Geotecnia Ambiental

ESTUDO DE MATERIAIS
LOCAIS PARA UTILIZAÇÃO NAS
OBRAS GEOAMBIENTAIS
A Geotecnia Ambiental, uma área relativamente nova da Geotecnia, está
em franco desenvolvimento devido à necessidade de minimizar os impactos
causados ao meio ambiente pelas obras geotécnicas e à possibilidade de
contribuir para a sustentabilidade das atividades industriais.

Fotos: Vega Engenharia Ambiental
Aterro – Battre Salvador Aterro – Rio Grande Ambiental

Fotos: Vega Engenharia Ambiental Fotos: Vega Engenharia Ambiental Fotos: Thiago Marcel Oshiro Campi Fotos: Thiago Marcel Oshiro Campi

Cobertura Flutuante Lagoa Evaporador de percolado Terreno em Itapevi Drenagem superficial – Itapevi
Chorume

Não obstante o objetivo principal de aplicação prática, a Breve histórico
área de Geotecnia Ambiental é propícia também à pesqui- A Geotecnia Ambiental foi pela primeira vez tema de sessão
sa. Novos desafios vão sendo continuamente colocados técnica em 1977, no IX Congresso Internacional da então
à medida que os conhecimentos sobre o meio ambiente ISSMFE e atual ISSMGE (International Society for Soil Mecha-
avançam e as exigências de preservação ambiental se tor- nics and Geotechnical Engineering). Em 1992 foram criados
nam mais prementes. na ISSMGE os comitês técnicos TC5 (Environmental Geote-
A Geotecnia Ambiental pode ser entendida como o ramo chnics) e TC7 (Tailings Dams). Em 1994 ocorreu no Canadá
da geotecnia que trata da proteção do meio ambiente o I International Congress on Environmental Geotechnics. Se-
contra impactos antrópicos ou da recuperação do meio guiram-se os ICEGs realizados em 1996, 1998, 2002, 2006 e
ambiente após tais impactos. Trata-se da utilização do 2010 nas cidades de Osaka, Lisboa, Rio de Janeiro, Cardiff e
conhecimento geotécnico tradicional e de novos conhe- New Delhi, respectivamente.
cimentos específicos com o objetivo de manter ou au- No Brasil, foi apresentado um relato com o estado-da-arte
mentar a qualidade ambiental (estando englobados neste da geotecnia ambiental em 1986, no VIII COBRAMSEF. Em
conceito os efeitos à saúde humana), valendo-se da asso- 1987 ocorreu o Simpósio sobre Barragens de Rejeitos e Dis-
ciação com outras áreas do saber. posição de Resíduos Industriais e de Mineração - REGEO’87,

36 • FUNDAÇÕES & OBRAS GEOTÉCNICAS

técnico de Geotecnia Ambiental. as barragens e as obras de incorporação de resultados de em meio urbano. cais. remediação. valência nula para degradar poluen- palmente das industriais. nologias na geotecnia ambiental. Novas tecnologias Foto: Arquivo Pessoal os aterros de resíduos industriais e as barragens de rejeitos. respectivamente. sem redução de qualida- dada a extensa interface entre os as. tecnia foi a prevenção e a mitigação cita-se o trabalho de Reddy (2010) desses impactos. Como exemplo de uso de novas tec- te. A esse rol podem- Técnico realizando medição de biogás se acrescentar os aterros sanitários. barragens de reta novas questões e exige conheci- rejeito. materiais que teriam alto custo de suntos. lago- aumentando. elementos do grupo dos os agrícolas. pois sua evolução acar- as de efluentes e lodos. de rejeitos de mineração ra átomos de cloro formando FeCl3 e de diversos outros resíduos como e compostos orgânicos com menor garrafas plásticas e pneus. tanto do ponto de vista ambientais. ganho econômico em um contexto biental. ser a possibilidade de incorporar a sintéticos. desempenho Foto: Vega Engenharia Ambiental mitê técnico. dos. no Rio do tradicional: em vez de objetivo de Janeiro. geossintéticos e novos materiais. em remediação de solos contamina- A contribuição para a sustentabilida. princi. organizado pela IGS-Brasil. hidrogênio. dicloroetileno. como as escava. pesquisas na prática da engenharia.organizado pela ABMS e ABGE. Coerentemen. Os temas atuais mais estudados são: Em 1994. como o cloro) em solos ção. o evento é realizado em conjun. reuso de resídu- mentos mais abrangentes. o campo de atuação inicial da geo. Já é bastante utilizado o ferro de de das atividades econômicas. Assim. em sua cadeia. cloreto Ensaio de laboratório para estudo ao solo ou como material geotécnico de vinila. Ouro Preto. Têm ocorrido no país também disposição (em termos econômicos. dos sistemas de impermeabilização e drenagem. de alcance regional. cas são muitas vezes causadoras de Dentro desses temas há ainda muito grandes impactos e mesmo danos a progredir. de uso específico (material drenante. o alvo pode to com o Simpósio Brasileiro de Geos. vem sendo tes orgânicos halogenados (que têm o principal mote das pesquisas atuais. Segui. com redução de custos.Battre Salvador 2007 separou-se um dos temas da comportamento geomecânico de re- geotecnia ambiental em um novo co. (2009) de materiais. de lodos de tratamento de água e águas subterrâneas. nacional maior de gestão dos resíduos. os. halogênios. Porto Alegre e Recife. Aterros de Resíduos. eteno e finalmente etano. foi criado na ABMS o comitê locais de disposição de resíduos. Ao longo de quase três décadas. São José dos óbvio de melhorar as propriedades Campos. sendo inequívoco o sobre a aplicação de nanotecnologia avanço já alcançado. tais como materiais lo- ressaltam que as obras geotécni. o pen- brar que a viabilidade econômica da tacloroetileno pode degradar para aplicação de resíduos como aditivos tricloroetileno. diversos eventos paralelos com temas ambientais e/ou sociais). ou mesmo internacional. 1995. de. porcentagem de cloro. 1999. ções e fundações. de transporte de poluentes FUNDAÇÕES & OBRAS GEOTÉCNICAS • 37 . por exemplo) tem enfoque diferente 2003 e 2007. Em como aterros sanitários (incluindo Flare . avaliando o gerais ou específicos da geotecnia am. estabilidade de taludes. O ferro captu- e esgoto. o aproveitamento de biogás e utiliza- escopo da geotecnia ambiental vem ção dos locais pós-fechamento). Cabe lem. Foto: Vega Engenharia Ambiental ram-se os REGEOs de 1991. síduos sólidos urbanos. obras civis. e desenvolvimento e/ou aplicação Camapum de Carvalho et al. Desde mecânicas e hidráulicas dos solos 2003. destacando-se as obras de desenvolvimento científico como rodoviárias. além de carbono e O destaque está no reuso de resídu. industriais e de constru.

2010. locais de disposição de resíduos. de como também a eficiência do processo. mas estão sub. o interesse vem aumentando devido à sua disponibi- nanopartículas de ferro (NPF) são introduzidas diretamente lidade e a premência de utilizar solos locais. 2010. aumentando não só a velocida. há pouca prática no uso de solos saprolíticos em A utilização da nanotecnologia pode acelerar a remediação: liners.. Morandini em solos de diferentes coeficientes de permeabilidade. 2010. 2010. materiais naturais ou manufaturados utilizados. otécnicos ainda não despertaram: segundo Jefferis (2010).. com o ramo para utilização nas obras seco de elevada declividade mesmo para materiais argilo- geoambientais sos.. As NPF são mais reativas devido à lateríticos e saprolíticos são fundação de grande parte dos maior superfície específica. (b) solos saprolíticos (Godoy 1997) 38 • FUNDAÇÕES & OBRAS GEOTÉCNICAS . Os compostos presentes na água reagem com rial de empréstimo para a construção de camadas imper- o material da barreira ao atravessá-la. e o gasto de Inicialmente foram descritas as características físicas. Soares et al. ou seja. destacado o estudo de materiais locais para utilização em ras reativas. ções geoambientais de solos tropicais (Boscov. e foram muito de ser lento. lidade e o transporte de poluentes por solos tropicais (Bos- dem a se aglomerar e depositar. supri. apenas foram selecionadas algumas de carbono na construção civil pelo menos em dois aspectos: das muitas pesquisas em desenvolvimento ou já concluídas as atividades de obtenção. No último congresso internacional de geotecnia ambiental Foram pesquisadas também condições para facilitar a mo. 2010. 2010. Por ou- subterrâneo. quí- energia durante a construção e toda a vida útil da obra. Ademais. e sistemas pressurizados cov et al. vidas em todo o país sobre o comportamento desses solos tunidades. muitos artigos nacionais trataram dire- bilidade das NPF em subsuperfície: dispersantes para esta. em contraposição às curvas mais achatadas. pois depende da velocidade do fluxo de água pesquisados na última década com este propósito. Machado et al.. e Leite. 2010). no terreno contaminado que interceptam o fluxo de água Os solos lateríticos têm sido muito utilizados como mate- subterrânea.. Ferrari e eletrocinéticos para facilitar a percolação das suspensões et al.. 2010. micas e mineralógicas dos solos lateríticos e saprolíticos que acarretam suas propriedades geomecânicas e geoam- bientais peculiares. Braga et al. enquanto alguns dos demais artigos nacionais Há campos de aplicação para os quais os engenheiros ge- trataram-no indiretamente. Cunha et al. será aqui compactação. 2010. dos solos saprolíticos (veja figura 1). isto é. Não foi rela- prioridade. curou apresentar alguns resultados de pesquisas desenvol- representados nessas áreas e podem estar perdendo opor. Dentre a significativa contribuição brasileira à geotecnia menos influenciadas por variações no teor de umidade de ambiental na maioria dos temas mencionados. 2010) pro- mento de alimentos e mudanças climáticas. processamento e transporte dos para ilustrar o desenvolvimento desta área no Brasil. Luz et al.. ocorrendo uma re.. engenheiros e cientistas geoambientais têm o treinamento e A keynote lecture sobre a experiência brasileira em aplica- a competência para tratar questões relativas a energia. 2010. mediação in situ passiva. barreiras verticais permeáveis escavadas obras geoambientais.Teixeira et al. pode-se citar como exemplo a redução de emissão tado o estado-da-arte. solos na zona contaminada. uma vez que as NPF ten. tamente desse tema. Destaca-se a curva de compactação as- Estudo de materiais locais simétrica e bem definida dos solos lateríticos.Esse tratamento normalmente é feito por meio de barrei.. Thomé et al. O processo tem a desvantagem como revestimento de fundo ou cobertura. Figura 1b Figura 1a Figura 1 – Curvas de compactação: (a) solos lateríticos (Bernucci 1995). meabilizantes (liners) em locais de disposição de resíduos. Dentre as questões relativas a essas três áreas de relativo à migração e retenção de poluentes. tro lado. principalmente focando a compatibi- bilizar as suspensões injetadas. da ISSMGE (6 ICEG).

gi- cativa retenção de ânions. A tabela 1 mostra os resultados de retenção de K+.5 Os principais resultados das pesquisas levantadas foram os nCurie) indicaram que 99.3% da massa total de rádio migrou para 1. 1999).kg-1 (2%) para 91% das amostras de solo.kg-1. las lateríticas aumenta em mais de 100 vezes em relação ao ponto ótimo para desvios de umidade de -2%. luvial laterizado de 1.5 mg/L e 15 mg/L em lado. O solo residual laterítico apresenta de 30 a 60% de finos. É importante a contribuição das cargas elétricas vari. gibbsita. pode ser aumentada por velocidades de fluxo baixas ciente de permeabilidade do solo compactado é coerente em solos compactados. uma camada de solo laterítico residual de 2 m de espessura. enquan. esta varia. Cl. quartzo e anatásio. Solos saprolíti- revestimento de fundo de solo local compactado a ser cons- cos compostos de mica e caulinita são altamente expansi- truído nos reservatórios de efluentes do beneficiamento de vos e apenas ligeiramente contráteis.kg-1 para 79% e 96% dos solos. negativa ou nula. Fadigas et al. são quartzo. caulinita. limi- analisando 162 solos argilosos brasileiros. Pesquisou-se o transporte e a retenção de urânio e rádio por dependendo da quantidade e natureza da fração argila. aumento da CTC desses solos por meio da adição de solos lo- áveis nos solos tropicais. meabilidade in situ de 10-5 m/s é reduzida a 1. 89% ti. Por outro ções de concentração variando entre 0.A influência do teor de umidade de compactação no coefi. É relevante a ocorrência de adsorção específica de algu. respectivamente. é baixa em solos lateríticos). que previsto com base em sua mineralogia e capacidade de troca catiônica. Os resul- dente do pH. quartzo. bbsita. de granito coberto por uma camada superficial de solo co- pH e capacidade de troca catiônica (CTC) baixos. complexas as interações entre o solo e o fluido intersticial. Em relação à expansão e contração. hematita. Alguns exemplos relativos à retenção de cátions e ânions se- to ao perder umidade. os solos lateríticos apresentam carga variável depen. mesmo se submersos em água. A duração do contato entre solo e poluente tem grande ra Geral com 60% de solo Botucatu em ensaio de coluna com influência sobre o total adsorvido. Misturas resultando em materiais com 50% de areia e 50% de mas espécies químicas nos grãos do solo. e pH entre 5. que também pode apre. 2001). tria piloto e a uma solução de rádio 226Ra de alta atividade (2. pH 1 (condição adversa para fenômenos de sorção). submetidas a um efluente sintético produzido em uma indús- sentar carga variável. O perfil típico da região consiste de solo saprolítico Solos lateríticos apresentam teor de matéria orgânica (MO). Por outro lado. Óxidos de ferro e alumínio no solo podem ser dissolvidos ção pode ser inferior a 10 vezes para solos saprolíticos de pela percolação de soluções ácidas.7 e com maior energia de ligação do que as relativas à ad. caulinita. Pode-se afirmar que a CTC não é um Os solos residuais arenosos lateríticos originados de arenitos bom indicativo da capacidade de retenção de poluentes e basaltos da Formação Botucatu geralmente apresentam 20 em solos tropicais. a atenuação de poluentes. (2002). goethita e magnetita). 6. as quais podem aumentar a cais argilosos da Formação Serra Geral (argilas lateríticas com capacidade de retenção de cátions ou ocasionar signifi. compostos de caso dos solos de climas frios e temperados. a qual pode ser positiva. Visando à sua utilização em liners. 6. 5. En- e hidróxidos de ferro e alumínio e as bordas das partículas saios de difusão com amostras indeformadas e compactadas de caulinita (a matéria orgânica. Os solos tropicais retêm poluentes mais intensamente do as camadas subjacentes (Boscov et al. pH≤5. Alguns solos saprolíticos argilosos expandem e contraem.7% do rádio que migrou por difusão apresentados a seguir. da solução para o solo foi retida no centímetro superior da amostra de solo e só 0. tornando ainda mais igual classificação geotécnica ou rodoviária. 3. contraem mui. investigaram-se a redução da permeabilidade e o 2. observaram que te de liquidez de 34% e índice de plasticidade de 9%.5 m a 6 m de espessura sobrejacente a prolíticos geralmente apresentam baixos MO e pH. rão brevemente mencionados a seguir. desenvolvendo trincas de secagem.1. apesar de toda evidência contrária no a 25% de finos de baixa plasticidade (IP≤15%). solos lateríticos apre- sentam baixa expansão quando compactados no ponto Exemplos relativos à retenção ótimo.obtidos para uma mistura compactada de 40% de solo Ser- 4. to a CTC depende da mineralogia. isto é. Os tados mostraram que pelo menos 90% da massa de urânio em minerais responsáveis pelas cargas variáveis são os óxidos solução foi retida pelos grãos de solo (Boscov et al. portanto. a CTC era menor do que 10 e 20 ponto ótimo da energia normal. de uma argila laterítica da Bahia para estimar o desempenho do acordo com a mecânica dos solos clássica. urânio. A per- MO≤20 g. Cd2+ e sorção não específica. com a sua influência no peso específico aparente seco: en.5x10-9 m/s no nham pH≤6 e 60%. ilmenita e gibbsita. A baixa CTC resulta da predominância do argilo-mineral Ensaios de difusão de urânio 238U foram realizados com solu- caulinita e da cimentação de partículas de argila. anatásio. aproximadamente 90% de finos compostos de caulinita. Os minerais predominantes cmolc. O coeficiente de adsorção Kd é de- FUNDAÇÕES & OBRAS GEOTÉCNICAS • 39 . reações finos apresentaram CTC de 18 a 20 cmolc. Solos sa. a adsorção permeabilidade de10-9 m/s. e a expansão não é de cátions e ânions dependente da sobrecarga. Reações biológicas podem também ser relevantes para quanto o coeficiente de permeabilidade de algumas argi.

pode fundamentar a sustentabilidade de tráfego. 266. J. (2001). monitoramento e fiscalização dium migration through clay liners at waste É unitário quando não ocorre sorção das obras geotécnicas. Volume 1. para que os resultados de investi- e também retêm ânions significati- e de cloreto neste material são muito gações realizadas em laboratórios ou vamente.. B. (2010).. G. Basso. A interação disposal sites.por ensaios de difusão e “batch” (Mendonça 2000) finido como a razão entre a massa de Comentários finais estabelecido em outras áreas da geo- soluto retido por massa seca de solo tecnia e torná-lo prática obrigatória Assim como se exemplificou a afirma- e a concentração da solução intersti. Boscov. e aumenta com o aumento sária para que o país se beneficie efeti- in geo-environmental applications of tropical do coeficiente de adsorção (i. respectivamente. nas obras geoambientais. 328-342. G.kg-1. a qual Dissertação de mestrado. Os valores de CTC. Transporte e retenção de K+. Os minerais predominan- todos os principais tipos de solos do Bernucci L.. J. ses conhecimentos ao projeto. de poluentes em solos tropicais. L. A Tabela 2 mostra que a território nacional. India. New Delhi.e PO43. Coeficiente de dispersão hidrodinâmica Tabela 1 – Resultados de retenção de K+. Escola de Engenharia deve ainda ser expandida para abarcar de São Carlos. Coeficiente de adsorção (distribuição). Y. item anterior sobre o comportamento gnaisse com 58% de finos. 367-374. E. 40 • FUNDAÇÕES & OBRAS GEOTÉCNICAS . Pedreira Filho. M. (2004). Huang. I. foi investigado em relação à retenção Cu2+ e Cl. 259-264. São José dos Campos. quidez de 57%. Este aspec- ção de que solos tropicais retêm cátions cial no equilíbrio.0 e 0. vamente das pesquisas realizadas. pp. limite de li. controle de qualidade construtivo já nics. índice de plasticidade LEITURAS de 29% e permeabilidade de 8. (1999). (1995) Considerações sobre o tes são quartzo. desenvolvimento do país. Sarkis. particularmente quando comparada de empreendimentos necessários ao à de potássio. Estudo de migração de urâ- to relaciona a velocidade de percola. Tese de doutoramento. soils. há pesquisas para alicerçar semelhantes. Boscov. G. nio por um camada de solo compactadol. o so. Proceedings of the 6th Inter- luto demora mais a avançar por ficar Outro cuidado necessário é resgatar o national Congress on Environmental Geotech- retido pelos grãos do solo). O fator de retardamen. b c * Concentração.. S. caulinita. Cunha. M. Cl. cons- cidade de deslocamento do soluto. Brazilian experience média). 62 cmolc. geoambiental de solos tropicais. Anais. E. Universidade de São Paulo. Observa-se que os to deve ser incansavelmente enfatiza- mais intensivamente do que suposto coeficientes de adsorção de potássio do. 4o RE- O desafio ainda está em incorporar es- ção do fluido intersticial com a velo. B. Esse conhecimento solos lateríticos para rodovias de baixo volume retenção de anions não é desprezível. M. pp.e. W. 4. pH e OM portamento de retenção e migração solos lateríticos para uso em barreiras selantes. C. o soluto e as moléculas de água ment.3%. Cd2+ e Cl. Fator de retardamento. Universida- de de São Paulo.em uma mistura compactada de de íons. em áreas experimentais possam ser todas as outras conclusões listadas no Um solo saprolítico silto-arenoso de utilizados com segurança no campo.a partir de ensaios de coluna (Basso 2004) b c * Concentração. GEO. E. E.e. The Science of Total Environ- (i. I.. pp. com a prática da engenharia é neces- se movem com a mesma velocidade Boscov. Environmental Geotechnics for Sustaina- ble Development. Saito R. são. Ra- trução.8x10-9 Este artigo pretende mostrar que a pesquisa está formando uma estrutura COMPLEMENTARES m/s no ponto ótimo de compactação de conhecimento a respeito do com.. Coeficiente de difusão efetivo Tabela 2 – Retenção de K+.. goethita e dimensionamento de pavimentos utilizando hidromica.

.. New S. Azeve. D. Vo. R. Proceedings of the 6th International Congress on Environmental Ferrari. 296-301.. 367. Volume 2. Maria Eugenia Gimenez Boscov é Luz. Proceedings of the 6th Internatio- Paulo pelo método das pastilhas MCT.. 1349-1352. H. L. Environmental Geotechnics for Congress on Environmental Geotechnics. P. exchange in a lateritic clay under acidic con- Morandini. India. A. India. (2010). Universidade de São Paulo. Cesana. New De- mapum de Carvalho. Leuzinger. Costa.. duação em Engenharia Ambiental.A. Revista Internacional de Direito e Cidadania. J. L. Volume 1. India. M.. Sthel. (2010). S. Aluminum solubilization and cation versidade Federal do Rio de Janeiro. (2002). Pro- Geotechnics for Sustainable Development. da T. and Freixo. pp. 1540-1543. (2010). Tibana. Teixeira. Geotechnics. (2010). Universidade de São Paulo. M. pp... Tese de nal Congress on Environmental Geotechnics. T. D. Engenheira Civil. (2010). New Delhi. Cambier. meio ambiente e a expansão urbana. N. L.. 2. G. B. M. lagoon – a case study. (2000).. A.. Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia... En. Volu- Sustainable Development. E. Hydraulic ditions. Future directions for en- vironmental geotechnics. pp... sociação Brasileira de Limpeza Pública. ment of gas diffusion in compacted specimens Cunha. Sustainable Development. (2010). E. New Delhi. Miguel. M. P. Geotechnics. S. India. pp. A.. ministran- lume 1. Dissertação de mestrado. B. Collapse potential of a lateritic clay liner Reddy. pp.. Proceedings of the 6th International iron particles. and water retention charac. faz parte da International Society for Soil Mecha- Machado. pp. Boscov. Godoy. Brazil. India. K. En- remediation: dehalogenation of organic pollu- vironmental Geotechnics for Sustainable Deve- tants in soils and grounwater by nanoscale lopment. M. N. T. A. R. (2010). E. velopment. Ma.. M. Volume 1. pp. S. A. R. India. Santos. New Delhi. Prieto. Faria Júnior. Proceedings of the me 1. 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En- International Congress on Environmental Geo- vironmental Geotechnics for Sustainable De- technics. P. n. Almeida. ria de Solos e livre docente em Obras teristics of a tropical soil with vinasse in Brazil. L. Instituto Alberto Luiz Coimbra de FUNDAÇÕES & OBRAS GEOTÉCNICAS • 41 . Bragantia. Jefferis. Soares.720. R. Environmental Geotechnics for Sustainable Development. M. S. A.. Laboratory measure- 3. A. Nanotechnology of site in contact with the liquid phase of red mud. A. A. genharia. 1368-1373. lhi.. doutoramento.Boscov. nal Congress on Environmental Geotechnics. Q. C. Pinese. (2010). A. G. chemical. Environ. Lelis. India. 149-157. Environmental Geo- vinasse and a sample of soil. pp. Hemsi.. Exhumation of an unlined leachate Delhi. Proceedings of the 6th bentonite mixtures for base liner purposes. Nascentes. W.. (2010). C... Volume 1. Transporte e reten. Alteration in the lateritic soil zur. Rabelo. Leite. dade Federal de Zurique. New Delhi. 717. R. 163-180. Proceedings of the 6th Internatio- India. Proceedings of the 6th Internatio- em Engenharia de Solos pela Universi- nal Congress on Environmental Geotechnics. S. S. F. (2010). Especialista velopment. New Delhi. G. New Delhi. New Delhi. (1997)... pp. S. Environmental Geotechnics for Sus- conductivity of a tropical soil (non-lateritic) and tainable Development. S. D. M. nics and Geotechnical Engineering. de Terra e Geotecnia Ambiental pela Environmental Geotechnics for Sustainable De. Pereira. ted with biodiesel. Junior. M. of the 6th International Congress on Environ. biostimulation techniques in soil contamina- New Delhi. India. Natural attenuation and mental Geotechnics. M. C. 815-821. S. K. India. doutora em Engenha- Physical. S. Schnaid. Braga. Proceedings of the 6th International Atualmente é professora associada da Congress on Environmental Geotechnics. J. pp. T. R. S. I. pp. P. (2009). Silva.. M. 151-159. M. pment. New Delhi. Volume 1.. do disciplinas na graduação e pós-gra- Mendonça. pp. Tsugawa. P. Solos e Engenharia Geotécnica e da As- mental Geotechnics for Sustainable Develo.. B. Meneghetti. Toyota. Proceedings of the 6th International Congress Autora on Environmental Geotechnics. of soil from the municipal landfill of Campos do. F. no. lítico do Estado do Rio de Janeiro. L. (2010). Ca. around the municipal solid waste disposal area Concentrações naturais de metais pesados em in Londrina-Brazil caused by the interaction algumas classes de solos brasileiros. S. N. J. R.. Universidade de São Paulo. G. Identificação e classificação Environmental Geotechnics for Sustainable De- geotécnica de latossolos do Estado de São velopment. 635-640. M.