocar com
variação da segunda. Por essa razão possuem as
provinda do Sol que se formam os ventos e se uma quantidade de movimento de
mesmas dimensões e podem ser traduzidas nas
aquecem os rios, realizando-se, assim, o ciclo 12kg.m/s.
mesmas unidades.
da água, que vai propulsionar as usinas hidro- c) O módulo da quantidade de movi-
Aplicação mento adquirida pelo astronauta é
elétricas.
menor do que 12kg.m/s.
Como se não bastassem todas as formas de Para bater um pênalti, um jogador aplica um chu-
te na bola, de massa 0,4kg, comunicando-lhe
d) A quantidade de movimento do sis-
energia que derivam do Sol, a energia de ra- tema, antes de o objeto ser arremes-
uma velocidade horizontal de módulo 4,0m/s. Sa-
diação ainda pode ser usada diretamente para sado, era nula.
bendo-se que, inicialmente, a bola estava em re-
produzir energia elétrica, por meio das células pouso e que o chute teve duração de 1,0.10−2s, e) A quantidade de movimento do sis-
fotoelétricas, e também como energia termoe- calcular a intensidade média da força aplicada tema, depois de o objeto ser arre-
létrica, por meio do calor. pelo pé à bola. messado, é nula.
Utilizar energia solar como fonte de energia Solução:
02. (UFMG-MG) Suponha que o motor de
elétrica pode resolver muitos problemas da vi- Considerando a força aplicada pelo pé como a um carro, durante a aceleração, exerça
da moderna, em que, indiscriminadamente, fa- resultante paralela ao movimento, pelo Teore- no veículo uma força constante de
ma do Impulso:
bricam-se equipamentos e máquinas movidos 1500N. Admitindo que o carro parta do
Itotal = Qfinal – Qinicial
a eletricidade. repouso e que a força atue durante
Como a bola estava inicialmente em repouso,
A utilização de células fotoelétricas para a tem-se Qinicial = 0:
6,0s, sendo de 900kg a massa do car-
Itotal = Qfinal = mvfinal (I) ro, a velocidade adquirida no fim desse
produção de energia elétrica também pode re-
No caso, Itotal pode ser calculado por: tempo será:
presentar uma alternativa em regiões de difícil
Itotal = Fm∆t (II) a) 10m/s b) 10km/h
acesso como a Amazônia, onde o fornecimen- Comparando (I) e (II): c) 36m/s d) 30m/s
to de energia solar é abundante o ano inteiro. m.vfinal 0,4 . 4,0
Fm∆t = m.vfinal ∴ Fm=–––––– = ––––––––=160N e) 15km/h
∆t 1,0 . 10–2

6
ma) tem lábios de mel, corre mais que uma
Literatura ema selvagem e tem hálito perfumado (mes-
mo sem jamais ter escovado os dentes).
Professor João BATISTA Gomes Peri (em O Guarani) assemelha-se aos super-
heróis das revistas em quadrinhos e do cine-
ma. Não chega a voar, como o Super-Ho-
Aula 51
mem, mas é capaz de pegar uma onça viva
só para impressionar a namorada (Cecília).
Romantismo I
1. LOCALIZAÇÃO HISTÓRICO-CULTU- Em A Escrava Isaura, de Bernardo Guima-
RAL rães, Isaura é perfeita, sem um defeito se-
quer. Em contrapartida, Leôncio, o vilão da
Origem do movimento – O Romantismo, co- narrativa, atravessa toda a história sem nos 01. Escolha a relação incorreta sobre os movi-
mo movimento literário, surge, quase que ao mostrar uma única qualidade. mentos literários no Brasil.
mesmo tempo, na Alemanha e na Inglaterra. a) Romantismo: poesia e prosa (romance, conto,
Desejo de morte – Longe de ser um modis-
Início na Alemanha – O movimento surge mo difundido na Europa, a fuga para a morte teatro) no século XIX.
em 1774, com a publicação do romance Os tem raízes mais profundas no Romantismo. b) Realismo: só prosa (romance) no século XIX.
sofrimentos do jovem Werther, de Goethe (Jo- Morrer aos vinte anos é, na verdade, negar-se c) Naturalismo: só prosa (romance) no século
hann Wolfang Goethe – Frankfurt, 28 de A- a participar das decisões político-sociais que XIX.
gosto de 1749 – Weimar, 22 de Março de camuflam injustiças. No Brasil, o jovem en-
1832). O autor lança as bases definitivas do d) Parnasianismo: só poesia no século XIX.
vergonha-se do sistema de escravidão, mas
sentimentalismo romântico e sugere a fuga e) Simbolismo: poesia e prosa (romance) no sé-
nada pode fazer para mudá-lo. E, desse cho-
da realidade pelo suicídio. que entre o mundo sonhado e o mundo real, culo XIX.
Início na Inglaterra – Surge nos primeiros a- nasce a idéia de evadir-se para a solidão, pa- 02. “A partir dos Primeiros Cantos, o que antes
nos do século XIX, por meio da poesia de ra o desespero e para a morte.
era tema – saudade, melancolia, natureza,
Lord Byron (Frankfurt, 28 de Agosto de 1749
Culto da natureza – O romântico encontra, índio – tornou-se experiência, nova e fasci-
– Weimar, 22 de Março de 1832), que prega-
na natureza, a paz e a tranqüilidade sonha- nante, graças à superioridade da inspiração
va tristeza e morte, e por meio dos romances
das. A natureza é capaz de inspirá-lo, de pro-
históricos de Walter Scott (1771 – 1832). e dos recursos formais do autor”.
teger seu sono e de velar sua morte.
Influência da França – A influência da poesia O texto faz referência a:
Idealização da mulher – A mulher, entre os
rebelde, social e declamatória de Victor Hugo
românticos, é símbolo de perfeição e de pu- a) Gonçalves de Magalhães.
(Victor-Marie Hugo, 26 de fevereiro de 1802
reza. A figura feminina aparece convertida em b) Gonçalves Dias.
em Besançon – 22 de maio de 1885, Paris) dá
anjo ou santa. Não importa a temática (escra- c) Álvares de Azevedo.
o tom exaltado e grandiloqüente da poesia
vidão, indianismo, sociedade urbana ou ru- d) Fagundes Varela.
de Castro Alves aqui no Brasil.
ral): as mulheres são virgens, pálidas, belas e
Início em Portugal – Surge em 1825, com a e) Castro Alves.
fiéis.
publicação de Camões, de Almeida Garrett
Liberdade formal – No Romantismo, preva-
(Porto, 4 de Fevereiro de 1799 – Lisboa, 9 de
lece a inspiração sobre a razão. Não há mo- Caiu no vestibular
Dezembro de 1854)
delos nem regras a seguir – exceto aquelas
Início no Brasil – Surge em 1836, com a pu- 03. (UFAM) Pertencente ao segundo momento
ditadas pela imaginação criadora. Não há o-
blicação do livro de poesias Suspiros Poéti- romântico brasileiro, o chamado “mal-do-sé-
brigatoriedade de rima ou métrica, embora a
cos e Saudades, organizado por Gonçalves culo”, ele não teve tempo de se realizar plena-
maioria dos poetas prefira poesia rimada e
de Magalhães. Fica, pois, evidente que o
metrificada. mente como poeta, já que morreu muito jo-
Romantismo brasileiro inicia-se pela poesia.
Só em 1843, surge o primeiro romance ro- Nacionalismo – No Brasil, devido à Indepen- vem, com apenas vinte anos de idade. Ape-
mântico. dência, há a valorização dos temas nacio- sar disso, no seu livro Lira dos Vinte Anos, es-
nais: folclore, passado histórico, lendas e tão alguns dos melhores momentos da poe-
Movimentos históricos – Na França, a Revo-
crendices populares. O índio transforma-se sia brasileira.
lução Francesa; no Brasil, a Independência.
em símbolo de brasilidade e aparece, em
Origem do nome– “Romantismo” provém A afirmativa feita acima diz respeito a:
Gonçalves Dias e Alencar, como herói nacio-
dos romances medievais, narrativas fanta- nal – naturalmente idealizado e diferente dos a) Fagundes Varela.
siosas, muito difundidas entre as pessoas do nossos sofridos tupis. b) Álvares de Azevedo.
povo, que contêm três ingredientes básicos:
Preferência pelo noturno – Os românticos c) Junqueira Freire.
amor, aventura e heroísmo.
detestam luz e sol. A penumbra, a noite, a es- d) Castro Alves.
2. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO curidão suscitam sonhos e fantasias. e) Casimiro de Abreu.
ROMANTISMO Amor edealizado – Todas as histórias ro-
04. (UC–PR) Coube a ................ atingir o ponto
Subjetivismo – O escritor romântico, quer da mânticas têm o amor como mola propulsora.
Os autores, porém, preferem o amor imate- mais alto do teatro romântico brasileiro. Nu-
prosa quer da poesia, tem seu compromisso
com o individual. A realidade circundante é rial, apenas sonhado porque as mulheres de ma linguagem simples e correta, retratou os
absorvida, sofre transformações interiores e carne e osso padecem de imperfeições que variados tipos da sociedade do século XIX.
chega ao público por meio da óptica pessoal não combinam com as aspirações do artista. a) Martins Pena
do artista. b) Machado de Assis
3. AS GERAÇÕES DO ROMANTISMO
Imaginação criadora – O mundo à volta do c) Procópio Ferreira
escritor, tal como é, não o satisfaz. A realida- PRIMEIRA GERAÇÃO
d) Cornélio Pena
de que o circunda expõe problemas sociais Chamada de Nacionalista ou Indianista, e) Joaquim Manuel de Macedo
cuja solução independe de sua vontade e fe- conta com três poetas:
re a sua visão da vida. O que fazer? Criar 05. Há uma correlação incorreta.
a) Gonçalves de Magalhães
mundos imaginários, situados no passado ou
b) Gonçalves Dias a) Canção do Exílio: poema patriótico.
no futuro, sem as dificuldades cotidianas e fa-
c) Francisco Otaviano b) I-Juca Pirama: romance indianista.
miliares.
Temas comuns – O heroísmo, o passado re- c) A Confederação dos Tamois: poema épico in-
Exagero – O escritor romântico, principal-
moto, a religião, a exaltação da natureza e do dianista.
mente o romancista, no afã de criar persona-
índio.
gens perfeitas, cai no exagero. Alencar, para d) Ainda uma vez – Adeus: poema lírico-amoroso.
criar Iracema ou Peri, não se atém à realidade e) Vozes d’África: poema antiescravista.
indígena brasileira. Assim, a índia (em Irace-

7
SEGUNDA GERAÇÃO Professor e jornalista – Em 1864, muda-se
Geração Byroniana, Ultra-Romântica, do para o Rio de Janeiro, dedicando-se ao ma-
Mal-do-Século ou Individualista, agrupa os gistério (professor de Latim e de História do
principais poetas do romantismo brasileiro: Brasil no Colégio Pedro II), ao jornalismo (revis-
ta Guanabara) e à elaboração de sua obra.
a) Álvares de Azevedo
b) Fagundes Varela Temáticas – Indianismo, lirismo amoroso e
c) Casimiro de Abreu patriotismo.
d) Junqueira Freire Temática indígena – Gonçalves Dias é o pri-
e) Laurindo Rabelo meiro poeta romântico a explorar as vivên-
Temas comuns – Pessimismo, negativismo, cias indígenas (lendas, personagens, tradi-
Gonçalves Dias (excertos de poemas) escapismo, exasperação egótica, morbidez, ções, ritos, ambiências). O seu indianismo
tédio, satanismo, sonho, boêmia, amor irrea- põe o selvagem no papel de herói e, nesse
I-Juca Pirama lizado. aspecto, só perde para José de Alencar.

Meu canto de morte, TERCEIRA GERAÇÃO POEMAS FAMOSOS


Guerreiros, ouvi: Geração Condoreira, Social ou Hugoana, 1. Canção do Exílio (patriótico)
Sou filho das selvas, representada por três poetas, dos quais 2. Ainda uma Vez – Adeus! (lírico-amoroso)
Nas selvas cresci; Castro Alves é a expressão maior. 3. I-Juca Pirama (indianista)
Guerreiros, descendo 4. Canção do Tamoio (indianista)
a) Castro Alves
Da tribo Tupi. 5. Marabá (indianista)
b) Tobias Barreto
c) Sousa Andrade 6. Deprecação (indianista)
Da tribo pujante, 7. Canto do Guerreiro (indianista)
Temas comuns: a liberdade, o progresso, os
Que agora anda errante 8. Canto do Piaga (indianista)
escravos, os oprimidos, a causa republicana,
Por fado inconstante, OBRAS
o amor realizado.
Guerreiros, nasci;
1. Primeiros Cantos (poesias, 1846)
Sou bravo, sou forte, 4. POETAS DO ROMANTISMO 2. Segundos Cantos (poesias, 1848)
Sou filho do Norte;
3. Sextilhas de Frei Antão (poesia arcaica,
Meu canto de morte, GONÇALVES DE MAGALHÃES
1848)
Guerreiros, ouvi. Nascimento e morte – Domingos José Gon- 4. Últimos Cantos (poesias, 1851)
çalves de Magalhães nasce no Rio de Janei- 5. Os Timbiras (poema épico incompleto,
“Tu choraste em presença da morte? ro, em 13 de agosto de 1811. Morre em Ro-
1857)
Na presença de estranhos choraste? ma, em 1882 (71 anos).
6. Beatriz Cenci (teatro)
Não descende o cobarde do forte; Primeira Geração – Pertence à Primeira Ge- 7. Leonor de Mendonça (teatro)
Pois choraste, meu filho não és! ração do Romantismo, ainda desvinculada
Possas tu, descendente maldito do “mal do século”.
De uma tribo de nobres guerreiros, Inaugurador do Romantismo – Na França, Antologia
Implorando cruéis forasteiros, em 1836, Magalhães publica a obra Suspiros
Seres presa de vis Aimorés.” Poéticos e Saudades e a Revista Niterói – es- Canção do Exílio
tá, dessa forma, inaugurado o Romantismo (Coimbra, julho de 1843)
Ainda uma vez – Adeus
no Brasil.
Enfim te vejo! — enfim posso, Minha terra tem palmeiras,
Briga com Alencar – Em 1856 e 1857, trava Onde canta o Sabiá;
Curvado a teus pés, dizer-te,
polêmica com José de Alencar, a propósito As aves, que aqui gorjeiam,
Que não cessei de querer-te,
da obra indianista A Confederação dos Ta-
Pesar de quanto sofri. Não gorjeiam como lá.
moios – primeira tentativa de exaltar o índio
Muito penei! Cruas ânsias, Nosso céu tem mais estrelas,
no Romantismo.
Dos teus olhos afastado, Nossas várzeas têm mais flores,
Teatro – Além de iniciar o Romantismo entre
Houveram-me acabrunhado Nossos bosques têm mais vida,
nós, Magalhães é considerado inaugurador
A não lembrar-me de ti! Nossa vida mais amores.
do teatro romântico brasileiro, com a tragédia
Antônio José ou O Poeta da Inquisição (1839). Em cismar, sozinho, à noite,
Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos Valor histórico – A obra de Magalhães pos- Mais prazer encontro eu lá;
Nas surdas asas dos ventos, sui mais valor histórico que literário. Minha terra tem palmeiras,
Do mar na crespa cerviz! OBRAS Onde canta o Sabiá.
Baldão, ludíbrio da sorte 1. Suspiros Poéticos e Saudades (poesias, Minha terra tem primores,
Em terra estranha, entre gente, 1836) Que tais não encontro eu cá;
Que alheios males não sente, 2. Antônio José (teatro, tragédia, 1839) Em cismar — sozinho, à noite —
Nem se condói do infeliz! 3. A Confederação dos Tamoios (poema épi- Mais prazer encontro eu lá;
co, 1857) Minha terra tem palmeiras,
Louco, aflito, a saciar-me Onde canta o Sabiá.
GONÇALVES DIAS
D'agravar minha ferida,
Nascimento e morte – Antônio Gonçalves Não permita Deus que eu morra,
Tomou-me tédio da vida,
Dias nasce em 10 de agosto de 1823, em Sem que eu volte para lá;
Passos da morte senti;
Caxias, no Maranhão. Falece, ao regressar Sem que desfrute os primores
Mas quase no passo extremo,
da França, no naufrágio do navio Ville de Que não encontro por cá;
No último arcar da esp'rança,
Boulogne, em 3 de novembro de 1864 (41 Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Tu me vieste à lembrança:
anos). Motivo da viagem: tentar curar-se da Onde canta o Sabiá.
Quis viver mais e vivi!
tuberculose.
Comentários:
Lerás porém algum dia Origem – Filho de português e mestiça. Após
1. O poema é composto em redondilha
Meus versos d'alma arrancados, a morte do pai, é enviado a Coimbra para es-
maior, ou seja, cada verso contém sete
D'amargo pranto banhados, tudar Direito. Durante o curso, produz seus
sílabas métricas.
primeiros versos, entre eles a Canção do Ex-
Com sangue escritos; — e então 2. O poema mistura versos brancos (sem ri-
ílio.
Confio que te comovas, ma) com versos rimados.
Que a minha dor te apiade Ana Amélia – Formado em 1844, regressa o
Maranhão, onde conhece Ana Amélia, a qual 3. Na segunda estrofe, sobressai a anáfora:
Que chores, não de saudade,
lhe vai inspirar o poema lírico-amoroso Ainda repetição de uma ou mais palavras no
Nem de amor, — de compaixão.
uma vez – Adeus! princípio de dois ou mais versos.

8
um ano. O irmão de Manuel Beckman dirigiu-se

História como emissário a Lisboa, para afirmar a fidelida-


de ao rei e reforçar as acusações contra a Com-
panhia de Jesus pelo descumprimento do con-
Professor Francisco MELO de Souza trato e várias outras irregularidades.
A reação metropolitana foi violenta: um novo go-
vernador, Gomes Freire de Andrade, foi nomeado
Aula 52
e enviado para o Maranhão, bem como tropas
As rebeliões coloniais para combater os revoltosos. O movimento foi
e o Iluminismo vencido, e seus principais líderes, Manuel Beck-
man e Jorge Sampaio, foram enforcados.
Desde a posse oficial do Brasil pelos portugue-
ses até a proclamação da Independência (1500– 2. A Guerra dos Emboabas (Minas, 1708-09) 01. A Revolta de Beckman, ocorrida no Mara-
1822), ocorreram muitos conflitos na colônia. An- A descoberta de ouro em Minas Gerais pelos nhão em 1684, esteve diretamente ligada:
tes mesmo do início do processo de colonização, bandeirantes paulistas, em fins do século XVII, a-
a) À exploração da pesca no Rio Amazonas.
a extração do pau-brasil gerava conflito entre por- traiu para a região milhares de colonos de outras
tugueses e índios ou entre portugueses e trafi- províncias, além de um grande número de euro- b) À utilização da mão-de-obra indígena e à co-
cantes de outras nacionalidades européias. Cer- peus. Julgando-se com direito exclusivo de ex- mercialização das drogas do sertão.
tamente não temos registro de todos os distúr- ploração das minas, os paulistas hostilizavam os c) À formação de um grande número de qui-
bios ocorridos durante praticamente três séculos forasteiros, aos quais apelidaram de emboabas lombos na periferia de São Luís, que gerou
de colonização, mas, daquilo que ficou registra- (em tupi, amo-aba significa estrangeiro). clima de tensão entre os donos de escravos e
do historicamente, vamos estudar as principais Sob a liderança de Manuel Nunes Viana, alcu-
os quilombolas.
rebeliões nativistas causadas pelos impostos a- nhado de “governador das minas”, os emboabas
busivos e por privilégios concedidos aos nasci- enfrentaram os paulistas em vários combates. O d) Ao interesse dos franceses na exploração e
dos em Portugal, em detrimento dos nascidos no marcante ocorreu no chamado Capão da Trai- comercialização das drogas do sertão, o que
Brasil. ção, no qual 300 paulistas foram cercados pelos era de interesse dos maranhenses, que viam
emboabas. Diante da promessa de que ninguém no comércio com a França a possibilidade de
1. A Revolta de Beckman (Maranhão, 1684)
seria morto, os paulistas se renderam e entrega-
Uma das principais atividades econômicas da romper o Pacto Colonial.
ram as armas. O comandante dos emboabas,
Região Norte era a extração das drogas do ser- Bento de Amaral Coutinho, entretanto, ordenou o e) À defesa que os jesuítas faziam dos índios,
tão. Por drogas, compreendia-se uma série de massacre dos paulistas. que, segundo os padres, não deviam traba-
plantas, entre as quais a baunilha, o cacau, o ta- Em 1708, o governo português interveio e, a fim lhar para ninguém, uma vez que isso contrari-
baco e o pau-cravo. Os colonos usavam a mão- de pacificar e melhor administrar a região, sepa- ava sua natureza.
de-obra indígena porque os índios conheciam rou a capitania de São Paulo e de Minas Gerais
florestas onde era feita coleta. As drogas tinham da capitania do Rio de Janeiro. Poucos anos de- 02. A chamada Guerra dos Mascates, ocorrida
um comércio lucrativo na Europa, por isso a re- pois, os bandeirantes paulistas partiram em bus- em Pernambuco, em 1710, deveu-se:
belião ocorrida no Maranhão estava diretamente ca de ouro em Goiás e Mato Grosso, abandonan-
ligada à utilização da mão-de-obra indígena e à do a região das Minas Gerais. a) Ao surgimento de um sentimento nativista
comercialização das drogas do sertão. brasileiro, em oposição aos colonizadores
3. A Guerra dos Mascates (Pernamuco,
A escravidão indígena tinha dois fortes oposito- portugueses.
1710–11)
res: o governo português e os jesuítas. A Coroa b) Ao orgulho ferido dos habitantes da Vila de O-
proibia essa prática porque contrariava os inte- Olinda passava dificuldades econômicas desde a
expulsão dos holandeses de Pernambuco, o que linda, menosprezados pelos portugueses.
resses envolvidos no tráfico negreiro. Os jesuítas
estavam empenhados em manter os índios em gerou a decadência da atividade açucareira. En- c) Ao choque entre comerciantes portugueses
suas missões, onde eram catequizados e traba- tretanto Olinda continuava controlando politica- do Recife e a aristocracia rural de Olinda pelo
lhavam para a Companhia de Jesus. Os jesuítas mente a capitania, através de sua Câmara Muni- controle da mão-de-obra escrava.
formavam um dos mais atuantes grupos que ex- cipal, à qual estava submetido o povoado de Re-
d) Ao choque entre comerciantes portugueses
ploravam as drogas do sertão com uso do traba- cife.
Enquanto Olinda decaía economicamente, Recife do Recife e a aristocracia rural de Olinda, cu-
lho indígena. Teoricamente, os índios não eram
escravos dos religiosos, mas apenas trabalha- prosperava graças ao intenso comércio exercido jas relações comerciais eram, respectivamen-
vam para as missões. O fato é que os padres e os pelos portugueses, apelidados de mascates. te, de credores e devedores.
colonos que viviam no Maranhão eram concor- Além dos grandes lucros obtidos com a venda de e) À uma disputa interna entre grupos de comer-
rentes na exploração das riquezas florestais. mercadorias, os comerciantes passaram a em-
ciantes, que eram chamados depreciativa-
Devido aos constantes atritos entre colonos e prestar dinheiro aos olindenses a juros altos. As-
sim, Recife se transformava no principal centro e- mente de mascates.
religiosos, a metrópole criou, em 1682, Compa-
nhia Geral de Comércio do Maranhão, a fim de conômico de Pernambuco, ao passo que Olinda 03. Os primitivos habitantes do Brasil foram víti-
monopolizar o comércio da região por vinte anos. mantinha o predomínio político.
Em 1709, os comerciantes de Recife consegui-
mas do processo colonizador. O europeu,
Com isso, Portugal procurava incentivar a coloni-
ram da Coroa sua emancipação, deixando de ser com visão de mundo calcada em precon-
zação da região e o trabalho dos colonos. Sua
função seria vender produtos europeus aos habi- um simples povoado e obtendo o estatuto de vila ceitos, menosprezou o indígena e sua cul-
tantes do Maranhão e do Grão-Pará, como baca- independente, com condições de vir a ser o cen- tura. Ao acreditar nos viajantes e missioná-
lhau, azeite, vinho, tecidos, farinha de trigo, e tro político de Pernambuco. Os olindenses, en- rios, a partir de meados do século XVI, há
deles comprar o que produziam, como algodão, tão, sentindo-se prejudicados, invadiram Recife,
um decréscimo da população indígena,
açúcar, madeira e as drogas do sertão. A compa- iniciando a Guerra dos Mascates.
Os conflitos terminaram no ano seguinte, quando que se agrava nos séculos seguintes.
nhia também se responsabilizava por fornecer à
região 500 escravos por ano, num total de 10 mil Portugal nomeou Félix José Machado governa- Os fatores que mais contribuíram para o
ao longo dos vinte anos, para resolver o proble- dor de Pernambuco. Este prendeu os principais citado decréscimo foram:
ma de mão-de-obra. envolvidos no conflito e manteve a autonomia de
Recife. No ano seguinte, todos os revoltosos fo- a) A captura e a venda do índio para o trabalho
Por usufruir da exclusividade comercial, porém, a
companhia vendia seus produtos a preços muito ram anistiados, e Recife passou a ser a sede ad- nas minas de prata do Potosi.
elevados e oferecia muito pouco pelos artigos ministrativa de Pernambuco. b) As guerras permanentes entre as tribos indí-
adquiridos dos colonos, além de não cumprir o a- 4. A Revolta de Filipe dos Santos (Vila Rica – genas e entre os índios e brancos.
cordo de fornecimento de escravos, gerando um MG, 1720) c) O canibalismo, o sentido mítico das práticas
descontentamento por parte dos colonos. Assim Ocorreu como conseqüência dos crescentes tri- rituais, o espírito sanguinário, cruel e vingati-
o descontentamento da população local não di- butos aplicados por Portugal em Minas Gerais. A vo dos naturais.
minuiu, mas, pelo contrário, ampliou-se, levando rebelião começou quando o governo português
os colonos à revolta. d) As missões jesuíticas do Vale Amazônico e a
proibiu a circulação de ouro em pó, exigindo que
Sob o comando do fazendeiro Manuel Beckman, todo o ouro extraído fosse entregue às casa de exploração do trabalho indígena na extração
os revoltosos ocuparam a cidade de São Luís, de fundição, onde seria transformado em barras e da borracha.
onde expulsaram os representantes da Compa- quintado. Mais de 2 mil mineradores se rebela- e) As epidemias introduzidas pelo invasor euro-
nhia e os jesuítas que se opunham à escraviza- ram contra a medida e dirigiram-se ao governa- peu e a escravidão dos índios.
ção indígena, governando o Maranhão por quase dor, o conde de Assumar. Este, porém, não con-

9
tava com soldados suficientes para fazer frente do a frase Laissez-faire, laissez-passer (deixe
aos manifestantes e, estrategicamente, prometeu fazer, deixe passar).
atender-lhes as exigências, que incluíam a não- O escocês Adam Smith afastou-se dos fisiocratas
instalação das casas de fundição e o fim de vá- e formulou uma nova doutrina, o liberalismo eco-
rios tributos sobre o comércio. nômico. Em seu livro A Riqueza das Nações
Mas, assim que o governador conseguiu reunir (1776), considera que a verdadeira fonte da rique-
tropas suficientes – os Dragões da Cavalaria – za não é nem a agricultura, como queriam os fisio-
para conter os manifestantes, lançou-as contra cratas, nem o comércio, como defendiam os mer-
os grupos revoltosos de Vila Rica, prendendo cantilistas. Para ele, a única força criadora da ri-
vários deles e queimando diversas casas.
queza é o trabalho livre, sem intervenções do Esta-
O português Filipe dos Santos, um dos líderes
do, guiado espontaneamente pelo rumo natural.
01. O Iluminismo surgiu num contexto histórico mais pobres da revolta, foi condenado à morte,
em que também aparecem: enforcado e esquartejado como exemplo para e- c) O despotismo esclarecido
vitar outras rebeliões.
a) O Renascimento, as grandes navegações e O clima ideológico criado pelos iluministas tor-
ILUMINISMO nou-se tão forte e difundido, que vários gover-
as cruzadas.
O Iluminismo representou, em verdade, a culmi- nantes tentaram colocar em prática suas idéias.
b) A expansão do comércio e a formação do Es-
nância de um processo que começou no Renas- Sem abandonar o poder absoluto, procuravam
tado nacional.
cimento, quando a razão se impôs como método governar conforme a razão e os interesses do
c) O Absolutismo, as cruzadas e a Revolução de conhecimento do mundo. No século XVIII, esse povo. Essa aliança de princípios filosóficos e po-
Industrial. processo ganhou aspecto essencialmente crítico: der monárquico deu origem ao regime de gove-
d) A Revolução agrícola e o Renascimento Co- a razão passou a ser usada para a compreensão no chamado de Despotismo Esclarecido. Seus
mercial. do próprio indivíduo e de seu contexto social. Tal representantes mais destacados foram Frederico
e) As grandes navegações, o Feudalismo e o espírito generalizou-se em reuniões que foram II, da Prússia, Catarina II, da Rússia, José II, da
Imperialismo. realizadas em espaços públicos, como clubes, Áustria, Sebastião José de Carvalho e Melo, o
cafés e salões literários. Os iluministas eram marquês de Pombal, ministro português, e Pedro
02. (Puccamp) As ordens já são mandadas, já deístas, isto é, acreditavam que Deus está
Pablo Abarca y Bolea, conde de Aranda, ministro
se apressam os meirinhos. Entram por sa- presente na natureza, portanto também no próprio
da Espanha.
las e alcovas, relatam roupas e livros: (...) indivíduo, que pode descobri-lo por meio da
Compêndios e dicionários, e tratados eru- razão. Os iluministas criticavam a Igreja por sua
intolerância, ambição política e pela inutilidade das Exercícios
ditos sobre povos, sobre reinos, sobre in-
ordens monásticas.
venções e Concílios... 01. (PUC-PR) "Todavia o recurso ao STF é
a) Os filósofos
E as sugestões perigosas da França e dos um procedimento legítimo que não vem
Estados Unidos, Mably, Voltaire e outros Montesquieu (Charles de Secondat) publicou, a interferir, mas a reforçar o equilíbrio
em 1721, as Cartas Persas, em que ridicularizava
tantos, que são todos libertinos... entre os poderes.
certos costumes e instituições da Europa. Em
(Cecília Meireles, Romance XLVII ou Dos 1748, publicou Do espírito das leis, um estudo Ao contrário do que afirmam os deputa-
seqüestros. "Romanceiro da Inconfidência") sobre formas de governo em que destacava a dos, independência não é sinônimo de
monarquia inglesa e recomendava, como única autonomia plena, mas de inter-relação
A referência a compêndios, dicionários e maneira de garantir a liberdade, a independência e controle mútuo."
tratados eruditos no século XVIII nos suge- entre os poderes Executivo, Legislativo e ("Folha de S. Paulo", Editorial, 02.Nov.2005)
re uma clara valorização do conhecimento Judiciário. O texto nos lembra, mais especifica-
científico, postura que também se verifica François Marie Arouet, o Voltaire, foi o mais des-
mente:
no período conhecido como Renascimen- tacado filósofo iluminista. Pelo conteúdo de suas
to. Contribuíram para a eclosão desse am- obras, foi perseguido, exilado e preso várias a) Diderot b) Voltaire.
vezes. Na Inglaterra, publicou Cartas Inglesas, c) Montesquieu. d) Hobbes.
plo movimento cultural na Europa
com ataques ao absolutismo e elogios à
a) a Unificação da Itália e o enfraquecimento da e) Rousseau.
liberdade existente naquele país. Exemplo de
Igreja Católica. suas frases: “posso não concordar com nada 02. (UEL) Na última parte do século XVIII,
b) as descobertas científicas e a Revolução In- que você diz, mas posso morrer para que você as necessidades de coesão e eficiência
dustrial na Inglaterra. continue falando”.
estatais, bem como o evidente sucesso
Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra.
c) o fortalecimento das burguesias e o desen- internacional do poderio capitalista, le-
Em seu Discurso sobre a origem e os fundamen-
volvimento dos centros urbanos. varam a maioria dos monarcas a tentar
tos da desigualdade ente os homens, defendeu a
d) a Contra-Reforma e a fragmentação do poder tese da bondade natural dos indivíduos, perverti- programas de modernização intelec-
político dos soberanos. dos pela civilização. No Contrato Social, defen- tual, administrativa, social e econômica.
e) a expansão marítima e a hegemonia árabe na deu a liberdade, a igualdade e a fraternidade (Adaptado de: HOBSBAWM, Eric. "A Era das Revoluções". São
península ibérica. entre os homens, e influenciou a Revolução de Paulo: Paz e Terra, 1997. p. 39.)
1789.
03. (UFMG) Com base em conhecimentos so- Assinale a alternativa que apresenta
Diderot foi responsável pela organização da Enci-
bre o assunto, é CORRETO afirmar que o clopédia, publicada em 1751 e 1772, com ajuda corretamente como ficou conhecida a
pensamento iluminista... do matemático Jean le Rond d’Lambert. O objeti- modernização referida pelo autor.
vo era reunir o conhecimento em uma única a) Anarquismo, porque os reis perderam a
a) levou seus principais ideólogos a tomar parte
publicação. autoridade nos setores administrativo,
ativa nos acontecimentos da Revolução In-
b) O liberalismo econômico social e econômico.
glesa e a se constituírem na principal lideran-
ça desse evento. Os economistas pregavam, essencialmente, a li- b) Socialismo utópico, porque os reis dese-
berdade de mercado, opondo-se a toda e qual- javam transformações impossíveis de se-
b) considerava a desigualdade um fenômeno
quer regulamentação da economia pelo Estado. rem realizadas.
natural e positivo, além de um importante ele-
Defendiam, assim, posição oposta à do Mercan-
mento para a garantia da estabilidade social c) Despotismo esclarecido, visto que os
tilismo. Para eles, a economia não deveria ser
e da paz. dirigida. A intervenção do Estado só se justificaria monarcas se apropriaram de alguns pre-
c) favoreceu o envolvimento de todos os seus se fosse para garantir seu livre curso. Essa ceitos iluministas.
mentores em campanhas anticlericais, em ênfase valeu-lhes a denominação de fisiocratas d) Socialismo cristão, pois os monarcas de-
que manifestavam um ateísmo militante e ra- (governo da natureza). O mais influente deles foi sejavam reformas administrativas e eco-
dical. François Quesnay, que iniciou sua carreira como nômicas com base nos preceitos religio-
médico na corte de Luís XV, onde entrou em
d) deu origem a projetos distintos, mas que ti- sos.
contato com a vida econômica. Colaborador da
nham em comum reformas baseadas no prin- e) Totalitarismo, uma vez que os reis almeja-
Enciclpédia, afirmava que a atividade verdadeira-
cípio da tolerância e na busca da felicidade. mente produtiva é a agricultura. Outro fisiocrata, vam o poder absoluto nas instâncias inte-
e) N.D.A. Vicent de Gournay, propunha total liberdade para lectual, administrativa, social e econômi-
as atividades comerciais e industriais, consagran- ca.

10
Situa-se na base do encéfalo, em uma cavidade

Biologia do osso esfenóide chamada tela túrcica. Nos se-


res humanos, tem o tamanho aproximado de um
grão de ervilha e possui duas partes: o lobo an-
Professor GUALTER Beltrão
terior (ou adeno-hipófise) e o lobo posterior (ou
neuro-hipófise).
Aula 53

Sistema hormonal ou
endócrino
As unidades morfológicas do sistema endócrino
são as glândulas endócrinas. Elas produzem
Texto para a próxima questão:
01. (UFSM) A qualidade da água pode ser alte-
secreções chamadas hormônios, considerados
rada por vários fatores:
as unidades funcionais do sistema endócrino. Os
– contaminantes biológicos, que podem
hormônios são transportados pela corrente san-
transformar as águas em fontes de
güínea e atuam em órgãos-alvo, inibindo-os ou
transmissão de doenças;
estimulando-os.
– compostos orgânicos que, mesmo em
No corpo dos animais, existem outros tipos de baixas concentrações, podem interferir
glândulas denominadas exócrinas e mistas. As no funcionamento dos seres vivos, co-
exócrinas possuem dutos que conduzem a se- mo o benzeno, que é um agente muta-
creção para o exterior da glândula. As secreções Glândulas humanas produtoras de hormônios.
gênico, e os hormônios humanos, que
que produzem não são hormônios. Exemplo: as 2. Hipotálamo podem ser exemplificados pelos este-
sudoríparas, dos mamíferos, e as digestórias, róides.
dos vertebrados. A mista está representada pelo
Associe a 2.a coluna à 1.a.
pâncreas, pois possui uma parte endócrina e ou- COLUNA 1 COLUNA 2
tra exócrina. Glândulas Hormônios
O sistema endócrino difere funcionalmente do 1 – hipófise ( ) andrógenos
sistema nervoso pela rapidez da resposta: en- 2 – pâncreas ( ) somatotrofina ou
quanto um impulso nervoso pode percorrer o hormônio do
corpo em milésimos de segundo, o hormônio po- crescimento
de levar segundos ou até minutos para atingir o 3 – testículos ( ) insulina
órgão-alvo. Localizado no cérebro diretamente acima da hi- ( ) hormônio folículo
Apesar dessas diferenças anatômicas e funcio- pófise, é conhecido por exercer controle sobre estimulante
nais entre esses sistemas, verificou-se que al- ela por meio de conexões neurais e substâncias A seqüência correta é
guns neurônios podem produzir hormônios de- semelhantes a hormônios chamadas fatores de- a) 1 – 1 – 3 – 2.
nominados neurossecreções. Alguns neurônios sencadeadores (ou de liberação), o meio pelo b) 3 – 1 – 2 – 1.
do hipotálamo dos mamíferos, por exemplo, pro- qual o sistema nervoso controla o comportamen- c) 3 – 2 – 2 – 1.
duzem neurossecreções que ficam acumuladas to sexual via sistema endócrino. d) 1 – 2 – 3 – 2.
no lobo posterior da hipófise (neuro-hipófise). O hipotálamo estimula a glândula pituitária a libe- e) 3 – 2 – 1 – 3.
Freqüentemente, o sistema nervoso interage com rar os hormônios gonadotróficos (FSH e LH), que
atuam sobre as gônadas, estimulando a libera- 02. (UERJ) Técnica reverte menopausa e
o endócrino, formando mecanismos reguladores devolve fertilidade
ção de hormônios gonadais na corrente sangüí-
bastante precisos.
nea. Na mulher, a glândula-alvo do hormônio go- Mulher estéril voltou a produzir óvulos após
Além de exercerem efeitos sobre órgãos não-
nadotrófico é o ovário; no homem, são os testícu- receber um transplante de ovário congela-
endócrinos, alguns hormônios, denominados
los. Os hormônios gonadais são detectados pela do nos Estados Unidos.
trópicos, atuam sobre outras glândulas endócri-
pituitária e pelo hipotálamo, inibindo a liberação ("O Globo", 24/09/99)
nas. Os principais hormônios trópicos dos verte-
de mais hormônio pituitário, por feed-back. No procedimento médico-cirúrgico acima,
brados são produzidos pela hipófise. São eles:
Como a hipófise secreta hormônios que contro- o tecido ovariano transplantado foi induzi-
• tireoideotrópicos: atuam sobre a glândula en-
lam outras glândulas e está subordinada, por sua do por hormônios a produzir óvulos.
dócrina tireóide; vez, ao sistema nervoso, pode-se dizer que o sis- Isso foi possível porque a função ovariana
• adrenocorticotrópicos: atuam sobre o córtex tema endócrino é subordinado ao nervoso e que é estimulada pelos seguintes hormônios
da glândula endócrina adrenal (ou supra-re- o hipotálamo é o mediador entre esses dois sis- secretados pela hipófise:
nal). temas. a) estrogênio e progesterona
• gonadotrópicos: atuam sobre as gônadas
3. Tireóide b) estrogênio e hormônio luteinizante
masculinas e femininas. c) folículo estimulante e progesterona
Localiza-se no pescoço, estando apoiada sobre
1. Hipófise ou pituitária d) folículo estimulante e hormônio luteinizante
as cartilagens da laringe e da traquéia. Seus dois
hormônios, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), 03. (UFV) O homem cresce, de um modo ge-
aumentam a velocidade dos processos de oxida- ral, até próximo aos 20 anos. O crescimen-
ção e de liberação de energia nas células do cor- to em altura do indivíduo é coordenado,
po, elevando a taxa metabólica e a geração de principalmente, por atividade glandular. As-
calor. Estimulam ainda a produção de RNA e a sinale a alternativa que apresenta o nome
síntese de proteínas, estando relacionados ao da glândula que produz o hormônio de
crescimento, à maturação e ao desenvolvimento. crescimento:
A calcitonina, outro hormônio secretado pela
a) Pâncreas. b) Hipófise. c) Tireóide.
tireóide, participa do controle da concentração d) Rim. e) Fígado.
sangüínea de cálcio, inibindo a remoção do cál-
cio dos ossos e a saída dele para o plasma san- 04. (G2) O diabete insípido e o diabete melito
güíneo, estimulando sua incorporação pelos resultam, respectivamente, da deficiência:
ossos. a) do lobo posterior da hipófise (ou do hipotála-
mo) e do pâncreas;
b) do pâncreas e do córtex adrenal;
c) do lobo anterior da hipófise e do córtex adre-
nal;
d) do pâncreas e da tireóide;
e) do lobo anterior da hipófise e do pâncreas.

11
01. (Ufes) A hipófise produz e secreta uma sé- Indivíduo com alteração da tireóide chamada
rie de hormônios que têm ação em órgãos exofitalmia.
distintos, sendo, portanto, considerada a Além desses órgãos, existem outros que também
mais importante glândula do sistema en- sintetizam hormônios, atuando secundariamente
dócrino humano. como órgãos endócrinos. É o caso do estômago
A respeito dos hormônios hipofisários, é e do intestino, que secretam cerca de oito hormô-
CORRETO afirmar que nios, incluindo a gastrina e a secretina. O cora-
ção também produz hormônios que atuam no
a) o FSH, produzido na hipófise anterior, facilita
o crescimento dos folículos ovarianos e au-
controle dos níveis de sódio e de água no orga- Exercícios
nismo. 01. (PUC–MG) O esquema a seguir repre-
menta a motilidade das trompas uterinas du-
A tabela a seguir resume algumas das principais senta um processo de regulação endó-
rante a fecundação.
funções dos hormônios para a espécie humana. crina por fatores internos e externos ao
b) a vasopressina, secretada pelo lobo poste-
rior da hipófise, é responsável pela reabsor- organismo.
ção de água nos túbulos renais.
c) o hormônio adenocorticotrópico (ACTH) é
um esteróide secretado pela adeno-hipófise
e exerce efeito inibitório sobre o córtex adre-
nal.
d) o comportamento maternal e a recomposi-
ção do endométrio, após o parto, ocorrem
sob a influência do hormônio prolactina.
De acordo com o esquema e com os
e) o hormônio luteinizante atua sobre o ovário
seus conhecimentos, é correto afirmar,
e determina aumento nos níveis do hormô- EXCETO:
nio folículo estimulante (FSH) após a ovula- a) Estímulo e inibição atuam coordenada-
ção. mente, opondo-se a grandes variações
na concentração plasmática de tiroxina
02. (Cesgranrio) A incrementação nutricional em indivíduos normais.
dos alimentos teve início em 1924, quan- b) Tiroxina pode atuar como hormônio que
do, nos EUA, o iodato de potássio foi adi- contribui para nos adaptarmos ao frio.
cionado ao sal de cozinha numa tentativa c) A redução nos níveis de TSH é sempre in-
de inibir o bócio. dicadora de hipotireoidismo.
Estudos científicos revelam que a carência d) A carência nutricional de iodo pode de-
terminar a redução na produção de tiro-
de iodo na dieta produz uma hipofunção
xina e o aumento de volume da tireóide.
glandular que acarreta desordens meta-
bólicas importantes, pois deixam de ser 02. (UFRS) Os hormônios participam da re-
produzidos hormônios fundamentais na gulação de várias funções fisiológicas,
homeostase e no metabolismo celular em como a ativação metabólica e a regula-
ção da temperatura. O hormônio que
geral. modula esses processos é produzido
Assinale a opção que relaciona correta- pela:
mente os hormônios e a respectiva glân- a) tireóide d) paratireóide;
dula que pode sofrer disfunção se houver b) hipófise; e) amígdala.
carência de iodo. c) supra-renal;

a) Hormônio tireotrófico e adrenocorticotrófico


– hipófise. 03. Quando nos encontramos em situação
de alarme (pânico, susto e raiva), quase
b) Hormônio tireotrófico e do crescimento –
que imediatamente o coração começa
hipófise. a bater mais rápido, empalidecemos,
c) Tiroxina e calcitonina – tireóide pela diminuição da circulação periféri-
d) Triiodotironina e tiroxina – tireóide. ca, e a freqüência respiratória aumenta.
e) Triiodotironina e calcitonina – tireóide Essas são algumas alterações fisiológi-
cas que ocorrem quando o organismo
03. (PUC–MG) A remoção de um tumor no produz uma maior quantidade de:
pescoço de um paciente provocou hipo- a) Adrenalina. d) Tiroxina.
função da glândula tireóide. Dentre os sin- b) Estradiol. e) Progesterona
tomas decorrentes dessa hipofunção, po- c) Cortisona.
demos encontrar, EXCETO:
a) Emagrecimento
04. (UFPE) O equilíbrio hídrico no corpo
humano depende dos hormônios:
b) Cansaço (letargia)
a) testosterona e tiroxina;
c) Edema de pele b) glucágon e timosina;
d) Redução do metabolismo basal c) ADH (antidiurético) e aldosterona;
e) Retardamento do desenvolvimento físico e d) paratormônio e calcitonina;
mental e) calcitonina e antidiurético.

12
logo, 22 – 100 = – 2n + 2 e, 22 – 100 – 2 = –2n

Matemática de onde conclui-se que –80 = –2n, de onde vem


n = 40.
Portanto, a PA possui 40 termos.
Professor CLÍCIO Freire Através de um tratamento simples e conveniente
da fórmula do termo geral de uma PA, podemos
generalizá-la da seguinte forma:
Aula 54 Sendo aj o termo de ordem j (j-ésimo termo) da
Progressões PA e ak o termo de ordem k ( k-ésimo termo) da
PA, poderemos escrever a seguinte fórmula gené-
Progressão aritmética rica: aj = ak + (j – k).r
1 – Introdução
Chama-se seqüência ou sucessão numérica a 03. Se, numa PA, o quinto termo é 30 e o vigési-
qualquer conjunto ordenado de números reais ou mo termo é 60, qual é a razão? 01. (UFPI) A seqüência ( s – 1, 3s – 1, s – 3),
complexos. Assim, por exemplo, o conjunto orde- Solução: onde s é um real, é, nessa ordem, uma
nado A = (3, 5, 7, 9, 11, ... , 35) é uma seqüência Temos a5 = 30 e a20 = 60. progressão aritmética de 3 termos. A so-
cujo primeiro termo é 3, o segundo termo é 5, o Pela fórmula anterior, poderemos escrever:
a20 = a5 + (20 – 5) . r e, substituindo, fica: 60 =
ma dos termos extremos de tal PA é igual
terceiro termo é 7, e assim sucessivamente. a:
30 + (20 – 5).r ; 60 – 30 = 15r ; logo, r = 2.
Uma seqüência pode ser finita ou infinita.
04. Numa PA de razão 5, o vigésimo termo vale 8. a) –3
O exemplo dado acima é de uma seqüência fini-
ta. Já a seqüência P = (0, 2, 4, 6, 8, ... ) é infinita. Qual o terceiro termo? b) 3
Uma seqüência numérica pode ser representada Solução: c) –5
genericamente na forma: (a1, a2, a3, ... , ak, ... , an, Temos r = 5, a20 = 8. d) 5
...), onde a1 é o primeiro termo, a2 é o segundo Logo o termo procurado será: e) 0
termo, ... , ak é o k-ésimo termo, ... , an é o n- a3 = a20 + (3 – 20).5
ésimo termo. (Nesse caso, k < n). a3 = 8 –17.5 = 8 – 85 = –77. 02. (UFSCar) A soma dos cinco primeiros ter-
Por exemplo, na seqüência Y = ( 2, 6, 18, 54, 4 - Propriedades das Progressões Aritméticas mos de uma PA vale 15, e o produto des-
162, 486, ... ), podemos dizer que a3 = 18, a5 = ses termos é zero. Sendo a razão da PA
a) Numa PA, cada termo (a partir do segundo) é
162, etc. um número inteiro e positivo, o segundo
a média aritmética dos termos vizinhos deste.
São de particular interesse as seqüências cujos
Exemplo: termo dessa seqüência vale:
termos obedecem a uma lei de formação, ou se-
PA : ( m, n, r) ; portanto n = (m + r)/2
ja, é possível escrever uma relação matemática a) 4 b) 3 c) 1
Assim, se lhe apresentarem um problema de PA
entre eles. d) 2 e) 0
do tipo:
2 – Definição Três números estão em PA, ... , a forma mais inte- 03. (PUC-Rio) Três números estão em pro-
Chama-se Progressão Aritmética – PA – a toda ligente de resolver o problema é considerar que gressão aritmética. A soma dos três nú-
seqüência numérica cujos termos, a partir do se- a PA é do tipo: (x – r, x, x + r), onde r é a razão da
meros é 21. Assinale a opção que apre-
gundo, são iguais ao anterior, somado com um PA.
valor constante denominado razão. b)Numa PA, a soma dos termos eqüidistantes senta o valor correto do termo do meio.
Exemplos: dos extremos é constante. a) 4 b) 6 c) 7
A = (1, 5, 9, 13, 17, 21, ...) razão = 4 (PA cres- Exemplo: d) 5 e) 2
cente) PA : ( m, n, r, s, t); portanto, m + t = n + s = r +
B = ( 3, 12, 21, 30, 39, 48, ... ) razão = 9 (PA cres- r = 2r 04. (MACK) Em uma sala existem, 100 caixas
cente) Essas propriedades facilitam, sobremaneira, a numeradas com os múltiplos sucessivos
C = ( 5, 5, 5, 5, 5, 5, 5, ... ) razão = 0 (PA cons- solução de problemas. de 4, começando por 4. Em cada caixa,
tante) 5 - Soma dos n primeiros termos de uma PA existe uma quantidade de bolas igual ao
D = ( 100, 90, 80, 70, 60, 50, ... ) razão = –10 (PA número exibido na parte externa da caixa.
Seja a PA ( a1, a2, a3, ..., an–1, an). A soma dos n
decrescente)
primeiros termos Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an–1 O total de bolas existentes em todas as
3 - Termo Geral de uma PA + an pode ser deduzida facilmente da aplicação caixas é:
Seja a PA genérica (a1, a2, a3, ... , an, ...) de razão r. da segunda propriedade acima.
(a1 + an).n a) 18800
De acordo com a definição, podemos escrever:
Temos: Sn = –––––––––––– b) 20200
a2 = a1 + 1.r 2
a3 = a2 + r = (a1 + r) + r = a1 + 2r c) 24120
a4 = a3 + r = (a1 + 2r) + r = a1 + 3r d) 14400
Aplicações
..................................................... e) 16000
Podemos inferir (deduzir) das igualdades acima 05. Calcule a soma dos 200 primeiros números
que: an = a1 + (n – 1) . r ímpares positivos. 05. (PUC–PR) Considere a sucessão dos nú-
A expressão an = a1 + (n – 1) . r é denominada Solução:
meros naturais múltiplos de 7 escrita sem
termo geral da PA. Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, ... )
Precisamos conhecer o valor de a200 .
separar os algarismos a seguir:
Nessa fórmula, temos que an é o termo de ordem
Mas a200 = a1 + (200 - 1).r = 1 + 199.2 = 399 7142128354249... Qual o valor absoluto
n (n-ésimo termo), r é a razão e a1 é o primeiro
termo da Progressão Aritmética – PA. Logo Sn = [(1 + 399). 200] / 2 = 40.000 do algarismo que ocupa, nessa sucessão,
Portanto a soma dos duzentos primeiros números o 76.° lugar?
ímpares positivos é igual a 40000.
Aplicações a) 4 b) 1 c) 3
01. Qual o milésimo número ímpar positivo? 06. Qual é o número mínimo de termos que se d) 0 e) 2
Solução: deve somar na P.A. :(7/5 , 1 , 3/5, ...), a partir do
Temos a PA: ( 1, 3, 5, 7, 9, ... ), onde o primeiro primeiro termo, para que a soma seja negativa?
termo a1= 1, a razão r = 2, e queremos calcular a)9 b)8 c)7 06. (LUMEN) Se a seqüência (a , b , c) é uma
o milésimo termo a1000. Nessas condições, n = d)6 e)5 progressão aritmética de razão 5, então
1000, e poderemos escrever: Solução: (3a + 2 , 3b + 2 , 3c + 2)
a1000 = a1 + (1000 – 1).2 = 1 + 999.2 = 1 + Temos: a1 = 7/5 e r = 1 – 7/5 = 5/5 – 7/5 =
a) não é progressão aritmética
1998 = 1999. –2/5, ou seja: r = –2/5.
Portanto 1999 é o milésimo número ímpar. Poderemos escrever, então, para o n-ésimo termo b) é uma progressão aritmética de razão igual
an: a 15
02. Qual o número de termos da PA: ( 100, 98, an = a1 + (n – 1).r = 7/5 + (n – 1).(-2/5) c) é uma progressão aritmética de razão igual
96, ... , 22)? an = 7/5 – 2n/5 + 2/5 = (7/5 + 2/5) –2n/5 = 9/5 a3
Solução: –2n/5 = (9 – 2n)/5
Temos a1 = 100, r = 98 – 100 = –2 e an = 22, e d) é uma progressão aritmética de razão igual
A soma dos n primeiros termos, pela fórmula vista
desejamos calcular n. a1
anteriormente, será então:
Substituindo na fórmula do termo geral, fica: 22 Sn = (a1 + an). (n/2) = [(7/5) + (9 – 2n)/5].(n/2) e) é uma progressão aritmética de razão igual
= 100 + (n – 1). (–2) ; = [(16 – 2n)/5].(n/2) a5

13
Sn = (16n – 2n2) / 10 transformando, temos:
Ora, nós queremos que a soma Sn seja negativa; a1 + a1 .q + a1. q2= 7 ⇒ a1 (1 + q + q2)= 7 (I)
logo vem: (16n – 2n2) / 10 < 0 a4 + a5 + a6= 56 ⇒ a1.q3(1 + q + q2) = 56 (II)
Como o denominador é positivo, para que a fra- Dividindo-se II por I :
ção acima seja negativa, o numerador deve ser q3 = 8 ⇒ q = 2
negativo. Logo deveremos ter: de I vem:
16n – 2n2 < 0 a1 (1 + 2 + 4) = 7 ⇒ a1 = 1
Portanto n(16 – 2n ) < 0 (1, 2 , 4, 8, ...)
Ora, como n é o número de termos, ele é um nú-
03. Interpolar ou inserir três meios geométricos
mero inteiro e positivo. Portanto, para que o pro-
entre 3 e 48.
duto acima seja negativo, deveremos ter:
Solução: O problema consiste em formar uma
16 – 2n < 0, de onde vem 16 < 2n ou 2n > 16 ou
01. (Mack) A soma de todos os valores de PG, onde:
n > 8.
f(k) dados por f(k) =2–k+1/2, k ∈ N*, é: Como n é um número inteiro positivo, deduzimos a1 = 3
imediatamente que n = 9. an = 48
a) b) 2 c) 1 n=3+2=5
07. Numa progressão aritmética, o primeiro ter- Devemos, então, calcular q:
d) e) 1/2 mo é 1, e a soma do n-ésimo termo com o an = a1.qn-1 ⇒ 48 = 3 . q4 ⇒ q = ±2
02. (UFPI) A seqüência infinita S = (1, –2/3, número de termos é 2. Calcule a razão dessa Para q = 2 ⇒ (3 , 12, 24, 48)
1/2, –1/3, 1/4, –1/6, 1/8, –1/12, ...) tem a
progressão. Para q = –2 ⇒ (3, –6, 12, –24, 48)
Solução:
soma de valor: Temos: a1 = 1 e an + n = 2, onde an é o n-ésimo 04. Dar o valor de x na igualdade x + 3x +...
a) 1/2 termo. +729x = 5465, sabendo-se que os termos do 1°
b) 0 Fazendo n = 2, vem: a2 + 2 = 2, de onde vem membro formam uma P.G.
c) Infinitos imediatamente que a2 = 0. Solução:
d) 2/3 Daí r = a2 – a1 = 0 – 1 = –1, que é a resposta a1 = x
procurada. q = 3x/x= 3
e) 1/3
an = 729x
Progressão Geométrica
03. (UEPB) Um carro 0 km foi comprado por Sn= 5465
X reais em 2002. A cada ano que passa, 1. Definição Cálculo de n:
a desvalorização desse automóvel é de Progressão Geométrica (PG) é toda seqüência an= a1qn-1 ⇒ 729x = x . 3 n-1 (veja que x ≠ 0)
20% em relação ao ano anterior. Em
de números não nulos na qual é constante o quo- 729 = 3–1 ⇒ 36 = 3n–1 ⇒ n = 7
ciente da divisão de cada termo (a partir do se- Sn = a1 . (qn – 1) / q – 1
2012, o valor desse carro será de: gundo) pelo termo anterior. Esse quociente é 5465 = x (37 – 1)/ (3 – 1)
a) 0,210X chamado de razão (q) da progressão. x=5
b) 0,810X Seja a seqüência: (2,4,8,16,32,...).
c) 0,29X Observamos que: 05. Calcular a fração geratriz da dizima 0, 3131...
d) 0,89X 4=2x2 Solução:
8=4x2 0,3131... = 0,31 + 0,0031+ ... (uma PG)
04. (UEPB) O número de lactobacilos numa 16 = 8 x 2 a1 = 0,31
cultura duplica a cada hora. Se num (i) Observamos que o termo posterior é igual ao termo q = 0,01
dado instante essa cultura tem cerca de anterior multiplicado por um número fixo; Sn = a1 / 1–q ⇒ Sn = 0,31/1–0,01 ⇒ Sn= 31/99
mil lactobacilos, em quanto tempo, (ii) Toda seqüência que tiver essa lei de formação se
aproximadamente, a cultura terá um chama Progressão Geométrica (P.G.); Exercícios
milhão de lactobacilos? (iii) A esse número fixo, damos o nome de razão (q);
01. O único valor de x que verifica a equa-
a) 5h 2. Representação Matemática → q = an / an–1
ção (x-2)+(x-5)+(x-8)+...+(x-47)=424
b) 100h 3. Classificação é
c) 7h a) (2,6,18,54,...) → P.G. Crescente ;
b) (–2,–6,–18,–54,...) → P.G. Decrescente;
a) 51 b) 41 c) 31
d) 10h
c) (6,6,6,6,6,...) → P.G. Constante(q = 1) ;
d) 61 e) 71
e) 2h
d) (–2, 6, –18, 54,...) → P.G. Alternante(q < 0). 02. (PUC-RS) Na seqüência definida por
05. (PUC–SP) Os termos da seqüência (10, 4. Termo Geral da P.G. 5n – 1
8, 11, 9, 12, 10, 13, ...) obedecem a uma an= ––––––– , a soma dos 10
lei de formação . Se an, em que n ∈ N*,
a2 = a1 . q
a3 = a2 . q ou a3 = a1 . q2 2
é o termo de ordem n dessa seqüência, primeiros termos é igual a
an = a1 . qn-1
então a30 + a55 é igual a: Três números em P.G. → x/q , x, x.q a) 53/2 b) 265/2 c) 53
a) 60 d) 265 e) 530
5. Interpolação Geométrica
b) 61 03. (UFRGS) A PA (a1, a2, a3, ...) tem razão
Exemplo: 1,__,__,__,__,243
a6 = a1 .q5 ⇒ 243= 1.q5 ⇒ q = 3
c) 58 "r". A razão da progressão definida por
d) 59 Logo (1,3,9,27,81,243); bn=a5n é
06. (Mack) Se três números não-nulos 6. Soma dos Termos de uma P.G. finita a) r b) r+r c) 5r
formam, na mesma ordem, uma → Sn = a1 . (qn – 1) / q–1 d) r-5 e) r/5
progressão geométrica e uma Soma dos Termos de uma P.G. infinita: 04. A soma dos 40 primeiros números
progressão aritmética , então a razão da Se expressões do tipo qn, quando: 0 < q <1 ou naturais é igual a
progressão geométrica é: n → ∞ (tende a infinito); a) 400 b) 410 c) 670
a) 1/3 qn = 0 (Aproximadamente) d) 780 e) 800
Sn = a1 / 1–q
b) –1/3
05. (UFCE) Um atleta corre sempre 400
c) 1
Aplicações metros a mais que no dia anterior. Ao
d) 2
final de 11 dias, ele percorre um total de
e) –1 01. Numa PG de 6 termos, o primeiro termo é 2, 35200 metros. O número de metros que
e o último é 486. Calcular a razão dessa PG ele correu no último dia foi igual a
07. O sétimo termo de uma PA é 20, e o Solução: n= 6
décimo é 32. Então o vigésimo termo é a1 = 2 a) 5100 b) 5200 c) 5300
a) 60 a6 = 486 d) 5400 e) 5500
b) 59 a6 = a1.q5 ⇒ 486 = 2 . q5 ⇒ q = 3 06. (PUC) A soma dos n primeiros termos
c) 72 02. Ache a progressão aritmética em que: de uma PA é dada por Sn=3n2+5n. A
d) 80 a1 + a2 + a3 = 7 razão dessa PA é:
e) 76 a4 + a5 + a6 = 56 a) 7 b) 6 c) 9
Solução: d) 8 e) 10

14
Gabarito do Calendário
número anterior 2008
Aprovar n.º 08

Aulas 55 a 90
DESAFIO FÍSICO (p. 3)
01. E;
02. A;
03. E;
04. C; LEITURA OBRIGATÓRIA
05. A;
06. B; O humor do português,
07. A; de João Batista Gomes
DESAFIO FÍSICO (p. 4) TEXTO PARA LEITURA
01. A;
02. E; Parir e dar à luz
03. E;
— Quantos anos a senhora tem, mãe?
04. B;
05. A; Ela demora um pouco a responder. Está esco-
06. A; vando os cabelos.
07. B; — Vinte e dois... Vou completar vinte e três.
08. D; — Só? Então, a senhora me teve com... Pera
aí... Num diz não, mãe... Com...
EXERCÍCIO (p. 4)
— Com dezessete, filho. Com dezessete anos.
01. D;
02. A; — E dezessete é com “z” ou com “s”, mãe?
03. B; — Claro que é com “z”, filhinho. Vem de dez. Dez
mais sete, entendeu?
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 5) — Isso eu entendi. Mas pera aí, mãe. A senhora
01. V, V, V, e F; não era muito nova pra parir não?
02. A; — Era muito nova sim, filho. E preste atenção:
03. B;
não diga “parir”. É grosseiro. Diga “dar à luz”.
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 6) — Mas a senhora me teve... Ah, entendi. A se-
01. A; nhora me teve e, para comemorar, deu luzes...
02. V, V, V, e F; — Não, filhinho. Não. “Dar à luz” é um modo de
03. A; dizer... É para evitar a palavra parir, mais usada para
EXERCÍCIO (p. 6) animais: a vaca pariu, a égua pariu...
01. A; — Mas, com dezessete anos, a senhora tinha
02. E; que ter evitado tudo: parir, dar à luz...
A mãe interrompe o penteado, agacha-se frente
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 07)
ao filho para poder falar de igual para igual.
01. C;
02. E; — Escute aqui, meu filho. Você está falando
03. A; como gente grande. Se a mamãe não parisse, você
04. B; não existiria.
05. C; — E com dezessete anos, a senhora já tinha os
peitos caídos assim?
ARAPUCA (p. 9)
A mãe levanta-se, suspende os seios com as
01. B
mãos, faz uma cara de tristeza. A voz sai apagada.
DESAFIO GRAMATICAL (p. 9) — Tinha não, filho. Tinha não. Eles eram assim.
01. E; — E por que caíram? Foi por causa deu?
02. E; — Que “por causa deu”, menino! Por causa “de
03. E; mim”.
DESAFIO QUÍMICO (p. 11) — Quer dizer que você mesma fez os peitos caí-
01. B; rem?
02. D; — Não diga besteira, filho. Estou tentando ex-
03. E; plicar a você que o correto é dizer “por causa de
04. C; mim”, e não “por causa deu”. Entendeu?
05. A; — Agora, entendi.
06. D;
— Então, já que você é tão curioso, aprenda
07. A;
08. E; outra lição. O correto é perguntar assim: “Você mes-
ma fez os peitos cair”?
DESAFIO QUÍMICO (p. 12) — E como foi que eu perguntei?
01. A; — Você usou “caírem” em vez de “cair”.
02. B; — Então, mãe, vou fazer a pergunta de modo
03. D; correto. Seus peitos caíram por causa de mim?
04. D;
— Bem... Acho que sim... Pensando bem, não
05. D;
06. E; foi não, filhinho. Você não tem culpa nenhuma.
07. E; Agacha-se de novo para falar cara a cara (atente
na construção: sem crase) com o garoto.
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 13) — Olhe, filhinho. Quando os bebês nascem, os
01. E; seios das mães crescem, ficam inchados, cheios de
02. D;
leite. Com o tempo, o leite acaba, e os seios mur-
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 14) cham... E ficam assim.
01. D; — Que é isso, mãe? Não devem haver segredos
02. C; entre eu e a senhora...
03. B; — Devagar, filho. Devagar. Primeiro, é feio dizer
“não devem haver”. O correto é “não deve haver
segredos”. Outra construção feia é “entre eu e a
senhora”. O correto é “entre mim e a senhora”,
“entre mim e você”, “entre você e mim”...
(Gomes, João Batista. O humor do português.
Manaus: Linguativa, 2008, pág. 53 a 55).

15
LÍNGUA PORTUGUESA REIS, Martha. Completamente Química: físico-química. São Paulo:
ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Dicionário de questões vernáculas. FTD, 2001.
3. ed. São Paulo: Ática, 1996. SARDELLA, Antônio. Curso de Química: físico-química. São Paulo:
BECHARA, Evanildo. Lições de português pela análise sintática. Rio Ática, 2000.
de Janeiro: Fundo de Cultura, 1960. BIOLOGIA
CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dúvidas da língua AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de
portuguesa. 2. impr. São Paulo: Nova Fronteira, 1996. Biologia das células: origem da vida. São Paulo: Moderna, 2001.
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HOLANDA, Aurélio Buarque de. Novo dicionário da língua Saraiva. 2000.
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MATEMÁTICA RAMALHO Jr., Francisco et alii. Os Fundamentos da Física. 8.a ed.
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QUÍMICA
COVRE, Geraldo José. Química Geral: o homem e a natureza.
São Paulo: FTD, 2000.
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LEMBO, Antônio. Química Geral: realidade e contexto. São Paulo:
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