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Material Teórico Direito Civil Parte Geral Tema 3 Pessoas Jurídicas Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa
Material Teórico Direito Civil Parte Geral Tema 3 Pessoas Jurídicas Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa

Material Teórico

Direito Civil

Parte Geral

Tema 3

Pessoas Jurídicas

Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa

cod CivilGeralCDSG1601_ a03

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Das Pessoas Jurídicas Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu que sozinho não podia

Das Pessoas Jurídicas

Desde os tempos mais remotos, o homem percebeu que sozinho não podia cumprir e realizar grandes feitos. Então, conjugando esforços com seus iguais passou a: fazer grandes empreendimentos, buscar fins que ajudassem à comunidade e aprendeu a atuar em conjunto. Através da união houve a polarização de atividades em torno do grupo reunido”.

polarização de atividades em torno do grupo reunido ”. “ Daí decorre a atribuição de capacidade

Daí decorre a atribuição de capacidade jurídica aos entes abstratos assim constituídos, gerados pela vontade e necessidade do homem. Surgem, portanto, as pessoas jurídicas, ora como conjunto de pessoas, ora como destinação patrimonial, aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações(VENOSA) 1 .

NOÇÃO: Pessoas jurídicas, portanto, são entes abstratos com personalidade jurídica própria, criados pelo homem
NOÇÃO:
Pessoas jurídicas,
portanto, são entes
abstratos com
personalidade jurídica
própria, criados pelo
homem para consecução
de finalidade específica.

O Código Civil trata da questão das pessoas jurídicas do art. 40 ao 69 e 75. Segundo DEFINIÇÃO de Silvio Rodrigues, pessoas jurídicas são entidades a que a lei empresta personalidade, isto é, são seres que atuam na vida jurídica com personalidade diversa da dos indivíduos que as compõem, capazes de ser sujeitos de direitos e obrigações na ordem civil.

1 VENOSA, Sílvio de Salvo. Op cit p. 242.

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DA CLASSIFICAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS Segundo a classificação clássica ou da lei: O artigo 40

DA CLASSIFICAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS

Segundo a classificação clássica ou da lei:

O artigo 40 do Código Civil, traz a classificação das pessoas jurídicas,

dividindo-as em:

a classificação das pessoas jurídicas, dividindo-as em: Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público

Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público*, interno ou externo, e de direito privado+.

O critério diferenciador mostrado neste artigo é a soma do sujeito e da relação jurídica envolvida. Daí a diferenciação entre as pessoas jurídicas de direito público e de direito privado.

*DIREITO PÚBLICO é aquele que regula relações em que o Estado é parte, regendo a organização e atividade do Estado, considerado em si mesmo, em relação com outro Estado e suas relações com particulares, quando procede em razão de seu poder soberano e atua na tutela do bem coletivo 2 . As pessoas jurídicas de direito público, agem buscando o bem comum, da coletividade, considerando sua supremacia, sua prevalência sobre o interesse individual.

+Já as pessoas jurídicas de DIREITO PRIVADO possuem interesses e fins dos indivíduos que as criaram, seguindo objetivos individuais, privados. Assim, se, por um lado, a capacidade para a pessoa natural é plena, a capacidade da pessoa jurídica é limitada à finalidade para a qual foi criada (VENOSA 3 ).

Então, esquematizando

PESSOAS JURÍDICAS

2 DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil op. cit. p. 34. 3 VENOSA. Sílvio de Sávio. Op cit. p. 251.

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DIREITO PÚBLICO ( finalidade pública ) EXTERNO Países e Pessoas de Direito Internacional Público Exemplo:

DIREITO PÚBLICO (finalidade pública)

DIREITO PÚBLICO ( finalidade pública ) EXTERNO Países e Pessoas de Direito Internacional Público Exemplo: de

EXTERNO

Países e Pessoas de Direito Internacional Público

Exemplo: de Pessoas de Direito Internacional Público: União Aduaneira (MERCOSUL para alguns, União Européia etc.), Organização das Nações Unidas (ONU), Santa Sé (Igreja Católica como organismo internacional), INTERPOL, FMI, UNESCO, etc.

como organismo internacional), INTERPOL, FMI, UNESCO, etc. INTERNO (art. 41 CC)  M unicípios  E

INTERNO

(art. 41 CC)

Municípios

Estados Membros

União

Distrito Federal

Autarquias 1 e demais entidades públicas criadas por lei 2

Autarquia é ente criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizadas. É entidade que faz parte da administração indireta, como pode ser classificado o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), etc.

São consideradas como demais entidades, mencionadas no Código Civil (C.C.) as associações e fundações públicas. Fundação Pública é a entidade dotada de personalidade jurídica, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por outros órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes, sendo que elas adquirem personalidade jurídica com a inscrição da escritura pública de sua constituição no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, não se lhes aplicando as demais disposições do Código Civil concernentes às fundações. São exemplos de fundações públicas: a FUNAI (Fundação Nacional do Índio sua instituição é decorrente da Lei 5.371, de 5 de dezembro de 1967), a FUNASA (Fundação Nacional da Saúde), Fundação Biblioteca Nacional, entre outros. O consórcio público é apresentado segundo duas modalidades de associação entre as pessoas jurídicas políticas (União, Estado, Distrito Federal, Município), que podem dar origem a uma pessoa jurídica de direito privado ou de direito público. Um exemplo apontado pela doutrina é o COPATI (Consórcio para Proteção Ambiental do Rio Tibagi).O consórcio público com personalidade jurídica de direito público não é uma associação, mas sim uma autarquia e chama-se associação pública.

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AUTARQUIAS são, por exemplo, INSS, IBAMA, CADE, USP, INCRA etc. entidades que devem perseguir a

AUTARQUIAS são, por exemplo, INSS, IBAMA, CADE, USP, INCRA etc. entidades que devem perseguir a finalidade pública. No artigo estão inclusas:

CONSÓRCIOS PÚBLICOS que cumprem finalidade pública: Ex. Consórcios para preservação de rios (COPATI Rio Tibagi, PN).

As FUNDAÇÕES PÚBLICAS. Ex. Fundação Biblioteca Nacional, FUNASA, FUNARTE etc.

As AGÊNCIAS REGULADORAS. Ex. ANEEL, ANATEL, ANVISA, ANTT etc.

ASSOCIAÇÕES PÚBLICAS

DIREITO PRIVADO (finalidade privada - art. 44 CC)

Sociedades

Associações

Partidos Políticos

Organizações Religiosas

Fundações

Empresas Individuais

Obs. Há ainda, neste quadro, como mencionamos as Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (Lei 12.441/2011) Trata-se da empresa constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não poderá ser inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. Para poder ser reconhecida, a empresa deve ter em seu nome empresarial a expressão "EIRELI", após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada. Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração

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decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz

decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional.

SOCIEDADE

jurídica, vinculados à atividade profissional. SOCIEDADE É a união de pessoas e bens visando um fim

É a união de pessoas e bens visando um fim comum. Podem ser:

SIMPLES para exercício de profissões, para dedicação a um fim científico, literário, artístico, intelectual. Tem como fim a atividade escolhida. Não são sociedades cujos elementos o caracterizam como empresas. Exemplo: Sociedade Literária Castro Alves; Sociedade de Advogados; Sociedade de Tradutores do Brasil, etc. Tem como caracteres: ser constituída por pessoas que levarão a sociedade através de sua constituição por contrato (de fins artísticos, intelectuais e científicos) no Registro Civil de Pessoas Jurídicas a fim de lhe constituir personalidade jurídica própria.

SOCIEDADES EMPRESÁRIAS para exercer atividade empresarial ou comercial. Tem organização específica, estrutura econômica e como fim, pretendem o lucro.

O Código Civil aponta, taxativamente, modalidades societárias, quais sejam:

Sociedade em nome coletivo (art. 1040) - Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais. Portanto, quem quiser participar arcará perante terceiros, pela empresa, de modo ilimitado e em conjunto com seus sócios. Este tipo social é bastante antigo e remonta a Idade Média na Itália. Todos os sócios respondiam pela atividade desenvolvida em conjunto.

Sociedade em comandita simples (art. 1045) - Na sociedade em comandita simples tomam parte sócios de duas categorias: os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota. O contrato deve discriminar os comanditados e os comanditários.Este tipo social era atribuído a época das grandes navegações. Era firmado um contrato determinando ao capitão do navio o direito de gerir o capital dado pelos donos de quotas que financiavam a viagem. Havendo lucro, cada detentor de quota recebia, na proporção os

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lucros, considerando o que havia investido. O capitão era incumbido em seu nome e risco,

lucros, considerando o que havia investido. O capitão era incumbido em seu nome e risco, pela atividade. No caso de insucesso da missão era responsável perante os terceiros (tripulação, mercadorias para alimento durante a viagem, etc).

Sociedade em comandita por ações (estava previsto no art. 280 da Lei 6.404/76) de pouca utilização prática. É a mesma forma da sociedade anterior, porém, todos possuem a divisão do capital em ações. A sociedade poderá comerciar sob firma ou razão social, da qual só farão parte os nomes dos sócios-diretores ou gerentes. Ficam ilimitada e solidariamente responsáveis, nos da lei, pelas obrigações sociais, os que, por seus nomes, figurarem na firma ou razão social.

Sociedade em conta de participação (art. 991 do Código Civil) Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os demais dos resultados correspondente.Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo; e, exclusivamente perante este, o sócio participante, nos termos do contrato social.A constituição da sociedade em conta de participação independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito. Pode ser exemplificada quando investidores aceitam participar de um empreendimento, por exemplo. O dinheiro é dado para aqueles que vão realiza-lo. A empreiteira é a sócia ostensiva. Os investidores os sócios ocultos. Depois de pronto empreendimento, a empreiteira entrega o resultado alcançado para os sócios investidores.

Sociedade Limitada (art. 1052 do Código Civil). Grande número de empresas no Brasil tem esta estrutura social. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.Portanto, colocados os bens, valores ou créditos na empresa, os sócios ficam resguardados sobre a responsabilização que eventualmente terceiros venham a exigir. Somente em caso de fraude, má direção por parte dos administradores ou outros casos específicos, poderá a empresa ter a desconsideração da personalidade jurídica decretada por juiz, atingindo o patrimônio pessoal dos sócios.

Sociedade Anônima (Lei 6.404/76) - A companhia (Cia.) ou sociedade anônima (S.A.) terá o capital dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.Pode ser objeto da companhia qualquer empresa de fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes. Qualquer que seja o objeto, a companhia é mercantil e se rege pelas leis e usos do comércio. O estatuto social define o objeto de modo preciso e completo. A companhia pode ter por objeto participar de outras sociedades; ainda que não prevista no estatuto, a participação é facultada como

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meio de realizar o objeto social, ou para beneficiar-se de incentivos fiscais. Ainda sobre as

meio de realizar o objeto social, ou para beneficiar-se de incentivos fiscais.

Ainda sobre as sociedades é possível adaptá-las em outra classificação.

Esta outra classificação das pessoas jurídicas é aquela que leva em conta a sua estrutura, dividindo-as em:

Universitas Personarum

Consiste na reunião de pessoas e se dividem em: sociedades e associações.

ASSOCIAÇÕES

se dividem em: sociedades e associações . ASSOCIAÇÕES São entidades sem fins lucrativos ( CC Art.

São entidades sem fins lucrativos (CC Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos), criadas para cumprir as finalidades (ou interesses) de seus associados cuja ênfase pode ser: religiosa (organizações religiosas) 4 , cultural, benemérita, recreativa, científica, literária, esportiva, educacional, moral etc. O patrimônio da associação é formado pela contribuição, pela ajuda dos sócios, visando cumprir os fins almejados. Devem sua existência legal a inscrição de seus estatutos sociais nos órgãos competentes. Exemplo: APAE, Associação dos Advogados, Associação de Pais e Mestres etc.

Veja a regulamentação do CÓDIGO CIVIL:

e Mestres etc. Veja a regulamentação do CÓDIGO CIVIL : Art. 54 . Sob pena de

Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:

I - a denominação, os fins e a sede da associação;

II - os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos

associados;

III - os direitos e deveres dos associados;

IV - as fontes de recursos para sua manutenção;

V o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos

VI - as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a

dissolução. VII a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas. (Incluído pela Lei nº 11.127, de 2005)

4 Código Civil , art. 44 § 1 o São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.

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Art. 55 . Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias

Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não

dispuser o contrário. Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto. Art. 57. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005) Art. 58. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito ou função que lhe tenha sido legitimamente conferido, a não ser nos casos

e pela forma previstos na lei ou no estatuto.

Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral: (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005) I destituir os administradores; (Redação dada pela Lei nº 11.127, de

Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim, cujo quorum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005) Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005) Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por

deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes. § 1 o Por cláusula do estatuto ou, no seu silêncio, por deliberação dos associados, podem estes, antes da destinação do remanescente referida neste artigo, receber em restituição, atualizado o respectivo valor, as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação.

§

Território, em que a associação tiver sede, instituição nas condições indicadas neste artigo, o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado, do Distrito Federal ou da União.

2 o Não existindo no Município, no Estado, no Distrito Federal ou no

Universitas bonorum ou fundação

É a reunião de bens destinados ao cumprimento de certas finalidades.

A principal distinção entre corporações e fundações, é que: a primeira visa a

realização de fins internos, voltados para o bem de seus membros, e por eles mesmos estabelecidos, ao passo que a segunda tem objetivos externos, estabelecidos pelo instituidor.

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FUNDAÇÃO Na fundação um patrimônio, uma universalidade de bens está afetada e é destinada pelo

FUNDAÇÃO

FUNDAÇÃO Na fundação um patrimônio, uma universalidade de bens está afetada e é destinada pelo fundador,

Na fundação um patrimônio, uma universalidade de bens está afetada e é destinada pelo fundador, para realizar certa finalidade. A personalização da fundação decorre da ordem jurídica.

O termo “fundatio” é a palavra latina que designa FUNDAR. A fundação é constituída por testamento e escritura pública reservando bens, patrimônio, dinheiro, para uma finalidade lícita. Cabe ao Ministério Público analisar o estatuto e fiscalizar a instituição.

Veja o que dispõe o CÓDIGO CIVIL:

a instituição. Veja o que dispõe o CÓDIGO CIVIL : Art. 62 .Para criar uma fundação,

Art. 62.Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura

pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá- la. Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins

II cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e

V segurança alimentar e nutricional; (Incluído pela Lei nº 13.151, de

VI

defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção

do

desenvolvimento sustentável; (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

VII

pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas,

modernização de sistemas de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos; (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015) VIII promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos humanos; (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

IX atividades religiosas; e (Incluído pela Lei nº 13.151, de 2015)

Art. 63. Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela destinados serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. Art. 64. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos, o instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade, ou outro direito real, sobre os bens dotados, e, se não o fizer, serão registrados, em nome dela, por mandado judicial.

PARTIDOS POLÍTICOS São associações civis assecuratórias, no interesse do regime democrático, da autenticidade do

PARTIDOS POLÍTICOS

PARTIDOS POLÍTICOS São associações civis assecuratórias, no interesse do regime democrático, da autenticidade do

São associações civis assecuratórias, no interesse do regime democrático, da autenticidade do sistema representativo e defensoras dos direitos fundamentais definidos na Constituição Federal 5 .

OUTRAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO

EMPRESA PÚBLICA

Formada por CAPITAL EXCLUSIVO da UNIÃO;

Patrimônio PRÓPRIO;

CRIADO POR LEI para desenvolver atividade necessária para suprir contingências ou conveniência administrativas.

Exemplo: Caixa Econômica Federal, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

CRIADA por lei;

Explora atividade sob forma de SOCIEDADE ANÔNIMA;

Ações (maioria) da União ou entidade de Administração Indireta;

Exemplo: Banco do Brasil, Petrobrás, Eletrobrás.

Características

Suas normas obedecem ao regime de direito empresarial e trabalhista.

Estão sujeitas a certos PRINCÍPIOS de rigidez no trato com a coisa pública.

Ex. licitações, prestações de contas etc.

5 DINIZ, Maria Helena. Código civil anotado op.cit. p.94.

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VEJA o que diz a CONSTITUIÇÃO FEDERAL:

VEJA o que diz a CONSTITUIÇÃO FEDERAL : Art. 173 . Ressalvados os casos previstos nesta
VEJA o que diz a CONSTITUIÇÃO FEDERAL : Art. 173 . Ressalvados os casos previstos nesta

Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a

exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da

sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:

I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela

sociedade;

II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas,

inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas

e

tributários;

III

- licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações,

observados os princípios da administração pública;

IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e

fiscal, com a participação de acionistas minoritários;

V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos

administradores.

§ 2º - As empresas públicas e as sociedades de economia mista não

poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.

§

3º - A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado

e

a sociedade.

§

4º - A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação

dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário

dos lucros.

§ 5º - A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes

da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a

às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra

a ordem econômica e financeira e contra a economia popular.

PERSONALIDADE JURÍDICA

e contra a economia popular. PERSONALIDADE JURÍDICA Toda criação de pessoa jurídica de direito privado

Toda criação de pessoa jurídica de direito privado obedece ao:

ATO CONSTITUTIVO e ao REGISTRO PÚBLICO. Sem esses dois requisitos a pessoa jurídica não tem personalidade, ou seja, não pode por si só, ser alvo de direitos e obrigações.

Em caso de defeito na constituição da pessoa jurídica, o Código Civil estipulou o prazo de 3 anos (contado do registro ou sua publicação) para desconstituir a pessoa jurídica.

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ENTES DESPERSONALIZADOS Sem registro, em regra, entidades não podem adquirir direitos e obrigações por si

ENTES DESPERSONALIZADOS

ENTES DESPERSONALIZADOS Sem registro, em regra, entidades não podem adquirir direitos e obrigações por si só.

Sem registro, em regra, entidades não podem adquirir direitos e obrigações por si só. São entes sem personalidade.

Há, todavia, os denominados de entes com personificação

anômala. São entidades que possuem aptidão para terem deveres

e contraírem obrigações, mas por serem grupos

despersonalizados ou um conjunto de direito, obrigações, pessoas

e bens são tratados com características próprias. Ex. massa falida, espólio, condomínio, sociedades de fato, herança jacente e vacante etc.

DECONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA / TEORIA DA PENETRAÇÃO

DA PESSOA JURÍDICA / TEORIA DA PENETRAÇÃO Merece destaque a questão atinente à sua

Merece destaque a questão atinente à sua desconsideração. Com efeito vimos que a existência da pessoa jurídica é distinta da de seus membros.

Em caso de abuso da personalidade jurídica (desvio da finalidade ou confusão patrimonial) o juiz poderá atingir o patrimônio pessoal dos sócios ou administradores da empresa ou da pessoa jurídica, se essa tenha sido utilizada de maneira fraudulenta, causando prejuízo a terceiros. Desconsiderando a pessoa jurídica, o juiz atinge os verdadeiros causadores dos danos e fraudes.

Mas acontece que a desconsideração não significa que a dissolução da pessoa jurídica irá ocorrer. Na verdade, o juiz impõe que os danos causados incidam sobre o patrimônio dos responsáveis pela situação, afastando a repercussão patrimonial da empresa ou pessoa jurídica, que ainda possui condições para operar.

Mesmo assim, ela pode permanecer para ser liquidada (art. 51 do CC ). Atualmente no Direito Brasileiro esta regra também está prevista no art. 28 e parágrafos do Código de Defesa do Consumidor e no Código Tributário Nacional (art. 135).

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DA RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO: Respondem pelos atos danosos que causarem

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE

DIREITO PRIVADO:

Respondem pelos atos danosos que causarem em decorrência das atividades exercidas: responsabilidade extracontratual ou aquiliana por ato omissivo ou comissivo. Também incide quando seu representante, mandatário, responsável praticar ato em nome da pessoa jurídica.

Respondem pelos compromissos e obrigações assumidos em decorrência de negócios jurídicos firmados: responsabilidade contratual cabíveis perdas e danos em caso de descumprimento de cláusula ou cumprimento parcial do contrato.

DA RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS DE

DIREITO PÚBLICO:

O poder público pode causar prejuízo a alguém, o que gera a obrigação de

reparar o dano patrimonial e/ou moral, provocado por ação ou omissão da administração pública.

A responsabilidade civil da administração é a que impõe à Fazenda Pública a

obrigação de compor o dano causado a terceiros, por agentes públicos, no

desempenho de suas funções ou a pretexto de exercê-las.

Sejam as pessoas, de Direito Privado ou Direito Público, se sujeitam à ordem jurídica. Sendo a responsabilidade da Administração Pública (ou do Estado) consequência do Estado de Direito, tais pessoas devem responder pelos seus comportamentos que venham a violar esta ordem jurídica.

A atividade administrativa se subordina à lei (princípio da legalidade), não

podendo a Administração dela se afastar sob pena de praticar ato inválido, devendo o responsável sujeitar-se às penas disciplinares, cíveis e criminais, em alguns casos a política.

A teoria da Responsabilidade Civil da Administração evoluiu da

irresponsabilidade para responsabilidade com culpa e depois para

responsabilidade sem culpa, conforme segue:

Evolução das teorias:

Irresponsabilidade Origem do direito Público: negava-se a responsabilidade (“O Rei não pode errar”). Os representantes do rei também eram abrangidos por tal princípio, porém não de forma absoluta. Na França o funcionário poderia ser responsabilizado quando o ato lesivo pudesse ser direto e relacionado a um comportamento seu. Mas gozavam, os funcionários, de uma “garantia administrativa” (qualquer ação contra eles dependia de prévia autorização do conselho do Estado Francês).

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 Responsabilidade Civilista Influência do Liberalismo. Estado assemelhado ao indivíduo, para que pudesse ser

Responsabilidade Civilista Influência do Liberalismo. Estado assemelhado ao indivíduo, para que pudesse ser responsabilizado pelos atos culposos. Não é necessária a identificação da culpa individual para caracterizar a responsabilidade do Estado.

Teoria da Culpa Administrativa responsabilidade subjetiva do Estado. Celso A. Bandeira de Melo: responsabilidade subjetiva é a obrigação que incumbe a alguém em razão de um procedimento contrário ao Direito culposo ou doloso consiste em causar em dano a outrem ou deixar de impedi-lo quando obrigado a isto”. Hely Lopes Meirelles: Falta de serviço culpa da administração. Para o festejado mestre esta teoria representa o estágio de transição entre a doutrina subjetiva da culpa civil e a tese objetiva do risco administrativo.

Teoria do Risco Administrativo Responsabilidade Objetiva do Estado. Para Hely Lopes Meirelles a teoria do risco administrativo faz surgir a obrigação de indenizar o dano, do ato lesivo e injusto causado à vítima pela Administração. Esta teoria se baseia no risco que a atividade pública gera para os administrados e na possibilidade de acarretar danos a terceiros, impondo-lhes um ônus não suportado por todos.

Teoria do Risco Integral É a modalidade radical da doutrina do risco administrativo, abandonada na prática, por conduzir ao abuso e à iniqüidade social. Por essa maneira extremada, a Administração ficaria obrigada a indenizar todo e qualquer dano suportado por terceiros, ainda que resultante de culpa ou dolo da vítima.

Essa teoria nunca foi acolhida pelo direito brasileiro, embora haja defensores da sua admissibilidade no texto constitucional texto que foi alterado tratava do assunto no artigo 21, XXIII, letra “d” (alínea alterada pela EC nº 49):

“d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa

Responsabilidade Civil da Administração no Direito Brasileiro Está prevista no artigo 37, § 6º, Constituição Federal de 1988, foi adotada a Teoria da Responsabilidade Objetiva risco administrativo.

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Alguns aspectos devem ser observados ao se analisar a teoria do risco administrativo:  Os

Alguns aspectos devem ser observados ao se analisar a teoria do risco administrativo:

Os sujeitos que comprometem o Estado Acarretam a responsabilidade da Administração Pública os danos causados no próprio exercício da atividade pública do agente, como também aqueles que só puderam ser produzidos graças ao agente público prevalecer-se dessa condição. O que interessa é saber se sua qualidade de agente público foi determinante para a conduta lesiva.

Na medida em que a Administração defere a realização de atividade administrativa a seus servidores, ela responde pelos danos que eles, nesta condição, causam a terceiros.

Conduta lesiva que enseja responsabilidade

a) Comportamento comissivo (“facere”). Ex: espancar preso e causar lesões definitivas.

b) Comportamento omissivo (“non facere”). O Estado deveria agir, por imposição legal, não o fez ou agiu deficientemente, abaixo do padrão normal de eficiência.

c) O legislador constituinte só cobriu o risco administrativo da atuação ou inação dos servidores públicos; não responsabilizou objetivamente a administração por atos predatórios de terceiros, nem por fenômenos naturais.

A reparação do dano

O dano deve ter características:

a) O dano deve corresponder à lesão a um direito da vítima - além de lesão econômica, deve ser jurídica.

b) O dano certo e real e não futuro.

Portanto, a pessoa jurídica de direito público é obrigada a indenizar os prejuízos (patrimoniais e morais) causados a terceiro: Pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos, responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de culpa e dolo (art. 37, § 6º da Constituição Federal e 43 do CC).

A Responsabilidade civil do Estado, na forma OBJETIVA, teoria do risco administrativo, conforme acima exposto, faz surgir a obrigação de indenizar o dano, do ato lesivo e injusto causado à vítima pela Administração.

O Estado deve ressarcir o dano causado por agente a terceiros, na execução de sua função pública.

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NÃO HÁ NECESSIDADE DA PROVA DE INTENÇÃO DE LESAR, BASTA PROVA DE DANO, NEXO ENTRE

NÃO HÁ NECESSIDADE DA PROVA DE INTENÇÃO DE LESAR, BASTA PROVA DE DANO, NEXO ENTRE O ATO LESIVO e o DANO. Ex. ambulância de hospital público, a caminho de prestar socorro a vítima de acidente, passa na fase vermelha do sinal e danifica um veículo de particular. A responsabilidade é objetiva por parte do Estado/Administração. Entretanto, em caso de ação de regresso contra o agente do Estado, ou em caso de o lesado ingressar com ação contra o funcionário, a responsabilidade passará a ser subjetiva.

Se o lesado escolher, por exemplo, acionar o motorista da ambulância e não o Estado ele terá que provar a intenção (dolo) ou a negligência, imperícia ou imprudência (culpa) do profissional envolvido.

AÇÃO REGRESSIVA. A pessoa jurídica, para se ressarcir dos prejuízos causados por seus agentes, terá direito ao regresso, ou seja, descontará os prejuízos do funcionário público ou será indenizado por ele. Neste caso cabe à pessoa jurídica provar que houve dolo ou culpa do agente causador do dano para que ele venha a ressarci-la (Estado). Não restando comprovada não haverá indenização.

Trata, o caso em tela, de responsabilidade por fato de outrem. Nas lições de Alvino Lima:

A responsabilidade civil pelo fato de outrem se verifica todas as vezes em que alguém responde pelas conseqüências jurídicas de um ato material de outrem, ocasionando ilegalmente um dano a terceiro. Em matéria de responsabilidade pelo fato de outrem, a reparação do dano cabe a uma pessoa que é materialmente estranha à sua realização6 . Venosa ainda afirma que o responsável pela reparação está ligado ao causador do dano por um liame jurídico, em situação de subordinação ou submissão, em caráter permanente ou eventual.

PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE

A pessoa jurídica também está protegida em relação ao seu nome, marca, honra objetiva, imagem, dano moral, quebra de sigilo, direito à boa reputação:

dano moral, quebra de sigilo, direito à boa reputação: Art. 52 . Aplica-se às pessoas jurídicas,

Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. (CC).

6 LIMA, Alvino apud VENOSA, Silvio de Salvo. Op. Cit. p. 265.

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DOMICÍLIO

Da pessoa jurídica de direito público é a sede de seu respectivo governo:

de direito público é a sede de seu respectivo governo: CC - Art. 75 . Quanto
de direito público é a sede de seu respectivo governo: CC - Art. 75 . Quanto

CC - Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:

I - da União, o Distrito Federal; II - dos Estados e Territórios, as respectivas capitais; III - do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;

Da pessoa jurídica de direito privado é o lugar onde funcione a sua sede, diretoria ou administração ou onde esteja determinado em seu ato constitutivo:

ou onde esteja determinado em seu ato constitutivo: IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar

IV - das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. § 1 o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. § 2 o Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder.

FIM DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO

As pessoas jurídicas podem ser extintas das seguintes formas:

a) dissolução (artigo 1.033 do Código Civil):

formas: a) dissolução (artigo 1.033 do Código Civil): Art. 1033 - Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:

Art. 1033 - Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:

I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de sócio, não entrar em liquidação, caso em que se prorrogará por tempo

indeterminado;

II - o consenso unânime dos sócios;

III - a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo

indeterminado;

IV - a falta de pluralidade dos sócios, não reconstituída no prazo de cento e

oitenta dias;

V - a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar.

Parágrafo Único - Não se aplica o disposto no item IV caso o sócio remanescente, inclusive na hipótese de concentração de todas as cotas da sociedade sob sua titularidade, requeira, no Registro Público de Empresas Mercantis, a transformação do registro da sociedade para empresário individual ou para empresa individual de responsabilidade limitada, observada a lei.

b) determinação legal - o juiz dissolve com base na Constituição Federal, artigo 5º, XIX:

b) determinação legal - o juiz dissolve com base na Constituição Federal, artigo 5º, XIX: as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo- se, no primeiro caso, o trânsito em julgado”.

c) por ato do governo - cassação de autorização de funcionamento (atos opostos aos fins da pessoa jurídica ou contrários ao interesse público).