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Programa de Educação Continuada Gestão Ambiental Empresarial: Conceitos, Modelos e Instrumentos Coordenação: Profa.
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Programa de Educação Continuada

Programa de Educação Continuada Gestão Ambiental Empresarial: Conceitos, Modelos e Instrumentos Coordenação: Profa.

Gestão Ambiental Empresarial:

Conceitos, Modelos e Instrumentos

Coordenação: Profa. Carmen Augusta Varela

NORMAS ISO 14.000

Prof. Luciel Henrique de Oliveira

luciel.oliveira@fgv.br

2009

2 ISO 14000 – Gestão Ambiental ISO 14000 é uma série de normas desenvolvidas pela

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ISO 14000 – Gestão Ambiental

ISO 14000 é uma série de normas desenvolvidas pela ISO ( International Organization for Standardization - www.iso.org ) que estabelece diretrizes para a área de gestão ambiental em empresas.

Histórico

A necessidade de padronização dos processos de empresas que se utilizem de recursos

ambientais ou que causem impactos ambientais por algum de seus processos surgiu na década de 90, quando se concretizou a consciência dos impactos ambientais gerados pelo desenvolvimento industrial e econômico do mundo, que ainda são um grande problema para

autoridades e organizações ambientais.

Em 1993, a ISO criou o Comitê Técnico TC 207 com o objetivo de desenvolver normas (série 14000) nas seguintes áreas envolvidas com o meio ambiente: sistemas de gestão ambiental, auditorias, rotulagem ambiental, avaliação da performance ambiental, análise de ciclo de vida, definições e conceitos, integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos, comunicação ambiental e mudanças climáticas.

O Subcomitê 1 desenvolveu a norma ISO 14001, a mais conhecida das normas da série 14000,

que estabelece as diretrizes básicas para o desenvolvimento de um sistema que gerencie a questão ambiental dentro da empresa, ou seja, um sistema de gestão ambiental.

ISO 14001 – Sistema de Gestão do Meio Ambiente

Tudo que fazemos produz impacto e nosso planeta já começou a nos cobrar por nossas ações.

Objetivos da ISO 14001

A alma da ISO 14001 é a identificação de aspectos e impactos ambientais e a elaboração de

um programa para reduzir esses impactos, através de controles, metas e monitoramento a organização começa a reduzir ou eliminar seus impactos ambientais.

Grandes negócios como o setor automotivo, petroquímico e atualmente a produção de linha branca estão exigindo a certificação de seus fornecedores e tudo indica que em médio prazo essa norma será critério para a maioria dos clientes na compra de produtos e serviços.

A ISO 14001 tem vários princípios do sistema de gestão em comum com os princípios

estabelecidos na série de normas ISO 9000, e se aplica a qualquer tipo de empresa, independente de suas características.

São objetivos da ISO 41001:

• Estabelecer a criação, manutenção e melhoria do sistema de gestão ambiental;

• Verificar se a empresa está em conformidade (de acordo) com sua própria política ambiental e outras determinações legais;

• Permitir que a empresa demonstre isso para a sociedade;

• Permitir que a empresa possa solicitar uma certificação/registro do sistema de gestão

ambiental, por um organismo certificador externo, por meio de uma auditoria para verificação

da conformidade e adequação do sistema de gestão ambiental implantado na organização.

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Implantação da ISO 14001

A implantação da ISO 14001, entre outras coisas, ajuda a:

• Fortalecer a imagem e a participação no mercado;

• Reduzir incidentes que impliquem responsabilidade civil;

• Conservar matérias-primas e energia;

• Facilitar a obtenção de licenças e autorizações;

• Manter boas relações com a comunidade;

• Atender critérios de certificação do cliente.

Estrutura da ISO 14001

A estrutura da ISO 14001 – Meio Ambiente e da OSHAS 18001 – Medicina e Segurança é a

mesma, mais simples que a da ISO 9001 e mais objetiva, completamente baseada no PDCA – Plan, Do, Check e Action:

• Requisitos gerais

• Política

• Planejamento (aspectos, requisitos, objetivos, programas)

• Implementação e operação (estrutura, treinamento, comunicação, documentação, operação, emergências)

• Verificação e ação corretiva (monitoramento, medição, NC, AC e AP, registros, auditorias, análise)

Definições

A ISO 14001 traz definições para os seguintes termos utilizados na norma:

Melhoria contínua; Ambiente; Aspecto ambiental; Impacto ambiental; Sistema de gestão ambiental; Sistema de auditoria da gestão ambiental; Objetivo ambiental; Desempenho ambiental; Política ambiental; Meta ambiental; Parte interessada; Organização.

Desempenho ambiental; Política ambiental; Meta ambiental; Parte interessada; Organização. http://www.abnt.org.br

http://www.abnt.org.br

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ISO 14000

O que fazer para a empresa obter um Certificado ISO 14000?

Possuir um sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA), pois o certificado é para o SGA.

COMO isso pode ser feito?Há regras!!

A ISO 14000 é uma norma elaborada pela International Organization for Standardization, com

sede em Genebra, na Suíça, que reúne mais de 100 países com a finalidade de criar normas internacionais. Cada país possui um órgão responsável por elaborar suas normas. No Brasil

temos a ABNT, na Alemanha a DIN, no Japão o JIS, etc. A ISO é internacional e por, essa razão, o processo de elaboração das normas é muito lento, pois leva em consideração as características e as opiniões de vários países membros.

Todo o processo de elaboração da ISO 14000 foi semelhante ao que aconteceu com a ISO 9000 – Normas para o Sistema de Garantia da Qualidade.

É um erro dizer que uma empresa recebeu o certificado ISO 9000, pois não existe certificação

baseada nessa ISO, mas sim, na 9001, 9002 ou 9003. A ISO 9000 estabelece as diretrizes para selecionar qual norma deve ser usada em determinada empresa, enquanto que a ISO 9001, 9002 e 9003 são as normas que determinam quais são as especificações/requisitos que as empresas deverão seguir e atender para que possam obter a certificação através de auditoria realizada por um organismo Certificador.

A ISO 14000 segue a mesma sistemática, ou seja, não haverá certificação ISO 14000, mas,

sim, uma certificação baseada na 14001, norma esta que é a única da família ISO 14000 que

permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA).

A ISO 14000 – Sistema de Gestão Ambiental – Especificações com Guia para uso, estabelece

requisitos para as empresas gerenciarem seus produtos e processos para que eles não agridam

o meio ambiente, que a comunidade não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada num aspecto amplo. Então, para a empresa obter um certificado ISO 14000, ou melhor, certificado ISO 14001, é necessário que atenda as seguintes exigências:

1 – Política ambiental

A direção da empresa deve elaborar uma Política Ambiental que represente seus produtos e

serviços, que seja divulgada entre os funcionários e a comunidade. E que a direção demonstre que está comprometida com o cumprimento dessa política. Deve obter o cumprimento legal e buscar o melhoramento contínuo do desempenho ambiental da empresa.

2 – Aspectos ambientais

A organização precisa ter procedimentos que permitam identificar, conhecer, administrar e

controlar os resíduos que ela gera durante o processamento e uso do produto: Emissões

Atmosféricas, Efluentes Líquidos e Resíduos Sólidos.

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3 – Exigências legais

A empresa deve desenvolver uma sistemática para obter e ter acesso a todas as exigências

legais pertinentes a sua atividade. Essas exigências devem ficar claras à direção da empresa.

Os funcionários devem conhecer quais são essas exigências e quais as documentações necessárias para seu cumprimento.

4 – Objetivos e metas

A empresa deve criar objetivos e metas que estejam alinhados com o cumprimento da política

ambiental que foi definida. Esses objetivos e metas devem refletir os aspectos ambientais, os resíduos gerados e seus impactos no meio ambiente. Também deve considerar exigências

legais e outros aspectos inerentes ao próprio negócio.

5 – Programa de gestão ambiental

A organização deve ter um programa estruturado com responsáveis pela coordenação e

implementação de ações que cumpram o que foi estabelecido na política ambiental e as exigências legais, que atinjam os objetivos e metas e que contemplem o desenvolvimento de novos produtos e novos processos. Este programa deve, inclusive, prever ações contingenciais,

associadas aos riscos envolvidos e aos respectivos planos emergenciais.

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– Estrutura organizacional e responsabilidade

O

Programa de Gestão Ambiental deve integrar as funções dos funcionários da empresa,

através da descrição de cargos e funções relativas à questão ambiental. A empresa deve possuir um organograma que demonstre que suas inter -relações estão bem definidas e comunicadas

em toda a empresa. A direção da empresa deve definir um ou mais profissionais para que seja o representante dos assuntos específicos da Gestão Ambiental.

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– Conscientização e treinamento

O

programa de Gestão Ambiental deve prover treinamento aos funcionários com atribuições

na área ambiental, para que estejam conscientes da importância do cumprimento da política e objetivos do Meio Ambiente, das exigências legais e de outras definidas pela empresa. O

treinamento também deve levar em consideração todos os impactos ambientais reais ou potenciais associados as suas atividades de trabalho.

8 – Comunicação

A empresa deve possuir uma sistemática para enviar e receber comunicados relativos às

questões ambientais para seus funcionários e a comunidade.

9 – Documentação do Sistema de Gestão Ambiental

A empresa precisa ter um Manual dos Sistema de Gerenciamento Ambiental que contenha as

exigências ambientais da empresa.

6

10 – Controle de documentos

A empresa deve manter um sistema bem parecido com o controle de documentos da ISO 9000,

ou seja, procedimentos para que todos os documentos sejam controlados e assinados pelos responsáveis, com acesso fácil aos interessados, para manter atualizados, identificados,

legíveis e armazenados adequadamente. Os documentos obsoletos também devem ser retirados

do

local para evitar uso indevido.

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– Controle operacional

A

organização precisa ter procedimentos para fazer inspeções e o controle dos aspectos

ambientais, inclusive procedimentos para a manutenção e calibração dos equipamentos que

fazem esses controles.

12 – Situações de emergência

A empresa deve possuir procedimentos para prevenir, investigar e responder a situações de

emergência. Também deve ter planos e funcionários treinados para atuar em situações de emergência.

13 – Monitoramento e avaliação

A organização deve ter um programa para medir o desempenho ambiental através da inspeção

das características de controle ambiental e calibração dos instrumentos de medição para que atendam aos objetivos e metas estabelecidos.

14 – Não conformidade, ações corretivas e ações preventivas

A empresa deve definir responsáveis com autoridade para investigar as causas das não-

conformidades ambientais e tomar as devidas ações corretivas e preventivas.

15 – Registros

A organização precisa arquivar todos os resultados de auditorias, análises críticas relativas as

questões ambientais. O objetivo de ter esses registros é mostrar e provar, a quem quer que seja, que a empresa possui um Sistema conforme o que é exigido pela norma.

16 – Auditoria do Sistema da Gestão Ambiental

A organização precisa ter um programa de auditoria ambiental periódica e os resultados das

auditorias devem ser documentados e apresentados à alta administração da empresa.

17 – Análise crítica do Sistema de Gestão Ambiental (SGA)

Baseado nos resultados da auditoria do SGA, a organização deve fazer uma análise crítica do Sistema de Gestão Ambiental e as devidas alterações, para que atenda as exigências do mercado, clientes, fornecedores e aspectos legais, na busca da melhoria contínua.

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7 As Normas ISO 14.000 O British Standards Institution iniciou a criação de norma sobre SGA
7 As Normas ISO 14.000 O British Standards Institution iniciou a criação de norma sobre SGA
7 As Normas ISO 14.000 O British Standards Institution iniciou a criação de norma sobre SGA

As Normas ISO 14.000

O British Standards Institution iniciou a criação de norma sobre SGA no final dos anos 1980s, resultando daí a BS 7750 em 1992. Seguindo o exemplo desse órgão, em vários países foram criadas normas para o mesmo fim, gerando restrições ao comércio internacional. A ISO entra em cena. Em 1992 criou um grupo de assessoria denominado Strategic Advisory Group on the Environment (SAGE) para estudar as questões decorrentes da diversidade crescente de normas ambientais e seus impactos sobre o comércio internacional. O SAGE recomendou a criação de um comitê específico para a elaboração de normas sobre gestão ambiental, o Comitê Técnico 207 (TC 207). Em 1.996 são editadas as primeiras normas sobre gestão ambiental a cargo do Subcomitê 1 (SC1): a ISO 14.001 e 14.004, ambas sobre SGA. Desde então outras foram editadas sobre outros tópicos da gestão, tais como, auditoria ambiental, rotulagem ambiental, avaliação do ciclo do produto etc. Essas normas que em abril de 2.004 eram 25 formam um sistema de normas, de acordo com um ciclo PDCA ampliado, como mostra a Figura 1. O núcleo desse ciclo é a ISO 14.001 (o círculo azul na Figura 1), uma norma também concebida como um ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act). Todas as normas da gestão têm como base o ciclo PDCA, criado na década de 1930 por Walter A. Shewart para efeito da gestão da qualidade, e que passou a ser utilizado para outros propósitos tornando-se uma espécie de modelo padrão de gestão para implementar qualquer melhoria de modo sistemático e contínuo. As normas citadas na Figura 1 são autônomas, podendo ser implementadas de modo isolado. Porém há uma expectativa de que os melhores resultados venham a ser obtidos na medida em que as normas sejam usadas de modo articulado, como será mostrado a seguir em relação a implantação e manutenção de um SGA com base na ISO 14001 e ISO 14004. A norma ISO 14004 não é um guia para a ISO 14001, um equívoco muito comum observado inclusive na literatura acadêmica, mas um guia para um sistema de gerenciamento ambiental genérico e, portanto, mais abrangente que os próprios requisitos da ISO 14001.

Figura 1 – Modelo ISO 14001 e suas correlações com as demais normas da série 14000

ISO 14001 e ISO 14004

ISO 14001 e ISO 14004

Descrição Descrição Priorização Priorização do desempenho do desempenho Série ISO 14040 Série ISO 14040
Descrição
Descrição
Priorização
Priorização
do desempenho
do desempenho
Série ISO 14040
Série ISO 14040
dos aspectos
dos aspectos
ambiental dos
ambiental dos
Análise do Ciclo de Vida
Análise do Ciclo de Vida
ambientais
ambientais
Produtos.
Produtos.
Integração dos
Integração dos
Melhoria do
Melhoria do
aspectos
aspectos
desempenho
desempenho
ISO 14062
ISO 14062
ambientais no
ambientais no
ambiental
ambiental
Design
Design
projeto e
projeto e
dos produtos.
dos produtos.
desenvolvimento
desenvolvimento
Série 14020
Série 14020
Informações
Informações
Selos e declarações
Selos e declarações
sobre aspectos
sobre aspectos
ambientais
ambientais
ACTION
ACTION
ambientais dos
ambientais dos
Comunicação
Comunicação
Produtos.
Produtos.
PLAN
PLAN
do
do
desempenho
desempenho
Comunicação do
Comunicação do
Série 14063
Série 14063
ambiental
ambiental
desempenho
desempenho
Comunicações
Comunicações
CHECK
CHECK
DO DO
ambiental.
ambiental.
Ambientais
Ambientais
Descrição do
Descrição do
Série 14030
Série 14030
desempenho
desempenho
Avaliação do desempenho
Avaliação do desempenho
Monitoração
Monitoração
ambiental.
ambiental.
ambiental
ambiental
do
do
desempenho
desempenho
Informações sobre o
Informações sobre o
Série 19011
Série 19011
ambiental
ambiental
Desempenho do sistema
Desempenho do sistema
Auditorias do sistema de
Auditorias do sistema de
de gerenciamento
de gerenciamento
gerenciamento
gerenciamento
ambiental.
ambiental.
ambiental
ambiental
Sistema de Gerenciamento Ambiental
Sistema de Gerenciamento Ambiental

Fonte: Cajazeira & Barbieri, 2007

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1. Fase do Planejamento (Plan)

Para priorizar os aspectos ambientais da nova ISO 14001 (requisito 4.3.1) pode-se utilizar as normas da série 14040, elaboradas pelo Subcomitê 5 (SC5) que tratam da Análise do Ciclo de Vida, demonstradas no Quadro 1. A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é um instrumento da gestão ambiental aplicável a bens e serviços. O ciclo de vida que interessa à gestão ambiental refere-se aos aspectos ambientais de um bem ou serviço em todos os seus estágios, desde a origem dos recursos no meio ambiente, até a disposição final dos resíduos de materiais e energia após o uso, passando por todas as etapas intermediárias, como beneficiamento, transportes, estocagens e outras. A ACV também é conhecida pela expressão do berço ao túmulo (cradle to grave), berço indicando o nascedouro dos insumos primários mediante a extração de recursos naturais e túmulo, o destino final dos resíduos que não serão reusados ou reciclados.

Utiliza-se, ainda, a norma ISO TR (technical report) 14062 para integrar a avaliação dos aspectos e impactos ambientais com o projeto e desenvolvimento de produtos. Essa norma fornece conceitos e práticas atuais relativas à integração dos aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos assim ampliando e melhorando os requisitos no item 4.3.1, em especial na cláusula que especifica que a organização deve estabelecer e manter procedimentos para identificar os aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços dentro do escopo definido de seu SGA, que a organização possa controlar e àqueles os quais possa influenciar, levando em consideração os desenvolvimentos planejados ou novos, ou as atividades, produtos e serviços novos ou modificados (trecho da nova ISO 14001).

Quadro 1 - Normas que compõe a série de Análise do Ciclo de Vida (ACV)

ISO 14040

ISO 14041

ISO 14042

ISOTR

ISO TR

ISO TR

14043

14048

14049

Proporciona

Proporciona guia para determinar as metas e o escopo de um estudo de ACV e para o inventário de LCA

Proporciona um guia para a fase de avaliação de impacto de um estudo de ACV.

Proporciona guia para interpretar os resultados de um estudo de ACV.

Proporciona

Ilustra com

os elementos

informação

exemplos

gerais e

sobre o

como aplicar

metodologias

formato dos

os guias ISO 14041 e ISO

requeridas

dados para

para uma

suporte de

14042.

ACV de

 

uma ACV.

produtos e

 

serviços.

Fonte: Cajazeira & Barbieri, 2007

2. Fase de Execução (Do)

Nesta fase, com referência à comunicação (Nova ISO 14001 requisito 4.4.3), pode-se utilizar as normas da série 14000 relativas aos selos verdes e declarações ambientais, redigidas pelo TC 207 SC3, resumidas no Quadro 2. As comunicações ambientais também podem ser realizadas com o apoio da norma ISO 14063 que é um guia voltado às organizações que querem efetuar comunicações sobre seus aspectos e impactos ambientais. A norma ISO TR 14062, comentada acima, também pode ser utilizada nesta fase, especialmente para efeito do Controle Operacional da ISO 14001, requisito 4.4.6.

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Quadro 2 - Normas que compõe a série de Selos e Declarações Ambientais

ISO 14020

ISO 14021

ISO 14024

ISO TR 14025

Estabelece princípios gerais que servem como base para o desenvolvimento de guias e normas ISO para declarações ambientais.

Selos do tipo II:

Selos do tipo I:

Selo tipo III:

Proporciona guia em terminologia, símbolos, testes e metodologias de verificação para organizações que queiram efetuar autodeclarações dos seus aspectos ambientais relativos aos seus produtos e serviços.

Estabelece princípios orientadores e procedimentos para selos ambientais concedidos por terceira parte (programas de certificação ambiental de produtos).

Identifica e descreve elementos e itens a serem considerados quando for necessário executar uma declaração quantificada de produtos com base em dados decorrentes de uma ACV.

Fonte: Cajazeira & Barbieri, 2007

3. Fase de Verificação (Check)

Aqui se pode utilizar à série de normas de análise do desempenho ambiental para acompanhamento com indicadores ambientais dos compromissos de melhoria contínua previstos pela política ambiental. Avaliação do Desempenho Ambiental é um processo permanente de coleta e análise de dados e informações para verificar a situação atual das questões ambientais pertinentes à organização e prever as tendências futuras, com base em indicadores previamente estabelecidos. A ISO 14.031 apresenta diretrizes para selecionar e utilizar indicadores ambientais para avaliar o desempenho ambiental de organizações, enquanto a ISO 14.032 apresenta exemplos de aplicação desse instrumento. Os seguintes requisitos da nova ISO 14001 são plenamente correlacionados com as normas ISO 14031 e ISO TR 14032: a) monitoramento e medição (4.4.5); b) avaliação de conformidade legal (4.5.2). Além disso, no caso do requisito 4.5.5 (Auditoria Interna) da nova ISO 14001, aplica-se integralmente a norma ISO 19011, a primeira da série ambiental feita em conjunto com o Comitê Técnico 176 (Qualidade). Essa norma, que substituiu a ISO 14.010, 14.011 e 14.012, é a primeira aproximação efetiva entre as questões relativas à gestão da qualidade e do meio ambiente. Não se encontra na série de normas 14000 guias ou relatórios técnicos correlacionados diretamente com a fase de Ação (Actions), em especial na aplicação de ações corretivas e preventivas da ISO 14001. Após apresentar brevemente os elementos que compõe a série ISO 14000 e suas interações, será analisado o modus operandi do Comitê Técnico da ISO encarregado da sua elaboração, enfatizando as forças ou interesses envolvidos.

Críticas a ISO 14001 As críticas ao modelo ISO 14001 para um SGA podem ser agrupadas em quatro grandes núcleos:

1) as normas não levam a melhoria do desempenho ambiental; 2) as normas são elitistas e os custos de certificação abusivos; 3) as normas ISO interessam apenas aos países ricos; 4) as normas constituem barreiras não-tarifária.

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GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

1993 - CRIAÇÃO DO COMITÊ TÉCNICO 207 (TC 207) DA ISO.

NORMAS DA SÉRIE ISO 14000:

 

ISO 14001 - SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL - ESPECIFICAÇÃO COM ORIENTAÇÃO PARA USO.

ISO 14004 - SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL - DIRETRIZES GERAIS SOBRE PRINCÍPIOS, SISTEMAS E TÉCNICAS DE APOIO.

ISO 14010 - DIRETRIZES PARA A AUDITORIA AMBIENTAL - PRINCÍPIOS GERAIS DA AUDITORIA AMBIENTAL.

ISO 14011 - DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - AUDITORIA DE UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL.

ISO 14012 - DIRETRIZES PARA A AUDITORIA AMBIENTAL - CRITÉRIOS PARA A QUALIFICAÇÃO DE AUDITORES AMBIENTAIS.

ISO 14031 - AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO AMBIENTAL DO SISTEMA GERENCIAL E SEU RELACIONAMENTO COM O MEIO AMBIENTE.

ISO 14040 - PRINCÍPIOS GERAIS E PRÁTICAS PARA A ANÁLISE DO CICLO DE VIDA.

ISO 14060 - ASPECTOS AMBIENTAIS NAS NORMAS DE PRODUTOS.

GESTÃO AMBIENTAL SÉRIE ISO 14000 E DA QUALIDADE SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL POLÍTICA EFEITOS OBJETIVOS
GESTÃO AMBIENTAL
SÉRIE ISO 14000
E DA QUALIDADE
SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL
POLÍTICA
EFEITOS
OBJETIVOS
CONTROLES
AMBIENTAIS
PROGRAMA
E ALVOS
GERENCIAL

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

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GESTÃO AMBIENTAL

 

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

 
 

GERENCIAMENTO AMBIENTAL

OS 4 RS DA CULTURA AMBIENTAL

EVITAR

PREVENT

REDUZIR

REDUCE

REUTILIZAR

RE - USE

RECICLAR

RECYCLE

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

ANÁLISE CRÍTICA PELA ALTA ADMINISTRAÇÃO
ANÁLISE CRÍTICA PELA ALTA ADMINISTRAÇÃO

ANÁLISE CRÍTICA PELA ALTA ADMINISTRAÇÃO

SÉRIE ISO 14000

MELHORIA CONTÍNUA

MELHORIA CONTÍNUA POLÍTICA AMBIENTAL PLANEJAMENTO: ASPECTOS AMBIENTAIS REQUISITOS LEGAIS E OUTROS OBJETIVOS E METAS

POLÍTICA AMBIENTAL

PLANEJAMENTO:

ASPECTOS AMBIENTAIS REQUISITOS LEGAIS E OUTROS OBJETIVOS E METAS PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO:

ESTRUTURA E RESPONSABILIDADE TREINAMENTO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMPETÊNCIA COMUNICAÇÕES DOCUMENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL CONTROLE DE DOCUMENTOS CONTROLE OPERACIONAL EMERGÊNCIAS - PREPARO E RESPOSTA

AÇÕES CORRETIVAS E DE VERIFICAÇÃO:

MONITORAÇÃO E MEDIÇÃO NÃO-CONFORMIDADES E AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS REGISTROS AUDITORIAS DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

E MEDIÇÃO NÃO-CONFORMIDADES E AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS REGISTROS AUDITORIAS DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

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GESTÃO AMBIENTAL

 

SÉRIE ISO 14000

 

E

DA QUALIDADE

 
 

INTRODUÇÃO:

ASPECTOS GERAIS.

 

COMPROMISSO HIERÁRQUICO POR PARTE DE TODOS OS NÍVEIS.

 

COMPROMISSO

COM

O

CUMPRIMENTO

DA

LEGISLAÇÃO

E

DA

MELHORIA CONTÍNUA.

 

NORMAS ISO SÉRIE 9000 E ASPECTOS DE SAÚDE E SEGURANÇA.

 

NÃO TEM A INTENÇÃO EXPLICÍTA DE SER UTILIZADA COMO UMA BARREIRA AO LIVRE COMÉRCIO.

GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

 

ESCOPO:

 

A ISO 14001 PERMITE QUE UMA ORGANIZAÇÃO:

IMPLEMENTE, MANTENHA E MELHORE UM SGA.

ASSEGURE A CONFORMIDADE COM SUA POLÍTICA.

DEMONSTRE ESTA CONFORMIDADE A OUTROS.

BUSQUE A CERTIFICAÇÃO (3 a PARTE).

DECLARE-SE EM CONFORMIDADE COM A NORMA.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

13

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

MELHORIAS CONTÍNUAS: (3.1)

É O PROCESSO DE APRIMORAMENTO DO SGA DE FORMA A

MELHORAR O DESEMPENHO AMBIENTAL GERAL, EM CONFORMIDADE

COM A POLÍTICA AMBIENTAL.

MEIO AMBIENTE: (3.2)

O ENTORNO NO QUAL OPERA A ORGANIZAÇÃO, INCLUINDO

AR, ÁGUA, TERRA, RECURSOS NATURAIS, FLORA, FAUNA, SERES HUMANOS E SUAS INTER-RELAÇÕES. ELE ABRANGE DESDE O LOCAL

DA ORGANIZAÇÃO ATÉ O SISTEMA GLOBAL.

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

ASPECTOS AMBIENTAIS: (3.3)

OS ELEMENTOS DAS ATIVIDADES, PRODUTOS E SERVIÇOS DE UMA ORGANIZAÇÃO QUE POSSAM INTERAGIR COM O MEIO AMBIENTE.

IMPACTO AMBIENTAL: (3.4)

QUALQUER ALTERAÇÃO NO MEIO AMBIENTE, SEJA ADVERSA OU BENÉFICA, QUE RESULTE TOTAL OU PARCIALMENTE DE ATIVIDADES E SERVIÇOS DE UMA ORGANIZAÇÃO.

ASPECTO AMBIENTAL

E SERVIÇOS DE UMA ORGANIZAÇÃO. ASPECTO AMBIENTAL EMISSÃO DE GASES EM UMA CHAMINÉ CAUSA IMPACTO AMBIENTAL

EMISSÃO DE GASES EM UMA CHAMINÉ

CAUSA

DE UMA ORGANIZAÇÃO. ASPECTO AMBIENTAL EMISSÃO DE GASES EM UMA CHAMINÉ CAUSA IMPACTO AMBIENTAL POLUICÃO ATMOSFÉRICA

IMPACTO AMBIENTAL

POLUICÃO

ATMOSFÉRICA

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

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GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: (3.5) ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, ATIVIDADES DE PLANEJAMENTO, RESPONSABILIDADES, PRÁTICAS,
SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: (3.5)
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, ATIVIDADES DE PLANEJAMENTO,
RESPONSABILIDADES, PRÁTICAS, PROCEDIMENTOS, PROCESSOS E
RECURSOS PARA DESENVOLVER, IMPLEMENTAR, ALCANÇAR, ANALISAR
CRITICAMENTE E MANTER A POLÍTICA AMBIENTAL.
ESTRUTURA
ORGANIZACIONAL
PROCESSOS
PROCESSOS
ESTRATÉGIA
TECNOLÓGICOS E
GERENCIAIS
DE CONTROLE
PAPÉIS E
RESPONSABILIDADES
INDIVIDUAIS
O SISTEMA DEVE SER ADEQUADO, DOCUMENTADO E IMPLEMENTADO.

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

PARTE INTERESSADA: (3.11)

INDIVÍDUO OU GRUPOS PREOCUPADOS OU AFETADOS PELO DESEMPENHO AMBIENTAL DE UMA ORGANIZAÇÃO.

PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO: (3.13)

USO DE PROCESSOS, PRÁTICAS, MATERIAIS OU PRODUTOS QUE EVITAM, REDUZEM OU CONTROLAM A POLUIÇÃO E RESÍDUOS.

QUE EVITAM, REDUZEM OU CONTROLAM A POLUIÇÃO E RESÍDUOS. É NECESSÁRIO UM COMPROMETIMENTO COM A PREVENÇÃO

É NECESSÁRIO UM COMPROMETIMENTO COM A PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

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GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

 

POLÍTICA AMBIENTAL

A ALTA ORGANIZAÇÃO DEVE DEFINIR A POLÍTICA AMBIENTAL DA ORGANIZAÇÃO.

A ORGANIZAÇÃO DEVE ASSEGURAR QUE A POLÍTICA AMBIENTAL:

A)

SEJA APROPRIADA À NATUREZA, ESCALA E IMPACTOS AMBIENTAIS DE

SUAS ATIVIDADES, PRODUTOS E SERVIÇOS;

B) INCLUA UM COMPROMISSO COM AS MELHORIAS CONTÍNUAS E A PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO;

C)

INCLUA UM COMPROMISSO COM O CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO E

REGULAMENTAÇÕES AMBIENTAIS RELEVANTES E COM OUTROS REQUISITOS AOS QUAIS A ORGANIZAÇÃO ESTEJA SUJEITA;

D)

FORNEÇA A ESTRUTURA PARA ESTABELECER E ANALISAR CRITICAMENTE

SEUS OBJETIVOS E METAS AMBIENTAIS;

E)

SEJA DOCUMENTADA, IMPLEMENTADA, MANTIDA E COMUNICADA A TODOS

OS EMPREGADOS;

 

F) ESTEJA DISPONÍVEL PARA O PÚBLICO.

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

PLANEJAMENTO: (4.3)

ASPECTOS AMBIENTAIS: (4.3.1)

PROCEDIMENTOS PARA IDENTIFICAR OS ASPECTOS AMBIENTAIS QUE A ORGANIZAÇÃO POSSA CONTROLAR E SOBRE OS QUAIS ELA POSSA TER INFLUÊNCIA, BEM COMO PARA DETERMINAR OS ASPECTOS QUE EXERCEM OU POSSAM EXERCER IMPACTOS SIGNIFICATIVOS.

REQUISITOS LEGAIS E OUTROS: (4.3.2)

PROCEDIMENTOS PARA IDENTIFICAR E TER ACESSO ÀS EXIGÊNCIAS LEGAIS E OUTRAS DIRETAMENTE APLICÁVEIS AOS ASPECTOS AMBIENTAIS DE SUAS ATIVIDADES, PRODUTOS OU SERVIÇOS.

OBJETIVOS E METAS: (4.3.3)

ESTABELECER

E

MANTER

OBJETIVOS

E

METAS

AMBIENTAIS

DOCUMENTADAS EM TODOS OS NÍVEIS RELEVANTES DA ORGANIZAÇÃO.

PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL: (4.3.4)

ESTABELECER

E

MANTER

UM

PROGRAMA

PARA

ALCANÇAR

OS

OBJETIVOS E METAS INCLUINDO:

RESPONSABILIDADES PARA ALCANÇAR OBJETIVOS E METAS EM CADA NÍVEL;

MEIOS E PRAZOS PARA QUE OS OBJETIVOS E METAS SEJAM ALCANÇADOS.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

16

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: (4.4)

ESTRUTURA E RESPONSABILIDADES: (4.4.1)

FUNÇÕES, RESPONSABILIDADES E NÍVEIS DE AUTORIDADE DEVEM SER DEFINIDOS, DOCUMENTADOS E COMUNICADOS PARA FACILITAR UMA GESTÃO AMBIENTAL EFICAZ.

A ALTA ADMINISTRAÇÃO DEVE DESIGNAR UMA PESSOA PARA QUE A REPRESENTE PARA ASSUMIR FUNÇÕES, RESPONSABILIDADES E AUTORIDADE DEFINIDAS PARA:

ASSEGURAR QUE AS EXIGÊNCIAS DO SGA SEJAM ESTABELECIDAS, IMPLEMENTADAS E MANTIDAS.

RELATAR O DESEMPENHO DO SGA À ALTA ADMINISTRAÇÃO.

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: (4.4)

TREINAMENTO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMPETÊNCIA: (4.4.2)

IDENTIFICAR AS NECESSIDADES DE TREINAMENTO E EXIGIR QUE TODOS OS EMPREGADOS CUJO TRABALHO POSSAM GERAR UM IMPACTO SIGNIFICATIVO SOBRE O MEIO AMBIENTE TENHAM RECEBIDO TREINAMENTO ADEQUADO.

PROCEDIMENTOS PARA TORNAR OS EMPREGADOS DE QUALQUER FUNÇÃO OU NÍVEL CONSCIENTES DA (DOS):

IMPORTÂNCIA DA CONFORMIDADE COM A POLÍTICA, COM PROCEDIMENTOS E REQUISITOS DO SGA.

IMPACTOS AMBIENTAIS SIGNIFICATIVOS (REAIS OU POTENCIAIS) E DOS BENEFÍCIOS DE UM MELHOR DESEMPENHO PESSOAL.

FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES EM CONFORMIDADE, INCLUSIVE EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA.

CONSEQUÊNCIAS POTENCIAIS DOS DESVIOS.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

17

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: (4.4)

COMUNICAÇÕES: (4.4.3)

PROCEDIMENTOS PARA:

COMUNICAÇÃO INTERNA.

RECEBER, DOCUMENTAR E RESPONDER A COMUNICAÇÕES RELEVANTES POR PARTE DAS ENTIDADES EXTERNAS INTERESSADAS.

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

PARA:

SÉRIE ISO 14000

POLÍTICA

MANUAL

PROCEDIMENTOS

REGISTROS

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: (4.4)

DOCUMENTAÇÃO DO SGA: (4.4.4)

ESTABELECER E MANTER, EM PAPEL OU EM MEIO ELETRÔNICO,

DESCREVER OS ELEMENTOS ESSENCIAIS DE UM SGA E SUAS INTERAÇÕES.

FORNECER DIRETRIZES PARA A DOCUMENTAÇÃO PERTINENTE.

INSTRUÇÕES DE TRABALHO

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

18

GESTÃO AMBIENTAL

 

SÉRIE ISO 14000

 

E

DA QUALIDADE

   
 

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: (4.4)

 

CONTROLE DE DOCUMENTOS: (4.4.5)

 

PROCEDIMENTOS

 

PARA

CONTROLAR

TODOS

OS

DOCUMENTOS

EXIGIDOS A FIM DE ASSEGURAR QUE:

 

OS DOCUMENTOS POSSAM SER LOCALIZADOS.

OS DOCUMENTOS SEJAM AVALIADOS, REVISADOS E APROVADOS PERIODICAMENTE QUANTO A SUA ADEQUAÇÃO.

VERSÕES

ATUAIS

DOS

DOCUMENTOS

SEREM

DISPONÍVEIS

ONDE

REQUERIDOS.

DOCUMENTOS OBSOLETOS SEJAM REMOVIDOS.

 

DOCUMENTOS OBSOLETOS RETIDOS SEJAM APROPRIADAMENTE IDENTIFICADOS COMO TAL.

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: (4.4)

CONTROLE OPERACIONAL: (4.4.6)

IDENTIFICAR OPERAÇÕES E ATIVIDADES ASSOCIADAS COM ASPECTOS AMBIENTAIS SIGNIFICATIVOS QUE SE ENQUADREM NO ESCOPO DA POLÍTICA, OBJETIVOS E METAS.

PLANEJAR ATIVIDADES, INCLUINDO MANUTENÇÃO, PARA ASSEGURAR A REALIZAÇÃO DAS MESMAS SOB CONDIÇÕES ESPECIFICADAS AO:

ESTABELECER E MANTER PROCEDIMENTOS DOCUMENTADOS PARA OS CASOS ONDE A AUSÊNCIA DOS MESMOS POSSA CAUSAR DESVIOS DA POLÍTICA, DOS OBJETIVOS E DAS METAS.

ESTIPULAR CRITÉRIOS DE OPERAÇÃO.

ESTABELECER E MANTER PROCEDIMENTOS RELACIONADOS A ASPECTOS SIGNIFICATIVOS DOS BENS E SERVIÇOS UTILIZADOS.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

19

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO: (4.4)

EMERGÊNCIAS - PREPARO E RESPOSTAS: (4.4.7)

PROCEDIMENTOS PARA IDENTIFICAR AS SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA E DE ACIDENTES, RESPONDER A ELAS E PREVENI-LAS REDUZINDO OS IMPACTOS AMBIENTAS.

E DE ACIDENTES, RESPONDER A ELAS E PREVENI-LAS REDUZINDO OS IMPACTOS AMBIENTAS. PLANO DE EMERGÊNCIA /

PLANO DE EMERGÊNCIA / SIMULADOS

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

AÇÕES CORRETIVAS E DE VERIFICAÇÃO: (4.5)

MONITORAÇÃO E MEDIÇÃO: (4.5.1)

PROCEDIMENTOS PARA MONITORAR E MEDIR REGULARMENTE AS CARACTERÍSTICAS CHAVE DAS OPERAÇÕES E ATIVIDADES QUE POSSAM TER UM IMPACTO SIGNIFICATIVO SOBRE O MEIO AMBIENTE.

O EQUIPAMENTO DE MONITORAÇÃO DEVE SER CALIBRADO E OS REGISTROS RETIDOS DE ACORDO COM OS PROCEDIMENTOS DA ORGANIZAÇÃO.

ESTABELECER E MANTER UM PROCEDIMENTO PARA AVALIAR PERIODICAMENTE A CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO E OS REGULAMENTOS.

NÃO-CONFORMIDADE E AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS: (4.5.2)

PROCEDIMENTOS DEFININDO RESPONSABILIDADES E AUTORIDADE PARA MANUSEIO E INVESTIGAÇÃO DE NÃO-CONFORMIDADES, TOMADAS DE AÇÃO PARA REDUZIR OS IMPACTOS E DAR INÍCIO E CONCLUIR AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

20

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

AÇÕES CORRETIVAS E DE VERIFICAÇÃO: (4.5)

REGISTROS: (4.5.3)

PROCEDIMENTOS

PARA

IDENTIFICAÇÃO,

DISPOSIÇÃO DOS REGISTROS AMBIENTAIS.

AUDITORIA DO SGA: (4.5.4)

MANUTENÇÃO

E

PROGRAMA E PROCEDIMENTOS PARA AUDITORIAS PERIÓDICAS DO SGA PARA:

DETERMINAR SE O SGA:

ESTÁ EM CONFORMIDADE COM O QUE FOI PLANEJADO E COM A NORMA ISO 14001.

FOI IMPLEMENTADO E É MANTIDO.

FORNECER INFORMAÇÕES À ALTA DIREÇÃO.

GESTÃO AMBIENTAL

E DA QUALIDADE

SÉRIE ISO 14000

ANÁLISE CRÍTICA PELA ALTA DIREÇÃO: (4.6)

A ALTA ADMINISTRAÇÃO DEVE EM INTERVALOS POR ELA DETERMINADOS, REALIZAR ANÁLISES CRÍTICAS DO SGA PARA ASSEGURAR QUE O MESMO ESTEJA SEMPRE ADEQUADO E EFICAZ.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

21

GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

ASPECTOS X IMPACTOS AMBIENTAIS

 

- SERVIÇOS DE UMA ORGANIZAÇÃO QUE POSSA INTERAGIR COM O MEIO AMBIENTE.

ELEMENTO DAS

ASPECTO

OU

AMBIENTAL

UM

ATIVIDADES, PRODUTOS

IMPACTO AMBIENTAL - QUALQUER MUDANÇA NO MEIO AMBIENTE, QUER ADVERSA, QUER BENÉFICA, TOTAL OU PARCIALMENTE RESULTANTE DAS ATIVIDADES, PRODUTOS OU SERVIÇOS DE UMA ORGANIZAÇÃO.

A

ISO

REQUER

PROCEDIMENTOS

PARA

A

IDENTIFICAÇÃO

DOS

ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS.

REQUER UM PROCESSO PARA AVALIAR IMPACTOS SIGNIFICATIVOS.

GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

 

EXEMPLOS DE METODOLOGIAS DE IDENTIFICAÇÃO DE ASPECTOS:

PROCESSOS

-

AVALIAÇÃO DE PROCESSOS E HAZOP

PRODUTOS/SERVIÇOS

-

AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA

LOCAIS

-

AUDITORIAS E ANÁLISES AMBIENTAIS

NOVOS PROJETOS

-

AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

22

GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

 

PARA ASPECTOS AMBIENTAIS, CONSIDERAR:

DIRETOS E INDIRETOS;

 

CONDIÇÕES NORMAIS DE OPERAÇÃO;

CONDIÇÕES ANORMAIS DE OPERAÇÃO;

INCIDENTES, ACIDENTES E EMERGÊNCIAS EM POTENCIAL;

ATIVIDADES - PASSADAS, PRESENTES E PLANEJADAS;

BENÉFICAS E ADVERSAS.

 
GESTÃO AMBIENTAL SÉRIE ISO 14000 E DA QUALIDADE RECEPTOR TRAJETÓRIA FONTE A FONTE DO ASPECTO
GESTÃO AMBIENTAL
SÉRIE ISO 14000
E DA QUALIDADE
RECEPTOR
TRAJETÓRIA
FONTE
A FONTE DO ASPECTO PODE SER ESPECÍFICA OU DIFUSA
TRAJETÓRIA OU TRANSPORTE DO ASPECTO O RECEPTOR TERÁ GRAUS
VARIÁVEIS DE SENSIBILIDADE, DEPENDENDO DE SUA LOCALIZAÇÃO E
CONDIÇÃO EXISTENTE.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

23

GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

EXEMPLOS DE TREJATÓRIAS ENTRE ATIVIDADES E IMPACTOS AMBIENTAIS:

EMISSÕES ATMOSFÉRICAS;

 

DESCARGAS NA ÁGUA;

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS;

CONTAMINAÇÃO DO SOLO;

 

UTILIZAÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS E RECURSOS NATURAIS;

OUTRAS QUESTÕES AMBIENTAIS LOCAIS.

GESTÃO AMBIENTAL

SÉRIE ISO 14000

E

DA QUALIDADE

EXERCÍCIO: ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS EM UMA PANIFICADORA.

CENÁRIO:

350 FUNCIONÁRIOS ÁREA URBANA TRÊS TURNOS

ESCOPO: OPERAÇÃO NORMAL - FABRICAÇÃO DO PÃO, DA CHEGADA DA MATÉRIA-PRIMA ATÉ A ENTREGA NA LOJAS DE VAREJO.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

24

GESTÃO AMBIENTAL E DA QUALIDADE

 

SÉRIE ISO 14000

ETAPA A - RECEBIMENTO DE MATÉRIAS-PRIMAS: (EXEMPLO)

ASPECTO

IMPACTO POEIRA (RESTOS DE FARINHA) GASES (EMITIDOS PELOS VEÍCULOS)

EMISSÃO GASOSA

RESÍDUO SÓLIDO

EMBALAGENS USADAS DE MATÉRIAS- PRIMAS (RESÍDUO CLASE III) RESÍDUOS DE VARRIÇÃO DO CHÃO

ETAPA B - PREPARAÇÃO DA MASSA.

ETAPA C - ENFORNAMENTO - ASSAR PRODUTOS.

ETAPA D - EMBALAGEM FINAL.

 

ETAPA E - EXPEDIÇÃO PARA A LOJA DE VAREJO.

Créditos: RODRIGUES, Fernando Altino M.

25

Panorama de aplicação da norma ISO 14001 no Brasil

25 Panorama de aplicação da norma ISO 14001 no Brasil Resumo Felipe Ramalho Pombo Alessandra Magrini

Resumo

Felipe Ramalho Pombo Alessandra Magrini

O presente trabalho tem como objetivo traçar um panorama de aplicação da norma ISO 14001:2004 no Brasil, de forma a apresentar informações importantes sobre o processo de certificação ambiental ao qual as empresas brasileiras têm se submetido. A certificação em conformidade com a norma ISO 14001:2004, nos dias atuais, é um requisito indispensável para as organizações que almejam atingir o mercado internacional. Porém, as empresas de pequeno porte encontram dificuldades em obter tal certificação, principalmente devido aos custos de implan- tação do sistema de gestão ambiental. As empresas tendem a incorporar novos aspectos às certificações, integrando seus sistemas: ambiental, de qualidade, e de saúde e segurança no trabalho. Em países em desenvolvimento com grandes desi- gualdades sociais, como o Brasil, vislumbra-se ainda uma tendência recente muito promissora, a responsabilidade social empresarial. A região brasileira predomi- nante, em termos de número de certificações emitidas, é a sudeste, tendo como des- taque o estado de São Paulo, que possui cerca de 50% dos certificados, enquanto a Petrobras é a empresa de maior destaque no cenário brasileiro. No Brasil, os setores industriais automotivo, petroquímico e químico e o setor de prestação de serviços são os que possuem o maior número de certificações.

Palavras-chave: Gestão ambiental. ISO 14001. Sistema de gestão ambiental.

1 Introdução

Na economia globalizada dos dias atuais, as orga- nizações estão cada vez mais sendo pressionadas a demonstrar um gerenciamento adequado em suas estruturas ambiental, social e econômica. Isso vem em decorrência de uma consciência popular crescente sobre os danos causados ao meio ambiente e à saúde de comu- nidades, ao longo da evolução dos processos produtivos, além das enormes desigualdades sociais existentes ao redor do planeta. O conceito de gestão ambiental passou, a nível mundial, por profundas transformações ao longo dos últimos trinta anos. Durante as décadas de 70 e 80, a gestão ambiental foi essencialmente praticada pelo Estado com a utilização dos chamados “instrumentos de comando e controle”. Segundo Magrini (2001), durante essas décadas a política e a gestão ambiental foram marcadas por fortes conflitos:

entre interesses públicos e privados, de competências dentro do próprio Estado e entre empresas, Estado e sociedade civil. O conceito de desenvolvimento susten- tável, criado em 1987 pelo relatório das Nações Unidas e

intitulado “Nosso Futuro Comum”, veio com o objetivo de promover uma conciliação entre as partes em conflito, sendo a década de 90 marcada pela entrada de novos atores em campo ambiental (MAGRINI, 2001):

a) o avanço de atitudes pró-ativas das empresas, que começaram a vislumbrar, através da introdução de mecanismos de gestão ambiental, oportunidades de mercado num primeiro momento, e barreiras à entrada num segundo momento;

b) o avanço da ecodiplomacia e da realização de convenções internacionais sobre problemas ambien- tais globais;

c) o avanço da atuação das administrações locais, movido pelo resgate da dimensão local em resposta ao processo de globalização em curso; e

d) o avanço de uma sensibilização ambiental difusa por

toda a sociedade, com o conseqüente crescimento de demandas e mobilização por parte desta. No tocante à gestão ambiental privada, a família de normas ISO 14000 fornece às organizações ferramentas

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

2

Pombo e Magrini

26

de gerenciamento para o controle de seus aspectos ambientais e para a melhoria de seu desempenho ambiental (ISO, 2002). Juntas, essas ferramentas podem oferecer diversos benefícios econômicos, que estão asso- ciados a benefícios ambientais. Segundo a ISO, estes benefícios incluem: redução no uso de matérias-primas; redução no consumo de energia; melhoria da eficiência do processo; redução da geração de rejeitos e de custos de disposição; e melhoria do gerenciamento de rejeitos, utilizando processos como a reciclagem e a incineração para tratar resíduos sólidos ou utilizando técnicas mais eficientes para o tratamento de efluentes líquidos. A adequação ambiental de seus processos e produtos, atualmente, é um diferencial importante para as organi- zações de todos os tipos e tamanhos obterem vantagens competitivas no mercado doméstico, e também é impres- cindível para as organizações que almejam atingir o mercado internacional. A comprovação de que uma empresa possui um gerenciamento ambiental correto se dá através da certificação em conformidade com a norma ISO 14001:2004, que é a única norma da série ISO 14000 certificável e que diz respeito ao sistema de gestão ambiental (SGA) da organização, sendo este último a parte de seu sistema global de gerenciamento usada para desenvolver e implementar sua política ambiental e para manejar seus aspectos ambientais (DANSK STANDARD,

2000 apud JORGENSEN et al., 2006).

Entretanto, os custos para adoção da norma ISO 14001 são similares àqueles para adoção da norma ISO 9000 de gestão da qualidade, como reportado por Miles et al. (1997). Os altos custos relacionados à implementação da norma ISO 14001 podem, de fato, tornar-se uma barreira para a entrada de muitas pequenas empresas. Entretanto, esses altos custos podem deixar de ser uma barreira na medida em que a empresa comece com um sistema de gestão ambiental básico, gradualmente transformando-o em um Sistema mais sofisticado (TIBOR; FELDMAN,

1996 apud MILES et al., 1997).

Um ponto chave da norma ISO 14001:2004 é a melhoria contínua dos processos e produtos da orga- nização. Uma diferenciação que deve ser feita para se atingir bons resultados em termos de melhoria contínua é entre melhoria tática (nível operacional) e estratégica (nível de sistema). Particularmente, a última assume grande importância e requer elaborações em termos de indicadores de desempenho de processo/operacional e indicadores de desempenho estratégico/gerencial, pois implicam maiores níveis de ambição ambiental, posto que enfatizam não somente os processos internos da organi- zação, mas também questões fundamentais, tais como:

análise de ciclo de vida, desenvolvimento de produtos orientados ao meio ambiente e requisitos dos fornece- dores (BROUWER; KOPPEN, 2007).

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

Gavronski et al. (2007) realizam uma análise das moti- vações e benefícios em se obter a certificação ambiental, através de uma pesquisa feita com 63 empresas brasileiras das tipologias industriais química, mecânica e eletrô- nica. Os autores identificam quatro fontes de motivação:

motivações reativas (reação a uma motivação externa), motivações internas (influência das variáveis internas), motivações pró-ativas (evitar problemas potenciais com stakeholders externos) e motivações legais (ajudar a cumprir com as regulamentações ambientais correntes e futuras).

Gavronski et al. (2007) também caracterizam quatro dimensões de benefícios: benefícios de produtividade (melhoria nas perspectivas das operações), benefícios financeiros (economias advindas da maior eficiência dos processos), benefícios relacionados à sociedade (relaciona- mento com stakeholders externos - governo e sociedade) e benefícios de marketing (relacionamento com stakeholders de comércio - clientes, competidores e fornecedores). Com relação a estas questões, destaca-se o grande papel dos stakeholders (partes interessadas nas atividades da organi- zação), também reportado por Zutshi e Sohal (2004). Alguns autores estudaram a aplicação da norma ISO 14001 em seus países. Lagodimos et al. (2007) relatam que na Grécia existem 190 empresas certificadas, as quais são responsáveis por 220 certificados, se forem conside- rados os sites, ou seja, as unidades produtivas. Em seus estudos, observam que os setores industriais (por sua natu- reza envolvendo processos ambientalmente perigosos) apresentam níveis de penetração ISO 14001 significativa- mente mais altos e uma difusão de certificação mais ampla entre seus setores, se comparados aos setores de serviços

e de comércio. Estes mesmos autores verificam que as

grandes empresas são as maiores usuárias de certificação de SGA, embora esta mesma tendência não se confirme

considerando-se as empresas por nível de rentabilidade. Este trabalho aponta ainda, que a cultura de certificação do setor, desenvolvida com a adoção da ISO 9000, é um fator facilitador na obtenção do certificado ISO 14001. Christiansen e Kardel (2005) mencionam que em um estudo feito sobre a Dinamarca, 800 empresas obtiveram

o certificado de SGA. Um ponto interessante é que de

acordo com a legislação dinamarquesa, o certificado de SGA é uma obrigação para alguns setores industriais (no caso do estudo 240 empresas, das 800 analisadas).

Os autores reportam que a licença ambiental é focada em temas clássicos, tais como resíduos sólidos, efluentes líquidos, emissões atmosféricas e ruído, porém o Sistema de gestão ambiental enfatiza, além destes, temas mais profundos, como análise de ciclo de vida e, portanto, seria importante para as empresas com licença ambiental obterem o certificado de SGA, no sentido de minimizar

o controle e supervisão por parte das autoridades nas mesmas.

Panorama de aplicação da norma ISO 14001 no Brasil

3

27

Analisando-se o caso da China, observa-se que este país passou por um rápido desenvolvimento desde a reforma e abertura política em 1978, sendo agora uma das dez maiores economias mundiais (ZENG et al., 2005). Tal fato causou, por conseguinte, uma severa deterio- ração ambiental neste país, levando-o a adotar medidas que incluem a promoção da implementação da norma ISO 14001, com grande apoio do governo local em três aspectos: a) estabelecimento de uma estrutura legal apro- priada e regulamentações relacionadas para promover a adoção da ISO 14001; b) fornecimento de empréstimos e

subsídios para a indústria de construção; e c) treinamento de líderes de empresas de construção para despertar sua consciência ambiental. Newbold (2006) destaca o grande impacto positivo da adoção da certificação ambiental nas mineradoras do Chile, mencionando que além das melhorias de desem- penho ambiental, a sustentabilidade agora é parte da vida de uma mina, com a utilização da melhor tecnologia dispo- nível e maior consideração pelo meio ambiente e pelas comunidades.

O objetivo do presente trabalho é entender como está

evoluindo a adequação das empresas brasileiras com os novos paradigmas ambientais, requisito indispensável às empresas que almejam atingir o mercado internacional. Cabe ressaltar ainda, que apesar da relevância do tema, existem poucas publicações sobre o mesmo enfocando a realidade brasileira.

2 Metodologia adotada

No presente trabalho, realiza-se um levantamento e uma análise de dados referentes à aplicação da norma ISO 14001 no Brasil, tendo como fontes de pesquisa principais o Inmetro, a ABNT e a revista Meio Ambiente Industrial, edições de maio/junho de 2005 e de maio/junho de 2006. Após uma breve apresentação da série NBR-ISO 14000, atualmente em vigor no Brasil, são detalhados os agentes atuantes no processo de certificação, especialmente as empresas certificadoras. Também se apresentam as tendências recentes que se relacionam à certificação ambiental, em particular os sistemas integrados de gestão, a responsabilidade social empresarial e a certificação multsites.

É elaborada em seguida uma análise comparativa do

número de certificações emitidas no Brasil até abril de 2005 e do número de certificações emitidas em outros países do mundo até a mesma época. As informações levantadas são então analisadas a partir das certificações por região, por estado, por setor e por porte das empresas, de forma a se ter um quadro consistente das tendências hoje observadas no Brasil em relação à certificação pela ISO 14001.

3 Estado da arte das normas ISO 14000 no Brasil

Para a publicação de normas internacionais, a ISO divide-se em comitês técnicos (TC’s) responsáveis pela

discussão e elaboração de documentos em diversas áreas.

O comitê técnico responsável pela elaboração de normas

de gestão ambiental é o ISO/TC 207. A ABNT, um dos membros fundadores e que parti- cipa ativamente das discussões a respeito de normas

técnicas na ISO, também possui o seu comitê técnico de gestão ambiental, o ABNT/CB-38, que possui estrutura semelhante ao ISO/TC 207 e realiza as traduções para

o português de normas internacionais, publicando as

respectivas NBR-ISO. A seguir, serão apresentadas as normas da série NBR-ISO 14000, em vigor atualmente.

3.1 As normas da série ISO 14000 em vigor

atualmente no Brasil As normas da série ISO 14000 podem ser agrupadas, genericamente, em dois grandes grupos: aquelas orientadas para processos (organizações) e aquelas orientadas para produtos, como pode ser verificado na Figura 1 (TIBOR; FELDMAN, 1996). No Quadro 1 estão apresentadas todas as normas da série ISO 14000 traduzidas pelo comitê brasileiro de gestão ambiental, o ABNT/CB-38, até o momento, utili- zando como fontes Lemos (2004) e o sítio do ABNT/ CB-38 (ABNT/CB-38, 2006). As normas estão divi- didas por assunto específico, de acordo com o subcomitê responsável por sua tradução.

3.2 Agentes atuantes no cenário brasileiro

3.2.1 ABNT/CB-38 De acordo com Lemos (2004), a ABNT criou o comitê brasileiro de gestão ambiental (ABNT/CB-38), em abril de 1999, com estrutura bem semelhante à do comitê técnico de gestão ambiental da ISO (ISO/TC 207). O papel do ABNT/CB-38 é participar das reuniões internacionais de desenvolvimento das normas da ISO, representando os interesses brasileiros, principalmente das grandes empresas, além de traduzir as normas publicadas pela ISO, publicando as normas NBR-ISO. Para apresentar efetivamente uma posição que repre- sente os interesses do país no desenvolvimento das normas de gestão ambiental, é fundamental a partici- pação do mais amplo espectro da sociedade brasileira no CB-38. Por este motivo, o comitê é aberto à contribuição de todos os interessados na formulação destas normas.

A participação de uma empresa ou instituição pode ser

feita como cotista do CB-38, quando adquire o direito

de participar ativamente na discussão e votação das posi-

ções brasileiras adotadas nas reuniões internacionais de

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

4

Pombo e Magrini

28

Gestão Ambiental

ISO 14000

4 Pombo e Magrini 28 Gestão Ambiental ISO 14000 Sistema gestão ambiental Avaliação Auditoria desempenho
4 Pombo e Magrini 28 Gestão Ambiental ISO 14000 Sistema gestão ambiental Avaliação Auditoria desempenho
Sistema gestão ambiental Avaliação Auditoria desempenho ambiental ambiental
Sistema gestão
ambiental
Avaliação
Auditoria
desempenho
ambiental
ambiental

Análise ciclo de vida

Análise ciclo de vida Rotulagem ambiental Aspectos ambientais padrões produtos
Análise ciclo de vida Rotulagem ambiental Aspectos ambientais padrões produtos

Rotulagem ambiental

Aspectos ambientais

padrões produtos

Organização

Produto

Figura 1. Divisão das normas ISO 14000 em normas orientadas para produtos e para processos. Fonte: Tibor e Feldman (1996).

Quadro 1. As normas NBR-ISO publicadas até o momento.

Subcomitê da ABNT/CB-38

Norma NBR-ISO

SC 01 – Sistemas de gestão ambiental

NBR-ISO 14001:2004. Sistemas de gestão ambiental – requisitos com orientações para uso. NBR-ISO 14004. Sistemas de gestão ambiental – diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio.

SC 02 – Auditorias ambientais

NBR-ISO 14015. Sistemas de gestão ambiental – avaliações ambientais de localida- des e organizações. NBR-ISO 19011. Diretrizes para auditorias de qualidade e ambiental.

SC 03 – Rotulagem ambiental

NBR-ISO 14021. Auto declarações ambientais (rótulo ambiental tipo II). NBR-ISO 14024. Rótulo ambiental tipo I (de terceira parte).

SC 04 – Avaliação de desempenho ambiental

NBR-ISO 14031. Avaliação do desempenho ambiental – diretrizes.

SC 05 – Avaliação do ciclo de vida

NBR-ISO 14040. Avaliação do ciclo de vida – princípios e estrutura. NBR-ISO 14041. Avaliação do ciclo de vida – definição de escopo e análise do inventário. NBR-ISO 14042. Avaliação do ciclo de vida – avaliação do impacto do ciclo de vida. NBR-ISO 14043. Avaliação do ciclo de vida – interpretação do ciclo de vida.

SC 06 – Termos e definições

NBR-ISO 14050 Rev. 1. Termos e definições.

SC 07 – Aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos (ecodesign)

NBR-ISO TR 14062. É um relatório técnico, com o mesmo título do subcomitê .

Fontes: Lemos (2004) e ABNT/CB-38 (2006).

desenvolvimento das normas. As universidades, as orga- nizações não governamentais e as instituições não cotistas são convidadas e estimuladas a participar das reuniões das comissões de estudo, durante a fase de discussão das posições brasileiras e redação dos documentos. O CB-38 conta com o apoio especial do Ministério de Ciência e Tecnologia, que viabiliza a participação nas reuniões internacionais mais importantes (LEMOS, 2004). Ainda segundo Lemos (2004), o acordo sobre barreiras técnicas ao comércio da organização mundial do comércio (OMC) reconhece o uso de normas internacionais como a base de normas nacionais voluntárias ou regulamentos

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

técnicos obrigatórios com o intuito de evitar a criação de barreiras técnicas ao comércio, o que torna, portanto,

a função da ABNT fundamental para o comércio externo brasileiro.

3.2.2 Inmetro

É o organismo acreditador brasileiro, ou seja, é a

instituição responsável por credenciar as empresas responsáveis pela emissão dos certificados ISO 14001.

O processo de acreditação é fundamental para regular

e dar credibilidade às trocas comerciais entre diferentes

países. Ainda que os programas de acreditação sigam diferentes estruturas em cada país, a essência da atividade

Panorama de aplicação da norma ISO 14001 no Brasil

5

29

permanece inalterada, ou seja, contribuir para a agregação da confiança nas trocas comerciais no mercado interno ou externo (MENDONÇA, 2005). Isto só é possível através da acreditação concedida por instituições nacionalmente reconhecidas, segundo normas e padrões aceitos pelos signatários de acordos de reconhecimento mútuo, por regulamentadores e pelo mercado. Segundo Mendonça (2005), além de auxiliar no acesso ao comércio exterior, o sistema de acreditação desem- penha hoje papel fundamental na competitividade da indústria, na medida em que estimula sua produtividade

e atribui credibilidade à marca de certificação.

A CGCRE (coordenação geral de acreditação) é a

unidade principal do Inmetro e que atua no processo de

acreditação de organismos de avaliação de conformi-

dade. No que concerne às responsabilidades regimentais,

a CGCRE planeja, dirige, orienta, coordena e executa as atividades de acreditação (MENDONÇA, 2005).

3.2.3 Certificadoras

O Inmetro possui em seu cadastro 20 entidades certi- ficadoras em atividade, as quais estão aptas a promover a emissão de certificados para empresas ou empreen- dimentos que estejam em conformidade com a norma ISO 14001:2004. O Quadro 2 apresenta a concentração em termos de certificadoras (INMETRO, 2006).

4 Aplicação da norma ISO 14001 e as certificações no Brasil

Neste item se apresentam as tendências recentes rela- cionadas à certificação ambiental, assim como o estado da mesma no Brasil. Analisam-se, então, o número de certi- ficações no Brasil em relação ao quadro internacional, assim como as certificações por região e por estado, as empresas de maior destaque e as certificações por setor produtivo e por porte das empresas.

4.1 Tendências recentes

4.1.1 Sistemas Integrados de Gestão (SIG’s)

As empresas em todo o mundo tendem, de forma crescente, a incorporar novos aspectos às certificações, integrando seus diversos sistemas, pois começaram a perceber que seus sistemas de gestão da qualidade (norma ISO 9001) podem ser utilizados como a base para o trata- mento eficaz das questões relativas ao meio ambiente e à

segurança e saúde no trabalho (NORMA OHSAS 18001). Aliás, as versões atualizadas das normas ISO 14001 e OHSAS 18001 foram formuladas, propositalmente, em consonância com a norma ISO 9001, tornando-se muito

mais fácil a integração desses sistemas (CICCO, 2006).

Os SIG’s têm contemplado a integração dos processos

de qualidade com os de gestão ambiental e/ou com os

Quadro 2. Concentração em termos de certificadoras.

Certificadoras (total de 20)

certificados emitidos (%)

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ABS Quality Evaluations Inc. BRTÜV – Avaliações da Qualidade Ltda. BSI Brasil BVQI do Brasil Sociedade Certificadora Ltda. Det Norske Verittas Certificadora Ltda.- DNV DQS do Brasil Ltda. Fundação Carlos Alberto Vanzolini – FCAV Instituto Argentino de Normalización – IRAM Instituto de Tecnologia do Paraná – TECPAR Lloyds Register Quality Assurance Ltda. RINA – Registro Italiano Navale S/C Ltda. SGS ICS Certificadora Ltda. TÜV Rheinland Brasil UCIEE – União Certificadora

1,9

4,7

7,2

0,6

27,6

33,2

8,3

8,9

1,5

1,0

0,2

0,4

4,1

0,3

0,1

Fonte: INMETRO (2006). Nota: Consideramos somente certifi- cadoras com mais de 0,1% dos certificados emitidos. Nota-se um forte destaque para a DNV e a BVQI no cenário brasileiro de certi- ficação, em conformidade com a norma ISO 14001:2004.

de segurança e saúde no trabalho, dependendo das carac- terísticas, atividades e necessidades da organização (CICCO, 2006). E ainda há, com relação aos sistemas integrados de gestão, a adoção da norma SA 8000, que trata de responsabilidade social empresarial. Com as revisões e novas edições dos diferentes padrões, os sistemas de gestão adquiriram um grande número de similaridades. Embora um padrão para SIG não esteja na agenda da ISO, as seguintes iniciativas

melhoraram a compatibilidade entre os diferentes padrões (JORGENSEN et al., 2006):

a) a ISO 9001:2000 tem um processo focado em melhoria contínua, que é um dos fundamentos dos sistemas de gestão ambiental e de saúde e segurança no trabalho;

b) a nova edição da ISO 14001:2004 foi desenvolvida para melhorar a coerência com a ISO 9001:2000; e

c) o padrão ISO 19011:2002, comum para auditoria

de sistema de gestão da qualidade e de gestão ambiental, foi desenvolvido. Com a compatibilidade entre os diversos padrões, tornou-se possível fazer um cruzamento de similari- dades, por parte das organizações, entre os diversos itens das normas, como pode ser verificado no Quadro 3. Este

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

6

Pombo e Magrini

30

Quadro 3. Exemplos de cruzamento de similaridades entre a ISO 9001:2000, a ISO 14001:2004 e a OHSAS 18001:2000.

ISO 9001:2000

ISO 14001:2004

OHSAS 18001:2000

5.2

4.3.1

4.3.1

Foco no cliente

Aspectos ambientais

Planejamento para identificação de perigo,

7.2.1

4.3.2

gerenciamento de risco e controle de risco

Determinação de requisitos relacionados ao

Requisitos legais e outros

4.3.2.

produto

Requisitos legais e outros

6.2.1

4.4.2

4.4.2.

Geral

Competência, consciência e treinamento

Competência, consciência e treinamento

6.2.2

Competência, consciência e treinamento

8.5.3

4.5.3

4.5.2

Ação preventiva

Não conformidade, ação corretiva e ação preventiva

Acidentes, incidentes, não conformidade e ação corretiva

Fonte: Adaptado de Jorgensen et al. (2006).

cruzamento de similaridades permite um alinhamento dos sistemas, reduzindo custos administrativos e de auditoria. Além disso, processos antes separados para cada área podem ser colocados em um único manual. Porém, para o SIG ficar completo, é necessário um bom entendimento dos processos do “ciclo de gerenciamento”, o planejar- fazer-checar-agir, e uma cultura de aprendizado e melhoria contínua do sistema (JORGENSEN et al., 2006). Cabe destacar que atualmente, além da marca de 2300 empresas certificadas em conformidade com

a norma ISO 14001 (aspecto que será detalhado no

item 4.2), o Brasil contabiliza o número aproximado de

400

empresas certificadas com a norma OHSAS 18001 e

150

empresas com a norma SA 8000 (REVISTA MEIO

AMBIENTE INDUSTRIAL, maio/junho de 2006).

4.1.2 Responsabilidade social empresarial Grajew (2005), um dos fundadores do Instituto Ethos

de Responsabilidade Social, afirma que “nos últimos quinze anos, no contexto da globalização, o cenário dos negócios passou por profundas transformações. Por um lado, tornaram-se disponíveis recursos tecnológicos que estão viabilizando novos processos e produtos, trazendo ganhos de produtividade e proporcionando acesso a novos mercados. Por outro lado, a nova dinâmica da economia globalizada tem provocado grandes impactos, como a degradação ambiental e o aumento do desemprego”. Diante desse quadro, é crescente o reconhecimento conquistado pelas empresas que se comprometem publicamente com a adoção de posturas socialmente responsáveis, baseada nos princípios de ética e de transparência e no aprimoramento permanente de todas

as suas relações. Assim, a responsabilidade social empre-

sarial (RSE) está se tornando um parâmetro norteador da

gestão estratégica, voltada para o sucesso dos negócios

de modo articulado com a promoção do desenvolvimento

sustentável, da preservação ambiental e da justiça social no país (GRAJEW, 2005).

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

Os objetivos nos quais se baseia a RSE são compar- tilhados pela ONU, que traçou oito metas a serem atingidas até 2015. Elas refletem a crescente preocu- pação com a sustentabilidade do planeta e com os graves

problemas que afetam a humanidade. Definidas em 2000, as metas do milênio foram aprovadas por consenso na cúpula do milênio, encontro que contou com a presença de 191 países, inclusive o Brasil, e reuniu 147 chefes de estado (GRAJEW, 2005). Ainda segundo Grajew (2005), as metas do milênio são as seguintes:

a) acabar com a fome e a miséria;

b) educação básica de qualidade para todos;

c) igualdade entre sexos e valorização da mulher;

d) reduzir mortalidade infantil;

e) melhorar a saúde das gestantes;

f) combater a AIDS, a malária e outras doenças;

g) qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; e

h) todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

No Brasil, o movimento de RSE tem difundido a cultura de mudança na sociedade. Afinal, as empresas são agentes sociais poderosos que podem contribuir decisivamente para a consolidação de novos paradigmas de desenvolvi- mento sustentável. Para a empresa, a prática socialmente

responsável não só a torna parceira do desenvolvimento social, como também valoriza sua imagem institucional,

além de fidelizar o consumidor (GRAJEW, 2005). Atualmente, a responsabilidade social é tratada por diversas normas e está em franca expansão no caso brasi- leiro. As principais normas são:

a) a SA 8000 (lançada em 1997 pela atual SAI – Social Accountability International);

b) a ABNT NBR 16001:2004: responsabilidade social

– requisitos para sistemas de gestão;

c) a ABNT NBR 16002:2005: responsabilidade social

– sistemas de gestão – qualificação de auditores;

Panorama de aplicação da norma ISO 14001 no Brasil

7

31

d) a ABNT NBR 16003: responsabilidade social – auditorias de sistema de gestão (ainda em desen- volvimento); e e) a ISO 26000: diretrizes para responsabilidade social (ainda em desenvolvimento). (ABNT, 2007; ISO,

2007.)

4.2 Dados relevantes da realidade brasileira

4.2.1 Certificação ISO 14001: Brasil em relação ao quadro internacional Uma boa maneira de analisar a evolução de um país no contexto da certificação ambiental seria verificar

o número de certificados obtidos por suas empresas e comparar com o número de certificações alcançadas por outros países industrializados em uma mesma época.

O Quadro 4, disponibilizado pela ABNT, contém o

número de certificados ISO 14001 emitidos em todo o

mundo até abril de 2005, permitindo esta comparação.

A partir destes dados, observa-se que o Brasil ocupa

uma excelente posição no ranking dos países com o maior número de certificados emitidos, chegando a sugerir que se assemelha a um país altamente industrializado. De fato, nos grandes parques industriais como São Paulo e Rio de Janeiro, as empresas brasileiras estão tomando atitudes pró-ativas com relação ao meio ambiente, adqui- rindo capacidade de competir no mercado internacional globalizado. Cabe destacar que dados mais recentes publicados pela Revista Meio Ambiente Industrial (maio/junho de

Quadro 4. Número de certificados emitidos em todo o mundo.

Países

Número de certificados

Japão

17882

China

9230

Espanha

6523

Reino Unido

6223

Itália

5304

Estados Unidos

4671

Alemanha

4400

Suécia

3716

Coréia

2610

França

2607

Brasil

1800

Índia

1500

Taiwan

1463

Austrália

1406

Canadá

1706

Suíça

1348

República Tcheca

1332

Países Baixos

1134

Fonte: ABNT (2005). Nota: foram considerados somente países com mais de 1000 certificados.

2006) apontam que o Brasil possui 2300 certificações em conformidade com a Norma ISO 14001.

4.2.2 Certificações por região e por estado no Brasil Uma estatística acerca das certificações por região poderia ser considerada um indicador do grau de desen- volvimento regional. A Figura 2 mostra o percentual de certificados emitidos no Brasil em cada região, de acordo com a Revista Meio Ambiente Industrial (maio/junho de 2005), edição comemorativa dos 2000 certificados alcan- çados pelas empresas brasileiras. Nota-se, a partir da Figura 2, um forte domínio da região sudeste no tocante ao número de certificações emitidas no Brasil. Isso pode ser explicado pelo fato dessa região conter os maiores parques industriais brasileiros (Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, em ordem crescente), o que é confirmado no Quadro 5, que apre- senta o percentual de certificações emitidas no Brasil por estado. O Quadro 5 evidencia ainda um domínio absoluto de São Paulo sobre os demais estados brasileiros, repre-

17% 1% 11% 4%
17%
1%
11%
4%

67%

Centro-OesteNordeste Norte Sudeste Sul

NordesteCentro-Oeste Norte Sudeste Sul

NorteCentro-Oeste Nordeste Sudeste Sul

SudesteCentro-Oeste Nordeste Norte Sul

SulCentro-Oeste Nordeste Norte Sudeste

Figura 2. Percentual de certificados emitidos no Brasil por região. Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial (maio/junho de 2005).

Quadro 5. Percentual das certificações emitidas no Brasil por estado.

Estado

(%)

Pará Espírito Santo Pernambuco Amazonas Santa Catarina Paraná Bahia Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Minas Gerais São Paulo

1,2

1,6

1,8

3,1

3,9

5,9

6,8

7,3

7,9

9,0

48,1

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial (maio/junho de 2005). Nota: somente foram considerados estados com mais de 1% das certificações.

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

8

Pombo e Magrini

32

sentando cerca de 50% dos certificados emitidos no Brasil.

4.2.3 Empresas de maior destaque no Brasil O Quadro 6 apresenta as empresas brasileiras de maior destaque em termos de número de certificações obtidas (REVISTA MEIO AMBIENTE INDUSTRIAL, maio/ junho de 2005). Esses dados são muito importantes, pois confirmam uma outra tendência recente em relação à atitude de algumas grandes empresas com relação à certi- ficação, em conformidade com a norma ISO 14001:2004:

a certificação multsites. Cada unidade de produção com potencialidade de causar degradação ambiental deve ser certificada de modo a ter seu próprio sistema de gestão ambiental, melhorando a eficiência do sistema de gestão ambiental da empresa como um todo. É este processo de certifi- cação de diversas unidades de uma mesma empresa que é conhecido como certificação multsites. Observa-se que a Petrobras é a empresa de maior destaque no Brasil, possuindo mais de 41 certificados (sem

contabilizar os certificados de suas subsidiárias Transpetro

e Petrobras Distribuidora, que possuem, respectivamente,

mais de 17 e mais de 9 certificados). Tal fato pode ser atribuído ao fato de a Petrobras estar tentando mudar sua imagem após acidentes ambientais envolvendo derra-

mamentos de petróleo, além de se preocupar em evitar novos acidentes catastróficos que “arranhem” a imagem da empresa. Também deve ser levado em consideração o fato de a certificação multsites facilitar o gerenciamento ambiental da empresa como um todo. Observa-se ainda um grande destaque para a Companhia Vale do Rio Doce, mostrando um grande comprometimento dessa empresa com o meio ambiente,

o que é muito importante, visto que as atividades de mine-

Quadro 6. As empresas de maior destaque no cenário brasileiro de certificação em conformidade com a norma ISO 14001.

Empresas certificadas ISO 14001

Nº certificados

Petrobras (FCAV; BVQI; DNV)

41

Ouro Verde Transporte e Locação (TECPAR)

32

Siemens (não encontrado site Inmetro)

30

Eucatex (não encontrado site Inmetro)

30

Light (FCAV; BVQI)

23

Rhodia (BVQI)

23

Rodo Mar Veículos e Máquinas (não encontrado)

18

Companhia Vale do Rio Doce (não encontrado)

13

Dana Industrial Ltda (não encontrado site Inmetro)

12

Fontes: Revista Meio Ambiente Industrial (maio/junho de 2005) e Inmetro (2006). Nota: somente foram consideradas empresas com mais de 10 certificados.

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

ração causam impactos ambientais muito severos, tanto em suas operações como em seu descomissionamento.

4.2.4 Certificação por porte das empresas

Por meio de uma análise das empresas certificadas no Brasil, quando este alcançou a marca de 2000 certificações (REVISTA MEIO AMBIENTE INDUSTRIAL, maio/ junho de 2005), observa-se que a grande maioria delas é de médio ou grande porte. Isso indica uma dificuldade das pequenas empresas em obter o certificado de sistema de gestão ambiental, provavelmente devido aos custos inerentes à sua implantação. No entanto, com o passar dos anos, esta tendência vem mudando, posto que grandes empresas como a Petrobras estão sugerindo aos seus fornecedores que se certifiquem, conforme reportado por Lemos (2004).

4.2.5 Certificações por setor no Brasil

O Quadro 7 mostra a porcentagem de certificações emitidas por setor, no Brasil, dando uma boa noção dos setores predominantes no contexto da certificação ambiental. Nota-se que, em termos de número de certificados, os setores predominantes no Brasil são os setores industriais automotivo, petroquímico e químico e o setor de prestação de serviços, tendo como destaques as grandes empresas

Quadro 7. Porcentagem das certificações emitidas no Brasil por setor.

%

Descrição

14

Automotivo

9

Petroquímico

8

Químico

8

Prestação de serviço

6

Metalurgia

5

Transportes/hotelaria/turismo/logística/navegação

5

Agroflorestal/papel e celulose/florestal madeira/ reflorestamento/moveleiro

5

Elétrica/eletroeletrônico/eletrônico

4

Hidrelétrica/serviços públicos/saneamento

4

Plásticos/borracha

3

Tecnologia/computação/telecomunicações

3

Alimentício/bebidas

3

Farmacêutico/hospital

3

Siderurgia

2

Construção civil/material de construção

2

Mineração

2

Têxtil/calçados

1

Cosméticos/higiene/limpeza

1

Fábrica de vidros

14

Outros

Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial (maio/junho de 2006).

Panorama de aplicação da norma ISO 14001 no Brasil

9

33

de automóveis, a Petrobras, as indústrias químicas e os fornecedores de grandes empresas.

5 Conclusões

Nopresentetrabalhofoianalisadooestadoatualdecerti-

ficação em conformidade com a norma ISO 14001:2004 no Brasil. A marca de 2300 certificações e a excelente posição no ranking mundial sugere uma postura pró-ativa das empresas brasileiras, postura esta em consonância com as exigências do mercado internacional e também com o conceito de desenvolvimento sustentável. As principais tendências recentes referentes à certi- ficação ambiental são: sistemas integrados de gestão; responsabilidade social empresarial, muito importante em países em desenvolvimento como o Brasil; e certificação multsites, responsável por uma melhoria na eficiência do sistema de gestão ambiental em empresas de grande porte como a Petrobras. No Brasil, a região sudeste é a que possui o maior número de certificações, contendo os maiores parques

industriais brasileiros, com grande destaque para o estado de São Paulo, que possui cerca de 50% dos certificados emitidos. Já a Petrobras é a empresa de maior destaque

no cenário brasileiro, possuindo mais de 41 certificações,

o que pode ser atribuído à sua atividade potencialmente

poluidora e à certificação multsites. Observa-se também que a BVQI e a DNV são as empresas certificadoras predominantes no cenário brasileiro. Os setores com maior número de certificações obtidas são os setores industriais automotivo, petroquímico e químico e o setor de prestação de serviços, sendo que a representatividade deste último está grande parte relacio- nada às exigências de certificação impostas pelas grandes empresas. A principal dificuldade enfrentada pelas empresas de

pequeno porte é a questão financeira. Os custos da consul- toria de implantação, dos investimentos na adequação de equipamentos e processos produtivos, do contrato com

a empresa certificadora, das auditorias de supervisão do SGA e da manutenção do sistema são um empecilho considerável.

An overview of the application of ISO 14001 in Brazil

Abstract

The present work aims at displaying the overall scenario for the application of the ISO 14001:2004 standard in Brazil, in order to get important information about the environmental certification process that Brazilian companies have been undergone. Achievement of ISO 14001:2004 certification is nowadays a mandatory requirement for organizations that desire to reach international markets. However, small companies find it hard to obtain such certification, mainly due to the high cost of deployment of the environmental management system implementation. Companies tend to add new aspects to the their certification, integrating their environmental, quality and health and safety at work systems. In countries under development with great social disparities such as Brazil, a promising new trend has also recently appeared, that is the business social responsability. The Brazilian region that has the highest number of issued certifications is the Southeast region, where the state of São Paulo outstands having around 50% of the certificates, whereas Petrobras outstands as a company in the Brazilian scenario. In Brazil, the automotive, petrochemical and chemical and services industries are the ones that have the highest number of certifications.

Keywords: Environmental management. ISO 14001. Environmental management system.

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Sobre os autores

MAGRINI, A. Política e gestão ambiental: conceitos e instrumentos. In: Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas, por Alessandra Magrini e Marco Aurélio dos Santos. Rio de Janeiro: Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais - IVIG, 2001. MENDONÇA, R. O. Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia,

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A certificação ISO 14001 no Brasil e seu reflexo positivo no

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v. 24, n. 5, p. 371-386, 2004.

Felipe Ramalho Pombo

Alessandra Magrini

Programa de Planejamento Energético da COPPE, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, CEP 21945-970, CP 68565, Ilha do Fundão, Cidade Universitária, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, e-mails: frpombo@ppe.ufrj.br; ale@ppe.ufrj.br

Gest. Prod., São Carlos, v. 15, n. 1, p. 1-10, jan.-abr. 2008

Recebido em 26/9/2006 Aceito em 31/1/2008

ABNT / CB-38

COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 35 INTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004), FEVEREIRO 2006

35

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 35 INTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004), FEVEREIRO 2006
ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 35 INTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004), FEVEREIRO 2006

INTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004), FEVEREIRO 2006

CB-38/SC-01/GRUPO DE INTERPRETAÇÃO

INTRODUÇÃO

Em 2001, o CB-38, Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, decidiu criar um grupo para elaborar a interpretação oficial brasileira de pontos polêmicos de entendimento da norma NBR ISO 14001 (1996), conforme resolução ABNT/CB38/CG/77/00. Esta decisão atendeu à orientação do TC-207 - Comitê Técnico em Gestão Ambiental da ISO - Organização Internacional de Normalização, de acordo com documento ISO/TC207/SC1/N161. Na primeira edição foram abordados 30 pontos.

Com a publicação da nova versão da ISO 14001 em novembro de 2004 algumas das questões originalmente tratadas neste documento foram esclarecidas pela nova redação dos requisitos bem pelos exemplos fornecidos no seu anexo A e, por estes motivos, estas questões foram retiradas. As questões de interpretação que permaneceram tiveram sua redação adequada à nova nomenclatura e definições utilizadas na versão de 2004.

Novas questões podem ser incluídas à medida que surjam novas solicitações pelas partes interessadas, conforme o procedimento ABNT/CB-38/SC01/PR01.

As questões são apresentados em forma de perguntas e a resposta dada define a interpretação oficial do Brasil para o respectivo ponto.

dada define a interpretação oficial do Brasil para o respectivo ponto. NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004)
dada define a interpretação oficial do Brasil para o respectivo ponto. NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004)

ABNT / CB-38

COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 36 INTERPRETAÇÕES 3 DEFINIÇÕES, 3.5 MEIO AMBIENTE P

36

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 36 INTERPRETAÇÕES 3 DEFINIÇÕES, 3.5 MEIO AMBIENTE P
ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 36 INTERPRETAÇÕES 3 DEFINIÇÕES, 3.5 MEIO AMBIENTE P

INTERPRETAÇÕES

3 DEFINIÇÕES, 3.5 MEIO AMBIENTE

P 1: Quais os limites entre aspectos relativos ao segurança ?

meio ambiente e à

R 1: Com relação à delimitação das fronteiras dos aspectos relativos ao Meio Ambiente e à Segurança, aqueles normalmente restritos ao limite da propriedade e regidos pela legislação específica de SSO podem não ser considerados no âmbito do SGA.

4.1 - REQUISITOS GERAIS

P 2: Como limitar o escopo do SGA, especialmente nas condições particulares: múltiplos sites, sites compartilhados ?

R 2: A limitação do escopo do SGA, especialmente em condições particulares tais

já está oficialmente interpretada

como múltiplos sites, sites compartilhados, etc

no documento IAF Guidance on Application of ISO/IEC Guide 66/2003.

4.2 POLÍTICA AMBIENTAL

P 3: De que forma pode ser explicitada a adequação à “natureza, escala e impactos “ambientais” das atividades, produtos e serviços da organização?

R 3: A generalidade da política ambiental, bem como omissões quanto à natureza, escala e impactos, devem ser evitadas. O balanço entre o texto da política e a verificação do seu desdobramento em objetivos e metas é uma das maneiras de atender este requisito normativo.

Neste contexto entende-se que a verificação do termo “apropriada” deve de alguma forma considerar:

Natureza: tipo de atividades, produtos ou serviços; Impactos ambientais: reconhecimento dos principais tipos de impacto. Escala: porte e abrangência geográfica das atividades, produtos e serviços da organização, entre outros.

É importante notar que a política deve ser consistente com o escopo definido do SGA (vide A.2)

que a política deve ser consistente com o escopo definido do SGA (vide A.2) NTERPRETAÇÃO NBR
que a política deve ser consistente com o escopo definido do SGA (vide A.2) NTERPRETAÇÃO NBR

ABNT / CB-38

COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 37 P 4: Na Política Ambiental da empresa

37

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 37 P 4: Na Política Ambiental da empresa
ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 37 P 4: Na Política Ambiental da empresa

P 4: Na Política Ambiental da empresa

expressão "prevenção de poluição"?

é necessário estar escrita a

R 4: A política deve incluir um comprometimento com a melhoria contínua e com a

prevenção de poluição, porém não é necessário que especificamente estes termos sejam utilizados. Deve-se garantir apenas que estes "conceitos" estejam presentes no texto da política.

P 5: Ao avaliar o item “Melhoria Contínua” da Política, deve ser cobrada a melhoria do desempenho ? (Este item tem correlação com a definição de melhoria contínua)

R 5: Entende-se que o requisito de “melhoria contínua” da política ambiental deve

ser demonstrado através da melhoria do desempenho ambiental, em linha com os objetivos e metas estabelecidos. Justificativas sobre eventuais problemas de desempenho devem estar abordadas nas análises pela administração.

OBS: Orientações/diretrizes sobre seleção e uso de Indicadores de Desempenho Ambientais (ADA) são encontrados nas normas NBR ISO 14031 - Gestão Ambiental: Avaliação de Desempenho Ambiental - Diretrizes, e ISO TR 14032 - Environnmental Management - Examples of Environmetal performance Evaluation (EPE), esta última a ser publicada pela ABNT em 2006.

P 6: O compromisso do atendimento da legislação implica em que a

empresa deve estar atendendo todos os requisitos legais aplicáveis ?

R 6: O compromisso do atendimento à legislação implica em que a empresa deva

estar atendendo todos os requisitos legais e outros requisitos subscritos pela organização aplicáveis a seus aspectos ambientais. Este atendimento pode estar sendo realizado via compromisso formal firmado com a autoridade competente (normalmente o órgão ambiental). Quando solicitado pela legislação vigente ou por órgão competente, é necessário a obtenção da Licença, para obter uma certificação ambiental.

4.3.1 ASPECTOS AMBIENTAIS

é

obrigatório a consideração dos passivos no levantamento de aspectos e

P 7:

uma certa divergência e não me parece claro na

norma

se

impactos.

R 7: A intenção da norma é que os aspectos ambientais novos e atuais sejam identificados e avaliados. Quanto aos passivos a compreensão é de que, independentemente da época da geração do aspecto/impacto, ele deve ser considerado desde que ainda exista e não tenha sido remediado. Por exemplo,

considerado desde que ainda exista e não tenha sido remediado. Por exemplo, NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001
considerado desde que ainda exista e não tenha sido remediado. Por exemplo, NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001

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COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 38 imaginemos uma atividade que no passado gerou

38

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 38 imaginemos uma atividade que no passado gerou
ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 38 imaginemos uma atividade que no passado gerou

imaginemos uma atividade que no passado gerou uma contaminação no solo e esta contaminação não foi remediada. Ora, se a contaminação ainda existe e é conhecida, o aspecto/impacto ambiental é atual e deve ser considerado no levantamento da organização. Entretanto, se a contaminação no solo existiu e os impactos foram remediados de forma a não mais se identificar nenhuma contaminação no presente, então não há porque considerar este aspecto.

P

8: O requisito legal deve ser considerado como critério de significância ?

R

8: A norma não obriga a considerar a existência de requisitos legais e outros

requisitos subscritos aplicáveis como critério de significância para os impactos, ainda que esta seja uma prática comum nos SGAs implementados no Brasil. Entretanto, “a organização deve assegurar que esses requisitos legais aplicáveis e outros requisitos subscritos pela organização sejam levados em consideração no estabelecimento, implementação e manutenção de seu sistema da gestão ambiental” , conforme estabelecido no item 4.3.2.

4.3.2 REQUISITOS LEGAIS E OUTROS REQUISITOS

P 9: O que são requisitos legais aplicáveis e outros requisitos subscritos

“relacionados aos aspectos ambientais? A constituição federal se encaixa neste conceito ? e a política nacional de meio ambiente ? e a licença de operação ? Apenas requisitos legais ambienteis devem ser cobrados ou aqueles que aplicáveis a aspectos ambientais (i.e. NR 13) ?

R 9: Todos os requisitos legais (não está restrito aos requisitos originados pelos

órgãos do SISNAMA) que influenciem a operação e/ou levam a controles/monitoramento de aspectos e impactos ambientais são considerados relacionados aos aspectos ambientais das atividades, produtos e serviços da organização. São também considerados relacionados os requisitos legais que definem ações administrativas, tais como obtenção/publicação de licenças, outorgas, cadastros e autorizações. Licenças ambientais, quando exigidas, são documentos básicos e aplicáveis. Nos casos de dúvida quanto à exigibilidade, a consulta ao órgão ambiental competente, por parte da organização que está implementando seu SGA, é condicionante. Acordos com Ministério Público e/ou autoridades competentes são também requisitos legais.

P 10: Compromissos com terceiros (clientes, financiadores) se encaixam na categoria “e outros requisitos por ela subscritos” ?

R 10: Sim. Exemplos de requisitos subscritos são: Atuação Responsável, Carta CCI,

contratos com Fundos de Financiamento (BNDES, IFC), contratos com clientes (ex.:

retorno de embalagens).

Financiamento (BNDES, IFC), contratos com clientes (ex.: retorno de embalagens). NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 4/7
Financiamento (BNDES, IFC), contratos com clientes (ex.: retorno de embalagens). NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 4/7

ABNT / CB-38

COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 39 4.3.3 OBJETIVOS, METAS E PROGRAMA(S) P 11:

39

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 39 4.3.3 OBJETIVOS, METAS E PROGRAMA(S) P 11:
ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 39 4.3.3 OBJETIVOS, METAS E PROGRAMA(S) P 11:

4.3.3 OBJETIVOS, METAS E PROGRAMA(S)

P 11: Quais as relações dos objetivos de ordem legal e a conformidade

legal ?

R 11: No que tange a relação entre os objetivos de ordem legal e a conformidade

legal vale o que está descrito no item 4.2 (resposta R 6), contudo objetivos e metas

de caráter legal podem ser aceitos quando:

Existir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinados com o Órgão de Controle Ambiental. Minimizam não conformidades legais eventuais e pontuais em situações anormais ou emergenciais.

P 12: Como encarar as limitações de orçamento em relação a objetivos e

metas ?

R 12: Limitações orçamentárias conjunturais em relação aos objetivos e metas

devem ser objeto de uma análise pela administração com as respectivas

justificativas e ações mitigadoras.

P 13: Quais são os requisitos mínimos para descrever os “meios e prazos

dentro do qual os objetivos e metas devem ser atingidos” ?

R 13: No programa de gestão ambiental, entende-se por “meios e o prazo dentro

do qual os objetivos e metas devem ser atingidos”, o “como” o objetivo vai ser atingido, ou seja, as ações, atividades e tarefas que deverão ser implantadas. Quanto aos recursos, sugere-se observar a correlação deste requisito com o item 4.4.1 Recursos, funções, responsabilidades e autoridades

4.4.2 COMPETÊNCIA ,TREINAMENTO E CONSCIENTIZAÇÃO

P 14: Os critérios de educação, experiência e/ou treinamento podem ser

estabelecidos apenas para as funções-chave do sistema (operador da estação de tratamento de efluente, operador de caldeira, responsável pelo depósito de resíduos, membros de brigada, representante da administração, por exemplo) ?

R 14: No que se refere ao requisito de treinamento, como a norma não menciona

funções chave, entende-se que todas as pessoas que trabalhem para a organização

ou atuem em seu nome e que realizem tarefas com potencial de causar impacto ambiental significativo, devem ser competentes com base em formação apropriada, treinamento ou experiência .

competentes com base em formação apropriada, treinamento ou experiência . NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 5/7
competentes com base em formação apropriada, treinamento ou experiência . NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 5/7

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COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 40 4.4.6 CONTROLE OPERACIONAL P 15: Qual a

40

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 40 4.4.6 CONTROLE OPERACIONAL P 15: Qual a
ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 40 4.4.6 CONTROLE OPERACIONAL P 15: Qual a

4.4.6 CONTROLE OPERACIONAL

P 15: Qual a abrangência do controle sobre os procedimentos e requisitos

comunicados aos fornecedores ?

R 15: A norma não determina controle sobre as exigências ambientais aos fornecedores, mas sim a comunicação dos procedimentos e requisitos pertinentes. A gestão sobre as exigências comunicadas está relacionada a significância dos impactos associados e a capacidade da organização em influenciar seus fornecedores

P 16: Todo aspecto significativo deve estar sob controle ? Este controle

deve estar definido em documento (pode ser suficiente um parâmetro de controle operacional) ? E se o aspecto está vinculado a uma atividade de terceiro (dentro ou fora do local da organização) ?

R 16: Toda operação relacionada com aspectos ambientais significativos deve estar no escopo do controle operacional. A forma deste controle ser efetuado, quando aplicável, se dá pelo estabelecimento de procedimentos documentados (nos termos descritos pela norma), critérios operacionais e comunicação aos fornecedores.

4.4.7 PREPARAÇÃO E RESPOSTA A EMERGÊNCIAS

P 17: Cada situação de emergência identificada deve ter definido um plano

para seu atendimento ? ou somente as situações significativas ? (pequenos

vazamentos ou derrames)

R 17: Todos os potenciais acidentes ou situações de emergência devem estar cobertos por uma sistemática de resposta. Isto inclui pequenos vazamentos, desde que tenham sido identificados como de impacto significativos ao meio ambiente. Devem ser incluídas ações para mitigar os impactos ambientais associados à emergência.

P 18: Todos os planos de emergência devem ser testados ? Ou pode ser

aceito teste por tipo de situação ? Como encarar os testes simulados

versus treinamentos de brigadas ?

R 18: Todas as situações identificadas devem ser testadas na extensão do possível. São aceitáveis testes por tipos de acidentes ou situações de emergência, desde que envolvam os mesmos procedimentos, recursos e impactos ambientais decorrentes do acidente e do respectivo atendimento. Simulações podem ser aceitas como testes quando estes não forem exeqüíveis.

podem ser aceitas como testes quando estes não forem exeqüíveis. NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 6/7
podem ser aceitas como testes quando estes não forem exeqüíveis. NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 6/7

ABNT / CB-38

COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 41 Os treinamentos são definidos como uma etapa

41

ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 41 Os treinamentos são definidos como uma etapa
ABNT / CB-38 COMITÊ BRASILEIRO DE GESTÃO AMBIENTAL 41 Os treinamentos são definidos como uma etapa

Os treinamentos são definidos como uma etapa de capacitação e a simulação como uma etapa de avaliação da eficácia do sistema de resposta a emergência, portanto são eventos distintos.

4.5.1 MONITORAMENTO E MEDIÇÃO

P 19: O que deve ser entendido por monitoramento e por controle ?

R 19: Monitorar é entendido como medir ou avaliar, ao longo do tempo (regido pelo item 4.5.1 da ISO 14001:2004). Controlar é entendido como tomar ações para manter as operações e atividades de acordo com um padrão estabelecido e ajustar quando necessário, a partir da comparação com o padrão (regido pelo item 4.4.6 da ISO 14001:2004).

P 20: Qual a relação entre Objetivos, metas e Programas Ambientais (4.3.3) e Monitoramento e Medição (4.l5.1) ?

R 20: Esta é uma questão que em muitos casos suscita problemas de interpretaçãopor parte de auditores e implementadores de SGA. O estabelecimento dos Objetivos,Metas e Programas Ambientais se relaciona com o requisito 4.3.3 da NBR ISO 14001:2004, enquanto que o monitoramento e avaliação periódica do atingimento destes objetivos e metas e do cumprimento/realização dos programas ambientais (e indicadores de desempenhoambientais) se relaciona com o requisito 4.5.1 - Monitoramento e Medição.

P 21: Para o atendimento de requisito legal não operacional (obtenção de alguma autorização) é suficiente considerar o monitoramento realizado em auditorias ? Ou é necessário um processo específico a ser aplicado periodicamente ?

R 21: Compete a organização definir quais os procedimentos serão adotados para o atendimento ao requisito 4.5.2. A auditoria interna pode ser uma das formas a ser utilizada, desde que seja garantido que cubra todos os requisitos legais não operacionais com a periodicidade adequada.

P

atendimento de determinado requisito legal ? É suficiente o registro e o tratamento de não conformidade interna ? O órgão ambiental deve ser obrigatoriamente comunicado ?

não

22:

O

que

deve

ser

feito no

caso de

ter sido identificado o

R 22: Requisitos legais não atendidos devem ser tratados de acordo com a sistemática de ação corretiva. A comunicação de não atendimentos legais à autoridade competente é condicionada à existência de exigência legal.

à autoridade competente é condicionada à existência de exigência legal. NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 7/7
à autoridade competente é condicionada à existência de exigência legal. NTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (2004) 7/7