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EXMO. SR. DR.

JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DO RECIFE
– ESTADO DE PERNAMBUCO (Conforme art. 319, I, NCPC e organização
judiciária da UF)

_______________________________., sociedade civil já qualificada
nos autos da MEDIDA CAUTELAR, por seu advogado infrafirmado,
constituído “ut” instrumento procuratório em anexo , com endereço
profissional (completo), para fins do art. 106, I, do Novo Código de
Processo Civil, com fundamento nos com fulcro nos Arts. 308 do mesmo
Código, arts. 186 e 927 do Código Civil, art. 5.º, incisos V e X da
Constituição da República Federativa do Brasil e demais dispositivos
pertinentes à matéria, vem aditar o pedido principal de DECLARAÇÃO DE
INEXISTÊNCIA DE DÉBITO, CUMULADA COM PEDIDO DE REVISÃO DO
CONSUMO, DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER, ACRESCIDA DE PEDIDO DE
INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL em face da ________________________
pessoa jurídica de direito privado, concessionária dos serviços públicos de
abastecimento de água e esgotamento sanitário, inscrita no Cadastro
Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ., sob o n_________________, endereço
eletrônico, estabelecida na _________________, pelos motivos de fato e de
direito a seguir aduzidos.

1. DA FORMULAÇÃO DO PEDIDO PRINCIPAL.

1.1. “Ab initio”, vem informar a V. Exa. a necessidade de
formulação deste pedido principal nos mesmo autos da Ação

Cautelar Antecedente interposta, na forma do art. 308 do Novo
Código de Processo Civil.

2. TEMPESTIVIDADE.

2.1. A ação, também, chega respeitando o trintídio legal, uma vez
que a liminar foi concedida aos ____________, somente tendo sido
efetivamente cumprida com a devida intimação da SUPLICADA,
precisamente no dia ___________, consoante certidão do ilustre Meirinho.

2.2. Destarte, o lapso temporal para a distribuição da presente ação
encontra-se em perfeita harmonia com o estatuído no art. 308 da Nova
Lei Instrumentária Civil.

3. ESCLARECIMENTO PRELIMINAR ACERCA DA PRÁTICA REITERADA DE
COBRANÇAS EXORBITANTES E INDEVIDAS POR PARTE DA PROMOVENTE

3.1. A empresa SUPLICANTE vem – como se tornou comum nos dias
atuais – sofrendo os abusos e as exorbitâncias levadas a efeito pelos
concessionários de serviço público, em especial como ocorre com a
COMPESA, que pratica uma espécie de agiotagem em suas cobranças pelo
no fornecimento de água, emitindo contas com valores extorsivos e
intoleráveis.

3.1.1. Não é a primeira vez que a SUPLICADA é denunciada pela
majoração indevida de consumo e valores no que diz com o contrato de n.
54663870, que tem como consumidora a SUPLICANTE 1[1], com o

1 [1]O contrato de fornecimento de água antes era firmado com empresa FHS EMPREENDIMENTOS E
PARTICIPAÇÕES LTDA, porquanto se cuida da proprietária do imóvel. Todavia, atualmente, encontra-se em
nome da PROMOVENTE, que tem no referido imóvel instalada a sua sede;

indevidamente interrompido. aquiesceu na celebração de um acordo. 3.ajuizamento de ações que visaram o restabelecimento do fornecimento de água. 08).2015. até que a SUPLICADA se acanhe de emitir faturas desonestas e distantes da verdade. ao que parece. 3.55 (cento e onze reais e cinquenta e cinco centavos). quando o real consumo de água do imóvel (Doc. A última conta recebida (Doc. .2. ultimando-se os processos com a formalização de transação. 3.05.2. conforme é possível verificar através da leitura da documentação que segue em anexo (Doc. A luta travada com a COMPESA. entretanto. Naquela época. de nenhum modo. anuindo em receber apenas o que lhe era devido em função real consumo. tal fato somente ocorreu depois que a COMPESA foi novamente instada pela SUPLICANTE a proceder com uma revisão de consumo. E. bem como o reconhecimento da inexistência do débito e pedidos diversos a título de ressarcimento pelos danos causados ao consumidor.1. requisitada no dia 20. Os valores oscilam e não se justificam de maneira alguma. As faturas elevadas voltaram a se multiplicar. 07).1. portanto. E irá prosseguir sempre. não justifica. reconhecendo a COMPESA o excesso em suas cobranças. considerando a atividade que nele é exercida. quatrocentos e vinte reais e um centavo) . consoante dá conta a fotocópia do protocolo que segue em anexo (Doc. chegando a COMPESA ao ápice de cobrar uma mensalidade de R$ 1.420. 06).1.3. retornou à normalidade.2. porquanto estabelece o valor R$ 111. é antiga. tal elevado valor. 3.01 (um mil. 05).

jus.1. embora ao que pareça haja agora uma regularidade na cobrança2[2].0. como se vê na última fatura enviada. . 4. Recife.3. está no sítio www. a SUPLICANTE sempre pagou as faturas que lhe chegaram e que se mostravam compatíveis com o consumo de seu imóvel.1. a SUPLICANTE sofre as ameaças corte do fornecimento de água por parte da COMPESA (Doc. 3. hoje mesmo. muito embora tenha ela mesma ajustado a cobrança de acordo com o real consumo. na atividade econômica que exercem podem ser consideradas destinatárias finais e sujeitas às regras do Código de Defesa do Consumidor? No Superior Tribunal de Justiça existem decisões reconhecendo este entendimento”. 09). porque – não obstante cuidar- se de pessoa jurídica – a SUPLICANTE é aqui verdadeira consumidora. 2 [2] Ao mesmo é o que demonstra a última fatura. havendo de ser repelida a prática tendente à imposição de vexames. 3[3] Aliás. que tenta receber a fórceps os valores objeto das faturas elevadas e abusivas geradas nos últimos meses. 5466387. Estado de Pernambuco. direta ou indiretamente.br: “As pessoas jurídicas adquirentes de produtos ou serviços utilizados.4. Por isso. Tendo sua sede na unidade consumidora registrada sob a matrícula n. 4. chegou ao conhecimento de V. OS FATOS – COMO JÁ NOTICIADOS NO FEITO CAUTELAR. Senão. vejamos. situada na Praça de Casa Forte. Essa circunstância precisa ter um fim. 491. Mas. abusos e malefícios diversos com os quais se tem havido a COMPESA 3[3]. a cautelar e a agora chega a ação principal.3. 3.stj.3. Casa Forte (CEP 52061-460). n. cujo contrato destina-se à prestação de serviço público de abastecimento de água e esgoto pela SUPLICADA. Exa.

2.4. como se o consumo houvesse se elevado para 42m³ (quarenta e dois metros cúbicos) de água. dar existência a uma fatura no valor de R$ 161. que acrescido do valor relativo ao serviço de tratamento do esgoto.2. porque estratosféricos. como se denota pelos históricos das faturas antigas acostadas à exordial (doc. com alegação de consumos ainda maiores. começou a saga da SUPLICANTE. quando recebeu a fatura n. 4. com vencimento para o dia 11/03/2014. Logo em sequência. Mais que isso impossível.1. a fabricar consumos elevados e contas exorbitantes.00 (quinhentos e noventa e oito reais). a partir do mês de março do ano de 2014. sem que se justifique o alegado consumo elevado de água.2.68 (cento e sessenta e um reais e sessenta e oito centavos). 11). É ler e perceber que durante o ano de 2013 até março de 2014 quando a COMPESA começou.1. Por discordar dos valores constantes das faturas referidas.1. 4. dela constando uma cobrança de R$ 598. 02/2013. no mês de abril daquele ano a SUPLICANTE procedeu com uma reclamação se insurgindo contra o valor cobrado (doc. recebeu outras e mais outras cobranças. consoante se denota das fotocópias das faturas exorbitantes em anexo (doc. mais que o duplo do usual. 10).2. Exa. 4.. com valores ainda mais elevados. que somente exerce suas atividades de segunda a sexta. uma vez que no imóvel em questão está sediado o escritório da SUPLICANTE.1. 15 m³ (quinze metros cúbicos) de água. em média. 4. a SUPLICANTE gastava mensalmente. novamente. 12). .2.84 (oitenta reais e oitenta e quatro centavos). Todavia. que eleva o valor do fornecimento de água a patamares inadmissíveis. equivalente a R$ 80.

havendo a SUPLICADA dito que designaria um técnico para aferir a regularidade do hidrômetro e procederia com uma vistoria nas instalações hidráulicas no imóvel da SUPLICANTE.2015) R$ 645.06.74 Janeiro/2015 (venc.69 Novembro/2014 (venc. Todas com valores elevados e discrepantes da realidade.64 Fevereiro/2015 (venc. 11. pois não se constatou vazamento. de tal sorte que a última fatura exibida à SUPLICANTE significa quase 10 (dez) vezes o consumo médio mensal.29 Setembro/2014 (venc.2014) R$ 247.46 Julho/2014 (venc. 11. 11.05.2015) R$ 957.2015) R$ 377.79 Agosto/2014 (venc. 11.03.2014) R$ 410.2014) R$ 761. 11. 11. 11.12.2014) R$ 598.34 Dezembro/2014 (venc.2015) R$ 1.78 Maio/2014 (venc.01. por ser impossível terem ocorrido o excessivo consumo dito pela empresa fornecedora. 11.10. 11. Daí seguiu-se uma sequência de cobranças mensais extorsivas e abusivas (doc.01 Abril/2015 (venc.08.2014) R$ 665.2015) R$ 825.2014) R$ 428.97 Maio/2015 (venc.13 .84 Outubro/2014 (venc.11.3.02.03.00 Abril/2014 (venc.07. conforme se demonstra a seguir: FATURA VALOR Fevereiro/2014 (venc.06.74 Março/2015 (venc.09. 13). 11.420.005.2015) R$ 1. 11.2014) R$ 488.04.2014) R$ 357. 11.60 Junho/2014 (venc. 11. 4. 11.05. tampouco a entrada da quantidade de águas cobrada em seus reservatórios.2014) R$ 355. 11.

12. 11. 4.05. 4. 4. logo é indevido o valor nelas representado. absurdos que tais4[4].2014).2015). porquanto corresponde ao real consumo.2015). 11. fruto de arbitramento unilateral de valores exorbitantes nas contas com os respectivos vencimentos em: (a)Fevereiro/2014 (venc. (h) Outubro/2014 (venc. sem critério justo. mais ainda. (f) Agosto/2014 (venc. (j) Dezembro/2014 (venc. (c) Maio/2014 (venc.1.05.2014) (e) Julho/2014 (venc. deixou de efetuar o pagamento das faturas com valores exorbitantes.10.5. (d) junho/2014 (venc.2014).5.02. 11. (g) Setembro/2014 (venc. é impossível a SUPLICANTE ter utilizado tamanha quantidade de água.2014). 11. 11. parece ter sido corrigida após a última reclamação formulada (doc. que a ameaça reiteradamente em proceder com a suspensão do fornecimento de água. recusando-se a ser extorquida. Em sendo assim. sob a égide da legalidade.03. é que se diz que a SUPLICANTE não se nega a pagar aquilo que consumiu.06. da relação de consumo e.1. 11.2.4. Diz-se isso. Mas enquanto a SUPLICADA tem a seu favor a chantagem atinente ao corte do fornecimento. (i) Novembro/2014 (venc. a fim de não alongá-la demais. único apto a inibir. muito embora esteja sendo constantemente compelida a fazê-lo por parte da COMPESA. convincente do que lhe está sendo cobrado é de fato o devido. mas quer um exame acurado.06. pedindo ao magistrado que tome as considerações ali postas como se na atrial estivesse transcrita. A última fatura. a água.4.2014). A SUPLICANTE não é devedora da suposta dívida de consumo construída sem plano. 10).01.2014). Aliás.04. sobra à SUPLICANTE a excelente companhia do Poder Judiciário.03. 4. 11. 11. (m) Março/2015 (venc. (b) Abril/2014 (venc. 11. porque efetivamente não houve o consumo de água relacionado nas aludidas faturas. (o) Maio/2015 (venc. Todavia. .08.09. 11. razão porque decidiu a SUPLICANTE proceder com seu pagamento.11. 11. 11. sobre o que se fala ao final desta peça (Doc.4. da essencialidade do bem objeto do litígio. (k) Janeiro/2015 (venc. como dito na cautelar. (n) Abril/2015 (venc. 11.2014). 11.2015). 11. 4 [4] Absurdo à vista da lei.2014). (l) Fevereiro/2015 (venc.2014).2015).07.2015).4.2015). 08).

sendo bastante notar. o que está acontecendo é que a SUPLICANTE está sendo chamada a pagar o que não se deve. Exa. 03). certamente. E esta ação chega para dar . 4. Enfim.1.6. 399518-6 (doc. são valores construídos ao bel prazer da SUPLICADA e que.2.7. de modo a sujeitar a SUPLICADA aos poderes da lei. REQUER a V. 5. que o valor imposto é muito superior ao que vinha sendo cobrado. 4. E justo por isso. coibindo que as relações da COMPESA não se perpetuem como aquelas situadas longe e fora do campo de incidência jurídica. gozam da certeza de provimento que lhes empresta o direito. Entretanto. que se digne de julgar procedentes os pedidos insertos na presente ação. trata de uma dívida constituída irregularmente. A TUTELA DO JUDICIÁRIO – O PEDIDO LIMINAR DEFERIDO. A partir daí. já aqui. tudo isso conjugado empresta à presente ação o gosto da procedência. pelos históricos das faturas acostadas a exordial.5. 5. O Egrégio Tribunal de Justiça restou por bem deferir o pleito liminar requerido na Ação Cautelar que tramita em apenso ao apreciar o Agravo de Instrumento n.4. Tanto esta como aquela. a cautelar. determinando a SUPLICADA que se abstenha de suspender o fornecimento de água. começaram a ser aliviadas as angustias da SUPLICANTE.

11. fruto do destempero das atitudes da SUPLICADA que impõe à SUPLICANTE uma exorbitante e ilegal cobrança.2014). .2015). Maio/2014 (venc. Dezembro/2014 (venc.06. Fevereiro/2015 (venc.2015).2015).12. Setembro/2014 (venc. Abril/2015 (venc.2015). 11. (c) proceder com a revisão do consumo. 11.1. 11.11.2014).09. derivada dos valores cobrados nas faturas que motivam o litígio. 11. além de não remeter informações restritivas a qualquer órgão de crédito. 11. A presente ação nasce com o destino bem desenhado.2014).2014). Outubro/2014 (venc.2015).remédio a tais males. 11. Março/2015 (venc. 11. (e) condenar ao pagamento de indenização pelo dano moral oriundo do seu proceder. Junho/2014 (venc.2014).02.2015).07.04.03. A PRESENTE DEMANDA – Seus Objetivos.01. 11.08. 11. (b) declarar a inexigibilidade dos débitos representados nas aludidas faturas. consistente em que se abstenha definitivamente de desligar ou suspender o fornecimento de água no imóvel do SUPLICANTE.2014). 5.2014). 11.06. Julho/2014 (venc. valendo aqui resumi-la desta forma: (a) declarar a nulidade das faturas com vencimentos em Fevereiro/2014 (venc.03. (d) impor a COMPESA a obrigação de não fazer. 6. Agosto/2014 (venc.10. 11. 11.05. Janeiro/2015 (venc. 11. 11.2014).2014). Abril/2014 (venc. Novembro/2014 (venc.05. Maio/2015 (venc.

dá existência a uma fatura no valor de R$ 161. prescritos no Código de Defesa do Consumidor. As contas cobradas são absurdas.1.3. sendo.68 (cento e sessenta e um reais e sessenta e oito centavos).1. A atitude da empresa SUPLICADA vai de encontro com os princípios balizadores das relações de consumo. como conseguiu chegar a tão exagerado consumo. como se denota pelos históricos das faturas antigas acostadas à exordia já mencionadas. De modo que a SUPLICADA não demonstra. em consequência.84 (oitenta reais e oitenta e quatro centavos). inexistindo sequer um chuveiro que propicie banho ou outra atividade que justifique a elevação abrupta do consumo exibida nas faturas emitidas pela COMPESA. 7. no endereço funciona o escritório da SUPLICANTE. portanto. 7. sem qualquer comprovação de efetivo consumo. 7. acrescido do valor relativo ao serviço de tratamento do esgoto. o qual. sequer baseou sua injusta cobrança na realidade do consumidor. 7. de maneira clara.2. é extorsiva a cobrança efetuada pela SUPLICADA. indevido e abusivo o corte e. 7. Ao impor unilateralmente uma cobrança.2. objetivando angariar vantagem indevida. SOBRE A DECLARAÇÃO DE NULIDADE DAS FATURAS E A INEXIGIBILIDADE DOS DÉBITOS POR ELAS REPRESENTADOS. a SUPLICADA aproveita-se da condição de hipossuficiente da SUPLICANTE. pois. . os valores nelas anotados não correspondem àquele efetivamente consumido pela SUPLICANTE. onde o consumo de água se limita ao asseio das mãos e ao uso de sanitários. dado que o consumo médio mensal no imóvel da SUPLICANTE sempre girava em torno dos 15 m³ (quinze metros cúbicos) de água. equivalente a R$ 80. Isto porque.

e. 7. 7.4. A partir do momento que a SUPLICANTE procedeu com uma reclamação se insurgindo contra o valor cobrado. porque discordava do valor constante na mencionada fatura. Afronta ao senso comum de justiça o fato de não haver nenhuma justificativa aceitável diante do preço cobrado.4. e não enviou técnico para constatar a ocorrência de qualquer irregularidade. razão pela qual não há como validar a cobrança pretendida pela empresa SUPLICADA. Destarte. em um único mês.3. máxime quando contemplada à luz dos valores históricos de consumo da SUPLICANTE.1. assim.7. estando tudo funcionando perfeitamente. não corresponde ao consumo do que é efetivamente utilizado. de modo que não é aceitável pagar por um serviço sem que a composição do preço seja satisfatoriamente esclarecida. O consumo da água permanece o mesmo desde a instauração do escritório da SUPLICANTE no imóvel em comento. existisse alguma irregularidade no hidrômetro – e esta não poderia responsabilizar o consumidor que para ela não contribuiu – impossível se supor o consumo desejado pela COMPESA.4. No entanto. mormente porque o aparelho de medição não possui irregularidade e tampouco vazamento ou anormalidade nas instalações internas no imóvel. muito acima da média. É que o consumo de água posto nas faturas questionadas não se sustenta a mais superficial análise. 7.4. inexiste qualquer comprovação legal sobre o consumo alegado. não é lícita a cobrança levada a efeito pela SUPLICADA. a SUPLICADA permaneceu nos meses seguintes com cobrança de valores cujo consumo é totalmente incompatível com a realidade do imóvel5[5]. mesmo ciente da insurgência da SUPLICANTE quanto ao elevado valor cobrado. ficou caracterizada sua boa-fé. que a cobrança dos valores descritos nas faturas acima mencionadas é indevida. Ainda que.5. de logo se vê.2. . Em sendo assim.4. 7. bem como o interesse em solucionar possível irregularidade existente.4. 7. porquanto o preço do serviço de fornecimento de água e esgoto que está sendo cobrado. “ad argumentandum tantum”. 5 [5] Não poderia a fornecedora aceitar como normal o consumo de água registrado.

do CDC7[7] pelo qual: “É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços.5. CDC).2015).2014). ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade" (Art. (g) Setembro/2014 (venc. (d) Junho/2014 (venc.2015). 11. 11. 11. (j) Dezembro/2014 (venc.03. já que a conduta é considerada abusiva à luz do referido diploma legal. 11. 11. contrariando o art. 11.3. restou caracterizada a vantagem excessiva do fornecedor6[6]. .2014) (e) Julho/2014 (venc. 6 [6] A cobrança ora atacada.10. (n) Abril/2015 (venc. (i) Novembro/2014 (venc. dentre outras práticas abusivas: V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva”.09.537. em face do consumidor.03. 11. (l) Fevereiro/2015 (venc. 11. (o) Maio/2015 (venc. não encontra respaldo em diversos dispositivos do Código de Defesa do Consumidor.2.5.01. Exa.2014). 11. 11.7. 11.07. qualidade e preço.04. 39. quando sabia que o equipamento de medição de consumo não retratava a realidade consumida. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: estabeleçam obrigações consideradas iníquas. Ora. que juntas importam no valor de R$ 9..02.06.05.11. 7 [7] Afora o fato de que: "São nulas de pleno direito.02 (nove mil. características. IV.2015). no momento em que a SUPLICADA não informou nem comprovou adequadamente o consumo efetivo da água. (c) Maio/2014 (venc.2015). 11.2015) e para a inexigibilidade da dívida construída pela COMPESA. bem como sobre os riscos que apresentem ” (art.2014). ao cobrar valores exorbitantes e indevidos das contas de consumo de água da SUPLICANTE. (f) Agosto/2014 (venc. 11. 6.06.2014). que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. feriu as normas basilares do Código de Defesa do Consumidor.05. 51. quinhentos e trinta e sete reais e dois centavos). (m) Março/2015 (venc. (h) Outubro/2014 (venc. 11. Portanto. sobretudo aquela que consagra ser direito básico do consumidor “a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. (k) Janeiro/2015 (venc.5.08. 7. composição.1.2014). (b) Abril/2014 (venc. abusivas. entre outras. 11. 7. III.12.2014).2014). com especificação correta de quantidade.2014). CDC).º. Além do mais.2015). a SUPLICADA viola normas consumeiristas e princípios gerais de direito que apontam para a nulidade das faturas dos meses de (a)Fevereiro/2014 (venc.

6.6. Ademais. principalmente quando há indícios de aferições inexistentes e. a COMPESA impõe de forma unilateral cobranças sobre consumos jamais ocorridos. IV – levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham conhecimento. são direitos e obrigações dos usuários: I – receber serviço adequado. Contrariamente à postura da SUPLICADA na relação de consumo. pois o art. com valores astronômicos. não poderá a SUPLICANTE ser responsabilizada.6.9878[8]. . de 11 de novembro de 1990. em detrimento do consumidor mais fraco. enriquecendo-se ilicitamente. que em seu artigo 7. e dá outras providências. Com isso. 6. como agiu em plena conformidade com suas obrigações. Quer a todo custo tirar proveito de uma cobrança indevida. de fevereiro de 1995. 6. porventura. a SUPLICANTE sempre teve o cuidado de informar a SUPLICADA às ocorrências que.1. é taxativo sobre a responsabilidade da empresa SUPLICADA em manter o pleno funcionamento dos hidrômetros. 6.078. mesmo tendo a SUPLICANTE agido de acordo com o prescrito na legislação pertinente ao caso.7.Sem prejuízo do disposto na Lei 8.6. 7. a SUPLICADA permanece inerte.1. Porém.2. referentes ao serviço prestado”.2014.7. devendo o fornecedor ser responsabilizado pelas informações advindas de seu equipamento. que regula o fornecimento de água e coleta de esgoto pela Compesa. Nesta seara. Ademais. auferindo enriquecimento ilícito. iriam repercutir na relação contratual.º nos diz: “Art. pelas informações obtidas por equipamento da própria SUPLICADA. é de saber comezinho que o equipamento de medição do consumo de água é de propriedade da SUPLICADA. Mas impôs à SUPLICANTE o pagamento pelo consumo manifestamente não ocorrido. o Decreto Estadual n. em detrimento do consumidor. e observando indícios ou possibilidade de irregularidade. a exemplo da reclamação prestada junto à Compesa sobre o valor equivocado constante na fatura com vencimento para o dia 11.7.03. hipossuficiente.251/94. a SUPLICANTE sempre se portou em perfeita sintonia com a Lei 8. 175 da Constituição Federal.7. Portanto. 25 deste Decreto menciona que: “Compete à Compesa manter em funcionamento os hidrômetros instalados”. que lhe eram cobradas. não designando um técnico para aferir a regularidade do hidrômetro. como sempre acontece.º . pagando as faturas. Além do mais. 7. 18. 8 [8] Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. está a mesma obrigada a idoneidade das informações por ele aferidas.2. sem qualquer sustentáculo.

537. inobservando qualquer situação fática. a saber: “Para as medidas. como ocorre com a SUPLICADA. consoante estabelece o art. mormente àqueles executores de serviço público. 6. Deste modo. ferindo os princípios norteadores dos direitos do consumidor.9. haja vista que foram impostas. em decorrência de anormalidade no hidrômetro. Todas as faturas aqui reclamadas foram baseadas apenas em hipóteses. o seu § 2.02 (nove mil.3. o que vemos é que a empresa SUPLICADA não vem cumprindo com as suas obrigações determinadas em lei. 67. a segunda hipótese é mais viável. não devendo ser pagas pelo consumidor/SUPLICANTE. quinhentos e trinta e sete reais e dois centavos). Ao que parece.º assevera que: “Não sendo possível a realização da leitura em determinado período. 6. a apuração do volume consumido será feita com base na média aritmética dos consumos faturados nos últimos 6 (seis) meses”. é de suma importância para determinar o valor pago por média. o volume será obtido pela diferença entre a leitura realizada e a anterior”. fato que se constata através da análise dos consumos dos meses anteriores. o que. impor uma dívida sem que a comprove e usar de meios abusivos para obter o seu pagamento 6. Assim. . O mesmo Decreto. o fundamento mor da presente medida reside no fato de que não é dado à ninguém.7. E ainda. Revela-se. 6. igualmente.6. tem-se efetivamente que a cobrança do montante apontado é indevida porque se afigura ilíquida uma vez que originada de erro no registro instalado para medir o consumo médio de água no seu endereço comercial. Portanto. A cobrança é fruto ou da negligência ou da má-fé da empresa-SUPLICADA. de forma manifestamente unilateral e ilegal. incorreto o arbitramento acerca do consumo que resultou no débito exorbitante de R$ 9.10.8. versa sobre a medição do volume da água. tendo em vista que o equipamento de medição não está medindo a quantidade real do volume de água consumido. portanto. ou nos casos fortuitos ou de força maior.11.

É incontroverso que o histórico de consumo do imóvel da autora gira entorno dos 15m³ (quinze metros cúbicos). 6.2014).04. Contudo. Ora. como chegou ao valor cobrado. já que se revela muito acima da média de consumo. 11. já aqui requerida. 11. Exa. (g) Setembro/2014 (venc. 6. entretanto.1.12. que emitiu suas faturas de forma aleatória. 6.13. é direito básico do consumidor receber adequadamente informações sobre o produto. (f) Agosto/2014 (venc.2014).09. bem como sobre a quantidade consumida.2015). porque efetivamente não consumiu a quantidade de água anotada nas faturas contestadas. 11.2015).01. (n) Abril/2015 (venc.08. uma vez que é o lado hipossuficiente dessa relação.12. Em suma.02. 11.03. nas fatura de (a)Fevereiro/2014 (venc. 11.2014). como poderá ser demonstrado através da realização da perícia. (b) Abril/2014 (venc. Tudo a apontar a procedência desta ação. percebe-se ser absurdo o consumo constante nas faturas. c) o corte é ilegal e constrangedor.2014). 11.2014). E.12. declarando inexistente o débito questionado.03. b) as contas foram impugnadas. 6. 11.1. como bem e melhor sabe V.3. (k) Janeiro/2015 (venc.11.12.2014). .06.2015). foram lançados pela concessionária consumo mensal da ordem média de 42m³ (quarenta e dois metros cúbicos) [9]. 11. (l) Fevereiro/2015 (venc. 11. (e) Julho/2014 (venc. 11.2014). (o) Maio/2015 (venc. (j) Dezembro/2014 (venc. 11.12. 11.2. a ilegalidade de que se reveste o ato posto à apreciação de V. de maneira clara..2014).06.07.05. 6.6. está justamente no fato de que a exigência da COMPESA não possui amparo legal: a) a dívida inexiste.13. A SUPLICANTE não pode ser compelida a efetuar pagamento sobre produtos e serviços não consumidos. Aqui se ataca o valor da dívida.05.2015). sem nenhum esforço. 11. 11.2015).2015). 11.2014). (c) Maio/2014 (venc. A SUPLICANTE não deve à SUPLICADA o montante cobrado.10. em discrepância com aquilo que efetivamente sempre consumiu. (m) Março/2015 (venc. (h) Outubro/2014 (venc. (d) Junho/2014 (venc. 9 9 [9] A perícia já adiante requerida que será realizada nesta ação demonstrará ser estapafúrdia a cobrança anotada. (i) Novembro/2014 (venc. Exa. impostos unilateralmente pela concessionária. apesar do reclamo da SUPLICANTE. a SUPLICADA não retirou o hidrômetro do seu imóvel para aferição e também não demonstra.

uma vez que é impossível que a quantidade de água inserida nas faturas tenha sido consumida no imóvel ocupado pela SUPLICANTE. desrespeitando as normas basilares do CDC. . causando lesão ao direito desta e colocando-a em desvantagens excessivas. Destarte. Sendo isso o que se REQUER. De tal modo.14.14. 6.13. a SUPLICADA se enriquece ilicitamente.3.15. que se vê obrigada a pagar um valor global a títulos de valores pretéritos de serviços que não lhe foram prestados e nem consumidos. Com tal atitude. sendo ilegal a cobra dos valores da SUPLICANTE sem a contraprestação de serviços. imoral e ilegal que exige da SUPLICANTE. que não guarda correspondência com os serviços efetivamente prestados pela SUPLICADA – ou seja: média realizada unilateralmente que fulminou nas faturas ora impugnadas. diante da cobrança agressiva. Claro se mostra a obtenção de lucro exorbitante por parte da SUPLICADA.1. Tudo isso junto caminha ao acolhimento do pedido inicial.16. a pretensão posta neste tópico visa a obtenção de provimento jurisdicional que exima a SUPLICANTE do suposto pagamento referente à cobrança de consumo extralegal e abusivo. 6. 6. 6.13. é de rigor a declaração judicial de nulidade das faturas ora impugnada e a inexigibilidade dos valores nelas representados exigidos pela SUPLICADA a título de consumo de água que afirma ter sido consumido pela SUPLICANTE. à custa do empobrecimento da SUPLICANTE. no sentido da declaração de inexigibilidade dos débitos representados nas faturas aqui impugnadas. O aumento expressivo de consumo nos meses questionados é inadmissível. em virtude do enriquecimento sem causa. 6.6.2.

ROGA a V. além de não remeter quaisquer informações relativas ao nome da SUPLICANTE aos órgãos de proteção de crédito. Assim nada mais justo que se proceda com a revisão do consumo. OS DANOS QUE LHE FORAM CAUSADOS.1. 8. 9. uma vez que.1. 9. levando-se em conta a média de consumo mensal dos últimos doze meses anteriores à emissão da fatura de Fevereiro/2014. com fulcro no art. Imperioso aqui fincar as bases erigidas no procedimento acautelatório. Exa. 8. a qualquer momento. 10. É este mesmo o motivo pelo qual.2. novamente. derivada dos valores cobrados nas faturas que motivam o litígio. corrigindo eventual diferença entre os valores faturados e aqueles efetivamente consumidos. Deflui-se dos autos que a presente ação é ajuizada em virtude de um anormal acréscimo na fatura de água do imóvel onde a SUPLICANTE está sediada. REVISÃO DO CONSUMO. do NCPC. pode a COMPESA retomar a sua prática. . 8. A RATIFICAÇÃO DA LIMINAR CONCEDIDA – A OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. pelas situações constrangedoras a que teve que se submeter. 497. seja condenada a empresa-SUPLICADA a abster-se definitivamente de desligar ou suspender o fornecimento de água no imóvel descriminado nesta exordial. fazendo a SUPLICANTE passar.

OS PREJUÍZOS MORALMENTE CONSIDERADOS. 10. a SUPLICADA – ignorando as reclamações da SUPLICANTE e sem aferir o medidor e justificar a majoração criminosa de suas faturas. restou por sacrificar uma conduta de inteireza construída ao longo dos anos. justificando que o seu reservatório de água iria esvaziar e que sem a água seria impraticável o giro do seu negócio. . ante os constrangimentos pelos quais passou.2. tentou procedeu ao corte do fornecimento de água. dia a dia. consoante já dito oportunamente. Daí porque. 10. agora em setembro do corrente ano. num rasgo de ilicitude. envergonhando o seu bom nome perante a sociedade. mas. influindo na sua capacidade de obter crédito e efetuar transações comerciais. ferida a sua honorabilidade e os seus negócios. lesaram ao patrimônio moral e também material da SUPLICANTE. Imagine Exa. a situação de uma empresa íntegra por demais que .1.3. 10. que tem como uma empresa que sempre se portou com total retidão em relação ao cumprimento de suas obrigações. causando-lhe enormes prejuízos nos seus negócios. serve também a presente para que sejam reparados os danos materiais e morais sofridos pela autora. A SUPLICANTE tentou de todas as formas evitar a presente demanda. intentou a SUPLICANTE demover a SUPLICADA da prática do ato. enfim.de súbito. verifica não mais possuir credibilidade no mercado em virtude de uma negativação indevida. As agressões perpetradas pela SUPLICADA. o que motivou a ação cautelar. 11. Durante toda a semana que antecedeu o ajuizamento da ação cautelar.4.10. abalados.

sem. sendo arbitrada importância módica. tendo em 10 [10] Na hipótese vertente.2.11. É que as consequências danosas do sofrimento da inclusão do nome no malsinado rol dos inadimplentes por uma cobrança indevida e o corte no abastecimento de água são de todos conhecidos e independem de ter concretamente atingido a esfera patrimonial do SUPLICANTE. Relator: Jorge Alberto Schreiner Pestana. contudo. seja ela física ou jurídica. que passou a cobrar valores que diferenciavam daqueles previamente ajustados com o consumidor. tendo em conta mais a recalcitrância à ocorrência do que dano propriamente dito. uma vez que puros ou “in re ipsa”. Dano moral reconhecido. 11. a parte SUPLICANTE acabou sofrendo mais do que meros dissabores. em razão do descaso da SUPLICADA em continuar enviando faturas para a cobrança de valores indevidos e ameaçando a suspensão do fornecimento da águas. resta- lhe a obrigação de ressarcir em dobro os valores pagos pela implantação indevida de serviços.3. 11. E PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. comuns no enfrentamento de problemas da vida do cotidiano. continuando a receber cobranças da SUPLICADA. obter êxito. Comprovado nos autos que houve desrespeito às cláusulas e condições do contrato de telefonia entabulado pelas partes. Nesse sentido: “RESPONSABILIDADE CIVIL. COM PEDIDO DE CANCELAMENTO DE CONTRATO DE TELEFONIA. Unânime. já que dano moral não se confunde com patrimonial. pelos fatos aqui demonstrados. a lesão é ainda mais massacrante. Valor da indenização fixada na sentença reduzido. . verifica-se que. No campo moral. Ora.1. porquanto não se está diante de mero dissabor.4. Tribunal de Justiça do RS. irritação da vida moderna ou de simples percalços a que estão sujeitos todas as pessoas. 11. correto o julgamento de parcial procedência da ação. Décima Câmara Cível.” (Apelação Cível Nº 70038198883. AÇÃO DE CANCELAMENTO DE COBRANÇAS COM RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. inseridas em uma sociedade. Julgado em 28/10/2010). A lesão à esfera moral da SUPLICANTE é patente 10[10]. e que aquele se deu por iniciativa da empresa de telefonia demandada. É que a SUPLICANTE por inúmeras vezes tentou solucionar os problemas referentes às cobranças indevidas perpetradas. Não tendo a empresa de telefonia ofertado prova de que a cobrança de serviço foi autorizada pela parte autora. aborrecimento. os danos de cunho moral prescindem de comprovação. Proveram em parte o apelo. porquanto não logrou êxito nos contatos realizados.

contido no âmbito dos direitos da personalidade. O vínculo jurídico vivenciado entre as partes litigantes corresponde a uma relação de consumo decorrente de contrato de adesão referente ao fornecimento de água e esgoto. do CDC). O dano moral é irrefutável. a COMPESA deve ser condenada por esse proceder ilícito e malévolo.6. III. socialmente toleráveis. Portanto. o dano moral também está caracterizado pelo abuso da confiança. como lhe assegura o art.º. 11. pela vulneração à boa-fé objetiva e pela burla ao direito de informação (art. A situação foge. repita-se. É direito seu.º. SOBRE A INVERSÃO DO ÔNUS PROBATÓRIO.vista que as atitudes da SUPLICADA ultrapassaram os limites daqueles que podem – e devem – ser absorvidos pelo “homo medius”. 13. 11. . 186 do Código Civil.1. 12. bem como a própria Constituição Federal em seu artigo 5. Além do mais. POR FIM. daquelas cotidianas. Impunha-se que essa lesão sofrida pela SUPLICANTE foi causada. 6.7. já que sua ação resultou em lesão a um bem extrapatrimonial. pela quebra da lealdade. razão pela qual deve ser condenada ao pagamento de indenização por danos morais.5. única e exclusivamente pela irresponsabilidade e negligência da SUPLICADA. destarte. 11. receber uma indenização por danos morais. incisos V e X.

inciso VIII. A pretensão posta nesta ação consiste no arbitramento de consumo efetuado pela SUPLICADA e. deve respeitar o que dispõe o art. 13. Sendo assim. onde somente a SUPLICADA (fornecedor) possui conhecimento sobre o assunto (devido principalmente ao tipo de serviço que oferece). Configura-se também a hipossuficiência da SUPLICANTE (consumidor).13. através do qual compreende-se que quando verificada pelo juiz a verossimilhança das alegações do consumidor e a sua hipossuficiência em relação ao fornecedor. A preponderância da verossimilhança das alegações restou comprovada.º. que deve ser analisado com cuidado em face da unilateralidade. resta mais do que comprovada a hipossuficiência técnica da SUPLICANTE em face da SUPLICADA. consequentemente. inverte-se o ônus da prova. 13. a SUPLICANTE mostra que há uma discrepância dos valores das faturas. Em virtude disso. nas lides que tratam de relação de consumo. pelos históricos das faturas denota-se que o consumo médio do imóvel em questão girava em torno dos 15 m³. perfeitamente adequada a inversão do ônus da prova. O objeto do feito diz respeito à questões técnicas. do Código de Defesa do Consumidor. já que está impossibilitada de juntar ao processo. o ônus de comprovar a inexistência do fato constitutivo do direito do autor11[11]. consoante disposição do art. . na cobrança de valores em que a SUPLICANTE aduz ser excessivo e discrepante se confrontarmos as faturas litigiosas com as colacionadas aos autos.3. 6º.2. cujas faturas impugnadas demonstram um consumo muito superior ao mencionado. que são necessárias ao deslinde do processo. E como bem se sabe. Pois. encontrando-se em desacordo com os débitos cobrados. recaindo ao réu (fornecedor). que comprovam a irregularidade e exorbitância nos valores cobrados pela empresa SUPLICADA.4. 6. VIII do. REQUERIMENTO 11 [11] Os requisitos autorizadores da inversão do ônus da prova estão presentes. determinadas provas. sendo detentor de documentos e informações impossíveis de serem conseguidas pela SUPLICANTE. CDC. no que tange ao ônus probatório.

11. no valor de R$ 761. (e) Julho/2014 (venc. no valor de R$ 598. Do exposto.34 (quatrocentos e oitenta e oito reais e trinta e quatro centavos). no prazo legal.2014).11.03. REQUER: 1. (d) Junho/2014 (venc. no valor de R$ 247. (g) Setembro/2014 (venc. no valor de R$ 410. (i) Novembro/2014 (venc. (c) Maio/2014 (venc.12. (k) Janeiro/2015 (venc.84(quatrocentos e vinte e oito reais e oitenta e quatro centavos). que se digne de julgar procedentes os pedidos contidos na presente ação. especificamente para o fim de: a. no valor de R$ 1.2014).2015).29 (quatrocentos e dez reais e vinte e nove centavos). 3. 11. a V. 11.07.2015). 11.79 (trezentos e cinquenta e sete reais e setenta e nove centavos).2014). relativamente à apuração de valores que efetivamente não condizem com a média de consumo do imóvel acima descrito. Exa. 11. 11. a V.01.2014).06.78 (seiscentos e sessenta e cinco reais e setenta e oito centavos). no valor de R$ 377. reconhecendo a ilicitude do procedimento adotado pela COMPESA.08. querendo.09.00 (quinhentos e noventa e oito reais). 11.64 (hum mil e cinco reais e .02. (j) Dezembro/2014 (venc.2014). parágrafo 3º do NCPC.46 (trezentos e cinquenta e cinco reais e quarenta e seis centavos). 308. no valor de R$ 355. Que seja designada AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO ou MEDIAÇÃO.60 (duzentos e quarenta e sete reais e sessenta centavos). ante o histórico das contas acostadas aos autos.14.74 (trezentos e setenta e sete reais e setenta e quatro centavos). (h) Outubro/2014 (venc.05. a fim de que venha. no valor de R$ 665. no endereço indicado no preâmbulo.2014). que se digne de determinar a citação da SUPLICADA. 11. 11. no valor de R$ 357.69 (setecentos e sessenta e um reais e sessenta e nove centavos). Exa.2014). no valor de R$ 488.10. (b) Abril/2014 (venc. conforme previsto no art. sob as penas da lei. 11. 11. pelos correios. responder à presente demanda.005. no valor de R$ 428.2014).2014). 2. (f) Agosto/2014 (venc. declarar a nulidade das faturas dos meses de (a) Fevereiro/2014 (venc. para.

11. no valor de R$ 645. d.000. que acrescido do valor relativo ao serviço de tratamento do esgoto. VIII. que juntas importam no valor de R$ 9.68 (cento e sessenta e um reais e sessenta e oito centavos). (o) Maio/2015 (venc. onde está sediada a SUPLICANTE.03. no valor de R$ 957. quinhentos e trinte e sete mil e dois centavos). Casa Forte (CEP 52061-460).04. Recife. porquanto destituídas de fundamento qualquer. sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 10. n. no valor de R$ 1.2015). conforme o que dispõe o art. b. ROGA seja invertido o ônus da prova. já que as faturas. dá existência a uma fatura no valor de R$ 161. determinar a revisão do consumo da unidade consumidora registrada sob a matrícula n.02 (nove mil. declarar a inexigibilidade das dívidas representadas pelas aludidas faturas. 6º.01 (hum mil e quatrocentos e vinte reais e um centavo). ordenar o cancelamento definitivo de toda e qualquer restrição imposta ao nome da SUPLICANTE por força da cobrança repelida na presente ação. sessenta e quatro centavos).420.13 (seiscentos e quarenta e cinco reais e treze centavos). bem como de qualquer outro débito da SUPLICANTE para com a SUPLICADA até o ingresso da presente ação. no valor de R$ 825.2015).537.º 491. do Código de Defesa do Consumidor. (l) Fevereiro/2015 (venc. 4. 11. 11.2015). . Estado de Pernambuco.2015).84 (oitenta reais e oitenta e quatro centavos).00 (dez mil reais). 15 m³ (quinze metros cúbicos) de água. corrigindo eventual diferença entre os valores faturados e aqueles efetivamente consumidos.74 (oitocentos e vinte e cinco reais e setenta e quatro centavos). levando-se em conta a média de consumo mensal dos últimos doze meses anteriores à emissão da fatura de Fevereiro/2014. por dia. equivalente a R$ 80. como se denota pelos históricos das faturas antigas acostadas à exordial. bem como obrigar a COMPESA a abster-se definitivamente de desligar ou suspender o fornecimento de água no imóvel da SUPLICANTE. (n) Abril/2015 (venc. situada na Praça de Casa Forte.0. 11.97 (novecentos e cinquenta e sete reais e noventa e sete centavos). (m) Março/2015 (venc. c. foram devidamente pagas. todas elas representativas do consumo ordinário e correto. 5466387.06. e para a inexigibilidade da dívida construída pela COMPESA.05.

Simone Siqueira Melo Cavalcanti Advogada – OAB/PE 19. testemunhal e depoimento pessoal da parte ré. Protesta e PUGNA provar o alegado por todos os meios de provas em direito admitidos. 5. Requer a produção de todas as provas em direito admitidas. 17. pericial. e perícia. oitiva de testemunhas. Dá-se a causa o valor de R$ 1.122 . . para efeitos fiscais.000. notadamente juntada posterior de documentos. na amplitude dos artigos 369 e seguintes do NCPC. em especial as provas: documental. Recife (PE). sob pena de confesso.00 (um mil reais). colheita de depoimento pessoal. 05 de outubro de 2015.