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25/04/2017

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O Meio Natural do Homem é a Atmosfera ­ Até mesmo na atualidade, a verdade que nos serve de título ­ «O meio natural do homem é a atmosfera», proferida pelo médico suíço do séc. XIX Arnold Rikli – não é compreendida com o seu justo e real valor pela maioria das pessoas. Ainda se “protegem” exageradamente as crianças do meio que lhes é próprio, mantendo­as em ambientes fechados, calafetando as frestas das portas e das janelas, e ainda assim acendendo ...

aquecedores e carregando­lhes sobre a pele complicadas vestimentas. Chega a parecer uma estratégia de defesa, contra um inimigo cruel e implacável! Sem dúvida que as nossas concepções da saúde e da Vida, são no mínimo, ridículas, comparadas com o que Rikli demonstrou saber destes assuntos, comprovando­o na prática, com o extraordinário êxito das curas que orientou.

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Helioterapia

Nesta matéria, como em tantas outras, coube à Naturopatia (designação geral para todas as ciências médicas tradicionais do ocidente) o mérito de desfazer preconceitos e dar a conhecer as vantagens que o organismo pode retirar do ar luminoso, quando a ele se expõe o corpo semi­descoberto(1). As práticas iniciais foram empíricas, mas as sucessivas experiências, observações, controles e metodologias permitiram elevá­las a Ciência Médica.

Nota:

(1) Tanto a Naturopatia como a escola filosófica que a apoia – a Escola Naturista – não concordam com a prática do nudismo, considerando­o inútil e desnecessário, visto não contribuir directamente para os objectivos que delineiam os seus postulados. Infelizmente, algumas associações nudistas apoderaram­se do termo “naturismo” e estão a usá­lo ilegitimamente, chamando “naturismo” àquilo que deveriam designar por “primitivismo”.

ALEXIS CARREL Este Entusiasta do Naturismo Desconhecia a Influência dos Raios Solares?

Quando Alexis Carrel (Prémio Nobel da Medicina) afirmou, na sua obra “O homem, Esse Desconhecido”, que

“...não

se sabe nada ou quase nada sobre a influência dos raios

solares...”,

não pudemos deixar de ficar entre a

surpresa e a indignação: surpresos pelo seu desconhecimento de que nessa época e antes dela – desde há muitos

séculos –, já se efectuavam com êxito tratamentos através da exposição aos raios solares; indignados, se admitirmos a possibilidade de que ele o sabia. Como podia não saber?, se esses tratamentos nunca deixaram de ser aplicados? E logo ele, que era um médico muito pouco convencional (apesar do dogmatismo da sua escola alopática), mostrando em certas circunstâncias da sua vida que até o milagre era digno de atenção e investigação, chegando a deslocar­se a locais onde fenómenos inexplicáveis ocorriam e mesmo a observá­los!

Continuarão a permanecer um sombrio enigma as razões que o levaram a escrever tal afirmação, pois mesmo em termos de investigação científica, já por volta do ano 1750 haviam sido encetados trabalhos, por Spallanzani (1729–1799), sobre a acção bacteriológica do sol; em finais do século XVIII, Loreti chegou a resultados

conclusivos do efeito do sol na tuberculose; Faure, em 1774, e Le Peyre e Comte, em 1776, publicaram trabalhos resultantes da investigação da “acção luminosa e térmica solar sobre as úlceras”; em 1793, na Alemanha, Christoph Wilhem Hufeland (1762–1836) – catedrático da Universidade de Berlim, director da Academia Militar de Medicina e Cirurgia e médico da câmara do rei da Prússia – dedicou, nas suas obras, a atenção que este assunto merece, tendo influenciado a Faculdade de Gottinga a oferecer um prémio, em 1796, ao melhor trabalho sobre “a acção da luz solar no organismo humano”; em 1800, o médico francês Bertrand escreveu uma obra intitulada “A influência da luz nos seres orgânicos, na atmosfera e nalguns corpos químicos”; e assim por diante, em 1815 Canvin, em 1818 Girard, em 1819 Doebereiner, em 1820 Lachaine, em 1828 Hauterive, em 1845 Bonnet, em 1852 Tenck, em 1855 Rikli, em 1877 Downes e Blut, em 1878 Thaeu e Barcty, todos apresentaram as suas teses, pontos de vista, tratamentos, e resultados de investigações sobre o

efeito dos raios solares, acerca dos quais Carrel afirma que

“...não

se sabe nada ou quase

nada...”.

Pela nossa

parte, este conhecimento é um dos que evidenciamos pelo elevado grau de certeza que apresenta.

CUIDADOS Os Cuidados Observados e os Efeitos Obtidos

Por todo o mundo, existem sanatórios onde se realizam, com relativo êxito, as mais diversas curas, entre elas as dos «tuberculosos cirúrgicos», assim designados para se distinguirem dos que enfermaram por tuberculose pulmonar: coxalgia, mal de Pott, peritonite tuberculosa, etc. Luis Ponce de León foi pioneiro nestes tratamentos.

Por tentativas e observações, foi sendo alargado o leque de afecções que passaram a tratar­se pelo sol e o ar, e incluíram­se nele os transtornos nutritivos e digestivos, os ferimentos das mais diversas origens e muitos dos problemas antes considerados do âmbito de algumas das complicadas especialidades da medicina.

A atenta observação dos pacientes submetidos ao efeito conjunto do ar e da luminosidade Solar, parece demonstrar que a maravilhosa melhoria do estado geral, e consequentemente também local, é paralela à ligeira e harmoniosa pigmentação da pele. Não tem a ver com os bronzeados bruscos e forçados resultantes da perigosa

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Helioterapia

exposição directa e prolongada ao Sol, porque estes doentes, na maior parte dos casos, não se expõem ao Sol. É interessante verificar que até os músculos, cuja redução pareceria lógica, pela suspensão de qualquer esforço durante os períodos dos tratamentos (por vezes longos), se revelam, pelo contrário, com uma maior performance.

Se estes resultados se podem observar em enfermos (e entre nós, quem é que não é já enfermo?), com maior razão ainda devem as pessoas que se julgam sãs procurar conservar o seu vigor e robustecer as suas energias mediante o contacto frequente com o Sol e o ar, em ambientes não poluídos, o mais afastados possível das cidades, evitando sempre as desnecessárias e contraproducentes exposições prolongadas ao Sol.

ESCLARECIMENTOS

Considerações Acerca da Exposição ao Sol

Foi a Naturopatia que fez com que se esclarecesse o verdadeiro papel desempenhado pela pele (órgão glandular e nervoso mais determinante que o fígado, e possuidor de múltiplas funções, das quais dez são já conhecidas). E isto, quando a pele era considerada um simples revestimento de protecção. Foi possível dar­se conta de que este órgão, em parte atrofiado pelo uso do vestuário, é susceptível de regeneração, por sinal bastante rápida, sob a influência do ar e da luz.

Quando se fala de insolação – acidente devido ao mau emprego do sol – é absolutamente necessário evocar que, só por falta de uma utilização racional deste medicamento da natureza pode ocorrer um tão desagradável fenómeno, de graves – verdade se diga, muito graves – consequências. Pela incapacidade científica em estabelecer esta distinção capital, escreveram­se contra o sol uma infinidade de artigos tendenciosos, disparatados e absurdos.

Não existem no nosso tempo mais razões para discutir os benefícios que se podem obter, na regeneração do organismo e no seu reequilibro psicofísico, através do ar e da luz (esta com as suas diversas e moderadas radiações). Todos juntos, associados à benéfica ionização atmosférica, influenciam os pigmentos e activam os capilares e filamentos nervosos. Estes efeitos estimulantes são nulos no contacto com a lã ou o algodão, já para não falarmos nas fibras e outras matérias sintéticas (produzidas pelas desumanas indústrias do lucro fácil).

Os resultados são completamente demonstrativos, bastando que se observem os prodígios ocorridos nos sanatórios helioterápicos, como o que Rollier fundou em Leysin, ou Bernhardt em Saint Moritz, ou ainda Rikli, em Veldes (Áustria).

Como podemos compreender, a moderada exposição ao sol merece considerações que vão além da simples higiene, o que já não seria pouco, e tanto quanto nos é dado saber, ocorrem afortunadas e indiscutíveis transformações físicas e psíquicas, garantes de um muito satisfatório equilíbrio.

O banho de sol (ou helioterapia) foi utilizado pelos antigos terapeutas da Índia, da Grécia e do Império Romano.

A luz é incontestávelmente a nossa primeira fonte de vida: todos os processos bioquímicos da natureza dependem dela, em particular o ciclo de transformação do carbono. A luz solar pode se decompor, através do prisma, em sete cores principais. Os raios que tem o maior comprimento de ondas são os raios vermelhos e infravermelhos, fontes de calor. Na extremidade oposta, os raios violetas visíveis, mais os ultravioletas, têm um comprimento de ondas mais curto. Os poderes curativos dos raios solares muitas vezes foram atribuídos aos raios ultravioletas.

A ciência médica indiana considera o sol como a origem de uma energia mais subtil, chamada prâna, isto é,

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força vital bioplasmática. Essa energia é considerada como muito benéfica e vitalizante pela manhã, no momento em que o sol nasce. É portanto recomendável assistir cada manhã, tanto no verão como no inverno, ao nascer do sol, por pelo menos 20 minutos. Mesmo que este se encontre escondido por algumas nuvens, os efeitos benéficos do prâna matinal se manifestarão na qualidade da respiração.

De acordo com a ciência ocidental, as seguintes virtudes terapêuticas são atribuídas aos raios solares (incluindo os raios ultravioletas):

• estimulação de todas as funções do corpo;

• estimulação da digestão e da assimilação;

• efeito positivo sobre a circulação sanguínea;

• efeito positivo sobre a circulação da linfa;

• regeneração da pele;

• pigmentação natural da pele ­ tisnado (e não bronzeado);

• aceleração da eliminação pelos poros da pele;

• acção sobre o processo de síntese da vitamina D (anti­raquítica);

• acção bactericida;

• acção analgésica.

Os centros de talassoterapia estão todos situados na proximidade da praia e maior parte oferecem a possibilidade, de se banhar numa piscina com o céu aberto integrada nas suas instalações.

Portanto, a radiação solar, particularmente intensa sobre o litoral, provoca um aumento dos efeitos benéficos sobre o organismo humano, mas também dos perigos em que se incorre no caso de exposição excessiva.

Esta intensidade explica­se pela pureza do ar, mas também pelo papel de espelho reflector que desempenha em parte, á superficie do mar.

As radiações solares têm uma tripla acção: elas fornecem a luz, o calor e provocam acções quimicas. Sob o efeito dos raios infravermelhos, a temperatura da pele eleva­se, os capilares dilatam­se, a terminações nervosas são estimuladas. Além disso, os poros abrem­se e a eliminação dos residuos é acelarada.

Estes raios, de um grande comprimento de ondas, penetram em prefundidade. Contrariamente aos ultravioletas ( de fraco comprimente de onda ) que morrem desde que encontram a pele. Eles provocam, entretanto, antes de desaparecer, reacções quimicas interessantes:

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• O bronzeado que, para além de considerações estéticas submetidas ás flutuações das modas, prova que a pele endureceu, ganhando em resistência e em vitalidade.

• A síntese de certas substâncias entre elas a vitamina D.

Portanto A helioterapia só lhe tráz beneficios, pois as radiações solares aumentam a produção dos globulos vermelhos e são dotadas de um poder antimicrobiano.

Helioterapia

A cura que vem do sol

Por Andrea Guedes

Ora vilão, ora mocinho. Para dar um basta á polêmica sobre riscos e benefícios dos raios solares, adeptos da helioterapia entram em defesa do astro­rei e garantem que ele combate desde inflamações a doenças respiratórias. Para quem contesta, terapeutas fazem questão de lembrar que a cura por meio da luz solar é velha conhecida desde as antigas civilizações, a exemplo dos mesopotâneos, que não dispensavam a exposição ao Sol para fins terapêuticos.

Segundo o terapeuta holístico Jorge Melo, membro do Comitê Científico Internacional de Pesquisas das Medicinas Ancestrais Naturais, a sabedoria dos povos antigos está ganhando força nos dias hoje, e cada vez mais recorre­se à natureza para a solução dos problemas físicos. A helioterapia, portanto, representa uma dessas práticas que estão vindo à tona no início do terceiro milênio. "Tudo depende da energia do sol", destaca o especialista.

No nosso corpo, o astro­rei age na transformação do ergosterol em vitamina D, essencial para a absorção do cálcio e responsável pelo fortalecimento dos ossos, unhas e dentes. Por isso, banhos de sol são amplamente recomendados, sobretudo para a terceira idade pois são excelentes aliados no combate à osteoporose.

As vantagens dos raios solares, conforme prega a helioterapia, vão além. Melo frisa que o sol atua em problemas brônquio­respiratórios, além de matar germes e bactérias, facilitando a cicatrização. "No Nordeste brasileiro, são comuns casos de Leishmaniose, doença infecto­contagiosa que causa uma espécie de ferida na pele. A medicina convencional receita 90 injeções de antibiótico, que causa efeitos colaterais fortes. Nesses casos, a helioterapia é recomendada porque o sol age na cicatrização e, dependendo do caso, o tratamento leva menos tempo", explica o terapeuta.

A terapia é simples. Segundo Melo, em média a exposição ao sol deve ser feita de forma progressiva, conforme as necessidades de cada paciente, até que se obtenha os efeitos desejados. Não há lugar específico e a roupa deve ser leve. Outra recomendação é que os raios solares entrem também nos ambientes da casa. "Onde não entra o sol, entra o médico", sintetiza. Em dias nublados, o tratamento não é interrompido, já que os raios solares continuam incidindo sobre a Terra.

A medicina convencional também utiliza os benefícios do astro­rei. Para a dermatologista Shirlei Borelli, o sol ficou estigmatizado pelos danos causados pela super­exposição, deixando de ser salientado por suas ações benéficas. "Por isso, o lema da Sociedade Brasileira de Dermatologia é o 'sol na medida certa'", aponta. Segundo ela, os raios têm efeito anti­inflamatório e imuno­modulador celular. "Pacientes com vitiligo, por exemplo, precisam do sol para que haja pigmentação da pele", diz.

O dermatologista Abdiel Figueira Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia ­ regional Rio de Janeiro , complementa que doenças como psoríase e dermatite atópica, entre outas, são tratadas com a irradiação ultra­violeta, principal feixe luminoso do espectro solar. "Preferimos, no entanto, os meios artificiais,

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pois é utilizado apenas um comprimento de onda específica, no caso a UVA, para não produzir conseqüências", destaca Lima.

Moderação, portanto, é a principal recomendação dos especialistas. Para usufruir as ações solares sem correr o risco de queimaduras, os horários ideais são entre 8h e 10h, ou após às 16h. Mauro Y. Enokihara, professor do Departamento de Dermatologia da Unifesp, ressalta que é preciso considerar os fatores de risco individuais do câncer de pele, como a genética. Por isso, mesmo nesses horários o uso do filtro solar é fundamental. Com os cuidados necessários, que venha o sol!

A Helioterapia utiliza o processo dos banhos de sol com fins preventivos e de tratamento. Mas, para que seja benéfica, a cura pelo sol deve ser progressiva e alternada entre dois métodos combinados entre si: exposição de todo o corpo e exposição de áreas cutâneas específicas. Nos primeiros dias a exposição deverá oscilar entre os 5 a 10 minutos, aumentando depois gradualmente até atingir os 60 minutos, o período máximo aconselhável. As primeiras horas da manhã, quando o poder do sol ainda não atingiu toda a sua força, ou o entardecer, quando os raios solares são mais suaves, são as horas aconselhadas. A melhor forma de acumular a energia do sol não é permanecendo deitado e quieto, mas sim caminhando e fazendo algum exercício, com o mínimo de roupa possível, de modo a não haver nenhuma barreira entre o corpo e os limites da Helioterapia.

Indicações

A Helioterapia é aconselhável em várias situações de doença, especialmente nos tratamentos das tuberculoses óssea e ganglionar. Contudo, não é aconselhada a hepáticos, hipertensos, tuberculosos pulmonares, asmáticos e deprimidos nervosos.

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25/04/2017 Helioterapia pois é utilizado apenas um comprimento de onda específica, no caso a UVA, parahttp://es.geocities.com/naturosofia/med_helioterapia.htm http://talassoterapia.do.sapo.pt/helioterapia.htm http://www.maisde50.com.br/artigo.asp?id=5143 Compartilhe Translate Select Language Curta nossa página O Arquivo 3,1 mil curtidas Curtir Página Seja o primeiro de seus amigos a curtir isso. Últimas publicações Nossa tecnologia está décadas a frente do que conhecemos ­ Parte 2 http://www.oarquivo.com.br/variedades/terapias­complementares/3093­helioterapia.html 6/7 " id="pdf-obj-5-29" src="pdf-obj-5-29.jpg">

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