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Proteção Radiológica - Humberto Gabriel

PROTEÇÃO

RADIOLÓGICA
RADIOLÓGICA

“O mais importante de tudo é nunca deixar de se perguntar. A curiosidade tem sua própria razão de existir. ” - Albert Einstein-

DEFINIÇÃO:

Radioproteção é o conjunto de medidas que visam proteger o homem, seus

descendentes e o meio-ambiente contra possíveis efeitos indevidos causados por radiação ionizante proveniente de fontes produzidas pelo homem e fontes naturais modificadas tecnologicamente.

Objetivos da Radioproteção:

Minimizar os riscos de efeitos biológicos no ser humano;

Limitar a dose em atividades profissionais;

Diminuir a probabilidade de efeitos de longo prazo, tais como câncer, efeitos genéticos, etc.

Princípios da Radioproteção:

Riscos Vs. Benefícios para o Paciente. A realização de um exame de diagnóstico utilizando radiação ionizante comporta um risco que terá de ser sempre inferior ao benefício que advém do exame. Quando se realiza um exame de diagnóstico utilizando radiação ionizante, deve-se minimizar sempre o risco a que o paciente está sujeito, sem nunca comprometer a qualidade do exame. A esta diretriz damos o nome de PRINCÍPIO ALARA.

ALARA é o acrônimo de As Low As Reasonably Achievable, que podemos traduzir da seguinte forma: “Tão baixo quanto razoavelmente

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realizável. Este princípio foi recentemente mudado para ALARP: As Low As Reasonably Possible, ou “Tão baixo quanto razoavelmente possível”.

Melhor explicando, todas as exposições as radiações e o número de indivíduos expostos devem ser mantidos a um nível tão baixo quanto razoavelmente possível, tendo em atenção diversos fatores de natureza econômica e social. No caso das exposições médicas, este princípio é aplicável não só aos pacientes, mas também aos profissionais expostos.

Neste contexto, existem alguns princípios fundamentais que devem ser observados durante a utilização de radiações ionizantes para fins pacíficos, ou em resultado de acidentes ou catástrofes radiológicas ou nucleares:

1. JUSTIFICATIVA:

Nenhuma prática envolvendo exposição a radiações deve ser adotada se dessa prática não resultar um claro benefício para o homem ou para a sociedade.

A Justificativa é o princípio básico de proteção radiológica que estabelece que nenhuma prática ou fonte adstrita a uma prática deve ser autorizada a menos que produza suficiente benefício para o indivíduo exposto ou para a sociedade, de modo a compensar o detrimento que possa ser causado. O princípio da justificativa na medicina em geral, deve ser aplicado considerando:

  • A. Que a exposição médica deve resultar em um benefício real para a saúde do indivíduo e/ou para sociedade, tendo em conta a totalidade dos benefícios potenciais em matéria de diagnóstico ou terapêutica que dela decorram, em comparação com o detrimento que possa ser causado pela radiação ao indivíduo.

  • B. A eficácia, os benefícios e riscos de técnicas alternativas disponíveis com o mesmo objetivo, mas que envolvam menos ou nenhuma exposição a radiações ionizantes.

Na área da saúde existem dois níveis de justificativa: justificativa genérica da prática e justificativa da exposição individual do paciente.

Justificativa genérica: Todos as práticas que envolvam exposições

médicas devem ser previamente justificadas antes de serem adotadas. Os tipos existentes de práticas devem ser revistos sempre que se adquiram novos dados significativos acerca de sua eficácia ou de suas consequências. Justificação da exposição individual: Todas as exposições médicas devem ser justificadas individualmente, tendo em conta os objetivos específicos da exposição e as características do indivíduo envolvido.

É proibida toda exposição que não possa ser justificada, incluindo:

Exposição deliberada de seres humanos aos raios-x diagnósticos com

o objetivo único de demonstração, treinamento ou outros fins que contrariem o princípio da justificativa. Exames radiológicos para fins empregatícios ou periciais, exceto quando as informações a serem obtidas possam ser úteis à saúde do

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indivíduo examinado, ou para melhorar o estado de saúde da população. Exames radiológicos para rastreamento em massa de grupos

populacionais, exceto quando o Ministério da Saúde julgar que as vantagens esperadas para os indivíduos examinados e para a população são suficientes para compensar o custo econômico e social, incluindo o detrimento radiológico. Deve-se levar em conta, também, o potencial de detecção de doenças e a probabilidade de tratamento efetivo dos casos detectados. Exposição de seres humanos para fins de pesquisa biomédica, exceto

quando estiver de acordo com a Declaração de Helsinque, adotada pela 18ª Assembléia Mundial da OMS de 1964; revisada em 1975, em 1983 e em 1989, devendo ainda estar de acordo com resoluções específicas do Conselho Nacional de Saúde. Exames de rotina de tórax para fins de internação hospitalar, exceto quando houver justificativa no contexto clínico, considerando-se os métodos alternativos e disponíveis.

No caso das exposições médicas, este princípio é aplicável somente aos pacientes.

2. OTIMIZAÇÃO DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA:

O princípio de otimização estabelece que as instalações e as práticas devem ser planejadas, implantadas e executadas de modo que a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais sejam tão baixos quanto razoavelmente exequíveis, ou seja, a menor dose possível e somente na extrema necessidade de execução das exposições, levando-se em conta fatores sociais e econômicos, além das restrições de dose aplicáveis.

A otimização da proteção deve ser aplicada em dois níveis, nos projetos e construções de equipamentos e instalações, e nos procedimentos de trabalho. No emprego das radiações em medicina, deve-se dar ênfase à otimização da proteção nos procedimentos de trabalho, por possuir uma influência direta na qualidade e segurança da assistência aos pacientes. As exposições médicas de pacientes devem ser otimizadas ao valor mínimo necessário para obtenção do objetivo radiológico (diagnóstico e terapêutico), compatível com os padrões aceitáveis de qualidade de imagem. Para tanto, no processo de otimização de exposições médicas deve-se considerar:

A seleção adequada dos equipamentos e acessórios.

Os procedimentos de trabalho.

A garantia da qualidade.

Os níveis de referência de radiodiagnóstico para pacientes.

As restrições de dose para indivíduo que colabore, conscientemente e de livre vontade, fora do contexto de sua atividade profissional, no apoio e conforto de um paciente, durante a realização do procedimento radiológico.

As exposições ocupacionais e as exposições do público decorrentes das práticas de radiodiagnóstico devem ser otimizadas a um valor tão baixo

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quanto exequível (extremamente necessidade), observando-se as restrições de dose pré-estabelecidas.

3. LIMITAÇÃO DA DOSE INDIVIDUAL

Os limites de doses individuais são valores de dose efetiva ou de dose equivalente, estabelecidos para exposição ocupacional e exposição do público decorrentes de práticas controladas, cujas magnitudes não devem ser excedidas. No caso das exposições médicas, este princípio não é aplicável aos pacientes, mas apenas aos profissionais expostos.

Para se dimensionar os limites de dose que incidem sobre o indivíduo, deve- se considerar a totalidade das exposições decorrentes de todas as práticas a que ele possa estar exposto.

Exposições Ocupacionais

As exposições ocupacionais normais de cada indivíduo, decorrentes de todas as práticas, devem ser controladas de modo que os valores dos

limites estabelecidos na Resolução-CNEN nº 12/88 não sejam excedidos. Na realização das práticas o controle deve ser realizado da seguinte

forma:

A dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer

período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano. A dose equivalente anual não deve exceder 500 mSv para

extremidades e 150 mSv para o cristalino. É proibida a exposição ocupacional de menores de 18 anos.

As exposições normais de indivíduos do público decorrentes de todas as práticas devem ser restringidas de modo que a dose efetiva anual não exceda a 1 mSv.

Para mulheres grávidas devem ser observados os seguintes requisitos

adicionais, de modo a proteger o embrião ou feto:

A gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo seja

constatada; As condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na superfície do abdômen não exceda 2 mSv durante todo o período restante da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto exceda cerca de 1 mSv neste período.

Exposição de acompanhantes

A presença de acompanhantes durante os procedimentos radiológicos somente é permitida quando sua participação for imprescindível para conter, confortar ou ajudar pacientes. Esta atividade deve ser exercida apenas em caráter voluntário e fora do contexto da atividade profissional do acompanhante; é expressamente proibido a um mesmo indivíduo desenvolver regularmente esta atividade. Durante as exposições, é obrigatória, aos acompanhantes, a utilização de vestimenta de proteção individual compatível com o tipo de procedimento radiológico e que possua, pelo menos, o equivalente a 0,25 mm de chumbo; O conceito de limite de dose não se aplica para estes acompanhantes;

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entretanto, as exposições a que forem submetidos devem ser otimizadas com a condição de que a dose efetiva não exceda 5 mSv durante o procedimento.

  • 4. PROTEÇÃO

A proteção dos médicos, técnicos e de outros profissionais deve ser feita através dos seguintes fatores:

  • 1. Minimização do tempo de exposição;

  • 2. Otimização da blindagem de proteção;

  • 3. Maximização da distância à fonte;

  • 4. Comunicação com o paciente.

A proteção do paciente deve ser feita através:

  • 1. Da efetiva comunicação com o mesmo;

  • 2. Da seleção de parâmetros técnicos adequados;

  • 3. Do correto posicionamento e utilização de dispositivos de imobilização sempre que necessários.

Tempo:

Os médicos e técnicos devem minimizar o tempo empregado na área da

fonte de radiação, pois a exposição à radiação é diretamente proporcional ao tempo de exposição.

Distância:

A distância é o espaço mantido entre o profissional e a fonte de radiação. Isso significa que o profissional pode realizar suas tarefas sem qualquer risco de ser atingido. Este é o meio mais eficaz de reduzir a exposição à radiação.

A dose de radiação recebida por um indivíduo é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre o indivíduo e a fonte, ou seja, à medida que o indivíduo se afasta da fonte de radiação, a dose por ele recebida diminui.

Blindagem:

Corresponde a utilização de barreiras feitas com materiais capazes de absorver radiações ionizantes. Estas barreiras devem ser feitas sob orientação de profissionais para que não haja nenhum risco. É comum o uso de barreiras de chumbo ou concreto cuja espessura é dimensionada em função ao tipo de radiação a ser contida.

Comunicação

A comunicação com o paciente constitui uma das principais maneiras dos médicos e técnicos se protegerem e, obviamente, de proteger o paciente. Ao estabelecer a comunicação, diminuem-se os níveis de ansiedade do paciente além de garantir que ele compreenda e execute os seus pedidos, minimizando assim, a probabilidade de repetição do exame.

Ao comunicar-se com o paciente, o profissional transmite uma imagem de competência e boa vontade.

  • 5. PREVENÇÃO DE ACIDENTES

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No projeto e operação de equipamentos e de instalações deve-se minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes (exposições potenciais). Deve-se desenvolver os meios e implementar as ações necessárias para minimizar a contribuição de erros humanos que levem à ocorrência de exposições

acidentais. Todas as possibilidades de acidente devem ser analisadas antes de se iniciar um trabalho; Qualquer evento relevante, não enquadrado no planejamento ou nos procedimentos operacionais, deve ser registrado para correção posterior; No caso de desvio de procedimento técnico envolvendo contaminações ou aumento de dose, o fato deve ser registrado e comunicado ao serviço de proteção radiológica ou de emergência da instalação; No caso de acidente mais grave, com perda de controle da situação, acionar o serviço de proteção radiológica ou de emergência da instalação.

O PLANO DE RADIOPROTEÇÃO

Toda instalação que trabalha com material radioativo deve preparar um documento descrevendo as diretrizes de proteção radiológica que serão adotadas e aplicadas pela instituição. Tal documento, que recebe o nome de Plano de Radioproteção, deve descrever detalhadamente toda a rotina do laboratório como exemplo:

A descrição e a qualificação da equipe, das instalações e

equipamentos do Serviço de Radioproteção; A descrição das fontes de radiação, dos sistemas de controle e de

segurança e de sua aplicação; A descrição do sistema de gerência de rejeitos radioativos, estando a

sua eliminação sujeita a limites estabelecidos em norma específica; O programa de treinamento dos trabalhadores;

O planejamento de interferência em situações de emergência até o

restabelecimento da normalidade; As instruções de radioproteção e segurança fornecidas, por escrito, aos trabalhadores.

Além disso, o Plano de Radioproteção deve descrever as atribuições da direção da instalação, do supervisor de radioproteção e dos trabalhadores da instituição, entre outros itens.

REGRAS PRÁTICAS DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA

Equipamentos e Instalações

Utilizar os equipamentos de proteção individual adequados (EPIs):

luvas, avental, óculos, máscara, etc.; Utilizar os equipamentos de monitoração durante todo o trabalho:

dosímetro, monitor individual, monitor de área, monitor de contaminação superficial, etc.; As áreas onde se trabalha com material radioativo devem ser isoladas e bem sinalizadas;

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Utilizar os instrumentos de manipulação adequados, tais como

pinças, porta-fonte, etc.; Proteger as bancadas com material apropriado e de fácil remoção, como papel absorvente sobre plástico impermeável ou folha de alumínio, caso haja possibilidade de uma contaminação superficial.

Planejamento da Atividade

Conhecer antecipadamente as características do material radioativo com

o qual irá trabalhar; No caso de material de alta atividade ou de difícil manipulação, simular

todas as operações com material de mesmas características, mas inerte, antes de iniciar o trabalho; Trabalhar com as menores atividades possíveis de material radioativo;

Somente o material radioativo que vai ser utilizado deve estar no local de manipulação.

Segurança no Ambiente de Trabalho

Os materiais radioativos podem ser utilizados somente em locais licenciados; Áreas de muito movimento nos locais de trabalho devem ser evitadas; Quando os radioisótopos estiverem sendo utilizados, todas as pessoas na área de radiação devem ser informadas sobre as precauções a serem tomadas para garantir que os campos de radiação nos locais de trabalho sejam aqueles recomendados pela autoridade regulatória; Sinalize todo material usado para o trabalho com material radioativo. Os sinais de aviso são essenciais, uma vez que os visitantes, pessoal de limpeza, pessoal de emergência ou operadores de outras instalações podem por sua vez ser desconhecedores da presença de material radioativo nestes locais.

Proteção Radiológica - Humberto Gabriel  Utilizar os instrumentos de manipulação adequados, tais como  pinças,
Proteção Radiológica - Humberto Gabriel  Utilizar os instrumentos de manipulação adequados, tais como  pinças,
Este é um quadro da dose de radiação ionizante que uma pessoa pode absorver a partir
Este é um quadro da dose de radiação ionizante que uma pessoa pode absorver a partir

Este é um quadro da dose de radiação ionizante que uma pessoa pode absorver a partir de diversas fontes. A unidade para a dose absorvida é “sievert” (Sv), e mede o efeito que uma dose de radiação terá nas células do corpo. Um sievert (absorvido de uma só vez) o deixará doente, e muitos mais irão matá-lo, no entanto nós absorvemos com segurança pequenas quantidades de radiação natural diariamente.

Nota: Uma certa quantidade de sieverts absorvidos em um curto espaço de tempo irá geralmente causar mais dano, embora a sua dose acumulada no longo prazo tem importante papel em coisas como o risco de câncer.

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Obs.: Quadro elaborado por Randall Munroe (http://xkcd.com/radiation/), com assistência de Ellen, Operadora Sênior de Reator no Reed Research Reactor, EUA, que fez a sugestão do quadro e indicou diversas fontes. Nota do autor: Este quadro destina-se fins educacionais no sentido amplo. Se você construir as suas medidas de proteção à radiação com base em uma figura acima encontrada na Internet e as coisas derem errado, você só poderá culpar a si mesmo. Tradução para o português: MCT

Obs.: Quadro elaborado por Randall Munroe (http://xkcd.com/radiation/), com assistência de Ellen, Operadora Sênior de Reator no
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Entendendo um pouco mais sobre as doses de radiação e a sua unidade de medida Sievert.

Segundo reportado, em 15 de março de 2011 às 10:00, uma alta dose de radiação de 400 milisievert por hora foi medida na área da unidade 03 da usina nuclear de Fukushima no Japão, (01 milisievert = 1.000 microsievert). No entanto, este é um valor de dose medido dentro da central nuclear. O valor máximo observado no portão frontal da central nuclear foi de 11,93 microsievert por hora, no dia 15 de março de 2011 às 09:00.

Sievert é uma unidade usada para medir o impacto da radiação sob o corpo humano. O prefixo micro está relacionado a uma parte de um milhão (1/1.000.000). A relação entre μSv por hora e μSv é semelhante à velocidade ou à distância percorrida por um carro. Por exemplo, se um carro está rodando a 100 km por hora em uma hora o carro irá percorrer 100 km. Se o carro está andando a 50 km por hora, então vai precisar de duas horas para o percorrer os 100 km.

Assim 11,93 microsievert por hora significa que se uma pessoa fica por uma hora em um local, com essa taxa de dose logo essa pessoa vai receber uma dose de 11,93 μSv de radiação. No entanto, note que 11,93 μS/h é um valor máximo, em média a taxa de dose permanece abaixo deste valor. Para retornar à analogia do carro, o carro atingiu a alta velocidade por apenas um curto tempo, na maior parte do tempo o carro estava rodando a baixas velocidades.

De acordo com o Comitê Científico das Nações Unidas para os Efeitos

da Radiação Atômica (UNSCEAR), a radiação natural expõe uma pessoa, em média, a uma dose de 2.400 μSv por ano. Embora a exposição à radiação natural dependa da localidade, há relatos de que muitas pessoas estão expostas a uma dose entre 10.000 μSv e 20.000 μSv por ano. Uma pessoa é normalmente exposta a cerca de

  • 200 μSv durante a viagem de ida e volta entre Tóquio e Nova York, a

  • 600 μSv em um exame de Raios‐X abdominal, e a 6.900 μSv em um

exame de tomografia computadorizada. O valor máximo de exposição à radiação recomendado pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP) para o público e para um profissional que trabalha com radiação ionizante é chamado de limite de dose. O limite de dose anual público é de 1 mSv (1000 μSv) e, para os trabalhadores, a dose limite é 20 mSv por ano em uma média de 5 anos, sendo que por ano não pode ultrapassar 50 mSv. Note que o limite de dose não inclui a exposição à radiação natural ou médica. Embora os riscos de câncer aumentem proporcionalmente com a dose, qualquer valor de dose recebida por uma pessoa, abaixo de

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100 mSv, não mostra nenhum aumento significativo dos riscos da mesma desenvolver câncer.

A tabela abaixo mostra níveis, limites e referências de dose de radiação para uma comparação simplificada.

Referências Bibliográficas SOARES, F. A. P.; LOPES, H. B. M.; Radiodiagnóstico –

Fundamentos Físicos. Ed. Insular, 2003. CARDOSO, E. de Moura, apostila educativa - Radioatividade, CNEN.

   http://www.ipen.br http://radimagemdigital.com.br/informe/quadro_dose_radiaca o.pdf http://www.cnen.gov.br/noticias/documentos/entendendo_radi acao.pdf
http://www.ipen.br
http://radimagemdigital.com.br/informe/quadro_dose_radiaca
o.pdf
http://www.cnen.gov.br/noticias/documentos/entendendo_radi
acao.pdf

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