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FÍSICA:

Física é a ciência exata que tem por objeto de estudo os fenômenos que ocorrem na natureza. Através do entendimento dos fenômenos da natureza, podemos entender como as coisas acontecem em nosso dia-a-dia. A Física tem grande importância para a sociedade, pois uma infinidade de equipamentos que utilizamos hoje, em nosso cotidiano (como rádios, tvs, celulares, mp3, computadores, laser, dentre outros), foram desenvolvidos utilizando conceitos e Leis da Física.

MECÂNICA:

É a ramo da Física que estuda os movimentos. Esse estudo está subdividido em duas partes: - a Cinemática, que estuda o movimento de corpos ou partículas sem se preocupar com as causas que dão origem ao movimento; - a Dinâmica, que estuda as causas dos movimentos.

CINEMÁTICA:

um

determinado fenômeno físico. Corpo Extenso: é todo corpo cujas dimensões interferem no estudo de um determinado fenômeno. Referencial: é um ponto fixo (ou objeto) pré-determinado, a partir do qual se pretende analisar se um corpo (ou partícula) está em movimento ou não. É indispensável para se determinar a posição de um objeto. Sistema Internacional de Unidades (S.I): é um conjunto de unidades de medida

onde se adotam unidades pré-escolhidas para as grandezas físicas comprimento, massa e tempo. O padrão mais comum utilizado na Brasil é o M.K.S., sendo: comprimento metro(m); massa quilograma (Kg); tempo segundo(s). Velocidade Média (V m ): é a razão entre a distância percorrida por um corpo (ou partícula) e o tempo gasto em percorrê-la. Matematicamente, podemos calcular a Velocidade Média de um corpo ou partícula utilizando:

Partícula:

é

todo

corpo

cujas

dimensões

não

interferem

no

estudo

de

V m = ∆∆∆∆S ∆∆∆∆t
V m = ∆∆∆∆S
∆∆∆∆t

, onde: V m = Velocidade Média (m/s);

S = Variação da Posição (m); corresponde à distância Percorrida

t = Variação do Tempo (s).

corresponde ao intervalo de tempo gasto

A unidade de velocidade média no Sistema Internacional é o metro/segundo (m/s). Em Física, a letra grega significará, aqui no Ensino Médio, sempre uma Variação. Desta maneira, poderemos escrever, sempre que for conveniente, essa variação como sendo uma subtração entre os valores finais e os valores iniciais da mesma grandeza. Por exemplo:

Variação do tempo (t) pode ser escrita matematicamente como instante de tempo final menos o instante de tempo inicial (t f - t i ). A variação da velocidade de uma partícula (v) pode ser escrita matematicamente como sendo a velocidade final menos a velocidade inicial da partícula (v f - v i ). Podemos aplicar esse conceito também à Velocidade Média. Fazendo isso, podemos escrever matematicamente outra forma de calcular a Velocidade Média de um corpo:

v m = s f – s i t f – t i
v m =
s f – s i
t f – t i

, onde: v m = velocidade média (m/s); s f = posição final do corpo (m); s i = posição inicial do corpo (m); t f = instante de tempo final (s); t i = instante de tempo inicial (s).

Velocidade Instantânea: é a velocidade que o corpo possui num determinado instante de tempo. Por exemplo, é a velocidade que o velocímetro de um carro em movimento marca num exato instante de tempo. Sua unidade no S.I é o m/s.

ATENÇÃO: uma unidade de velocidade bastante utilizada em nosso dia-a-dia é o quilômetro por

hora (Km/h). Podemos transformar velocidades em m/s para Km/h ou vice-versa observando as seguintes condições:

Km/h m/s

basta dividir a velocidade dada em Km/h por 3,6

m/s Km/h

basta multiplicar a velocidade em Km/h por 3,6

EXEMPLOS:

2

1)

Transforme 20m/s em Km/h:

2) Transforme 108Km/h em m/s

20 x 3,6 = 72 Km/h

108 = 30m/s

3,6

PROBLEMAS:

1) Um ônibus percorre uma distância de 5000m em 400s. Determine a velocidade média desse ônibus, em m/s.

v m = 12,5 m/s

DADOS:

v m = S

v m = 5000

s = 5000m distância percorrida

t

400

t = 400s v m = ???

intervalo de tempo gasto

2) Um carro inicia o seu movimento e, passados 15s, encontra-se na posição 150m. No

instante de tempo de 35s, encontra-se na posição 350m. Determine a velocidade média do carro, em m/s.

   

DADOS:

v m =

s f – s i t f – t i

v m = 350 – 150 35 - 15

v m = 200

v m = 10m/s

t i = 15s

instante de tempo inicial

20

s i = 150m posição inicial

t f = 35s

s f =350m instante de tempo final v m = ???

instante de tempo final

3)

Uma bicicleta percorre uma distância de 12km em 2h. Determine a velocidade média da bicicleta , em km/h.

v m = 6 Km/h

4) Uma moto inicia o seu movimento e, passados 150s encontra-se na posição 1500m. No instante de tempo de 200s, encontra-se na posição 2200m. Determine a velocidade média da moto, em m/s.

v m = 14 m/s

5)

Uma bicicleta percorre uma distância de 7200m em 3600s. Determine a velocidade média da bicicleta , em m/s.

 

v m = 2 m/s

6)

Uma moto inicia o seu movimento e, passados 100s, encontra-se na posição 1500m. No instante de tempo de 300s, encontra-se na posição 4200m. Determine a velocidade média da moto, em m/s.

 

v m = 13,5 m/s

7)

Uma bicicleta percorre uma distância de 15000m em 3000s. Determine a velocidade média da bicicleta , em Km/h.

v m = 18 Km/h

8) Uma moto inicia o seu movimento e, passados 50s, encontra-se na posição 1000m. No instante de tempo de 150s, encontra-se na posição 2200m. Determine a velocidade média da moto, em m/s.

3

v m = 12 m/s

MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORME (M.R.U.):

É o tipo de movimento em que a velocidade do corpo não sofre alteração em todo o intervalo de tempo em que o movimento está sendo analisado. Resumindo, é todo movimento onde a velocidade do corpo é constante (sempre o mesmo valor).

M.R.U. Velocidade constante e diferente (≠≠≠≠) de 0

ATENÇÃO: a velocidade do movimento não pode ser nula (zero), pois nessa condição o corpo estaria em repouso e poderia estar parado.

FUNÇÃO HORÁRIA DAS POSIÇÕES: S(t) É a fórmula matemática que fornece a posição do corpo em Movimento Uniforme (M.R.U.), em qualquer instante de tempo. Pode ser escrita matematicamente:

1)

S = S 0 + vt

, onde: S = posição final (m); S 0 = posição inicial (m); v = velocidade constante (m/s); t = instante de tempo (s).

PROBLEMAS:

Um corpo movimenta-se com velocidade constante sobre uma trajetória retilínea, obedecendo à função horária s = 20 + 4t (no S.I.). Determinar:

a)

a sua posição inicial e sua velo- cidade;

s =

s 0 20
s 0
20

+

v .t 4.t

v .t

4.t

s 0 = 20m v = 4m/s

s =

+

comparando os valores

 

b) sua posição no instante de tempo de 5s.

Dados:

t

= 5s

s = 20 + 4.t

S

0 = 20m

s = 20 + 4.5

S = ???

s = 20 + 20

S = 40m
S = 40m

c) o instante em que o corpo passa pela posição 60m.

DADOS:

t

= ???

s = 20 + 4t

- 4t = - 40

x(-1)

S = 60m

60 = 20 + 4t

4t = 40

S

0 = 20m

60 - 20 = 4t

t = 40 / 4

v

= 4m/s

40 = 4t

t = 10s
t = 10s

2) Um trem de 200m de comprimento tem velocidade constante de 20m/s. Determine o tempo gasto pelo trem para ultrapassar completamente uma ponte de 50m de comprimento. (veja

esquema abaixo)

DADOS:

v = 20m/s (→) 250m 50m
v = 20m/s (→)
250m
50m

= 20m/s

v

t

S

= ???

trem = 250m

ponte = 50m

S

A função horária que descreve o movimento da traseira do trem (ponto A) no início da ultrapassagem é: s = s 0 + vt Considerando o ponto A no inicio da ultrapassagem como nosso referencial (S 0 = 0m), temos: s = 0 + 20t

s = 250m
s = 250m

Quando o trem completa a ultrapassagem (ponto A chega ao final da ponte): s = 200(trem) + 50(ponte)

Substituindo S na função horária:

s = 0 + 20.t

250

= 0 + 20t

t = 12,5 s
t = 12,5 s
 

250

= 20t

t = 250

esse é o tempo gasto

- 20 t = -250 20t = 250

x(-1)

20

trem para atravessar a completamente a ponte.

3)

Um Opala se movimenta em linha reta, com velocidade constante, em uma estrada, obedecendo à função horária s = 5 + 18t (no S.I.). Determine:

a)

a

sua

posição

inicial

e

a

sua

b)

sua posição no instante de 210s;

velocidade;

 
 
s 0 = 5m v= 18m/s
s 0 = 5m
v= 18m/s
 

s = 3785m

c)

o instante de tempo em que o carro passará pela posição 1805m.

 

4

t = 100s
t = 100s
4) Um Opala possui 4,5m de comprimento movimenta-se com velocidade constante de 10m/s e necessita
4)
Um Opala possui 4,5m de comprimento movimenta-se com velocidade constante de 10m/s e
necessita ultrapassar completamente uma ponte de 195,5m de comprimento. Calcule o
tempo que ele levará para atravessá-la completamente.
t = 20s
5)
Um trem de 290m de comprimento tem velocidade constante de 8m/s. Determine o tempo
gasto pelo trem para ultrapassar completamente uma ponte de 150m de comprimento.
t
= 55s
6)
Um Opala se movimenta em linha reta, com velocidade constante, em uma estrada,
obedecendo à função horária s = 10 + 10t (no S.I.). Determine:
a)
a
sua
posição
inicial
e
a
sua
b) sua posição no instante de 310s;
velocidade;
s 0 = 10m
v = 10m/s
s = 3110m
c)
o instante de tempo em que o carro passará pela posição 5010m.
t = 500s
7) Um caminhão de 45m de comprimento tem velocidade constante de 4m/s. Determine o
tempo gasto pelo trem para ultrapassar completamente uma ponte de 355m de
comprimento.
t
= 100s
8)
Um trem de 280m de comprimento tem velocidade constante de 15m/s. Determine o tempo
gasto pelo trem para ultrapassar completamente uma ponte de 1370m de comprimento.
t
= 110s
5

Aceleração: a Vimos em aulas anteriores que um movimento pode ser caracterizado pela sua velocidade. Por esse motivo, a velocidade de um movimento é uma grandeza física muito importante na análise de um movimento. Em nosso cotidiano, em boa parte das vezes realizamos movimentos que possuem velocidades que variam no decorrer do tempo: aumentamos a velocidade do carro para realizar uma ultrapassagem ou desviar de um pedestre, corremos para atravessar a rua e depois diminuímos a velocidade, o motorista de um ônibus diminui a velocidade utilizando o freio, etc. Sempre que em um movimento ocorre uma variação de velocidade, surge uma grandeza física nesse movimento. Essa grandeza recebe o nome de Aceleração (a). Podemos definir a aceleração de um corpo como sendo a grandeza física que relaciona a variação da velocidade de um corpo num determinado intervalo de tempo. Matematicamente, temos:

e teremos:

a = ∆v ∆t
a = ∆v
∆t

, onde: a = aceleração (m/s 2 ); v = variação da velocidade (m/s) t = variação do tempo (m/s)

A unidade de aceleração no Sistema Internacional é o m/s 2 . Se necessitarmos, podemos utilizar a definição de variação () na expressão acima

a = ∆∆∆∆v ∆∆∆∆t

=

v f – v i t f – t i

, onde: a = aceleração (m/s 2 );

v f = velocidade final do corpo (m/s); v i = velocidade inicial do corpo (m/s); t f = instante de tempo final (s); t i = instante de tempo inicial (s).

PROBLEMAS:

1)

A velocidade de um corpo varia de 5m/s para 20m/s em 3s. Calcule a aceleração média do corpo, neste trecho.

Dados:

v i = 5m/s

a = v

aplicando a definição de variação em cima

a = v 2 - v 1

a = 20 - 5

a = 15

V f = 20m/s t = 3s

t

t

3

3

a = 5m/s 2
a = 5m/s 2

2)

Calcule a aceleração média de um carro, sabendo que a sua velocidade varia de 4m/s para 12m/s em 2s.

a = 4m/s 2
a
= 4m/s 2

3) O anúncio de um certo tipo de automóvel, menciona que o veículo, partindo do repouso, atinge a velocidade de 108 m/s em 6 segundos. Qual a aceleração escalar média desse automóvel, nesse trecho?

a = 18m/s 2

4) Partindo do repouso, um avião percorre a pista e atinge a velocidade de 144 m/s em 36 segundos. Qual o valor da aceleração escalar média no referido intervalo de tempo?

a = 4m/s 2

5) Um ônibus varia a sua velocidade em 30m/s num intervalo de tempo de 15s. Calcule a aceleração desse ônibus, nesse trecho.

6

a = 2m/s 2

MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO: M.R.U.V. Este tipo de movimento possui aceleração e essa aceleração é constante. Nesse movimento, devido à aceleração, a velocidade do corpo varia constantemente em todo o intervalo de tempo, enquanto durar o movimento. A trajetória desse movimento é uma linha reta (por isso Retilíneo). Resumindo: M.R.U.V aceleração constante (e diferente de zero) velocidade variável. ATENÇÃO: nesse movimento, a aceleração NÃO pode ser nula (zero), pois assim não teríamos variação da velocidade, o que implica numa velocidade constante e, portanto, voltamos ao Movimento Uniforme.

constante e, portanto, voltamos ao Movimento Uniforme. FUNÇÕES HORÁRIAS DO MRUV: a) Função Horária da

FUNÇÕES HORÁRIAS DO MRUV:

a) Função Horária da Velocidade em Função do Tempo: v(t) Fornece a velocidade do corpo (em M.R.U.V.) em qualquer instante de tempo (t). É expressa:

v = v 0 +a.t

, onde: v = velocidade instantânea (m/s); v 0 = velocidade inicial (m/s);

 
 

a

= aceleração do movimento (m/s 2 );

ACELERAÇÃO CONSTANTE

t

= instante de tempo (s).

1)

PROBLEMAS:

Uma partícula movimenta-se com aceleração constante e adquire velocidade que obedece à função horária v = 20 + 4.t (no S.I.). Determine:

a)

a sua velocidade inicial e a aceleração da partícula;

v
v

v = 20 +

= v 0 + v 0 = 20m/s

4 .t a .t ↓ a = 4m/s 2
4
.t
a .t
a = 4m/s 2
b) a velocidade da partícula no instante 2s; DADOS: t = 2s v = ???
b) a velocidade da partícula no instante 2s;
DADOS:
t = 2s
v = ???
→ vamos substituir t pelo seu valor (2)
v = 20 + 4.t
v = 20 +4.2
v = 28m/s
v = 20 +8

c) o instante de tempo onde a partícula atinge a velocidade de 40m/s

DADOS:

 

t

v

= ?

= 40m/s

Vamos substituir v pelo seu valor (40)

na função horária da velocidade:

v = 20 + 4.t 40 = 20 + 4.t 40 - 20 = 4t

v = 20 + 4.t 40 = 20 + 4.t 40 - 20 = 4t

20 = 4t 4t = 20 t = 20

 

4

t = 5s
t = 5s

2)

A função horária da velocidade de um carro em movimento com aceleração constante é v = 5 + 17.t (no S.I.). Determine:

a) a sua velocidade inicial e a aceleração da partícula;

v = 5 + 17 .t v = v 0 + a .t ↓ ↓
v
= 5 +
17 .t
v
= v 0 +
a .t
v 0 = 5m/s
a = 17m/s 2

b) a velocidade da partícula no instante 20s;

DADOS:

t = 20s v = ???

vamos substituir t pelo seu valor (20)

v = 5+17.t v= 5 +17.20 v = 5+340 v = 345m/s

= 5+17.t → v= 5 +17.20 → v = 5+340 ↓ v = 345m/s c) o

c) o instante de tempo onde a partícula atinge a velocidade de 100m/s.

3)

DADOS:

 

t

v

= ?

= 100m/s

Vamos substituir v pelo seu valor (100)

na função horária da velocidade:

v = 5 + 17.t 100 = 5 + 17.t 100 - 5 = 17.t

v = 5 + 17.t 100 = 5 + 17.t 100 - 5 = 17.t

95 = 17.t 17.t = 95 t = 95

17

t = 5,58s
t = 5,58s

Uma partícula em movimento com aceleração constante adquire velocidade que obedece à função horária v = 12t (no S.I.). Determine:

b) a velocidade da partícula no instante

a) a sua velocidade inicial e a aceleração da partícula;

15s;

v 0 = 0m/s a = 12m/s 2
v 0 = 0m/s
a = 12m/s 2
v = 180m/s
v = 180m/s

7

c) o instante de tempo onde a partícula atinge a velocidade de 120m/s

t = 10s
t = 10s

4)

A função horária da velocidade de um carro em movimento com aceleração constante é v =

2

+ 9.t (no S.I.). Determine:

 

a)

a

sua

velocidade

inicial

e

a

b) a velocidade da partícula no instante

aceleração da partícula;

 

30s;

 
v 0 = 2m/s a = 9m/s 2
v 0 = 2m/s
a = 9m/s 2
v = 272 m/s
v
= 272 m/s
 

c) o instante de tempo onde a partícula atinge a velocidade de 137m/s.

 
t = 15s
t
= 15s
 

d) o instante de tempo onde a partícula atinge a velocidade de 20 m/s;

 
t = 2s
t
= 2s
 

e) a aceleração da partícula no instante de 5s.

a = 9m/s 2
a = 9m/s 2

5)

A função horária da velocidade de um carro em movimento com aceleração constante é v =

5 - 10.t (no S.I.). Determine:

a)

a sua velocidade inicial e a aceleração da partícula;

b)

a

velocidade

da

partícula

no

instante 15s;

 
 

v 0 = 5m/s a = -10m/s 2

 
v = -145 m/s
v
= -145 m/s

c)

o instante de tempo onde a partícula atinge a velocidade de -195m/s.

 
 
t = 20s
t
= 20s

d)

o instante de tempo onde a partícula atinge a velocidade de -15 m/s;

 
 
t = 2s
t
= 2s

8

MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO: M.R.U.V. (continuação)

b) Função Horária da Posição em Função do Tempo: S(t)

Fornece a posição em que o corpo (em M.R.U.V.) se encontra para um dado instante de tempo qualquer. É expressa:

s = s 0 + v 0 .t + 1.a.t 2 2
s = s 0 + v 0 .t + 1.a.t 2
2

, onde: s = posição final (m);

s 0 = posição inicial (m);

v

a = aceleração (m/s 2 );

= velocidade inicial (m/s);

0

t = instante de tempo (s).

ACELERAÇÃO DEVE SER CONSTANTE!

PROBLEMAS:

1) Um corpo desloca-se sobre uma trajetória retilínea (com aceleração constante), obedecendo

à função horária s = 65 + 2.t – 3.t 2 (no S.I.). Determine:

a sua posição inicial, sua velocidade

inicial e a sua aceleração;

a)

b) a função horária da velocidade:

Do item anterior, temos: v 0 = 2m/s a = - 6 m/s 2

v = 2-6t

s = s 0 + s 0 = 65m v 0 = 2m/s
s =
s 0 +
s 0 = 65m
v 0 = 2m/s

s = 65 + 2 .t

.t

2

v = v 0 + a .t v = 2 + (-6).t
v = v 0 +
a .t
v = 2 + (-6).t

v 0 .t +

- 3 2
-
3
2

1.a .t 2

1.a. = -3

1.a = (-3).2

2

a = -6 m/s 2

c) o instante em que o corpo passa pela origem das posições (s = 0m).

s = 0m s = 65 + 2t - 3t 2

0 = 65 + 2t - 3t 2 equação do 2º grau para resolvê-la devemos utilizar a Fórmula de Bháskara Para deixá-la na forma geral:

3t 2 - 2t - 65 = 0 aplicando a fórmula de Bháskara:

a = 3

t = -b ± () 1/2

b = - 2

2.a

t = -(-2) ± (784) 1/2

2.3

c = - 65 = b 2 - 4.a.c = (-2) 2 - 4.3.(-65)

= 4 + 780

= 784

= 2 ± 28

6

t' = 2+28

6

t'' = 2 - 28

6

t'' = -26

6

t' = 30 → t' = 5s 6 t" = - 4,33s
t' = 30
t' = 5s
6
t" = - 4,33s

RESPOSTA DO PROBLEMA

não tem sentido físico por ser negativo!

d)

a posição do corpo instante de 10s.

 

t

= 10s

s = 65 +

2.t

- 3 t 2

s

= ???

s = 65 + 2.10 - 3.(10) 2

s = 65 + 20 – 300

 

s = 65 + 20 - 3.100

 
s = - 215 m
s = - 215 m

ATENÇÃO: em Física, intervalos de tempo com valores negativos não tem sentido. Isso acontece devido ao fato de que, sendo negativos, esses tempos representariam valores que ocorreram antes do inicio do movimento, o que é incoerente. Por exemplo, para o problema acima, o valor de t’’ indicaria que o corpo passou pela posição inicial 4,3 segundos ANTES de começar a se movimentar, o que é incoerente.

2) Um corpo desloca-se sobre uma trajetória retilínea (com aceleração constante), obedecendo

à função horária s = 40 – 2.t + 2.t

2

(no S.I.). Determine:

a) a sua posição inicial, sua velocidade inicial e a sua aceleração;

b) a função horária da velocidade:

9

s 0 = 40m v 0 = - 2m/s a = 4m/s 2
s 0 = 40m
v 0 = - 2m/s
a = 4m/s 2
v = - 2 + 4.t
v = - 2 + 4.t

c)

d)

3)

a)

b)

c)

o instante em que o corpo passa pela posição 52m;

a posição do corpo no instante de 20s.

t = 3s
t = 3s
s = 800m
s = 800m

Um corpo desloca-se sobre uma trajetória retilínea (com aceleração constante), obedecendo à função horária s = 4 – 6.t + 7.t 2 (no S.I.). Determine:

a sua posição inicial, sua velocidade inicial e a sua aceleração;

a função horária da velocidade:

a posição do corpo no instante de 15s.

10

s 0 = 4m v 0 = - 6m/s a = 14m/s 2
s 0 = 4m
v 0 = - 6m/s
a = 14m/s 2

v = - 6 + 14.t

s = 1489m
s = 1489m

EQUAÇÃO DE TORRICELLI:

Relaciona diretamente a velocidade com o espaço percorrido por um corpo em M.R.U.V. Tem por principal vantagem de utilização o fato de que a Equação de Torricelli é uma equação que não depende de valores de tempo. É expressa:

1)

v 2 = v 0 2 + 2.a. s

, onde: v = velocidade final (m/s); v 0 = velocidade inicial (m/s); a = aceleração (m/s 2 ); CONSTANTE s = s f - s i = distância percorrida (m).

PROBLEMAS:

Uma bicicleta tem velocidade inicial de 4m/s e adquire uma aceleração constante de 1,8 m/s 2 . Qual é a sua velocidade após percorrer uma distância de 50m?

DADOS:

 

V 0 = 4m/s

v 2 = v 0 2 + 2.a.∆∆∆∆s

v 2 = 196

 

a = 1,8m/s 2 s = 50m

v 2 = 4 2 + 2.(1,8).50 v 2 = 16 + 180

v =

196
196

v = 14m/s

v

= ???

2)

Um carro corre a uma velocidade de 20m/s. Quando freado, pára totalmente após percorrer 50m. Calcule a aceleração introduzida pelos freios do carro.

V 0 = 20m/s

parado (v = 0m/s)

DADOS: v 0 = 20m/s ∆s = 50m v 2 = v 0 2 +
DADOS:
v 0 = 20m/s
∆s = 50m
v 2 = v 0 2 + 2.a.∆∆∆∆s
- a = 400
v →
= 0m/s
PARADO!
0 2 = (20) 2 + 2.a.50
100
a = ???
∆s = 50m
0 = 400 + 100.a
-100.a = 400
- a = 4
x(-1)

a = - 4m/s 2

é negativa pois faz a velocidade diminuir no decorrer do tempo.

3)

Uma moto tem velocidade inicial de 7m/s e adquire uma aceleração constante de 12 m/s 2 . Qual será a sua velocidade após percorrer 400m?

v = 98,229m/s

4)

Um Opala preparado corre a uma velocidade de 60m/s. Quando freado, pára totalmente após percorrer 30m. Calcule a aceleração introduzida pelos freios do carro.

a = - 60 m/s 2

5)

Um Opala parte do repouso e movimenta-se com aceleração constante de 10 m/s 2 . Determine a velocidade do carro após ele percorrer uma distância de 45m.

v = 30m/s

11

QUEDA DOS CORPOS:

Ao abandonarmos um corpo qualquer nas proximidades da Terra, ele cai em direção ao chão. Como o corpo entra em movimento, podemos acreditar que existe uma força que fará com que o corpo seja atraído em direção ao chão e inicie esse movimento. Essa força surge devido à existência do Campo Gravitacional que a Terra produz, envolvendo-a, e atua sobre todos os corpos que estejam nas suas proximidades, fazendo com sejam atraídos em direção ao centro de Gravidade do Planeta Terra. Agora imagine a seguinte situação: do alto de um prédio de 20 andares de altura, vamos abandonar (soltar) simultaneamente dois corpos diferentes: 1 tijolo e uma pena de galinha. Qual dos dois corpos chegará ao solo primeiro? Se você pensou que é o tijolo, acertou. Como existe ar ao redor da Terra, na atmosfera, onde aconteceu essa experiência, ele “atrapalhou“ o movimento da pena e do tijolo. Pelo fato da pena apresentar massa menor, o ar atrapalhou muito mais a queda da pena do que a queda do tijolo. Para evitar que o ar atrapalhe a nossa experiência, vamos pensar no que aconteceria caso abandonássemos os mesmos dois corpos num lugar onde não existisse o ar, chamado de vácuo. Sem nada para atrapalhar o movimento de queda dos corpos, os dois chegariam ao solo exatamente juntos, mesmo tendo tamanhos, massas e formatos bem diferentes. Nessas condições, chamamos este movimento de queda de Queda Livre (livre da resistência do ar). Assim, se não há nada para atrapalhar o movimento de queda, o corpo cairá com aceleração constante, que é a

). Se a

aceleração é constante, temos então o Movimento Uniformemente Variado, que já estudamos. A novidade é que agora o valor da aceleração será sempre chamado de g (ao invés de a) e sempre terá o valor já apresentado. Pensando assim, podemos escrever:

aceleração da gravidade, chamada de g (vamos considerar esse valor como sendo igual a 10m/s 2

, ou seja: g = 10m/s 2

TODOS OS CORPOS, INDEPENDENTE DA SUA MASSA, FORMA OU TAMANHO, CAEM COM A MESMA ACELERAÇÃO NO VÁCUO. ESSA ACELERAÇÃO É CONSTANTE E RECEBE O NOME DE ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE (g).

ATENÇÃO: como, na ausência do ar, podemos considerar que esse movimento de queda seja o M.U.V. já

estudado, vamos utilizar as mesmas equações (fórmulas) do M.U.V., fazendo apenas o “ajuste” de trocar a aceleração (a) pela aceleração da gravidade (g). Como na subida o corpo estará sendo freado, devemos

considerar a aceleração negativa e substituiremos g pelo seu valor, agora negativo:

g = - 10m/s 2
g = - 10m/s 2

PROBLEMAS:

1)

Um corpo é lançado do solo, verticalmente para cima, com velocidade inicial de 30m/s. Desprezando a resistência do ar e admitindo g = 10m/s 2 , calcular:

DADOS:

v 0 = 30m/s s 0 = 0m lançado do solo g = - 10m/s 2

na subida

= 0m → lançado do solo g = - 10m/s 2 ↑ na subida a) as

a) as funções horárias da velocidade e da posição do corpo;

velocidade v = v 0 + g.t v = 30 + (-10).t v = 30 – 10.t

posição

s = s 0 + v 0 .t + 1.g.t 2

a = g = - 10m/s 2 v = 30 - 10.t
a = g = - 10m/s 2
v = 30 - 10.t

2

s = 0 + 30.t +1 .(-10).t 2

2

s

s

= 30.t - 10.g.t 2

2

= 30.t - 5.t 2

2 2 s s = 30.t - 10 .g.t 2 2 = 30.t - 5.t 2

b)

o

tempo gasto pelo corpo para atingir a altura máxima;

 

DADOS:

 

função horária da velocidade

v = 30 – 10.t

 

Na altura máxima, o corpo encontra-se parado. Assim, a sua velocidade é: v = 0m/s

10.t = 30 t = 30

t = 3s
t = 3s

0 = 30 – 10.t -30 = -10.t -10.t = -30 x(-1)

10

c)

altura máxima atingida em relação ao solo; DADOS:

a

s = 30.t – 5.t 2 s = 30.3 – 5.(3) 2

s = 90 – 5.9 s = 90 – 45

S

= ???

s = 45m
s = 45m

t

= 3s tempo gasto pelo corpo para atingir a altura máxima

 

altura máxima atingida

d)

o

tempo gasto pelo corpo para retornar ao solo;

 

DADOS:

Função Horária da Posição (item a)

 

s = 0m no solo, a altura é zero!

s = 30.t – 5.t 2 0 = 30.t – 5.t 2 eq. 2º grau incompleta

t = ???

 

5.t 2 – 30.t = 0 colocando t em evidência

 

t.(5.t – 30) = 0 5.t – 30 = 0 5.t = 30

 

t = 0s (não serve, pois em 0s o corpo ainda não foi lançado) Tempo que o corpo

 

t = 30

t = 6s
t = 6s
 

demora para subir

   

5

e descer.

e)

a velocidade do corpo ao chegar ao solo.

 

DADOS:

Função horária da velocidade

v = 30 – 10.t

 

v

= ???

v = 30 – 10.6

v = 30 – 60 v = 30 – 60

v = - 30m/s
v = - 30m/s

velocidade negativa, pois aponta para baixo!

t

= 6s

tempo gasto para o corpo retornar ao solo (item d)

 

12

ACELERAÇÃO CONSTANTE (g) g 10m/s 2

M.U.V.

2)

Uma bola é lançada do solo, verticalmente para cima, com velocidade inicial de 40m/s. Desprezando a resistência do ar e admitindo g = 10m/s 2 , calcular:

a) as funções horárias da velocidade e da posição do bola;

v

s

= 40 – 10.t

= 40.t – 5.t 2

b) o tempo gasto pela bola para atingir a altura máxima;

c) a altura máxima atingida em relação ao solo;

d) o tempo gasto pelo corpo para retornar ao solo;

e) a velocidade do corpo ao chegar ao solo.

13

t = 4s
t = 4s
S = 80m
S = 80m
t = 8s
t = 8s

v = - 40 m/s

DINÂMICA:

É a parte da Mecânica que estuda as causas dos movimentos dos corpos. FORÇA: são interações entre corpos, que causam variações no seu estado de movimento ou uma deformação no corpo. É caracterizada por uma intensidade (módulo), uma direção e um sentido, sendo assim uma grandeza vetorial. UNIDADE (S.I.) N (newton). FORÇA RESULTANTE: é a força (única) que substitui todas as forças aplicadas sobre um corpo e produz sobre esse corpo o mesmo efeito de todas as outras forças. Pode ser representada pela soma vetorial de todas as forças que atuam sobre um corpo. INÉRCIA: é a tendência que os corpos tem em permanecer no seu estado de movimento, ou seja: se o corpo está em repouso, ele tende a permanecer em repouso e se está em movimento, ele tende a permanecer em movimento.

MASSA DE UM CORPO: É a quantidade de inércia de um corpo. Está diretamente associada à quantidade de matéria (átomos) que o corpo possui. Quanto mais matéria, maior a Inércia do corpo.

1ª LEI DE NEWTON (ou Princípio da Inércia):

Sob a condição de força resultante nula, um corpo tende a permanecer ou em repouso ou em movimento com velocidade constante.

ou em repouso ou em movimento com velocidade constante. Analisando a charge acima, percebemos que o

Analisando a charge acima, percebemos que o menino movimentava-se junto com o skate com uma determinada velocidade. Ao encontrar um obstáculo, o skate foi obrigado a parar repentinamente. Como o menino possui uma determinada massa, ele tem obrigatoriamente uma inércia. Assim, a sua inércia faz com que o menino continue a se movimentar, fazendo com que ele continue a ir para frente, mesmo sem o skate. Temos nesse exemplo uma aplicação direta da Lei da Inércia (ou primeira Lei de Newton), pois todo corpo em movimento tende a continuar em movimento. Outro exemplo de aplicação da Lei da Inércia pode ser percebido facilmente quando andamos de ônibus: quando o ônibus está em movimento e o motorista freia bruscamente, devemos nos segurar para evitar uma queda, pois estávamos em movimento junto com o ônibus e temos a tendência a continuar esse movimento, indo para frente.

2ª LEI DE NEWTON (ou Princípio Fundamental da Dinâmica):

A resultante das forças aplicadas a uma partícula é igual ao produto da sua massa pela aceleração adquirida. É

F R = força resultante (N); m = massa da partícula (Kg); a = aceleração adquirida através da aplicação da força (m/s 2 ).

expressa matematicamente:

F R = m.a
F R = m.a

, onde:

Através da Segunda Lei de Newton podemos concluir que uma força, quando aplicada sobre um corpo (em certas situações), pode alterar a velocidade desse corpo. Por exemplo, um corpo parado pode começar a se movimentar ou um corpo que estava em movimento pode parar de se movimentar. Como essa força aplicada sobre o corpo causa uma variação na sua velocidade, surge uma aceleração que atua sobre o corpo e será diretamente proporcional à massa do corpo. A equação matemática da Segunda Lei de Newton aqui apresentada constitui-se de uma aproximação simplificada da equação verdadeira, que é uma Equação Diferencial. Como no Ensino Médio as Equações Diferenciais não fazem parte do conteúdo programático, aplicamos esta aproximação, pois trata-se de um Princípio Físico de grande e real importância.

14

1)

PROBLEMAS:

Um corpo de massa 2kg, apoiado sobre um plano horizontal sem atrito, sofre a ação de duas forças horizontais (F 1 e F 2 ) de intensidade 10N e 4N respectivamente, conforme indica a figura abaixo. Determine a aceleração adquirida pelo corpo.

F 2 F 1
F 2
F 1

Força Resultante: F R = F 1 + F 2

Aplicando a 2ª Lei de Newton F R = m.a 6 = 2.a a = 6

F R = 10 + (- 4)

F R = 6N

→ a = 3m/s 2 2
a = 3m/s 2
2

2)

Um bloco de massa 4Kg que desliza sobre um plano horizontal sem atrito está sujeito à ação das forças F 1 e F 2 , conforme a figura abaixo. Sendo a intensidade da força F 1 = 15N e F 2 = 5N, determine a aceleração do corpo.

F

2

F

1

F 2 F 1
F 2 F 1
F 2 F 1
a = 2,5m/s 2
a = 2,5m/s 2

3)

Um carro de massa 1200Kg desliza sobre um plano horizontal sem atrito, sujeito à ação das forças F 1 e F 2 , conforme a figura abaixo. Sendo a intensidade da força F 1 = 200N e F 2 = 2600N, determine a aceleração do corpo .

F 1 F 2
F 1
F 2

PESO DE UM CORPO: (P)

a = 2 m/s 2
a = 2 m/s 2

Peso é a Força de atração gravitacional que a Terra exerce sobre um corpo próximo a ela. É expresso matematicamente: P = m.g , onde: P = peso do corpo (N):

matematicamente: P = m.g , onde: P = peso do corpo (N): m = massa do

m = massa do corpo (Kg); g = 10m/s 2 - aceleração local da gravidade (m/s 2 ).

ATENÇÃO: Peso e massa são grandezas diferentes. Massa é uma propriedade exclusiva do corpo, não dependendo do local onde está sendo medida. Peso é uma grandeza que está associada à aceleração da gravidade e, portanto, seu valor dependerá do local onde está sendo medido.

PROBLEMAS:

1)

Determine o peso de um corpo de massa de 70kg, considerando g = 10m/s 2 .

 

DADOS:

P = m . g

P = 700N
P = 700N
 

m

= 70K

P = 70 . 10

PESO DO CORPO! A MASSA DO CORPO CONTINUA SENDO DE 70KG

g = 10m/s 2

 

P

= ???

2)

Calcule a massa de um corpo que possui peso de 20000 N, considerando g = 10m/s 2

 
 

m = 2000Kg

3)

Calcule o peso, na Terra (g = 10m/s 2 ), dos seguintes corpos:

 

a) um automóvel de massa 1000Kg;

 

P

= 10000N

b) uma motocicleta de massa 150Kg;

 

P

= 1500N

c) uma carreta carregada, de massa total 50000Kg

 

P

= 500000N

15

3ª LEI DE NEWTON: Princípio da Ação e Reação:

A toda ação corresponde uma reação, com mesma intensidade, mesma direção e sentidos contrários.

Esse Princípio da Física não só é bem conhecido como é muito importante. Através da sua compreensão é que se torna possível entender muitos fenômenos que ocorrem em nosso cotidiano e que nos parecem fatos extremamente banais e corriqueiros. Vamos a alguns exemplos:

extremamente banais e corriqueiros. Vamos a alguns exemplos: 1) Na charge acima, sobre os personagens da

1) Na charge acima, sobre os personagens da TURMA DA MÔNICA, de Maurício de Souza, a Mônica utiliza-se de seu coelhinho Sansão para bater em Cebolinha. Considerando isso como uma Ação, a reação esperada é que a cabeça do Cebolinha também bata no Sansão. Como o Sansão também é “agredido”, sofre um desgaste natural e também se estraga, causando tristeza à Mônica. De maneira simplificada, o Sansão bate na cabeça do Cebolinha (ação) e a cabeça do Cebolinha “bate” no Sansão (reação). ATENÇÃO: no exemplo, a força de ação atua sobre a cabeça do Cebolinha e a força de reação atua sobre o Sansão.

do Cebolinha e a força de reação atua sobre o Sansão. 2) Um jogador de futebol

2) Um jogador de futebol descalço, ao chutar com bastante força uma bola bem cheia para frente, pode sentir alguma dor no seu pé enquanto ele está em contato com a bola. Considerando a força aplicada sobre a bola, através do chute, como ação, a bola exercerá uma reação sobre o pé do jogador. É essa reação que causa a dor no pé do jogador, ao chutar a bola. De maneira simplificada, o jogador chuta a bola e a bola “bate” no pé do jogador, formando um par de forças de ação e de reação. ATENÇÃO: no exemplo, a força de ação atua sobre a bola e a força de reação atua sobre o pé do jogador.

3)

Como um automóvel consegue se movimentar para frente?

RESPOSTA POPULAR: Porque o motor empurra o carro pra frente. Na prática, para empurrar o carro para frente, o pneu deve girar para trás.

RODA
RODA

PNEU

O motor do carro aplica uma força sobre os pneus que os fazem girar no sentido horário, neste exemplo. Assim, temos o pneu aplicando uma força sobre o asfal- to (horizontal e da direita para a esquerda), que é a nossa ação. Como reação, o asfalto aplica uma força também horizontal (mesma direção), mas com sentido contrário (da esquerda para a direita) sobre o pneu, que acaba fazendo o carro se se movimentar para frente.

que acaba fazendo o carro se se movimentar para frente. Giro do pneu (ação) Movimento do
que acaba fazendo o carro se se movimentar para frente. Giro do pneu (ação) Movimento do

Giro do pneu (ação)

Movimento do carro (reação)

Neste exemplo, a força de ação atua sobre o asfalto e a força de reação atua sobre o pneu (que faz parte do carro, portanto eles se movimentam juntos).

ATENÇÃO: ao contrário do que possa parecer, as forças de ação e de reação NUNCA podem se anular (a força resultante entre elas nunca é nula). Isso acontece devido ao fato de que as forças de ação e de reação ATUAM SOBRE CORPOS DIFERENTES. Atuando em corpos diferentes, não podemos efetuar a soma entre elas, pois só podemos calcular a força resultante que atua num MESMO corpo, e não em corpos distintos. No exemplo 1, temos uma força atuando sobre o Cebolinha e a outra sobre o Sansão. No Exemplo 2, temos uma força atuando

16

sobre a bola e outra força atuando sobre o pé do jogador. No Exemplo 3, temos uma força atuando sobre o asfalto e outra força atuando sobre o pneu do carro.

PROBLEMAS:

1) Dois blocos de massa m A = 2kg e m B = 3kg estão apoiados sobre uma superfície

horizontal perfeitamente lisa (sem atrito) e são empurrados por uma força (F) constante de 20N, conforme a figura abaixo. Determine:

 

a)

a aceleração do conjunto;

 
     
 

DADOS:

a

= ?

F R = m .a

 

F

F

A

B

F

R = 20N

F R =

(m A + m B ) .a

m

A = 2kg

20 = (2 + 3) .a

 

m

B = 3kg

20 = 5.a a = 20

Analisando a figura, percebe-se que os dois corpos se movimen- tam juntos. Assim: m = m A + m B

 

5

a = 4m/s 2
a = 4m/s 2

ATENÇÃO: como os dois corpos movimentam-se juntos, ambos possuem a mesma aceleração, que nesse

exemplo é de 4m/s 2 .

b) a intensidade da força que atua sobre o bloco B;

B F AB
B
F AB
 

A Figura ao lado representa as forças que atuam apenas

 

F R = m .a F AB = m B . a

sobre o corpo B. F AB significa Força que A exerce sobre B.

F AB = 3 . 4

F AB = 12N
F AB = 12N

c) a intensidade da força que atua sobre o bloco A;

F A
F A

F BA

A Figura ao lado representa

as forças que atuam apenas sobre o corpo A. F BA significa Força que B exerce sobre A.

F R = m .a

F – F BA = m A . a 20 – F BA = 2 .4 20 – F BA = 8 - F BA = 8 - 20

- F BA = - 12

x (-1)

F BA = 12N
F BA = 12N

d) analise os itens b) e c);

Se compararmos F AB com F BA , percebemos que essas Forças possuem o mesmo Módulo:

F AB = F BA = 12N

Segundo a Terceira Lei de Newton, é exatamente isso que deve acontecer, pois as forças de Ação e de Reação possuem a mesma intensida- de.

As forças de Ação e de Re- ação tem sentidos contrários conforme pode ser observado nas figuras dos itens b) e c):

F AB tem sentido da esquerda para a direita e F BA tem sen- tido da direita para a esquer- da. Assim, F AB e F BA possuem sentidos contrários.

2) Dois blocos de massa m A = 4kg e m B = 5kg estão apoiados sobre uma superfície

horizontal perfeitamente lisa (sem atrito) e são empurrados por uma força (F) constante de 180N, conforme a figura abaixo. Determine:

B

F

constante de 180N, conforme a figura abaixo. Determine: B F A a) a aceleração do conjunto;

A

a) a aceleração do conjunto;

 
a = 20m/s 2
a = 20m/s 2

b)

a intensidade da força que atua sobre o bloco B;

 
F AB = 100N
F AB = 100N

17

c) a intensidade da força que atua sobre o bloco A;

d) analise os itens b) e c);

F BA = 100N
F BA = 100N

3) Dois blocos de massa m A = 7kg e m B = 3kg estão apoiados sobre uma superfície horizontal

perfeitamente lisa (sem atrito) e são empurrados por uma força (F) constante de 100N, conforme

a figura abaixo. Determine:

A

B

F

de 100N, conforme a figura abaixo. Determine: A B F a) a intensidade da força que

a)

a intensidade da força que atua sobre o bloco A:

F BA = 70N
F BA = 70N

a) a aceleração do sistema:

a = 10m/s 2
a = 10m/s 2

c) a intensidade de força que atua sobre o

bloco B.

F AB = 70N
F AB = 70N

4)

perfeitamente lisa (sem atrito) e são empurrados por uma força (F) constante de 1000N,

conforme a figura abaixo. Determine:

Dois blocos de massa m A = 9kg e m B = 41kg estão apoiados sobre uma superfície horizontal

B A F
B
A
F

b) a intensidade da força que atua sobre o

bloco A:

F BA = 820N
F BA = 820N

a) a aceleração do sistema:

a = 20m/s 2
a = 20m/s 2

c) a intensidade de força que atua sobre o

bloco B.

18

F AB = 820N
F AB = 820N

FORÇAS DE ATRITO:

São forças que surgem devido ao contato entre duas superfícies. São forças chamadas de dissipativas, devido ao fato de que “roubam” parte da energia que os corpos possuem para se movimentar.

É graças à ação das forças de atrito que um carro, ou mesmo uma bicicleta,

começam a diminuir a sua velocidade (até parar completamente) quando paramos de fornecer energia para que o corpo se movimente. Em geral, é responsabilidade da força de atrito o desgaste das peças de um carro, dos pneus de um carro, da sola dos nossos calçados, etc. Considerando simplificadamente que essa força de atrito atrapalha os movimentos dos corpos, de onde ela surge? Responderemos isso utilizando o desenho abaixo, que é a vista microscópica de duas superfícies aparentemente planas:

A nível microscópico, a figura ao lado representa duas superfícies distintas e planas a olho nu. Imaginando que nós vamos deslizar a Superfície A sobre a Superfície B, fica claro que esse movimento irá requerer um certo esforço, principalmente se existir uma força peso atuando. É devido a essas irregularidades microscópicas de uma superfície que surgem as forças de atrito.

Superfície A Superfície B
Superfície A
Superfície B

De maneira simplificada, temos dois tipos de forças de atrito:

Forças de Atrito Estático: F e

É a força de atrito que surge num corpo quando ele encontra-se parado até a

iminência de entrar em movimento. Podemos calcular essa força através da fórmula:

F e = µ e .N
F e = µ e .N

, onde: F e = Força de atrito estático (N); µ e = Coeficiente de atrito estático;

N = Força Normal (N).

OBSERVAÇÃO: A Força Normal representa a reação ao peso que a superfície de apoio oferece ao corpo para evitar que o corpo caia. Assim, vamos sempre considerar que essa força é numericamente igual ao PESO do corpo. Só para relembrar, calculamos o peso de um corpo através da fórmula: P = m.g , onde: P = Peso do corpo (N);

m = massa do corpo (kg); g = aceleração da gravidade (m/s 2 ) consideraremos como sendo g = 10 m/s 2

Forças de Atrito Dinâmico (ou Cinemático): F d

É a força de atrito que surge quando um corpo já encontra-se em movimento,ou

seja, apresenta uma velocidade. Podemos calcular essa força através da fórmula:

F d = µ d .N
F d = µ d .N

, onde: F d = Força de atrito Dinâmico (N); µ d = Coeficiente de atrito dinâmico;

N = Força Normal (N).

VIDE OBSERVAÇÃO

ATENÇÃO: em geral, a Força de Atrito Estático será sempre maior do que a Força de Atrito Dinâmico.

PROBLEMAS:

1) Um bloco de massa m = 10kg encontra-se parado sobre uma mesa horizontal onde os

coeficientes de atrito estático e dinâmico valem, respectivamente, 0,4 e 0,3. Considerando g = 10 m/s 2 , calcule a intensidade da força que deve ser aplicada paralelamente à mesa, capaz de:

a) fazer o bloco entrar em movimento;

F

   
     
 

DADOS:

 

Como precisamos da Força Normal,

 

m

= 10Kg

vamos calcular o peso do corpo:

µ e = 0,4 µ d = 0,3

 

N = P = m.g

   

g

= 10 m/s 2

P = m.g

P = 10.10

N = P = 100N

Como o corpo está parado, na iminência de se movimentar:

Força de atrito estático F e = µ e .N F e = (0,4).(100) F e = 40N

Para fazer o bloco entrar em movimento, a força ve ser maior do que a força da atrito. Portanto:

aplicada de-

F > 40N
F > 40N

b) fazer o bloco de movimentar com velocidade constante (Movimento Uniforme);

DADOS:

m = 10Kg

µ e = 0,4 µ d = 0,3

g = 10 m/s 2

Já temos a Força Normal:

N = P = 100N

Como o corpo está em movimento:

Força de atrito dinâmico F d = µ d .N F e = (0,3).(100) F d = 30N

Assim, a intensidade da força aplicada deve ser:

F = 30N
F = 30N

19

ATENÇÃO: se a força aplicada for de 30N, a força resultante que atua sobre o corpo será nula e,assim, podemos afirmar que ele se movimentará com velocidade constante, estando em M.U.(movimento Uniforme).

2) Um bloco de massa m = 22kg encontra-se parado sobre uma mesa horizontal onde os coeficientes de atrito estático e dinâmico valem, respectivamente, 0,6 e 0,5. Considerando g =

10 m/s 2 , calcule a intensidade da força que deve ser aplicada paralelamente à mesa, capaz de:

a) fazer o bloco entrar em movimento;

F> 132N
F> 132N

b) fazer o bloco de movimentar com velocidade constante (Movimento Uniforme);

F = 110N
F
= 110N

3) Um bloco de massa m = 200kg encontra-se parado sobre uma mesa horizontal onde os

coeficientes de atrito estático e dinâmico valem, respectivamente, 0,2 e 0,1. Considerando g =

10 m/s 2 , calcule a intensidade da força que deve ser aplicada paralelamente à mesa, capaz de:

a) fazer o bloco entrar em movimento;

F>400N
F>400N

b) fazer o bloco de movimentar com velocidade constante (Movimento Uniforme);

F = 200N
F
= 200N

4) Um bloco de massa m = 50kg encontra-se parado sobre uma mesa horizontal onde os

coeficientes de atrito estático e dinâmico valem, respectivamente, 0,66 e 0,51. Considerando g =

10 m/s 2 , calcule a intensidade da força que deve ser aplicada paralelamente à mesa, capaz de:

a) fazer o bloco entrar em movimento;

F > 330N
F
> 330N

b) fazer o bloco de movimentar com velocidade constante (Movimento Uniforme);

20

F = 255N
F
= 255N

ENERGIA:

O conceito de energia pode ser considerado intuitivo, pois cada um de nós pode

enunciar esse conceito de maneiras muito diferentes, porém corretas. Isso acontece, pois não

podemos tocar com as mãos e visualizar a energia. Sabemos que ela existe devido aos seus efeitos, que podem ser visualizados com facilidade. Sabemos que a energia não pode ser criada e nem destruída, mas apenas transformada de um tipo em outro. Esse é o Princípio de Lavoisier. Assim, para medir a quantidade de energia transferida de um corpo para outro, vamos introduzir o conceito de Trabalho.

TRABALHO: δ

O conceito de Trabalho, em Física, está associado à idéia de que uma força que,

quando aplicada a um corpo, provocará sobre o corpo um deslocamento. Ou seja, a posição do corpo será obrigatoriamente alterada. Se a força aplicada ao corpo não produz sobre ele um deslocamento, dizemos que a força não realizou Trabalho (assim, a força não transferiu energia suficiente ao corpo para que ele sofresse um deslocamento).

Matematicamente, temos:

Esquematizando, temos:

δ = F.d.cos α , onde: δ = Trabalho (J);

F

= Força aplicada ao corpo (N);

d

= deslocamento sofrido pelo corpo (m);

α = ângulo existente entre a força e o des-

locamento do corpo (º).

F
F
α
α
α
α

α

α
α
α

sentido de deslocamento (nesse caso, horizontal)

ATENÇÃO: pode-se calcular o trabalho realizado por uma Força através de um gráfico Força x Deslocamento (F x d). Nesse caso, basta calcular a área (retângulo, quadrado, etc) da figura apresentada no gráfico, nos intervalos desejados. TABELA DE VALORES DE SENO E COSSENO:

Para não existir a necessidade de informarmos os valores de seno e de cosseno em cada problema, apresentaremos os valores mais utilizados na Tabela abaixo. Sempre que necessário, é só consultar. Talvez você já tenha utilizado essa Tabela em Matemática.

Ângulo α

Sen α

Cos α

0

1

30º

0,5

0,866

45º

0,707

0,707

60º

0,866

0,5

90º

1

0

Tabela 1 – valores de seno e cosseno

PROBLEMAS:

1) Um corpo sofre um deslocamento de 10m, quando sofre a ação de uma força de intensidade 50N, conforme a indica figura abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos.

F
F

DADOS:

F = 50N α = 30º d = 10m δ = ???

δ = F.d.cos α δ = 50.10.cos 30º Tabela 1 δ = 50.10.(0,866)

δ = 433J
δ = 433J
30º
30º
30º
30º

30º

30º
30º
30º

2) Um corpo sofre um deslocamento de 410m, quando sofre a ação de uma força de intensidade 1050N, conforme indica a figura abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos.

F 60º
F
60º

δ = 215250J

abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =
abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =
abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =
abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =
abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =
abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =
abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =
abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ =

21

3) Um corpo sofre um deslocamento de 250m, quando sofre a ação de uma força de intensidade 120N, conforme a indica figura abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos.

F
F

δ = 21210J

45º
45º
45º
45º

45º

45º
45º
45º

4) Um corpo sofre um deslocamento de 90m, quando sofre a ação de uma força de intensidade 50N, conforme indica a figura abaixo. Calcule o trabalho realizado pela força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos.

F 60º
F
60º
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
força, nesse deslocamento. Desconsidere os atritos. F 60º δ = 2250J 5) Um corpo de massa
δ = 2250J
δ = 2250J

5) Um corpo de massa 10Kg movimenta-se em linha reta sobre uma mesa lisa (sem atrito), em posição horizontal, sob a ação de uma força variável que atua na mesma direção do movimento, conforme indica o gráfico FXd abaixo. Calcule

o trabalho realizado pela força no deslocamento apresentado.

F

(N) 10 1 2 3 0 10 20 35
(N)
10
1 2 3
0 10
20 35

Como temos um gráfico F X d, podemos determinar a área do Gráfico para calcular o Trabalho. Para facilitar, dividiremos o Gráfico em 3 figuras e calcularemos a área de cada uma delas separadamente e depois iremos somá-las.

1
1

Triângulo Retângulo

 

δ 1 = base. altura

10m

2

10m

δ 1 = 10 . 10 = 100

Área 1 δ 1

d(m)

2

2

Área 2 δ 2 Retângulo

2
2

10m

δ 2 = 100J
δ 2 = 100J

δ 2 = base . altura

→ δ 2 = 10.10

10m

δ 1 = 50J
δ 1 = 50J

Área 3 δ 3

Triângulo Retângulo 10m

3
3

15m

δ 3 = base. altura

2

Para sabermos o Trabalho total, basta somar os trabalhos calculados: δ T = δ 1 + δ 2 + δ 3 δ T = 50 +100 + 75

δ 3 = 15.10 → δ 3 = 75J 2 → δ T = 225J
δ 3 = 15.10
δ 3 = 75J
2
δ T = 225J

6) Um corpo de massa 100Kg movimenta-se em linha reta sobre uma mesa lisa

(sem atrito), em posição horizontal, sob a ação de uma força variável que atua na mesma direção do movimento, conforme indica o gráfico FXd abaixo. Calcule

o trabalho realizado pela força no deslocamento apresentado.

F

(N) 50 1 2 3 0 20 40 75
(N)
50
1
2 3
0 20
40
75

d(m)

22

δ T = 2375J
δ T = 2375J

ENERGIA:

Quando dizemos que uma pessoa tem energia, podemos supor que essa pessoa tem grande capacidade de trabalhar. Quando a pessoa não tem energia, significa que diminuiu a sua capacidade de trabalhar. Essas considerações populares podem nos ajudar a entender a relação entre Energia e Trabalho, na Física. Em Física, podemos dizer que um corpo possui energia quando ele tem a capacidade de produzir Trabalho. A Energia pode se manifestar de várias formas: energia elétrica, energia térmica, energia mecânica, etc. Nesse momento, nosso objeto de estudo é a Energia Mecânica, a qual pode se apresentar de duas formas:

1) ENERGIA CINÉTICA: (E c ):

Quando um corpo se movimenta, ele possui energia e ao encontrar algum obstáculo, pode produzir Trabalho. Para exemplificar, imagine uma grande quantidade de água que se movimenta sobre uma rua, numa enxurrada. Uma pessoa que esteja no caminho dessa água pode ser levada pela enxurrada. Assim, o movimento da água realizou Trabalho sobre a pessoa (aplicou uma força que provocou deslocamento da pessoa). Neste exemplo, se o movimento da água foi capaz de produzir Trabalho sobre a pessoa, sabemos que o movimento da água possui uma energia, devida ao seu movimento. A energia que está associada ao movimento dos corpos é chamada de Energia Cinética(E C ). Assim, todo corpo que possui movimento e, portanto, velocidade, possuirá uma energia atribuída a esse movimento. Essa energia é chamada de Energia Cinética. Podemos calcular a Energia Cinética que um corpo em movimento possui através

da fórmula:

E c = 1.m.v 2 2
E c = 1.m.v 2
2

, onde:

E c = Energia Cinética (J);

m

= massa do corpo (Kg);

v

= velocidade do corpo (m/s).

Esta é a fórmula matemática da Energia Cinética de um corpo de massa m e velocidade v. Ela representa o Trabalho realizado pela força F para fazer a velocidade do corpo variar de um valor inicial (v 0 ) até um valor final (v f ). Como Trabalho é uma forma de Energia, os dois possuem a mesma unidade no Sistema Internacional (S.I.), que é o joule (J).

1)

PROBLEMAS:

Um Opala de massa 1100Kg movimenta-se com velocidade de 20m/s. Calcule a sua Energia Cinética.

DADOS:

   

m

= 1100Kg

E c = 1.m.v 2

E c = 1.1100.(20) 2

E c = 1.1100.400

E c = 440000

E c = 220000J

v

= 20 m/s

2

2

2

2

E

c = ???

2)

Um Opala de massa 1050Kg movimenta-se com velocidade de 2m/s. Calcule a sua Energia Cinética.

E c = 2100J

3)

Um Opala possui Energia Cinética de 450000J enquanto se movimenta. Sabendo que a sua massa é de 1000Kg, calcule a velocidade com que o carro se movimenta nesse instante.

DADOS:

m

= 1000Kg

E c = 1.m.v 2

450000 = 1.1000.v 2

450000. 2= 1000. v 2

900000 = v 2

v 2

= 900

v

= ???

2

2

   

1000

E

c = 450000J

v = (900) 1/2

v = 30 m/s

 

4) Um Opala possui Energia Cinética de 300000J enquanto se movimenta. Sabendo que a sua massa é de 1050Kg, calcule a velocidade com que o carro se movimenta nesse instante.

v = 23,90m/s

23

5)

6)

7)

8)

Uma Caravan de massa 1120Kg movimenta-se com velocidade de 15m/s. Calcule a sua Energia Cinética.

E c = 126000J

Um Opala de massa 1150Kg movimenta-se com velocidade de 8m/s. Calcule a sua Energia Cinética.

E c = 36800J

Um Opala possui Energia Cinética de 40000J enquanto se movimenta. Sabendo que a sua massa é de 1100Kg, calcule a velocidade com que o carro se movimenta nesse instante.

v = 8,528 m/s

Um Opala possui Energia Cinética de 1800000J enquanto se movimenta. Sabendo que a sua massa é de 1000Kg, calcule a velocidade com que o carro se movimenta nesse instante.

24

v = 60 m/s

TEOREMA DA ENERGIA CINÉTICA:

Considere um corpo qualquer de massa m que se movimenta com uma velocidade inicial (v 0 ). Sob a ação de uma força resultante, vamos considerar que a velocidade do corpo seja alterada, tornando-se, portanto, uma velocidade final (v f ).

tornando-se, portanto, uma velocidade final ( v f ). v 0 v f d Se utilizarmos

v 0

portanto, uma velocidade final ( v f ). v 0 v f d Se utilizarmos adequadamente

v f

portanto, uma velocidade final ( v f ). v 0 v f d Se utilizarmos adequadamente

d

Se utilizarmos adequadamente as definições matemáticas de Trabalho (δ), da 2ͣLei de Newton e da Equação de Torricelli, obteremos como resultado:

δ = Energia Cinética

LEMBRANDO QUE SIGNIFICA VARIAÇÃO, EM FÍSICA

Assim, lembrando da definição de variação, também podemos escrever:

δ = E cinética final - E cinética inicial

δ = 1.m.v f 2 -

2

1.m. v i

2

2

,onde: δ = trabalho (J); m = massa do corpo (Kg); v f = velocidade final do corpo (m/s); v i = velocidade inicial do corpo (m/s).

Através dessa dedução matemática, podemos enunciar o Teorema da Energia

Cinética: O Trabalho realizado pela Força Resultante que atua sobre um corpo é igual à variação da Energia Cinética desse corpo. Este Teorema possui grande utilidade na Física, principalmente em Mecânica. Utilizando-o, é possível calcular:

- a velocidade de uma partícula a partir de uma velocidade conhecida e do cálculo do trabalho das forças aplicadas.

- permite calcular o Trabalho realizado por certos tipos de Força, a partir de uma variação da velocidade da partícula;

- permite medir os diferentes tipos de energia transferidos para uma partícula em

movimento.

PROBLEMAS:

1) Um corpo de massa 10Kg realiza um movimento retilíneo sobre um plano horizontal sem atrito. Qual é o trabalho realizado por uma força que faz esse corpo variar a sua velocidade de 10m/s para 40 m/s?

DADOS:

m = 10Kg

δ = 1.m.v f 2 - 1.m. v i

2

δ = ???

2

2

v 0 = 10m/s v f = 40m/s

2

2

δ = 1.10.(40) 2 - 1.10.(10) 2

δ = 1.10.1600 - 1.10.100

Como não temos o valor da força nem o Deslocamento, o Trabalho será igual à Variação da Energia Cinética.

-

δ = 1.m.v f

2

1.m. v i

2

2

2

 

2

2

δ = 16000 - 1000

2

2

δ = 8000 - 500

δ = 7500J
δ = 7500J

2) Um corpo de massa 15Kg realiza um movimento retilíneo sobre um plano horizontal sem atrito. Qual é o trabalho realizado por uma força que faz esse corpo variar a sua velocidade de 5m/s para 55 m/s?

25

δ = 22500J
δ = 22500J
F r F r

F

r
r
F r F r

F

r
r

3)

Um corpo de massa 19Kg realiza um movimento retilíneo sobre um plano horizontal sem atrito. Qual é o trabalho realizado por uma força que faz esse corpo variar a sua velocidade do repouso (v i = 0m/s) para 25 m/s?

δ = 5937,5J
δ = 5937,5J

4)

Uma força constante e horizontal, de módulo F, atua sobre um corpo de massa 12Kg, fazendo com que a sua velocidade varie de 2m/s para 10m/s. Sabendo que o corpo sofreu um deslocamento horizontal de 24m, determine o valor da força F.

DADOS:

m = 12Kg

δ = 1.m.v f 2 - 1.m. v i

2

δ = ???

2

2

v 0 = 2m/s v f = 10m/s

2

2

d = 24m

δ = 1.12.100 - 1.12.4

Como não temos o valor da força aplicada sobre o corpo, o Trabalho será igual à Variação da Energia Cinética.

-

δ = 1.m.v f

2

1.m. v i

2

2

2

δ = 1.12.(10) 2 - 1.12.(2) 2

 

2

2

 

δ = 1200

- 48

2

2

δ = 576J
δ = 576J

δ →

= 600

- 24

 

Como agora sabemos o valor do Trabalho e do Deslocamento:

 

Como a Força é horizontal e o Deslo-

 

δ = F.d.cos α

camento também é horizontal, temos:

576

= F. 24. cos 0º

δ = F.d.cos α

α = 0º

576

= F . 24. 1

 
 

576

= F

F = 24N
F = 24N

24

5)

Assim, a intensidade da Força que atua sobre o corpo é de 24N. Uma força constante e horizontal, de módulo F, atua sobre um corpo de massa 15Kg, fazendo com que a sua velocidade varie de 1m/s para 31m/s. Sabendo que o corpo sofreu um deslocamento horizontal de 200m, determine o valor da força F.

 
F = 36N
F = 36N

6)

Uma força constante e horizontal, de módulo F, atua sobre um corpo de massa 20Kg, fazendo com que a sua velocidade varie de 0m/s para 35m/s. Sabendo que o corpo sofreu um deslocamento horizontal de 250m, determine o valor da força F.

26

F = 49N
F = 49N

2 – ENERGIA POTENCIAL: (E P )

Um corpo ou um sistema de corpos pode ter forças interiores capazes de modificar a posição relativa de suas diferentes partes. Como essas forças podem provocar deslocamento sobre o corpo, elas podem realizar trabalho (δ). Então, podemos entender que esses corpos possuem um tipo de energia. Essa energia é chamada de Energia Potencial, ou Energia de Posição, porque se deve à posição relativa que ocupam as diversas partes do corpo ou do sistema de corpos. É graças a essa energia que quando um carro é abandonado numa rampa, ele entra em movimento, ou a água se movimenta num rio, etc.

2.1 – ENERGIA POTENCIAL GRAVITACIONAL:

Considere um corpo de massa m posicionado próximo ao solo, a uma determinada altura (h) em relação ao solo, num local onde a aceleração da gravidade é g, conforme indica a figura abaixo:

m h
m
h

O Trabalho realizado por uma pessoa para elevar o corpo do solo até a altura h, com velocidade constante, deve ser igual à Energia Potencial Gravitacional que o corpo possui nessa posição, pois se o corpo for abandonado, entrará em movimento, caindo em direção ao solo, sendo a força Peso do corpo (P) a responsável por fazê-lo entrar em movimento. Assim, temos:

δ = E p
δ = E p

Assim:

por definição, temos:

δ = P.d

a força que causará movimento é o Peso: a força que causará movimento é o Peso:

δ = m.g.d

intercalando as fórmulas, temos:

P = m.g
P = m.g

Como a distância em questão é a altura do corpo em relação ao solo, temos:

questão é a altura do corpo em relação ao solo, temos: Do começo, temos que: δ

Do começo, temos que: δ = E p

δ = m.g.h

Assim, podemos concluir que:

E p = m.g.h

, onde: E p = Energia Potencial Gravitacional (J); m = massa do corpo (Kg);

g = aceleração local da gravidade (m/s 2 )

h = altura do corpo em relação ao solo (m).

RELEMBRANDO: como vamos considerar sempre como referência o nível do mar, a aceleração

da gravidade deverá ser, por aproximação:

g = 10m/s 2

Para efeitos de cálculo, vamos tomar sempre como referencial o solo, pois assim a altura será zero e a Energia Potencial Gravitacional do corpo, no solo, é nula. Isso facilita bastante nosso estudo.

PROBLEMAS:

Um corpo de massa 20Kg encontra-se localizado a uma altura de 6m, em relação ao solo. Calcule a sua Energia Potencial Gravitacional nessa posição.

1)

DADOS:

 

m = 20Kg

E p = m.g.h

   
 

h

= 6m

E p = 20.10.6

E p = 1200J

g

= 10m/s 2

2)

Um corpo de massa 25Kg encontra-se localizado a uma altura de 50m, em relação ao solo. Calcule a sua Energia Potencial Gravitacional nessa posição.

27

E P = 12500J

3)

Um corpo de massa 120Kg encontra-se localizado a uma altura de 16m, em relação ao solo. Calcule a sua Energia Potencial Gravitacional nessa posição.

E P = 19200J

4) Um carro de massa 1200Kg movimenta-se numa rodovia numa região de Serra. Sabendo que ele deve subir a Serra até uma altura de 450m, determine a energia consumida pelo motor do carro, supondo rendimento de 100%.

DADOS:

m

= 1200Kg

E p = m.g.h

   

h

= 450m

E p = 1200.10.450

E p = 5400000J

como o rendimento é de 100%, não há a ne- cessidade de levar em conta este fator.

g

= 10m/s 2

5)

Um carro de massa 950Kg movimenta-se numa rodovia numa região de Serra. Sabendo que ele deve subir a Serra até uma altura de 500m, determine a energia consumida pelo motor do carro, supondo rendimento de 45%.

DADOS:

 

Como o rendimento é de 45%, esta é a energia forne- cida pelo motor. A energia consumida pelo motor será 65% maior, por isso devemos multiplicar o resultado obtido por 1,65.

m

= 950K g

E p = m.g.h

h

= 500m

E p = 950.10.500 E p = 4750000J

g

= 10m/s 2

6)

E p = 4750000. (1,65)

E p = 7837500J

Um carro de massa 900Kg movimenta-se numa rodovia numa região de Serra. Sabendo que ele deve subir a Serra até uma altura de 800m, determine a energia consumida pelo motor do carro, supondo rendimento de 60%.

E p = 10080000J

7) Uma moto de massa 120Kg movimenta-se numa rodovia numa região de Serra. Sabendo que ele deve subir a Serra até uma altura de 350m, determine a energia consumida pelo motor da moto, supondo rendimento de 55%.

8)

E p = 609000J
E p = 609000J

Uma moto com seu motorista tem massa de 250Kg e movimenta-se numa rodovia numa região de Serra. Sabendo que ele deve subir a Serra até uma altura de 450m, determine a energia consumida pelo motor da moto, supondo rendimento de 60%.

28

E p = 1575000J

PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA:

O que é necessário para que um corpo (ou partícula) se movimente? Sabemos que um corpo pode entrar em movimento quando está submetido à ação de uma Força. Neste caso, a Força irá provocar um deslocamento no corpo e, portanto, irá realizar sobre ele um Trabalho (δ). Vimos que Trabalho pode ser interpretado como sendo um tipo de Energia. Assim, para que um corpo entre em movimento, ele deve ter ou receber Energia para que consiga se movimentar. Esse movimento é obtido através da transformação da Energia disponível de um tipo em outro (ou outros). Por exemplo, Energia Potencial em Energia Cinética, Energia Térmica em Energia Cinética, Energia Elétrica em Energia Cinética, etc. Se possuirmos um Sistema Energeticamente Isolado (onde não há perda de energia para o meio externo), podemos enunciar o Princípio da Conservação da Energia:

A Energia não poder ser criada e nem destruída, mas apenas transformada de um tipo em outro, sempre em quantidades iguais.

ENERGIA MECÂNICA: (E m ) Quando um corpo (ou partícula) se movimenta, em geral ele está utilizando as Energias Cinéticas e Potencias que possui, simultaneamente, para transformá-las em movimento.

Denominamos de Energia Mecânica (ou Energia Mecânica Total) a soma das energias Cinética e Potencial que o corpo possui. Matematicamente, podemos escrever:

E m = E c + E p

, onde:

E m = Energia Mecânica (J); E c = Energia Cinética (J); E p = Energia Potencial (J).

PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DA ENERGIA MECÂNICA:

Vamos estudar agora os sistemas chamados de Conservativos. Sistemas Conservativos são sistemas isolados onde as forças de interação são conservadas ao decorrer do tempo, ou seja, não são levadas em consideração as forças chamadas de dissipativas, como o Atrito e a Resistência do ar. Se vamos desconsiderar as forças que dissipam a energia que os corpos possuem, é de se imaginar que não existirão perdas energéticas no movimento. Assim, toda a energia mecânica que o corpo possuir será utilizada para fazê-lo se movimentar, sem nenhum tipo de dificuldade, atrapalho ou perdas. Assim, a Energia Mecânica do sistema permanecerá constante (será conservada) em todos os pontos do movimento do corpo. Então, podemos enunciar o Principio da Conservação da Energia Mecânica:

Em um sistema conservativo, a Energia Mecânica Total permanece constante.

Matematicamente, podemos escrever:

E m = E c + E p = CONSTANTE

, onde: E m = Energia Mecânica (J); E c = Energia Cinética (J); E p = Energia Potencial (J);

ATENÇÃO: esse Princípio só pode ser utilizado para Sistemas Conservativos. Para sistemas não conservativos, o resultado poderá não ser necessariamente uma constante.

1)

PROBLEMAS:

Um corpo de massa 10Kg é abandonado a partir do repouso de uma altura de 45m, num local onde a aceleração da gravidade é g = 10m/s 2 . Calcule a velocidade desse corpo ao atingir o solo. Considere que o sistema seja conservativo.

29

DADOS:

m = 10Kg v A = 0m/s repouso

 

ESQUEMATIZANDO

v B = ???

g = 10m/s 2

h = 45m

posição A (h A =45m)

v B = ???
v B = ???

v A = 0m/s (repouso)

posição B (h B =0m)

solo

Analisando a figura, pode-se perceber que na posição A, o corpo possui somente Ener- gia Potencial, pois sua velocidade é zero. Na posição B, o corpo possui só Energia Cinética, pois sua altura é zero. Assim, no decorrer do tempo, a Energia Potencial de A será transfor- mada totalmente em Energia Cinética em B.

Aplicando o Princípio da Conservação Da Energia Mecânica em A e B, temos:

E Mecânica em A = E Mecânica em B

E Cinética em A + E Potencial em A = E Cinética em B

+ E Potencial em B

E CA + E PA = E CB

+ E PB

1. m. (v A ) 2 + m.g.h A = 1. m. (v B ) 2 + m.g.h B

2

2

1. 10. (0) 2 + 10.10.45 = 1. 10. (v B ) 2 + 10.10.0