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Índice

I. Introdução

1

II. Resenha Histórica

2

2.1 Divulgação da Modalidade

3

2.2 O Voleibol em Portugal

4

III.

Apresentação da Modalidade

6

3.1

Regras básicas

7

3.1.1

Sinais de arbitragem

7

III.

Acções táctico-técnicas

13

3.1

Movimentos

13

3.1.1

Tipos de movimento

13

3.2

Formas de contactar a bola

15

3.2.1 Por baixo

15

3.2.2 Por cima

15

3.2.3 Batimento

15

3.2.4 Contactos de emergência

15

3.3

Passe

16

3.3.1

Progressões pedagógicas

17

3.4

Manchete

17

3.5

Serviço por baixo

18

3.5

Serviço por cima

19

3.6

Remate

21

3.6.1

Progressões pedagógicas do remate

22

3.7

Bloco

23

3.7.1

Progressões pedagógicas do bloco

25

Índice de tabelas e figuras

Figura 1 – Campo de voleibol

6

Tabela 1 – Regras e gestos do árbitro

12

Tabela 2 – Descrição e erros mais comuns no toque de dedos

16

Figura 2 – Ilustração do toque de dedos

17

Tabela 3 – Descrição e erros mais comuns na manchete

18

Figura 3 – Ilustração da manchete

18

Tabela 4 – Descrição e erros mais comuns no serviço por baixo

19

Figura 4 – Ilustração do serviço por baixo

19

Tabela 5 – Descrição e erros mais comuns no serviço por cima

21

Figura 5 – Ilustração do serviço tipo ténis

21

Tabela 6– Descrição e erros mais comuns no remate

22

Figura 6- Ilustração do remate

22

Tabela 7 – Descrição e erros mais comuns no remate

25

Figura 8 – Colocação das mãos no bloco

25

I. Introdução

Este documento foi elaborado por mim com o principal objectivo de ajudar os alunos a perceber melhor o jogo e todas as suas componentes, bem como servir de base de apoio à construção dos planos de aula ao longo da Unidade Didáctica (UD). A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, sendo que esta seja o mais sintética possível, mas sempre acompanhada de uma ilustração, a fim de dar uma melhor percepção às palavras. Vamos começar por abordar a história da modalidade, seguidamente apresenta-la como jogo Desportivo Colectivo e por último apresentaremos algumas acções táctico-técnicas incluindo algumas progressões pedagógicas na abordagem das mesmas. Esperemos que este documento cumpra os objectivos a que nos propusemos e que seja um ponto de partida para o interesse dos alunos nesta modalidade, não somente como praticantes, mas como entendedores do que executam e praticam.

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2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 II. Resenha Histórica O voleibol nasceu em 1895 criado por William Morgan,

II. Resenha Histórica

O voleibol nasceu em 1895 criado por William Morgan, director de Educação

Física do Colégio de Holyoke, no Estado de Massachussets (EUA). Morgan procurou encontrar um jogo que, por um lado não fosse tão fatigante e competitivo como o Basebol, Basquetebol, Futebol, Andebol, etc. e, por outro, que não colocasse tantos problemas espaciais e materiais como o Ténis. Pretendeu criar um jogo de carácter mais lúdico e recreativo, que se adaptasse

melhor às características dos alunos (em grande parte eram homens de negócios de meia idade) que frequentavam o colégio. Este novo jogo exigia uma movimentação constante e variada e podia ser jogado em recintos cobertos ou ao ar livre, por um qualquer número de jogadores, não sendo necessário material algum para bater a bola, pois poderiam fazê-lo com as próprias mãos. A dificuldade estava em arranjar uma bola de tamanho grande e de pouco peso, que se adaptasse ao tipo de jogo que havia idealizado. Colocou a rede a uma altura ligeiramente superior à

estatura de um homem, adaptou as medidas do terreno de jogo e experimentou diversos tipos de bolas, até que a firma A. G. Spalding & Bross fabricou uma que o satisfez. Era uma bola de couro, com câmara de ar em borracha com uma circunferência entre 63,5 e 68,6 cm e com o peso entre 252 e 336 gr.

A colocação de rede como obstáculo separador dos dois campos e equipas

impedia o contacto físico e diminuía a intensidade dos deslocamentos. William Morgan apelidou este jogo de " MINONETTE ".

A apresentação oficial do jogo ocorreu no Springfield College (Instituição onde

Morgan se licenciou) em 1896, a convite do Dr. Luther Gulik, numa reunião de Directores da Y.M.C.A. Nesta reunião o Dr. Halstead sugeriu a mudança de nome para “Volley-Ball”, já que o termo traduzia a essência do jogo – passar a

bola de um campo para o outro, por cima da rede. Nesta demonstração Morgan apresentou 2 equipas de 5 jogadores, num campo de 15,35 x 7,62 m, com a rede colocada a 1,98 m. As primeiras regras oficiais a serem adoptadas foram:

Duração – 9 “innings” (cada um consistia na execução de 3 serviços por jogador em cada equipa;

(cada um consistia na execução de 3 serviços por jogador em cada equipa; Documento de Apoio

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EBI de Trancoso 2007/2008 Sistema de pontuação – uma equipa só marcava ponto quando possuía o

Sistema de pontuação – uma equipa só marcava ponto quando possuíaEBI de Trancoso 2007/2008 o serviço; rede não podia ser tocada; bola não podia ser agarrada;

o serviço;

rede não podia ser tocada;– uma equipa só marcava ponto quando possuía o serviço; bola não podia ser agarrada; A

bola não podia ser agarrada;quando possuía o serviço; rede não podia ser tocada; A bola podia tocar em qualquer objecto

A bola podia tocar em qualquer objecto estranho ao jogo e voltarrede não podia ser tocada; bola não podia ser agarrada; A A novamente à área de

A

A

novamente à área de jogo;

bola podia ser tocada duas vezes consecutivamente pelo mesmo;estranho ao jogo e voltar A A novamente à área de jogo; número de toques era

número de toques era ilimitado; epodia ser tocada duas vezes consecutivamente pelo mesmo; número de jogadores por equipa era ilimitado. A

número de jogadores por equipa era ilimitado.pelo mesmo; número de toques era ilimitado; e A O O 2.1 Divulgação da Modalidade Nos

A

O

O

2.1 Divulgação da Modalidade

Nos finais de 1896, W.E.Day divulgou esta nova modalidade em Dayton (Ohio), introduzindo algumas alterações. Em 1900 o Voleibol chegou ao Canadá, a Cuba em 1905, Porto Rico (1909), Filipinas (1910), Uruguai (1912), China e Japão (1913), México (1915), Perú e Brasil (1917). Em 1907, na 1ª Convenção Anual da Playground of América (actual National Recreation Association) o Voleibol é indicado como um dos jogos de prática prioritária. Em 1915, é alargada a sua prática a todo o território americano, devido ao empenho das autoridades escolares que indicaram a sua prática como preferencial, conjuntamente com o basebol, basquetebol e futebol. Em 1922 tem lugar em Brooklin (New York) o 1º Campeonato Nacional da Y.M.C.A., com a participação de 27 equipas procedentes de onze estados dos E.U.A. e Canadá. Em 1928 é fundada a United States Volleyball Association, que irá superintender a modalidade em todo o país. O Voleibol, foi introduzido na Europa pelas tropas norte-americanas durante a 1ª Guerra Mundial. Desenvolveu-se rapidamente em muitos países, como a França, Checoslováquia, Bulgária e União Soviética. Os vários países que se dedicaram à prática do Voleibol foram-no aperfeiçoando e desenvolvendo de modo diferente, quer em relação ao estilo de jogo, quer mesmo quanto às suas regras.

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EBI de Trancoso 2007/2008 Com a existência de diferentes regras de jogo em várias partes do

Com a existência de diferentes regras de jogo em várias partes do mundo, havia pois uma grande necessidade de regulamentar leis de jogo comuns a todos os países que se dedicavam a esta prática. Em 20 de Abril de 1947, na cidade de Paris, é realizado o Congresso de Constituição da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), onde Portugal participa como membro fundador.

Em 1948, é organizado nos E.U.A. o primeiro Torneio de Voleibol de Praia (variante pares).(FIVB), onde Portugal participa como membro fundador. Em 1965, constituiu-se a Associação de Voleibol de Praia

Em 1965, constituiu-se a Associação de Voleibol de Praia da Califórnia.o primeiro Torneio de Voleibol de Praia (variante pares). Em 1983, forma-se a Associação Profissional de

Em 1983, forma-se a Associação Profissional de jogadores de Voleibola Associação de Voleibol de Praia da Califórnia. (Masculinos). Em 1986, forma-se a sua congénere Feminina.

(Masculinos).a Associação Profissional de jogadores de Voleibol Em 1986, forma-se a sua congénere Feminina. Em 1990,

Em 1986, forma-se a sua congénere Feminina.Profissional de jogadores de Voleibol (Masculinos). Em 1990, é criada a Liga Mundial que consiste num

Em 1990, é criada a Liga Mundial que consiste num torneio onde participam as melhores dez equipas do mundo. Primeiras Grandes Competições Internacionais:(Masculinos). Em 1986, forma-se a sua congénere Feminina. Primeiro Campeonato da Europa Masculino – Roma, 1948.

Primeiro Campeonato da Europa Masculino – Roma, 1948.do mundo. Primeiras Grandes Competições Internacionais: Primeiro Campeonato Mundial Masculino – Praga, 1949.

Primeiro Campeonato Mundial Masculino – Praga, 1949.Primeiro Campeonato da Europa Masculino – Roma, 1948. Primeiro Campeonato Mundial Feminino – Moscovo, 1952.

Primeiro Campeonato Mundial Feminino – Moscovo, 1952.1948. Primeiro Campeonato Mundial Masculino – Praga, 1949. Primeiro Torneio Olímpico – Jogos Olímpicos de Tóquio,

Primeiro Torneio Olímpico – Jogos Olímpicos de Tóquio, 1964.Primeiro Campeonato Mundial Feminino – Moscovo, 1952. - Primeiro integração no programa Olímpico – Voleibol

- Primeiro integração no programa Olímpico – Voleibol Praia (pares),Torneio Olímpico – Jogos Olímpicos de Tóquio, 1964. - - - - 1996. Actualmente, o Voleibol

-

-

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1996.

Actualmente, o Voleibol é uma das modalidades mais divulgadas e praticadas no Mundo contando com cerca de 800 milhões de praticantes que jogam pelo menos uma vez por semana. A Federação Internacional de Voleibol integra mais de 160 Federações Nacionais filiadas.

2.2 O Voleibol em Portugal

A divulgação da modalidade na Europa pensa-se ter sido concretizada através do Corpo Expedicionário envolvido na 1ª Guerra Mundial (o Voleibol já teria sido introduzido nas Forças Armadas Americanas através da acção de George Fisher e dos membros do Y.M.C.A.).

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EBI de Trancoso 2007/2008 A nível nacional, pensa-se ter sido os Açores o primeiro local onde

A nível nacional, pensa-se ter sido os Açores o primeiro local onde se praticou

a modalidade, pois era local de passagem obrigatória das tropas americanas

para a Europa. Primeira Associação de Voleibol – A.V. de Lisboa (28 Dezembro de 1938) Membros Fundadores: - Campolide Atlético Club (2 de Janeiro de 1939); A.C.M. (4 de Janeiro de 1939); Sporting, Belenenses, Técnico, Benfica (todos em 14 de Janeiro de 1939). Segunda Associação de Voleibol – A.V. do Porto (31 de Março de 1942) Membros Fundadores: - Académico Futebol Club, Associação Académica de Espinho, Clube Fluvial Portuense, Clube Portuense de Desportos e Vilanovense Futebol Clube. Em 1939, a Mocidade Portuguesa, responsável durante largos anos pelo Desporto Escolar, introduziu o Voleibol na escola alargando a sua prática a quase toda a população escolar do país. Em 1943, a FNAT (actual INATEL), incluiu o Voleibol no seu programa de actividades. Em 1947, a 7 de Abril, é fundado em Lisboa a Federação Portuguesa de Voleibol. No início da década de 70 a sede da Federação é transferida para a cidade do Porto, como resultado da crescente hegemonia do Voleibol nortenho.

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EBI de Trancoso 2007/2008 III. Apresentação da Modalidade O Voleibol é um desporto colectivo jogado por

III. Apresentação da Modalidade

O Voleibol é um desporto colectivo

jogado por duas equipas, cada uma delas com seis jogadores de campo mais seis jogadores suplentes. O campo é rectangular, dividido a meio por uma rede e delimitado por duas linhas laterais e duas linhas finais. Poderá haver diferentes versões para responder a situações específicas e possibilitar a pratica do jogo a todas as pessoas.

e possibilitar a pratica do jogo a todas as pessoas. Figura 1 – Campo de voleibol

Figura 1 – Campo de voleibol

O objectivo do jogo é enviar regulamentarmente a bola por cima da rede, por forma a tocar o campo contrário (ataque) e impedir, por outro lado, que ela toque o solo do seu próprio campo (defesa). Cada equipa dispõe de três toques para devolver a bola (para além do toque do bloco).

Em cada jogada é ganho um ponto (sistema de ponto por jogada). Quando a equipa que recebe ganha a jogada, ganha um ponto e o direito de servir e os seus jogadores efectuam uma rotação, deslocando-se uma posição no sentido dos ponteiros do relógio.

A bola é posta em jogo com o serviço: o jogador ao serviço bate a bola de forma a envia-la por cima da rede para o campo contrário. A jogada

desenvolve-se até que a bola toque no solo, seja enviada para fora ou uma das equipas não a consiga devolver correctamente. Cada jogo é realizado à melhor

de cinco sets, os quatro primeiros são até 25 pontos, tendo de haver uma

diferença de dois pontos entre as equipas para que se possa dar o set por terminado. Em caso de ter que se recorrer ao 5º set, este tem um sistema de contagem directa e termina aos 15 com diferença mínima de 2 pontos.

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3.1 Regras básicas

EBI de Trancoso 2007/2008 3.1 Regras básicas A bola deve ser claramente tocada e nunca agarrada.
A bola deve ser claramente tocada e nunca agarrada. O jogador não

A

bola deve ser claramente tocada e nunca agarrada. O jogador não

pode tocar duas vezes seguidas na bola, excepção feita ao bloco;

A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo

A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo

As linhas fazem parte do campo, logo se uma bola tocar a linha, é considerada

As linhas fazem parte do campo, logo se uma bola tocar a linha, é considerada dentro

Libero (jogador com equipamento diferente), jogador com características predominantemente defensivas, não pode intervir

Libero (jogador com equipamento diferente), jogador com características predominantemente defensivas, não pode intervir na zona de ataque.

São permitidas seis substituições por set (o libero não conta), as substituições são feitas entre

São permitidas seis substituições por set (o libero não conta), as substituições são feitas entre a rede e a linha dos três metros (esta regra aplica-se também ao libero).

São permitidos dois descontos de tempo, de trinta segundos, em cada set.

São permitidos dois descontos de tempo, de trinta segundos, em cada set.

No serviço a bola pode tocar a rede.

No serviço a bola pode tocar a rede.

Ninguém durante o rally 1 pode tocar na bola

Ninguém durante o rally 1 pode tocar na bola

A equipe de arbitragem é composta por dois árbitros e quatro juízes de

A

equipe de arbitragem é composta por dois árbitros e quatro juízes de

 

linha.

Cada jogo pode ter até cinco sets , sendo os quatro primeiros disputados

Cada jogo pode ter até cinco sets, sendo os quatro primeiros disputados

até vinte e cinco e o quinto até quinze, em qualquer dos casos com pontuação directa e só termina quando uma das equipas tiver dois pontos de vantagem.

3.1.1 Sinais de arbitragem

Factos a

assinalar

Autorização para

o serviço

R. 16.4

Equipa a servir

R. 7.3

Descrição dos gestos a executar pelo primeiro (P) e pelo segundo (S) árbitro

Deslocar a mão para indicar a direcção do serviço

Estender o braço

do lado da equipa que deverá servir

Gestos a executar pelos árbitros

1

que deverá servir Gestos a executar pelos árbitros 1 2 1 Por rally entende-se uma jogada,

2

1 Por rally entende-se uma jogada, desde o serviço até que esta toca no chão

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2007/2008

EBI de Trancoso   2007/2008
 

R. 24.2.3.c

 
R. 24.2.3.c    
 

Mudança de

   

3

campo

campo  
 

Levantar os braços

à

frente e atrás e

rodá-los à volta do corpo

 

R.

22.1

 

Tempo Morto

Colocar a palma da mão sobre os dedos estendida verticalmente (em forma de T)

Tempo Morto Colocar a palma da mão sobre os dedos estendida verticalmente (em forma de T)
 

4

 

R.

19.3

Advertência por

   

5

demora

demora  
 

R.

20.2.1

Apontar o pulso com os dedos (advertência) ou com cartão amarelo (penalização)

Penalização

Por demora

R.

20.2.2

   

Conduta

   

6

incorrecta

Penalização

Exibir o cartão amarelo para a penalização e o cartão vermelho para expulsão

Penalização Exibir o cartão amarelo para a penalização e o cartão vermelho para expulsão  
 

R.

23.2.1

Ou expulsão

R.

23.2.2

 

Desqualificação

Exibir os dois cartões juntos para a desqualificação

Desqualificação Exibir os dois cartões juntos para a desqualificação 7

7

R.

23.2.3

Fim do set (ou encontro)

     

Cruzar os antebraços

Cruzar os antebraços   8
 

8

à

frente do peito

 

R.

7.1

com as mãos abertas

R.

7.2

 

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EBI de Trancoso 2007/2008 Levantar o braço estendido com a palma da mão para cima Levantar

Levantar o braço estendido com a palma da mão para cima

Levantar cinco

dedos separados

Levantar verticalmente os dois braços com as palmas das mãos para a frente

Cruzar os antebraços à frente do peito com as mãos abertas

Tocar com a palma de uma mão os dedos da outra, colocada na posição vertical

com a palma de uma mão os dedos da outra, colocada na posição vertical 9 10

9

com a palma de uma mão os dedos da outra, colocada na posição vertical 9 10

10

com a palma de uma mão os dedos da outra, colocada na posição vertical 9 10

11

com a palma de uma mão os dedos da outra, colocada na posição vertical 9 10

8

com a palma de uma mão os dedos da outra, colocada na posição vertical 9 10

12

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EBI de Trancoso 2007/2008 Estender o braço e o(s) dedo(s) em direcção ao campo Levantar os

Estender o braço e o(s) dedo(s) em direcção ao campo

Levantar os antebraços na posição vertical com as mãos abertas e as palmas viradas para o corpo

Levantar lentamente o antebraço, com a palma da mão virada para cima

Levantar dois

dedos afastados

Levantar quatro

dedos afastados

Levantar dois dedos afastados Levantar quatro dedos afastados 13 14 15 16 17 Documento de Apoio

13

Levantar dois dedos afastados Levantar quatro dedos afastados 13 14 15 16 17 Documento de Apoio

14

Levantar dois dedos afastados Levantar quatro dedos afastados 13 14 15 16 17 Documento de Apoio

15

Levantar dois dedos afastados Levantar quatro dedos afastados 13 14 15 16 17 Documento de Apoio

16

Levantar dois dedos afastados Levantar quatro dedos afastados 13 14 15 16 17 Documento de Apoio

17

EBI de Trancoso   2007/2008 Rede tocada por um jogador     Tocar o bordo

EBI de Trancoso

 

2007/2008

Rede tocada por um jogador

 
Rede tocada por um jogador    
 

Tocar o bordo superior da rede ou a parte

18

R.

16.8.b

lateral, consoante a falta

Transposição

     

Por cima

Da rede

Colocar uma mão por cima da rede, com a palma virada para baixo

Da rede Colocar uma mão por cima da rede, com a palma virada para baixo 19

19

R.

15.4.1

Falta de ataque

     

R.17.2.3

R.17.2.5

R.17.2.5

Ou a um serviço Adversário

Efectuar um movimento de cima para baixo, com o antebraço, com a mão aberta

20

R.

17.2.4

 

Interferência

     

devido a

penetração de

campo

adversário ou

bola que

bola que 21

21

atravessa o

espaço inferior

Apontar a linha central com o dedo

 

da rede

R. 15.2

 

R.

14.1.3

 

Falta dupla

     

Ou repetição

Levantar verticalmente os dois polegares

Ou repetição Levantar verticalmente os dois polegares 22

22

R.

12.2.3

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EBI de Trancoso 2007/2008 Baixa a bandeirola Levantar a bandeirola verticalmente Levantar a bandeirola e tocar

Baixa a bandeirola

Levantar a bandeirola verticalmente

Levantar a bandeirola e tocar o topo superior com a palma da mão livre

Agitar a bandeirola acima da cabeça e apontar com o dedo a vareta ou a linha de fundo

Cruzar os dois antebraços e mãos à frente do peito

Cruzar os dois antebraços e mãos à frente do peito 1 2 3 4 5 Tabela

1

Cruzar os dois antebraços e mãos à frente do peito 1 2 3 4 5 Tabela

2

Cruzar os dois antebraços e mãos à frente do peito 1 2 3 4 5 Tabela

3

Cruzar os dois antebraços e mãos à frente do peito 1 2 3 4 5 Tabela

4

os dois antebraços e mãos à frente do peito 1 2 3 4 5 Tabela 1

5

Tabela 1 – Regras e gestos do árbitro

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EBI de Trancoso 2007/2008 III. Acções táctico-técnicas 3.1 Movimentos No voleibol, como em todos os desportos,

III. Acções táctico-técnicas

3.1 Movimentos

No voleibol, como em todos os desportos, a capacidade de deslocação e de movimento são de importância fulcral. De seguida vamos focar alguns dos aspectos importantes nos movimentos:

Antecipação;vamos focar alguns dos aspectos importantes nos movimentos: Contacto controlado; Manter a posição deslocamento);

Contacto controlado;dos aspectos importantes nos movimentos: Antecipação; Manter a posição deslocamento); Defesa do campo;

Manternos movimentos: Antecipação; Contacto controlado; a posição deslocamento); Defesa do campo; básica(maior

a

posição

deslocamento);

Defesa do campo;Contacto controlado; Manter a posição deslocamento); básica(maior facilidade Deslocamento mais rápido; de

básica(maior

facilidade

Deslocamento mais rápido;deslocamento); Defesa do campo; básica(maior facilidade de movimentos e Chegar rápido à bola, em termos de

de

movimentos

e

Chegar rápido à bola, em termos de distância;facilidade Deslocamento mais rápido; de movimentos e Reacção mais rápido, em termos de tempo; Centro de

Reacção mais rápido, em termos de tempo;e Chegar rápido à bola, em termos de distância; Centro de gravidade mais baixo; Bom equilíbrio;

Centro de gravidade mais baixo;de distância; Reacção mais rápido, em termos de tempo; Bom equilíbrio; Evitamos o choque quando temos

Bom equilíbrio;rápido, em termos de tempo; Centro de gravidade mais baixo; Evitamos o choque quando temos de

Evitamos o choque quando temos de ir ao chão.de tempo; Centro de gravidade mais baixo; Bom equilíbrio; 3.1.1 Tipos de movimento 3.1.1.1 Movimentos em

3.1.1 Tipos de movimento

3.1.1.1 Movimentos em frente

Distâncias curtas – passos à frentechão. 3.1.1 Tipos de movimento 3.1.1.1 Movimentos em frente Distâncias longas – corrida para a bola

Distâncias longas – corrida para a bolaMovimentos em frente Distâncias curtas – passos à frente Observações – movimento rápido para debaixo da

Observações – movimento rápido para debaixo da bola.

3.1.1.2 Movimentos laterais

Corrida para a bolarápido para debaixo da bola. 3.1.1.2 Movimentos laterais Passos laterais – apoios sempre paralelos Passos cruzados

Passos laterais – apoios sempre paralelosda bola. 3.1.1.2 Movimentos laterais Corrida para a bola Passos cruzados – só no bloco Movimentos

Passos cruzados – só no blocoCorrida para a bola Passos laterais – apoios sempre paralelos Movimentos na diagonal Documento de Apoio

Movimentos na diagonala bola Passos laterais – apoios sempre paralelos Passos cruzados – só no bloco Documento de

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3.1.1.3 Movimentos para trás

Passo à retaguarda com cruzamentoEBI de Trancoso 2007/2008 3.1.1.3 Movimentos para trás Passo à retaguarda sem cruzamento Rotação do corpo

Passo à retaguarda sem cruzamentoMovimentos para trás Passo à retaguarda com cruzamento Rotação do corpo e corrida para a bola

Rotação do corpo e corrida para a bolaretaguarda com cruzamento Passo à retaguarda sem cruzamento 3.1.1.4 Movimentos em suspensão Serviço em suspensão

3.1.1.4 Movimentos em suspensão

Serviço em suspensãocorpo e corrida para a bola 3.1.1.4 Movimentos em suspensão Bloco Remate Passe 3.1.1.5 Movimentos sub-horizontais

Blocobola 3.1.1.4 Movimentos em suspensão Serviço em suspensão Remate Passe 3.1.1.5 Movimentos sub-horizontais Rolamento

RemateMovimentos em suspensão Serviço em suspensão Bloco Passe 3.1.1.5 Movimentos sub-horizontais Rolamento para

PasseMovimentos em suspensão Serviço em suspensão Bloco Remate 3.1.1.5 Movimentos sub-horizontais Rolamento para trás

3.1.1.5 Movimentos sub-horizontais

Rolamento para trásBloco Remate Passe 3.1.1.5 Movimentos sub-horizontais Rolamento laterais Mergulho Deslize Colapso (chinesa)

Rolamento laterais3.1.1.5 Movimentos sub-horizontais Rolamento para trás Mergulho Deslize Colapso (chinesa) 3.1.1.6 Pontos críticos

Mergulhosub-horizontais Rolamento para trás Rolamento laterais Deslize Colapso (chinesa) 3.1.1.6 Pontos críticos do

DeslizeRolamento para trás Rolamento laterais Mergulho Colapso (chinesa) 3.1.1.6 Pontos críticos do movimento

Colapso (chinesa)Rolamento para trás Rolamento laterais Mergulho Deslize 3.1.1.6 Pontos críticos do movimento Momento preciso Ritmo

3.1.1.6 Pontos críticos do movimento

Momento precisoColapso (chinesa) 3.1.1.6 Pontos críticos do movimento Ritmo continuo Movimentos rápidos e controlados Paragem

Ritmo continuo3.1.1.6 Pontos críticos do movimento Momento preciso Movimentos rápidos e controlados Paragem equilibrada para

Movimentos rápidos e controladosPontos críticos do movimento Momento preciso Ritmo continuo Paragem equilibrada para intervenção sobre a bola (leitura

preciso Ritmo continuo Movimentos rápidos e controlados Paragem equilibrada para intervenção sobre a bola (leitura

Paragem equilibrada para intervenção sobre a bola (leitura da jogada)do movimento Momento preciso Ritmo continuo Movimentos rápidos e controlados Documento de Apoio de Voleibol 14

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3.2 Formas de contactar a bola

3.2.1 Por baixo

Com os antebraços (com 1 ou 2 braços)2007/2008 3.2 Formas de contactar a bola 3.2.1 Por baixo Recepção ao serviço Defesa directa de

Recepção ao serviçobola 3.2.1 Por baixo Com os antebraços (com 1 ou 2 braços) Defesa directa de um

Defesa directa de um remateos antebraços (com 1 ou 2 braços) Recepção ao serviço Defesa do campo (defesa baixa) Observações:

Defesa do campo (defesa baixa)braços) Recepção ao serviço Defesa directa de um remate Observações: posição: baixa, média, alta 3.2.2 Por

Observações: posição: baixa, média, alta

3.2.2 Por cima

Com uma ou duas mãosposição: baixa, média, alta 3.2.2 Por cima Passe para um colega Passe para o ataque Passe

Passe para um colegabaixa, média, alta 3.2.2 Por cima Com uma ou duas mãos Passe para o ataque Passe

Passe para o ataque3.2.2 Por cima Com uma ou duas mãos Passe para um colega Passe para cima da

uma ou duas mãos Passe para um colega Passe para o ataque Passe para cima da

Passe para cima da rede (do chão, em salto ou lateral), ou para ouma ou duas mãos Passe para um colega Passe para o ataque adversário 3.2.3 Batimento Sempre

adversário

3.2.3 Batimento

Sempre feito com a palma da mãoem salto ou lateral), ou para o adversário 3.2.3 Batimento Serviço Remate 3.2.4 Contactos de emergência

Serviçoadversário 3.2.3 Batimento Sempre feito com a palma da mão Remate 3.2.4 Contactos de emergência Salvar

Remate3.2.3 Batimento Sempre feito com a palma da mão Serviço 3.2.4 Contactos de emergência Salvar a

3.2.4 Contactos de emergência

Salvar a bola com uma ou duas mãospalma da mão Serviço Remate 3.2.4 Contactos de emergência Defesa baixa (mergulho, rolamento, deslize ou colapso)

Defesa baixa (mergulho, rolamento, deslize ou colapso)Contactos de emergência Salvar a bola com uma ou duas mãos No ar através dos punhos

No ar através dos punhosuma ou duas mãos Defesa baixa (mergulho, rolamento, deslize ou colapso) Com os pés Documento de

Com os pésmãos Defesa baixa (mergulho, rolamento, deslize ou colapso) No ar através dos punhos Documento de Apoio

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 3.3 Passe Elemento técnico básico que nada mais é do que um

3.3 Passe

Elemento técnico básico que nada mais é do que um sistema de comunicação

entre os jogadores. Existem vários tipos de passe podendo nós executá-lo em

apoio (frente e costas), ou em suspensão (de frente ou de costas). Ao nível

escolar é importantíssimo que os alunos dominem, pelo menos o passe em

apoio de frente, e dependendo do nível das turmas poderemos ou não evoluir

para outro(s) tipo(s) de passe(s). Assim sendo é pertinente dominar o ensino

do passe em apoio de frente. Para que este gesto possa melhor ser assimilado,

podemos recorrer a progressões pedagógicas das quais destacamos:

Toque de dedos

Descrição do Gesto

Erros mais comuns

Mãos em forma de concha

Mãos em forma de concha

 
Bola tocada sempre em cima e ligeiramente à rente da cabeça Olhar dirigido para cima

Bola tocada sempre em cima e ligeiramente à rente da cabeça Olhar dirigido para cima Pernas e braços flectidos Pernas colocadas +/- à largura dos ombros, estando um pé ligeiramente à frente do outro Extensão activa das pernas e dos braços no momento de contacto com a bola Manter os braços entendidos após terminado o gesto Todos os dedos devem tocar a bola

no momento de contacto com a bola Manter os braços entendidos após terminado o gesto Todos
no momento de contacto com a bola Manter os braços entendidos após terminado o gesto Todos
no momento de contacto com a bola Manter os braços entendidos após terminado o gesto Todos
no momento de contacto com a bola Manter os braços entendidos após terminado o gesto Todos
no momento de contacto com a bola Manter os braços entendidos após terminado o gesto Todos
no momento de contacto com a bola Manter os braços entendidos após terminado o gesto Todos
Tocar a bola com as palmas das mãos Tocar a bola na zona do peito

Tocar a bola com as palmas das mãos Tocar a bola na zona do peito Afastar os braços no final do gesto Apoios trocados Não estar enquadrado com a bola No momento de contacto com a bola estar já com braços e/ou pernas estendidas

trocados Não estar enquadrado com a bola No momento de contacto com a bola estar já
trocados Não estar enquadrado com a bola No momento de contacto com a bola estar já
trocados Não estar enquadrado com a bola No momento de contacto com a bola estar já
trocados Não estar enquadrado com a bola No momento de contacto com a bola estar já
trocados Não estar enquadrado com a bola No momento de contacto com a bola estar já
 

Tabela 2 – Descrição e erros mais comuns no toque de dedos

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 Figura 2 – Ilustração do toque de dedos 3.3.1 Progressões pedagógicas 2a2
EBI de Trancoso 2007/2008 Figura 2 – Ilustração do toque de dedos 3.3.1 Progressões pedagógicas 2a2

Figura 2 – Ilustração do toque de dedos

3.3.1 Progressões pedagógicas

do toque de dedos 3.3.1 Progressões pedagógicas 2a2 com bola, um atira a bola e o

2a2 com bola, um atira a bola e o outro faz uma recepção estática,

sem devolução. Repete-se no sentido contrário.

2a2 com bola, trocam a bola em passe, o jogador que recebe deixa aestática, sem devolução. Repete-se no sentido contrário. bola bater no chão antes de a devolver, a

bola bater no chão antes de a devolver, a bola tem de ser passada bem

alta.

antes de a devolver, a bola tem de ser passada bem alta. 2a2 trocam a bola

2a2 trocam a bola normalmente entre si com passe a uma distancia de

+/- 3 metros.

entre si com passe a uma distancia de +/- 3 metros. 2 filas, frente a frente,

2 filas, frente a frente, trocam a bola normalmente com passe.

o

Quem passa volta para trás da mesma fila.

o

Quem passa volta para trás da outra fila, uma vez pela direita e

outra pela esquerda.

3.4 Manchete

A manchete é como que considerado um “passe a duas mãos por baixo”. É principalmente usado na recepção do serviço e ataques adversários, como também na defesa de bolas baixas. Consiste em amortecer a velocidade da bola e dirigi-la para um companheiro em condições jogáveis

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008   Manchete Descrição do Gesto Erros mais comuns Braços estendidos  
 

Manchete

Descrição do Gesto

Erros mais comuns

Braços estendidos 

 

Pernas flectidas e afastadas à largura dos ombrosBraços flectidos

Braços flectidosPernas flectidas e afastadas à largura dos ombros

Tocar a bola com os antebraçosTocar a bola com as mãos

Tocar a bola com as mãosTocar a bola com os antebraços

A bola deve ser tocada na zona intermédiaAdoptar uma posição erecta

Adoptar uma posição erectaA bola deve ser tocada na zona intermédia

Entrelaçar os dedostocada na zona intermédia Adoptar uma posição erecta Mãos devem estar sobrepostas e polegares juntos Não

Mãos devem estar sobrepostas e polegares juntosNão existência de deslocamento aquando da mudança de trajectória da bola

Não existência de deslocamento aquando da mudança de trajectória da bolaMãos devem estar sobrepostas e polegares juntos

Tronco ligeiramente à frentede deslocamento aquando da mudança de trajectória da bola Tocar a bola o mais baixo possível

Tocar a bola o mais baixo possívelda mudança de trajectória da bola Tronco ligeiramente à frente Extensão das pernas no final do

Extensão das pernas no final do movimento 

 

Tabela 3 – Descrição e erros mais comuns na manchete

Tabela 3 – Descrição e erros mais comuns na manchete 3.5 Serviço por baixo Figura 3

3.5 Serviço por baixo

Figura 3 – Ilustração da manchete

É

o gesto técnico que é utilizado para pôr a bola em jogo no início de cada set

e

de cada rally. Devido à facilidade com que é executado, deve ser o primeiro

tipo de serviço a ser ensinado

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 Serviço por baixo Descrição do Gesto Erros mais comuns Pé contrário à

Serviço por baixo

Descrição do Gesto

Erros mais comuns

Pé contrário à frente do braço de batimentoFlectir o braço

Flectir o braçoPé contrário à frente do braço de batimento

Oscilar o braço para os ladosà frente do braço de batimento Flectir o braço Tronco ligeiramente à frente Não lançar a

Tronco ligeiramente à frenteNão lançar a bola ao ar

Não lançar a bola ao arTronco ligeiramente à frente

Transporte da bola para a zona de batimentoTronco direito

Tronco direitoTransporte da bola para a zona de batimento

Não elevar o braço atrás o suficienteda bola para a zona de batimento Tronco direito Arma o braço tipo pêndulo Rotação da

Arma o braço tipo pênduloRotação da mão aquando do batimento Apoios trocados

Rotação da mão aquando do batimentoApoios trocados

Apoios trocadosRotação da mão aquando do batimento

Lança a bola ao ar e “bate” com a palma da mãoRotação da mão aquando do batimento Apoios trocados Termina o movimento com o braço estendido  

Termina o movimento com o braço estendido 

 

Tabela 4 – Descrição e erros mais comuns no serviço por baixo

4 – Descrição e erros mais comuns no serviço por baixo Figura 4 – Ilustração do

Figura 4 – Ilustração do serviço por baixo

3.5 Serviço por cima

Também denominado serviço tipo ténis, e é um gesto técnico que é utilizado para pôr a bola em jogo no início de cada set e de cada rally.

Serviço por cima

Serviço por cima

Descrição do Gesto

Fase Preparatória

Apoio contra-lateral ao braço dominante avançado;Apoios e linha de ombros orientados

Apoios e linha de ombros orientadosApoio contra-lateral ao braço dominante avançado;

Erros mais comuns

Apoio contra-lateral do braço hábil ligeiramente avançadoLançamento da bola na vertical do braço de batimento

Lançamento da bola na vertical do braço de batimentoApoio contra-lateral do braço hábil ligeiramente avançado

EBI de Trancoso 2007/2008 para o alvo; Batimento da bola no ponto máximo de extensão

EBI de Trancoso

2007/2008

para o alvo;

Batimento da bola no ponto máximo de extensão do braço de batimentopara o alvo;

Membros inferiores ligeiramenteda bola no ponto máximo de extensão do braço de batimento flectidos; Batimento da bola na

flectidos;

Batimento da bola na linha perpendicular ao corpo, com a palma da mão e através de um batimento secoflectidos;

Bola segura pela mão nãocorpo, com a palma da mão e através de um batimento seco dominante, no plano frontal

dominante, no plano frontal entre a cara e o ombro;

Lançamento da bola na vertical entreO movimento do braço continua após o batimento

O movimento do braço continua após o batimentoLançamento da bola na vertical entre

o plano da cara e o ombro dominante,

a uma altura suficiente para efectuar

 

a flexão do antebraço;

Flexão, abdução e rotação do braço dominante, flexão do antebraço e elevação do braço não dominante;suficiente para efectuar   a flexão do antebraço; Ligeira extensão do tronco acompanhando a braço dominante;

Ligeira extensão do tronco acompanhando a braço dominante; Fase Principal

Ligeira extensão do tronco acompanhando a braço dominante; Fase Principal

Extensão do braço e antebraço dominantes e ligeira flexão do tronco;do tronco acompanhando a braço dominante; Fase Principal Extensão do braço e antebraço não dominantes; Extensão

Extensão do braço e antebraço nãobraço e antebraço dominantes e ligeira flexão do tronco; dominantes; Extensão dos membros inferiores para a

dominantes;

Extensão dos membros inferiores para a frente e para cima;do tronco; Extensão do braço e antebraço não dominantes; Transferência do peso do corpo do apoio

Transferência do peso do corpo do apoio posterior para o anterior;Extensão dos membros inferiores para a frente e para cima; Extensão quase completa do cotovelo no

Extensão quase completa do cotovelo no momento do contacto;do peso do corpo do apoio posterior para o anterior; Ponto de aplicação do contacto por

Ponto de aplicação do contacto por cima da bola para que o seu prolongamento passe pelo centro de massa da bola;Extensão quase completa do cotovelo no momento do contacto; Contacto com a bola ligeiramente à frente

Contacto com a bola ligeiramente à frente do plano médio entre o ombroque o seu prolongamento passe pelo centro de massa da bola; e a cara; Pequeno incremento

e

a cara;

Pequeno incremento da extensão da mão durante o contacto; Fase Final

Pequeno incremento da extensão da mão durante o contacto; Fase Final

Continuação da transferência do peso do corpo do apoio posterior para o anterior com consequente

Continuação da transferência do peso do corpo do apoio posterior para o anterior com consequente avanço do apoio mais recuado;

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 Entrada em campo. Tabela 5 – Descrição e erros mais comuns no
Entrada em campo.

Entrada em campo.

Entrada em campo.

Tabela 5 – Descrição e erros mais comuns no serviço por cima

5 – Descrição e erros mais comuns no serviço por cima Figura 5 – Ilustração do

Figura 5 – Ilustração do serviço tipo ténis

3.6 Remate

O remate é uma acção na qual se”bate” a bola sobre a rede, imprimindo-lhe

velocidade.

Tem

como

principal

objectivo

dificultar

ao

máximo

a

acção

defensiva adversária, sendo uma das, senão a arma principal do jogo. Devido à

grande solicitação coordenativa intra e intermuscular, é um gesto bastante

difícil de executar para as crianças, apesar de ser talvez o gesto que dá mais

motivação a qualquer aluno de aprender.

 

Remate

 

Descrição do Gesto

Erros mais comuns

Contem 5 sub-fases

Contem 5 sub-fases

Troca de apoiosContem 5 sub-fases

 

o

Corrida preparatória

Chamada com 1 pé  o Corrida preparatória

o

Chamada

Não elevar o braço contrárioo Chamada

o

Voo

Saltar para a frenteo Voo

o

Batimento

Bater a bola atrás da cabeçao Batimento

o

Recepção ao solo

Não haver rotação do pulsoo Recepção ao solo

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 2 ou 3 passos, sendo o último mais largo Travagem com os

2 ou 3 passos, sendo o último maislargo Travagem com os calcanhares Elevação das 2 pernas Elevação dos 2 braços “Arma” o

largo

Travagem com os calcanhares2 ou 3 passos, sendo o último mais largo Elevação das 2 pernas Elevação dos 2

Elevação das 2 pernassendo o último mais largo Travagem com os calcanhares Elevação dos 2 braços “Arma” o braço

Elevação dos 2 braçoslargo Travagem com os calcanhares Elevação das 2 pernas “Arma” o braço atrás e acima da

“Arma” o braço atrás e acima dacalcanhares Elevação das 2 pernas Elevação dos 2 braços cabeça, no momento do batimento o braço

cabeça, no momento do batimento o

braço contrário desce

Contacta a bola no ponto mais alto ecabeça, no momento do batimento o braço contrário desce à frente Rotação do pulso Recepção ao

à frente

Rotação do pulsodesce Contacta a bola no ponto mais alto e à frente Recepção ao solo feita no

Recepção ao solo feita no mesmodesce Contacta a bola no ponto mais alto e à frente Rotação do pulso sítio da

sítio da chamada ou ligeiramente à

frente

Tabela 6– Descrição e erros mais comuns no remate

frente Tabela 6– Descrição e erros mais comuns no remate Figura 6- Ilustração do remate 3.6.1

Figura 6- Ilustração do remate

3.6.1 Progressões pedagógicas do remate

do remate 3.6.1 Progressões pedagógicas do remate 2 a 2 sem bola, aproveitando as linhas do

2 a 2 sem bola, aproveitando as linhas do campo, executar o gesto,

quem não executa dá feedback ao colega, depois troca.

quem não executa dá feedback ao colega, depois troca. 2 a 2, perto da rede, um

2 a 2, perto da rede, um lança a bola e o outro agarra no ponto mais

alto

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 3 filas em meio campo, virados para a rede, 3 cadeiras junto
EBI de Trancoso 2007/2008 3 filas em meio campo, virados para a rede, 3 cadeiras junto

3 filas em meio campo, virados para a rede, 3 cadeiras junto à rede,

em cada uma das cadeiras está uma pessoa que segura na bola em cima

da rede para o remate, a corrida é em frente. Primeiro sem bola, depois

com bola mas apenas com simulação, por último com corrida preparatória,

chamada e remate.

Com a mesma estrutura do exercício anterior, se apenas retiram aspor último com corrida preparatória, chamada e remate. cadeiras, movimento completo de remate. 2 filas, uma

cadeiras, movimento completo de remate.

se apenas retiram as cadeiras, movimento completo de remate. 2 filas, uma de cada lado da

2 filas, uma de cada lado da rede, passe ao passador, este devolve ao

primeiro, que faz corrida preparatória, chamada e batimento.

que faz corrida preparatória, chamada e batimento. 2 filas, uma de cada lado da rede, cada

2 filas, uma de cada lado da rede, cada pessoa com duas bolas

pequenas, uma em cada mão, executa o movimento completo de remate,

na elevação dos braços no ponto mais alto, a mão esquerda larga a bola e

a direita faz remate, lançando a bola para o outro lado da rede.

faz remate, lançando a bola para o outro lado da rede. 2 filas, uma de cada

2 filas, uma de cada lado da rede, com bolas de volei, executa o

remate com as duas mãos(rotação dos pulsos).

executa o remate com as duas mãos(rotação dos pulsos). Com a mesma estrutura do exercício anterior,

Com a mesma estrutura do exercício anterior, da linha dos 3 metros,

lança

a

bola

ao

ar,

no

ponto mais faz a chamada, executa o

remate(tipo serviço em suspensão).

3.7 Bloco

O bloco constitui a primeira linha de defesa contra o ataque adversário.

Consiste em anular o ataque adversário interceptando a trajectória da bola na

sua passagem sobre a rede.

É um gesto técnico dos mais elementares, mas em dúvida é dos que mais

exige ao executante elevados valores técnicos e atléticos.

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 O bloco na sua execução apresenta quatro fases: Deslocamentos -» Temos três

O bloco na sua execução apresenta quatro fases:

Deslocamentos -» Temos três tipos de deslocamento no bloco: passo2007/2008 O bloco na sua execução apresenta quatro fases: lateral (para distâncias curtas), passo cruzado (para

lateral (para distâncias curtas), passo cruzado (para distâncias médias)

e passo cross-over-step (virar, correr, saltar)

Fase de impulsão -»médias) e passo cross-over-step (virar, correr, saltar) Para realizar o salto de bloco e alcançar a

Para realizar o salto de bloco e alcançar a altura

óptima, o aluno deve conseguir ângulos de flexão determinados (cintura

90º, coxa/pernas 100º/110º, tíbio-társica 80º/90º

Fase aérea -» Os braços partem flectidos e à altura dos ombros, esticam90º, coxa/pernas 100º/110º, tíbio-társica 80º/90º o mais possível, “procurando” a bola. Queda -»

o mais possível, “procurando” a bola.

Queda -» Inicia-se com a recuperação dos braços para trás. Ao cairombros, esticam o mais possível, “procurando” a bola. roda-se imediatamente para o centro do nosso campo

roda-se imediatamente para o centro do nosso campo para estar pronto

para a acção seguinte do jogo.

Existem dois tipos de bloco:

Blocoa acção seguinte do jogo. Existem dois tipos de bloco: passivo/defensivo - palmas das mãos voltadas

passivo/defensivo

-

palmas

das

mãos

voltadas

para

cima

(passivo), é utilizado por atletas baixos, ou quando se atrasado para o

bloco.

Bloco activo/ofensivo - palmas das mãos voltadas para baixo, projecta-por atletas baixos, ou quando se atrasado para o bloco. se a bola para o campo

se a bola para o campo adversário.

 

Bloco

Descrição do Gesto

Erros mais comuns

Mãos e pés afastados à largura dosPernas partirem de uma posição

Pernas partirem de uma posiçãoMãos e pés afastados à largura dos

ombros

estendida

Pernas semi-flectidasBraços partirem de uma posição

Braços partirem de uma posiçãoPernas semi-flectidas

Após a impulsão, há um estender dosbaixa

baixa

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 braços para cima e para a frente Mãos demasiado afastadas Dedos afastados

braços para cima e para a frente

Mãos demasiado afastadasbraços para cima e para a frente

Dedos afastados e polegares juntosSaltar para a frente em vez de ser

Saltar para a frente em vez de serDedos afastados e polegares juntos

Rotação dos pulsos para baixopara cima

para cima

Fecho do corpoFechar os olhos no momento de

Fechar os olhos no momento deFecho do corpo

Direccionar as mãoscontacto com a bola

contacto com a bola

Recepção ao solo no mesmo localno momento de Direccionar as mãos contacto com a bola onde foi iniciada a chamada e

onde foi iniciada a chamada e há uma

flexão das pernas na chegada ao solo

Olhar bem para a bolaao solo no mesmo local onde foi iniciada a chamada e há uma flexão das pernas

Saltar perto da redeao solo no mesmo local onde foi iniciada a chamada e há uma flexão das pernas

Tabela 7 – Descrição e erros mais comuns no remate

rede Tabela 7 – Descrição e erros mais comuns no remate Figura 8 – Colocação das

Figura 8 – Colocação das mãos no bloco

3.7.1 Progressões pedagógicas do bloco

2 a 2, um de cada lado da rede, contactar com as mãos por cima dadas mãos no bloco 3.7.1 Progressões pedagógicas do bloco rede em deslocamento lateral. Documento de Apoio

rede em deslocamento lateral.

EBI de Trancoso

2007/2008

EBI de Trancoso 2007/2008 2 a 2 com bola, um de cada lado da rede, colocar
2 a 2 com bola, um de cada lado da rede, colocar a bola nas

2

a 2 com bola, um de cada lado da rede, colocar a bola nas mãos dos

colegas, em deslocamento lateral.

2 a 2 com bola, um de cada lado da rede, em deslocamento lateral, um

2

a 2 com bola, um de cada lado da rede, em deslocamento lateral, um

dos alunos com a bola, e o outro acompanha, sempre que o primeiro

levantar o braço com a bola o outro salta em bloco, depois troca.

2 a 2 com bola, um de cada lado da rede, o aluna com bola

2

a 2 com bola, um de cada lado da rede, o aluna com bola coloca-se na

linha dos três metros e lança a boa para cima da rede, o outro faz bloco,

depois troca.