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Treinamento Técnico 23/04: Introdução ás Mídias DVD e seus formatos

Dezembro/04

Elaborado por:

- Alexandre Hoshiba
- Manuel Costa
- Mauricio Rizzi
Introdução ás Mídias DVD e seus formatos

Índice:
1. Introdução 03
2. DVD 03
3. Histórico 04
4. Código Regional 04
5. Requisitos básicos para assistir um filme de DVD 05
6. Cuidados necessários com um disco de DVD 05
7. VHS versus DVD 06
8. Quanto tempo de gravação comporta um DVD? 06
9. Reprodução de CDs de música no aparelho de DVD 07
10. Conhecendo um pouco mais sobre a tecnologia DVD 07
11. Pan & Scan ou Full Screen 07
12. Letterbox 08
13. Relação de Aspecto 08
15. Open Matte 09
16. MPEG e MPEG-2 09
17. Macrovision 09
18. Saída Digital 09
19. Sinal Analógico 10
20. Chapter ou capítulos 10
21. Close Caption 10
22. Saída de vídeo componente 10
23. DVD versus CD 10
24. Qtde de legendas no formato DVD 11
25. Dublagens em discos de DVD 11
26. Autoração de DVD 11
27. DVD – Regiões 11
28. Parental Guide 13
29. Pré-masterização e masterização 14
30. Sistemas de vídeo 14
31. Capacidade de armazenamento 15
32. DVD e seus formatos 16

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Introdução ás Mídias DVD e seus formatos

DVD – Disco de Vídeo Digital


1. Introdução

Inicialmente com a denominação de “digital video


disc” e, após algum tempo “digital versatile disc”,
a tecnologia DVD tornou-se muito popular a partir
do ano 2000. A tecnologia óptica do DVD
proporciona mais capacidade de
armazenamento, mais qualidade de vídeo e mais
velocidade de acesso às informações que o
antigo CD doméstico. Além disso, o formato DVD
consegue armazenar e executar filmes com
recursos de áudio e vídeo incomparáveis a
qualquer outro meio até então utilizado.
Com tantos adjetivos, grandes empresas na área
de informática, entretenimento, estúdios cinematográfico e gravadoras do mundo
inteiro têm voltado seus esforços para transformá-lo no novo padrão de
armazenamento. Com esse suporte sem precedentes, o DVD tornou-se o produto
de maior sucesso de todos os tempos nas áreas de games, armazenamento de
dados para computadores, vídeos, etc.
No Brasil, o primeiro aparelho de DVD foi lançado em 24 de agosto de 1997,
onde o mesmo inaugurou uma nova era que revolucionou a maneira de exibir
filmes nos lares.

2. DVD

O DVD (Disco de Vídeo Digital) é uma nova tecnologia que o setor de home
vídeo esperava desde o surgimento do VHS, no final dos anos 70. Com qualidade
de áudio e vídeo bastante superior às fitas de vídeo, o DVD é a grande sensação
tecnológica do entretenimento mundial. É o formato dos sonhos que a indústria
cinematográfica imaginava e que os consumidores esperavam há anos. Desde o
lançamento do DVD, em dezembro de 1996 no Japão e fevereiro de 1997 nos
Estados Unidos, a história do mercado de home vídeo começou a mudar e as
vendas de filmes em DVD está crescendo cada vez mais. O DVD é o produto
eletrônico que teve sua aceitação e crescimento mais rápido em todos os tempos.
O DVD é identificado em todo o mundo pelo logotipo mostrado acima e é a
segunda mídia de uso doméstico com total controle do menu pelo usuário – o
primeiro foi o CDI, desenvolvido pela Philips, mas que não teve uma grande
aceitação pelos consumidores. Foi projetada para conter áudio e vídeo de alta
resolução (com sinais digitais), além de oferecer uma série de recursos extras.
Fisicamente, um disco de DVD é do mesmo tamanho de um CD de áudio e
possui um sistema de “gravação” igual a de um CD, porém, a grande diferença é
a distância das trilhas e sua espessura.

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Podemos dizer que o disco de DVD é um CD “condensado”, que permite


armazenar várias horas de áudio e vídeo de altíssima qualidade. Um disco de
DVD tem capacidade para reter até oito dublagens e 32 legendas de diferentes
idiomas. Tem recurso de censura, para os pais que não desejam que os filhos
assistam a cenas proibidas para menores, e a possibilidade de armazenar até
nove ângulos diferentes para uma mesma cena – desde que o diretor do filme
inclua esse recurso.

3. Histórico

Pela primeira vez na história, um


poderoso grupo de empresas – entre
elas a Toshiba, Sony, Pioneer,
Philips e Panasonic, em conjunto
com os grandes estúdios de
Hollywood, liderado pela Warner
Bros. – formaram um poderoso
consórcio para garantir suporte
financeiro no desenvolvimento da
tecnologia do DVD.
Os lançamentos com legendas e
áudio em português iniciaram-se em
fevereiro de 1998 com a entrega do
filme Era Uma Vez na América, pela
FlashStar. Mas somente em julho daquele ano, com a chegada dos títulos da
Columbia Pictures, que o mercado recebeu o primeiro pacote com oito filmes, e
em 20 de agosto, mais 12. A Warner Home Video, quando lançou seus filmes em
DVD, disponibilizou de uma só vez 60 títulos. Atualmente, temos lançamentos
simultâneos em VHS e DVD.

4. Código Regional

Por pressão dos estúdios de cinema, os fabricantes de aparelho de DVD são


obrigados a vender seus equipamentos com um código regional para cada
continente. Uma regionalização criada dividiu o mundo em seis zonas, e o Brasil
está na região 4 junto a todos países da América Latina mais Austrália e Nova
Zelândia. Os Estados Unidos estão na região 1, juntamente com o Canadá. Os
aparelhos de DVD vendidos por empresas instaladas no Brasil reproduzem os
discos para a região 4. Há discos de DVD sem codificação, ou seja, aqueles em
que o estúdio ou o distribuidor local disponibiliza o disco livre de códigos, para
que possa ser reproduzido em qualquer aparelho.

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No Brasil alguns fabricantes lançaram seus aparelhos de DVD codificados para


reproduzirem discos também procedentes da região 1, Distribuidoras como
FlashStar, Versátil, Europa e Paris, por serem independentes, lançam seus
discos de DVD sem regionalização, diferentemente do que faz a Buena Vista
Home Vídeo (Disney), Warner Home Video (Warner Bros.) e a Columbia TriStar
Home Vídeo (Columbia Pictures e Universal Studios). Os discos que vem com o
símbolo de um globo - ALL (todos), podem ser tocados em qualquer aparelho,
não importando se o DVD foi comprado no Brasil ou procedente dos Estados
Unidos. Mas é importante que os discos estejam em conformidade com o padrão
NTSC. Discos da Europa (região 2 e padrão PAL-M não irão tocar na maioria dos
aparelhos existentes no Brasil, incluindo os aparelhos da SONY).

5. Requisitos básicos para assistir a um filme em DVD

Você pode assistir aos filmes usando até uma TV pequena, como uma de 14” por
exemplo. Só existe um requisito básico: a TV deve ter entrada de vídeo composto
(conectores de áudio e video RCA). Caso não tenha, você deverá ligar o DVD
player a um vídeo cassete ou então adquirir um modulador de RF. Porém, estas
soluções normalmente apresentam problemas com o sistema de proteção de
cópias macrovision (veja adiante mais detalhes sobre macrovision).
O que se aconselha é que o DVD seja ligado em uma TV de preferência com tela
superior a 29” e que tenha boa qualidade de som - característica comum nos
modelos atuais. Toda TV em que vai ser acoplado um aparelho de DVD tem de
aceitar o padrão NTSC (todos os televisores brasileiros com menos de cinco anos
fazem isso). Mas para se obter melhor qualidade no áudio, o usuário pode
conectar o aparelho de DVD à entrada auxiliar do equipamento de áudio, ouvindo
o som estéreo ou em Dolby Sorround com boa qualidade. Mas se o intuito for
obter a mesma qualidade de uma moderna sala de cinema, o ideal é que o
aparelho de DVD seja ligado a uma TV com entrada S-vídeo ou Vídeo
Componente e a um receiver Dolby Digital AC-3. Dessa forma é possível a
reprodução em seis ou mais canais independentes. Isso torna sua sala um
verdadeiro cinema com o áudio próximo à perfeição.
Nota: Lembre-se que a qualidade do cabo utilizado para áudio e vídeo é de vital
importância para a qualidade da mesma, sendo que alguns cabos de má
qualidade podem gerar interferência e/ou perda no sinal.

6. Cuidados necessários com um disco de DVD

Um disco de DVD requer os mesmos cuidados que são tipicamente dispensados


a um CD de áudio: nunca tocar sua superfície diretamente com os dedos (segurar
pelas bordas), mantê-lo sempre na própria embalagem e não submete-lo ao calor
excessivo ou umidade.
Um disco de DVD tem uma densidade de gravação muito maior do que a de um
CD de áudio. Aparentemente a reprodução sofreria mais com sujeira e arranhões,
porém, os circuitos de correções de erros presentes nos DVD players são mais
avançados do que aqueles existentes nos CD players. No caso de sujeira, o disco

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pode ser limpo com um pano de algodão macio e seco. A durabilidade dos discos
de DVD é infinitamente maior do que a de uma fita de VHS. Caso necessário,
sempre que for fazer uma limpeza, faça movimento de dentro para fora (do furo
central para a borda), nunca em movimento circular.

7. VHS vs. DVD

Desde a criação do videocassete no final dos anos 70, nunca um sistema


eletrônico de imagens, de uso doméstico, surgira até então. Veja a seguir a
quantidade de linhas de resolução das mídias domésticas.

Nº DE
LINHAS

DVD 500
LASER DISC 420
VHS 250

8. Quanto tempo de gravação comporta um DVD?

TIPO DE DVD DESCRIÇÃO MINUTOS


Gravação em uma camada
DVD 5 133
de um lado do disco
Gravação em duas camadas
DVD 9 242
de um lado do disco
Gravação em uma camada
DVD 10 266
nos dois lados do disco
Gravação em duas camadas
DVD 18 484
nos dois lados do disco

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9. Reprodução de CDs de música no aparelho de DVD

Todos os DVD Players reproduzem CDs. Alguns reproduzem Videos CDs, um


sistema muito popular nos países da Ásia, mas com qualidade das fitas de VHS.

10. Conhecendo um pouco mais sobre a tecnologia DVD

Na etapa de transposição do filme em película para vídeo o produtor pode optar


pela digitalização do master widescreen com ou sem as barras pretas. Quando as
barras estiverem presentes no master, elas ocuparão aproximadamente 50% da
resolução disponível de um filme 2,35:1. Portanto, o DVD criado com este master
será um DVD não anamórfico e, quando executado numa TV widescreen, terá
qualidade bastante inferior de imagem, já que apenas 50% da resolução é
utilizada pelo filme em si. Os DVDs anamórficos utilizam toda a resolução
disponível. Quando executados em uma TV 4:3, o player remove linhas
alternadas da imagem do filme e insere eletronicamente as barras pretas.
Quando executados numa TV widescreen são capazes de atingir a máxima
resolução do formato. Portanto, os DVDs anamórficos são superiores aos não-
anamórficos.

11. Pan & Scan ou Full Screen

É a técnica utilizada para transferir filmes widescreen para o formato de vídeo


padrão, padrão 1.33:1 (full- screen, ou "tela cheia"). Com isso, evitam-se as
barras pretas do formato letterbox, porém perde-se até 50% de imagem, muitas
vezes prejudicando a fotografia do filme.

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12. Letterbox

É o formato em que o filme é mostrado com barras pretas abaixo e acima da tela.
A Imagem Letterbox é retangular, mais parecida com a de cinema. Quando se
reproduz um filme letterbox numa TV que não seja widescreen, pode-se perder
muitos detalhes nas laterais da tela.

13. Relação de Aspecto

Refere-se à proporção entre largura e altura da tela. No caso de um TV normal,


essa proporção é de 4:3. Isso significa que para 4 unidades de altura (em
centímetros, polegadas, metros, etc.) a tela tem 3 unidades de largura. Outra
forma de expressar o formato de tela consiste em dividir a largura pela altura. No
caso de uma tela 4:3, isso resulta no formato 1,33:1, enquanto o formato de uma
tela 16:9 (widescreen) pode ser expresso na forma 1,78:1. Em inglês, o formato
da tela é denominado "relação de aspecto" (aspect ratio).

OS DISCOS DE DVDs VÊM COM OS SEGUINTES TAMANHOS DE IMAGEM:

Para TV de Tela 4:3 (são as usadas nas telas de TV comum, ou seja, de tela
quadrada)

(2.35) widescreen com grandes barras pretas em cima e


embaixo da tela, mas preservando a versão original do filme.

(1.85) widescreen com pequenas barras pretas em cima e


embaixo da tela. Poderá haver pequeno corte da versão original
do filme.
(1.77) widescreen com pequenas barras pretas em cima e
embaixo da tela. Poderá haver pequeno corte da versão original
do filme.
(1.66) widescreen com pequenas barras pretas em cima e
embaixo da tela. Poderá haver pequeno corte da versão original
do filme.

(1.33) Essa é uma medida em que o filme vem com a imagem


quadrada, usada nas produções de filmes para a TV.

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Para TV de Tela 16 x 9 (são as usadas nas TVs com formato retangular)

(2.35) widescreen com pequenas barras pretas em cima e


embaixo da tela, preservando a versão original do filme.

(1.85) widescreen com preenchimento total da tela preservando


a versão original do filme.
(1.77) widescreen com preenchimento total da tela preservando
a versão original do filme.
(1.66) widescreen com preenchimento total da tela preservando Widescreen
a versão original do filme. Anamórfico

(1.33) Essa é uma medida em que o filme vem com a imagem


quadrada. Aparecem duas barras pretas do lado esquerdo e
direito da tela. Provavelmente haverá corte na imagem.

15. Open matte

Open matte são realizados no formato 4 x 3 de uma televisão convencional e


depois têm a imagem cortada em cima ou embaixo para se encaixar no formato
da tela de cinema – o que vai fazer com que a imagem tela cheia contenha mais
informações do que o formato widescreen. Nesses casos, o formato de tela cheia
não estará cortando nenhuma parte da cena, mas sim mostrando mais.

16. MPEG e MPEG-2

MPEG e MPEG-2 ou (Moving Picture Experts Group) são esquemas de


codificação/decodificação de sinais digitais de vídeo nos quais a compressão é
utilizada para aumentar a eficiência dos espaços disponíveis. O MPEG-2 é
utilizado para o DVD, e na TV de alta definição (HDTV), que está surgindo nos
Estados Unidos e Europa.

17. Macrovision

O Macrovision é uma tecnologia desenvolvida para proteger analogicamente os


direitos de copyright dos proprietários dos filmes, tentando inibir a pirataria.
Quem pretende copiar de um disco de DVD um filme ou programa, o Macrovision
entra em ação causando interferência, distorções na luminância: variações entre
claro e escuro na tela.
O sistema de proteção da Macrovison pode ser "desabilitado" em alguns
aparelhos. Existem também aparelhos externos que "cortam" o efeito do
macrovision. Este tipo de procedimento não só é ilegal como enfraquece o
mercado e inibe o lançamento de bons títulos para aqueles que querem se
divertir com a tecnologia de maneira legal.

18. Saída Digital

Todos os aparelhos de reprodução digital, assim como o DVD, possuem o


conector digital, que servem para passar o sinal a um gravador, processador ou
conversor digital. Pode ser ótico ou coaxial.

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19. Sinal Analógico

Sinal analógico (Analog Signal) é o sinal originalmente produzido por


equipamento não-digital de gravação, mesmo que o produto acabado possa ser
um disco digital de áudio ou um sinal de vídeo comprimido digitalmente.

20. Chapter ou capítulos

São as divisões encontradas no Laser Disc e DVD, onde os capítulos geralmente


são subdivididos em cenas que podem ser acessadas diretamente pelo usuário.
No CD os capítulos são chamados de ‘tracks’.

21. Close Caption

É uma legendagem completa para ajudar os usuários


deficientes auditivos. É codificado no vídeo e decodificado nos
televisores. É obrigatório nos Estados Unidos. Nos aparelhos
de DVD, apesar de não ser obrigatório, é normal encontrar o
Close Caption, facilmente identificados como o logotipo do CC.

22. Saída de vídeo componente

É um tipo de conexão de vídeo que proporciona maior nitidez da imagem que


vem nos televisores mais sofisticados e nos aparelhos de DVDs, principalmente
nos fabricados após fevereiro de 1999.
A Saída componente separa o sinal de vídeo em três e é uma evolução do
conector S-Video e Vídeo Composto.

23. DVD vs. CD

No tamanho não há nenhuma diferença entre eles, mas no armazenamento de


informações a disparidade é muito grande. Confira no quadro ilustrativo.

CARACTERÍSTICA DVD CD
Diâmetro do disco (mm) 120 120
Espessura do disco (mm) 1,2 1,2
Camadas de dados Uma ou duas Somente uma
Capacidade de armazenamento de dados 4,7 a 17 GB 680MB
Canais de som Máximo de 8 Máximo de 4
Vídeo e áudio:
133 minutos,
Somente áudio:
540 minutos, Somente Áudio:
Duração
em um único 74 minutos.
lado e
uma única
camada

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24. Quantidade de legendas no formato DVD

A maioria dos DVDs lançados no Brasil trazem


três legendagens, nos idiomas português,
inglês e espanhol. A Universal, que tem seus
filmes em DVD distribuídos no Brasil pela
Columbia, está lançado seus discos com seis
legendas: português, espanhol, inglês, chinês,
coreano e tailandês. Acreditamos que no futuro
bem próximo os discos de DVD virão com até
32 legendas, pois é essa a capacidade de
armazenamento que o formato permite. É bom
lembrar que o custo de tradução e legendagem
fica em torno de R$ 1 milhão por idioma e que
o acréscimo de mais legendas pode influir no
preço final dos discos de DVD.

25. Dublagens em discos de DVD

Quando o filme é lançado em DVD e VHS as distribuidoras estão colocando a


mesma dublagem em português, a original e no máximo mais uma, o espanhol.
Porém, é possível incluir até oito dublagens.

26. Autoração de DVD

Autoração de DVD é o processo no qual as mídias como vídeo, áudio, legenda,


tela gráfica, imagem e animação gráfica são tratadas, codificadas e integradas
através de programação para gerar o pré-master, que é utilizado para replicar os
discos de DVD.

27. DVD - Regiões

Quando o DVD foi desenvolvido, o homem conseguiu unir, num pequeno disco, a
arte, a ciência e a tecnologia. Os discos de DVD, depois de prontos, possuem a
mesma qualidade de som e imagem que a matriz usada para sua fabricação. Daí
os especialistas afirmarem que no DVD não existem cópias e sim réplicas. Foi
devido a essa perfeição que os estúdios de cinema ficaram preocupados com a
pirataria. Está aqui a origem do Region Coding.
O Region Coding foi motivo de grande polêmica quando do lançamento da
tecnologia do DVD, pois os fabricantes de aparelhos (DVD Player) se recusavam
a aceitar as exigências dos estúdios cinematográficos, e estes, por outro lado,
não queriam liberar seus filmes no novo formato se a Region Coding não fosse
implantado na fabricação dos aparelhos e na replicação dos discos. O grande
temor dos estúdios americanos era que, devido à perfeição do DVD, a pirataria
copiasse filmes de um DVD para master Betacam e daí para VHS, colocando no
mercado de vídeo filmes que ainda não estivesse nos cinemas e home vídeo.

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Outro fator prejudicial para os estúdios é a importação de filmes em DVD dos
Estados Unidos, prejudicando o acordo de distribuição local por empresa
independente ou representada. O Region Coding protege em parte os
cronogramas de exibições cinematográficas internacionais. A distribuição do DVD
sem autorização local pode prejudicar o lucro das salas de cinema, por isso os
estúdios pediram que o mundo fosse dividido em regiões, e assim, títulos de uma
região só reproduzem discos de DVD em aparelhos fabricados para aquela
região.
A codificação regional protege ainda outros interesses econômicos. A empresa
que detém os direitos de comercialização de um filme nos EUA pode não ter os
direitos de comercialização no resto do mundo. O Titanic foi um bom exemplo
dessa situação de co-produção entre a Paramount e a Fox, enquanto uma tem os
direitos de exibição nos cinemas e comercialização em home vídeo nos EUA, a
outra o comercializou o filme no resto do mundo. É bom lembrar que muitos
títulos, principalmente de empresas independentes, saem sem Region Coding,
também chamados de "região 0" (zero) ou ainda ALL. Isto contraria totalmente as
exigências dos estúdios. O Region Coding criou seis regiões, representadas no
mapa abaixo. É importante lembrar que os discos com o Region Coding ALL
podem ser reproduzidos em qualquer aparelho, seja ele da região 1 (Estados
Unidos) ou 4 (América Latina, Austrália e Nova Zelândia).

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28. Parental Guide ou Movie Rating System

Esse é um guia criado pela MPAA – Motion Pictures Association of America,


entidade que reúne os grandes estúdios de Hollywood. O símbolo do Parental
Guide é facilmente reconhecido em todas as embalagens de DVD, principalmente
dos grandes estúdios, onde orienta os pais sobre a faixa etária recomendada
para se assistir aos filmes. No Brasil, o ministério da Justiça pretende adotar um
controle mais rígido, exigindo que as distribuidoras de cinema e vídeo sejam mais
rigorosas na qualificação da faixa etária dos filmes. Com a chegada do DVD, a
primeira distribuidora a adotar o Parental Guide da MPAA foi a Warner Home
Vídeo (veja tabela). A Versátil Home Vídeo adotou um modelo mais rígido,
inspirado nos países conservadores da Europa, indicando na embalagem
detalhes como, por exemplo, se o filme contém cenas de sexo, racismo e uso de
drogas.

Parental Guide: É um sistema voluntário de ranqueamento de filmes para o


mercado americano.

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Filmes tipo sessão da tarde ou para a
G - General Audiences
família.
PG - Parental Algumas cenas podem não ser
Guidance Suggested adequadas para crianças.
PG -13 - Parents Algumas cenas são impróprias para
Strongly Cautioned menores de 13 anos.
Menores de 17 anos requerem
R - Restricted acompanhamento dos pais ou
responsável.
O filme contém cenas somente para
público adulto. Os pais precisam ler a
sinopses e saber mais sobre o
NC -17 - No One 17
conteúdo para não permitir que crianças
and Under Admitted
assistam ao filme. Desaconselhável
para menores de 17 anos mesmo
acompanhado por adulto.
Fonte: MPAA

29. Pré-masterização e masterização

Toda cadeia de produção de DVD é extremamente complexa e envolve sistemas


de alta tecnologia. A pré-masterização é o processo no qual é gravada uma fita
de dados com a imagem final do DVD gerada pela empresa de autoração. Já a
masterização é um processo industrial feito pela empresa que faz a replica na
qual são gerados os stampers ou moldes onde são injetados os discos.

30. Sistemas de Vídeo (PAL, NTSC, SECAM)

O DVD possui o mesmo problema NTSC x PAL, comuns nas fitas VHS e no
Laserdisc. O vídeo em MPEG é armazenado no DVD em formato digital, mas ele
é formatado para um dos 2 sistemas (que são incompatíveis): 525/60 (NTSC) ou
625/50 (PAL/SECAM). Há três diferenças entre esses formatos de vídeo:

1 Resolução da tela (720x480 vs. 720x576)


2 Quadros por segundos (29,97 vs. 25)
3 Áudio (Dolby Digital vs. MPEG)

Os filmes de cinema são produzidos a 24 fotogramas por segundo, mas ele é pré-
formatado para um dos dois formatos (29,97 ou 25). Filmes formatados para o
sistema PAL, normalmente são 4% mais rápidos, por causa da alteração dos
quadros por segundo, portanto, o áudio também deve ser alterado antes da
codificação para não ficar fora de sincronismo. Alguns aparelhos podem tocar
discos em NTSC, outros podem tocar somente em PAL e muitos poucos
permitem ambos. Todos os aparelhos de DVD vendidos nos países que usam o
sistema PAL tocam ambos. Esses aparelhos multi-sistemas convertem
parcialmente o NTSC para um sinal de 60hz PAL (4.43 NTSC), mas isso requer
uma TV que possa trabalhar com esta freqüência. Neste caso o aparelho usa a
codificação de cor do PAL 4.43 mas mantêm a taxa de varredura de 525/60
NTSC. A maioria das TVs PAL modernas podem trabalhar com este tipo de sinal.

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Alguns aparelhos PAL multi-sistemas possuem uma saída real 3.58 NTSC
(525/60 NTSC), a qual irá requerer uma TV NTSC ou um transcoder NTSC-PAL.
Em 1999 a Sansung e outras lançaram aparelhos que convertem de 525/60
NTSC para o padrão PAL. Uma coisa que se deve ter em mente é que há uma
perda na qualidade da imagem quando se muda de um sistema para outro.
Apenas um pequeno número de aparelhos DVD NTSC podem tocar discos no
formato PAL. A maioria dos aparelhos DVDs para computador podem tocar
ambos formatos de vídeo e de áudio, sendo chaveados via software. Às vezes
consegue-se ver a imagem apenas na tela do micro, quando se chaveia para a
TV, a imagem pode perder a cor ou ficar rodando.

31. Capacidade de armazenamento

Os formatos de DVD em termos de capacidade de armazenamento são as


seguintes:

CD
Camada simples, leitura de 1 lado
Capacidade de armazenamento:

680MB ou 18 minutos de vídeo

DVD 5

Camada simples, leitura de 1 lado


Capacidade de armazenamento:
DVD-5 (SS-SL):
4,7 GB ou 133 minutos de vídeo É O tipo mais comum de DVD, simples-face e
única camada (single-sided / single-layered),
oferece aproximadamente duas horas de
conteúdo. Perfeito para a maioria dos filmes.
Os discos DVD-5 tem uma coloração
prateada.

DVD 9

Camada dupla, leitura de 2


camadas de um mesmo lado
Capacidade de armazenamento:
DVD-9 (SS-DL):
Normalmente chamado de "dupla-camada
8,5 GB ou 240 minutos de vídeo
reverso-espiral" (RSDL - reverse-spiral dual-
layer)., Ele permite que se coloque um pouco
menos do que 4 horas em apenas um lado do
disco, com uma breve (às vezes imperceptível)
mudança de camada. Às vezes este formato

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também é usado para filmes com menos de
duas horas, gravando-se tanto a versão "tela
cheia" quanto a widescreen do mesmo lado do
disco e permitindo-se a escolha da versão
através do menu do DVD. Os discos DVD-9
são identificados pela sua coloração dourada.
DVD 10

DVD-10 (DS-SL):
Conhecido nos EUA como "flipper", pois você
Camada simples, tem que virá-lo (flip) para assistir a continuação
leitura de 2 lados do filme. Este formato está caindo em desuso
Capacidade de armazenamento: com a introdução do DVD-9. O formato DVD-10
oferece 2 horas de cada lado. Flippers
9,4 GB ou 266 minutos de vídeo verdadeiros (com metade do filme de cada
lado) já não são produzidos, mas às vezes as
produtoras usam este formato para colocar de
um lado a versão widescreen do filme e do
outro a versão "tela cheia". Como os discos
DVD-5, os discos DVD-10 também têm uma
coloração prateada, mas dos dois lados, e não
permite a impressão no rótulo todo, apenas um
anel próximo ao furo central.
DVD 18

Camada dupla,
leitura de 2 lados
Capacidade de armazenamento:
DVD-18 (DS-DL): Uma nova geração de DVDs
que, como os DVD-10, são "flippers", mas eles
17 GB ou 481 minutos de vídeo
usam tecnologia RSDL em ambos os lados,
permitindo um total de oito horas de conteúdo
num único disco. Como os DVD-9, os DVD-18
também têm coloração dourada, só que em
ambos os lados.

32. DVD e seus formatos

Como substituto natural do CD nas aplicações de áudio, dados, bem como do


formato VHS utilizado em vídeo, o DVD tem movimentado grandes volumes de
investimentos em pesquisa, padronização e aperfeiçoamento do formato.
Somando-se ainda uma expectativa de mercado sem precedentes, grandes
empresas de todo o mundo têm se associado na pesquisa, no desenvolvimento e
na divulgação do novo formato e suas variações.
O DVD Forum (www.dvdforum.org) é uma associação internacional que conta

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Introdução ás Mídias DVD e seus formatos
hoje com aproximadamente 230 fabricantes e foi criado com o propósito de
disseminar idéias e informações sobre o formato DVD para o mercado mundial.
Como todos os negócios de larga escala e futuro promissor, o formato DVD tem
dividido opiniões e grupos de interesses diversos em todas as áreas.
Um dos motivos que tem causado grande confusão entre os consumidores é a
grande variedade de formatos baseada nesta tecnologia e a compatibilidade
entre os mesmos.
Os formatos DVD+R e DVD+RW surgiram da dissidência no DVD Forum das
empresas Sony e Philips, que optaram pelo desenvolvimento de seu próprio
formato.
Juntas, as duas empresas desenvolveram um formato batizado de "DVD+R/RW",
com objetivo de concorrer com os demais participantes do DVD Forum.
A vantagem dessa ruptura por parte da Philips e Sony para o consumidor é que a
concorrência entre os dois grupos de interesse forçará uma redução nos preços
dos produtos baseados na tecnologia DVD.
A primeira mídia gravável de DVD foi apresentada pela Pioneer para o mundo em
1997 e foi batizada de DVD-R e a primeira mídia regravável, o DVD-RAM, foi
lançada em 1998 pela Matsushita Corporation.
A Pioneer Corporation também foi a primeira a apresentar o DVD-RW, em
Dezembro de 1999 no Japão.
Em 2001 a Philips e Sony lançaram sua primeira linha de gravadores de DVD,
com o uso do formato DVD+RW. Numa segunda geração de gravadores Sony e
Philips, em 2002, foi também incluída a compatibilidade com o a mídia DVD+R.
No início de 2003 a Sony Corporation, lança sua terceira geração de gravadores
de DVD, inovando com um novo padrão híbrido (multiformato), passando a gravar
qualquer tipo de mídia existente.

As diversas mídias e formatos atendem mercados e aplicações diferentes. Abaixo


seguem informações de compatibilidade entre diversos drives e discos de forma
resumida:

Drive
DVD Drive Drive Drive Drive
DVD-
Player DVD-R(G) DVD-R(A) DVD-RW DVD+RW
RAM
disco
leitura leitura leitura leitura leitura leitura
DVD-ROM
disco leitura e leitura e
leitura * leitura leitura leitura
DVD-R(G) gravação gravação *
disco leitura e
leitura * leitura leitura leitura leitura
DVD-R(A) gravação
disco leitura e
leitura * leitura leitura leitura * leitura *
DVD-RW gravação
disco
raramente leitura e
DVD- não lê não lê não lê não lê
lê gravação
RAM
disco leitura e
leitura * leitura * leitura * leitura * leitura *
DVD+RW gravação
disco leitura e
leitura * leitura * leitura * leitura * leitura *
DVD+R gravação

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Introdução ás Mídias DVD e seus formatos
A leitura dependerá do modelo do player ou drive. A maioria dos fabricantes
informa a compatibilidade de formatos nos manuais de seus produtos.

DVD-R

A mídia DVD-R usa uma tecnologia conhecida com ODT (organic dye technology)
e como o CD-R é compatível com a maioria dos drives de DVD e aparelhos
doméstico de DVD, os DVD players.
Este tipo de mídia é equivalente ao CD-R, só que com 4,7 GB de capacidade, isto
é, é um disco onde os dados podem ser gravados uma única vez. Mas a primeira
geração dos DVD-Rs tinha apenas 3.95 bilhões de bytes.
No ínicio de 2000 o formato DVD-R dividiu-se em duas versões o DVD-R(G) de
uso geral e o DVD-R(A) para o mercado de desenvolvimento profissional. A
diferença entre o DVD-R (G) e o DVD-R(A) é o comprimento de onda de
gravação.
Outro fato relevante é que mídias de autoração -DVD-R(A) não podem ser
gravadas em gravadores de uso geral e vice-versa, porém as duas podem ser
lidas na maioria dos DVD players e drives.
Atualmente o formato DVD-R(G) é a única unanimidade entre os diversos
produtos baseados na tecnologia DVD, tanto para drivers como players, porém a
tendência é que novos formatos como o DVD-RW também sejam incorporados
nas próximas gerações de produtos.
A maioria dos DVD players comerciais reproduz esta mídia - DVD-R(G) sem
problemas, porém alguns players mais antigos não aceitam mídias DVD-R. Esta
mídia também pode ser lida em unidades DVD-RAM e DVD+R.

DVD-RW

O DVD-RW é um formato regravável baseado na tecnologia de mudança de


fases, similar aos CD-RWs atuais.
Para gravar informações os gravadores de CD e DVD utilizam um feixe de laser
que ao incidirem sobre a mídia registram os dados.
A diferença entre a mídia -R e as mídias -RW é que as primeiras, ao receberem a
incidência do laser, são "perfuradas" num processo irreversível, por isso gravadas
uma única vez. Já a tecnologia dos RW é caracterizada pela mudança de fase de
elementos químicos que estão impregnados na superfície da mídia: As
incidências de um feixe laser nesses elementos modificam suas estruturas de um
estado liso para um estado rugoso, retornando ao estado liso caso haja uma nova
incidência.
Uma grande variedade de fabricantes de mídia como Kodak, Hitachi, Maxell,
Mitsubishi, Mitsui, Pioneer, Ricoh, TDK, Verbatim, etc. já possuem no mercado
mídias DVD-RW e a maioria dos drives e players que são fabricados atualmente
são compatíveis ao formato DVD-RW.
Além disso, os drives DVD-RW também gravam mídias CD-R, CD-RW, DVD-R e
DVD-RW e serão compatíveis em leitura com os formatos DVD+R e +RW.
Da mesma forma que ocorre com o DVD-R, os discos DVD-RW podem ser
tocados em DVD players comerciais mais novos sem problemas. Aparelhos
comerciais mais antigos podem não reconhecer a mídia, recusando-se a tocar o
disco. Para tocar um disco DVD-RW, os DVD players comerciais necessitam que
o disco esteja finalizado. Após o disco estar finalizado, você só pode gravar
novos dados nele reformatando o disco, o que faz com que todos os dados
gravados sejam perdidos.

Sony Brasil Ltda – Sony Academy – Dezembro/04 18


Introdução ás Mídias DVD e seus formatos
DVD-RAM

O DVD-RAM é o primeiro formato regravável da tecnologia DVD, com uma


capacidade inicial de 2.6 Gb ampliada para 5.2 Gb. Atualmente, encontramo-os
em quatro tipos de capacidades: 2,6 GB, 4,7 GB, 5,2 GB e 9,4 GB. Esta mídia é
regravável, isto é, funciona de maneira similar a um CD-RW. O disco DVD-RAM
necessita de um gravador de DVD-RAM tanto para ser gravado quanto para ser
lido.
Com 4.7 Gb por face (discos de 9.4Gb usam duas faces), o DVD-RAM também
usa a tecnologia de mudança de fase, incorporando a robustez da tecnologia
utilizada em discos magneto-óptico. Sua principal vantagem sobre o DVD-RW é a
quantidade de vezes em que pode ser regravada. Estima-se que o DVD-RAM
pode ser regravado 100.000 vezes, enquanto estima-se que o DVD-RW só pode
ser regravado 1.000 vezes.
Existem dois tipos de mídias DVD-RAM: a primeira é conhecida como tipo 1 e é
selada dentro de um cartucho plástico, protegendo-a contra quedas e a outra, tipo
2, que pode ser removida do cartucho. Essas características colocam o DVD-
RAM como melhor alternativa para "storage" em DVD.
A limitação encontrada nesta plataforma é que somente alguns leitores DVD-
ROM fabricados pela Matsushita são compatíveis com as mídias DVD-RAM tipo
2. Outra boa notícia é que os novos gravadores DVD-RAM também poderão
utilizar mídias DVD-R.

DVD+R

O DVD+R é, como o DVD-R, um disco de 4,7 GB que pode ser usado para
gravar filmes e serem assistidos em DVD players comerciais. Apesar de ter a
mesma função e a mesma capacidade, um disco DVD+R só pode ser gravado
em gravadores DVD+R, enquanto que discos DVD-R só podem ser gravados em
gravadores DVD-R. Lançado no início de 2002, o DVD+R tem como promessa a
compatibilidade com os novos players à serem lançados e o baixo custo.
Existem no mercado gravadores que conseguem gravar os dois tipos de mídia,
chamados gravadores DVD±R. Na prática, a diferença da mídia DVD-R para a
DVD+R é o desempenho: discos DVD+R são lidos mais rapidamente do que
discos DVD-R. Esta diferença só é sentida se você usar o disco DVD para gravar
arquivos comuns, isto é, usar como uma mídia de backup, já que para assistir
filmes o desempenho é o mesmo.
Em fevereiro/2003 a Sony lança o primeiro gravador de DVD, modelo híbrido,
multiformato que aceita todos os tipos de mídia para gravação (DVD-R, DVD-RW,
DVD+R, DVD+RW, CD-R, CD-RW) num mesmo equipamento.

DVD+RW

O DVD+RW é o formato regravável desenvolvido pelo consórcio Philips, Sony,


Hewlett-Packard, Ricoh, Dell e outros. Baseado na tecnologia CD-RW, o novo
formato foi lançado no final de 2001 e ainda não é reconhecido oficialmente pelo
DVD Forum.
Este formato nada mais é do que uma versão regravável do DVD+R e tudo o que
foi dito sobre o DVD+R é válido para o DVD+RW. Somente os DVDs players mais
novos conseguem tocar discos com filmes gravados neste formato. Existem
gravadores no mercado capazes de gravar tanto discos DVD-RW quanto
DVD+RW. Estes gravadores são chamados DVD±RW. Da mesma forma que o

Sony Brasil Ltda – Sony Academy – Dezembro/04 19


Introdução ás Mídias DVD e seus formatos
DVD-RW, o disco precisa estar finalizado para tocar em DVD players comerciais,
sendo que para gravar novos dados no disco após ele estar finalizado é
necessário reformatá-lo, o que faz com que todos os dados sejam apagados.
Gravadores DVD+RW normalmente são capazes de ler discos DVD-RW (mas
não de gravá-los) e vice-versa.

DVD Áudio

É mais uma das variantes da tecnologia DVD. Depois de mais de dois anos de
negociações para sua formatação por parte dos fabricantes, o DVD Áudio
finalmente está para chegar ao mercado e certamente suas inovações irão mudar
o hábito de muitas pessoas em ouvir músicas.
Com o DVD Áudio você pode ouvir música em seis canais estéreo.
Opcionalmente, poderá acessar menus, slides, partituras e textos sobre a obra
musical. Também incorpora apurada qualidade de reprodução de som beirando a
perfeição. Fazendo uma comparação simples podemos dizer que um disco de CD
de música, para tocar todo aquele som nítido, trabalha com 44.1kHz e 16 bits. No
DVD Áudio é de 192kHz com 24 bits.

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Introdução ás Mídias DVD e seus formatos
Bibliografia:
http://www.eclipsefilmes.com.br/Duvidas.htm
http://www.controle.net/suporte/suporte_dvd.shtml
http://www.dvdversatil.com.br/dvdduvidas.aspx
http://www.clubedohardware.com.br/d191103.html

Elaboração:
Alexandre Hoshiba: Alexandre_hoshiba@ssp.br.sony.com
Manuel Costa: Manuel_costa@ssp.br.sony.com
Mauricio Rizzi: Mauricio_rizzi@ssp.br.sony.com

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Rua Inocêncio Tobias, 125 – Barra Funda
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