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ADVERTÊNCIA

EstetextonãosubstituiopublicadonoDiárioOficialdaUnião

EstetextonãosubstituiopublicadonoDiárioOficialdaUnião MinistériodaSaúde GabinetedoMinistro

MinistériodaSaúde

GabinetedoMinistro

ComissãoIntergestoresTripartite

PORTARIANº2048,DE5DENOVEMBRODE2002

OMinistrodeEstadodaSaúde,nousodesuasatribuiçõeslegais,

ConsiderandoqueaáreadeUrgênciaeEmergênciaconstitui­seemumimportantecomponentedaassistênciaà

saúde;

Considerando o crescimento da demanda por serviços nesta área nos últimos anos, devido ao aumento do número de acidentes e da violência urbana e a insuficiente estruturação da rede assistencial, que têm contribuído decisivamente para a sobrecarga dos serviços de Urgência e Emergência disponibilizados para o atendimento da população;

ConsiderandoasaçõesjádesenvolvidaspeloMinistériodaSaúdeque,emparceriacomasSecretariasdeSaúde dosestados,doDistritoFederaledosmunicípios,temrealizadograndesesforçosnosentidodeimplantarumprocesso deaperfeiçoamentodoatendimentoàs urgências eemergências noPaís, tantopelacriaçãodemecanismos paraa implantaçãodeSistemasEstaduaisdeReferênciaHospitalaremAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciascomopela realizaçãodeinvestimentosrelativosaocusteioeadequaçãofísicaedeequipamentosdosserviçosintegrantesdestas redes, na área de assistência pré­hospitalar, nas Centrais de Regulação, na capacitação de recursos humanos, na ediçãodenormasespecíficasparaaáreaenaefetivaorganizaçãoeestruturaçãodasredesassistenciaisnaáreade urgênciaeemergência;

ConsiderandoanecessidadedeaprofundaroprocessodeconsolidaçãodosSistemasEstaduaisdeUrgênciae Emergência,aperfeiçoarasnormasjáexistenteseampliaroseuescopoeaindaanecessidadedemelhordefiniruma amplapolíticanacionalparaestaárea, com aorganizaçãodesistemas regionalizados, com referências previamente pactuadaseefetivadassobregulaçãomédica,comhierarquiaresolutivaeresponsabilizaçãosanitária,universalidadede acesso,integralidadenaatençãoeeqüidadenaalocaçãoderecursoseaçõesdoSistemadeacordocomasdiretrizes

geraisdoSistemaÚnicodeSaúdeeaNormaOperacionaldaAssistênciaàSaúde­NOAS­SUS01/2002;

Considerando a grande extensão territorial do País, que impõe distâncias significativas entre municípios de pequenoemédioporteeseusrespectivosmunicípiosdereferênciaparaaatençãohospitalarespecializadaedealta complexidade,necessitando,portanto,deserviçosintermediáriosemcomplexidade,capazesdegarantirumacadeiade reanimação e estabilização para os pacientes graves e uma cadeia de cuidados imediatos e resolutivos para os pacientesagudosnão­graves;

Considerando a necessidade de ordenar o atendimento às Urgências e Emergências, garantindo acolhimento, primeiraatençãoqualificadaeresolutivaparaaspequenasemédiasurgências,estabilizaçãoereferênciaadequadados pacientes graves dentro do Sistema Único de Saúde, por meio do acionamento e intervenção das Centrais de RegulaçãoMédicadeUrgências;

Considerandoaexpansãodeserviços públicos eprivados deatendimentopréhospitalarmóveledetransporte inter­hospitalareanecessidadedeintegrarestesserviçosàlógicadossistemasdeurgência,comregulaçãomédicae presençadeequipedesaúdequalificadaparaasespecificidadesdesteatendimentoeaobrigatoriedadedapresençado médiconoscasosquenecessitemsuporteavançadoàvida,e

Considerando a necessidade de estimular a criação de estruturas capazes de problematizar a realidade dos serviçoseestabeleceronexoentretrabalhoeeducação,deformaaresgataroprocessodecapacitaçãoeeducação continuadaparaodesenvolvimentodos serviços egeraçãodeimpactoemsaúdedentrodecadaníveldeatençãoe ainda de propor currículos mínimos de capacitação e habilitação para o atendimento às urgências, em face dos inúmeros conteúdos programáticos e cargas horárias existentes no país e que não garantem a qualidade do aprendizado,resolve:

Art.1ºAprovar,naformadoAnexodestaPortaria,oRegulamentoTécnicodosSistemasEstaduaisdeUrgência

eEmergência.

§1ºORegulamentooraaprovadoestabeleceos princípios ediretrizes dos Sistemas Estaduais deUrgênciae Emergência,asnormasecritériosdefuncionamento,classificaçãoecadastramentodeserviçoseenvolvetemascomo aelaboraçãodosPlanosEstaduaisdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergências,RegulaçãoMédicadasUrgênciase

Emergências, atendimento pré­hospitalar, atendimento pré­hospitalar móvel, atendimento hospitalar, transporte inter­ hospitalar e ainda a criação de Núcleos de Educação em Urgências e proposição de grades curriculares para capacitaçãoderecursoshumanosdaárea;

§2ºEsteRegulamentoédecaráternacionaldevendoserutilizadopelasSecretariasdeSaúdedosestados,do

DistritoFederal edos municípios naimplantaçãodos Sistemas Estaduais deUrgênciaeEmergência, naavaliação, habilitaçãoecadastramentodeserviçosemtodasasmodalidadesassistenciais,sendoextensivoaosetorprivadoque atuenaáreadeurgênciaeemergência, comousemvínculocomaprestaçãodeserviços aos usuários doSistema ÚnicodeSaúde.

Art.2ºDeterminaràsSecretariasdeSaúdedosestados,doDistritoFederaledosmunicípiosemGestãoPlena

doSistemaMunicipaldeSaúde,deacordocomasrespectivascondiçõesdegestãoeadivisãoderesponsabilidades

definidanaNormaOperacionaldeAssistênciaàSaúde–NOAS­SUUS01/2002,aadoçãodasprovidênciasnecessárias

à implantação dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, à organização das redes assistenciais deles integrantes e à organização/habilitação e cadastramento dos serviços, em todas as modalidades assistenciais, que integrarãoestasredes,tudoemconformidadecomoestabelecidonoRegulamentoTécnicoaprovadoporestaPortaria, bemcomoadesignação,emcadaestado,dorespectivoCoordenadordoSistemaEstadualdeUrgênciaeEmergência.

§ 1º As Secretarias de Saúde dos estados e do Distrito Federal devem estabelecer um planejamento de

distribuiçãoregionaldosServiços,emtodasasmodalidadesassistenciais,demaneiraaconstituiroPlanoEstadualde

AtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasconformeestabelecidonoCapítuloIdoRegulamentoTécnicodestaPortaria

eadotarasprovidênciasnecessáriasàorganização/habilitaçãoecadastramentodosserviçosqueintegrarãooSistema

EstadualdeUrgênciaeEmergência;

§ 2º A abertura de qualquer Serviço de Atendimento às Urgências e Emergências deverá ser precedida de consultaaoGestordoSUS,denívellocalouestadual,sobreasnormasvigentes,anecessidadedesuacriaçãoea possibilidadedecadastramentodo mesmo,semaqualoSUSnãoseobrigaaocadastramento.

§ 3º Uma vez concluída a fase de Planejamento/Distribuição de Serviços conforme estabelecido no § 1º, confirmadaanecessidadedocadastramentoeconduzidooprocessodeseleçãodeprestadoresdeserviçopeloGestor doSUS,oprocessodecadastramentodeveráserformalizadopelaSecretariadeSaúdedoestado,doDistritoFederal oudomunicípioemGestãoPlenadoSistemaMunicipal,deacordocomasrespectivascondiçõesdegestãoeadivisão

deresponsabilidadesestabelecidanaNormaOperacionaldeAssistênciaàSaúde–NOAS­SUS01/2002.

§4ºOProcessodeCadastramentodeveráserinstruídocom:

a ­ Documentação comprobatória do cumprimento das exigências estabelecidas no Regulamento Técnico aprovadoporestaPortaria.

b­RelatóriodeVistoria–avistoriadeveráserrealizada“inloco”pelaSecretariadeSaúderesponsável pela formalização do Processo de Cadastramento que avaliará as condições de funcionamento do Serviço para fins de cadastramento: área física, recursos humanos, responsabilidade técnica e demais exigências estabelecidas nesta Portaria;

c ­ParecerConclusivodoGestor–manifestaçãoexpressa, firmadapeloSecretáriodaSaúde, em relaçãoao cadastramento.NocasodeProcessoformalizadoporSecretariaMunicipaldeSaúdedemunicípioemGestãoPlenado SistemaMunicipaldeSaúde,deveráconstar,alémdoparecerdogestorlocal,oparecerdogestorestadualdoSUS, que será responsável pela integração do Centro à rede estadual e a definição dos fluxos de referência e contra­ referênciadospacientes.

§ 5º Uma vez emitido o parecer a respeito do cadastramento pelo(s) Gestor(es) do SUS e se o mesmo for favorável,oProcessodeveráserencaminhadodaseguinteforma:

a­ServiçosdeAtendimentoPré­Hospitalar,Pré­HospitalarMóvel,eHospitalardeUnidadesGeraisdeTipoIouII

–ocadastramentodeveserefetivadopeloprópriogestordoSUS;

b­UnidadesdeReferênciaHospitalaremAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoI,IIouIII–remeter

oprocessoparaanáliseaoMinistériodaSaúde/SAS,queoavaliaráe,umavezaprovadoocadastramento,aSecretaria

deAssistênciaàSaúdetomaráasprovidênciasnecessáriasàsuapublicação.

Art.3ºAlteraroArtigo2ºdaPortariaGM/MSnº479,de15deabrilde1999,queestabeleceoscritériosparaa

classificaçãoeinclusãodoshospitaisnosSistemasEstaduaisdeReferênciaHospitalaremAtendimentodeUrgências eEmergência,quepassaateraredaçãodadapelocontidonoCapítuloVdoRegulamentoTécnicoconstantedoAnexo desta Portaria no que diz respeito às Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e EmergênciasdeTipoI,IIeIII.

§1ºFicammantidostodososdemaisArtigoseparágrafosdaPortariaGM/MSnº479,de15deabrilde1999;

§ 2º Ficam convalidados todos os atos que tenham sido praticados até a presente data relacionados com a

classificação,cadastramentoeinclusãodehospitaisnosSistemasEstaduaisdeReferênciaHospitalaremAtendimento

deUrgênciaseEmergências,combasenoestabelecidonaPortariaGM/MSnº479,de15deabrilde1999;

§3ºApartirdapublicaçãodapresentePortaria,aclassificação,cadastramentoeinclusãodenovasUnidades

Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo I, II ou III deverá se dar em

cumprimentoaoestabelecidonoCapítuloVdoRegulamentoTécnicooraaprovadoenoArtigo2ºdestaPortaria.

Art. 4°DeterminaràSecretariadeAssistênciaàSaúde, dentrodeseus respectivos limites decompetência, a adoçãodasprovidênciasnecessáriasàplenaaplicaçãodasrecomendaçõescontidasnotextooraaprovado.

Art. 5º Estabelecer o prazo de 2 (dois) anos para a adaptação dos serviços de atendimento às urgências e emergências já existentes e em funcionamento, em todas as modalidades assistenciais, às normas e critérios estabelecidospeloRegulamentoTécnicoaprovadoporestaPortaria.

§1ºAsSecretariasdeSaúdedosestados,doDistritoFederaledosmunicípiosemGestãoPlenadoSistema

Municipal, devem, dentrodoprazoestabelecido, adotaras providências necessárias paradarplenocumprimentoao dispostonestaPortariaeclassificar, habilitarecadastraros serviços deatendimentoàs urgências eemergências já existenteseemfuncionamento;

§ 2º Para a classificação, habilitação e cadastramento de novos serviços de atendimento às urgências e emergências,emqualquermodalidadeassistencial,estaPortariatemefeitosacontardesuapublicação.

Art.6ºEstaPortariaentraemvigornadatadesuapublicação,revogandoaPortariaGM/MSnº814,de01de

junhode2001.

BARJASNEGRI

ANEXO

SISTEMASESTADUAISDEURGÊNCIAEEMERGÊNCIA

REGULAMENTOTÉCNICO

INTRODUÇÃO

A área de Urgência e Emergência constitui­se em um importante componente da assistência à saúde. A

crescentedemandaporserviços nestaáreanos últimos anos, devidaaocrescimentodonúmerodeacidentes eda violênciaurbanaeàinsuficienteestruturaçãodaredesãofatoresquetêmcontribuídodecisivamenteparaasobrecarga deserviçosdeUrgênciaeEmergênciadisponibilizadosparaoatendimentodapopulação.Issotemtransformadoesta áreanumadasmaisproblemáticasdoSistemadeSaúde.

OaumentodoscasosdeacidenteseviolênciatemforteimpactosobreoSUSeoconjuntodasociedade. Na assistência,esteimpactopodesermedidodiretamentepeloaumentodosgastosrealizadoscominternaçãohospitalar, assistência em UTI e a alta taxa de permanência hospitalardeste perfil de pacientes. Na questão social, pode ser verificado pelo aumento de 30% no índice APVP (Anos Potenciais de Vida Perdidos) em relação a acidentes e violênciasnosúltimosanos,enquantoqueporcausasnaturaisestedadoencontra­seemqueda.

Aassistênciaàsurgênciassedá,aindahoje,predominantementenos“serviços”quefuncionamexclusivamente

para este fim – os tradicionais pronto­socorros – estando estes adequadamente estruturados e equipados ou não. Abertos nas 24 horas do dia, estes serviços acabam por funcionar como “porta­de­entrada” do sistema de saúde, acolhendo pacientes de urgência propriamente dita, pacientes com quadros percebidos como urgências, pacientes desgarradosdaatençãoprimáriaeespecializadaeasurgênciassociais.Taisdemandasmisturam­senasunidadesde urgência superlotando­as e comprometendo a qualidade da assistência prestada à população. Esta realidade assistencialé,ainda,agravadaporproblemasorganizacionaisdestesserviçoscomo,porexemplo,afaltadetriagemde risco, o que determina o atendimento por ordem de chegada sem qualquer avaliação prévia do caso, acarretando, muitas vezes, graves prejuízos aos pacientes. Habitualmente, as urgências “sangrantes”eruidosas sãopriorizadas, mas,infelizmente,écomumquepacientescomquadrosmaisgravespermaneçamhorasaguardandopeloatendimento deurgência,mesmojáestandodentrodeumserviçodeurgência.Comoexemplodestasituaçãopode­secitarocaso de um idoso com doença pulmonar obstrutiva crônica em episódio de agudização cursando com insuficiência http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2002/Gm/GM­2048.htm (5of 147)27/08/201009:27:21Novapagina1 respiratóriaou,ainda,umaimportantearritmiacardíacacursandocomhipoxemia.

Outra situação preocupante para o sistema de saúde é a verificada “proliferação” de unidades de “pronto atendimento”queoferecem atendimentomédiconas 24horas dodia, porém sem apoioparaelucidaçãodiagnóstica, semequipamentosemateriaisparaadequadaatençãoàsurgênciase,ainda,semqualquerarticulaçãocomorestante daredeassistencial. Emboracumprindopapel noescoamento das demandas reprimidas não satisfeitas na atenção primária, estes serviços oferecem atendimentos de baixa qualidade e pequena resolubilidade, que implicam em repetidosretornoseenormeproduçãode“consultasdeurgência”.

O Ministério da Saúde, ciente dos problemas existentes e, em parceria com as Secretarias de Saúde dos

estados e municípios, tem contribuído decididamente para a reversão deste quadro amplamente desfavorável à assistência da população. Diversas medidas já foram adotadas, das quais podemos destacar aquelas reunidas no

Programa de Apoio à Implantação de Sistemas Estaduais de Referência Hospitalar em Atendimento de Urgência e Emergência.Alémderealizarinvestimentosrelativosaocusteioeadequaçãofísicaedeequipamentos dos serviços integrantesdestasredes,naáreadeassistênciapré­hospitalar,nasCentraisdeRegulaçãoedepromoveracapacitação de recursos humanos, grandes esforços têm sido empreendidos na efetiva organização e estruturação das redes assistenciaisnaáreadeurgênciaeemergência.

ComoobjetivodeaprofundaresteprocessodeconsolidaçãodosSistemasEstaduaisdeUrgênciaeEmergência, aperfeiçoandoasnormasjáexistenteseampliandooseuescopo,équeestásendopublicadoopresenteRegulamento Técnico. A implantação de redes regionalizadas e hierarquizadas de atendimento, além de permitir uma melhor organizaçãodaassistência,articularosserviços,definirfluxosereferênciasresolutivaséelementoindispensávelpara quesepromovaauniversalidadedoacesso,aeqüidadenaalocaçãoderecursoseaintegralidadenaatençãoprestada. Assim,torna­seimperativoestruturarosSistemasEstaduaisdeUrgênciaeEmergênciadeformaaenvolvertodaarede assistencial, desde a rede pré­hospitalar, (unidades básicas de saúde, programa de saúde da família (PSF), ambulatóriosespecializados,serviçosdediagnósticoeterapias,unidadesnãohospitalares), serviços deatendimento pré­hospitalarmóvel(SAMU,Resgate,ambulânciasdosetorprivado,etc.),atéaredehospitalardealtacomplexidade, capacitandoeresponsabilizandocadaumdestes componentes daredeassistencialpelaatençãoaumadeterminada parcela da demanda de urgência, respeitados os limites de sua complexidade e capacidade de resolução. Estes diferentes níveis de atenção devem relacionar­se de forma complementar por meio de mecanismos organizados e regulados dereferênciaecontrareferência, sendodefundamentalimportânciaquecadaserviçosereconheçacomo parte integrante deste Sistema, acolhendo e atendendo adequadamente a parcela da demanda que lhe acorre e se responsabilizando pelo encaminhamento desta clientela quando a unidade não tiver os recursos necessários a tal atendimento.

CAPÍTULOI

PLANOESTADUALDEATENDIMENTOÀSURGÊNCIASEEMERGÊNCIAS

OSistemaEstadualdeUrgênciaeEmergênciadeveseestruturarapartirdaleituraordenadadasnecessidades sociais emsaúdeesoboimperativodas necessidades humanas nas urgências.Odiagnósticodestas necessidades deveserfeitoapartirdaobservaçãoedaavaliaçãodos territórios sociais comseus diferentes grupos humanos, da utilização de dados de morbidade e mortalidade disponíveis e da observação das doenças emergentes. Deve­se também compor um quadro detalhado dos recursos existentes, levando­se em consideração sua quantidade, localização,acesso,complexidade,capacidadeoperacionaletécnica.Doconfrontodasnecessidadesdiagnosticadas comasofertasexistentes,poderemosvisualizarasdeficiênciasdosistemaeprojetarsuascorreções,numprocessode planejamentoascendenteedinâmico,sustentadoporpolíticaspúblicasorientadaspelaeqüidadeepermeadaspelaidéia dapromoçãointersetorialdasaúde,comoformademantereaumentaraautonomiadosindivíduos,atravésdasações deprevençãodasdoenças,educação,proteçãoerecuperaçãodasaúdeereabilitaçãodosindivíduosjáacometidospor agravosqueafetaram,emalgumamedida,suaautonomia.Éimprescindívelqueestesdiagnósticossejamamplamente discutidos com todos os atores sociais envolvidos na promoção, prevenção, atenção e recuperação aos agravos à saúde, como conselhos de saúde, gestores de saúde, trabalhadores da saúde, prestadores de serviços, usuários, conselhosdeclasse,educação,promoçãosocial,segurançasocial,transporteseoutros.

OSistemaEstadualdeUrgênciaeEmergênciadeveserimplementadodentrodeumaestratégiade“Promoção da Qualidade de Vida” como forma de enfrentamento das causas das urgências. Deve valorizar a prevenção dos agravos e a proteção da vida, gerando uma mudança de perspectiva assistencial – de uma visão centrada nas conseqüências dos agravos que geram as urgências, para uma visão integral e integrada , com uma abordagem totalizante e que busque gerarautonomia para indivíduos e coletividades. Assim, deve ser englobada na estratégia promocionalaproteçãodavida,aeducaçãoparaasaúdeeaprevençãodeagravosedoenças,alémdesedarnovo significadoàassistênciaeàreabilitação.Asurgênciasporcausasexternassãoasmaissensíveisaesteenfoque,mas nãoexclusivamente.Asurgênciasclínicasdetodasasordenstambémsebeneficiamdaestratégiapromocional.

Feita a leitura qualificada da estrutura e deficiências do setor, deve ser elaborado um Plano Estadual de Atendimento às Urgências e Emergências que deve estar contido no Plano Diretor de Regionalização (PDR), com programaçãodeaçõescorretivascomrespectivocronogramadeexecuçãoeplanilhadecustos,destinadosàcorreção das deficiências encontradas na estruturação das grades assistenciais regionalizadas e hierarquizadas, que serão discutidas,avaliadasepriorizadasafimdecomporemoPlanoDiretordeInvestimentos(PDI).

Aelaboraçãodosreferidosplanosdeveestarbaseadanapropostadeestruturaçãodasredesregionalizadasde

atençãodaNOAS01/2002,segundoasseguintesatribuições/complexidade/distribuição:

1 ­Municípios que realizam apenas a atenção básica (PAB): devem se responsabilizarpelo acolhimentodos pacientes com quadros agudos de menor complexidade, principalmente aqueles já vinculados ao serviço. Suas

atribuiçõeseestruturaçãoestãoespecificadasnoCapítuloIII–item1dopresenteRegulamento.

2­MunicípiosSatélite,querealizamaatençãobásicaampliada(PABA):devemdesempenharamesmafunção

dosmunicípiosPAB,alémdecontarcomáreafísicaespecíficaparaobservaçãodepacientes,até8horas.

3­MunicípiosSededeMóduloAssistencial,querealizamaatençãobásicaampliada(PABA)eosprocedimentos

hospitalaresediagnósticosmínimosdamédiacomplexidade(M1):devemcontar,alémdasestruturasjámencionadas

acima,comUnidadesNãoHospitalaresdeAtendimentoàsUrgências,conformeespecificaçõesdoCapítuloIII–item2

e/ou Unidades Hospitalares Gerais de Tipo I, conforme especificações do Capítulo V – item I­A­a. Neste nível

assistencial, devem ser constituídos os Serviços de Atendimento Pré­hospitalar Móvel, de caráter municipal ou modular, e/ouServiçodeTransporteInter­hospitalar, paragarantiroacessoaos serviços demaiorcomplexidadedos pólosmicrorregionais,macrorregionaiseestaduais.

4 ­ Municípios Pólo Microrregional, que realizam procedimentos médios da média complexidade (M2): devem

contar, além das estruturas já mencionadas acima, com Unidades Hospitalares Gerais de Tipo II, conforme especificaçõesdoCapítuloV–itemI­A­b.Nestenívelassistencial,devemserestruturadosServiçosdeAtendimento Pré­hospitalarMóvelmunicipaisoumicrorregionais,dependendodasdensidadespopulacionaisedistânciasobservadas.

5­Municípios PóloRegional, querealizamos demais procedimentos mais complexos damédiacomplexidade

(M3):devemcontar,alémdasestruturasjámencionadasacima,comUnidadesHospitalaresdeReferênciaTipoIeII,

conforme especificações do Capítulo V – item I­B­a e I­B­b. Neste nível devem ser estruturadas as Centrais ReguladorasRegionaisdeUrgências,quevãoordenarosfluxosentreasmicroemacroregiões,devendootransporte inter­hospitalarsergarantidopeloServiçodeAtendimentoPré­hospitalarmóveldamicro/macroregiãosolicitante.

6 ­ Municípios Pólo Estadual, que realizam procedimentos de Alta Complexidade: devem contar, além das

estruturas jámencionadas acima, comUnidades Hospitalares deReferênciaTipoIII, conformeas especificações do Capítulo V – item I­B­c. Devem também ter estruturadas as Centrais Estaduais de Regulação, que vão ordenar os

fluxosestaduaisouinter­estaduaisdaaltacomplexidade.

7 ­ Salas de Estabilização: após a estruturação da rede assistencial acima mencionada, devem ser cuidadosamenteobservadososclarosassistenciaisaindaexistentes,devidosagrandesdistâncias,comoaolongodas estradaseemregiõesmuitocarentes,enestaslocalidadesdevemserestruturadassalasoubasesdeestabilização, quedevemserestruturadascom,nomínimo,omesmomaterialemedicamentosespecificadosparaaatençãoprimária àsaúdeequedevemcontarcomretaguardaininterruptadeprofissionaltreinadoparaoatendimentoeestabilizaçãodos quadrosdeurgênciasmaisfreqüentes.

CAPÍTULOII

AREGULAÇÃOMÉDICADASURGÊNCIASEEMERGÊNCIAS

A Regulação Médica das Urgências, baseada na implantação de suas Centrais de Regulação, é o elemento

ordenador e orientador dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. As Centrais, estruturadas nos níveis

estadual,regionale/oumunicipal,organizamarelaçãoentreosváriosserviços,qualificandoofluxodospacientesno Sistemaegeramumaportadecomunicaçãoabertaaopúblicoemgeral, através daqualos pedidos desocorrosão recebidos,avaliadosehierarquizados.

Comojámencionado, as necessidades imediatas dapopulaçãoounecessidades agudas oudeurgência, são pontosdepressão por respostas rápidas. Então o Sistema deve ser capaz de acolher a clientela, prestando­lhe atendimento e redirecionando­aparaoslocaisadequadosàcontinuidadedotratamento,atravésdotrabalhointegradodasCentraisde Regulação Médica de Urgências com outras Centrais de Regulação ­de leitos hospitalares, procedimentos de alta complexidade, exames complementares, internações eatendimentos domiciliares, consultas espeializadas, consultas na rede básica de saúde, assistência social, transporte sanitário não urgente, informações e outros serviços e instituições,comoporexemplo,asPolíciasMilitareseaDefesaCivil.

Estas centrais, obrigatoriamente interligadas entre si, constituem um verdadeiro complexo regulador da assistência,ordenadordosfluxosgeraisdenecessidade/resposta,quegaranteaousuáriodoSUSamultiplicidadede respostasnecessáriasàsatisfaçãodesuasnecessidades.

AsCentraisdeRegulaçãoMédicadeUrgênciasdevemserimplantadas,deacordocomodefinidonoAnexoIIda

PortariaSAS/MSnº356, de22desetembrode2000. Damesmaforma, as Secretarias deSaúdedos estados edo DistritoFederal devem elaboraro Plano Estadual de Regulação das Urgências e Emergências, podendo para tanto, observadas as especificidades da área a ser regulada, contidas no presente Capítulo, utilizar o modelo de Roteiro estabelecidoparaoPlanoEstadualdeRegulaçãoObstétricaeNeonataldefinidonoAnexoIIIdaPortariaSAS/MSnº

356,de22desetembrode2000.

Ao médico regulador devem ser oferecidos os meios necessários, tanto de recursos humanos, como de equipamentos,paraobomexercíciodesuafunção,incluídatodaagamaderespostaspréhospitalaresprevistasneste Regulamento e portas de entrada de urgências com hierarquia resolutiva previamente definida e pactuada, com atribuiçãoformalderesponsabilidades.

1­AtribuiçõesdaRegulaçãoMédicadasUrgênciaseEmergências:

1.1­Técnicas:

A competência técnica do médico regulador se sintetiza em sua capacidade de “julgar”, discernindo o grau

presumidodeurgênciaeprioridadedecadacaso,segundoasinformaçõesdisponíveis,fazendoaindaoenlaceentreos

diversosníveisassistenciaisdosistema,visandodaramelhorrespostapossívelparaasnecessidadesdospacientes.

Assim,deveomédicoregulador:

­ julgar e decidir sobre a gravidade de um caso que lhe está sendo comunicado por rádio ou telefone, estabelecendoumagravidadepresumida;

­enviarosrecursosnecessáriosaoatendimento,considerandonecessidadeseofertasdisponíveis;

­ monitorar e orientar o atendimento feito por outro profissional de saúde habilitado (médico intervencionista, enfermeiro,técnicoouauxiliardeenfermagem),porprofissionaldaáreadesegurançaoubombeiromilitar(nolimitedas competências desses profissionais)ouaindaporleigoqueseencontrenolocal dasituaçãodeurgência; ­definire acionaroserviçodedestinodopaciente,informando­osobreascondiçõeseprevisãodechegadadomesmo,sugerindo osmeiosnecessáriosaoseuacolhimento;

­julgaranecessidadeounãodoenviodemeiosmóveisdeatenção.Emcasonegativo,omédicodeveexplicar

suadecisãoeesclarecerodemandantedosocorroquantoaoutrasmedidasaseremadotadas,pormeiodeorientação

ouconselhomédico,quepermitaaosolicitanteassumircuidadosoubuscá­losemlocaldefinidopelomédicoregulador;

­reconhecerque,comoaatividadedomédicoreguladorenvolveoexercíciodatelemedicina,impõeseagravação contínua das comunicações, o correto preenchimento das fichas médicas de regulação, das fichas de atendimento médicoedeenfermagem,eoseguimentodeprotocolosinstitucionaisconsensuados enormatizados quedefinamos passoseasbasesparaadecisãodoregulador;

­estabelecerclaramente,emprotocoloderegulação,oslimitesdotelefonistaauxiliarderegulaçãomédica,oqual não pode, em hipótese alguma, substituir a prerrogativa de decisão médica e seus desdobramentos, sob pena de responsabilizaçãoposteriordomédicoregulador;

­ definir e pactuar a implantação de protocolos de intervenção médica pré­hospitalar, garantindo perfeito

entendimento entre o médico regulador e o intervencionista, quanto aos elementos de decisão e intervenção, objetividadenascomunicaçõeseprecisãonosencaminhamentosdecorrentes;

­monitoraroconjuntodasmissõesdeatendimentoeasdemandaspendentes;­registrarsistematicamenteos dados das regulações e missões, pois como freqüentemente o médico regulador irá orientar o atendimento por radiotelefonia (sobretudo para os profissionais de enfermagem), os protocolos correspondentes deverão estar claramente constituídos e a autorização deverá estar assinada na ficha de regulação médica e no boletim/ficha de atendimentopré­hospitalar;

­ saber com exatidão as capacidades/habilidades da sua equipe de forma a dominar as possibilidades de

prescrição/orientação/intervenção e a fornecer dados que permitam viabilizar programas de capacitação/revisão que qualifiquem/habilitemosintervenientes;

­submeter­seàcapacitaçãoespecíficaehabilitaçãoformal paraafunçãodereguladoreacumular, também, capacidadeeexperiêncianaassistênciamédicaemurgência,inclusivenaintervençãodopré­hospitalarmóvel;

­ participar de programa de educação continuada para suas tarefas; ­ velar para que todos os envolvidos na atenção pré­hospitalar observem, rigorosamente, a ética e o sigilo profissional, mesmo nas comunicações radiotelefônicas;­manter­senoslimitesdosigiloedaéticamédicaaoatuarcomoporta­vozemsituaçõesdeinteresse público.

1.2­Gestoras:

Aomédicoreguladortambémcompetemfunçõesgestoras–tomaradecisãogestorasobreosmeiosdisponíveis, devendopossuirdelegaçãodiretados gestores municipais eestaduais paraacionartais meios, deacordocom seu julgamento.Assim,omédicoreguladordeve:

­decidirsobrequalrecursodeverásermobilizadofrenteacadacaso, procurando, entreas disponibilidades a respostamaisadequadaacadasituação,advogandoassimpelamelhorrespostanecessáriaacadapaciente,emcada situaçãosoboseujulgamento; ­decidirsobre o destino hospitalarou ambulatorial dos pacientes atendidos no pré­ hospitalar;

­ decidir os destinos hospitalares não aceitando a inexistência de leitos vagos como argumento para não

direcionarospacientesparaamelhorhierarquiadisponívelemtermosdeserviçosdeatençãodeurgências, ouseja, garantir o atendimento nas urgências, mesmo nas situações em que inexistam leitos vagos para a internação de pacientes (a chamada “vaga zero” para internação). Deverá decidir o destino do paciente baseado na planilha de hierarquiaspactuadaedisponívelparaaregiãoenasinformaçõesperiodicamenteatualizadassobreascondiçõesde atendimentonosserviçosdeurgência,exercendoasprerrogativasdesuaautoridadeparaalocarospacientesdentrodo sistemaregional,comunicandosuadecisãoaosmédicosassistentesdasportasdeurgência;

­omédicoreguladordeurgências regularáas portas deurgência, considerandooacessoaleitos comouma segundaetapaqueenvolveráaregulaçãomédicadastransferênciasinterhospitalares,bemcomodasinternações;

­acionarplanosdeatençãoadesastresqueestejampactuadoscomosoutrosinterventores,frenteasituações

excepcionais,coordenandooconjuntodaatençãomédicadeurgência;

­ requisitar recursos públicos e privados em situações excepcionais, com pagamento ou contrapartida a posteriori,conformepactuaçãoaserrealizadacomasautoridadescompetentes;

­exerceraautoridadederegulaçãopúblicadasurgênciassobreaatençãopré­hospitalarmóvelprivada,sempre

queestanecessitarconduzirpacientesaosetorpúblico,sendoopré­hospitalarprivadoresponsabilizadopelotransporte

eatençãodopacienteatéoseudestinodefinitivonoSistema;

­ contar com acesso às demais centrais do Complexo Regulador, de forma que possa ter as informações necessáriaseopoderdedirigirospacientesparaoslocaismaisadequados,emrelaçãoàssuasnecessidades.

2­RegulaçãodoSetorPrivadodeAtendimentoPré­HospitalarMóvel(incluídasasconcessionáriasderodovias):

OSetorprivadodeatendimentopré­hospitalardasurgênciaseemergênciasdevecontar,obrigatoriamente,com Centrais deRegulaçãoMédica, médicos reguladores edeintervenção, equipedeenfermagem eassistênciatécnica farmacêutica(paraoscasosdeserviçosdeatendimentosclínicos).EstasCentraisdeRegulaçãoprivadasdevemser submetidasàregulaçãopública,semprequesuasaçõesultrapassaremoslimitesestritosdasinstituiçõesparticulares não­conveniadasaoSistemaÚnicodeSaúde­SUS, inclusivenos casos demedicalizaçãodeassistênciadomiciliar nãourgente.

3 – Regulação Médica de Outras Entidades/Corporações/Organizações Os Corpos de Bombeiros Militares (incluídasascorporaçõesdebombeirosindependenteseasvinculadasàsPolíciasMilitares),asPolíciasRodoviáriase outras organizações daÁreadeSegurançaPública deverão seguir os critérios e os fluxos definidos pela regulação médicadasurgênciasdoSUS,conformeostermosdesteRegulamento.

CAPÍTULOIII

ATENDIMENTOPRÉ­HOSPITALARFIXO

OAtendimentoPré­HospitalarFixoéaquelaassistênciaprestada,numprimeironíveldeatenção,aospacientes portadores de quadros agudos, de natureza clínica, traumática ou ainda psiquiátrica, que possa levar a sofrimento, seqüelasoumesmoàmorte,provendoumatendimentoe/outransporteadequadoaumserviçodesaúdehierarquizado, reguladoeintegrantedoSistemaEstadualdeUrgênciaeEmergência.Esteatendimentoéprestadoporumconjuntode unidadesbásicasdesaúde,unidadesdoProgramadeSaúdedaFamília(PSF),ProgramadeAgentesComunitáriosde Saúde (PACS), ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia, unidades nãohospitalares de atendimentoàsurgênciaseemergênciasepelosserviçosdeatendimentopré­hospitalarmóvel(queserãoabordadosno CapítuloIV).

1­ASURGÊNCIASEEMERGÊNCIASEAATENÇÃOPRIMÁRIAÀSAÚDEEOPROGRAMADESAÚDEDA

FAMÍLIA

Asatribuiçõeseprerrogativasdasunidadesbásicasdesaúdeedasunidadesdesaúdedafamíliaemrelaçãoao acolhimento/atendimento das urgências de baixa gravidade/complexidade devem ser desempenhadas por todos os municípios brasileiros, independentemente de estarem qualificados para atenção básica (PAB) ou básica ampliada (PABA),conformedetalhamentoabaixo:

1.1­AcolhimentodosQuadrosAgudos:

Dentro da concepção de reestruturação do modelo assistencial atualmente preconizado, inclusive com a implementaçãodoProgramadeSaúdedaFamília,éfundamentalqueaatençãoprimáriaeoProgramadeSaúdeda Famíliaseresponsabilizempeloacolhimentodospacientescomquadrosagudosoucrônicosagudizadosdesuaárea decoberturaouadstriçãodeclientela,cujacomplexidadesejacompatívelcomesteníveldeassistência.

Nãosepodeadmitirqueumpacienteemacompanhamentoemumaunidadebásicadesaúde,porexemplo,por hipertensãoarterial,quandoacometidoporumacrisehipertensiva,nãosejaacolhidonaunidadeemquehabitualmente faz tratamento. Nestasituaçãoseaplicariaoverdadeiroconceitodeprontoatendimento, pois, numaunidadeondeo pacientetemprontuárioesuahistóriapregressaeatualsãoconhecidas,épossívelfazerumatendimentorápidoede qualidade,comavaliaçãoere­adequaçãodaterapêuticadentrodadisponibilidademedicamentosadaunidade.Quando estepacientenãoéacolhidoemsuaunidade,porausênciadoprofissionalmédico,porfaltadevagasnaagendaoupor qualquer outra razão e recorre a uma unidade de urgência como única possibilidade de acesso, é atendido por profissionaisque,muitasvezes,possuemvínculotemporáriocomsistema,nãoconhecemaredelocoregionalesuas característicasfuncionaise,freqüentemente,prescrevemmedicamentosnãodisponíveisnaredeSUSedealtocusto. Assim, o paciente não usa a nova medicação que lhe foi prescrita porque não pode adquiri­la e, tão pouco, usa a medicaçãoanteriormenteprescritaedisponívelnaunidadedesaúde, pois nãoacreditaqueestasejasuficientepara controlarsuapressão.Estasituaçãoproblemaéapenasilustrativadeumagrandegamadesituaçõessemelhantes,que acontecem diariamente, nãoapenas com hipertensos, mas com diabéticos, pacientes portadores dedoragudae/ou crônica, cardiopatas, portadores dedoençapulmonarobstrutivacrônica, mulheres em acompanhamentoginecológico e/ouobstétrico,criançasemprogramadepuericulturaeetc.

Édeconhecimentogeralqueosaparelhosformadoresofereceminsuficienteformaçãoparaoenfrentamentodas urgências. Assim, é comum que profissionais da saúde, ao se depararem com uma urgência de maior gravidade, tenhamoimpulsodeencaminhá­larapidamenteparaunidadedemaiorcomplexidade,semsequerfazerumaavaliação prévia e a necessária estabilização do quadro, por insegurança e desconhecimento de como proceder. Assim, é essencialqueestesprofissionaisestejamqualificadosparaesteenfrentamento,sequisermosimprimirefetividadeem suaatuação.

1.3­Estruturaçãodos Recursos Físicos Todas estas unidades devemterumespaçodevidamenteabastecido com medicamentos e materiais essenciais ao primeiro atendimento/estabilização de urgências que ocorram nas proximidadesdaunidadeouem suaáreadeabrangênciae/ousejam paraelas encaminhadas, atéaviabilizaçãoda transferênciaparaunidadedemaiorporte,quandonecessário.

Adefiniçãodesteespaçoéfundamental,pois,quandodorecebimentodeumaurgência(oquepodeacontecer compoucafreqüêncianestetipodeunidade,masquecertamenteocorreráalgumasvezes),éobrigatórioqueaequipe saiba em qual ambiente da unidade encontram­se os equipamentos, materiais e medicamentos necessários ao atendimento.Numainsuficiênciarespiratória,paradacardíaca,criseconvulsivaououtrassituaçõesquenecessitemde cuidado imediato, não se pode perder tempo “procurando” um local ou equipamentos, materiais e medicamentos necessáriosaoatendimento.Alémdisso,unidadesdesaúdedesistemasmunicipaisqualificadosparaaatençãobásica ampliada (PABA) deverão possuir área física especificamente destinada ao atendimento de urgências e sala para observação de pacientes até 8 horas. Materiais: Ambú adulto e infantil com máscaras, jogo de cânulas de Guedel (adultoeinfantil),sondasdeaspiração,Oxigênio,Aspiradorportátiloufixo,materialparapunçãovenosa,materialpara curativo,materialparapequenassuturas,materialparaimobilizações(colares,talas,pranchas).

Medicamentos:Adrenalina,Águadestilada,Aminofilina,Amiodarona,Atropina,BrometodeIpratrópio,Cloretode potássio, Cloreto de sódio, Deslanosídeo, Dexametasona, Diazepam, Diclofenaco de Sódio, Dipirona, Dobutamina, Dopamina,Epinefrina,Escopolamina(hioscina),Fenitoína,Fenobarbital,Furosemida,Glicose,Haloperidol, Hidantoína, Hidrocortisona, Insulina, Isossorbida, Lidocaína, Meperidina, Midazolan, Ringer Lactato, Soro Glico­Fisiologico, Soro Glicosado.

1.4­EstruturaçãodaGradedeReferênciaÉfundamentalqueas unidades possuamumaadequadaretaguarda pactuadaparaoreferenciamentodaquelespacientesque,umavezacolhidos,avaliadosetratadosnesteprimeironível deassistência,necessitemdecuidadosdisponíveisemserviçosdeoutrosníveisdecomplexidade.Assim,mediados pelarespectivaCentraldeRegulação,devemestarclaramentedefinidososfluxoemecanismosdetransferênciados pacientes que necessitarem de outros níveis de complexidade da rede assistencial, de forma a garantir seu encaminhamento,sejaparaunidadesnãohospitalares,prontosocorros,ambulatóriosdeespecialidadesouunidadesde apoiodiagnósticoeterapêutico. Alémdisso, devemseradotados mecanismos paraagarantiadetransporteparaos casos mais graves,quenãopossamsedeslocarporcontaprópria, através doserviçodeatendimentopré­hospitalar móvel,ondeeleexistir,ououtraformadetransportequevenhaaserpactuada.

2­UNIDADESNÃO­HOSPITALARESDEATENDIMENTOÀSURGÊNCIASEEMERGÊNCIAS

Estas unidades, que devem funcionar nas 24 horas do dia, devem estar habilitadas a prestar assistência

correspondenteaoprimeironíveldeassistênciadamédiacomplexidade(M1).Pelassuascaracterísticaseimportância

assistencial,osgestoresdevemdesenvolveresforçosnosentidodequecadamunicípiosededemóduloassistencial

disponhade,pelomenosuma,destasUnidades,garantindo,assim,assistênciaàsurgênciascomobservaçãoaté24

horasparasuaprópriapopulaçãoouparaumagrupamentodemunicípiosparaosquaissejareferência.

2.1­Atribuições

Estas Unidades, integrantes do Sistema Estadual de Urgências e Emergências e de sua respectiva rede assistencial, devem estar aptas a prestar atendimento resolutivo aos pacientes acometidos por quadros agudos ou crônicosagudizados.

São estruturas de complexidade intermediária entre as unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família e as Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências, com importante potencial de complacência da enorme demanda que hoje se dirige aos pronto socorros, além do papel ordenador dos fluxos da urgência.Assim,têmcomoprincipaismissões:·

Atender aos usuários do SUS portadores de quadro clínico agudo de qualquer natureza, dentro dos limites estruturaisdaunidadee,emespecial,oscasosdebaixacomplexidade,ànoiteenosfinaisdesemana,quandoarede básicaeoProgramadeSaúdedaFamílianãoestãoativos;

·Descentralizaroatendimentodepacientescomquadrosagudosdemédiacomplexidade;

·Darretaguardaàsunidadesbásicasdesaúdeedesaúdedafamília;·Diminuirasobrecargadoshospitaisde

maiorcomplexidadequehojeatendemestademanda;

·Serentrepostodeestabilizaçãodopacientecríticoparaoserviçodeatendimentopré­hospitalarmóvel.

· Desenvolver ações de saúde através do trabalho de equipe interdisciplinar, sempre que necessário, com o objetivo de acolher, intervir em sua condição clínica e referenciar para a rede básica de saúde, para a rede

especializadaouparainternaçãohospitalar,proporcionandoumacontinuidadedotratamentocomimpactopositivono quadro de saúde individual e coletivo da população usuária (beneficiando os pacientes agudos e não­agudos e favorecendo,pelacontinuidadedoacompanhamento,principalmenteospacientescomquadroscrônico­degenerativos, comaprevençãodesuasagudizaçõesfreqüentes);

·Articular­secomunidadeshospitalares,unidadesdeapoiodiagnósticoeterapêutico,ecomoutrasinstituiçõese

serviçosdesaúdedosistemalocoregional,construindofluxoscoerenteseefetivosdereferênciaecontra­referência;

·Serobservatóriodosistemaedasaúdedapopulação,subsidiandoaelaboraçãodeestudosepidemiológicosea

construçãodeindicadoresdesaúdeedeserviçoquecontribuamparaaavaliaçãoeplanejamentodaatençãointegralàs

urgências,bemcomodetodoosistemadesaúde.

2.2­DimensionamentoeOrganizaçãoAssistencial

EstasUnidadesdevemcontar,nomínimo,comequipedesaúdecompostapormédicoeenfermeironas24horas

paraatendimentocontínuodeclínicamédicaeclínicapediátrica.

Nos casos em que a estrutura loco regional exigir, tomando­se em conta as características epidemiológicas, indicadores de saúde como morbidade e mortalidade, e características da rede assistencial, poderá ser ampliada a equipe,contemplandoasáreasdeclínicacirúrgica,ortopediaeodontologiadeurgência.

EstasUnidadesdevemcontarcomsuporteininterruptodelaboratóriodepatologiaclínicadeurgência,radiologia,

osequipamentosparaaatençãoàsurgências,osmedicamentosdefinidosporestaportaria,leitosdeobservaçãode06

a24horas, além deacessoatransporteadequadoeligaçãocom aredehospitalaratravés dacentral deregulação médica de urgências e o serviço de atendimento pré­hospitalar móvel. Nos casos em que tais centrais ainda não estejamestruturadas,areferênciahospitalarbemcomoaretaguardadeambulânciasdesuportebásico,avançadoede transportedeverãosergarantidosmediantepactuaçãoprévia,decarátermunicipalouregional.

Aobservaçãodeunidades24horasnãohospitalaresdeatendimentoàsurgênciasemváriaslocalidadesdopaís

mostrouseradequadaaseguinterelaçãoentrecoberturapopulacional/númerodeatendimentosem24horas/número

deprofissionais médicos por plantão / número de leitos de observação / percentual de pacientes em observação e percentualdeencaminhamentosparainternação:

     

Número

     

PORTE

População

daregião

de

cobertura

Númerode

atendimentos

médicosem24

horas

de

médicos

por

Númerode

leitosde

observação

Percentual

pacientesem

observação

Percentual

encaminhamentos

parainternação

plantão

 

50.000a

         

I

75.000

habitantes

100pacientes

1pediatra

1clínico

6leitos

10%

3%

 

75.000a

         

II

150.000

habitantes

300pacientes

2pediatras

2clínicos

12leitos

10%

3%

 

150.000a

         

III

250.000

habitantes

450pacientes

3pediatras

3clínicos

18leitos

10%

3%

Estesnúmerosemesmoacomposiçãodasequipespoderãovariar,deformacomplementar, deacordocoma realidadeloco­regional,tomando­seemcontainclusiveasazonalidadeapresentadaporalgunstiposdeafecções,como porexemplo,oaumentodedemandadedoençasrespiratóriasverificadonaclínicapediátricaenaclínicadeadultos/ idosos durante o inverno ou o aumento no número de acidentes em estradas nos períodos de férias escolares. Da mesmaforma,nasregiõesondeamorbi­mortalidadeporcausasexternascomoviolências,traumase/ouacidentesde trânsitosejaestatisticamentemarcante,estandoosóbitosporestascausasentreasprimeirascausasdemortalidade, asequipespoderãoseracrescidasdemédicoscirurgiõesgeraiseortopedistas,acritériodosgestoresloco­regionais. NaUnidadetipoI,porsetratardeserviçocomequipereduzida,deveráhaversempreumprofissionalmédicoadicional de sobreaviso, que possa ser ac ionado para acompanhamento de pacientes críticos ou com instabilidade cardiorespiratória,quandoestesnecessitemserremovidosenãohajaserviçopré­hospitalarmóvelestruturado.

2.3­RecursosHumanos

As Unidades Não­Hospitalares deAtendimentoàs Urgências eEmergências deverãocontar, obrigatoriamente, com os seguintes profissionais: coordenador ou gerente, médico clínico geral, médico pediatra, enfermeiro, técnico/auxiliar de enfermagem, técnico de radiologia, auxiliar de serviços gerais, auxiliar administrativo e, quando houverlaboratórionaunidade,tambémdeverãocontarcombioquímico,técnicodelaboratórioeauxiliardelaboratório. Outros profissionais poderãocomporaequipe, deacordocomadefiniçãodogestorlocalougestores loco­regionais, como:assistentesocial,odontólogo,cirurgiãogeral,ortopedista,ginecologista,motorista,segurançaeoutros.

Considerando­sequeas urgências nãoseconstituem em especialidademédicaoudeenfermagem equenos cursosdegraduaçãoaatençãodadaàáreaaindaébastanteinsuficiente,entende­sequeosprofissionaisquevenham aatuarnasUnidadesNãoHospitalaresdevamserhabilitadospelosNúcleosdeEducaçãoemUrgências,cujacriaçãoé indicadapelopresenteRegulamento­CapítuloVII.

2.4­ÁreaFísica

Aáreafísicadeveserestruturadadeacordocomotamanhoecomplexidadedaunidade, conformelegendaa seguir: Opcional: * Desejável: ** Obrigatório: *** São consideradas as seguintes áreas físicas para a adequada estruturaçãodasUnidadesNãoHospitalaresdeAtendimentodeUrgência:

2.4.1­BlocodeProntoAtendimento:

·Saladerecepçãoeespera(comsanitáriosparausuários)***

·Saladearquivodeprontuáriomédico***

·Saladetriagemclassificatóriaderisco***

·Consultóriosmédicos***

·Consultórioodontológico*

·SalaparaAssistenteSocial*

·SalaparaAtendimentoPsicológico*

2.4.2­BlocodeApoioDiagnóstico

·Salapararadiologia***(nolocal,excetoquandohouverhierarquiaentreasunidades24horasnãohospitalares

deatendimentodeurgênciadediferentesportesemumadeterminadalocalidadeedesdequehajagarantiadeacessoe

transporte,dentrodeintervalodetempotecnicamenteaceitável,deacordocomparâmetrosconstruídospelasequipes

loco­regionais).

·LaboratóriodePatologiaClínica***(nolocaloucomacessogarantidoaosexames,dentrodeumintervalode

tempotecnicamenteaceitável,deacordocomparâmetrosconstruídospelasequipesloco­regionais).

·Saladecoleta*(quandoolaboratórioforacessível,istoé,foradaunidade).

2.4.3­BlocodeProcedimentos:

·Salaparasuturas***

·Saladecurativoscontaminados***

·Salaparainaloterapia/medicação***

·Saladegesso*

·SaladePequenaCirurgia*

2.4.4­BlocodeUrgência/Observação:

·Saladereanimaçãoeestabilização/Saladeurgência***

·Salasdeobservaçãomasculina,femininaepediátrica(compostodeenfermagem,sanitáriosechuveiros)***

·Saladeisolamento(comante­sala,sanitárioechuveiroexclusivos)**

2.4.5­BlocodeApoioLogístico

·Farmácia(exclusivaparadispensaçãointerna)***

·Almoxarifado***

·Expurgo/Lavagemdematerial***

·Centraldematerialesterilizado***

·Rouparia***

·Necrotério***

·Saladereunião*

·Saladedescansoparafuncionários(comsanitáriosechuveiros)***

·Vestiáriosparafuncionários***

·Copa/Refeitório***

·DepósitodeMaterialdeLimpeza***

·Áreaparalimpezageral***

·Localdeacondicionamentodelixo***

·Estacionamento(ambulâncias,pacientesefuncionários)**

2.4.7­Caracterizaçãodaáreafísicaemrelaçãoaosfluxosinternoseorganizaçãodoprocessodetrabalho:

Aáreafísicaacimadescritafoidivididaemblocosporqueéaconselhável,dopontodevistafuncional,queestas áreasestejammaisoumenoscontíguas,dandoomáximoderacionalidadepossívelaofluxodentrodaunidade.Assim,

o bloco de pronto atendimento deve apresentar uma entrada para pacientes que vem por busca espontânea,

deambulando, que dá acesso direto à recepção e sua respectiva sala de espera. Neste mesmo bloco, deve ser estruturadooacolhimentodos pacientes, quepodeserfeitopelaprópriarecepçãoouporfuncionários designados e treinados paraestefim,dependendodovolumedademanda.Aseguirdeveserrealizadaatriagemclassificatóriade risco.Oprocessodetriagemclassificatóriadeveserrealizadoporprofissionaldesaúde, denívelsuperior, mediante treinamentoespecíficoeutilizaçãodeprotocolos pré­estabelecidos etemporobjetivoavaliarograudeurgênciadas queixas dos pacientes, colocando­os em ordem de prioridade para o atendimento. A esta triagem classificatória é vedada a dispensa de pacientes antes que estes recebam atendimento médico. Após a triagem, os pacientes são encaminhadosaosconsultóriosmédicos.Umavezrealizadooatendimento,opacientedevetersuareferênciagarantida medianteencaminhamento realizado através das centrais de regulação ou, quando estas não existirem, através de fluxospreviamentepactuados.

Oblocodeurgênciadeveterumaoutraentrada,comacessocobertoparaambulâncias, portas amplas paraa entradadepacientesemmacasefluxoágilatéasaladeemergência.Estadevecomportaroatendimentodedoisou

maiscasossimultaneamente,dependendodoportedaunidade.Asmacasdevemapresentarrodasegradesedevem estar distribuídas de forma a garantir a livre circulação da equipe ao seu redor. Esta sala deve ser equipada com materiais eequipamentos necessários paraatendimentodeurgênciaclínicae/oucirúrgicadeadultos ecrianças. Os medicamentosutilizadosnaprimeiraabordagemdopacientegravetambémdevemestardisponíveisnaprópriasala.A entradadeumpacientenasaladeurgênciapoderáseranunciadaporavisosonorooucomunicaçãoverbal.Emqualquer umadassituações,ummédico,umenfermeiroeauxiliaresdeenfermagemdevemdirigir­seimediatamenteparaasala.

O acesso da sala de urgência aos leitos de observação deve ser fácil e estas áreas devem ser, de preferência,

contíguas.

Éaconselhávelqueosblocosdeapoiodiagnósticoedeprocedimentostenhamsituaçãointermediáriaentreos

blocosdeprontoatendimentoedeatendimentodeurgência,comacessofácileaomesmotempoindependentepara

cadaumdeles.

Quantoaosblocosdeapoiologísticoeadministração,devemestarsituadosdeformaanãoobstruirofluxoentre

osdemaisblocosjámencionados.

As salas e áreas de assistência devem obedecer às Normas e Padrões de Construções e Instalações de ServiçosdeSaúde.

2.5­MateriaiseEquipamentos

Algunsmateriaiseequipamentosdevem,necessariamente,fazerpartedoarsenaldequalquerunidade24horas

como:

Estetoscópio adulto/infantil, esfigmomanômetro adulto/infantil, otoscópio com espéculos adulto/infantil, oftalmoscópio, espelho laríngeo, bolsa autoinflável (ambú) adulto/infantil, desfibrilador com marca­passo externo, monitor cardíaco, oxímetro de pulso, eletrocardiógrafo, glicosímetro, aspirador de secreção, bomba de infusão com bateriaeequipouniversal,cilindrodeoxigênioportátileredecanalizadadegasesoutorpedodeO²(deacordocomo portedaunidade),macacomrodasegrades,respiradormecânicoadulto/infantil,fococirúrgicoportátil,fococirúrgico combateria,negatoscópiosnos consultórios, serradegesso, máscaras laríngeas ecânulas endotraqueais devários tamanhos, cateteres de aspiração, adaptadores para cânulas, cateteres nasais, sondas para aspiração traqueal de váriostamanhos,luvasdeprocedimentos,máscarapararessuscitadoradulto/infantil,ressuscitadores infantileadulto com reservatório, cadarços para fixação de cânula, laringoscópio infantil/adulto com conjunto de lâminas, cânulas

orofaríngeasadulto/infantil,jogosdepinçasderetiradadecorposestranhosdenariz,ouvidoegarganta,fioscirúrgicos,

fios­guiaparaintubação, pinçadeMagyll, bisturi(caboelâmina), materialparacricotiroidostomia, drenos paratórax,

pacotesdegazeestéril,pacotedecompressaestéril,esparadrapo,materialparapunçãodeváriostamanhosincluindo

agulhasmetálicaseplásticas,agulhasespeciaisparapunçãoóssea,garrote,equiposdemacroemicrogotas,cateteres

específicosparadissecçãodeveias,tamanhoadulto/infantil,tesoura,seringasdeváriostamanhos,torneirasde3vias,

frascosdesoluçãosalina,caixacompletadepequenacirurgia,frascosdedrenagemdetórax,extensões paradrenos torácicos, sondas vesicais, coletores deurina, espátulas demadeira, sondas nasogástricas, eletrodos descartáveis, equipamentos de proteção individual para equipe de atendimento, cobertor para conservação do calor do corpo, travesseiros e lençóis, pacote de roupas para pequena cirurgia, conjunto de colares cervicais (tamanho P, M e G), pranchalongaparaimobilizaçãodavítimaem casodetrauma, prancha curta para massagem cardíaca, geradorde energiaelétricacompatívelcomoconsumodaunidade,sistemadetelefoniaedecomunicação.

2.6­Medicamentos

Abaixo a lista de medicamentos que devem estar disponíveis na unidade de urgência, contemplando medicamentos usados na primeira abordagem dos pacientes graves e também sintomáticos, antibióticos e

anticonvulsivantes,umavezquealgunspacientespoderãopermanecernestasunidadesporumperíododeaté24horas

ou, excepcionalmente, pormais tempo se houverdificuldade para internação hospitalar: Adrenalina, Água destilada, Aminofilina, Amiodarona, Amitriptilina, Ampicilina, Atropina, Bicarbonato de sódio, Biperideno, Brometo de Ipratrópio, Bupivacaína, Captopril, Carbamazepina, Carvão ativado, Cefalexina, Cefalotina, Cetoprofeno, Clister Glicerinado, Clordiazepóxido,CloridratodeClonidina,CloridratodeHidralazina,Cloretodepotássio,Cloretodesódio,Clorpromazina, Clorafenicol,Codeína,ComplexoBinjetável,Deslanosídeo,Dexametasona,Diazepam,Diclofenacodesódio,Digoxina, Dipirona, Enalapril, Escopolamina (hioscina), Fenitoína, Fenobarbital, Fenoterol Bromidrato, Flumazenil, Furosemida, Gentamicina, Glicose isotônica, Glicose hipertônica, Gluconato de Cálcio, Haloperidol, Hidrocortisona, Insulina, Isossorbida, Lidocaína, Manitol, Meperidina, Metildopa, Metilergometrina, Metilprednisolona, Metoclopramida, Metropolol,Midazolan,Nifedipina,Nistatina,Nitroprussiatodesódio,Óleomineral,Omeprazol,Oxacilina,Paracetamol, Penicilina, Prometazina, Propranolol, Ranitidina, Ringer Lactato, Sais para reidratação oral, Salbutamol, Soro glico­ fisiologico, SoroFisiológico, SoroGlicosado, Sulfadiazinaprata, Sulfametoxazol + trimetoprim, Sulfatodemagnésio,

Tiamina(Vit.B1),Tramadol,TobramicinaColírio,Verapamil,VitaminaK.

2.7­EstruturaçãodaGradedeReferência

AsUnidadesNão­HospitalaresdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdevempossuirretaguardademaior complexidade previamente pactuada, com fluxo e mecanismos de transferência claros, mediados pela Central de Regulação, a fim de garantir o encaminhamento dos casos que extrapolem sua complexidade. Além disso, devem garantirtransporteparaoscasosmaisgraves,atravésdoserviçodeatendimentopré­hospitalarmóvel,ondeeleexistir, ououtraformadetransportequevenhaaserpactuada. Também devem estarpactuados os fluxos paraelucidação diagnósticaeavaliaçãoespecializada,alémdesedarênfaseespecialaore­direcionamentodospacientesparaarede básicaeProgramadeSaúdedaFamília, paraoadequadoseguimentodesuas patologias de base e condições de saúde, garantindo acesso não apenas a ações curativas, mas a todas as atividades promocionais que devem ser implementadasnesteníveldeassistência.

CAPÍTULOIV

ATENDIMENTOPRÉ­HOSPITALARMÓVEL

Considera­se como nível pré­hospitalar móvel na área de urgência, o atendimento que procura chegar precocementeàvítima,apósterocorridoumagravoàsuasaúde(denaturezaclínica,cirúrgica,traumática,inclusiveas psiquiátricas), que possa levar a sofrimento, sequëlas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar­lhe atendimentoe/outransporteadequadoaumserviçodesaúdedevidamentehierarquizadoeintegradoaoSistemaÚnico deSaúde.Podemoschamá­lodeatendimentopré­hospitalarmóvelprimárioquandoopedidodesocorrofororiundode umcidadãooudeatendimentopré­hospitalarmóvelsecundárioquandoasolicitaçãopartirdeumserviçodesaúde,no qualopacientejátenharecebidooprimeiroatendimentonecessárioàestabilizaçãodoquadrodeurgênciaapresentado, masnecessiteserconduzidoaoutroserviçodemaiorcomplexidadeparaacontinuidadedotratamento.

OServiçodeatendimentopré­hospitalarmóveldeveserentendidocomoumaatribuiçãodaáreadasaúde,sendo vinculadoaumaCentraldeRegulação,comequipeefrotadeveículoscompatíveiscomasnecessidadesdesaúdeda populaçãodeummunicípioouumaregião,podendo,portanto,extrapolaroslimitesmunicipais.Estaregiãodecobertura deve ser previamente definida, considerando­se aspectos demográficos, populacionais, territoriais, indicadores de saúde,ofertadeserviçosefluxoshabitualmenteutilizadospelaclientela.Oserviçodevecontarcomaretaguardada rededeserviçosdesaúde,devidamenteregulada,disponibilizadaconformecritériosdehierarquizaçãoeregionalização formalmentepactuadosentreosgestoresdosistemaloco­regional.

Parau­madequadoatendimentopré­hospitalarmóvelomesmodeveestarvinculadoaumaCentraldeRegulação

deUrgênciaseEmergências.Acentraldeveserdefácilacessoaopúblico,porviatelefônica,emsistemagratuito(192

comonúmeronacional de urgências médicas ou outro número exclusivo da saúde, se o 192 não for tecnicamente possível),ondeomédicoregulador,apósjulgarcadacaso,definearespostamaisadequada,sejaumconselhomédico, oenviodeumaequipedeatendimentoaolocaldaocorrênciaouaindaoacionamentodemúltiplosmeios.Onúmerode acessodasaúdeparasocorrosdeurgênciadeveseramplamentedivulgadojuntoàcomunidade.Todosospedidosde

socorromédicoquederementradapormeiodeoutrascentrais,comoadapolíciamilitar(190),docorpodebombeiros

(193)equaisqueroutrasexistentes,devemser,imediatamenteretransmitidosàCentraldeRegulaçãoporintermédiodo

sistemadecomunicação,paraquepossamseradequadamentereguladoseatendidos.

Oatendimentonolocalémonitoradoviarádiopelomédicoreguladorqueorientaaequipedeintervençãoquanto aos procedimentos necessários à condução do caso. Deve existir uma rede de comunicação entre a Central, as

ambulânciasetodososserviçosquerecebemospacientes.

Osserviçosdesegurançaesalvamento,semprequehouverdemandadeatendimentodeeventoscomvítimas oudoentes,devemorientar­sepeladecisãodomédicoreguladordeurgências.Podemserestabelecidosprotocolosde despachoimediato de seus recursos de atenção às urgências em situações excepcionais, mas, em nenhum caso, estes despachos podem ser feitos sem comunicação simultânea com o regulador e transferência do chamado de socorroparaexercíciodaregulaçãomédica.

1­EquipeProfissional

Osserviçosdeatendimentopré­hospitalarmóveldevemcontarcomequipedeprofissionaisoriundosdaáreada saúdeenãooriundosdaáreadasaúde.Considerandosequeasurgênciasnãoseconstituememespecialidademédica oudeenfermagemequenoscursosdegraduaçãoaatençãodadaàáreaaindaébastanteinsuficiente,entende­seque os profissionais quevenhamaatuarnos Serviços deAtendimentoPré­hospitalarMóvel(oriundos enãooriundos da áreadesaúde)devamserhabilitadospelosNúcleosdeEducaçãoemUrgências,cujacriaçãoéindicadapelopresente Regulamentoecumpramoconteúdocurricularmínimoneleproposto­CapítuloVII.

1.1–EquipedeProfissionaisOriundosdaSaúde

A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por: ­ Coordenador do Serviço:

profissionaloriundodaáreadasaúde,comexperiênciaeconhecimentocomprovadosnaatividadedeatendimentopré­

hospitalaràsurgênciasedegerenciamentodeserviçosesistemas;

­ResponsávelTécnico:Médicoresponsávelpelasatividadesmédicasdoserviço;

­ResponsáveldeEnfermagem:

Enfermeiroresponsávelpelasatividadesdeenfermagem;

­MédicosReguladores:médicosque,combasenasinformaçõescolhidasdosusuários,quandoestesacionama

centralderegulação,sãoosresponsáveispelogerenciamento,definiçãoeoperacionalizaçãodosmeiosdisponíveise

necessáriospararesponderataissolicitações,utilizando­sedeprotocolostécnicosedafaculdadedearbitrarsobreos

equipamentosdesaúdedosistemanecessáriosaoadequadoatendimentodopaciente;

­ Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis pelo atendimento necessário para a reanimação e estabilizaçãodopaciente,nolocaldoeventoeduranteotransporte;

­ Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimaçãoeestabilizaçãodopaciente,nolocaldoeventoeduranteotransporte;

­AuxiliareseTécnicosdeEnfermagem:atuaçãosobsupervisãoimediatadoprofissionalenfermeiro;

OBS:Asresponsabilidadestécnicaspoderãoserassumidasporprofissionaisdaequipedeintervenção,sempre

queademandaouoportedoserviçoassimopermitirem.

Alémdestaequipedesaúde,emsituaçõesdeatendimentoàsurgênciasrelacionadasàscausasexternasoude pacientes em locais de difícil acesso, deverá haver uma ação pactuada, complementar e integrada de outros profissionais não oriundos da saúde – bombeiros militares, policiais militares e rodoviários e outros, formalmente reconhecidos pelo gestor público para o desempenho das ações de segurança, socorro público e salvamento, tais como: sinalização do local, estabilização de veículos acidentados, reconhecimento e gerenciamento de riscos potenciais(incêndio,materiaisenergizados,produtos perigosos)obtençãodeacessoaopacienteesuportebásicode vida.

1.1.1­PerfildosProfissionaisOriundosdaÁreadaSaúdeerespectivasCompetências/Atribuições:

1.1.1.1­Médico:ProfissionaldenívelsuperiortitulardeDiplomadeMédico,devidamenteregistradonoConselho

Regional de Medicina de sua jurisdição, habilitado ao exercício da medicina pré­hospitalar, atuando nas áreas de regulaçãomédica,suporteavançadodevida, emtodos os cenários deatuaçãodopré­hospitalarenas ambulâncias, assimcomonagerênciadosistema,habilitadoconformeostermosdesteRegulamento.

Requisitos Gerais: equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; capacidade físicaemental paraaatividade; iniciativaefacilidadedecomunicação; destrezamanual efísicaparatrabalharem unidadesmóveis;capacidadedetrabalharemequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII, bemcomoparaare­certificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições: exercer a regulação médica do sistema; conhecer a rede de serviços da região; manterumavisãoglobalepermanentementeatualizadadosmeiosdisponíveisparaoatendimentopré­hospitalaredas portasdeurgência,checandoperiodicamentesuacapacidadeoperacional;recepçãodoschamadosdeauxílio,análise da demanda, classificação em prioridades de atendimento, seleção de meios para atendimento (melhor resposta), acompanhamentodoatendimentolocal, determinaçãodolocal de destino do paciente, orientação telefônica; manter contatodiáriocomosserviçosmédicosdeemergênciaintegradosaosistema;prestarassistênciadiretaaospacientes nasambulâncias,quandoindicado,realizandoosatosmédicospossíveisenecessáriosaonívelpré­hospitalar;exercer

o controle operacional da equipe assistencial; fazer controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão; avaliar o desempenho da equipe e subsidiar os responsáveis pelo programa de educação continuada do serviço;obedeceràsnormastécnicasvigentesnoserviço;preencherosdocumentosinerentesàatividadedomédico regulador e de assistência pré­hospitalar; garantir a continuidade da atenção médica ao paciente grave, até a sua recepçãoporoutromédiconosserviçosdeurgência;obedeceraocódigodeéticamédica.

1.1.1.2­Enfermeiro: ProfissionaldenívelsuperiortitulardodiplomadeEnfermeiro, devidamenteregistradono Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição, habilitado para ações de enfermagem no Atendimento Pré­ HospitalarMóvel, conformeos termos deste Regulamento, devendo além das ações assistenciais, prestar serviços administrativoseoperacionaisemsistemasdeatendimentopré­hospitalar.

RequisitosGerais:disposiçãopessoalparaaatividade;equilíbrioemocionaleautocontrole;capacidadefísicae mentalparaaatividade;disposiçãoparacumpriraçõesorientadas;experiênciaprofissionalpréviaemserviçodesaúde voltadoaoatendimentode urgências e emergências; iniciativa e facilidade de comunicação; condicionamento físico paratrabalharemunidadesmóveis;capacidadedetrabalharemequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminada noCapítuloVII,bemcomoparaarecertificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições: supervisionar e avaliar as ações de enfermagem da equipe no Atendimento Pré­ Hospitalar Móvel; executar prescrições médicas por telemedicina; prestar cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica a pacientes graves e com risco de vida, que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidadedetomardecisões imediatas; prestaraassistênciadeenfermagemàgestante, aparturienteeaorecém nato;realizarpartossemdistócia;participarnosprogramasdetreinamentoeaprimoramentodepessoaldesaúdeem urgências,particularmentenosprogramasdeeducaçãocontinuada;fazercontroledequalidadedoserviçonosaspectos inerentesàsuaprofissão;subsidiarosresponsáveispelodesenvolvimentoderecursoshumanosparaasnecessidades de educação continuada da equipe; obedecer a Lei do Exercício Profissional e o Código de Ética de Enfermagem; conhecerequipamentoserealizarmanobrasdeextraçãomanualdevítimas.

1.1.1.3 ­ Técnico de Enfermagem: Profissional com Ensino Médio completo e curso regular de Técnico de

Enfermagem,titulardocertificadooudiplomadeTécnicodeEnfermagem,devidamenteregistradonoConselhoRegional deEnfermagemdesuajurisdição.Exerceatividadesauxiliares,deníveltécnico,sendohabilitadoparaoatendimento Pré­Hospitalar Móvel, integrando sua equipe, conforme os termos deste Regulamento. Além da intervenção conservadoranoatendimentodopaciente, éhabilitadoarealizarprocedimentos aeledelegados, sobsupervisãodo profissionalEnfermeiro,dentrodoâmbitodesuaqualificaçãoprofissional.

RequisitosGerais:maiordedezoitoanos;disposiçãopessoalparaaatividade;capacidadefísicaementalparaa atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; disponibilidade para re­ certificação periódica; experiência profissional prévia em serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências;capacidadedetrabalharemequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bem comoparaare­certificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições: assistir ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e supervisão das atividadesdeassistênciadeenfermagem;prestarcuidadosdiretosdeenfermagemapacientesemestadograve,sob supervisãodiretaouàdistânciadoprofissional enfermeiro; participardeprogramas detreinamentoeaprimoramento profissionalespecialmenteemurgências/emergências;realizarmanobrasdeextraçãomanualdevítimas.

1.1.1.4 ­ Auxiliar de Enfermagem: Profissional com Ensino Médio completo e curso regular de Auxiliar de

enfermagemecursodeespecializaçãodenívelmédioemurgências,titulardocertificadodeAuxiliardeEnfermagem com especializaçãoem urgências, devidamente registrado no Conselho Regional de Enfermagem de sua jurisdição. Exerce atividades auxiliares básicas, de nível médio, habilitado a realizar procedimentos a ele delegados, sob supervisãodoprofissionalEnfermeiro, dentrodoâmbitodesuaqualificaçãoprofissionaleconformeos termos desta Portaria.

RequisitosGerais:maiordedezoitoanos;disposiçãopessoalparaaatividade;capacidadefísicaementalparaa atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; disponibilidade para re­ certificação periódica; experiência profissional prévia em serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências;capacidadedetrabalharemequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bem comoparaare­certificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições:auxiliaroenfermeironaassistênciadeenfermagem;prestarcuidadosdeenfermagem

apacientessobsupervisãodiretaouàdistânciadoprofissionalenfermeiro;observar,reconheceredescreversinaise

sintomas,aoníveldesuaqualificação;ministrarmedicamentosporviaoraleparenteralmedianteprescriçãodomédico

reguladorportelemedicina;fazercurativos;prestarcuidadosdeconfortoaopacienteezelarporsuasegurança;realizar

manobrasdeextraçãomanualdevítimas.

1.2–EquipedeProfissionaisNãoOriundosdaSaúde,PerfiseRespectivasCompetências/Atribuições:

A equipe de profissionais não oriundos da área da saúde deve ser composta por, com os seguintes perfis e competências/atribuições:

1.2.1 ­ Telefonista – Auxiliar de Regulação: Profissional de nível básico, habilitado a prestar atendimento telefônico às solicitações de auxílio provenientes da população, nas centrais de regulação médica, devendo anotar

dadosbásicossobreochamado(localização,identificaçãodosolicitante,naturezadaocorrência)eprestarinformações gerais. Sua atuação é supervisionada diretamente e permanentemente pelo médico regulador. Sua capacitação e atuaçãoseguemospadrõesprevistosnesteRegulamento.

Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição pessoal para a atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; capacidade de manter sigilo profissional; capacidade de trabalharemequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bemcomoparaarecertificação periódica.

Competências/Atribuições: atender solicitações telefônicas da população; anotar informações colhidas do solicitante,segundoquestionáriopróprio;prestarinformaçõesgeraisaosolicitante;estabelecercontatoradiofônicocom ambulâncias e/ouveículos deatendimentopré­hospitalar; estabelecercontatocom hospitais eserviços desaúdede referênciaafimdecolherdadosetrocarinformações;anotardadosepreencherplanilhaseformuláriosespecíficosdo serviço;obedeceraosprotocolosdeserviço;atenderàsdeterminaçõesdomédicoregulador.

1.2.2­Rádio­Operador:Profissionaldenívelbásicohabilitadoaoperarsistemasderadiocomunicaçãoerealizaro

controleoperacionaldeumafrotadeveículosdeemergência,obedecendoaospadrõesdecapacitaçãoprevistosneste

Regulamento.

Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição pessoal para a atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprirações orientadas; disponibilidade para re­certificação periódica; capacidade de trabalharemequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bemcomoparaarecertificação periódica.

Competências/Atribuições:operarosistemaderadiocomunicaçãoetelefonianasCentraisdeRegulação;exercer o controle operacional da frota de veículos do sistema de atendimento pré­hospitalar móvel; manter a equipe de regulaçãoatualizadaarespeitodasituaçãooperacionaldecadaveículodafrota;conheceramalhaviáriaeasprincipais viasdeacessodetodooterritórioabrangidopeloserviçodeatendimentopré­hospitalarmóvel.

1.2.3­CondutordeVeículosdeUrgência:

1.2.3.1 ­ Veículos Terrestres: Profissional de nível básico, habilitado a conduzir veículos de urgência padronizadospelocódigosanitárioepelopresenteRegulamentocomoveículosterrestres,obedecendoaospadrõesde capacitaçãoeatuaçãoprevistosnesteRegulamento.

Requisitos Gerais: maior de vinte e um anos; disposição pessoal para a atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; habilitação profissional como motorista de veículos de transportedepacientes,deacordocomalegislaçãoemvigor(CódigoNacionaldeTrânsito);capacidadedetrabalharem equipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bemcomoparaarecertificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições: conduzir veículo terrestre de urgência destinado ao atendimento e transporte de pacientes;conhecerintegralmenteoveículoerealizarmanutençãobásicadomesmo;estabelecercontatoradiofônico (outelefônico)comacentralderegulaçãomédicaeseguirsuasorientações;conheceramalhaviárialocal;conhecera localizaçãodetodososestabelecimentosdesaúdeintegradosaosistemaassistenciallocal,auxiliaraequipedesaúde nos gestos básicos desuporteàvida; auxiliaraequipenas imobilizações etransportedevítimas; realizarmedidas reanimaçãocardiorespiratóriabásica;identificartodosostiposdemateriaisexistentesnosveículosdesocorroesua utilidade,afimdeauxiliaraequipedesaúde.

1.2.3.2­VeículosAéreos:Profissionalhabilitadoàoperaçãodeaeronaves,segundoasnormaseregulamentos

vigentesdoComandodaAeronáutica/CódigoBrasileirodeAeronáutica/DepartamentodeAviaçãoCivil,paraatuaçãoem ações de atendimento pré­ hospitalar móvel e transporte inter­hospitalar sob a orientação do médico da aeronave, respeitandoasprerrogativaslegaisdesegurançadevôo,obedecendoaospadrõesdecapacitaçãoeatuaçãoprevistos nesteRegulamento.

RequisitosGerais:deacordocomalegislaçãovigentenopaís(Leinº7.183,de5deabrilde1984;Leinº7.565,

de19dedezembrode1986;ePortarianº3.016,de5defevereirode1988–doComandodaAeronáutica),alémde

disposição pessoal para a atividade, equilíbrio emocional e autocontrole, disposição para cumprir ações orientadas, capacidadedetrabalharemequipeedisponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bemcomoparaa re­certificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições:cumprirasnormaserotinasoperacionaisvigentesnoserviçoaqueestávinculado, bemcomoalegislaçãoespecíficaemvigor;conduzirveículoaéreodestinadoaoatendimentodeurgênciaetransporte de pacientes; acatar as orientações do médico da aeronave; estabelecer contato radiofônico (ou telefônico) com a central de regulação médica e seguir suas orientações; conhecer a localização dos estabelecimentos de saúde integrados aosistemaassistencialquepodemreceberaeronaves; auxiliaraequipedesaúdenos gestos básicos de suporte à vida; auxiliar a equipe nas imobilizações e transporte de vítimas; realizar medidas reanimação cardiorespiratóriabásica;identificartodosostiposdemateriaisexistentesnasaeronavesdesocorroesuautilidade,a fimdeauxiliaraequipedesaúde.

1.2.3.3– Veículos Aquáticos: Profissional habilitado à operação de embarcações, segundo as normas e regulamentosvigentesnopaís,paraatuaçãoemaçõesdeatendimentopré­hospitalarmóveletransporteinter­hospitalar

sobaorientaçãodomédicodaembarcação,respeitandoasprerrogativaslegaisdesegurançadenavegação.

Requisitos Gerais: Os já determinados pela legislação específica para condutores de embarcações, além de disposição pessoal para a atividade, equilíbrio emocional e autocontrole, disposição para cumprir ações orientadas, capacidadedetrabalharemequipeedisponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bemcomoparaa re­certificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições:cumprirasnormaserotinasoperacionaisvigentesnoserviçoaqueestávinculado, bem como a legislação específica em vigor; conduzir veículo aquático destinado ao atendimento de urgência e transporte de pacientes; acatar as orientações do médico da embarcação; estabelecer contato radiofônico (ou telefônico)comacentralderegulaçãomédicaeseguirsuasorientações;auxiliaraequipedesaúdenosgestosbásicos de suporte à vida; auxiliar a equipe nas imobilizações e transporte de vítimas; realizar medidas reanimação cardiorespiratóriabásica;identificartodosostiposdemateriaisexistentesnasembarcaçõesdesocorroesuautilidade, afimdeauxiliaraequipedesaúde.

1.2.4­ProfissionaisResponsáveispelaSegurança:Policiaismilitares,rodoviáriosououtrosprofissionais,todos

com nível médio, reconhecidos pelo gestor público da saúde para o desempenho destas atividades, em serviços normatizadospeloSUS,reguladoseorientadospelasCentraisPúblicasdeRegulaçãoMédicadasUrgências.Atuamna identificaçãodesituaçõesderisco,exercendoaproteçãodasvítimasedosprofissionaisenvolvidos noatendimento. Fazem resgatedevítimas delocais ousituações queimpossibilitam oacessodaequipedesaúde. Podem realizar suportebásicodevida,comaçõesnãoinvasivas,sobsupervisãomédicadiretaouàdistância,semprequeavítima esteja em situação que impossibilite o acesso e manuseio pela equipe de saúde, obedecendo aos padrões de capacitaçãoeatuaçãoprevistosnesteRegulamento;

Requisitos Gerais: maiorde dezoito anos; disposição pessoal e capacidade física e mental para a atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprirações orientadas; capacitação específica por meio dos NúcleosdeEducaçãoemUrgências,conformeconteúdoestabelecidoporesteRegulamento;capacidadedetrabalhar emequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bemcomoparaare­certificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições:comunicarimediatamenteaexistênciadaocorrênciaàCentraldeRegulaçãoMédica de Urgências; avaliar a cena do evento, identificando as circunstâncias da ocorrência e reportando­as ao médico regulador ou à equipe de saúde por ele designada; identificar e gerenciar situações de risco na cena do acidente, estabelecerasegurançadaáreadeoperaçãoeorientaramovimentaçãodaequipedesaúde; realizarmanobras de suportebásicodevidasoborientaçãodomédicoregulador;removerasvítimasparalocalseguroondepossarecebero atendimentodaequipedesaúde;estabilizarveículosacidentados;realizarmanobrasdedesencarceramentoeextração manual ou com emprego de equipamentos próprios; avaliar as condições da vítima, observando e comunicando ao médicoreguladorascondiçõesderespiração,pulsoeconsciência;transmitir,viarádio,aomédicoregulador,acorreta descrição da vítima e da cena; conhecer as técnicas de transporte do paciente traumatizado; manter vias aéreas pérveascommanobrasmanuaisenãoinvasivas,administraroxigênioerealizarventilaçãoartificial;realizarcirculação artificialpelatécnicadecompressãotorácicaexterna; controlarsangramentoexternoporpressãodireta, elevaçãodo membroepontodepressão,utilizandocurativosebandagens;mobilizareremoverpacientescomproteçãodacoluna vertebral, utilizando pranchas e outros equipamentos de imobilização e transporte; aplicar curativos e bandagens; imobilizar fraturas, utilizando os equipamentos disponíveis em seus veículos; dar assistência ao parto normal em períodoexpulsivoerealizarmanobrasbásicasaorecémnatoeparturiente;prestarprimeiroatendimentoàintoxicações, sob orientação do médico regulador; conhecer e saber operar todos os equipamentos e materiais pertencentes ao veículo de atendimento; conhecer e usar os equipamentos de bioproteção individual; preencher os formulários e registros obrigatórios do sistema de atenção às urgências e do serviço; manter­se em contato com a Central de Regulação,repassando os informes sobre a situação da cena e do paciente ao médico regulador, para decisão e monitoramentodoatendimentopelomesmo;repassarasinformaçõesdoatendimentoàequipedesaúdedesignadapelo médicoreguladorparaatuarnolocaldoevento.

1.2.5­BombeirosMilitares:ProfissionaisBombeirosMilitares,comnívelmédio,reconhecidospelogestorpúblico

dasaúdeparaodesempenhodestas atividades, em serviços normatizados peloSUS, regulados eorientados pelas CentraisdeRegulação.Atuamnaidentificaçãodesituaçõesderiscoecomandodasaçõesdeproteçãoambiental,da vítima e dos profissionais envolvidos no seu atendimento, fazem o resgate de vítimas de locais ou situações que impossibilitamoacessodaequipedesaúde. Podem realizarsuportebásicodevida, com ações nãoinvasivas, sob supervisão médica direta ou à distância, obedecendo aos padrões de capacitação e atuação previstos neste Regulamento.

Requisitos Gerais: maiorde dezoito anos; disposição pessoal e capacidade física e mental para a atividade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprirações orientadas; capacitação específica por meio dos NúcleosdeEducaçãoemUrgências,conformeconteúdoestabelecidoporesteRegulamento;capacidadedetrabalhar emequipe;disponibilidadeparaacapacitaçãodiscriminadanoCapítuloVII,bemcomoparaare­certificaçãoperiódica.

Competências/Atribuições: comunicar imediatamente a existência de ocorrência com potencial de vítimas ou demandas de saúde à Central de Regulação Médica de Urgências; avaliar a cena do evento, identificando as circunstânciasdaocorrênciaereportando­asaomédicoreguladorouàequipedesaúdeporeledesignada;identificare gerenciarsituaçõesderisconacenadoacidente,estabeleceraáreadeoperaçãoeorientaramovimentaçãodaequipe desaúde;realizarmanobrasdesuportebásicodevida,soborientaçãodomédicoregulador;obteracessoeremovera/s vítima/s paralocalseguroondepossam receberoatendimentoadequadopelaequipedesaúdeesesolicitadopela

mesmaoudesignadopelomédicoregulador, transportaras vítimas aoserviçodesaúdedeterminadopelaregulação médica;estabilizarveículosacidentados;realizarmanobrasdedesencarceramentoeextraçãomanualoucomemprego deequipamentos especializados debombeiro; avaliaras condições davítima, identificandoeinformandoaomédico reguladoras condições derespiração, pulsoeconsciência, assimcomoumadescriçãogeral dasuasituaçãoedas circunstânciasdaocorrência,incluindoinformaçõesdetestemunhas;transmitir,aomédicoreguladoracorretadescrição dacenadaurgênciaedopaciente;conhecerastécnicasdetransportedopacientetraumatizado;manterviasaéreas pérveascommanobrasmanuaisenãoinvasivas,administraroxigênioerealizarventilaçãoartificial;realizarcirculação artificial por meio da técnica de compressão torácica externa; controlar sangramento externo, por pressão direta, elevaçãodomembroepontodepressão,utilizandocurativosebandagens;mobilizareremoverpacientescomproteção dacolunavertebral,utilizandocolarescervicais,pranchaseoutrosequipamentosdeimobilizaçãoetransporte;aplicar curativos e bandagens; imobilizar fraturas utilizando os equipamentos disponíveis; prestar o primeiro atendimento à intoxicações, de acordo com protocolos acordados ou pororientação do médico regulador; dar assistência ao parto normalemperíodoexpulsivoerealizarmanobras básicas aorecémnatoeparturiente; manter­seemcontatocoma central de regulação médica repassando os informes iniciais e subseqüentes sobre a situação da cena e do(s) paciente(s)paradecisãoemonitoramentodoatendimentopelomédico regulador; conhecere saberoperartodos os equipamentosemateriaispertencentesaveículodeatendimento;repassarasinformaçõesdoatendimentoàequipede saúdedesignadapelomédicoreguladorparaatuarnolocaldoevento; conhecereusarequipamentos debioproteção individual;preencherosformulárioseregistrosobrigatóriosdosistemadeatençãoàsurgênciasedoserviço;realizar triagemdemúltiplasvítimas,quandonecessárioouquandosolicitadopelaequipedesaúde;participardosprogramasde treinamentoeeducaçãocontinuada,conformeostermosdesteRegulamento.

1.3­CapacitaçãoEspecíficadosProfissionaisdeTransporteAeromédico

Osprofissionaisdevemternoçõesdeaeronáuticadefisiologiadevôo.Estasnoçõesdeaeronáuticaenoções básicas defisiologiadevôodevem seguiras determinações daDiretoriadeSaúdedaAeronáutica, edaDivisãode MedicinaAeroespacial,abrangendo:

Noçõesdeaeronáutica:

­Terminologiaaeronáutica;

­Procedimentosnormaisedeemergênciaemvôo;

­Evacuaçãodeemergência;

­Segurançanointerioreemtornodeaeronaves;

­Embarqueedesembarquedepacientes.Noçõesbásicasdefisiologiadevôo:

­Atmosfera;

­Fisiologiarespiratória;

­Estudoclínicodahipóxia;

­Disbarismos;

­Forçasacelerativasemvôoeseusefeitossobreoorganismohumano;Aerocinetose;

­Ritmocircadiano;

­Gases,líquidosevaporestóxicosemaviação;

­Ruídosevibrações;

­Cuidadosdesaúdecompacienteemvôo.Acapacitaçãonecessáriaaosprofissionaisqueatuamnotransporte aeromédico será a mesma estabelecida no presente Regulamento para os profissionais do pré­hospitalar móvel, conformegradedoCapítuloVII,devendo,noentanto,teraseguintecapacitaçãoadicional:

1.3.1­PilotodeAeronavedeAsaRotativa:

Módulocomum:total8horas

Qualificaçãopessoal:

Atendimentopré­hospitalar;

Sistemadesaúdelocal;

Rotinasoperacionais1.3.2­ProfissionaldeSegurançaeAuxiliar/TécnicodeEnfermagem:

Rotinasoperacionaisdetransporteaeromédico:

Noçõesdeaeronáutica:10horas;

­Noçõesbásicasdefisiologiadevôo:12horas.

1.3.3­MédicoseEnfermeiros:

Rotinasoperacionaisdetransporteaeromédico:

­Noçõesdeaeronáutica:10horas;

­Noçõesbásicasdefisiologiadevôo:20horas.

2­DEFINIÇÃODOSVEÍCULOSDEATENDIMENTOPRÉ­HOSPITALARMÓVEL

2.1­AMBULÂNCIAS

Define­se ambulância como um veículo (terrestre, aéreo ou aquaviário) que se destine exclusivamente ao transportedeenfermos.

As dimensões e outras especificações do veículo terrestre deverão obedecer às normas da ABNT – NBR

14561/2000,dejulhode2000.

AsAmbulânciassãoclassificadasem:

TIPOA–AmbulânciadeTransporte: veículodestinadoaotransporteemdecúbitohorizontaldepacientes que nãoapresentamriscodevida,pararemoçõessimplesedecarátereletivo.

TIPOB–AmbulânciadeSuporteBásico:veículodestinadoaotransporteinterhospitalardepacientescomrisco

devidaconhecidoeaoatendimentopré­hospitalardepacientescomriscodevidadesconhecido,nãoclassificadocom

potencialdenecessitardeintervençãomédicanolocale/oudurantetransporteatéoserviçodedestino.

TIPOC­AmbulânciadeResgate:veículodeatendimentodeurgênciaspré­hospitalaresdepacientesvítimasde

acidentesoupacientesemlocaisdedifícilacesso,comequipamentosdesalvamento(terrestre,aquáticoeemalturas).

TIPOD–AmbulânciadeSuporteAvançado:veículodestinadoaoatendimentoetransportedepacientesdealto risco em emergências pré­hospitalares e/ou de transporte inter­hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos.Devecontarcomosequipamentosmédicosnecessáriosparaestafunção.

TIPO E – Aeronave de Transporte Médico: aeronave de asa fixa ou rotativa utilizada para transporte inter­ hospitalar de pacientes e aeronave de asa rotativa para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologadospeloDepartamentodeAviaçãoCivil­DAC.

TIPO F – Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítimaoufluvial. Devepossuiros equipamentos médicos necessários aoatendimentodepacientes conformesua gravidade.

2.2­VEÍCULOSDEINTERVENÇÃORÁPIDA

Este veículos, também chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica são utilizados para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulânciasdoTipoA,B,CeF.

2.3­OUTROSVEÍCULOS:

Veículoshabituaisadaptadosparatransportedepacientesdebaixorisco,sentados(ex.pacientescrônicos)que não se caracterizem como veículos tipo lotação (ônibus, peruas, etc.). Este transporte só pode ser realizado com anuênciamédica.

3–DEFINIÇÃODOSMATERIAISEEQUIPAMENTOSDASAMBULÂNCIAS

Asambulânciasdeverãodispor,nomínimo,dosseguintesmateriaiseequipamentosousimilarescomeficácia

equivalente:

3.1­AmbulânciadeTransporte(TipoA):Sinalizadorópticoeacústico; equipamentoderádio­comunicaçãoem contatopermanentecomacentralreguladora;macacomrodas;suporteparasoroeoxigêniomedicinal.

3.2­AmbulânciadeSuporteBásico(TipoB):

Sinalizadorópticoeacústico; equipamentoderádio­comunicaçãofixoemóvel; macaarticuladaecom rodas; suporteparasoro; instalaçãoderededeoxigêniocom cilindro, válvula, manômetroem local defácil visualizaçãoe réguacomduplasaída;oxigêniocomréguatripla(a­alimentaçãodorespirador;b­fluxômetroeumidificadordeoxigênio e c ­aspiradortipo Venturi); manômetro e fluxômetro com máscara e chicote paraoxigenação; cilindrodeoxigênio portátilcomválvula; maletadeurgênciacontendo: estetoscópioadultoeinfantil, ressuscitadormanualadulto/infantil,

cânulas orofaríngeas de tamanhos variados, luvas descartáveis, tesoura reta com ponta romba, esparadrapo, esfigmomanômetro adulto/infantil, ataduras de 15 cm, compressas cirúrgicas estéreis, pacotes de gaze estéril, protetoresparaqueimadosoueviscerados,cateteresparaoxigenaçãoeaspiraçãodeváriostamanhos;maletadeparto contendo: luvas cirúrgicas, clamps umbilicais, estilete estéril para corte do cordão, saco plástico para placenta, cobertor,compressascirúrgicasegazesestéreis,braceletesdeidentificação;suporteparasoro;pranchacurtaelonga paraimobilizaçãodecoluna;talas paraimobilizaçãodemembros econjuntodecolares cervicais; coleteimobilizador dorsal; frascos de soro fisiológico e ringer lactato; bandagens triangulares; cobertores; coletes refletivos para a tripulação;lanternademão;óculos,máscaraseaventaisdeproteçãoemaletascommedicaçõesaseremdefinidasem protocolos, pelos serviços. As ambulâncias de suporte básico que realizam também ações de salvamento deverão conter o material mínimo para salvamento terrestre, aquático e em alturas, maleta de ferramentas e extintor de pó químico seco de 0,8 Kg, fitas e cones sinalizadores para isolamento de áreas, devendo contar, ainda com compartimentoisoladoparaasuaguarda, garantindoum salãodeatendimentoàs vítimas de, nomínimo, 8metros cúbicos.

3.3–AmbulânciadeResgate(TipoC):

Sinalizador óptico e acústico; equipamento de rádio­comunicação fixo e móvel; prancha curta e longa para imobilizaçãodecoluna;talasparaimobilizaçãodemembroseconjuntodecolarescervicais;coleteimobilizadordorsal; frascos desorofisiológico; bandagens triangulares; cobertores; coletes refletivos paraatripulação; lanternademão; óculos,máscaraseaventaisdeproteção;materialmínimoparasalvamentoterrestre,aquáticoeemalturas;maletade

ferramentaseextintordepóquímicosecode0,8Kg;fitaseconessinalizadoresparaisolamentodeáreas.

Quandorealizaremtambémosuportebásicodevida,asambulânciasderesgatedeverãoterumaconfiguração

quegarantaumsalãodeatendimentoàsvítimasde,nomínimo8metroscúbicos,alémdecompartimentoisoladopara

aguardadeequipamentosdesalvamentoedeverãoestarequipadascom:macaarticuladaecomrodas;instalaçãode rededeoxigêniocomcilindro,válvula,manômetroemlocaldefácilvisualizaçãoeréguacomduplasaída;oxigêniocom régua tripla (a ­ alimentação do respirador; b ­ fluxômetro e umidificador de oxigênio e c ­ aspirador tipo Venturi); manômetroefluxômetrocommáscaraechicoteparaoxigenação;cilindrodeoxigênioportátilcomválvula; maletade emergênciacontendo: estetoscópioadultoeinfantil; ressuscitadormanual adulto/infantil, luvas descartáveis; cânulas orofaríngeas de tamanhos variados; tesoura reta com ponta romba; esparadrapo; esfigmomanômetro adulto/infantil;

atadurasde15cm;compressascirúrgicasestéreis;pacotesdegazeestéril;protetoresparaqueimadosoueviscerados;

cateteres para oxigenação e aspiração de vários tamanhos; maleta de parto contendo: luvas cirúrgicas; clamps umbilicais;estileteestérilparacortedocordão;sacoplásticoparaplacenta;cobertor;compressascirúrgicasegazes estéreis;braceletesdeidentificação;

3.4­AmbulânciadeSuporteAvançado(TipoD):

Sinalizadorópticoeacústico; equipamentoderádio­comunicaçãofixoemóvel; macacom rodas earticulada; doissuportesdesoro;cadeiraderodasdobrável;instalaçãoderedeportátildeoxigêniocomodescritonoitemanterior (é obrigatório que a quantidade de oxigênio permita ventilação mecânica por no mínimo duas horas); respirador mecânicodetransporte;oxímetronão­invasivoportátil;monitorcardioversorcombateriaeinstalaçãoelétricadisponível (em casodefrotadeveráhaverdisponibilidadedeum monitorcardioversorcom marca­passoexternonão­invasivo); bombadeinfusãocombateriaeequipo;maletadeviasaéreascontendo:máscaraslaríngeasecânulasendotraqueais de vários tamanhos; cateteres de aspiração; adaptadores para cânulas; cateteres nasais; seringa de 20ml; ressuscitador manual adulto/infantil com reservatório; sondas para aspiração traqueal de vários tamanhos; luvas de procedimentos;máscarapararessuscitadoradulto/infantil;lidocaínageléiae“spray”;cadarçosparafixaçãodecânula; laringoscópio infantil/adulto com conjunto de lâminas; estetoscópio; esfigmomanômetro adulto/infantil; cânulas orofaríngeasadulto/infantil;fios­guiaparaintubação;pinçadeMagyll;bisturidescartável;cânulas paratraqueostomia; materialparacricotiroidostomia;conjuntodedrenagemtorácica;maletadeacessovenosocontendo:talaparafixação debraço; luvas estéreis; recipientedealgodãocomanti­séptico; pacotes degazeestéril; esparadrapo; material para punção de vários tamanhos incluindo agulhas metálicas, plásticas e agulhas especiais para punção óssea; garrote; equiposdemacroemicrogotas;cateteresespecíficosparadissecçãodeveias,tamanhoadulto/infantil;tesoura,pinça

deKocher;cortadoresdesoro;lâminasdebisturi;seringasdeváriostamanhos;torneirasde3vias;equipodeinfusão

de3vias;frascos desorofisiológico,ringerlactatoesoroglicosado; caixacompletadepequenacirurgia; maletade parto como descrito nos itens anteriores; sondas vesicais; coletores de urina; protetores para eviscerados ou queimados;espátulasdemadeira;sondasnasogástricas;eletrodosdescartáveis;equiposparadrogasfotossensíveis; equipo para bombas de infusão; circuito de respirador estéril de reserva; equipamentos de proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras e aventais; cobertor ou filme metálico para conservação do calor do corpo; campo cirúrgico fenestrado; almotolias com anti­séptico; conjunto de colares cervicais; prancha longa para imobilização da coluna.ParaoatendimentoaneonatosdeveráhaverpelomenosumaIncubadoradetransportederecém­nascidocom

bateriaeligaçãoàtomadadoveículo(12volts).Aincubadoradeveestarapoiadasobrecarroscomrodasdevidamente

fixadasquandodentrodaambulânciaeconterrespiradoreequipamentosadequadospararecémnatos.

3.5­AeronavedeTransporteMédico(TipoE):

3.5.1­AeronavesdeAsasRotativas(Helicópteros)paraatendimentopré­hospitalarmóvelprimário:

­Conjuntoaeromédico(homologadopeloDepartamentodeAviaçãoCivil–DAC):macaouincubadora;cilindrode

arcomprimidoeoxigêniocomautonomiadepelomenos2horas;réguatriplaparatransporte;suporteparafixaçãode

equipamentosmédicos;

­Equipamentosmédicosfixos:respiradormecânico;monitorcardioversorcombateria;oxímetroportátil;bomba

deinfusão;pranchalongaparaimobilizaçãodecoluna;

­Equipamentos médicos móveis: maletadevias aéreas contendo: conjuntodecânulas orofaríngeas; cânulas

endotraqueaisdeváriostamanhos;cateteresdeaspiração;adaptadoresparacânulas;cateteresnasais;seringade20

ml; ressuscitador manual adulto/infantil completo; sondas para aspiração traqueal de vários tamanhos; luvas de procedimentos;lidocaínageléiaespray;cadarçosparafixaçãodecânula;laringoscópioinfantil/adultocomconjuntode lâminascurvaseretas;estetoscópio;esfigmomanômetroadulto/infantil;;fios;fios­guiaparaintubação;pinçadeMagyll; bisturidescartável;cânulasparatraqueostomia;materialparacricotiroidostomia;conjuntodedrenagemdetórax;maleta deacessovenosocontendo:talaparafixaçãodebraço;luvasestéreis;recipientedealgodãocomanti­séptico;pacotes degazeestéril;esparadrapo;materialparapunçãodeváriostamanhos,incluindoagulhasmetálicas,plásticaseagulhas especiaisparapunçãoóssea;garrote;equiposdemacroemicrogotas;cateteresespecíficosparadissecçãodeveias tamanhosadulto/infantil;tesoura;pinçadeKocher;cortadoresdesoro;lâminasdebisturi;seringasdeváriostamanhos; torneiras de 3 vias; equipo de infusão polivias; frascos de solução salina, ringer lactato, e glicosada para infusão venosa;caixadepequenacirurgia;maletadepartocontendo:luvascirúrgicas;clampsumbilicais;estileteestérilpara cortedocordão;sacoplásticoparaplacenta;absorventehigiênicogrande;cobertorousimilarparaenvolverorecém­ nascido; compressas cirúrgicas estéreis, pacotes de gases estéreis e braceletes de identificação; sondas vesicais; coletoresdeurina;protetoresparaevisceradosouqueimados;espátulasdemadeira;sondas nasogástricas; eletrodos descartáveis; equipos paradrogas fotossensíveis; equipos para bombas de infusão; circuito de respirador estéril de reserva; cobertoroufilmemetálicoparaconservaçãodocalordocorpo; campocirúrgicofenestrado; almotolias com anti­séptico; conjunto de colares cervicais; equipamentos de proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras, luvas.

Outros:coleteimobilizadordorsal;cilindrodeoxigênioportátilcomválvula;manômetroefluxômetrocommáscara e chicote para oxigenação; bandagens triangulares; talas para imobilização de membros; coletes reflexivos para a tripulação;lanternademão;equipamentosdeproteçãoàequipedeatendimento:óculos,máscaras,luvas.

3.5.2­Aeronaves deAsas Fixas (Aviões)eAeronaves deAsas Rotativas (Helicópteros)paraatendimentopré­ hospitalarmóvelsecundáriooutransporteinterhospitalar:

­Conjuntoaeromédico(homologadopeloDepartamentodeAviaçãoCivil–DAC):macaouincubadora;cilindrode

arcomprimidoeoxigêniocomautonomiadepelomenos4horas;réguatriplaparatransporte;suporteparafixaçãode

equipamentosmédicos.

­Equipamentosmédicosfixos:respiradormecânico;monitorcardioversorcombateriacommarca­passoexterno

não­invasivo;oxímetroportátil;monitordepressãonãoinvasiva;bombadeinfusão;pranchalongaparaimobilizaçãode

coluna;capnógrafo;

­Equipamentos médicos móveis:maletadevias aéreas contendo:cânulas endotraqueais devários tamanhos; cateteres de aspiração; adaptadores para cânulas; cateteres nasais; seringa de 20 ml; ressuscitador manual adulto/infantilcompleto;sondasparaaspiraçãotraquealdeváriostamanhos;luvasdeprocedimentos;lidocaínageléiae spray; cadarços para fixação de cânula; laringoscópio infantil/adulto com conjunto de lâminas curvas e retas; estetoscópio;esfigmomanômetroadulto/infantil;cânulasorofaríngeasadulto/infantil;fios;fios­guiaparaintubação;pinça deMagyl; bisturidescartável; cânulas paratraqueostomia; materialparacricotiroidostomia; conjuntodedrenagem de tórax;maletadeacessovenosocontendo:talaparafixaçãodebraço,luvasestéreis,recipientedealgodãocomanti­ séptico;pacotesdegazeestéril;esparadrapo;materialparapunçãodeváriostamanhos,incluindoagulhasmetálicas, plásticaseagulhasespeciaisparapunçãoóssea;garrote;equiposdemacroemicrogotas;cateteresespecíficospara dissecçãodeveiastamanhosadulto/infantil;tesoura,pinçadeKocher;cortadoresdesoro;lâminasdebisturi;seringas

deváriostamanhos;torneirasde3vias;equipodeinfusãopolivias;frascosdesoluçãosalina,ringerlactatoeglicosada

parainfusãovenosa;caixacompletadepequenacirurgia;maletadepartocontendo:luvascirúrgicas;clampsumbilicais; estileteestérilparacortedocordão;sacoplásticoparaplacenta,absorventehigiênicogrande;cobertorousimilarpara envolverorecém­nascido; compressas cirúrgicas estéreis; pacotes de gases estéreis e braceletes de identificação; sondas vesicais; coletores de urina; protetores para eviscerados ou queimados; espátulas de madeira; sondas nasogástricas;eletrodosdescartáveis;equiposparadrogasfotossensíveis;equiposparabombasdeinfusão;circuitode respiradorestérildereserva;cobertoroufilmemetálicoparaconservaçãodocalordocorpo;campocirúrgicofenestrado; almotoliascomanti­séptico;conjuntodecolarescervicais;equipamentosdeproteçãoàequipedeatendimento:óculos, máscaras,luvas.

3.6–EmbarcaçãodeTransporte(TipoF):

Este veículo motorizado aquaviário, destinado ao transporte por via marítima ou fluvial, poderá ser equipado comoindicadoparaasAmbulânciasdeTipoA,B,ouD,dependendodotipodeassistênciaaserprestada.

4–DEFINIÇÃODOSMEDICAMENTOSDASAMBULÂNCIAS

Medicamentosobrigatóriosquedeverãoconstarnosveículosdesuporteavançado,sejanosveículosterrestres,

aquáticosenasaeronavesounavesdetransportemédico(ClassesD,EeF):

­ Lidocaína sem vasoconstritor; adrenalina, epinefrina, atropina; dopamina; aminofilina; dobutamina;

hidrocortisona;glicose50%;

­Soros:glicosado5%;fisiológico0,9%;ringerlactato;

­Psicotrópicos:hidantoína;meperidina;diazepan;midazolan;

­Medicamentosparaanalgesiaeanestesia:fentanil,ketalar,quelecin;

­Outros: águadestilada; metoclopramida; dipirona; hioscina; dinitratodeisossorbitol; furosemide; amiodarona; lanatosideoC.

5–TRIPULAÇÃO

Considerando­sequeas urgências nãoseconstituem em especialidademédicaoudeenfermagem equenos cursosdegraduaçãoaatençãodadaàáreaaindaébastanteinsuficiente,entende­sequeosprofissionaisquevenham aatuarcomotripulantes dos Serviços deAtendimentoPré­HospitalarMóveldevam serhabilitados pelos Núcleos de EducaçãoemUrgências,cujacriaçãoéindicadapelopresenteRegulamentoecumpramoconteúdocurricularmínimo neleproposto­CapítuloVII.

5.1 ­ Ambulância do Tipo A: 2 profissionais, sendo um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de

enfermagem.

5.2­AmbulânciadoTipoB:2profissionais,sendoumomotoristaeumtécnicoouauxiliardeenfermagem.

5.3 ­ Ambulância do Tipo C: 3 profissionais militares, policiais rodoviários, bombeiros militares, e/ou outros

profissionais reconhecidos pelogestorpúblico,sendoummotoristaeos outros dois profissionais comcapacitaçãoe

certificaçãoemsalvamentoesuportebásicodevida.

5.4­AmbulânciadotipoD:3profissionais,sendoummotorista,umenfermeiroeummédico.

5.5­Aeronaves:oatendimentofeitoporaeronavesdevesersempreconsideradocomodesuporteavançadode

vidae:

­Paraoscasosdeatendimentopré­hospitalarmóvelprimárionãotraumáticoesecundário, devecontarcomo piloto,ummédico,eumenfermeiro;

­ Para o atendimento a urgências traumáticas em que sejam necessários procedimentos de salvamento, é indispensávelapresençadeprofissionalcapacitadoparatal.

5.6­Embarcações:aequipedevesercomposta2ou3profissionais,deacordocomotipodeatendimentoaser

realizado,contandocomocondutordaembarcaçãoeumauxiliar/técnicodeenfermagememcasosdesuportebásico

devida,eummédicoeumenfermeiro,emcasosdesuporteavançadodevida.

CAPÍTULOV

ATENDIMENTOHOSPITALAR

UNIDADESHOSPITALARESDEATENDIMENTOÀSURGÊNCIASEEMERGÊNCIAS

O presente Regulamento Técnico está definindo uma nova nomenclatura e classificação para a área de

assistência hospitalar de urgência e emergência. Refletindo sobre a regionalização proposta pela NOAS e sobre a estruturadosprontosocorrosexistentesnopaís,adota­seaseguinteclassificação/estruturação,partindodapremissa que nenhum pronto socorro hospitalar poderá apresentar infra estrutura inferior à de uma unidade não hospitalar de

atendimentoàsurgênciaseemergências,conformedescritonoCapítuloIII­item2desteRegulamento:

1­Classificação

AsUnidadesHospitalaresdeAtendimentoemUrgênciaeEmergênciaserãoclassificadassegundosegue:

A­UnidadesGerais:a­UnidadesHospitalaresGeraisdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoI;b­

UnidadesHospitalaresGeraisdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoII.

B ­ Unidades de Referência: a ­ Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e

EmergênciasdeTipoI;b­UnidadesHospitalaresdeReferênciaemAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipo

II;c­UnidadesHospitalaresdeReferênciaemAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoIII.

Observação:AsUnidadesdeReferênciacorrespondem,respectivamente,aosHospitaisTipoI,IIeIIIdefinidos

segundo os critérios de classificação estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 479, de 15 de abril de 1999, que cria mecanismos para a implantação dos Sistemas Estaduais de referência Hospitalar em Atendimento de Urgências e Emergências.

2­DefiniçãodasUnidadeseCritériosdeClassificação

As características gerais relacionadas abaixosãoexigíveis paraaclassificaçãoecadastramentodeUnidades HospitalaresdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasesãocomunsàsGeraisdeTipoIeIIeàsdeReferênciade TipoI,IIeIII.

2.1.1–RecursosHumanos

TodaequipedaUnidadedevesercapacitadanosNúcleosdeEducaçãoemUrgênciasetreinadaemserviçoe,

destaforma,capacitadaparaexecutarsuastarefas.Nocasodotreinamentoemserviço,oResponsávelTécnicopela Unidade será o coordenador do programa de treinamento dos membros da equipe. Uma cópia do programa de treinamento(conteúdo)ouaslinhasgeraisdoscursosdetreinamentodevemestardisponíveispararevisão;deveexistir aindaumaescaladetreinamentodenovosfuncionários.

AUnidadedevecontarcom:

a­ResponsávelTécnico­médicocomTítulodeEspecialistaemsuaáreadeatuaçãoprofissionalreconhecido

pelo Conselho Federal de Medicina ou com Certificado de Residência Médica em sua especialidade emitido por

ProgramadeResidênciaMédicareconhecidopeloMEC.

OmédicoResponsávelTécnicopelaUnidadesomentepoderáassumiraresponsabilidadetécnicaporumaúnica

UnidadecadastradapeloSistemaÚnicodeSaúde.NocasoderesponsáveltécnicodeUnidadeinstaladaemHospital Universitário, omédico poderá acumular esta responsabilidade com a de mais uma Unidade cadastrada pelo SUS, desdequeinstaladanomesmomunicípio.

b­EquipeMédica:devesercompostapormédicosemquantitativosuficienteparaoatendimentodosserviços

nas24horasdodiaparaatendimentodeurgências/emergênciasetodasasatividadesdeledecorrentes.

c­Enfermagem:AUnidadedevecontarcom:­CoordenaçãodeEnfermagem:01(um)EnfermeiroCoordenador;­

Enfermeiros, técnicos deenfermagemeauxiliares deenfermagememquantitativosuficienteparaoatendimentodos

serviçosnas24horasdodiaparaatendimentodeurgências/emergênciasetodasasatividadesdeledecorrentes.

2.1.2–ÁreaFísica

AsáreasfísicasdaUnidadedeverãoseenquadrarnoscritériosenormasestabelecidospelalegislaçãoemvigor

ououtrosditameslegaisqueasvenhamsubstituiroucomplementar,asaber:

a­Resoluçãonº50,de21defevereirode2002,quedispõesobreoRegulamentoTécnicoparaPlanejamento,

Programação, ElaboraçãoeAvaliaçãodeprojetos Físicos deEstabelecimentos deAssistênciaàSaúde, daAgência NacionaldeVigilânciaSanitária–ANVISA.

b­Resoluçãonº05,de05deagostode1993,doCONAMA–ConselhoNacionaldeMeioAmbiente.

A áreafísicadeveserestruturadadeacordocomotamanho, complexidadeeperfilassistencialdaunidadee

adequada para o acolhimento e atendimento especializado aos portadores de danos e/ou agravos específicos em situaçãodeurgência/emergência.

2.1.3­RotinasdeFuncionamentoeAtendimento

A Unidade deve possuir Rotinas de Funcionamento e Atendimento escritas, atualizadas a cada 04 anos e

assinadas pelo Responsável Técnico pela Unidade. As rotinas devem abordar todos os processos envolvidos na

assistênciaquecontemplemdesdeos aspectos organizacionais atéos operacionais etécnicos. Devehavertambém umarotinademanutençãopreventivademateriaiseequipamentos.

AsRotinasdevemcontemplar,nomínimo,osseguintesitens:

a­Critériosdeavaliaçãodospacientese,seforocaso,deindicaçãodeprocedimentocirúrgico;

b­Procedimentosmédico­cirúrgicos;

c­Procedimentosdeenfermagem;

d­Rotinasdesuportenutricional;

e­RotinasdecontroledeInfecçãoHospitalar;

f­Fichaprópriaparadescriçãodoatocirúrgico;

g­Rotinasdeacompanhamentoambulatorialdospacientes;

2.1.4­RegistrodePacientes

AUnidadedevepossuirumprontuárioparacadapacientecomasinformaçõescompletasdoquadroclínicoesua

evolução,todasdevidamenteescritas,deformaclaraeprecisa,datadaseassinadaspeloprofissionalresponsávelpelo

atendimento. Os prontuários deverão estar devidamente ordenados no Serviço de Arquivo Médico. Informações MínimasdoProntuário:

a­Identificaçãodopaciente;

b­HistóricoClínico;

c­AvaliaçãoInicial;

d­Indicaçãodoprocedimentocirúrgico,seforocaso;

e­Descriçãodoatocirúrgico,seforocaso;

f­Descriçãodaevoluçãoeprescrições

g­Condiçõesnaaltahospitalaroutransferência

2.1.5­EstruturaçãodaGradedeReferência

As Unidades Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências devem, possuir retaguarda de maior complexidade previamente pactuada, com fluxo e mecanismos de transferência claros, mediados pela Central de Regulação,afimdegarantiroencaminhamentodoscasosqueextrapolemsuacomplexidade.

Além disso, devem garantir transporte para os casos mais graves, através do serviço de atendimento pré­ hospitalarmóvel,ondeeleexistir,ououtraformadetransportequevenhaaserpactuada.

Tambémdevemestarpactuadososfluxosparaelucidaçãodiagnósticaeavaliaçãoespecializada,alémdesedar ênfase especial ao re­direcionamento dos pacientes para a rede básica e Programa de Saúde da Família, para o adequado seguimento de suas patologias de base e condições de saúde, garantindo acesso não apenas a ações curativas,masatodasasatividadespromocionaisquedevemserimplementadasnesteníveldeassistência.

2.2­CaracterísticasEspecíficas

Alémdascaracterísticasgeraisrelacionadasnoitem2.1,sãoexigíveisparaaclassificaçãoecadastramentode

UnidadesHospitalaresdeAtendimentosàsUrgênciaseEmergênciasasseguintescaracterísticasespecíficasrelativas

acadatipodeUnidade,devendoamesmadisporde:

2.2.1­UnidadesHospitalaresGeraisdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoI:

AsUnidadesHospitalaresGeraisdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoIsãoaquelasinstaladas em hospitais gerais de pequeno porte aptos a prestarem assistência de urgência e emergência correspondente ao

primeironíveldeassistênciadamédiacomplexidade(M1).

Estas Unidades, em funcionamento nas 24 horas do dia, devem contar com instalações físicas, recursos humanos e tecnológicos adequados de maneira a que se tornem o primeiro nível de assistência hospitalar no atendimentodeurgênciaeemergênciadoSistemaEstadualdeUrgênciaeEmergência.Estesrecursosdevemser,no mínimo, aqueles disponíveis e já descritos como exigíveis para as Unidades Não Hospitalares de Atendimento às UrgênciaseEmergências.Osrequisitosrelativosàcapacitaçãoderecursoshumanos,transporteegradedereferência tambémsãoosmesmosdescritosparaestasUnidades.

2.2.2­UnidadesHospitalaresGeraisdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoII:

AsUnidadesHospitalaresGeraisdeAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciasdeTipoIIsãoaquelasinstaladas emhospitaisgeraisdemédioporteaptosaprestaremassistênciadeurgênciaeemergênciacorrespondenteaosegundo

níveldeassistênciahospitalardamédiacomplexidade(M2).

Estas Unidades, em funcionamento nas 24 horas do dia, devem contar com instalações físicas, recursos humanos e tecnológicos adequados de maneira a que se tornem o segundo nível de assistência hospitalar no atendimentodeurgênciaeemergênciadoSistemaEstadualdeUrgênciaeEmergência.

AáreafísicadaUnidadenãopodeserinferioraoespecificadoparaasUnidadesNãoHospitalares­item2.4do

CapítuloII.Alémdisso,nocorpodohospital,devehavercentrocirúrgicoecentroobstétrico,alémdeenfermariaspara

asáreasdeatuaçãomencionadas.

Alémdascaracterísticasgeraisrelacionadasnoitem2.1,sãoexigíveisparaaclassificaçãoecadastramentode

UnidadesGeraisdeTipoIIasseguintescaracterísticasespecíficas,devendoaUnidadedisporde:

2.2.2.1­RecursosHumanos

AlémdosRecursosHumanoslistadosnoitem2.1.1,aUnidadedevecontarcom:

Profissionais mínimos indispensáveis, presentes no hospital, capacitados para atendimento às urgências/emergênciasnassuasáreasespecíficasdeatuaçãoprofissional:

MédicoClínicoGeral

Pediatra

Ginecologista­Obstetra

CirurgiãoGeral

Traumato­Ortopedista

Anestesiologista

AssistenteSocia

2.2.2.2­RecursosTecnológicos

Os recursos tecnológicos mínimos e indispensáveis ­ propedêuticos e/ou terapêuticos para o atendimento

especializadodasurgências/emergênciasdequeaUnidadedevedispor,nas24horas,sãoosseguintes:

Existentesnaprópriaestruturadohospital:

AnálisesClínicasLaboratoriais

Eletrocardiografia

RadiologiaConvencional

RecursosTecnológicosdisponíveisemserviçosdeterceiros,instaladosdentroouforadaestruturaambulatório­ hospitalardaUnidade.Nestecaso,areferênciadeveserdevidamenteformalizadadeacordocomoqueestabelecea

PortariaSASnº494,de26deagostode1999:

Endoscopia

Ultra­sonografia

BancodeSangue

2.2.3­UnidadesdeReferência

AsUnidadesdeReferênciaemAtendimentoàsUrgênciaseEmergênciassãoaquelasinstaladasemhospitais, gerais ou especializados, aptos a prestarem assistência de urgência e emergência correspondente à M3 e à alta complexidade, de acordo com sua capacidade instalada, especificidade e perfil assistencial. Estas Unidades, integrantesdoSistemaEstadualdeReferênciaHospitalaremAtendimentodeUrgênciaseEmergências,devemcontar com instalações físicas, recursos humanos e tecnológicos adequados de maneira a que se tornem a referência de assistênciahospitalarnoatendimentodeurgênciaeemergênciadoSistemaEstadualdeUrgênciaeEmergência.

Ficamentendidoscomorecursostecnológicosehumanosacessíveis/alcançáveisaquelesquesãonecessários ao atendimento aos pacientes em situação de urgência/emergência e pelos quais a unidade hospitalar se responsabiliza,garantindocomrecursosdoprópriohospitaloacessoaoserviçoouprofissional.

As instalações previstas paraas Unidades NãoHospitalares –item2.4doCapítuloIIsãoexigênciamínimae obrigatórianaestruturadasUnidadesdeReferência.Casonãohajaatendimentodetraumato­ortopedianaUnidade,está dispensadaaexistênciadesaladegesso.

2.2.3.1­ Características Específicas­ Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e EmergênciasdeTipoI:

As Unidades deReferênciadeTipoI sãoaquelas instaladas em hospitais especializados equecontam com recursos tecnológicos e humanos adequados para o atendimento das urgências/emergências de natureza clínica e cirúrgica,nasáreasdepediatriaoutraumato­ortopediaoucardiologia.

Alémdascaracterísticasgeraisrelacionadasnoitem2.1,sãoexigíveisparaaclassificaçãoecadastramentode

UnidadesdeReferênciadeTipoIasseguintescaracterísticasespecíficas,devendoaUnidadedisporde:

2.2.3.1.1­RecursosHumanos

AlémdosRecursosHumanoslistadosnoitem2.1.1,aUnidadedevecontarcom:

Profissionais mínimos indispensáveis, presentes no hospital, capacitados para atendimento às urgências/emergênciasnassuasáreasespecíficasdeatuaçãoprofissional:

Cardiologia

Pediatria

TraumatoOrtopedia

Cardiologista

Pediatria

TraumatoOrtopedista

Hemodinamicista

Intensivista

ClínicoGeral

Angiografista

CirurgiãoPediátrico

Anestesiologista

CirurgiãoCardiovascular

Anestesiologista

Intensivista

Ecocardiografista

Imagenologista

Anestesiologista

Serviço de Suporte, Acompanhamento Clínico e Reabilitação: A Unidade deve contar com os serviços e profissionais nas seguintes áreas (dependendo do volume de atendimento, estes profissionais não precisam ser exclusivosdaUnidade):

­PsicologiaClínica;

­Nutrição;

­AssistênciaSocial;

­Fisioterapia;

­TerapiaOcupacional;

­Farmácia;

­Hemoterapia;

Outros Profissionais alcançáveis, identificados por especialidade e capacitados para o atendimento às urgências/emergênciasnassuasáreasespecíficasdeatuaçãoprofissional:

Cardiologia

Pediatria

Traumato­Ortopedia

Hematologista

Endoscopista

Imagenologista

 

Imagenologista

Hematologista

 

Hematologista

CirurgiãoVascular

 

Broncoscopista

Neurocirurgião

 

Neuropediatra

CirurgiãoGeral

   

CirurgiãoBucomaxilofacial

2.2.3.1.2­RecursosTecnológicos

Os recursos tecnológicos mínimos eindispensáveis ­propedêuticos e/outerapêuticos paraoatendimentodas urgências/emergênciasespecializadodequeaUnidadedevedisporsãoosseguintes:

Existentesnaprópriaestruturadohospital:

Traumato­Ort

opedia

Cardiologia

Pediatria

RadiologiaConvencional

RadiologiaConvencional

Radiologia

Convencional

AnálisesClínicasLaborato­

AnálisesClínicasLa­

AnálisesClíni

riais

boratoriais

casLaborato

riais

Eletrocardiografia

Eletrocardiografia

Intensificadorde

Imagem

Ultra­sonografia

Ultra­sonografia

Anestesiologia

Ecocardiografia

CirurgiaPediátrica

Hemodinâmica

Anestesiologia

UnidadedeTerapiaIntensivade

TipoIIouIII

UnidadedeTerapia

IntensivadeTipoIIou

III

CirurgiaCardiovascular

Anestesiologia

BancodeSangue

Angiografia

RecursosTecnológicosdisponíveisemserviçosdeterceiros,instaladosdentroouforadaestruturaambulatório­ hospitalardaUnidade.Nestecaso,areferênciadeveserdevidamenteformalizadadeacordocomoqueestabelecea

PortariaSASnº494,de26deagostode1999:

Traumato­Ortopedi

a

Cardiologia

Pediatria

Tomografia

Computadorizada

Tomografia

Computadorizada

TomografiaComputadorizada

Broncoscopia

CirurgiaVascular

Endoscopia

CirurgiaBucomaxilofacial

BancodeSangue

CirurgiaGeral

Neurocirurgia

BancodeSangue

2.2.3.2 ­ Características Específicas­ Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e EmergênciasdeTipoII:

As Unidades deReferênciadeTipoII sãoaquelas instaladas emhospitais gerais equecontamcomrecursos tecnológicosehumanosadequadosparaoatendimentodasurgências/emergênciasdenaturezaclínicaecirúrgica.

Alémdascaracterísticasgeraisrelacionadasnoitem2.1,sãoexigíveisparaaclassificaçãoecadastramentode

UnidadesdeReferênciadeTipoIIasseguintescaracterísticasespecíficas,devendoaUnidadedisporde:

2.2.3.2.1­RecursosHumanos

AlémdosRecursosHumanoslistadosnoitem2.1.1,aUnidadedevecontarcom:

Profissionais mínimos indispensáveis, presentes no hospital, capacitados para atendimento às urgências/emergênciasnassuasáreasespecíficasdeatuaçãoprofissional:

MédicoClínicoGeral

Pediatra

Ginecologista­Obstetra

CirurgiãoGeral

Traumato­Ortopedista

Anestesiologista

Intensivista

Serviço de Suporte, Acompanhamento Clínico e Reabilitação: A Unidade deve contar com os serviços e profissionais nas seguintes áreas (dependendo do volume de atendimento, estes profissionais não precisam ser exclusivosdaUnidade):

­PsicologiaClínica;

­Nutrição;

­AssistênciaSocial;

­Fisioterapia;

­TerapiaOcupacional;

­Farmácia;

­Hemoterapia;

Outros Profissionais alcançáveis, identificados por especialidade e capacitados para o atendimento às urgências/emergênciasnassuasáreasespecíficasdeatuaçãoprofissional:

Oftalmologista

Endoscopista

Broncoscopista

Otorrinolaringologista

Cardiologista

Odontólogo

Hemodinamicista

Neurologista

Neurocirurgião

Angiografista

Psiquiatra

Hematologista

CirurgiãoPediátrico

2.2.3.2.2­RecursosTecnológicos

Os recursos tecnológicos mínimos eindispensáveis ­propedêuticos e/outerapêuticos paraoatendimentodas urgências/emergênciasespecializadosdequeaUnidadedevedisporsãoosseguintes:

Existentesnaprópriaestruturadohospital:

RadiologiaConvencional

Ultra­sonografia

AnálisesClínicasLaboratoriais

Eletrocardiografia

UnidadedeTerapiaIntensivadeTipoIIouIII

TomografiaComputadorizada

Endoscopia

BancodeSangue

Anestesiologia

RecursosTecnológicosdisponíveisemserviçosdeterceiros,instaladosdentroouforadaestruturaambulatório­ hospitalardaUnidade.Nestecaso,areferênciadeveserdevidamenteformalizadadeacordocomoqueestabelecea

PortariaSASnº494,de26deagostode1999:

Broncoscopia

Hemodinâmica

Angiografia

Ecocardiografia

TerapiaRenalSubstitutiva

2.2.3.3­ Características Específicas­ Unidades Hospitalares de Referência em Atendimento às Urgências e EmergênciasdeTipoIII:

AsUnidadesdeReferênciadeTipoIIIsãoaquelasinstaladasemhospitaisgeraisequecontamcomrecursos tecnológicos e humanos adequados para o atendimento das urgências/emergências de natureza clínica, cirúrgica e traumatológica.Esteshospitaisdevem,ainda,desempenharatribuições decapacitação,aprimoramentoeatualização dosrecursoshumanosenvolvidoscomasatividadesmeioefimdaatençãoàsurgências/emergências.

Alémdascaracterísticasgeraisrelacionadasnoitem2.1,sãoexigíveisparaaclassificaçãoecadastramentode

UnidadesdeReferênciadeTipoIIIasseguintescaracterísticasespecíficas,devendoaUnidadedisporde:

2.2.3.3.1­RecursosHumanos

AlémdosRecursosHumanoslistadosnoitem2.1.1,aUnidadedevecontarcom:

Profissionais mínimos indispensáveis , presentes no hospital, capacitados para atendimento às urgências/emergênciasnassuasáreasespecíficasdeatuaçãoprofissional:

MédicoClínicoGeral

Pediatra

Ginecologista­Obstetra

CirurgiãoGeral

CirurgiãoPediátrico

Traumato­Ortopedista

Anestesiologista

Intensivista

Radiologista

Cardiologista

Neurologista

Odontólogo

Serviço de Suporte, Acompanhamento Clínico e Reabilitação: A Unidade deve contar com os serviços e profissionais nas seguintes áreas (dependendo do volume de atendimento, estes profissionais não precisam ser exclusivosdaUnidade):

­PsicologiaClínica;

­Nutrição;

­AssistênciaSocial;

­Fisioterapia;

­TerapiaOcupacional;

­Farmácia;

­Hemoterapia;

Outros Profissionais alcançáveis, identificados por especialidade e capacitados para o atendimento às urgências/emergênciasnassuasáreasespecíficasdeatuaçãoprofissional:

CirurgiãoVascular

Toxicologista

Oftalmologista

Hemodinamicista

Angiografista

EndoscopistaDigestivo

Broncoscopista

Otorrinolaringologista

CirurgiãoBucomaxilofacial

CirurgiãoPlástico

Psiquiatra

CirurgiãoTorácico

Neurocirurgião

2.2.3.3.2­ Recursos Tecnológicos Os recursos tecnológicos mínimos e indispensáveis ­ propedêuticos e/ou terapêuticos para o atendimento das urgências/emergências especializados de que a Unidade deve dispor são os seguintes:

Existentesnaprópriaestruturadohospital:

RadiologiaConvencional

Ultra­sonografia

Broncoscopista

AnálisesClínicasLaboratoriais

Eletrocardiografia

UnidadedeTerapiaIntensivadeTipoIIouIII

TomografiaComputadorizada

Endoscopia

BancodeSangue

Anestesiologia

TerapiaRenalSubstitutiva

Neurocirurgia

Ecocardiografia

RecursosTecnológicosdisponíveisemserviçosdeterceiros,instaladosdentroouforadaestruturaambulatório­ hospitalardaUnidade.Nestecaso,areferênciadeveserdevidamenteformalizadadeacordocomoqueestabelecea

PortariaSASnº494,de26deagostode1999:

Hemodinâmica

Angiografia

CAPÍTULOVI

TRANSFERÊNCIASETRANSPORTEINTER­HOSPITALAR

1­ConsideraçõesGerais:

DentrodaperspectivadeestruturaçãodeSistemas Estaduais deUrgênciaeEmergência, com universalidade, atençãointegraleeqüidadedeacesso,decaráterregionalizadoehierarquizado,deacordocomasdiretrizesdoSUS, os serviços especializados e de maiorcomplexidade deverão serreferência para um ou mais municípios de menor porte.

Assim, estes municípios menores devem se estruturarpara acolheros pacientes acometidos por agravos de urgência,decaráterclínico,traumato­cirúrgico,ginecoobstétricoepsiquiátrico,sejamestesadultos,criançasourecém nascidos, realizar a avaliação e estabilização inicial destes e providenciar sua transferência para os serviços de referência loco regionais, seja para elucidação diagnóstica através de exames especializados, avaliação médica especializadaouinternação.

As grades de referência loco regionais devem ser previamente pactuadas e as transferências deverão ser solicitadasaomédicoreguladordaCentraldeRegulaçãodeUrgências,cujascompetênciastécnicasegestorasestão estabelecidasnoCapítuloIIdesteRegulamento.Taiscentraispoderãoterabrangêncialoco­regional,deacordocomos

pactosdereferênciaemecanismosdefinanciamentoestabelecidospelaNOASSUS/2002.

Noscasosemqueascentraisreguladorasaindanãoestejamestruturadas,aspactuaçõestambémdeverãoser

realizadaseosencaminhamentosdeverãoserfeitosmediantegradedeassistêncialocoregional,comcontatoprévio

comoserviçoreceptor.

Noprocessodeplanejamentoepactuaçãodastransferênciasinter­hospitalares,deverásergarantidoosuporte

deambulânciasdetransporteparaoretornodospacientesque,foradasituaçãodeurgência,aoreceberemalta,não

apresentempossibilidadedelocomover­seatravésdeoutrosmeios,porrestriçõesclínicas.

Pacientesquenãotenhamautonomiadelocomoçãoporlimitaçõessócioeconômicaseque,portanto,extrapolam oâmbitodeatuaçãoespecíficodasaúde,deverãoreceberapoio,nosmoldesestabelecidosporpolíticasintersetoriais locoregionais. Salienta­sequeoplanejamentodosuporteaestes casos édefundamentalimportânciaaoadequado funcionamentodosserviçosdesaúde,umavezqueospacientespodemocuparleitoshospitalaresporperíodosmais oumenoslongosapósteremrecebidoalta,pordificuldadedetransportederetornoasuasresidências.

2­Conceituação:

O transporte inter­hospitalar refere­se à transferência de pacientes entre unidades não hospitalares ou hospitalaresdeatendimentoàsurgênciaseemergências,unidadesdediagnóstico,terapêuticaououtrasunidadesde saúdequefuncionemcomobasesdeestabilizaçãoparapacientes graves,decaráterpúblicoouprivadoetemcomo principaisfinalidades:

a­A transferênciadepacientes deserviços desaúdedemenorcomplexidadeparaserviços dereferênciade maiorcomplexidade,sejaparaelucidaçãodiagnóstica,internaçãoclínica,cirúrgicaouemunidadedeterapiaintensiva, semprequeascondiçõeslocaisdeatendimentocombinadasàavaliaçãoclínicadecadapacienteassimexigirem;

b ­ A transferência de pacientes de centros de referência de maior complexidade para unidades de menor complexidade,sejaparaelucidaçãodiagnóstica,internaçãoclínica,cirúrgicaouemunidadedeterapiaintensiva,seja emseusmunicípiosderesidênciaounão,paraconclusãodotratamento,semprequeacondiçãoclínicadopacienteea estruturadaunidadedemenorcomplexidadeassimopermitirem,comoobjetivodeagilizarautilizaçãodosrecursos especializadosnaassistênciaaospacientesmaisgravese/oucomplexos.

Este transporte poderá ser aéreo, aquaviário ou terrestre, de acordo com as condições geográficas de cada região,observando­seasdistânciaseviasdeacesso,comoaexistênciadeestradas,aeroportos,helipontos,portose

condições de navegação marítima ou fluvial, bem como a condição clínica de cada paciente, não esquecendo a observaçãodocustoedisponibilidadedecadaum desses meios. Otransporteinterhospitalar, emqualquerdesuas modalidades,deacordocomadisponibilidadederecursoseasituaçãoclínicadopacienteasertransportado,deveser realizadoemveículosadequadoseequipadosdeacordocomoestabelecidonoCapítuloIVdesteRegulamento.

Transporte Aeromédico: O transporte aéreo poderá ser indicado, em aeronaves de asa rotativa, quando a gravidadedoquadroclínicodopacienteexigirumaintervençãorápidaeas condições detrânsitotornemotransporte terrestremuitodemorado,ouemaeronaves deasafixa,parapercorrergrandes distâncias emumintervalodetempo aceitável, diantedas condições clínicas dopaciente. A operaçãodestetipodetransportedeve seguir as normas e legislaçõesespecíficasvigentes,oriundasdoComandodaAeronáuticaatravésdoDepartamentodeAviaçãoCivil.Para efeitodaatividademédicaenvolvidanoatendimentoetransporteaéreodepacientes,conformejádefinidonoCapítulo IV deste Regulamento, considera­se que o serviço deve possuir um diretor médico com habilitação mínima compreendendo capacitação em emergência pré­ hospitalar, noções básicas de fisiologia de vôo e noções de aeronáutica,sendorecomendávelhabilitaçãoemmedicinaaeroespacial.Oserviçodetransporteaeromédicodeveestar integradoaosistemadeatendimentopré­hospitalareàCentraldeRegulaçãoMédicadeUrgênciasdaregiãoedeveser consideradosemprecomomodalidadedesuporteavançadodevida.

­TransporteAquaviário:estetipodetransportepoderáserindicadoemregiõesondeotransporteterrestreesteja

impossibilitadopelainexistênciadeestradase/ouondenãohajatransporteaeromédico,observando­seaadequaçãodo

tempodetransporteàsnecessidadesclínicaseagravidadedocaso.

­TransporteTerrestre:estetipodetransportepoderáserindicadoparaáreasurbanas,emcidadesdepequeno,

médioegrandeporte,ouparaastransferênciasintermunicipais, ondeas estradas permitamqueessas unidades de

transportesedesloquemcomsegurançaenointervalodetempodesejávelaoatendimentodecadacaso.

3­DiretrizesTécnicas:

3.1­Responsabilidades/AtribuiçõesdoServiço/MédicoSolicitante

Ficamestabelecidasasseguintesresponsabilidades/atribuiçõesaoServiço/Médicosolicitante:

a­Omédicoresponsávelpelopacientesejaeleplantonista, diaristaouomédicoassistente, deverealizaras solicitaçõesdetransferênciasàCentraldeRegulaçãoerealizarcontatopréviocomoserviçopotencialmentereceptor;

b ­ Não remover paciente em risco iminente de vida, sem prévia e obrigatória avaliação e atendimento respiratório,hemodinâmicoeoutrasmedidasurgentesespecíficasparacadacaso,estabilizando­oepreparando­opara otransporte;

c­Esgotarseusrecursosantesdeacionaracentralderegulaçãoououtrosserviçosdosistemalocoregional;

d­Adecisãodetransferirumpacientegraveéestritamentemédicaedeveconsiderarosprincípiosbásicosdo

transporte,quaissejam:nãoagravaroestadodopaciente,garantirsuaestabilidadeegarantirtransportecomrapideze

segurança;

e­Informaraomédicoregulador,demaneiraclaraeobjetiva,ascondiçõesdopaciente;

f ­Elaborardocumentodetransferênciaquedeveacompanharopacienteduranteotransporte e compor seu

prontuárionaunidadereceptora,registrandoinformaçõesrelativasaoatendimentoprestadonaunidadesolicitante,como

diagnósticodeentrada,examesrealizadoseascondutasterapêuticasadotadas.Estedocumentodeveráconteronome

eCRMlegíveis,alémdaassinaturadosolicitante;

g­Obteraautorizaçãoescritadopacienteouseuresponsávelparaatransferência.Poder­se­áprescindirdesta

autorizaçãosemprequeopacientenãoestejaaptoparafornecê­laenãoestejaacompanhadodepossívelresponsável;

h­A responsabilidadedaassistênciaaopacientetransferidoédomédicosolicitante, atéqueomesmoseja recebido pelo médico da unidade responsável pelo transporte, nos casos de transferência em viaturas de suporte avançadodevidaouatéqueomesmosejarecebidopelomédicodoserviçoreceptor,noscasosdetransferênciaem viaturasdesuportebásicodevidaouviaturasdetransportesimples.Oiníciodaresponsabilidadedomédicodaviatura detransporteoudomédicodaunidadereceptoranãocessaaresponsabilidadedeindicaçãoeavaliaçãodoprofissional daunidadesolicitante;

i ­ Nos casos de transporte de pacientes em suporte básico de vida para unidades de apoio diagnóstico e

terapêutico, para realização de exames ou tratamentos, se o paciente apresentar intercorrência de urgência, a

responsabilidadepelotratamentoeestabilizaçãoédaunidadequeestárealizandooprocedimento, quedeveráestar aptaparaseuatendimento,noquedizrespeitoamedicamentos,equipamentoserecursoshumanoscapacitados;

j­Noscasosdetransportedepacientescríticospararealizaçãodeprocedimentosdiagnósticosouterapêuticos

e,casoestesserviçossituem­seemclínicasdesvinculadasdeunidadeshospitalares,osuporteavançadodevidaserá

garantidopelaequipedaunidadedetransporte;

k­NoslocaisemqueasCentraisdeRegulaçãoaindanãoestejamestruturadasouemplenofuncionamento,é

vedado a todo e qualquer solicitante, seja ele público ou privado, remover pacientes sem contato prévio com a

instituição/serviçopotencialmentereceptor;

l ­ Nos locais em que as Centrais de Regulação já estão em funcionamento, nenhum paciente poderá ser transferidosemcontatopréviocomamesmaoucontrariandosuadeterminação;

m ­ Nos casos de transferências realizadas pelo setor privado, o serviço ou empresa solicitante deverá se

responsabilizar pelo transporte do paciente, bem como pela garantia de recepção do mesmo no serviço receptor, obedecendoasespecificaçõestécnicasestabelecidasnesteRegulamento;

n­Noscasosdeoperadorasdeplanosprivadosdeassistênciaàsaúde,permaneceemvigoralegislaçãoprópria

a respeito deste tema, conforme Resolução CONSU n° 13, de 4 de novembro de 1998 e eventual regulamentação posterioraserestabelecidapelaAgênciaNacionaldeSaúdeSuplementar.

3.2­Responsabilidades/AtribuiçõesdaCentraldeRegulação/MédicoRegulador

Além

das

estabelecidas

no Capitulo

II

deste Regulamento, ficam definidas

as

seguintes

responsabilidades/atribuiçõesparaaCentraldeRegulação/MédicoRegulador:

a ­ O acionamento e acompanhamento da unidade e equipe de transporte, caso estes se localizem

descentralizados em relação à estrutura física da central de regulação, como nos casos de transporte aeromédico, hidroviárioouterrestre,emqueseoptepordescentralizarviaturaseequipesparagarantirmaioragilidadenaresposta. Nestescasos,alocalizaçãodos veículos edas equipes desaúderesponsáveis pelotransportedeveráserpactuada entreosgestoresmunicipaisdaregiãodeabrangênciadacentral;

b­Utilizaroconceitode“vagazero”,definidonoCapítuloIIdesteRegulamentotambémnoscasosderegulações

inter­hospitalares,quandoaavaliaçãodoestadoclínicodopacienteedadisponibilidadederecursos locoregionais o tornemimperativo.

3.3 ­ Responsabilidades/Atribuições da Equipe de Transporte Ficam estabelecidas as seguintes

responsabilidades/atribuiçõesàEquipedeTransporte:

a­Acataradeterminaçãodomédicoreguladorquantoaomeiodetransporteetipodeambulânciaquedeveráser

utilizadoparaotransporte;

b­Informaraomédicoreguladorcasoas condições clínicas dopacientenomomentodarecepçãodomesmo paratransportenãosejamcondizentescomasinformaçõesqueforamfornecidasaomédicoreguladorerepassadaspor esteàequipedetransporte;

c ­Nocasodetransporteterrestre,deverãoserutilizadas as viaturas detransportesimples paraos pacientes

eletivos,emdecúbitohorizontalousentados,viaturasdesuportebásicoousuporteavançadodevida,deacordocomo julgamentoedeterminaçãodomédicoregulador,apartirdaavaliaçãocriteriosadahistóriaclínica,gravidadeeriscode cada paciente, estando tais viaturas, seus equipamentos, medicamentos, tripulações e demais normas técnicas estabelecidasnopresenteRegulamento;

d ­ O transporte inter­hospitalar pediátrico e neonatal deverá obedecer às diretrizes estabelecidas neste Regulamento,sendoqueasviaturasutilizadasparataldevemestarequipadascomincubadoradetransporteedemais equipamentosnecessáriosaoadequadoatendimentoneonatalepediátrico;

e­Registrartodasasintercorrênciasdotransportenodocumentodopaciente;

f­Passarocaso,bemcomotodasasinformaçõesedocumentaçãodopaciente,aomédicodoserviçoreceptor;

g­Comunicaraomédicoreguladorotérminodotransporte;

h­Conduziraambulânciaeaequipedevoltaàsuabase.

3.4 ­ Responsabilidades/Atribuições do Serviço/Médico Receptor Ficam estabelecidas as seguintes

responsabilidades/atribuiçõesaoServiço/MédicoReceptor:

a ­ Garantir o acolhimento médico rápido e resolutivo às solicitações da central de regulação médica de urgências;

b ­ Informar imediatamente à Central de Regulação se os recursos diagnósticos ou terapêuticos da unidade atingiremseulimitemáximodeatuação;

c ­ Acatar a determinação do médico regulador sobre o encaminhamento dos pacientes que necessitem de

avaliaçãoouqualqueroutrorecursoespecializadoexistentenaunidade,independentedaexistênciadeleitosvagosou

não–conceitode“vagazero”;

d­Discutirquestões técnicas especializadas semprequeoreguladoroumédicos deunidades solicitantes de menorcomplexidadeassimdemandarem;

e­Prepararaunidadeesuaequipeparaoacolhimentorápidoeeficazdospacientesgraves;

f ­Receberopacienteesuadocumentação, dispensandoaequipedetransporte, bemcomoaviaturaeseus equipamentosomaisrápidopossível;

g ­ Comunicar a Central de Regulação sempre que houver divergência entre os dados clínicos que foram comunicadosquandodaregulaçãoeosobservadosnarecepçãodopaciente.

CAPÍTULOVII

NÚCLEOSDEEDUCAÇÃOEMURGÊNCIAS

As urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente. No que diz respeito à capacitação, habilitação e educação continuada dos trabalhadores do setor, observa­se ainda a fragmentação e o baixo aproveitamento do processo educativo tradicional e a insuficiência dos conteúdos curriculares dos aparelhos formadores na qualificação de profissionais para as urgências, principalmente, em seu componente pré­ hospitalar móvel. Também se constata a grande proliferação de cursos de iniciativa privada de capacitação de recursos humanos para a área, com grande diversidadedeprogramas econteúdos ecargas horárias, sem aadequadaintegraçãoàrealidadeeàs diretrizes do SistemaÚnicodeSaúde–SUS.

Assim,considerandooaindaimportantegraudedesprofissionalização,faltadeformaçãoeeducaçãocontinuada dostrabalhadoresdasurgências,resultandoemcomprometimentodaqualidadenaassistênciaenagestãodosetor;a necessidadedecriarestruturascapazesdeproblematizararealidadedosserviçoseestabeleceronexoentretrabalhoe educação,deformaaresgataroprocessodecapacitaçãoeeducaçãocontinuadaparaodesenvolvimentodosserviços egeraçãodeimpactoem saúdedentrode cada nível de atenção; a necessidade de estabelecimento de currículos mínimosdecapacitaçãoehabilitaçãoparaoatendimentoàsurgências,faceaosinúmerosconteúdosprogramáticose cargashoráriasexistentesnopaísequenãogarantemaqualidadedoaprendizado;ograndenúmerodetrabalhadoresjá atuando no setor e a necessidade de garantir­lhes habilitação formal, obrigatória e com renovação periódica para o exercício profissional e a intervenção nas urgências e ainda, considerando a escassez de docentes capazes de desenvolver um enfoque efetivamente problematizador na educação e a necessidade de capacitar instrutores e multiplicadorescomcertificaçãoecapacitaçãopedagógicaparaatenderademandaexistenteéqueesteRegulamento TécnicopropõeaosgestoresdoSUSacriação,organizaçãoeimplantaçãodeNúcleosdeEducaçãoemUrgências – NEU.

1­AspectosGerais

1.1­Definição:

Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administraçãodeumconselhodiretivo,coordenadopelogestorpúblicodoSUS,tendocomointegrantesassecretarias Estaduais e Municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias,instituiçõesdeensinosuperior,deformaçãoecapacitaçãodepessoalnaáreadasaúde,escolastécnicase outrossetoresqueprestamsocorroàpopulação,decaráterpúblicoouprivado,deabrangênciamunicipal,regionalou estadual.

1.2­PrincípiosNorteadores

SãoprincípiosnorteadoresdosNúcleosdeEducaçãoemUrgências:

­ a organicidade com o processo de formulação de políticas públicas para a atenção integral às urgências, buscandoorganizarosistemaregionaldeatençãoàsurgênciasapartirdaqualificaçãoassistencialcomeqüidade;

­apromoçãointegraldasaúdecomoobjetivodereduziramorbi­mortalidaderegional,preservaredesenvolvera autonomia de indivíduos e coletividades, com base no uso inteligente das informações obtidas nos espaços de atendimentoàsurgências,consideradosobservatóriosprivilegiadosdacondiçãodasaúdenasociedade;

­aeducaçãocontinuadacomoestratégiapermanentedeacreditaçãodos serviços, articuladaaoplanejamento institucionaleaocontrolesocial;

­ a transformação da realidade e seus determinantes, fundamentada na educação, no processamento de situações­problema,extraídasdoespaçodetrabalhoedocamposocial.

1.3­ObjetivosEstratégicos

SãoobjetivosestratégicosdosNúcleosdeEducaçãoemUrgências:

­Constituírem­seemnúcleos deexcelênciaregional, estadualenacional, paraaformaçãodeprofissionais de saúdeasereminseridosnaatençãoàsurgências;

­Elaborar,implantareimplementarumapolíticapública,buscandoconstruirumpadrãonacionaldequalidadede

recursoshumanos,instrumentalizadaapartirdeumarededenúcleosregionais,osquaisarticuladosentresipoderão

incorporarpaulatinamentecritériosdeatençãoeprofissionalizaçãoàsurgências;

­Buscaranucleaçãopúblicadosrecursoseducativosemsaúde;

­Articular, processarecongregaras dificuldades enecessidades das instituiçõesmembroparaalcançaremas suasmetas,afimdeconstituirSistemasEstaduaisdeUrgênciaeEmergência;

­Serespaçointerinstitucionalcombinandoconhecimentosemeiosmateriaisquepermitamabarcaradimensão

qualitativaequantitativadasdemandasdeeducaçãoemurgências,potencializandoascapacidadeserespondendoao

conjuntodedemandasinerentesaumsistemaorganizadodeatenção;

­Serestratégiapúblicaprivilegiadaparaatransformaçãodaqualificaçãodaassistênciaàs urgências, visando impactosobjetivosemsaúdepopulacional;

­ Constituir os meios materiais (área física e equipamentos) e organizar corpo qualificado de instrutores e multiplicadores, que terão como missão, entre outras, produzir os materiais didáticos em permanente atualização e adaptaçãoàsnecessidadesdaspolíticaspúblicasdesaúdeedosserviços/trabalhadoresdasaúde;

1.4­ObjetivosOperacionais

São objetivos operacionais dos Núcleos de Educação em Urgências: ­ Promover programas de formação e educaçãocontinuadanaformadetreinamentoemserviçoafimdeatenderaoconjuntodenecessidadesdiagnosticado em cada região, fundamentando o modelo pedagógico na problematização de situações; ­ Capacitar os recursos humanosenvolvidosemtodasasdimensõesdaatençãoregional,ouseja,atençãopré­hospitalar­unidadesbásicasde saúde,unidadesdesaúdedafamília, pré­hospitalarmóvel, unidades nãohospitalares deatendimentoàs urgências e emergências e ambulatórios de especialidades; atenção hospitalar e atenção póshospitalar ­ internação domiciliar e serviçosdereabilitação,sobaóticadapromoçãodasaúde;­Estimularacriaçãodeequipesmultiplicadorasemcada região, quepossamimplementaraeducaçãocontinuadanos serviços deurgência; ­Congregaros profissionais com experiência prática em urgência, potencializando sua capacidade educacional; ­ Desenvolver e aprimorar de forma participativaesustentadaaspolíticaspúblicasvoltadasparaaáreadaurgência;­Certificaranualmenteere­certificara cadadoisanososprofissionaisatuantesnosdiversossetoresrelativosaoatendimentodasurgências;

Proporparâmetrosparaaprogressãofuncionaldostrabalhadoresemurgências,vinculadosaocumprimentodas

exigênciasmínimasdecapacitação,bemcomoàadesãoàsatividadesdeeducaçãocontinuada.

2­Grades deTemas, Conteúdos, Habilidades, Cargas Horárias Mínimas paraaHabilitaçãoeCertificaçãodos ProfissionaisdaÁreadeAtendimentoàsUrgênciaseEmergências:

Comojáfoiabordado,háumaprementenecessidadedeestabelecimentodecurrículosmínimosdecapacitaçãoe

habilitaçãoparaoatendimentoàsurgências.Istodecorredofatodequeosinúmerosconteúdosprogramáticosecargas

horáriasexistentesnopaísnãogarantemaqualidadedoaprendizado.Assim,opressenteRegulamentopropõetemas,

conteúdos,habilidadesecargashoráriasmínimasaseremdesenvolvidospelosNúcleosdeEducaçãoemUrgênciase

consideradosnecessáriosparaacertificaçãoinicialdetodososprofissionaisquejáatuamouquevenhamaatuarno

atendimentoàsurgênciaeemergências,sejaeledecaráterpúblicoouprivado.

2.1–ProfissionaisdoAtendimentoPré­HospitalarMóvel

A ­ Profissionais Não Oriundos da Área da Saúde A­1 ­ Profissionais da Área de Segurança, Bombeiros e CondutoresdeVeículosdeUrgênciadoTipoB,CeD:

       

CARGA

TEMAS

CONTEÚDO

HABILIDADES

HORÁRIA

(CH)

1.

Programaeatividadeintegração.

Trabalho

 

01T

Introdução

PréePós­teste.

emequipe

TEMAS

 

CONTEÚDO

 

HABILIDADES

 

Carga

Horária(CH)

1.Introdução

Programaeatividadede

Trabalhoemequipe

 

01T

integraçãoPréePós­teste.

(Teórica)

2.Sistemadesaúde

 

Conheceraorganizaçãodo

 

localeserviços

relacionados.

Apresentaçãodarede

hierarquizadadosserviçosde

saúde.

sistemadesaúdelocalde

acordocomahierarquia

dosserviços

 

01T

3.ServiçoPré

Históricodoserviçopré­hospitalar

Trabalhoemequipe

 

02T

HospitalarMóvel

móvel.Perfilprofissional;

Conhecerosconceitosda

 

Apresentaçãodoserviçode atendimentopré­hospitalar(APH) móveldesuacidade ApresentaçãodaPortariaGM/MS

nº2048de5denovembrode

Portariaeascompetências

 

dosprofissionaisdaárea

desegurança,bombeiros.

2002­RegulamentoTécnicodos

SistemasEstaduaisdeUrgênciae

EmergênciaConceitosdeética

médicaligadaaoAPH

4.Centralde

Manejodeequipamentosda

Manuseiodosistemade

 

Regulaçãoe

Equipamentos

centraldeurgência(rádios),

veículosemateriaisutilizadosno

APHmóvel,rotinasoperacionais.

rádioetécnicasde

comunicação.

01T

   

Conhecimentodas

 

principaisdivisões

Anatomiatopográfica:regiões

anatômicas,regiões

anatômicasenoçõesgeraisde

anatômicas,enoçõesde

5.Anatomiae

anatomiatopográfica.Aparelhose

anatomiatopográfica.

08T02P

Fisiologia

sistemas:anatomiaefisiologia

dosaparelhosesistemasdo

Conhecimentodos

aspectosmorfológicose

(Prática)

corpohumano:emespecial

fisiológicosdosdiversos

esquelético,cardíaco,respiratório.

aparelhosparaformulação

decorrelaçãoanátomo­

clínica.

   

Conheceraimportânciado

 

examedacenado

6.Cinemáticado

Examedacenaemecanismosde

acidenteparaidentificar

03T

Trauma

lesões.

sinaisdegravidade.Saber

correlacionaracenascom

osmecanismosdelesões.

 

AbordagemPrimáriaesecundária

Realizaraabordagem

 

deumaVítima;técnicasrelativas

primáriaesecundáriapara

àavaliaçãodesinaisvitaisde

reconhecersinaisde

7.Abordagemdo

paciente.

vítimas:pressãoarterial,

gravidadeemsituações

freqüênciarespiratóriaedepulso,

temperaturaeoutros.Escalade

queameaçamavidade

formaimediataeaslesões

08T12P

 

comadeGlasgoweescalade

dosdiversossegmentos.

traumarevisadoouescalade

Saberutilizaraescalade

traumautilizadapeloserviçolocal

Glasgowedetrauma.

 

ObstruçãodeViasAéreas.

   

DesobstruçãodeViasAéreas.

a.ManejodeVias

Aéreas/Ressuscitação

Cardiopulmonar

SinaiseSintomasdeparada

respiratóriaecardíaca.Técnicas

dereanimaçãocardiopulmonarem

adultoecriança.

06T18P

 

Materiaiseequipamentos

utilizadosemparadacardio

respiratória.Materiaise

Equipamentosutilizadosem

oxigênioterapia.

   

Reconheceremanejar

 

obstruçãodeviasaéreas;

Realizaroxigênioterapia.

Conhecerasprincipaisdoenças

Conhecerequipamentos

b.Biossegurança

transmissíveisConhecernormas

utilizadosemparada

02T

debiossegurança,materiaise

cardiorespiratóriaEstar

 

métodosdecontroledeinfecções.

habilitadoparatécnicasde

RCPUtilizartécnicase

métodosdecontrolede

infecções.

8.Ferimentos/

Tiposdeferimentos;hemorragia;

Reconhecerosdiversos

04T06P

hemorragia/

choque,principalmentechoque

tiposdeferimentos,

Bandagem/Choque

hipovolêmico;Curativose

hemorragias,choque

Bandagens;TécnicasdeSuporte

hipovolêmico;Possuir

BásicodeVidaparaotratamento

habilidadespsicomotoras

dochoquehipovolêmico

relativasàsaplicaçõesde

   

técnicasdecurativose

 

bandagenscomcontrole

dehemorragiasesuporte

básiconoscasosde

choquehipovolêmico.

 

TraumaMúsculoEsqueléticose

Reconhecerosdiversos

 

seussinaisesintomas.Técnicas

tiposdetraumamúsculo­

9.Traumamúsculo­

relativasàimobilizaçãode

esqueléticoExecutar

esqueléticoe

extremidadeslesadas.Materiaise

técnicasdeimobilização

02T10P

imobilizações

equipamentosutilizadosparaa

deextremidadeslesadas

imobilizaçãodeextremidades

comequipamentos

lesadas.

adequados.

 

TraumatismoCranioencefálico

   

10.Traumatismos

TraumatismoRaquimedular

Conheceras

específicos

TraumaTorácicoeAbdominal

peculiaridadeseprestaro

TraumadeFace

atendimentoinicialnosdi­

12T

 

TraumanaCriançaenaGestante

Agravosporeletricidade

versostraumatismos

específicos

Queimaduras

 

Materiaiseequipamentos

   

utilizadosparaaremoçãode

vítimasdeacidentes.Técnicasde

remoçãodevítimasdeacidentes:

Saberutilizarmateriaise

11.Remoçãode

vítima

rolamento,elevações,retiradade

veículos,transportecomousem

autilizaçãodemateriaise

equipamentos.Técnicasrelativas

àremoçãodevítimasde

equipamentospara

remoçãodevítimasde

acidentesnasdiversas

situaçõesencontradas.

04T30P

acidentesaquáticoseemaltura

comespecialcuidadoàcoluna

vertebral.

   

Possuirhabilidades

 

12.Assistênciaao

TrabalhodeParto­período

psicomotorasrelativasao

PartoeCuidadoscom

expulsivoCuidadocomoRecém­

atendimentoaoparto

04T

oRecémNascido

Nascido

normalecuidadoscomo

recém­nascido

13.Intervençãoem

 

Conheceras

 

criseseatendimentos

ReconhecimentoeIntervenção

peculiaridadeseprestaro

02T

depacientes

emsituaçãodecrise

atendimentoinicialnessas

especiais

situações

 

Fisiologiaetécnicasde

Conheceras

 

14.Afogamento

abordagem.Peculiaridadesno

peculiaridadeseprestaro

02T

atendimento

atendimentoinicial.

   

Conheceras

 

15.Intoxicação

Exógena

Reconhecimentoepeculiaridades

noatendimentoinicial.

peculiaridadeseprestaro

atendimentoinicial.

02T

 

PeculiaridadeseAtendimento

Conheceras

 

16.Emergências

Clínicas

inicialdeemergênciasclinicas

maisfreqüentes

peculiaridadeseprestaro

atendimentoinicial

06T

17.Acidentescom

ConceitoPrincípiosdeControleda

Sabermanejarsituações

 

múltiplasVítimase

CenaTriagem,tratamentoe

deacidentescommúltiplas

02T02P

Catástrofes

transporte.

vítimas.

   

Prestaroatendimento

 

inicialdemaneira

18.Acidentescom

produtosperigosos

Conceitos/LegislaçãoPrincípios

deatendimento

adequadagarantindoa

segurançadaequipeedas

02T

vítimas

   

Conhecerfluxode

 

atendimentodoshospitais

19.Estágios

Rotinasdeatendimentodepronto

daredehierarquizadabem

12P

hospitalares

socorro;maternidade.

comopresenciar

atendimentodas

emergências.

20.Estágiosem

Vivênciapráticadeatendimento

Familiarizaçãocoma

24P

Ambulâncias

rotinadeserviçoe

participardeatendimento

devítimasemsituações

reais

   

Demonstrarconhecimentos

 

21.*Avaliaçãoteórica

Provasescritasepráticasde

04T06P

epraticadocurso

avaliaçãodeconhecimento

adquiridos

   

Conhecimentoehabilidade

 

22.Salvamento**

MODULOCOMPLEM

ENTAR

Conceitosetécnicasde:

Salvamentoterrestre;Salvamento

emalturas;Salvamentoaquático;

Materiaiseequipamentos

psicomotorapara

realizaçãodesalvamento

terrestre,aquáticoeem

alturas

10T20P

TOTAL

   

200H

NúmerodehorasparaavaliaçãoaseremdistribuídasduranteoCurso.

**MóduloespecíficoparaprofissionaisdaáreadeSegurançaouMotoristasdeViaturasdeTipoB,CeD.

A­2–CondutordeVeículosdeUrgênciadoTipoA

TEMA

CONTEÚDO

HABILIDADES

CH

   

Responderaaplicaçãodoprée

 

1.Introdução

Apresentaçãodoprogramae

pós­testedeconhecimento

01T(Teórica)

atividadedeintegração

escritoeindividualParticipar

 

dasatividadesdeGrupos.

 
   

Identificarruas/logradouros/

 

bairrosdacidadeIdentificara

localizaçãodosserviçosde

2.Geografiae

estruturaurbana

Apresentaçãodageografiae

estruturaurbanadacidade

saúdedacidadeIdentificaras

portasdeentradadosserviços

03T10P

(Prática)

dacidade

deurgênciahospitalaresenão

hospitalaresIdentificar

 

endereçoseregiõesdedifícil

acesso

   

Reconhecerasfunçõesdecada

 

serviçodeacordocomsua

3.Sistemade

hierarquia.Identificara

saúdeerede

hierarquizadade

assistência

ApresentaçãodoSistemade

saúdelocaleserviços

relacionadoscomasaúde

localizaçãodosserviçosde

saúdedacidadeIdentificar

serviçosemlocaisdedifícil

acesso.Dominarageografiada

2T

regiãoparaviabilizarrotas

alternativas

   

Dominarosconceitosda

 

Portaria,aregulaçãomédica

4.Serviçode

atendimento

pré­hospitalar

móvel(APH

móvel)

ApresentaçãodaPortariaGM/MS

nº2048,de5denovembrode

2002­RegulamentoTécnicodos

SistemasEstaduaisdeUrgência

eEmergência

dasurgênciaseosfluxosda

centralderegulação.Identificar

asfunçõesdocondutorde

veículosdeurgência.Dominaro

funcionamentoeorganização

2T

doAPHmóveldesuacidade

   

Estabelecercontatocoma

2T10P

centralderegulaçãode

5.Papeldo

condutorde

veículosde

urgência

Manejodeequipamentosda

centralderegulaçãodeurgências

urgências.Operarosistemade

radiocomunicaçãoparacontato

comacentral.Dominarouso

decódigosderádio,conforme

protocolosdoserviço.

   

Descreveracenadas

ocorrências,identificandosinais

derisco.Identificar

necessidadedearticularoutros

serviçosparaatendimentona

cenadaocorrênciaecomunicar

àcentralAuxiliaraequipede

   

saúdenosgestosbásicosde

 

suporteàvidaAuxiliaraequipe

nasimobilizaçõesetransporte

devítimas

   

Identificartodosostiposde

 

6.Suporte

básicodevida

Realizaçãodemedidasdesuporte

básicodevida

materiaisexistentesnos

veículosdesocorroesua

utilidade,afimdeauxiliara

   

equipedesaúde

   

Realizarmedidasreanimação

cardiorespiratóriabásica

Identificarsinaisdegravidade

04T16P

emsituaçõesdeurgência

traumática,clínica,obstétrica,

psiquiátricaAplicar

conhecimentosparaabordagem

depacientesgravesem

urgênciaclínica,traumática,

psiquiátrica,pediátrica,

obstétrica

   

Aplicartécnicasdedireção

 

defensiva.Utilizarsinais

7.Direção

TécnicasdeDireçãoDefensiva

sonoroseluminososnas

02T08P

defensiva

situaçõesdeurgência.

 

Viabilizarasinalizaçãoe

segurançadacena.

   

Dominaralegislaçãodo

 

8.Acidentes

comprodutos

Noçõessobreacidentescom

produtosperigosos

transportedeperigosas.Aplicar

técnicasdeabordagemde

perigosos

veículoscomprodutos

 

perigosos.

   

Aplicarnormasdesegurançana

02T02P

exposiçãoaprodutos

perigosos.Auxiliarna

organizaçãodacenaem

situaçõesdeacidentescom

cargasperigosas

TOTAL

   

64H

TEMAS

CONTEÚDOS

HABILIDADES

CH

   

Dominaroprogramaaser

 

desenvolvido.Respondera

aplicaçãodepré­testeepós­

1.Introdução

Apresentaçãodoprogramae

testedeconhecimento.

06T(Teórica)

atividadedeintegração

Participardodesenvolvimento

08P(Prática)

 

detécnicasdegrupos.Dominar

alocalizaçãode

ruas/logradourosdacidade.

   

Identificarasregiõesdos

 

2.Geografiae

estruturaurbana

Conhecimentodageografiae

estruturaurbanadacidade

chamadoseassociarcomos

endereçosdassolicitações.

dacidade

Conhecerendereçosdos

serviçosdesaúdedacidade

3.Sistemade

ApresentaçãodoSistemade

Conheceraorganizaçãodo

02T08P

SaúdeeRe­de

saúdelocaleserviços

sistemadesaúdelocalde

hierarquizadade

relacionadoscomasaúde

acordocomahierarquiados

assistência

serviços:redebásica,redede

urgência,considerandoas

portasdeentradahospitalarese

nãohospitalares.Saberquala

estruturaemissãodecada

serviço.Conhecerhoráriosde

A­3­Telefonistas–AuxiliaresdeRegulaçãoeRádio­Operadores

   

funcionamentodosserviçose

 

capacidadeinstalada

   

Conheceroconteúdoda

 

PortariaGM/MSde

de

outubrode2002ecompreender

4.Serviçode

seusconceitos.Compreendero

atendimento

pré­hospitalar

móvel

Apresentaçãodoserviçode

atendimentopré­hospitalarmóvel

(APHmóvel)

papeldomédicoreguladorde

urgênciaeosfluxosdacentral

deregulação.Conheceras

08T10P

funçõesdotelefonistaauxiliar

deregulaçãomédicaedorádio

operador.

   

Acolheraschamadas

 

5.Papelda

telefônicasdeacordocoma

telefonista

Funçõesdatelefonistaauxiliarde

rotinapreconizadapela

auxiliarde

regulaçãomédicaedorádio

instituição.Operarosistemade

04T10P

regulaçãoedo

operador

rádiodacentral,estabelecendo

rádiooperador

ocontatocomtodososmeios

integradosàcentral.

   

Reconhecerpalavras­chavesna

 

regulação.Responderàs

situaçõesqueindependemda

respostamédica,deacordo

comosprotocolosdoserviço.

Estabelecerocontatocomas

equipesdasunidadesmóveis

nodespachodasmissões.

   

Monitorarodeslocamentodos

 

veículosdeurgênciae

estabelecerocontrole

operacionalsobreafrota.

Realizarosregistros

pertinentesdeacordocoma

rotinadoserviço.

   

Manejarosequipamentosde

 

telefoniaparacomunicação

comosusuárioseosserviços,

deacordocomarotinada

instituição.Manejaros

equipamentosderadio

comunicação,atravésdouso

decódigosconformerotina

preconizadapelainstituição.

   

Manejarequipamentosde

 

informática,sehouver,de

acordocomarotinadoserviço.

TOTAL

   

56H

RECOMENDAÇÃODEATIVIDADESPRÁTICAS

­Permanêncianasaladeregulaçãodeurgêncianacondiçãodeobservador(noacolhimentodaschamadas,na

operaçãodosrádiosetelefones)

­Realizaçãodevisitas parareconhecerageografiadacidadeedistribuiçãodos serviços desaúde: conhecer minimamenteasregiõesdacidade;conhecer,pelomenos,umserviçodeatençãobásicadecadaregião;conhecera localização dos serviços de urgência (hospitalares e não hospitalares); conhecer locais de difícil acesso na cidade (endereçosirregulares,nãolocalizáveisnomapaoficialdacidade)

­ Operação do sistema de telefones da central de urgência: acolhimento das chamadas, preenchimento de impressose/oumanejodosequipamentosdeinformática(sehouver),transmissãodoschamadosaomédicoregulador, comunicaçãocomosserviçoseequipesdeAPH

­ Operação do sistema de rádio da central de urgência: comunicação com as equipes, despacho dos meios móveis,controledodeslocamentodosmeiosmóveis,usodoscódigosparacomunicação

B­ProfissionaisOriundosdaÁreadaSaúde

B­1­AuxiliareseTécnicosdeEnfermagem

TEMA

CONTEÚDOS

HABILIDADES

CH

   

Conheceraorganizaçãodo

 

sistemadesaúdelocalde

1.Sistemade

saúdeere­de

hierarquizada

deassistência

Apresentaçãodosistemade

saúdelocaleserviços

relacionadoscomasaúde

acordocomahierarquiados

serviços:redebásica,redede

urgência,considerandoas

portashospitalaresenão

05T(Teórica)

hospitalares

   

Conhecerofuncionamentodo

 

Serviçodeatendimentopré­

hospitalar(APH)móvel

serviçodeAPHmóveldesua

cidade

 

ApresentaçãodaPortariaGM/MS

Dominarosconceitosda

 

nº2048,de5denovembrode

Portariaeascompetênciasdo

2002­RegulamentoTécnicodos

auxiliardeenfermagemedo

SistemasEstaduaisdeUrgência

técnicodeenfermagemnoAPH

eEmergência

móvel

   

Estarhabilitadoparafluxose

 

rotinasoperacionaisdoserviço:

Apresentaçãodasrotinas,fluxos

eprotocolosdoserviço,do

sistemadesaúdeedas

estruturasdecomunicação

relaçãocomosserviçosde

saúde,comunicaçãoatravésdo

sistemaderádio,usode

códigos,adoçãodeprotocolos

deserviço.

   

Reconhecersinaisdedisfunção

 

respiratórianacenada

ocorrêncianaspatologiasmais

2.Urgências

clínicasno

pacienteadulto

Sofrimentorespiratórioagudo.

prevalentes:criseasmática,

DBPOC,Infecções

respiratórias,quadrosde

04T12P

(Prática)

obstruçãoporcorpoestranho,

edemaagudodepulmão.

   

Descreveraomédicoregulador

 

ossinaisobservadosnos

pacientesematendimento,

Aferirsinaisvitais:freqüência

cardíaca,respiratória,tensão

arterial,temperatura,saturação,

controledeglicemiaAdotar

medidasparacontroleda

disfunçãorespiratóriagrave,de

acordocomasorientaçõesdo

médicoregulador

   

Sercapazdeiniciarmedidasde

 

reanimaçãodesuportebásico,

enquantoaguarda

medicalizaçãodoatendimento.

Manejarosequipamentosde

suporteventilatóriobásico.

   

Executarprocedimentosde

 

enfermagem,dentrodoslimites

desuafunção,deacordocoma

prescriçãomédicaàdistância

(quandoequipedesuporte

básico)ounapresençado

médicointervencionista

 

Doençascirculatóriasagudas

Reconhecersinaisdedoenças

04T08P

circulatóriosaguda:infarto

agudodomiocárdio,angina

instável,arritmias,AVC,

quadrosisquêmicoseedema

agudodepulmão.Descreverao

médicoreguladorossinais

   

observadosnospacientesem

 

atendimento

   

Adotarmedidasparacontrolee

 

tratamentoinicialdosagravos

circulatóriosagudos,deacordo

comasorientaçõesdomédico

reguladorEstarhabilitadopara

realizaçãodemonitorização

cardíacaeeletrocardiográfica

   

Realizarmanobrasde

 

reanimaçãocardiorespiratória

básica,enquantoaguarda

medicalizaçãodoatendimento

Conhecertodosequipamentos

necessáriosparamanejode

pacientesemsituaçõesde

urgênciacirculatóriaesaber

manejá­los

   

Reconhecersinaisdeagravos

 

metabólicosagudostaiscomo:

diabetedescompensado,coma

Doençasmetabólicas

hipoglicêmico,coma

02T01P

hiperosmolareoutrosDescrever

 

aomédicoreguladorossinais

 

observadosnospacientesem

atendimento

   

Adotarmedidasparacontrolee

 

tratamentoinicial,dosagravos

circulatóriosagudos,deacordo

comasorientaçõesdomédico

reguladornacentralouda

presençadomédico

intervencionistanacenada

ocorrência

   

Dominartécnicasdeaferiçãoda

 

glicemia,administraçãode

medicamentoseinfusões,

dentrodoslimitesdesua

função

   

Reconhecersinaisde

 

intoxicaçãoexógenanacenada

ocorrênciaDescreveraomédico

reguladorossinaisobservados