Você está na página 1de 12
O USO DO GOOGLE EARTH PARA O ESTUDO DA MORFOLOGIA URBANA DA CIDADE DE JOÃO

O USO DO GOOGLE EARTH PARA O ESTUDO DA MORFOLOGIA URBANA

DA CIDADE DE JOÃO PESSOA – PB

José Yure Gomes dos Santos

Geógrafo e Mestrando em Engenharia Urbana e Ambiental - UFPB joseyure@hotmail.com

Doralice Sátyro Maia

Prof.ª Drª do Departamento de Geociências da UFPB doralicemaia@hotmail.com

Resumo: Com o avanço tecnológico, o sensoriamento remoto tem se desenvolvido bastante nos últimos anos. Possibilitando a produção de uma maior quantidade de imagens de satélite de todo o planeta Terra, com menores custos e com uma resolução espacial cada vez melhor. Este aumento da produção de imagens tem sido responsável pela popularização das imagens

de satélite na internet. O software popularmente utilizado seja por profissionais ou leigos, para

a visualização de imagens de satélite é o Google Earth. Trata-se de um software lançado no

ano de 2005 pela Google e que oferece ao usuário um globo terrestre composto de um mosaico de imagens de satélite de todas as áreas do planeta Terra que podem ser facilmente visualizadas. O presente trabalho tem como objetivo apresentar resultados de uma experiência de como o Google Earth pode auxiliar no estudo da morfologia urbana, tendo como foco principal a cidade de João Pessoa no decurso da disciplina Geografia Urbana do curso de Geografia da Universidade Federal da Paraíba. Para a realização deste trabalho foram utilizados vários procedimentos metodológicos, como o levantamento de material bibliográfico sobre a morfologia urbana e o uso do Google Earth como recurso didático para o ensino de Geografia; utilização do Google Earth a fim de verificar suas possibilidades enquanto recurso didático para o processo de ensino e aprendizagem da Geografia; e aplicação do Google Earth em sala de aula para auxiliar no estudo da morfologia das cidades. De acordo com os resultados desta experiência podemos constatar que o Google

Earth é uma importante ferramenta de auxílio ao estudo da morfologia urbana, que possibilita

a identificação de diferentes elementos da morfologia e pode ser facilmente utilizado em sala

de aula em cursos de nível superior, mas também no ensino médio e fundamental para auxiliar

na compreensão das diversas temáticas urbanas.

Palavras chaves: Morfologia urbana, imagens de satélite, Google Earth.

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

1. INTRODUÇÃO Com o avanço tecnológico, o sensoriamento remoto tem se desenvolvido bastante nos últimos

1. INTRODUÇÃO

Com o avanço tecnológico, o sensoriamento remoto tem se desenvolvido bastante nos últimos anos. Possibilitando a produção de uma maior quantidade de imagens de satélite de todo o planeta Terra, com menores custos e com uma resolução espacial cada vez melhor. Este aumento da produção de imagens tem sido responsável pela popularização das imagens de satélite na internet.

As imagens de satélite estão sendo cada vez mais aplicadas em diferentes áreas do

conhecimento, como na Geografia, Biologia, Engenharia Florestal, Agromonia, entre outras,

especialmente como ferramenta para o planejamento ambiental, implicações sócio-econômicas e ocupações urbanas (GIORDANI et al, 2006,).

O software popularmente utilizado seja por profissionais ou leigos, para a visualização

de imagens de satélite é o Google Earth. Trata-se de um software lançado no ano de 2005 pela Google e que oferece ao usuário um globo terrestre composto de um mosaico de imagens de satélite de todas as áreas do planeta Terra que podem ser facilmente visualizadas. Nas versões mais atuais, ele vem sendo incrementado também com imagens do oceano e espaço sideral, a exemplo de satélites como a Lua, planetas do sistema solar e algumas galáxias. As imagens do Google Earth, geralmente, possuem uma melhor resolução para as grandes cidades e países desenvolvidos. As pequenas cidades brasileiras, por exemplo, quase não aparecem nas imagens de satélite, ficando visível, geralmente, apenas a sua mancha urbana.

O Google Earth através dos seus inúmeros recursos possibilita inúmeras aplicações,

como: a combinação de imagens de satélites com mapas temáticos; a sobreposição de camadas de um Sistema de Informações Geográficas – SIG; a consulta direta com a enciclopédia livre Wikipédia para lugares de interesses, além da busca geral do Google. O Google Earth permite que algumas informações sejam adicionadas pelo próprio usuário e

disponibilizadas na internet através da Google Earth Community, como por exemplo, fotografias de lugares de interesses, fomentando assim uma escrita sobre a cidade e a criação de uma forma de mapeamento comunitário (PILAR, 2006).

O Google Earth está disponível na internet gratuitamente e também em versões

pagas que expandem algumas funcionalidades, como a qualidade das imagens, da impressão e

2

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

alimentação de dados, desde ficheiros a bases de dados. A função de integração a dispositivos

alimentação de dados, desde ficheiros a bases de dados. A função de integração a dispositivos de posicionamento global (GPS) que antes era disponível apenas nas versões pagas, agora também já se encontra disponível nas versões gratuitas para algumas marcas de aparelhos. Neste artigo, nos referimos sempre à versão gratuita do software, que é mais popularmente conhecida. Devido a sua fácil acessibilidade, por se tratar de um software livre, e aos seus diversos recursos, o Google Earth constitui uma ferramenta muito importante, que pode ser utilizada em sala de aula, como recurso didático para o estudo de diversas temáticas da Geografia e de outras áreas do conhecimento. No que se refere ao estudo de temáticas

ligadas à Geografia, o Google Earth pode ser utilizado em diversas pesquisas, como: análise de aspectos geomorfológicos, identificação de grandes conjuntos de formações vegetais, análise da rede de drenagem, tipificação das estruturas rurais, localização de atividades industriais, tipos de ocupação urbana, análise da morfologia urbana, entre outras.

O estudo da morfologia urbana pode ser caracterizado como a análise da morfologia

do espaço construído, ou seja, o estudo da paisagem urbana (EQUIPO URBANO, 2007).

Neste contexto, o Google Earth torna-se uma ferramenta importantíssima que pode auxiliar na análise de diversos aspectos da morfologia das cidades.

O presente trabalho tem como objetivo apresentar resultados de uma experiência de

como o Google Earth pode auxiliar no estudo da morfologia urbana, tendo como foco principal a cidade de João Pessoa no decurso da disciplina Geografia Urbana do curso de Geografia da Universidade Federal da Paraíba. Esse trabalho foi desenvolvido no âmbito da Monitoria da disciplina supracitada nos períodos letivos de 2008.1 e 2008.2. O Google Earth foi utilizado com os alunos da disciplina como uma ferramenta auxiliar para o estudo da morfologia das cidades. O objeto de análise foi a cidade de João Pessoa, por possibilitar posteriormente, um trabalho de campo pela cidade, onde os alunos tiveram a oportunidade de comparar os diversos aspectos da morfologia urbana, visualizados nas imagens de satélite, com a realidade e somar a uma outra metodologia, a de leitura da paisagem. Pois para o estudo da morfologia urbana, bem como o estudo de outras temáticas geográficas, o trabalho de campo é uma etapa imprescindível para a análise do espaço geográfico.

3

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

A cidade de João Pessoa, objeto de estudo, é a capital do Estado da Paraíba,

A cidade de João Pessoa, objeto de estudo, é a capital do Estado da Paraíba, Brasil,

localizada na Mesorregião da Mata Paraibana, entre as coordenadas 07° 05’ 00” S 34° 50'

00" O. Possui, de acordo com o IBGE (2009), uma população estimada de 702.235 e uma área territorial de 211 km². Limita-se a Norte com Cabedelo, ao Sul com o Conde, Bayeux e Santa Rita a Oeste.

2. METODOLOGIA

Para a realização deste trabalho foram utilizados vários procedimentos metodológicos. Portanto, diversas etapas tiveram que ser seguidas, como:

- Levantamento de material bibliográfico sobre a morfologia urbana e o uso do

Google Earth como recurso didático para o ensino de Geografia;

- Utilização do Google Earth a fim de verificar suas possibilidades enquanto recurso didático para o processo de ensino e aprendizagem da Geografia;

- Aplicação do Google Earth em sala de aula para auxiliar no estudo da morfologia das cidades. A versão do Google Earth utilizada neste trabalho foi a 5.1.3534.0411. Para maiores detalhes dos principais recursos do Google Earth, vide Pilar, 2006.

3. RESULTADOS

Neste tópico serão abordados alguns aspectos da morfologia da cidade de João Pessoa - PB. Entre os diversos aspectos existentes na morfologia urbana, através do Google Earth, podemos analisar aspectos como: a localização da cidade, a mancha urbana e as características geográficas do sítio; os planos da cidade e aspectos viários; a tipologia e densidade das construções.

3.1. Mancha urbana e características geográficas da cidade de João Pessoa Através das imagens do Google Earth podemos distinguir nitidamente a mancha urbana da cidade de João Pessoa (Figura 1) e parte de sua área metropolitana, bem como alguns elementos tais como: a hidrografia, as áreas de mangue e alguns contrastes no uso do solo.

4

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

Figura 1: Mancha urbana da cidade de João Pessoa e parte da sua região metropolitana.
Figura 1: Mancha urbana da cidade de João Pessoa e parte da sua região metropolitana.

Figura 1: Mancha urbana da cidade de João Pessoa e parte da sua região metropolitana. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

No que diz respeito à mancha urbana, podemos destacar que há um grande espraiamento, no qual, quase que toda a linha de costa já foi ocupada e avança em direção ao oeste. Devido a este espraiamento, a cidade de João Pessoa é atualmente conurbada com as cidades de Bayeux, Santa Rita e Cabedelo, conforme pode-se visualizar na imagem apresentada. Outros elementos de destaque são: a proximidade e a intensa ocupação da cidade na linha de costa, o que tem ocasionado diversos impactos ambientais; a existência de algumas áreas verdes (áreas de preservação ambiental) e cursos d’água; o predomínio de lavouras (principalmente cana-de-açúcar e abacaxi) na região de Santa Rita, além da ausência de uma área expressamente rural nos municípios de João Pessoa e Bayeux que se apresentam como uma grande mancha urbana, configurando uma aglomeração urbana.

3.2. Planos da cidade e sistema viário A cidade de João Pessoa no que se refere ao plano da cidade, não possui um único tipo de plano específico, e sim uma diversidade de planos espalhados pela cidade, tal como a grande maioria das cidades, como já havia explicitado Santos (1981). Esta diversidade de

5

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

planos ocorre de acordo com o contexto histórico em que se deu a ocupação e

planos ocorre de acordo com o contexto histórico em que se deu a ocupação e das condições econômicas da população. No Centro da cidade (Figura 2), particularmente na área histórica que compreende a Cidade Alta (Tabuleiro) e a Cidade Baixa (bairro do Varadouro), mais exatamente entre a Avenida Visconde de Pelotas e o Rio Sanhauá podemos observar que trata-se de um plano do tipo irregular, onde se deu uma ocupação espontânea, com ruas estreitas e tortuosas, excetuando-se as duas primeiras vias: a Rua Nova (atual Avenida General Osório) e a Rua Direita (atual Duque de Caxias).

General Osório) e a Rua Direita (atual Duque de Caxias). Figura 2: Região central de João

Figura 2: Região central de João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

Nos bairros de ocupação mais recente, após a década de 1970, como o Bairro dos Estados e Pedro Gondim (Figura 3), localizados à margem da Avenida Pres. Epitácio Pessoa (principal corredor viário da cidade no sentido centro - litoral); em bairros da orla, a exemplo do Bairro de Manaíra (Figura 4); e em bairros populares e periféricos, a exemplo do Bairro das Indústrias (Figura 5), identificamos planos em quadrícula ou tabuleiro, caracterizado pela disposição ortogonal de suas vias, nas quais, as ruas são mais largas, se cortam em um ângulo reto e possuem grandes corredores viários, a exemplo da já citada Avenida Epitácio Pessoa para o Bairro dos Estados e Avenida Gov. Flávio Ribeiro Coutinho para o bairro de Manaíra.

6

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

Figura 3: Bairro dos Estados e Pedro Gondim, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth,
Figura 3: Bairro dos Estados e Pedro Gondim, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth,

Figura 3: Bairro dos Estados e Pedro Gondim, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010. Figura 4: Bairros da Áera Litorânea - Manaíra

Figura 4: Bairros da Áera Litorânea - Manaíra e São José, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

Na Figura 4 podemos observar o grande destaque na morfologia e também no plano urbano, pois se de um lado tem-se Manaíra como exemplo de plano ortogonal, há o contraste com o bairro São José, que representa uma área de ocupação irregular, margeando o Rio Jaguaribe, que caracteriza um plano irregular, com ocupação espontânea.

7

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

Figura 5: Bairro das Indústrias, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010. Na cidade
Figura 5: Bairro das Indústrias, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010. Na cidade

Figura 5: Bairro das Indústrias, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

Na cidade de João Pessoa, mais precisamente no bairro da Torre, encontramos também um plano do tipo radiocêntrico (Figura 6), em que uma das extremidades do bairro possui vias radiais.

em que uma das extremidades do bairro possui vias radiais. Figura 6: Bairro da Torre, João

Figura 6: Bairro da Torre, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

8

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

No que se refere ao sistema viário, a cidade de João Pessoa possui uma grande

No que se refere ao sistema viário, a cidade de João Pessoa possui uma grande quantidade de corredores viários, que tem como objetivo dar mais fluidez ao trânsito da capital paraibana. Na Figura 7 podemos identificar em amarelo, alguns dos principais corredores viários de parte da cidade, que também é cortada por duas importantes ferrovias

federais, a BR-230 e a BR-101. Entretanto, grande parte dos corredores viários são estreitos

o que compromete o fluxo de automóveis. Além disso, devido a precariedade do serviço de

transporte público, já se evidencia problemas no trânsito em decorrência do grande número de veículos.

no trânsito em decorrência do grande número de veículos. Figura 7: Visão geral de parte da

Figura 7: Visão geral de parte da cidade de João Pessoa, com destaque para os principais corredores viários. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

3.3. Tipologia e densidade das edificações Com base na análise das imagens de satélite disponíveis no Google Earth, podemos observar a tipologia e a densidade das edificações, enquanto são reflexos do processo histórico da ocupação da área e das condições socioeconômicas da população que reside

numa determinada localidade. No que diz respeito à cidade de João Pessoa, podemos identificar diferentes tipologias e densidades das edificações. Como por exemplo, o Bairro dos Estados (Figura3)

e Manaíra (Figura 4), que são bairros onde reside uma população de renda média e alta,

9

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

apresentam grandes lotes e edificações unifamiliares maiores. No bairro de Manaíra, identifica-se também uma grande

apresentam grandes lotes e edificações unifamiliares maiores. No bairro de Manaíra, identifica-se também uma grande quantidade de edifícios onde se constata a verticalização no segundo processo de ocupação, quando grandes residências são substituídas por condomínios verticais. Em contraposição, identifica-se em bairros mais populares, a exemplo do Bairro das Indústrias (Figura 5) e de Mangabeira (Figura 8), um grande adensamento populacional, de forma horizontal, em pequenos lotes e pequenas residências. Vale acrescentar que o que hoje se denomina bairro constitui-se originalmente de conjuntos habitacionais populares agregando várias etapas, particularmente o Mangabeira que soma 7 subconjuntos.

particularmente o Mangabeira que soma 7 subconjuntos. Figura 8: Visão geral de parte do bairro de

Figura 8: Visão geral de parte do bairro de Mangabeira, João Pessoa - PB. Fonte: Google Earth, 14/04/2010.

Na Figura 4, também podemos observar, a oeste do bairro de Manaíra, o bairro de São José, que por se tratar de uma ocupação subnormal, possui um plano irregular, com pequenas vielas e residências, onde há um grande adensamento populacional.

4. CONCLUSÕES De acordo com o exposto, constatamos que o Google Earth é uma importante ferramenta para o auxílio ao estudo da morfologia urbana, que possibilita a identificação de

10

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

diferentes elementos da morfologia e pode ser facilmente utilizado em sala de aula em cursos

diferentes elementos da morfologia e pode ser facilmente utilizado em sala de aula em cursos

de nível superior, mas também no ensino médio e fundamental para auxiliar na compreensão

das diversas temáticas urbanas.

Além da utilização do Google Earth, para a análise da morfologia urbana, é

imprescindível a realização de trabalhos de campo, especialmente quando se trata de

trabalhos com imagens de localidades próximas. O trabalho de campo por ser um instrumento

indispensável ao ensino da Geografia complementa as constatações feitas a partir das imagens

de satélite e podem acrescentar elementos à análise morfológica e inclusive apontar algumas

transformações no espaço, já que as imagens não são do momento em que se realiza o

estudo. A verificação em campo contribui também para esclarecer algumas disparidades que

possam surgir entre as imagens e o mundo real, pois deve-se levar em conta que as imagens

de satélite disponibilizadas pelo Google Earth não são atualizadas com freqüências, enquanto

o espaço geográfico e particularmente o urbano é constantemente (re)produzido. A maioria

das imagens da cidade de João Pessoa, por exemplo, são datadas dos anos de 2007 e 2008.

Desta forma, algumas construções realizadas após este período, não aparecem nas imagens.

Assim, havendo possibilidade de somar o uso do Google Earth ao trabalho de campo,

enriquece-se sobremaneira a análise da morfologia urbana e os estudos de geografia urbana.

BIBLIOGRAFIA

EQUIPO URBANO: El uso de Google Earth para el estúdio de la morfología de las ciudades, Alcances y limitaciones. Aracne, n.100, 1 de septiembre de 2007.

GIORDANI, A. C. C.; CASSOL, R.; AUDINO, D. F. Inserção do Google Earth no ensino de Geografia. In: 12 Jornada Nacional de Educação/ 2º Congresso Internacional de Educação. Educação e sociedade: perspectivas educacionais no século XXI. Santa Maria, 2006. pp. 1-8.

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estimativa da população 2009. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 14 de abril de

2010.

MARTÍN, A. Z. Morfologia Urbana. In:

Editorial Sintesis, 1991. pp. 73-96.

El espacio interior de la ciudad. Madrid:

SANTOS, M. Manual de Geografia urbana. São Paulo: Hucitec, 1981. 232p.

11

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

PILLAR, G. G. Cidades Híbridas: um estudo sobre o Google Earth como ferramenta de escrita

PILLAR, G. G. Cidades Híbridas: um estudo sobre o Google Earth como ferramenta de escrita virtual sobre a cidade. Monografia (Graduação em Comunicação Social). Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2006. 83p.

12

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3