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Hannah Arendt A CONDICAO HUMANA Postcode: CELSO LAFER 102 edigdo ‘eta SUMARIO Capitulo I — A CONDIGAO HUMANA A Vita Activa ¢ a Condisée Humana ‘A Expressio Vita Activa [Eternidade versus Imortalidade Capitulo II — AS ESFERAS PUBLICA E PRIVADA, © Homem: Animal Social ou Politico A Polis € 4 Familia |A Promogdo Social ‘A Esfera Publica: © Coma {A Esfera Privada: a Propriedade © Social ¢ 0 Privado [A Localizagio das Atvidades Humanas Capitulo I — LABOR 1. «0 Labor do Nosso Corpe € 0 Trabalho de Nossas Mose 12, 0 Cariter de «Onjeto- do Mundo 13, Labor e Vida 14, Labor e Ferttiae 15. A Privatividade da Propriedade © da Rigueza 16. Os Insirumentos do Trabalho ea Divisto do Labor IT, A Sociedade de Consumiores 1s 20 26 a 7 ease 18. Capitulo 1V — TRABALHO ‘A Darabilidide do Mundo Reificaga Os Instrumenios © © Animal Laborans 0s Instrumentos © 0 Homo Faber 0 Mercado de Trocas 18 Permanéncia do Mundo e a Obra de Are Capitulo V — ACAO 24. A Revelagio do Agente no Discurso € ns Agio 188 35. A Tea de Relagdes e as Historias Humanas 194 26, A Fragilidade dos Negocios Humanos 201 27. A Solugio Grega 20s 38. O Espago da Aparincia e 0 Poder 2 29. Homo Faber e © Espaso ds Apartncia 20 430, 0 Movinesto Operario 2s BI, A Substiuigao da Agio pela Fabricayio m 32. A Agio como Processo a 33. A Ineversiiidade eo Poder de Perdour 28 34 A Inprevsilidade eo Poder de Prometer ass Capitulo VI— A VITA ACTIVA E A ERA MODERNA 35. A Alienagio do. Mundo 260 4b. A Descoberta do Ponto de Vista Arquimediano 20 537, Cigneia Universal versus Ciéneia Natural 280 38. 0 Advento da Divida Cartesian 236, 39. A Introspecgio e a Perda do Senso Comum 2s 40. A Ativdade de Pensar ea Moderna Concepsio do Mundo, 277 41. A Inversiode PosigGes entre aContemplasao ea ASO... 302 42. A Inversio dentro da Vita Acta e# Vitra do Homo Faber. 307 4B. A Derrota do Homo Faber © © Principio da Felicidade . 317 44. A Vida como Bem Supreno 36 45. A Vitoria do Anumal Laborans 83 Agradecimestos . 39) Posticio A Poliies © # Contigio Humana — Celso Lafer 31 PROLOGO win in mans tpn ge incase ee Se atta til cS clean ae Siege alt tS inn "a i es nee SONI ts rs eet EAS Sacer Se see peters tt mae ° viam antecipido em sonhos — sonhos que no eram lousos nem Deiosos. A novidade foi apenss que um dos jonas mals respeti- Veis dos Estados Unidos levou fnaimente a rimeira pagina aquilo ue, até entio,estivera relegato ao reino da literatura de fegao ck nica, tho desituida de respetailidade (e & qual, infeizmente, ringuém dew até agora & atengio que merece como veiculo dos sentimentos e desejos das massa). A banalidade da delaragio aio eve obscurecer 0 fato de quo extrardinara ela é, pois embora (0s cistaos tenham chamado esta tera de =vale de lighmas 0 filsofos tenham Visto 0 ptiprio corpo do homem como a prisio da mente ¢ da alma, sngudm na histéia da humanidade jamais havis jconcebito a terra como priséo para 0 corpo dos homens nem de- rmonstrado tanto deseo de i, Iteralmente. dagui Lua. Devern 2 ‘emancipagio e a seculaizagao da era moderna, que tveram inicio ‘com um afastamento, nio necessariamente de Devs, mas de um deus que era o Pai dos homens no eéa, terminar com um repiio ainda mais funesto de uma terra que era a Mie de todos os eres vives sob o firmamento? ‘A Terta € 4 proptia quinesséncia da condigio humana e. 20 ‘que subemos, sua nalurezs pode ser singular no unwverso, a lea ‘capar de oferecer aos seres humanos um habit No qual eles po ‘dem mover-se respirar sem esforgo nem atfcio.O mundo — ar liffelo humane — separa a existéncia do homem de todo ambiente ramente animal; mas a vida, em si, permanece fora desse mundo anifiial, ¢ através da vida o homem permaneceligade a tolos os Duties orginismos vivor, Recentemente, a cincia vemse fesforgend por tomar sartifiial- a prpia vida, por cortar lt ‘mo lage que faz do peOprio homnem tm flho da naturezs.O mesmo ‘esco de fugit da prisdo terrena manifest-se na tenatva de eviar ‘vida numa provera. no deseo de mistuar. «sob © micrescépio, 0 plasma seminal congelado de pessoas comprovadamente capazes 2 fim de prodzir eres humanos supeioress¢valtera(Ine) 0 tame ho, a forma e a fungdon e talvexo deseo de fugit condi bu ‘mana esteja presente a experanga de prolongar a duragio da vida humans pars alem do limite dos eem anos. Esse homem futuro, que segundo os clentsas sera produzido ‘em menos de um século, parece motivado por una rebelio contra | existéncia humana tal como nos foi dada — um der gratuito vin fo do nada (Secularmente falando), que ele dese trocar por asim) Sizer, por algo produzido por ele mesmo. Nio hi razdo para duvi- {dar de'que sejamos capazes de realizar essa toca, tl como no ha w motivo para duvidar de nossa atal capacidade de desir wa a vida orginica do Terra. A questao € apenas se devejamo user nes Si dirogio noise novo comhesimento cientifcne (eenieo — esta |questie nio pode ser resolvida por metos cintficos: & uma ques to politica de primeira grandeza, eportanto no deve ser decidida por cientstas rofssionais nem por politicos protissionas. Embora tals possiblidades pertengam ainda a um futuro muito remoto, 08 primeitos efeitos colaterais dos grandes triunfos da cl €ncia ja se fzeram sentir soba forma de uma erse dento des r= as cincias naturais. O problema tem a ver com fat de que as verdades> da moderna visio clentifiea do mundo, embora poss ‘er demonstradas em formulas msteméticas ¢ comprovadas pela {ecnologi, ji nao se peestam a expressio normal da fala e do racio- cinlo. Quein quer que procure falar concetual € coerentemente Mess tsi desta om, wense Cap seg Ive Capt seca T1-(Nedo 7) 8 ‘now no limiar do século XX: politicamente, o mundo modern em Aue vivemos suru com as primeiras explosSesatomices. Nao dis elo este mundo moderna que constitu Tundo sobre © qual este livro foi escrito. Limito-ne, de um lado, uma analise daquelas co packdades humanas geras decorrentes ds condo human, € gue So permanentes, isto €, que lo podem ser iremediavelmente Perdis enquanto ndo mide & propria conde humana, Por outro [ido, a finalidade da anlse hiss € peaquisur us origens da aie ‘ago no mundo modermo, o seu duplo vio da Terra para 0 univer- 0 € do:mundo para dentro do homem. a fim de que possamos che ar a uma compreensio de natirezs da socidade, tal com est fvoluira e se apresentava no instante em que foi suplantada pelo fadveato de uma era nova e desconheci CAPITULO 1 A CONDICAO HUMANA A Vita Activa e a Condicao Humana Nom a expresso rit wit, pretend designar trésatvidades Jhumaras fundamentais labor. rabilhoe ago. Trata-se de atv & que sio ainda seres condiio- ‘dos cmbora un condo sj agora, em grande parte, pouch: la por eles mesmos, 1 problema da natureza humana, a quaestio mihi factus sum (+a questio que me trnei para mim mesmo) de Apostiaho humana aplciveis as coisas dotadas de qulidades naturais — in Clusive nds mesmos, na media imitada em que somos exemplares {da espécie de vid orgaica mais altamente desenvolvida — dena ‘da nos vale quando levantamos a pergunta: e quem somos n6s? E por sto que as tentativas de defini a natureza humana levam qu Se invariavelmente a construgio de alguma deidade, isto €, wo deus {os filisofos que, desde Plato, nio pasa, a uma anilise mas pro: funda, de uma espécie de ida platdnica do homem. Naturalmente, ‘desmascarar tai conceilos Mlosticos da divindade como conce twalizagbes das capaciades e qualdades bumanas nio chega a ser {ina demonstragio da nio-existéncia de Deus, e nem mesmo cons titul argumento-nesse sentido; mas 0 fato de que as tenativas de efinir a natureza do homem fevam to faiimente a uma id que hos parece defintivamente»sobre-humana e é, portato, identii= ada com a divindale, pode langar suspeias sabre o proprio con ‘eito de etatuteza humana» Por outro lado, as condiges da existncia humana — a prs ia via atid ea mora, mnie lr ‘¢0 planeta Terra — jamais podem -explicar> o que somos ou to de vista arquimediino escothio, voluntrin e expliitamente, fora da Terra A Expressio Vita Activa A aE ie actin peas sabre de ai ‘0. Eto velha quanto nossa tradiio de peasumento poi 0, mas ni mais velba que ela, F essa tradi, Tonge de abranget « conceitualizar todas as experiéncas poiticas da bumaniade oct ‘ental, € produto de uma constelacio histérica especies: 0 julga- mento de Sdcrates¢ o confit entre 0 filbsao e a pais. Depo de hhaver eliminado muitas das experincias de um passado anterior {que eram irrelevantes para suas fnaidades poliicas, prosseguiy {he o fim, na obra de Kati Mare, de modo altamente seietivo. A propria expressio que, na Glosofia medieval, ¢a trdugao conse Brad do hios poinkus de Ansteels, jh oeore em Agostnho OM ‘de, como tila negoriosa OW actudsa, reflete ainda o seu signieado ‘ofignal: uma vida dedicada aos assuntos pubicos¢ politicos." ‘Arsteles distingua és mands de vi (ho) que os homens pestiam escolherlivremente, so €, em item independéncia ds ne ‘Cexsiades da vie e das relagdes delay decorentes. Esta condigio previa de iberdade eliminava qualquer modo de vida dedicat ba leamente & sobresivéncia do individuo — no apenas 0 labor, que fra.o modo de vida do escravo, coagdo pela necessiade de per ‘manecer vivo e pela tirana do senhor. mas também a vida de tra balho dos artesios livres a vida aquisiiva do mercador, Em uma palavra, exclia tados aqueles que, involuntiria ou volntariamen te, permanente ou temporariamente, ji nio podiam dispor em liber- dude dos seus movimentos ¢ agGes. Os ts modos de vida restan- TSee Asotin, Be cette Ded aie, 18 4. Wii L, Westermann (eBeiween Savery and Freedoms, Ame visu Hora evens VOL, Le (1989) ina gu 6nd Se Ars ‘Sieleg de que os antics vivem numa condo de escrvidi lt Uh. sons gue o artic. ho aterm contrate de aba. dipuna de ois doy gusto elememos de seu statu de homem lve (i, bere {es tém em comum ofato de se ocuparem do «belo sto , de eoi- sas que nao eram necessifas nem meramente tla vide voltada para os prazeres Jo corpo, na qual 0 belo & consumido tal come & Mado, a Vida dedicads aps assunios da pols, na qual a excelenca produz belosfetos ea vid do filosofo, dedicada &investigngao © [i contemplagso das coisas etemas, caja belezn porene nio pode ser ‘ausada pela interforencia produtiva do homem nem slrada ata ‘és do consumo humuno.” [A principal diferenca entre o empregoaristotlico eo posterior emprego medieval da expressio € que o bios polis denctava ex plisitamente somente a esfers dos assuntos humanos, com énfase fa agio, pravis, necessiria para estabelecé-la e maniéla. Nem 0 Tabor em o trabalho eam tidos como suficientermente dignos para Cconstitur um irs, um modo de vida auldromo ¢ sutenticamente hhumano; uma vez que servam e produziam o que era necessino © Ut, nde podiam ser livres e independentes das necessidadese pr ‘ages humanas,” Se @ modo de Vita polico escapou a este Vere dicto, isto se deve ao conceito grego de vida na pulls qu. par ‘les, denotava uma forma de organizage politica muito especial © Tivremente escola, bem mais que mera forma de apo nesessiria para manter os homens unidos © ordeires. Nio que 0+ rego 00 ‘Ansisteles jgnorassem o fato de que a vila humans sempre exige {® vidade éconiica¢ dseto de ire vie. mas por vontade propria € temporarianenter, face sitados por Wesermantdemonsiran ae ® Iiperdade, na pov, cra conceit corne consi em cata inl dade pessol iberdae de avidade econinicas deta dey eve ¢ ‘ue, comseghenteentenexraviio sera a ausecia dates gutta st thutose Arisels, a0 enumerar os smodes de vida aa Ed o Nese ‘0 (8) e ma Etat Bodomo {1215435 8). nem chepis enciaat os 44 de vida do artices para se. € obvi qe am Dusan nso Te Poisica 18378) Menclona, pore, 0 moo de vided -gathador de ‘bei para reel. una vez be amb € wade sob compusso= (ra Ne. W395) No Ben Bade, i salem que o creo & 8 therdade ele enumer somente aqeles mos e va ecobites #7 5. Para oposigio ene o belo e © necessirié ei seine Puli sxn0 th, NDE 6 Para a oposgio entre o que é lve © 6 que & neces € ti vejtse Poe 13382 alguma forma de organizasio politica, € que 0 govero dos silos pode constituir um modo de vida & parte: mas o modo de vids do ‘espota, pelo fal de ser -meramente- uma necesidade, no pod ser considerado live e naga tina a ver com 0 hive pikes ‘Com o desaparecimento da antiga ciladeestado — ¢ Agost ‘ho for, aparentemente.o iltimo a conbecer polo menos © ue ou ‘ora signtcava ser um cidadio — a express va acitw perdeu (© seu significado especficamente politico e pastou a denotar todo tipo de engajamento alivo nas colsas deste mundo, Convém lem brar que isto nin queria dizer que o trabalho ¢ 0 labor houvessem algo posicio mais cevada na hierarquia das atvidades humanas fe fossem agors tho dignos quanto a vida poltca* De fato, oposte fra verdadeiro: a gio pastara «ser vista come uma dat necessids Ses da vida terrenn, de sorte que a conterplagio. (0 ion dire ts tradurido como tide contemplaieu) ere 0 ico modo de vida realmente livre.” Contudo, a enorme superioridade da contemplago sobre qual ‘quer outro tipo de atvidade, inclusive a ag, m0 & de origem ers. 18. Encontramo-la na filosfia politica de Pato, onde toda a eeor ‘Genizagio utdpica da vida na polis @nio apenas dirigida pelo supe- For discernimento do filsofo, mas no tem outa finalidade senao ternar possivel 9 modo de vida filessfico. 0 pr6prio enunciado aristotlico dos diferentes medos de vida, em cua ordem a vide de prazer tem papel secundir, Inspirs-se caramente no ideal 6a con femplagio (tivorla), A antiga iberdade em relagio is necessidades de vida e&compulsio alheia, os filgsofes acrescentaram a iberd ‘eins iti, 12788 para iting ene governo destin © poli, Quanto s0 argument de que a vida do spa no & gual ve 1S do homem lie, uma vez que 0 pimeir ess prevcupado Com =o Sas necessaries, vejese Ii 128024 Quant &opinigo generalzada Je gue moderna aelag do fe bor & de ongem erst, vee alan, fa 98, Veia-se Tomis de Aauino, Siar twas Hid 19, expec mente art ade ave set elt da evens wate presi, [Eipmitni Paahons, one nes 90 corpo policy tarts de proposcnnar tio ue # ncessilo his hee ape i de € a cessagio de toda atividade politica thule." de sorte que a posterior prevensio dos evstios — de serem livres de envolvimen- oem assntos mundanos, livres de todas as cosas errenas — foi precedia pela upolia flosdfica da tltima fase da anguidade, © Sela se criginou. O que até enti havia sido exigido somente por alguns poucos era agora vito come dirito de todos, ‘A expressio vila avtive, compreendendo todas as atvidades Ihumanas-e definida do ponto de vista da absolut quitude da con templagio, comespande, portante, mals & aatholia grega (ocupa ‘ior, sdesassossego>) com a qual Aristételes designava toda ati Eade, que a0 bios polos 608 gregos, Ja desde Ansotales, dis. tingdo entre quimude e ceupagio, entre uma abstencio quase esti tica de movimento fisco extern e de qusiquer tipo de aivdade, & mais deisiva que a distingdo entre os modos de vida politico e 5 rico. ponyue pode vr a ocorrer em qualquer um dos tés modo de vida, E como diferenga entre a guerre paz: tal como 2 guerra ‘corre em beneficio da paz. também todo tipo de atividade, até mesmo © processo do mero pensamento, deve eulminar na absoluta quictude da contemplagao.” Todo movimento, os movimentos 40 corpo. da alma, bem como o discurso oracioino, devem cesar siante da verdade, Esta, sea a antiga verdade do Ser ov a verdade TOA palavrsgregn sth, como 2 latina iam, sca bask mente iengio de atividae polfca e aio slesmerte lzer embara bas sejam tambem usadas pra indice eno do bore aay neces fades de vila De qusguer modo, indicam sempre um. congo 86 Isengio de preocupagdes © oldalos Excelente desergio dh vidn ct sian de uy ciadio ateniense comm. qbe parade complet nego Je labore tablho, pode ser enconada em Fusel de Coulnges, Tv An- cient City (Anchor 1989). pp 33436; qualquer um se convences de oro a aivdage pliicaacupava o tmp dos dado nas condies {ie cidadeestado. Poles Taclimente imaginar como ess ide plea lomum er chet e precoupustes, gaps fesorda gic Ki eeiense "30 peemise que um cidado permanecese retro, psa com pera Se chadanis Sauces que nie guiessem tomar pari em Spt fx. 1, Vejase Arstees, Poca 138833053, Tomis de Aquino de ea contemplasia como quis ab exerribus mots (Summa thee ohn DD, 2B rst do Deus vivo, s0 pode revelar-seem meio & completa quiet de humana,” “Tadicionalmente, ¢ até o inicio da era modem, a expressio ‘nu actca jamais perdeu sua conotagio negatva de in-quietode>, neestiun, eskholia. Como tal, permaneceu intimament liga ‘istingdo grega, ainda mais fundamental, entre as coisis qe 530 Por si que si € as coisas que devem ao homem a sua existéncia, Entre a coisas que sdo phvse eas cots que nono. O prima fo da contemplacio sobre a atividade haseu-se na convicgso de ‘@ue nenhum trabalho de méios humsanas pode igular em beleza e erdade 0 Losmos fisie, que revolve em tornd de si mesmo, em imutavel etemidade, sem qualquer imesteréncia ov assistincia externa, sea humana ou diving. Esta eernidade 50 se revela ‘olhos mortals quando todos os movimentos e atividades humanas ‘stio em completo repouso. Comparadas a este aspecto da quets- se, todas as diferengas e manifestagses no imbio da vido actca ‘desaparecem. Do ponto de vista da contemplasi0, nao importa 9 ‘que perturba a necessiria quiet, o que importa € que ela sea pertutbada, Tradicionalmene, portanto, « expresso vita activa deriva 0 seu significado da vie contemploicas sua mui limited dignadade everse #0 fal de que serve ax necesriades caréncias da con templagio num corpo vivo.” O eristianisma, com asia renga nm ‘outro mundo cuja algrias se prenunciam fos deletes da contem- plasio." confer sangio religiea a0 rebaixamento da ita acca a Sua posigdo subalterma e secundaria, mas a determinigio dessa mesma hierarquin coincidiu com a descoberta da contemplacio (ieoria) come Faculdade humana, acentuadamentediversa do pen Ssamento e do raciocinio, qve ocorren a escola socratica © qu, desde entio, vem orientando o pensamento metafisicae politica de Tomis de Aquino ressaia quetode da ea porque ela esta e, portant, earefee 11. Tomas de Aquino & bastante explicio quanto & conexso exe a ita uerea eas necessiades earéncas do coro humana, see be ens ¢ 0 animais tm em coma (Summa thes, 2-182 I. 1M, Agoticho fla do somise (urna) de vide iv imposta pelo ever da ardade, que sea imeuponivel sem a “dogurs snisza) © iriver a verdes bi nu comemplain (Dr sii et ie, 1) FAFICH/UFMG - BIBLIOTECA toda a nossa tradiio." Para as finaidades dese iv, parece-me Adesnecessirio diseutir as Tazdes dessa tradigao. Obviamente, S20 Imals profundas que © momenio hisioriee que motivou © conMito Entre pots eo Aliso, e com iss levon tamber, quase que por ‘caso, & descaberta da comtemplagie como modo de via do fldso fo. Bssns razses devem residir tam aspecto intiramente diferente da condigio humans, cuja diversidade no @esaotada ples vias imanifestagbes da eta aia e, provavelmente, no seria esgotada mesmo que se Ihe incliisemos © pensamenta e 0 movimenio dO Portanto. se 0 uso da expressio rita aetiva, tal como aqui o proponha, esis em manifesto confito com a wage, e que dv ‘So, no da valiade da experiéncia que existe por tras dessa istin- (glo, mas da ordem bierarquica que a acompanha desde 0 inicio. Isto nto significa que eu deseye contestar ou até mesmo discutir 0 ‘onceito tradicional de verdad como reveligo e, portanto, como algo essencialmente dado ao homem, ou que prefra a assergio Dragmatica da era moderna de que © homem s0 pode conbecer faqulo que cle mesmo faz. Afirmo simmplesmente que 0 enorme vi for da contempligio na hierarguia, Uadiional obscureceu as diferengas © manifestgSes no Ambito da propia vita accu e que, fa despeito das aparéneias, est condigio nao fot essencilmente a Terada pelo moderno rompimento com a tradigio nem pela eventual inversdo da ordem hierarguica em Marx e Nietzsche. A estutura Cconceitual permanece mais ou menos Inala; €isio se deve & pro- pria natureza do ato de =virar de cabegs para baixo> os sistemas Filosoticos ou os valores atualmente aceite, isto e, matureza da propria operasio, ‘Ainversio hicrirquica na era madera tem em comum com a tradicional herarqia a premissa de que a mesma preocupasio Bi 75,0 tradicional resentment do flxoo coir condi Rami ‘aa de possi om corp nc & mesma cea Que 0 amige dene em re- ligio he nocenider da sid: segio 8 nocesalade et apenss dos aspectos da exiGncia corpres. uma ver Hbertado desta ecen Sidade 0 corpo eva capezdaquela apa pura que os Bros chama- ‘am de elers, Depot de Pato, ot fiolonacrescertaram 40 resent mento de serem forgadbs por necessiades corpras 0 ressenimen!o contra qualquer po de movimertagio, Epor vier em completa aut sua tambem « eigem da acusasie de sabchalices (pny Sing tqucles que passim oi cdr da police mana central deve prevalecer em tan a9 aliviaes dos homens posto que, sem unt dnico principio global. nemhume ondem pode fer estabelecida Tol premissa mio é necessira nem axiomatic: © ‘uso que dou i expressdo cits uvieu pressupse que a preocupi- fo subjacente todas as alividades no € mesma preocupacio Sentral dita comiemplasica, como aio the @ superior nem infe- —3- Etemnidade versus Imortalidade “A, 12 se te, um at as varias omas de enaimento ative nas cnisis deste mundo e, de outro, o pensamento puro {que culmina na contemplagio possum corresponder a duas preoct [agdes humanas eiramene diferentes tem se evidenciado, de uma Forma ov de outa, desde ue oos homens de peril e os bores de agdo comegaram a enveredar por caminhos diferentes iso & desde a ascendéncia do pensumento politico na escola socritica Contado, quando os Flosofos descabriran —e & possivel que descoberta tena sido feta pelo proprio Socrates, embora nio se 0 possa provar — que a esfera poiica mio propiciwya necessura Imente se aividades superiores do homem, peesimiram imediats: mente mio haverem descoberto algo vo algm do que fi se sabia, ‘mas (efem encontrado um principio superior cepaz de substituir © principio que governava apis. A muneira mais faci, embera Um tanto superficial, de iustrar esses dos prineipios diferentes e ate certo ponta conflitntes, ¢lembrara diferenga entre imortalidade © cternidade Timortalidade significa continuidade no tempo, vida sem morte nesta terrae neste mundo, tal como fo dada, eguso o consenso ‘prego, & natureza eos deuses do Olimpo. Contra este pano de fur To. Vejave FM, Cornford, Pat's Commonweath-. em Unit ten Pitesopin 880, poh A more de Prien 4 Osetra do Pelapo- ‘neo marcam 9 instante em que on homens de persabento eos homens ‘de ago enveredaram por caminhos deren, desinadas se separa ‘Sala ve mais att que 0 illo esico denow de ser um ido do Seu pais passou Serum exo do universo> 2% do — vida perpétua de naturezae vida diving, seta de more € de velhice — enconiravam-se os homens moras, os Unicos mor {ais num universo imortal mas mio eterno em cotejo com as vids imortais dos seus deuses mas nio Sob o dominio de um Devs ete ro, A crermos em Herodoto, a diferenga entre as duas parece tet Silo surpreendenme pura a autoconsciéacia dos gros anes dos ‘emunciados conceituais ds Blésofos e, portato, antes das exper Encins “do. eteme especiicamente gregas que iespirarm esses fenunciados, Ao ciscutirerengas e formas asitias de adoragio de tim Deus invisivel, Herédoto mencona explictamente gie. em ‘comparagaa com esse Deus transcendente (como diiamos hoje. ‘Situndo alem do tempo, da vida e do univers, os deuses gregos fram anihropopises, isto &, dotades da mesma satureza do ho- mem, e rita aperas da mesma forma humana.” A preocupasio dos frepos com a moraldade resulou de sua experiencia de uma nae {ureza imoreal ede deuses mortals que, junto, circundavam as vi das individuais de homens mortais. Inserda num cosmo onde tudo fra imorial, a mortalidade toraou-se 0 emblem ds existencia hu mana, Os omens slo -os mortas», as Unicas coisas moras que texistem porque. uo conirrio dos animais. aio exstem apenas Come membros de ume espécie cua vida moral & garantida pela proctiugio.” A mortaldade dos homens reside o fo de que & vi tha individual, com uma historia vital identifeavel desde 9 ras mento ate a more, advem da vida biologic. Essa vida individual difere de todas as ouras coisas pelo curso retlineo do seu movie ‘mento que, por assim dizer. intercepta 0 movimento circular da vi= {a biologica E isto 4 mortaidade: mover-se ao Tongo de uma inha Teta mum universo em que tudo © que Se move o faz num sentido iclico. ‘A tarefae a grandeza potencial dos mortaistém a ver com sua 17, Depo de elitr que os persis no tm imagens de dewses. nem ‘emmolos nem alae, € consideram insemtatar ests ofc, Herodto (CIS) pasas a-explcar que ho demonstra gue des nro acreditan Como ot sebos ear does sel antrupophven de ratez hu tac, prams aeieacentr que ss enseee os men tek eam nstareza. Vee tumbem Praaro, Carina Novae i 1 Vejase Ps Arstsles, Eionamia MOD: A natreza grant & ‘tema recorrenla (prin da especie, as 0 pode praia nie Stu a mcs cise O mesmo pensament, Para an casas tvs. Nida 8 0 ees sarge em Sue Ala A113 capacidade de produzir cosas — obras e feitos ¢palavras” — que rereceriam pertencere, pelo menos até certo ponto, pertencem lermidade, de sorte que, atraves dis, os mortals possam encom twar 0 seu lugar mm cosmo onde tudo ¢ enortal exceo eles pro ‘ios. Por sua expaciade de feits imortas, por poderem deixar Jaris de si vestgios imorredouros, os homens, & despeto de su ‘mortalidade individual, atingem 0 Seu proprio tipo de imortalidade ‘edemonsiram sua natureza sdivine-. A difeenga entre o homem ¢ ‘© animal apfia-se & propria especie humana: 86 o5 melnores (oS friiod, qe-constantemente provam ser os melhores (urstuein ‘verbo que no tem equivalente em nenhums outra lingua) © que “preferem a fama imoral as coisas mortas,sio realmente hums ‘OS: 0s outros, Saiseitos com os prazeres que a natureza les ofe- ‘rece, vivem e morrem coma animais, Esta era sila & opiniao de Hericlito” opiniio da qual dflelmente se encontra equivalente ‘em qualqucr filsofo depois de Sécraes, Em nosso contento, no faz muta diferenca se foi © préprio ‘erates ou se for Platio quem descobriu o eterno como 0 ver Aeiro centro do pensamento esititamente metafsieo, Depde muito 2 favor de Socrates 0 fato de que $0 ele, entre todos os grandes pensadores — singular neste aspecto-como em muitos outros — ja- ‘mais se tena entree ao trabalo de dar forma eserta 8 seus perm ‘Stimenios, pois € vio qb, por mais que um pensar se preosupe om a etcrnidade, no instante cm que se dispoe a eserever 0s seus ppensamentos deina de estar fundamentalmente preocopado com & fternigade e volta a a atengo para a trefa de lega aos pseros falgum vestigo deles. Adota a ita actioa e escathe uma forma de 19. lngos gexs no fa dingo entre cobras © sfioce, mas ‘chama.os deni qnando sip sifceremente dures grandone prt Ser embrados. Fol somente quando os fdrofoe, ov melon o sofa omesaram fazer suas ndstingdes nermindve ¢'sesaeleer die Fengas ene fra espe (pine praten) gue o substantive pense praia possaram s Ser usados mas corentenene (ehose Patio, ‘Charmides 13), Hemero ainda nao conhece «pave reson ce) Patio (avon anon premat) de se melhor rusia como ne scioshumanose e (em @ conetgio de mauietasioe ulidade, Ea He odo, pragma talvee teahe's mesma conti (c, por exemple, EIS 20, Herel, rag. 829 (Diets, Frugmente der Worhrulier (4 1). - permanéncia ¢ de imortlidade potenci Uma coisa & cert: & Somente em Pltio que a preocupacio com eterno e vida Jot lisofo sao vistos camo inerentemente coniraditrios e em conto com a luta pel imortalidade, que € o modo de vida do cidadio, 0 bias polio ‘experiencia do eter tal como a tem 0 fiisofo— experién- cia que, para Plato, era arrheton(vndizivele) e, para Arsttces, ‘meu logon (oSem palavras) e que, mais tarde, ft concetualizada fo paradoxal mune stans(eaguilo que & agora») — so pode ovorrer fora da esfera dos negocios humanos e fora da pluralidade dos bo- mens, £ o que vemos pela pardbola da Caverns, na Republica de Platao, ma qual 0 flosofo, tendorse libertad dos gales que © prendiam aos seus semelnantes, emerge da eaverna, por assim di er, em perfeta ssingularidade>, nem acompanhado nem seguido ‘e outros. Politicamente falando, se morrer € 0 mesmo que deixar de estar entre os homens, a experineia do eterno é uma especie dde morte; a Unica cosa que a separada mort real é que no ¢ fra porque nenhuma criatura viva pede suport-h durante muto fempo. Fé isto precisamente que separa a rita contemplativa da ‘ita ctva no pensamento medieval” No entanto, 0 fator decisive E que a experiencia do etemo, diferentemente da experiéncia do imortal, nao corTesponde a qualquer tipo de ativdade nem pode ela ser converta, visto que até mesmo a ailvidade do pensamen- to, que ocorre devo de uma pessoa alraves de palavra, & obvis ‘mente no apenas inidequada para propicir tal expencneia mas interromperiae poria a perder a propria expercnct 'Atheuri, ot contempago,¢w designagio dada 3 expenién- ia do etemo, em contraposiggo a toes a outas aitudes que, 00 ‘maximo, poem tera ver cam a imortalidade.Talvez a deseoberta do eterno feita pelos flsofos,tenha sid favorecida pelo fato de ‘ue cles, malo slificadamente, duvidavarm das posibiidades da Dolis no tocante’ imortalidade ou ae mesmo i permanéncia etl ez choque de tal descobertatenha sidb tuo grande que eles nko praderam deixar de olhar como vaidede ou vangloria qualquer busca {be imoralidade,o que certamente os colocava em franca Oposi0 ‘antiga cidade-estado ea reigtio que a insprava. Contudo, @ pos: terior vita da preocupagio com a eteridade sobre todos 6s pos Ta ita activ fit permanere possums: in contemplates autem ingen tate ere mato mods tenn Crows de Aquino, Summa de aspiragio a imortalidade no se deveu a pensament flosofco. ‘A queda 6o Impeno Romano demonstrou claamente que nents ‘obra de mios mortals pode ser imotal, © foi acompanhada pelt romogdo do evangelho crstao, que pregava uma vida individual tera, 8 posigao de religao exchsiva da humanidade octet, {Funtas, ambss tomavam Tut ¢ desaecessara qualquer busea de Jmortalidede terrena, e conseguiram to bem rarsformar a vita Utica € 0 bios polos em servos da conemplagho que nem mes- ‘astcendéncia do secular na ers modem © a concomitante in ‘versio da hierarqia tradicional entre agio e contemplagao foram Sffientes para fazer sar do oblvi a procura da imortalidade que, oFiginalmente, fora a fonte © 0 centro da cite ati 30 caPiruLo i AS ESFERAS PUBLICA E PRIVADA —4- © Homem: Animal Social ou Politico A. itis 00 na vida humana na pea em ae een penha ativamente em fazer alg, tem raizes permanentes num ‘mundo de homens ou de coisas fetas pelos homens, um mundo {que ela jamais abandona ou chega a transcender completamente As eoisis ¢ os homens constituem o ambicnte de cada uma das ai- ‘ides humans, que nao teriam sentido sem ta ocalizagao;, 00 ‘nian, este ambiente, ¢ mundo ao qual Viemes, no existiia Sem ‘atividide humana que © produziu, come no caso de coisas Far: fdas, que dele cuida, como no ease das teras de cultivo: ou que 9 tstabelecen através da orpanizagio, como no ease do corpo pol 0. Neshuma vida humana. nem mcsmo 2 Va do crema om meio | ratureza selvagem, ¢ possivel sem um mundo que, deta ou ind retamente, testemunhe a presenga de outros seres hunanos “Todas as atividades humanss sao condicionads pelo fato de due os homens vive juntos: mas a asio € a nica que nio pode Sequer ser imaginada fora da Sociedade dos homens. A atividade do labor no requer 2 presenga de outros. mas um ser que sabo- asses em completa solo nio seria hurmano, sim um animal Tahorans no sentido mais iteral da expeessio. Um hommem que tra- balhesse e fabricase € construsse nim mundo Kabitado somente pr ele mesmo nto deixria de ser um fabricader, mes no Serta um ‘homo faber: tera perdi 8 sua qualidade especificamente humane fe seria, antes, um deus — certamente no o Crader, mas um Je mivigo divine como Platio @ desereveu em um dos seus mits. SO ‘4 agao € prerropativa exclusiva do bomem, tem tm animal aem Us dels € capaz de agfo' 36 a agio dependeinteiramente da cons tante presenga de outros 1. E potvel a cicunstnca de que os deuses homéricos 6 apem no twcante wos homens, govemando-os de linge ov Herring Coto Ue 31 Esta relagéo especial ente a spo e a vids em comum parece Justificarplenamente a antiga traduyao do zvon polihon de Arist Teles como anima sovols, que ja encontramos em Séneca que. ‘ag Tomi de Aquine, foi aceita como tadugso consagrada homo 31 naeraiter poliieus, id est. cctais (9 homem €, por nature 2a, politic, isto €, socials)» Melhor que qualquer teonia complica- 4a, esta substtuigio inconsciente do social pelo politico revel ate ‘que ponto a concepeio original rega de politica havia sido esque- ida. Para tant, €signiicativo, mas no conclusive, que a playa wsocial»seja de orgem romand, sem qualquer equivalete na it- {gua Ou no pensamento gregos. Nao obstanle, 0 uso latino pal ‘ra societas tinha tambem originalmente uma acepgio claramente politica, embora limitada inéicava cera alianga enze pessoas para tim fim expecifico, como quando os homens se organieavam par ddominar outros ou para cometer um crime. E somente com 0 ul terior conceito de umn snienan generis nnnuni, wma “sociedad Sa Se pana eave eles, Alim dso, of conftos ¢ a5 las ene os dewses ‘Oude aa confltanteparcialidade em ego os moras © rsd & ‘na historia na qual Romense deuses slam em canon. asa waa ‘sabeleida pelos moran, mesmo quando a deg lod aa Semble de deunes no Olio, Creo que srs" endo fetheon te. de Homero (Oust 1.38) rnca ext seo-operagio”o ado cats fe tos de deuses © homers, ado stots de deuses€ tras de homes Do mesmo modo, 4 Tessomia de Hesiods trata rio dos fos dow de ses, mas da genene do mundo {116} nes, ran, como eae Pst Sram a ext através da graplo e de proctasho (onmaniemente ree tis) O cantor servo te Masi, carte vo foe glorosos dos homens lntigos eos dauses enraventradon: (71), mas em parte sta, 9 (que eu Salta, 05 feos glorisos dos deuses. 2. A ctagSo& do Index Rerum da ego de Tarim das brat de Si Tomix de Aguio (1922) A pala -policus« nio osorre mo text, smaso Index faz um esumo core d gut ele que ier, como se pode ‘erica pela Sina thelaiea 1.98. 1.2 WB. 3 4. societal em Li, sas woe em Como News, Ese tipo de allangapodiatmbem nr relzalapurafioncomercia © Toms ‘SE Aguina tna afirne gue tina everladiea sly te newts Sé existe quando o propio Invesior compartita do Tacos ilo €, ‘quando s vosedide & realmente una alanca einae W-. Ashley. Av Therdncton 10 English Beamon Histone and Thos A198. pal x ‘especie humanas, que o term social» comeya a adquiri 0 sentido {geal de condigéo humana fundamental. Nao que Arties ou Platio ignorasse ou no desse importineia ao ftp de que o homer tio pode viver fora da companhis dos homens. simplesmente io incluiam tal configio ene as caratersticnsespeciicamente hu ‘manas, Plo conirao, ela er algo que a vida humana tina em co- tum com a vida aimal — razi0 sificente para que mio pudesse Ser fundamentalmente humara. A companbia natal. meramente Social, da especie humana era vista como Tmilagio posta pelas ecessidades da vida bioWpca,necessidades estas que sio as mes: ‘mas para o animal humano e para outras formas de vida animal. Segundo 0 pensamento grego. a capacidade humana de organi- zagio politica nao apenas difere mas ¢ diretamerte oposta a essa associagio natural cUjo centro € constitide pea cas (kia) e pela Tamla. O surgimente da cidade-estado sgniicava que 0 homem recebera, salem de sua vide privada, uma especie de segunda vida (seu bios polidos. Agora cada cidadio pertence a duas ordens de texistencia;« hi uma grande diferenga em sua vida entre aquilo gue The € prop (ion).€0 que &comum Uoinon)s+ Nao ve tatava de mera opinino ou teora de Aritéeles, mus de simples fto stor cor precedere a fundagao da polit a desiruiglo de todas a unidades ‘organizadas & base do parentesco, tals como a phraiia a phvie® Werner Jeger. Pada (1949, 11 5. Fimora tee principal de Futel de Coalanes, seu 3 ino- use de The Ancient City (Anchor, VS, comnts sm demonstra ie ‘armesia religo~ moldou& apa orgarézag da famine a aga cs aderestado,o ator faz numerosas referencias que confumam 0 Bo de ‘queo regime da yons, Basealo na repo Ja fan, «0 rep da i dle seram, na etdade, Gaus formas anagivica de gover. Ou 8c {ade devaparecera ou, com o tempo. desgreara aie (p22). ontauigao desss grade obva deve se apareterente tena de CCoulanges de tsar, num momo conjeio. Roma e ab cidade extaoe trent em seve concen e demonsrages,o aor baslas principal mente no sentiment inntcional politico se Roma, embora reson fue o culo de Vests wa perder 0 seu vigor ma Grela memos o-Femoios .. nas nines 0 perdey em Rena (p16) Nao 50 have, Uma separapio must maior etre Tamia «a ida ma Gia 60 que fm Roma, mas somente na Gresa a eligite amps, que era relisso {Se Homo da ccade estado, ota separa epi malta Tamia eo lr ¢ super a esta Enquamo Vest. a deusa dl as 3 De todas as atividades necessrias € presentes nas comunidades humana, somente duns ram consideradss poltcase constitutes do que Anstoieles chamava de bios poltios: a agao Ipraxis) © © ‘dscurse (Ves), dos quas surge a estera dos negocios Bumanos (a tun anihropon pragmata, coma chamav Platao), que exclu ese tumente tudo © que seja apenas nevessirio ou ii Contudo, embors certamente 19 a fundago da cidade estado tenha possibiitado aos homens passar toda s sua vida na esfra pi blica, em agio e em discurso,« convicgio de que estas das capa: idades humanss sao afins uma da out, alem de serem as mak ‘alias de todas, parece haver precedigo a pis eter estado presente fo pensamento pré-soeratico. A estatyra do Aquiles homeico 56 pode ser compreendidn quando se 0 ¥é como «0 autor de grandes Feitos e o pronunciador de grandes palavras.” Diferentemente do ‘conceito mademo, essa palavras nav eram tdas como grandes por exprimirem grandes pensamentos; pelo contrisi, como pereebe mos peas ultias lias de Anrigoma, talvez se 8 capactdade de emir wprandes palavrase (me galot fog) em resposta a rudes oF [es que nos ensine a relexio’na velhice,'O pensamento era sec Sou Sera protetra de um luciana: e tomowse pute do culo of {tale politic apis uiicaao e segunda TondagSo Roma sin eh ‘aeme rege, Hests,€ menconads pela primera vez em Hesiod. Unie poeta gress ques em conscinte opongin a Homer lowes nde io ae a fun na reizo ofl depot. st eve oe coder Dionisio seu tar na assemblages dove deunesolimricen Wem se Mommsen, Rimische Gersichte (58, ef) Livro leap 12, € Robert Graves, Te Greek the (1985, 28. 6A frake€ 40 diseutso de Finis, Hinde i 4. «rlerese clara A educagio para puern para sayin, 4 acembla pbc, is quais 0 homem pode sotvssarse dos demas A tradusSo Meal & “cepa encarregowe Jb ensinrte to ito, para sees um Sizer Ge patoeas eum fazer de feitons (nt te reer mene pediens te enon 7A tad eral ds itias Phas de Ansgame (ISO) & we ulate: «Mas a8 brands plavrs, nottalizand (ou tosdando) 0s gare thes olpes dos soterbos,easinam m compreenn pa velhicer. Part cs Imadeenes, 0 signicado detains € to engaco gue aratent ‘Encontra um tadtor que as radu como 980. Usha das excegbes€ 3 Teudugio de Molderin’ Groste Dlebe aber Grose Stiche dt hohen Schuternerelendisie haben im Aer ele. mu deskene A um a a irio no discurso: mas o dscurso © aso eram tds com coeves fe coiguais, da mesma categoria e da mesma especie; e isto orig halmente signficava nao apenas que quase todas as ages poiias na medida em que permanecem fora da esfera da volenca, sio realmente realizadas por meio de palavras, porem, mais fundamen: lalmente, que @ ato de encontrar as palaras adequads no momen- 1 certo, infependentemente da informasio ou comunicagio que transmitem, constitu uma ajo. Somente a pura viokncia € muda, por este motivo a vilénes, por st, jamais pode ter grandeza Mesmo quando, reltivamente tarde na antigudade. as artes da ‘gucrrae do discurso (rhetorte)emergiram como os dois prinipais tpicos da edvcagao, ta evoligSo ainda se Vales esa experincia ce desta tradigdo anteriores, pre-pois, x lat permaneceu seit Na expergncia da pols que, com alguma raz, tem sido con- ‘siderada 0 mais loqaz dos corpos politeos.e ais ainda na floso- fia politica que dela surgi, « ao © 0 discurso separaramse tor naram-se atvidades cada vez mais independentes. A enfase passou da agio para 0 iscurso, « para o discuso como meio de perst ‘io no Como forma especificamente humana de responder, rep car e enfrentar 0 que acontece ov o que é feto O ser politica, 0 ‘iver numa pols signficava que td era deciido mediante pala- ‘eas e persuasio, enio araves de forga ou violencia, Para os gre- ‘al bom menos eleva, ums hitoret contada por Putarce exempcn felasko erie agit « lat” Cera vez. um howem aproximouse de Dee inisienes ese ter do vilertamerteexpanca. «Mass, dse Demos. {enes, so sfreste ade do que esis me dzendonO otto Fea 8 ‘ore exclamou: Bu nig sof nada. Agora die Demasteres, ey ‘Sto a var de quom fl sfendo esltour (Vass, -Demorthens-) Un Skim veto Jess antiga conexio etre 4 fla €o pesament, autem te em nossa nog de exprimir © pensamento através Je puuvas, poe Sev encontrado a popular frase de Chere rate et oral Tipo dessa evougao € 0 fat de que to poco ert chamndo de ." ‘Assim, é-n0s diel eompreender que, segundo o pensamento dos “amigos neste particular, © proprio terme economia police» teria Sklo. de cert forma, contrautéri: pois 0 que fosse «econdmio-, Felacionado com 3 vida do indviduo © a sobrevivéncia da especie, ‘nao era assumto potco, mas doméstico por defini." Historicamente, € muito provavel que o surgimento da cidade estado e da esfera publica tenhs ovorri ds cutes da esera priva~ ‘Gr da fava edo ar." Contudo, » antiga samidade do lar, einbora TE, Segundo Gannar Myrdal (The Pull Element the Descop neuf Enoomic Thos (198), pal) hia ds “copra Social eu image dome ie € ms ee Imprcgacu 3 econo donde © Ics. 13. Naw pretendemon gar com ste gue o sta nacional st 30 ‘iedide surnam do geno medieval ed fea, em ja esta & Famille e ease tem importnes uals anata na anigudade classic, Mas hi un dierengs arcane, Deno dn estar feel, 8 amis Nous cam guase independents ene =i de sorte qb» casa real resentando uns detrmnada epi terri e govern os shores Fadeis come primes iver ares: na pretendin, como om govero abso Tato, sere chef de ma fami, stagaor aneval er um exnglone ‘alo de fama; ses membyas rao se orsigeravam como membros UmnsUnicr fami que enlobase tala 4 mio 1, A dingo & ute clea oe primeios parr de E-onomia de Ariuinles os ais cl ope o goveroo despsco de um sé homem troneanchia) a oganiagio Fair, ergtizgioInramente die rente da ols 15. Em Aten, podemos ver @ poate de rans ma lesagio de Sélon, Corrente, Coulanges vt le ateniose que trou dover T lat sscentar or ps4 prove dn pods do poder pater oy it De. SIS 16}, Contado,v per pero 36ers lmtado quae enfava ex conf to com os nierones dex, e munch em toned Jo memo da ania come indvidua. Assim, prtica de vender crass exer fe ae imstomais prone ma Gri tia gue a Roma utiga. ji tas for ntramente esque, O au impedio ques vase 2 vas privan dos sets daiog ta fer ve como Sagrado os ites qe cereuvan ca propriate a Yo espe pea ro pridade prada tl come Concebemos, nus 0 fo Ue gue Sea fer dono e su can, o hone ni po pata dos Hey ‘lo mano poraue mio tin ele lua sign que pertencee” ‘ie mexmo Pit, sajs laos plices prem w not da prooredaie pri e 1 expunsio ds xfer pica a0 pont de nul completamente vids priv sne flava com arande feveréntia de Zeus Heres, potetor das oneas, chamava, {de dvinos os for es limits ene o estado. sem nso ver ea ‘ver contains, ‘que dstingia a esters falar era que nea 0s homes vi ‘iam antos por serem & 20 compelios por suas ecesidaes ¢ arencis, A orga conpubiva ra prope vida —os peas 0 ‘fuses do lr. erm. segundo Plott, vox deuses que os fasem ‘iver elimemtro nso coy” via, para sun manengan ios peauenot fo exec durante sods 9 aminuade (eiase RH Barrow Slater Inthe Roman Empire (198), pat Oars don patria potesan se havi tmadosbsoltor tse 9 ire de ene Fal prod no ano 37 We nos ta. 16. Quanto a eta disingo,& interessinte near gue havi cdaes. fegus onde oy cides eum eigen pore ov ex cm co Thetas consumo em comum, emors cade um dels tvese «po ‘hedade absolute isonet do seu petago de rs. Vease Coan es (op. ie ph pra quem esta ea sma sigur conrad: tax noe tata de conrad. pore, 90 once doe ang oF Aoi tipos de propiade eam completamente eres, 1, Vejase Le 82. 1S, Em Coulanes. op p98 a eertnela» utes € de Ques siones Ramanae Se Pare a exttnho ue Cauanges, com Se Slo Se uniaterl sabre 2 disaex Se ropse ox moron eli Brea © ‘ana, tenke denado pasar Jespereebido o fae de ue exes dete Into erin meros devses Gv mors ew ult ho er ut mero ocao de morte». sr que eS aga relgo tettem Serva iin e 8 mote Co. 1 dois aspeios do esi prcesso. A vila surge fea ea lave oma: o passiments e's more si open da etagion ferent de ‘mesma vida Biologie sobre sual os deueesseherines tom abn x individual e sobrevivéncia como vida da espéce,requer a compe ‘hia de outros, O fato de que 2 manutengio individual fosse a tare- fa do homem e a sobrevivenci da especie fosse a tarefa de mu Inter en tido como dbvio: e ambas estas fungées naturals. o labor do homem no suprimento de alimentos o labor da mulher no par to, erin sujeitas 4 mesma preméncin da vida Portanto, a comuni dade natoral do ar decoris da necessidade: era a necessidade que Feinava sobre todus as atvidades exercidas no lr. "A esfera da pois, wo contri, eras esfera da liberdade. © se hhavia uma relagao ene essas dias esferas era que a storia sobre as necersidades da side em Familia constiuia a condigio natural pura a liberdade na polis. A politica ndo podia, em circunstancia ae ‘guia, serapenes um meio de proteger a Sociedade — uma socied ‘de de fei, como aa Idade Medi, ou uma sociedade de propret Fios, come em Locke, oU uma sociedade inexoravelmente empe- ‘hada num processo de aguisiao, como em Hobbes, ou Uma so tiedade de progutores, como’ em Marx, oU una sociedade de em Dregados, como em nossa propria sociedade, ou ura sociedad de ‘operirios, como pos palses socilistase comunisas, Em todos es: tes casos, € 4 Iibetdade (e, em alguns casos, a preuoliverdade) de Sociedade que requere jutifica @lmitagdo du atoridade politica ‘iiberdade situ na esfera do social, ea forgs a vilénciator- ramse monopolio do govern 'O que todos 08 filoxofos grogos tinham como cert, por mais ‘que se opusessem i vidh na polit ¢ ea iberdade sturse exch Sivamente na exfera polities: que a necessidade ¢ primondiaimente tum fendmeno préspliico, caracteristio da organizasio do lar pri= Vado. e que aforga ea violencia so juticadas nesta tima esfera por seem 5 inicos meios de vencer a necessidade — por exer™ lo, stbjugando excravos — e aleangar a iberdade, Uma vez aie Todos os seres humanos sio sueitos & necessiade, tem o direto de empregar a violencia contra 0s outos: a violencia € 0 to pre politico de libertarse da necessidade de vida para conquistr a Ie Berdade no mundo, Esta liberdade € a condigao essencial daquilo ‘ques egos chamavam de eudaimonia,«wenturas— estado obje tivo dependent, em primero lugar, da iqueza da sade. Ser po- tre outer ma side sgnficova estar sueto a necessiade fsa, € ser um escrave signfcava estar sujet, também, violencia prat- ‘cada pelo homem, Esta dupla inflicidade» da esravidio €inti- mete independente do hem-exar real © subjetivo do eseravo, ‘Assim, um hamem livre e pohre prefers ainseguranga de um mer- 0 ‘cado de trabalho que mudasse diartamente a um trabalho regular € ‘arantido; ete Ultimo, por he restringe a Hberdade de fazer 0 que desejasse a cada dis, js era considerado servi (douleiah, ale mesmo o trabalho arduo e penoso era preferivel& vida trangia de ‘que gozavan mult escravos domestcos.” No entanto, o poder mré-potico com o qual o chef da fama reinava sobre a familie seus excravos, e que ea tido como neces sirio porgue © homem € um sinimal «sociale antes de ser animal politicos, muds tema ver com 0 eaicd sestado natural de cua Violneia, segundo o pensamento policn do sécolo dezesste, os homens so poderiam escapat se estabelecessem um governo ae, através do monopslio do poder e da violncia,abolisse a guerra dd todos contra todos» por watemeri2ara todos. Pelo conti, {odo conceto de dominio e de sibmissio, de poverno de poder no sentido em que o concebemos, bem como a order regulament dda que os acompanha, eram tides como pre-politicos, perencentes ‘beSera privada, ¢ io & esfera publica ‘A pols dferenciava-se da familia pelo fato de somente conhe- cer siguais, wo paso que a fama era‘ centro da mas severa de- siguallade. Ser live sgnificava a0 mesmo tempo nio estar sueito as necessidae's da vide nem ao comando de outro « também mio ‘comandar. Nao significava domino, como tambem nis significa submissio" Assim, dentro da esfera da familia, Uberdade no 1. A ascunsio entre Stcrtes © Euerss na Memorablis (48) de Xenofonte hem interesante: Eaters €fogado pat neces tuthar com seu cree epi de an pe seperate ip de ‘ia durante suo tempo ede qe evan vebice get. Anda 9: in ch excl eal id more men. Ase iso, Sderaes prope qe ele posite sigue ue ete melhores onlgors poche Sem ges Eaten vspond ee a sopons Hise servo Goa 20, Referimones aqui a Hobbes, Leann, Pare bap, 13. 21, A ais Gas e ma bela relerénci sete assunto& a discus so dias diferentes formas de govemo ct Haves i 899) aa Guanes. o defensor da ualiade reps Uwonnie). decite Ri “quer ‘govemar nem Ser guvernado. Mus € 0. mesmo eipita au Aries ‘iz que x vida do homer livre € melhor que do despots, nando Som ‘mor naturalidade que 6 despots fesse Inve (ote, [58509), Se feundo Coulunge. todas as pals gepan elation de exprinem gan {ipo de poverno de um homem solve ge outros Som 3, Parr exists. pois o chefe da familia, seu dominant, 56 era comierado Tiere na medida em que tinha a faculfade de deixar o are ngressar na exfera politica, onde todos eram iguais. E verdage que esta fualdade na esfera politica muito poico tem em comum com o fnosso conceit de igvaldade: sgnifiava viver entre pares lidar ‘Somente com eles, pressupuna a existncia de sdesiguain~: €€ tes, de fat, cram sempre # maior da populagso na cidade est ‘do.” A iguaidade, portanto. longs de ser relacionsda com a justiga, Some nbs tempos modernox, era 2 proprisesséncia da lhentade “er livre significava ser isemo da desigualdade presente no ato de omandar.e mover-se nina esfers onde no exisiam governo pe ipovernidos, Contido, termina aqui a possibile de descrever. em termos perfetamente definides, 2 profunda diferenga enite 05 {conceitos moderno e antigo de politica. No mundo modem, as es eras socisle politica dferem muito menos ences. O fato de que politica € apenas uma fungso da Sociedade — de que &agio, 0 dis Curso e © pensamento so, Tundamentamente,supeTestrturas asien- {das no interesse social — ndo fol descoberto por Kar! Mar: pelo Contr. fo uma dis premisses atiomsticas que Marx receben, ‘em discutir, dos eeonomistas politicos da era modern, Esa fr Clonalizasio toms impossvel pereeber qualquer grande nbismo en tre a5 Juas esferas: e mo se tata de uma questi de teora ou de ‘eologia, pos, com a arcendéncia da sociedade. isto é elevagio {do lar doméstico (ois) ou das atividades econdmicss a0 nivel pribice, a administrgao doméstca e todas as questOes anes pet ‘ents esfera privada da familia transformaramse em ineresse Seoletivos, No mundo modern, as duas esferas corstantemente Frantioa,veftinm- ointment relagies fomiare © eam ames (Que op Escranos davai asus senhores (on il BAD HE 208), 22. A propor varia, er cement exaperat no reat de Xe ofan sve Ear, cn. ene eatromipesoas hn page pbc, oo hab mab qu scosnlacidacos. elon i 38 23, Veiase Myra, up cit: =A pogo de que w sociedad, com um chefe de familia, adminis asn en favor dos Seay sembios € po. Tamers salads a eminent Ein a 3 le VS econdmicn con um fim comm e salres comune Em igh “teary of weal theory wf well’ exprimem Meas semen recaem uma sobre a outa, como ondas no perene uit do prprio processo da vida © desuparecimento do abismo que os amigos tinham que ‘anspor disriamente a fim de tanscender a esr esfera da fe mils € vascender>& esfera politica € fendmeno essencalmente mo- dderno, Esse abso entze © privado e a publica ainda extia de certs forma na Kdade Media, embora houvesse perdido muito € st importineia e mudado inteiramente de localiengio, 38 se disse {com acerto qne.apds a queda do Impéno Romano, fia grea Co: {olica que fereced ao homer um substitu part idadanin antes ‘outongida exclisivamente pelo govero municipal" A tensio me eval ete a treva da vida dia € 0 grandioso esplendor de tudo © que era sagrado, com a concomitant elevagao do secular para 9 plano religiso, corresponde em muitos aspecos a ascensio bo pr ‘vedo 20 plano piblico da antiguidade. F claro que a diferenga & muito marcante: pfs, por mais «mundans- que se forasse Iete 8. 0 que mantinfa corsa a comunidade de crenes era essential ‘mente uma preoeupagao extraterren, Somente com agama difcl- ‘ide € possivel equazionaro pubice vom 9 reigioso; mas aesfera secular seb 0 Feudalism era, de flo, em sua iterera aqulloque a esfera publica havia sido na amtiguidae. Sua principal caracterist- 2 foi a absorgio de todas as atvidades para aesfern dolar forte Jimportancia dessas atividades era apenas privada) c,consequcmte mente. prSpria existencia de uma etera pblice™ 15 (2.1 ue sie u econo oxic fg € a bora domestica da sotedade? Em pit Iga, pc ou age tina shaloga crite» socedade € onda qu poetme oan cas ot 4d ta fami, Adu Sth eSamer Mil desenveheram exponen. ict nl, a cca eS MIs com 9 mar eae amcno da dferenga ene a economia pltca plc eis, pss aida menos destagie es ange (18 0 fo de kn 52 ‘har a analogs pode deverse ao fito de q's sciedade vero sun ‘fede amar ate vrarse completo sabato Pars le 24 RH, Barrows Tie Ramon (195%), 194 25. As caracterticas que E- Levasseur (Hie des fases oe Lele ote Finds eh Prac acon 1789 (9) ba copa ‘feudal do trabalho aplcar-e comundades feats om Um foo: Chacum via ex 0 et sia de nme: le nobles See eure le vila su Seale le itd dane les tp.230), * E tipico desta evolusdo da esfera privada — e, por sna. da ferenga ene o amigo chefe de familia e 0 senhor feudal — que es- te altimo pudesse administar justiga dentro dor limites do seu do ‘minio, a0 passo que © antigo chele de familia, embora pudesse texercer um dominio mais meno ou mais Severo, io combecia leis fem justgs fora da esfera publica A transterencia de toda 2 a vidades humanas para a esfera privada e o ajustamento de 10835, as relagdes humanas Segundo 0 molde familiar teve profundas re ercushies nas organizaydes profissionas especficamente medie~ ais nas proprias exudes — nos grits, eoneriey em até mesma nas prmeiras compankias comerciisy nas Gua 0 la {comum orginal parecia estar implicito ma propria palasta “compa: ‘hia’ (componis) ..(e) em expresses como "aqueles que comem do mesmo po". “homens. que commpaninam do mesmo pa € JO mesmo vinho's.® 0 conceito medieval de »bem eomum lange de indicar a existéncia de uma esfera politica, reconbecia apenas aie ‘0s individuosprivados tam interesses materise espiituais em £o- Imam, €s0 podem conservar sda privatividadee cidat de seus pe prios negocios quando Um dels se eneartega de zea por esses in teresses comin. 0 que distingue da realidade moderna esta att dde essenciamente crsta em Telgi0 a pollen mio ¢ tanto reco Inheemento de um sbem comums quanto a exclsividade da esters privada e auséncia daquelaesfera curiosamente hibrida que che 26,0 aumento inurl don excrvos- gue Pit resent max Lie (7), poaco fem a ver coma ign «nda cecomensada por em ‘vestio de sconsideragdo com ov (essravonh, is tas po sm Gey to de espeito por nds mannose Quanto covntanis de dn les = Tet poitea da jstighe fe domésia de dominio. teese Wallon. Gh. TL, 200, oa fo, pendant bien longtemps. done». abstenal Se pe béver dans la fame, ob elle reconnuset Fenpire dune ante Toes A Sadat antiga, espocialnente'n sorted, cca x anton dot es, tatarseno Ue esravos,religoe mire, te, dewinavese ev Sncislmente resting 0 poder so ete de fais ge. m0 mim er iumitade; era impensavel que podesse Rater uma nora de tga et toe de sciedde fucrameme “privet don propor ery que. Boe ‘Shingo, se situavam far do hmv dy el © ust 40 dons Gok Fespestivonsemhores.Somente 0 renhor dos xeravos. na edie que fa tambo melded, Fava sajeno iy norma de qbe, vez Por Sui, em beneco da cidade. erceava Oy sue podes Fl “ rmuinos de ssociedades, na qual 0s interesses privados assumem Importinea public, ‘Nao € surpreenente, portato, que o pensimento medieval, preocupado exclusivamente com o Secular, tenha permanecido Fenorante do abismo entre a vida resgardada do far ex pesos ‘Wlnerabildade ds vida pois , conseqientemente, da vrtode 4s coragem como uma das attudes polsieas mais clementares. O ‘gue continua a ser surpreendents ¢ que o inico teoasta politico [pos-lissivo — qui, num extmondininoesforgo de restaurar an Ba digridade da poltics, perceheu abismo e compreended ate ‘certo ponto a coragem pecessaria pars transpé-o — tena sido Max ‘quel, que o descreveu na evelucio wdo Condottiere de uma po- Sigio humilde para um alto posto>, da privatividade para o pritei- ado, isto 6, das circunstincias comuns a todos os homens para a plria resplandecente das grandes realizagoes® Deixar a familia, onginalmente para abracar alguna empress aventutette ploriosa,e mais tarde simplesmente pata dedica 4 ¥+ ta aos negocios da cidade, exigiacoragem. pos era sé no lar que 0 !homem se empentiava tusicamente em defender a vida e a sobrevi véncia. Quem quer que ingressasse na esfera politica deveia, em primeiro lugar. esar disposi aariscar a prOpria Vida o excessive fmor a via era um obstaculo fi liberdade © sna inconfundivet de Servilismo.” A conagem, portant, torus a virtue politica por 7A, Ea -ascenso~ de uma ested capris mils tN pare tra ma alla Zum toma eesonreme om Magonsel (hse expec 10 Proejpe, cap. f. acerca de Hier de Stacia, € sap. Ts € Dian veo Th cap 9.34 tempo de Son.» excravidan er considera plor que ronan (Robert Seber. Greek Theortes of Savery fom Homer 1 [Aistiles, Harvard Sais Clase! Phase W986), XLVI. Des {de eno, a pilopechin (oo amor a vidas) «8 covarlapasaram @ 3 ‘dentiicides com a servitdade Assim. Pinta sereava ter demons {doa sevvigae natra dos scravon peo fo de eles ma tem pele fide a monte a cxconidan Gee MOA) & vesposia de Senecn ‘quctax dor etcrvoytalvez aim conten om rfeno taro dees at Tide =Com gliterdade th ao alcance de nonan ms, eve sin fuem que sejs eserava™ (fj 77. Ia) «0 memo se pose Set dea frase sn toronto est, sete eat sven a vite Qe Be be coma more. ida & sredon 7. 13) Pare qe se compieenda stude Jos atigos em totgde & excravisi, commer lombrae gue a mulera de esraven era ities dean ie gealmente She cexcelincia, © 56 aqueles que a possuitm podiam ser almiidos lima associagdo dotada de contedo e fvaidade politicos € que por isso mesmo transcendia 9 mero companheinsto imposto a oos Mescravos, tharos egregos — pelasexizincias da via" A vid “boas, como Aristteles qualficava a vids do dado, era, porta {ona apenas melhor, mas livre de cuidados ou mais nobre que & Vida ondinire, mas possula qualidade ineiramente diferente, Era boa» exatamente porque, tendo dominado 38 necessiades do mero viver, tendo-selibertado do labor e Jo trabalho, © tendo st perado o anselo into de sobrevivéreiacomum a todas as erituras Wivas, delnava de ser Hinitada ao processo bildgico da vida ‘No rae da conseincia pli progaencorteamos uma ciareza «¢ uma clogincis sempar na definigio dessa diferenga Nerhums atividade que serve 8 mera inaliade de garantr 0 sustento do jndividuo, de somente alimentar 0 processo vital, era digna de ‘ndeniraraesfers politica — e isto ao grave rsto de abandonarem- ‘seo comercio ea manufatura uo engenho de escravose de estran- feiros, de sorte que Atenas se transformou realmente na «pensio- ‘opols- com um «prolelariado de corsumidores» que Max Weber the vividamente dessreveu."" O verdadeiro carater dessa polis jprgora pevcentagem ens sonstiui de exervos autor. enqunto nas Repsticne Romane ceciven etm, de odo geval adds de fore tis Foncins do damino romano, on exeravos gepos cram permet tla meus naciaade que os ses scores: via demons sta hatueza ser por a trem comelige suc e. como 9 corger ta inde pies ur stellen: avium demonsirade com iso 500 ni iad snarls 4s incpacida de aetem chaos. A atude em re Tugse aoe escanis madou no Impéie Romano, mio 50 devigo aie {bdo estonia, us pongue uma propor to mar dt populg se ‘srava er enriva de mateimeat. us sexe em Roba. Virgo con Sdorava que las ers iimamentefelacamado con) «tore ing 10. 0 fata de que 4 corgem difereacla 0 homem lve do ecto puvece ter silo tema de om poems de autora do poeta ereense He ‘Bas sMinha rguera € 1 lnge eu espada eo Boo escodo. Mas dees que nlo bison valerie ds ge du expan © do belo excade {Go proscpe o corpo, pocram-e de joutoe, wssombndos ee am de Seohor e Grane Reis (ctado pr Bauard Meyer Die Sere ‘Short (1898, p22) 31, Max Weber, vida Estes aspectos dos ensinamentos da escola socitica, que logo se tomanam axiomaticose banais,eram, na época, 0s tals novos © mais revolucionirios: esutavam nao da experiénca real do indie viduo ma vida pola, mas do seu desejo de liberate do Srus di ‘ida politica, um desejo que, em seu proprio entendimento, os Fo. sofas s6 podiam jusificar mediante a demonstragio de que ste ‘mesmo esse modo de vida, o mals livre de todos. estava anda rela- Conado ¢ subordigado 8 necessidade. Néo obstante, 0 pasado de ‘erdadeira experiéncia polsiea, pelo menos em Plato © Aristte- les, continuava tio forte que jamaiy houve dvida quanto i distin ‘gio entie as esferas da familia e-da vida politica. Sem a vibra Sobre ar necessitades da vida na fui, nem vida mem a sboae Vida ¢ potsivel: a poiea, porém. jamais visa a manutencao da vi dda. No que tange 208 membros da pls. a vida no lar existe em Fangio da eboa» vida na poi. —6— A Promogao do Social passagem da sociedade — a ascensio da administra case: ry, de suas atividades, seus problemas recursos Organiza ionais — vo sombrio Imerior do lar pars a lz da esfera publica ho apenas duns 2 antiga divsho entre o privudo eo politico, mas também alterou 0 signifieado dos dos temos e a sua importincia ‘para 2 vida do individu e do eidadlo, 20 ponto de torn tos quase Frreconheciveis. Hoje, nio apenas nio concordarianos com os gre [gor que uma vide vividh na povatividade do que & proprio so indivi ‘duo {ido parte do mundo comum, & sidithe por definigi. ‘mas tampouico concordariamas com of romanos. para oF gla & privatividade oferecia um refigio apenas temporirio contra 0s ne- icios da res publica, O que hoje chamamos de pvado ¢ um cit ulo de intimidade cujos primordios podemos encontrar nos lt tos periodos ds civilizagao romana, embora difcimente em qual ‘quer periodo da antiguidade greg, mas cujas pecubiares maior midide e variedade cram ceruumente desconbecids de qualquer periodo anterior & era moderna. 'Néo se tata de mera transieréncin de énfse, Na opiniio dos yoo curiter privativo da privatvidade, impliito a. propria ‘ea sumamente important: signiicavaIteramente um es {ado no qual o indivkluo se privara de alguna cosa, lé mesmo ‘das nas lta e mais huanas capacidades do homem. Quem quer ‘que vivesse unicumente ura vida privada — o horsem que, como o tecravo, niko podia participar da esfera publica ou que, como bit- baro, nit se desse a0 rabalho de estabelece tal esfera — io ert inteiramente humano, Hoje no nos ocore, de pronto, esse aspec= to de privagio quando empregamos a palavra eprvatividaden; © isto, em parte, se deve ao enorme erriquecimerto da esfera priva- da através do moderno individualismo. Nao obstante, parece ainda ‘nals importane ofato de que a prvaviage moderna € pelo mencs {Wo nitidamente oposta i esfera social — descoahecide dos antigos. ‘que consieravam o seu conteudo como auto privado — come o Eat estera politica proprimente dit, O fate hstrico decisive & ‘ea privatvidde moderna. om sua fansho mais relevante — pote {ger aquilo que €intimo — foi deseaberta rio como 0 oposto aes {era politics, mas da exfera socal, com a ia, portato, tem lagos ainda mais esreitos © mais autenticos, (© primero clogiente explora da intimidade — e, até certo ponte, 0 seu teorista— foi Jean-Jacques Roussel: € & tipica que le sea 0 Unico grande autor ao qual ainda hoje nos referimos fre- aientemente pelo primeiro nome, Jean-Jacques chegou a sua des ‘oberta mediante uma rebelio, no conta a opressio do estado, ‘mas contra a insupertavel perversio do coraca humano pela so- tledade, contra a intrisio desta ullima numa reso recOndita 60 hhomem que, até ent, nio necesita de qialquer po de prote ‘A intimidade do coragio, ao convo da intimidade {la moradis privads, no tem lugar objetivo e tangivel wo mundo, nem pode 2 sociedade contra a qual ela protesta ¢ se afirma ser Iocalizads coms mesma certez que o espaso piblico. Para Rowssens, tanto © inimo quanto 9 social ram, antes, formas subjetivas da exstencia humans, ¢ em seu ea era come se Jean- s Jacques se rebelase contra um hemem chamado Rowsseat O ind ido moderna e seus interminiveisconfitos. sus ineupucidade Je Sentirse a vontaie na sociedade ou de viver completamente fora dela, seus estados se espirto em constante mutasio e 0 radical “uhjotivisma de sa vids emocional nasceram dessa rebelio Jo 6o- ragio, Nao resta diva quanto & autenticdade da descobera de Rousseau, por mais duvidosa que seja a autentiidade do individuo aque foi Rousseau, O strpreendente Norescimente da poesia e da ‘isi, a partir de meados do seculo XVIII até quase o ultimo ter- (0 do século XIX, acompanhado do surpimeato do remance. a un {a forma de arte interamente socal, comeidindo com um no me- ros Surpreendente declinio de todas as artes mals publics, espe- ‘Sialmente a arguitetra, constitu sufcietetestemunho de uma e>- treta relagio enire @ socal e © inuime. ‘A reagao rebelde conira @ sociedade, no decorrer da qual Rousseau € 08 romintcos descobriram « itimidade, foi diiida fom primeira lugar, contra as exigéncias niveloras do social. con- {ra o que hoje chamariamos de conformism inrenten toda socie= lade. E importante lemat que esta rebeliao ocorreu antes que o principio de igualdade, pelo qual, desde Tocqueviie, vimos culpan- 0.0 conforms, tivesse tio 0 tempo de afirmarse. tanto na es- fer publica como na politica. Neste particular, povco importa se uma nagio se compoe de homens iguals ou desiguats, pois «socie= dade exig sempre que os seus membros aja coino se fossem mem- bros de uma enorme familia dot apenss de uma opniao e de um tunica interesse. Antes di moderna desintegrao da fami, esse Interesse comum e essa opinio Unica eram representados pelo che {eda familia, que comandava segundo essa opyniio © esse ineres- Sse, € evllava uma possivel desunigo entre os membros de sun Casa." A notivel eoinidénsia da ascensso da Sociedade com o de Clinio de familia indien laramente que © que ocorreu na verdade {foi a absorgso da Faria por grupos seciais correspondentes. A igualdade dos membros desses grupos, longe de ser uma iguaklade fire pares, lembra muito mais sigue dos memos da faa fnte a poder despético do chefe da casa, exceto que, na sociedade “E Bom exemplo dss € obverse de Séncca qe. av dcutir« auidaie deter evetavon colo (gue suber de cor tas os casos! ‘Quando os seus enhores slo deseducados.comens: -O que os fama tes nibem, © dono a casa sues (2p 276 edo por Bar0m. Sh tiie Roman Empire. pals ” conde a forga natural do um ini intresse cemum € Je ums opi igo uninime ¢ tremendamente ntenifiends pelo proprio peso Jos himeros, 0 poder exercido por um Unico homem. representando o ineresse comum © a opiniao adequada, podis mais cedo ou mals tarde ser dispensado, O feromeno do coaformismo ¢caracteristico do aitimo estagio dessa evolugao moderna, erdade que o governo de umn s6 homem — o governo mo- rirquico — que os amigos diziam ser s forma organizaciona da familia, transforma-se ma sociedade (como hoje 4 conhecemos. ‘quando o topo da order social ji nao € constiuigo pela casa real ‘de-um governante absoluto) em uma espécie de governo de ain ‘guém, Mas esse ninguém, o Suposto interesse une da sociedade amo um todo em questdes econdmicase a suposta opin dinica dds sociedad educada dos sles, mio delta de governar por ter perdido a personalidade, Como vertiamos pela forma mais socal Ge governo, iso &, pela burocracia (a lima forma de governs fo estado nacional. tl come o govemo de um 56 homem em be rigno despotism constitu © seu primeio estigio). 0 governo de ringuém nao sigifica necessariamente’ a ausancia de govern pode, de fato, em certas circunstincias, vir ser uma Jas mais ‘Un fator decisive € que a sociedade, em todos os seus nives, ‘exclu a possbihdade de agi, que antes eraexclusivadolardomes: tico. Ao invés de agio, a sociedade espera de cada win dos seus membros un certo tipo de comportamento, impondo inimeras € ‘ariadas regras, odas els tendentes a snocmnalizar» os seus men bios, a fize-os «comportarem-se», a abolir a agd0 espontinea ou 8 reagio inustada, Com Rousseau, enconiramos esis imposes nos sales da alla sociedade, cus Convenges sempre equacionam © individuo com a sua posigio dentro da estutura social, O que importa & este equacionamento com a posgio social, «€ittelevane te que a estrutura soja categoria na Sociedade semifevdal do secu lo XVili 0 titulo na sociedade de classes do steulo XIX, ou ‘mera fungin na tual sociedade de massas. O wurgimento ds wack ‘dade de massas, pelo contro, indica apenas que os varios grupos Socials foram absorvidos por uma sociedade Unica. tal como as tnidades familiares baviam antes sido absorvidas per grupos 10 Cals: com 0 Surgimento da sociedade de massas a esera do social Atngi Finalmente, apis sSculos de desenvolvimento, 0 ponto em ‘que abrange e contol, igualmente e com igual fora, todos 0s ‘membros de determinada comunidade. Mas & sociedade equaliza so em quaisquer circunstineias, ¢ 4 vitvia da iguldade no undo tmodemo ¢ apenis « reconhecimento police jriice do fate de fue 4 soclodade conquistou a esera pablicn, que a ditingaio © & Giferenga reduziramse 4 questbes prvadss do individue Esta igualdade modems, baseada ao conformismo inerente sociedade e qe 36 possivel porque o comportamento substitu a aso como principal forma de rlago humana, difere, em todos os Seus aspectos, da gualdade dos temps untigos.e especialmente da igualdade na cidade-estado grega.Pertencer 20s poucos igus ‘ivi sgnticava tera permissio de viver ene pares; masa esfe- ‘a publica em si, polis era permeada de um espinitoacrragamen- te agonisticn: cada homem Unha constantemente que se distinguit fe todos os outros, demonstra, através de eit ow reallaagtes Singulares, que eto melhor de todos (en aristeuciny.” Em outs palaveas, a esfera pibica era reservada & indvidualidade, era 0 Unico lugar em que'os homens podiam mostrar quem scalmente € iconfundivelmente eram. Em benefcio dessa possibidade, = por amor um compo politico que a propiciav tas, cada um dees estava mais ou menos dispasto a comparilhar do dnus da juristi- io, da defesa e da administragdo dos negécios pices. E 0 mesmo conformismo, a suposicio de que 0s homens se ‘comportam a invés de agir em relagdo uns 0s outros, que este nt base’ da moderna cigncia da economia, cujo nascimeato coinciia om 0 sutgimento da sociedage ¢ ue, juntamente com o seu prin- noliuco de wide tipo de sociedad, » canformismo que so da gar hm unico anleresse ens inca opin, tem sas aizes tas ns tincidade da homanidade. E_ como extasnicade ds humaniade no € fant ve nem mesmo simples hipoteseciemifies, com 08 ficgo ce_nien: da econrmsclisien, a soci de masa, tnde 0 homem como animal socal rena supeeme © onde apatente- mente.» sobrevivencta da especie podena Ser garaatida em esc inal, ode a mesmo tempo amsava de extngio a hank ‘A il la iia de que a soeiedale consi & organize ‘cio publica do proprio processo vial alvee sejeencontrada no Fato {Uc quc. cn tempo relativamemte cura, « nova esfora social rans form todas st comunidades modernas em soviedades Ue oper tio e de sosilriadons emt ouiran pala. esas comunidades com Centrinim-se imedistamente em torn asics ividade neces Site para manfer a vida — o labor. (Naturamene, para que se {enh um soctedade de operivios nao & necessaio que cada um {doy etn membros seja Fealvente im operari Oa trabalhaor — € nem mesmo emancipaan da clase operina ea enorme forg po Tencil que 0 governo da maior Ihe aribui sio decsivas neste particular; basta que Todos & seus membros consderem o que fa zen primordialmente como mod de garantr a propria subsistenca a via de suas Talis.) A Sociedade e a forma ma qual fat dt ‘ependénia mit em prol da sutsisencia, € de dada mals, adqui- te importancis publica, e na qual ws svilades que dizem Fespeto mera sobrevivcncia sia admis em prag pales ‘© Tato de uma atividade ocorrer em particular ou em piblico rio &, de modo algun, indiferente, Obvianente, ocarater dt exer pica mide segundo as atividades que nela so admitdas, mas, fem grande parte. natarera Ja props atvidade tambem muda. A Stividie dO labor, embora sempre relacionada com o process vi tal em seu Sento mais elementare bioligico. permancceu estacio- rirat durante mires de anos, prisioneira da elem recorréncit ‘do processo vial a qe se refere. A promogio do labor & estatra ‘de cols pli, Jonge de eliminar o seu carter de processo — 0 ‘ate teria sido de esperar, se lembrarmos que 0s corpos politicos Sempre foram projetados com Vistas 4 permanénciae suas les sem pre foram compreendides como limitagoes impostis so movimento A iberot. ac contro, esse processo de sa Fecorencla circular € ‘mondtons e (ransormou-o em rapid evel, cujos results, ‘em poucos cules, aera ioevamente todo orannde habitad. 'No instante em que o Inbor foi Hiberado das restugdes que The cram imposias pelo banimento &esfra priv ~ € essa mncip {lo do lubor no foi conseqisneia da emancipage da clase oper Fis, mus» precede —. foi como se o elaineno de erescimento ine Fente toda vida orginiea houvesse completamente superado & 5€ Sohvepasio aos processos de perecimento raves dos quai a vida borginica é controlada e equiibrada a esfera domestica da nature> ‘2a, Aenfera social, na qual o processo da vida estbelecen 0 seu 56 DrSprio dominio puidica, desensieot um ctessimenia aria prussim dizer. do natal e€ contra esse creveimento. ni me mente coir 4 socieae, mis contra uma esfera sil em com tante crescimente — que © privado inti, de wm lado, de ‘otro. @ politico (mp sentide mis cestrito da pala mostra ne incapazes de olerecer resistencia. ‘0 que chamamos de artificial creseimento do natral & visto ageraimente como 0 uimenio corstante acelerago Ua proditividade {do rah labor). O Tato folate mais importante neste mento ‘continuo foi, desde © nie, a orpanizagio da atvile do labor Visivel na chamada divsio do «trabilon, que preven i revolt {0 industrial, na qual se hasota até mesmo 4 mecanizasio dos processes do iabor. 6 segundo fator mais importante ra produ Sade do «trabalho. Uma vez que o proprio prineipie oganizaci ral deriva claramente da esfera publica, © ni Ua ener priv, diviséo do tabalho € precisumente o que siceue a ativadade Uo Tabor nas condigses da esfera publica equ jamais podeia ceore: ina privatividade dolar" Apsrentemente, em nenhuma ou esfora 17, Agu eo resto deste fee, aco exprseio aio di buh» somente emer condiey se tao. sue te ‘de & sida ¢alomiznls serum som nen de poucnae mnie (Ges. enc a edivsio de talon ofeecas pels espviaizgae pra Som ests tims 90 poe ser assim stlicads noha prema de ae 1\Nociedae deve ser consbala como um seo not sata das revensidles dost net Grice ems subd enve os sen mem bros por sama mao iavsive- 0 mevino se pic. ts wt rogio esdasula de um visi de taba en bs setae. gue hepa 2 CF considera por agar aor: como mat orginal de foe East ‘Sivingo prewime como sijelo tinea x expéoe humana. que vk Sas Habits Ente hosenc mthere. Quando e met arguments ers ade {re os aig twee. por exempl. Nene soma tt 2, SEnfisee 9 sgnicado cram bustate diferentes” A pincial vaio era frire'a vida vida derqo de cia. mo ir. #3 ra vi tr. no mam 44. Somente ets vitna ta convderad com dig de um home fatuahmente. no havi nog de ankle cate © wer me thers que ¢ om presuposto necevsai pra a Meade divand s (cE a 8D, Aputestoment. saaligidade o> combocea » epi proffsans, que era supoxtamete peetermnada por dors quale, haturas"Avom, trata sw mn de vor. gee acipovs our Thares de tabathaderes ea stb Separo ore eae hal ade de culate. Vejeas1-P. Vera, Prova t nature da a Grose No.t Ganeiro Marge, 195), da vida atingimos tamanha exceléneis quanto ns revolucionarie transformago do bor, 0 ponto em qoe a acepy0 do prope ler tno (que seinpre steve ligulo w falipns¢ pends- quase insuport Nein ao esfongo © a uor €, conseqicatemente,s ums defrag {do corpo humane, de sorte que somenie extrema mise OM pobrecs poderiam cusiclos) someyou a perder o seu signicado pars nie ® Embors a exirems necessiade tormasse labor indi pensivel & manutengio da vida, a gtima cosa x esperar dee seia fexcelencia, 'A exceléncia em si, arete como a teriam chamado os gregos, tirtus como teriam dito 0s romanos, sempre for reserva esfera publica, onde uma pessoa podia Sabressairse e distingurse das ‘demais, Toda utvidade realizada em public pode alingir uma ex: celencia jamais igualada na intimidade, para a exceléncia, por det ‘igo, hi sempre a necessidade da presenga de Outs, € essa pre ‘Senge requer um publice formal, consttudo pelos pares do indivi ‘duo, ndo pode ser a presenyaFormitae familar de seus iguais ov Inferiores”” Nem meses a esfera social — embora tonasse andi ta a exceléncia,enfatizasse 0 progresso da humanidade a0 inves das reaizagdes dos homens ¢alterasse o conteido da esfera pil aves europe para labors — 9 lai € 0 inglés Jatur 0 grgo puto. 0 franc tne! alm ho signa do toes ei waa amin pa ve pit, a tom Asher tem te mesma tigen eliolgcan que pobreza (eam Jrepe € Aro em slemo) 0 proprio Hesiod io como re os Pov Ee itcacores do tebalho ou agai, vik pon elma (0 Sabor ablrono-)como g primeiro dos Bales que armen os hee ‘ens (Teoma 226)" Quanto so so greg, verse G. Herzog Hauser, ones, om Pauly Wiosrwa As palate lems Avett € tr dria ibs do geminico unto que sigsiTeave salina. deseezid, handocndor Verse KlxerGdtze, Rbmotoisches Worterbw SI No aes medieval. sae ens aaa pre alt. re sel desta ton Prtetanra (ssi, Berm 186) 59.0 tio cite rensumento de Homer — de que Zevs ra met de do merto (ree) Ge um homem nod em gue fe sucumbe Bese Sisko (Outs tv 390 E) —e cob boca de Eumao. um o> Inoral, O escrave perde 0 merit, 4 exeesencin, poraue pede @ admissio {Pesera poblea, onde o morte pode ser demonstato. ‘no ponto de desfigari-lo— pide aniqular completamente a co- retdo entre a realizagio publica e aexceléncia. Embora nos tena. mos tornado excelentes naquilo que elaboramos em publico, a nos ‘st cxpacidade de ayo de diwurso perdeu muito de sua antiga {uulidade desde que a ascendncia da esfera socal baniy estes dt {mos para a esfera do intimo e do privado. Esta curios dxcrepan cia mio passou despercebida do publico, que geralmente a atibui a lima suposta defssagem entre nossas capacidadestGenicas © n0ss0 Sesenvatvimento humanistico em peal, ou entre as ciocias seas, ‘ue altecam e controlam a natureza eas ciéncas sociis, que ainda fio sabem como mudar e controlar sociedade. A pate outras fa Tacias do argumento, lanias ves apontadas que sera ocioso repe tis, esa critica refere-se apenas 4 uma possivel madanga ra si cologia dos seres humanos — os seus ckamados padres de com- portamento —, nao uma mudanga do mundo em que eles habitam E esta interpreta psicologca, para qual a auséncia ou a presen ‘gaide uma esfera piblica € tao irelevante quanto qualquer real: Se tangivel © mundana, parece bastante duvidosa em vist do fato {de que nenhuma alividade pode tornar-se excelente 4¢ 0 mundo ‘aio. proporciona espago para © seu exerciio. Nem a edocapio them a engenhosidade nem 0 talento pode substiuir os elementos Consttutives da esfera publica, que fazer dela o local adequado para a exceloncia humana A Esfera Pablica: 0 Comum ermo -publicos denova dois fenomenosintimamente correla os may ns pefetamente wnticos Signics, em primero lugar. que tudo 0 que vem a piblco pe de ser visto e vuvido por todos ¢ tom a maior dvulgasio possi! Para nos. a aparéneia — agile que ¢ visto e ouvido pelos outros por ss meamos — constitu a realdade. Em comparasio com & Fealidade que decorre do Tato de que algo € visio escutado, ate mesmo as muaioees Forgas da via intima ~ as pulxdes do ora, ‘os pensamentos ds mente. os deletes dos seatidos — vivew um ‘especie de existéveia incertae obscura, a nio ser que. € ale que Sejum transformadss, desprivatizadas uesindvidualzades, por 9 assim dizer, de modo a se tornarem adequadas & aparigio publ: Ga" A mats comum dessas ansformagies ocowre ma narragao de histria ede modo geral na transposigio artistic de experiencia siduais. Mas ndo necesitameos x forma 60 asta para teste ‘munharessa transiguragao, Toda vez que falamor de coisas que 8 podem ser experimentadas ra privatvidade ou na intimidade, te» Zemolas para uma esfera na ual assum uma espécie de reall adie que-a despeito de sia intense. eas mals podem ter tido antes. A presenga de outros que véem o gue ¥emos e ouvem © ‘que ouvimos garante-pos @realidade do mundo e de nibs mesmos: ,embora a intimidae de uma vida privada plenamemte deserve Vida, tal como jamais se conheceu aes do surgimento da era mo- ‘dera edo concomitantedeclivo da esfera publica, sempre intens- fica e enriquece grandemente toda a escala de emogiessubjetvas © sentimentos privados, esta intensificagao sempre ocorre 48 cuslas ds garantia da realudade do mundo ¢ dos homers. De fato,o sertimento mals intenso que conhecemos — imenso ‘49 ponto de ecipsar toga an otras experi, ov sein # expe ‘encia de grande dor fixica — an mesmo tempo, © mais privado ‘e menos comuiniivel de todos. Ni apenas por ser, talver, nica ‘experiéncia 4 qual somos incapazes de dar forms adequada 4 expo ‘iguo piblica:ra yendade. ela pos prva de nossa percepgao da re Tide a tal ponto que pedemos esquecer esta ultima mals ripida © facilmente que qualquer outra coisa. Nao parece haver uma ponte ‘qe liane a subjetividade mais radical, ra ql ev jr SOU se Ufedvels, a0 mundo extevior da vida! Em outs palaras, & dor, {que ¢ realmente nma experiencia limtrofe ene a vida, no Seri {de -estar na compat Jos homens” (itr amines eave). @8 MOE “Fate €taném o mosiv polo qual éimposivl-escrever um en o eacactercgion de win escrivo <> At lester & Ucrdale © pestense tharos, Save the Rovnn Eve. pS 41, Refico.me agua um poena sabe dor. pouso conbeco, gue ke escteveu em sev leo de morte Av prin has dese poems em tla os "Komen du du fret. den ih anrhesne eet Schimer im lehichen Gewets_c tevin crm sege: Bin ih ec aah der ds unkenniih brepnt7Erinnerungen ress ich ich) herein Le ben, Leben: Dratsteosein Ud fh a Lobe, Nimund, cer mich kent, te. tao subjetiva¢ alfeia to mundo ds aisas e dos homens que flo pode assemuf quskqer tipo de aparencia" Uma vex que # nossa percepyie da reaidade depende toa mente dt aparénea,e portano de enstenca de um esfera plea ma gual coisas possam emergir da teva da existence resbuards 4, a8 metma & meilur que Huma nossa vida privadae inti Seriva em altima analise, da lu7 muito mais intensa da esfera biica, No-entanto, hi moitas coisas que age podem suport a Iuz implacavel e crus da constant presenga de ovtcs no mando pe bligo: neste, s0-¢ tolerado 0 que € to come relevant. digno de Ser visto ou oud, de sorte que oirelevante se torna automatic mente sssunio privado, claro que isto nao significa que a8 ques toes privatas seam geralmenteirslevantes pelo eontitio, vere mos que existe assuntos muito reievantes que podem sebrevi ‘Yer nu esters privads, O amor, por exemplo, cm contraposigan & amizade, morre ot, antes. Se extingue assim que € trazio publi fo. (Never seek To tel thy love { Love that never tld car be.) Dads a su inerente turers extratertena, 0 amor so pe falsif arse ¢ perverterse quando utlizado para fine plicos, m0 transformagao ow salvagga da mundo. (0 que-a esfer publica considers irelevante pode ter um en ‘canto Go extsordinirio e conlagante que too um povo pode {doti- to como moda de vida, sem com isoalterar-he o eariter ey Sencialmente privado, O mero encantamento com spequers oisasn, embora pregido pela poesia do séaulo NX em quae tedas 1s linguas européias.enconteou sua representagao essa wo th boner do povo francés. Apds © delinio de sua vas € glotiass tesfera publica, os franceses fornaranxe mestes da aite de serem felizes entre spequenas cuss, derivo Jo espace de sas giao paredes, entre 9 rmiri€ a cama, ent a mente 9 eadelra, ene “2. Quanto subjeividae da dor su relevancia para rods as va riames de hedonismo e snsualiam, vjamese #41543. Pa onvivon tyr ocorve om dor hi ue sspeco ds mane mo qual © como se elt Sparecene ere oy vvot! m sellce. Coste observa eet vee qUe ftvelhecer £sdessparecergradusimemses nul nes Zui a) or seticnangy verde dest obereagao. bem oo v span fel desse poaceno de desapurccinem, sao boo hangieis nos auto FRiralon dos panies sent guna selhoe— Rembrim, Leonardo Eiryos ais a incootade do os parece lumina press coe is que val desaperecendo, 6 fo ci, o gato‘ 0 vaye de Mores, deca estas eins um cua {doe ui terpure que, num mundo em que a ropda nding deste constantemente is covs deer para prodizir & alos Je hoje. poue te parecer o imo recap puramente humane de mundo. Esta ampliagao da esera privada, o encantamento, por 3s ‘sim dizer, de todo um pevo, nio a torna publica, nde coast uma esfera piblica, mis, ao contrano, significa apenas que a «sTera publica refluin ase que iteicameate, Je modo gue, em toda Par fe, grumdeze cedeu lugar ao encan pos emborts-esfera publica ‘poss er grande, mio pole ser eneantadora presiamente porque & Incapaz de abigur o Wrelevante im Segundo lugar. o terme «pile significa 0 ppv mon ‘do, na medida em que vont toon nos ewifernte de Iigur ‘ue nos cabs dentro dele, Exte mundo, vongid. nig © Mento {ema ov fk natureza como espago limtado par mosimento dos homens e condi geral da vida orgnica Antes. ema ver com 0 ariefato humano, com @ produto de mics humanas, com» ex {ios reslizados enire os que. juntos, habitam © mundo feito pelo hhomem Conviver no mundo significa esencialmente ter um ‘mundo de coisiyintenposto entrees gu nelehabviam em eorunn {Como una mes ve ilerpae entre em que se sentam 39 Se TedOr pois, como todo intennediaro,¢ mundo 20 meso tempo separa stabelece una relagio entre os humens ‘A cfera pica, enguanio mands comm, rne-n05 pranhia ns dam outros e contd evita gue colidamos ms coms ‘utros, por assim dizer O que orna to df suportar sociedade ‘de masts nao €o nlmero de pessoas que ela abrange. on pelo me- fos nig ¢ este 0 fator fundamental, antes, € 0 fato de que © mundo fntee clas perden a forga de manila junias, de relaciont-las urs 4s outras¢ de sepuri hn, A estranera de lal stag lembra de luma sesso espirita ma qual determinado mimero de pessoas re {dis em tonne de usa mesa, sissem aubuatene, or lpm troKe Imago, deseparecer a mesa entre elas, de ste Que ds pessoas Sentadas em frente um & cules ja nao estanam separadas mas ampouco team quslquer relay targivel ene i Histonicamente, coohecemos somente un principio concebido para manterunida wina comunidade Je pessousdestuidan deine. Fesse mim mundo comim e que ak hiv se sentiam relacionadas « Separadas por ele. Encontrar tm wineulo entre os homens, sulicien {emente forte para substitu 0 mundo. fru prmipal trea polica dl antiga floss erst, € for Agostinho quem propo edie so bre a candade no apenas a siemandade> emst, mas ton as rls 6 oes mans. Esta ate, pod, mito embora sas quail ‘Se niw mundi corresporda slaramente ic expeneneis humana Be ral do mur, omen tempo nindamente diferente deste lime por ser algo que. como «) mondo. se-iterpie ene os homim Ate mesmo 0s ladroes tem entre si nver se} aqullo que chara de caridades!* Este surpreendente exermplo do prncipi politico ‘ristao 6, de Tato, muito bem escokido: purgue o vine dca dade enti as pessoas. embora inca de err um esfera poblica Propria e bem adeqiudo a> principio lindamental cist de extra terrenidade ¢ admiravelmente capar de gw por este munio Um ups de peasy ensencalmente stad fra dele — um grupo de Santos ow um grape de eriminosos —, bastando apenan que se som Seba que o pioprio mule esti condenado © ie Lota aieniale se incl exeveida coms tesla quar mands dara (ngs ‘duns 6 mundo) O curiter spoliiuo eee publice da comunidad ‘vsti fo hem cedo definido na condigao de que deveria forma um iis cuyon MembeosLtiam ese 4 Feligan ge tem os TIO de ma mesma Eandia* A estrus da Via comaritaa Come) por modelo as relagses entre os membros de uma Famia porque {stay eram sabidamente o-poiicas e ale mesma sntipoltices Su ‘mais exstiu wma exera publica ent os membeos de uma fai. B. Contra Fans Manichacun » 5, 44.0 que ¢ sind, aatrsimente,o pressuposto ate mesmo dt Fiose f polticate Tomas de Agni Wejese npc 2 TS 45. exorensin conn ri publica € conten na aim presi, may Ice a coniagae da populace Rab umes de Tertinado amy police. O term peso corespondenc, sr MUN { empisgado no greg pre cristo mom semis pol. Av gu parece tretfra ure pols mera ver em Paulo (fur era) e¢ de tno {rrenfe em tok os algun scores chs fuse, por exemple TertlinAyoiocten 9 on Ambrvin, De ain mania M.& 171, Vew a grande imgetinci pur tenn pies medieval oe ‘ress namimererte que tedon ox homens eran i nd Po tomas Je Aguine pet 1B Ty Mas. enganto on sors rai tion ntti padded mewrom, aden ipsente He Iai tarde diferenya ene chele e ox membetn, ene @ sever ote que em povernar¢ 0 dover dor mesbvon, que era Ubedeser Quant's dade Mein. sefese Anton Hermann Cheat The Corpor fe Mea in the Mile Agess Review of Pies Vol. Vili (9S) “ cra portato anprovivel que viesse a surgi da vida comuniara Crista se esta Tense governads pelo prieipio da cardade © ala Thais, Aims asim, como saberpos strates da hsv e dos teeth Imentoy dus ordens monisicas — as umes communalades nas gas Se chegou a eapenmentar o principio da cardi como expediemte Politico ~ o perigo de que at alvaladesrealizadns wba premencts Ua unecessidade da vide presente» (neceesilas eae prasendis le ‘Vassem. por i mesmas, visto como eram exercidas na presenga de ‘outros, ao estabeleimento de um mundo opesto. uns eset pub no interior daguelas mestis ordens, fo saficiente para deman ‘ar regras ¢ regulamentos adcionas. Jos quats 0 mats relevant fem nosso conten foi a prabigao da excelnciae do subsequerte oreo." 'A negagiio do mundo como fendmeno police 0 & possvel base da premissa de que o mundo nao durars, mas. & base deta premissa € quae Incvitivel que essa pegagao venha, de ums (or mia ou de outra, a dominur a esfers poiica. Foi o que steed Jipcs 1 qed do Imperio Romano, e. embora por motives bem di ierentes-e de fonma muite diversa — e talver bem mais desalent or — parece enter ocorrendo novamene et aass0 propeo tt po. A wbstenao erst das coisas tevrenas no é de me algun, Tica conclusie « ne trar da sonsicgao de qe o arco humo, prodivfo de mior morta, € to mortal guano o> seus atces Pelo contrricr exse Tato poe tame inensifiat 0 oro € 0 cor Sumo dis coisas do mundo e de todas as Formas de imereimbio m8 Gusts © mundo nao € fundamentalmente eancebido como Keo, filo que & comum a todos, $6 existencia deena esfera piles ee subseqienteteansformagio do mundo em asa comutidade de Cowsay que reline ov homens « estahelece ums felagio ene cles {lependeinteiramente a permanéncta. Seo mundo deve contr im tspaco pillico. nav pode ser constuldo aperss para ums geragao © Dlanejado somente para os que esto Vives: deve transcender a dt Faia da vida de homens mora ‘Sem essa transcendeneia para uma potencalimortaldade tr ren, nenhuma polities, no sentido restrito do temo. nennn min {Uo comm © nenihums esfera publica sio possives. Pots frente “6. Tomas de Aquino, upc 2 4. Vejuse Antigo 7 do epslanceto Remedi. Levasseur, ‘or sem dx moages puss SFE oho oe Tao, ra forgo abandon 6 rented bem commu ta como 0 eristianismo o concebia — a sh oyu da ake do individu come interesee comum u todos —& tnundo comum & agile que axentramos ao nascere que deixamos pra tray quando morremes, Teamscende a durayio de nossa Vila into no passad gamto ho Futura: preexistia nossa cepa €s0- hevivers nossa breve permanent E iso © auc femos em co- rim nao si com aaieles que viver conosco, mas também com bateles que agus estiverum antes e agueles que virko depois de fds. Mia esse mando comm 50 pode sobrewver ao adVento © & pertida das yeragoes na medida em que fem uma presenga publica Pro caniter publics da esfera pica que & capaz de absorvere dar Tui atavés dos séeion a tudo o que cs homens venkiamn a pre- Serva di suis natural do tempo. Durante muitas eras antes de ns weityay ja nao agora — os homens ingressavam na esfera publics pov devgjurem que algo seu, ov algo que Unham em comum com Butros, fosse mais peranente que as sus vide Lerrenas. (Assim, ttdesgiaga da escravidio consstia Ao 40 NO fato de que © ini “duo era privado de liberdade evisibiidade, mas tambem no med ‘esses mesmmon inividios obscures =de que, por serem oBScurOs, ‘morretiam sem deixar vestigioalgum de tein existidor * Talvez ‘O mais claro inicio do desaparecimento da esfera publica a ert ruxlerna set quae completa perda de ums aténtica preocips {ho com a imortaldude, perda esta um tanto eclipsada pela peda Simultinea da prevctipagi metafisica com a eternidade Est it ‘ma, por sera preacupayin don fibvofon da rte eontemplcia ‘eve permanever fora de nossas consideragces atuals. ma 3 pr meine © atestade pels atual emiieagao da busca da imorelhdade {Com 0 vio private da vadade De fat, mis condies moseras tho pone tmprevavel que slgaém aspire sincetamente& otal ‘hide ferrena que possivelmente temo Fazae de ver nela imphs vaidade ‘0 famoso trecho de Arsisteles — «ao considerar os nepicion thumanos nao se deve «considera © homem como ele e nem com siderar o qe & moral as cosas mortals. mas pensat NEES (0 ‘enfe} na meds ern eu tém a possibidade de se tornarem mor fins —- ocorre, mttoadequadaments, em uma de suas obras pol “aro (Slavery in she Roman Empire p68), mama eseaese dona aise dames de exeravos gon clos fomanos qv BD boseinava, alm le soy rela dante w vee corer dem Ferro devonte a hii fl de un epvatio, eo escrave enconirava um pruser meluncalica neste ims s ticas-® Poisa polis era para os grep. com res publica para os oman, ens primero lugar» gatania contra 9 futliage Ga vida Indivnal, « enpogo protenido contra essa fide © reserva Felativa permancecia, sento 2 pmertale, dov morta "A opine dh a moderna scerea dt esfera publ aps a petacilar promogao da sociedade proeminencta publics. fo ex press por Adam South quando, com dessemante franavezs, ele men Cronous nessa desafortumada raca de homens chamades homens de Tetras para os quis a edmiracan publica. sempre parte da Compensi.s parte consilerivel na proissio médica: talvez parte Sinda mator ha profisio jridica, quae tala recompensa dos poeta eflosofose* Nesits paras ica eviente que a admiragio publica e a recompenss monetits tem a mesma natureza e podem Kubstitnir tna our. admiraydo publica € também algo a ser tao € consumo: ¢ 0 stuns como dipamos hoje. saIN ui De essidide como @ alimento salistaz outra” a admire publics € ‘somsumia pela Waa individual da mesma fom como 0 linen: toe conwumide pela fome, Obviamente deste porto Je vista, 3 prova da realidade no ests na presenga pblca de outros as an {es na maior oo menor preméncta das necessaes. ci extencia tw inexistencis ningném pode jam stestat Sendo agiele qe a Sente. E tl coma a nocessidade de ehimento tem si base demons travel de realdade no proprio processo wit ¢ tmbem obvio qe & dor cruciante da fome, inteiramente subetiva, € mais real que “vanglria-, como Hobbes chamava a nzcessidade de alma publica, Contudo, sida que esis necessiaes, por algun milagye ‘be simpatia, fossem compartthadss por outros. «st propria ft {de impedilassa de estabelecer algo solo duravel como wim man. do comum. Assim, © que importa nao € qbe hat falta de admiragi publica pela poesia e pela flosefia no Mundo modrno. mas sim {ie esse admiragio nfo constitu um espase ne «aly vise so Doipadas da destaigae pele tempo A adnaraqi publica, coms fouda digramente om doves cia Vez Maores,& ao contri. 0 fil que u recompensa monetars, uma das casas mais fiten que nistem pode tornarse mts sabjelivns e ma veal Em contraste com esta wobjtiiaes, cj base unica € 0 dh 50. 4 Rigurca es Nagdes, Livro 1. cap. 10499-1202 98 Jo Vol cd, Everyman ‘aheio com denominalor comum pars satifagio de todas as ne ‘cevsidaes reali da exfera pica conta OM) presen 5 tmaltanea de snimeron aspectos « perspectives nos gua 0 mundo ‘omiim s¢ apresenta par ox quais enka medida ou denon nuslor vomum pode jimals ser inventad. Pols. embora o thundo Comm sea terreno comum todos, os ave esto pesentes oc pram nele diferentes lugares, 0 lugar de um aie pode coineir Eom ode ontro. da mesma forma como dows objetos no podem ‘etipar & mesmo lugar no espiga. Ser visio e ouside por cuts € Itmportante pelo fato de que foes seem e ouver de angulos dit remies. E este 0 significado da vida publica, em comparagso com (ial ate mesmo a mais feconda vatisfatona vwla Tamar pode ‘Sferecer somenteo prolongimento oi 4 millipieago decal ind ‘id com os seus respectivosaspectos © perspeetvas. A subj ‘ade da privatvaade pode proloagarsee multpcarse ra fais, pode até tomar-se ta forte que 0 sev peso € sentido naestera pu Bric: mas esse - mundo» familia satus pode substitu areata resultanfe Gt soma lott e aspecios apreseniados por um objeto & Xin mulialio de espestadoren.Somente quando as cosus podem ser vintas por mutas pesseus, mma ‘aredade de sspectos, sem Tidar de Mente, de sorte que os que esto asta volta saber ‘gue véem mesmo na man completa diversilade. pode a reabdale ‘do mundo manifestarse de maneira real © Peden "Nay Condes dem mundo comm, a realidad nao & garam tida pola snatureza comme de todas os homens que o eonstivuem, Imay sobretudo pelo ato de qi, a Jespeto Je diterengas Ue post ‘uo € ua resoltante vanedade de perspectivas, todos estao sempre Tnteressados no mesmo abjeto. Quando ji nio se pode diem a mesma Mentade do objeto, nehuma natureza mans comum. © nuito menos o confermisme artificial de sme sociedate Je masses pode cviar a Gestugao do mundo comum. que © geralmente pre edida peli destingeo dos moitos aspectos Nos quak ele se upre Senta it pluralidle himans Isto pode ocorrer mas condigées Jo ‘Nolamente radical no qual ninguem mais pve concord com min fuer como geraimente ocorre nas tifanias: mas pode tambem Scorer ns condiaes da socedade de massa ou de histeria em Imunsi, onde vemon todos passarem subltamente a se comporar ‘Como se fossentmnembros de uma ini Fam, cada Ure a apt late prelongar a perspectiva do vizinho. Em ambos o> 0s, 08 homens tornam-se sers inteiramente pris. Iso €.pivados de ter e ouvir oy outs e privados de ser vison © ouvidos por eles So todos prisioneres da subjetwidade de sus prOpria existent a Singular, gu continc ser singular ainda que a mesma expesiene cise multplicads imam vezes. O mind comuny acaba quan Qo cvinto somente sob im sspecta © 6 se The permite Um Pers peetwa —8— A Esfera Privada: a Propriedade cm rehgio asta milla importineia da esfera piblica que © fermo =privado-- em su scepgaooFiginal de -prvagao=, tem sienicudo. Pars indi. vive uma vi ntevcmente pba Slenfca,acima de tudo, ser destido de coisas esenciats vida Setdadeirumente humana: ser pevado realidad que advem do Fato de ser vst e otvido por outs. pivado de ume relagao ob tiva com eles decorrente do Tato de igure e separate deles Imediante um rundo comm de coi. e prvado da possbiidade de realizar algo mas permanente que a propria vila A privagao & privatiidide tesde ma ausencia de Uteom, para estes. © Pome Pera ni ey inherit ce er ene Bie quer gue ele Tage permanece sem imponincia ow consequen alpara os ouron;€-0 que fem importa pan ele ¢ Sesprovido ‘Nas ewcstiness modemss es pritago de relages wie tay com os otinon de a reliade garanida por termed “estes tltmstormonse fenomeno de massa da solo nO Ua ‘Sumi fora mas exemt € hah antrtuans,O met o ial esse lehdmen € tao exten ¢ que &socedace demas no apenas denver a evevs publi cin exfere paiva pve {ida os fens ao odo seu fogar no mundo, ms amb do Seu tr pos, no gal antes eles se Senta esguardos conta © Imundo'e onde. de qualquer forbs ate tes os gi evan et {ids do mundo pod encontratheo subtruto m9 car do ar f na limits realdade da vidi em fami. O pleno desenvalvimen- {oda tda m0 le ns fama eon expagoifenore vad deve Sebo entacrdimaio senso politico do pove romano ge a9 contr ro dos gregos. Jamaissaenfcou o prvado em benefcin do publico nas, 20 contrinc, compreendeu que ests das esferes somente “i Quanto 8 soldio mederma como Fendmeno de mans vebe-se Da- sd Resmam, Die Lanes Cave 1990 “ ts oo de oes emo nd Gm Aten. ¢ hantuntecacterioo que ums rior fou streditado que. arn 0: exesvon a capa do senior ersu que a > Jubii era path os ealabion® No entanto, por enas sported ‘ie poss ter sido vida puna em far # Sie ae mame po ‘ia se mais ue tm sutra. embora v efea privala cm Resa omo em Atenas, oerecese amplo espaco para ativan au ho Je lasificames como superiors atividade politica tn Some 0 ‘cumulo de riqueza na Grit on a devogat dees ca CNC ém Rona, Est attude =hiberas. que pod, em certs ceunsan™ las, prduzi eseravs muito prénperone alae ede. si nincava somente que 0 flo de ee prospero io ina qualquer re Iidade na pots pega. como ft de ser Moston tha a importa me republic romana” Como seria de expert, 0 carer privativo da privativate. conscigncia dee estar privado de ago exer ma vi Sida excluivamente na enfera eesti dolar pend oa forga & suse se ening como iventa do atin. A sori ist, em contrapesigio x sees precitos relginose fundamen tas, sempre inc em ce ccm deve cuir So sun afarres fue esponsabidade polite const. em pret gu ‘nus acito exclisvamente em pro do bet-starc Ua salvagao daguces que ela liberia de preocupsgio com os nepicion pu cos" E surpreendente qu ext uttude tna sobre Me SP, Pino. o Mogo. cto par W.. Westermann, «Skiers em Pauly-Wissowa, Suh VI. p04 $8. Exist provasuficiente dens Seren de estinsta ete a «verse caltom em Romane ta Grecia Mas rterssane oer cb Sos Os eserves romunos desenpearam tm pel tate tao {ur romana gue os evrnon peg erm Gre ni oro tae. paeldsts imo twa economic 1 muta mas agora te elas Wesermann em Pals Wiooar #9) 54 Agostnho (De esate Det 1A, 19) v8 m0 ever be cute em rl praca open) at i € da comempisio. Mas, va vada stiva. ao wo honite€ © pet ‘esla da que devemos smear. mgs o bemestar dgucls qe esti? hake de nos Gutivem seburirurin Ebvo que exe np de seyponse o secular moderna pont ge om emovtos, pens rexami onesie nsf ee rogaine as premio suhceniee» ducer sim de moe ade pe evenolnente Pred nent espersyes aan tot decade de ton cers plea, A ference ene os pons de vita crite cine ee respeio 0 prime Tao ogoverno come al neces em tie da rtrera Jechdore do hamem ¢0 out experando pee bolo aim sit tao € wa cferens de aval etre pica eh. a de oatrcea humana’ O ate ¢ mpossielperceer dem pores Via ou de ouac ave a sdccadeoie Go eat de Mar hai si do precdida pol Gans exer pics ou 01s. por St ATonsformayae urn esfera mito rentite Je goer. Nos as Marx esse poveo jacomegaras deci sida mas, Sto €. 8 st Trraiormado num sonoma domestiar de smcmey mc tats te gue cm nssos dss, comega s evaperect complete {eso trna defers anda ma esi peso de nn = Parece ser da natureza da relagdo ene as esferas publica & privada us testi al do dsopureciments ete pica SG acompuntindo eta meng de ul itso ds esters pri SENG por awe que toda a Guavseu vio» ransformarse ti arguento quanto deste rinse Dried pris, Pon pla pve em coexio com po Freda. mes em termow do pensament pic doy eve imeatanene sen crer pra e rane pare de ‘posite ees public em geal sparenerete pope poss cevtassualficages qs embor sits ha ester pada Spe foam ta coms solamente importantes rare 0 COPS palit, 5 profunda conexo entre oprivado eo pio eveme em seo nivel mas ment a estan de pope piv, corre Raye isco de sr al inerpeta em tr do mosem ceo fatneno ent a propstade cuigirs, dem love neuen Marx — que neste particu date evita mai esponaailicade do chee de ui em ceo faba do que 9 responstbide poiica propeamente da. O pre ete cristo de que end um tate de sua vi prem de Tess C10 =e ‘Goe rrocurls viv quton «tase Jo vemse megacio= re fe “Ti omte li € entenida come 0 oposto dete Kone onepbCON CO rmuns publics) 70 ta de propridade © & pobreza. de oto. Est aa de interpta {0 eo as impontans quanto amb. prpredade ea rez, sie historicamente de maior tlevaneis para a esfera publics que Aakiner ootra quetée oo preocupayio prvi, © desempenhe far, pelo menos fomalmente. man su ivenoe 0 neve papel ore pin coniio par» nmin do dvd ese pa blica ei plenaeilainia. portant, ici esquecer que rqueza € « propiedade.longe de conser a mesa coisa tm eave intetramente divers, O atl surgimento, em tods parte, de soc diades eal ou potersiainente muito rice, nas gua 0 emo tm o no existe propriede, porque @ iqueza de @lquer um dos ‘usc conse em sua partcipagao na renda anal da 0 dade comouim todo, mostra clarumentegudo pouco ees ds cor ‘8 6 relacionam ente 8 Antes da era Inaerns. que comegou com u exproprisgio dos pobres em sega passe embncpar as nova cases desta dhs de propredaes, todas a iviagbes tveram por base Oe ter sagrade da propriodadeprivads. A siquers ao contra, fone de propredae ds um inaiviluo ou publcemeane doubuide, mince antes fora sagrads. Originalmene, a propriedae significa eda ima nada menos ie © indviduo posuin seu lyst em deena dia parte do mundo © porno pertenca no sonpo police toa thefiava uma das aries que, a0 sonjato, comin a esera publica. Essa pare do mondo auc tisha donos privads er to fompletamente sleatca Cana saad pertencia que a expo so do cidadao podiasigntcarnio apenas o confixco deste pro Dricdade mas a desig de sta propria morada™ A vigueza Se hm estrangcing eu dem escrava substitu, de mode algun, remit raster maren eis Ship ce tao tee ater caer aos S$, Levaseut (it) dsertasobre a fundagso de uma comanid Je meivale suis conde: de aes I me asa pas hae la ville pour avoir drat sete admis, I flat posser une ma sons» Alem sso. “toute injure profes en pec cme hs sonsnne nai is demolition ie le maon et be banaserent do couples ipl itclsine 8. n coon propiedad an pans ee poten faa com gus © Serer amulia perdesse seu lugar mo mundo € a cidadania dele Stcowente Nav tempos anon quem viewse perder © seu Mat peut aunhatnaunee 9 eiadani. soya proteao ds © Pepster nara devs pevatvadade ssemelherse a cater Sr tidy do elo. ou se do aasimenta eda morte o comegoe 0 mow moras que. com oa rus van, SUM Te mum ay revas de onde vera,” A Tego rao-pivaiva da esters Tlomestea rend rginalmente ao fato dese oar esfera do nas iment e de morte, que devi ser escondia desler publica por “Tonga cals vuas 0s olen hams e ampenetavels a0 co ahceimonto humano™ € oclta porque © harem no sabe de onde FIA tierenga & man tia no caso dos exo» gue. embora mo possum plopredade conn tm uigos 4 concen (to &y nao ne enn um har ee thes pertencesse)- nao fam ineramente destin Urvponnes no senngo moderna, © pucwinn (i «poms povadas dew hchavos) pun sepreveatar sain conserves Inc 3€t» tons Exctaves tien). Barrow fated spree de mesmo o mah RM Ge ae sun clase pose tSlacrn a the Ron Fmpre, 123s e3k ‘iva constr © melhor lato do papel do pei. 8 Coulanges mencions una obserasio de Arise de que. nos temper sagas fio tao pos ser ead erguan © Pal ethene ‘iv quando ex mori, semente 0 ho mas veo gozava de deitos polices cyreihs 228) Comlanges lke que a pes romana sone ipesso se lar ov propredade e que pvtate er claamente dh Ancram mont pp 209M 19, “Tota esta elgio er confab pels parades de cada cas Tovow essen dense Lares 0 Manes, eran chara de Jess cxlon o deases do Veil Em tos os ats dss lig, © Sits eee neces, burviow ib com ase Clee (De ats. Raph ye tCoulanges ct Bh (6, apaveotene Miron Eins roporionsvam ama ex rerancia Comms sons pubic de fone eves ae as 4 Sat Prone atureen enor towe comm a odon, recnava se scond punta cm sesedo cons efore plc iodo posta Pry Sos mistcrion mass angucn era oto ales. Ov ion Schsom alse! © iu cape i ee Ce SSan'putaras em spltce¢ ver ipoltice por deinio (ese Kat'idveny ie Grr are Peles (P04) a8 fF) Tia ver om seredo o ancient ea morte, como parece provito un fa n ‘vem quando nasce, ne fem conbecimento do lugar pars onde vai ‘quando more ‘Nao incrir desta efera, ue peemanece oculta © sem 0 ip nificado public, masa ws aparéncia externa € importante também para @ cidade, © surge na esfera da cidade sob forma de limites entre oma casa e outa, A Te era orgnalmente sdentcads com e 1a linha divisone que, em tempos antigos, era sinda na verde tum espago. uma espécie de terra de ninguém® entre © prvi © © publico, abrigando e protegenco ambas as exferase a0 mesmo tem O separando.as uma da outra, Fverdade que a Jel da pity trans- cendia esta antiga concepyao da qual, no entanto, retinha a impor: ‘Gncia espacial orginal A Te da cidade-estado no ers nem 0 con feido da agio politica Wet de que a atividade politica ¢ funda mentalmente 0 ato de leislar, embora de ongem romans, € essen- cialmente moderna e encontrou sua mais alta expressio na filosolia politica de Kant) nem um catilogo de proibigoes, based, como Aiwa 0 Sio todas as leis modernas, nos »Nio Faris- Go Decilogo. Era bem lteralmente um muro, sem o qual podeia exist um ago merade de casas, um povoado (asts), mas mio ma edad, ua 60 ‘munidade politics. Esa let de crater mural or sari, tis 6 0 reeinto delimitado polo muro era politico.” Sem ela seria io imente de Wind: ile wi tau (frag 137, onde topentamene itn sonbecta wo fin dvd © 0 Cameco dado por Zeus» (61, A pvr grega ans vem de win. ge significa bu, pom (0 gue ft ibn} haar” A cumbnagae de ee Se Ue eapecte de smn a pasa no & bm codente nr Fragment {de Hert: mucho cle tom seas hse ow noo kop ‘hus eo pov deve ht pel es coma por tm mr) paras na fet tem sigacadnsnteramente deen” ine uma raga fra nie as pesos. rat tm muro que is separa Mas a Tomer seu ‘devs, Termin gue sepuavamn © warm ploy or pvt «Lhe fram mas reverencaden que on respective fr hin na Croc 62, Coulanges mencora uma antic le greg segundo a qual an pormkia que dos eis se txasiem. fap ps 6 ln pea gaint con do come fos a mesma relagzo na pala ings slownh- que orbnarianene ” impossivelhaver ums esea pola emo exit uma propriedade Sem uma cerca que confinase:a pemetrarespardava © contnhs vid poles, enguanto 4 utrasbrigava © potegia 0 procsso biologic vital da fait = “Assim, io €fementeexat dizer que propiedad privada antes dy era modea, ea sista come contigo suomi pra ul isso besera pia ela eta mto mals que so. A privat {e-em com que o outro lado escro col da ener publica; ser polites rignifavs atingir a mais ponbiidade ds exact FRomana; mt rio posssir um lugar pro ¢rvad (como m0 ‘aso do eseravo) significa deixar de ser human. ‘De origi inetramente diferente e mat recente ma histria& 2 importancin pola da riquezaprivada na ual 0 individue tusear os melon de sin aubsitencs id'mencionamox a ania ienuficagio da necessidade com a stra prvada do lr. onde ea {dz um tina que se sobrepor, por 8! mesmo, is necessidades da Vi {2.0 homem live, qe puta spor de sua prvaiviade © nao es fava, como o escavo, 4 dspongao de um am, podia ainda Ser “orgado» pela pobrez. A poorea fora 0 homer ive # api eo iio escravo "A riquccaprvada, portant, tomo se condo pata Simissio vida pibics io pela fate do su done calor empent ‘vem scumlé- as, ao conan, porgue giant com razon ‘ereza que ce ago teria que prover parnat ment ov melon do sso do consume, e estava ve para cxercer a aeilade politica so © wetbo Zan, signtcava cerca (vevse R. B. Onin, he Cn inet Ennopenn Thongs (198), p81) (tO lesisttor, portano, no preisava Sr um cidade: muisn ve es, era mandado vir de fora Seu trabalho #50 ers pico: a vida pli Gone, so pola comeyar depts que le houvessetetinado sa fe ‘shag 65, Demistnes, Or tne pragma tons sletheroes nex 87 4S: +A pers forga ox homens 6, sta song pra « admissn era pubic anda preva to inicio ot dade Matin Os sListos dos Costes ges sina fa hum ota ditingbo ante arte e 0 ciao re, 0 fens ome Ge Caade. Se un anlice be tomaie to tea que desenace vi st time bomea vee, devia tenega amin ute e desazer se de 190s 5 3608, ‘Obviamente, vida pablca somente era possvel depois de atendi: das as nevessiddes muito mais Ungentes da propria existe. O ‘meio de atendé-taserao labore, pertanto a rigueza de uma pesson fra muitas. vezes computida em termos Jo numero de trabalho Sores, isto €, de escravos, que ela posstia” Nesse context, a posse de propriedades signifeava dominar as proprias necessda des vitais'c, portanto, ser potencialmente uma pessoa livre, livre pra transcender a sua propria existénciaeingressar no mutdo eo ‘mum a todo ‘Somente com o surgimento tangivel e conereto desse mundo ccomum, isto. coma ascendéncia da cidade-estado, pode este tipo de propriedade privada adguirir sua eminente imponncia polites: ©, portanto, natural que 0 famoso sdesdém per ccupagoes mes ‘quinhas nio'seja ainda encontrado 0 mundo homens. Caso 9 ‘dono de ums propriedade prefensse ampliala ao inves de uti tk para viver uma vida politica, era como se ele espostaneamente s Ctificasse a sua therdade e voluntaiamente se tornasse aqua que ‘© escravo era contra a voniade, ou se, um servo da neces Sade ‘At 0 i 4a era moderna, este tipo de propriedade nunca ‘Siam (W. 1 Ase orci pA). Fs somente sb Eduido HI fe 0 alice se trnau ti rico que ao nets de vr o tiie ole fara exadania, esta pasion ser vinulad &patcinagas em oma dss ‘compara tp), 67. Ao conti de oats autores, Coulanges rena saves ensomidoras de tempo & de esforge que ram eigidas de ci ha atiuidade, eno seu saver perce. coretament. gue af. ragio de Arisiotles — de que nexhom home qe teste de table prs sou sistem pola Ser um sian ~ crus mers eaesio de um fate e nao de um pesoncese op cit ppsts ft}. & caacenice de moderna evolyto que ws riguezs. por indeperdenlement dost ‘ho deseu proprtno iesem a er ute allio pum nda {6 agora eta mero peviegio ter cia. deveinclado fe ualsuer tvidades poiieas especies 68, Esta parece ser solo do -conbeci enigma com que se separa estado da hss economics do munda agar fata tea festa se desenvlvai at certo punta, sem jal chegar Taz © Progresso que se poder esperar (ota 47 Qi) os omanvs demons {tuvany einai ecapucidae de ergetoncto en tare tea cm ou stores now seri pablicos © oo execion (Barrow. Suter inthe 1s {oi visto como sagrad; e somente quando a Figueza como fonte de fends coincida com o pedago de terra no qual se radieava uma Familia sto €, numa socedade essencialmente agricola, esses dois tipos de propriedade postam coineiir ata ponte gue toda proprie- ‘dade adquita carter de coxa sagrada, De qualquer forma, 08 mo- ddemos defemores di propriedade privada, que unanimemente ‘em como ngueze particular € nadh mas, poves moUvO tm pare tpelae a wn trabgdo segundo a qual no pod exsir uma esfera publica livre sem 6 devido estabelecimento ea devida protejao da Prvatividade Pots © enorme acumulo de riqueza ainda em curso hs sociedade moderna, que tve inicio com a expeopmaci — 08S bth das classes camponesas que, por sa Vez, fox consequent ‘quase acidental da expropriagio de bens monésticas © da grea fipos a Reforms” — jamais demonstrou grande consierauo pela Rowan Fg p10 10, Esperar a mesn eapacade de eguneagso fm guste prvadas comma em verano parece sem De onceito devido is onigoes maser, Max Weber em seu novel en Slo trices havia nado sobre fat de que as eades ants fram mais ccentor de corsuno qe de prediginm © que © a0tB0 tah de escrinos rom srr «no um eapalista (Unter App Th 22 Tat A propria ndfereng dos ures ation no aca tee gieises evinbm. sa afta de doctmento ee Fp fia argument de Weber esas as hits da ease taahador. 1 & uma chase de pessnas completamente desta de propiedadee que vive somente [ES uabaho de sae sion pec peo ingenso presvposto de qe sn fre xis tal classe" Coda, como simos, Nem esto esra¥OS Fram destuidos de propriedale os utgtntde, © goamente se venti ‘Que on chamadostabslhadres eres di siundee no pussvam “SNendeiron, nogocintes ates hvress (Burm. Seer the Ro Inn Epues Bla8)-M. Be Patk (Due Peps Urhona Cicero's Dar (920) conch poran, que ndo exstiam trabalhadres Hes, visto ee {home nse sempre sign tps de ppsart Wi Aeley farm Ievantamento da sitio na Idade Meg até 0 secolo XV: «Ni existn finds uma grande clase de snares. ia “lisse Wabalhaora Sito modemo de expresso. O que chanaimos oe de"Watalhadores tm prupo de homens ene os quas aligns Indes podem, ea frente er promovilon mestes; mas ea aio Jamas pode pera flat ma pono mai lta No oeculo XIV. pore, Utah alguns Show come daria crs apenis um estigh pelo gual oe mens ma po tes tinham gu piss. eoauante& maona provavelmente se estat % propriedade privat; so contrvio, sacificavva sempre que el en rava em conto con o acimule de rquces 0 dito de Proudhon se a propricdade ¢ un robo — term sida base de verdad ns brigens do moderno capitalism: © € pariularmente significative fue le. meso Proxdhon tenfa estado em aeeitar © divilow re thedio da expropriagio gerul. por tuber mute em que a abo the propriedude tara, com 48a prababiidade. © mal ainda mae {4a rans.” Uma ver que ele ni via diferenca ene propriedide e riqueza, os dats crits parevem contraditoris em sta obra. 0 Que, de fato. rio sto longo prazo, a apropragao individ de Frqeza nao tratara com mor respeitow propredade prvi ve Socilizagn do processo de ucumulugao A peivatividade em) todo Sentido, pode apenas estorvar a cvoluyio da -progutividade> sia) . portanto, quinquer eonsileragées em torno da posse privada orem set rejeitadas em benefiew do erescente provesso de acu Toro mists ance asim qe terminava 0 apendizado (op ci po. oo Assim classe tabard antiuidade a era nem hve nem stestuide de propiedad 6, sraves da alfon, extovo rece a betdade tem Roma) an comprare (en Ars. 00 rum taba flor livres mu tomavaee imedsamente um negocanle ou aifce inde fendente. (eAparentemente maria ow eceaves, ao se tomar I ‘res levavam consi sero capital propion que Ihe’ fermi estebe Tece-seno comersi ou a indo (Barrow. Sites he Rohn Li pics p 10%) Erba lage Medi, ser operin no senso made do fern era tn catgiotnporin ma vida de uma pesow una prepa {Gs para metrado ou pura + veal. © tauhador oad na ade Media er ums excevao. os tabothadores dais de Aleman (os Texeloliner na tadagae lterana Ja Bila) os samen france Ses vivum fra dss omnidadesexaelecis tum sozlcon ach po tres, ov sibouring por. da Tngatera (rea se Pere Baan. Miser Ch tovrd of dee mova 1926) pi) Alen to ao de que ne Im cig de ke tend Coleen rata betas rex (weiese W. Enema, Due Beton er Arbeit Petecht {pp 18.53) dermmsira de ancva conchaa, a recente cnt uma cane Uatulhaders 70, Veru se 0 engenhoxo comentro sobre a rae “a peopeace ¢ tum roubor qhe ecote tu Theorie se fu propite pp 10, de Pre ‘thon pabicade posumumen. na ql cle apresena 4 rapide om espatisma sem derrbar 0 estas mlagio de iqueza soci ¢ ito no & ur invenyaw de Karl Mars mas esti, na Verdade, conto na propia natreza desss mens soviedae." O Social e o Privado Oz ctamanessmtirmene de acer do sci cine Fistoricamente com i transformayio da preocupagso indivi dal com a propriedade privada em preocupagao publica, Logo que ss0U A esera publica, sociedade sssumilo Wifarce de a OF Bunizagio de proprietirios que, ao inves de se atroparem acess0 4 fsfera publica em virude de sua rquezs. exigiram dela prowesao pata scimmulo de mais gues. Nas palavets le Bodin, o govern® Pertencia os reise propriedade aos dito, de sorte que 0 dever {do rer era governar no interesse di propriedade We seus sbitos A comunidade-, como se disse recentemente, -exieta em grande parte em benefcio da riquezs comin tenn weal) ‘Quando se permitiv que essa fiqueza comum. resultalo de at Vidades anteniormente relegadas a privadvilade do lar. congustas Se a esfera publica, as posses privaias — essencialmente muito menos permanentes © muito mais volnerivels 4 mortalklade de Seus propritatios que o mundo comum, que sempre resulta do passa € s6 destina a continua a exstir para as geragoes Tuts SS pussaram a minar a durabildade do mundo. E verdade que & riqueza pode ser acumulada a tal ponto que nenbuma vida inv Ti Deve confess @ue no vjo em ques Basia ov econonssts| Avera sociedad soa (que hae s cma de comervasores) part |itlea se otiame undo afar que aproprayio pevads de ‘Quezn vert beatate pra protege sv libersadex indivi — se {Ucsempenhard w mesmo papel da propriedae privads, Nia svi ‘Se dstenores de enpregre. esis Uberdades so eso septa na Melia fm que s80 Faris pelo extdo, «ana hoje so constmtemente Stmesgutan, oso pelo esto, mas pla sotedae, que itu os expe ftv determina pareela de upropriags insides RW. K. Hinton, Was Chas I Tyrants, Review a Pais VoL VIEL Ganere de 19%. 7% Anal sera cepa de consumia, de sorte que Fama. © 0 in idhuo. vera ser suo propretaria, No entano.« gueze ni deixa de ser algo destitado 40 uso € 9 eomsuimo. Abo miporta quantas Vidas individ els poss suprie. Somente quando» rqdera se {eansformou em capital, eu angio tines era perae mais capital € ue a propriedade privada iguslou oo eulow a permangrea ine fente 20 mundo compartihado por odes.” Essa permanénci, com tudo. & de outra naureza: € 4 pemmanéacia de um processo e Mo permanéncta de uma estrutora estvel. Sem © processo de acum luca, a rqueza recairia imediatamente no progesso opasto de de sintegragio através do uso e do consumo. ‘A reueza comum, poranto, Jamas pode tornarse comum 90 sentido que atrituimos ao mundo comm: permaneceu — ou, a= tes, destnavarse a permanc te priv Comair ers somente © govern, nomeade para proteger Uns dos autos = proprietiros privados na lita competiivs por mas iguezs- A com Tradigio dbvis deste moderne concete de governo, onde # tna coisa que 28 pessoas tem em comm si0 os seus ineresses los, ja m0 deve nos incomodac como sinda incomoxiava Mare pois Sabemos que a contradigio entre 0 privado eo publieos tinea ‘dos estigiosiniciats da era modern, fo! um Fenémeno temporario {que ture a complete extingao da pedpis diferenga entre as esfe as privads publica, a submersio de amas a esfera do social Pela mesma razio, estamos em posigao hem melhor para compre ender as consequgncian, para a existe humana, do desapareey- ‘mento de amfus estas eseras da vida — #esfera pblica porgue se fomou fungdo da esferaprivada,¢ esfera privada porgue se tor fot a nica preacupagie comumt que sobreviveu Encarada deste ponto de vist. a moderna descoberts inti ‘midade parece constitir uma fuga do mundo exterior como ten (0 4o pura s subjetividade interior do individ. subjetvidade esta {que antes fora abngada e proteida pela esfers privada. A dissolv- ‘desta esfera e sua transformagio em esfera social pode ser per Feitamente observada na crescente transformasio da propriedade imovel em propriedade motel. ao ponto em que a distingso enire FR, Quanlo & hisria da patra -copitl= como dervads do latin ‘caput que. nalepsagio romans, era cngregaa pata design © rine pal de uma divide, vejnse WJ. Ashley. wpwit. p29 e433, 8.1 Somente o seculo AVI os autores patsaram x empresa ess pala ‘0 serido modern de sriguera nse de frm 9 ter povekon » propridade € siqueza, entre 08 fugibies © 08 canvnnptnes dx fer romana, perde tos a sua importinca, de vez que Toda cosa ‘angel, sfungivel- pass er objeto de scoastmos: perde seu ve Jor de usa privado, antes determinado por wis locslgayio, adgu re vilor exclosivamente social, determinade por sus permutbihds- dle constintemente mutivel,cuja propia Mutuagao 56 temporars mente pode ser finada através de ma conexao com 0 denominador ‘Comum do dinheiro." Inimamente liga a esta evaporagio social Alo tangivel estava a mais revolicionéria contrbuigio moderna a0 ‘conceito de propredade, segundo a qual a propriedade nio const- {wis parte ka € firmemente loalizada no mundo, adguiida por sev detenior de uma mancica ou de outa, mas, 40 contrio. tinh fo priprio homem sua orig, na sua posse de um corpo e ma in- Aiscutivel propriedade da Tonga desse corpo, que Mark chamou de orga de trabalho "Assim, a propriedade modern penfeu stu carter mundano © ppssou a situar-se na propria pewoa, ito €, naguilo que o indivi fino somente podia perder juntemente com a vid Historicamemte, ft premissa de Locke — de que o labor do corpo de-uma pessoa 8 ‘river da propricdae — é mats do que davidosa; no ertanto. da- ‘doo fato de que i Vivemos em condigGes nas guais 2 inica pro- predate em que podemos confiar€ 0 nosso talento ea nossa fora de trabalho, & mais do que provivel que ela venhaa se tornat ver tiaders, Pos a nqueza. depois que se tornou preccupagio publica fadguin tis proporgses que difilmente poderia ser controlada pela posse privada, E como se a esfera pica se tenha vingaco Saqueles que tentaram tlle-ta em Deneicio de seus interesses privndon, A ameaga mais séra, porém. io € a aboligio da posse Drivada ds rigueza, mus im a aboigio da propriedade privada no Senkido de lugar tongivel possldo na terra por uma pessoa, Para que Sompreendamos o perigo part a exiténcia humana decorrente da elininasio da esfern prtvads, para a qual intimida- dle nio & aubstiuto muito sequro, taker seja melhor consdersr- tor aquelas feigGes nio-privativas da privatividede anteriores & descoberts da intimidade e que desi independem. A diferengs en- te 0 que temos em comum e e que possuimos em particular €, em Drimeiro lugar, que as nossan posses paiculares. que usamos © Consumes siantmente, ao muito mals urpentemente neessirias TA A ora esonSmiea medieval ainda nfo sonsetin © dabeo ‘come denominaor comum ¢iiumenta de medigSo, max cosierstae ‘coin in Jos consumes, “0 ‘que qualquer parte do mundo comum: som 4 prpriedade, come ‘Sisse Locke, se nada nos vale © comm” A meso necewside ‘auc, do ponte de vist da esfera palin, exe somente 0 se x: recto nepativo de privagio de Hberdade, post uma forga mot ‘cua premencia € inigulada pelos chamados descos e aspirasoes Superiores do homem nao apenas ela seri sempre a peiteirs entre an neoessidades e preocupagoes do homem, mas tembém evitarka patia e a extingio da iniativa que tao obvamente ameagam to- das as comonidades demasiado reas.” A necessidadee a ids $0 tao intimamente aparentadss c correlatas que a propria vida ameagada quando se elimina totalmente a necessidade.Pois longe ‘e resultar automaticamente no estabelecimento da libendade. a el- minagio da nevessidade apenas obscureve lth que separa = herdade da necessdade, (Todas as moderns discusses da ber de, nas qusis esta itims nunce & vista eomo estado objetivo da txistencia humans, mas consttei um insolvel problema de ob- JRtividade, de vontade ineiramente indeterminada ou determinad, ‘ou resulta di necessidade, evidenclam 9 fato de que ji wo se per- ‘coke a dlferonga objetiva¢ tngivel entre sr lve e ser forcado pe- ta necessidade) "A segunda importante feigho aio privativa du privatvidade & ‘ques quatro paredes da propriedade particular de uiva pessoa ofe fecem © nica refigio seguro contra o mundo piblco comm — nid 50 contra tudo o que nee ecorre mas também contra a sua peo pra publicklade contea 0 fsto de ser visto € ouvido. Uma existén- a vivida interamente em publica. na presenga de euros 1ornase, Some ditiamos, superficial Retem a aa visbidade, mas pede a ‘qualidade resultant de we tonaapartir de un terreno mas som brio, tereno este que deve pormancceroculto a fim de ni pender sua profundidade num sentido mito real e ao subjctivo. O mica moda efcnz de garantia sembra do que deve ser escondi contra 4tTuz da pibicidade € a propriedade privada— um lugar $8 10s, ro qual podemos nos eseonder.” TS, Second Tris 0) Col Gazenment, e580 27. 76. Os cai, reltvamente aos, em gue ome anigs Towa trabalho ea pobveza so inspirads por ese peso tveuesereferen- lan em G. Heraog-Hauser op) ‘TT, As palaveas reps nas que sigan interior da casa, isaron airum, tem fore conoagso ce sombra e eva (ese Mom mnsen, ope pp22 236). st Embura sei apenas natal gi 9 crateistieay mac-privat was di prvatisdade sirjun als ntidamemte quad os homens fo ameacialon de peldela. 0 tratamente prtico da prophedate Privada por corpo politicos pré-modsrnan mira claramente que ( homens sempre ester consientes da exsteeiae importa fu dessay carateriscas. Nem por i, porem. eles proteeram dh ‘etamente a fiviades exercidin nt esfers prada: 30 inves dso, protegeram as ronteras que Separavam a posse privads de outtss Paries do mimdo. pineipalmeate Jo prop mundo comum. Por bint Fado, principal caracterstcn da moderna tori politica € canna na meta em que encara& propiedade peivada como {questa eFicil, tem sido aEnfise que coloca nas aia priv thas dos donor de propricdae ¢ em sia mesessade de prnegao fovermamental para fins de avimile de rguera as custas da pro pris proprcdade tangivel, © que importa eters pica. pore, hi € 0 exprito mars ww mienos empreenddur de Romer Je ness ‘ios privados, € sim iy eresy em tormo das cans eos atin dos fidados A invano da peivativihade pebasociade. 9 ssocialzs ‘au do homem: (Mar\), © mais cfiearmente realizaa atraves da ‘xpropriagio. mas eata nao € 8 unica manera, Neste, come em A tvos anpectos, as medilssrevolucionarias do secaisa ou Wo eo ‘munismo padem muito ben ser aubstitdes por uma eset ia’ leva, pote nio menos eer — de esfera privada em poral © da propriedade privada em parucula A dstingio enire ss esferas publiea e privada, encarada do onto de vista da puivatwihe e nao do corpo police, equivale Siferenga entre © que deve net exrbulo ¢ 0 que deve er ovulad. Somente a era moderns, em sua rebelio contra sociale, des obra quo ricwe vanepada pode ser esfera do oculto nas cond {bes da intima: mas impresionante que, dete on perdi. a histoia ate © nowa tempo. 0 que precise de ser escondido na privativiade tenha sido sempre parte corporal da exstencia ho ana, tid 0 ie & ligade a necessiide Jo proprio provesso vital e ve. antes da era moderna. arapgia Cosh 2 alviaes a Servign “hs subsisténcia Uo inaividuo e da sobrevivencia da especie. Mar Ahoy Tora du vista eram os Unabalhadores qi, =c0M 0 seh corpo. ‘haar das necessivades (fiscas) da vidan* e as mulheres qUe. ‘com Se corpo. garantem a sobrevivencia fis da especie. Mule: reve escravos pertencam i mesma categortae cram manos fora TH Artes, Polen 1254026 2 Atay vintanalheias — ao mente purge cram a propridale de ‘outrem. mas porque «sta vila er slabs, deUkadau Mages orporai” No inicio da era moderns, depois gue © labor snes perdu o seu escondenije du pivatvigade Jo lr ov operari pa ‘arama ser escondilose segreguden da commnidie com crn Sos. atts de los muros e sab consiante Superisin 0 fato de «que a era moderna emancipou ay clases operatas « 4s meres ‘Quase fio mesmo momento histonco deve, sertamente, ser nclido fnlre ay caracterisicas de uma efa que ja nao acredtava que a fungies corporais es ineresses mateian deviam ser encodes EE € mals sintomitico ainda da natreaa desteslenomenos qi os poucos vesigios remanescentes. da estits prvalivMade, meno Em nossa propria civiagae. team # ve) com -necessdades Sentido orginal de sermon carentes pele Fate Je terms ut eotpe 0 A Localizagao das Atividades Humanas mibora a distingao entre © privado e © publico voincida com a posi entre a nevessidade et iberdade, entre sftiiade € Aarealizagao e,finalmente, ene a vergonha ea hana, io ede for ma alguma verdadeiro que somemte © necessaro. ofl € 0 Vergo Inhoso tenhaim o eu lugar alequado ma ester paiva. O signi 7A vida da muler € chicas de pometiin por Antes, Sobne a Gerais don Annie TIS. 0 fata‘ que mulferes ¢ xr ‘os perenclam a ui sO gre € vida Janos de que Renboma sul rem mesmo espinado chee a can iis cae seus pus — outa Imuhereslvees de modo que pongzo wil depen mato menos 4 naseimento que da wocupasine ot ungan.€ muito tem apreveinde pr Wallon (opt 177 foe fala de uma confusion det any rape de toute ies onctions domestguers sLex formes 36 co fendaest avec leurs esses dans le ois abies del ie inericure DDe-quelgie rang qu eles fussen, le tava etait lew apanage. comme 80. Vejnse Pere Biz, Hise ato des tater ed. 1926). 184, quanto as eodies de rablho uma tics dy Sle ioxvin ke dome clementar day das esferas nic qu i connas que devem Se ocultadase cut ue necesitm ser expontin em publica para Gee porsarn gine algums forma de evsgness. Se ekamnatnos ‘Kisco. unependentomente de onde ss encontamos 2m ava ther ciao. verems que cada sede oman converse pe tha sua Kaizagao adequads no mundo I se apes is ee pus alvidedey it ati — lar rabalko aos ms exe {im exenpl rovonheeidumente exten, Jee fendmem co tiers pure a dhntegan € ue Uovempenb papel somdersvel teers pics "roa num estilo abso, em etaposgio & eid des mrt wencelencas ra tae grecoromana, tomouse e hess em now cviizag soment com 9 advent ersten tho, Dade ent. sem ge in boos os So ia importante “Bride ene as ages humans poset. O notoro anton Tent 0 crstigninmae fe publics — bd almaavelmente Fe Simi five de Tesolin! nee wl mags re ena rane Publi (na nos ernie oe ge tem importa pl Caeph ede mos seta 0 correla, wat camo commegiene Je Sncigos expoctaiuss exsthogean, cj imertinca ined <0 monte ve perdst Jepe que a eapercaeia demonsirou qe net Iespo a quedo Trio Romano significa 9 fim om” fatale sna mats ntimamente lacks com ox ensiname tox de Tess de Nunes ede guage forma tio independent Jo ‘rence na poectliae do mondo qe temo eta de ve fe lise vena rau interior pls gil a sletagan crt em rel Cio as mung pode sores iver faclmente 3 via usta de Stas eaperangas excatodgies ‘Anca atvaade que Jost ensinoe, porpalarase at. fF sive da btndve.€ a beta conte. odsateni. certs te {Ggnou de evar ser visio e ovale. howto crac ago {Fevers pias temeete ue tina plo enone primes Grito de leva una vido mas posvel ato da exer publ Wi Tertlamo, wpcit 58 2, Eta ierengs de experiencia tv expgue, em parte. a de renga cnte a grande sansade de Agosticho e «tte coneretiode da toni terehana de pois, Amo stm tomanose pofuadamente for trad pela via pitce de Rome ‘a, pede Lambe ser entendis como comeaigncis evden da de ‘ogi ss bua van, fependentemente de ir crema ot EX pectativ, Poin ¢ chi afte. mo sastants em gue uma Tea br 9e Torn publica ecehesids.perde amt carat sap ce an de, de ni terse felts usr ote tive al do amor bonds ‘Quando horde se mont ahertamente jaa Pome, emo a possa ainda ser ug eon carilade orginal Ov eomo sto Je Solarian. Dat: = Naw dés toss esmlas pevante Oy homens, pars Seies visto po eles. A honnle 0 pale exis ind mao & per ebida, nein mesmo por aduele qe 4 Taz: quem ger que se ¥e)s Si mesmo no at0 de lazer usa boa by devs Ser bom: ser maximo, xin menbro ald socedaale ou zhong memo da ire Ja. Dat: “Que tus mio esquerda nie sta 0 que “Talvez sea esta cantons qualidade negative de bande, séneia do fenomeno vniel da aparencit.@ que forma b sbrBiNent “eldesus de Nazare na hstia um eveato tig protendaient pars owal: cevtamenie parece ser por to que cle pensive enum {gue nenhum homem poe ser bow «Pat ve me chamaiy de bom” Ninguém ¢ bom a nig ser ea, ito ¢ Detne*" A mesma consi surge na histvia talmiica dow tents e seis homens jstos, em atensio wos quis Deis salva 9 muindd, © que Tambem no Sto ‘sonecidos de ning, muito menos de») mesmo Isto fam fo bra grande visio de Socrates de que nenhum bomem pode ser i Bi de onde fens 9 ames sabedonsa, a keno oa a Va de Jesus parece aestar que 0 amor & borage resus da compre fensio de que nenhuum homem pode ser bom (0 amor & sabesoria eo amor & bundade, que se reolvem nas atividales de Glosear € de pratcar bess ages. tin em comm & fat de que cessam imediatamente — canselamse, por assim Ser — sempre que se presume que o homem pole vcr sibio es bom. Sempre houve tenatvan de dar via 20 que jonas pe 0 breviver ao momento gaz do proprio to, e tel ean sempre le varam ao absurdo. Os fildsofos dos times anos da antguklae BE Lacs, 19. O mesmo pensamento ocore em Mateus 6-18 onde Jesus advene cootra 8 hipocisia cova 4 exiae pablics da fevaedo. A devoquo tie pode sser vist dos homens, ms sree Deus, que vvé em sevreor, E verdade que Doth ath «raga ao Wo ‘em, as mio. como diz w radu sine, vobetomerte A plate lem Schalke expesen muito mdequntarcne ese Fem te Tigiso, ne qual a mers ostentag js € pois ws ‘que exigiam ue si mesmo serem stbios,eram absurdos ao afinmar Serer felizes quando queimados vivos dentre do famovo Toure de Falera. E nio menos absurda & a exigincia crntt de wer bom of recer a avira face, quando ni & toma como metfora Mas Pesta fem pratiea como modo real de vida “Termina agui, porém, a semelhanca entre ws atividades ins ‘das ao amor a bondade © no amor ksabedora, & venkade que lambas se opier de certa forma, esfera pblica; mas o caso da bondade ¢ mais extremo neste particular, €portanto ¢ mais rele: vane em nosso contexto. Sia Bondage deve esconder-se de modo labsolutae evtir qualquer publicidade, pos do conritio & destru- dda, Mesmo quindo o flgsofo decide, com Plato, delxar a «car ‘ema dos neqdelos humanos, mio precisa esconderse de st mess mo; pelo contario, sob a luz fore das ideias nao apenas encon ‘aa verdadeiraesséncla de Ludo quanto existe, mas tambem se en- Contra a's prdprio no dilogo entre gs ada ma datas determina goa vfs da activa stem al tits Gm pica, podem ter corepondénca ns mater dss tresmon aides Ao varia aquest, nao pcendy emprest ceva anaiseevartva davis da ita ate es a tans i amet npc pr ao fea via bastament do ponta devs ta comerplaia, ss fentardetrminar coun agua seqizanga, 0 se sical pol We Tid. cap CAPHTULO IL LABOR NESE 27 sitet’ Kart Man — oa € anennl ane epoca em que tanios escrteres, qe anes gantvsm sa Sistemto indo buscar explicit ow taitamente inspirayi ta dle riqueza dis Meas e Vises marMistas. deeivam tomar-se ae marxstas profissionais.sendo que um ueles, no decorter de tl procesno, hep descobrir que © propio Kiel Mars ni ct ca uz de sustentur-se ys) msm, cxguecends momentancamente us IReragies de aulore qle Mars wststentou- Emr tuys to debe ths, posse apenas lembsar 0 Telr nme decir de Benin Constant. feta quando este se vin obvigady 4 stacar Ronsseut “-Tvitera cries de me joinde ah deraeteut un grand homme (Quan le hasan fait qu apparenee je me rencontre avec etn SO" tse point. je sus en defiance dc moi-meme: et pour me cor Soler de parsitte vn insnt de kur ais 4 Bewin We deaover fl de Detrir,-aitant gu est en moi. cey prétendus scaiues CBsitares dzcerto a compan de detrates Je tim grande fx tem. Quando. por acaso. pareyo vuneondar cam cer em alg pponto, desconiio de mim mesmo. par connor de haver LApientemente conpatilludy de wy opimiay quero fener Fepodiar'o mais possvel esses pretenson elaborates) 1, Vesese aun hovimenty fora da evens priv € dentro Ua esfera publica put su Fecente, 0 aFtesion. ans quis Solon deserevia winds ‘Sno flhor de tens e de Hefesto. chegaram i tesebet tron Ine eta chamados de Pusan at es fomens co pineal i Teresse €o seu ofci.e noo mundo pablo, E smente a partir de Fins Jo weulo V que sss pasa classifier as oeupasser sep {Jo's guantdade de esforgo gue enigem, de sorte que Antotees ‘Shasiloravs como mis mesquinhas quebas ocupagdes «84s quais fo orp se despasias. Embora se rectsisse a concedercidadania S308 nis, teria eto pastors epintores — mas nao eampone: SEV nein escitores, ‘Verwias ie & parte seu desdém plo labor, os grepos tins % Veese JP. Berman, Travail et matte dans Is Grice ancenne- urna te papchologis nonae ce pathologie, LI, NE) Gane Margo de I98S)r Le terme Ulomiourui, chez Homére et Hésode, ne ‘qulifie pas & Forigne Farsan en tant que tl comme ‘ouvir it toute les activites qu sexeroeat en dehoy du eae de Toi. en faveur dun public, dem les athare —ctarpeniers et forgrons — mas nom M08 quent les devine, lee Wats, es ede 2. Pola, 1288095 Quanto & dscusio de Arnteles acerca 3a audi dos hase sidan, vese Politic Hi 8A tea de [Aisoelescoresporde mato de pers reaade:estaase que ae 80 por coma da maotdeobva Ive, rabulnaores e comerciantesconsniam Em indiduos que nio ram chads: era serangelvose (utndouites ‘mei 00 excravs enancipadon ue havam fala ess posigoes (eshese Pais Hechalbem, Wirachapiesehiohie det Atertura 1930) 1, 398). Jacab Burckhardt que. em Sun Grievhische Kulpeschiche (Wold, seqder 6 € #), reisun opinin corente a Grésia uaa ¢ ‘quem pertoncia co io case Jos uncut, observa tamber gue mio Setoohece nehum taado sobre excitrs, Em vita dor mito ens Score musica € poesia, € provvel que nose tae de asente ds Ud (io. como nis Cacseatal ofa de conbecerms antes stias wees ‘Ergeande seotimeno de soperiridae este meemo da ropes de towoepintres, de qiaie Mio exisfem correspondents quando Se aL ‘de escultores, Esta dierena etre prtreseescllores sobrenveu mu fos séclos Encontramo-ta sin na Renascena. quando escolar er. lassiicada etre a8 ates servis, enquano ue «pinta nha uma pos Sib intermedia entre st aes bers © ser fveprse Oxo Neurath Steitage sur GeseNihe der Opera Servi, Artis fr Socialite Shah and Socedaies Vol XUN 2 USS) 10 fato de que soni pica gega nas csadesetados jul os Sua razdes pars no eon no anifice ou, antes. na mentaidade {Uo at tuber. Essa desconfanga, poten, 50.¢encontrada em cer tos periods. uo pans que tod avanti lassiicages das i= Ales humunas, inclusive ss que, como a Ge Heslo,supostamen te enaltecem © labor." repousam na consigio de que © labor do ‘Zupayses Segundo 0 esforge neces € o tempo consumido resebe Spore de ams obeeragio de Avtiele quanto vida don pastors a frandcsdlferengas nas malo de vids tama Os mat Indletes 580 1% pastres, gue consepuem sfimento sem tibalho (nos) a pate de ‘nimays domscos, © gocam de lazer lena (ota 12969) ity" interesante nour que Arseles, provavemente sepindo 8 op do corre, meneione age ndolenca (orks) jumarere cor & ‘quase como conan pay sutra bstenga de cena state, ‘gee a condigdo aru vie poles O lor modern em geal ove ‘Ser que arr lols nan ea 4 mesma cia A inline tins ‘mesmas contapies gue tem para nin. um wd de the 0 recon Siderada uma va pegugoss. Nao abstane,o equcionmento de Te com o oto € carats de uma evlugio oorids dant dol ‘Assim, Xenofonte nos onts ue Soeraesfors sews de Mer ead lum verse de Hesiodo: =O trabalho mio ensergn man si pregign (Graine: A aewsacao era ue Scrat havi tad em seun de ‘los om esprit de serildade(Mfennnchiu. 56), Mstonenmente importante lembrar a dierenya entre 0 despezo com ei, na Sades-estacosgregas, fam sists todas a oct to plies Fs tantes do fato ce ue os cicadas dedicavium quote tao © a 0 © feta se despens aster mais oral © mas tpn plas Siviades que seiom apenas baubstnc a titan asenttune ‘ome si define ag pon srt ln no sécle XVII, No mae fe Homer, Parse Ulises ajedam ra consreio de suas casas. a ps Pia Nausicaa lva as roupas dos rms, ete. Tso sto far arte wtosulieincia do beroi homes, de sua independénsa esupremacin [utOpomta de san pessoa. Nenbur tba sdiSo quando ignticn Imai independncia: a mesma ata pe se inal de servade 8 S gue extver om jogo nun Torsindpendencin pessoa mets 30 tresivéncia mio for una expresso de soberani mas de sigs necessidade_& dfeenga de va alnboldo por Homers a aes ‘atralmente,naitoconbecita, Mas o seu vewdadi Sigaicas fli Slarente exposto mum eaaio Yecene de Richard Haver, Eicent der Gece 1983). 8.0 labor ea trabalho in & ero) so diferencias em Hes 4:6 0 trabalho € devido a Ere deusa da emulaczo (Os Tato e $s Dias 2026), may olbor, come todos os outas male. proven da 3 nosso corpo, enisido pels necessnliles deste dlkimo, € serv ‘Consequentemente, as osupagees que nad consitiamy em labor ‘mas ain aasim era exetehdas von Falaade de atendes is no cessidudes da vil, foram asimilass 4 condigi de labore to fexpica as midangas¢ a Varsagien Je swvaagao ¢classifcago em “iferentes pertlos de tempo e-em diferentes pares. & opin de {gue 9 libor eo trabalho eram ambos risks com desde re nig ‘dude pelo Fato de que somente escravos ov exercian um precer: ‘eo dos historiadores modermos” Os antgos racocinavam de ov ta forms; schavam necessino fer eseravon om vitae da Mature za Serv de todas as ocupagies que servissem ss necssidades de ma rutengio da vida Preesamente por este molivo€ que nsttuan a escravidso era defendida e stificada. Labovar signiieava ser fescrivizado pela necessidide, escravidao esta merente as cond {goes da vida humana, Pelo Taio de sere sje vs neces ‘a via, 0s homens $0 podium congontar iberdade subjgando fut que cles, 4 forga, Submetian Snecewilade. A degrdagso uo ‘eseravo era um rade golpe do destino, aan fado pier gue # morte or implicas tansformagao do homer em algo semslhante a Um Animal domestice." Assim, qualquer altragio na condo Jo es ‘ade Pandors (90) € punk impost por Zeus porge Prete «0 {tuto o trate Dede eniao nos deaes excanera vil dos als 80s omens (42 fs malao ange vo hore que se aents de plow (82) Alem dito, Hesiodo aceta com natural gue 2 tebuto, Fm fanaa, sca fe por everavor © anima domestcos Louva a (ir cota — 0 que, para um gre. fi fastanteextaoninaio — Imus ¢ sou neal ¢ 0 faceneroabastao € fino, eno 0 abaliador ave fica em cisa ¢ manmse afstado das avetuas do mar € os nego poblios da ago (29), tatando apenas Jesus vida 9. Arsttles inca se unos dicursin & exervidio Potter 250825) coma afi de gues 9 neces. Nh a ids eM 4 toa vide € possvele Ter excravos @ fer humana de dominar 3 ne egstade er portant, mio € pure phsin, cost a Rliera, propia ‘da'o eige. Portamo, os esmponeses, que produzem 0 ecessro par Nida, clssiendos, tanto por Phi como por Arsoeles, nae tna etegoris que on etcravos(ceyene Robert Scher, -Greck The [F Savery from Hamer to Aviotes, Marsal Sad in Chantel De Toto, Vol XLV 11936. 10 E neste sentido que Euripides cham todos os ecrvos de 9 crave. como a alfrria, om qualquer matunga de crcunstanciss poliicas gerai que clevasce certas ocupayoes um nivel de fee Sc ples Sin atatanente i mas “Ao contre do que ceortew nos tempon madernos, inst sid eserawnio nu antguidade nao fr una forma de ob mio Sesobra haeuts nem intramento de exploragio para fins de Into, mas sim a tentativa de excl o bor das candigoes via haa fa. Tudo que os Rosens tinh em comm cam ss putas Forms {e vida sninal era considera inumano, (Esta era tambéen, po s al &razao da teona sega, tao mal interpreta, da naturezs i mana do escravo. Anstoles. que susiemou t0 explctamente a sua feoris para depos. no leita de morte, alfrrar sus excraves, Talvez nao fosse tio incoerente como tendem 2 pensar os moder nos. Nae nogava que os escravon pudessem ser humans; nega somente 0 emprego i palavta shomem= para designe membros 4a expécie humana toalmente sjitos& necessidite "Evers Ade © que o emprego de palavra animals no conceto de anil de Jnana. ao eontario Jo oto use, tuto Sncutveh, da meso Lavra na expressio aunt rata, © inteamente justificada. O ‘iva labors &, Tealmente. apenas una das especies seimais {que wivem na tersn—na melo ds ipateses a mare dexenvoval io & surreendente que 1 distingio ente labore trabalho te na sido ignorads na untiuidade cssica A diferenciagan entre Smaus- envaram two do ponte de vista do estémage (Syplemenam Fiipidewn,e Arnim fog. 0° 2) 11. Agsim & gue Ansttelesrecomendiva aie on escravos income ds de ‘Sass outran distingSes, ate restar somente um criti: € ma priv Tividade ou em piblico que se gasta a mar parte do tempo e do eslorgo? A ocupugio © motivada por rat prea nose ou er rei prblia. para cuidat de negicios pivados ou para atender a5 ‘coitus piblicas?” Com o advento da teoria politica os filgsolos ‘oliram alé mesma esta distingGes que, 40 menos, haviam estar belecdo uma diferenga entre ws alividades, opuseram a conten Pagan a todo e qualquer tipo de atividade, Com eles, até mesmo a ‘ctpacio politica fol rebaitads a poskgdo de necessidade: © esta, dai por dante, passou a sero denominador comum de todas us ma nifestagoes da eta acta, Nem poderos esperar auxilio do penss ‘mento politico cristo, que aeitou a citing feta pelos Mlbsovos erefingy-a:¢, como a weigdo destingse 4 multi, enguano 2 f losofia @ somente para alguns poucos, deu-he validade geval, obi gntéria para todos os homens. ‘A primes vsts, porém, & sorpreendente que a era moderns tendo javertido todas as tridigdes tanto posto tradicional da cao ¢ da contemplasae como a adicional hierarquia dentco da propria eta actiou,tendo gloiieado o trabalho Gabor) como fonte fe todos os valores, e tendo promovida o anil labora & post ‘go tradicionalmente ocupuds pelo animal rationale — nig tenha roduzido uma unica teoria que distngusse claramente entre 0 nina laborans € 0 homo jaber, erie = labor nosso corpo e © trabalho de nossas mioss. Ac invés disso, encontramos primeira dlistingao ente trabalho produto improdutivo, um povco mais tarde, a diferencia entre trabalho qualiicado © n-qualfcado: ©, fitalmente, sobreponio-se # ambas por ser aparentemente de limportineia mals fundamental,» divisi de todas» atvidades em ttabatho manvate intelectual. Das vs, porém, somente a distingso entre trabalho produtivo ¢ impradutiva vai ao fundo da questa; Ii foi por acaso que os dois grandes teoristas do assunto, Adam Smith e Kael Mars, pasearam nels ta a estriado 200 ar ‘mento, O priprio motivo i promo do labor como tesa fra moderna foi a sua spraditividaden: © « nogso apurentemente bblsfema de Marx de que o trabalio (eno Deus) row @ homer, TB leer, Be ve publica ». 2 ‘oy de que o teabaho te mio raz5o) dstingue o homem dos ros danimais, era apenss a fonmolagao sais radical © coerente Ue algo om que toda a era moderna concordava.™ ‘Alem do mais, tanto Smith quanto, Mats estavam de acordo com a moderna opinise pblca quando menosprezavam trabalho Jmprodutivo, que para cles era parastio, uma espécie de perver ‘0 do trabalho, com te forse infigno deste nome tod sive ‘que rio enriquecesse o mundo. Marx certamente compartihava do desprezo de Smith pelos wcriados servis» que, como sconvivas jociosos .. nada Jeisam atria de si em treca do que consomem.- No ertanio, todas as eras anteriores 4 era moder. ao emf halho com a escravidio,tinam em mente precisumente esse Ta quas, porém, so igualmen te caracteristics do clima geral ds era movierna. Uma vez que ns conligoes moderna, fod ocupagao deveria demonstar si vt Tidinle= para a sociedade em geval, e como a uilldade das ocup oes inelectsis se tormara mais que duvhosa dada » moderna Elorifcagio do trabalho, eta apenas natural que também os inele: Tuais denefasem ser considerados como membros da populagio Ttabathadora, Av wesmo tempo, porém, e-em contraigao apenas fparente com este fato, nacessidade © estima da socedade em felagan a certas relizagbes -intslectuin~ aumentaram de modo Sem precedente em nowsa historia, com a exeedio dos séculos de Uectinio do Impérin Romano, Convém lembrar, neste contexte ‘abe, em toda a istria antiga, os servigos sitelectuais dos esr fas, que aterdeisem a necessidades dt exfera pobica ou daesfera privada, etam realizados por eseravose classibeados como servis Somente a burocruizagio do Imperio Romano e a concomitante 25, esta oildade pars a mera subsistnca que Ciser chama de medic eite arigao 1, € ave le ebimina dat ates eras Novamnene a tradogio arece-me falas ose trata de surgem e desaparecem aum ambiente de cotsas que nao s30 cons: mids, mas usadas,e 4 quai, medida em que es usamos. nos ha Dbiuamos ¢ acostumames. Como tas, las gota a Fmiiaridade do ‘mundo, cus costumes e hiitos de intercambio ene o» homens ¢ {2 coisas, bem como ente homens © homens. O que os bens de {consumo so pars a via humana, os objtor de uso #0 pars & ‘mundo do homem. Fdestes que ox tens de concur derivarm ote ‘ariter de objeto: linguagem, que no permite que atvidade do Tabor produ alga tio sdido e nio-vertal como um substantive, sugere a forte probabilidade de que nem mesmo saberiamos 0 que ‘uma coisa € se no tivéssemos diante de is +0 trabalho Ue mossas Diferentes dos bens de consumo e dos objetos de uso so, fe nalmente, 0s »produios: da agio e do discurso que juntes. const tem a textura das relagdes e dos negScios bumands. Por si mes mos, sto nao apenas destiuidos da tangibiklade ds wutrascorsas ‘mas ainds menos durivelse mais ftets que © que provusimos pa, ‘© consumo. Sus realidade depende inteiramente da plralidade ho ‘mana, da presenga constante de outros que possam vere ouvir € portnto, cuja existéncia possamos stestar git e fala Sho sind ‘manifestagdes externas da vida umsina:e eta sO conhece Uma at Vidade que. embora relacionadas com 0 mundo exterior de muitas marinas, nio ke manifesta acle necessartamente nem precisa set ‘ouvida nem vista nem usada nem consumida pura Ser real stv dade de pensar ‘Vistes, porém, em sis qualidade mandate, & a0, © dincurso ‘¢ 0 pensimento (2m muito mais em comum entre si que qualgucr tom deles tem com 0 trabalho ow 9 labor= Em sic nko =produzem rem geram coisa alguma: sao to fiteis quanto a prpria vida, Para {que se tomem coisas mundanas, isto Tetos ates eventos e oF Banizagdes de pensamentos ou ids. devem primeino ser vistos ‘vides lembrados,« em seguida varsformados. coisieades: or assim dizer — cm ditos poeticos, ma pigina escita ov vr Impress. em pintura ou escultura, em algum Ups de reo, doc mento ou monumente. Tedo © mundo fatual dos nec hums fnon depende, para sua relnlade e easténcia contoua, em primeira Tugar da presenga de outs que tenham visto « ouvkio e ue lem brag: e em segundo lugar. da transformago Jo inangivel a tu 106 aibilitade das coins. Sem x lembranga e sem a reiicayio de que a Fembranga necesita para sua propria realizagio — € qe realmeme 8 tomam. como aflamavam os grepos. 4 mae de todas us aries — a5 itividadet vias da agio, do diseura © do penxamenlo perderiam Su realiade a0 fim de cada processo e desapareceram como se runes houvessem existido, A materializacio que eles devem sofer para que permanecam ne mundo oeorre ao prevo de que sempre a letra mora» substitu algo que nasceu do vesprto vivor, © que ealmente, durante um momento fulga, exisiu camo espiio vivo, ‘Tem que pagar este prego porque, em si, sio de natureza intra tment extramundana, portanto requcrem 9 aixlio de Uma aii dixie de natureza completamente diferente; dependem. para sua realizagio e materalzagio, do mesmo srexanato que Constr 38 ‘tras coisas do artic humana. ‘A realdade ¢ a confiablidede do mundo humane repousacn| basicamente-no falo de que estamos rodeadon de eines mas por manentex que atividade pela qual foram proguaidss,e poten ‘mente sinda mas permanentes que vida de seus autores. A vids humans, na medida em que é a eriadora do mundo, esti empenhas dda em constante processo de reificagio, e 0 grau de mundaridade das coisas produridas.cuja soma total consti © arificio humao, ddepende de sua maior ou menor permangncia neste mundo. —B— Labor e Vida coisas tansveis, as menos duriveissio aquelas neces Fao proprio processe da vids. Seu consumo mal sobrevive a0 ato de sia prod no dizer de Locke, todas essas =boas coisass ‘ue sao =realmenie itis & vida do homem>, a snecessidade de Subsistr, so eperalmente de curtaduragio, de (al modo que — Se io forem consumidas pelo uso — deteriorr-se-ao e perecerio por Si mesmase."” Apes breve permanneia neste mundo, retornam 20 processo natural que as produziu, seja através de absorgio no process vitel do animal humane, sea através da decomposteio:e, Sob a Torma que thes do homem. através da qual adguivem lugar E Locke, np.cir., sesso 46. efémero no mundo das coisas fits pele mo do homem, desper Fecem mais rapklamente que qualquer ousra percela do mundo CConsideradas em sta mundanidade, so ss cofas menor mundanas © ‘0 mesmo tempo ss mis natura. Emborafetas pelo homem, %6m vio. sd produaidas econsumedas de acorde como eterno mov ‘mento cichico da natureza, Cilio, também, €0 movimento do or anismo vivo, sem exclisio do corpo humano, enguanto ee pode Suportar © processo que permciso seu sere o toma vivo, A vida & lum processo que, tm ldo, consome a durabidade, desgastaa, fi la desoparecer, ate-que a materia morta, resultado de pequenos proceso» vit, singular ecilicos, relomma o circu global « B tEintesco da propria natureza, onde nao existe comega nem fi © Onde todas 28 coisas natuaiseireulam em imutavel,infindivel re petiio. ‘A matureza e 0 movimento cilco que ela impsime, i forga. a todas as coisas vivs, desconhecem o nascimentoe 4 morte (ais Co ‘mo os compreendemos. O naseimento e a morte de seres humanOS no so ocorrencas simples e naturais, mas referemse umn un 429 xo qual vém e do qual partem individuos inicos, entkades sin kgulares. impermutiveis e ierepetiveis, O mascimento ¢ a morte, Pressupéem um mundo que mio esté em constante movimento, mas uja durabilidade ¢ relativa permanéncia tornam possvel 0 apare- kimento € 0 desaparecimento, e essa durabiuade, essa relativa ‘ermanéncia i existiam antes que qualquer individuo ele apaeceste, ‘¢sobreviverdo sua eventual panda. Sem yim mundo 2 qual os hhomens vém pelo naseimento e do qual se vio coma more, nada existra 2 mio ser a recorréncia imutivel e elem, a perenidade imortal da espécie humana como 4 8 Lodas a outs espéces an mais. Uma flosfia que nao chegue, como Nietzxche chegou, & firmago da vetema recorténciae (erige WiederKeh?) come © mas alto principio de toda 4 existencia, simplesmente nao sabe do.que esti falando, ‘A palavra svidas, porém, tem significado intiramente diferen- te quando usida em relagio a0 mundo para desgnar interval de tempo entre o naimento © morte. Limitada por um comeso & um Fim, isto 6, pelos dois supremes eventos do sperecimento & dO “desaparecimento do indiwiuo no mundo, «vide segue sempre int lrajetivia estriamente linear, cujp movimento. no obstante, & "ransiitide pela forga motriz dx vida bioligics que o homem com partlha com outros seres vivos © que conserva, sempre. © mov ‘mento cicico da natureza. & principal caracterstica desta vida es pecificamente humana cujo uparecimenta desaparecimento cons- ro tituem eventoy mandanos, € que ela, em si. & ple de evento» que posteriormente podem scr narnulos come hitOra e eslabelecer time biografia;erw a exta vida bus, em contsposigio & mer (que Adstteles se teferia quando dizia que cla e. -de cera forms Sma expécie de prove. Bois a agio © 0 dscursa que, como vi hos, estavam intimamente imterigados no conceto greg de polite fi, So realmente duas atividales eujo resultado fina ser sempre Uma historia suficientemente coerente para ser named, por mais acidentais ou aleatdrios que sejam 0s eventos e a6 cicunstncias (que gs causaram. E somente dentro do mundo humano que o movimento cicioo ‘da natureza se manstesta como ereseimento-e deslinic Estes, come ‘onascimento ea morte, mio s80 ocerFencias naturals propriamente dias; nao tém lugar no ciclo incessant eincansivel mb qual oo 0 reino da natureza perpetuamente evolve. Somente quando ingres ‘Sum no mundo feito pelo homem podem os processes da natreza Ser descrtos como ctescimento e declnio: vomente quando cons eramos 0 produtor de ntureza — determinada drvore ou deter mminado animal — como coisa individuss,reicando-s. com Ks. do ses ambiente e colocando-os em nosso mundo € ave ‘eles comegam a fer crescimento e declino. Embora a natureza se Imanifeste na eistencia humana atraves do movimento circular de InossisTungdes corporis fz-se presente no mundo fubricudo pelo hhomem através da Constante ameaga de Sobrepuiilo wu faze pe- rover. A caracteisica comum ap processo boldgico do homem & ‘0 processo de ereseimento ¢ decliio do munda & que ambos f zem parte do movimento ciclco da atuera: sendo cilco, ese ‘movimento ¢infntamente repetitive: todas as ativklades humanas provocidas pela necessidade de fazer face a esses provers est Vinculadas sos ciclon recorrentes da naturera. © no tm, em Si ‘qualquer comeso ot Gin propriamente vito. Ao coatrtio do pro fesse de ‘hubalhar, que termina quando © objeto esti acaba, pronto para ser acreseentado a0 mundo comm das coi, © pro Eesso do labor mavesse sempre no mesmo circulo prescrit pelo proceso bildgico do orpanismo vivo. eo fim das sladigas e pe ‘as 6 advém com a morte desse organisa TE Poti 125487 33. Ng erature air aia sabre 0 tbat, até otis ergo do século XIX, abo ea incomum gue os ailoresIsistisem ne coneXSO 09 Ao definir © trabalho como «9 metabolsno do homer cen 3 ‘naturezas, em cujo provesso -0 material da naturezs(e adaptado, ‘por uma mudanga de forma, & nevessidades do homem-, de sorte {que =o trabalho Se incorpora a0 sejeiton, Mar dena claro que e tava sfalando fsiologicamente>, e que © trabalho e 9 comme Si apenas dots eslagios do elemo cislo da vida boligce.” Este ilo Esustentado pelo consumo, © 4 aieWae que prove os meios de Ene yabatbo € 0 movimento cis po proceso vil Assim, Schulze Delite numa pales intlads Die Avbev Leip 1%, comecs com uma desenga0 do cielo deseosforgosatifagi Beam letter Bissen fing schon die Verdauung an. Comtado, na volamova laertra [osmarsta Sobre 0 problem do raalhe 0 nico alr que reveals © {lorie acerca deste especto tin elmetar du uviade go vababo & Prete Navi, sijo Le nese ea wes prolemes 1958) & vbw das Discutino os aspecos partculares ds jomads de trata em sonra io 8 tras formas de medio do tempo de rab, eke dao eam. fe aLe tat pricial est som caractere eyelgue oo rier. Ce ct Factre ati ois esprit ature et Conmoogie de Is ounce chau canctre ds fonctions physwgiques dete human, aco Commun avec tex espces animales spericures et cides eI Travail devait ete de prime sbore he a des ryt «freon alt= ‘else, Dai sdtem o carter ccico do dispenioe reproduc fxg Ae eautho que determina a unsdage de ferpo da jomadn de rab A ‘mals importante itulgso de Neville qe o cas temporal Ga vas te ‘mana, unt vee que too € smpleamente parte de vide da espe, eat En nid conteste com o carte temporal cicico do dis de thal “Les limites naturelles supeneues de avi ne son ps elites, com Ime celle dela ouroee. parle necesita porte de se teed, rus a contaie, par Fimpossibite dese renounce, sino t Tehele Se Tepes Ley aczompt ep e fo ne eeawnele se 34 Capital (ed. Modern Library), 201, Esta fmm & tegen ma cobra de Mars e sempre epetiéa quase vein: O trabalho 3 elem rnecessidade tatural Ge eetuaro metuiblismo cae © homem ‘es hr fhreza,(Vejase, por exemple, Dat Kapa. Voll Parte ca, S980 2ue Pare ,cap. 8A trade consaada em ng nls ei Modern Library. pp 80.208, ao tem x mein resin Se Mary) Ei ontramos quase & mesma formlagse go Vol Ide Dus Kept p72 Ebi que. quando Marx fila com a frequencis com que» far do peo cess0 sal da sociedaden 50 eS4pentando en fems Je metfor, 10 ‘onsumo € © labor. Tudo 0 que labor produz destins-se a al Imentar quase imediatameme o processo da vida humana, ¢ este consumo, regenerando 0 processo vial prouz— ov ante. repro {daz — nova sforga de wabelho™ de que © corpo necessita para se [posterior mislento.™ Do ponte de vista das exigencss do proprio procesto vital — a enecessidade de subsistir como 0 chamava, Locke — labor ¢ o consumo seguem-se tio de perto que quase Chega a consttar um tnico movimento — movimento gue, mal termina, deve comecar novamente. A -necessiade de sibsistir ‘cotnanda tanto Tabor quanto 0 consumo, e 0 labor. quando incor. Dona. sreine» ¢ smistra-ses fskamente as cosas formecidas pela fnalurezs,” realiza aivamente aguilo que © compo faz mais intima 35 Mane cham 0 bor de somsuma prov (Capital (Moser Libeny) 200 amas pera de vista fate de que se tetova de onda Frisia 36. Toda tora de Mar gic em torn do velo conecimento de auc otrabalhaor, ates. de mais ada, repro 0 pop vi 20 90- Aus otto de subsssncin. Em sein pcs esertos, Mark achaa uc ro homens comeyama Sixingsrae don ainals quando comeyaM & Srodul ous ord ubsntbncas (Devine Harr p10) Eee tpn concodo da dtnigdo do homer com sina abans, Mais ‘ligno de posal €o ta de qo, em ton techn, Mary ne ios sathfeno com esa defini, qte no chega «coi iaisa0 Suen eno hob eon stm =A sro relia operas ae Istvan de um tcceuo, ea acta mona sper & mules aah tehos m contugto dem colmela Mas © que dingo pir 3s ‘Mwmacho ses de conusla na realise. Ao fm de cia procena {chao remo um redo av xs na mapas do ba thador dende eomegos (Capa Modern Library). p58) E Sbvio aie Marts fs nose reter abor: sao but to gu aoe tive inretados «melhor pova dito qc denen de smagne Glow. syaretemente Zo important, io. Sempenia ppl gure tt teonia do traatho. No terceirovokome de Dun Repl ele renee fue oeacedente de tanaho sla Js limites ds necesedades medias Serve So sprlongamente, progress. do. protao. de reotodun” Upprt72 278) deseo de Reads ocaionaa. Mara permanececon- When de woe eMlton pros’ Puree Pridn pom mena rerio Ghee Bah dnc poder sede (Dhow of Supe Fae Wands T351). pmo, 37 Locke, pit. sses $6, 26 € 27, respectivamente, un