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Carlos Ubiratan da Costa Schier Marcos Antonio Barbosa

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Carlos Ubiratan da Costa Schier Marcos Antonio Barbosa
Carlos Ubiratan da Costa Schier Marcos Antonio Barbosa
Rua Tobias de Macedo Junior, 319 Santo Inácio ~ CEP 82010-340 Curitiba ~ PR ~

Rua Tobias de Macedo Junior, 319 Santo Inácio ~ CEP 82010-340 Curitiba ~ PR ~ Brasil

Diretor-presidente ~ Wilson Picler Editor-chefe ~ Lindsay Azambuja Editores-assistentes ~ Adriane Ianzen Jerusa Piccolo Editor de arte ~ Raphael Bernadelli Edição de texto ~ Anderson Adami Capa ~ Denis Kaio Tanaami Projeto gráfico ~ Bruno de Oliveira

~ Denis Kaio Tanaami Projeto gráfico ~ Bruno de Oliveira Dados Internacionais de Catalogação na Publicação

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Schier, Carlos Ubiratan da Costa Imposto de Renda – Pessoa física :

orientações práticas para a declaração anual / Carlos Ubiratan da Costa Schier / Marcos

Antonio Barbosa. -- Curitiba : Editora Ibpex,

2009.

Bibliografia.

ISBN 978-85-7838-211-7

1. Imposto de renda 2. Imposto de renda - Legislação - Brasil 3. Pessoa física I. Título.

09-00925

CDU-34:336.215.024.1

Índices para catálogo sistemático:

1. Imposto de renda : Pessoa física : Direito tributário 34:336.215.024.1

 
 

Foi feito o depósito legal.

Informamos que é de inteira responsabilidade dos autores a emissão de conceitos.

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem a prévia autorização da Editora Ibpex.

A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na Lei nº 9.610/98 e punido pelo art. 184 do Código Penal.

 
 
SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 05 CONTRIBUINTE E O O I R P F A RESTITUIÇÃO 33 ANTES

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

05

CONTRIBUINTE

E O O IRPF

A RESTITUIÇÃO

33

ANTES DE COMEÇAR

25

COMO PREENCHER

09

41

O Imposto de Renda (IR)

é um tributo direto cobrado

pelo Estado sobre a renda média anual dos cidadãos.

Constitui o principal tributo cobrado no Brasil, através do qual são levantados fundos para a manutenção dos ser- viços públicos, bem como da infraestrutura disponibilizada aos cidadãos. Constitucional- mente, o IR é garantido pelos princípios da universalidade (é um tributo que alcança a todos, sem distinções), da

generalidade (basta auferir al- guma renda para estar sujeito

a pagá-lo) e da progressivida-

de (quanto mais você ganhar, mais imposto deve pagar). Usualmente, os trabalhadores

APRESENTAÇÃO pagam o imposto de forma antecipada, a cada mês, na modalidade denominada Imposto de

APRESENTAÇÃO

pagam o imposto de forma antecipada, a cada mês, na modalidade denominada Imposto de Renda Reti- do na Fonte, cujo cálculo se baseia na renda mensal do trabalhador – nesse caso, o IR é descontado de seu pagamento e pago para a Receita pela empresa empregadora. Profissionais liberais ou autônomos cujos rendimentos provêm de pessoas físicas ou de outros países, pagam o IR através do Carnê-Leão. Mesmo pagando antecipadamente, em um e outro caso é necessário que a pessoa física realize a sua Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda, cujo prazo de entrega se estende até o último dia útil do mês de abril do ano seguinte.

até o último dia útil do mês de abril do ano seguinte. Fique atento É fundamental

Fique atento

É fundamental para o seu bolso fazer a Declaração de Ajuste Anual corretamente, afinal parte do que você pagou antecipadamente será restituído. São dedutíveis do imposto pago, por exemplo, os gastos com educação e saúde, seus e de seus dependentes.

APRESENTAÇÃO

Nosso objetivo com a presente publicação é tratar de maneira simples e direta de alguns dos princi- pais pontos que geram dúvidas sobre o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), de modo a simplificar o entendimento sobre esse imposto e possibilitar que você prepare sua declaração com segurança.

Saiba maisque você prepare sua declaração com segurança. Você já deve ter ouvido falar muitas vezes no

Você já deve ter ouvido falar muitas vezes no “leão do im- posto de renda” ou em “prestar contas ao leão” – como re- ferência ao pagamento do Imposto de Renda. Mas você sabe quando e quem associou a figura do leão a esse tributo? Foi em 1979, como parte de uma campanha publicitária que a Receita Federal criou para divulgar o Imposto de Renda. Por que um leão? Porque é um animal forte, imponente, leal e aparentemente manso. Os resultados da campanha foram tão bons que o leão continua até hoje associado ao tributo.

6 Com este trabalho chamamos a atenção para a importância e as consequências positivas que a administração adequada do IRPF representa para o contribuinte. Para evitar dissabores e surpresas de- sagradáveis na hora de declarar o IRPF, é importante que você assuma uma postura pautada no planeja- mento, controle, bom senso e na proatividade (ou na antecipação de suas ações).

Fique atentoe na proatividade (ou na antecipação de suas ações). Em suma, a não ser que estejamos

Em suma, a não ser que estejamos na faixa de isenção – isto é, que nosso rendimento mensal seja inferior a R$ 1.434,59 (considerado o ano-calendário de 2009) –, somos obrigados a declarar o IRPF. E fazer com que isso seja o menos traumático e desgastante possível cabe exclusivamente a cada um de nós.

É uma preocupação necessária! Afinal, além de você

economizar tempo e dinheiro, a compreensão em torno da declaração do IRPF evitará dissabores como ter de pagar multas e acréscimos desnecessários, ou ser convocado a dar explicações à Receita Federal, além do risco de suspensão do Cadastro de Pessoa Física (CPF) – e esse último pode acarretar proble- mas relacionados à captação de recursos, aquisição de moeda estrangeira, viagens internacionais, reno- vação de passaporte, além de falta de crédito.

Então, elaborar adequadamente a declaração de IRPF, entregá-la no tempo certo e pagar somente

o justo, além de ser restituído em pelo menos uma

parte do que foi pago ao governo representa o mínimo. E não há outro caminho, uma vez que, se não declaramos, somos penalizados e ficamos vul- neráveis a sanções; se declaramos, temos de pagar (a maioria, pelo menos).

Não há consenso entre os historiadores quanto aos fatos e datas relacionados ao surgimento desse im- posto no mundo, mas há quem sustente que ele já era praticado na Idade Antiga (em Roma e Atenas), estabelecendo-se na Idade Média (em Florença) como um tributo denominado Décima Scalata. Quanto à história moderna do Imposto de Renda, acredita-se que este tenha surgido no século XVIII com a finalidade de levantar fundos para o custeio da guerra contra a França de Napoleão Bonaparte. Posteriormente, o imposto foi cunhado de income tax. No Brasil, um imposto similar foi criado ainda no período colonial com o nome de décima secular, que sujeitava pessoas de qualquer condição a pagarem 10% de seus rendimentos ao império. Já na república, instituiu-se o Imposto Geral sobre a Renda em 1922 (Lei nº 4.625, de 31 de dezembro de 1922).

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Existem alguns aspectos

importantes que você precisa saber antes de fazer a sua de- claração do IRPF. Por isso, nes- te capítulo vamos entender sobre a questão da obrigato- riedade, da malha fina, dos prazos e locais de entrega, dos modelos de preenchimen- to, do cálculo utilizado, entre outros assuntos.

Quem declara o IRPF

Quem deve declarar o IRPF? Essa é uma dúvida bastante comum e muita gente acaba pagando multa por não saber que deveria declarar. Por exemplo, mesmo que você receba apenas um salário

ANTES DE COMEÇAR mínimo, caso em seu nome haja uma empresa ainda pendente junto à

ANTES DE COMEÇAR

mínimo, caso em seu nome haja uma empresa ainda pendente junto à Receita Federal, você deverá prestar contas de seus rendimentos como pessoa física. Veja no quadro a seguir as condições que obrigam uma pessoa física a apresentar a Declara- ção de Ajuste Anual do Imposto de Renda.

É obrigado a declarar quem

I recebeu rendimentos tributáveis na declaração, cuja soma foi superior a R$ 16.473,72;

II recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00;

III participou, em qualquer mês, do quadro socie- tário de sociedade empresária ou simples, como sócio ou acionista, ou de cooperativa, ou como titular de empresa individual;

ANTES DE COMEÇAR

IV obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à inci- dência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

V relativamente à atividade rural:

a) obteve receita bruta em valor superior a

R$ 78.821,40;

b) pretenda compensar, no ano-calendário de

2007 ou posteriores, prejuízos de anos-calendá- rio anteriores ou do próprio ano-calendário de

2007;

VI teve a posse ou a propriedade, em 31 de de- zembro, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 80.000,00;

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VII passou, em qualquer mês, à condição de resi- dente no Brasil e encontrava-se nessa condição em 31 de dezembro;

VIII optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.

Fonte: Instrução Normativa RFB nº 820, de 11 de fevereiro de 2008. Notas: Valor atualizado para o ano-calendário de 2008, cuja declaração prevista é para o ano de 2009. Para o ano-calendário de 2009 (declaração prevista para 2010), o limite de isenção passará para R$ 17.215,08 (com base na Lei nº 11.482/2007 e na Medida Provisória nº 451/2008).

Também estão sujeitos a declarar o Imposto de Renda as pessoas físicas que receberem:

• rendimentos de outras pessoas físicas que não tenham sido descontados na fonte, como os provenientes de trabalho não-assalariado ou de serviços prestados sob a condição de autônomo ou profissional liberal (sem vínculo empregatício);

• rendimentos decorrentes de arrendamento, subarrendamento, locação e sublocação de móveis ou imóveis;

• rendimentos ou valores recebidos do exterior, se- jam decorrentes de trabalho assalariado ou não, do uso, exploração ou ocupação de bens móveis ou imóveis, de lucros e dividendos;

de bens móveis ou imóveis, de lucros e dividendos; Fique atento Para declarar rendimentos provenientes do

Fique atento

Para declarar rendimentos provenientes do exterior, é importante consultar os acordos, convenções e tratados internacionais firmados entre o Brasil e o país de origem dos rendimentos, de modo a evitar dupla tributação. Para tanto, visite a seguinte página da Receita Federal: http://www.receita.fazenda.gov. br/Legislacao/AcordosInternacionais/Default.htm

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• pensão alimentícia referente a importâncias em dinheiro, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo judicial, inclusive alimentos provisionais;

• 40%, no mínimo, do rendimento proveniente de transporte de carga e de serviços com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e asse- melhados; e

• 60%, no mínimo, do rendimento proveniente de transporte de passageiros.

ANTES DE COMEÇAR

Enfim, vejamos uma dúvida muito frequente quan- to a quem deve declarar: há limite mínimo de idade para fazer a declaração? Não, em qualquer idade estamos aptos para declarar o IRPF e prestar contas ao leão.

aptos para declarar o IRPF e prestar contas ao leão. A malha fina E se você

A malha fina

E se você esquecer de declarar um determinado rendimento ou declarar despesas que não existem? Nesse caso, poderá cair na famosa malha fina do Imposto de Renda ou malha fiscal. Trata-se de um sistema cujo objetivo é comparar as informa- ções prestadas pelo contribuinte com as obtidas pela Receita Federal em diferentes fontes. Diante das possíveis divergências dessa comparação, o contribuinte é chamado para prestar contas sobre os seus rendimentos, assim como a apresentar documentos que comprovem os seus gastos.

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a apresentar documentos que comprovem os seus gastos. 12 Saiba mais Em 2008, 44,07% das 361.451

Saiba mais

Em 2008, 44,07% das 361.451 declarações do Imposto de Renda de pessoas físicas que ficaram na malha fina, tiveram como causa a omissão de rendimentos.

Um dos problemas em cair na malha fina é ter a sua restituição bloqueada. E, nesse caso, a Receita Federal tem um prazo de cinco anos, a contar de 1º de janeiro do ano seguinte, para processar a declaração.

Principais razões que podem levar a sua declaração a ser retida pela Receita Federal, segundo o economis- ta Olavo de Fernandes:

• Não declarar a aquisição de veículos novos: as montadoras informam à Receita Federal os

dados relacionados a quem adquire cada veículo.

• Não declarar a aquisição de imóveis das incorpo- radoras: da mesma forma que as montadoras, as incorporadoras informam os dados de seus adquirentes.

• Não declarar aluguéis recebidos: as imobiliárias informam os valores pagos aos locadores cujos imóveis são administrados por elas.

• Não declarar imóveis adquiridos: os cartórios são

obrigados a informar sobre as escrituras lavradas

e documentos registrados.

• Despesas com cartões de crédito: as administra- doras devem informar os cartões cujos gastos ultrapassaram R$ 5.000,00 mensais – logo, o consumo não pode ser superior à renda declarada.

• Movimentação bancária elevada: a movimentação

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é informada à Receita Federal pelos Bancos.

Como saber se você caiu na malha fina? Antes de

a própria Receita Federal comunicá-lo, um indício

é o fato de você não receber a restituição. Nesse

caso, aconselha-se que você frequentemente consulte o site da Receita (http://www.receita.fa- zenda.gov.br) para acompanhar a situação de sua declaração – para tanto, selecione o link Consulta declarações entregues e restituição, na página principal do site.

O que fazer se você caiu na malha fina? Primeiro,

revise toda a declaração e busque identificar as irregularidades. Uma vez identificadas, prepare uma declaração retificadora (consulte tópico sobre o assunto neste capítulo) e envie para a Receita. Se não encontrar nenhum erro, aguarde intimação ou

ANTES DE COMEÇAR
ANTES DE COMEÇAR

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notificação da Receita.

ANTES DE COMEÇAR 14 notificação da Receita. Não perca os prazos O prazo limite para a

Não perca os prazos

O prazo limite para a entrega da Declaração de

Ajuste Anual é, usualmente, o dia 30 de abril de cada ano. Mas é muito importante lembrarmos que

a legislação relacionada aos prazos (assim como a

outros aspectos relativos ao IR) pode sofrer altera- ções, de modo que se torna fundamental que você frequentemente consulte o site da Receita (acesse o

menu Declarações e, em seguida, a opção Prazos de Entrega de Declarações).

Fique atento

Para não se incomodar, cumpra os prazos! Se possí- vel, antecipe bastante a entrega da sua declaração do IRPF. Veja algumas vantagens de apresentá-la antecipadamente:

• ter tempo hábil para conferir a declaração com cuidado e, quando necessário, para corrigi-la ou refazê-la;

• havendo imposto a restituir, os primeiros serão os primeiros, ou seja, quem entregar antes recebe a restituição antes;

• não pagar a multa (cujo valor mínimo é de R$ 165,74) pelo atraso.

E se você estiver ausente de seu domicílio fiscal na data de entrega da declaração, poderá pedir prorrogação do prazo de entrega? Não, entregue no prazo. Apenas indique, em campo próprio da declaração, o seu domicílio fiscal permanente.

Quanto à entrega do IRPF, o modo mais usual e comum é utilizar a internet, uma vez que é muito

mais prático do que o emprego de formulários em papel. Isso porque o sistema eletrônico foi prepa- rado para observar os limites legais das deduções, além de fazer automaticamente a apuração do imposto (a pagar ou restituir) e informar qual opção de declaração (completa ou simplificada) será mais apropriada para você.

Onde e como entregar a declaração do IRPF

Onde entregar

Internet

Bancos ou RFB

Como entregar

Baixe e instale em seu computador o sistema Receitanet para gerar sua declaração (consulte no site da Receita os detalhes para instalação). Após

preencher os dados ne- cessários, basta transmitir

a declaração. Para isso,

acesse o site e selecione

a opção de menu Down- load.

15

Utilizando o sistema Re-

ceitanet, você deve gravar

a declaração em um

disquete e entregá-lo em qualquer agência da Caixa Econômica Federal ou Ban- co do Brasil. Também pode optar por uma unidade da Receita Federal (RFB).

ANTES DE COMEÇAR

16

Agências de Correio

Opção não eletrônica. Basta obter e enviar o formulário nas agências de correio. Esse serviço custa R$ 3,50.

Veja que, se a pessoa física for residente no Brasil

e estiver no exterior, o procedimento continua

sendo o mesmo. Mas no caso de se tratar de anos anteriores, será necessário fazer download do sistema correspondente ao ano da declaração (no site da Receita você deve acessar o menu Downlo-

ad, selecionar a opção Programas e, em seguida, Programas Pessoa Física).

Se você ultrapassar o prazo para enviar a sua

declaração, não poderá mais utilizar o formulário e

a opção de entrega via correios, restando somente

a internet e o sistema Receitanet – com entrega via transmissão direta ou por disquete nos bancos e nas unidades da RFB.

direta ou por disquete nos bancos e nas unidades da RFB. Fique atento Dirigir-se à Receita

Fique atento

Dirigir-se à Receita Federal para resolver qualquer coisa, por mais simples que possa parecer, poderá ser demorado e desgastante. Por isso sempre consulte o site da Receita previamente e certifique-se do que realmente tem de fazer, pois lá está disponível um serviço de agendamento pela internet para fins de atendimento ao contribuinte.

pela internet para fins de atendimento ao contribuinte. Declaração completa ou simplificada? A declaração

Declaração completa ou simplificada?

A declaração completa possibilita deduzir todos

os gastos, desde que sejam comprovados. Já a

simplificada utiliza um desconto padrão de 20% dos rendimentos tributáveis – o que substitui todas as deduções legais da declaração completa, sem a necessidade de comprovação. Você pode optar por uma ou outra forma de declaração, no entanto o modelo completo deverá ser usado obrigatoriamen- te, entre outras coisas, para compensar imposto pago no exterior ou resultado negativo (prejuízo) de atividade rural.

ou resultado negativo (prejuízo) de atividade rural. Fique atento Para maior segurança quanto ao modelo a

Fique atento

Para maior segurança quanto ao modelo a ser entregue, convém simular a declaração em ambos os modelos (simplificado e completo). Assim, você poderá escolher o mais adequado à sua situação.

Em suma, a escolha do modelo de declaração de- pende da quantidade de gastos dedutíveis que você apresentar. Caso a soma das deduções supere 20% da sua renda bruta, a melhor opção obviamente será o modelo completo — pois sua restituição será maior. Caso contrário, opte pelo modelo simplificado.

será maior. Caso contrário, opte pelo modelo simplificado. Se você errou, tem de retificar 17 Digamos

Se você errou, tem de retificar

17

Digamos que você entregou a sua declaração no prazo e está tranquilo, mas em dado momento se lembra de um errinho aparentemente simples, mas que poderá lhe causar dores de cabeça. O que fazer? Em caso de erros ou falta de informações na declaração, você pode apresentar uma declara- ção retificadora. Esse tipo de declaração é igual à anterior e a substitui integralmente, contendo as mesmas informações que aquela, além das corre- ções ou eventuais exclusões e acréscimos.

Para elaborar uma declaração retificadora, você de-

ANTES DE COMEÇAR

verá informar o número do recibo de entrega relativo

à primeira declaração. No caso da retificada, apenas

não é permitido o envio pelo correio (formulário).

Quanto aos prazos, você tem cinco anos para apre- sentar a retificação. E é possível alterar o modelo da declaração (completo ou simplificado), desde que o faça dentro do prazo previsto para a entrega (sem atraso).

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dentro do prazo previsto para a entrega (sem atraso). 18 Como pagar? Você pode pagar o

Como pagar?

Você pode pagar o seu imposto de diversas manei- ras. A mais simples delas é o desconto mensal auto- mático com base no total de rendimentos recebidos de seu empregador – conhecido como Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Nesse caso, a empre- sa empregadora faz todos os cálculos para você, responsabilizando-se por recolher o imposto junto à Receita Federal e entregar um documento, no início do ano-calendário seguinte, onde é informado o total de seus rendimentos e de impostos retidos. Desse modo fica imensamente fácil a sua tarefa de fazer a declaração de ajuste anual, não é?

Isso pode funcionar da mesma maneira para o caso de trabalho sem vínculo empregatício.

Sejam rendas provenientes de comissões, corre- tagens, honorários, direitos autorais ou serviços prestados, a fonte pagadora deverá descontar automaticamente o imposto de seu pagamento e o recolher na Receita.

Mas e se, ao finalizar a sua declaração, você per- ceber que, em vez de ser restituído, você tem um saldo devedor, como pagá-lo? O imposto que você

deverá pagar pode ser dividido em quotas. Se o tri- buto for inferior a R$ 100,00, há uma quota única –

e se for inferior a R$ 10,00, não se preocupe, pois nesse caso o recolhimento é dispensado.

Fique atento As regras do IR mudam ano a ano e, até o fecha- mento

Fique atento

As regras do IR mudam ano a ano e, até o fecha- mento desta edição, as taxas e índices a serem utilizados em 2009 ainda não haviam sido divulga- dos pela Receita. Desse modo, é fundamental que você consulte o site da Receita – para isso, selecione a opção de menu Pagamento e, em seguida, as opções Imposto de Renda Pessoa Física, Quotas e, enfim, selecione Pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física.

Sendo superior a R$ 100,00, você pode dividir

o

pagamento em oito parcelas (quotas) mensais

e

sucessivas, desde que o valor de cada parcela

seja superior a R$ 50,00. Certo, mas haverá um pequeno ônus ao parcelar o pagamento! Cada quota, com exceção da primeira ou da quota única, que é paga até o dia 30 de abril do respectivo ano, não envolve acréscimos. A partir da segunda quota deve-se acrescer juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), que se acumula mensalmente. Os juros, assim, devem ser calculados até o último mês do pagamento.

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Custódia (Selic), que se acumula mensalmente. Os juros, assim, devem ser calculados até o último mês

ANTES DE COMEÇAR

Veja onde e como pagar o seu imposto

20

Onde

Por débito

automático

Agências

bancárias

Transferên-

cia eletrô-

nica

Remessa de ordem de pagamento

Como

O sistema eletrônico do IR habilita essa opção, desde que o contri- buinte seja titular da conta-corrente indicada na declaração. Disponível a partir da segunda quota.

Preencha um Documento de Arre- cadação de Receitas Federais (Darf) com o valor da parcela e pague em um banco credenciado pela Receita Federal. A maior parte dos bancos está credenciada, mas não custa consultar o site da Receita para saber se aquele pertinho da sua casa também está.

Por meio dos sistemas eletrôni- cos dos bancos autorizados pela Receita.

Essa opção é exclusiva para pessoa física que receba rendimentos do trabalho assalariado de autarquias ou repartições do governo brasi- leiro situadas no exterior. Nesse caso, é preciso informar todos os dados exigidos no Darf, no respec- tivo valor em reais ou em moeda estrangeira, a favor da Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Banco do Brasil S.A., Gerência Regional de Apoio ao Comércio Exterior - Brasília (Gecex Brasília - DF), prefixo 1608-X.

Lembre-se que o pagamento da 1ª quota ou da quota única deve ser efetuado até abril e somen- te através de Darf ou transferência eletrônica de fundos. Observe também que, ao escolher a opção de débito automático, se as informações bancá- rias não estiverem corretas obviamente o débito de

seu imposto será inviabilizado e você deverá efetuar

o pagamento diretamente nos bancos autorizados, com o valor devidamente atualizado.

Lembre-se ainda de que o débito automático só poderá ocorrer para declarações originais (isto é, não retificadas) e entregues dentro do prazo legal (até 30 de abril). Caso haja retificação de sua declaração, o agendamento será automaticamente cancelado. E o débito automático não se extingue automaticamente, ou seja, você deve efetuar o cancelamento na Instituição Financeira.

Enfim, a disponibilidade de saldo para débito em conta-corrente é de sua exclusiva responsabili- dade, bem como verificar se todo mês está sendo devidamente debitada a quota correspondente.

está sendo devidamente debitada a quota correspondente. O cálculo 21 O Imposto de Renda não é

O cálculo

21

O Imposto de Renda não é calculado sobre o ren-

dimento que recebemos, conforme normalmente

se imagina, mas sobre uma base de cálculo. Essa base nada mais é do que algumas deduções sobre

o seu rendimento tributável (salário, rendas de

aluguel etc.). Essas deduções são o INSS (11% do salário), dependentes (descontam-se R$ 144,20 de cada dependente), dependência privada e pensão alimentícia.

De acordo com o resultado obtido, à base de cál- culo é aplicada uma alíquota variável, conforme é demonstrado na tabela a seguir.

ANTES DE COMEÇAR

Tabela progressiva – Imposto de Renda 2009

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Base de cálculo em R$

Alíquota %

Até

 

R$ 1.434,00

-

De R$ 1.434,01 a R$ 2.150,00

7,5%

De R$ 2.150,01 a R$ 2.866,00

15%

De R$ 2.866,01 a R$ 3.582,00

22,5%

A partir de R$ 3.582,01

27,5%

Parcela a deduzir em R$

0

107,55

268,80

483,75

662,85

Por exemplo, digamos que você receba um salário de R$ 2.000,00 e possua dois dependentes. Nesse caso, a sua base de cálculo será:

2.000,00 – 220,00 (INSS) – 288,40 (dependentes) = R$ 1.491,60

Portanto, você sabe que, se ganha R$ 2.000,00, a sua alíquota é 7,5%. Veja que, se você tivesse mais deduções (previdência privada, por exemplo), poderia até escapar do IR, pois entraria na faixa de isenção (até R$ 1.434,00).

E como calcular o seu IR nesse caso?

Simples: basta aplicar a alíquota, que é de 7,5% (sobre o salário bruto), e subtrair o resultado da chamada parcela a deduzir, que é R$ 107,55.

Fica assim:

• Aplicação da alíquota: 2000 x 7,5% = 150

• Subtração da parcela a deduzir: 150 – 107,55 = R$ 42,45

Nessas condições, então, você pagará R$ 42,45 de IR mensalmente.

23

É importante você conhecer as diferentes circunstâncias que devem pautar as atitudes ou medidas que você, como contribuinte, pode ou deve tomar perante o IRPF.

Contribuinte casado ou que vive sob união estável

Você já ouviu falar de decla- ração conjunta e separada? Se você se encontra casado ou, de algum modo, vive sob o regime de união estável com alguém, ou tem um filho em comum com um compa- nheiro, então pode optar por preencher um único formulá-

O IRPF E O CONTRIBUINTE rio através de uma declaração conjunta do IR. Para isso,

O

IRPF

E

O CONTRIBUINTE

rio através de uma declaração conjunta do IR. Para isso, um dos cônjuges ou companheiros deve ser considerado como dependente do outro para fins da declaração e os rendimentos de ambos devem ser considerados.

Por outro lado, especialmente se você for casado e tiver bens em comum com seu cônjuge, para fazer a declaração separada as coisas se tornam um pou- co menos simples. Nesse caso, ambos – você e seu cônjuge – devem incluir nas respectivas declarações os rendimentos próprios e 50% dos rendimentos provenientes de bens comuns, compensando, assim, 50% do imposto pago ou retido sobre esses rendimentos. De outro modo, apenas um dos côn- juges pode declarar o imposto devido sobre os bens compartilhados. Como exemplo de bens e rendi- mentos compartilhados entre um casal, imagine uma simples poupança, um fundo de investimento ou o aluguel de um imóvel adquirido em conjunto.

O IRPF E O CONTRIBUINTE

O IRPF E O CONTRIBUINTE Fique atento Quando um dos cônjuges não tem rendimento ou tem

Fique atento

Quando um dos cônjuges não tem rendimento ou tem um rendimento menor do que o do outro, a melhor opção é declarar de modo separado, afinal a alíquota de tributação é definida com base na tabela progressiva de IR e, assim, ambos podem pagar menos impostos.

Contribuinte separado de fato, judicialmente ou viúvo

A separação de fato ocorre quando não é judicial,

ou seja, você se separou, mas não formalizou ainda

a separação. Nesse caso, é necessário apresentar a sua declaração tanto quanto se fosse casado.

apresentar a sua declaração tanto quanto se fosse casado. Por outro lado, se você se encontra

Por outro lado, se você se encontra oficialmente 26 separado na justiça, através de divórcio ou desquite, então você deverá declarar na condição de solteiro, incluindo as despesas com dependentes que estão sob a sua guarda. Lembre-se, porém, que a pensão alimentícia que os dependentes venham a receber deve ser declarada, pois representa rendimento tributável.

Para o caso de viuvez, o viúvo deve apresentar declaração com o seu próprio número de inscrição no CPF, como solteiro. Se o inventário ainda não foi concluído, o viúvo tem três alternativas:

declarar os bens e rendimentos próprios, incluin- do os que não fazem parte do inventário do cônjuge falecido;

declarar 50% dos rendimentos oriundos de bens comuns;

declarar integralmente, no caso de declaração do espólio.

Saiba maisDe acordo com a Secretaria da Receita Federal, espólio “é o conjunto de bens, direitos

De acordo com a Secretaria da Receita Federal, espólio “é o conjunto de bens, direitos e obrigações da pessoa falecida. É contribuinte distinto do meeiro, herdeiros e legatários”.

Fique atentocontribuinte distinto do meeiro, herdeiros e legatários”. Caso o viúvo receba pensão por aposentadoria e tal

Caso o viúvo receba pensão por aposentadoria e tal rendimento não ultrapasse o limite de isenção – R$ 1.434,59 (considerado o ano-calendário de 2009) – estará isento de pagar imposto sobre esse rendimento.

– estará isento de pagar imposto sobre esse rendimento. Contribuinte menor ou incapaz Quando o contribuinte

Contribuinte menor ou incapaz

Quando o contribuinte é menor, deve-se fazer

a declaração com o nome e com o número do

CPF do menor, abrangendo os seus rendimentos. Também há a opção de considerá-lo como um dependente dos pais ou responsável (que detém a

sua guarda judicial), desde que sejam incluídos os rendimentos do menor na declaração destes. Caso

o menor esteja sob responsabilidade de um dos

pais, decorrente de sentença ou acordo judicial, so- mente quem tem a guarda do menor pode declarar em conjunto com ele.

E quando for um menor emancipado, como fica a

sua declaração? Pode apresentar declaração em seu nome ou, caso preencha os requisitos como depen- dente, pode apresentar a declaração em conjunto com um dos pais.

No caso de contribuinte incapaz, a declaração é feita em nome e com o número de inscrição no CPF do incapaz, pelo seu tutor, curador ou responsável por sua guarda judicial, abrangendo os rendimentos

27

O IRPF E O CONTRIBUINTE

próprios. Por opção, o incapaz pode ser conside- rado dependente do responsável pela sua guarda, mas para isso o declarante deve incluir os rendi- mentos, bens e direitos daquele em sua declaração.

rendi- mentos, bens e direitos daquele em sua declaração. Contribuinte no exterior Mesmo vivendo fora do

Contribuinte no exterior

Mesmo vivendo fora do país você deverá apresentar a sua declaração de IR, mas nem sempre. A decla- ração é obrigatória para o contribuinte ausente no exterior a serviço do Brasil, que receba rendimentos de trabalho assalariado, em moeda estrangeira, de autarquias ou repartições do Governo Brasileiro situadas no exterior, tal como embaixadas, consula- dos, representações de autarquias etc.

consula- dos, representações de autarquias etc. Fique atento Funcionários de empresa pública e de

Fique atento

Funcionários de empresa pública e de sociedade de 28 economia mista não são considerados ausentes a serviço do Brasil no exterior quando se encontrarem a serviço específico dessas entidades fora do país.

Caso você se ausente do Brasil por um período superior a 12 meses consecutivos, deverá tomar as seguintes medidas para se manter em dia com a Re- ceita (de acordo com o Regulamento do Imposto de Renda e Instruções Normativas da Receita Federal):

I. Apresentar a Declaração de Saída Definitiva do País, relativa ao período em que tenha per- manecido na condição de residente no Brasil no ano-calendário da caracterização da condição de não-residente:

a. até o último dia útil do mês de abril do ano- calendário da caracterização da condição de não-residente, caso esta ocorra até 31 de março do referido ano-calendário;

b. até trinta dias contados da data em que com- pletar doze meses consecutivos de ausência, nas demais hipóteses.

II. Recolher em quota única, até a data prevista para a entrega das declarações de que trata o item I, o imposto nelas apurado e os demais cré- ditos tributários ainda não quitados, cujos prazos para pagamento são considerados vencidos nesta data, se prazo menor não estiver estipula- do na legislação tributária.

menor não estiver estipula- do na legislação tributária. Fique atento Para elaboração da Declaração de Saída

Fique atento

Para elaboração da Declaração de Saída Defini- tiva do País deve ser utilizado programa gerador próprio, podendo ser entregue na Receita Federal ou pela internet. Baixe o sistema no site da Receita sele- cionando o item de menu Download, e as opções:

Programas, Programas Pessoa Física, Declaração de Saída Definitiva do País.

Não existe modelo simplificado para este tipo de declaração.

29

Caso, no entanto, a sua saída do Brasil seja definiti- va, baseando-nos nas Instruções Normativas da Re- ceita Federal, você deve proceder do seguinte modo:

I. Até o último dia útil do mês de abril do ano- calendário da saída definitiva (caso a saída ocorra até essa data) ou na data efetiva da saída definitiva (nas demais hipóteses), deve obrigato- riamente ser entregue a Declaração de Saída Definitiva do País referente ao período em que você, contribuinte, tenha permanecido na condi- ção de residente no Brasil no ano-calendário;

III.

As declarações devem ser transmitidas pela internet, ou entregues em disquete nas unidades da Receita Federal.

O IRPF E O CONTRIBUINTE

IV. Na Declaração de Saída Definitiva do País, o imposto é apurado mediante a utilização dos valores da tabela progressiva mensal, vigente no ano-calendário da saída, multiplicados pelo número de meses em que o contribuinte tenha permanecido na condição de residente no Brasil, no ano-calendário.

V. Na hipótese de restituição de imposto por meio da declaração, indique o banco, a agência e o número da conta-corrente ou de poupança de sua titularidade em que deseja seja efetuado o crédito.

de sua titularidade em que deseja seja efetuado o crédito. Fique atento Quando um rendimento é

Fique atento

Quando um rendimento é remetido para o Brasil, 30 não sofre a tributação do imposto de renda, porém a remessa deve ser feita obrigatoriamente através de instituições financeiras autorizadas a operar com câmbio ou através de declaração à alfândega no momento do desembarque, para que deem suporte aos acréscimos patrimoniais do contribuinte.

Por exemplo, caso você trabalhe no Japão, como pagar o IR relativo aos proventos decorrentes de seu trabalho?

Primeiramente observe o Decreto nº 61.899 de 14/12/1967, cujo teor contempla a convenção firmada entre Brasil e Japão com vistas a evitar dupla tributação.

Poderá ser compensado o imposto pago no Japão (no carnê-leão e na declaração anual de ajuste), desde que esse imposto pago não exceda a diferença entre o imposto calculado

antes da inclusão dos rendimentos no Japão e o imposto devido após a consideração desses rendimentos.

o imposto devido após a consideração desses rendimentos. Pessoa física que veio ou retornou do exterior

Pessoa física que veio ou retornou do exterior para o Brasil

Ao retornar do exterior e adquirir ou readquirir a condição de residente, você estará sujeito a apre- sentar a declaração do seu ajuste anual do IR, no que diz respeito ao ano-calendário em que se en- contre nessa condição. Segundo a Receita Federal, é considerado como residente:

I. quem ingressa no Brasil com visto permanente, a partir da data da chegada;

II. quem ingressa no Brasil com visto temporário:

para trabalhar com vínculo empregatício, a partir da data da chegada;

obtendo visto permanente ou trabalho com vínculo empregatício antes de decorridos 184 dias de permanência no Brasil, consecutivos ou não, contados dentro de um período de até 12 meses, a partir da data da concessão do visto ou da obtenção do trabalho, respecti- vamente; ou

por qualquer outro motivo, permanecendo por período superior a 183 dias, consecutivos ou não, contados dentro de um período de até 12 meses, a partir do 184º dia;

caso a pessoa física, dentro de um período de até 12 meses, permaneça no Brasil até 183 dias, novo período de até 12 meses é contado a partir da entrada seguinte àquela em que se iniciou a contagem anterior.

31

Como já comentamos,

podemos ser parcialmente res- tituídos dos impostos retidos na fonte. Por isso, considera- mos que o assunto merece a sua especial atenção, tanto que dedicamos este capítulo apenas para manter você bem informado sobre o que pode ou não ser deduzido do IRPF, ou seja, que posteriormente vai retornar para o seu bolso.

O assunto é retomado no capítulo 4, no qual apresen- tamos orientações sobre o preenchimento da declaração. Mesmo assim, consideramos

A RESTITUIÇÃO importante abordar previamente a restituição por- que, afinal, ela deve constar em seu

A RESTITUIÇÃO

importante abordar previamente a restituição por- que, afinal, ela deve constar em seu planejamento financeiro – e, especialmente, deve conduzir a sua estratégia de gastos –, desde o primeiro dia do ano (cuja declaração será apresentada no ano seguinte).

Como receber a restituição

Se você tem direito à restituição, observe que:

1 O crédito da restituição somente pode ser feito em conta-corrente ou conta poupança em que o titular seja o contribuinte.

3

Não será autorizado o crédito em conta-cor- rente de terceiros.

A RESTITUIÇÃO

4 Não pode ser alterada a conta indicada para recebimento da restituição, a não ser que seja apresentada declaração de retificação e que ainda não tenha sido processada a declaração original. Quando o contribuinte já estiver in- cluído no lote de restituição, não há possibili- dade de alteração de conta para recebimento da restituição.

E não esqueça de que a restituição sempre se baseia no calendário e condições estipulados pelo governo.

34

Nas próximas páginas, vamos entender o que, entre as nossas despesas, poderemos deduzir do IR para sermos posteriormente restituídos.

deduzir do IR para sermos posteriormente restituídos. Saiba mais Caso você esteja no limite de isenção

Saiba mais

Caso você esteja no limite de isenção estabelecido pela Re- ceita Federal, é muito bom saber que não é mais necessário fazer a Declaração de Isento.

não é mais necessário fazer a Declaração de Isento . Despesas com educação Você pode deduzir

Despesas com educação

Você pode deduzir as despesas realizadas com a pró- pria educação (ou instrução) e dos dependentes rela- cionados em sua declaração. É importante você con- siderar, também, que há um limite anual e individual de dedução para as despesas com educação que, para quem declarou em 2008, foi de R$ 2.480,66. Por favor, consulte o Manual de Preenchimento do IRPF de 2009, no site da Receita Federal, para saber se esse valor sofreu alterações. Segundo esse manual, você pode deduzir despesas com:

• educação infantil (compreendendo as creches e as pré-escolas), bem como ensino fundamental e médio;

• educação superior, compreendendo os cursos de graduação e de pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado);

• educação profissional, compreendendo o ensino técnico e o tecnológico.

Em contrapartida, você não pode deduzir despesas relacionadas a:

• uniforme, material e transporte escolar, elabora- ção de dissertação de mestrado;

• aquisição de enciclopédias, livros, revistas e jornais;

• aulas particulares;

• aulas de música, dança, natação, ginástica, tênis, pilotagem, dicção, corte e costura, informática;

• cursos preparatórios para concursos e/ou vesti- bulares;

• aulas de idiomas;

• contribuições a entidades que criem e eduquem menores desvalidos e abandonados;

• contribuições às associações de pais e mestres e às associações voltadas para a educação;

• passagens e estadas para estudo no Brasil ou no exterior.

passagens e estadas para estudo no Brasil ou no exterior. Despesas médicas 35 Você pode deduzir

Despesas médicas

35

Você pode deduzir as despesas médicas relativas ao seu próprio tratamento, bem como dos dependen- tes relacionados em sua declaração. De acordo com o Manual de Preenchimento da Receita Federal, você pode deduzir despesas relacionadas a:

A RESTITUIÇÃO

• médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeu- tas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, e com exames laboratoriais e serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias;

• empresas domiciliadas no Brasil, destinadas à cobertura de despesas com hospitalização, cuidados médicos e dentários, e a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarci- mento dessas despesas;

• empresa ou entidade na qual o contribuinte trabalhe, ou a fundação, caixa e sociedade de assistência, no caso de a entidade manter convê- nio direto para cobrir total ou parcialmente tais despesas;

• estabelecimento geriátrico qualificado como hospital, nos termos da legislação específica;

• estabelecimentos especializados, relativos à

36 instrução de portador de deficiência física ou mental.

Por outro lado, você não pode deduzir as despesas:

• reembolsadas ou cobertas por apólice de seguro;

• com enfermeiros e remédios, exceto quando constem em conta hospitalar;

• com a compra de óculos, lentes de contato, aparelhos de surdez e similares.

lentes de contato, aparelhos de surdez e similares. Saiba mais No final de 2008, foi aprovado

Saiba mais

No final de 2008, foi aprovado pela Comissão de Constitui- ção e Justiça (CCJ) do Senado um projeto de lei que permi- tirá deduzir despesas com o aluguel de imóvel residencial (condicionado a um único imóvel e no limite de R$ 15 mil anuais). Ainda falta aprovação de outras instâncias do gover- no, mas não deixa de ser uma boa notícia, não é?

Vale observar, ainda, que as regras definidas pela Receita Federal são rigorosas em termos de do- cumentação comprobatória, pois até um passado recente havia muita flexibilidade quanto à dedução de despesas médicas, o que eventualmente possibi- litava lançamentos indevidos nas declarações.

Previdência privadapossibi- litava lançamentos indevidos nas declarações. Você pode abater de seu IR os gastos que teve

Você pode abater de seu IR os gastos que teve com planos de Previdência Privada, bem como de Fun- dos de Aposentadoria Programada Individual (Fapi), para você ou os dependentes constantes na sua declaração. Um ponto a considerar, inicialmente, é que nesse caso os gastos são descontados do total de seus rendimentos tributáveis, considerando-se o limite de 12% sobre o total de rendimentos do ano. Ou seja, se os seus rendimentos de 2008 foram de R$ 20 mil, poderá descontar até R$ 2,4 mil e, assim, a sua declaração de ajuste anual do IR de 2009 será calculada sobre R$ 17,6 mil.

Lembre-se, no entanto, que para você se beneficiar as entidades que prestam o serviço devem ser do- miciliadas no Brasil. Outro aspecto importante: você só pode deduzir através do modelo completo de declaração, o que pode ser desvantajoso caso tenha poucos gastos dedutíveis.

37

Pensão alimentíciaser desvantajoso caso tenha poucos gastos dedutíveis. 37 Se você paga pensão alimentícia em cumprimento de

Se você paga pensão alimentícia em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicial- mente, poderá deduzir esse gasto. Ao contrário, se você paga pensão informalmente, não poderá deduzi-la.

A RESTITUIÇÃO

A RESTITUIÇÃO Deduções de incentivo O termo incentivo , aqui, refere-se à possibilidade de você fazer

Deduções de incentivo

O termo incentivo, aqui, refere-se à possibilidade de você fazer doações e contribuições em forma de dinheiro e, consideradas algumas condições, ser resti- tuído por isso. Primeiramente, saiba que esses gastos não podem ultrapassar 6% sobre o imposto devido.

Incentivos dedutíveis

Estatuto da Criança e do Adolescente – Diz respeito às contribuições feitas aos fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Elas devem ser comprovadas por documento emitido pelos Conse- lhos.

Incentivo à Cultura – Ocorre através de doações e/ ou do patrocínio de projetos culturais, que envolvem

38 diversos segmentos, como artes cênicas, literatura,

música, artes visuais, cinema, televisão etc. A regula- mentação é regida pelo Programa Nacional de Apoio

à Cultura (Pronac).

Incentivo à Atividade Audiovisual – Envolve a doação de valores para o financiamento de produções cinematográficas e videofonográficas brasileiras de longa, média e curta metragens – telefilmes, minis- séries, documentários, animações, programas de TV educativos e culturais etc.

Incentivo ao Desporto – Envolve doações ou patrocí- nios no apoio direto a projetos desportivos e para- desportivos previamente aprovados pelo Ministério

do Esporte. São privilegiados os projetos destinados

a promover a inclusão social por meio do esporte em comunidades de vulnerabilidade social.

Restituição a partir do exterior Se você vai declarar o seu IR no exterior e

Restituição a partir do exterior

Se você vai declarar o seu IR no exterior e receber restituição, indique uma conta-corrente no Brasil de que seja titular. Se você não tem conta no Brasil, um caminho seria nomear um procurador para receber a sua restituição. Nesse caso, o procurador deverá comparecer a uma agência do Banco do Brasil e, de posse da procuração, deverá indicar uma conta-corrente de que seja titular para se efetuar o crédito.

39

Antes de iniciar o preenchi-

mento de sua declaração é

recomendável que você reúna todos os documentos – como comprovantes de rendimento, de pagamentos

e de aplicações financeiras – que serão necessários para preenchê-la. Tê-los à mão será fundamental!

Como visto anteriormente, existem diferentes formas de preencher e entregar a sua declaração. Neste capítulo,

consideramos que você utilize

o modo mais usual, isto é, o

modo eletrônico ou do siste- ma, afinal é mais trabalhoso usar o formulário em papel

COMO PREENCHER obtido nos correios – e, de fato, cada vez menos contribuintes optam por

COMO PREENCHER

obtido nos correios – e, de fato, cada vez menos contribuintes optam por esse tipo de preenchimen- to (para que você tenha uma ideia, cerca de 2% do total de declarações de 2008 foram preenchidas em papel). Por outro lado, uma das vantagens de preencher a declaração pelo sistema eletrônico da Receita é dada pela possibilidade de você apenas atualizar os dados do ano anterior, afinal o sistema permite a importação dos dados.

É importante lembrarmos que nossa abordagem no capítulo baseia-se na versão de 2008 do siste- ma Receitanet, alertando-o entretanto que, para preencher a declaração de 2009 (ano-calendário de 2008), você deverá baixar a respectiva versão (de 2009) – que ainda não estava disponível para download no site da Receita Federal no momen- to em que fechávamos esta edição. Ainda assim, podemos antecipar que houve mudanças pouco sig- nificativas na nova versão desenvolvida pelo Serviço

COMO PREENCHER

Federal de Processamento de Dados (Serpro) – a empresa pública que desenvolve e atualiza, anual- mente, sistemas utilizados pelo governo –, mas não deixe de consultar as informações sobre a instalação e uso da versão 2009.

Organize-se

Algo bastante comum, atualmente, é a dificuldade que enfrentamos para encontrar um documento – como um simples recibo – entre tantos outros que se acumulam no dia-a-dia. Problema mesmo é quando não o encontramos, porque está extraviado ou, ain- da pior, ele foi para o lixo durante a limpeza feita na semana anterior. Vamos evitar que isso aconteça? Há alguns procedimentos muito simples que você pode tomar para se manter organizado:

42

1 Guarde cuidadosamente todos os documen- tos que recebe no dia-a-dia, separando-os por assunto – por exemplo, documentos médicos, bancários, cartão de crédito, IRPF etc.

2 Para organizar os documentos dê preferên- cia ao uso de arquivo para pastas suspensas (facilmente encontrado nas papelarias). Desse modo, cada uma recebe um título e, como elas serão organizadas em ordem alfabética, torna-se muito prático encontrar um documento.

3 Dentro das pastas é recomendável que você classifique os documentos em ordem de data e, além disso, crie divisórias (com papéis em outras cores ou cartolina) de forma a separar os docu- mentos por ano.

com educação e saúde, você deve guardar por pelo menos seis anos. Alguns documentos po- dem ir para o lixo entre seis meses a um ano – é o caso das contas de água, luz, gás e telefone. E, obviamente, documentos relativos aos seus bens devem ser guardados enquanto você tiver a posse desses bens. É o caso de notas fiscais, escrituras de imóveis, documentos do carro etc.

Enfim, lembre-se que os lançamentos para fins de dedução do imposto de renda devem ter seus respectivos documentos comprobatórios arquivados e facilmente acessíveis, pois o fisco pode solicitá-los anos depois de apresentada a declaração.

solicitá-los anos depois de apresentada a declaração. Prepare o terreno: download e instalação do sistema Como
solicitá-los anos depois de apresentada a declaração. Prepare o terreno: download e instalação do sistema Como

Prepare o terreno: download e instalação do sistema

Como nossa proposta é demonstrar o preenchi- mento da declaração usando o seu computador,

o primeiro passo é justamente baixar e instalar os

sistemas. Para isso, acesse o site da Receita Federal

e, na página de downloads, baixe os seguintes sistemas:

- Receitanet

- IRPF2009

Saiba mais

43

A Receita Federal é pioneira, no mundo, no processo de transmissão da declaração de imposto de renda pela inter- net. Além disso, em 2008 recebeu o prêmio Top of Mind Internet, constituindo-se na marca mais lembrada no Brasil na categoria “Serviço Público prestado na Internet”.

São disponibilizadas versões para diferentes siste- mas operacionais – como Windows, Linux, Mac e Solaris –, portanto lembre-se de fazer o download de acordo com o sistema que utiliza e que há instruções específicas caso não utilize o Windows. Observe ainda que o sistema Receitanet Java é utilizado apenas para o envio de dados via internet; já o IRPF2009, para o preenchimento da sua decla- ração de ajuste anual.

Uma vez baixados, instale os sistemas em seu com- putador clicando duas vezes sobre os arquivos de instalação e clicando em Avançar ou Prosseguir quantas vezes seja solicitado.

COMO PREENCHER
COMO PREENCHER

44

Fique atento

Outro requisito para o funcionamento dos sistemas é a instalação da Máquina Virtual Java (JVM), no computador. Como os sistemas do Serpro são desenvolvidos em linguagem Java, é preciso possuir esse componente para funcionarem. Assim, caso não consiga executá-los, baixe a máquina virtual do seguinte endereço e instale em seu computador:

http://www.java.com/pt_BR/download/manual.jsp

Pode ser necessário, ainda, que em casos específi- cos você instale e utilize outros sistemas da Receita. Veja, a seguir, dois casos muito comuns:

• Se você tem rendimentos provenientes de pessoa física ou do exterior, será necessário informar os rendimentos mensalmente e, para tanto, é preciso utilizar ainda o sistema carnê-Leão.

• Se você obteve ganhos de capital, precisará ins- talar e usar o Programa de Apuração dos Ganhos de Capital.

Fique atento Os sistemas da Receita são disponibilizados antes de iniciar o período de entrega

Fique atento

Os sistemas da Receita são disponibilizados antes de iniciar o período de entrega do IRPF (março). Visite periodicamente a página de download da Receita

(http://www.receita.fazenda.gov.br/Download/Pro-

gramasPF.htm) para que você possa se antecipar – não deixe para a última hora!

você possa se antecipar – não deixe para a última hora! Preenchendo a sua declaração Para

Preenchendo a sua declaração

Para ilustrar o preenchimento, vamos considerar que você não possua o arquivo correspondente à

sua declaração anterior. Portanto, ao executar o sis- tema, selecione o menu Declaração e, em seguida,

a opção Nova declaração.

Após isso, o sistema abrirá uma caixa de diálogo que lhe perguntará se deseja importar os dados da

declaração relativos ao ano anterior (2008, em nos- so caso). Se você possui o arquivo correspondente, clique em SIM e os dados poderão ser apenas atualizados – note que, caso você tenha preparado

a declaração em modelo simplificado anteriormente

e, agora, queira prepará-la no modelo completo,

assim mesmo poderá utilizar os dados anteriores, pois o sistema permite essa mudança através da

opção Converter para

Do contrário, se você não tem o arquivo referente aos dados da última declaração, clique em NÃO, de modo a criar uma declaração completamente vazia. Nesse caso, será aberta outra caixa de diálogo solici- tando que sejam informados CPF e nome do contri- buinte cuja declaração será preenchida. Tudo certo?

A interface do sistema da Receita, como você pode-

rá observar, permite que você preencha diferentes

,

do menu Ferramentas.

45

blocos de conteúdos, a começar pela identificação. Por convenção denominamos cada bloco ou etapa a ser preenchida como guia. Vamos ver cada uma dessas guias a seguir.

COMO PREENCHER
COMO PREENCHER

46

Identificação do Contribuinte

Nesta guia você deverá preencher adequadamente todos os dados solicitados. Para sua conveniência, tenha à mão o seu título de eleitor (contribuintes sem obrigatoriedade de alistamento eleitoral não preenchem esse campo), bem como o recibo da declaração entregue no ano anterior. Devem ser preenchidas, ainda, informações como endereço completo e telefone.

Fique atento

1 É nessa guia que você deverá discriminar se a sua declaração é retificadora ou não.

2 Lembre-se de que, caso não saiba o número do seu recibo, você pode obtê-lo no site da Receita.

No que diz respeito à ocupação, também deverão ser informados os códigos da natureza da sua ocu- pação e da ocupação principal, além da descrição por extenso da ocupação, com base nas tabelas dis- ponibilizadas no site da Receita Federal, bem como nos manuais de preenchimento da declaração.

Rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas

Como é de seu conhecimento, salários, comissões, honorários e demais rendimentos de trabalho assalariado e não assalariado, são tributados no mesmo mês em que você recebê-los, que é o ato

que caracteriza o efetivo pagamento (desembolso) pela fonte pagadora.

Nesta guia, cujo objetivo é prestar contas sobre

o

que você recebeu das empresas, é obrigatório

o

preenchimento da razão social, do número de

inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa, bem como o valor total dos rendimentos recebidos e o imposto retido na fonte, de acordo com o comprovante de rendimentos que as empresas são obrigadas a fornecer.

de rendimentos que as empresas são obrigadas a fornecer. Fique atento Uma vez que a empresa

Fique atento

Uma vez que a empresa pagadora tenha recolhido o

seu imposto na fonte, ela é obrigada a entregar-lhe

o comprovante de rendimentos até o último dia útil

de fevereiro do ano subsequente ao que se referem os rendimentos, retenções e deduções. No entanto, se a empresa não recolheu o seu imposto, note que ela também fica desobrigada de lhe fornecer o res- pectivo comprovante de rendimentos, embora isso não a desobrigue de lhe apresentar outras formas de comprovação, como recibos e contracheques – e

você deverá utilizá-las no lugar dos comprovantes de rendimentos. E o que fazer se a fonte pagadora não entregar o comprovante de rendimentos ou entregá-

lo errado? Comunique o fato para uma unidade da

Receita Federal.

47

Alguns gestores (administradores, diretores, geren- tes e assessores) recebem benefícios indiretos, que também são tributados, uma vez que integram a remuneração, mesmo que de forma indireta. Esses benefícios são representados, entre outros, por des- pesas de representação, salários indiretos (despesas

COMO PREENCHER

de supermercados, cartões de crédito, pagamento de anuidades escolares, clubes, associações etc.), despesas com aluguel de imóveis, despesas com veículos (manutenção, conservação, combustíveis, depreciação, valor do aluguel ou arrendamento do veículo) para uso particular. Do mesmo modo, também são tributados os prêmios recebidos em decorrência de processos motivacionais (por produ- tividade, eficiência, baixo índice ou não ocorrência de acidentes).

Não se esqueça que, se você possui dependentes que tenham rendimentos, estes também devem ser declarados, seja qual for o valor – estágio remune- rado, por exemplo, é um rendimento tributável.

Rendimentos tributáveis recebidos de pessoas físicas/exterior

48 Nesta guia você deve preencher, mês a mês, os rendimentos recebidos de pessoas físicas ou do exterior, mesmo que fiquem abaixo do limite de isenção do IR. Para tanto, deve-se utilizar o sistema Carnê-Leão, cujos dados também podem ser im- portados do ano anterior.

Diferentemente da pessoa jurídica, não há Impos- to de Renda Retido na Fonte quando uma pessoa física efetua um pagamento. Nesse caso, para ficar em dia com a Receita, você mesmo deverá recolher o imposto – por isso usamos o sistema Carnê-Leão, para facilitar essa tarefa. Obviamente, se o limite de isenção é ultrapassado, a Receita cobrará os devidos acréscimos legais caso você não pague o respec- tivo imposto. Lembre-se de que os rendimentos auferidos pelos dependentes também devem ser declarados nesse caso.

Alguns dos rendimentos provenientes de pessoa física são os honorários recebidos como autônomo ou profissional liberal (médico, dentista, engenhei- ro, advogado, veterinário, professor, pintor, escritor etc.), os rendimentos oriundos de aluguéis, uso ou exploração de bens móveis, imóveis e royalties, tra- balho individual no transporte de passageiros etc.

, tra- balho individual no transporte de passageiros etc. Fique atento Vejamos, em linhas gerais, os

Fique atento

Vejamos, em linhas gerais, os rendimentos decorren- tes de aluguel e seu tratamento tributário

1 Independentemente de a imobiliária repassar o valor do aluguel no mês seguinte ao do recebido por ela ao locador, o fato gerador ocorreu no mês em que o locatário pagar.

2 Se o locatário depositar em juízo o valor do alu- guel, a tributação somente deve ocorrer quando os valores forem liberados pela autoridade judicial.

3 Valores recebidos a título de luvas, prêmios e gratificações pelo locador são rendimentos tributáveis.

4 Multa por rescisão de contrato ou indenização pela desocupação do imóvel também são itens sujeitos à tributação.

49

Rendimentos isentos e não-tributáveis

Existem diversos rendimentos isentos, ou seja, não incidem na cobrança de imposto. De acordo com o Regulamento do Imposto de Renda e com o Manual de Preenchimento fornecido pela Receita Federal, devem ser relacionados nessa guia os rendi- mentos decorrentes de:

COMO PREENCHER

• bolsa de estudo e pesquisa, desde que não re- presente vantagem ao doador e não caracterize contraprestação de serviços;

• capital das apólices de seguro ou pecúlio pago por morte do segurado, prêmio de seguro res- tituído em qualquer caso e pecúlio recebido de entidades de previdência privada em decorrência de morte ou invalidez permanente;

• indenizações por rescisão de contrato de traba- lho, inclusive a título de Programa de Divisão Vo- luntária PDV, e por acidente de trabalho; e FGTS;

• lucro na alienação de bens e direitos de pequeno valor e/ou do único imóvel; redução do ganho de capital;

• parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada, reforma e pensão de decla- rante com 65 anos ou mais;

• pensão, proventos de aposentadoria ou reforma

50 por moléstia grave e aposentadoria ou reforma por acidente em serviço.

grave e aposentadoria ou reforma por acidente em serviço. Fique atento O valor recebido a título

Fique atento

O valor recebido a título de restituição do Imposto de Renda não é rendimento tributável e deve ser informado como rendimento não-tributável na de- claração de ajuste anual.

• rendimentos de cadernetas de poupança e letras hipotecárias;

• transferências patrimoniais – doações, heranças, meações e dissolução da sociedade conjugal ou unidade familiar;

• outros rendimentos a especificar (como, por exemplo, seguro-desemprego, a restituição do IRPF do ano anterior).

Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva

Existem rendimentos que foram retidos na fonte e não são passíveis de restituição. Conforme o Regulamento do Imposto de Renda e os manuais de preenchimento disponibilizados pela Receita Federal, esses rendimentos são:

• Valor líquido do 13º salário (valor do rendimento menos o imposto), conforme consta no compro- vante de rendimento;

• Valor líquido dos rendimentos (rendimentos me-

nos impostos) de aplicação financeira (renda fixa; fundos de investimentos financeiros – FIF; fundos de aplicação em quotas de fundos de investi- mentos; fundos de ações ou de investimentos; operações de SWAP);

• Outros rendimentos (informar os valores líquidos – rendimentos menos impostos), os quais devem ser especificados e englobam valores não especi- ficados nas linhas anteriores, tais como:

51

a. prêmios em dinheiro, bens ou serviços obtidos em loterias, sorteios, concursos, corridas de cavalos;

b. benefícios líquidos resultantes da amortização antecipada, mediante sorteio, dos títulos de capitalização;

c. benefícios atribuídos a portadores de título de capitalização nos lucros da empresa emitente;

d. juros pagos ou creditados individualmente a titular, sócio ou acionista de pessoa jurídica, a título de remuneração do capital próprio;

e. os benefícios recebidos e as contribuições resgatadas, relativas a planos de previdência privada, e o valor tributável (diferença positiva entre o montante recebido, inclusive no caso

COMO PREENCHER

de resgate, e a soma dos respectivos prêmios pagos) recebido em decorrência de cobertura por sobrevivência em apólices de seguros de vida (Vida Gerador de Benefício Livre – VGBL), caso o contribuinte tenha optado pelo regime de tributação exclusiva na fonte, previsto nos arts. 1º e 2º da Lei nº 11.053, de 29 de dezembro de 2004;

f. outros rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva.

Imposto pago

Nesta guia você deverá preencher três campos relacionados aos impostos já recolhidos:

52

• Imposto complementar – é o imposto que pode ser recolhido pelo contribuinte que tenha mais de uma fonte pagadora.

• Imposto pago no exterior – deve ser preenchido por quem pagou impostos no exterior (note que 28 países têm acordos com o Brasil de modo a permitir que parte desse imposto pago seja com- pensada – consulte a Ajuda do sistema teclado F1 para saber quais).

• Imposto de Renda na fonte - informe o impos- to retido proveniente de aplicações financeiras feitas em Bolsa – desde que não tenha sido compensado.

Dependentes

Nesta guia devem ser relacionados todos os de- pendentes que atendem o disposto na legislação vigente e no Regulamento do Imposto de Renda sobre dependência para fins de Imposto de Renda.

Obrigatoriamente devem ser preenchidos os seguin- tes dados:

• Nome completo;

• Número CPF (Cadastro de Pessoa Física), caso o dependente seja maior de 18 anos;

• Código da Dependência (de acordo com a Tabela de Relação de Dependência da Receita Federal);

• Data de nascimento (DD-MM-AAAA);

• Valor do total da dedução com dependentes (multiplicar o número de dependentes pelo valor vigente referente à declaração que se está preen- chendo);

• Colocar o número de dependentes com quem teve gastos com instrução;

• Número de alimentandos com quem teve gastos de instrução, decorrente de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente.

Quem pode ser considerado como DEPENDENTE

53

• companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge;

• filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;

• filho(a) ou enteado(a) universitário ou cursando escola técnica, até 24 anos;

• irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;

COMO PREENCHER

• irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, com idade de 21 anos até 24 anos, se ainda estiver cursando ensino superior ou escola técnica, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos;

• pais, avós e bisavós que tenham recebido rendi- mentos, tributáveis ou não, até o limite estipula- do para o período;

• menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial;

• pessoa absolutamente incapaz, da qual o contri- buinte seja tutor ou curador.

Fonte: Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR) e outros documentos legais constantes na legislação tributária

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Pagamentos e doações efetuados

Esta é a parte onde você especifica todos os paga- mentos e doações dedutíveis do imposto. Importan- te frisar, porém, que esta guia deve ser preenchida apenas para o modelo completo de declaração, lembrando que o modelo simplificado limita a dedução automática em 20% dos rendimentos tributáveis, sem necessidade de comprovação.

Para cada item dedutível, devem ser observados os seguintes campos de preenchimento:

• Nome completo ou razão social do beneficiário;

• Número de inscrição no CPF ou no CNPJ;

• Código correspondente – conforme tabela de códigos de pagamentos e doações efetuados disponibilizado pela Receita Federal e constante do Manual de Preenchimento da Declaração;

• Valor da doação ou do pagamento em reais.

Em suma, no modelo completo, é possível deduzir:

• despesas com educação;

• previdência pública ou privada para quem tem 65 anos ou mais;

• todas as despesas médicas, sem limite de gastos;

• todas as despesas com pensão alimentícia judi- cial, integralmente;

• contribuição previdenciária oficial;

• contribuição à previdência privada até o limite de 12% do total de rendimentos tributáveis;

• despesas com livro-caixa, despesas com empre- gado doméstico;.

• honorários pagos a advogados;

• doações feitas nos moldes do Estatuto da Criança e do Adolescente e incentivo à cultura, à atividade audiovisual e ao desporto.

Nesta guia devem ser informados ainda os even- tuais pagamentos de aluguel (não dedutíveis), de arrendamento rural e doações feitas em forma de bens ou direitos ou em espécie.

Em contrapartida, não são dedutíveis do IR os pagamentos efetuados para: compra de remédios, despesas com enfermeiros (exceto quando cons- tantes na conta hospitalar); gastos com a compra de óculos, lentes de contato, aparelhos de surdez e similares e, ainda, reembolsos ou coberturas por apólice de seguro.

e, ainda, reembolsos ou coberturas por apólice de seguro. Fique atento 55 A falta dessas informações

Fique atento

55

A falta dessas informações implica em aplicação de multa ao contribuinte equivalente a 20% do valor não declarado.

COMO PREENCHER

Bens e direitos

Nesta guia você deve informar os seus bens e di- reitos, bem como de seus dependentes, se houver, considerado o valor de aquisição, estejam no Brasil ou no exterior, evidenciando a situação no ano- base anterior e no ano-base atual (exercício a que se refere à declaração que está sendo preenchida). Bens como imóveis, veículos automotores, embar- cações e aeronaves devem ser declarados indepen- dentemente do valor, assim como móveis e direitos de valor de aquisição igual ou superior a R$ 5 mil. Quando o seu saldo de conta bancária, caderne- ta de poupança e demais aplicações financeiras apresentar um valor superior a R$ 140,00, também constituem itens de declaração obrigatória.

Dívidas e ônus reais

56 Com esta guia você deve relacionar os seus credo- res. Para tanto, deve informar: o nome completo ou razão social do credor, o número do CPF ou CNPJ, bem como a natureza da dívida. Preencha o código da dívida usando a Tabela de Dívidas e Ônus Reais (para tanto é preciso consultar o Manual de Preenchimento da Receita Federal). Também deve informar a situação das dívidas e ônus em 31 de de- zembro do ano-base imediatamente anterior e do ano-base do preenchimento da declaração (exem- plo: 31 de dezembro de 2007 e de 2008).

Informações do cônjuge

Só preencha esta guia se você for casado ou viver em união estável, a declaração não for em conjunto e desejar declarar os bens comuns do casal.

Espólio

Conforme dispõe a legislação tributária, mesmo que um contribuinte venha a falecer, a sua pessoa física não se extingue imediatamente, mas é prolon- gada por meio do seu espólio. As suas responsabili- dades com o fisco, por sua vez, apenas são extintas mediante a decisão judicial da partilha ou da adju- dicação dos bens. Restando bens para inventário, a restituição do imposto dependerá de alvará judicial, mesmo que já tenha sido encerrado o inventário. E, se houver bens para serem inventariados, o espólio deve arcar com o pagamento do imposto devido; do contrário, o viúvo ou dependentes não respon- dem pelo imposto devido pelo falecido.

Deve constar na declaração de espólio o nome da pessoa falecida, seu número de inscrição no CPF, o código 81 (que se refere a espólio), não haven- do necessidade de preenchimento do código de ocupação principal. Essa declaração segue assinada pelo inventariante, que indicará seu nome, número de CPF e endereço completo. E se a responsabili- dade tributária for transferida do espólio para os herdeiros, incidem, de acordo com o regulamento do imposto de renda, acréscimos legais sobre o valor do imposto a pagar.

renda, acréscimos legais sobre o valor do imposto a pagar. Fique atento 57 Lembre-se que, em

Fique atento

57

Lembre-se que, em caso de falecimento, deve-se solicitar o cancelamento do CPF do falecido na Secretaria da Receita Federal. E caso o falecido tenha direito à restituição do IR, esta será disponibilizada aos herdeiros mediante requerimento dirigido ao Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil da jurisdição a que pertencia o falecido.

COMO PREENCHER

Doações a partidos políticos

Apenas quem fez doações a partidos políticos ou candidatos a cargos eletivos no ano anterior deve preencher esta guia. Para tanto, informe o CNPJ e nome do partido, do comitê financeiro do partido ou do candidato a cargo eletivo. Note que tal não representa despesa dedutível.

Atividade rural

Esta guia só deve ser preenchida se você se enqua- dra em uma destas situações:

• apurou resultado positivo de atividade rural, de qualquer valor, estando obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do IR;

• o valor de sua participação nas receitas bru- tas provenientes da exploração individual, em parceria ou condomínio, de unidade rural foi

58 superior a R$ 78.821,40, cuja origem da receita foi exclusivamente de atividade rural;

• deseja compensar, no ano-calendário de 2008 ou posteriores, prejuízo de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2008 (caso em que a declaração deve ser apresentada no modelo completo).

Entre outros itens, será solicitado que você infor- me o nome e localização da sua propriedade e a respectiva quantidade de hectares.

Ganhos de capital

Essa guia deve ser preenchida caso você tenha obti- do lucros com a venda de um bem móvel, imóvel ou em participações societárias. Nesse caso, você deve informar todos os dados da alienação no sistema Ganho de Capital (visite a página de download do

site da Receita Federal) e, posteriormente, importar os dados para o sistema da declaração do IR.

importar os dados para o sistema da declaração do IR. Fique atento Se você apurou o

Fique atento

Se você apurou o ganho de capital em moeda estrangeira, use o sistema Ganho de Capital em Moeda Estrangeira e importe os dados para o sistema de Declaração de Ajuste Anual.

Renda variável

Preencha esta guia apenas se, no ano anterior, você tiver realizado:

• alienações de ações no mercado à vista em bolsa de valores, alienação de ouro, ativo financeiro, no mercado disponível ou alienação de quotas dos fundos de investimento imobiliário;

• operações nos mercados a termo, de opções e futuro, e as realizadas em mercados de liquida- ção futura.

59

Observe que as informações relativas às operações devem ser preenchidas mês a mês. Seja cuidadoso e separe as operações comuns das day-trade (que se iniciam e terminam no mesmo dia), pois elas têm tributação diferenciada. Normalmente os investido- res mantêm uma planilha na qual registram, dia-a- dia, os valores de aquisição, lote e data da compra, sem o que preencher essa guia seria uma tarefa difícil e desgastante.

Resumo da declaração

Esta é a última guia do sistema e é onde você poderá saber se tem imposto a restituir ou saldo de imposto a pagar.

COMO PREENCHER

COMO PREENCHER Fique atento Se você perceber qualquer irregularidade ou os resultados exibidos no resumo ficaram

Fique atento

Se você perceber qualquer irregularidade ou os resultados exibidos no resumo ficaram longe de sua expectativa, confira os dados que digitou minuciosa- mente. Como no presente consideramos o preenchi- mento de uma declaração completa, é importante você saber se a simplificada não é a melhor opção. Para isso, clique no menu Ferramentas e selecione

a opção Converter Declaração para Simplificada.

Depois disso, consulte o resumo novamente, para verificar se a restituição aumenta ou o saldo de im-

posto a pagar diminui. Ainda antes de salvar e enviar

a sua declaração para a Receita, recomendamos que

você faça simulações e considere todas as opções para saber quais são as mais favoráveis para o seu bolso – você pode, por exemplo, desconsiderar os dependentes.

60

O resumo é dividido em três partes:

• Rendimentos Tributáveis e Deduções;

• Cálculo do Imposto; e

• Outras Informações.

Em Cálculo de Imposto, você pode visualizar se há impostos a pagar ou, ao contrário, restituição. Em Outras informações, você pode ver os totais rela- tivos aos bens, direitos, dívidas etc. (Evolução Patri- monial), bem como um resumo sobre os rendimen- tos isentos e tributados de forma exclusiva, além de impostos pagos e doações a partidos políticos.

além de impostos pagos e doações a partidos políticos. Gravando e enviando a sua declaração Uma

Gravando e enviando a sua declaração

Uma vez satisfeito com os resultados apresentados no resumo, chegou a hora de enviar a sua decla- ração. Antes disso, ainda há algo a fazer: verificar

se há pendências na declaração. Para isso, acesse

o menu Declaração e selecione a opção Verificar

Pendências. Note que, se forem apontados erros,

a declaração não será enviada, mas o sistema tam-

bém alerta quanto a informações ausentes, o que não impede o envio da declaração – por exemplo, você pode ter esquecido de informar o número de seu título eleitoral.

Depois de corrigir os eventuais erros ou pendências, você pode gravar a declaração clicando em Gravar Declaração para Entrega à RFB e, quando o sistema solicitar uma confirmação, clique em SIM para continuar. Depois disso, o sistema solicitará que escolha onde deseja gravar a declaração (disco rígido, ou seja, no seu computador; em disquete ou em pendrive).

Depois de gravar vem a melhor parte: acesse o menu Declaração e selecione Transmitir via Internet.

menu Declaração e selecione Transmitir via Internet . Fique atento 61 Não se esqueça de imprimir

Fique atento

61

Não se esqueça de imprimir o recibo de sua declaração e guardá-lo com cuidado. Esse recibo é muito impor- tante, pois lhe será útil para diversas finalidades:

• você precisará informar o número do recibo anterior na próxima declaração;

• você precisará desse número para obter in- formações sobre a sua declaração na web, tal como a data da sua restituição, ou saber se a sua declaração foi retida.

Imprima o recibo acessando o menu Declaração, opção Imprimir, em seguida Recibo. Note que através deste menu você pode imprimir toda a decla- ração – e ter uma cópia segura de seus dados não é uma má idéia!

Livro impresso em fevereiro de 2009 pela Reproset Indústria Gráfica, sobre papel couché 90 g/m².

Livro impresso em fevereiro de 2009 pela Reproset Indústria Gráfica, sobre papel couché 90 g/m².