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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO


CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS

CURSO DE FORMAÇÃO DE
SARGENTOS

MATÉRIA 16: POLICIAMENTO DE


TRÂNSITO
UD 01: POLICIAMENTO DE
TRÂNSITO

Divisão de Ensino e Administração


Seção Técnica
Subseção de Planejamento
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APOSTILA ATUALIZADA PELO EM 01MAR04, PELO CAP PM DUDAS, DO 9º BPM/M E CAP PM SOFFNER, DA DTO.
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ÍNDICE:
DESCRIÇÃO
PÁG.

Divisão de Ensino e Administração.....................................................................................................1


1. Noções Históricas.............................................................................................................................4
2. Objetivos do CTB.............................................................................................................................5
CAPÍTULO II – HIERARQUIA DE NORMAS E SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO.......9
1. A ordem jurídica. hierarquia das normas e esferas de competência.................................................9
Sistema Nacional de Trânsito...............................................................................................................9
ESPÉCIE............................................................................................................................................10
NÍVEL................................................................................................................................................10
ÓRGÃO..............................................................................................................................................10
Normativo e Consultivo.....................................................................................................................10
Conselho nacional de trânsito (contran).............................................................................................10
Órgão executivo de trânsito da união (departamento nacional de trânsito).......................................11
Órgão Executivo Rodoviário da União..............................................................................................11
Departamento de Polícia Rodoviária Federal.....................................................................................11
CAPÍTULO III – REGRAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO (Artigos de número 26 à 29), VIAS –
Classificação e velocidades – E SINALIZAÇÃO..............................................................................14
CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS E VELOCIDADES PERMITIDAS................................................18
CAPÍTULO VI – HABILITAÇÃO – REQUISITOS, CATEGORIAS, CASOS ESPECIAIS........20
RESOLUÇÃO Nº 66, DE 23 DE SETEMBRO DE 1998..................................................................27
CAPITULO VII – DOCUMENTOS DE PORTE OBRIGATÓRIO;................................................51
PROCEDIMENTOS GERAIS NO PREENCHIMENTO DO AII E AIIP :.....................................53
PREENCHIMENTO DO COMPROVANTE DE RECOLHIMENTO E REMOÇÃO CRR............53
REGISTRO DE OCORRÊNCIA DE TRÂNSITO............................................................................53
BIBLIOGRAFIA:...............................................................................................................................56
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CAPÍTULO I – NOÇÕES HISTÓRICAS, INTRODUÇÃO E OBJETIVOS DO CTB.

1. Noções Históricas.

a. História dos transportes.


O estudo da história dos transportes encontra sentido no exercício da reflexão a respeito da
realidade que nos cerca. Se, por um lado, necessitamos de ajuda para entender os problemas atuais
dos transportes no Brasil, por outro, o estudo do tema conduz a prática da busca pela memória
social da comunidade em que estamos inseridos. A relevância social do estudo da história dos
transportes tem forte vínculo com a sala de aula, na medida em que a locomoção está presente no
cotidiano, no ato de dirigir-se a escola, motorizado ou não, em transporte público ou particular. Da
mesma forma, é explicito o tráfego constante de mercadorias nas ruas, estradas ou nos meios de
comunicação.

b. Transportes no Brasil no Século XX

Como resultado da intensificação da urbanização ocorrida na virada do Século XIX para o Século
XX, os meios de transporte passaram a sofrer significativas mudanças nas principais cidades
brasileiras.
Para se ter uma idéia da rápida popularização do automóvel, havia, em 1912, na cidade de São
Paulo, 436 carros particulares, 414 carros de aluguel e 88 carros de carga. Em 1925, esses números
cresciam para 7396 automóveis particulares, 2.275 carros de aluguel e 2986 carros de carga. Dessa
forma, cidades foram remodeladas para recebê-los e implementou-se a industrialização regional.
Além do necessário calçamento das ruas, a presença dos automóveis modificou as arquiteturas das
casas, com os jardins sendo reduzidos ou eliminados para cederem lugar à garagem, uma
dependência indispensável.

c. A legislação viária no Brasil

Em função do diminuto número de veículos automotores existentes no início do Século passado, no


Brasil, as únicas postulações existentes eram decretos regionais, ou locais. Somente após a Década
de 40 que surgiu a primeira lei federal relacionada ao trânsito especificamente.
Com o incremento da industria automobilística e de transporte implementada pelo Presidente JK, no
final da década de 1950, quando, na ocasião fora criado, por decreto, o Grupo Executivo da
Indústria Automobilística (GEIA). O GEIA propôs que se incentivasse a produção de automóveis e
caminhões, com capitais privados, principalmente estrangeiros. Graças às potencialidades do
mercado nacional às facilidades oferecidas pelo Governo, grandes indústrias multinacionais –
WILLYS OVERLAND, VOLKSWAGEN, FORD, GENERAL MOTORS e mais tarde, FIAT, se
instalaram no Brasil. Para se Ter um idéia, entre 1957 e 1968 a frota de automóveis aumentou em
360% e a de ônibus e caminhões, 194% e 167%, respectivamente. No entanto, na década de 90,
começou um sensível aumento no transporte de carga.
Em função do incremento da indústria automobilística, e da demanda de um novo regramento
viário, fora promulgado e sancionado na Década de 60, especificamente em 1966, o CNT – Código
Nacional de Trânsito, Lei Federal Nº 5108 de 21 de setembro de 1966. No entanto, aquela
legislação não contemplava os municípios como Órgãos Executivos de trânsito, somente a União e
os Estados, assim como o DF. Sua regulamentação era através de Decreto Presidencial, sendo uma
mera cópia da legislação, desfigurando a finalidade do decreto regulamentador, e a tornando, de
certa maneira, no nível infra-legal, inalterável.
Durante mais de 30 anos, o CNT permaneceu em vigor, até o surgimento do CTB – Código de
Trânsito Brasileiro, Lei Federal Nº 9503 de 23 de setembro de 1997. Depois de 6 anos para ser
finalizado, tem como estratégia atacar os três principais fatores de risco: os carros , as vias e os
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motoristas. Assim, os veículos devem passar obrigatoriamente por vistoria e inspeção na hora do
licenciamento, visando coibir a circulação de carros em mau estado de conservação, que colocam
em perigo a vida, pedestres e motoristas, o que dependerá de regulamentação que ainda não entrou
em vigor, mesmo após a vigência da nova legislação.
No ano de 1966, quando o CNT entrou em vigor, a frota brasileira era de apenas 1,4 milhões de
veículos. Hoje, são cerca de 30 milhões ocupando as ruas do país. Nessas três décadas o número de
vítimas fatais subiu de 5000 para 32500 ao ano. Uma marca que coloca as nossas ruas entre as mais
violentas do mundo.
A grande diferença da nova legislação é a municipalização do trânsito, passando as prefeituras a
serem Órgãos Executivos de trânsito, e a sua normatização através de Resoluções do CONTRAN, e
não por Decreto, o que torna mais flexível novas alterações em função de inovações tecnológicas.
A elaboração de um novo código de trânsito, impondo maior rigidez na punição das infrações, na
formação dos condutores e no controle dos veículos, não olvida a responsabilidade dos educadores
do importante papel de preencher um enorme espaço vazio na formação do elemento humano em
nosso país. Tanto fiscalizados como fiscalizadores têm que ter a consciência que a lei existe e que
há sanção para sua inobservância, mas o mais importante é o seu livre acatamento.

d. Legislação de trânsito – conteúdo

Se legislação é o conjunto de leis, a soma de regras instituídas regulamentarmente à respeito de


determinada matéria, legislação será o conjunto de normas jurídicas, regularmente instituídas, que
versam sobre o trânsito. Nesse sentido terá um significado amplo, abrangendo não só as leis em
sentido estrito (leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias e, em
alguns casos, Decretos Legislativos), como aqueles atos normativos que só em face de um conceito
muito largo, muito abrangente, é que podem ser entendidos como "leis" (Decretos regulamentares,
Resoluções, Portarias, Deliberações etc.).
Num sentido restrito, fazem parte da legislação de trânsito, entre outras de menor importância:
1) Convenção de Trânsito Viário de Viena (CTVV), celebrada em 8 de novembro de 1969,
aprovada pelo Decreto Legislativo n.º 33/80 e promulgada pelo Decreto Federal n.º 86.714, de 10
de dezembro de 1981.
2) Regulamentação Básica Unificada de Trânsito (RBUT) entre Brasil, Argentina, Bolívia, Chile,
Paraguai, Peru e Uruguai, celebrada em 29 de setembro de 1992, com base em autorização
legislativa outorgada por meio do Decreto Legislativo n.º 66/81 e promulgada pelo Decreto s/n.º, de
3 de agosto de 1993.
3) Código de Trânsito Brasileiro, instituído pela Lei Federal n.º 9.503, de 23 de setembro de 1997
e alterado pala Lei Federal n.º 9.602, de 21 de janeiro de 1998.
4) Já num sentido amplo, devem ser acrescidos à relação acima:
a) As Resoluções, Portarias, Deliberações, Decisões e outros atos administrativo-normativos do
CONTRAN e do DENATRAN; e,
b) As Deliberações, Portarias e Decisões do CETRAN e do CONTRANDIFE.
c) As Portarias e demais atos administrativos com conteúdo normativo dos demais órgãos do
Sistema Nacional de Trânsito.
Cumpre destacar mais uma vez que somente a lei, no exato sentido do termo, ou seja, no seu sentido
estrito, é que pode estabelecer direito novo, vale dizer, inovar a ordem jurídica, criar obrigações
novas.

2. Objetivos do CTB.
Como veremos a seguir, ao analisarmos o Capítulo primeiro do CTB, perceberemos que o Objetivo
do CTB, até mesmo em função da discussão para a aprovação do projeto, ao longo desses últimos
10 anos, é sem dúvida nenhuma:
• A preservação da vida, em especial a humana.
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O novo Código traz como filosofia a responsabilidade de todos na questão do trânsito, dos
usuários, dos munícipes, dos proprietários de lotes lindeiros, do Governo, dos proprietários e
condutores de veículos, dos segmentos da sociedade responsável pela educação, enfim, na
atualidade, todos detêm responsabilidades nesta matéria, direta ou indiretamente.
Dentro deste aspecto estudaremos agora, o Capítulo I do CTB:

a. Capítulo I do CTB – Disposições preliminares.

1) Dispõe o Art 1º:

"Art 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à
circulação, rege-se por este Código. "

Tal preceito, embora óbvio, decorre do princípio da legalidade, onde prevê a CF/88:
"Art 5º. .....
II. Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. "

Outro aspecto importante é a especificidade da lei, que inegavelmente é aplicável, por ser
específica, mesmo que haja outra que trate de assunto correlato. Portanto, em matéria de crime, por
exemplo, não se aplica o Código Penal, ou a Lei de Contravenções Penais, desde que preenchidos
os requisitos da caracterização do crime de trânsito.
Logo, infrações administrativas em outras vias, que não a terrestre, aplicar-se-á outra legislação, e
não a de trânsito em vias terrestres.
Por exemplo, a falta de brevê para pilotar aeronaves, ou a falta de Arraes para embarcações, são
infrações administrativas previstas no Código aeronáutico ou da Marinha.
Continua o Artigo em seus parágrafos:

"§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em
grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga
ou descarga. "

O parágrafo acima contempla os fatores relacionados ao trânsito:


• Vias;
• Veículos, e
• Usuários.

Em suma, tudo está diretamente relacionado com as pessoas, físicas ou jurídicas, uma vez que, em
última análise é o homem o responsável pela circulação de riquezas em uma Nação. A questão dos
animais, traz à baila a responsabilidade civil, administrativa e penal de seus proprietários, perante a
lei viária.
Usuários, portanto, são as pessoas, os proprietários dos animais e os condutores dos veículos em
movimento, parado ou estacionado. Aqui convém ressaltar que o CTB, considera operação de carga
e descarga, agora como estacionamento conforme prevê o

parágrafo único do Art 47:

"Art 47. Quando proibido o estacionamento na via, a parada deverá restringir-se ao tempo
indispensável para embarque ou desembarque de passageiros, desde que não interrompa ou
pertube o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres.
Parágrafo único. A operação de carga e descarga será regulamentada pelo órgão ou entidade com
circunscrição sobre a via e é considerada estacionamento.
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Logo, a excusa do motorista, que a pretexto de justificar a infração de estacionamento, por estar
parado, defronte de uma placa R-6a – estacionamento proibido, (mas parada permitida) – por se
encontrar no interior da boleia de um caminhão, por exemplo, alegando que não está estacionado e
sim parado, mas onde seus ajudantes efetuam operação de carga ou descarga, não mais procede.

"§2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades
componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas
competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito. "

O CTB estabelece no parágrafo acima que trânsito é um direito, conferindo a todos os cidadãos um
direito subjetivo oriundo de uma fonte formal. Nota-se a circunstância deste direito – em condições
seguras – e é responsabilidade de todos os órgãos do sistema para que este direito seja efetivamente
garantido. Mais a frente analisaremos quem são e quais as competências dos integrantes do SNT.

§3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito


das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de
ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam
o exercício do direito do trânsito seguro."

A Administração Pública, detém a responsabilidade - pela obrigação legal de garantir a todos os


usuários, o direito de trânsito seguro – respondendo por sua conduta, comissiva ou omissivamente,
pelos danos causados àqueles que se utilizam da via nos termos do §1º deste Artigo. Observa-se que
o CTB, traz a palavra objetivamente, atribuindo aos órgãos ou entidades do CTB, a
responsabilidade objetiva. Como nos ensina Carlos Roberto Gonçalves:

"Responsabilidade objetiva é aquela que não exige prova da culpa do agente. Ou porque ela é
presumida por lei, ou porque não é necessária. "

Definitivamente a Lei atribui aos integrantes do SNT a incumbência de desempenharem e


desenvolverem medidas práticas para a defesa da vida. Caso os objetivos previstos neste Artigo não
esteja sendo alcançado é sinal que novas políticas, com a integração das diversas esferas
governamentais, relacionadas com esta área, devam ser implementadas.

2) Dispõe o Art 2º:

"Art 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as
passagens, as estradas e as rodovias que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com
circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias abertas à
circulação pública e as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades
autônomas"

O CTB trouxe uma definição jurídica do que são vias terrestres. É certo que, de fato, em não se
tratando de outro tipo, como marítima, fluvial, lacustre, ferroviária ou aérea, qualquer outra é
relativa a terra; entretanto, um caminho ou uma passagem só será considerado via terrestre, dentro
das circunstâncias elementares previstas pela legislação.
Logo, se um adolescente estiver dirigindo um veículo, no interior de uma fazenda particular, não
haverá o cometimento de infração, uma vez que as vias internas dessa propriedade particular não
são consideradas via terrestre. Nem, tão pouco, haverá crime de trânsito caso uma lesão for
provocada pelo adolescente, entretanto, a lei penal genérica será o instrumento legal a ser
empregado, se for um penalmente imputável ou o ECA, no caso em questão.
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Ao analisarmos o parágrafo único, deparamos com uma novidade: as vias internas pertencentes aos
condomínios constituídos por unidades autônomas.
Antes, porém, veremos o caso das praias abertas à circulação.
a) Praias abertas à circulação:

O que o legislador se refere, no caso das praias, são aquelas que têm acesso para automóveis. Nota-
se, que os municípios litorâneos, têm a obrigação de regulamentar tais acessos. A falta de
regulamentação do poder municipal não afasta a caracterização jurídica da respectiva praia como
via terrestre. Já aquela praia deserta, entretanto. que impossível é o acesso físico de veículos, não
pode ser considera como via terrestre, mesmo que, por hipótese, um helicóptero ou uma
embarcação, esporadicamente, conduza um veículo automotor sobre seu leito. Neste caso raciocínio
análogo deva ser empregado como no exemplo acima citado, no caso das vias de uma fazenda
particular.
A falta de regulamentação por parte do Balneário, afasta as infrações de competência do município,
como transitar em local e horário não permitido, mas não as do Estado, como transitar sem estar
devidamente habilitado ou por falta de licenciamento. Pode haver eventuais ocorrências de
eventuais crimes de trânsito, nestas situações, logo o Código será aplicado uma vez que a lei
especial derroga a lei geral, e por se tratar de um crime previsto agora nesta legislação específica, há
a caracterização do delito em questão. Interessante a jurisprudência do TACrimSP:

"Age com culpa o agente que, ao dirigir de forma imprudente e negligente, atropela e mata criança
que se encontrava na areia da praia, vez que cabe ao motorista que por esse local trafega, Ter a
inafastável obrigação de manter velocidade reduzida e atenção redobrada, já que freqüente e
esperada a presença de pessoas na praia. "
Caberá ainda, responsabilidade civil, dentro da ação competente, pelos motivos já expostos, assim
como a Administrativa, conforme infrações próprias cometidas conforme o Capítulo XV do CTB.

b) Vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas:


Aqui necessário se faz aludir, de maneira superficial, a cerca do condomínio:
Define-se condomínio como: Segundo Caio M.S. Pereira Ter-se-á condomínio " quando a mesma
coisa pertencente a mais de uma pessoa, cabendo a cada uma delas igual direito, idealmente, sobre
o todo e cada uma das partes".
O presente instituto está previsto no CC, em seus Art 623 e ss.
Portanto, em rápidas palavras condomínio vem a ser a compropriedade.
No dizer Washington de Barros Monteiro, "condomínio não é outra coisa senão o concurso de
vários direitos iguais de propriedade sobre a totalidade da coisa."
Agora o condomínio que se refere a lei é aquele constituído por unidades autônomas, portanto o
regulado pela lei nº4591/64, que dispõe sobre os condomínios e as incorporações imobiliárias. São
os edifícios de andares ou apartamentos, e mais hodiernamente, os condomínios de extensão.
Exemplos são os de Alphaville, Tamboré, Terras de São José, em Itú, Nova Arujá, Nova Caieiras,
dentre tantos outros espalhados pelo Brasil. As vias desses condomínios – de igual forma, as vias
internas de condomínios constituídos por várias torres de apartamentos – são consideradas vias
terrestres, mesmo sendo uma propriedade particular, portanto, há abrangência do CTB. Nota-se que
o policiamento no interior desses condomínios deverá ser motivado, (solicitação, ocorrências etc.),
uma vez que, pelo critério da conveniência e oportunidade, outros locais carentes de segurança
pública deverão ser priorizados. O emplacamento, "in tese" correrá por conta do condomínio.

3) Dispõe o Art 3º
"As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veículo, bem como aos proprietários,
condutores dos veículos nacionais ou estrangeiros e às pessoas nele expressamente mencionadas
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É uma premissa legal, de abrangência do CTB a todo e qualquer veículo que esteja em circulação
nas vias terrestres de nosso país. Tantos aos condutores quanto aos proprietários é aplicável as
disposições do CTB, não importando se o veículo é nacional ou estrangeiro, definitivamente ou de
passagem pelo território nacional, neste último caso se aplica o parágrafo único do artigo 119, onde
veículos licenciados no exterior só poderão deixar o Brasil após a quitação de débitos de multa por
infração de trânsito e o ressarcimento de danos que tiverem causado a bens do patrimônio público,
respeitando o princípio da reciprocidade.

CAPÍTULO II – HIERARQUIA DE NORMAS E SISTEMA NACIONAL DE


TRÂNSITO.

1. A ordem jurídica. hierarquia das normas e esferas de competência.

É costume utilizarmos a expressão ordem jurídica em direito. Mas o que ela significa? Ordem
jurídica significa o conjunto de normas jurídicas, escritas ou não, em vigor em dado território, em
determinado momento. Costuma-se dizer também que essas normas em conjunto constituem um
sistema, em função de existirem de forma harmônica.

Assim, o Código de Trânsito Brasileiro se sobrepõe a qualquer norma estadual ou municipal não
porque é lei federal e por isso seria hierarquicamente superior, mas porque é a expressão da vontade
da esfera de governo que tem competência para regular a matéria, no caso, a União (ver Art. 22, inc.
XI, da CF).
A única norma que pode ser tida como superior às demais é a Constituição Federal, que ocupa o
topo da Ordem Jurídica de nosso país. Conseqüência disso, todas as demais leis devem obediência à
Constituição.
De outro lado, as normas infra legais, vale dizer, os atos administrativos de natureza normativa,
encontram-se em patamar inferior ao das leis e, via de conseqüência, ao da Constituição, pois, como
já firmado acima, os atos administrativos não podem contrariar a lei.

Temos, em matéria de legislação de trânsito – que é o estudo desta matéria:

• Resoluções;
• Deliberações;
• Portarias;
• Comunicados, entre outros, de acordo com o SNT (Sistema Nacional de Trânsito).
• Não elenquei o Decreto, que é privativo do Chefe do Executivo, e que está no ápice destes
dispositivos, por existir em termos da normatização viária.

Sistema Nacional de Trânsito.

O Sistema Nacional de Trânsito (SNT) nada mais é que o conjunto de órgãos aos quais o Código de
Trânsito Brasileiro acometeu funções relacionadas à administração do trânsito, engenharia,
fiscalização e policiamento.
Nos termos do Código:

Art. 7.º, "O Sistema Nacional de Trânsito é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que tem por finalidade o exercício das atividades de
planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos,
formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema
10
viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e aplicação de
penalidades".

Embora os órgãos integrantes do sistema mantenham alto grau de independência, na medida em que
continuam ligados à administração da esfera de governo do qual fazem parte (União, Estados e
Municípios), a idéia de estruturá-los todos num sistema decorre da necessidade de promover, entre
eles, o mínimo de integração e uniformidade no que toca ao desenvolvimento das tarefas que lhe
são deferidas.
Basicamente, o SNT possui uma primeira grande divisão, entre órgãos normativos e consultivos, de
um lado (CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito, CETRAN – Conselhos Estaduais de
Trânsito e CONTRANDIFE – Conselho de Trânsito do Distrito Federal) e, de outro, órgãos e
entidades executivos (DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito e órgãos e entidades
rodoviários e executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios);
ao lado deles, situam-se os órgãos policiais (Polícia Rodoviária Federal e as Polícias Militares dos
Estados e do Distrito Federal) e as JARI – Juntas Administrativas de Recursos de Infrações.
Em linhas gerais, o SNT poderia ser resumido no seguinte quadro sinótico:

ESPÉCIE NÍVEL ÓRGÃO


Federal CONTRAN
Normativo e Consultivo Estadual CETRAN e CONTRANDIFE (DF)
Municipal Não há
União MJ e DENATRAN

Executivo de Trânsito Estado DETRAN


A ser definido pelos municípios – Em SP, DSV
Município (Departamento de Operações do Sistema Viário)
União DNIT
Executivo Rodoviário Estado DER
Município A ser definido pelos municípios.

a. Órgãos da administração federal

1) Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça foi designado, através do Decreto n.º 2.327/97, a integrar o Sistema
Nacional de Trânsito na condição de Coordenador Máximo. Além disso, foi designado, pelo
Decreto 2.351/97, órgão máximo executivo de trânsito, função que exerce por intermédio do
DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), que, aliás, pertence àquele Ministério.
O Ministro da Justiça é também membro e Presidente do Conselho Nacional de Trânsito
(CONTRAN).

Conselho nacional de trânsito (contran)


O CONTRAN é o coordenador do Sistema Nacional e órgão máximo normativo e consultivo.
Está vinculado ao Ministério da Justiça e é integrado pelos titulares dos Ministérios da Justiça, dos
Transportes, da Ciência e Tecnologia, do Exército, da Educação e do Desporto, do Meio-Ambiente
e da Amazônia e da Saúde (Decreto 2.327/97 e Lei 9.602/98). A presidência cabe ao Ministro da
Justiça.
Suas funções básicas estão descritas no art. 12 do CTB, mas vários outros artigos do Código fazem
menção a atribuições suas, como o art. 64, 65, 74, 104, 105 e muitos outros. As suas funções
precípuas são a promoção da integração entre os demais órgãos do sistema Nacional de Trânsito,
zelando pela uniformidade de procedimentos, bem como o estabelecimento de normas
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regulamentares em relação às matérias referidas no CTB (função de regulamentar o Código) (art.
12, inc. I e II).
Órgão executivo de trânsito da união (departamento nacional de trânsito)

Embora não seja citado na rol de órgãos integrantes do SNT, trazido pelo art. 7.º do CTB, o
Departamento Nacional de Trânsito integra o sistema por força do Decreto-lei n.º 237 e Decreto n.º
2.351, de 17 de outubro de 1997. Esse último diploma legal, aliás, estabeleceu, em seu art. 7.º, que
o DENATRAN é o órgão executivo de trânsito da União. Dessa forma, as competências do
DENATRAN são aquelas estabelecidas no art. 19 do CTB.
Basicamente, o DENATRAN atua na alta administração do Sistema Nacional de Trânsito, e suas
funções concentram-se em atividades que servem de base para o trabalho do CONTRAN, na
medida em que este é um órgão formado por Ministros e, como tal, necessita de apoio técnico para
o bom andamento de suas missões. Entre as várias atribuições a seu cargo, pode-se destacar
algumas mais importantes:
 Expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacional de Habilitação, o Certificado de Registro de
Veículo e o de Licenciamento Anual, tudo por intermédio dos órgãos executivos de trânsito dos
Estados e do DF, mediante delegação (art. 19, inc. VII).
 Organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação - RENACH (art. 19, inc. IX).
 Organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM (art. 19, inc. X).
 Elaborar proposta de alteração dos dispositivos e equipamentos obrigatórios, submetendo-os ao
CONTRAN (art. 19, inc. XVIII).
 Estudar os casos omissos na legislação de trânsito e submetê-los, com proposta de solução, ao
Ministério da Justiça (art. 19, inc. XXVIII).
 Prestar suportes técnicos, administrativos e financeiro ao CONTRAN (art. 19, inc. XXIX).

Órgão Executivo Rodoviário da União

O órgão executivo rodoviário da União é o DNIT (Departamento Nacional da Infra-estrutura de


Trânsito).
Suas funções, como de resto as de todos os demais órgãos executivos rodoviários, estão previstas no
art.21 do CTB. Em relação a essas funções, cumpre destacar o seguinte: enquanto para a
fiscalização das infrações de trânsito nas vias urbanas o legislador estabeleceu divisão de
competências entre os órgãos dos Estados e dos Municípios, as quais serão detalhadas mais à frente,
no que se refere à fiscalização das infrações nas vias rurais (rodovias e estradas, vide Anexo I), não
houve qualquer restrição, ou seja, os órgãos executivos rodoviários, sejam eles da União, dos
Estados e DF e dos Municípios, podem atuar na fiscalização e autuação de qualquer infração, seja
ela qual for (art. 21, inc. VI).
No entanto, no que se refere a aplicação de penalidades, os órgãos rodoviários só têm competência
para aplicar a advertência por escrito e a multa (art. 21, inc. VI). Ficam de fora de sua competência,
portanto, outras penalidades, como a apreensão do veículo, a suspensão do direito de dirigir, a
cassação da Carteira Nacional de Habilitação e outras tantas, previstas no art. 256 do CTB.

Departamento de Polícia Rodoviária Federal

A Polícia Rodoviária Federal, órgão pertencente ao Ministério da Justiça (assim como o


CONTRAN e o DENATRAN), tem suas funções especificadas no art. 20 do CTB.
Basicamente, compete-lhe realizar o patrulhamento ostensivo no âmbito das rodovias e estradas
federais. Fala-se em patrulhamento e não em policiamento, porque aquele foi o termo empregado
pelo legislador constituinte quando da definição das competências dessa Corporação na
Constituição Federal, mais precisamente no art. 144, § 2.º.
12
O CTB foi extremamente generoso com a polícia Rodoviária Federal, outorgando-lhe competências
importantes, entre as quais:
 Aplicar e arrecadar multas por infrações de trânsito, bem como as medidas administrativas
decorrentes (art. 20, inc. III).
 Efetuar levantamento dos locais de acidente de trânsito, atribuição que poderá implicar confronto
com a Polícia Civil e o Instituto de Criminalística, órgãos aos quais cabe essa tarefa (art. 20, inc.
IV).
 Promover a interdição de construções e instalações não autorizadas (art. 20, inc. VI).
Perceba-se que, a exemplo do que já foi dito em relação ao órgão rodoviário da União, a Polícia
Rodoviária Federal não tem competência para aplicar penalidade de apreensão do veículo.

Junta Administrativa de Recursos de Infrações (jari)

Nos termos do art. 16 do CTB, junto a cada órgão ou entidade executivo de trânsito deve existir
uma JARI, cuja função precípua é julgar os recursos interpostos pelos infratores.

Órgãos da Administração dos Estados e do DF.

1) Conselho Estadual de Trânsito (cetran) e Conselho de Trânsito do Distrito Federal


(contrandife).

O Conselho Estadual de Trânsito é, nos Estados, um órgão de funções análogas ao CONTRAN, ou


seja, é também um órgão normativo e consultivo, com a diferença que suas normas atuam dentre de
determinados limites, que são os seus territórios.
Suas funções primordiais são a elaboração de normas no âmbito de suas respectivas competências, a
resposta a consultas relativas à aplicação da legislação de trânsito e o julgamento de recursos em
segunda instância (julgamento de recursos contra as decisões das JARIs) (art. 14, incs. II, III e V).

Órgão executivo rodoviário.

O órgão executivo rodoviário no Estado de São Paulo é o Departamento de Estradas de Rodagem


(DER), criado à mesma época do DNER.
Possui funções idênticas às do órgão executivo rodoviário da União (DNER), previstas no art. 21 as
quais exerce no âmbito das rodovias estaduais.

2) Órgão executivo de trânsito dos estados e do DF.

O CTB não especificou qual deveria ser a denominação desses órgãos, apenas estabeleceu que, no
Sistema Nacional de Trânsito há a previsão da existência de órgãos executivos de trânsito
Estaduais. Os Estados têm entregado aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), já
existentes à época do Código Nacional de Trânsito (CNT), as atribuições previstas para os órgãos
Estaduais no art. 22.
Trata-se de órgão de grande importância, na medida em que é o único que possui competência para
a aplicação de todas as penalidades previstas no art. 256 do CTB. São funções a cargo desses
órgãos:
 Realizar o processo de formação de condutores e expedir a Permissão para Dirigir e a Carteira
Nacional de habilitação, tudo por delegação do DENATRAN, como já anotado no item 3) (art.
22, inc. II).
 Realizar o registro, emplacamento e licenciamento de veículos, expedindo o Certificado de
Registro e de Licenciamento Anual, também por delegação do DENATRAN (art. 22, inc. III).
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 Executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis pelas
infrações previstas no CTB, exceto as de circulação, parada, estacionamento, peso, dimensões e
lotação, que são de competência do órgão Municipal (art. 22, inc. V).
 Aplicar as penalidades por infrações de sua competência (art. 22, inc. VI).
Em São Paulo, apresenta-se fragmentado em Circunscrições Regionais de Trânsito (CIRETRANs),
órgãos que exercem, no território de um ou mais Municípios, parcela das atribuições dos
DETRANs, como licenciar veículos, expedir CNHs, sempre por delegação. Assim, ao diversamente
do que pensam muitos, as CIRETRANs são órgãos estaduais e não municipais.

3) Polícia Militar dos Estados e do DF.

As missões das Polícias Militares estavam previstas no art. 23 do CTB. O verbo no tempo passado
faz sentido, na medida em que dos sete incisos, seis foram vetados, restando apenas o inciso III, que
estabelece ser competência das Polícias Militares a execução da fiscalização de trânsito, "quando e
conforme convênio firmado, como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou
executivos rodoviários, concomitantemente com os demais agentes credenciados". A redação do
citado dispositivo deu a entender, de início, que as Polícias Militares só poderiam agir na
fiscalização se fossem conveniadas.
No entanto, hoje prevalece, ao menos no âmbito da Corporação, o entendimento formulado pelo
ilustre jurista, Dr. Diógenes Gasparini, segundo o que a Polícia Militar persiste com a competência
para o exercício da fiscalização de trânsito, na medida em que a fiscalização é parcela inerente à
atividade de policiamento ostensivo de trânsito, a qual as PM exercem em decorrência de
mandamento constitucional (art. 144, § 5,º, da CF), complementado pelas normas infra
constitucionais complementares (Decreto-lei 667/69 e seu regulamento, Decreto 88.777/83 (R-
200)).

4) Jari.

Suas funções já foram comentadas no item 6). Funcionam junto ao órgão executivo de trânsito do
Estado, com a atribuição de julgar os recursos contra as penalidades por ele impostas.

c. Órgãos da administração municipal

Os Municípios não possuem órgãos normativos e consultivos. Isso não significa que o órgão
executivo de trânsito do Município não possa editar normas na área de trânsito. Ele poderá, sim, no
entanto suas normas só terão aplicabilidades internas, no que diz respeito à organização e execução
de suas funções. Não se deve confundir competência para editar normas de trânsito, que têm cunho
administrativo, com a competência para legislar em matéria de trânsito, ou seja, editar leis, que é da
União (art. 22, inc. XI, da CF).

1) Órgão executivo rodoviário do município

Embora esteja prevista a sua existência, não há notícia da criação de órgão executivo rodoviário em
qualquer Município, ao menos de nosso Estado.
Quando existentes, se é que o serão, terão as mesmas atribuições dos órgãos executivos rodoviários
da União, dos Estados e do DF, de acordo com o art. 21, logicamente exercidas nas estradas e
rodovias Municipais.

2) Órgão executivo de trânsito do município

Suas funções estão previstas no art. 24, entre as quais destacam-se:


 A Regulamentação e operação do trânsito (art. 24, inc. II).
14
 A sinalização (art. 24, inc. III).
 Exercício da fiscalização de trânsito sobre as infrações de circulação, parada, estacionamento,
peso, dimensões e lotação, bem como a autuação delas e a imposição das medidas
administrativas decorrentes (art. 24, incs. VI e VIII).
 A aplicação das penalidades de advertência por escrito e multa. Perceba-se que, a exemplo do
que se anotou em relação aos órgãos rodoviários, a competência dos órgãos executivos de
trânsito dos Municípios no que se refere à aplicação de penalidades é restrita, atendo-se à
advertência por escrito e à multa, ficando fora de suas atribuições, entre outras, a apreensão do
veículo, a suspensão do direito de dirigir etc. (art. 24, inc. VII).
 A implantação de estacionamento rotativo pago (vulgo "zona azul") (art. 24, inc. X).
 Planejar e implantar medidas para a redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego,
com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes (art. 24. inc. XVI).
 Registrar e licenciar ciclomotores, veículos de propulsão humana e de tração animal (art. 24,
inc. XVII).

CAPÍTULO III – REGRAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO (Artigos de número 26 à


29), VIAS – Classificação e velocidades – E SINALIZAÇÃO.

1. Regras gerais de circulação e conduta.

Para a necessidade de aquisição de conhecimentos específico para o presente curso de formação,


nos limitaremos a comentar, por não se tratar de um curso de especialização – o que obviamente,
nos seria reservada uma quantidade de aulas muito maior – os artigos relacionados ao Capítulo III
do CTB, que são os Art 26 ao 29 em seu inciso VII.
São três os fatores diretamente relacionados à problemática do trânsito, como já dissemos no item 3
do Capítulo I:

• Vias;
• Veículos; e
• Condutores, ou usuários.

Daí o código, de maneira genérica ter feito referência nas disposições preliminares. Novamente,
volta à carga no capítulo III, quando fala das normas gerais de circulação e conduta. Nota-se que a
responsabilidade da segurança do trânsito e no trânsito é responsabilidade de todos.
Para todos os enunciados do Capítulo III, há uma respectiva sanção no Capítulo XV, que trata das
infrações, (assim como para as outras partes do CTB, - Da Habilitação -, p.e.). Conforme podemos
exemplificar:

Para quem não observa o previsto no Art 29 inc I, há infração correspondente no Art 186 inc II;
ou,
Para quem não observa o previsto no Art 48, há infração prevista no art 181 inc XV; ou ainda,
Quem não observa os Art 133, ou o 159 §1º (obrigatoriedade de se portar o Certificado de
Licenciamento Anual ou CNH, respectivamente), há infração prevista no art 232. Etc.

Após as primeiras digressões, passaremos à interpretação dos artigos aludidos:

"Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:


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I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito de veículos, de
pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas;
II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou abandonando na
via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro obstáculo.

Relaciona-se com o primeiro fator do trânsito – A Via.


Cuida o dispositivo em questão da obrigatoriedade que todos os usuários da via têm com relação ao
zelo pela sua segurança e ou impedimento. Na atualidade, todos, indistintamente, dependem da via
em condições seguras. Não é responsabilidade só do condutor, não jogar objetos pela janela de seu
veículo, mas do morador em não obstruir a via com sucata, do comerciante em não onerar o leito
carroçável, do prestador de serviço em não jogar entulho na via, do cidadão, de uma maneira geral
em não incidir em atos que consubstanciam o previsto no artigo, ou seja, atos que possa constituir
perigo ou obstáculo, ou causar dano à propriedade pública ou privada.
A palavra perigo utilizada pelo legislador implica em qualquer ato que leve à situação de risco para
os fatores relacionados ao trânsito, quais sejam: Vias, veículos e usuários.
A responsabilidade, portanto, de todos os órgãos envolvidos na questão é enorme, e do policial
comunitário muito mais, em função de sua atividade, junto ao seio da sociedade. Se algo for
constatado, no patrulhamento, e não for de responsabilidade da Polícia a resolução do problema, é
obrigação do policial a comunicação para o órgão responsável. Ex:
• Sucata de um veículo abandonada, ou entulho, ou ainda, buraco na via, que coloque em risco a
vida de condutores, principalmente de motociclistas. A PM deverá acionar a Sub-Prefeitura. Passo
inicial, comunicação do encarregado da Vtr ao Cmt de Cia que encaminhará ofício à Sub-Prefeitura.
• Falta de sinalização de trânsito, ou deficiência no projeto viário. A PM deverá acionar o Órgão
de trânsito competente – no caso da cidade de São Paulo – A CET. Passo inicial, comunicação do
encarregado da Vtr ao Cmt de Cia que encaminhará ofício à CET.
• Deficiência semafórica (LQ – lâmpada queimada), farol embandeirado ou amarelo piscante.
Neste caso, por ser de fácil resolução, via rádio o PM notificará o COPOM, CAD que remeterá o
pedido ao DSV/CET.

Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, o condutor deverá verificar a
existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como
assegurar-se da existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino.

Relaciona-se com o segundo fator do trânsito – O veículo.


As estatísticas tem provado que, como as vias, os veículos também são responsáveis pelos
acidentes, mas a soma dos dois fatores, não chega a 20%, entretanto, a desídia com este fator ( o
veículo), tem levado a óbito, grande parte dos cidadãos brasileiros.
Por ser de responsabilidade do Estado a fiscalização deste item é de grande importância para o
futuro Sargento saber, com profundidade, as infrações relacionadas com o veículo, suas sanções e
respectivas medidas administrativas.
A indústria tem desenvolvido mecanismo de segurança estática e dinâmica, como freios ABS, Air
Bag, barras laterais, e outros tipos de sensores. O próprio CTB elenca uma série de equipamentos
obrigatórios, complementados pela Resolução 14 do CONTRAN. Entretanto, uma parcela da frota
nacional não tem a mínima condição de trafegabilidade, comprometendo, sobremaneira, a vida de
seus integrantes e de outros usuários da via. Portanto, a atitude do Sargento deve ser implacável, e a
fiscalização junto aos seus subordinados da mesma maneira. São vidas que estão em jogo.

Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e
cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.

Relaciona-se com o terceiro fator do trânsito – O condutor.


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Grande vilão dos acidentes, fator preponderante para ocorrência de um sinistro, sem dúvida
nenhuma, segundo as próprias estatísticas é o condutor.
O uso do cinto de segurança, do capacete, do calçamento adequado, para a direção, a certificação,
pelo condutor, que todos os ocupantes de um veículo estão adequadamente instalados, com
dispositivos de retenção, como cadeirinhas para crianças, são medidas que devem ser checadas pelo
Policial, orientadas e fiscalizadas, a fim de que mortes ou ferimentos não ocorram.
A atenção combinada para com os três fatores, por parte da sociedade, dos usuários e do Governo,
propiciará com certeza o trânsito almejado pela Legislação – O Trânsito em condições seguras.
Para análise do Art 29, faremos os comentários por incisos. O Caput, se refere, obviamente, ao
conceito jurídico de via terrestre, como já abordamos.

Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes
normas:
I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções devidamente
sinalizadas;

Trata-se do princípio da legalidade. É notório que no Brasil, os veículos transitam no lado direito da
via, mas há de existir a previsão legal, até mesmo para que haja a respectiva punição para aqueles
que andarem na contra mão, a não ser em locais devidamente sinalizados.
Mesmo aquele veículo importado da Inglaterra, por exemplo que tem a direção do lado direito, tem
que andar à direita da via.

II - o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais
veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as
condições do local, da circulação, do veículo e as condições climáticas;

Princípios de direção defensiva estão disseminados no conjunto do CTB, este é um exemplo. A


regra dos 2 segundos é essencial para a direção segura, uma vez que a distância de parada é a
somatória da distância de identificação do obstáculo, com a de reação (acionamento do freio,
travamento das rodas e parada do veículo). Portanto, as outras distâncias também são importantes
para uma direção segura.

III - quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não
sinalizado, terá preferência de passagem:
a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor;

Aqui o CTB trata de cruzamento em nível, de veículo automotores (sem ser os que se deslocam
sobre trilhos), em locais não sinalizados, onde haverá uma ordem de preferência de passagem.
A letra a) se refere a veículos que se encontram em rodovias, situação em que estes terão
preferência de passagem, em relação àqueles provenientes de lotes lindeiros (que estão ao lado),
como um sítio, terreno, postos de rodovias etc
A letra b) fala a respeito da rotatória. É inovação. Quem está na rotatória tem preferência de
passagem sobre os demais. Vale dizer que isto é válido quando não houver nenhum tipo de
sinalização.
A letra c) se reporta à regra da mão direita, ou seja, quem vem à direita do condutor, tem
preferência de passagem, independentemente do tipo de cruzamento. Não podemos confundir tal
norma, com a da preferência psicológica, onde o condutor, em função do tipo da via que está, pensa
que está na preferencial, quando na realidade não está. Se não houver sinalização PARE (R-1), para
quem vem do sentido ortogonal, a preferência é para quem vem nessa via.
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Embora pareça absurdo o que se deve verificar é se o cruzamento, - que pode ser em “T”, em Cruz
ou ‘’Y’’, ou ainda um nó, - é ou não um ponto negro, ou seja, local muitos acidentes, se for, é
indicado um estudo para implantação de sinalização para inversão da preferência.
Mais uma vez volto a reiterar que na ausência de sinalização, o que se aplica são as normas de
circulação, e uma delas é a constante no Art 29 inc III, letra c), - como mostrada acima.

IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são
as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não
houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao
deslocamento dos veículos de maior velocidade;

Aqui o CTB reserva a faixa mais à direita aos veículos mais lentos e de maior porte, caminhões por
exemplo. Pode ocorrer, às vezes, que há outra faixa, a critério do órgão com circunscrição sobre a
via, para tais veículos. Se isto não ocorrer os veículos lentos devem ficar à direita. É o que ocorre
nas marginais, p.e. A faixa da esquerda é destinada para ultrapassagem, ou no caso de todas
estiverem ocupadas para os veículos de maior velocidade. Se uma rodovia estiver sem tráfego
intenso, se só o seu veículos estiver trafegando, por ex., o correto é que você dirija na faixa da
direita, mesmo que na velocidade máxima permitida.

V - o trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e nos acostamentos, só poderá ocorrer para que
se adentre ou se saia dos imóveis ou áreas especiais de estacionamento;

O trafego nos locais acima só é tolerado para aquelas circunstâncias, fora disso, há infração, que por
sinal é de competência do município.

VI - os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passagem, respeitadas as demais


normas de circulação;

Veja que a palavra utilizada é prioridade de passagem, e não precedência, portanto, os demais
veículos devem liberar o caminho para a passagem da comitiva. Por se tratar de um serviço prestado
pela Corporação através do 2º de Choque, é interessante lembrar que a infração prevista no Art 189
do CTB é de competência do Estado e do Município. Código de enquadramento 580-0.

VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e


operação de trânsito e as ambulâncias, além de prioridade de trânsito, gozam de livre circulação,
estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por
dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente, observadas as
seguintes disposições:
a) quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos veículos, todos os
condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, indo para a direita da via e
parando, se necessário;
b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só atravessando a via
quando o veículo já tiver passado pelo local;
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente só poderá ocorrer
quando da efetiva prestação de serviço de urgência;
d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com velocidade reduzida e com
os devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais normas deste Código. "

É de suma importância o conhecimento deste dispositivo. São dois os requisitos básicos que se deve
satisfazer:
• Estar em efetiva prestação de serviço de emergência, e
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• Estar devidamente identificado por dispositivo regulamentar de alarme sonoro e luz vermelha
intermitente.
Portanto, a manutenção dos aparelhos elétricos é essencial para isenção de responsabilidade.
Mesmo com os aspectos acima observados, lembre-se, que a premissa legal não concede
preferência absoluta de passagem e que a prioridade de passagem não confere ao condutor de um
veículo de emergência direito a imprudência . É entendimento jurisprudencial que apesar da
preferência e prioridade concedida pela lei, o condutor poderá ser responsabilizado criminalmente
se ficar demonstrado que não agiu com as cautelas necessárias, mesmo com os dispositivos
acionados. O motorista da Vtr, nessas situações, só pode efetuar um cruzamento quando tiver
certeza que os condutores que trafegam pela transversal percebam que se trata de uma emergência e
tiveram condições de diminuir a marcha para a preferência à viatura.

CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS E VELOCIDADES PERMITIDAS.

Podemos observar que o CTB, classificou as vias urbanas e rurais definindo-as no anexo “I”
Art.60 As vias abertas à circulação, de acordo com sua utilização, classificam-se em:
I.Vias urbanas:
a.) Via de trânsito rápido;
b.) Via arterial;
c.) Via coletora;
d.) Via local;

II. Vias rurais:


a.) Rodovias
b.) Estradas.

Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio
de sinalização, obedecendo suas características técnicas e as condições de trânsito.

§ 1º Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de ...

§ 2º ...................................

Art. 62. A velocidade mínima não poderá ser inferior a metade da velocidade máxima estabelecida,
respeitadas as condições operacionais de trânsito e da via.

Considerando os Art.60,61 e 62 elaboramos o quadro abaixo para melhor interpretação:

Veloc. Máxima Veloc. Mínima


Vias Urbanas

Via de Trânsito Rápido 80 km/h 40 km/h

Via Arterial 60 km/h 30 km/h

Via Coletora 40 km/h 20 km/h

Via Local 30 km/h 15 km/h


Rodovias
Automóveis / camionetas 110 km/h 55 km/h
Ônibus 90 km/h 45 km/h
Micro ônibus
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Demais veículos 80 km/h 40 km/h

Vi
as
Estradas 60 km/h 30 km/h
R
Obs: O Órgão ou entidade de trânsito ou Rodoviário com circunscrição sobre a
via poderá regulamentar, por meio de sinalização, velocidade superiores ou
inferiores àquelas estabelecidas no parágrafo anterior.

2. Sinalização

O conhecimento prático da sinalização, sua importância para que acidentes sejam evitados é de
fundamental para o futuro sargento. Independentemente de ser as infrações relacionadas com a
sinalização de competência do município, nas áreas urbanas, tem o Graduado a responsabilidade de
se interar com os demais segmentos da sociedade para a solução, ou encaminhamentos dos
problemas relacionados com a segurança pública.
Preve o CTB em seu capítulo VII:

" Art. 80. Sempre que necessário, será colocada ao longo da via, sinalização prevista neste Código
e em legislação complementar, destinada a condutores e pedestres, vedada a utilização de
qualquer outra.
§ 1º A sinalização será colocada em posição e condições que a tornem perfeitamente visível e
legível durante o dia e a noite, em distância compatível com a segurança do trânsito, conforme
normas e especificações do CONTRAN.
§ 2º O CONTRAN poderá autorizar, em caráter experimental e por período prefixado, a utilização
de sinalização não prevista neste Código.
Art. 81. Nas vias públicas e nos imóveis é proibido colocar luzes, publicidade, inscrições,
vegetação e mobiliário que possam gerar confusão, interferir na visibilidade da sinalização e
comprometer a segurança do trânsito.
Art. 82. É proibido afixar sobre a sinalização de trânsito e respectivos suportes, ou junto a ambos,
qualquer tipo de publicidade, inscrições, legendas e símbolos que não se relacionem com a
mensagem da sinalização.
Art. 83. A afixação de publicidade ou de quaisquer legendas ou símbolos ao longo das vias
condiciona-se à prévia aprovação do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.
Art. 84. O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via poderá retirar ou
determinar a imediata retirada de qualquer elemento que prejudique a visibilidade da sinalização
viária e a segurança do trânsito, com ônus para quem o tenha colocado.
Art. 85. Os locais destinados pelo órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via à
travessia de pedestres deverão ser sinalizados com faixas pintadas ou demarcadas no leito da via.
Art. 86. Os locais destinados a postos de gasolina, oficinas, estacionamentos ou garagens de uso
coletivo deverão ter suas entradas e saídas devidamente identificadas, na forma regulamentada
pelo CONTRAN.
Art. 87. Os sinais de trânsito classificam-se em:
I - verticais;
II - horizontais;
III - dispositivos de sinalização auxiliar;
IV - luminosos;
V - sonoros;
VI - gestos do agente de trânsito e do condutor.
Art. 88. Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao
trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente
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sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança
na circulação.
Parágrafo único. Nas vias ou trechos de vias em obras deverá ser afixada sinalização específica e
adequada.
Art. 89. A sinalização terá a seguinte ordem de prevalência:
I - as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais;
II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais;
III - as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito.
Art. 90. Não serão aplicadas as sanções previstas neste Código por inobservância à sinalização
quando esta for insuficiente ou incorreta.
§ 1º O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável pela implantação
da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação.
§ 2º O CONTRAN editará normas complementares no que se refere à interpretação, colocação e
uso da sinalização. "

Embora uma leitura do onze artigos relacionados com a sinalização seja imperiosa, o importante a
frisar para o futuro Sargento, - fora os aspectos gerais que já foram dito, como comunicação de
deficiências de sinalizações existentes ao Cmt de Cia para notificação ao órgão responsáveis – são:

• A ordem de prevalência prevista no Art 89.


 A determinação do PM, sobre as normas e outros sinais;
 O farol sobre as demais normas, e
 Os sinais (que não o luminoso – farol) sobre as demais normas de trânsito. (Regra da mão
direita, p.e.).

A determinação do PM tem de ser clara e dentro do previsto no CTB. A comunicação tem de ser
futura, ou seja, para 3 ou 4 veículos que estiverem por vir, e não para o veículo em movimento que
estiver na frente do PM, sob pena de se causar um acidente. A parada deve ser progressiva, faixa,
por faixa de rolamento, da de menor velocidade, para a de maior velocidade.

• A proibição de fixação de publicidade sobre a sinalização, em época eleitoral, isto é comum.


Além da penalidade da PJ, nos termos do CTB, é ilícito eleitoral;
• A classificação dos sinais;
• Que nenhuma via será entregue ao tráfego sem a devida sinalização. Quando da inauguração do
Rodoanel houve um acidente com vítima fatal, justamente por falta de sinalização, no
entroncamento com a Av RPM, em Perus.
• Nenhuma punição será imposta por deficiência ou inexistência da sinalização.

CAPÍTULO VI – HABILITAÇÃO – REQUISITOS, CATEGORIAS, CASOS ESPECIAIS.

A primeira coisa que devemos ter em mente, antes de um exame detalhado na legislação é:

• A categoria de habilitação conferida a um condutor, diz respeito a capacidade técnica que


uma pessoa tem para conduzir um determinado tipo de veículo.

O que se quer dizer com isso é que não importa se o veículo x ou y está lotado, com excesso de
carga ou de passageiros; ou, até mesmo, está vazio, que a categoria de habilitação do condutor
variará, de C para D, ou de C para B, ou vice-versa.
Não é o a quantidade – de carga ou pessoas – que se encontra em um veículo, que determina a
categoria, e sim a limitação imposta pela lei de trânsito como mais adiante veremos.
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1. Requisitos:

Os requisitos exigidos pela lei - de acordo com o capítulo específico do CTB que trata da matéria
que é o XIV e vai dos Art 140 ao 160 - para que uma pessoa obtenha CNH são três.

• Ser penalmente imputável;


• Saber ler e escrever, e
• Possuir Carteira de Identidade ou equivalente.

a. Penalmente imputável:

O novo código não trouxe a expressão – Maior de 18 anos – uma vez que na eventual mudança de
maioridade no País, com a reforma do CP, não haverá necessidade de se alterar o CTB, uma vez
que esta lei acompanha aquela. Portanto, amanhã, se mudar a maioridade no País, para 16 anos, p.e.,
o maior de 16 poderá se habilitar para condução de veículos.

b. Saber ler e escrever:

Não basta o candidato ser alfabetizado, tem que saber ler e escrever, uma vez que à direção
veicular, muitas informação são trazidas na forma escrita. Se o PM suspeitar, sem ofensa à
dignidade da pessoa humana, perguntas deverão ser feitas, no ato da abordagem a fim de se
certificar para a eventual “venda” de CNH falsas, havendo aí a provável existência de crime de
Falsidade ideológica ou documental, que poderá ensejar prisão em flagrante pelo cometimento do(s)
crime(s), além da necessária investigação para se chegar à quadrilha fornecedora dos documentos.

c. possuir Carteira de Identidade ou equivalente

Identidade, para que haja origem e checagem com o Estado que a expediu, além do credenciamento
do novo condutor no RENACH, em Brasília. A forma equivalente também é válida, como
documentos emitidos pelo CREA, OAB, CRM, Identidades funcionais, de órgãos reconhecido por
lei.
Logo, para a nova CNH, não se exige a exibição do RG, pois já consta no novo espelho de CNH.
Somente as antigas, que não contém foto, dever-se-á exigir o RG, até mesmo por normatização do
DETRAN-SP.

2. Categorias:

a. Disposições iniciais:

São cinco as categorias: – A, B, C, D e E.

Dispõe o Art 143 do CTB:

Art 143. Os candidatos poderão habilitar-se nas categorias de A a E, obedecida a seguinte


gradação:
I – Categoria A – condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;
II – Categoria B – condutor de veículo motorizado, não abrangido pela categoria A, cujo peso
bruto não exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lotação não exceda a oito lugares,
excluído o do motorista;
III – Categoria C – condutor de veículo motorizado utilizado em transporte de carga, cujo peso
bruto total exceda a três mil e quinhentos quilogramas;
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IV – Categoria D – condutor de veículo motorizado utilizado no transporte de passageiros, cuja
lotação exceda a oito lugares, excluído o do motorista;
V – Categoria E – condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora se enquadre nas
categorias B,C ou D e cuja unidade acoplada, reboque, semi-reboque ou articulada, tenha seis mil
quilogramas ou mais de peso bruto total, ou cuja lotação exceda a oito lugares, ou, ainda, seja
enquadrado na categoria trailer.
§ 1º Para habilitar-se na categoria C, o condutor deverá estar habilitado no mínimo há um ano na
categoria B e não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidente em
infrações médias, durante os últimos doze meses.
§ 2º Aplica-se o disposto no inciso V ao condutor da combinação de veículos com mais de uma
unidade tracionada, independentemente da capacidade de tração ou do peso bruto total.”

Para se falar das categorias necessário se faz o conhecimento de alguns conceitos, previstos na lei
em seu anexo I:

1) Lotação: Carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta,
expressa em quilogramas para os veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos de
passageiros.
2) Tara: Peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do
combustível, das ferramentas e acessórios, da roda sobressalente, do extintor de incêndio e do fluido
de arrefecimento, expresso em quilogramas.
3) PBT: Peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara
mais a lotação.

As definições acima são necessárias em função da limitação para fixação das categorias de
habilitação para que um condutor dirija um determinado tipo de veículo.
Para que um policial saiba corretamente qual a CNH correta, deve, antes de mais nada checar o
CLA do veículo, é lá que estará consignado o limite de carga ou de pessoas que um veículo
transporta.

• ATENÇÃO: Um número excessivo de passageiros, no interior de um veículo, ou o excesso de


carga NÃO altera a categoria de habilitação, ocorre, conforme o caso, uma outra infração: -
excesso de lotação (art 231 inc VII) ou excesso de carga (art 231 inc IV).

4) Para análise das categorias, em uma fiscalização, necessário se faz distinguir lotação, que
está expresso no CLA, em que se inclui o motorista; com a categoria de habilitação em que a lei
exclui o motorista.

De maneira prática:

• De posse do CLA na mão, checa-se a informação constante no mesmo: CAP/POT/CIL, no


lado esquerdo da CATEGORIA, e abaixo da MARCA/MODELO. Virá os seguintes dados: -
5L, ou 4L, ou 17L, em se tratando de veículo cuja espécie seja passageiros; ou ainda, 1500kg,
2800kg, 15000kg de PBT, em se tratando de veículo cuja espécie seja carga ou misto.
• Para a análise de lotação, inclui-se o motorista. Portanto, em um vectra, p.e., cuja lotação é 5L,
o que o veículo deve transportar é 1 (um) motorista e 4 (quatro) passageiros. Se eventualmente,
na fiscalização for constatado 11 pessoas no interior deste veículo, o está ocorrendo é excesso de
lotação.

b. Categoria “A”.
23
Veículo de duas ou três rodas, não se aplica este dispositivo, para quadriciclo, pois o Art 3º da
Resolução 700/88 do CONTRAN, não foi recepcionado pela Lei. Logo um carro de três rodas – Cat
A, uma triciclo – Cat A, mas aqui há a exigência do capacete.

c. Categoria “B”.
Veículo acima de três rodas, quatro ou mais, na seguinte conformidade:
1) Veículos de passageiros: 9L no CLA (oito passageiros, excluído o motorista).
2) Veículos de carga ou misto: 3500kg no CLA (equivale a dizer, até 3500kg de carga,
inclusive) é óbvio que haverá necessidade de balança, pois estamos falando de habilitação e não de
excesso de carga.

d. Categoria “C”.
Veículo destinado a transporte de carga, em um único chassi, caminhões ou
caminhonetes {dentro do previsto no Art 96, inc II, letras b) e c).}. Virá no CLA uma capacidade de
carga acima dos 3500kg, p.e., 5000kg, ou 15000kg, etc.

e. Categoria “D”.
Veículo destinado a transporte de passageiros, em um único chassi, ônibus,
microônibus, vans, {dentro do previsto no Art 96, inc II, letras a).}. Virá no CLA um número de
lugares acima dos 9L, p.e., 10l, ou 17L, etc.

f. Categoria “E”.
Se for trailer: categoria E, de cara.
Se houver duas unidades acopladas, à unidade tratora: categoria E, de cara.
Agora, se houver apenas uma unidade acoplada à unidade tratora teremos de analisar:
• Se a, única, unidade acoplada tiver 6000Kg ou mais de PBT, ou
• Se a, única, unidade acoplada tiver capacidade para 9L, ou mais, escritos no CLA...
Ai sim, observados os dois aspectos acima o motorista terá que exibir a CNH com a
categoria E.
Agora, se a, única, unidade acoplada não se enquadrar nos dois aspectos acima –
equivale a dizer, menos que 6000Kg de PBT ou menos que 9L – a categoria exigida será o da
unidade tratora, podendo ser B, C ou D.

3. Casos especiais:

a. Escolares: Categoria “D” Art 138 do CTB.

b. Tratores: {Art 96, inc II, letra e)}. Categorias “C, D ou E” Art 144.
Para obtenção de Cat D e E, observa-se o Art 145, portanto ser maior de 21 anos de idade. (Não
quer dizer emancipado).

Taxi, a categoria relativa ao veículo.

Produtos perigosos, a categoria relativa ao veículo.


24
Para obtenção da primeira categoria (A ou B), o candidato portará, por um ano a permissão
( PPD ), não poderá cometer uma infração Gravíssima, ou uma Grave ou ser reincidente na Média.

Elaboração: Cap PM Milton Roberto Dudas – Instrutor CFAP

CAPÍTULO V – INFRAÇÕES – CONCEITO E COMENTÁRIOS.

Infração de trânsito, nos termos legais, é o que está previsto no Art 161 do CTB:

‘’Constitui infração de trânsito a inobservância de


qualquer preceito deste Código, da Legislação
Complementar ou das resoluções do CONTRAN,
sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas
administrativas indicadas em cada artigo, além das
punições previstas no Capítulo XIX.
Parágrafo único. As infrações cometidas em relação
às resoluções do CONTRAN terão suas penalidades
e medidas administrativas definidas nas próprias
resoluções.’’

Logo, chegamos a conclusão que o descumprimento das normas deste código terá a
correspondente infração, neste capítulo XV do CTB. Sempre virá abaixo do artigo, ou dos incisos, o
tipo de infração, nos termos do Art 259 (Gravíssima, grave, média ou leve), a penalidade
correspondente e a medida administrativa a ser aplicada.
Há uma divisão de competência para a fiscalização e aplicação de penalidade, e
conseqüentemente o preenchimento do Auto de infração apropriado, vejamos:
. Rodovias Federais:
Competência para fiscalização: DPRF;
Tipos de infrações que fiscaliza: Todas.

. Rodovias Estaduais:
Competência para fiscalização: PM – CPRv. Convênio com a Secretaria
Estadual dos Negócios dos Transportes. – DER.
Tipos de infração que fiscaliza: Todas.

. Vias Urbanas:
Competência para fiscalização: PM e Órgão municipal de trânsito – na cidade
de SP a CET.
Tipos de infração que fiscaliza:
PM: Veículos e condutores.
CET: Infrações de circulação, parada e estacionamento (operação de carga e
descarga), além de excesso de peso, dimensão e lotação, esta última,
também de competência do Estado.

Para a análise da competência fiscalizativa, basta que seja efetiva uma consulta à
resolução 66/98 do CONTRAN, abaixo, onde está definida de que órgão executivo é a competência
para a aplicação da penalidade, logo de que órgão fiscalizador, embora haja algumas contradições.
P.ex. A falta de capacete do condutor é infração de competência do Estado, no entanto,
o garupa sem capacete é infração de competência do município.
25
A PMESP estará apta a realizar todas as infrações nas vias urbanas, se houver convênio entre o
Município e o Estado, através da SSP/SP, ou lei Municipal delegando as funções do Art 24 à PM
local.
Os Policiais das unidades do CPC, - policiamento de área – estão, por enquanto,
proibidos de efetuarem, no talonário do DETRAN, infrações de competência do município, por
solicitação do município junto à PRODESP, se o fizerem, não serão processadas, além do PM ser
responsabilizado administrativamente, uma vez que há ofício da Div Fiscalização junto aos Btl. Não
há impedimento pelo CTB que isto ocorra, ou seja, confeccionar no talonário do DETRAN,
infrações do município, só há a obrigação do Estado de repassar a verba ‘’in totun’’ para o
município. Talvez em função da demora, a solicitação, uma vez que se, a infração for
confeccionada em talonário próprio do município a verba proveniente da arrecadação já estará em
cofres municipais.
De todas as infrações, por enquanto, em função da Deliberação 199 do CETRAN, a
única que enseja recolhimento da CNH é a infração do Art 162 inc V do CTB – exame médico
vencido por mais de trinta dias. Deve-se preencher o CR – Comprovante de recolhimento, e
posteriormente, se encaminhar a CNH à Div de Habilitação do DETRAN. Se for a PPD, permissão
para dirigir, não cabe recolhimento.
No caso da CNH apresentar-se dilacerada ou rasgada, deve ser recolhida, no entanto,
não há infração. Se houver suspeita quanto a sua veracidade, deve haver condução ao DP, uma vez
que os crimes de falsidade documental ou falsidade ideológica têm mais de um ano de detenção, o
que ensejará um possível flagrante.
Citaremos a seguir as principais infrações de competência do Estado, uma vez que,
independentemente de convênio são estas que estarão diretamente ligadas à atividade fim, e
corriqueiramente serão deparadas durante o turno de patrulhamento:

Todas as infrações ligadas à habilitação, que são, justamente as primeiras do capítulo


específico, que vão do Art 162 ao 164. Que são elas:
Dirigir com falta de habilitação - 162 I * ;
Dirigir com CNH ou PPD cassada -162 II;
Dirigir com categoria diferente – 162 III*;
Dirigir com exame vencido por mais de 30 dias * - 162 V;
Dirigir sem usar lentes corretivas ou próteses – 162 VI;

Entregar a direção de veículo a pessoa na condição do artigo anterior; - 163;

Permitir que pessoas, nas condições do artigo 162, tome posse do veículo e passe a
conduzi-lo na via – Art 164.

Observe que a conduto do 162 é dirigir, e dos seguintes verbos – entregar e permitir, o que deve ser
preliminarmente investigado pelo PM, no ato da abordagem, a fim de que se saiba quais as
circunstâncias da situação fática. Uma coisa é entregar, agiu com o proprietário do veículo, sem se
preocupar com as situações eventualmente lesivas com sua conduta de entrega das chaves, a outra, é
a omissão dolosa ou culposa, é a falta de zelo, a despreocupação. Ex, é o pai que deixa a chave do
carro em cima da mesa e vai-se dormir e o filho inabilitado pega a chave e sai as escondidas.

Dirigir embriagado – Art 165

A limitação legal é de 6 dg de álcool por litro de sangue. Até este limite o condutor
não será autuado, mas será impedido de prosseguir viagem, nos termos do Art 276.
Tanto nos artigos anteriores, como neste, para a caracterização do crime de trânsito,
necessário se faz a existência do perigo de dano.
26
A teoria adotada pelo CTB, em matéria de crime é a do perigo concreto e não a abstrata,
como a LCP adota. Portanto, no AI é bom que se conste no campo de observação: “Não gerava
perigo de dano”. Se tal fato se sucedeu o BOPM –TC, deverá ser confeccionado, e conduzido, o
condutor ao DP para a aplicação da lei 9099. Dentro em breve, este procedimento, não mais se
aplicará, uma vez que a própria PM encaminhará o infrator ao Poder Judiciário, em função de
provimento daquele Poder.

Confiar ou entregar a direção de veículo à pessoa alterada, mesmo que habilitada. – Art 166.

Deixar os ocupantes de usar cinto – Art 167.


O proprietário do veículo deve se certificar das condições psicológicas do condutor.
O cinto é imprescindível, assim como o capacete em motocicletas. Já está
demasiadamente comprovada a sua eficácia, dentro dos uso adequado. O ideal é que para criança,
todos usassem dispositivo de retenção equivalente – cadeirinhas.

Dirigir sem os cuidados indispensáveis à segurança – Art 169.

Trata de norma subsidiária, quando não houver enquadramento específico ( uma espécie
de letra B do 12 ), mas detalhe, há necessidade de detalhamento no campo de observação, e não
deve haver outro enquadramento.

Manobras perigosas, arrancadas etc – Art 175.

Trata de derrapagens, arrancadas bruscas, empinamento de motos etc. Competência


exclusiva do Estado, é PÁTIO na certa e apreensão do CLA. Embora não haja crime específico de
trânsito é um crime de perigo, (crimes de peri). As circunstâncias dirão se será caso de DP.

Transpor sem autorização bloqueio viário policial – Art 210.

Acarreta pátio para o veículo, além da multa. A caracterização do bloqueio, aqui previsto
pela legislação, não é somente aqueles em que se usa cones, cavaletes, viaturas na transversal da
via, armas pesadas, etc. Uma simples ordem de parada com finalidade fiscalizativa acarreta a
infração, entretanto, a ordem tem de ser clara, direcionada à alvo líquido e certo, além de taxativa.

As demais e mais importantes são as relacionadas ao veículo, como transitar sem os


documentos de porte obrigatório, Artigo 232; Conduzir veículo sem qualquer uma das placas, sem
licenciamento, com lacre rompido, Art 230 ou ausência nos equipamentos obrigatórios. Falta de
capacete etc. Art 244.

Após as explicações iniciais deixaremos, para a consulta a Res 66/98.


Volto a reiterar. A aplicabilidade da divisão de competências só é válida para as infrações
cometidas em vias urbanas e sendo elas municipais.
O preenchimento de AIT e AIIP – do Estado e da Prefeitura respectivamente – serão
objetos de estudo em fonte apartada.
A fim de tornar a consulta mais fácil, incluí uma coluna adicional à esquerda – que não consta na
resolução – relativa aos Artigos do CTB, somente nas infrações de competência do Estado.

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO


27
RESOLUÇÃO Nº 66, DE 23 DE SETEMBRO DE 1998

INSTITUI TABELA DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS


EXECUTIVOS DE TRÂNSITO.
TABELA DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA - FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO,
APLICAÇÃO DASMEDIDAS ADMINISTRATIVAS PENALIDADES CABÍVEIS E
ARRECADAÇÃO DE MULTAS APLICADAS
CÓDIGO
Artigo CTB
DESCRIÇÃO DA INFRAÇÃO COMPETÊNCIA
Inf. Estado. INFRAÇÃO

Art. 162 Dirigir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação ou


501 - 0 Permissão para Dirigir. ESTADO
Inc I
Dirigir veículo com Carteira Nacional de Habilitação ou
Art. 162
502 - 9 Permissão para Dirigir cassada ou com suspensão do direito ESTADO
Inc II de dirigir.

Dirigir veículo com Carteira Nacional de Habilitação ou


Art. 162
503 - 7 Permissão para Dirigir de categoria diferente da do veículo ESTADO
Inc III que esteja conduzindo.

Art. 162 Dirigir veículo com validade da Carteira Nacional de


504 - 5 Habilitação vencida há mais de trinta dias. ESTADO
Inc V
Dirigir veículo sem usar lentes corretoras de visão, aparelho
Art. 162 auxiliar de audição, de prótese física ou as adaptações do
505 - 3 veículo impostas por ocasião da concessão ou renovação da ESTADO
Inc VI
licença para conduzir.

Art. 163 Entregar a direção do veículo a pessoa que não possua


506 - 1 Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir. ESTADO
Inc I
Entregar a direção do veículo a pessoa com Carteira Nacional
Art. 163
507 - 0 de Habilitação ou Permissão para Dirigir cassada ou com ESTADO
Inc II suspensão do direito de dirigir.

Entregar a direção do veículo a pessoa com Carteira Nacional


Art. 163
508 - 8 de Habilitação ou Permissão para Dirigir de categoria ESTADO
Inc III diferente da do veículo que esteja conduzindo.

Entregar a direção do veículo a pessoa com validade da


Art. 163
509 - 6 Carteira Nacional de Habilitação vencida há mais de trinta ESTADO
Inc V dias.

Entregar a direção do veículo a pessoa sem usar lentes


Art. 163 corretoras de visão, aparelho auxiliar de audição, de prótese
510 - 0 física ou as adaptações do veículo impostas por ocasião da ESTADO
Inc VI
concessão ou renovação da licença para conduzir.

Art. 164 Permitir que tome posse do veículo automotor e passe a


Inc I 511 - 8 conduzi-lo na via a pessoa que não possua Carteira Nacional ESTADO
de Habilitação ou Permissão para Dirigir.

Permitir que tome posse do veículo automotor e passe a


Art. 164 conduzi-lo na via a pessoa com Carteira Nacional de
512 - 6 Habilitação ou Permissão para Dirigir cassada ou com ESTADO
Inc II
suspensão do direito de dirigir.
28

Permitir que tome posse do veículo automotor e passe a


Art. 164 conduzi-lo na via a pessoa com Carteira Nacional de
513 - 4 Habilitação ou Permissão para Dirigir de categoria diferente ESTADO
Inc III
da do veículo que esteja conduzindo.

Permitir que tome posse do veículo automotor e passe a


Art. 164
514 - 2 conduzi-lo na via a pessoa com validade da Carteira Nacional ESTADO
Inc V de Habilitação vencida há mais de trinta dias.

Permitir que tome posse do veículo automotor e passe a


conduzi-lo na via a pessoa sem usar lentes corretoras de
Art. 164
515 - 0 visão, aparelho auxiliar de audição, de prótese física ou as ESTADO
Inc VI adaptações do veículo impostas por ocasião da concessão ou
renovação da licença para conduzir.

Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior a seis


decigramas por litro de sangue, ou de qualquer substância
Art. 165 516 - 9 entorpecente ou que determine dependência física ou ESTADO
psíquica.

Confiar ou entregar a direção de veículo a pessoa que,


Art. 166 517 - 7 mesmo habilitada, por seu estado físico ou psíquico, não ESTADO
estiver em condições de dirigi-lo com segurança.

Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de ESTADO E


Art. 167 518 - 5 segurança. MUNICÍPIO

Transportar crianças em veículo automotor sem observância


ESTADO E
Art. 168 519 - 3 das normas de segurança especiais estabelecidas no Código
Brasileiro de Trânsito. MUNICÍPIO

Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à ESTADO E


Art. 169 520 - 7 segurança. MUNICÍPIO

Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a ESTADO E


Art. 170 521 - 5 via pública, ou os demais veículos. MUNICÍPIO

Usar o veículo para arremessar água ou detritos sobre os


522 - 3 pedestres ou veículos. MUNICÍPIO

Atirar do veículo ou abandonar na via pública objetos ou


523 - 1 substâncias. MUNICÍPIO

ESTADO E
Art. 173 524 - 0 Disputar corrida por espírito de emulação.
MUNICÍPIO

Promover, na via, competição esportiva, eventos organizados,


exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo,
525 - 8 sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição MUNICÍPIO
sobre a via.

Participar, na via, como condutor, de competição esportiva,


eventos organizados, exibição e demonstração de perícia em
526 - 6 manobra de veículo, sem permissão da autoridade de trânsito MUNICÍPIO
com circunscrição sobre a via.

Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou


Art. 175 527 - 4 exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou ESTADO
frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus.
29

Art. 176 Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima de


528 - 2 prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo faze-lo. ESTADO
Inc I
Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima de adotar
Art. 176
529 - 0 providências, podendo faze-lo , no sentido de evitar perigo ESTADO
Inc II para o trânsito no local.

Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima de


Art. 176
530 - 4 preservar o local, de forma a facilitar os trabalhos da polícia e ESTADO
Inc III da perícia.

Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima de adotar


Art. 176
531 - 2 providências para remover o veículo do local, quando ESTADO
Inc IV determinadas por policial ou agente da autoridade de trânsito.

Deixar o condutor envolvido em acidente com vítima de


Art. 176
532 - 0 identificar-se ao policial e de lhe prestar informações ESTADO
Inc V necessárias à confecção do boletim de ocorrência.

Deixar o condutor de prestar socorro à vítima de acidente de ESTADO E


Art. 177 533 - 9 trânsito quando solicitado pela autoridade e seus agentes.. MUNICÍPIO

Deixar o condutor, envolvido em acidente sem vítima, de


adotar providências para remover o veículo do local, quando
534 - 7 necessária tal medida para assegurar a segurança e a fluidez MUNICÍPIO
do trânsito.

Fazer ou deixar que se faça reparo em veículo na via pública,


salvo nos casos de impedimento absoluto de sua remoção e
535 - 5 em que o veículo esteja devidamente sinalizado em pista de MUNICÍPIO
rolamento de rodovias e vias de trânsito rápido.

Fazer ou deixar que se faça reparo em veículo na via pública,


salvo nos casos de impedimento absoluto de sua remoção e
536 - 3 em que o veículo esteja devidamente sinalizado, em outras MUNICÍPIO
vias além de pista de rolamento de rodovias e vias de trânsito
rápido.

537 - 1 Ter seu veículo imobilizado na via por falta de combustível. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo nas esquinas e a menos de cinco metros


538 - 0 do bordo do alinhamento da via transversal. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo afastado da guia da calçada (meio-fio) de


539 - 8 cinquenta centímetros a um metro. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo afastado da guia da calçada (meio-fio) a


540 - 1 mais de um metro. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo em desacordo com as posições


541 - 0 estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo na pista de rolamento das estradas, das


542 - 8 rodovias, das vias de trânsito rápido e das vias dotadas de MUNICÍPIO
acostamento.

543 - 6 Estacionar o veículo junto ou sobre hidrantes de incêndio, MUNICÍPIO


registro de água ou tampas de poços de visita de galerias
subterrâneas desde que devidamente identificados, conforme
30

especificação do CONTRAN.

Estacionar o veículo nos acostamentos, salvo motivo de força


544 - 4 maior. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo no passeio ou sobre faixa destinada a


pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas,
545 - 2 refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de MUNICÍPIO
pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou
jardim público.

Estacionar o veículo onde houver guia de calçada (meio-fio)


546 - 0 rebaixada destinada à entrada ou saída de veículos. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo impedindo a movimentação de outro


547 - 9 veículo. MUNICÍPIO

548 - 7 Estacionar o veículo ao lado de outro veículo em fila dupla. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo na área de cruzamento de vias,


549 - 5 prejudicando a circulação de veículos e pedestres. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo onde houver sinalização horizontal


delimitadora de ponto de embarque ou desembarque de
550 - 9 passageiros de transporte coletivo ou, na inexistência desta MUNICÍPIO
sinalização, no intervalo compreendido entre dez metros
antes e depois do marco do ponto.

551 - 7 Estacionar o veículo nos viadutos, pontes e túneis. MUNICÍPIO

552 - 5 Estacionar o veículo na contramão de direção. MUNICÍPIO

Estacionar o veículo em aclive ou declive, não estando


devidamente freado e sem calço de segurança, quando se
553 - 3 tratar de veículo com peso bruto total superior a três mil e MUNICÍPIO
quinhentos quilogramas.

Estacionar o veículo em desacordo com as condições


554 - 1 regulamentadas especificamente pela sinalização (placa - MUNICÍPIO
Estacionamento Regulamentado).

Estacionar o veículo em locais e horários proibidos


555 - 0 especificamente pela sinalização (placa - Proibido MUNICÍPIO
Estacionar).

Estacionar o veículo em locais e horários de estacionamento


556 - 8 e parada proibida pela sinalização (placa - Proibido Parar e MUNICÍPIO
Estacionar).

Parar o veículo nas esquinas e a menos de cinco metros do


557 - 6 bordo do alinhamento da via transversal. MUNICÍPIO

Parar o veículo afastado da guia da calçada (meio-fio) de


558 - 4 cinqüenta centímetros a um metro. MUNICÍPIO

Parar o veículo afastado da guia da calçada (meio-fio) a mais


559 - 2 de um metro. MUNICÍPIO

560 - 6 Parar o veículo em desacordo com as posições estabelecidas MUNICÍPIO


31

no Código de Trânsito Brasileiro.

Parar o veículo na pista de rolamento das estradas, das


561 - 4 rodovias, das vias de trânsito rápido e das demais vias MUNICÍPIO
dotadas de acostamento.

Parar o veículo no passeio ou sobre faixa destinada a


562 - 2 pedestres, nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e divisores MUNICÍPIO
de pista de rolamento e marcas de canalização.

Parar o veículo na área de cruzamento de vias, prejudicando


563 - 0 a circulação de veículos e pedestres. MUNICÍPIO

564 - 9 Parar o veículo nos viadutos, pontes e túneis. MUNICÍPIO

565 - 7 Parar o veículo na contramão de direção. MUNICÍPIO

Parar o veículo em local e horário proibidos especificamente


566 - 5 pela sinalização (placa – Proibido Parar). MUNICÍPIO

Parar o veículo sobre a faixa de pedestres na mudança de


567 - 3 sinal luminoso. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo na faixa ou pista da direita,


regulamentada como de circulação exclusiva para
568 - 1 determinado tipo de veículo, exceto para acesso a imóveis MUNICÍPIO
lindeiros ou conversões à direita.

Transitar com o veículo na faixa ou pista da esquerda


569 - 0 regulamentada como de circulação exclusiva para MUNICÍPIO
determinado tipo de veículo.

Deixar de conservar o veículo, Quando estiver em movimento,


570 - 3 na faixa a ele destinada pela sinalização de regulamentação, MUNICÍPIO
exceto em situações de emergência.

Deixar de conservar o veículo lento e de maior porte, quando


571 - 1 estiver em movimento, nas faixas da direita. MUNICÍPIO

Transitar pela contramão de direção em vias com duplo


sentido de circulação, exceto para ultrapassar outro veículo e
572 - 0 apenas pelo tempo necessário, respeitada a preferência do MUNICÍPIO
veículo que transitar em sentido contrário.

Transitar pela contramão de direção em vias com sinalização


573 - 8 de regulamentação de sentido único de circulação. MUNICÍPIO

Transitar em locais e horários não permitidos pela


regulamentação estabelecida pela autoridade competente,
574 - 6 para todos os tipos de veículos exceto para caminhões e MUNICÍPIO
ônibus.

Transitar em locais e horários não permitidos pela


575 - 4 regulamentação estabelecida pela autoridade competente, MUNICÍPIO
especificamente para caminhões e ônibus.

Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou


576 - 2 perturbando o trânsito. MUNICÍPIO

Art. 189 577 - 0 Deixar de dar passagem aos veículos precedidos de ESTADO E
32

batedores, de socorro de incêndio e salvamento, de polícia,


de operação e fiscalização de trânsito e às ambulâncias,
quando em serviço de urgência e devidamente identificados MUNICÍPIO
por dispositivos regulamentados de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitentes.

Seguir veículo em serviço de urgência, estando este com


prioridade de passagem devidamente identificada por
578 - 9 dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação MUNICÍPIO
vermelha intermitentes

Forçar passagem entre veículos que, transitando em sentidos


579 - 7 opostos, estejam na iminência de passar um pelo outro ao MUNICÍPIO
realizar operação de ultrapassagem.

Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal


entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao
580 - 0 bordo da pista, considerando-se , no momento, a velocidade,
MUNICÍPIO
as condições climáticas do local da circulação e do veículo.

Transitar com o veículo em calçadas, passeios, passarelas,


ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios, ajardinamentos, canteiros
581 - 9 centrais e divisores de pista de rolamento, acostamentos, MUNICÍPIO
marcas de canalização, gramados e jardins públicos.

Transitar em marcha à ré, salvo na distância necessária e


582 - 7 pequenas manobras e de forma a não causar riscos a MUNICÍPIO
segurança.

Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente ESTADO E


Art. 195 583 - 5 de trânsito ou de seus agentes. MUNICÍPIO

Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto


regulamentar de braço ou luz indicadora de direção de ESTADO E
Art. 196 584 - 3 veículo, o inicio da marcha, a realização da manobra de parar MUNICÍPIO
o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação.

Deixar de deslocar, com antecedência, o veículo para a faixa


585 - 1 mais à esquerda ou mais à direita, dentro da respectiva mão MUNICÍPIO
de direção, quando for manobrar para um desses lados .

586 - 0 Deixar de dar passagem pela esquerda, quando solicitado. MUNICÍPIO

Ultrapassar pela direita, salvo quando o veículo da frente


587 - 8 estiver colocado na faixa apropriada e der sinal de que vai MUNICÍPIO
entrar à esquerda.

Ultrapassar pela direita veículo de transporte coletivo ou de


escolares, parado para embarque ou desembarque de
588 - 6 passageiros, salvo quando houver refúgio de segurança para MUNICÍPIO
o pedestre.

Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta


589 - 4 centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta. MUNICÍPIO

590 - 8 Ultrapassar outro veículo pelo acostamento. MUNICÍPIO

Ultrapassar outro veículo em interseções e passagens de


591 - 6 nível. MUNICÍPIO
33

Ultrapassar pela contramão outro veículo nas curvas , aclives


592 - 4 e declives, sem visibilidade suficiente. MUNICÍPIO

Ultrapassar pela contramão outro veículo nas faixas de


593 - 2 pedestre. MUNICÍPIO

Ultrapassar pela contramão outro veículo nas pontes, viadutos


594 - 0 ou túneis. MUNICÍPIO

Ultrapassar pela contramão outro veículo parado em fila junto


595 - 9 a sinais luminosos, porteiras, cancelas, cruzamentos ou MUNICÍPIO
qualquer outro impedimento à livre circulação.

Ultrapassar pela contramão outro veículo onde houver


596 - 7 marcação viária longitudinal de divisão de fluxos opostos do MUNICÍPIO
tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela.

Deixar de parar o veículo no acostamento à direita, para


597 - 5 aguardar a oportunidade de cruzar pista ou entrar à esquerda, MUNICÍPIO
onde não houver local apropriado para operação de retorno.

Ultrapassar veículo em movimento que integre cortejo,


598 - 3 préstito, desfile e formações militares, salvo com autorização MUNICÍPIO
da autoridade de trânsito ou de seus agentes.

Executar operação de retorno em locais proibidos pela


599 - 1 sinalização. MUNICÍPIO

Executar operação de retorno nas curvas, aclives, declives,


600 - 9 pontes, viadutos e túneis. MUNICÍPIO

Executar operação de retorno passando por cima de calçada,


passeio, ilhas, ajardinamento ou canteiros de divisões de pista
601 - 7 de rolamento, refúgios e faixas de pedestres e nas de MUNICÍPIO
veículos não motorizados.

Executar operação de retorno nas interseções, entrando na


602 - 5 contramão de direção da via transversal. MUNICÍPIO

Executar operação de retorno com prejuízo da livre circulação


603 - 3 ou da segurança, ainda que em locais permitidos. MUNICÍPIO

Executar operação de conversão à direita ou à esquerda em


604 - 1 locais proibidos pela sinalização. MUNICÍPIO

Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o da parada


605 - 0 obrigatória. MUNICÍPIO

Transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou sem


sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar de adentrar às ESTADO E
Art 209 606 - 8 áreas destinadas à passagem de veículos ou evadir-se para MUNICÍPIO
não efetuar o pagamento do pedágio.

ESTADO E
Art 210 607 - 6 Transpor, sem autorização, bloqueio viário policial.
MUNICÍPIO

Ultrapassar veículos em fila, parados em razão de sinal


ESTADO E
Art 211 608 - 4 luminoso, cancela, bloqueio viário parcial ou qualquer outro
obstáculo, com exceção dos veículos não motorizados. MUNICÍPIO
34

609 - 2 Deixar de parar o veículo antes de transpor linha férrea. MUNICÍPIO

Deixar de parar o veículo sempre que a respectiva marcha for


610 - 6 interceptada por agrupamento de pessoas, como préstitos, MUNICÍPIO
passeatas, desfiles e outros.

Deixar de parar o veículo sempre que a respectiva marcha for


611 - 4 interceptada por agrupamentos de veículos, como cortejos, MUNICÍPIO
formações militares e outros.

Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo


612 - 2 não motorizado que se encontre na faixa a ele destinada. MUNICÍPIO

Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo


613 - 0 não motorizado que não haja concluído a travessia mesmo MUNICÍPIO
que ocorra sinal verde para o veículo.

Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo


614 - 9 não motorizado portadores de deficiência física, crianças, MUNICÍPIO
idosos e gestantes.

Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo


615 - 7 não motorizado quando houver iniciado a travessia mesmo MUNICÍPIO
que não haja sinalização a ele destinada.

Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo


616 - 5 não motorizado que esteja atravessando a via transversal MUNICÍPIO
para onde se dirige o veículo.

Deixar de dar preferência de passagem, em interseção não


617 - 3 sinalizada, a veículo que estiver circulando por rodovia ou MUNICÍPIO
rotatória ou a veículo que vier da direita.

Deixar de dar preferência de passagem nas interseções com


618 - 1 sinalização de regulamentação de Dê a Preferência. MUNICÍPIO

Entrar ou sair de áreas lindeiras sem estar adequadamente


619 - 0 posicionado para ingresso na via e sem as precauções com a MUNICÍPIO
segurança de pedestres e de outros veículos.

Entrar ou sair de fila de veículos estacionados sem dar


620 - 3 preferência de passagem a pedestres e a outros veículos. MUNICÍPIO

Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o


local, medida por instrumento ou equipamento hábil em
621 - 1 rodovias, vias de trânsito rápido e vias arteriais quando a MUNICÍPIO
velocidade for superior a máxima em até vinte por cento.

Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o


local, medida por instrumento ou equipamento hábil em
622 - 0 rodovias, vias de trânsito rápido e vias arteriais quando a
MUNICÍPIO
velocidade for superior à máxima em mais de vinte por cento:

Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o


local, medida por instrumento ou equipamento hábil em vias
623 - 8 que não sejam rodovias, vias de trânsito rápido e vias MUNICÍPIO
arteriais, quando a velocidade for superior à máxima em até
cinqüenta por cento

624 - 6 Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o MUNICÍPIO


35

local, medida por instrumento ou equipamento hábil em vias


que não sejam rodovias, vias de trânsito rápido e vias
arteriais, quando a velocidade for superior à máxima em mais
de cinquenta por cento.

Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade da


velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou
625 - 4 obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e MUNICÍPIO
meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da
direita.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


626 - 2 com a segurança do trânsito quando se aproximar de MUNICÍPIO
passeatas, aglomerações, cortejos, préstitos e desfiles.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


com a segurança do trânsito nos locais onde o trânsito esteja
627 - 0 sendo controlado pelo agente da autoridade de trânsito, MUNICÍPIO
mediante sinais sonoros ou gestos.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


628 - 9 com a segurança do trânsito ao aproximar-se da guia da MUNICÍPIO
calçada (meio-fio) ou acostamento.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


629 - 7 com a segurança do trânsito ao aproximar-se de ou passar MUNICÍPIO
por interseção não sinalizada.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


630 - 0 com a segurança do trânsito nas vias rurais cuja faixa de MUNICÍPIO
domínio não esteja cercada.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


631 - 9 com a segurança do trânsito nos trechos em curva de MUNICÍPIO
pequeno raio.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


com a segurança do trânsito ao aproximar-se de locais
632 - 7 sinalizados com advertência de obras ou trabalhadores na MUNICÍPIO
pista.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


633 - 5 com a segurança do trânsito sob chuva, neblina, cerração ou MUNICÍPIO
ventos fortes.

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


634 - 3 com a segurança do trânsito quando houver má visibilidade MUNICÍPIO

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


635 - 1 com a segurança do trânsito quando o pavimento se MUNICÍPIO
apresentar escorregadio, defeituoso ou avariado

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


636 - 0 com a segurança do trânsito à aproximação de animais na MUNICÍPIO
pista

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


637 - 8 com a segurança do trânsito em declive MUNICÍPIO

638 - 6 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível MUNICÍPIO


36

com a segurança do trânsito ao ultrapassar ciclista

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível


com a segurança do trânsito nas proximidades de escolas,
639 - 4 hospitais, estações de embarque e desembarque de MUNICÍPIO
passageiros ou onde haja intensa movimentação de
pedestres.

Portar no veículo placas de identificação em desacordo com


Art. 221 640 - 8 as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN. ESTADO

Art. 221 Confeccionar, distribuir ou colocar, em veículo próprio ou de


Parágrafo 641 - 6 terceiros, placas de identificação não autorizadas pela ESTADO
Único regulamentação do CONTRAN.

Deixar de manter ligado, nas situações de atendimento de


emergência, o sistema de iluminação vermelha intermitente
642 - 4 dos veículos de polícia, de socorro de incêndio e salvamento , MUNICÍPIO
de fiscalização de trânsito e das ambulâncias, ainda que
parados.

Transitar com o farol desregulado ou com o facho de luz alta


Art. 223 643 - 2 de forma a perturbar a visão de outro condutor. ESTADO

Fazer uso do facho de luz alta dos faróis em vias providas de


644 - 0 iluminação pública. MUNICÍPIO

Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os demais


condutores e, à noite, não manter acesas as luzes externas
645 - 9 ou omitir-se a providências necessárias para tornar visível o MUNICÍPIO
local, quando tiver de remover o veículo da pista de rolamento
ou permanecer no acostamento.

Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os demais


condutores e, à noite, não manter acesas as luzes externas
646 - 7 ou omitir-se a providências necessárias para tornar visível o MUNICÍPIO
local, quando a carga for derramada sobre a via e não puder
ser retirada imediatamente.

Deixar de retirar todo e qualquer objeto que tenha sido


647 - 5 utilizado para sinalização temporária da via. MUNICÍPIO

Usar buzina em situação que não a de simples toque breve


648 - 3 como advertência ao pedestre ou a condutores de outros MUNICÍPIO
veículos.

Usar buzina prolongada e sucessivamente a qualquer


649 - 1 pretexto. MUNICÍPIO

650 - 5 Usar buzina entre as vinte e duas e as seis horas. MUNICÍPIO

651 - 3 Usar buzina em locais e horários proibidos pela sinalização. MUNICÍPIO

Usar buzina em desacordo com os padrões e frequências


652 - 1 estabelecidas pelo CONTRAN. MUNICÍPIO

Usar no veículo equipamento com som em volume ou


653 - 0 frequência que não sejam autorizadas pelo CONTRAN. MUNICÍPIO

Art. 229 654 - 8 Usar indevidamente no veículo aparelho de alarme ou que ESTADO
37

produza sons e ruído que perturbem o sossego público, em


desacordo com normas fixadas pelo CONTRAN.

Conduzir o veículo com o lacre, a inscrição do chassi, o selo,


Art. 230
655 - 6 a placa ou qualquer outro elemento de identificação do ESTADO
Inc I veículo violado ou falsificado.

Conduzir o veículo transportando passageiros em


compartimento de carga, salvo por motivo de força maior, com
656 - 4 permissão da autoridade competente e na forma estabelecida MUNICÍPIO
pelo CONTRAN.

Art. 230
657 - 2 Conduzir o veículo com dispositivo anti-radar. ESTADO
Inc III
Art. 230 Conduzir o veículo sem qualquer uma das placas de
658 - 0 identificação. ESTADO
Inc IV
Art. 230 Conduzir o veículo que não esteja registrado e devidamente
659 - 9 licenciado. ESTADO
Inc V
Art. 230 Conduzir o veículo com qualquer uma das placas de
660 - 2 identificação sem condições de legibilidade e visibilidade. ESTADO
Inc VI
Art. 230
661 - 0 Conduzir o veículo com a cor ou característica alterada. ESTADO
Inc VII

Art. 230 Conduzir o veículo sem ter sido submetido a inspeção de


662 - 9 ESTADO
Inc VIII segurança veicular, quando obrigatória.

Art. 230 Conduzir o veículo sem equipamento obrigatório ou estando


663 - 7 ESTADO
Inc IX este ineficiente ou inoperante.

Art. 230 Conduzir o veículo com equipamento obrigatório em


664 - 5 desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN. ESTADO
Inc X
Art. 230 Conduzir o veículo com descarga livre ou silenciador de motor
665 - 3 de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante. ESTADO
Inc XI
Art. 230
666 - 1 Conduzir o veículo com equipamento ou acessório proibido. ESTADO
Inc XII
Art. 230 Conduzir o veículo com o equipamento do sistema de
667 - 0 iluminação e de sinalização alterados. ESTADO
Inc XIII
Conduzir o veículo com registrador instantâneo inalterável de
Art. 230
668 - 8 velocidade e tempo viciado ou defeituoso, quando houver ESTADO
Inc XIV exigência desse aparelho.

Conduzir o veículo com inscrições, adesivos, legendas e


símbolos de caráter publicitário afixados ou pintados no pára-
Art. 230
669 - 6 brisa e em toda a extensão da parte traseira do veículo, ESTADO
Inc XV excetuadas as hipóteses previstas no Código de Trânsito
Brasileiro.

Conduzir o veículo com vidros total ou parcialmente cobertos


Art. 230
670 - 0 por películas refletivas ou não, painéis decorativos ou ESTADO
Inc XVI pinturas.

Art. 230 671 - 8 Conduzir o veículo com cortinas ou persianas fechadas, não ESTADO
Inc XVII
38

autorizadas pela legislação.

Conduzir o veículo em mau estado de conservação,


Art. 230
672 - 6 comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de ESTADO
Inc XVIII inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído.

Art. 230 Conduzir o veículo sem acionar o limpador de pára-brisa sob


673 - 4 chuva. ESTADO
Inc XIX
Art. 230 Conduzir o veículo sem portar a autorização para condução
674 - 2 de escolares. ESTADO
Inc XX
Art. 230 Conduzir o veículo de carga, com falta de inscrição da tara e
675 - 0 demais inscrições previstas no Código de Trânsito Brasileiro. ESTADO
Inc XXI
Art. 230 Conduzir o veículo com defeito no sistema de iluminação, de
676 - 9 sinalização ou com lâmpadas queimadas. ESTADO
Inc XXII
Transitar com o veículo danificando a via, suas instalações e
677 - 7 equipamentos. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo derramando, lançando ou arrastando


678 - 5 sobre a via carga que esteja transportando. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo derramando, lançando ou arrastando


679 - 3 sobre a via combustível ou lubrificante que esteja utilizando. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo derramando, lançando ou arrastando


680 - 7 qualquer objeto que possa acarretar risco de acidente. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo produzindo fumaça gases ou


681 - 5 partículas em níveis superiores aos fixados pelo CONTRAN. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo com suas dimensões ou de sua carga


682 - 3 superiores aos limites estabelecidos legalmente ou pela MUNICÍPIO
sinalização, sem autorização.

Transitar com o veículo com excesso de peso, admitido


683 - 1 percentual de tolerância quando aferido por equipamento. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo em desacordo com a autorização


especial, expedida pela autoridade competente para transitar
684 - 0 com dimensões excedentes, ou quando a mesma estiver MUNICÍPIO
vencida.

Art. 231 ESTADO E


685 - 8 Transitar com o veículo com lotação excedente.
Inc VII MUNICÍPIO

Transitar com o veículo efetuando transporte remunerado de


pessoas ou bens, quando não for licenciado para esse fim,
686 - 6 salvo casos de força maior ou com permissão da autoridade MUNICÍPIO
competente.

Transitar com o veículo desligado ou desengrenado, em


687 - 4 declive. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo excedendo a capacidade máxima de


688 - 2 tração, em infração considerada média pelo CONTRAN. MUNICÍPIO

689 - 0 Transitar com o veículo excedendo a capacidade máxima de MUNICÍPIO


39

tração, em infração considerada grave pelo CONTRAN.

Transitar com o veículo excedendo a capacidade máxima de


690 - 4 tração, em infração considerada gravíssima pelo CONTRAN. MUNICÍPIO

Art. 232 691 - 2 Conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório. ESTADO

Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de trinta dias,


Art. 233 692 - 0 junto ao órgão executivo de trânsito. ESTADO

Falsificar ou adulterar documento de habilitação e de


Art. 234 693 - 9 identificação do veículo. ESTADO

Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do


694 - 7 veículo, salvo nos casos devidamente autorizados. MUNICÍPIO

Rebocar outro veículo com cabo flexível ou corda, salvo em


695 - 5 casos de emergência. MUNICÍPIO

Transitar com o veículo em desacordo com as especificações,


Art. 237 696 - 3 e com falta de inscrição e simbologia necessárias à sua ESTADO
identificação, quando exigidas pela legislação.

Recusar-se a entregar à autoridade de trânsito ou a seus


agentes, mediante recibo, os documentos de habilitação, de
Art. 238 697 - 1 registro, de licenciamento de veículo e outros exigidos por lei, ESTADO
para averiguação de sua autenticidade.

Retirar do local veículo legalmente retido para regularização, ESTADO E


Art. 239 698 - 0 sem permissão da autoridade competente ou de seus agentes MUNICÍPIO

Deixar o responsável de promover a baixa do registro de


Art. 240 699 - 8 veículo irrecuperável ou definitivamente desmontado. ESTADO

Deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de


Art. 241 700 - 5 habilitação do condutor. ESTADO

Fazer falsa declaração de domicílio para fins de registro,


Art. 242 701 - 3 licenciamento ou habilitação. ESTADO

Deixar a empresa seguradora de comunicar ao órgão


executivo de trânsito competente a ocorrência de perda total
Art. 243 702 - 1 do veículo e de lhe devolver as respectivas placas e ESTADO
documentos.

Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor sem usar


Art. 244 capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e ESTADO E
703 - 0 vestuário de acordo com as normas e especificações
Inc I MUNICÍPIO
aprovadas pelo CONTRAN.

Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor transportando


passageiro sem o capacete de segurança com viseira ou
704 - 8 óculos de proteção, ou fora do assento suplementar colocado MUNICÍPIO
atrás do condutor ou em carro lateral.

Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo fazendo


705 - 6 malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda. MUNICÍPIO

706 - 4 Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor com os faróis MUNICÍPIO


40

apagados.

Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor transportando


707 - 2 criança menor de sete anos ou que não tenha, nas MUNICÍPIO
circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.

Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor rebocando outro


708 - 0 veículo. MUNICÍPIO

Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo sem


709 - 9 segurar o guidom com ambas as mãos, salvo eventualmente MUNICÍPIO
para indicação de manobras.

Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo


710 - 2 transportando carga incompatível com suas especificações. MUNICÍPIO

Conduzir ciclo transportando passageiro fora da garupa ou do


711 - 0 assento especial a ele destinado. MUNICÍPIO

Conduzir ciclo e ciclomotor em vias de trânsito rápido ou


712 - 9 rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de MUNICÍPIO
rolamento próprias.

Conduzir ciclo transportando crianças que não tenham, nas


713 - 7 circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança. MUNICÍPIO

Utilizar a via para depósito de mercadorias, materiais ou


714 - 5 equipamentos , sem autorização do órgão ou entidade de MUNICÍPIO
trânsito com circunscrição sobre a via.

Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à


segurança de veículo e pedestres, tanto no leito da via
715 - 3 terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via MUNICÍPIO
indevidamente, sem agravamento de penalidade pela
autoridade de trânsito.

Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à


segurança de veículo e pedestres, tanto no leito da via
716 - 1 terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via MUNICÍPIO
indevidamente, com agravamento de penalidade de duas
vezes pela autoridade de trânsito.

Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à


segurança de veículo e pedestres, tanto no leito da via
717 - 0 terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via MUNICÍPIO
indevidamente, com agravamento de penalidade de três
vezes pela autoridade de trânsito.

Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à


segurança de veículo e pedestres, tanto no leito da via
718 - 8 terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via MUNICÍPIO
indevidamente, com agravamento de penalidade de quatro
vezes pela autoridade de trânsito..

Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre circulação, à


segurança de veículo e pedestres, tanto no leito da via
719 - 6 terrestre como na calçada, ou obstaculizar a via MUNICÍPIO
indevidamente, com agravamento de penalidade de cinco
vezes pela autoridade de trânsito..
41

Deixar de conduzir pelo bordo da pista de rolamento, em fila


única, os veículos de tração ou propulsão humana e os de
720 - 0 tração animal, sempre que não houver acostamento ou faixa a MUNICÍPIO
eles destinados.

Transportar em veículo destinado ao transporte de


Art. 248 721 - 8 passageiros carga excedente em desacordo com normas ESTADO
estabelecidas pelo CONTRAN.

Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de posição,


quando o veículo estiver parado, para fins de embarque ou
722 - 6 desembarque de passageiros e carga ou descarga da MUNICÍPIO
mercadorias.

Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o veículo estiver


723 - 4 em movimento, durante à noite. MUNICÍPIO

Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o veículo estiver


724 - 2 em movimento, de dia, nos túneis providos de iluminação MUNICÍPIO
pública.

Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o veículo estiver


em movimento, de dia, e de noite, tratando-se de veículo de
725 - 0 transporte coletivo de passageiros, circulando em faixas ou MUNICÍPIO
pistas a eles destinadas.

Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o veículo estiver


726 - 9 em movimento, de dia e de noite, tratando-se de ciclomotor. MUNICÍPIO

Deixar de manter acesas pelo menos as luzes de posição sob


727 - 7 chuva forte, neblina ou cerração, quando o veículo estiver em MUNICÍPIO
movimento.

Art. 250 Deixar de manter a placa traseira iluminada, a noite, quando o


728 - 5 veículo estiver em movimento. ESTADO
Inc III
Utilizar as luzes do veículo, pisca-alerta, exceto em
729 - 3 imobilizações ou situações de emergência. MUNICÍPIO

Utilizar as luzes do veículo baixa e alta de forma intermitente,


exceto nas seguintes situações: a curtos intervalos, quando
for conveniente advertir a outro condutor que se tem o
730 - 7 propósito de ultrapassá-lo; em imobilizações ou situação de MUNICÍPIO
emergência, como advertência, utilizando pisca-alerta;
quando a sinalização de regulamentação da via determinar o
uso do pisca-alerta.

731 - 5 Dirigir o veículo com o braço do lado de fora. MUNICÍPIO

Art. 252 Dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volume à


732 - 3 sua esquerda ou entre os braços e pernas. ESTADO
Inc II
Art. 252 Dirigir o veículo com incapacidade física ou mental temporária
733 - 1 que comprometa a segurança do trânsito. ESTADO
Inc III
Art 252 Dirigir o veículo usando calçado que não se firme nos pés ou
734 - 0 que comprometa a utilização dos pedais. ESTADO
Inc IV
Art 252 735 - 8 Dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto quando ESTADO
Inc V deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha
42

do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo.

Art. 252 Dirigir o veículo utilizando-se de fones nos ouvidos ESTADO E


736 - 6 conectados a aparelhagem sonora ou de telefone celular.
Inc VI MUNICÍPIO

737 - 4 Bloquear a via com veículo. MUNICÍPIO

É proibido ao pedestre permanecer ou andar nas pistas de


738 - 2 rolamento, exceto para cruza-las onde for permitido. MUNICÍPIO

É proibido ao pedestre cruzar pistas de rolamento nos


739 - 0 viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde exista permissão. MUNICÍPIO

É proibido ao pedestre atravessar a via dentro das áreas de


740 - 4 cruzamento, salvo quando houver sinalização para esse fim. MUNICÍPIO

É proibido ao pedestre utilizar-se da via em agrupamentos


capazes de perturbar o trânsito , ou para a prática de qualquer
741 - 2 folguedo, esporte, desfiles e similares, salvo em casos MUNICÍPIO
especiais e com a devida licença de autoridade competente.

É proibido ao pedestre andar fora da faixa própria, passarela,


742 - 0 passagem aérea ou subterrânea. MUNICÍPIO

É proibido ao pedestre desobedecer a sinalização de trânsito


743 - 9 específica. MUNICÍPIO

Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a


744 - 7 circulação desta, ou de forma agressiva. MUNICÍPIO

Como já foi dito a respeito das medidas administrativas e penalidades, observamos que
abaixo de uma infração, ou em conjunto de infrações, aparece o trio de informações: INFRAÇÃO
– PENALIDADE – MEDIDA ADMINISTRATIVA. Em algumas não consta MEDIDA
ADMINISTRATIVA, como é o caso do Art 162 inc I.
Toda vez que aparecer a PENALIDADE de apreensão, isolada ou concomitante com
outra(s), e necessariamente, a MEDIDA ADMINISTRATIVA de remoção, isolada ou concomitante
com outra(s), representa, ou equivale a dizer PÁTIO, ou seja, que o veículo deve ser conduzido ao
pátio de apreensão de veículos. Verifica-se que não é o caso do Art 162, inc I (Dirigir sem estar
devidamente habilitado), uma vez que não há a medida administrativa de remoção, mas recolhe-se o
CLA, em função do que diz o Art 262 § 1º

“Art 262 § 1º No caso de infração em que seja aplicável a


penalidade de apreensão do veículo, o agente de trânsito
deverá, desde logo,adotar a medida administrativa
recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual.”

Nos casos onde constar, na infração, a medida administrativa de retenção, para que a
irregularidade seja sanada e por um ou outro motivo haver impedimento fático de solução, no local,
da irregularidade, também se recolherá o CLA, nos termos dos §§ 1º e 2º do Art 270:

“Art 270 O veículo poderá se retido nos casos expressos neste


Código.
§ 1º Quando a irregularidade puder ser sanada no local da
infração, o veículo será liberado tão logo seja regularizada a
43
situação.
§ 2º Não sendo possível sanar a falha no local da infração, o
veículo poderá ser retirado por condutor regularmente habilitado,
mediante recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual,
contra recibo, assinalando-se ao condutor prazo para sua
regularização, para o que se considerará, desde logo, notificado.”

Para encerrarmos este capítulo deixaremos consignada a Res 14 do CONTRAN, por


elencar quais são os equipamentos obrigatórios dos veículos. Algumas mudanças são importantes
como o uso retrovisor dos dois lado, esguicho de água nos pára-brisas, etc. O defeito, ou a falta do
equipamento obrigatório, só acarreta RETENÇÃO, não é caso de apreensão. Aplica-se, portanto, o
disposto no Art 270, acima.

Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar dotados dos equipamentos obrigatórios
relacionados abaixo, a serem constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento,
conforme resolução Nº 14/98 – Contran.

I) nos veículos automotores e ônibus elétricos:

1) pára-choques, dianteiro e traseiro;


2) protetores das rodas traseiras dos caminhões;
3) espelhos retrovisores, interno e externo;
4) limpador de pára-brisa;
5) lavador de pára-brisa;
6) pala interna de proteção contra o sol (pára-sol) para o condutor;
7) faróis principais dianteiros de cor branca ou amarela;
8) luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor branca ou amarela;
9) lanternas de posição traseiras de cor vermelha;
10) lanternas de freio de cor vermelha;
11) lanternas indicadoras de direção: dianteiras de cor âmbar e traseiras de cor âmbar ou vermelha;
12) lanterna de marcha à ré, de cor branca;
13) retrorefletores (catadióptrico) traseiros, de cor vermelha;
14) lanterna de iluminação da placa traseira, de cor branca;
15) velocímetro,
16) buzina;
17) freios de estacionamento e de serviço, com comandos independentes;
18) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
19) dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de emergência, independente do sistema
de iluminação do veículo;
20) extintor de incêndio;
21) registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, nos veículos de transporte e
condução de escolares, nos de transporte de passageiros com mais de dez lugares e nos de carga
com capacidade máxima de tração superior a 19t;
22) cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo;
23) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, naqueles dotados de motor a combustão;
24) roda sobressalente, compreendendo o aro e o pneu, com ou sem câmara de ar, conforme o caso;
25) macaco, compatível com o peso e carga do veículo;
26) chave de roda;
27) chave de fenda ou outra ferramenta apropriada para a remoção de calotas;
28) lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos veículos de carga, quando suas dimensões assim
o exigirem;
29) cinto de segurança para a árvore de transmissão em veículos de transporte coletivo e carga;
44

II) para os reboques e semi reboques:

1) pára-choque traseiro;
2) protetores das rodas traseiras;
3) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;
4) freios de estacionamento e de serviço, com comandos independentes, para veículos com
capacidade superior a 750 quilogramas e produzidos a partir de 1997;
5) lanternas de freio, de cor vermelha;
6) iluminação de placa traseira;
7) lanternas indicadoras de direção traseiras, de cor âmbar ou vermelha;
8) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
9) lanternas delimitadoras e lanternas laterais, quando suas dimensões assim o exigirem.

III) para os ciclomotores:

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3) lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
4) velocímetro;
5) buzina;
6) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
7) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

IV) para as motonetas, motocicletas e triciclos:

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3) lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
4) lanterna de freio, de cor vermelha
5) iluminação da placa traseira;
6) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiro e traseiro;
7) velocímetro;
8) buzina;
9) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
10)dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

V) para os quadricíclos:

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3) lanterna, de cor vermelha na parte traseira;
4) lanterna de freio, de cor vermelha;
5) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros;
6) iluminação da placa traseira;
7) velocímetro;
8) buzina;
9) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
10) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor;
11) protetor das rodas traseiras.
45
VI) nos tratores de rodas e mistos:

1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;


2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;
3) lanternas de freio, de cor vermelha;
4) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros;
5) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
6) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

VII) nos tratores de esteiras:

1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;


2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;
3) lanternas de freio, de cor vermelha;
4) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros;
5) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

Parágrafo único: Quando a visibilidade interna não permitir, utilizar-se-ão os espelhos retrovisores
laterais.

Dos equipamentos relacionados no artigo anterior, não se exigirá:

I) lavador de pára-brisa:
a) em automóveis e camionetas derivadas de veículos produzidos antes de 1º de janeiro de 1974;
b) utilitários, veículos de carga, ônibus e microônibus produzidos até 1º de janeiro de 1999;
lanterna de marcha à ré e retrorefletores, nos veículos fabricados antes de 1º de janeiro de 1990;

III) registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo:


a) nos veículos de carga fabricados antes de 1991, excluídos os de transporte de escolares, de cargas
perigosas e de passageiros (ônibus e microônibus), até 1° de janeiro de 1999;
b) nos veículos de transporte de passageiros ou de uso misto, registrados na categoria particular e
que não realizem transporte remunerado de pessoas;

IV) cinto de segurança:


a) para os passageiros, nos ônibus e microônibus produzidos até 1º de janeiro de 1999;
b) até 1º de janeiro de 1999, para o condutor e tripulantes, nos ônibus e microônibus;
para os veículos destinados ao transporte de passageiros, em percurso que seja
permitido viajar em pé.

V) pneu e aro sobressalente, macaco e chave de roda:


a) nos veículos equipados com pneus capazes de trafegar sem ar, ou aqueles equipados com
dispositivo automático de enchimento emergencial;
b) nos ônibus e microônibus que integram o sistema de transporte urbano de passageiros, nos
municípios, regiões e microregiões metropolitanas ou conglomerados urbanos;
c) nos caminhões dotados de características específicas para transporte de lixo e de concreto;
d) nos veículos de carroçaria blindada para transporte de valores.

VI) velocímetro, naqueles dotados de registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo,


integrado.

Para os veículos relacionados nas alíneas “b”, “c”, e “d”, do inciso V, será reconhecida
a excepcionalidade, somente quando pertencerem ou estiverem na posse de firmas individuais,
46
empresas ou organizações que possuam equipes próprias, especializadas em troca de pneus ou aros
danificados.

Os equipamentos obrigatórios dos veículos destinados ao transporte de produtos


perigosos, bem como os equipamentos para situações de emergência serão aqueles indicados na
legislação pertinente

Os veículos destinados à condução de escolares ou outros transportes


especializados terão seus equipamentos obrigatórios previstos em legislação específica.

A exigência dos equipamentos obrigatórios para a circulação de bicicletas,


prevista no inciso VI, do art. 105, do Código de Trânsito Brasileiro terá um prazo de cento e oitenta
dias para sua adequação, contados da data de sua Regulamentação pelo CONTRAN.

Os veículos automotores produzidos a partir de 1º de janeiro de 1999, deverão ser


dotados dos seguintes equipamentos obrigatórios:

I - espelhos retrovisores externos, em ambos os lados;

II - registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo, para os veículos de carga, com peso
bruto total superior a 4536 kg;

III - encosto de cabeça, em todos os assentos dos automóveis, exceto nos assentos centrais;

IV - cinto de segurança graduável e de três pontos em todos os assentos dos automóveis. Nos
assentos centrais, o cinto poderá ser do tipo sub-abdominal;

Os ônibus e microônibus poderão utilizar cinto sub-abdominal para os


passageiros.

Aos veículos registrados e licenciados em outro país, em circulação no território


nacional, aplicam-se as regras do art. 118 e seguintes do Código de Trânsito Brasileiro.

Ficam revogadas as Resoluções 657/85, 767/93, 002/98 e o art. 65 da Resolução


734/89.

Respeitadas as exceções e situações particulares previstas nesta Resolução, os


proprietários ou condutores, cujos veículos circularem nas vias públicas desprovidos dos requisitos
estabelecidos, ficam sujeitos às penalidades constantes do art. 230 do Código de Trânsito
Brasileiro, no que couber.

CAPÍTULO IV – MEDIDAS ADMINISTRATIVAS E PENALIDADES.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê, como conseqüência da prática de infrações


de trânsito, a aplicação de penalidades e medidas administrativas, segundo dispõe o caput do art.
161. Nesse sentido, por serem decorrência de uma infração, tanto umas quanto outras eqüivaleriam,
assumindo, em razão da natureza retro referida, a feição de sanção, em maior ou menor grau.
Apesar dessa aparente igualdade, penalidades e medidas administrativas apresentam duas
características que as distinguem de maneira sensível.
Em primeiro lugar, diferenciam-se em relação à quem tem competência para
aplicá-las: as penalidades, via de regra, só são aplicadas pelas Autoridades de Trânsito, ou seja,
pelos “dirigentes máximos do órgão ou entidade executivo integrante do Sistema Nacional de
47
Trânsito ou pessoa por ele expressamente credenciada” (Anexo I ao CTB); a exceção é encontrada
no art. 20, inc. III, do CTB, que estabelece a possibilidade de aplicação de multa pela Polícia
Rodoviária Federal, que não é órgão ou entidade executivo de trânsito (pelo menos não nos termos
empregados pelo legislador quando do uso dessa expressão) e, por isso, não possui em seus quadros
quem detenha o título de Autoridade de Trânsito.
A segunda diferença diz respeito à natureza e à finalidade de umas e de outras. Nas
penalidades sobressai a natureza eminentemente punitiva, sendo sua finalidade precípua a
imposição de um ônus qualquer à pessoa do infrator, visando a desencorajar não só o infrator, como
outros condutores, a reincidir na conduta que a gerou. Já as medidas administrativas caracterizam-se
por possuírem natureza acessória em relação à penalidade, no sentido de que a maior parte delas
constitui verdadeiro ato preparatório para a futura aplicação de uma penalidade (o recolhimento da
CNH prepara a suspensão do direito de dirigir, a remoção do veículo ao depósito prepara a
apreensão etc.). Ademais, têm por principal finalidade a eliminação de um entrave à livre circulação
de veículos e pedestres ou à segurança viária, como se vê, facilmente, em relação à remoção de um
veículo que esteja estacionado em local proibido, ao transbordo de excesso de carga etc.
Por fim, cabe apenas destacar a infelicidade do legislador em adotar a expressão
medidas administrativas, na medida em que as penalidades também são, num sentido amplo,
medidas administrativas, vale dizer, atos administrativos, fator que pode vir a criar confusões ou
equívocos, como o de afirmar que as penalidades são atos de outra natureza que não a
administrativa.
Iniciaremos o estudo pelas Medidas Administrativas, invertendo a ordem prevista
no CTB, não só por uma questão lógica, pois, como se viu acima, muitas medidas administrativas
são atos preparatórios de penalidades, como também em função de que as Policial Militar, Agente
da Autoridade de Trânsito, só é dado aplicar medidas administrativas, sendo-lhe vedado aplicar
penalidades.

Medidas administrativas.

Definição: É um ato administrativo, de cunho operacional, realizado , tanto pelo


policial militar, como pelo dirigente do Órgão Executivo de trânsito. São só as previstas no Art 269
do CTB. Tanto a Autoridade de trânsito, quanto seus agentes podem executá-las.

De acordo com o art. 269 do CTB são medidas administrativas:

A retenção do veículo;
A remoção do veículo;
Recolhimento do CLA;
Recolhimento do CRV;
Recolhimento da CNH;
Recolhimento da PPD;
Transbordo do excesso de carga;
A realização de teste de dosagem de alcoolemia, perícia de substância entorpecente ou que
determine dependência física ou psíquica
Recolhimento de animais soltos

a. Retenção

A retenção está prevista no art. 270 do CTB e é aplicada, regra geral, para casos
em que a infração relaciona-se a uma irregularidade qualquer encontrada no veículo, de maneira a
permitir, quando possível, que tal irregularidade seja sanada e, assim, que o veículo seja liberado o
48
mais rápido possível, ainda no local da infração, apenas com a adoção de medidas relativas à
lavratura do auto de infração, nos termos do § 1.º do citado artigo.
Quando, porém, a irregularidade não puder ser sanada no local, ainda assim o
veículo poderá (leia-se, deverá) ser liberado no local, a um condutor habilitado (que, obviamente,
poderá ser aquele mesmo que o conduzia quando do cometimento da infração), procedendo-se,
neste caso, além da lavratura do auto de infração, ao recolhimento do CLA (Certificado de
Licenciamento Anual), mediante CRR (Certificado de Recolhimento e Remoção, antigo CR),tudo
de acordo com os §§ 2.º e 3.º.
Atente-se para o fato que essa medida não se confunde com a penalidade de
remoção, sendo incorreto realizar remoção de veículo ao depósito, como intuito de aplicação de
penalidade de apreensão do veículo, em situações nas quais só esteja prevista a possibilidade de
aplicação da medida administrativa de retenção.
O único caso em que essa medida “transforma-se”, por assim dizer, em penalidade
de apreensão, foi previsto no § 4.º do art. 270,vale dizer, quando não comparecer ao local condutor
habilitado para a retirada do veículo. Por se tratar de medida que importa em restrição de direitos, é
incabível aplicar-se a esse dispositivo uma interpretação elástica, seja por analogia ou mesmo por
extensão, de maneira a estendê-la a outras situações, mesmo quando isso se mostre lógico e
adequado. Não se deve esquecer que o administrador, em todos os seus atos, submete-se a um
princípio inafastável, que é o princípio da legalidade.
Infelizmente, essa circunstância conduz a dificuldades intransponíveis, como no
caso em que se constate o não portar CLA, caso em que, de acordo como art. 232, haveria de se
aplicar a medida administrativa de retenção; pense-se, porém, no caso de não ser possível
providenciar-se o saneamento da irregularidade, ou seja, a apresentação do CLA. De acordo com o
art. 270, o veículo deverá ser retirado por um condutor habilitado, recolhendo-se o CLA. Ora, como
fazê-lo, se a medida está sendo adotada exatamente porque falta o CLA? Nesse caso o condutor
acabará sendo liberado sem que se recolha o CLA, pois qualquer outra medida, em especial a
remoção do veículo ao depósito fixado pela Autoridade para apreensão, violaria o princípio da
legalidade.

b. remoção do veículo

A remoção do veículo é medida disciplinada no art. 271 do CTB e pode ocorrer


como medida administrativa isolada, geralmente associada às infrações de estacionamento e ou
parada, ou como medida administrativa adotada como verdadeira medida preparatória e
assecuratória da penalidade de apreensão do veículo, a ser aplicada pela autoridade de trânsito. Em
ambos os casos, o veículo deverá ser encaminhado a um depósito previamente fixado pela
Autoridade de Trânsito, de lá só podendo sair depois de quitados os débitos relativos à multas
(somente as já líquidas e certas, excluindo-se as pendentes de recurso, diga-se de passagem), taxas e
despesas com remoção e estada, conforme preceitua o p. único do citado dispositivo, a despeito de
haver posições, na doutrina, condenando a exigência do pagamento de multas.
Considerando que o intuito da medida, no caso de ter sido ela aplicada
isoladamente, é apenas o de promover a eliminação de uma interferência à livre circulação de
veículos, se o condutor chega a tempo e se propõe a retirá-lo incontinente, deve-se adotar esse
procedimento em detrimento do guinchamento, havendo até mesmo decisões judiciais considerando
que o contrário, vale dizer, a insistência em guinchá-lo mesmo quando possível ainda a remoção
pelo condutor, constitui medida abusiva (v. HC 63.065 – TJSP).

c. recolhimento do cla

Previsto no art. 274, o recolhimento do CLA é medida que, no mais das vezes,
associa-se, na condição de ato preparatório, à penalidade de apreensão do veículo, ou como medida
complementar à retenção do veículo (vide item 1.1.1 acima).
49
Nos dois casos o CLA recolhido (e não apreendido, ressalte-se), deverá ser
encaminhado à Divisão de Fiscalização do DETRAN, para as demais providências legais.

d. recolhimento da cnh ou da ppd

Essa medida foi imaginada pelo legislador como ato preparatório e assecuratório
da aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir, estando a essa associada na quase
totalidade dos casos em que sua aplicação é prevista.
No entanto, em função inicialmente da Deliberação n.º 4/98, do CETRAN, depois
substituída pela de n.º 199/00, tal medida encontra-se com sua aplicação suspensa, uma vez que a
sua aplicação imediata, pelo Policial Militar, no momento mesmo em que detecta o cometimento da
infração, traria como conseqüência a impossibilidade de que o condutor possa exercer o direito de
dirigir um veículo, qualquer que seja. Esse efeito é em tudo idêntico ao da penalidade de suspensão
do direito de dirigir, cuja aplicação, nos termos do art. 265, dependem de que se possibilite, ao
infrator, o exercício do contraditório e da ampla defesa. Ora, diante disso não seria, de fato, lógico
aplicar o recolhimento da CNH ou da PPD sem possibilitar ao infrator o exercício dos direitos à
ampla defesa e ao contraditório.
As únicas exceções dão-se no caso de suspeita de autenticidade do documento que,
aliás, por envolver a prática, in tese, de um delito, exigirá o registro dos fatos no DP, ocasião em
que, geralmente, procede-se à apreensão por ato do Delegado, com base no art. 6.º do CPP, e
também no caso de exame médico vencido há mais de trinta dias, pois, nesse caso, o direito de
dirigir pereceu juntamente com o termo final do exame médico, não havendo, assim, qualquer
direito que possa ser objeto de restrição via recolhimento da CNH ou PPD.

e. recolhimento do crv

Prevista no art. 273, essa medida é de difícil aplicação, antes de qualquer coisa
porque o CRV não é documento de porte obrigatório. Ainda que seja portado inadvertidamente pelo
proprietário ou condutor, o recolhimento quase nunca se dará, uma vez que o primeiro caso
(suspeita quanto à autenticidade) enseja medidas de registro de polícia judiciária, ocasião em que a
lógica indica a realização de apreensão do CRV pelo Delegado, para a realização do exame
documentoscópico; por outro lado, nos demais casos, tratam-se de infrações de difícil constatação
pelo PM (arts. 233 cc 273, II; 240; e, 243).

f. transbordo do excesso de carga

Trata-se de medida disciplinada no art. 275, cuja aplicabilidade fica restrita aos
acasos dos inc. V e X do art. 231 do CTB, vale dizer, aos casos de transporte de carga com peso
excessivo e excedendo a capacidade máxima de tração.

g. realização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de substância entorpecente

Antes de tratar dessa medida administrativa de maneira específica, é oportuno


comentar alguns aspectos que permeiam a questão de sua aplicação.
De uma maneira geral, qualquer infração de trânsito, para ser objeto de autuação e
posterior adoção de penalidades, precisa ser comprovada. Nos termos do art. 280, § 2.º, essa
comprovação poderá dar-se “por declaração da Autoridade de Trânsito ou de seus agentes, por
aparelho eletrônico ou por equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio
tecnologicamente disponível, previamente regulamentado pelo CONTRAN”. Saber qual método
poderá ser empregado para cada caso dependerá da análise da existência de norma específica pelo
CONTRAN: se, para aquele determinado caso que se analisa existir uma norma do COTRAN
(resolução) estabelecendo um modo especial de constatação da prática da infração, então somente
50
esse modo especial poderá ser utilizado, em detrimento, até mesmo, da declaração da Autoridade ou
de seus agentes; se, por outro lado, nada existir em relação a formas específicas de constatação da
infração, estar-se-á diante de uma situação na qual a mera declaração do agente de fiscalização já é
suficiente para a comprovação da prática da infração.
No caso da infração descrita no art. 165, vulgarmente chamada de embriaguez ao
volante, mas cuja denominação correta é direção sob efeito do álcool ou substância de efeitos
análogos, o CONTRAN estabeleceu, por meio da Resolução do CONTRAN n.º 81/98, métodos
específicos de detecção da infração, até porque o legislador, ao dispor que a infração só ocorreria
quando o condutor tivesse, em seu organismo, uma quantidade de álcool superior a 6 (seis)
decigramas (dg) por litro de sangue, acabou por determinar a necessidade de processos muito
precisos de medição, afastando a possibilidade de verificação por meio de simples observação do
agente.
Um desses processos é o chamado teste em aparelho de ar alveolar (bafômetro),
que vem a ser a medida administrativa de cuja análise cuidamos no momento. O equipamento em
uso no CPTran é o Intoxylizer 400, devidamente homologado pelo CONTRAN e que apresenta os
resultados em gramas de álcool por litro de sangue. Portanto, cuidado! Existirá a infração quando,
utilizando esse equipamento, ele apresentar, em seu display, um valor superior a 0,60, pois 6 dg =
0,6 g.
Há um outro aspecto para o qual se deve chamar a atenção. Embora haja quem entenda ser possível
obrigar o infrator a submeter-se ao teste do bafômetro, pois nesse sentido é o teor do art. 277 do
CTB, o fato é que vem prevalecendo, na doutrina, o entendimento segundo o qual o estabelecimento
dessa obrigação viola o princípio, constitucionalmente protegido, previsto na alínea g), do n.º 2., do
art. 8.º, do Pacto de São José da Costa Rica, de que ninguém poderá ser obrigado a produzir prova
contra sí mesmo. Mesmo entendendo que esse princípio tem conduzido a situações que
convencionamos chamar de hipocrisia legal, tem-se seguido esse pensamento durante as ações de
fiscalização de veículos e condutores, não obrigando ninguém a submeter-se ao bafômetro.

h. realização de exames de aptidão física, mental etc.

Trata-se de medida administrativa praticada exclusivamente pela Autoridade de


Trânsito dos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados (DETRANS), diretamente ou
por meio de suas CIRETRANs (quando existirem), de maneira que não é necessário qualquer
comentário sobre como se processam, ao menos neste trabalho, dada a sua proposta.

Penalidades.

Definição: É um ato administrativo, de cunho cartorário, necessariamente tem de


ser observado os princípios constitucionais relacionados ao processo, quais sejam, dentre outros, o
devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. São só as previstas no Art 256 do CTB. São
exclusivas da Autoridade de trânsito.

De acordo com o art. 256 do CTB são penalidades de trânsito:


Advertência por escrito;
. Multa;
. Apreensão do veículo;
. Suspensão do direito de dirigir;
. Cassação da CNH;
. Cassação da PPD; e,
. Freqüência obrigatória em curso de reciclagem.
Uma vez que, como já se definiu no início deste capítulo, as penalidades são aplicadas, regra geral,
pela Autoridade de Trânsito, os comentários, neste trabalho, em relação a elas, serão extremamente
resumidos, cuidando apenas de alguns aspectos que podem repercutir na ação do PM.
51
a. advertência por escrito

Veja-se que, pelas razões acima enunciadas, a advertência que, aliás, só existe na
forma escrita, é penalidade e, como tal, só poderá ser aplicada pela Autoridade de Trânsito, sendo
inconsistente, do ponto de vista legal, o argumento do PM de que não autuou este ou aquele veículo
porque preferiu advertir o condutor. Embora seja procedimento que tenha na pessoa do eminente
Des. Geraldo de Faria Lemos Pinheiro um seu defensor, não há previsão legal, donde decorre que o
PM não poderá deixar de autuar sob pretexto de que advertiu o condutor.

b. multa
É pena pecuniária que se impõe ao condutor ou ao proprietário, de acordo com as
regras do art. 257 do CTB, de maneira que o PM não multa ninguém, e sim autua alguém. Seus
valores são fixados em correspondência à gravidade da infração, segundo as regras estabelecidas no
art. 258 (gravíssima = 180 UFIRs, Grave = 120 UFIRs, Média = 80 UFIRs e Leve = 50 UFIRs)
sendo certo que, em alguns casos, esses valores podem ser multiplicados por três ou por cinco (vg.
Arts. 165, 193, 218, inc. I, “b)” etc.).

c. apreensão do veículo

A seguir as normas do CTB, bem como da Resolução do CONTRAN n.º 53/98,


que dispõe sobre os critérios apara aplicação dessa penalidade, a apreensão de um veículo deveria
dar-se por prazo certo, fixado pela Autoridade de Trânsito no ato de imposição da penalidade, de
acordo com os limites do art. 3.º dessa resolução.
No entanto, na prática, isso não vem ocorrendo, de maneira que o órgão executivo
de trânsito do Estado, que é quem tem a competência para a aplicação dessa penalidade, pode ser
acusado de abuso. Nesse passo, há que se cuidar para que uma autoridade Policial Militar não venha
a ser também envolvida nessa questão, pois muitas “apreensões” dão-se nos pátios das Cias, sem
observância das formalidades legais.

d. suspensão do direito de dirigir

Os limites para aplicação dessa penalidade, bem como seu processo, estão
previstos na Resolução do CONTRAN n.º 54/98.
Surpreender alguém que esteja conduzindo veículo enquanto em vigor essa penalidade implica
cometimento da infração do art. 162, inc. II, do CTB e crime do art. 307 do CTB (Obs.: para parte
da doutrina, só haveria o crime quando a suspensão tivesse sido determinada pela Autoridade
Judicial, com base no art. 292 do CTB) podendo haver concurso com o art. 309 do ctb, caso haja
perigo de dano.

e. cassação da CNH ou da PPD

Consiste na perda do direito de dirigir, por um prazo de dois anos, após os quais o
infrator poderá requerer sua reabilitação, nos termos do art. 263.

f. freqüência obrigatória em curso de reciclagem

Suas regras estão no art. 268 do CTB e na Resolução do CONTRAN n.º 58/98.

CAPITULO VII – DOCUMENTOS DE PORTE OBRIGATÓRIO;


DELIBERAÇÃO – CETRAN 07/98 E 199/00 E RECAPITULAÇÃO
52

Os documentos de Porte obrigatório elencados nos artigos do CTB descritos abaixo, sendo
importante ater-se as deliberações do CETRAN e resoluções do CONTRAN que complementam ou
alteram as interpretações vigentes.

“ Art. 133” É obrigatório o porte de Certificado de Licenciamento Anual.


Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-reboque, para transitar na via, deverá
ser licenciado anualmente pelo órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal onde
estiver registrado o veículo.

“ Art. 159” A Carteira Nacional de Habilitação expedida em modelo


único e de acordo com as especificações do CONTRAN atendido os pré requisitos estabelecidos
neste código conterá fotografia, identificação e CPF do condutor, terá Fé publica e equivalerá a
documentação de identidade em todo o Território Nacional.

§ 1º É obrigatório o porte da permissão para dirigir ou da Carteira Nacional


de Habilitação quando o condutor estiver à direção do veículo.

“Art. 136” Os veículos especialmente destinados à condução coletiva de


escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade
executivos de trânsito dos Estados...
Embora a resol. 13/98 do CONTRAN especifica como Documentos de Porte Obrigatório o
CLA/CNH; PPD/IPVA E DPVAT, a deliberação 07/98 do CETRAN não reconhece a
constitucionalidade do Porte Obrigatório do IPVA e DPVAT por não estarem citados como tal no
CTB, portanto iremos considerar o previsto nos Art. 133, 159 e nos casos de condução coletivo de
escolares também o previsto no ART. 136.

Obs: Para os casos onde o condutor não estiver portanto o CLA, CNH/PPD aplicar autuação
prevista no Art. 232 e no caso da falta de autorização de veículo escolar aplicar o previsto no Art.
230 – XX do CTB.

Capitulo VIII – Confecção de AIT, AIIP e CRR

“ART. 280” Ocorrendo infração prevista na legislação de Trânsito, lavrar-se á


Auto de Infração do qual constará :

I – Tipificação da Infração;
II – Local, Data e Hora do Cometimento da Infração;
III – Caracteres da placa de identificação do veículo, sua marca e espécie, e
outros elementos julgados necessários á sua identificação.
IV – O prontuário do condutor sempre onde possível;
V – Identificação do Órgão ou entidade e da autoridade ou agente autuador ou
equipamento que comprovar a infração;
VI – Assinatura do infrator, sempre onde possível, valendo está como notificação
do cometimento da infração.

A infração deverá ser comprovada pelo agente da autoridade de trânsito, por aparelho eletrônico
ou por equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro meio tecnologicamente
disponível previamente regulamentado pelo CONTRAN. Não sendo possível a autuação em
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flagrante, o agente de trânsito relatará o fato á autoridade no próprio auto de infração, informando
os dados a respeito do veículo, alem dos constantes nos incisos I, II e III, para a autoridade de
Trânsito conforme sua competência estabelecida no ART. 281 CTB.

O Agente da Autoridade de Trânsito competente para lavrar o auto de infração


poderá ser servidor civil, estatutário, celetista ou Policial Militar designado pela autoridade de
Trânsito com Jurisdição sobre a via no âmbito de sua competência.

PROCEDIMENTOS GERAIS NO PREENCHIMENTO DO AII E AIIP :

I – Letras devem ser sempre maiúsculas, tipo bastão e letra de forma,


II – Algarismos devem ser arábicos, sem enfeites onde dificultem a sua leitura,
III - Apesar de ser permitido até 09 ( nove ) infrações de Trânsito na mesma folha de AII, não
aconselhamos tal procedimento, haja vista a insuficiência se espaço no campo 9 “Obs.” Para
melhor caracterização das irregularidades assinaladas,
IV – No AIIT, quando a placa do veículo contiver duas letras, deixar em branco a 1ª linha
horizontal do alfabeto impresso.
V – No caso de recolhimento de CNH/PPD ou CLA, assinalar um “ X “ no quadriculado
correspondente er anotar o nº e série do comprovante de recolhimento “ CR “
VI – Nas infrações especificas de reboques e semi-reboques, deve-se anotar a placa desses veículos
e não a do veículo tracionador.
VII – No AIIP, estando o veículo imobilizado e incorrendo em duas ou mais infrações mais grave
ou mais específica.
VIII – O numero 0 ( zero ) deverá ser cortado co um traço obliquo ( ), o numerador 7
(sete ) deverá ser cortado ao centro com um traço na horizontal.
IX - No AIIP, campo ( flagrante ), caso o infrator seja abordado, será qualificado assinando-se “sim
“, entregando-lhe a 2ª via.
X – A 2ª via da autuação sempre onde for entregue, assinalar “ sim “ , caso contrario , “Não” e
colocá-la no seu para-brisa.
XI – O infrator não é obrigado a assinar o auto de infração, caso haja recusa por parte do mesmo,
preencher o respectivo campo “recusou-se” e entregar a via correspondente ao mesmo.
XII – No AIT, quando houver erro escrever “ cancelado” entre duas linhas paralelas e substituir por
outro AIT.

PREENCHIMENTO DO COMPROVANTE DE RECOLHIMENTO E REMOÇÃO CRR

- Utilizar no que couber todos os procedimentos e regras constando do preenchimento do AII,


AIIP.
- Confeccionar uma folha de CRR para cada documento recolhido ou veículo removido.
- Necessário que tenha a assinatura do superior imediato onde tomou conhecimento.
- Deverá obrigatoriamente entregar para o infrator a 2ª via do respectivo CRR.

CAPITULO IX – Atendimento dos acidentes de Trânsito com vítima ou sem vítima (com ou sem
violação do local)

REGISTRO DE OCORRÊNCIA DE TRÂNSITO


1) Atendimento com viatura
O Policial Militar durante seu turno de serviço irá atender as Ocorrências de Trânsito, da seguinte
maneira:
1. Será acionado via COPOM;
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2. Será acionado por POPULARES e/ou
3. Irá deparar com o acidente.
Ao ser acionado, a grande probabilidade será de atendimento de Ocorrências de Trânsito com
Vítimas, acionados pelos Plantões Policiais existentes pelos P.S. dos Hospitais de São Paulo, onde
será, sempre que possível, adotado o seguinte roteiro de atendimento.
2) Pronto Socorro
Deslocamento ao P.S. a fim de verificar vítimas, colhendo dados das mesmas, caso constatado,
retirando a Papeleta Médica com os maiores dados possíveis sobre as mesmas, e, caso tenham
condições, registrar a declaração ou versão do envolvido, e, natureza de seus ferimentos caso fique
internado ou em observação, ou, caso seja liberado, conduzi-lo juntamente ao local dos fatos e
apresentação ao DP.
3) Local dos Fatos
Verificar a documentação dos envolvidos, condições dos veículos, relacionar e anotar os danos,
observando que:
Local Preservado: O(s) veículo(s) encontra-se na mesma posição quando ao final da evolução do
acidente, não sendo removido, anotando-se assim, no campo respectivo do BO/PM o croqui do
local conforme legenda atualizada, havendo assim, campo para Perícia Técnica, a qual, será
acionada ou não pela Autoridade do Plantão Policial do Distrito em que o fato for de sua jurisdição,
somente sendo possível a liberação dos veículos envolvidos após autorização e ciência da
Autoridade;
Local Prejudicado: Quando constatou-se que o(s) veículo(s) foi removido antes da chegada da PM,
sendo então, feito o croqui do local (vias), sem deixar de mencionar qualquer detalhe por menor que
seja como: sinalização de solo, emplacamento do local, sentido das vias, existência ou não de
semáforos, funcionando ou não, etc...
Vale salientar que existe Lei vigente e específica que dá plena autoridade ao PM de remover veículo
envolvido em acidentes de trânsito com ou sem vítimas, desde que esteja no leito carroçável da via,
prejudicando a fluidez do trânsito e pondo em perigo ou dando causa a risco eminente de outro
acidente (Lei Nº 5970 Dez 1973 e Lei Mº 6174 Dez 1974).
4) Apresentação no DP e Elaboração / Preenchimento do BO/PM-TC
De posse de todos os dados colhidos (Papeleta / Dados das Vítimas e Veículos / Croqui do Local)
apresentação ao DP, onde será elaborado ou não, o BO/PC, e será também, confeccionadas as
autuações que o caso requeira, recolhimento de CLA / CNH / VEÍCULO, medidas administrativas a
serem levadas a efeito conforme rege a legislação atual.
Obs: Durante o patrulhamento podemos deparar a qualquer momento com o acidente de trânsito
com ou sem vítimas, ou ainda, acionados por populares que presenciaram o fato, mesmo que de
passagem, onde verificamos de imediato:
• Se houve vítimas (quantas), seu estado (gravidade) para que possamos acionar o Corpo de
Bombeiros através do COPOM, onde por intermédio de suas UR e USA (veículos especializados
em pronto atendimento), realizará o socorro;
• Verificar com cautela pois, muitas vezes, em casos de roubos, e outros delitos a fuga
normalmente termina em acidentes.
HISTÓRICO DO BO / PM DE ACIDENTE DE TRÂNSITO
1. Acidente de Trânsito sem Vítima – 01 (uma) Parte. – P-03
1. Compareceu espontaneamente a esta Cia PM o condutor 01 declarando ter-se envolvido em
acidente de trânsito sem vítima;
2. Documentação do condutor e veículo, em ordem;
3. Bilhete do Seguro Obrigatório DPVAT Nº 000000;
4. Dados do veículo 02, bem como de seu condutor fornecidos pelo envolvido 01.

2. Acidente de Trânsito sem Vítima – 02 (duas) Partes. P-03


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1. Compareceram espontaneamente a esta Cia PM os condutores 01 e 02 declarando que
envolveram-se em acidente de trânsito sem vítima;
2. Documentação dos condutores e veículos em ordem;
3. Bilhetes do Seguro Obrigatório DPVAT Nºs 000000 e 000000 dos veículos 01 e 02,
respectivamente.

3. Acidente de Trânsito sem vítima - 01 (uma) Parte – P03


1. Compareceu espontaneamente a esta Cia PM o condutor 01 declarando ter-se envolvido em
acidente de trânsito sem vítima;
2. Documentação do condutor em ordem, veículo autuado no AI Nº 00000, série “A”, pôr transitar
com Falta de Licenciamento, tendo seu CLA recolhido conforme CR Nº 00000 , série “D”
3. Bilhete do Seguro Obrigatório DPVAT Nº 000000;
4. Dados do veículo 02, bem como de seu condutor fornecidos pelo envolvido 01.
Obs: Liberado o veículo por falta de meios ou vaga no Pátio de Trânsito.
4. Acidente de Trânsito com Vítima –CHOQUE P-02
1. Acionados via COPOM para atendimento de ocorrência onde no local constatamos acidente de
trânsito com vítima, choque contra poste;
2. Pelo local, UR 191, Encarregado Sgt PM 878787-8 DUDA, conduzindo a vítima ao P.S. do
Hospital do Mandaqui, a qual foi atendida e permaneceu em observação com ferimentos graves.
3. Dados ao DP onde o Delegado de Plantão tomou ciência dos fatos elaborando o
BO/PC, expedindo requisição do IML para a vítima e I.C para o local.
4. Bilhete do Seguro Obrigatório DPVAT Nº 000000000;
5. Documentação do condutor e veículo, em ordem;
6. Numeração do Poste de Iluminação da Eletropaulo Nº 00000, o qual devido ao
impacto veio a tombar na via, onde compareceu o Engenheiro ADAUTO, viatura 777-7 para os
devidos reparos a rede elétrica;
7. Envolvido 01, vítima passageira do veículo 01;
8. Envolvido 02, condutor do veículo 01;
9. Envolvido 03, proprietário do veículo 01;
10. Veículo 01, liberado ao envolvido 02.
Obs:Todo tipo de Dano causado por acidente de trânsito, em via pública, deve ser devidamente
relacionado, anotando sempre a numeração (caso de postes), extensão (caso de muros), e detalhados
(quando por exemplo, o choque for contra portão de Bar e adentrar ao estabelecimento causando
danos no balcão e mercadorias internas); Não esquecer de sempre anotar a quem o veículo foi
liberado.
5. Acidente de Trânsito com Vítima – 02(duas) Partes COLISÃO P-02
1. Acionados via COPOM para atendimento de ocorrência, onde no local constatamos acidente de
trânsito com vítima;
2. Pelo local, UR 191, Encarregado Sgt PM 878787-8 DIRCEU, conduzindo a vítima ao P.S. do
Hospital Mandaqui a qual foi atendida e permaneceu em observação com ferimentos graves.
3. Dados ao DP onde o Delegado de Plantão tomou ciência dos fatos elaborando o BO/PC,
expedindo exames de IC para veículos / local e IML para a vítima;
4. Bilhetes do Seguro Obrigatório DPVAT Nº 000000000 e Nº 000000000, dos veículos 01 e 02,
respectivamente;
5. Documentação dos condutores e veículos, em ordem;
6. Envolvido 01, proprietário e condutor veículo 01;
7. Envolvido 02, proprietário e condutor / vítima do veículo 02;
6. Preservação de Direito – P-99
Obs: O histórico é o mesmo de um P-03, porém esta ocorrência de preservação só se dá da seguinte
maneira:
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1. Quando o veículo não está presente ou já foi consertado, sendo observado o seguinte item
“Danos do veículo conforme Nota Fiscal Nº 000000, da Empresa tal, CGC Nº 0000000/00, situada
na Av/Rua tal”.
2. Ocorrência fora do município de São Paulo;
3. Dentro de Pátios internos tais como: estacionamento de supermercados, áreas restritas a
circulação, etc...
7. Recolhimento de Veículo-P-10
Obs: Quando o veículo apresentado ao DP (Motivos: Motor “Pinado”, Chassi ilegível ou
remarcado, etc) não é recolhido pelo mesmo, preencher o BO/PM com os dados do condutor,
características do veículo e no histórico mencionar a qual autoridade de plantão foi apresentado,
para que o veículo seja aceito pelo Pátio de Trânsito
CÓDIGO DE OCORRÊNCIAS
P-01 AUTO ABANDONADO
P-02 ACIDENTE DE TRÂNSITO COM VÍTIMA
P-03 ACIDENTE DE TRÂNSITO SEM VÍTIMA
P-04 ATROPELAMENTO
P-05 ACID DE TRÂNS C/ VÍTIMA C/ PROD PERIGOSO
P-06 ACID DE TRÂNS S/ VÍTIMA C/ PROD PERIGOSO
P-07 ACID DE TRÂNS C /VÍTIMA PRESA FERRAGEM
P-08 DIREÇÃO DE VEÍCULOS S/ HABILITAÇÃO
P-09 DIREÇÃO PERIGOSA DE VEÍCULO
P-10 RECOLHIMENTO DE VEÍCULO
P-11 CONGESTIONAMENTO
P-12 INFRAÇÃO DE TRÂNSITO
P-13 ESCOLTA
P-14 INTERDIÇÃO DE VIA PÚBLICA
P-15 ACIDENTE COM ANIMAL
P-16 INFRAÇÃO DE TRANSPORTE
P-17 SOCORRO MECÃNICO
P-18 GUINCHAMENTO
P-19 REBOQUE
P-20 ACIDENTE DE VIATURA
P-99 OUTRAS OCORRÊNCIAS DE TRÂNSITO
BIBLIOGRAFIA:

 Código de Trânsito Brasileiro


 Resolução do CONTRAN
 Portarias do DENATRAN
 Portarias do DETRAN
 Deliberações do CETRAN
 Lei Federal Nº 5.970/1973 Nº 174/1974
 Manual de preenchimento de AIIP – CET

3º Sgt PM SILLOS
Prontidão Amarela
PB Vila Mariana - SP.