Você está na página 1de 354

AJUSTADOR

ESCALA

FGLHA DE

INFORMACÃO

TECNOLÓGICA

511

O mecânico usa a escala para tomar medidas lineares, quando não há exigência de grande rigor ou precisão.

ESCALA

A escala (fig. I), ou régua graduada, é um instrumento de aço que apresenta, em geral, graduações do sistema métrico (decímetro, centímetro e milímetro) e graduações do sistema inglês (polegada e subdivisões).

Fig.

I

As menores divisões, que permitem clara leitura nas graduações da escala, são as de milímetro e 1/32 da polegada. Mas estas últimas, quase sempre, sòmente existem ein parte da escala, que se apresenta em tamanhos diversos, sendo mais comuns as de 6" (152,4 mm) e 12" (304,8 mm).

USOS DA ESCALA

As figs. 2, 3 e 4 mostram alguns exemplos.

Fig. 2 - Medição de compri- mento com face de referência.

Fig. 3 - Medição de comprimento sem encosto de referência.

Mede-se, neste caso, a partir do encosto da escala. Este deve ser bem ajustado na face do ressalto da peça. Esta face deve estar bem limpa.

Fig. 4 - Medição de didmetro.

No caso das figs. 3 e 4, coincide-se o traço de 1 cm com o extremo da dimensão

a medir. Da leitura, subtrai-se depois 1 cm. No indicado pela fig. 3, deve-se ter o cui-

dado para não inclinar a escala. No indicado pela fig. 4, gira-se a escala .nos sentidos indicados pelas flechas, até encontrar a maior medida.

I

Quando se faz a medição em polegada, deve-se coincidir o traço de

1".

AJUSTADOR

.

ESCALA

FBLHA DE

INFORMAÇÁO

TECNOLÓGICA

512

OUTROS TIPOS DE ESCALA

As figs. 5, 6 e 7 mostram três tipos de escalas para fins especiais.

Fig. 5 - Escala de encôsto interno.

Fig. 6 - Escala de profundidade.

Fig. 7 - Escala de dois encostos (usada pelo ferreiro).

APLICAÇUES

edição de comprimento com face intevna de referência.

Fig. 10 - Medição de profun- didade de furo não vazado.

Fig. 9 - Medição de pro-

fundidade

de rasgo.

CARACTERÍSTICAS DA BOA ESCALA

1) Ser, de preferência, de aço inoxidável.

2) Ter graduação uniforme. 3) Apresentar traços bem finos, profundos e

salientados em prêto.

As

da polegada na escala são de leitura

difícil.

graduações de i/2 milímetro e de 1/64

mais

CONSERVAÇÃO DA ESCALA

1) Evite quedas e o contacto da escala com ferramentas comuns de trabalho. 2) Não bata com a mesma. 3) Evite arranhaduras ou entalhes que preju- diquem a graduação.

se

empene e não se quebre. Limpe, após o uso, para remover o suor e

5)

as sujeiras. 6) Aplique ligeira camada de 6leo fino na escala, antes de guardá-la.

4) Não flexione a escala, para que não

QUESTIONARIO

1) Quais são as graduações bem visíveis da escala do mecânico? 2) Quais são as características de uma boa escala? 3) Em que casos o mecânico usa escala? 4) Quais são os cuidados a tomar para a conservação de uma escala? 5) Quais são os comprimentos mais comuns da escala (mm e polegada)?

50

MEC -

1965 -

15.000

AJUSTADOR

MEC - 1965 - 15.000

PAQUfMETRO

NOMENCLATURA-LEITURA-CARACTERfSTICAS

CONSERVAÇÁO

FOLHA DE

INFORMAÇAO

TECNOLÓGICA

1211

>$

E4 -

N

L

m .$

O"

0 Zrd

cc3SC

Y

u 0s

SUE.

'2 E

a$Gw*

;c

e

m

$4

C1

-4Zmg"-

- &E.%

;g,

'"

m0A.O

E"k

- E4.Z

E

Eu+

.-

"3

F:

'e

g=;

'-

rd

:a

S."

c:"

O

$-;la

wg

~EQZ

<a,

W

C1 kGA

.@s 'h O,

%,"

rd

3x3

69

AJUSTADOR

PAQUf METRO

NOMENCLATURA-LEITURA-CARACTER~ STICAS

CONSERVAÇÃO

FOLHA DE

$4&';;;!;

12/2

CONDIÇOES PARA QUE A MEDIDA SEJA BEM TOMADA

1) O contacto dos encostos com as superfícies

inclinação dêste,

da peça deve ser suave. Não se deve fazer altera a medida.

pressão exagerada no impulsor ou no para-

fuso de chamada. cies dos encostos e as faces de contacto da

3) Antes da medição, limpe bem as superfi-

bem

correta. Qualquer

2) Contacto cuidadoso dos encostos com a peçaJ mantendo 0 paquímetro em posição

Peça. 4) Meça a peça

na

temperatura normal. O

calor dilata a mesma e altera a medida.

ERROS DA MEDIÇÃO COM PAQUfMETRO

Podem resultar:

2) De quem mede (êrro devido a pressão ou contactos inadequados, leitura desatenta,

1) De construção defeituosa ou má conserva- descuido na verificação da coincidência de

traços, posição incorreta do paquímetro, deficiência de visão, visada incorreta do

çáo do paquíinetro (graduação não uni- forme, traqos grossos ou imprecisos, folgas

do cursor, arranhaduras). vernier e da escala).

CARACTERfSTICAS DO BOM PAQUÍMETRO

1) Ser de aço inoxidável.

5) Encostos bem

ajustados. Quando juntos,

2) Ter graduação uniforme.

3) Apresentar traços bem finos, profundos e salientados em prêto.

4) Cursor bem ajustado, correndo suave- rmnor que sejaJ pode prejudicar 0 rigor da

Qualquer empeno do paquímetro, por

não deixam qualquer fresta.

mente ao longo da haste.

medição.

CONSERVAÇÃO DO PAQUf METRO

1) Deve ser manejado com todo o cuidado, evitando-se quedas. 2) Evite quaisquer choques. O paquímetro não deve ficar em contacto com as ferra- mentas usuais de trabalho mecânico. 3) Evite arranhaduras ou entalhes, que pre- judicam a graduação. 4) O paquímetro deve ser guardado em estojo próprio.

5) Dê completa limpeza após o uso, lubrifi- que com óleo fino. 6) Náo pressione o cursor, ao fazer uma me- dição. 7) De vez em vez, afira o paquímetro, isto é, compare sua medida com outra medida padrão rigorosa ou precisa.

QUESTIONARIO

1) Cite os erros de medição que podem resultar sòmente do paquímetro. 2) Para que serve o impulsor do paquímetro? 3) Indique as condições para que uma medida seja bem tomada.

4) Cite os erros que podem resultar sòmente da pessoa que mede. 5) Quais são as características de um bom paquímetro?

6) Quais são os cuidados na conserva~ãode um paquímetro? 7) Que é a aferição de um paquímetro?

1

'O

MEC -

1965 -

I

15.000

RET'F'CADoR

I--

PAQUf METRO

(TIPOS-USOS-PRINCfPIO DO VERNIER DE 0,l mm)

-

-

FoLHA DE

INFORMAÇÁO

TECNOLÕGICA

I

1.21

TIPOS E USOS DO PAQUÍMETRO

diferentes tipos de paquímetros, conforme os usos a que se destinam. As figs. 1 a 6 mostram alguns exemplos.

I/

Fig. 1 - Paquimetro de orelha. (Medição interna).

\orofuso

de chwnoda

Fig. 4 - Paquimetro de bicos alongados. (Medição de partes internas).

Fig. 2 - Paquimetro de orelha. (Medição externa).

O parafuso de chamada no paquímetro pos- sibilita uma medição mais correta, porque de- termina aproximação gradual e suave do en- costo móvel, por meio mecânico.

Fig. 5 - Paqzrimetro de profundidade com talão. (Medi~ãode espessura de parede).

L

PAQUÍMETRO

I " RETIFICADoR (TIPOS-USOS-PRINCIPIO DO VERNIER DE 0,l mrn)

FGLHA DE

INFORMAÇAO

TICNOLÕGICA

1.22

I

EXPLICAGÃO DO PRINCÍPIO DO VERNIER DE 0,l mm

I Nesta folha será estudado apenas o caso do uernier de O, 1 mm. Êste tem o compri- mento total de 9 milímetros e é dividido em 10 partes iguais (fig. 7). Então, cada divisão do vernier vale: 9 mm s 10 = 9/ 10 mm. Por- tanto, cada divisão do vernier é 1/ 10 menor do que cada divisão da escala. Resulta que, a partir de traços em coin- cidência (como mostra a fig. 7), os primeiros traços do vernier e da escala se distanciam de 1/ 10 mm; os segundos traços se distanciam

de 2/ 10 mm; os terceiros traços se distanciam

assim por diante. Êste prin-

cípio é o mesmo, quer contando no sentido do "zero" para o "10" do vernier, quer no sentido contrário.

de 3/ 10 mm; e

Fig.

7-

Vernier de

1/10 mm.

(Gradi~açõesampliadas).

Conclusão:

A partir da coincidência de traços do

vernier e da escala, UMA divisão do vernier dá

de aproximação, DUAS divisões dão de aproximação, TRÊS divisões dão

2/ 10 mm

3/ 10 mm de aproximação, e assim por diante.

1/ 10 mm

 

Na fig. 8, a leitura é 59,4 mm, porque

Na fig. 9, a leitura é 1,3 mm, porque

o

59 da escala está antes do "zero" do vernier

o 1 (milímetro) da escala está antes do "zero"

e

a coincidência se dá no 4.O traço do vernier.

do vernier e a coincidência se dá no 3.O traço

7-

do mesmo.

Fig.

8

(Graduações ampliadas).

9

Fig. (Graduações ampliadas).

-

. 1) Qual o nome da graduação especial do paquímetro, que dá a aproximação?

2) Que aproximação pode dar um vernier partes iguais?

3) Quais os tipos usuais de paquímetro.?

4)

de medida de 9 mm,

O

Faça as leituras indicadas nas figs. 10, 11 e 12

dividido em

10

1111

Fig. 10 (Cr~.adziaçõesampliadas).

Fig. 1.I /Graduações ampliadas).

.

Fig. 12 (Graduações ampliadas).

Fig.

1

Paquimetro com vernier de 11128 da polegada

PAQUÍMETRO COM VERNIER DE 1/ 128"

Consiste o vernier numa graduação móvel especial, que dá a aproximação desejada, isto é, neste caso, a aproximação ex- trema de 1/ 128" (fig. 1). Isso não significa que a parte fracionária tenha sempre o denominador 128. Se, feita a leitura, o numerador for um dos números pares 2, 4, 6 ou 8, resultam as indispensáveis simplifi- cações seguintes:

2/ 128"

6/ 128" = 3/64"

= 1/64"

4/128" = 1/32" 8/128" = 1/16"

Para medir com aproximação de 1/64 da polegada, usando a escala ou régua graduada, a leitura é imprecisa, porque os tra-

Como se vê, a fração 8/128" equivale à menor graduação (1/ 16") da escala do paquímetro.

ÇOS a 1/64" de distância são muito próximos. Além

mum existirem

nas em parte da escala. Conclusão: só se faz boa leitura na escala,

quando a sua menor graduação for de 1/16". Lêem-se, na escala, até antes do zero do vernier, as pole-

gadas e frações (as frações poderão ser: meia polegada ou iuar- tos, oitavos ou dezesseis avos). Na fig. 1, por exemplo, tem-se:

0" 11/ 16" = 881128". Em seguida, contam-se os traços do vernier, até o que coin- cide com um traço da escala. Na fig. 1, por exemplo: três tra- ÇOS,OU seja, 3/ 128". Por fim, soma-se: 88/12Sf' + 3/128" = 91/128".

Daí ser comum, atualmente, nas oficinas mecânicas, o uso do Paquimetro, capaz de aproximar até 1/ 128", ou seja, até a metade de 1/64". Também são usuais os paquímetros que dão aproximação de 1/ 1000" (1 milésimo da polegada).

disso, é co- 1/ 32", ape-

as graduações 1/ 64", e mesmo as de

LEITURA DA MEDIDA COM O VERNIER

Sòmente será estudado nesta folha, o Paquimetro com ver- nier de 11128".

L

AJUSTADOR

PAQUÍMETRO DE 1/ 128"

F6LHA DE

INFORMAÇÃO

TECNOL6GICA

3612

Por vêzes, aparecem simplificações na leitura, como se exemplificará a seguir, sur- gindo resultados com aproximações em 64 ou em 32 avos.

1 !'

1.0 exemplo: - Escala: 1--- 16

1 " SOMA: lT+--=lT+---

3

64

"

2.O exemplo -

3"

Escala: 2 -

4

6

"

- Vernier: 6.0 traço, ou - 128

. Ora,

6"

-

128

4"

3"

64

-1-

7"

64

'

4

"

4"

- Vernier: 4.0 traço, ou --- . Ora, -

128

128

3"

SOMA: 2 7$

1"

24"

1 "

25"

--2-+T-32

-2-.

32

7"

3.O exemplo - Escala: 2 - 8

-

2"

Vernier: 2.0 traço, ou -

128

7"

1 "

SOMA: 2 --g--+--=2

64

64$--64 -2- 64

5 6"

1 "

57"

. Ora,

2"

-

128

-

3

"

- ---

64

1"

-

--

32

1"

'

- ---

-

64

*

EXPLICAÇAO DO VERNIER DE 1/ 128 DA POLEGADA

O vernier que aproxima até 1/ 128 da polegada tem o comprimento total de 7/ 16

da polegada e é dividido em 8 partes iguais (fig. 2). Cada divisão mede, portanto, 7/16" + 8 = 7/16" X 118 = 7/128".

.

.

.

.

.

VCmmI

111

111

0

Fig. 2 - Vernier de 1/128" (Desenho amplzado)

llll1

I"

1

P

1

I

lI;llll

r!

I

i l

li11

r"

Fig. 3 - Leitura 1 29/128" (Desenho ampliado)

Ora, cada divisão da escala mede 8/ 128" (= 1/ 16"). Resulta que cada divisão do vernier é 1/128" menor do que cada divisão da escala. A partir, pois, de traços em coin- cidência (de "0" para "8" ou, no sentido contrário de "8" para "0") os 1.OVraços do ver- nier e da escala se distanciam de 1/ 128"; os 2."" traços de 2/ 128" (ou 1/64"); os 3." tra-

ços de 3/ 128"; os 4."' traços de 4/ 128" (ou 1/32"); os 5."" traços de 5/ 128"; os 6."" traços

de 6/ 128" (ou 3/64"); os

7."~raçosde 7/ 128".

Exemplo - Na fig. 3, a leitura é 1 29/128", porque o zero do vernier está entre

1 3/16"

e

1 4/16"

e a coincidência se dá no 5.0 traço. Então:

3

"

16

5"

-

"

1 --- +--- -

24

5"

-

128

128

29

"

1 ---

128

QUESTIONAR10

Escreva abaixo de cada figura, a leitura correspondente:

176

1

S.

1

tu

I

I

I

I

I

111r, 'li!llil

I

I

I

I

11:

I

1

4-

MEC -

11

I

2-

1965 -

15.000

MICROMETRO

I

F6LHA DE

INFORMAÍAO

TECNOLÓGICA

11-23 1

O mecânico usa o Micrômetro quando a aproximação, na medida das peças, tem que

ser muito rigorosa, mais do que permite o paquímetro.

MICRÔMETRO

É um instrumento de medida de gran- de precisão, feito em aço inoxidável. A fig. 1 apresenta um micrômetro de uso normal nas oficinas mecânicas, graduado em milímetros e meios milímetros, podendo medir até 25 mm. Usualmente é chamado de micrôme-

tro de

mesmo tipo que medem a partir de 25 mm até 50 mm e outros existem para maiores ca-

"O a 25 mm". micrômetros do

pacidades de medida. O micrômetro da fig. 1 permite uma aproximação de medida de 1/100 mm (1 centésimo de milímetro). A graduação circular do tambor é de 50 partes iguais: O a 50, numeradas de 5 em 5. O fixador, que serve para firmar uma determinada abertura (distância da haste do encôsto) pode ser de botão (fig. 1) ou de anel (fig. 2).

fig. 1 - Micrômetro O a 25 mm, de 1/100 mm.

CARACTERfSTICAS DO BOM MICROMETRO

1) Ser de aço inoxidável. 2) Ter graduações uniformes.

3) Apresentar traços bem finos, profundos e salientes em prêto na graduação circular do tambor.

4) Também

a reta

longitudinal

da ,bainha

deve ser bem fina e preta.

5) Ter

6)

as faces da haste e do encosto bem

ajustadas: quando juntas, não deve passar

luz. Possuir tambor bem ajustado, sem jbgo.

7) Ter a medida

meio do regulador de encôsto, seja por outro sistema, na bainha: quando estive-

rem juntas as faces da haste e do encôsto, a borda do tambor deve estar sobre o tra-

bainha e, além disso, o O da gra-

duação circular do tambor deve coincidir com a reta longitudinal da bainha. 8) Possuir o dispositivo de fricção, ou de ca- traca, e estar êle em bom funcionamento, para permitir contacto suave na medição de uma peça.

bem

calibrada,

seja

-

por

-

ço O da

-

CONSERVA$AO DO MICROMETRO

1) Deve ser manejado com todo o cuidado, evitando-se quedas e choques. 2) Evitar arranhaduras ou entalhes que pre- judiquem as graduações. 3) Completa limpeza após o uso e lubrifica- ção com óleo fino.

4) Deve ser guardado em estojo próprio.

5)

Usar o botão de fricção ou catraca, para o

6)

contacto na medição da peça. Aferir, isto é, acertar a abertura com uma medida padrão precisa.

RETIFICADOR

MICROMETRO

FÔLHA DE

INFORMAÇAO

TECNOLÓGICA

1.24

ERROS DA, MEDIGA0 COM O MICROMETRO

1) Da parte de quem mede, os erros resultam quase que exclusivamente de desatenção na leitura ou na verificação da coincidên- cia de traços.

2) Os do aparelho, devido à construção ou ao

desgaste, podem ser: má graduação, no tambor ou na bainha; desigualdade de passo do parafuso micrométrico ou da por- ca; desgaste nos filêtes do parafuso ou da porca.

VANTAGENS

DO

MICROMETRO

SOBRE O

PAQUíMETRO

1) Aproximação precisa de 1/ 100 mm ou

1/

1000 da polegada.

2) O botão de fricção evita erros porque uniforme pressão de contacto.

de

. 3) O tipo de construção impede deformações que possam alterar a medida.

A leitura de 11100 mm ou de 1/ 1000 mm da polegada é fácil e clara, devido ao sis- tema de graduação circular.

4)

MICRÕMETRO PARA POLEGADAS

A fig. 2 apresenta um tipo, para medir

1/1000 da polegada,

bainha, está dividida em 40 partes iguais e a graduação circular do tambor apresenta 25

com aproximação de

até 1". tipos quemedem de 1" a 2", divisões iguais. outros de 2" a 3", etc. Uma polegada, na

Fig. 2 - Micrômetro O a lrr, de

111 000".

QUESTIQNARIO

1) Quais são as características de um bom micrôinetro?

2)

3) Qual a finalidade do fixador do micrômetro? 4) Faça um desenho à mão livre de um micrômetro e escreva os nomes das suas partes, indicando-os com setas.

5) Quais as vantagens do micrômetro sôbre o paquímetro? 6) Quais os tipos de fixador? 7) Quais as condições de conservação do micrômetro?

Que significa: "micrômetro 25 a 50 mm, de 1/ 100 mm?

8) Que significa: "micrômetro O a l",

9) Cite os erros que podem resultar da medição com o micrômetro.

de 1/ 100OU?

RETIFKADOR

MICRUMETRO (LEITURAS DE 0,Ol mm)

F6LHA DE

INFORMAÇÃO

TECNOL6GICA

1-25

I O funcionamento do micrômetro é ba- seado no princípio do gradual deslocamento

de

q-ndo

um

parafuso,

no

sentido

longitudinal,

êle gira em uma porca.

PRINCÍPIO DO FUNCIONAMENTO

Fig. 1 - A haste é prêsa ao tambor de um comprimento igual ao passo. Em con-

através de uma parte em rosca, de determi- seqüência, conhecido o passo, e dividindo-se

nado passo, que gira em uma porca. Assim, uma volta completa do tambor faz com que I a face da haste se desloque longitudinalmente

o tambor em um certo número de partes iguais, pode-se medir qualquer deslocamento da face da haste, por muito pequeno êle seja.

Fig. 1 - Micrômetro.

EXPLICAÇAO DO

r

l

FUNCIONAMENTO

DO

MICROMETRO

Nesta fôlha se tratará apenas do micrô- Na bainha, as divisões são de milímetros e

metro para leitura de 1/100 de milímetro. Como mostra a fig. 2, no prolongamento da

haste, há um parafuso micrométrico prêso ao Quando as faces da haste e do encosto

tambor, Ele se move através de uma porca ligada à bainha. Quando se gira o tambor, sua graduação circular desloca-se em tôrno da bainha. Ao mesmo tempo, conforme o sen- tido do movimento, a face da haste se apro- xima ou se afasta da face do encôsto. As rôs- cas do parafuso micrométrico e de sua porca são de grande precisão. No micrômetro de 1/ 100 mm, seu passo é de 0,5 do milímetro.

1.O traço de meios

milímetros. Duas voltas, levarão a borda do

meias milímetros. No tambor, a gradua~ão circular tem 50 partes iguais.

estão juntas, a borda do tambor coincide com o traqo "zero" da graduação da bainha. Ao mesmo tempo, a reta longitudinal gravada na bainha (entre as escalas de milímetros e meios milimetros) coincide com o "zero" da gra- duação circular do dedal. Como o passo do parafuso é de 0,5 mm, uma volta completa do

tambor levará sua borda ao

*

Fig. 2 - Mecanismo interno de um micrômetro.

I

1

I

I

1

1

RETIFICADOR -

MICRBMETRO (LEITURAS DE 0,Ol mm)

ir

I

FOLHA DE

INFORMAÇAO

TECNOLÓGICA

1-26

tambor ao 1.O traço de 1 milímetro. Então,

o deslocamento de apenas uma divisão da = 1/100 de milímetro. graduação circular do tambor dá a aproxima-

ção de:

1/50 X 0,5 mm = 0,5150 = 51500 =

I

LEITURA NO MICRBMETRO DE 0,Ol mrn

Na fig. 1 encontram-se: 9 traços na gra- duação da bainha (9 mm); 1 traço além dos 9 mm na graduação dos meios milímetros da

bainha (0,50 mm); na graduação circular do 9 mm + 0,50 mm + 029 mm = 9,79 mm

tambor, a coincidência com a reta longitudi-

nal da bainha se dá no traço 29 Leitura completa:

(0,29 mm).

O MECANISMO DE FRICGXO OU CATRACA

A perfeição do contacto das superfícies da peça a medir com as faces da haste e do

encosto do micrômetro é garantida por meio duza um contacto preciso, sem que haja pres-

são capaz de forçar o mecanismo delicado do

traca. O seu botão de acionamento fica no micrômetro. A medição é, assim, exata.

de um mecanismo de fricção ou de uma ca-

extremo do tambor. Qualquer dos dois siste- mas (fricção ou catraca) permite que se pro-

EXEMPLOS DE LEITURAS DE MICRõMETRO DE 1/100 DE MILÍMETRO

Fig. 4 - Leitura: 23,59 mm.

QUESTIONARIO

Fig. 5 - Leitura: 6,62 mm.

1) As roscas do parafuso micrométrico e da sua porca tèm importância no funcioilamento do micrômetro? Por quê?

2) Em que casos o mecânico deve usar o rnicrômetro: para medir com milímetros, centé- ' simos de milímetros ou décimos de milímetro de aproximação?

3) Num micrômetro que tenha graduações de milímetros e meios milímetros na bainha e que aproxime 1/ 100 mm, qual o passo do parafuso micrométrico?

4) Dê a nomenclatura das partes do micrômetro.

5) Para que serve o mecanismo de fricção ou a catraca?

6) Quais são as peças que fazem com que o tambor gire em tôrno da bainha e a haste se aproxime ou se afaste do encosto?

7) Faça as leituras seguintes:

RETIFICADOR

MICR8METROS COM VERNIER

FÔLHA DE

INFORMAÇÃO

TECNOLÓGICA

1.27

O micrômetro com vernier permite uma aproximação mais rigorosa que o rnicrômetro normal.

MIGROMETRO

DE

1f 1.000 rnm

(com

vernier,

fig.

1)

Apresenta um vernier gravado na bai- nha. este vernier tem 10 divisões, cujo com-

primento total corresponde a 9 divisões

graduação do tambor. Então, cada divisão do

vernier é 1/ 10 menor do que cada divisão do

tambor. Ora, cada divisão do tambor dando 2/ 1.000 mm, a 3.a dará 3/ 1.000 mm, etc.

1/ 100 mm, a 1.a divisão do vernier, a partir de traços em coincidência, dará. 1/ 10 de

11 100, ou seja 1110

100 = 111000 mm.

A 2." divisão do vernier dará

.

.

.

.

.

.

.

da

Fig.

1 -

Micrômetro

de l/l.OOO mm (com

z~ernier).Aproxima até 1/1.000 de milímetro.

LEITURA

Na

fig. 1 encontra-se: na bainha

6,50 mm; o traço da graduação do tambor, antes da reta da graduação da bainha, é o 27

(portanto 0,27 mm); a coincidência no ver- nier é no 5.O traço (0,005 mm). Leitura com- pleta: 6,775 mm.

Nas figuras 2 a 4 estão apresentadas as três graduações (da bainha, do tambor e do vernier) em sua posição relativa, mas num só plano. Ao lado de cada uma, estão indicadas as leituras. A comparação entre a figura e a leitura escrita permitem esclarecimento com- pleto de cada caso (desenhos ampliados).

Leitura:

Leitura:

Leitura:

18,596 mm

20,618 mm

13,409 mm

.

-39

--

=30 --

F 25

.E 8

rp

o 59015-

2.g

'5

8

T'"--- O l(3

Da*oodo & bainha

5

45

40

Fig. 2.

.

Fig. 3.

o

li,,

I

5

I

8

10

Fig. 4.

B

8-

90 3!íi

-.

1

49

I

I

--

3

J

i

i

I

50

RETIFICADOR

-

I

--

-'

MICRBMETROS COM VERMTER

MLHA DE

INFORMAÇÁO

TECNOL6CICA

1-28

Micrômetro de 0,0001" (com vernier, fig. 5) - O vernier, gravado na bainha, tem 10 divisões iguais, cujo comprimento total

corresponde a 9 divisões do tambor.

cada divisão do tambor a leitura de

Como

1/1.000 da polegada, a partir dos traços em

1.a divisão do vernier dará

10 de 1/ 1.000" ou 1/ 1O.OOOM,a 2.a divisão

coincidência, a

1/

dará 2/ I0 de 1/ 1.000" .ou2/ 10.OOOft, etc.

Fig. 5 - Micrômetro de 1/10.00Wr (com vernier). Aproxima até 1/10.000 da polegada (tamanho m- pliado).

LEITURA

Na fig. 6 estão, num só plano, as três graduações da fig. 5, na sua posição relativa,

para tornar bem clara a leitura:

-.

-

Na graduação da bainha (traçi 5)

0,5"

Na

graduação

da bainha (+ 3 X 0,025")

0,075"

Na graduação-do tambor (entre traços 19 e 20) 0,019''

No vernier (coincidência no traço 5) 0,0005"

0,5945"

A leitura completa é portanto:

QUESTIONARIO

Faça as leituras seguintes:

Fig. 7

A)

-ao

i-

-

-#

Fig. 8

B)

C)

Fig. 6

Fig. 10

D)

1 /o

MEC -

1965 -- -

15.000

RETIFICADOR

I MICROMETRO (LEITURAS DE 0,001")

I-

7

F6LHA RE

INF~WO

1.29

TECNOLóGICA

têm,

em geral, divisões decimais. O mais comum

Os miaômetros para polegadas

é o que a aproximação de 1/ 1.000 da po- legada,

I.

EXPLICAw0 DO. FUNCIONAMENTO

u Fig. 1 - Me~snismointerno de um micrhetro.

: a

e '

Figs. 1 e 2 - No prolongamento da A graduação circular do -tambor tem

haste há um parafuso micrométrico ligado ao tambor. Este parafuso gira através de uma porca prêsa à bainha. Quando o tambor gira, a face da haste se aproxima ou se. afasta da face do encosto. Como o parafuso micromé- trico tem 40 fios por polegada o deslocamento do tambor, em cada volta, é de 1/40 avos da polegada. Na bainha há uma reta com uma p- duação, na qual o comprimento de 1 polegada é dividido em 40 partes iguais (10 grupos de 4 divisões, fig. 2). Então, cada parte mede

1/40 da polegada, X 0,02!5" = 1.OOO".

ou seja, 0,025", pois 40 X

25 partes iguais- Ora, se uma volta completa do tambor o deslocamento-de 0,025", re- sulta que uma divisão do tambor corresponde ao deslocamento de 0,025" -+ 25 = 0,00 1".

Fig. 3 (ampliada) Leitura: 0,412"

LEITURA DO MICROMETRO DE 1/10001"

Na £ig. 2, a leitura é 1" porque a borda do tambor coincide com 10 (l"), e o zero do

tambor coincide com a reta da bainha. gitudinal da bainha. Então: 4 X 0,l + 12 X

Na fig. 3, encontram-se 4 divisões de 0,l" na bainha e 12 divisões de 0,001" na

graduação do tambor, pois o traço 12 (o se- gundo depois de 10) coiricide com a reta lon-

X 0,001" = 0,4" + 0,012" = 0,4 12".

MEC -

1965 L 15.00C

-

51

-

I

I

i

--

-

-

-

--

-

I. RE'nFICAWR

I

MICRÔMETRO (LEITURAS

DE 0,001'7

FOLHA DE

INFORMACAO

TECNOLÓGICA

1-30

i

I

I

4

O Micrômetro de 1/ 100 mm

e o Mi- o meca-

de l / 1000" apresenta cada polegada divi- l dida em 40 partes de 0,025" cada uma. O micrômetro de 1/100 mm apresenta divi-

crômetro de i / 1.000" - Vi-se que

nismo do micrômetro de 1/ 1.000" é seme-

Ihante ao do micrômetro de l! 100 mm. As sões em milímetros e meios milímetros.

diferenças dos dois instrumentos estão apenas nos seguintes pontos:

1) O paraíüso micrométrico do micrômetro

de 1/100OW é de 40 fios por polegada.

do micrômetro de 1/ 100 mm é de 0,5 mm de passo. 2) Na graduação da bainha, o micrômetro

a O,OOlff. O micrômetro de

tem no tambor 50 divisões,

1/ 1000" tem 25 divisões correspondente

3) Na graduação do tambor, o micrômetro de

cada

uma

O 1/100 mm

correspondendo cada uma a 0,01 mm.

Outros

exemplos

de

leituras

no

mi-

crômetro de l/ 1000" - Figs. 4 a 7.

Fig. $ - Leitura: 0,736''

(ix 0~''+ I x 0,025" + 11 x 0,001")

(I x

Fig. 5 - Leitura: 0,138"

OJ" + I x 0,025'' + 13 x O,O0lw)

Fig. 6 - Leitura: 0382''

(5 X OJ" +3 X 0,025"

+ 7 x 0,001"')

Fig. 7 - Leitura: 0,769"

(7 x 0,I" + 2 x 0,025" + 19 x 0,001").

QUESTIONARIO

1) Quais são as diferenças entre o micrômetro de 1/100 de milímetro e o rnicrômetro de 1/ 1.000 da polegada?

2) Em quantas partes é dividida cada polegada da graduaçáo da bainha do micrômetro de 1/1.000 da polegada? Quantos fios por polegada tem o parafuso?

3) A que fração decimal da polegada corresponde uma divisão da graduaçáo da bainha?

4) A que fração da polegada corresponde o deslocamento de uma divisão da graduação circular do tambor?

5) Faça as leituras seguintes:

I

52

a-- - - ---

--=q *xC) frpoz.

4

I5

10

@

B)

$01.

-

C

RFTIFICADOR

MICR.6METRO DE TRÊS CONTATOS, PARA FUROS. ("IMICRO")

-

FBLHA DE

INFORMAÇÁO

TECNOLÓGICA

 

I

4.1

1

I

O Imicro é um micrômetro de alta precisão, destinado exclusivamente à medida

e ao contrôle dos diâmetros internos dos fu- do fabricado em aço inoxidável pela firma

ros. Este instrumento, de frequente uso nas suíça "TESA", que .o criou.

oficinas mecânicas de produqão, apresenta ca- racterísticas especiais de grande robustez, sen-

FTJNCIONAMENTO

Com o auxílio das figuras 1 (aspecto externo de um "Imicro"), 2 (vista esquemá- tica da adaptasão no furo) e 3 (esquema sim- plificado do instrumento e sua adaptação nq furo), o funcionamento é fácilmente com- preensível: baseia-se na rotação de um para- £uso micrométrico de alta precisão ligado, num extremo, ao tambor graduado e, no outro, a um cone roscado. Encostados neste cone roscado - rigoroiamente encaixados em guias protetoras e formando três ângulos de 120° - estão dispostos os três contatos ou apalpadores. Resulta d$sse dispositivo que, qualquer deslocamento do tambor, por menor que seja, determina o deslocamento simultâneo dos três contatos, para fora ou para dentro da cabe~ado instrumento, conforme o sentido do giro. O tambor apresenta 100 graduaqóes iguais. Por outro lado, o passo do parafuso micrométrico é tal que, em uma volta com-

pleta do tambor, os contatos ou apalpadores avariqam de 0,5 do milímetro. Então, o deslocamento de uma divisão do tambor (ou seja 1/100 de volta) corres- ponderá ao deslocamento dos contatos de apenas:

= 0,005 do milímetro. É

êste o grau de aproximaqáo do "Imicro"

A posi~ão exata dos três contatos a

120° um do outro, e a curvatura da face de apoio de cada apalpador, rigorosamente aca- bada, não oferecem qualquer possibilidade de ser o instrumento posto no furo em coloca~ão

excêntrica (f ig. 2). Por outro lado, o conjunto é de

forma projetado que estão eliminados quais- quer erros que pudessem resultar de ajustes. O sistema de fricqão assegura uma boa adaptação dos apalpadores à parede do furo, pois limita a pressão. Afasta, além disso, a

65 mm

100

5 mm

1.000

-

tal

b

FRESADOR

MICROMETROS

PARA DIFERENTES

USOS

FBLHA DE '

INFORMAÇAO

TECNOL6QlCA

10.9

Para diferentes usos nas oficinas mecânicas, encontram-se variados tipos de micrô- metros, seja para medições em milímetros, seja para medições em polegadas.

TIPOS DE MICRUMETROS

As figs. 1 a 6 apresentam alguns tipos especiais.

E>-.

--

nos@de nmsas m

Fig. 1 - Micrômetro para rôscas. As pontas da

Fig. 2

-

Micrômetro de profundidade.

Con-

haste e do encôsto são substituiveis, conforme

forme

a profundidade

a

medir, fazem-se

os

o tipo da rosca.

acréscimos necessúrios na haste por

meio de

-

c.

&D

Fig. 3 - Micrhetro de medidas internas, tubulares, de dois 'contatos. É fornecido com hastes, para aumento da capacidade de me- dição.

Fig. 5 - Micrômetro de arco profundo. Serve para medições de espessu+a de bordas ou par- tes salientes das peças.

outras t~aretas de

comprimentos

calibrados,

fornecidas

com o micrômetro

(hastes de ex-

tensão).

Fig. 4 - Micrômetro de medidas internas de três contatos. É conhecido pela denominação de "Imimo". Facilita a colocação exata no centro e no alinhamento do furo. Possibilita a medição do diâmetro de furos em diversas profundidades. É de grande precisão.

Fig. 6 - Micrômetros para grandes medições.

Éste micrômetro é usado para nzedições em trabalhos de usinagem pesada, para a medição de peças de grandes diâmetros, por exemplo, 275 a 300 mm - 400 a 500 mm, etc. As pontas da haste e do encôsto podem ser mudadas, para dar as medidas prdximas dos diâmetros a verificar.

I

-

--

--

---

--

I

-

.-

-

-

"-

FBLHA DE

 

FRESADOR

MICR~METROS PARA DIFERENTES

USOS

INFORMAÇAO

TECNOLÓGICA

L

USOS DO MICR6METRO

As figs. 7 a 13 mostram alguns exemplos.

10,10

Fig. 7 - Medição da espessura de um bloco.

Fig. 8 - Medição do diâmetro de uma rôsca.

Fig. 9 - Medição da profundidade de uma

ranhura com o micrômetro de profundidade. medição de um diâmetro interno.

Fig.

10

-

Uso do "Imicro"

(três contatos) na

Fig.

micròmetro tubular.

11

-

Medição

Fig. 12 - LTso do nzic~dnzetrode gl ande capa-

cidade para medir

montada num tôrno.

os diâmetros de uma peça

de um diânzet~ocom o

Fig.

13

-

Uso do micrômefro de arco pro-

fundo, numa medição de parte saliente.

1

I

I.

1

I

I

$0

RETIFICADOR

MICROMETRO DE TRÊS CONTATOS, PARA FUROS. ("IMICRO)

FBLHA DE

INFORMAÇAO

TECNOL6GICA

4.2

influência de desigual pressão manual do operador. Os pinos de contatos são tempera- dos :e retificados e não há pràticamente des- gaste das suas faces, pois o instrumento não exige movimehtos para ã sua adaptasão no furo.

A forma do "~micro"e as condições especiais da sda construção e do seu manejo, dão-lhe, em resumo, as seguintes vantagens:

1) Permite leituras de alta precisão, da ordem

mm ~uandograduado para po-

de 0,005

legadas tem aproximação de 0,0002".

2) Permite colocação exata no centro do fu. ro, coincidindo o seu eixo geométrico com o eixo geométrico do furo.

3) Possibilita a medição dos diâmetros em di-

versas profundidades do

furo.

4) Permite a medição dos diâmetros de re-

baixos internos nua furo.

Fig.

./

5) O sistema de contato por fricção evita exa- gerada pressão manual do operador ao to- mar a medida.

.

EXEMPLOS DO USO DO IMICRO

A fig. 4 mostra a medição do diâmetro de um furo feito num flange. O operador gira o botão de fricção, até que se dêem os

estalidos característicos do contato suave das faces dos apalpadores na superfície do furo.

QUESTIONARIO

1) Que é o "Imicro" e para que serve?

2) Com o auxílio de uma figura de catálogo, explique o funciona-

mento do "Imicro". Qual a aproximação em milímetros? Como é conseguida?

3) Cite as vantagens que oferece o "Imicro" no controle de furos.

h

I

AJUSTADOR

SUTA

FBLHA DE

INFORMAÇAO

4211

TECNOL~GICA

necessita o mecânico trans-

portar ou verificar um ângulo, na tarefa que está executando. O instrumento que lhe per- mite êsse transporte, ou essa verificação, de-

As

nomina-se Suta. É comum chamar-se também o instrumento de "falso esquadro". Deve-se po- rém evitar tal denominação.

A SUTA

Fig. 1

O tipo mais comum de suta é o apre- sentado na figura 1. O instrumento compõe- se de duas peças principais, ambas de aço (a Base e a Lâmina), sendo suas bordas tempera- das, paralelas e retificadas, e de uma Porca borboleta, com a respectiva arruela, para a fixação das peças principais. Dois rasgos lon- gitudinais, um na lâmina, outro na base, per- mitem variadas disposições de uma peça em relação à outra. Para se tomar uma abertura determi-

nada de ângulo, afrouxa-se ligeiramente a bor- boleta, desliza-se a lâmina, faz-se a sua aber- tura em relação à base. Em seguida, adapta-se o instrumento ao ângulo, seja êle um ângulo de duas faces de uma medida padrão ou de um transferidor. Aperta-se, em seguida, a bor- boleta, tendo-se, nesse momento, o cuidado ne- cessário para que não haja qualquer desloca- mento, capaz de falsear a medida tomada. Fica assim a suta transformada em um instru- mento de verificação de um determinado ân- gulo da peça, no ialor que foi fixado.

OUTROS TIPOS DE SUTA

As figuras 2 a 5 mostram outros tipos . de suta. A da figura 2 é uma suta de articula- ção simples: não rasgo na base para o des-

lizamento da lâmina. A da fig. 3, semelhante à da figura 1, apresenta, como particularida- de, lâmina bem mais longa que a base.

Fig. 2

Fig. 3

AJUSTADOR

SUTA

FOLHA DE

INFORMAÇÃO

TECNOL6GICA

4212

A

da figura 4

é uma

suta de lâmina

angular, muito usada para a verificação de dentes inclinados nas engrenagens' e para cô- nicos. A da figura 5 é uma suta dupla: a 1â-

mina (com um rasgo longitudinal) e a base são articuladas por meio de uma outra lâmi- na com rasgo e duas borboletas.

Fig. 4

.

,

EXEMPLOS DO USO DA SUTA

A

Fig. 6

suta comum na verificação de

um perfil

oitavado.

Fig. 7

A suta comum aplicada a uma

ponta

cônica.

Fig. 9

A suta comum usada no traçado de retas paralelas.

QUESTIONARIO

Fig. 8

A suta dupla verificando o ângulo de um perfil sextavado.

1) De que material é a suta?, Caracterize as partes da suta.

2) Como a suta pode traçar retas paralelas?

3) Para que serve a suta? Como funciona?

4) Exemplifique dois usos da suta.

FRESADOR

COMPARADOR CENTESIMAL (TIPOS USUAIS - FUNCIONAMENTO - MONTAGEM)

FoLHA DE

INFORMAÇÃO

TECNOL6GICA

3.8

O comparador, também chamado Re-

locamento imperceptível do apalpador, por

lógio Comparador, Comparador de Quadran- exemplo 1 centésimo de milímetro, corres-

ponde o deslocamento do ponteiro de 1 divi-

são do mostrador. Todos os modelos têm o mostrador móvel, para que se possa fazer a

mecanismo de engrenagens e cremalheira

(figs. 1 e 2). Em qualquer deles, a um des- coincidência do "O" (zero) com o ponteiro.

te ou Amplificador, apresenta vários tipos, dos quais são de uso muito frequente os com

COMPARADOR COM AMPLITUDE DE 10 mm (fíg. 1)

Mostrador dividido em 100 partes

pador). A cada volta do ponteiro grande, o

iguais. O ponteiro grande pode dar o máximo

ponteiro

pequeno

avanqa

uma

divisão do

de 10 voltas (10 mm de deslocamento do apal-

mostrador

pequeno.

w li Apalpador

Fig.

1

Fig. 2

COMPARADOR COM AMPLITUDE ACIMA DE 1mm

Menor que 10 mm -

A fig. 2 exem-

plifica o de 3 mm. Mostrador dividido em

50 partes iguais, correspondendo cada parte a 1 centésimo de milímetro.

EWNL*IQNAMENTQ DO WL6GIQ CDMPBRB230R I33

WGUMAGFLNS E +3UZM#URELM

O mecanismo do comparador é de grande sensibi- lidade. Uma pressão no apalpador, por mais leve que seja (deslocamento de centésimos de milímetros), faz o pon- teiro girar no sentido positivo (+). Cessada a pressão (des- locamento contrário do apalpador), o ponteiro gira no sentido contrário (-).

A fig. 3 apresenta, como exemplo, 'um comparador de mecanismo bem simples, para que se compreenda fàcil-

Fig. 3

I

FRESADOR

COMPARADOR CENTESJMAL

(TIPOS USUAIS - FUNCIONAMENTO - MONTAGEM)

FBLHA -DE

INFORMAÇAO

TECNOLóGICA

3.9

mente o funcionamento. O mostrador é de 100 divisões. Tendo a cremalheira da haste do apal- pador o passo de 1 mm, quando o apalpador se desloca de 1 mm, resulta:

O pinhão R1 (de 15 dentes) avança 1 dente;

A roda R2 (de 45 dentes) avança 3 den-

tes;

O pinhão R3 (de 12 dentes) avança i/4 de volta;

A roda R4 (de 40 dentes) avança 10

dentes;

O pinhão R5 (de 10 dentes) dá uma

volta completa, e também o ponteiro, que a

êle está prêso.

A mola espiral da roda R6 mantém

todo o mecanismo sob tensão, fazendo com que o ponteiro e o apalpador voltem às suas posições primitivas, quando cessa a pressão sobre a ponta do apalpador. Vê-se que, se o apalpador se deslocar apenas de 0,Ol mm, o

ponteiro só avançará de 1 divisão no mos- trador.

MONTAGENS USUAIS DQ CjOMPARADOR

Em suporte comum (fig. 4), em mesa de medição de alta precisão (figs. 5 e 6) e em base magnética (fig. 7).

Fig. 4

Fig. 5

Fig. 6

Fig.

7

PRECAUÇÃO IMPORTANTE

O instrumento é sensível e a amplitu- de do giro do ponteiro é limitada. Deve-se, portanto, procurar sempre condições que per-

mitam

da ponta do apalpador.

o mínimo possível de deslocamento

CONSERVAÇÃO DO COMPARADOR

1) Evitar que o instrumento sofra choques.

2)

Guardá-lo sempre em estojo.

3) Ao montá-lo no suporte, verificar o apêrto

de todos os para£usos.

4) Observar sempre as instruções do fabri- cante quanto à lubrificação.

RETIFICADOR

COMPAWOR CENTESIMAL (FINALIDADES DO SEU USO)

F6LHA DE

TECNOLÓGICA INFORMAÇAO

2.3

Para verificar, por comparação, o pa- ralelismo de duas superfícies, ou um alinha- mento, ou a excentricidade, ou, ainda, as di-

ferenças de medidas em relação a uma me- dida-padrão, o mecânico usa o comparador.

 

I

COMPARADOR (figs. 1 e 2)

I

É um instrumento de grande precisão e sensibilidade. Tem, geralmente, o aspecto de um relógio. Pelo movimento de um pon- teiro, num mostrador dividido em 100 partes iguais, o comparador acusa desvios ou dife- renças de medidas da ordem de CENTÉSIMOS

DE

MILÍMETRO.

Qualquer pressão, por mínima que se- ja, na ponta ou no apalpador, faz com que êste se desloque e o ponteiro, girando no mostrador, indica o deslocamento em centé- simos de milímetro.

1.O) Verificação do paralelismo das faces pla- nas de uma peça (fig. 3). O contato do apalpador, em diferentes pontos da face superior da peça, faz com que o ponteiro se desloque e dê os valores das diferenças das alturas.

Verificação do paralelismo da base da morsa na retífica ou na 'fresadora. . A fig. 4 mostra o caso da plaina.

2.O)

3.O) Verificação da excentricidade de uma peça montada na placa do torno.

A fig. 5 um exemplo de verificação

externa.

A fig. 6 mostra um caso de verificação

interna.

RETIFICADOR

COMPARADOR CENTESIMAL (FINALIDADES DO SEU USO)

FBLHA DE

. TECNOLÓGICAINFORMAÇÁO

2.4

4.O) Verificação do alinhamento das pontas de um torno (fig. 7).

A peça colocada entre pontas é um eixo rigorosamente cilíndrico com a superfi- 5.O) Verificação de medidas, comparando-as cie e os centros retificados. Os contatos do ' com medidas-padrão. As fie. 8 e 9 apre- apalpador com êste eixo, durante o movimen- sentam um exemplo.

to do .carro, darão desvios do ponteiro, se as p~ntasnão estiverem alinhadas.

Fig. 8

Coloca-se a medida padrão sobre uma mesa de medição, por exemplo, blocos de aço de medidas precisas, denominados blocos-pa-

drão, dando o total

de 50 mm + 3,5 mm +

+ 1,4 mm = 54,9 mm. Com ligeira.pressão, põe-se o apalpador em contato com a face superior da medida padrão (fig. 8). O ponteiro se desloca de al- guns centésimos na direção da seta. Como o mostrador do comparador é girante, faz-se o "traço zero" coincidir com o ponteiro. Retiram-se da mesa os blocos da medi- da-padrão. Em seguida, coloca-se a peça cuja medida se quer verificar, sobre a mesa e em contato com o apalpador (fig. 9). Se o pon-

teiro se deslocou, por exemplo, de 5 centési-

mos, na diresáo da seta, isto significa que a

medida da pega é 54,9 mm +0,05 mm = sentido contrário ao da seta de, por exemplo, = 54,95 mm, ou seja, 5 centésimos de milí- 3 centésimos, a peça teria medida menor que metro mais que a medida-padrão. o padrão: 54,9 mm - 0,03 mm = 54,87 mm.

Fig. 9

Se o deslocamento do

ponteiro fosse no '

QUESTIONARIO

1) A que medida corresponde uma divisão do mostrador no com- parador?

2) Para que serve o comparador? Cite exemplos.

3) Que é o comparador centesimal?

4) Por que meio o comparador acusa diferenças ou desvios de medidas? Qual a ordem de grandeza dessas diferenças?

- -

-

AJUSTADOR

GONI~METROE TRANSFERIDOR

L

FBLHA DE

INFORMAÇAO

TECNOL6GICA

4311

O mecânico tem necessidade de medir

ou verificar ângulos nas peças que executa: a

fim de usinar ou preparar determinadas su- dor.

perfícies com o rigor indicado pelos desenhos.

O instrumento que usa, para medir ou verifi- car ângulos, é um Goniômetro ou Transferi-

\

MEDIGÃO DE UM ÂNGULO

A medição ou verificação de um ângu- é o grau. Dividindo-se um círculo qualquer

em 360 partes iguais, o ângulo central corres-

entre a régua e a base do goniômetro. Êste pondente a uma parte é o ângulo de 1 grau.

instrumento possui graduações adequadas,

que indicam a medida do ângulo formado pela o minuto se divide em 60 segundos de ân- régua e pela base, e, portanto, do ângulo da gulo. Os símbolos usados são: grau (O), minu-

Peça-

10 qualquer, numa peça, se faz ajustando-o

O grau se divide em 60 minutos de ângulo e

to

(')

e o segundo ("). Assim, 54O 31' 12" se

lê: 54 graus, 31 minutos e 12 segundos.

A unidade prática de medida angular

CONIQMETRO

dro universal, que possui mais duas peças (es-

to de medida angular, pode apresentar, ou um quadro de centrar e esquadro com meia es-

círculo graduado (360°), ou um semi-circulo quadris).

graduado (1800), ou um quadrante graduado (90°). Praticamente, 1 grau é a menor divisão apresentada diretamente na graduação do go- niômetro. Quando possui vernier, pode dar aproximação de 5 minutos. O goniômetro de alta precisão aproxima até 1 minuto.

Em geral, o goniômetro, ou instrumen-

O fixador prende o disco graduado e a regua. O alinhamento dos traços extremos do disco (900 - 90°) fica paralelo aos bordos da régua. No arco, encontra-se um traço "0" de referência. Quando a base é perpendicular à borda da régua, a referência "0"do arco coin-

universal (fig. 1). cide com O "90°" do disco. Quando a base é

paralela à régua, os "zeros" do disco e do arco coincidem.

Um tipo de goniômetro

muito usado

na oficina é o Transferidor

Suas duas peças fazem parte de um conjunto

denominado Esquadro combinado ou Esqua-

Troco de referCncio ("O')

Rlgua graduo

,

MEC -

1965 -

15.000

Flg. I

- Transferidor universal.

Ângulo que se na figura:

50° (ou o suplemento 1300).

I

I

AJUSTADOR

GONIBMETRO E TRANSFERIDOR

F6LHA DE

~NFORMAÇAO

TECNOL6GICA

43/2

Para usos comuns, em casos de medi-

No transferidor indicado na fig. 4, a 1â-

--

das angulares que não exijam extremo rigor, mina, além de girar na articulação, pode des-

o instrumento indicado é o transferidor sim- lizar através da ranhura.

iples (figs. 2, 3 e 4).

Ranhura

Fig. 4

EXEMPLOS DE USOS DE GONIBMETRO E DO TRANSFERIDOR

As figs. 5 a 7 apresentam alguns casos.

Fig. 7

CARACTERÍSTICAS DO BOM GONIOMETRO OU TRANSFERIDOR

1) Ser de aço inoxidável.

2) Apresentar graduação uniforme, com tra- ços bem finos e profundos.

3) Ter as peças componentes bem ajustadas.

4) O parafuso de articulação deve dar bom apêrto e boa firmeza.

CONSERVAÇÃO DO GONIOMETRO OU TRANSFERIDOR

1) O goniômetro deve ser manejado com todo o cuidado, evitando-se quedas e choques.

2) Evite ranhuras ou entalhes que prejudi- quem a graduação.

3) Faça completa limpeza, após o uso, e lu- brifique-o com 6le0 fino.

4) Guarde-o em estojo próprio.

5) O goniômetro deve ser aferido, isto é, de- vem ser comparadas diferentes aberturas com ângulos padrões precisos.

QUESTIONARIO

1) Quais são as características do bom goniôrnetro ou transferidor? 2) Que é grau? Que é minuto de ângulo? Que é segundo de ângulo? 3) Para que serve o goniômetro ou transferidor? 4) Qual é a menor divisão angular de um transferidor ou goniôrnetro? 5) Quais as condições de conservação do goniômetro ou transferidor? 6) Como o mecânico mede um ângulo de uma peça com o goniômetro ou transferidor?

RETIFICADOR

GONIOMETRO COM VERNIER

F6LHA DE

INFORMAÇAO

TECNOLóGICA

3.3 -

Para medir um ângulo com aproximação até 5 minutos, usa-se na oficina o Goniô- metro de Vernier.

GONIOMETRO COM VERNIER (figs. 1 e 2)

É um instrumento medidor de ângulos, de precisão, e feito em geral de aço inoxidá- vel. Em mecânica, reserva-se particularmente

I

Fig. 1 - Goniômetro com Vernier

o nome de Goniômetro a êste tipo de ins- trumento. Os demais, quase sempre, são cha- mados de transferidores.

P

Fig. 2

Lâmina pequena

É colocada em lugar da lâmina grnnde, em casos especiais de me- diqões de ângulos.

O disco graduado e o esquadro formam uma só peça. O disco graduado apresenta quatro graduações de O0 a 90°. O articulador

com uma das bordas do esquadro, aos lados ou às faces do ângulo que se quer medir. A posição variável da lâmina em torno do disco

gira com o disco do vernier e, em sua extre- graduado permite, pois, a medição de qual-

quer ângulo e o vernier aproxima esta me- dição até 5 minutos de ângulo.

midade, um ressalto adaptável à ranhura da lâmina. Estando fixado o articulador na lâmina, pode-se girá-la de modo a adaptá-la,

USOS DO GQNIUMETRO

As figs. 3 a 6 dão exemplos de diferentes medições de ângulos de peças ou ferramentas, mostrando variadas posições da lâmina e do esquadro. A fig. 7 apresenta um goniômetro mon- tado sobre um suporte, que facilita a medição de ângulos, pois sua base se apóia sobre uma superfície de referência (a do desempeno, por exemplo).

I

Fig. 3

Fig.

q

RE?'IFICADOR

GONIOMETRO COM VERNãER

F6LHA DE

INFORMACÁO

TECNOL6GICA

3.4

EXPLICAÇXO DO VERNIER DE 5 MINUTOS

Ora, 2 graus correspondem, em minu- tos, a 2O X 60' = 120'. Resulta que CADA DIVISÃO do vernier tem menos 5 minutos do que DUAS DNISÕES do disco graduado. A partir, portanto, de tra- ços em coincidência, a l.a divisão do vernier

nutos porque dá a diferença de 5 minutos, a 2.a divisão dá

Então, cada divisão do vernier vale 115 mi-

5,

cada lado do "zero", é igual à medida total de 23 graus do disco graduado.

A medida total do vernier (fig. 8), de

O vernier apresenta 12 divisões iguais:

25, 30,

35, 40, 45,

50, 55 e 60.

10, 15, 20,

23O t 12 = (23 X 60') + 12 = 115'.

mins 12 = 1380'+

10 minutos, a 3.a dá 15 minutos, etc.

Fig. 9

I

LEITURA Do GONIOMETRO COM VERNIER DE 5 MINUTOS (fig. 9)

O "zero" do vernier está entre o 24 e

traço do disco graduado. Resulta a leitura '

o 25 do disco graduado (24O). O

2O traço

completa: 24O10'.

Outros exemplos de leitu-

da vernier (2 X 5' = 10') coincide

com um

ras estão nas figuras 10, 11 e 12.

-.

Fig.

10

Leitura: 90 2W

Fig. 11

Leitura: 510 15'

1 -

EXERCÍCIO

Faça as leituras das figuras 13 e 14

Fig. 12

Leitura: 300 5'

Fig. 14

AJUSTADOR

GABARITOS

FBLHA DE

INFORMAÇÃO

TECNOLÓGICA

2611

A planeza das faces das peças verifica- se por meio de réguas ou planos de controle. Os ângulos entre faces podem ser verificados por esquadros, goniômetros ou transferidores. Quando, entretanto, o mecânico necessita executar uma peça com um perfil complexo como, por exemplo, o da fig. 1, não bastam os recursos citados. curvaturas e formas especiais cujo rigor tem que ser controlado durante a exe- cução da peça, sem o que ela irá apresentar defeitos e não poderá ser utilizada. Em tais casos, o mecânico será obriga- do a utilizar modelos ou moldes exatos de partes do perfil. Muitas vêzes, terá mesmo que confeccionar, antes da execução da peça, um ou mais moldes do perfil. Com êsses ins-

trumentos auxiliares de controle, estará então habilitado a verificar a forma que vai dando à peça, em obediência aos desenhos orienta- dores da sua execução. Tais moldes ou mo-

delos são chamados gabaritos.

Fig.

1

GABARITOS PADROES (COMERCIAIS)

Para curvaturas em arcos de circunfe- rência, de raios determinados, ou para ângu-

los, de aberturas determinadas, encontram-se

no comércio gabaritos padrões, prontos, constituídos de pequenas lâminas de aço iso- ladas (figs. 2 e 3), em estojo (fig. 4), ou em "canivetes" (figs. 5 e 6). Os gabaritos dos ti- pos mostrados nas figs. 2, 3, 4 e 5 são também

chamados verificadores de curvaturas ou veri-

fig. 6 são mais co-

nhecidos como verificadores de ângulos.

Consiste o uso dêsses gabaritos em pô- 10s em contacto com a curvatura ou o ângulo

ficadores

de raios. Os da

que se quer verificar. Escolhe-se a lâmina

adequada a cada verificação, pela indicação

(que tem

do ângulo. Verifica-se se há ou não coincidência dos perfis da peça e do gabarito, observando- se o contacto contra a luz. Se não passa lumi- nosidade, está perfeita a coincidência. Se pas- sa luz, frestas correspondentes a irregula- ridades no perfil da peça. Estas vão sendo corrigidas por meio de verificações e retoques sucessivos.

gravada) .do raio de curvatura ou

Fig. 2

Fig. 3

Fig. 4 EstGjo de gabaritos de curvaturas.

Fig. 5

Fig. 6

AJUSTADOR

GABARITOS

F6LHA DE

INFORMAÇÃO

TECNOLóGICA

2612

GABARITOS ESPECIAIS

(EXECUTADOS

EM

CADA CASO)

O exemplo dado na fig. 1 reaparece na

fig. 7, para melhor esclarecimento. Como se trata de um perfil de forma irregular, deve o mecânico fazer o trabalho preliminar de execução dos gabaritos, recortando-os e dando- lhes acabamento preciso. Os gabaritos são placas de aço dos tipos A, B, C e D da fig. 7. Para obter os contornos de contacto, o mecâ- nico recorre ao desenho da peça, em cujas vistas encontra os raios de curvatura, os ân- gulos e as cotas necessárias. Transporta êsses elementos para a chapa, por meio de traçado. Recorta os contornos traçados. Dá-lhes, por fim, cuidadoso acabamento, por meio de limas de diferentes tipos e também, muitas

vêzes, usando um

raspador.

)

Para melhor

compreensão, os contor-

nos de contacto dos gabaritos foram mostrados em traços mais fortes na fig. 7.

0

Fig. 7

GABARITOS DIVERSQS

O ferreiro, o serralheiro e o caldeireiro usam como gabarito uma peça inteira, exe-

usam com frequência gabaritos para confeccio- cutada cuidadosamente em primeiro lugar

narem as suas peças. A maioria dêsses gaba-

ritos é de chapa. confecção das demais peças iguais, vai o ope-

Podem ser de dois tipos: 1) chapas re- cortadas 2) simples traçados sôbre chapas. Por vêzes, entretanto, em trabalhos seriados,

(exemplo: ornatos, peças curvadas, etc.). Na

rador dando-lhe formas sucessivas, cada vez mais aproximadas do gabarito, até atingir aquela que com êle coincida.

QUESTIONARIO

1) Em que se baseia o mecânico para fazer um gabarito?

2) Para que serve um gabarito? Cite os seus tipos.

3) De um modo geral, como o mecânico faz um gabarito?

4) Que são os gabaritos padrões encontrados no comércio?

I

I28

MEC -

1965 -

15.000

TORNEIRO

MECÂNICO

VERIFICADORES DE ÂNGULOS

FÔLHA DE

INFORMACAO

TECNOLÓGICA

7.3

No preparo das ferramentas de corte,

com ranhuras ou recortes em ângulos rigoro-

usa o mecânico, com frequência, Verificado- samente talhados nas bordas.

res de Ângulos. São placas de aço temperado,

MODO DE USAR

É simples o processo de utilizar um verificador de ângulos. Consiste ape- nas em colocar o ângulo padrão do veri-

ficador em contacto com o ângulo que se quer medir na ferramenta, verificando se êsse contacto se faz com rigor. É o que mostra a fig. 1: verificação do ângulo de uma talhadeira para cortar aço de baixo teor (60°). Se a talhadeira se destinasse ao corte de metal diferente, a verifica550 do ângulo se faria em um dos outros en- talhes, tendo em conta que a experiência indica o ângulo de 65O para o aço duro,

o de 'O0 para bronze e

ferro fundi-

do; e o de 50° para o cobre.

-

Fig.

1 -