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Material Teórico Direito de Família Filiação Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa cod CivilFamiliaCDSG1602_
Material Teórico Direito de Família Filiação Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa cod CivilFamiliaCDSG1602_

Material Teórico

Direito de Família

Filiação

Conteudista Responsável: Profª Marlene Lessa

cod CivilFamiliaCDSG1602_ a04

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Filiação É o vínculo existente entre pais e filhos. Vem a ser a relação de

Filiação

Filiação É o vínculo existente entre pais e filhos. Vem a ser a relação de parentesco

É o vínculo existente entre pais e filhos. Vem a ser a relação de parentesco consanguíneo em linha reta de primeiro grau entre uma pessoa e aqueles que lhe deram a vida (Antonio Chaves). Também possuem vínculo de filiação aqueles que o estabeleceram de forma artificial:

Nem sempre a filiação decorre de uma união sexual, pois pode provir de uma inseminação artificial homóloga (artigo 1.597, III, CC) ou heteróloga, desde que tenha autorização do marido (artigo 1.597, IV, CC) e de fertilização de proveta in vitro.

Silvio Rodrigues, ao falar sobre os tipos de inseminação artificial, informa:

] [

genético (sêmen e óvulo) dos próprios cônjuges; heteróloga é a fecundação realizada com material genético de pelo menos um terceiro, aproveitando ou não o gameta (sêmen ou óvulos) de um ou de outro cônjuge; e, por fim, embriões excedentários são aqueles resultantes da inseminação promovida artificialmente, mas não introduzidos no útero materno.

homóloga é a inseminação promovida com o material

A Constituição Federal em seu artigo 199, parágrafo 4° dispôs sobre a necessidade de serem observadas as condições e requisitos para garantir ética e compatibilidade com os direitos da pessoa humana frente ao desenvolvimento científico é o chamado Biodireito.

Pelo dispositivo constitucional é vedado qualquer tipo de COMERCIALIZAÇÃO, motivo pelo qual a gestação de substituição (aluguel de ventre ou “barriga de aluguel”) não é admissível a título oneroso, possibilitando apenas a doação (a título gratuito).

A Resolução do Conselho Federal de Medicina Nº 1.957/2010 permite a doação temporária de útero, sem fins lucrativos, desde que, a doadora, seja parente colateral até segundo grau da mãe genética.

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A antiga lei n. 8.974/95, atualmente substituída pela Lei 11.105/2005 , foi o marco para

A antiga lei n. 8.974/95, atualmente substituída pela Lei 11.105/2005, foi o

marco para regular o uso de técnicas de engenharia genética e para gerir as

responsabilidades quando da manipulação de organismos geneticamente modificados.

Classificação

A

filiação, antigamente, podia ser classificada em matrimonial:

Legítima, se oriunda da união de pessoas ligadas por matrimônio válido ao tempo da concepção ou se resultante de união matrimonial, que veio a ser anulada, posteriormente, estando ou não de boa fé os cônjuges.

 

Legitimada, decorrente de uma união de pessoas que, após o nascimento do filho, vieram a convolar núpcias.

E

extramatrimonial:

Ilegítima, provinda de pessoas que estão impedidas de casar ou que não querem contrair casamento, podendo ser espúria (adulterina ou incestuosa) ou natural.

Juridicamente, não há que se fazer tal distinção, ante o disposto na Constituição Federal de 1988, artigo 227, parágrafo 6°, e nas Leis n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e 8560/92, pois os filhos, havidos ou não do matrimônio, têm os mesmos direitos e qualificações, sendo proibidas designações discriminatórias - Artigo 1.596 do CC.

O Princípio da igualdade jurídica de todos os filhos garante que todos tenham

DIREITO AO NOME, ALIMENTOS e SUCESSÃO.

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Filiação Matrimonial A filiação legítima é a que se origina na constância do casamento dos

Filiação Matrimonial

A filiação legítima é a que se origina na constância do casamento dos pais, ainda que anulado ou nulo, portanto, o casamento dos genitores deve ocorrer antes do nascimento do filho, como também, da concepção.

1.

Presunção legal da paternidade

O

marido é o presumido pai da criança (presunção relativa, que admite prova

em contrário):

(presunção relativa, que admite prova em contrário): Se o (a) filho (a) é nascido 180 dias

Se o (a) filho (a) é nascido 180 dias após o estabelecimento da convivência conjugal ou dentro de 300 dias após a dissolução da sociedade conjugal (artigo 1.597, I e II do CC).

Se o (a) filho (a) é havido por fecundação artificial homóloga, mesmo que falecido o marido.

Se o (a) filho (a) havido, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga e havido por inseminação artificial heteróloga, desde que, como o consentimento do marido (artigo 1.597, III, IV e V do CC).

Portanto, a legitimidade do filho não é inerente ao matrimônio. Daí ser uma presunção legal da paternidade “juris tantum”.

Por outro lado, não se pode elidir a presunção da paternidade, nem contestar a legitimidade do filho se:

a) o marido, antes de se casar, tinha ciência da gravidez da mulher, caso em que há presunção de que, implicitamente, admite que o filho é seu ou que deseja assumir essa paternidade, mesmo que não seja responsável por ela, para poupar seu consorte, salvando-lhe a honra.

b) o marido assistiu, pessoalmente, ou por procurador, à lavratura do termo de nascimento do filho, sem contestar a paternidade. Assim, não poderá alegar mais tarde a ilegitimidade do filho, pois deveria ressalvar que o nascimento do bebê se deu antes dos 6 meses da convivência conjugal, acrescentando que se reserva o direito de propor, oportunamente, a ação negatória de paternidade.

Os filhos nascidos dentro de 300 dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal, por morte, separação judicial, divórcio ou anulação, pois a gestação humana não vai além desse prazo.

O filho nascido no 10° mês após a dissolução da sociedade conjugal é

considerado legítimo, pois poderia ser concebido no último dia de vigência do enlace matrimonial.

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Ação negatória de paternidade

2. Ação negatória de paternidade Esta ação é de ordem pessoal, sendo privativa do marido ou
2. Ação negatória de paternidade Esta ação é de ordem pessoal, sendo privativa do marido ou

Esta ação é de ordem pessoal, sendo privativa do marido ou suposto pai, pois só ele tem legitimatio ad causam (legitimação) para propô-la (artigo 1.601 do CC). A ação tem cabimento para o pai que reconheceu filho no assento de nascimento, mas que descobriu e tem indícios de não ser o pai natural.

A ação não tem prazo para ser proposta, é imprescritível e se porventura falecer o marido/ pai durante a lide, aos herdeiros será lícito continuá-la (artigo 1.601, § único do CC).

Portanto, o marido para contestar a paternidade deve mover ação judicial, provando uma das circunstâncias taxativamente enumeradas em lei (artigo 1.599, 1.600, 1.602 e 1.597, V):

a) Adultério - tendo em vista que se achava fisicamente impossibilitado de coabitar com a mulher nos primeiros 121 dias ou mais, dos 300 que houverem precedido ao nascimento do filho. P. ex., porque se encontrava: preso; longe de sua mulher servindo as forças armadas, em local de conflito, embora esta última idéia esteja envelhecida, ante a possibilidade de inseminação artificial; acometido de doença grave, que impedia as relações sexuais, por ter ocasionado impotência coeundi (incapacidade para o coito) absoluta ou que acarretou impotência generandi (infecundidade ou incapacidade para gerar) absoluta.

b) Separação de Corpos - que a esse tempo estavam os cônjuges legalmente separados, não tendo convivido um só dia sob o teto conjugal, hotel ou em casa de terceiro, daí a impossibilidade de ter havido qualquer relação sexual entre eles. Ainda, o artigo 1.600, afirma:

não basta o adultério da mulher, com quem o marido vivia sob o mesmo teto, para elidir a presunção da legitimidade da prole, porque, o filho pode ser do marido, não sendo cabível recusar a legitimidade do filho, com base em dúvidas. Entretanto o adultério pode servir como prova complementar na ação negatória de paternidade.

c) Que não havia possibilidade de inseminação artificial homóloga nem de fertilização de proveta.

A ação é proposta contra o filho e como é menor, não pode ser representado pelo próprio autor, que seria seu representante legal, portanto o juiz nomeia um curador ad hoc, cuja intervenção não se dispensa por oficiar, no feito, o Ministério Público. A mãe embora não seja parte na lide, poderá intervir para assistir o filho. A sentença proferida deverá ser averbada à margem do registro de nascimento (Lei 6.015/73, artigo 29, parágrafo 1°, “b”) para a competente ratificação (RT, 542:70); sendo oponível erga omnes, produz efeito em relação aos outros membros da família.

A ação admite cumulação de pedidos com a investigação de paternidade e retificação no assento de registro.

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3.

Prova de filiação legítima

3. Prova de filiação legítima Prova-se a filiação legítima: a) Pela certidão do termo do nascimento

Prova-se a filiação legítima:

de filiação legítima Prova-se a filiação legítima: a) Pela certidão do termo do nascimento , inscrito

a) Pela certidão do termo do nascimento, inscrito no registro civil, de acordo com os artigos 50 e ss. Da Lei 6.015/73 e artigo 1.603 do CC. Ninguém pode contestar estado contrário ao que resulta deste registro, salvo provando-se erro ou falsidade deste (artigo 1.604 do CC).

b) Por qualquer modo admissível em direito, se o registro faltar, porque os pais não o fizeram ou porque se perdeu o livro ou se o termo de nascimento for defeituoso, como quando o filho é dado com nome diverso ou se lhe atribui paternidade incógnita, desde que (artigo 1.605, I e II, CC) haja começo de prova por escrito, proveniente dos pais, conjunta ou separadamente, como cartas familiares, declaração formal, diários onde registram que, em certa época, lhes nasceu um filho; existam veementes presunções resultantes de fatos já certos, ex. posse de estado de filho, ou seja, tem que provar o nomem, que a pessoa traga o nome paterno; o tractatus, que a pessoa seja tratada na família como filho legítimo, e a fama, ou seja, que tenha sido constantemente reconhecida pelos presumidos pais, pela família e pela sociedade como filho legítimo. Havendo estas situações, haverá a presunção juris tantum de filiação legítima.

A ação de prova da filiação legítima é pessoal, pois compete ao filho, enquanto viver, passando aos herdeiros, se ele morrer menor ou incapaz (artigo 1.606 do CC). Será imprescritível se proposta pelo filho e se, porventura, o filho morrer, seus herdeiros poderão movê-la, por terem interesse moral e material. Se o processo for declarado extinto os herdeiros não poderão continuar (artigo 1606, § único do CC). A sentença que declarar a legitimidade deverá ser averbada no registro de nascimento (Lei n. 6.015/73, artigo 29, parágrafo 1°).

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Filiação Pré-Matrimonial Efeitos Filho legitimado é aquele que adquire o status de legítimo pelo consequente

Filiação Pré-Matrimonial

Filiação Pré-Matrimonial Efeitos Filho legitimado é aquele que adquire o status de legítimo pelo consequente

Efeitos

Filho legitimado é aquele que adquire o status de legítimo pelo consequente matrimônio dos pais, por não ter sido concebido ou nascido na constância do casamento.

A legitimação é um benefício legal que dá

a condição de legítimo ao filho; para tanto

requer o casamento de seus pais, mesmo in extremis, possibilitando aos genitores

reparar sua falta e reabilitar o filho perante

a sociedade.

A legitimação produz efeitos jurídicos, pois o subseqüente matrimônio dos pais

visa a apagar a irregularidade originária do nascimento do filho, supondo-se que sempre foi legítimo. A simples celebração do ato nupcial concede ao filho o estado de legitimado, como se ele fosse legítimo desde a sua concepção.

Filiação Extramatrimonial (filho havido fora do casamento)

É a que decorre de relações extramatrimoniais.

1. Classificação decorrente do Código Civil de 1916

a) Natural que descendem de pais entre os quais não havia impedimento matrimonial.

b) Espúrio filhos nascidos da união entre o homem e a mulher, entre os quais, no momento da concepção, havia impedimento matrimonial.

2. Espúrio

a) Adulterinos nasceram de casal impedidos de se casarem, em razão de matrimônio anterior.

b) Incestuosos nascidos de homem e mulher impedidos de se casarem, em razão de parentesco, natural, civil, ou afim.

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3.

Reconhecimento do Filho Natural

3. Reconhecimento do Filho Natural É o ato que declara a filiação natural, estabelecendo juridicamente o

É o ato que declara a filiação natural, estabelecendo juridicamente o

parentesco entre pai e mãe e seu filho.

4. Reconhecimento

É um ato solene que exige forma prescrita em lei.

Classifica-se em:

a) Voluntário (1.607 do CC). É um ato pessoal dos genitores. Seja através de ato unilateral ou de ambos, que manifestam espontaneamente o vínculo entre pais e filhos. O filho ilegítimo (natural), agora passa a ser reconhecido como legítimo. É um ato irretratável e irrevogável, no entanto, pode ser anulado, ante a um vício de vontade ou falta de algumas formalidades que a lei determina.

O reconhecimento dos filhos pode ser (art. 1.609 do CC)

No termo de nascimento;

Por testamento;

Por manifestação expressa nos autos;

Escritura Pública;

manifestação expressa nos autos;  Escritura Pública; Art. 1.609. O reconhecimento dos filhos havidos fora do

Art. 1.609. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito:

I - no registro do nascimento;

II - por escritura pública ou escrito particular, a ser arquivado em

cartório;

III - por testamento, ainda que incidentalmente manifestado;

IV - por manifestação direta e expressa perante o juiz, ainda que

o reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato

que o contém. Parágrafo único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou ser posterior ao seu falecimento, se ele deixar descendentes.

b) Judicial

Este tipo de reconhecimento resulta de sentença proferida em ação intentada para esse fim, pelo filho, tendo, portanto, caráter pessoal, embora os herdeiros do filho possam continuá-la.

A investigação pode ser ajuizada, em face do pai ou da mãe ou dos dois, desde que observem os pressupostos legais. Portanto, existe a investigação de paternidade e a de maternidade.

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Pode ser contestada por qualquer pessoa que tenha interesse moral ou econômico (CC do art.

Pode ser contestada por qualquer pessoa que tenha interesse moral ou econômico (CC do art. 1.615). Ex.: a mulher do réu, seus filhos legítimos ou naturais reconhecidos, os parentes sucessíveis ou qualquer entidade obrigada ao pagamento de pensão aos herdeiros do suposto pai.

A sentença que reconhece o filho, tem eficácia absoluta, erga omnes, vale contra todos, nos seus efeitos pessoais e patrimoniais. Ainda, a sentença de primeiro grau que reconhecer a paternidade deverá fixar os alimentos provisionais ou definitivos do reconhecido que deles necessite.

A sentença que julgar procedente a ação de investigação, deverá ser averbada no registro competente (Lei n° 6.051/73, artigo 29, parágrafo 1°,d; art. 109, IV).

Ação de Investigação de Paternidade

art. 109, IV). Ação de Investigação de Paternidade Permite ao filho natural (artigo 1.606, CC), adulterino

Permite ao filho natural (artigo 1.606, CC), adulterino (Leis n. 8.560/92 e 12.004/2009) e ao incestuoso (artigo 227, parágrafo 6°, CF), mesmo se não dissolvida a sociedade conjugal, obter declaração de seu respectivo status familiae.

Mediante ação ordinária, promovida pelo filho ou seu representante legal, se incapaz, contra o genitor ou seus herdeiros ou legatários, podendo ser cumulada com a de petição de herança, com a de alimentos e com a de anulação de registro civil.

Caso o investigante falecer no decorrer da lide, seus herdeiros continuarão a ação, porém, se morrer antes de tê-la ajuizado, na opinião de muitos faltará aos seus sucessores legitimatio ad causam para promovê-la.

No entanto, o novo Codex civil, em seu artigo 1.606, § único, permite que, se iniciada a ação pelo filho, os herdeiros poderão continuá-la, salvo se julgado extinto o processo.

1. Casos de propositura de ação de investigação de paternidade no Código Civil de 1916:

a) Concubinato, o filho poderia demandar se provasse que ao tempo de sua concepção sua mãe estava em concubinato com o pretendido pai (para ser pressuposto de admissibilidade da ação, era preciso haver coincidência do concubinato com o período normal da concepção).

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O réu poderá se defender:  negando a existência do concubinato;  demonstrando que o

O réu poderá se defender:

negando a existência do concubinato;

demonstrando que o autor não foi gerado durante sua vigência;

invocando a exceptio plurium concubentium, ou seja, por ocasião da concepção, a mãe do investigante mantinha relações sexuais com outros homens, sendo por este motivo incerta a paternidade;

provando a impossibilidade física de ser o pai do investigante, devido ao seu internamento em hospital, viagem ou impotência acidental no momento da concepção.

b) Rapto da mãe pelo suposto pai, ou relação sexual coincidente com a data da concepção. O autor deveria provar que houve rapto ou relação entre sua mãe e o suposto pai por ocasião de sua concepção e que sua mãe não mantinha, nessa época, relações com outro homem, sendo desnecessária a condenação criminal do raptor, mas seria imprescindível a honestidade da mulher.

c) Existência de escrito daquele a quem se atribuiu a paternidade, reconhecendo-a expressamente, desde que não fosse vago, equívoco ou ambíguo, podendo ser público ou particular, assumido pelo suposto pai ou assinado por ele, apesar de escrito por outrem. A defesa poderia alegar falsidade de documento.

2. Permissão para propositura de Ação de Investigação de Paternidade no Código Atual:

Hodiernamente, não se faz necessário os requisitos previstos acima para a propositura de ação de investigação bastam haver: dúvida, indícios, coerência do investigante para com o investigado.

Provas para a ação de investigação de paternidade:

a) A posse do estado de filho - o filho deve usar o nome do investigado (nomem), receber tratamento como filho (tractatus) e gozar na sociedade do conceito de filho do suposto pai (fama). Embora constitua mera aparência que, por si só, não basta para comprovar a filiação, possibilita sua investigação. Se o autor apenas provar que desfrutava da posse do estado de filho, sem acrescentar outra evidência, decairá, o pedido, sendo, portanto, prova subsidiária.

b) Testemunhal, acolhida pelo juiz com reserva, ante o fato de se deixarem, as testemunhas, influenciar pela amizade.

c) Exame Prosopográfico, consiste na ampliação de fotografias do investigante e do investigado, justapondo-se uma a outra, por cortes longitudinais e transversais, inserindo algumas partes de uma na outra (nariz, olhos, orelha, raiz do cabelo, etc.), porém, ainda que prove

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semelhança entre os dois, não autoriza afirmar o vínculo jurídico, pois semelhança não induz relação

semelhança entre os dois, não autoriza afirmar o vínculo jurídico, pois semelhança não induz relação de parentesco.

d)

Exame de sangue, adequado para excluir a paternidade se o filho e o pretenso pai pertencerem a diverso grupo sanguíneo. Se forem do mesmo grupo, não se pode proclamar a filiação, mas tão somente a mera possibilidade da relação biológica da paternidade, devido à circunstância de que os tipos sangüíneos e o fato RH, embora transmissíveis hereditariamente, são encontrados idênticos em milhões de pessoas. Destarte, se o tipo de sangue do investigante e do investigado for o mesmo, não quer dizer que sejam parentes, pode ser mera coincidência. O exame hematológico é prova negativa, só serve para excluir a paternidade.

e)

DNA Fingerprint (impressão digital do DNA). Devido à extrema variabilidade de sua estrutura, a probabilidade de se encontrar, ao acaso, duas pessoas com a mesma Impressão Digital de DNA é de 1 (uma) em cada 30 bilhões. Como a população da Terra é estimada em 5 bilhões de pessoas (com 2,5 bilhões de homens) é virtualmente impossível que haja coincidência.

f)

Exame odontológico, para auxiliar o magistrado, sendo prova subsidiária.

Ação de Investigação de Maternidade

prova subsidiária. Ação de Investigação de Maternidade É promovida contra a suposta mãe, ou se já

É promovida contra a suposta mãe, ou se já tiver falecido, contra seus herdeiros, pelo próprio filho, se capaz, ou por seu representante legal, se incapaz.

É raríssima devido a parêmia “mater semper certa est, sendo, vedada quando tinha por fim atribuir a prole ilegítima à mulher casada.

Exemplo: uma jovem, quando solteira, teve um filho com seu namorado, que foi criado por terceiros, e mais tarde se casou com outro homem, não podia, o filho ilegítimo, embora natural, demandar o reconhecimento da maternidade.

Pelo atual Código, também não há mais exigências quanto a “legitimatio ad causam”, pois se o investigante menor ou incapaz falecer antes de intentar a ação, terá seu represente direito de intentá-la.

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Efeitos do Reconhecimento de Filho 1. Parentesco – vincula o reconhecido com o pai ou

Efeitos do Reconhecimento de Filho

1. Parentesco vincula o reconhecido com o pai ou mãe, com parentesco de linha reta em 1 o grau.

2. Alimentos (recíproco) estabelece vínculo para a obrigação de alimentar, inclusive dos pais quando idosos para com seu filho (quando maior de idade).

3. Poder Familiar vincula o direito dos pais sobre os filhos menores, para efeitos de direitos e deveres, em aspectos pessoais e patrimoniais.

4. Sucessões cria o laço de sucessão, tanto dos filhos como dos pais, na ordem de vocação hereditária.

Sumulas do STJ:

277 Julgada procedente a investigação de paternidade, os alimentos são devidos a partir da citação.

309 O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende as três prestações anteriores à citação e as que se vencerem no curso da demanda.

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