2 CORÍNTIOS

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Introdução
Capítulo 1 Capítulo 5 Capítulo 9 Capítulo 13
Capítulo 2 Capítulo 6 Capítulo 10
Capítulo 3 Capítulo 7 Capítulo 11
Capítulo 4 Capítulo 8 Capítulo 12

Introdução
Provavelmente a Segunda Epístola aos Coríntios foi escrita cerca de
um ano depois da Primeira. Seu conteúdo está intimamente relacionado
com o da primeira epístola. Aqui comenta-se particularmente a maneira
como foi recebida a carta que Paulo escrevera anteriormente; esta foi tal
que encheu o seu coração de gratidão a Deus, que o capacitou para
desempenhar tão plenamente o seu dever para com eles.
Muitos mostraram sinais de arrependimento e correção em sua
conduta, mas outros ainda seguiam aos seus falsos mestres; e como o
apóstolo postergava a sua visita, por não desejar tratá-los com
severidade, o acusaram de leviandade e mudança de conduta, de orgulho,
vangloria e severidade, e falavam dele com desprezo. Nesta epístola
encontramos o mesmo afeto ardente de Paulo pelos discípulos de
Corinto, que foi expresso na epístola anterior; o mesmo zelo pela honra
do Evangelho e a mesma ousadia para a repreensão cristã. Os primeiros
seis capítulos são principalmente práticos; o restante se refere mais ao
estado da igreja de Corinto, mas contém muitas regras de aplicação
geral.

2 Coríntios 1
Versículos 1-11: O apóstolo louva a Deus pelo consolo nas aflições
e pela libertação delas; 12-14: Declara a sua própria integridade e a de
seus companheiros de labor; 15-24: Dá razões de não ir ter com eles.

2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 2
Vv. 1-11. Somos exortados a irmos diretamente ao trono da graça
para obter misericórdia e achar graça para o oportuno socorro em tempos
de necessidades. O Senhor é capaz de dar paz à consciência conturbada e
de acalmar as paixões que clamam na alma. Estas bênçãos são dadas por
Ele como Pai de sua família redimida. Nosso Salvador foi quem disse:
"Não se turbe o vosso coração". Toda consolação vem de Deus, e nossas
consolações mais doces estão nEle. Dá paz às almas, outorgando
remissão gratuita de pecados, e as consola pela influência vivificante do
Espírito Santo, e pelas ricas misericórdias de sua graça.
Ele é capaz de curar o coração ferido, de curar as feridas mais
dolorosas e de dar esperança e gozo nas maiores aflições. Os favores que
Deus nos outorga não são somente para nos alegrar, mas também para
que possamos ser úteis ao próximo. Ele envia consolos suficientes para
sustentar aqueles que simplesmente confiam nEle e o servem. Se
fôssemos tão abatidos a ponto de perdermos a esperança de viver, ainda
assim poderíamos confiar em Deus para o tempo presente e vindouro.
O nosso dever não é somente ajudarmo-nos uns aos outros com
oração, mas em louvor e em ação de graças, e por ela dar a adequada
retribuição pelos benefícios recebidos. Desta maneira, as provas e as
misericórdias terminarão bem para nós e para o próximo.
Vv. 12-14. Mesmo como pecador; o apóstolo somente podia
regozijar-se e gloriar-se em Cristo Jesus; como crente podia regozijar-se
e gloriar-se em ser realmente aquilo que professava. A consciência
testifica acerca do curso e do teor que fazem parte da vida. Por isto
podemos nos julgar, e não por este ou aquele ato isolado. Nossa
conversação será bem ordenada, se vivermos e atuarmos sob o princípio
da graça no coração. Tendo isto, podemos deixar o nosso caráter nas
mãos do Senhor, mas usando os meios apropriados para demonstrá-lo,
quando o mérito do Evangelho ou nossa utilidade assim o exigir.
Vv. 15-24. O apóstolo se defende da acusação de leviandade e
inconstância por não ir a Corinto. Os homens bons devem ter o cuidado
de manter a sua reputação de sinceridade e constância; eles não devem

o fato de serem dadas por meio de Cristo nos assegura que são suas promessas. ou levar ao desespero. asseguram contra o engano em um assunto tão importante. a menos que haja razões que o justifiquem. 5-11: Instruções sobre a restauração do ofensor arrependido. 12-17: Um relato de seus labores e êxitos na difusão do Evangelho de Cristo. na ressurreição e na ascensão de seu Filho confirmam a fé. 2 Coríntios 2 Versículos 1-4: As razões do apóstolo para não ir a Corinto. Os temperamentos santos e os frutos da graça que ajudam a fé. sempre causaremos dores sem querer.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 3 resolver. O despertar do Espírito é o começo da vida eterna. mesmo quando for assim requerido pelo dever. e o nosso consolo e gozo devem fluir da fé. Vv. Deste . Nem a tristeza pelo pecado deve impedir outros deveres. O apóstolo desejava ter uma alegre reunião com eles. E eles não mudarão. Vv. senão baseados na reflexão cuidadosa. e que eles se alegrariam em eliminar tudo o que causasse inquietude a ele. pois esta tinha consciência de sua falta e estava muito aflita pelo castigo. O Espírito Santo firma os cristãos na fé do Evangelho. 5-11. tentando o penitente a pensar mal acerca de Deus e da religião. O apóstolo desejava que eles recebessem novamente em sua comunhão a pessoa que havia cometido um mal. 1-4. Nada pode tornar as promessas de Deus mais certas. transmitindo uma imagem mim dos cristãos por não perdoarem. Havia também o perigo de Satanás tirar vantagem. os consolos do Espírito são primícias do gozo eterno. Assim como as maravilhas que Deus realizou na vida. e assim levá-lo ao desespero e pensar contra as igrejas e os ministros de Cristo. e lhes escrevera confiando que fariam tudo que fosse possível para o seu benefício e consolo. O apóstolo desejava poupar-se da culpa que temia ser inevitável. Nossa força e habilidade se devem à fé. se tivesse ido a Corinto antes de saber que efeito a sua carta anterior havia produzido.

Até a aparência de elogiar-se a si mesmo e de buscar o aplauso humano traz resultados dolorosos para a mente espiritual e humilde. usavam-se muitos perfumes e odores agradáveis. 12-18: A pregação do apóstolo era adequada à excelência e evidência do Evangelho por meio do poder do Espírito Santo. 12-17. quando estavam mortos em delitos e pecados. e não temos força alguma em nós mesmos. enquanto o êxito do Evangelho é uma boa razão para o gozo e o júbilo cristão. a menos que seja feito com sinceridade. o que fazemos na religião. 1-11. Estes o rejeitam para a sua própria fruto. submetidos ao ensino do Espírito Santo para falar em Cristo e de Cristo com sinceridade. e busquemos o testemunho de nossa consciência. Nisto. 2 Coríntios 3 Versículos 1-11: A preferência do Evangelho em relação à lei dada por Moisés. não vem dEle e não chegará a Ele. ou mais digno de . Observe as impressões surpreendentes que este assunto causou ao apóstolo e que deveria causar também em cada um de nós. difundido em todos os lugares.Jesus. o Evangelho é um cheiro de vida para a vida: como os vivificou ao princípio. era um odor agradável. a sabedoria deve ser usada para que o ministério não seja culpado por permitir. não é de Deus. como ungüento derramado. Porém. A obra é grande. o nome e a salvação de. Para outros. Vv. como diante de Deus. Os triunfos do crente são todos em Cristo. e por outro. Nada é mais excelente para os ministros fiéis. por um lado o pecado. como também em outras coisas. Por ocasião dos triunfos antigos. a exagerada severidade contra os pecadores. Vigiemos cuidadosamente neste aspecto. Vv. Para alguns o Evangelho é cheiro de morte para a morte. A Ele seja o louvor e a glória por todos. Desta maneira. assim lhes dá mais vida e levá-os à vida eterna.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 4 modo causaria divisões e impediria o progresso do ministério. toda a nossa suficiência vem de Deus. Satanás tem muitos planos para enganar e sabe usar os nossos erros para o mal.

são verdades estipuladas tão claramente quanto possível. porém. e toda a glória pertence somente a Ele. Não foi escrita em tábuas de pedras. Porém. que eclipsa a glória da dispensação da lei. e se nos apoiamos somente na letra do Evangelho não seremos melhores por agir assim. os grandes preceitos do Evangelho: crer. que o êxito de seu ministério demonstrado no espírito e nas vidas daqueles entre quem trabalha. porém. Lembre-se de que toda a nossa dependência é do Senhor. amar e obedecer. e os incrédulos não viram nada além da instituição externa. e sem a dependência do Espírito Santo para dar poder vivificador. Toda a doutrina de Cristo crucificado é exposta de maneira tão simples quanto a linguagem humana possa fazê-lo. Porém. O Evangelho excede tanto a lei em glória.26). A lei de Cristo foi escrita em seus corações. 12-18. nos mostra Deus sobre nós. . porém. e isto nos mostra que o justo viverá pela fé. o Espírito Santo dá vida espiritual e eterna. É dever dos ministros do Evangelho usar grande simplicidade ou clareza para falar. NEle a justiça de Deus é revelada por fé. e um Deus contra nós. o Evangelho deu a conhecer a graça e ao Emanuel de Deus por nós. A letra mata: a letra da lei é a ministração da morte. Os crentes do Antigo Testamento tiveram somente visões nebulosas e passageiras do glorioso Salvador. mas sobre as tábuas de carne do coração - não carnais. A lei deu a conhecer o pecado. e o amor de Cristo foi derramado neles amplamente. como a lei de Deus dada a Moisés. Vv. a ira e a maldição de Deus. de vida. a do Novo Testamento.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 5 elogio para eles. porque a carnalidade denota sensualidade (Ez 36. Atribui toda a glória a Deus. Isto mostra a graça e a misericórdia de Deus por meio de Jesus Cristo para se obter o perdão dos pecados e a vida eterna. até o Novo Testamento será uma letra que mata se for mostrado somente como um sistema ou forma. A dispensação do Antigo Testamento era a ministração de morte. Os seus corações foram humilhados e abrandados para receber esta impressão pelo poder regenerador do Espírito Santo.

assim também brilham os rostos dos cristãos. mas foi ricamente sustentado. Os maiores e melhores homens desmaiarão se não receberem a misericórdia de Deus. 2 Coríntios 4 Versículos 1-7: Os apóstolos trabalharam com muita diligência. que nos leva a procurar ser como o caráter e a tendência do glorioso Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 8-12: Seus sofrimentos pelo Evangelho foram grandes. Não agiram de modo a fazer com que o seu ministério fosse útil apenas para algumas pessoas. mas o desígnio do Diabo é manter os homens na ignorância. Os apóstolos não tinham intenções más e baixas. porque o coração é colocado em liberdade para correr pelos caminhos dos mandamentos de Deus. Quando uma pessoa se converte a Deus. quando não pode manter a luz do Evangelho de Cristo fora do mundo. Este véu foi tirado pelas doutrinas da Bíblia acerca de Cristo. 1-7. Eles têm luz. não poupa esforços para manter os homens fora do Evangelho ou colocá-los contra ele. e a união com Ele. por seu Evangelho. A sinceridade ou a retidão guardará a opinião favorável dos homens sábios e bons. Não devemos descansar sem conhecer o poder transformador do Evangelho. então o véu da ignorância é tirado. Cristo. levantado e levado adiante até agora. Contemplemos a Cristo como no cristal de sua Palavra. Os cristãos devem apreciar e realçar estes privilégios. Vv.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 6 Os que viveram sob a lei tinham um véu sobre os seus corações. 13-18: As perspectivas da glória eterna impedem que os crentes desfaleçam sob as aflições. para que nos ajude até o fim. sinceridade e fidelidade. faz uma revelação gloriosa à mente dos homens. . Podemos confiar nessa misericórdia que nos tem socorrido. disfarçadas sob pretextos superficiais de justiça e bondade. e com o rosto descoberto contemplam a glória do Senhor. A condição daqueles que desfrutam e crêem no Evangelho é feliz. pela obra do Espírito. e como o reflexo de um espelho que faz com que o rosto brilhe.

A esperança desta ressurreição nos animará no dia do sofrimento e nos colocará acima do temor da morte. Além disto. os seus sofrimentos foram para o benefício da Igreja e para a glória de Deus. Deus poderia ter enviado os anjos para dar a conhecer a gloriosa doutrina do Evangelho. O tesouro de luz e graça do Evangelho está posto em vasos de barro. Os crentes podem até ser abandonados por seus amigos. que salva completamente a todos os que vão a Deus por seu intermédio. Os apóstolos sofreram enormemente. Comparados com eles. É agradável contemplar o sol no firmamento. mas encontraram um maravilhoso sustento. O apóstolo fala de seus sofrimentos como a contrapartida dos sofrimentos de Cristo. não somos destruídos.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 7 A rejeição do Evangelho aqui é atribuída à cegueira voluntária e à maldade do coração humano. os demais cristãos estiveram em circunstâncias prósperas naquele tempo. Como foi a luz no princípio da criação. Os ministros do Evangelho estão submetidos às mesmas paixões e fraquezas que os demais homens. é mais agradável e proveitoso que o Evangelho brilhe no coração. Os sofrimentos dos ministros de Cristo. O eu não era o tema nem a finalidade da pregação dos apóstolos. A graça da fé é um remédio eficaz contra o desalento em tempos de provas. e serem perseguidos pelos inimigos. 8-12. a luz do Espírito é a sua primeira obra na alma. devem evitar tornarem-se servos dos humores ou luxúrias dos homens. Vv. Vv. e por meio dEle. ou poderia ter enviado os filhos dos homens mais admirados para ensinar as nações. assim também na nova criação. o Salvador e Libertador. e na bendita mudança realizada pelo ministério deles. eles pregavam a Cristo como Jesus. mas escolheu vasos mais humildes e mais fracos para que o seu poder seja altamente glorificado ao sustentá- los. Eles sabiam que Cristo ressuscitara e que a sua ressurreição era sinal e garantia da deles. Os ministros são servos das almas dos homens. 13-18. sua . porém. mas seu Deus nunca os deixará nem desamparará. para que as pessoas possam ver o poder da ressurreição de Cristo e da graça no Jesus vivo. Mesmo que haja temores internos e lutas externas.

cujo arquiteto e construtor é Ele mesmo. da reconciliação com Deus por meio de Cristo. que se apodrecem e deterioram. Vv. há muitas moradas. as pobres cabanas de barro em que agora as nossas almas moram. não olhemos para as coisas visíveis. e devido às muitas corrupções remanescentes que rugem dentro deles. por isso. longas e contínuas. não como tabernáculos terrestres. doloroso e tedioso. são para o bem da Igreja e para a glória de Deus. as coisas visíveis são temporais ou só passageiras. do céu como habitação. se o apóstolo pôde chamar de leves e momentâneas as suas provas pesadas. O peso de todas as aflições temporais era leve em si. 2 Coríntios 5 Versículos 1-8: A esperança e o desejo do apóstolo pela glória celestial. 16-21: A necessidade da regeneração. O corpo de carne é uma carga pesada. pela graça. a fé o sente leve. um esconderijo. um lugar de repouso. Então. Na casa de nosso Pai. cujos alicerces estão no pó. Há coisas invisíveis e coisas que se vêem. breve e momentaneamente. A razão de sentir zelo pelos coríntios. como também as calamidades da vida. mas tem também boa esperança. A perspectiva da vida e da felicidade eternas eram a fortaleza e o consolo deles. O crente não apenas está bem seguro pela fé de que há outra vida feliz depois desta. Aquilo que os sentidos estavam dispostos a considerar como pesado e duradouro. sejamos diligentes em tornar segura a nossa felicidade futura. os crentes gemem carregados com um corpo de pecado. enquanto a glória vindoura era uma essência de peso e duração acima de toda descrição. deixemos de procurar os benefícios terrenos ou de temer os transtornos presentes. quão triviais são as nossas dificuldades! A fé nos capacita para efetuar o reto juízo das coisas. 9-15: Isto estimulava a diligência. e entre elas há esta vasta diferença: as coisas invisíveis são eternas. A felicidade do estado futuro é o que Deus tem preparado para aqueles que o amam: habitações eternas.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 8 pregação e conversação. 1-8. A .

as almas fiéis serão vestidas com vestes de louvor. escravos do pecado. se comparada com estar ausentes do Senhor! Vv. pois até que vivamos por vista. aquele que é chamado de "O terror do Senhor". Estando unidos ao corpo e ao Senhor. 9-15. mais poderosamente clama o Senhor por ter a alma do crente intimamente unida a Ele! Tu és uma das almas que Eu tenho amado e escolhido. porém. O amor de Cristo por nós terá um efeito similar em nós. um dos que me têm sido dados. Não devemos fazer de nós mesmos a finalidade de nossa vida e ações. As graças e as consolações presentes do Espírito são primícias da graça e do consolo eterno. Todos devem considerar o juízo vindouro. Porém. Mesmo que Deus esteja aqui conosco por seu Espírito. e onde Jesus dá a conhecer a sua gloriosa presença. e para agirem como seus discípulos. Quantos mostram a nulidade da fé e do amor que professam vivendo para si mesmos e para o mundo! . e a vista é para o outro mundo.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 9 morte nos despirá da veste de carne e de todas as bênçãos da vida. A fé é para este mundo. Isto mostra claramente a felicidade que as almas dos crentes desfrutarão quando se ausentarem do corpo. sabendo quão terrível é a vingança que o Senhor executará nos praticantes de iniqüidade. É o nosso dever. cada um reclama uma parte de nós. O apóstolo anima-se a si mesmo e aos demais a cumprirem o seu dever. As esperanças bem fundamentadas do céu não vivificarão a preguiça nem a confiança pecaminosa. A vida do cristão deve ser dedicada a Cristo. Seu zelo e diligência eram para a glória de Deus e para o bem da Igreja. se Cristo não tivesse morrido. com mantos de justiça e glória. mortos e destruídos. mas a Cristo. sem poder para libertarem-se e continuariam assim miseráveis para sempre. O que é a morte como objeto de temor. se for devidamente considerado e retamente julgado. ainda não estamos com Ele como esperamos estar. e em suas ordenanças. o apóstolo e seus irmãos usam todo argumento e persuasão para levar os homens a crerem no Senhor Jesus. Todos estavam perdidos e excluídos. e acabará com todos os nossos problemas terrenos. e será a nossa preocupação andar por fé.

e como podemos nos interessar por ela. Ainda que não possa perder pela guerra. Foi feito pecado. É criatura de Deus. mostrando que a paz havia sido feita pela cruz. O homem que antes não via beleza no Salvador para que pudesse desejá-lo. 11-18: Por amor a eles – E por uma séria preocupação. O objetivo e a intenção de tudo isto era que pudéssemos ser feitos justiça de Deus nEle. com novas finalidades e com companhias novas. tem o seu caráter e conduta transformados.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 10 Vv. O crente é criado de novo. criado em Cristo Jesus para boas obras. seu coração não somente é endereçado. juntamente com outros. As Escrituras. Nosso Deus ofendido nos tem reconciliado consigo por Jesus Cristo. foram escritas pela inspiração de Deus. Porém. e justificados gratuitamente pela graça de Deus. ainda assim Deus roga aos pecadores que lancem de lado a sua inimizade e aceitem a salvação que Ele oferece. mas não pecador. recebe um novo coração. uma oferta pelo pecado. mostram-se como ministros fiéis de Cristo através de suas vidas e condutas irrepreensíveis. e Deus está justamente ofendido com ele. por meio da redenção que está em Cristo Jesus. O homem renovado age sobre a base de novos princípios. nem ganhar pela paz. por regras novas. Ainda que seja o mesmo como homem. um sacrifício pelo pecado. que eles não tenham comunhão com incrédulos e idólatras. para que fôssemos feitos a justiça de Deus nEle? 2 Coríntios 6 Versículos 1-10: O apóstolo. Estas palavras devem significar mais que uma reforma superficial. trabalhar ou sofrer demasiadamente por aquEle que deu o seu Filho amado para que fosse sacrifício pelos nossos pecados. que são a Palavra de reconciliação. O coração daquele que não está regenerado. Cristo não conheceu pecado. agora ama-o acima de todas as coisas. Pode alguém perder. está cheio de inimizade contra Deus. 16-21. pode haver reconciliação. .

2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 11 Vv. Aqueles que carregam a cruz de estar unidos desigualmente. Os verdadeiros pastores advertirão os seus amados filhos no Evangelho. O Evangelho melhora a condição do homem mais miserável. o oferecimento do Evangelho é a oferta da salvação. A vida do cristão é feita de tais diferenças. A palavra incrédulo é aplicável a todos os que não possuem a fé verdadeira. Eles economizam e ganham pela religião. então. e com o devido caráter e conduta. quando comparados com o estado pecador e dissipado que tinham antes que recebessem o Evangelho. podem esperar . devemos ter cuidado para apresentarmo-nos diante de Deus aprovados em todos os aspectos. quando é pregado fielmente e recebido por completo. Hoje desfrutamos um dia de graça. Os ministros do Evangelho devem considerar-se como servos de Deus. O dia do Evangelho é um dia de salvação. suportar a boa opinião dos homens sem se ensoberbecerem. nem onde estaremos. e a época presente é o tempo apropriado para aceitar tais ofertas. 1-10. a não se unirem em jugo desigual. As fatais conseqüências de se rejeitar os preceitos das Escrituras acerca do casamento são claramente mostradas. Vv. Eles não têm nada em si mesmos. e empregam o tempo com diligência em propósitos úteis. mas possuem todas as coisas em Cristo. e deste modo são enriquecidos para o mundo vindouro e para este. Eles economizam o que antes gastavam imprudentemente. a união traz um ardil. O Evangelho é uma palavra de graça que soa em nossos ouvidos. O apóstolo agiu assim por muita paciência nas aflições. Os crentes deste mundo necessitam da graça de Deus para armarem-se contra as tentações. e sofrer com paciência as censuras. Não é bom que os crentes se unam com homens maus e profanos. sem que isto seja por uma falta voluntária. e através de tal variedade de condições e informações é o nosso caminho ao céu. sejamos cuidadosos para não rejeitá-lo. e em tudo agir de forma conveniente a este caráter. Ao invés de uma ajuda idônea. O amanhã não nos pertence: não sabemos o que acontecerá amanhã. atuando sobre a base de bons princípios. o meio de graça é o meio de salvação. 11-18.

quem pode expressar a dignidade e a felicidade de ser filhos e filhas do Todo-Poderoso? 2 Coríntios 7 Versículos 1-4: Uma exortação à santidade . e perfeitos como nosso Pai celestial. e mesmo que os ministros não devam adular a ninguém. Se considerarmos os ministros do Evangelho como desprezíveis.em esperar muitas angústias.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 12 consolo sob ela. Se é um privilégio invejado ser filho ou filha de um príncipe terreno. Mesmo que não possamos evitar por completo ver e ouvir. contudo devem ser amáveis com todos. quando podem exortar as pessoas com a segurança de não haver corrompido nenhum homem com falsas doutrinas nem discursos enganosos. A cautela também é estendida à convivência comum. se esperamos em Deus como nosso Pai. de. devemos nos limpar de toda a imundícia da carne e do espírito. O apóstolo se regozijava pelo consolo que eles e Tito tiveram juntos. Os ministros podem buscar estima e favor. e apartai-vos de seus prazeres e obras vãs e pecaminosas. mas a santidade deve ser o objetivo de nossas orações constantes. não obstante nunca devemos escolhê-los como amigos. Vv. Saí do meio dos praticantes de iniqüidade. de toda a conformidade às corrupções deste mundo.toda a igreja é chamada a ter amor pelo apóstolo. Não devemos nos corromper unindo-nos com aqueles que contaminam a si mesmos com o pecado. As promessas de Deus são razões fortes para que busquemos a santidade. mas quando os crentes estabelecem estas uniões contrárias às expressas advertências da Palavra de Deus. 5-11: O apóstolo se regozijava por eles se entristecerem para arrependimento. 1-4. devemos procurar ser santos como Ele é Santo. Somente a sua graça pelo poder do seu Espírito Santo pode purificar. e estar com os tais. Não devemos ter amizade nem familiaridade com homens maus e incrédulos. correremos o risco de desprezar também o próprio Evangelho. 12-16. de não .

Devemos olhar para Deus. Há uma grande diferença entre esta boa tristeza e a tristeza do mundo. por meio do respeito e da obediência. Este arrependimento está relacionado com a fé salvadora em Cristo e com um interesse em sua expiação. disposto a mortificar todo o pecado e a caminhar em novidade de vida. Se mencionam os felizes frutos do arrependimento verdadeiro. porque Ele é o Autor de todo consolo e bem que desfrutamos. com o tentador e seus instrumentos. Produz zelo pelo dever e contra o pecado. Onde o coração é transformado. consigo mesmo. constituem o arrependimento para a salvação. e para a obra do Espírito de Deus. o ódio por todo pecado com fé em Cristo. 12-16. O pastor deve dar uma resposta adequada por meio do . Produz desejo de reconciliação com Deus. Produz vingança contra o pecado e contra a própria vida néscia deles. e pôde declarar com gozo a confiança que tinha neles para o tempo vindouro. Foi o amor por eles que fez o apóstolo falar tão livremente. mediante esforços por satisfazer os danos ocasionados. que é para a glória de Deus. Observe aqui os deveres do pastor e de seu rebanho. a vida e as ações serão mudadas. 5-11. A tristeza segundo a vontade de Deus. estes devem aliviar os problemas do ofício pastoral. e resistência da parte destes. Porém. nem procurado promover os seus próprios interesses em detrimento de alguém. O apóstolo não se decepcionou por eles no que disse a Tito. Havia muitas lutas externas ou contínuas contendas com judeus e gentios. Que o Senhor o conceda a cada um de nós. Produz temor para vigiar e um cauto temor do pecado. Vv. Deus consola aqueles que estão abatidos. em todas as partes e em todas as ocasiões. e grande preocupação por aqueles que haviam abraçado a fé cristã. submisso. torna o coração humilde. contrito. e gloriar-se por eles. acima e além de todos os meios e instrumentos. A profunda humildade diante de Deus. Vv. o novo coração e a vida nova.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 13 haver defraudado a ninguém. e produzirá indignação com o pecado. e havia temores internos.

rogaram-lhe que recebesse a dádiva que lhe enviaram. gozo e ternura. 10-15: Pela vontade que haviam mostrado para esta boa obra. ou feito por nós. O apóstolo deseja-lhes que. assim como no saber e no falar bem. O gozo espiritual abundante alarga os corações dos homens no trabalho e na obra de amor. Atribuindo à graça de Deus todas as obras realmente boas. 16-24: Recomenda-lhes a Tito. nem será para nosso benefício.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 14 cuidado para com o seu rebanho. não só damos a glória a quem esta é devida. Que diferente é isto da conduta daqueles que não se unirão a nenhuma boa obra a menos que lhes seja exigido! Vv. Os grandes faladores nem sempre são os melhores realizadores. e sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11. a todas estas coisas boas também agreguem esta graça: abundar em caridade para com os pobres.6). Ainda rico. mas também mostramos aos homens onde está sua força. Os melhores argumentos dos deveres cristãos são extraídos da graça e do amor de Cristo. 7-9: Faz esta obra pelas doações deles e pelo amor e a graça de Cristo. porém. sendo Deus. a menos que demo-nos a nós mesmos ao Senhor. abundarão também em outras graças e boas obras. os coríntios foram diligentes no fazer. Tudo o que dermos para fins de caridade não serão aceitos por Deus. Grande graça e favor de Deus é sermos úteis para o próximo e para o progresso de qualquer boa obra. Paulo elogia a caridade dos macedônios. 7-9. O apóstolo recorda-lhes a oferta para os santos pobres. significa somente dar-lhe o que é seu. Longe de necessitar que Paulo os exortasse. de modo que aqueles que abundam em fé. em todos os momentos. A graça de Deus deve ser reconhecida como raiz e fonte de todo bem em nós. Vv. Isto será realizado e notado pelo amor. A fé é a raiz. Seja o que for que utilizemos ou disponhamos para Deus. 2 Coríntios 8 Versículos 1-6. 1-6. com sua preocupação e apreço por eles com testemunhos de satisfação. igual ao Pai em poder e .

A vontade de Deus é que haja uma certa medida de igualdade por meio de nossa provisão mútua. Todos devem considerar que é de sua responsabilidade aliviar os desprovidos. É bom começar bem. Ao final. É dever de todos os cristãos agirem com prudência para evitar. conforme a sua habilidade a fazê-lo. Bendito Senhor. A providência dá mais das coisas boas deste mundo a uns do que a outros. não somente se fez homem por nós. e aqueles que têm pouco neste mundo raras vezes encontram-se totalmente desprovidos destas coisas. como se esvaziasse a si mesmo para resgatar as nossas almas por seu sacrifício na cruz. 16-24. Isto é mostrado no recolher e na entrega do maná no deserto (Êx 16. porque nesse caso. Quando os homens se propõem a fazer o que é bom. ou que os bons propósitos e a confissão de uma mente disposta são suficientes para salvar. e o faremos diante dos homens também. no que pudermos. Vv. toda suspeita injusta. a que pobreza! E a que riquezas nos elevaste por meio de tua pobreza! Nossa alegria é estar totalmente às tuas ordens. Eles deram glória a Cristo como instrumentos e obtiveram honra de Cristo por . 10-15. e com quanta certeza se poderia confiar neles. para que se soubesse quem eram. O apóstolo elogia aos irmãos que foram enviados para reunir a oferta de amor deles. é necessário agir corretamente diante de Deus. despojou-se. agradáveis de se ver e dão esperança de bom fruto.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 15 glória. Aqueles que têm mais neste mundo não têm mais do que alimento e vestido. esta Escritura não justifica o pensamento de que basta ter boas intenções. Em primeiro lugar. Os bons propósitos são como os brotos e os botões de flores. mas é melhor perseverar para colhermos benefícios. O caráter puro e a consciência limpa são requisitos para sermos úteis. porém. Deus não os rejeitará pelo que não podem fazer. e se esforçam. se perdem e nada significam sem boas obras. a caridade não poderia ser exercida. Contudo. Vv.18). mas também se fez pobre. de que riquezas te rebaixaste por nós. para que aqueles que têm abundância possam suprir as necessidades do próximo. não que haja uma igualdade tal que destrua aquilo que alguém possui.

e semearíamos mais com a esperança de um crescimento abundante. devem ser feitas de maneira reflexiva e intencional. 1-5. pode dar um grande crescimento às boas coisas espirituais e às . seja menos. seja mais. O dever de ministrar aos santos é tão claro. Vv. A boa opinião que o próximo tem a nosso respeito deveria ser um argumento para fazermos o bem. outros retém mais do que se pode ver. contudo. e sobre a daqueles a quem vamos socorrer. Um homem pode perder fazendo aquilo de que Deus se agrada? Ele pode fazer que toda a graça abunde para conosco e que abunde em nós. seu Salvador. não com repugnância. 2 Coríntios 9 Versículos 1-5: A razão de enviar a Tito para buscar as ofertas. devemos agir de modo prudente e terno com eles. Quando desejamos que os demais façam o bem. é semente semeada da qual pode-se esperar um valioso acréscimo. e isso leva-os à pobreza. Os cristãos devem considerar aquilo que é para o prestígio da fé que professam. o amor próprio contende com tanto poder contra o amor de Cristo que costuma ser necessário estimular as suas mentes por meio de lembranças. e dar-lhes tempo. mas quando é dado sobre a base dos princípios apropriados. e deiTem se esforçar para em todas as coisas adornarem a doutrina de Deus. Deve-se dar com cuidado. Vv. Se tivéssemos mais fé e amor. O dinheiro doado por caridade pode parecer atirado ao lixo para a mente carnal. e por serem empregados em seu serviço. As obras de caridade. 6- 15: Os coríntios devem ser generosos e alegres – O apóstolo agradece a Deus por seu amor inefável. que pode parecer desnecessário exortar os cristãos a este respeito. 6-15.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 16 serem contados como fiéis. mas com alegria. A ajuda deve ser dada com generosidade. orientará as nossas dádivas a serviço da caridade. Enquanto alguns distribuem aquilo que possuem e ainda assim crescem. gastaríamos menos conosco mesmos. como todas as demais boas obras. A devida reflexão sobre nossas circunstâncias.

ele pensava e falava humildemente de si mesmo. contra os inimigos espirituais e com objetivos espirituais. pela qual capacita e inclina a alguns de seu povo a dar aos demais. O poder exterior não é o método do Evangelho. por meio do qual estas e todas as outras coisas que pertencem à vida e à piedade. e a outros a serem agradecidos por isto. 12-18: Busca a glória de Deus e ser aprovado por Ele. considerando que é mais bem- aventurado dar do que receber. Bendito seja Deus pelo inefável dom de sua graça. 1-6. mas as persuasões sólidas. Deus não somente nos dá o bastante para nós mesmos. medida ou limite. Que oposição é feita contra o Evangelho por parte dos poderes do pecado e de Satanás . sem nos cansarmos de fazer o bem. ainda que os homens nos censurem. Devemos estar conscientes de nossos males e pensar humildemente a nosso respeito. Enquanto outros desprezavam o apóstolo e falavam dele com escárnio. Proponhamo-nos a imitar o exemplo de Cristo. e as pessoas devem ser convencidas sobre Deus e seu dever. a evidência da verdade é convincente. A obra do ministério é uma guerra espiritual. Vv. o dom de valor inestimável de seu amor. e isto deve ser como semente para semear. além de toda a expressão. Devemos mostrar a realidade de nossa sujeição ao Evangelho pelas obras de caridade. mas nos dá algo mais para que com isto possamos suprir as necessidades do próximo. Isto será para mérito de nossa confissão e para o louvor e a glória de Deus. 2 Coríntios 10 Versículos 1-6: O apóstolo estabelece a sua autoridade com mansidão e humildade.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 17 temporais. sem serem forçadas. as armas de nossa milícia são muito poderosas. A consciência é responsável por prestar contas somente a Deus. 7-11: Argumenta com os coríntios. e bendito seja seu glorioso nome por Jesus Cristo. pelo poder da verdade e a mansidão da sabedoria. Pode fazer com que tenhamos o suficiente em todas as coisas e nos contentar com o que temos. nos são dadas gratuitamente. Deste modo.

porém. tem sido sempre fatal para idolatria. 2 Coríntios 11 Versículos 1-4: O apóstolo dá suas razões para falar recomendando-se a si mesmo. pertença a Cristo. como se a falta de algumas coisas demonstrasse que algum homem não é um cristão verdadeiro. 5-15: Mostra que tem pregado gratuitamente o Evangelho.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 18 nos corações dos homens! Porém. 16-21: Explica o que ia acrescentar em defesa de seu caráter. A pregação da cruz feita por homens de fé e oração. a impiedade e a maldade. O apóstolo estabelece para si uma boa regra de conduta. perigos e libertações. Não há fonte de erro mais frutífera que julgar as pessoas e as opiniões por nossos próprios pré- julgamentos. Paulo era vil e desprezível aos olhos de alguns. 12-18. devemos nos esforçar para ser aprovados por Deus. Vv. ou como meios de fomentar a sua glória. em nossa salvação e em todas as demais coisas somente como provas de seu amor. desejemos somente a honra que procede de Deus. Gloriemo-nos no Senhor. Não devemos pensar que ninguém. Quão comum é que as pessoas julguem seu próprio caráter religioso pelas opiniões e os conceitos do mundo que as rodeia! Porém. Vv. a saber. serão poderosos por meio de Deus. Ao invés de louvarmos a nós mesmos. não se ensoberbecer de coisas além do que foram estabelecidas por Deus em relação a ele. por mais frágeis que possam parecer a alguns. ou um ministro fiel e capaz do humilde Salvador. ao invés de louvarmos a nós mesmos. sofrimentos. Portanto. se nos comparássemos com aqueles que nos superam. ou de buscar louvor por parte dos homens. Não julguemos as coisas por sua aparência exterior. Os meios designados. 7-11. preocupações. nos manteríamos humildes. observe a vitória que a Palavra de Deus obtém. quanto à sua aparência exterior. . esta era uma regra falsa para julgar. exceto nós mesmos. o pior é o afago a si mesmo. quão diferente é a regra da Palavra de Deus! De todo afago. 22-33: Presta contas de seus trabalhos.

O apóstolo desejava resguardar os coríntios de serem corrompidos por falsos apóstolos. Satanás tenta estabelecer as boas obras em oposição à expiação de Cristo e à salvação por fé e graça. os afastavam daqueles que foram o meio de sua conversão. em nós e por nós. que foi o primeiro a ensinar-lhes a fé? Eles não deveriam dar ouvidos a homens que. por que. Satanás permitirá que os seus ministros preguem a lei ou o Evangelho separadamente. para desprestigiar o Evangelho corri maus temperamentos e vidas ímpias. Vv. 1-4. Vv. porém. Nos assombra ver como tais homens levam os seus seguidores à escravidão. nos dirigir a fazer as coisas que podemos fazer licitamente. e para que outros que se opunham a ele em Corinto não pudessem tirar vantagem contra ele a este respeito. a prudência deve. O apóstolo. devido às invenções de um adversário. Porém. Como há tentações a uma má conduta. É dever e prática dos cristãos humilharem-se e obedecerem o mandamento e exemplo do Senhor. 16-21. do que ser admirado por milhares de pessoas e encher-se de orgulho.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 19 Vv. é a prova contra todo falso sistema. Aqui sem dúvida é feita uma referência aos atos nos quais o caráter dos falsos apóstolos são mostrados. não queria dar lugar para que ninguém o acusasse de intenções mundanas. 5-15. a obra destes terminará em ruína. um Espírito e um Evangelho que deve ser pregado e recebido por eles. mas andando franca e coerentemente com o Evangelho. e como os despojam e insultam. ao pregar o Evangelho. É muito melhor falar com clareza. assim se corre o risco igual por outro lado. e na participação de seu Espírito. sem causa. alguém deveria formar pré-julgamentos contra ele. e que manda nos corações dos filhos da desobediência. mas a lei estabelecida por fé na justiça e na expiação de Cristo. Podemos esperar hipocrisia especialmente quando consideramos o grande poder que Satanás tem sobre a mente de muitos. no que for necessário. ao final. . só há um Jesus. até o falar do que Deus tem operado para nós. aqueles que são obreiros enganosos serão descobertos.

1-6. diligência. e nossas dificuldades e provas escassamente podem ser notadas. como Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Aqui podemos estudar a paciência. a coragem e a firme confiança em Deus. dificuldades e sofrimentos. que é bendito para sempre. Não podemos nem é próprio que o saibamos até conhecermos os detalhes deste glorioso lugar e estado. mas expõe a doutrina de Cristo. veja quão pouca razão temos para amar a pompa e a abundância deste mundo. mas para a honra de Deus. e a sempre nos manter estritamente na verdade. 2 Coríntios 12 Versículos 1-6. O apóstolo faz um relato de seus trabalhos e sofrimentos. como no caso dos antigos profetas. 22-33. e observar a sua paciência. Não sabe se as coisas celestiais desceram até ele enquanto o seu corpo estava em transe. que procuravam desprestigiar seu caráter e seu serviço. quando este bendito apóstolo sofreu tantas penúrias. As revelações do apóstolo. Nossa maior diligência e trabalhos parecem indignos de ser comentados quando comparados aos dele. Também podemos aprender a pensar menos em nós mesmos. 7-10: Sua utilização para seu proveito espiritual. não por orgulho ou vanglória. e devemos referir tudo à sua glória. Podemos ser indagados se somos ou não verdadeiros seguidores de Cristo. Não intentou publicar ao mundo o que havia ouvido lá. ou se sua alma foi momentaneamente desalojada do corpo e levada ao céu. Enquanto isto nos ensina a . perseverança. A Igreja está edificada sobre este fundamento. seu propósito de fazer-lhes uma visita.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 20 Vv. e sobre ele devemos edificar a nossa fé e esperança. Neste relato nos assombra refletir sobre os seus perigos. Vv. como também na presença de Deus. júbilo e utilidade em meio a todas as provas. mostra em que é superior aos falsos apóstolos. que o capacitou para fazer e sofrer tanto pela causa de Cristo. e o seu temor de precisar ser severo com alguns. ou se foi levado em corpo e alma. Não há dúvida de que o apóstolo fala de si mesmo. 11-21: Os sinais do apostolado estavam nele.

Porém. Vv. A oração é um ungüento para toda a chaga. não temos razão para nos queixar. devemos continuar orando. Vv. Não nos foi dito o que era esse espinho na carne. especialmente os benefícios espirituais de . e quando somos afligidos por espinhos na carne. Mesmo que Deus aceite a oração de fé. evitará que nos exaltemos de modo desmedido. Fala-se que esse espinho na carne era um mensageiro que Satanás enviou para mal. e isso é suficiente para nos iluminar e vivificar. Quando somos fracos em nós mesmos. devemos nos entregar à oração. se era um problema enorme ou uma imensa tentação. então somos fortes na graça de nosso Senhor Jesus Cristo. 7-10. nem a segunda. Se Deus nos ama. 11-21. porém Deus o usou. Quando Deus não acaba com os nossos problemas e tentações. ainda assim nem sempre dá o que lhe é pedido. como às vezes concede com ira. e temos uma obrigação especial para com eles. para que as desaprovações de nossos inimigos nos protejam do orgulho. remédio para toda a enfermidade. e sua graça se manifesta e magnifica. recebemos dEle poder e desfrutamos mais das provisões do poder e da graça divina. e para evitar que se exaltasse de modo desmedido pelas visões e revelações que recebia. porque. se a primeira oração não é respondida. se nos sentimos fracos. então vamos a Cristo. também nega com amor. e continuam para ensinar-nos a insistir em oração. Os problemas nos são enviados para nos ensinar a orar. seu poder se aperfeiçoa em nossas fraquezas. e o venceu para bem. e daqueles que recebemos benefícios. Deus costuma tirar bem do mal. O apóstolo narra o método que Deus usou para mantê-lo humilde. mas nos dá graça suficiente. deve nos deixar contentes com os métodos habituais de conhecer a verdade e a vontade de Deus. as cargas espirituais estão ordenadas para curar o orgulho espiritual. Temos como dívida com os homens bons a defesa de sua reputação. fortalecer e consolar em todas as aflições e angústias.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 21 melhorar as nossas expectativas da glória que nos será revelada. A graça significa a boa vontade de Deus para conosco.

Estes últimos versículos mostram a que excessos os falsos mestres haviam desviado os seus enganados seguidores. 1-6. Que penoso é que tais males se encontrem entre os que professam o Evangelho! Porém. conduta e experiências. As quedas e as más obras são humilhantes para um ministro. e por seu reino estabelecido em seus corações. não obstante. . parecia somente um homem fraco e indefeso. assim é e assim tem sido com grande freqüência. Vv. Perguntemos às nossas almas. Mesmo que o método da graça de Deus seja suportar por muito tempo os pecadores. 7-10: Ora por sua reforma. Assim. e também o poder de seu amor. Podiam mostrar que não eram reprovados por Cristo. Isto era o seu grande objetivo e intenção: fazer o bem. e ainda estamos reprovados por nosso Juiz. finalmente virá e não perdoará aos que continuam obstinados e impenitentes. como o ouro é provado ou testado pela pedra de toque. somos cristãos verdadeiros ou somos enganadores? A menos que Cristo esteja em nós por seu Espírito. 11-14: E termina a epístola com uma saudação e uma bênção. Eles devem provar seus temperamentos. em sua crucificação. como instrumentos manifestavam o poder de Deus. O apóstolo ameaça os ofensores obstinados. não os tolerará para sempre. pela graça e pela morada de seu Espírito. a nossa fé está morta. 2 Coríntios 13 Versículos 1-6. Notemos aqui diversos pecados que freqüentemente encontram-se na vida daqueles que professam a religião. e assim era até mesmo na época dos apóstolos. Poderiam saber se Cristo estava ou não neles pela influência. Cristo. por mais vis e desprezíveis que os apóstolos parecessem diante do mundo. mas a sua ressurreição e vida demonstraram o seu poder divino. Aqui há um relato de um fiel ministro do Evangelho. e às vezes Deus toma este caminho para humilhar aos que poderiam ser tentados a se enaltecerem.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 22 reconhecê-los como instrumentos para o nosso bem nas mãos de Deus.

de sua graça e favor gratuitos. que o Pai tem proposto por seu próprio amor. Aqui há várias exortações boas. e que o Espírito Santo aplica e outorga. O mais desejável que podemos pedir a Deus é sermos resguardados do pecado. do que para não sofrermos o mal. Ele tem nos amado. O apóstolo não só deseja que eles sejam resguardados do pecado. Precisamos orar muito mais para não fazermos o mal. 7-10. Que o nosso objetivo constante seja andar de tal forma que a separação de nossos amigos seja somente por um tempo. Deseja que eles participem de todos os benefícios que Cristo tem adquirido. e para que possamos nos reunir naquele mundo feliz onde não haverá separação. para que deixem de fazer o mal e aprendam a fazer o bem. ainda que possam ser o meio de demonstrar nossa própria fraqueza. . Devemos orar fervorosamente a Deus por aqueles a quem admoestamos. Deus é o Autor da paz e o Amante da harmonia. devemos nos alegrar pelos outros que são fortes na graça de Cristo. Vv. e quer estar em paz conosco. 11-14. mas que também cresçam em graça e santidade. que não façamos o mal.2 Coríntios (Comentário Bíblico de Matthew Henry) 23 Vv. Oremos também para que possamos usar adequadamente todos os nossos talentos.

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