Você está na página 1de 9

Didaqué:

A Instrução dos Doze Apóstolos

(Ano 145-150 DC)

O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE

CAPÍ TULO I

1Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. H á uma grande diferen ça entre os dois. 2Este é o caminho da vida:

primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu pr óximo como a si mesmo. N ã o fa ça ao outro aquilo que voc ê nã o quer que fa çam a você.

3Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendiga aqueles que o amaldi çoam, reze por seus inimigos e jejue por aqueles que o perseguem. Ora, se voc ê ama aqueles que o amam, que gra ça você merece? Os pag ã os também nã o fazem o mesmo? Quanto a voc ê, ame aqueles que o odeiam e assim voc ê nã o ter á nenhum inimigo.

4N ã o se deixe levar pelo instinto. Se algu ém lhe bofeteia na face direita, ofereça­lhe tamb ém a outra face e assim voc ê ser á perfeito. Se algu ém o obriga a acompanh á ­lo por um quilometro, acompanhe­o por dois. Se algu ém lhe tira o manto, ofere ça­lhe tamb ém a tú nica. Se algu ém toma alguma coisa que lhe pertence, n ã o a peça de volta porque nã o é direito.

5Dê a quem lhe pede e n ã o peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Bem­aventurado aquele que d á conforme o mandamento pois ser á considerado inocente. Ai daquele que recebe: se

pede por estar necessitado, ser á considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestar á contas do motivo e da finalidade. Ser á posto

na prisã o e ser á interrogado sobre o que fez

devolva o ú ltimo centavo. 6Sobre isso tamb ém foi dito: que a sua esmola fique suando nas suas mã os at é que você saiba para quem a est á dando.

e da í nã o sair á at é que

CAPÍ TULO II

1O segundo mandamento da instru çã o é:

2N ã o mate, n ã o cometa adult ério, nã o corrompa os jovens, n ã o fornique, n ã o roube, n ã o pratique a magia nem a feiti çaria. Nã o mate a crian ça no seio de sua mã e e nem depois que ela tenha nascido.

3N ã o cobice os bens alheios, n ã o cometa falso juramento, nem preste falso testemunho, n ã o seja maldoso, nem vingativo.

4N ã o tenha duplo pensamento ou linguajar pois o duplo sentido é armadilha fatal.

5A sua palavra n ã o deve ser em vã o, mas comprovada na pr ática.

6N ã o seja avarento, nem ladr ã o, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. N ã o planeje o mal contra o seu pr óximo.

7N ã o odeie a ningu ém, mas corrija alguns, reze por outros e ame ainda aos outros, mais at é do que a si mesmo.

CAPÍ TULO III

1Filho, procure evitar tudo aquilo que é mau e tudo que se parece com o mal.

2N ã o seja colérico porque a ira conduz à morte. Nã o seja ciumento também, nem briguento ou violento, pois o homic ídio nasce de todas essas coisas.

3Filho, n ã o cobice as mulheres pois a cobi ça leva à fornica çã o. Evite falar palavras obscenas e olhar maliciosamente j á que os adult érios surgem dessas coisas.

4Filho, n ã o se aproxime da adivinha çã o porque ela leva à idolatria. Nã o pratique encantamentos, astrologia ou purifica ções, nem queira ver ou ouvir sobre isso, pois disso tudo nasce a idolatria.

5Filho, n ã o seja mentiroso pois a mentira leva ao roubo. N ã o persiga o dinheiro nem cobice a fama porque os roubos nascem dessas coisas.

6Filho, n ã o fale demais pois falar muito leva à blasfêmia. Nã o seja insolente, nem tenha mente perversa porque as blasf êmias nascem dessas coisas.

7Seja manso pois os mansos herdar ã o a terra.

8Seja paciente, misericordioso, sem maldade, tranquilo e bondoso. Respeite sempre as palavras que voc ê escutou.

9N ã o louve a si mesmo, nem se entrege à insol ência. Nã o se junte com os poderosos, mas aproxima dos justos e pobres.

10Aceite tudo o que acontece contigo como coisa boa e saiba que nada acontece sem a permiss ã o de Deus.

CAPÍ TULO IV

1Filho, lembre­se dia e noite daquele que prega a Palavra de Deus para você. Honre­o como se fosse o pr óprio Senhor, pois Ele est á presente o­ nde a soberania do Senhor é anunciada.

2Procure estar todos os dias na companhia dos fi éis para encontrar for ças em suas palavras.

3N ã o provoque divis ã o. Ao contr á rio, reconcilia aqueles que brigam entre si. Julgue de forma justa e corrija as culpas sem distinguir as pessoas.

4N ã o hesite sobre o que vai acontecer.

5N ã o te pareças com aqueles que d ã o a mã o quando precisam e a retiram quando devem dar.

6Se o trabalho de suas m ã os te rendem algo, as ofere ça como repara çã o pelos seus pecados.

7N ã o hesite em dar, nem d ê reclamando porque, na verdade, voc ê sabe quem realmente pagou sua recompensa. rever ência, como à pr ópria imagem de Deus.

12Deteste toda a hipocrisia e tudo aquilo que n ã o agrada o Senhor.

13N ã o viole os mandamentos dos Senhor. Guarde tudo aquilo que voc ê recebeu: nã o acrescente ou retire nada.

14Confesse seus pecados na reuni ã o dos fi éis e nã o comece a orar estando com má consci ência. Este é o caminho da vida.

CAPÍ TULO V

1Este é o caminho da morte: primeiro, é mau e cheio de maldi ções ­ homicí dios, adult érios, paix ões, fornica ções, roubos, idolatria, magias, feiti çarias, rapinas, falsos testemunhos, hipocrisias, cora çã o com duplo sentido, fraudes, orgulho, maldades, arrog â ncia, avareza, palavras obscenas, ci úmes, insol ência, altivez, ostenta çã o e falta de temor de Deus.

2Nesse caminho trilham os perseguidores dos justos, os inimigos da verdade, os amantes da mentira, os ignorantes da justi ça, os que n ã o desejam o bem nem o justo julgamento, os que n ã o praticam o bem mas o mal. A calma e a paci ência est ã o longe deles. Estes amam as coisas vã s, sã o á vidos por recompensas, n ã o se compadecem com os pobres, nã o se importam com os perseguidos, n ã o reconhecem o Criador. Sã o também assassinos de crian ças, corruptores da imagem de Deus, desprezam os necessitados, oprimem os aflitos, defendem os ricos, julgam injustamente os pobres e, finalmente, s ã o pecadores consumados. Filho, afaste­se disso tudo.

CAPÍ TULO VI

1Fique atento para que ningu ém o afaste do caminho da instru çã o, pois quem faz isso ensina coisas que nã o pertencem a Deus.

2Você ser á perfeito se conseguir carregar todo o jugo do Senhor. Se isso nã o for possível, fa ça o que puder.

3A respeito da comida, observe o que puder. N ã o coma nada do que é sacrificado aos í dolos pois esse culto é destinado a deuses mortos.

A CELEBRAÇÃO LIT Ú RGICA CAPÍ TULO VII

1Quanto ao batismo, fa ça assim: depois de ditas todas essas coisas, batize em á gua corrente, em nome do Pai e do Filho e do Esp í rito Santo.

2Se você nã o tiver á gua corrente, batize em outra água. Se n ã o puder batizar com água fria, fa ça com água quente.

3Na falta de uma ou outra, derrame água tr ês vezes sobre a cabe ça, em nome do Pai e do Filho e do Esp írito Santo.

4Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Voc ê deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias.

CAPÍ TULO VIII

1Os seus jejuns n ã o devem coincidir com os dos hip ócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Por ém, você deve jejuar no quarto dia e no dia da prepara çã o.

2N ã o reze como os hip ócritas, mas como o Senhor ordenou em seu Evangelho. Reze assim: "Pai nosso que est á s no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no c éu; o pã o nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai nossa dí vida, assim como tamb ém perdoamos os nossos devedores e n ã o nos deixes cair em tenta çã o, mas livrai­nos do mal porque teu é o poder e a gl ória para sempre".

3Rezem assim tr ês vezes ao dia.

CAPÍ TULO IX

1Celebre a Eucaristia assim:

2Diga primeiro sobre o c á lice: "N ós te agradecemos, Pai nosso, por causa da santa vinha do teu servo Davi, que nos revelaste atrav és do teu servo Jesus. A ti, gl ória para sempre".

3Depois diga sobre o p ã o partido: "N ós te agradecemos, Pai nosso, por causa da vida e do conhecimento que nos revelaste atrav és do teu servo Jesus. A ti, gl ória para sempre.

4Da mesma forma como este p ã o partido havia sido semeado sobre as colinas e depois foi recolhido para se tornar um, assim tamb ém seja reunida a tua Igreja desde os confins da terra no teu Reino, porque teu é o poder e a gl ória, por Jesus Cristo, para sempre".

5Que ningu ém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: "N ã o dêem as coisas santas aos c ã es".

CAPÍ TULO X

1Após ser saciado, agrade ça assim:

2"N ós te agradecemos, Pai santo, por teu santo nome que fizeste habitar em nossos cora ções e pelo conhecimento, pela f é e imortalidade que nos revelaste atrav és do teu servo Jesus. A ti, gl ória para sempre.

3Tu, Senhor onipotente, criaste todas as coisas por causa do teu nome

e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te

agradeçam. A n ós, or ém, deste uma comida e uma bebida espirituais e

uma vida eterna atrav és do teu servo.

4Antes de tudo, te agradecemos porque és poderoso. A ti, gl ória para sempre.

5Lembra­te, Senhor, da tua Igrreja, livrando­a de todo o mal e

aperfei çoando­a no teu amor. Re ú ne dos quatro ventos esta Igreja santificada para o teu Reino que lhe preparaste, porque teu é o poder e

a gl ória para sempre.

6Que a tua gra ça venha e este mundo passe. Hosana ao Deus de Davi. Venha quem é fiel, converta­se quem é infiel. Maranatha. Am ém."

7Deixe os profetas agradecerem à vontade.

A VIDA EM COMUNIDADE CAPÍ TULO XI

1Se vier algu ém at é você e ensinar tudo o que foi dito anteriormente, deve ser acolhido.

2Mas se aquele que ensina é perverso e ensinar outra doutrina para te destruir, nã o lhe dê aten çã o. No entanto, se ele ensina para estabelecer

a justi ça e conhecimento do Senhor, voc ê deve acolh ê­lo como se fosse o Senhor.

3Já quanto aos ap óstolos e profetas, fa ça conforme o princ í pio do Evangelho.

4Todo apóstolo que vem at é você deve ser recebido como o pr óprio Senhor.

5Ele nã o deve ficar mais que um dia ou, se necess á rio, mais outro. Se ficar tr ês dias é um falso profeta.

6Ao partir, o ap óstolo nã o deve levar nada a n ã o ser o pã o necessá rio para chegar ao lugar onde deve parar. Se pedir dinheiro é um falso profeta.

7N ã o ponha à prova nem julgue um profeta que fala tudo sob inspira çã o, pois todo pecado ser á perdoado, mas esse n ã o ser á perdoado.

8Nem todo aquele que fala inspirado é profeta, a n ã o ser que viva como o Senhor. É desse modo que voc ê reconhece o falso e o verdadeiro profeta.

9Todo profeta que, sob inspira çã o, manda preparar a mesa n ã o deve comer dela. Caso contr á rio, é um falso profeta.

10Todo profeta que ensina a verdade mas n ã o pratica o que ensina é um falso profeta.

11Todo profeta comprovado e verdadeiro, que age pelo mist ério terreno da Igreja, mas que n ã o ensina a fazer como ele faz n ã o dever á ser julgado por voc ê; ele ser á julgado por Deus. Assim fizeram tamb ém os antigos profetas.

12Se algu ém disser sob inspira çã o: "D ê­me dinheiro" ou qualquer outra coisa, n ã o o escutem. Por ém, se ele pedir para dar a outros necessitados, ent ã o ningu ém o julgue.

CAPÍ TULO XII

1Acolha toda aquele que vier em nome do Senhor. Depois, examine para conhecê­lo, pois você tem discernimento para distinguir a esquerda da direita.

2Se o h óspede estiver de passagem, d ê­lhe ajuda no que puder. Entretanto, ele n ã o deve permanecer com voc ê mais que dois ou tr ês dias, se necessá rio.

3Se quiser se estabelecer e tiver uma profiss ã o, ent ã o que trabalhe para se sustentar.

4Por ém, se ele n ã o tiver profissã o, proceda de acordo com a prud ência, para que um crist ã o nã o viva ociosamente em seu meio.

5Se ele nã o aceitar isso, trata­se de um comerciante de Cristo. Tenha cuidado com essa gente!

CAPÍ TULO XIII

1Todo verdadeiro profeta que queira estabelecer­se em seu meio é digno do alimento.

2Assim tamb ém o verdadeiro mestre é digno do seu alimento, como qualquer oper á rio.

3Assim, tome os primeiros frutos de todos os produtos da vinha e da eira, dos bois e das ovelhas, e os d ê aos profetas, pois s ã o eles os seus sumos­sacerdotes.

4Por ém, se você nã o tiver profetas, d ê aos pobres.

5Se você fizer pã o, tome os primeiros e os d ê conforme o preceito.

6Da mesma maneira, ao abrir um recipiente de vinho ou óleo, tome a primeira parte e a d ê aos profetas.

7Tome uma parte de seu dinheiro, da sua roupa e de todas as suas posses, conforme lhe parecer oportuno, e os d ê de acordo com o preceito.

CAPÍ TULO XIV

1Reú na­se no dia do Senhor para partir o p ã o e agradecer ap ós ter confessado seus pecados, para que o sacrif í cio seja puro.

2Aquele que est á brigado com seu companheiro nã o pode juntar­se antes de se reconciliar, para que o sacrif í cio oferecido nã o seja profanado. 3Esse é o sacrifício do qual o Senhor disse: "Em todo lugar e em todo tempo, seja oferecido um sacrif í cio puro porque sou um grande rei ­ diz o Senhor ­ e o meu nome é admir á vel entre as na ções".

CAPÍ TULO XV

1Escolha bispos e di á conos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados pois tamb ém exercem para voc ês o minist ério dos profetas e dos mestres.

2N ã o os despreze porque eles t êm a mesma dignidade que os profetas e os mestres.

3Corrija uns aos outros, n ã o com ódio, mas com paz, como voc ê tem no

Evangelho. E ningu ém fale com uma pessoa que tenha ofendido o pr óximo; que essa pessoa n ã o escute uma s ó palavra sua at é que tenha se arrependido. 4Fa ça suas ora ções, esmolas e a ções da forma que voc ê tem no Evangelho de nosso Senhor.

O FIM DOS TEMPOS CAPÍ TULO XVI

1Vigie sobre a vida uns dos outros. N ã o deixe que sua lâ mpada se apague, nem afrouxe o cinto dos rins. Fique preparado porque voc ê nã o sabe a que horas nosso Senhor chegar á .

2Reú na­se com freq üência para que, juntos, procurem o que conv ém a vocês; porque de nada lhe servir á todo o tempo que viveu a f é se no último instante nã o estiver perfeito.

3De fato, nos últimos dias se multiplicar ã o os falsos profetas e os corruptores, as ovelhas se transformar ã o em lobos e o amor se converter á em ódio.

4Aumentando a injusti ça, os homens se odiar ã o, se perseguir ã o e se trairã o mutuamente. Ent ã o o sedutor do mundo aparecer á , como se fosse o Filho de Deus, e far á sinais e prodí gios. A terra ser á entregue em suas m ã os e cometer á crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.

5Ent ã o toda criatura humana passar á pela prova de fogo e muitos, escandalizados, perecer ã o. No entanto, aqueles que permanecerem firmes na fé ser ã o salvos por aquele que os outros amaldi çoam.

6Ent ã o aparecer ã o os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a ressurrei çã o dos mortos. 7Sim, a ressurrei çã o, mas nã o de todos, conforme foi dito: "O Senhor vir á e todos os santos estar ã o com ele". 8Ent ã o o mundo assistir á o Senhor chegando sobre as nuvens do c éu.

Didaché tou Kuríou dià ton dódeka apostólon tois éthnesin = “Ensino (instrução, doutrina) do Senhor aos gentios através dos doze apóstolos”

“O documento mais importante do período sub-apostólico e a mais antiga fonte de

lei eclesiástica que possuímos

Enriqueceu e aprofundou de modo extraordinário o

nosso conhecimento dos primórdios da Igreja” (J. Quasten).

manuscrito:

O título do documento era conhecido através de referências em vários escritores antigos.

Descoberta

do

Em 1873, Filoteos Bryennios, o metropolita grego de Nicomédia, encontrou na

biblioteca

de

Jerusalém), em Constantinopla (Istambul), um rolo de manuscritos em grego,

por

Leo.

do

de

mosteiro

1056,

do

Santo

copiado

Sepulcro

(biblioteca

um

do

patriarca

grego

datado

escriba

chamado

Tratava-se de 120 folhas de pergaminho contendo a Sinopse de Crisóstomo dos Livros do AT e do NT, a Epístola de Barnabé, as duas epístolas de Clemente, a

Didaquê, a Epístola de Maria de Cassobelae a Inácio e a versão longa das cartas de

cartas).

Inácio

(12

Em 1883, dez anos após a descoberta, Bryennios publicou a Didaquê pela primeira vez, em Constantinopla. Em 1887, o manuscrito (Cod. 54 ou Codex Ierosolymitanus) foi levado para a biblioteca patriarcal de Jerusalém, onde se encontra até hoje.

Existem outras versões antigas da Didaquê: copta, etíope, georgiana e latina.

data:

Autor: um ministro sagrado de idade avançada, formado na escola de Tiago, o Menor, que teria imigrado para a Síria por ocasião da guerra civil (R. Frangiotti). O documento teria sido colocado na forma presente no máximo até 150, embora

Autoria

e

pareça provável uma data mais próxima do final do primeiro século.