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Guia de Profissões
Informática

G
enericamente, denomina-se infor- mação em áreas como estruturas de infor-
mática o conjunto das ciências da mação, algoritmos, linguagens de progra-
informação, estando incluídas mação, desenvolvimento e análise de siste-
nesse grupo: a ciência da computação, a mas, entre outras. É uma área que trabalha,
teoria da informação, o processo de cálcu- essencialmente, com software e que tem
lo, a análise numérica e os métodos teóri- um forte embasamento em fundamentos
cos da representação dos conhecimentos e matemáticos e em cálculo. O estudante de
de modelagem dos problemas. Não é raro Ciência da Computação é preparado para
encontrar estudantes que se interessam resolver problemas reais, aplicando solu-
pela área, mas que não sabem exatamente ções que envolvam computação, indepen-
qual curso fazer, justamente por não conhe- dente de qual seja o ambiente (comercial,
cerem as diferenças entre eles. industrial ou científico). Quem se forma
A computação está para as ciências exatas nessa área tem uma variedade de carreiras
assim como a medicina está para as ciên- profissionais a seguir, uma vez que a com-
cias biológicas. Ambas são áreas comple- putação é aplicada a diversas áreas do co- mática; realizar planejamento e execução
xas e que se dividem em diversos outros nhecimento. de currículos que empreguem a informáti-
segmentos. Isso significa que existem vá- Engenharia da Computação – esse curso ca; elaborar e participar de projetos de en-
rios caminhos a seguir e, por isso, é impor- tem muitas semelhanças com o curso de sino a distância; organizar e administrar la-
tante optar por algo que realmente lhe a- Ciência da Computação, tendo, inclusive, boratórios de informática; e elaborar mate-
grade; do contrário, frustração e prejuízo disciplinas em comum. Alguns países che- riais informativos sobre recursos tecnológi-
serão apenas algumas das conseqüências gam a não fazer distinção desse curso com cos.
de uma escolha errada. a Ciência da Computação. No entanto, nos A UEA oferece, ainda, o curso de Engenha-
Ciência da Computação – aborda, de ma- países que a fazem, a Engenharia da Com- ria da Computação, uma das habilitações
neira aprofundada, os conceitos e as teo- putação é diferenciada por se destacar no do curso de Engenharia, que possibilita
rias da computação, dando uma sólida for- projeto, no desenvolvimento e na imple- uma sólida formação técnico-científica e
mentação de equipamentos e de dispositi- profissional, que capacita a especificar,
vos computacionais. Grossamente falando, desenvolver, implementar, adaptar, industri-
é uma área que trabalha mais com hardwa- alizar, instalar e manter sistemas computa-
re, o que a torna, até certo ponto, também cionais, bem como perfazer a integração de

Índice semelhante a cursos como Engenharia


Elétrica. Quem se forma nesse curso torná-
se apto a projetar e a implementar sistemas
recursos físicos e lógicos necessários para
o atendimento das necessidades informa-
cionais, computacionais e da automação
de hardware e software em equipamentos, de organizações em geral.
em aplicações industriais, em redes de co- Por meio de Sistema Presencial Mediado
FÍSICA pela Tecnologia, a UEA oferece, ainda, o
municação, entre outros.
Óptica geométrica .................... Pág. 03 Sistemas da Informação – focado no pla-
curso de Tecnologia e Análise de Desenvol-
vimento de Sistemas, que funciona nos mu-
(aula 73) nejamento e no desenvolvimento de siste-
nicípios de Boca do Acre, Carauari, Careiro
mas de informação e de automação. Além
Castanho, Coari, Eirunepé, Humaitá, Lá-
GEOGRAFIA disso, o estudante de Sistemas da Informa- brea, Manacapuru, Manicoré, Maués, Presi-
ção recebe preparo para atuar no desenvol- dente Figueiredo e São Gabriel da Cachoei-
Clima e hidrografia ................... Pág. 05 vimento e no suporte de softwares. Tam- ra.
(aula 74) bém são aplicados conhecimentos de ad-
ministração, negócios e relações humanas. Ao final do curso, o tecnólogo estará apto a
O profissional dessa área é mais focado em trabalhar como desenvolvedor de sistemas
BIOLOGIA em linguagem comercial e científica, na
aplicar recursos de informática na solução
Gametogênese e sistema reprodutor operação e manutenção de sistemas de
de problemas das empresas do que desen-
computadores e na programação, análise e
................................................... Pág. 07 volvê-las.
projetos de software. Além disso, pode de-
Na UEA, existem quatro cursos que ofere- finir, elaborar e implementar programas de
(aula 75) cem conhecimentos distintos na área de in- computação e sua estrutura de apoio,
formática. O de Licenciatura Plena em Infor- supervisionar e orientar o trabalho de pro-
LITERATURA mática, Engenharia da Computação, Tecno- fisssionais da área na implantação e gerên-
Romantismo IV – Prosa II ......... Pág. 09 logia em Análise e Desenvolvimento de Sis- cia de redes de computadores.
temas e Tecnologia em Processamento de Com plataforma idêntica, mas realizado pe-
(aula 76) Dados. lo sistema presencial, o curso de Tecnólogo
Por se tratar de uma ferramenta fundamen- em Processamento de Dados, composto
QUÍMICA tal na formação dos estudantes, a UEA con- por seis períodos, foi desenhado especial-
Teoria atômico-molecular ........ Pág. 11 templou o ensino da informática com a ins- mente para aqueles que desejam ingressar
tituição de um curso de Licenciatura Plena. mais rapidamente no mercado de trabalho.
(aula 77) Tem por objetivo formar profissionais aptos
O objetivo é graduar educadores na área
da computação para os níveis de Ensino a projetar e desenvolver softwares aplicati-
GEOGRAFIA Fundamental, Médio e Profissionalizante, vos para empresas em geral, bem como fa-
O relevo terrestre e sua dinâmica com critérios de excelência, ética, pertinên- zer uso da informática e da computação co-
cia social e identidade profissional. Vincula- mo ferramenta e apoio na geração de infor-
................................................... Pág. 13 do à Escola Superior de Tecnologia, o cur- mação. É um curso inteiramente voltado
so é oferecido em Manaus. para o mercado de sistemas de informação,
(aula 78)
isto é, o mercado que absorve profissionais
Além de atuar na docência, os profissionais na área de aplicação da tecnologia compu-
Referências bibliográficas ...... Pág. 15 formados nesse curso poderão exercer ati- tacional no uso e desenvolvimento de
vidades de pesquisa em tecnologia e infor- sistemas de informação.

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Física
Professor Carlos Jennings

Aula 73

Óptica geométrica
Estuda as leis que descrevem o comportamento
geométrico da luz nos fenômenos ópticos. Aplicação
Reflexão da luz – Fenômeno óptico que ocorre 01. Três raios luminosos, A, B e C, incidem
Que altura deve ter um espelho plano para que
quando a luz, ao incidir em uma superfície que num espelho plano. O raio A incide per-
uma pessoa possa ver-se por inteiro, quando
separa dois meios, volta ao meio original. pendicularmente ao espelho; B incide for-
olha para o espelho colocado verticalmente dian-
a) Reflexão difusa – Efetua-se em todas as dire- te dela? mando 80° com o seu raio refletido; C inci-
ções, como a reflexão produzida por todos os Solução: de formando 30° com o espelho. Os ângu-
corpos que não apresentam uma superfície los de incidência são, respectivamente:
polida como um espelho (esta página que vo- a) 0°, 40° e 60° b) 60°, 40° e 0°
cê está lendo, por exemplo).
c) 40°, 60° e 0° d) 90°, 60° e 30°
b) Reflexão especular – Ocorre quando um feixe e) 30°, 90° e 60°
incide numa superfície polida e volta regular-
mente para o meio original; por exemplo, se o 02. Uma pessoa olha-se em um espelho esfé-
feixe incidente é paralelo, o refletido também é rico e vê que sua imagem, virtual, aparece
paralelo. A reflexão especular permite a for- ampliada e direita. Quanto ao tipo de es-
mação de imagens. pelho e à posição da pessoa em relação
AS LEIS DA REFLEXÃO Como d1 = d2, os triângulos OAB e OCD são se- ao espelho:
melhantes. Então seus lados são proporcionais às a) convexo; defronte o espelho;
1.a O raio incidente, a normal à superfície refletora suas alturas:
no ponto de incidência e o raio refletido per- b) côncavo; entre o foco e o vértice;
AB d1(altura OAB)
tencem a um mesmo plano. ––– = –––––––––––––––––––– c) côncavo; sobre o foco;
CD d1+d2(altura de OCD)
d) côncavo; entre o foco e o centro de curvatu-
2.a O ângulo de incidência é igual ao ângulo de x d1 h
reflexão. ––=–––– ∴ x=–– ra;
h 2d1 2
e) côncavo; sobre o centro de curvatura.
O espelho deve ter a metade da altura da pessoa.
ESPELHO ESFÉRICO 03. (UECE) Quando um homem se aproxima
diretamente de um espelho plano, com
Qualquer superfície lisa, de formato esférico, que
velocidade de 1,2m/s, ele:
reflete especularmente a luz.
a) afasta-se de sua imagem com velocidade de
1,2m/s;
b) aproxima-se de sua imagem com velocidade
de 1,2m/s;
c) aproxima-se de sua imagem com velocidade
ESPELHO PLANO de 2,4m/s;
Qualquer superfície lisa e plana que reflita espe- d) mantém uma distância constante de sua
Elementos de um espelho esférico
cularmente a luz. imagem.

04. Sobre a imagem formada em um espelho


plano:
I) É real.
II) É virtual.
III) Tem o mesmo tamanho do objeto.
IV)É menor que o objeto.
C = centro de curvatura do espelho; V) É invertida.
V = vértice do espelho; VI)Não é superponível ao objeto.
CV = raio de curvatura;
São falsas:
Figura 2 – Imagem conjugada por espelho plano. EP = eixo principal;
ES = eixo secundário; a) II e V b) IV, V e VI c) II e IV
Características da imagem em um espelho α = abertura do espelho (obedeceremos às con- d) I, IV e V e) II, III, IV e VI
plano: dições de Gauss: espelhos com abertura menor
05. Um raio de luz monocromática propagan-
a) Imagem virtual – Forma-se atrás do espelho, que 10° e raios incidentes próximos ao eixo prin-
cipal). do-se no ar (meio 1) incide na superfície
na interseção dos prolongamentos dos raios
refletidos. plana e polida de um bloco de vidro (meio
Foco imagem de um espelho esférico – É o
ponto de encontro dos raios refletidos ou de seus
2), como mostra a figura.
prolongamentos.

Dados: n1= 1,00; n2= 1,41≅ ;


c= 3,0 .108m/s; θ1=45°
b) Imagem de um objeto extenso – Tem o mes- a) Calcule o ângulo de refração.
mo tamanho do objeto e é simétrica dele em a) O foco do espelho côncavo é real (espelho
b) Calcule o desvio Δ do raio incidente ao
relação ao espelho: invertem-se os lados es- convergente); do convexo, virtual (espelho di-
vergente);
refratar-se.
querdo e direito. A distância da imagem ao es-
pelho é igual à distância do objeto ao espelho. b) A distância entre o foco e o vértice do espelho c) Calcule a velocidade da luz refratada

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é chamada distância focal (f) – nos espelhos 6.° caso – espelho convexo:
de Gauss, consideramos f = R/2, onde R é o
raio de curvatura.
Raios fundamentais:
1. Todo raio paralelo ao eixo principal de um es-
pelho esférico reflete-se passando pelo foco.
2. Todo raio que passa pelo centro de curvatura
reflete-se sobre si mesmo.
3. Todo raio que passa pelo foco reflete-se para-
lelamente ao eixo principal.
4. Todo raio que atinge o vértice, formando certo No espelho convexo, a imagem de um objeto real
ângulo com o eixo principal, reflete-se forman- é sempre virtual, direita e menor que o objeto.
01. Uma pessoa, de 1,70m de altura, posta- do ângulo igual. Equação dos espelhos esféricos (Equação de
se diante de um espelho plano colocado Gauss)
1 1 1
a 1,5m dela. A altura da imagem e a dis- –– = ––– + –––
tância que separa a pessoa de sua pró- f di do
pria imagem são: (1,60m; 3,0m) Equação da ampliação (A)
Hi di
a) 85cm e 3m ––– = –––
b) 1,70m e 3m Ho do
c) 1,70m e 75cm Nas equações acima:
d) 1,70m e 1,70m Imagem de um objeto extenso f = distância focal (positiva para espelho cônca-
1.° caso – espelho côncavo; objeto colocado vo; negativa para convexo);
e) 3m e 1,5m di = distância da imagem ao vértice (positiva pa-
além de C:
ra imagem real; negativa para virtual);
02. Analise as sentenças abaixo, indicando Hi = altura da imagem (positiva para imagem di-
as falsas e as verdadeiras: reita; negativa para invertida).
do = distância do objeto ao vértice;
I) Toda imagem real é sempre invertida Ho = altura do objeto.
em relação ao objeto.
II) Toda imagem virtual é sempre direita Aplicações
em relação ao objeto. 01. Um objeto de 4cm é colocado verticalmente
III) Um espelho que produz uma imagem sobre o eixo principal de um espelho côncavo, a
virtual e menor que o objeto é, certa- 60cm do vértice. O raio do espelho mede 40cm.
Imagem: real, invertida e menor que o objeto. Calcule a natureza e a posição da imagem forne-
mente, côncavo. cida pelo espelho.
IV)Os espelhos convexos só podem pro- 2.° caso – espelho côncavo; objeto colocado so-
bre C: Solução:
duzir, de objetos reais, imagens vir-
a) Pela Equação de Gauss:
tuais. Ho = 4cm; do = 60cm; f = R/2 = 40/2 = 20cm
V) Um espelho esférico produz uma ima- 1 1 1
gem real, invertida e maior que o obje- –– = ––– + –––
f do di
to. Podemos afirmar que o objeto está
1 1 1 1 1 1
entre o foco e o raio de curvatura. ––– = ––– + ––– ∴ –– = ––– – –––
20 60 di di 20 60
a) Todas são verdadeiras.
1 2
b) Todas são falsas. ––– = ––– ∴di =30cm
Imagem: real, invertida e do mesmo tamanho do
c) Apenas a III é falsa. objeto. di 60
d) I, II e III são falsas. Como di é positiva, a imagem é real.
3.° caso – espelho côncavo; objeto colocado en-
e) Apenas V é verdadeira. tre F e C: b) Para determinar o tamanho da imagem, aplica-
mos a expressão da ampliação:
03. (Unifor–CE) Um espelho esférico tem raio Hi di Hi 30
––– = – ––– ∴ ––– = – ––– ∴ Hi=–2cm
de curvatura 40cm. Um raio luminoso, pa- Ho do 4 60
ralelo ao eixo principal, incide próximo ao O resultado mostra que a imagem é menor que
vértice e sofre reflexão, passando por um o objeto e invertida em relação a ele (Hi nega-
tiva).
ponto P do eixo principal. A distância de
P ao espelho vale, em cm: Imagem: real, invertida e maior que o objeto. 02. Um objeto de 4cm é colocado verticalmente
sobre o eixo principal de um espelho convexo
a) 10 4.° caso – espelho côncavo; objeto colocado so-
com raio de curvatura de 20cm. A distância obje-
bre F: to é de 20cm. Determine as características da
b) 20
imagem.
c) 30
d) 40 Solução:
e) 80 a) Equação de Gauss:
Ho = 4cm; f = –10cm (espelho convexo);
04. (UFMT) A um objeto colocado a 90cm de do = 20cm
1 1 1
um espelho esférico de pequena abertu- –– = ––– + –––
ra, corresponde uma imagem que é real e Neste caso, não haverá formação de imagem f do di
situada a 60cm do espelho. Baseado nes- (imagem imprópria). 1 1 1 1 1 1
–––– = ––– + ––– ∴ –– = ––– – –––
ses dados, deduza a distância focal, em 5.° caso – espelho côncavo; objeto colocado en- –10 20 di di 10 20
cm, e reconheça a natureza do espelho. tre V e F:
1 –2–1
(36cm; côncavo) ––– = ––––– ∴di =–6,6cm
di 20
a) 50, convexo; Como di é negativa, a imagem é virtual.
b) 45, convexo;
b)Usando a ampliação:
c) 40, côncavo; Hi di Hi (–6,6)
d) 30, côncavo; ––– = – ––– ∴ ––– = – ––––– ∴ Hi=1,3cm
e) 36, côncavo. Ho do 4 20
O resultado mostra que a imagem é menor que
Imagem: virtual, direita e maior. o objeto e direita (Hi positiva).

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chuvas concentradas no verão. O seu traço dis-

Geografia tintivo não se encontra nas precipitações, mas


nas temperaturas. Nos planaltos e serras da me-
Professor Paulo BRITO tade leste de São Paulo, do sul de Minas Gerais
e de uma estreita faixa ocidental do Rio de Janei-
ro, as médias anuais ficam entre 18°C e 21°C, e
as médias de julho, abaixo de 18°C. Na Serra da
Aula 74 Mantiqueira, há uma mancha com médias de ju-
lho entre 12°C e 15°C. Nessa mancha, estão as
Clima e hidrografia cidades turísticas de Campos do Jordão (SP) e
No Brasil, o critério de temperaturas revela a pre- Monte Verde (MG), com altitude de 1.600 metros,
sença de dois vastos conjuntos climáticos: os cli- que apresentam temperaturas ainda menores. A
mas quentes ou tropicais e os climas mesotérmi- média anual de Campos do Jordão não chega a
14°C. 01. (LJFC–CE) Sobre os grandes tipos climáti-
cos ou subtropicais. Já a atuação das massas de
ar e as precipitações permitem distinguir diversos O climograma de São Paulo (SP), cuja altitude cos, assinale a alternativa correta.
tipos climáticos. As correntes marinhas do Atlân- média é de 760 metros, revela a influência decisi- a) O clima subtropical distingue-se por precipita-
tico ocidental exercem influência sobre a circula- va do relevo no comportamento das temperatu-
ção atmosférica no Brasil. ções reduzidas, evaporação elevada e intensa
ras. Em janeiro e fevereiro, as médias oscilam en-
tre 22°C e 23°C. Em junho e julho, contudo, ficam insolação.
O clima equatorial exibe elevadas temperaturas
e pequena amplitude térmica anual. As médias entre 16°C e 17°C. b) O clima equatorial caracteriza-se por fracas
anuais são sempre superiores a 24°C, e as mé- Nesse tipo climático, as chuvas de verão apre- precipitações e baixas temperaturas.
dias do mês mais frios, sempre superiores a sentam características torrenciais. Essas precipi- c) O clima tropical caracteriza-se pela existência
21°C. A diferença entre as médias do mês mais tações, atuando sobre o relevo acidentado, pro-
quente e as do mês mais frio não ultrapassam de quatro estações, médias térmicas baixas e
vocam deslizamentos de terra nas vertentes, prin-
2°C ou 3°C – menores, portanto, que as amplitu- cipalmente onde o meio natural foi alterado pela baixas precipitações.
des térmicas diárias. Contudo, em virtude da alta urbanização ou pela construção de rodovias. d) O clima temperado distingue-se por contras-
umidade relativa do ar e da forte nebulosidade, O clima subtropical domina toda a Região Sul, tes sazonais de temperatura e amplitudes tér-
não se registram meses tórridos nem temperatu- além do extremo sul de São Paulo e do Mato
ras diárias excessivamente elevadas. micas muito maiores que as dos climas da Zo-
Grosso do Sul. Distingue-se de todos os demais
na Intertropical.
Principais massas de ar atuantes no Brasil climas brasileiros pelos padrões da circulação at-
mosférica. A mEc exerce influência restrita, de tal e) O clima desértico caracteriza-se pela concen-
forma que, no verão, atinge apenas a latitude do tração de chuvas no verão e amplitudes térmi-
norte do Paraná. Por outro lado, a mPa exerce cas diárias pequenas.
influência ampla, dominante durante o inverno.
As temperaturas permitem distinguir dois subti- 02. (Enem) Águas de março definem se falta luz
pos do clima subtropical. As áreas mais eleva- este ano foi o título de uma reportagem em
das, na porção leste e no centro da região, exi-
um jornal de circulação nacional pouco an-
bem médias anuais inferiores a 18°C e médias de
janeiro em torno de 22°C ou 23°C – é o clima tes do início do racionamento do consumo
Chuvas e estiagens subtropical com verões brandos. Já as áreas de energia elétrica, em 2001.
O clima tropical também é quente, com médias mais baixas, na parte oeste da região e nas pla- No Brasil, a relação entre a produção de
anuais superiores a 21°C. Contudo exibe maior nícies litorâneas do Paraná e Santa Catarina, exi-
eletricidade e a utilização de recursos hídri-
variedade térmica que o equatorial: no interior do bem médias anuais superiores a 18°C e médias
de janeiro próximas de 24°C. Na Campanha Gaú- cos, estabelecida nessa manchete, se jus-
seu domínio, as áreas em maiores latitudes e alti-
tudes podem ter médias próximas a 18°C em cha, por exemplo, o mês mais quente tem mé- tifica porque:
julho. As amplitudes anuais são menores que as dias superiores a 24°C. Esse é o clima subtropi-
a) a geração de eletricidade nas usinas hidrelé-
diárias, mas superam as do clima equatorial, po- cal com verões quentes, bem representados pelo
climograma de Porto Alegre (RS). tricas exige a manutenção de um dado fluxo
dendo chegar a 7°C.
A Região Sul diferencia-se do restante do País de água nas barragens;
O clima semi-árido distingue-se do tropical pela
fraca atuação da mEc, o que condiciona estia- pelas significativas amplitudes térmicas anuais, b) o sistema de tratamento da água e sua distri-
gens ainda mais prolongadas e totais pluviométri- que giram em torno de 10°C e, em geral, supe- buição consomem grande quantidade de e-
cos menores. Na extensa mancha semi-árida do ram as amplitudes diárias. Esse traço, associado
nergia elétrica;
sertão nordestino, ocorre larga variação da esta- a um nítido gradiente térmico sazonal, aproxima
o clima subtropical dos climas temperados típi- c) a geração de eletricidade nas usinas termelé-
ção seca, que dura entre seis e onze meses. As
chuvas, que podem ser torrenciais e provocar cos das médias latitudes. Nas áreas serranas do tricas utiliza grande volume de água para refri-
inundações, concentram-se no verão e no início sul de Santa Catarina e norte do Rio Grande do geração;
do outono. Sul, latitude e altitude combinam-se para produzir
as menores temperaturas de todo o País. Em ju- d) o consumo de água e de energia elétrica, utili-
A característica mais marcante desse tipo climáti- nho e julho, principalmente, as invasões da mPa zadas na indústria, compete com o da agricul-
co, porém, não é a escassez das precipitações, provocam "ondas de frio" prolongadas e, com tura;
mas a sua irregularidade. Quando as chuvas de certa freqüência, ocorrem temperaturas mínimas
janeiro ou fevereiro não caem ou são pouco in- e) é grande o uso de chuveiros elétricos, cuja
diárias inferiores a 0° C, associadas a geadas e
tensas, instala-se um ano de seca. Periodicamen- nevadas. Esses fenômenos são comuns em cida- operação implica abundante consumo de á-
te, registram-se períodos de seca de alguns des como São Joaquim e Lages, no planalto ca- gua.
anos, nos quais as precipitações ficam bastante tarinense, e São Francisco de Paula, Gramado e
abaixo do normal. Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. 03. (UFC–CE) Na delimitação dos grandes do-
O clima tropical atlântico abrange a fachada ori- Do ponto de vista das chuvas, o clima subtropical mínios morfoclimáticos do Brasil, há dois
ental nordestina, incluindo as planícies litorâneas varia entre o úmido e o superúmido, com precipi- grandes ecótonos ou áreas de transição.
e as vertentes orientais dos planaltos, desde o tações médias entre 1.250mm e 2.000mm, que
Rio Grande do Norte até quase o extremo sul da Um deles é constituído por um grande nú-
podem atingir níveis ainda maiores durante epi-
Bahia. A sua característica distintiva é o regime sódios de anomalias climáticas, tais como o El
mero de palmáceas, e outro apresenta gran-
de precipitações, que apresenta totais pluviomé- Niño. Em Porto Alegre, os maiores totais pluvio- de biodiversidade. Indique a alternativa que
tricos elevados, em torno de 1.500mm, com chu- métricos ocorrem no inverno e no início da prima- apresenta, corretamente, esses ecótonos.
vas concentradas nos meses de outono e inver- vera, mas não há um único mês seco. No Paraná
no. O climograma de Recife (PE) é representativo e em Santa Catarina, há maior concentração de a) Mata Atlântica e Floresta Amazônica.
desse regime: embora não exista estação verda- chuvas no verão, mas também não existe esta- b) Mata dos Cocais e Pantanal Mato-grossense.
deiramente seca, as grandes chuvas ocorrem en- ção seca. c) Mata de Caatinga e Campo Cerrado.
tre abril e julho.
As chuvas da Região Sul são, principalmente, d) Mata de Araucárias e Pradarias Gaúchas.
Temperaturas em declínio frontais. A vanguarda da mPa, no seu avanço e) Mata de Cipós e Florestas Caducifólias.
O clima tropical de altitude apresenta regime de para latitudes menores, é formada por um jato de
ar frio, que provoca súbita diminuição das tempe-

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raturas. Na sua retaguarda, organizam-se linhas esgotos domésticos, lixo e resíduos de produtos
de instabilidade associadas a chuvas, que po- químicos utilizados na mineração.
dem prosseguir durante vários dias. Nas vertentes Estima-se que, em alguns estados das regiões
orientais dos planaltos, voltadas para o mar, regis-
Sudeste e Sul – caso de São Paulo, Paraná e Rio
tram-se também chuvas orográficas.
Grande do Sul –, cerca de 80% das cidades se-
Os recursos hídricos jam abastecidas por águas subterrâneas. O Aqüí-
fero Guarani, principal reserva subterrânea de
O Brasil detém cerca de 15% da água superficial
água doce da América do Sul, está-se tornando
que existe no planeta. Essa riqueza excepcional
uma das principais fontes de abastecimento ur-
ocorre devido à combinação de fatores climáti-
cos e geológicos favoráveis na maior parte do bano do Centro-Sul brasileiro. O reservatório
território brasileiro. ocupa uma área total de 1,2 milhão de km2 na Ba-
cia do Paraná, estendendo-se pelos territórios do
01. (Puccamp–SP) A forma da Terra, sua po- Do ponto de vista climático, a predominância de
Brasil, do Paraguai, do Uruguai e da Argentina.
sição e seus movimentos são determinan- climas úmidos e semi-úmidos garante a renova-
ção cíclica dos recursos de água doce e alimenta Assim como os rios, também as reservas de
tes de várias características de nosso pla- uma das redes mais densas e caudalosas de rios águas subterrâneas correm o risco de serem
neta. Pode-se afirmar, corretamente, que: perenes do mundo. Como vimos, a pluviosidade contaminadas pelas mais variadas formas de po-
a) a distribuição da vegetação depende somen- varia entre 1.000 e 3.000mm por ano em cerca de luição e de se tornarem impróprias para o consu-
90% do território nacional, atingindo picos supe- mo humano. Afinal os depósitos subterrâneos
te do clima;
riores a 4.000mm em diversos pontos. são alimentados pela infiltração das águas de
b) as regiões de maior latitude recebem mais
A estrutura geológica, por seu turno, é formada chuva e voltam para a superfície na forma de nas-
energia solar; centes ou fontes, alimentando lagoas, pantanais
predominantemente por terrenos cristalinos reco-
c) os climas não dependem da forma do Plane- bertos por um manto de materiais permeáveis, e rios. O gerenciamento integrado dos recursos
ta, mas a vegetação sim; resultante da alteração química das rochas, e por hídricos – considerando as águas atmosféricas,
d) as estações do ano são determinadas so- terrenos sedimentares também porosos, que superficiais e subterrâneas – parece ser a única
mente pela translação da Terra; possibilitam a existência de imensas reservas de alternativa de preservação da qualidade e porta-
águas subterrâneas. Apenas na mancha semi- bilidade dos mananciais brasileiros.
e) a inclinação do eixo do Planeta influi no clima
árida nordestina, marcada pela irregularidade
e na vegetação. das precipitações e pelo afloramento de rochas A gestão das águas
02. (Puccamp–SP) O Rio São Francisco, co- cristalinas praticamente impermeáveis, vigora um Na esfera governamental, as competências acer-
padrão de drenagem de tipo intermitente, e os
nhecido como o “Rio da Integração Nacio- ca da gestão dos recursos hídricos espelham as
potenciais de água subterrânea são limitados,
nal”, de sua nascente à foz, percorre a se- prioridades atribuídas à matéria em cada mo-
tanto em quantidade quanto em qualidade.
guinte seqüência de biomas: mento histórico. Na década de 1930, quando o
Apesar da abundância das reservas hídricas, a essencial da economia brasileira girava em torno
a) Cerrado, caatinga e mata atlântica. escassez de água potável já é uma realidade em das atividades agrícolas, o Ministério da Agricul-
b) Floresta amazônica, pampas e caatinga. diversos estados brasileiros, devido, principal-
tura era o responsável pelo controle do uso das
mente, às elevadas taxas de desperdício, ao au-
c) Caatinga, cerrado e mata de araucária. águas em território brasileiro. Na década de
mento acelerado do consumo que acompanhou
d) Pantanal, cerrado e mata atlântica. 1960, em pleno processo de industrialização, a
o processo de urbanização e à poluição dos ma-
e) Mata atlântica, pantanal e manguezal. geração de energia hidrelétrica transformou-se
nanciais por esgotos domésticos e efluentes
industriais. Nas áreas mais densamente povoa- em prioridade nacional, e as atribuições governa-
03. (UFMS) A partir da década de 1960, na Re- das e nas grandes cidades brasileiras, nas quais mentais sobre recursos hídricos passaram para o
gião Norte do Brasil, houve uma forte inter- ocorre concentração da demanda e a contamina- DNAEE, vinculado ao Ministério de Minas e
venção do governo federal com o objetivo ção tende a ser maior, a água limpa é um recurso Energia.
de integrar essa Região ao Centro-Sul do cada vez mais raro. Em 1997, quando a escassez de água potável
País. Como manifestação desse processo, Águas superficiais e subterrâneas havia-se tornado um dos grandes temas da
é correto afirmar que: agenda ambiental internacional, foi criada a
Considerados em conjunto, os rios que drenam o
Agência Nacional de Águas (ANA), que integra o
a) houve a criação da Suframa (Superintendên- território brasileiro são responsáveis pela maior
Ministério do Meio Ambiente. No novo arranjo
cia da Zona Franca de Manaus), que tinha descarga fluvial de água doce do mundo: pouco
institucional proposto para o setor, as bacias hi-
menos do que 180 mil m3/s. O Departamento Na-
como objetivo criar um centro industrial e drográficas funcionam como unidades básicas
cional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) con-
agropecuário com estímulo fiscal através de sidera a existência de oito grandes unidades hi- de gestão dos recursos hídricos, a fim de des-
isenção de impostos como IPI (Imposto so- drográficas no Brasil. centralizar os processos decisórios.
bre Produtos Industrializados), ICM (Imposto Devido à riqueza dos rios amazônicos, a Região A legislação prevê a formação de Comitês de Ba-
sobre Circulação de Mercadorias) e impos- Norte, que abriga pouco menos do que 7% da cia, compostos por representantes dos governos
tos de importação e exportação; população brasileira, dispõe de cerca de 70% federal, estadual e municipal, por usuários da á-
dos recursos hídricos superficiais do País. Em gua e por organizações civis. Esses comitês de-
b) houve a implantação de projetos de explora-
contraste, a Região Nordeste, onde vivem pouco vem traçar as estratégias de preservação da qua-
ção mineral como o Grande Carajás, que in-
menos de 30% dos brasileiros, conta com cerca lidade das águas ou de recuperação dos rios,
cluiu a construção da Estrada de Ferro dos de 3% das reservas de água, concentradas na bem como administrar possíveis conflitos pelo
Carajás, ligando Carajás ao Porto de ltaqui, Bacia do Rio São Francisco. uso das águas das bacias.
em São Luís (MA); A distribuição irregular dos recursos hídricos pelo Também está previsto que os grandes usuários –
c) houve a construção da usina hidrelétrica de território brasileiro certamente ajuda a entender o tais como indústrias, companhias de saneamen-
Tucuruí, no Rio Tocantins, para suprir a de- cenário de escassez, principalmente nos estados to e de irrigação – que captam água ou nela des-
manda provocada pela expansão urbana e nordestinos. De acordo com critérios interna- pejam poluentes paguem pelo uso da água, para
cionais, a disponibilidade hídrica per capita é financiar os projetos de sustentabilidade e gestão
industrial e para atender, principalmente, ao
apenas regular no Rio Grande do Norte, Paraíba, racional dos recursos hídricos em cada uma das
“projeto pólos de alumínio”, pois são gran- Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A expansão das
bacias hidrográficas. O Comitê do Rio Paraíba do
des consumidores de energia elétrica; atividades agrícolas e a urbanização contribuem
Sul, que envolve os estados de São Paulo, Minas
d) projetos industriais foram implementados em para a retirada da cobertura vegetal, acelerando
Gerais e Rio de Janeiro, foi o primeiro a implantar
Belém, no Pará, pela Sudene (Superinten- o processo de assoreamento dos cursos de água
a cobrança: desde 2002, estão em vigor tarifas
e trazendo a ameaça de escassez em futuro pró-
dência para o Desenvolvimento do Nordes- pela utilização das águas da bacia. Pela lei, quem
ximo.
te); polui mais também é obrigado a pagar mais.
Na maior parte dos casos, o problema não é a
e) foram construídas as rodovias Transamazô- falta de água, mas o mau uso desse recurso. Rio O gerenciamento efetivo das bacias hidrográficas
nica e Cuiabá-Santarém como medidas efeti- Branco, no Acre, é um bom exemplo dessa situa- brasileiras, porém, ainda está longe de ser uma
vadas pelo PIN (Programa de Integração Na- ção: situada em plena região amazônica, a cida- realidade. Pelo menos por enquanto, os comitês
cional), criado durante o governo militar. de vive graves problemas de abastecimento de estão em funcionamento em parcela muito restri-
água, já que os mananciais próximos apresen- ta das bacias, e o desperdício e a contaminação
tam alarmantes taxas de contaminação por dos recursos hídricos continuam sendo a regra.

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O espermatozóide humano pode ser dividido em


Biologia três regiões: cabeça, peça intermediária e cauda.
Na cabeça, situam-se o núcleo e o capuz acros-
sômico. O capuz acrossômico é uma transforma-
Professor JONAS Zaranza ção do complexo de Golgi e é nele que estão as
enzimas que irão digerir a membrana do óvulo,
Aula 75
na fecundação. A peça intermediária apresenta
muitas mitocôndrias, responsáveis pela liberação
Gametogênese e sistema da energia necessária à movimentação do esper-
matozóide, que é efetuada pela cauda, um flage-
reprodutor lo modificado.
1. GAMETOGÊNESE
SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
O processo de formação dos gametas denomina-
se gametogênese.
01. (PUCSP 2006) O trecho a seguir foi extraído
Como são dois os tipos de gametas, são dois do artigo "Desencontros sexuais", de Drauzio
também os tipos de gametogênese: Varella, publicado na "Folha de S. Paulo", em
• espermatogênese – formação dos espermato- 25 de agosto de 2005.
zóides;
• ovogênese (ou ovulogênese) – formação dos "Nas mulheres, em obediência a uma ordem
óvulos. que parte de uma área cerebral chamada hi-
2. ESPERMATOGÊNESE potálamo, a hipófise libera o hormônio FSH
(hormônio folículo estimulante), que agirá
A espermatogênese processa-se segundo quatro
períodos: sobre os folículos ovarianos, estimulando-os
1.°– período germinativo; a produzir estrogênios, encarregados de
2.°– período de crescimento; amadurecer um óvulo a cada mês.
3.°– período de maturação; FSH e estrogênios dominam os primeiros 15
4.°– período de diferenciação. PUBERDADE: os testículos da criança permane-
cem inativos até que são estimulados, entre 10 e
dias do ciclo menstrual com a finalidade de
14 anos, pelos hormônios gonadotróficos da tornar a mulher fértil, isto é, de preparar para
glândula hipófise (pituitária). a fecundação uma das 350 mil células germi-
O hipotálamo libera FATORES LIBERADORES nativas com as quais nasceu."
DOS HORMÔNIOS GONADOTRÓFICOS, que fa- O trecho faz referência a um grupo de célu-
zem a hipófise liberar FSH (hormônio folículo es- las que a mulher apresenta ao nascer. Essas
timulante) e LH (hormônio luteinizante). células são
O FSH estimula a espermatogênese pelas células a) ovogônias em início de meiose, presentes no
dos túbulos seminíferos. interior dos folículos ovarianos, e apresentam
O LH estimula a produção de testosterona pelas 23 cromossomos.
células intersticiais dos testículos, interferindo b) ovócitos em início de meiose, presentes no in-
nas características sexuais secundárias e na ele- terior dos folículos ovarianos, e apresentam 46
vação do desejo sexual.
cromossomos.
TESTOSTERONA c) ovócitos em fase final de meiose, presentes no
Efeito na Espermatogênese. A testosterona faz interior de folículos ovarianos, e apresentam 23
com que os testículos cresçam. Ela deve estar cromossomos.
presente, também, junto com o folículo estimu- d) óvulos originados por meiose, presentes na tu-
lante, antes que a espermatogênese se comple- ba uterina, e apresentam 23 cromossomos.
No período germinativo, as células germinativas, te. e) ovogônias em início de meiose, presentes na
que são diplóides, sofrem sucessivas divisões
celulares mitóticas, dando origem a grande nú- Efeito nos caracteres sexuais masculinos. tuba uterina, e apresentam 46 cromossomos.
mero de espermatogônias (gônias masculinas), Depois que um feto começa a se desenvolver no
também diplóides. Cada espermatogônia dará útero materno, seus testículos começam a secre- 02. (FUVEST-2000) Durante a ovulogênese da
origem, no final do processo, a quatro esperma- tar testosterona, quando tem poucas semanas de mulher, são produzidos dois corpúsculos po-
tozóides, todos haplóides. vida apenas. Essa testosterona, então, auxilia o lares. O primeiro e o segundo corpúsculos
Inicialmente, cada espermatogônia passa pelo feto a desenvolver órgãos sexuais masculinos e polares humanos contêm, respectivamente,
período de crescimento, tornando-se maior e re- características secundárias masculinas. Isto é, a) 46 cromossomos duplicados e 46 cromosso-
cebendo o nome de espermatócito I ou esperma- acelera a formação do pênis, da bolsa escrotal,
mos simples.
tócito de primeira ordem. Durante esse período, da próstata, das vesículas seminais, dos ductos
não ocorre divisão celular. deferentes e dos outros órgãos sexuais masculi- b) 46 cromossomos simples e 23 cromossomos
Então cada espermatócito I inicia o período de nos. Além disso, a testosterona faz com que os simples.
maturação, ocasião em que se dá a meiose. Co- testículos desçam da cavidade abdominal para a c) 23 cromossomos duplicados e 23 cromosso-
mo em toda meiose, ocorrem duas divisões su- bolsa escrotal; se a produção de testosterona pe- mos simples.
cessivas: meiose I e a meiose II. Ao final da lo feto é insuficiente, os testículos não conse- d) 23 cromossomos simples e 23 cromossomos
meiose I, formam-se duas células chamadas es- guem descer; permanecem na cavidade abdomi- simples.
permatócitos II ou espermatócitos de segunda nal.
ordem, que são haplóides. e) 23 cromossomos simples e nenhum cromosso-
Efeito nos caracteres sexuais secundários. mo.
Os espermatócitos II sofrem meiose II, dando ori- Além dos efeitos sobre os órgãos genitais, a tes-
gem a células haplóides chamadas espermátides
(tides=masculinas). tosterona exerce outros efeitos gerais por todo o 03. Num gorila fêmea, o cariótipo normal é
organismo para dar ao homem adulto suas ca- 2n=48. Quantos cromossomos podemos
Após o período de maturação, inicia-se o período racterísticas distintivas. Faz com que os pêlos
de diferenciação ou espermatogênese, caracteri- esperar encontrar, respectivamente, numa
cresçam na face, ao longo da linha média do ovogônia, num glóbulo polar, num ovócito
zada pela diferenciação das espermátides em es-
permatozóides. abdome, no púbis e no tórax. Origina, porém, a
primário e num óvulo desse animal?
calvície nos homens que tenham predisposição
Durante a espermatogênese, ocorre mudança na hereditária para ela. Estimula o crescimento da a) 48, 24, 48, 24. b) 24, 48, 48, 24.
forma da célula.
laringe, de maneira que o homem, após a puber- c) 24, 48, 24, 48. d) 48, 48, 24, 24.
dade, fica com a voz mais grave. Estimula um au- e) 24, 24, 48, 48.
mento na deposição de proteína nos músculos,
pele, ossos e em outras partes do corpo, de ma- 04. O hormônio folículo estimulante induz as cé-
neira que o adolescente do sexo masculino se lulas foliculares a liberar estrógeno, respon-
torna, geralmente, maior e mais musculoso do sável pelo crescimento do endométrio. As
que a mulher, nessa fase. Algumas vezes, a tes- estruturas relacionadas com a descrição aci-
tosterona também promove uma secreção anor- ma são:
mal das glândulas sebáceas da pele, fazendo
a) hipófise, tiróide e testículo.
com que se desenvolva a acne pós-puberdade
na face. b) hipófise, ovário e útero.
c) tiróide, supra-renal e útero.
Na ausência de testosterona, as características
sexuais secundárias não se desenvolvem, e o in- d) pâncreas, ovário e supra-renal.
divíduo mantém um aspecto sexualmente infantil. e) pâncreas, tiróide e testículo.

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3. OVOGÊNESE Hormônios Sexuais Femininos


A ovogênese não apresenta período de diferen-
ciação. Ela ocorre em três períodos: Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a
progesterona, são responsáveis pelo desenvolvi-
1.° – período germinativo;
mento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.
2.° – período de crescimento;
3.° – período de maturação. Funções do Estrogênio: o estrogênio induz as
OVOGÊNESE células de muitos locais do organismo a proli-
ferar, isto é, a aumentar em número. Por exemplo,
a musculatura lisa do útero aumenta tanto, que o
órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou,
mesmo, a triplicar de tamanho. O estrogênio tam-
bém provoca o aumento da vagina e o desenvol-
vimento dos lábios que a circundam, faz o púbis
01. (Os espermatozóides são células muito ati- cobrir-se de pêlos, os quadris se alargarem e o
vas, com enorme capacidade de movimen- estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez
tação. Durante sua formação (espermatogê- de afunilada, como no homem; provoca o desen-
nese) ocorrem várias fases diferentes, cuja volvimento das mamas e a proliferação dos seus
elementos glandulares, e, finalmente, leva o teci-
seqüência é:
do adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas
a) espermatogônia, espermátide, espermatócito como os quadris e as coxas, dando-lhes o arre-
I, espermatócito II e espermatozóide. dondamento típico do sexo. Em resumo, todas as
b) espermátide, espermatócito I, espermatócito características que distinguem a mulher do ho-
II, espermatogônia e espermatozóide. mem são devidas ao estrogênio, e a razão básica
c) espermatócito I, espermatócito II, espermáti- para o desenvolvimento dessas características é
de, espermatogônia e espermatozóide. o estímulo à proliferação dos elementos celulares
d) espermatócito I, espermatócito II, espermato- em certas regiões do corpo.
gônia, espermátide e espermatozóide. O estrogênio também estimula o crescimento de
e) espermatogônia, espermatócito I, espermató- todos os ossos logo após a puberdade, mas pro-
cito II, espermátide e espermatozóide. move rápida calcificação óssea, fazendo com
Diferenças entre espermatogênese e ovogênese que as partes dos ossos que crescem se "extin-
02. (FUVEST-2001)Se uma mulher tiver seus 1.a – Período germinativo: gam" dentro de poucos anos, de forma que o
ovários removidos por cirurgia, quais dos Na mulher: termina na vida intra-uterina ou crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase,
seguintes hormônios deixarão de ser produ- completa-se logo após o nascimento. Assim cresce mais rapidamente que o homem, mas pá-
zidos? uma mulher, quando nasce, já tem as suas ra após os primeiros anos da puberdade; já o ho-
a) Hormônio folículo estimulante (FSH) e hormô- oogônias formadas; mem tem um crescimento menos rápido, porém
nio luteinizante (LH). No homem: dura quase toda a vida, com mais prolongado, de modo que ele assume uma
b) Hormônio folículo estimulante (FSH) e estró- produção permanente de novas espermato- estatura maior que a da mulher e, nesse ponto,
geno. gônias. também se diferenciam os dois sexos.
c) Hormônio folículo estimulante (FSH) e proges- 2.a – Período de crescimento: as oogônias O estrogênio tem, outrossim, efeitos muito impor-
terona. aumentam muito de tamanho, originando tantes no revestimento interno do útero, o endo-
d) Hormônio luteinizante (LH) e estrógeno. ovócitos I bem maiores do que os esperma- métrio, no ciclo menstrual.
e) Estrógeno e progesterona. tócitos I. Nos ovócitos, esse crescimento é Funções da Progesterona: a progesterona tem
devido à síntese de vitelo ou deutoplasma, pouco a ver com o desenvolvimento dos caracte-
03. Na urina de uma mulher, foi verificada a pre- substância orgânica que irá nutrir o embrião. res sexuais femininos; está principalmente rela-
sença de gonadotrofina coriônica. Essa 3.a – Período de maturação: na ovogênese, tanto cionada com a preparação do útero para a acei-
substância indica que a mulher na meiose I como na meiose II, formam-se tação do embrião e a preparação das mamas
a) está menstruada. células de tamanhos diferentes, o que não para a secreção láctea. Em geral, a progesterona
b) está grávida. ocorre na espermatogênese. As células me- aumenta o grau da atividade secretória das glân-
c) tem diabetes. nores têm o nome de glóbulos polares e não dulas mamárias e, também, das células que re-
são funcionais, degenerando-se. vestem a parede uterina, acentuando o espessa-
d) tem falta de cálcio.
e) tem metabolismo basal baixo. 4.a – Período de diferenciação: na ovogênese, é mento do endométrio e fazendo com que ele seja
ausente. intensamente invadido por vasos sangüíneos;
04. Analise as frases a seguir. Na ovogênese, cada oogônia dá origem a um determina, ainda, o surgimento de numerosas
óvulo e a três glóbulos polares (células não glândulas produtoras de glicogênio. Finalmente,
I. As células que revestem o folículo de a progesterona inibe as contrações do útero e
Graaf, antes da maturação do óvulo, pro- funcionais) e, na espermatogênese, cada es-
permatogônia dá origem a quatro espermato- impede a expulsão do embrião que se está im-
duzem o hormônio 1, estimuladas pelo zóides. plantando ou do feto em desenvolvimento.
hormônio 2 da hipófise.
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO CICLO MENSTRUAL
II. Após a ovulação, forma-se o corpo lúteo
por estímulo do hormônio 3 da hipófise. 1º dia do ciclo → endométrio bem desenvolvido,
III. O corpo lúteo secreta o hormônio 4. espesso e vascularizado começa a descamar →
menstruação
Os hormônios 1, 2, 3 e 4 são, respectiva-
mente: – a hipófise aumenta a produção de FSH, que
a) progesterona, hormônio folículo estimulante, atinge a concentração máxima por volta do 7º dia
do ciclo.
hormônio luteinizante e estrógeno.
b) hormônio folículo estimulante, estrógeno, pro- – amadurecimento dos folículos ovarianos.
gesterona e hormônio luteinizante. – secreção de estrógeno pelo folículo em desen-
c) hormônio folículo estimulante, progesterona, volvimento.
estrógeno e hormônio luteinizante. – a concentração alta de estrógeno inibe a secre-
d) estrógeno, progesterona, hormônio folículo ção de FSH e estimula a secreção de LH pela hi-
A pituitária (hipófise) anterior das meninas, como pófise / a concentração alta de estrógeno estimu-
estimulante e hormônio luteinizante.
a dos meninos, não secreta praticamente ne-
e) estrógeno, hormônio folículo estimulante, hor- la o crescimento do endométrio.
nhum hormônio gonadotrópico até a idade de 10
mônio luteinizante e progesterona. a 14 anos. Entretanto, por essa época, começa a – a concentração alta de LH estimula a ovulação
secretar dois hormônios gonadotrópicos. No (por volta do 14º dia de um ciclo de 28 dias.
05. (FUVEST) O gráfico a seguir representa as início, secreta, principalmente, o hormônio
variações das concentrações plasmáticas – a alta taxa de LH estimula a formação do corpo
folículo estimulante (FSH), que inicia a vida se- lúteo ou amarelo no folículo ovariano.
de dois hormônios ovarianos durante o ciclo xual na menina em crescimento; mais tarde, se-
menstrual de uma mulher. creta o harmônio luteinizante (LH), que auxilia no – o corpo lúteo inicia a produção de progestero-
Quais são, respectivamente, os hormônios controle do ciclo menstrual. na.
A e B? Hormônio Folículo Estimulante: causa a prolife- – estimula as glândulas do endométrio a secretar
ração das células foliculares ovarianas e estimula seus produtos.
a) Luteinizante e folículo estimulante.
a secreção de estrógeno, levando as cavidades – o aumento da progesterona inibe produção de
b) Folículo estimulante e luteinizante.
foliculares a se desenvolverem e a crescer. LH e FSH.
c) Luteinizante e progesterona.
Hormônio Luteinizante: aumenta ainda mais a – o corpo lúteo regride e reduz a concentração
d) Progesterona e estrógeno.
secreção das células foliculares, estimulando a de progesterona.
e) Estrógeno e progesterona. ovulação.
– menstruação.

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d) Temática – Conflito entre casar-se por amor

Literatura ou por dinheiro.


e) Divisão – Quatro partes: O Preço, Quita-
Professor João BATISTA Gomes ção, Posse e Resgate.
f) Personagens:
1. Aurélia Camargo – Heroína; mulher
Aula 76 perfeita em todos os sentidos.
2. Fernando Seixas – Herói.
Romantismo IV – Prosa II 3. Adelaide Amaral – Chega a ficar noiva
com Seixas.
4. OBRAS DE JOSÉ DE ALENCAR
4. Dr. Torquato – Recebe ajuda de
O GUARANI (romance, 1857) Aurélia e casa-se com Adelaide. 01. Opte pela correlação incorreta:
a) Época – Primeira metade do século XVII. 5. Abreu – Jovem e rico, apaixona-se por
a) José de Alencar: Fernando Seixas, Aurélia,
b) Cenário – Uma fazenda à margem do Rio Aurélia, mas não é correspondido.
Paquequer, afluente do Paraíba, perto da Adelaide.
6. Lourenço Camargo – Avô de Aurélia;
cidade do Rio de Janeiro. ao morrer, declara a neta sua herdeira b) Bernardo Guimarães: Leôncio, Álvaro, Mal-
c) Conflito – Os índios aimorés (antropófa- universal. vina.
gos) declaram guerra à família de D. Antô- 7. Pedro e Emília – Pais de Aurélia. c) Manuel A. de Almeida: Luisinha, Vidinha,
nio. Vencem os índios. 8. Mariquinhas e Nicota – Irmãs de Major Vidigal.
d) Estrutura do romance: Seixas. d) Visconde de Taunay: Inocência, Cirino, Ma-
A obra é dividida em quatro partes: 9. Lemos – Tio e tutor de Aurélia. necão.
I Os Aventureiros (15 capítulos)
5. VISCONDE DE TAUNAY e) José de Alencar: Augusto e Carolina.
II Peri (14 capítulos)
III Os Aimorés (14 capítulos) Nascimento e morte – Alfredo d'Escrag- 02. O romance focaliza a vida indígena brasileira
IV A Catástrofe (11 capítulos) nolle Taunay nasce no Rio de Janeiro, em 22 antes do contato com o homem branco.
e) Personagens: de fevereiro de 1843. Falece em 25 de janeiro Tem como figura central o índio araguaia
de 1899.
1. D. Antônio de Mariz – Colonizador Jaguarê, que procura derrotar outros guer-
português; pai de Cecília. Guerra do Paraguai – Participa da Guerra do reiros para conquistar a glória de ser o mais
2. Peri – Herói da história, índio forte e Paraguai, como engenheiro, na expedição de forte e poderoso entre todos.
corajoso, com pinta de super-herói. Mato Grosso, cuja triste e heróica retirada
narra no livro publicado inicialmente em Fran- a) A Confederação dos Tamoios
3. Cecília – Heroína da história.
4. Loredano – Ex-padre; vilão. No fim da cês: A Retirada da Laguna (obra histórico- b) Ubirajara
história, é preso e condenado a morrer documental). c) Iracema
na fogueira. Política – Deixa o exército no posto de Major, d) I-Juca Pirama
5. D. Álvaro – Mora com a família de D. dedicando-se à política, da qual se afasta e) O Guarani
Antônio. É apaixonado por Cecília. Ao como Senador por Santa Catarina (1899).
descobrir que ela ama o selvagem, en- 03. (SANTA CASA) Coube à Companhia Dra-
Regionalismo sóbrio – Seu regionalismo é mática Nacional, de João Caetano, encenar,
frenta os aimorés e morre em comba-
sóbrio, com pouca fantasia e aguçada
te. em 1838, aquela que foi, no dizer de seu au-
observação. A história de Inocência é con-
6. Isabel – É apaixonada por Álvaro. Sui-
tada dentro de um conjunto de verossimili-
tor, a “primeira tragédia escrita por um brasi-
cida-se sobre o cadáver dele. leiro e única de assunto nacional”.
dade e constitui a nossa melhor obra regio-
7. D. Diogo – Irmão de Cecília.
nalista do Romantismo. a) A Capital Federal, de Artur Azevedo.
8. Aires Gomes – Espécie de comandan-
te de armas, leal defensor da casa de OBRAS b) Gonzaga ou A Revolução de Minas, de Castro
D. Antônio. 1. A Mocidade de Trajano (romance, 1872) Alves.
2. Inocência (romance, 1872) c) O Demônio Familiar, de José de Alencar.
IRACEMA (romance, 1865)
3. Lágrimas do Coração (romance, 1873) d) A Família e a Festa na Roça, de Martins Pena.
a) Época – Nesta obra, as referências a tem- 4. Ouro Sobre Azul (romance, 1878) e) Antônio José ou O Poeta da Inquisição, de
po limitam-se ao lendário. Imagina-se que 5. O Encilhamento (romance, 1890) Gonçalves de Magalhães.
a época em que se transcorrem os acon-
tecimentos seja a de origem do Ceará. INOCÊNCIA (romance, 1872)
Caiu no vestibular
b) Cenário – Florestas e praias do Ceará. a) Época – Século XIX.
b) Cenário – Sertão de Mato Grosso, ambien-
c) Personagens: 04. (USP) O índio em alguns romances de José
te tipicamente rústico.
1. Martim – Guerreiro branco, persona- de Alencar, como Iracema e Ubirajara, é:
c) Narrativa – Terceira pessoa (narrador onis-
gem de existência real (Martim Soares ciente). a) retratado com objetividade, numa perspectiva
Moreno), amigo dos pitiguaras, o pri- d) Personagens: rigorosa e científica;
meiro colonizador português a desco-
1. Inocência – Sertaneja muito bonita, b) idealizado sob o pano de fundo da natureza,
brir o Ceará.
prometida pelo pai ao boiadeiro Mane- do qual é o herói épico;
2. Iracema – Índia tabajara, a virgem dos
cão Doca. c) pretexto episódico para descrição da nature-
lábios de mel, a virgem de Tupã.
3. Araquém – Pai de Iracema, pajé da tri- 2. Cirino – Curandeiro (farmacêutico) za;
bo. que viaja pelo sertão de Mato Grosso, d) visto com o desprezo do branco preconcei-
4. Caubi – Irmão de Iracema. praticando a Medicina. É conhecido no
tuoso, que o considera inferior;
5. Irapuã – Chefe tabajara, símbolo do interior como Doutor Cirino. Apaixona-
e) representado como um primitivo feroz e de
ciúme. se por Inocência e morre por ela.
3. Pereira – Pai de Inocência. Pequeno maus instintos.
6. Poti – Chefe dos Pitiguaras, tribo onde
mora Martim. fazendeiro do interior de Mato Grosso. 05. (UC–PR) Coube a (...) atingir o ponto mais
7. Jacaúna – Chefe dos pitiguaras, irmão Para ele, a honra da família está acima alto do teatro romântico brasileiro. Numa
de Poti. de tudo.
linguagem simples e correta, retratou os
8. Moacir – Filho de Martim e Iracema. 4. Manecão – Boiadeiro, capataz, vaquei-
ro. Cabelos grandes, ar selvagem, for-
variados tipos da sociedade do século XIX.
Em tupi, “o filho da dor”.
te, valente. É noivo de Inocência por a) Martins Pena
SENHORA (romance, 1875) imposição do pai dela. b) Machado de Assis
a) Época – Meados do século XIX. 5. Tico – Anão, quase mudo, é esperto, c) Procópio Ferreira
b) Cenário – Rio de Janeiro, destacando dois muito apegado a Pereira e a Inocência. d) Cornélio Pena
bairros: Santa Teresa e Laranjeiras. É uma espécie de criado.
e) José de Alencar
c) Foco narrativo – Terceira pessoa (narra-
dor onisciente).

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6. Meyer – Entomologista alemão. Está humorístico que faz crônica de costumes do


viajando pelo sertão brasileiro atrás de Rio Colonial, na época de D. João VI. As per-
borboletas para os museus de sua terra. sonagens não se dividem mais em heróis e
7. Antônio Cesário – Padrinho de Ino- vilões. Praticam o bem e o mal impulsionadas
cência, mora distante da fazenda de pelas necessidades de sobrevivência (a fome,
Pereira cerca de dezessete léguas, em a ascensão social, as conquistas amorosas).
Minas Gerais. É quem pode interceder Subúrbio carioca – O autor retrata, pela pri-
junto a Pereira a favor de Cirino e Ino- meira vez em nossa literatura, o subúrbio ca-
cência. Presencia a morte de Cirino. rioca. Há, no livro, um desfile dos tipos co-
muns do Rio de Janeiro: o soldado, a pros-
5. FRANKLIN TÁVORA tituta, o malandro, as parteiras, as rezadeiras
Nascimento e morte – João Franklin da Sil- – todos descritos sem a fantasia exagerada
Vaso Grego
veira Távora nasce em Baturité, Ceará, em do Romantismo.
Alberto de Oliveira 13 de janeiro de 1842. Falece no Rio de Ja-
MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE
Esta, de áureos relevos, trabalhada neiro, em 18 de agosto de 1888.
MILÍCIAS
De divas mãos, brilhante copa, um dia, Advogado e político – Ainda criança, vai
a) Cenário – Rio de Janeiro.
Já de aos deuses servir como cansada, para Pernambuco, onde se forma em Direito
em 1863. Advoga por algum tempo e entra na b) Época – Início do século XIX, época do
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Rei D. João VI.
política.
c) Narrativa – Terceira pessoa (narrador onis-
Críticas a José de Alencar – Faz duras crí-
Era o poeta de Teos que a suspendia ciente).
ticas a José de Alencar nas Cartas a Cin-
Então, e, ora repleta ora esvazada, c) Personagens:
cinato. São artigos em forma de cartas em
A taça amiga aos dedos seus tinia, que critica, principalmente, os romances Ira- 1. Leonardo – Herói da história; profis-
Toda de roxas pétalas colmada. cema e O Gaúcho. são: malandro. No fim, casa-se com
uma mulher rica e é promovido a Sar-
Literatura do Norte – Por intermédio de sua
Depois... Mas o lavor da taça admira, gento da Milícia carioca. Até os sete
obra máxima, O Cabeleira, tenta inaugurar
Toca-a, e do ouvido aproximando-a, às anos, vive com os pais. Depois, vai vi-
uma nova corrente literária denominada Lite-
[bordas ratura do Norte – mais fiel aos usos e costu- ver com o padrinho.
mes das nossas regiões rurais. Mas a lite- 2. Leonardo Pataca – Pai do herói; pro-
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
ratura voltada para o nordeste só se faz rea- fissão: soldado.
lidade com José Américo de Almeida (A Ba- 3. Maria Hortaliça – Mãe do herói. Des-
Ignota voz, qual se de antiga lira
gaceira, 1928). feito o casamento com Pataca, foge
Fosse a encantada música das cordas, para Portugal com um capitão de navio.
Qual se essa voz de Anacreonte fosse. O Cabeleira – Escreve romances, dramas,
4. Padrinho – Cria Leonardo, mas é mui-
comédias e faz críticas literárias e políticas.
to benevolente com o menino: perdoa-
1. ENJAMBEMENT – Processo poético de pôr no Mas, da vasta produção, somente O Cabelei-
lhe todas as traquinagens.
verso seguinte uma ou mais palavras que ra continua merecendo alguma atenção dos
leitores, quase sempre por imposição dos 5. Luisinha – Namorada de Leonardo.
completam o sentido do verso anterior. O termo
programas de leitura nas escolas. Casa-se com ele – não sem antes ficar
francês pode ser substituído por cavalgamento viúva de José Manuel.
ou encadeamento. Note que o processo em OBRAS
6. Vidinha – Amante de Leonardo.
questão ocorre entre os versos 1/2, 5/6 e 10/11. 1. A Trindade Maldita )(romance, 1861) 7. Major Vidigal – O terror da malandra-
2. Os Índios do Jaguaribe (romance, 1862) gem carioca. É quem transforma Leo-
2. VERSOS DECASSÍLABOS – Todos os versos do 3. A Casa de Palha (romance, 1866) nardo em soldado, depois em sargen-
soneto têm dez sílabas métricas – prática comum 4. Um Casamento no Arrabalde (romance, to da Milícia.
entre os poetas do Parnasianismo 1869)
5. O Cabeleira (romance, 1876)
3. SINÉRESE – O autor usa sinérese (contração de 6. MARTINS PENA
6. O Matuto (romance, 1878)
duas sílabas em uma só, sem alteração de letras 7. Lourenço (romance, 1881) Nascimento e morte – Luís Carlos Martins
nem de sons) no verso 5. Veja: Pena nasce no Rio, em 1815. Falece em
6. MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA Lisboa, em 1848.
E/ra o/ poe/ta/ de/ Teos/ que a/ sus/pen/di/a
Nascimento e morte – Nasce no Rio de Primeira comédia – Muito cedo, põe-se a
Essa prática garante a perfeição formal, ou seja,
Janeiro, em 17 de novembro de 1831. Morre escrever comédias (a primeira redação do
que todos os versos sejam isométricos. Juiz de Paz na Roça é de 1833; o autor tem,
em 28 de novembro de 1861, no naufrágio do
4. RIMAS RICAS – Ocorrem entre palavras de Vapor Hermes, próximo a Macaé. então, dezoito anos), recebendo estímulo de
classes diferentes. Encontramo-las nos seguintes João Caetano – o primeiro ator brasileiro.
Romance de folhetim – De família pobre, ór-
pares de versos: 2/4 (dia: substantivo; servia: fão, conhece de perto a vida da pequena clas- Morte aos 33 – Torna-se Adido da legação
verbo), 9/12 (admira: verbo; lira: substantivo) e se média carioca. Para sobreviver, trabalha brasileira em Londres, mas, minado pela tu-
assiduamente no jornalismo, como revisor e berculose, é obrigado a regressar ao Brasil.
11/14 (doce: adjetivo; fosse: verbo).
redator do Correio Mercantil, onde publica, Em trânsito por Lisboa, vem a falecer, com
5. ORDEM INVERSA – Quando a inversão é em folhetim, as Memórias de um Sargento de apenas trinta e três anos de idade.
exagerada, tornando obscuro o sentido, chama-se Milícias, sob o pseudônimo de “um brasilei- Comédias coloquiais – Suas peças teatrais
sínquise. Das quatro estrofes, a que tem ordem ro” (1853). O romancista não tem ainda vinte são escritas em linguagem coloquial, em pro-
mais caótica é a primeira. Para captar-lhe a idéia, anos de idade. sa, com a única intenção de fazer rir. Para
é necessário reescrevê-la na ordem direta. Veja: Ajuda a Machado de Assis – Mais tarde, é isso, apresenta ao público carioca o ridículo
nomeado administrador da Tipografia Nacio- dos tipos roceiros e provincianos em contato
“Esta copa brilhante, de relevos áureos, tra- nal. Nesse cargo, conhece e ajuda o então com a cidade grande.
balhada de divas mãos, um dia, vinda do Olimpo, ainda aprendiz de tipógrafo Machado de Assis.
como já cansada de servir aos deuses, servia a Romance picaresco – O romance de Manuel OBRAS
um novo deus. Antônio de Almeida é picaresco (gênero li- 1. O Juiz de Paz na Roça (comédia, 1838)
terário de origem espanhola), ou seja, tem in- 2. O Inglês Maquinista (comédia, 1845)
6. ANACREONTE – Poeta grego, natural de Teos
tenção de não ser sério. Leonardo é o pri- 3. O Judas em Sábado de Aleluia (comédia,
(século VI a. C.), famoso por suas canções de meiro herói malandro da Literatura Brasileira. 1844)
amor irônicas e melancólicas. 4. O Noviço (comédia, 1845)
Crônica de costumes – Memórias de um
Sargento de Milícias é uma novela de tom 5. Quem Casa Quer Casa (comédia, 1845)

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des) e são utilizadas para descrever quantidades.

Química Porém o uso do mol mostra-se adequado


somente para descrever quantidades de
entidades elementares (átomos, moléculas, íons,
Professor Pedro CAMPELO elétrons, outras partículas, ou grupos específicos
de tais partículas).
6. Entidades elementares
Aula 77
Ao utilizar o termo mol, devemos especificar
Teoria atômico-molecular quais são as entidades elementares em questão
1. Unidade de massa atômica (u) (átomos, moléculas, íons, elétrons, outras partí-
culas ou agrupamentos especificados de tais
Esta unidade equivale a 1/12 da massa de um
partículas). 01. (FGV 95) Considere que a cotação do ouro
átomo de 12C. É representada pela letra minús-
cula u. Por exemplo, se fosse escrito apenas 4,44 mol de seja R$11,40 por grama. Que quantidade
2. Massa Atômica
hidrogênio, seria impossível saber se significa de átomos de ouro, em mols, pode ser ad-
4,44 mol de átomos ou de moléculas de hidrogê- quirida com R$9.000,00?
A massa atômica (MA) representa o quanto mais nio. Uma maneira usual e conveniente é escrever (Dado: Massa molar do Au=197g/mol.)
pesado que 1/12 de um átomo de carbono-12 um a fórmula molecular da entidade elementar que
átomo de elemento químico qualquer é. a) 2,0 b) 2,5 c) 3,0
está contida pelo mol: 4,44 mol de H2; 6,28 ×
d) 3,4 e) 4,0
Por exemplo, o Oxigênio tem massa atômica de 10γ2 mol de PbO; 3 mol de Fe.
16u, pois é mais pesado 16 vezes em relação a Quando a substância é um gás, geralmente as 02. O ácido oxálico (H2C2O4) é utilizado para ti-
uma parte de 12 de um átomo de carbono-12. entidades elementares em questão são molécu- rar manchas de ferrugem em tecidos. A
O átomo de Hélio possui 4u, ou seja, ele é três las. Porém gases nobres (hélio, neônio, argônio, massa molecular do ácido oxálico é:
vezes mais leve que um átomo de 12C. criptônio, xenônio, e radônio) são monoatômicos Dados: H=1u; C=12u; O=16u
Obs.: Muitas vezes, o u da unidade é omitido em nas condições ambientes (ou seja, cada entidade a) 30u b) 60u c) 90u
tabelas periódicas ou em provas de vestibulares. elementar de um gás nobre é um único átomo). d) 120u e) 150u
3. Massa atômica de um elemento químico 7. Mol e Constante de Avogadro
03. As massas moleculares do álcool etílico
Os elementos químicos podem possuir vários O conceito de mol está intimamente ligado à
constante de Avogadro (NA) (antigamente cha-
(C2H5OH) e do ácido acético (C2H4O2) são,
isótopos (mesmo número atômico, porém massa respectivamente:
diferente), mas não seria viável representá-los mada de número de Avogadro), onde 1 mol tem,
todos na tabela periódica. Por isso, as massas aproximadamente, 6,022 × 1023 entidades. Esse a) 60 u e 46 u d) 40 u e 66 u
atômicas que vemos nessas tabelas são médias é um número extremamente grande. Exemplos: b) 66 u e 40 u e) 46 u e 60 u
ponderadas das massas dos diversos isótopos 1 mol de moléculas de um gás possui, aproxima- c) 46 u e 66 u
estáveis existentes no universo que esse ele- damente, 6,022 × 1023 moléculas desse gás.
mento químico possui. 1 mol de íons equivale a, aproximadamente,
Dados: H = 1 u; C = 12 u; O =16 u
Por exemplo, o oxigênio possui três isótopos 6,022 × 1023 íons. 04. A massa molecular da espécie CxH6O é
estáveis: 1 mol de grãos de areia equivale a, aproximada- 46u, logo o valor de "x" é:
– 16O – MA = 16u, equivale a 99,7% de todos os mente, 6,022 × 1023 grãos de areia. a) 1 b) 2 c) 3
átomos de oxigênio do universo 8. Mol e massa molar d) 4 e) 5
– 17O – MA = 17u, são apenas 0,03% dos átomos Dados: H = 1 u; C = 12 u; O = 16 u
A massa molar é a massa em grama de 1 mol de
de O
entidades elementares. A massa atômica e a 05. A massa molecular da espécie C2HxO2 é
– 18O – MA = 18u, abundância de 0,2% massa molar de uma mesma substância são nu- 60u, logo o valor de "x" é:
Fazendo a média ponderada: mericamente iguais. Por exemplo:
a) 1 b) 2 c) 3
16 x 99,7 + 17 x 0,03 + 18 x 0,2 Massa atômica do sódio = 22,99 u
d) 4 e) 5
–––––––––––––––––––––––––––––– = 15,994 ≅ 16u Massa molar do sódio = 22,99 g/mol
100 Dados: H = 1 u; C = 12 u; O = 16 u
Massa atômica do cálcio = 40,078 u
Como era previsto, a média ponderada deu um Massa molar do cálcio = 40,078 g/mol 06. A massa molecular da espécie H4P2Ox é
valor próximo a 16, já que 99,7% dos átomos de Deve-se, ainda, saber que 1 mol de diferentes 146u, logo o valor de "x" é:
oxigênio possuem essa MA. substâncias possui sempre o mesmo número de a) 1 b) 2 c) 3
Agora, veremos o exemplo do cloro. Isótopos partículas. No entanto a massa contida em 1 mol d) 4 e) 5
estáveis de cloro: varia consideravelmente entre as substâncias. Dados: H = 1u; O = 16u; P = 31u
– 35Cl – MA = 35u , representando 75,4% dos 9. Mol e volume molar
átomos de cloro. 07. Se a massa molar do acetato de sódio
Volume molar é a razão entre o volume e a quan-
37 (C2H3O2Na) é igual a 82g/mol, então a mas-
– Cl – MA = 37u, é 24,6% dos átomos de cloro tidade de matéria. Equivale ao volume ocupado
sa atômica do sódio é igual a:
35 x 75,4 + 37 x 24,6 por 1 mol de entidades elementares, podendo
–––––––––––––––––––– = 35,453 ≅ 35,5 estar no estado gasoso ou no sólido. Nas CNTP a) 20u b) 21u c) 22u
100 e nas CPTP, o volume molar de um gás ideal é de, d) 23u e) 24u
4. Massa Molecular aproximadamente, 22,4 e 22,7 litros, respectiva- Dados: H = 1u; C = 12u; 0 = 16u
A massa molecular (MM) é a soma das massas mente. Para o silício sólido, o volume molar é de,
aproximadamentev 12,06 litros.
08. A quantidade em mols e o número de
atômicas dos átomos que compõem uma molé-
moléculas encontrados em 90g de ácido
cula. Por exemplo, numa molécula de água Em um dos experimentos realizados por Avoga-
acético são, respectivamente:
(H2O), teremos: dro, foi observado que o volume de um gás é di-
retamente proporcional ao número de suas partí- a) 1,5 e 9,0×1023 b) 1,0 e 9,0×1023
– H = 1u , como são dois hidrogênios = 2u
culas. Isso significa que, quanto maior a quanti- c) 1,5 e 6,0×1023 d) 1,0 e 6,0×1023
– O = 16u
dade de moléculas de um gás, maior será o volu- e) 1,5 e 7,5×1023
– H2O = 2u + 16u = 18u me ocupado. Dados: ácido acético = C2H4O2
5. Mol 10. Mol e molécula Constante de Avogadro = 6,0×1023
H = 1u; C = 12u; O = 16u
O mol é o nome da unidade de base do Sistema Ambas as palavras mol e molécula têm sua
Internacional de Unidades (SI) para a grandeza origem do Latim moles, que, entre seus muitos 09. Assinale a alternativa com a espécie de
quantidade de matéria (símbolo: mol). É uma das significados, traz a idéia de "porção", "quantida- maior massa molecular:
sete unidades de base do SI, muito utilizada na de", "massa" ou "grande massa".
a) CH3COOH → ácido acético
Química. Porém não se deve confundir o conceito de mol b) HI → ácido iodídrico
Seu uso é comum para simplificar representa- com o de molécula. Para evitar essa confusão, c) H2SO4 → ácido sulfúrico
ções de proporções químicas e no cálculo de deve-se lembrar de que mol refere-se a uma d) H3PO4 → ácido fosfórico
concentração de substâncias. quantidade de entidades elementares (aproxima-
e) H3PO3 → ácido fosforoso
A unidade mol é, muitas vezes, comparada à "dú- damente 6,022 × 1023 entidades, ou seiscentos e
Dados: H = 1u; C = 12u; O = 16u;
zia", pois ambas são adimensionais (sem unida- dois sextilhões de entidades), enquanto que mo-
P = 31u; S = 32u; I = 127u

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lécula (palavra originalmente derivada do 14. Fórmula molecular


diminutivo de mol) refere-se à menor parte da Fórmula Molecular, na Química, é aquela que
substância que ainda é considerada aquela subs- informa apenas o número de átomos em uma
tância. molécula, portanto, incompleta, pois priva-nos da
Exemplo: Um mol de água (ou da substância compreensão das ligações entre esses átomos e
água) tem, aproximadamente, 18 g. Imaginando da distribuição eletrônica em tais ligações. Veja a
o mundo "microscópico", isso significa dizer que seguinte fórmula molecular: C3H6O
18 g de água tem 6,022 × 1023 (seiscentos e dois A partir dela, pode-se concluir que, em um mol
sextilhões) moléculas de água. dessa substância, existem 3 mols de átomos de
Outra confusão que pode ocorrer é com relação carbono, 6 de hidrogênio e 1 de oxigênio. Porém
às grandezas massa molar e massa molecular. A não podemos saber a que substância ela se
massa molar (representada pela letra "M") indica refere.
01. Assinale a alternativa que contém a a massa, em gramas, de 1 mol de qualquer enti- Observe dois exemplos de substâncias que pos-
dade elementar, sendo que a massa molecular é suem essa fórmula:
espécie de "menor" massa molecular:
a massa de uma única molécula de uma substân- Uma cetona: Propanona (Dimetil Cetona ou Ace-
a) ácido acético → CH3COOH cia, representada por unidade de massa atômica tona) (H3CCOCH3)
b) ácido iodídrico → HI "u".
Um aldeído: Propanal (Propaldeído) (H3CCH2CHO)
c) ácido sulfúrico → H2SO4 11. O tamanho do mol
Pode-se observar que a Fórmula Molecular pode
d) ácido fosfórico → H3PO4 Apesar de ser um número extremamente grande gerar, às vezes, engano, quando se necessita
e) ácido fosforoso → H3PO3 de entidades elementares, um mol de uma subs- determinar a substância, porém ela pode ser
Dados:H = 1u; C = 12u; O = 16u; P = tância pode referir-se a um pequeno volume. Pa- muito útil quando se deseja simplificar equações
ra a substância água, por exemplo, 1 mol de de reações químicas.
31u; S = 32u; I = 127u
água líquida ocupa um volume um pouco maior
do que de uma colher de sopa cheia (1 mol de Fórmulas mais completas que a molecular, mais
02. A quantidade de mols existentes em água tem, aproximadamente, 18 mL); um mol de utilizadas na Química orgânica, são a fórmula
1,5×1024 moléculas de ácido fosfórico gás nitrogênio (N2) inflará um balão com um diâ- estrutural e a fórmula estrutural eletrônica ou de
(H3PO4) é igual a: metro de, aproximadamente, 30 cm; um mol de Lewis.
açúcar de cana (C12H22O11) tem, aproximada- 15. Fórmula percentual
a) 0,5 b) 1,0 c) 1,5
mente, 340 g. Todas essas quantidades de subs- A microanálise, análise elementar ou análise
d) 2,0 e) 2,5 tâncias citadas estão contidas em um mol, apre- centesimal é um procedimento químico para se
sentando, aproximadamente, 6,022×1023 molé- descobrir quais são os elementos constituintes
culas. de uma determinada molécula e sua proporção.
03. (ITA 95) Considere as afirmações de I a V Através desse procedimento, determina-se a fór-
12. Volume molar
feitas em relação a um mol de H2O: mula bruta de compostos orgânicos.
Volume molar é a razão entre o volume e a
I. Contém 2 átomos de hidrogênio. quantidade de matéria. Equivale ao volume ocu- Através da pirólise de um determinado composto
II. Contém 1 átomo de oxigênio. pado por 1 mol de entidades elementares (áto- que contenha O, C, S, N e H, principalmente, e da
III. Contém 16g de oxigênio. mos, moléculas, íons, grupos específicos, partí- análise dos gases resultantes de sua decom-
culas etc). A unidade de medida correspondente posição (óxidos de N, SO2, CO2 e H2O), pode-
IV. Contém um total de 10mols de
no SI é o metro cúbico por mol (m3/mol), e as me- mos saber a composição percentual em massa
prótons nos núcleos. didas mais usuais são o centímetro cúbico por desses elementos. Por exemplo, a molécula do
V. Pode ser obtido a partir de 0,5 mol de mol (cm3/mol), o mililitro por mol (mL/mol) e o CH4 teria 75% de carbono em massa e 25% de H;
oxigênio molecular. litro por mol (L/mol). uma molécula de etanol tem por fórmula bruta
Destas afirmações estão CORRETAS: Atualmente o CODATA (CODATA, 2007)[1] reco- C2H6O, o que dá 34,7% de O, 52,1% de C e 13%
menda, para o volume molar de um gás ideal, os de H. Essa é uma técnica destrutiva; as amostras
a) Apenas I e II. d) Apenas III, IV e V. são destruídas durante as análises. Também é
seguintes valores:
a) Apenas I, II e III. e) Todas. chamada de análise elementar ou análise
c) Apenas III e VI. Nas CNTP (273,15 K; 101 325 Pa): 22,413 996 ∃ centesimal.
0,000 039 L mol–1
Nas CPTP (273,15 K; 100 000 Pa): 22,710 981 ∃
04. (UEL 94) A amostra de 2,0 mols de carbono 0,000 040 L mol–1
Exercícios
tem massa, aproximadamente, igual à Este é o melhor valor estimado para o volume 01. (Unesp 91) Em 1 mol de molécula de
de molar, conhecido também como valor verdadeiro H3PO4, tem-se:
a) 6,0 x 1023 moléculas de fluoreto de hidrogênio. convencional (de uma grandeza). a) 3.1023 átomos de hidrogênio e 1023
b) 6,0 x 1023 moléculas de dióxido de carbono. O termo "volume molar" não se limita apenas ao átomos de fósforo.
c) 5,0 mols de hidrogênio. volume ocupado por entidades elementares no b) 1 átomo de cada elemento.
estado gasoso, podendo referir-se a entidades c) 3 íons H+ e 1 íon (PO4)3–.
d) 1,0 mol de magnésio.
no estado sólido. Como exemplo, pode-se citar o d) 1 mol de cada elemento.
e) 0,5 mol de oxigênio. e) 4 mols de átomos de oxigênio e 1 mol de
volume molar do silício.
Dados: Massas molares F=19g/mol; Obs.: CNTP (Condições Normais de Temperatura átomos de fósforo.
H=1g/mol; C=12g/mol; Mg= 24g/mol e Pressão)
CPTP (Condições Padrão de Temperatura e
02. (Unesp 94) O limite máximo de
concentração de íon Hg2+ admitido pa-
05. (UEL 96) Considere as amostras: Pressão)
ra seres humanos é de 6 miligramas
I. 10,0g de N2 13. Fórmula mínima por litro de sangue. O limite máximo,
II. 5,0 mols de H2
Em Química, a fórmula empírica é uma expressão
expresso em mols de Hg2+ por litro de
III. 6,0 × 1023 moléculas de O3 que representa a proporção mais simples dos
sangue, é igual a
IV. 1,0mol de CO átomos que estão presentes em um composto (Massa molar de Hg=200g/mol):
V. 32,0g de O2 químico. Pode coincidir ou não com a fórmula a) 3×10–5. b) 6×10–3. c) 3×10–2.
Dados: Massas molares molecular, que indica o número de átomos pre- d) 6. e) 200.
N = 14g/mol; H = 1g/mol; O = 16 g/mol; sentes na molécula.
A molécula de água está formada por dois
03. (Unesp 95) Na natureza, de cada 5
C = 12 g/mol átomos de boro, 1 tem massa atômica
átomos de hidrogênio e um de oxigênio, cuja
Apresentam massas iguais SOMENTE fórmula molecular é H2O, coincidindo com sua
igual a 10u.m.a (unidade de massa
fórmula empírica.
atômica) e 4 têm massa atômica igual a
a) I e II b) II e III c) IV e V
11u.m.a. Com base nesses dados, a
d) I e II e) IV e V Para o etano, entretanto, não ocorre o mesmo, já massa atômica do boro, expressa em
que é formado por dois átomos de carbono e seis u.m.a, é igual a
06. (UEL 96) Considere as amostras: de hidrogênio, cuja fórmula molecular será C2H6
I. 10,0g de N2 e a fórmula empírica, CH3. a) 10 b) 10,5 c) 10,8
II. 5,0 mols de H2 Alguns compostos, como o cloreto de sódio ou d) 11 e) 11,5
III. 6,0 × 1023 moléculas de O3 sal comum, carecem de entidades moleculares e
IV. 1,0 mol de CO só é possível falar de fórmula empírica: NaCl. 04. (Uel 94) Um hidrocarboneto de fórmula
geral CnH2n–2 tem massa molar igual a
V. 32,0g de O2 Para encontrar a fórmula empírica de um com-
96,0g/mol. Sua fórmula molecular é
Dados: Massas molares posto, primeiro se obtém os mols de cada ele-
mento, logo se divide cada um pelo de menor Dados: Massas molares
N = 14 g/mol; O = 16 g/mol C = 12 g/mol
valor e, finalmente, se encontram os números
Há maior quantidade de moléculas em inteiros proporcionais. H = 1 g/mol
a) C5H8 b) C6H10 c) C7H12
a) I b) II c) III d) C8H14 e) C9H16
d) IV e) V

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Geografia
Professor HABDEL Jafar

Aula 78

O relevo terrestre e sua


dinâmica
“Os processos exógenos são movidos pelo calor 01. (Fuvest 2006) Intemperismo é o nome que
solar, que atua na superfície da crosta continental se dá ao conjunto de processos que mo-
Fonte: adaptado de Popp, Geologia Geral, p12.
através da atmosfera. Esses processos agem dificam as rochas, fragmentando-as (in-
sobre o arranjo escultural das rochas e são os As rochas temperismo físico) ou alterando-as (intem-
responsáveis pela esculturação do relevo. As for- perismo químico). O predomínio de um
As rochas são agregados naturais de minerais de tipo em relação a outro, nas diversas re-
mas do relevo terrestre podem ser vistas como um só tipo ou de diversos tipos. Podemos encon-
uma vasta peça de escultura, cujo escultor é a giões da Terra, vai depender das tempera-
trar na natureza três tipos de rochas. turas, combinadas ao volume das precipi-
atmosfera com seus diversos tipos climáticos, e o
As magmáticas foram formadas a partir da con- tações e do estado físico da água.
subsolo é a matéria-prima”. (Ross, Jurandir. Os
solidação do magma pastoso. Apresentam dife-
fundamentos da Geografia da natureza. In renças provocadas pela forma como se resfria-
Geografia do Brasil. São Paulo, Edusp). ram e se solidificaram. Subdividem-se em intru-
A composição do Planeta: sivas e extrusivas. As intrusivas ou plutônicas
são aquelas que sofreram lento resfriamento do
O planeta é formado por, basicamente, três ca- magma. Em razão disso, apresentam cristais
madas: crosta, manto e núcleo. Sua parte exter- macroscópicos. Como exemplo dessas rochas,
na é sólida, sendo a parte do nosso planeta que podemos citar: granito, sienito, diorito etc. As
mais se conhece. Já a interior foi muito menos rochas extrusivas ou vulcânicas foram
devassada pelo homem. Mesmo assim, sabe-se formadas pelo rápido resfriamento do magma no
muito sobre ela. O estudo da propagação das exterior da crosta. Elas apresentam cristais Observando o mapa (fig. 1), é correto afir-
ondas sísmicas geradas pelos terremotos nos dá microscópicos, sendo percebidos apenas com mar que, nas regiões A, B e C, há
idéia do que há no interior do planeta. Até onde uso de lentes especiais. Podemos citar, entre as predomínio, respectivamente, do intem-
sabemos, ele é formado por camadas concêntri- extrusivas, o basalto, o diabásio, o andesito etc. perismo:
cas de material superaquecido. Cada uma delas As metamórficas decorrem das transformações a) Químico, físico, químico.
apresenta níveis diferentes de temperaturas, sofridas por rochas pré-existentes, submetidas a b) Físico, químico, químico.
pressões e densidades que aumentam progres- alterações em suas estruturas por ação da pres- c) Químico, químico, físico.
sivamente até o núcleo. são ou elevadas temperaturas ou em razão dos d) Físico, físico, químico.
movimentos das placas tectônicas. Como e) Químico, físico, físico.
A crosta terrestre ou litosfera é a camada rígida
exemplos, podemos citar: ardósia, filitos, xistos,
do nosso planeta. Apresenta espessura que varia 02. (Mackenzie) Os processos exógenos são
gnaisses, quartzitos, mármores etc.
entre 50 a 60km. Podemos dividi-la em duas responsáveis pelo modelado do relevo
camadas. A exterior é chamada de crosta conti- As sedimentares foram formadas por sedimen- terrestre, e sua atuação varia de acordo
nental ou sial (silício e alumínio) e é menos den- tos clásticos ou detríticos e por precipitados quí- com o clima. Portanto é correto afirmar
micos e orgânicos. Restos de animais e vegetais que:
sa. Apresenta rochas como granitos, migmatitos,
também deram origem a essas rochas. Todo e a) é muito comum, em áreas de clima tropical,
basaltos, rochas sedimentares, entre outras. A
qualquer material desagregado, transportado e a presença de solos profundos, em virtude
outra camada é conhecida como crosta oceânica
depositado nas partes mais baixas onde se origi- da intensa ação de intemperismo químico;
ou sima (silício e magnésio), sendo mais densa. naram tende a se consolidar com o tempo,
Entretanto ela é a menos larga, exibindo profun- b) em áreas desérticas, a grande amplitude
dando origem a essas rochas. Podem ser detríti-
didades de até 6km. Ela separa-se do manto pela térmica entre o dia e a noite dificulta a me-
cas, como o arenito, tilitos e outras. As químicas
descontinuidade de Mohorovicic (área onde a teorização física;
podem ser: estalactite, estalagmites, dolomitos
c) em área de clima equatorial, o processo de
densidade e a composição do material é diferen- etc. Já as orgânicas têm no carvão mineral o seu
intemperismo químico é mais lento, por não
te). melhor exemplo.
existirem grandes oscilações térmicas
A estrutura geológica da Terra diárias;
Por estrutura geológica, entendemos a forma d) a má infiltração e má drenagem da água,
como estão dispostas as rochas na litosfera. Es- em áreas de clima de altas montanhas,
sa disposição se dá em conseqüência das forças favorecem tanto o intemperismo químico
internas. No planeta, encontramos três domínios como a erosão;
estruturais ou macroformas estruturais do relevo e) em áreas de clima polar, a ação do intempe-
terrestre. São os crátons ou plataformas, as ba- rismo químico se faz mais presente em
cias sedimentares e as cadeias orogênicas ou virtude do congelamento da água, que se
cinturões orogênicos. expande em seu volume.
O manto ou astenosfera é constituído por mine- Os crátons ou plataformas correspondem a “um 03. (PUC–MG) Os movimentos da placa nipô-
rais em estado pastoso ou magmático em decor- núcleo da crosta continental estável, total ou am- nica em áreas de colisão explicam a for-
rência das altas temperaturas aí verificadas (± plamente formado por rochas pré-cambrianas mação geológica do território japonês.
2.000 °C). O material que o forma move-se se- com estruturas complexas, normalmente Assinale a opção que NÃO se relaciona a
gundo células de convecção. Todas as pertur- gnáissicas ou xistosas e injetadas por batólitos essa estrutura geológica.
bações geológicas que chegam até nós graníticos” (Hélio M. Penha, Processos a) O território japonês está sujeito a intensas
(terremotos e vulcanismo) são resultantes da endogenéticos na formação do relevo, IN: ações endógenas, como vulcanismo e tec-
pressão exercida pelo magma que forma essa Antônio T. Guerra e Sandra B. Cunha (orgs.), tonismo.
camada. Tem, aproximadamente, 4.600km de ex- Geomorfologia – uma atualização de bases e b) As características geológicas geram dificul-
tensão. conceitos. Rio de Janeiro, Bertrand, 1994, p.65.). dades para o Japão suprir suas necessida-
O núcleo, também chamado de nife (níquel e Essas estruturas sofreram intenso processo ero- des de recursos minerais próprios.
ferro), é a parte central da Terra. O núcleo está sivo, o que resultou em formas desgastadas e c) O território descontínuo do arquipélago é
rebaixadas, exceto o Planalto das Guianas, que dominado por um conjunto de terras altas.
separado do manto por uma descontinuidade
conserva considerável altitude. Quando estão d) As formas de relevo desfavorecem o poten-
chamada de Wiechert-Guntemberg, localizada a
aflorados, recebem o nome de escudos. Como cial hidráulico para produção de energia.
cerca de 2900km de profundidade. Admite-se
exemplo, podemos citar o Fino-Escandinavo, o
que tenha cerca de 1.700km de espessura com
Guineano, o Australiano, o Chinês, o Siberiano
temperaturas que podem chegar até 6.000 °C. ou de Angara, o Canadense, o Brasileiro e o das

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Guianas. Quando essas estruturas estão recober- forças são exercidas horizontalmente em cama-
tas por rochas sedimentares, recebem o nome das de rochas elásticas, provocam dobramentos
de plataforma coberta ou embasamento cristali- que podem dar origem a montanhas ou cordilhei-
no. ras.
“As bacias sedimentares constituem outra estru-
tura de grande representatividade territorial ao
longo dos continentes. [...] são formadas por es-
pessos pacotes de rochas sedimentares que
chegam a ultrapassar 5.000 metros. Bacias sedi-
mentares como a do Colorado e do Mississi-
pi–Missouri (EUA), do Tchad, Congo e Zambeze,
na África, a do Centro-Norte da Europa, a do
01. (PUCPR) Em outubro de 2005, a região Centro-sul da Austrália, a Amazônica, a do Par-
assinalada no mapa a seguir foi sacudida naíba e a do Panamá, na América do Sul, são
por um dos maiores terremotos deste exemplos de bacias cujas origens e idades são
início de século, provocando a morte de posteriores ao Pré-Cambriano. São chamadas de Os abalos sísmicos, também chamados de terre-
dezenas de milhares de pessoas e incon- bacias fanerozóicas, ou seja, que se formaram ao motos (quando ocorrem no continente) estão re-
táveis danos materiais. longo do Paleozóico, do Mesozóico e do Ceno- lacionados aos movimentos das placas tectôni-
zóico, através de diferentes fases de deposição cas e às manifestações vulcânicas. São movi-
marinha, glacial ou continental.” (Ross, Jurandyr mentos naturais da crosta terrestre que se propa-
L.S. Geografia do Brasil. São Paulo, Edusp, gam por meio de vibrações.
2000.). O vulcanismo consiste na efusão de material
As cadeias orogênicas ou cinturões orogênicos magmático fluido através de orifícios e de fendas
são os terrenos de grande instabilidade tectôni- na parte externa do planeta. Tem suas causas li-
ca. Apresentam altimetria elevada e são resultant- gadas à tectônica de placas, sendo mais intensa
es de dobramentos das estruturas rochosas. In- sua ocorrência ao longo das dorsais mesoceâni-
trusões, vulcanismo, abalos sísmicos e falhamen- cas e nas cadeias orogênicas.
A região em questão e os países mais tos são características comuns nessas estruturas. Agentes da dinâmica externa:
atingidos são, respectivamente: Situam-se, principalmente, nas bordas de placas
a) o deserto de Góbi, atingindo a Mongólia e tectônicas. Entre as principais cadeias orogêni- São os processos transformadores ou escultores
o norte da China; cas da Terra, destacam-se: na América do Sul, a do modelado. As alterações que provocam acon-
b) a Caxemira, atingindo o nordeste do Pa- Cordilheira dos Andes; na América do Norte, tecem através de processos químicos e físicos. O
quistão e o norte da Índia – países que há Montanhas Rochosas e Serra Nevada; na intemperismo físico provoca a fragmentação pro-
décadas disputam essa área, cuja popula- Europa, os Pireneus e os Alpes; na Ásia, temos o gressiva das rochas que estão mais expostas à
ção é majoritariamente muçulmana; Cáucaso, os Cárpatos e o Himalaia; na África, a superfície e à ação dos agentes atmosféricos. Já
c) a Cisjordânia, atingindo Israel, Palestina, Cadeia do Atlas. o intemperismo químico processa-se em razão
Jordânia e Síria; das reações químicas da água.
d) o altiplano tibetano e a porção setentrional Essas cadeias de montanhas representam os
mais recentes terrenos produzidos pelas forças A ação das águas pode acontecer através da ero-
dos contrafortes do Himalaia, atingindo es-
pecialmente a China (que ocupa o Tibete internas do planeta. Suas idades estão situadas são provocada pelos rios (erosão fluvial), das
desde que o invadiu em 1950) e o Nepal; entre o fim do Mesozóico e o Cenozóico. Os mo- chuvas (erosão pluvial), pela abrasão marinha e
e) a Sibéria, atingindo exclusivamente terri- vimentos tectônicos são a gênese dessas estru- pela ação das geleiras (erosão glacial). A ação
tórios do norte da Rússia. turas e estão relacionados à tectônica de placas. dos ventos provoca o desgaste das estruturas, o
transporte dos materiais erodidos e a sua deposi-
02. (PUCRS) Os desertos, paisagens distri- Os agentes do relevo
ção (eólica), que vão formar as dunas das praias
buídas em todo o globo, ocorrem por ra- “[...] As forças que determinam a atuação dos e dos desertos.
zões que diferem conforme o local em processos geradores das formas do relevo, ou
que se encontram. O Deserto do Saara, seja, a morfodinâmica, são de duas origens, e W. Exercícios
situado na África, e o Deserto do Penck denominou-as de endógenas e exógenas.
Colorado, situado nos Estados Unidos da Desse modo, o relevo é produto do antagonismo 01. (Unifesp) Na última década, várias pes-
América do Norte, têm como causa prin- quisas na África e na América do Sul
de forças que atuam de fora para dentro, através
cipal, respectivamente, confirmaram a hipótese de que elas for-
da atmosfera e de dentro para fora, através da
a) altas altitudes e continentalidade; mavam um continente no passado. As-
b) proximidade com o Oceano Pacífico e bai- litosfera e da energia do interior da Terra. Assim,
a energia endógena representada pelas litolo- sinale a alternativa que identifica corre-
xas pressões; tamente a era geológica em que a se-
c) correntes marinhas frias e elevadas altitu- gias, pelo arranjo estrutural destas e pelas pres-
sões magmáticas criam formas estruturais nos paração ocorreu e o nome do novo
des;
relevos da superfície terrestre. Já a energia exó- continente que ela gerou.
d) alta pressão atmosférica e encostas de so-
tavento; gena, comandada pelo Sol através da camada a) Cenozóica; Pangea.
e) baixas latitudes e correntes marinhas frias. gasosa que envolve a Terra, produz o desgaste b) Mesozóica; Gondwana.
erosivo das formas estruturais e gera a escultura- c) Pré-Cambriano; Gondwana.
03. (Unesp) A figura representa o processo ção, produzindo as formas esculturais.” (Ross, d) Paleozóica; Pangea.
de evolução de uma forma de relevo as- Jurandyr L.S. Geomorfologia - ambiente e pla- e) Quaternário; Gondwana.
sociada à água. nejamento. Contexto, São Paulo, 2001).
02. (UFC) Alguns processos naturais ocor-
Agentes da dinâmica interna: rem durante longos períodos no tempo
O tectonismo, também chamado de distrofismo geológico, ou seja, são processos dinâ-
(distorção), resulta de ações como as altas pres- micos contínuos. Outros ocorrem de
sões e temperaturas originadas na parte interna modo brusco e descontínuo e podem
do planeta ou da deriva continental e dos cho- tornar-se eventos catastróficos. Indique
ques entre as placas tectônicas. Pode ser epiro- a alternativa verdadeira que destaca
genético ou orogenético. “A epirogênese corres- dois processos dinâmicos descontí-
ponde a movimentos lentos e generalizados da nuos e que podem ocasionar catástro-
Assinale a alternativa que contém o tipo
crosta continental e podem provocar rebaixa- fes.
de paisagem, o processo geomorfológico
mento e soerguimento. Já a orogênese corres- a) Terremotos e impactos de meteoritos.
atuante e o resultado final.
ponde a movimentos que “se caracterizam por b) Erosão de um rio meândrico e falhamen-
a) Paisagem lacustre; sedimentação; desapa- tos.
recimento do lago. deformar as estruturas rochosas” (POOP, José H.
Geologia Geral. Livros Técnicos e Científicos, c) Epirogênese e compactação de sedi-
b) Paisagem marinha; assoreamento; falésia.
Rio de Janeiro, 1998.). mentos.
c) Paisagem fluvial; abrasão; terraço.
d) Fluxo térmico do interior da Terra e vulca-
d) Paisagem pluvial; desmatamento; revege- Na epirogênese, as forças são exercidas vertical-
nismo.
tação. mente sobre as camadas de rochas rígidas, po-
e) Crescimento de recifes e inundações tor-
e) Paisagem desértica; pedimentação; dunas. dendo provocar levantamentos ou rebaixamen-
renciais.
tos que se constituem em falhas. Quando as

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Gabarito do Calendário
número anterior 2008

Aprovar n.º 12
DESAFIO HISTÓRICO (p. 3) Aulas 156 a 191
01. B;
02. A;
03. C;
DESAFIO HISTÓRICO (p. 4)
01. B;
02. E;
03. C; LEITURA OBRIGATÓRIA

DESAFIO BIOLÓGICO (p. 5) Canção do Exílio


01. C; Murilo Mendes
02. C;
03. E; Minha terra tem macieiras da Califórnia
04. C;
onde cantam gaturamos de Veneza.
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 6) Os poetas da minha terra
01. D;
02. D; são pretos que vivem em torres de ametista,
03. E; os sargentos do exército são monistas,
04. B;
[cubistas,
EXERCÍCIOS (p. 6) os filósofos são polacos vendendo a
01. D;
02. B; [prestações.
03. C;
04. C; A gente não pode dormir com os oradores
05. A;
[e os pernilongos.
DESAFIO MATEMÁTICO (p. 7) Os sururus em família têm por testemunha
01. C; 02. B; 03. C; 04. D; 05. B; 06. D;
07. B; 08. E; 09. E; [a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
DESAFIO MATEMÁTICO (p. 8)
01. A; 02. C; 03. B; 04. D; 05. E; 06. D; Nossas flores são mais bonitas
07. D; 08. E; 09. B; nossas frutas mais gostosas
DESAFIO QUÍMICO (p. 9) mas custam cem mil réis a dúzia.
01. D;
02. B;
03. E; Ai quem me dera chupar uma carambola
04. A; [de verdade
05. C;
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
06. C;
07. E; Do livro Poemas (1930)
08. B;
09. A; 1. SEXTILHAS E DÍSTICO – As duas primeiras
DESAFIO QUÍMICO (p. 10) estrofes contêm seis versos (sextilhas); a última,
01. C; dois versos (dístico).
02. C;
03. C; 2. VERSOS PROSAICOS – Note que os versos não
04. A;
05. D; têm um tamanho tradicional (entre 5 e 12 síla-
06. D; bas), ou seja, ultrapassam as medidas convencio-
07. E; nais praticadas antes do Modernismo. Quando o
08. B;
verso ultrapassa 12 sílabas métricas, merece a
EXERCÍCIOS (p. 11)
classificação de prosaico (tem aparência de
01. C;
02. B; prosa).

DESAFIO GRAMATICAL (p. 11) 3. ANÁFORA – Na segunda estrofe, a repetição de


01. E;
nossas no início de dois versos constitui
02. A;
03. B; anáfora.
04. C;
05. B; 4. PARÓDIA – Pela leitura, nota-se, facilmente, a
APLICAÇÃO 1 (p. 12) intenção do autor: fazer uma imitação burlesca de
01. D; uma composição literária do passado (a Canção
DESAFIO HISTÓRICO (p. 13) do Exílio de Gonçalves Dias). Compor paródias
01. C; para criticar autores de períodos literários ante-
02. D;
riores é tática bastante adotada na Primeira Fase
03. E;
Modernista (1922-1930).
DESAFIO HISTÓRICO (p. 14)
01. A; 5. IRONIA – O poeta insinua que os brasileiros
02. E;
03. E; estão cercados de elementos estrangeiros: plan-
tas (macieiras da Califórnia), pássaros (gatura-
ATIVIDADES (p. 14)
01. C; mos de Veneza), arte (Gioconda). E vem a ironia
02. D; maior: até o sabiá, símbolo de brasilidade desde
a época do Romantismo, está sob suspeita. O
autor só acredita que ele é realmente brasileiro se
exibir a certidão de idade.

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LÍNGUA PORTUGUESA REIS, Martha. Completamente Química: físico-química. São Paulo:


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BECHARA, Evanildo. Lições de português pela análise sintática. Rio Ática, 2000.
de Janeiro: Fundo de Cultura, 1960. BIOLOGIA
CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário de dúvidas da língua AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Conceitos de
portuguesa. 2. impr. São Paulo: Nova Fronteira, 1996. Biologia das células: origem da vida. São Paulo: Moderna, 2001.
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MATEMÁTICA RAMALHO Jr., Francisco et alii. Os Fundamentos da Física. 8.a ed.
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