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Geometria II

Manaus 2007
FICHA TÉCNICA

Governador
Eduardo Braga
Vice–Governador
Omar Aziz
Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice–Reitor
Carlos Eduardo S. Gonçalves
Pró–Reitor de Planej. e Administração
Antônio Dias Couto
Pró–Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários
Ademar R. M. Teixeira
Pró–Reitor de Ensino de Graduação
Carlos Eduardo S. Gonçalves
Pró–Reitor de Pós–Graduação e Pesquisa
Walmir de Albuquerque Barbosa
Coordenador Geral do Curso de Matemática (Sistema Presencial Mediado)
Carlos Alberto Farias Jennings

Coordenador Pedagógico
Luciano Balbino dos Santos

NUPROM
Núcleo de Produção de Material
Coordenador Geral
João Batista Gomes
Projeto Gráfico
Mário Lima
Editoração Eletrônica
Helcio Ferreira Junior
Revisão Técnico-gramatical
João Batista Gomes

Oliveira, Disney Douglas de Lima.

O48g Geometria II / Disney Douglas de Lima Oliveira, Domingos


Anselmo Moura da Silva, Helisângela Ramos da Costa. –
Manaus/AM: UEA, 2007. – (Licenciatura em Matemática. 2.
Período)

141 p.: il. ; 29 cm.

Inclui bibliografia

1. Geometria. I. Silva, Domingos Anselmo Moura da. II. Costa,


Helisângela Ramos da. III. Título.

CDU (1997): 514


CDD (19.ed.): 516
SUMÁRIO

Palavra do Reitor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 07

UNIDADE I – Noções primitivas e posições relativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 09


TEMA 01 – Conceitos primitivos, postulados e posições relativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11

UNIDADE II – Distâncias, diedros e triedros ...................................................... 23


TEMA 02 – Distâncias e diedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

UNIDADE III – Poliedros, prismas e pirâmides . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29


TEMA 03 – Poliedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
TEMA 04 – Prismas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
TEMA 05 – Planificação e área do prisma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
TEMA 06 – Volume do prisma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
TEMA 07 – Pirâmides . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

UNIDADE IV – Cilindro e cone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59


TEMA 08 – Cilindro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
TEMA 09 – Cone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65

UNIDADE V – Superfícies de revolução e sólidos de revolução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73


TEMA 10 – Superfícies e sólidos de revolução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75

UNIDADE VI – Esfera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
TEMA 11 – Esfera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

UNIDADE VII – Noções de geometria não-euclidiana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91


TEMA 12 – Geometria não-euclidiana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93

Anexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
Respostas dos Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135

Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141
PERFIL DOS AUTORES

Disney Douglas de Lima Oliveira


Licenciado e Bacharel em Matemática - UFAM
Mestre em Matemática - UFAM
Doutorando em Computação Gráfica - UFRJ

Domingos Anselmo Moura da Silva


Licenciado e Bacharel em Matemática - UFAM
Mestre em Matemática - UFAM

Helisângela Ramos da Costa


Bacharela em Matemática – UFAM
Bacharela em Processamento de Dados – UFAM
Especialização em Instrumentação para o Ensino da Matemática (concluindo) (UFF)
PALAVRA DO REITOR

A realidade amazônica, por si só, é um desafio à educação tradicional, aquela que teima em ficar arraigada
à sala de aula, na dependência única dos métodos triviais de ensino. A Universidade do Estado do
Amazonas já nasceu consciente de que o ensino presencial mediado é a única estratégia capaz de respon-
der aos anseios de um público que, por estar disperso, tem de ser atendido por projetos escudados em
dinamismo técnico–científico.

Assim, a Licenciatura Plena em Matemática, ancorada no Sistema Presencial Mediado, nasceu para ofere-
cer aos discentes as habilidades necessárias para que eles venham a construir seus próprios objetivos exis-
tenciais, estimulando–lhes a ousadia de aceitar o novo e de criar novas possibilidades de futuro, dando–lhes
uma visão multifacetada das maneiras de educar.

Os livros–textos em que o curso se apóia são produzidos com o rigor didático de quem sabe que a história
da educação, no nosso Estado, está sendo reescrita. Os agentes desse processo têm visão crítica e apos-
tam na formação de novos professores que saberão aliar inteligência e memória, não permitindo que o ensi-
no em base tecnológica ganhe a conotação de “um distanciado do outro”.

A autonomia de agir que cada um está aprendendo a conquistar virá, em breve, como resposta aos desafios
que se impõem hoje.

Lourenço dos Santos Pereira Braga


Reitor da Universidade do Estado do Amazonas
UNIDADE I
Noções primitivas e posições relativas
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

2.2 Postulados da determinação


TEMA 01 P3) Por dois pontos distintos passa uma única
reta.

CONCEITOS PRIMITIVOS, POSTULADOS E


POSIÇÕES RELATIVAS

1. Conceitos primitivos Notação:

São conceitos primitivos (e, portanto, aceitos P4) Por três pontos não-colineares passa um
sem definição) na Geometria espacial os con- único plano.
ceitos de ponto, reta e plano. Habitualmente,
usamos a seguinte notação:

Pontos: letras maiúsculas do nosso alfabeto.

•A
Notação: α = (A,B,C)
Retas: letras minúsculas do nosso alfabeto 2.3 Postulados da inclusão

P5) Se uma reta r tem dois pontos distintos num


plano α, então a reta r está contida nesse
plano:

Planos: letras minúsculas do alfabeto grego

Simbolicamente, temos:

Observações:

1. Espaço é o conjunto de todos os pontos.


Nesse conjunto, desenvolveremos a Geo-
metria Espacial.
3. Retas concorrentes e paralelas
2. Axiomas ou postulados (P), são propo-
sições aceitas como verdadeiras sem de- 3.1 Definição de retas concorrentes
monstração e que servem de base para o Diremos que duas retas r e s são concorrentes
desenvolvimento de uma teoria. se, e somente se, elas têm um único ponto em
Assim, iniciaremos a Geometria Espacial com comum.
alguns postulados, relacionando o ponto, a
reta e o plano.

2. Postulados

2.1 Postulados da existência r ∩ s = {P}


P1) Dada uma reta r, existem nela, bem como 3.2 Definição de retas paralelas
fora dela, infinitos pontos.
Diremos que duas retas r e s são paralelas, se
P2) Dado um plano α, existem nele, bem como e somente se, elas são coincidentes ou elas
fora dele, infinitos pontos. são coplanares e não têm pontos em comum.

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UEA – Licenciatura em Matemática

1.° caso Exemplo 2


Quantas retas há no espaço? Demonstre.
Notação: r = s ⇒ r//s Solução: Infinitas.
2.° caso De fato, consideremos dois pontos distintos do
espaço A e B. Esses pontos determinam uma
reta r (postulado P3).

Notação: r ⊂ α, s ⊂ α e r ∩ s = ∅ ⇒ r//s

Retas paralelas e concorrentes no cotidiano Seja C um ponto do espaço, fora da reta r


(postulado P1). Os pontos A e C determinam
uma reta S, e os pontos B e C determinam
uma reta t.

Desse modo, podemos construir “tantas retas


quantas quisermos”, isto é, construiremos “infi-
Exemplo 1 nitas” retas.

Dado um plano β, nele existem infinitas retas. Exemplo 3

Solução: Fazendo uso do postulado da exis- Mostre que, três retas duas a duas concor-
tência (P2), considere, no plano β dado, dois rentes, não passando por um mesmo ponto,
pontos distintos A e B. estão contidas no mesmo plano.
Solução:
Sejam r, s e t as retas tais que r ∩ s = {A},
r ∩ t = {B}, s ∩ t = {C} e A, B e C são pon-
tos não- colineares.
Pelo postulado da determinação (P3), temos
que existe uma reta r1, a qual está contida no
plano β (postulado da inclusão P5).

Pelo postulado P4, existe um único plano β


passando pelos pontos A, B e C em que
Fazendo uso dos postulados P1 e P2, con- β = (A, B, C).
sidere em β e fora de r1 um ponto C. Os pon-
tos A e C, B e C determinam duas retas r2 e r3
(postulado P3) respectivamente, as quais estão
contidas no plano β (postulado P5).

Sendo A ≠ B, A ≠ C, B ≠ C com A, B, C ∈ β,
concluímos que as retas r, s e t estão contidas
no mesmo plano β (postulado P5), pois são
Desse modo, podemos construir em β “tantas determinadas pelos pontos A, B e C de modo
retas quantas quisermos”, isto é, “ infinitas” retas. que .

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Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Observe que o ponto P ∈ α, e a reta r = AB ⊂ α


(postulado P5), ficando assim provada a
existência do plano α.
1. Quantas retas podemos traçar por um ponto Vamos agora mostrar a unicidade do plano α:
no espaço? Justifique sua resposta.
Se existisse um outro plano, digamos β, pas-
2. Quantos são os planos determinados por qua- sando por P e r teríamos que:
tro pontos distintos dois a dois? Justifique sua α = (P, r); com A, B ∈ r ⇒ α = (A,B,P) e
resposta β = (P, r); com A, B ∈ r ⇒ β = (A,B,P).

3. É comum encontrarmos mesas com 4 “pernas”


que, mesmo apoiada em um piso plano, ba-
lançam e nos obrigam a colocar um calço em uma
das “pernas”, se a quisermos firme. Explique,
usando argumento de geometria, por que isso não
acontece com uma mesa de 3 “pernas”.

4. Determinação de um plano
Portanto (postulado P2) concluímos que α = β.
Existem mais três modos de determinar um
Exemplo1
plano, além do postulado P2, os quais vamos
enunciar em forma de proposição; Quantos são os planos que passam por uma
reta dada? Justifique sua resposta.
Proposição 1 – Um plano fica determinado de
modo único, por uma reta (r) e um ponto (P) Solução: Infinitos.
que não pertença a essa reta. Seja r a reta e A um ponto fora de r (postulado
P1). A reta r e o ponto A determinam um plano
α (Proposição 1). Fora do plano α, tomamos
um ponto B (postulado P2). Desse modo, te-
mos que a reta r e o ponto B determinam um
plano β (Proposição 1). Fora de α e β, toma-
Notação: α = (P, r) mos um ponto C (postulado P2). A reta r e o
Demonstração: ponto C determinam um plano γ (Proposição 1).

Tome na reta r dois pontos distintos A e B (pos-


tulado P1). Dessa forma, temos que os pontos
A, B e P não são colineares, pois o ponto
P ∉ r.

Desse modo, podemos construir, por r, tantos


planos quantos quisermos, isto é, construire-
mos infinitos planos.
Sendo assim, temos que existe um plano α Exemplo 2
determinado pelos pontos A, B e P(postulado
Quantos planos passam por dois pontos distin-
P2), o qual vamos denotar por α =(A, B, P).
tos? Justifique sua resposta.
Solução: Infinitos.
Seja A e B tais pontos distintos. Pelo postulado
P3, temos que existe uma única reta r passan-
do por eles.

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UEA – Licenciatura em Matemática

Sendo assim, fazendo uso do exercício ante-


rior, concluímos que existem infinitos planos
passando pelos pontos A e B.

Retas reversas no cotidiano


1. (Proposição 2) Mostre que um plano fica deter-
minado de modo único, por duas retas concor-
rentes.

2. (Proposição 3) Mostre que um plano fica deter-


minado de modo único, por duas retas parale-
las entre si e distintas.
5. Quadrilátero reverso

3. Prove que duas retas paralelas distintas e uma Definição – Um quadrilátero é chamado rever-
so se, e somente se, não existe plano con-
concorrente com as duas são coplanares.
tendo seus quatros vértices.

4. Mostre que, se duas retas são paralelas distin-


tas, todo plano que contém uma delas e um
ponto da outra, contém a outra.

5. Classifique em verdadeiro ou falso, justifican-


do sua resposta.

a) Três pontos distintos determinam um plano.

b) Um ponto e um reta determinam um único


plano.
Se α = (A, B, D) e C ∉ α, então ABCD é um
c) Três retas distintas, duas a duas paralelas,
quadrilátero reverso.
determinam um ou três planos.
Exemplo 1
d) Três retas distintas, duas a duas concor-
Mostre que todo quadrilátero reverso não pode
rentes, determinam um ou três planos.
ser um paralelogramo.
e) Três retas distintas, duas a duas concor-
Solução: (Demonstração pelo método indireto)
rentes, determinam um único plano.
Suponha que um quadrilátero reverso ABCD,
f) Quatro pontos distintos e não-colineares seja um paralelogramo ⇒ ⇒ ∃α
determinam um único plano. “plano” tal que ⊂ α, ⊂ α, portanto os
pontos A, B, C e D estão contidos em α. Isso
4. Retas reversas gera um absurdo em relação à hipótese .

Definição – Diremos que duas retas r e s são Logo, o quadrilátero reverso ABCD, não pode
ditas reversas se, e somente se, não existe ser um paralelogramo.
plano que as contenha. Exemplo 2
Notação: r e s são reversas ⇔ α; r, s ⊂ α e As diagonais de um quadrilátero reverso são
r∩s=∅ reversas.

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Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Solução: (Demonstração pelo método indireto) e. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária para


⎯ ⎯ que r e s sejam reversas.
Sejam AC e BD as diagonais do quadrilátero
reverso ABCD. Sendo assim, suponha que as f. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é suficiente para
⎯ ⎯ que r e s sejam reversas.
diagonais AC e BD não sejam reversas ⇒
e são coplanares ⇒ ∃ α “plano” tal que, g. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária para
que os pontos A, B, C e D estão que as duas retas distintas r e s sejam
contidos em α. Isso gera um absurdo em reversas.
relação ao fato do quadrilátero ser reverso.
h. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária para
⎯ ⎯
Logo, as diagonais AC e BD de um que as duas retas distintas r e s sejam
quadrilátero reverso são reversas. paralelas.
i. ( ) A condição r ∩ s = ∅ é necessária e
suficiente para que as duas retas distin-
tas r e s sejam reversas.

6. Interseção de planos
1. Classifique em verdadeiro ou falso, justifican-
6.1 Postulados da interseção
do sua resposta.
P6) Se dois planos distintos têm um ponto em
a. ( ) Duas retas ou são coincidentes ou são comum, então eles têm pelos menos um outro
distintas. ponto em comum.
b. ( ) Duas retas ou são coplanares ou são Notação:
reversas.
α ≠ β, P ∈ α e P ∈ β ⇒ ∃Q; P ≠ Q, Q ∈ α e
c. ( ) Duas retas distintas determinam um
Q∈β
plano.
Uma conseqüêcia natural do postulado P6 é que:
d. ( ) Duas retas concorrentes têm um ponto
em comum. Se dois planos distintos têm um ponto em
comum, então a sua intersecção é dada por
e. ( ) Duas retas concorrentes têm um único uma única reta que passa por esse ponto.
ponto em comum.

f. ( ) Duas retas que têm um ponto em co-


mum são concorrentes.

g. ( ) Duas retas que têm um único ponto em


comum são concorrentes.

h. ( ) Duas retas coplanares são concorrentes.

i. ( ) Duas retas não-coplanares são reversas.

7. Paralelismo de retas
2. Classifique em verdadeiro ou falso, justifican-
7.1 Postulado das paralelas (postulado
do sua resposta.
de Euclisdes)
Obs.: Em cada caso, abaixo, r e s são retas. P7) Dados uma reta r e um ponto P ∉ r, existe
a. ( ) r ∩ s = ∅ ⇒ r e s são reversas. uma única reta s, passando por P, tal que
r seja paralela a s.
b. ( ) r e s são reversas ⇒ r ∩ s = ∅.

c. ( ) r ∩ s = ∅ ⇒ r e s são paralelas.
d. ( ) r//s, r ≠ s ⇒ r ∩ s = ∅.

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UEA – Licenciatura em Matemática

7.2 Teorema das Paralelas comum; sendo assim, pela conseqüêcia natu-
ral do postulado P6, eles têm uma reta em co-
Se duas retas são paralelas a uma terceira,
então elas são paralelas entre si, ou seja, r, s e mum, que chamaremos de x (não podemos di-
t retas, em que r//t e s//t ⇒ r//s. zer que as retas s e x são as mesmas, pois
estaríamos admitinto a tese que queremos pro-
Temos dois casos a considerar: var).
1.o) As três retas são coplanares.
(r = β ∩ γ , x = α ∩ γ , t = α ∩ β e r//t) ⇒
r//x e t//x
O ponto P pertence, então, às retas s e x, e
ambas são paralelas à reta t. Logo, fazendo
uso do postulado das paralelas, temos que
2.o) As retas são não-coplanares. x = s. Donde concluímos que r = s.

Vamos considerar o segundo caso, que é o


mais geral.

1. Mostre que duas retas sendo paralelas a uma


terceira, então elas são paralelas entre si (para
o caso das três retas serem coplanares).

2. Mostre que os pontos médios dos lados de um


quadrilátero reverso são os vértices de um
Demonstração: paralelogramo.
Fazendo uso do postulado P7, as retas r e s não
têm ponto comum, pois caso essa afirmação
8. Paralelismo entre retas e planos
não fosse verdadeira, teríamos duas retas pas-
sado por um mesmo ponto e paralelas à reta t, 8.1 Definição
contrariando o postulado das paralelas.
Sejam α e r um plano e uma reta respectiva-
mente. Diremos que a reta r é paralela ao plano α
se, e somente se, eles não têm ponto em comum.
Notação: α // r ⇔ α ∩ r = ∅
Vamos enunciar, como exercício resolvido,
uma condição necessária e suficiente para que
uma reta dada seja paralela a um plano dado.
Exemplo 1
(Condição Suficiente) Diremos que uma reta,
que não está contida num plano e é paralela a
pelo menos uma reta desse plano, é paralela
ao plano.
Considere os planos β = (r, t) e α = (s, t), ou
seja, o plano β é determinado pelas retas r e t, Em outras palavras:
pois r//t, e o plano α é determinado pelas retas Sejam r e α uma reta e um plano respectiva-
s e t, pois s//t. mente, tal que r ⊄ α. Se a reta r é paralela a
Tomemos um ponto P em s; dessa forma, uma reta s do plano α, então a reta r é paralela
podemos obter um plano γ = (P, r). ao plano α.
Os planos distintos α e γ têm um ponto P Hipótese: r ⊄ α, r//s, s ⊂ α ⇒ Tese r//α

16
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Demonstração: Demonstração:

Conduzimos por r um plano β que intercepta α.


Seja s a reta dada pela interseção dos planos
α e β.
As retas r e s são coplanares, pois estão em β
e não têm pontos em comum, pois r ∩ α = ∅,
s ⊂ α ⇒ r ∩ s = ∅. Logo, r//s.

Temos por hipótese que r//s com r ∩ s = ∅.


Então, existe um plano β determinado por r e
s, onde s ⊂ α, s ⊂ β e α ≠ β implicando que
s = α ∩ β.
Se r e α têm um ponto em comum, digamos A,
teremos A ∈ r e r ⊂ β ⇒ A ∈ β. Como A ∈ β
e A ∈ α, decorre daí que A ∈ s. Observação – Uma condição nescessária e
Sendo assim, concluímos que A ∈ r e A ∈ s. suficiente para que uma reta (r), não contida
Logo, existe um ponto A ∈(r ∩ s) = ∅, o que num plano (α), seja paralela a esse plano, é ser
gera um absurdo. Logo, concluímos que a reta paralela a uma reta (s) contida no plano (α).
r não pode ter ponto em comum com o plano
α, isto é, r//α. 9. Posições relativas entre uma reta e um plano

São três as posições relativas entre uma reta e


um plano:

1.a) A reta está contida no plano.

Ou seja, dois pontos distintos da reta, di-


gamos A e B também são pontos do plano.

Exemplo 2
(Condição necessária) Se uma reta é paralela
a um determinado plano, então ela é paralela a
uma reta desse plano.
r⊂α ⇔r∩α=r
Em outras palavras:
2.a) A reta e o plano são concorrentes ou a reta
Sejam r e α uma reta e um plano respectiva-
e o plano são secantes.
mente. Se r//α, então existe uma reta s ⊂ α tal
que r//s.
r

r ∩ α = {P}
Hipótese: r //α ⇒ Tese: ∃ s ⊂ α |r//s 3°) A reta e um plano são paralelos.

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UEA – Licenciatura em Matemática

rentes, então a reta é concorrente com


qualquer reta do plano.
j. ( ) Se uma reta é paralela a um plano, ela é
paralela a infinitas retas do planos.
k. ( ) Se duas retas distintas são paralelas a um
plano, então elas são paralelas entre si.
r // α ⇔ r ∩ α = ∅ l. ( ) Uma condição necessária e suficiente
para uma reta ser paralela a um plano é
ser paralela a uma reta do plano e não
estar nele.

10. Paralelismo entre planos


1. Se uma reta é paralela a dois planos secantes,
então ela é paralela à interseção. Definição:
Dois planos são paralelos se, e somente se,
2. Se duas retas paralelas são dadas e uma delas eles não têm ponto comum ou são iguais
é paralela a um plano, então a outra é parale- (coincidentes).
las ou está contida nesse plano.
1.° caso:

3. Dadas duas retas reversas r e s, construa por


s um plano paralelo a r.

4. Construa por um ponto uma reta paralela a


dois planos secantes. 2.° caso:

5. Classifique em verdadeiro ou falso, justifican-


do sua resposta. Notação: α // β ⇔ α = β ou α ∩ β = ∅
a. ( ) Uma reta e um plano que têm um ponto Uma condição necessária e suficiente para
comum são concorrentes. que dois planos distintos sejam paralelos é
b. ( ) Uma reta e um plano secantes têm um que um deles contenha duas retas concor-
único ponto comum. rentes, ambas paralelas ao outro.
c. ( ) Uma reta e um plano paralelos não têm Exemplo 1
ponto comum.
(Condição suficiente) Sejam α e β dois planos.
d. ( ) Um plano e uma reta secantes têm um Se um deles, digamos β, possui duas retas a e
ponto comum. b concorrentes, ambas paralelas ao plano α,
e. ( ) Se uma reta está contida num plano, então o plano α e β são paralelos.
eles têm um ponto comum.
f. ( ) Se uma reta é paralela a um plano, ela é
paralela a qualquer reta do plano.

g. ( ) Se um plano é paralelo a uma reta,


qualquer reta do plano é reversa à reta
dada.

h. ( ) Se uma reta é paralela a um plano, Hipótese: {a ⊂ β, b ⊂ β, a ∩ b = {O}, a // α, b // α


existe no plano uma reta concorrente ⇒ Tese: {α // β
com a reta dada. Demonstração:
i. ( ) Se uma reta e um plano são concor- Sendo os planos α e β distintos, vamos mostrar

18
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

que eles são paralelos, fazendo uso do método gamos P em reta a, que seria também ponto
indireto de demonstração, ou seja, supondo do plano α.
que os planos α e β não sejam paralelos.
Dessa forma, teríamos:
a ⊂ β, a ∩ α ≠ ∅ ⇒ α ∩ β ≠ ∅, o que é um
absurdo, pois os planos α // β tais que
α ∩ β = ∅. Portanto a tese é verdadeira.

11. Posições relativas entre dois planos


As posições relativas de dois planos, digamos
α e β, podem ser de três formas.
1. Planos coincidentes

Logo, existiria uma reta, a qual vamos denotar


de i, tal que i = α ∩ β. Dessa forma, teríamos: α∩β=α=β
a // α, a ⊂ β, i = a ∩ β ⇒ a//i e b// α, b ⊂ β,
2. Planos paralelos distintos
i = a ∩ β ⇒ b//i.
Logo, pelo teorema das paralelas, temos que
as retas a e b são paralelas, o que é um absur-
do, pois por hipótese as retas a e b são con-
correntes.
α∩β=∅
Assim, concluímos que os planos α e β são
3. Planos secantes
paralelos.
Exemplo 2
(Condição necessária) Se dois planos distintos
α e β são paralelos, então um deles, digamos
β, contém duas retas concorrenres, ambas
paralelas ao outro (α).

α∩β=i
Exemplo 1
Sejam α, β dois planos distintos e paralelos.
Mostre que toda reta r de α é paralela ao pla-
no β.
Hipótese: {α // β ⇒ Tese {∃a ⊂ β, ∃b ⊂ β, Hipótese: {α // β, r ⊂ α ⇒ Tese {r // β
a ∩ b = {O}, a // α, b // α
Demonstração:
Demonstração:
Sendo α e β planos paralelos distintos e r ⊂ α,
Sabemos que num plano dado (β) existem vamos mostrar que r // β. Para isso, vamos
infinitas retas; tome duas (a e b) que sejam fazer uso do método indireto de demons-
concorrentes, digamos, no ponto O, ou seja, tração, ou seja, vamos supor que a reta r não
α ∩ β = {O}. Basta mostrar que as retas a e b seja paralela ao plano β.
são ambas paralelas ao plano α.
Logo, existiria pelo menos um ponto Q ∈ r, tal
Fazendo uso do método indireto de demons- que o ponto Q ∈ β. Como Q ∈ α, pois r ⊂ α e
tração, ou seja , supondo que as retas a e b Q ∈ β, teríamos que Q ∈ α ∩ β, o que seria um
não sejam paralelas ao plano α. Logo, existiria absurdo, pois por hipótese α ∩ β = ∅. Logo,
pelo menos um ponto de uma das retas, di- vale a tese, ou seja, r // β.

19
UEA – Licenciatura em Matemática

Exemplo 2 h. ( ) Uma condição suficiente para que dois


planos sejam paralelos é que duas retas
Sejam α, β e γ três planos distintos. Se α, β
distintas de um sejam paralelas ao outro.
são paralelos, e γ encontra α segundo a reta r,
então γ encontra β segundo a reta s. i. ( ) Se dois planos são paralelos, então toda
reta que tem um ponto comum com um
Hipótese: {α, β, γ planos, α // β e γ ∩ α= r ⇒
deles, tem um ponto comum com o outro.
Tese: {γ ∩ β = s
2. Se dois planos paralelos interceptam um ter-
Demonstração: ceiro, então as interseções são paralelas.
Basta considerar, em γ, uma reta t concorrente
3. Se dois plano são paralelos, toda reta paralela
com a reta r.
a um deles é paralela ou está contida no outro.
Como γ ≠ α, concluímos que t é concorrente
com α. Sendo α // β, teremos que t é concor- 4. Mostre a transitividade entre planos, isto é, se
rente com o plano β num ponto, digamos Q. dois planos são paralelos a um terceiro , então
Logo, fazendo uso da conseqüêcia natural do eles são paralelos entre si.
postulado P6, temos que existe uma reta, di-
gamos s, tal que Q ∈ s e s = γ ∩ β. 12. Retas e planos perpendiculares
Definição
Uma reta r é perpendicular a um plano α se, e
somente se, r é perpendicular a todas as retas
de α que passam pelo ponto de intersecção de
r e α.
1. Classifique em verdadeiro ou falso, justifican-
do sua resposta.

a. ( ) Se dois planos são secantes, então


qualquer reta de um deles é concor-
rente com o outro.

b. ( ) Se dois planos são secantes, então


uma reta de um deles pode ser concor-
rente com uma reta do outro.
Observações:
c. ( ) Se dois planos são secantes, então 1. Se uma reta r e um plano são concorrentes
uma reta de um deles pode ser reversa e não são perpendiculares, eles são oblí-
com uma reta do outro, quos.
d. ( ) Dois planos distintos paralelos têm um 2. se uma reta r é perpendicular a um plano α,
ponto em comum. então ela é perpendicular ou ortogonal a
toda reta de α:
e. ( ) Se dois planos distintos são paralelos,
então uma reta de um deles é paralela
ao outro.

f. ( ) Se dois planos distintos são paralelos,


então uma reta de um e uma reta de
outro podem ser concorrentes.

g. ( ) Se um plano contém duas retas distin-


tas e paralelas a um outro plano, então Como conseqüência, temos o seguinte Teo-
esses planos são paralelos. rema, que vamos admitir sem demonstração.

20
Geometria II – Noções primitivas e posições relativas

Teorema (Fundamental) – Para que uma reta r 3.° Caso


seja perpendicular a um plano α, basta ser per-
pendicular a duas retas concorrentes, contidas
em α.

Exemplo 1

Hipótese: ⇒ Tese {r ⊥ α Classifique em verdadeiro ou falso. Justifican-


do sua resposta.
Como conseqüência deste teorema, temos os a) Uma reta e um plano secantes são perpen-
seguintes corolários. diculares.
Corolário 1 – Num plano (α), há duas retas (b Resposta: Falso, pois a reta e o plano
e c) concorrentes (em P). Se uma reta (a) é
podem ser secante oblíquos.
perpendicular a uma delas (b em O) e ortogo-
nal à outra (c), então essa reta (a) é perpendi-
cular ao plano (α).

b) Uma reta é perpendicular a um plano é per-


pendicular a infinitas retas desse plano.

Corolário 2 – Se uma reta é ortogonal a duas Resposta: Verdadeiro. Use a definição de


retas concorrentes de um plano, então ela é perpendicularismo entre reta e plano.
perpendicular ao plano.
1.° Caso

c) Um reta perpendicular a um plano é reversa


a todas as retas do plano.
Resposta: Falso. Use o Teorema (Funda-
2.° Caso mental) e observe que a reta é perpendicu-
lar a pelo menos duas retas do plano.

21
UEA – Licenciatura em Matemática

d) Uma reta perpendicular a um plano é ortog- c. ( ) Se dois planos são perpendiculares,


onal a infinitas retas do plano. então toda reta perpendicular a um
deles é paralela ao outro ou está conti-
Resposta: Verdadeiro. Use o corolário 2
“Se uma reta (r) é ortogonal a duas retas (s da neste outro.
e t) concorrentes de um plano, então ela é d. ( ) Se dois planos são paralelos, todo
perpendicular ao plano” e observe que, no plano perpendicular a um deles é per-
plano, existem infinitas retas paralelas às pendicular ao outro.
retas (s e t) e ortogonais à reta dada.
e. ( ) Uma reta e um plano são paralelos. Se
um plano é perpendicular ao plano
13. Planos perpendiculares dado, então ele é perpendicular à reta.
Definição f. ( ) Se dois planos são secantes, então eles
Dois planos (α e β) são perpendiculares se, e são perpendiculares.
somente se, existe uma reta de um deles que é g. ( ) Se dois planos são perpendiculares,
perpendicular ao outro. então toda reta de um deles é perpendi-
Fazendo uso da definição, temos a seguinte, cular ao outro.
proposição.
Proposição – Sejam α, β planos, e i uma reta
tal que i = α ∩ β. Se α ⊥ β e r é uma reta con-
tida em um deles, digamos r ⊂ α e r ⊥ i. Então,
r ⊥ β.
Demonstração:
Sendo α ⊥ β, temos que existe uma reta a tal
que a ⊂ α, em que α ⊥ β. Então, concluímos
que a reta a é perpendicular à reta i.
No plano α, temos que a ⊥ i e r ⊥ i ⇒ a//r.
Sendo a//r e α ⊥ β, concluímos que r ⊥ β.
Finalmente, vamos enunciar, sem demons-
tração, uma condição necessária e suficiente
para que dois planos secantes sejam perpen-
diculares.
Proposição – Uma condição necessária e sufi-
ciente para que dois planos secantes sejam
perpendiculares é que toda reta de um deles,
perpendicular à interseção, seja perpendicular
ao outro.

1. Classifique em verdadeiro ou falso, justifican-


do sua resposta.
a. ( ) Dois planos, perpendiculares a um ter-
ceiro, são perpendiculares entre si.
b. ( ) Se dois planos são perpendiculares a
um terceiro, então eles são paralelos.

22
UNIDADE II
Distâncias, diedros e triedros
Geometria II – Distâncias, diedros e triedros

Se a reta não é perpendicular ao plano, tere-


mos a seguinte definição.
TEMA 02
Definição – Chama-se projeção ortogonal de
uma reta r, não perpendicular a um plano α,
DISTÂNCIAS E DIEDROS sobre esse plano, ao traço em α, do plano β,
perpendicular a α, conduzido por r.
1. Projeção ortogonal Geometricamente, temos:
Definiçao – A projeção ortogonal de um ponto
P sobre um plano α é a intersecção do plano
com a reta perpendicular a ele, conduzida pelo
ponto P.

r’ = projα r

2. Distâncias geométricas
Vamos definir distâncias geométricas entre
P’ = projα P entes geométricos.
2.1 Distância entre ponto e ponto
1.1 Projeção ortogonal de uma figura geométrica
Definição – Chama-se distância entre dois pon-
A projeção ortogonal de uma figura geométrica
tos distintos A e B ao comprimento do segui-
F (qualquer conjunto de pontos) sobre um ⎯
mento de reta AB ou ao comprimento qual-
plano α é o conjunto das projeções ortogonais ⎯
quer segmento congruente a AB. Se A = B, a
de todos os pontos de F sobre α.
distância entre A e B é nula.

Notação: d(A, B) = AB
2.2 Distância entre ponto e reta
Definição – Chama-se distância entre um
ponto (A) e um reta (r) à distância entre esse
ponto e o pé da perpendicular à reta conduzi-
F’ = projα F da pelo ponto.

1.2 Projeção de uma reta


Se a reta (r) é perpendicular ao plano (α), tere-
mos como projeção ortogonal exatamente um
ponto, digamos P.
Notação: d(A, r) = AB
B é o pé da perpendicular à reta r conduzido
por A, ou seja, B é a intersecção de uma reta
conduzida por A e perpendicular à reta r.
2.3 Distância entre ponto e plano
Definição – A distância entre um ponto e um
plano é a medida do segmento cujos
extremos são o ponto e sua projeção ortogonal
P’ = projα r sobre o plano.

25
UEA – Licenciatura em Matemática

1. Classifique em verdadeiro ou falso, justifican-


do sua resposta.

Notação: d(P, α) = PP’ a. ( ) Se PA é um seguimento oblíquo a um
plano α, com A ∈ α, então a distância
2.4 Distância entre uma reta e um plano paralelo
entre P e A é a distância entre P e α.
Definição – A distância entre uma reta e um
b. ( ) A distância entre um ponto e um plano
plano paralelo é a distância entre um ponto
é a reta perpendicular ao plano pelo
qualquer da reta e o plano.
ponto.
c. ( ) A distância de um ponto P a um plano α
é a distância de P ao ponto P’ de inter-
seção de α com a reta r, perpendicular
a α por P.
d. ( ) A distância entre um plano e uma reta,
Notação: d(r, a) = d(P, α) = PP’ sendo eles paralelos distintos, é a dis-
tância de um ponto qualquer do plano a
2.5 Distância entre dois planos paralelos reta.
Definição – A distância entre dois planos para- e. ( ) A distância entre um plano e uma reta,
lelos é a distância entre um ponto qualquer de sendo eles paralelos e distintos, é a dis-
um deles e o outro plano tância de um ponto qualquer do plano a
um ponto qualquer da reta.

3. Ângulos entre retas reversas

Definição – De modo geral, definimos ângulo


entre duas retas reversas como sendo o ângu-
dα . β= PP’
lo agudo que uma delas forma com uma reta
Notação: d(α, β) = d (P, β) = PP’ paralela à outra.
2.6 Distância entre duas retas reversas Geometricamente, temos:
Definição – A distância entre duas retas rever-
sas (r e s) é a distância entre um ponto qual-
quer de uma delas e o plano que passa pela
outra e é paralelo à primeira reta.

θ é o ângulo entre r e s.

4. Ângulos entre reta e planos

Definição – O ângulo entre uma reta e um


plano é o ângulo agudo que a reta forma com
sua projeção ortogonal sobre o plano.

Notação: d(r, s) = PP’ Gemetricamente, temos:

26
Geometria II – Distâncias, diedros e triedros

θ é o ângulo entre r e α

5. Diedros
5.1 Definição – Dois semiplanos não-coplanares,
com origem numa mesma reta, determinam
uma figura geométrica chamada ângulo dié-
drico, ou simplesmente diedro.
1. Defina:

a) Diedro reto.

b) Diedro agudo.

c) Diedro obtuso.

d) Diedros adjacentes.

e) Diedros opostos pela aresta.

5.3 Congruência entre diedros

Definição – Dois diedros são congruentes se,


5.2 Secção de um diedro
e sommente se, uma secção normal de um é
Definição – Secção de um diedro é a interseção congruente à secção normal do outro.
do diedro com um plano secante à aresta.

Exemplo:
Duas secções paralelas de um diedro são con-
gruentes.
Solução:
De fato, as secções são dois ângulos de lados
com sentidos respectivamente concordantes,
e portanto são congruentes. Notação: αrβ = α’ r’ β’ ⇔ xy ≡ x’ y’

27
UEA – Licenciatura em Matemática

6. Triedos
Definição – Três semi-retas não-coplanares,
com origem num mesmo ponto, determinam
três ângulos que formam uma figura geométri-
ca chamada ângulo triédrico, ou simples-
mente triedro.

7. Ângulo poliédrico
Definição – Sejam n semi-retas (n ≥ 3) de
mesma origem, tais que nunca fiquem três num
mesmo semiplano. Essas semi-retas determi-
nam n ângulos em que o plano de cada um
deixa as outras semi-retas em um mesmo semi-
espaço. A figura formada por esses ângulos é
o ângulo poliédrico.

28
UNIDADE III
Poliedros, prismas e pirâmides
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

3. Poliedros convexos e côncavos


TEMA 03 Um poliedro é dito convexo se limita uma re-
gião do espaço que é convexa. Essa região
identifica o interior do poliedro convexo.
POLIEDROS
A região interior de um poliedro é convexa se,
ao tomar arbitrariamente dois pontos quais-
1. Definição
quer da região, todo o segmento definido por
Chamamos de poliedro o sólido limitado por esses pontos também está totalmente contido
quatro ou mais polígonos planos, pertencentes na região. Outra maneira de identificar a região
a planos diferentes e que têm dois a dois interior como convexa é a seguinte: considere
somente uma aresta em comum. Veja alguns uma face qualquer do poliedro e o plano que a
exemplos contém. Se todo o poliedro fica totalmente em
um dos lados deste plano, independente da
1. face escolhida, o poliedro é convexo.

2.

Os exemplos 1, 2 e 3 são poliedros convexos.


O exemplo 4 não é um poliedro convexo, pois,
em relação a duas de suas faces, ele não está
3. contido em apenas um semi-espaço.
O poliedro do exemplo 5, denominado “toro”,
tem o formato de uma câmara de ar dos anti-
gos pneus e é formado por quatro tetraedos e
quatro pirâmides de base triangular, sendo a
região central vazada. Este poliedro também
não é convexo. Os poliedros que não são con-
vexos são chamados de poliedros côncavos.
4.
4. Classificação
Os poliedros convexos possuem nomes espe-
ciais de acordo com o número de faces, como
por exemplo:
5. • Tetraedro: quatro faces.
• Pentaedro: cinco faces.
• Hexaedro: seis faces.
• Heptaedro: sete faces.
• Octaedro: oito faces.
• Icosaedro: vinte faces.
2. Elementos
5. Relação de Euler
Os polígonos são as faces do poliedro; os la-
dos e os vértices dos polígonos são as arestas Muitos dos símbolos matemáticos que são
e os vértices do poliedro. usados hoje se devem ao matemático suíço

31
UEA – Licenciatura em Matemática

Leonard Euler, nascido em Basiléia (1707- Exemplo:


1783). Ele foi o primeiro a usar a letra e para
Verifique se os poliedros abaixo satisfazem a
denotar a base dos logaritmos naturais, o pri- relação de Euler
meiro a usar a letra grega π e o primeiro a usar
i como sendo a raiz quadrada de –1 ( ). a)
Embora a descoberta do resultado do teorema
que relaciona vértices, faces e arestas de um
poliedro regular convexo seja atribuída a Des-
cartes (1596-1650), a fórmula V – A + F = 2
leva o nome de Euler, que além de tê-la redes-
coberto, publicou uma demonstração em 1751.

Solução:
V = 9, A = 18, F = 11
V – A + F = 9 – 18 + 11 = 2
Portanto satisfaz a relação de Euler.
b)

Euler

Além de estudar Matemática, dedicou-se tam-


bém à Teologia, Medicina, Astronomia, Física e
às línguas orientais. É considerado O mestre Solução:
de todos os matemáticos do século XVIII pelo
V = 14, A = 21, F = 9
fato de as suas pesquisas terem aberto novos
caminhos para a Matemática. V – A + F = 14 – 21 + 9 = 2

Em 1741, recebeu um convite para exercer o Portanto satisfaz a relação de Euler.


cargo de vice-presidente da seção de Mate- c)
mática da Academia de Berlim. Durante o lon-
go período em que aí permaneceu, escreveu
mais de trezentos trabalhos científicos. Mas,
em 1776, quando retorna à Rússia, descobre
que estava perdendo a visão do olho que lhe
restava. Mesmo completamente cego, Euler,
auxiliado por seus filhos Kraff e Lexill, escrevia
numa lousa colocada em sua casa as novas
descobertas Matemáticas que fazia. Solução:

Em todo poliedro convexo, é válida a relação V = 16, A = 32, F = 16


seguinte: V – A + F = 16 – 32 + 16 = 0
V–F+A=2 Portanto não satisfaz a relação de Euler.
Tal relação é demonimana relação de Euler, Observação – Os poliedros para os quais é
em que V é o número de vértices, A é o válida a relação de Euler são chamados euleri-
número de arestas e F, o número de faces. anos.

32
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

5. Poliedros de Platão 6.2 Propriedade


Esse nome dado a alguns poliedros deve-se ao Existem cinco, e somente cinco, tipos de
filósofo grego Platão (427-348 a.C.), discípulo de poliedros regulares convexos, que são: tetrae-
Sócrates e mestre de Aristóteles. Foi fundador dro regular, hexaedro regular, octaedro regular,
da Academia de Atenas onde se ensinava dodecaedro regular e icosaedro regular.
Matemática, Ginástica e Filosofia. Ele valorizava
muito a Matemática, por ela nos dar a capaci-
dade de raciocínio abstrato. Na entrada da sua
academia, havia a seguinte afirmação: “Que aqui
não adentre quem não souber geometria”.

Observe que:
a) se suas faces são polígonos regulares e
congruentes, então todas têm o mesmo
número de arestas;
Platão
b) se seus ângulos poliédricos são congru-
5.1 Definição entes, então todos têm o mesmo número
de arestas.
Um poliedro é chamado “poliedro de Platão”
se, e somente se, satisfaz as três seguintes Portanto temos:
condições:
Todo poliedro regular convexo é poliedro de
a) todas as faces têm o mesmo número (n) de Platão, mas nem todo poliedro de Platão é
arestas; poliedro regular.
b) todos os ângulos poliédricos têm o mesmo Por exemplo, uma caixa de bombons como a da
número (m) de arestas, ou seja, de cada figura a seguir é um poliedro de Platão (hexae-
vértice parte o mesmo número (m) de ares- dro), mas não é um poliedro regular, pois as faces
tas; não são polígonos regulares e congruentes.
c) vale a relação de Euler (V – F + A = 2).

5.2 Propriedade
Existem cinco, e somente cinco, classes de
poliedros de Platão, que são: tetraedro, hexae- Johann Kepler (1571-1630) descobriu dois po-
dro, octaedro, dodecaedro, icosaedro. Observe liedros que são, simultaneamente, regulares e
que todos eles satisfazem as condições citadas. não-convexos: o pequeno dodecaedro estrela-
do e o grande dodecaedro estrelado.
6. Poliedros regulares
6.1 Definição:
Um poliedro convexo é regular quando:
a) suas faces são polígonos regulares e con-
gruentes;
Pequeno dodecadro Grande dodecadro
b) seus ângulos poliédricos são congruentes. estrelado estrelado

33
UEA – Licenciatura em Matemática

Dentre os vários poliedros serão destacados


nos temas a seguir os prismas e as pirâmides.

Aula prática 1: Construção dos poliedros


Objetivos:
• Visualizar os poliedros bem como as suas
planificações.
• Verificar a relação de Euler nos poliedros
construídos e nas embalagens do cotidi-
ano.
• Verificar as propriedades dos poliedros
convexos, de Platão e regulares nos polie-
dros construídos e nas embalagens.
• Determinar experimentalmente a área total
e o volume dos poliedros.

ATIVIDADE 1
Material: ATIVIDADE 3

• Embalagens do cotidiano com formas difer- Material:


entes. • Folhas de papel cartão.
Descrição: • Tesoura.
• Identificar, nas embalagens, as que são • Cola.
poliedros, poliedros convexos, de Platão
e/ou poliedros regulares. • Elásticos coloridos.
• Modelo dos anexos 5 a 9.
ATIVIDADE 2
Descrição:
Material: • Confeccionar, em papel cartão, a planifi-
• Canudinhos (com cores diferentes). cação dos poliedros de Platão conforme
modelo do anexo 5 a 9.
• Tesoura.
• Colorir as faces dos poliedros; recortar a
• Cola. planificação.
• Barbante. • Obter o valor da área total dos poliedros
• Modelo do anexo. antes de montá-los.

Descrição: • Dobrar as arestas e depois unir com cola as


que estiverem nas bordas da planificação.
• Confeccionar, com canudinhos, os polie-
dros de Platão conforme os modelos dos • Obter experimentalmente o valor do volume
dos poliedros.
anexos 1 a 4.

1. Determine o número de vértices de um poliedro


convexo que tem 3 faces triangulares, 1 face
quadrangular, 1 pentagonal e 2 hexagonais.

34
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

2. Num poliedro convexo de 10 arestas, o


número de faces é igual ao número de vértices.
TEMA 04
Quantas faces tem esse poliedro?

3. Num poliedro convexo, o número de arestas PRISMAS


excede o número de vértices em 6 unidades.
Calcule o número de faces desse poliedro. 1. Definição
Consideremos um polígono convexo (região
4. Um poliedro convexo apresenta faces quad-
poligonal convexa) ABC...DE situado num plano
rangulares e triangulares. Calcule o número de ⎯
α e o segmento de reta PQ, cuja reta suporte
faces desse poliedro, sabendo que o número intercepta o plano α. Chama-se prisma (ou pris-
de arestas é o quádruplo do número de faces ma convexo) à reunião de todos os segmentos
triangulares, e o número de faces quadrangu- ⎯
congruentes e paralelos a PQ, com uma extre-
lares é igual a 5. midade nos pontos do polígono e situados num
mesmo semi-espaço dos determinados por α.
5. Um poliedro convexo tem 11 vértices, o
número de faces triangulares igual ao número
de faces quadrangulares e uma face pentago-
nal. Calcule o número de faces desse poliedro.

6. Calcule o número de faces triangulares e o


número de faces quadrangulares de um po-
liedro com 20 arestas e 10 vértices.

7. Um poliedro de sete vértices tem cinco ângu-


Em outras palavras, prisma é um sólido
los tetraédricos e dois ângulos pentaédricos.
geométrico (poliedro convexo) delimitado por
Quantas arestas e quantas faces tem o
faces planas, no qual as bases se situam em
poliedro?
planos paralelos. Várias embalagens utilizadas
têm a forma de prisma, conforme mostra a
8. Ache o número de faces de um poliedro con- figura a seguir.
vexo que possui 16 ângulos triedros.

9. Determine o número de vértices, arestas e


faces de um poliedro convexo formado por
cinco triedros, sete ângulos tetraédricos, nove
ângulos pentaédricos e oito ângulos hexaédri-
cos.

10. Um poliedro convexo possui 1 ângulo pentaé-


drico, 10 ângulos tetraédricos, e os demais
triedros. Sabendo que o poliedro tem número 2. Elementos do prisma
de faces triangulares igual ao número de faces Bases – São as regiões poligonais Ex.:
quadrangulares, 11 faces pentagonais, e no ABCDE e A’B’C’D’E’.
total 21 faces, calcule o número de vértices do
Faces laterais – São os paralelogramos. Ex.:
poliedro convexo. ABA’B’ e BCB’C’.

11. O “cubo-octaedro” possui seis faces quadra- Arestas das bases – São os lados do polí-

das e oito triangulares. Determine o número de gono da base. Ex.: AB e .
faces, arestas e vértices desse sólido euleri- Arestas laterais – São os lados dos paralelo-
⎯ ⎯
ano. gramos. Ex. AA’, CC’

35
UEA – Licenciatura em Matemática

Altura – É distância entre os planos que con- Solução:


têm as bases. a) V = 2n; A = 3n; F = 7
Como no prisma é válida a relação de Euler,
tem-se:
V–A+F=2
2n – 3n + 7 = 2 n = 5
Logo, o prisma é pentagonal.
b) V = 2n; A = 24; F = n+2

3. Classificação dos prismas V–A+F=2

Quanto à inclinação das arestas laterais, os 2n – 24 + n + 2 = 2


prismas podem ser retos ou oblíquos. 3n – 22 = 2 n = 8
Prisma reto é aquele cujas arestas laterais são Logo, o prisma é octogonal.
perpendiculares aos planos das bases. Nesse
caso, as faces laterais são retângulos. 5. Secção do prisma

Prisma oblíquo é aquele cujas arestas são Secção de um prisma é a interseção do prisma
com um plano que intercepta todas as arestas
oblíquas aos planos das bases.
laterais. A secção de um prisma é um polígono
com vértice em cada aresta lateral.
Secção reta ou secção normal é uma secção
cujo plano é perpendicular às arestas laterais.

Prisma regular é um prisma reto cujas bases


são polígonos regulares. Por exemplo, o prisma
esquerdo da figura acima é um prisma regular.

4. Natureza do prisma

A natureza do prisma é dada de acordo com o


polígono da base.
6. Tronco do prisma
POLÍGONO NOME
Quando se secciona um prisma por um plano
triângulo Prisma triangular não paralelo aos planos das bases, a região
quadrado Prisma quadrangular espacial delimitada pela base do prisma e pela
pentágono Prisma pentagonal região poligonal do plano que o seccionou é
hexágono Prisma hexagonal denominado tronco de prisma, conforme mos-
..... ..... tra a figura a seguir.

Exemplo:

Ache a natureza de um prisma, sabendo que


ele possui:

a) 7 faces b) 24 arestas Secção do prisma Prisma seccionado

36
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

7. Diagonal do prisma Solução:

A diagonal de um prisma é o segmento de reta Seja d a diagonal do cubo, ƒ a diagonal da


que une dois vértices situados em faces distintas. face do cubo (o quadrado), a aresta do cubo e
x a distância do vértice B à sua diagonal d,
7.1 Diagonal do cubo conforme a figura a seguir.

Considere o cubo de aresta a, com diagonal


da base ƒ e diagonal do cubo d, conforme
mostra a figura.

Considerando o triângulo ABC retângulo em


B, podemos utilizar a relação métrica em que o
produto da medida da hipotenusa pela medida
da altura relativa à hipotenusa é igual ao pro-
duto das medidas dos catetos.
Iniciemos calculando a medida ƒ.
Portanto: d.x = a.f (I)
No ΔEFH, ao aplicar o teorema de Pitágoras, Cálculo da diagonal do cubo (d):
temos:
d=a = 100 cm
Cálculo da diagonal do quadrado (ƒ):
ƒ=a = 100 cm
Substituindo d = 100 cm, ƒ = 100 cm e
a = 100cm na expressão (I) temos:

Racionalizando o valor de x, temos:


ƒ2 = a2 + a2 ⇒ ƒ 2 = 2a2 ⇒ ƒ = ⇒
ƒ= a
No ΔIHF, ao aplicar o teorema de Pitágoras, Resposta: A distância de um vértice do cubo à
tem-se:
sua diagonal é de .

7.2 Diagonal do paralelepípedo retângulo


Considere o paralelepípedo retângulo de ares-
tas a, b e c com diagonal da base ƒ e diagonal
do paralelepípedo retângulo d.
d2 = a2 + ƒ 2 ⇒ d2 = a2 + 2a2 ⇒ d2 = 3a2 ⇒

d=a

Portanto:

A diagonal de um cubo de aresta a é: d = a .

Exemplo:

Se a aresta de um cubo mede 100cm, encontre Iniciemos calculando a medida ƒ da diagonal


a distância de um vértice do cubo à sua diagonal. da face EFGH:

37
UEA – Licenciatura em Matemática

No ΔEFH, ao aplicar o teorema de Pitágoras, Descrição:


temos:
• Construir alguns prismas retos e oblíquos.
• Construir alguns prismas regulares identifi-
cando seus elementos, secções e verifi-
cando a validade da relação de Euler.
• Construir alguns prismas não-regulares,
identificando a altura.

ƒ 2 = a2 + b2 ⇒ ƒ = Atividade 2

No ΔHFI, ao aplicar o teorema de Pitágoras, Material:


temos: • Acetato. (ou papel cartão).
• Tesoura.
• Cola.
Descrição:
• Construir o cubo e o paralelepípedo retân-
gulo utilizando acetato (ou papel cartão).

d2 = ƒ 2 + c2 ⇒ d2 = a2 + b2 + c2 ⇒ • Construir um triângulo retângulo em que


um dos catetos tem a medidas da aresta do
D=
cubo construído, e o outro tem a medida da
diagonal da face do cubo.
Aula prática 2: Construção dos prismas
• Calcular a diagonal do cubo utilizando o
Objetivos:
teorema de Pitágoras.
• Visualizar os prismas construídos.
• Construir um triângulo retângulo em que
• Identificar os elementos de alguns prismas um dos catetos tem a medida da altura do
regulares. paralelepípedo retângulo construído, e o
• Classificar os prismas em retos ou oblíquos. outro tem a medida da face do para-
lelepípedo.
• Identificar os prismas regulares.
• calcular a diagonal do paralelepípedo retân-
• Visualizar a secção dos prismas.
gulo utilizando o teorema de Pitágoras.
• Determinar a quantidade de faces, arestas e
vértices dos primas obtidos.
• Verificar a validade da relação de Euler nos
prismas.
• Visualizar a diagonal do cubo e do para-
lelepípedo retângulo.
• Deduzir a expressão para o cálculo da dia-
gonal do cubo e do paralelepípedo retângulo.

Atividade 1
Material:
• Geoplano 3D.
• Elásticos coloridos.

38
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Em que:
TEMA 05 A l é a área lateral, e Ab é a área de uma das
bases.
Afl é área de uma das face laterais.
PLANIFICAÇÃO E ÁREA DO PRISMA
n = quantidade de faces laterais.
1. Planificação do prisma l = aresta da base.
Para facilitar a obtenção da área da superfície h = altura do prisma.
de um sólido é necessário representar o sólido
(tridimensional) no plano (bidimensional). Para 2.1 Área do cubo
isso, é preciso “abri-lo”, de modo que seus ele-
mentos (faces laterais, bases, vértices e ares-
tas) estejam representadas num determinado
plano, conforme mostra a figura a seguir.

Como o cubo possui 4 faces laterais quadran-


gulares congruentes e 2 bases quadradas de
mesma área, temos:
At = Al + 2Ab
2. Área do prisma Acubo = 4a2 + 2a2
Observe, na figura do prisma planificado, que Acubo = 6a2
para calcular a área lateral (Al) deve-se calcu- em que a = aresta do cubo.
lar a área de uma das faces laterais (Afl) e, por
serem congruentes, multiplicar o resultado 2.2 Área do paralelepípedo retângulo
pela quantidade de faces (n).
Logo: Al = n . Afl.
Tratando-se de prisma reto, as faces laterais
são retângulos e, portanto, a área do retângulo
é dada pelo produto entre a medida da aresta
da base (l) pela medida da altura do prisma (h).
Logo: Al = n. l.h
Para calcular a área das bases, deve-se calcu-
lar a área de um dos polígonos da base (Ab) e,
por serem congruentes, multiplicar o resultado
por 2.
Para a área lateral, temos:
Para calcular a área total (At) deve-se somar a
área lateral com a área das bases. Al = 2a.c + 2b.c

Portanto: Substituindo na expressão da área do prisma


temos:
Área total do prisma:
At = A l + 2Ab
At = Al + 2Ab
Aparalel. = 2a.c + 2b.c + 2a.b
At = n . Afl + 2Ab
em que a = comprimento; b = largura;
At = n . l . h + 2Ab c = altura.

39
UEA – Licenciatura em Matemática

Exemplo 1: para a área da base (Ab) e área lateral (Al) na


expressão da área total (At), temos:
Calcule a área total do prisma de 8dm de altura
e cuja base é um quadrado inscrito num círcu- Área total no prisma:
lo de 6dm de raio. At = Al + 2Ab = 4 . 48 + 2 . 72 = 4 . 48
Solução: + 144 = 48(3 + 4 )dm2

Representando o prisma enunciado no proble- Resposta:


ma, tem-se a figura a seguir. A área total do prisma é 48(3 + 4 )dm2.

Exemplo 2:
Joana pretende confeccionar embalagens em
forma de prisma reto hexagonal regular com
aresta da base medindo 3cm e aresta da face
lateral medindo 6cm. Sabendo que para con-
feccionar a embalagem o material utilizado
custa R$3,00/cm2, quanto Joana gastará?
Obs.: adote ≈ 1,73.
Iniciemos calculando a área da base.
Solução:
Área da base (Ab) – Destacando o quadrado
inscrito na circunferência, temos: Para saber quanto Joana irá gastar, é ne-cessário
saber a área total da embalagem. Planificando o
prisma hexagonal, temos a figura a seguir.

Para calcular a medida da aresta da base l, deve-


se utilizar a diagonal do quadrado, pois d = l .
Sendo a diagonal do quadrado o dobro da
medida do raio, tem-se:
d=l ⇒ 2r = l ⇒ 2.6 = l ⇒
12 = l Considerando:
Medida da aresta lateral: r = 6cm
Medida da aresta da base: s = 3cm
Racionalizando o valor de l, temos: Iniciemos calculando a área lateral do prisma:
Como o prisma possui 6 faces laterais (retân-
l= gulos), a área lateral é igual a seis vezes a área
de cada retângulo (Ar).
Substituindo o valor de l na expressão da área Área lateral: Al = 6 . Ar = 6. r . s = 6.(6 . 3) =
da base, temos: 108cm2.
Área da base: Ab = l2 = (6 )2 = 36.2 = Área da base – Como a base é um hexágono
72dm2. (I) regular que pode ser decomposto em seis
triângulos eqüiláteros, a área de um hexágono
Agora, calculemos a área lateral do prisma (Al). regular é igual a seis vezes a área do triângulo
Como o prisma possui 4 faces laterais (retân- eqüilátero(Atri.).
gulos), a área lateral é igual a quatro vezes a
área de cada retângulo (Ar).
Al = 4Ar = 4 . l . h = 4 . 6 . 8 = 4.48 dm2 (II)
Substituindo os valores obtidos em (I) e (II)

40
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Sendo a medida do lado do triângulo Iniciemos calculando Al2:


eqüilátero a mesma medida da aresta da base
Sendo Ar a área do retângulo de cada face,
(s), tem-se: temos:
Ab = 6 . Atri = 6. = 6. = =
Al2 = 3.Ar = 3 . l . h2 = 3.(10h2) = 30h2 ⇒
Al2 = 30(h + x)
cm2.
Para calcular a área total do prisma dado, é
Área total: necessário calcular a área da base e a área la-
teral deste prisma.
At = Al + 2Ab
Área da base do prisma dado:
At = 108 + 2.

(I)
At = 9(12 + 3 )cm2.

Agora, que temos a área total, podemos obter Área lateral do prisma dado:
o custo total.
Al1 = 3.(l . h) = 3.(10h) = 30h (II)
Como o material utilizado na embalagem custa
Substituindo os valores obtidos em (I) e (II) na
R$ 0,30 cada centímetro quadrado, o custo
expressão da área total do prisma dado, temos:
total (Ct) será 0,3 vezes a área total.
At1 = Al1 + 2Ab = 30h + 2.25 =
Ct = 0,3. At = 0,3.9(12+3 ) = 46,413 ≈ R$ 46,41
30h + 50
Resposta: Joana gastará aproximadamente
R$ 46,41. Como Al2= At1, temos:
30(h + x) = 30h + 50
Exemplo 3:
30h + 30x = 30h + 50
Um prisma triangular regular tem a aresta da
30x = 50
base medindo 10dm. Em quanto se deve au-
mentar a altura, conservando-se a mesma
base, para que a área lateral do novo prisma
seja igual a área total do prisma dado?

Solução:

Sendo l = 10dm, considere Al2 a área lateral do


novo prisma, At1 área total do prisma dado, em
que Al2 = At1, h = altura do prisma dado, h2 1. A figura a seguir apresenta a planificação de
altura do novo prisma e x o acréscimo dado à um prisma triangular. Calcular sua área total.
medida da altura do novo prisma, conforme
mostra a figura a seguir.

41
UEA – Licenciatura em Matemática

2. Sabe-se que a diagonal de um cubo mede 2,5cm.


Em quanto se deve aumentar a aresta desse cubo
para que sua diagonal passe a medir 5,5cm?

3. A diferença entre as áreas totais de dois cubos


é 164,64cm2. Calcule a diferença entre as suas
diagonais, sabendo que a aresta do menor
mede 3,5cm. • Recortar as planificações.
• Dobrar as arestas e montar o sólido.
4. A aresta da base de um prisma hexagonal re- • Verificar que em todos os casos foi possível
gular mede 8cm. Em quanto se deve diminuir a a construção do cubo, pois a soma dos
altura desse prisma de modo que se tenha um ângulos dos três quadrados unidos a cada
novo prisma com área total igual à área lateral vértice é 270o, portanto, menor que 360o.
do prisma dado?
Atividade 2
5. A aresta lateral de um prisma reto mede 12m; Material:
a base é um triângulo retângulo de 150m2 de
• Folhas de papel cartão (2 cores diferentes).
área e cuja hipotenusa mede 25m. Calcule a
área total desse prisma. • Tesoura.
• Cola.
6. Um prisma pentagonal regular tem 8cm de • Modelos dos anexos 10 a 12.
altura, sendo 7cm a medida da aresta da base. Descrição:
Calcule a área lateral desse prisma.
• Confeccionar, em papel cartão, a planifi-
cação dos prismas regulares conforme
Aula prática 3: Planificação e área dos prismas modelo do anexo 10 a 12.
• Recortar a planificação.
Objetivos:
• Confeccionar, em papel cartão, (com cor
• Visualizar as planificações dos prismas. diferente da utilizada na planificação) triân-
• Estabelecer a correspondência entre as pla- gulos eqüiláteros cuja medida do lado é a
nificações e os prismas. mesma da aresta da base do prisma.
• Deduzir a expressão para o cálculo da área • Sobrepor os triângulos a uma das bases.
do prisma incluindo área do cubo e do • Calcular a área lateral, da base e total do
paralelepípedo retângulo. prisma.
• Obter o valor da área dos prismas construí- • Dobrar as arestas e montar o prisma.
dos.
Atividade 3
Atividade 1
Recurso didático:
Material:
• Software Poly Pro1.
• Folhas de papel cartão.
Descrição:
• Tesoura.
• Selecionar um dos prismas disponíveis no
• Cola.
software Poly Pro utilizando a opção Prisms
Descrição: and Anti-Prisms.
• Confeccionar, em papel cartão, as possíveis • Planificar e comparar com a planificação
planificações do cubo conforme figura. obtida na atividade 2.

(1) Software geométrico disponível em: www.peda.com/download

42
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

TEMA 06

VOLUME DO PRISMA

1. Volume de um sólido
Volume de um sólido é a quantidade de
espaço por ele ocupada. Essa quantidade é
determinada comparando esse sólido com um
outro tomado como unidade (que geralmente
é o cubo). Dessa comparação resulta um nú-
mero que será a medida do volume.
Para calcular o volume de um prisma qualquer,
será necessário primeiramente entender o
princípio de Cavalieri.
Observe na figura a seguir que de um sólido
constituído por 10 lajotas (paralelepípedos
retângulos), todas do mesmo tamanho, podem
ser formadas pilhas das mais variadas formas.
Mas, qualquer que seja a disposição dada às
lajotas essas pilhas têm o mesmo volume, ou
seja, ocupam a mesma quantidade de espaço.

pilha 1 pilha 2 pilha 3


Idéia intuitiva do Princípio de Cavalieri

Considere dois sólidos A e B com base num


mesmo plano α e situados num mesmo semi-
espaço por ele determinado. Qualquer plano
β, secante aos sólidos A e B, paralelo a α,
determina, nesses sólidos superfícies de áreas
iguais (superfícies equivalentes), conforme
mostra a figura a seguir.

Com essa idéia intuitiva, pode-se formalizar o


chamado Princípio de Cavalieri.

43
UEA – Licenciatura em Matemática

Bonaventura Cavalieri(1598-1647) foi um dos Ab (a mesma do paralelepípedo retângulo).


matemáticos mais influentes de sua época.
Discípulo de Galileu Galilei, foi também
astrônomo, devendo-se a ele, em grande parte,
o método dos indivisíveis desenvolvido a partir
de 1626. Cavalieri não definia em suas obras o
que vinham a ser os indivisíveis. Segundo ele, Supondo que S1 e S2 têm as bases num
porém, uma figura plana seria formada por mesmo plano α e estão num mesmo semi-
uma infinidade de cordas paralelas entre si e espaço em relação a α, então todo plano β
uma figura sólida por uma infinidade de paralelo a α, que interceptar S1, também inter-
secções paralelas entre si. A essas cordas e a ceptará S2, e as secções transversais terão
essas secções chamava de indivisíveis. Em um áreas iguais, pois são congruentes às respecti-
de seus livros, dizia que um sólido é formado vas bases.
por indivisíveis assim como um livro é compos-
Assim, pelo princípio de Cavalieri, o volume do
to de páginas. Daí a idéia de interceptar o sóli-
prisma S1 é igual ao volume do paralelepípedo
do por planos paralelos.
S2. Logo, temos:
VS1 = VS2
Vprisma1 = B . h

Exemplo 1:
A água de um reservatório na forma de um
paralelepípedo retângulo de comprimento 30m
Bonaventura Cavalieri e largura 20m atingia a altura de 10m. Com a
falta de chuvas e o calor, 1.800m3 da água do
Principio de Cavalieri: reservatório evaporaram. Qual a altura máxima
atingida pela água restante no reservatório?
Dois sólidos, nos quais todo plano secante,
paralelo a um dado plano, determina superfícies Solução:
de áreas iguais (superfícies equivalentes), são
Sendo a = 30m, b = 20m, c = 10m e o volume
sólidos de volumes iguais (sólidos equivalentes). evaporado(Ve)=1800m3, considere x a altura
Sólidos equivalentes do reservatório depois que a água evaporou,
conforme a figura.

α // β e A1 = A2 ⇒ VS1 = VS2 Iniciemos calculando o volume inicial do reser-


Adotando um paralelepípedo retângulo S2 cuja vatório (Vi):
área da base é B e cuja altura é h, temos que o Vi = a . b . c = 30.20.10 = 6000m3
volume do paralelepípedo retângulo é dado por:
Volume final do reservatório (Vf):
VS2 = B . h
Utilizando o volume evaporado, tem-se:
Para utilizar o princípio de Cavalieri, considere
agora um prisma S1 de altura h e área da base Vf = Vi – Ve = 6000 – 1800 = 4200m3

44
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Utilizando as dimensões do reservatório com Portanto:


altura x, tem-se:
Vpri = Atri . h = 12 . 20 = 240m3
Vf = a . b . x = 30.20. x = 600x Calculando agora o volume do galpão, temos:
Portanto temos: Vg = Vparal. + Vpri = 640 + 240
600x = 4200 = 7m Vg = 880m3
Resposta: A altura máxima atingida pela água
restante no reservatório é de 7 metros. Exemplo 3:
A altura h de um paralelepípedo retângulo
Exemplo 2: mede 60cm, sendo a sua base um quadrado.
Paulo tem um galpão com as medidas indi- A diagonal do paralelepípedo forma um ângu-
cadas na figura. Qual o volume do galpão? lo de 60° com o plano da base. Determine o
volume do paralelepípedo retângulo.
Solução:
Representando o paralelepípedo retângulo
descrito no problema, tem-se a figura a seguir.

Solução:

O volume do galpão (Vg) será dado pela soma


dos volumes do paralelepípedo retângulo
(Vparal.) e do prisma triangular (Vpri) – parte
superior do galpão.
Para determinar o volume do paralelepípedo
Volume do paralelepípedo retângulo(Vparal.): retângulo, é necessário encontrar a área da
Vparal. = 4.8.20 = 640m3 base, que por sua vez depende da medida a.
Podemos encontrar o valor de a por meio da
Volume do prisma triangular(Vpri):
relação entre a medida da aresta do quadrado
Vpri = Ab . h = Atri . h a e sua diagonal ƒ.

em que: Com os elementos caracterizados na figura e


considerando o triângulo ABC, temos:
Atri é a área do triângulo e h a altura do prisma.
Utilizando a função trigonométrica tangente
Lembrando que em um triângulo qualquer a
que relaciona o cateto oposto ao ângulo de 60o
área é dada por:
h e o cateto adjacente a este ângulo ƒ, temos:
, onde:
p é o semiperímetro do triângulo. logo

; a, b e c são as medidas dos Substituindo o valor de ƒ na relação ƒ = a ,


temos:
lados do triângulo.

Sendo a = 8m e b = c = 5m, temos:


p = 9m Racionalizando o valor de a, temos:

45
UEA – Licenciatura em Matemática

Agora, podemos encontrar a área da base (Ab):

Portanto, temos:
V = Ab . h = 600 . 60 = 36000cm3
O volume do paralelepípedo retângulo é
36000cm3
Como o volume do leite derramado V = Ab . h
e sendo Ab a área do triângulo retângulo ABC,
Exemplo 4:
temos:
Uma caixa cúbica sem tampa, com 1 litro de
capacidade, está completamente cheia de (I)
leite. Inclina-se a caixa 30o em relação ao plano
horizontal, de modo que apenas uma de suas Portanto, para obter V, é necessário obter o
arestas fique em contato com o plano, con- valor de b. Para isso, podemos utilizar a função
forme mostra a figura. Qual o volume em cm3 trigonométrica tangente que relaciona o cateto
do leite derramado? oposto ao ângulo de 30o (b) e o cateto adja-
cente a este ângulo (a).
Logo:

Substituindo o valor de b na expressão (I), tem-


Solução: se:
Como o leite derramado está contido em um
prisma triangular, para calcular o volume (V) é
necessário calcular a área da base do triângu-
lo e a altura deste prisma. Como o volume do Como 1dm3 = 1000cm3, tem-se que:
cubo = a3 e 1l = 1dm3, temos:
a3 = 1 ⇒ a = 1dm
Considere o triângulo retângulo ABC, pois
m(B^ AC) = 90º sendo b a medida da base do
triângulo e a a medida da aresta do cubo.
Resposta: O volume em cm3 do leite derramado
Como a reta é paralela ao plano da base
onde está apoiado o cubo, então m(A^CB) = 30º, é:
que é a inclinação do cubo em relação ao
plano conforme mostra a figura a seguir.
Exemplo 5:
Determine o volume de um prisma reto de
10cm de altura e cuja base é um hexágono
regular de apótema 3 cm.
Solução:
Para calcular o volume é necessário calcular a
área do hexágono.
Destacando no prisma triangular o ΔABC,
temos: Logo, Ab = 6Atri, onde Atri é a área de cada

46
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

triângulo que compõe o hexágono, conforme a


figura a seguir. (II)

Agora, podemos substituir o valor de a na


expressão (II).

Substituindo o valor da área da base


Ab = 54 cm2 e h = 10cm na expressão do
Destacando no prisma triangular o ΔABC, temos:
volume do prisma, temos:

V = Ab . h = 54 . 10

V = 540 cm3

Resposta: O volume do prisma reto é 540 cm3.

Para calcular a área de cada triângulo que com-


põe o hexágono, é necessário obter as medidas
1. Calcule a área total e o volume de um prisma
da base (a) e da altura (m) do triângulo.
hexagonal regular de 12m de aresta lateral e
Para obter o valor de a, podemos utilizar o tri- 4m de aresta da base.
ângulo retângulo ABC, pois contém o apótema
m = 3 cm 2. Um prisma hexagonal regular tem a área da
Utilizando o teorema de Pitágoras no triângulo base igual a 96 cm2. Calcule a área lateral e
ABC, temos: o volume do prisma, sabendo que a altura é
igual ao apótema da base.

3. Um prisma reto tem por base um losango em


que uma de suas diagonais é os da outra, e

a soma de ambas é 14cm. Calcule o volume


desse prisma, sabendo que sua altura é igual
ao semiperímetro da base.
(I)
4. Calcule o volume e a área total de um prisma
Substituindo m = 3 cm na expressão (I), cuja base é um triângulo eqüilátero de 6dm de
temos: perímetro, sendo a altura do prisma o dobro da
altura da base.

5. Calcule o volume de um prisma triangular re-


Sendo e substituindo a expressão gular, sendo todas suas arestas de mesma
medida, e sua área lateral 33m2
de m na área do triângulo, temos:
6. Calcule o volume de um prisma quadrangular
regular cuja área total tem 144m2, sabendo que
sua área lateral é igual ao dobro da área da
Portanto: base.

47
UEA – Licenciatura em Matemática

6. O volume de ar contido em um galpão com a


forma e as dimensões dadas pela figura abai-
xo é:
1. Dispondo-se de uma folha de cartolina, medin-
do 50cm de comprimento por 30cm de largura,
pode-se construir uma caixa aberta, cortando-
se um quadrado de 8cm de lado em cada canto
da folha. O volume dessa caixa, em cm3, será:
a) 1244 b) 1828
c) 2324 d) 3808 a) 288 b) 384
e) 12000 c) 480 d) 360

2. A aresta, a diagonal e o volume de um cubo e) 768


estão, nessa ordem, em progressão geométri-
ca. A área total deste cubo é: 7. De um bloco cúbico de isopor de aresta 3a
recorta-se o sólido, em forma de “H”, mostrado
a) 6 b) 6 (2 – I)
na figura. O volume do sólido é:
c) 3 d) 12
e) 18

3. As dimensões de um paralelepípedo retângulo


são inversamente proporcionais aos números
12, 6 e 4. Se sua área total é 88cm2, o seu vol-
ume, em cm3 é:
a) 288 b) 144
a) 27 a3 b) 21 a3
c) 128 d) 64
c) 18 a3 d) 14 a3
e) 48
e) 9 a3
4. Considere um paralelepípedo com 12m de
comprimento, 4m de largura e 3m de altura. Se
o seu volume for aumentado de 624m3, então
sua altura aumentará de:
Aula prática 3: Princípio de Cavalieri
a) 7m b) 9m
Objetivos:
c) 11m d) 13m
• Visualizar a equivalência de dois sólidos a
e) 12m partir de superfícies equivalentes.
• Deduzir a expressão para o cálculo do vo-
5. Numa cozinha de 3m de comprimento, 2m de lume de um prima a partir do volume de um
largura e de 2,80m de altura, as portas e as
paralelepípedo.
janelas ocupam uma área de 4m2. Para azule-
jar as quatro paredes, o pedreiro aconselha a Material:
compra de 10% a mais da metragem a
• Emborrachado ou pedaços de madeira.
ladrilhar. A metragem quadrada de ladrilhos a
comprar é: Atividade 1:
a) 24,40 b) 24,8O • Confeccionar cilindros (ou cubos, ou pris-
c) 25,50 d) 26,40 mas triangulares ou qualquer outro sólido)
de aproximadamente 1cm de altura e mesma
e) 26,80 área.
• sobrepor as peças confeccionadas de ma-

48
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

neira diferente, formando dois sólidos dis-


tintos.
TEMA 07
• Comparar os volumes dos dois sólidos
obtidos.
PIRÂMIDES

1. Definição
Consideremos uma região poligonal contida
em um plano α e um ponto V localizado fora
desse plano.

Atividade 2:
Material:
• Folhas de acetato (ou papel cartão, 2 cores
diferentes).
• Tesoura e cola.
• Areia (ou grãos, bolas de isopor pequenas).
Uma pirâmide é a reunião de todos os seg-
Descrição: mentos que têm uma extremidade em V e a
• Confeccionar, em papel cartão, um prisma outra num ponto qualquer da região poligonal.
reto regular. O ponto V recebe o nome de vértice da pi-
râmide.
• Confeccionar, em papel cartão, um para-
lelepípedo retângulo com cor diferente do
2. Histórico
prisma regular confeccionado e cuja base
e altura sejam as mesmas do prisma reto As pirâmides mais famosas foram construídas
regular. no Egito antigo por volta de 2600 a 2500 a.C.
Elas eram utilizadas para sepultar famílias reais.
• Encher o paralelepípedo retângulo com
As pirâmides de Gizé existem até hoje e são for-
algum material de baixa densidade (ex.: iso-
madas por um conjunto de nove pirâmides
por) e despejar no prisma regular.
construídas pelos faraós Quéops, Quéfrem e
• Comparar os volumes. Miquerinos. A mais alta chama-se Quéops e
mede 138 metros de altura. O historiador grego
• Determinar a expressão para o volume do
Heródoto, escrevendo 2400 anos atrás, calcu-
prisma.
lou que 100.000 homens trabalharam durante
20 anos para a completa construção da Grande
Pirâmide. Calcula-se também que foram usa-
dos 2,3 milhões de blocos de pedra para cons-
truí-la, cada bloco pesando 2,5 toneladas.

Pirâmides foram também construídas por out-


ros povos, como os maias, na América Central,
entre 300 e 900 d.C., e mais tarde pelos aste-
cas. Eram usadas como templos para ado-

49
UEA – Licenciatura em Matemática

ração ao Sol, à lua e aos seus deuses da Em uma pirâmide regular, destacamos:
chuva. As formas piramidais foram usadas por
1. As arestas laterais são congruentes.
tribos indígenas e mais recentemente por
escoteiros para construir barracas. 2. As faces laterais são triângulos isósceles
congruentes.
3. Elementos da pirâmide
3. O apótema do polígono regular da base é
Vértice: o ponto V. chamado apótema da base.
Base: a região poligonal. Ex.: ABCDEF 4. A altura de uma face lateral relativa à aresta
Faces laterais: regiões triangulares. Ex.: AVB, da base é chamada apótema da pirâmide.
BVC, CVD.
Arestas da base: lados do polígono da base.
⎯ ⎯
Ex.: AB e BC.

Arestas laterais: lados dos triângulos. Ex.: AV.
Altura: distância do vértice à base (h).

Numa pirâmide regular, considere:


a, a aresta da base;
h, a altura da pirâmide;
m, o apótema da base;
4. Classificação das pirâmides g, o apótema da face;
As pirâmides podem ser classificadas de acor- l, a aresta lateral;
do com a projeção do vértice sobre o plano da
base como oblíquas ou retas. r, o raio do círculo que circunscreve a base.

Pirâmide oblíqua – É uma pirâmide cuja pro- Podemos obter as seguintes relações analisan-
jeção ortogonal do vértice V sobre o plano da do os triângulos VOM, VOR e VMS.
base não coincide com o centro da base. Do triângulo VOM, temos:

Pirâmide reta – É uma pirâmide cuja projeção


ortogonal do vértice V sobre o plano da base
coincide com o centro da base. A pirâmide re- Do triângulo VOR, temos:
gular é uma pirâmide reta cujo polígono da
base é regular.

50
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Do triângulo VMS, temos:

8. Planificação da pirâmide
Ao contrário dos prismas, em que as faces são
5. Natureza da pirâmide
paralelogramos e possuem duas bases, as
Da mesma forma que no prisma, a natureza pirâmides têm faces triangulares e apenas uma
da pirâmide é dada de acordo com o polí- base, conforme mostra a figura de uma
gono da base. pirâmide planificada.
POLÍGONO NOME
triângulo Pirâmide triangular
quadrado Pirâmide quadrangular
pentágono Pirâmide pentagonal
hexágono Pirâmide hexagonal
..... .....
9. Área na pirâmide
6. Secção transversal de uma pirâmide Observe, na pirâmide regular planificada, que
para calcular sua área lateral (Al) deve-se cal-
Um plano qualquer paralelo ao plano da base,
cular a área de uma face lateral (Afl) e multi-
ao interceptar uma pirâmide, nela determina
plicar pela quantidade de faces (n). Para calcu-
uma região denominada secção transversal,
lar a área da base (Ab), deve-se calcular a área
conforme mostra a figura a seguir.
do polígono da base. Portanto, para calcular a
área total da pirâmide (At), soma-se a área late-
ral com a área da base.
At = A l + Ab
= n . Afl + Ab
em que:
At = área total da pirâmide.
n = quantidade de faces laterais.
Afl = área da face lateral.
Ab = área da base.

Exemplo 1: Calcule a área total na pirâmide


7. Tronco da pirâmide de bases paralelas quadrangular.

Quando se secciona uma pirâmide por um


plano paralelo ao plano da base, a região
espacial delimitada pela base da pirâmide e
pela região poligonal determinado no plano
que a seccionou é denominado tronco de
pirâmide, conforme mostra a figura a seguir.

51
UEA – Licenciatura em Matemática

Solução: Cálculo da área da face lateral (Afl)

Uma pirâmide quadrangular possui como base


um quadrado e quatro faces triangulares.
Logo: Cálculo da área lateral (Al)

n=4 Al = 6 . 60 = 360cm2
a = 2cm Cálculo da área da base (Ab)
Ab = 22 = 4cm2

Portanto a área total da pirâmide é:


h = 5cm At = Al + Ab = 360 + 54 ⇒
Para calcular a área lateral (Al), é necessário At = 18(20 + 3 )cm2
calcular a área da face triangular (Afl), que, por
sua vez, depende da altura da face, ou seja, do Exemplo 3
apótema da pirâmide (g). Calcule as áreas lateral e total de uma pirâmide
Como temos a medida do apótema da base triangular regular, sabendo que sua altura
(m) e a altura da pirâmide (h), podemos utilizar mede 12cm e que o perímetro da base mede
a expressão obtida em (I) para encontrar g: 12cm.

Solução:

Logo:

Portanto:

At = Al + Ab =
Sabendo que o perímetro da base mede 12cm,
temos:

Exemplo 2: 3l = 12 ⇒ l = 4cm

Calcule a área lateral e a área total de uma Para calcular a área da face lateral (Afl), é
pirâmide regular hexagonal cujo apótema necessário obter a altura da face g. Como
mede 20cm, sendo 6cm a medida do raio da temos a altura da pirâmide h, precisamos obter
base. o valor de m.

Solução: Sabemos que em um triângulo eqüilátero é vá-


lida a seguinte expressão para a medida do
apótema:

Portanto:

Como a base é um hexágono regular, temos:


Utilizando a relação obtida em (I), podemos
r = l = 6cm. obter g:

52
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

igual a 3/5 da área total. Calcule a altura e a


área lateral dessa pirâmide.

5. Determine a altura de uma pirâmide triangular


regular, sabendo que a área total é 36 cm2, e
que o raio do círculo inscrito na base mede
2cm.

Agora, podemos obter a área da face lateral: 6. Calcule a aresta da base de uma pirâmide reg-
ular hexagonal, sendo 30 cm2 a área lateral
e2 cm a medida da aresta lateral.

Portanto: 7. Calcule as áreas lateral e total de uma pirâmide


triangular regular, sabendo que sua altura
mede 12cm e que o perímetro da base mede
12cm.
Cálculo da área da base:

Sendo um triângulo eqüilátero de medida l,


8 Volume do tetraedro
temos:
Considerando um prisma triangular ABCDEF,
podemos decompô-lo em três pirâmides trian-
gulares, segundo os planos AEC e DEC, como
Cálculo da área total: mostra a figura a seguir.

A t = Al + Ab =

Seccionando o prisma pelo plano AEC, obte-


1. Calcule a aresta lateral de uma pirâmide regu- mos o tetraedro AEBC e a pirâmide quadran-
lar, sabendo que sua base é um hexágono de gular AECDF.
6cm de lado, sendo 10cm a altura da pirâmide. Seccionando a pirâmide AECDF pelo plano
DEC, obtemos duas pirâmides triangulares: o
2. A base de uma pirâmide regular é um hexá- ACDE e o CDEF.
gono inscrito em um círculo de 12cm de diâ-
Temos, então, que o volume do prisma é a so-
metro. Calcule a altura da pirâmide, sabendo
ma dos volumes das 3 pirâmides obtidas:
que a área da base é a décima parte da área
Vprisma = VT1 + VT2 + VT3
lateral.
Observe que as pirâmides ABCE e CEDF têm
3. Calcule a área lateral e a área total de uma o mesmo volume, pois possuem as bases
pirâmide regular hexagonal, sendo 3cm sua (ABC e DEF) congruentes e a mesma altura (a
altura e 10cm a medida da aresta da base. do prisma). Então, VT1= VT2. (I)
O mesmo ocorre com as pirâmides ACDE e
4. Uma pirâmide regular de base quadrada tem o CDEF, pois as bases (ACD e ACD) são congru-
lado da base medindo 8cm e a área lateral entes e possuem a mesma altura (distância de

53
UEA – Licenciatura em Matemática

E ao plano ACDF). Então, VT2= VT3 . (II) Cálculo do volume:

De (I) e (II) temos: VT1 = VT2 = VT3

Chamando o volume da pirâmide triangular VT,


a área do prisma Ab e altura h, temos:

9. Volume de uma pirâmide qualquer

Exemplo: Considere agora uma pirâmide qualquer cuja


base seja um polígono de n lados (n ≥ 3) de
Calcular o volume de um tetraedro de aresta a. área B e altura h. Podemos decompor esse
polígono em n – 2 triângulos.

Para obtermos o volume do tetraedro, é ne-


cessário calcular a área da base e a altura.

Cálculo da área da base (Ab): Dessa forma, a pirâmide ficará decomposta em


n – 2 pirâmides triangulares de bases B1, B2,...,
Bn–2.
Temos então:
Cálculo da altura (h):

A projeção do vértice A sobre a base BCD é o


centro O dessa face. Sendo M o ponto médio

de CD, podemos calcular BO na base e a
altura h no triângulo retângulo AOB.

Exemplo1
Calcule o volume de uma pirâmide de 12cm de
altura, sendo a base um losango cujas diago-
C nais medem 6cm e 10cm.
Solução:
Para calcular a área da base da pirâmide (Ab),
é necessário calcular a área do losango (Alos.).
Sendo D (a diagonal maior) e d (a diagonal
No triângulo ΔAOB, sendo AB = a, menor), temos:

temos:

Agora, podemos calcular o volume da pirâ-


mide:

54
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Exemplo 2 Solução:

Calcule o volume de uma pirâmide hexagonal


regular, sendo 24cm o perímetro da base e
30cm a soma dos comprimentos de todas as
arestas laterais.
Solução:
Considerando Al a área lateral de uma pirâmide
triangular regular e Ab a área da base, temos:
Al = 4Ab (I)
Cálculo da área da base:

(II)
Para calcular o volume, precisamos da área da
base e da altura. Considerando a a medida da aresta da base e
Para calcular a área da base, é necessário g a altura da face lateral (apótema), para obter-
mos a área lateral (Al), é necessário obter a
obter a medida a. Como o hexágono tem 24cm
medida g:
de perímetro e considerando a medida do lado
do hexágono a, temos: (III)
6a = 24 ⇒ a = 4cm
Substituindo os resultados obtidos de (II) e (III)
Podemos, então, calcular a área da base (Ab). na expressão (I), obtemos:

Para calcular a altura da pirâmide, podemos


Para obtermos h, precisamos utilizar a relação
utilizar a relação trigonométrica l2 = h2 + a2. (I) trigonométrica g2 = h2 + m2. Mas falta obter a
Para isso, é necessário encontrar a medida l. medida m. Sendo m o apótema de um triângu-
Como a soma dos comprimentos de todas as lo eqüilátero, temos:
arestas laterais é 30cm, temos:

6l =30 ⇒ l = 5cm.
Substituindo os valores obtidos de m e g na
Substituindo o valor de a = 4cm e l = 5cm na
relação trigonométrica, temos:
expressão obtida em (I) temos:

l2 = h2 + a2 ⇒ 52 = h2 + 42 ⇒

⇒ 25 = h2 + 16 ⇒ h2 = 9 ⇒ h = 3cm
Agora, podemos substituir o valor da área da
base (Ab) e da altura (h) na expressão para o
cálculo do volume da pirâmide:

Agora, podemos substituir o valor da área da


V = 24 cm3 base (Ab) e da altura (h) na expressão do vo-
lume da pirâmide:
Exemplo 3

A área lateral de uma pirâmide triangular regular


é o quádruplo da área da base. Calcule o vo-
lume, sabendo que a aresta da base mede 3cm.

55
UEA – Licenciatura em Matemática

c) o triplo da metade da do prisma;


d) o dobro da terça parte da do prisma;
e) o quádruplo da do prisma.
1. Numa pirâmide quadrangular regular, a altura é
o triplo da aresta da base, e seu volume é
3. Se uma face de um tetraedro regular está
64m3. Calcule a área lateral.
inscrita em um círculo de raio 1, então o vol-
ume desse tetraedro é:
2. O volume de uma pirâmide hexagonal regular é
4,2m3. Calcule a altura dessa pirâmide, saben-
a) b)
do-se que o perímetro da base mede 3,6m.

3. A área da base de uma pirâmide regular he- c) d)


xagonal é igual a 216 m2. Determine o vol-
ume da pirâmide, sabendo que sua altura e)
mede 16m.

4. O volume de uma pirâmide triangular regular é 4. Ao município de Humaitá chegou o “Grande


64 cm3. Determine a medida da aresta later- Circo Geométricus”, cuja tenda tem o formato
al, sabendo que a altura é igual ao semi- de uma pirâmide hexagonal regular justaposta
perímetro da base. sobre um prisma hexagonal regular de aresta
da base a = 20m e altura h = 3m.
5. Calcule o volume de uma pirâmide regular Considerando que a altura total da tenda é
hexagonal, sendo 6cm a medida da aresta da htotal = (3 + 2 )m, a quantidade total de
base e 10cm a medida da aresta lateral. lona utilizada nela é de:

6. Calcule o volume de uma pirâmide triangular


regular, sendo 20cm a medida de sua aresta lat-
eral e 36 cm o perímetro do triângulo da base.

1. Um prisma e uma pirâmide têm, ambos, bases a) 360m2


quadradas e mesmo volume. O lado do qua- b) 1920m2
drado da base da pirâmide mede 1m, e o
quadrado da base do prisma tem lado 2m. A. c) 1440m2
razão entre as alturas da pirâmide e do prisma d) 1 560m2
respectivamente é:
e) 1800m2
a) 3/4 b) 12
c) 1/12 d) 1/3
5 As arestas laterais de uma pirâmide reta
e) 4/3
medem 15cm, e sua base é um quadrado
2. Um prisma e uma pirâmide têm bases com cujos lados medem 18cm. A altura dessa
mesma área. Se o volume do prisma for o pirâmide, em centímetros, é igual a:
dobro do volume da pirâmide, a altura da
pirâmide será: a) 3 b) 3

a) o triplo da do prisma; c) 2 d) 2

b) o dobro da do prisma; e)

56
Geometria II – Poliedros, prismas e pirâmides

Aula prática 5: Construção de pirâmides • Confeccionar, em papel-cartão, as possíveis


planificações do tetraedro conforme a figura.
Objetivos:

• Visualizar as pirâmides construídas.

• Identificar os elementos de algumas pirâ-


mides regulares.

• Classificar as pirâmides em retas ou oblí-


• Recortar as planificações.
quas.
• Dobrar as arestas e montar o sólido.
• Identificar as pirâmides regulares.
• Verificar que somente a letra “c” representa
• Visualizar a secção das pirâmides.
a planificação do tetraedro, pois a soma
• Identificar a quantidade de faces, arestas e dos ângulos dos quatro triângulos unidos
vértices das pirâmides obtidas. ao mesmo vértice é 240o, portanto, maior
• Verificar a validade da relação de Euler nas que 180o.
pirâmides.
Atividade 2
Atividade 1 Material:
Material: • Folhas de papel-cartão (2 cores diferentes).
• Geoplano 3D. • Tesoura.
• Elásticos coloridos. • Cola.
Descrição:
• Modelo do anexo 13.
• Construir algumas pirâmides retas e oblí-
Descrição:
quas.
• confeccionar, em papel-cartão, a planifi-
• Construir algumas pirâmides regulares
cação das pirâmides regulares conforme
identificando seus elementos, secções e
modelo do anexo 13.
verificando a validade da relação de Euler.
• Recortar a planificação.

• Confeccionar, em papel-cartão (com cor


Aula prática 6: Planificação e área das
diferente da utilizada na planificação), triân-
pirâmides
gulos eqüiláteros cuja medida do lado seja
Objetivos: a mesma da aresta da base da pirâmide.
• Visualizar as planificações das pirâmides. • Sobrepor os triângulos à base.
• Estabelecer a correspondência entre as
• Calcular a área lateral da base e total da
planificações e as pirâmides.
pirâmide.
• Deduzir a expressão para o cálculo da área
• Dobrar as arestas e depois montar a
da pirâmide.
pirâmide.
Atividade 1
Atividade 3
Material:
Recurso didático:
• Folhas de papel cartão.
• Software Poly Pro.
• Tesoura.
• Cola. Descrição:

Descrição: • Selecionar uma das pirâmides disponíveis

57
UEA – Licenciatura em Matemática

no software Poly Pro utilizando a opção altura do prisma.


Platonic Solids (no caso do tetraedro) ou
• Bolinhas de isopor (ou outro material de
Johson Solids (para outras pirâmides). baixa densidade).
• Planificar e comparar com a planificação Descrição:
obtida na atividade 2.
• Verificar quantas vezes é possível encher o
prisma com as bolinhas de isopor utilizando
a pirâmide.
• Estabelecer, por meio deste experimento,
uma relação entre os volumes do prisma e
o da pirâmide.

Aula prática 7: Relação entre o volume do


prisma e o volume da pirâmide de mesma
base e altura
Objetivo:
• Estabelecer a relação entre o volume do
prisma e da pirâmide de mesma base e
altura.

Atividade 1:
Material:
• Prisma de acetato.
• Pirâmide de acetado com mesma base e

58
UNIDADE IV
Cilindro e cone
Geometria II – Cilindro e cone

Geratriz – Os segmentos com as extremidades


nos pontos das circunferências das bases (g).
TEMA 08

CILINDRO

1. Definição
Consideremos um círculo de centro O e raio r,
contido em um plano e um segmento de reta

PQ cuja reta suporte intercepte esse plano.

3. Secção meridiana de um cilindro


A intersecção de um plano que contém o eixo

OO’ com o cilindro denomina-se secção meri-
diana.

Um cilindro circular ou cilindro é a reunião de



todos os segmentos congruentes a PQ, para-
lelos à reta que o contém com uma extremi-
dade nos pontos do círculo e situados num 4. Classificação dos cilindros
mesmo semi-espaço em relação a α.
Os cilindros são classificados de acordo com a
Os objetos cilíndricos podem ser encontrados inclinação da geratriz em relação às bases,
em quase todos os lugares. Por exemplo, a podendo ser oblíquo, reto ou eqüilátero.
maioria das latas encontradas nas prateleiras
dos supermercados; as moedas, que são co-
nhecidas como cilindros chatos; as colunas
cilíndricas utilizadas para sustentar o teto de
certas construções, etc.

Cilindro oblíquo – É aquele cuja geratriz é


oblíqua às bases. Sua secção meridiana é um
paralelogramo.
Cilindro reto ou de revolução – É aquele cuja
geratriz é perpendicular às bases. Sua secção
meridiana é um retângulo.
2. Elementos do cilindro
Cilindro eqüilátero – É todo cilindro reto cuja
Bases – Os círculos congruentes de centro O
altura é igual ao diâmetro da base. Sua secção
e O’ e raio r.
meridiana é um quadrado. Portanto, g = h = 2r.
Eixo – A reta que passa pelo centro das bases.

Ex.: OO’ 5. Planificação do cilindro
Altura – A distância entre os planos que con- Ao planificar um cilindro, temos um retângulo
têm as bases (h). cuja largura é a altura h do prisma e cujo com-

61
UEA – Licenciatura em Matemática

primento é o comprimento da circunferência Vprisma = Ab . h ⇒ Vcilindro = Ab . h


de raio r e temos dois círculos congruentes,
Sendo a área da base de um cilindro de raio r
conforme mostra a figura a seguir.
dada por πr2, temos:
Vcilindro = π . r2 . h

Exemplo 1
Calcular a área lateral, área total e o volume de
um cilindro reto de altura 10cm e raio da base
5cm.

6. Área no cilindro

Observe, no cilindro planificado, que para cal-


cular sua área total (At) deve-se somar a área
lateral com o dobro da área da base, uma vez
que os dois círculos são congruentes e, por-
tanto, possuem a mesma área.
a) Cálculo da área lateral (Al):

Al = 2π . r . h = 2π . 5 . 10

Al = 100πcm2

b) Para calcular a área total (At), é necessário


calcular a área da base (Ab):

Ab = π . r2 = π . 52 = 25cm2

At = Al + 2Ab = 100π + 50π ⇒

Al = 150πcm2

a) V = Ab . h = 25π . 10 ⇒
At = Al + 2Ab
V = 250πcm3
At = 2π . r . h + 2π2

At = 2πr(h + r) Exemplo 2

Quantos cm2 são necessários para revestir a


7. Volume do cilindro
superfície da lata de óleo com papel laminado
Considere um cilindro e um prisma, ambos de e quantos mililitros de óleo cabem nessa lata?
mesma altura h e bases de mesma área Ab,
apoiados sobre um plano α, conforme mostra
a figura a seguir.

As secções transversais determinadas por um Solução:


plano β, paralelo a α, têm áreas iguais. Então,
Para saber quantos cm2 são necessários para
pelo princípio de Cavalieri, os dois sólidos têm
revestir a superfície da lata de óleo, é
o mesmo volume:
necessário calcular a área lateral. Para isso,
Volume do cilindro = Volume do prisma. precisamos obter a medida do raio r.

62
Geometria II – Cilindro e cone

Como r = onde D é o diâmetro do círculo

(base da lata) temos:

Portanto, Al = 2πr . h = 2π . 3 . 22 ⇒
Al = 132πcm2
Agora, para saber quantos mililitros de óleo
cabem na lata, é necessário obter o volume.

V = π . r2 . h = π . 32 . 22 ⇒

V = 198πcm3
1. O raio da base de um cilindro mede r, e sua
Portanto temos 198ml ou, aproximadamente,
altura 2r. Um outro cilindro tem altura medindo
622ml. r e raio da base 2r. Nessas condições, a soma
de seus volumes é:
a) 8πr3 b) 6πr3
c) 4πr3 d) 3πr3
e) 2πr3
1. Determine a medida da altura de um cilindro de
raio medindo 8cm, cuja área lateral é 112πcm2. 2. Em um cilindro eqüilátero, a razão entre a área
total e a área lateral é:
2. O volume de um cilindro é 72m3, e a área late- a) b)
ral é 48m2. Determine a medida do diâmetro da
base. c) d)

3. Em um cilindro circular reto de volume igual a e) n.d.a.


36π, a altura mede 4. Calcule a medida do raio
da base. 3. Um tanque, na forma de um cilindro regular,
com 10m de altura e de diâmetro (medidas
4. Determine a área lateral de um cilindro eqüi- externas), tampado superiormente, é usado
látero cujo raio da base mede m. como depósito de óleo combustível. Anual-
mente, é feita uma pintura de sua superfície
5. Um cilindro reto tem 63πcm3 de volume. externa (excluindo-se a pintura da base inferi-
Sabendo que o raio da base mede 3cm, deter- or). Sabe-se que, com uma lata de tinta, pin-
tam-se 26m2 de superfície. Considerando
mine, em centímetros, a medida da sua altura.
π = 3,14, para se pintar todo o tanque são
necessários, aproximadamente:
6. Um vaso com o formato de um cilindro circular
reto tem a altura de 30cm e diâmetro da base a) 7 latas de tinta;
medindo 20cm. Determine, em litros, a capaci- b) 15 latas de tinta;
dade desse recipiente.
c) 18 latas de tinta;

7. Uma fábrica de óleo pretende mudar a emba- d) 20 latas de tinta;


lagem do produto, de cilindro reto para prisma e) 21 latas de tinta.
reto de base retangular (conforme figura). Para
manter o mesmo volume, qual deve ser a 4. Para medir o volume de uma pedra irregular,
medida da altura (h) da nova embalagem? um estudante utilizou um copo de forma cilín-

63
UEA – Licenciatura em Matemática

drica, de diâmetro 6cm, com água até certa reto, comparando com prisma de mesma
altura. Marcou o nível da água em repouso, base e altura.
deixou a pedra mergulhar e marcou o novo
Atividade:
nível. Considerando π = 3,14, se o desnível
observado foi de 2cm, então o volume da Material:
pedra é: • Folhas de acetato (ou papel cartão).
a) 56,52cm 3 b) 226,08cm 3
• Tesoura.
c) 18,84cm 3 d) 80cm 3
• Cola.
e) 160cm3 • Bolinhas de isopor.

5. O líquido contido em uma lata cilíndrica deve Descrição:


ser distribuído em potes também cilíndricos, • Confeccionar em acetato (ou papel cartão)
cuja altura é da altura da lata e cujo raio da a planificação do cilindro circular reto.
• Recortar a planificação.
base é do raio da base da lata. O número de
• Obter o valor da área lateral do cilindro cir-
potes necessários é: cular reto.

a) 6 • Obter o valor da área da base do cilindro


circular reto.
b) 12
• Obter o valor da área total do cilindro circu-
c) 18
lar reto.
d) 24
• Montar o cilindro circular reto.
e) 36
• Obter o valor do volume do cilindro circular
reto, verificando quantas vezes é possível
6. Dois cilindros, um de altura 4 e outro de altura
encher o cilindro utilizando o prisma.
6, têm, para perímetro de suas bases.
6 e 4, respectivamente. Se V1 é o volume do
primeiro e V2, o volume do segundo, então:
a) V1 = V2
b) V1 = 2V2
c) V1 = 3V2
d) 2V1=3V2
e) 2V1=V2

Aula prática 8: Construção de um cilindro


circular reto
Objetivos:
• Visualizar o cilindro circular reto e sua plani-
ficação.
• Calcular a área das bases lateral e total do
cilindro circular reto.
• Calcular o valor do volume cilindro circular

64
Geometria II – Cilindro e cone

TEMA 09

CONE

1. Definição

Na figura abaixo, temos: um, plano α, um cír-


culo C contido em α, um ponto V que não per-
tence a α.

3. Classificação
Os cones podem ser classificados de acordo
com a posição de seu eixo em relação ao
plano da base:
Cone oblíquo
Se o eixo é inclinado ao plano da base, tem-se
um cone circular oblíquo como na figura anterior.
A figura geométrica formada pela reunião de
todos os segmentos de reta que têm uma Cone reto
extremidade no ponto V e a outra num ponto Um cone diz-se reto (ou de revolução) quan-
do círculo C denomina-se cone circular ou, do o eixo é perpendicular ao plano da base.
simplesmente, cone.
Ele pode ser obtido pela rotação completa de
um triângulo retângulo em torno da reta suporte
de um dos catetos. Nesse caso, a altura do

cone coincide com a medida do segmento VO.

2. Elementos

• Base – É o círculo C, de centro O e raio r,


situado no plano α.

• Vértice – É o ponto V.

• Raio da base – É o raio r do círculo.

• Altura – É a distância h do vértice V ao


plano da base .

• Geratriz – É o segmento com uma extremi- 4. Secção meridiana

dade no vértice V e a outra em um ponto da Secção meridiana de um cone reto é a inter-


circunferência. seção dele com um plano que contém o eixo.
• Eixo – É a reta que contém o vértice V e A secção meridiana de um cone reto é um tri-
centro O do círculo da base . ângulo isósceles.

65
UEA – Licenciatura em Matemática

Sabemos que em que

α expressa a medida do ângulo central em


radiano e l é a medida do comprimento da cir-
cunferência da base.
Como l = 2πr, temos :
Al = πrg
Cone Secção meridiana
• Área da Total (At)
No triângulo retângulo, temos a seguinte rela-
ção:

g2 = h2 + r2

Em que:

g é a medida da geratriz;

h é a altura do cone; A superfície total de um cone é a reunião da


superfície lateral com o círculo da base. A área
r é a medida do raio da base.
desta superfície é chamada área total e é indi-
cada por At.
5. Cone eqüilátero
At = Área de um setor circular + área de um
Cone eqüilátero é um cone cuja secção meri-
círculo.
diana é um triângulo eqüilátero.
A t = Al + Ab
Substituindo Al = π r g e Ab = πr2, temos:
At = Al + Ab ⇒ At = π r g + πr2 ⇒
At = π r (g + r)

Exemplo 1
Cone Secção meridiana Determine a medida da altura de um cone cuja
O cone eqüilátero tem g = 2r e, como r + h = g ,
2 2 2 geratriz mede 10cm, sendo 12cm o diâmetro
podemos obter sua altura como segue: de sua base.

r2 + h2 = (2r)2 ⇒ r2 + h2 = 4r2 Solução:

⇒ h2 = 3r2 ⇒ h = r Temos que g = 10cm e r = 6cm e queremos


determinar h. Mas sabemos que em um cone
6. Áreas da superfície de um cone circular reto vale a relação:

• Área lateral (Al)

Planificando a superfície lateral do cone da h = 8cm


figura:
Exemplo 2
Determine a medida do diâmetro da base de
um cone de revolução cuja geratriz mede
65cm, sendo 56cm a altura do cone.
Solução:
A área da superfície lateral corresponde à área
de um setor circular de raio g. Temos que g = 65cm e h = 56 cm. Como

66
Geometria II – Cilindro e cone

Denotando a área da secção meridiana por Asecção,


, então .
temos que . Substituindo o
Como o diâmetro d = 2r, temos:

d = 66cm valor de r temos que Asecção= 20 . h.


Substituindo o valor da área, temos:
Exemplo 3
cm.
Determine a área lateral de um cone eqüilátero,
sendo 20cm a medida de sua geratriz.
Agora, precisamos calcular o valor de g. Mas
Solução: cm. Portan-
No triângulo equilátero, temos g = 2r. Como a to At = π . 20 . (29 + 20) = 20 . 49 . π ⇒
área lateral Al = π r g e g = 20cm, temos
At = 980πcm2
Al = π . 10 . 20. Portanto Al = 200πcm2.

Exemplo 6
Exemplo 4
Determine a área lateral de um cone cujo raio
Determine a área total de um cone, cuja
da base mede 5cm, sendo 60º o ângulo que a
secção é um triângulo equilátero de 8dm de
geratriz forma com a base do cone.
lado.
Solução:
Solução:

Temos que g = 2r, como o lado do triângulo


mede 8dm, obtemos g = 8 e r = 4. Sabemos A figura acima representa a secção meridiana
que At = π r(g + r). Portanto At = π.4(8 + 4), do cone dado no problema. Temos que
logo At = 48πdm2

Exemplo 5
Como Al = πrg, temos que Al = π.5.10.
Determine a área total de um cone, sendo
Portanto Al = 50πcm2
40cm o diâmetro de sua base e 420cm2 a área
de sua secção meridiana.

Solução:

1. Um aluno de Manicoré resolveu vender amen-


doins torrados em embalagens no formato de
um cone reto, com 6cm de diâmetro da base e
10cm de altura. Qual será a quantidade mínima
de papel utilizada para confeccionar essas em-
balagens?
Cone Secção meridiana

Desejamos calcular At = π r(g + r), e pra isso 2. A geratriz de um cone mede 14cm, e a área da
precisamos dos valores de r, h e g. Como base 80πcm2. Calcule a medida da altura do
2r = 40 ⇒ r = 20cm cone.

67
UEA – Licenciatura em Matemática

3. Determine a medida da área lateral e da área Por isso, podemos dizer que o volume do cone
total de um cone de revolução, sabendo que é igual ao volume da pirâmide.
sua altura mede 12cm e sua geratriz 13cm.
Vcone = Vpirâmide e como temos

4. Determine a medida da altura de um cone que o volume do cone é um terço do produto


eqüilátero cuja área total mede 54cm2. da área da base pela medida da altura.

5. Determine a área total de um cone cuja altura


mede 12cm e forma um ângulo 45º com a gera-
triz.

6. Determine a superfície lateral de um cone cuja Substituindo Ab = πr2, obtemos:


área da base mede 6,25πcm2 sendo 4cm a
.
medida da sua altura.

7. A altura de um cone circular reto cujo raio da Exemplo 1


base mede r é πr. Sendo 3cm a medida do
Em Itacoatiara, foi feito um silo para armazena-
apótema do hexágono regular inscrito na base,
mento de grãos na forma de um cone circular
determine a área da secção meridiana do
reto com 2m de raio e 6m de altura. Qual a
cone.
capacidade de armazenamento deste silo?
8. Determine a geratriz do cone de revolução, Solução:
sabendo que a área da base é equivalente à
Temos r = 2 e h = 6, portanto
secção meridiana do cone e que a altura desse
cone mede 9πcm.
V = 8πm3
9. Determine a razão entre a base e a superfície
lateral de um cone que tem altura igual ao
Exemplo 2
diâmetro da base.
Um copo de chope, cujo interior tem a forma
10. Um cilindro e um cone têm altura h e raio da praticamente cônica, tem 15cm de profundi-
base r. Sendo r o dobro de h, determine a dade e capacidade para 300ml. Suponha que
razão entre a área lateral do cilindro e a área um chope seja “tirado” com 3cm de “colari-
lateral do cone. nho” (espuma). Qual o volume de chope (líqui-
do) contido no copo?
7. Volume do cone
Solução:
Consideremos um cone de altura h e área de
base Ab e uma pirâmide com a mesma altura h
e a mesma área da base Ab.
Vamos supor que o plano que contém as bases
é um plano horizontal (conforme a figura).

h = 15 – 3 ⇒ h = 12cm

h = 15cm e V = 30ml

Queremos calcular o volume de chope que


denotaremos por Vc, e para tal usaremos a
Qualquer plano horizontal que secciona o razão de semelhança dos triângulos retângu-
cone, também secciona a pirâmide, e as los; para isso, calcularemos o valor de R con-
secções têm áreas iguais. forme a figura acima.

68
Geometria II – Cilindro e cone

Substituindo essa relação no volume da água,


temos:

Temos que

.
Então, ml.
Como y = 2r’, temos:
Portanto Vc = 153,60ml

Exemplo 3
Exemplo 4
Um recipiente cônico, com altura 2 e raio da
Seja um tronco de cone reto, de altura H e
base 1, contém água até a metade de sua
raios das bases r1 e r2. Indiquemos por l a ger-
altura (Fig. I). lnverte-se a posição do recipi-
atriz do tronco (veja a figura). Mostre que a
ente, como mostra a Fig. II. Determine a dis-
área lateral do tronco pode ser dada pela
tância do nível da água ao vértice, na situação
expressão
da Fig. II.
A = π(r1 + r2)l

Solução:

Solução:

Seja V o vértice dos cones cujas bases são os


círculos de raios r1 e r2 que constituem as
bases do tronco. O cone maior tem área lateral
A2 = πr2g2, e o cone menor tem área lateral
As figuras acima representam as secções
A1 = πr1g1, onde g2 – g1 = l. A área lateral do
meridianas das Figuras I e II respectivamente.
tronco é dada por A = A2 – A1 = π(r2g2 – r1g1).
Usando as relações de semelhança dos triân-
gulos retângulos, temos: Mas como , temos g2rr1 – g1r2 = 0.

. Portanto podemos escrever:

A = π(r2g2 – r1g1 + g2r1 – g1r2) =


Cálculo do volume de água:
= π[g2(r1 + r2) – g1(r1 + r2 )] =

= π(r1 + r2)(g2 – g1)=

= π(r1 + r2)l

69
UEA – Licenciatura em Matemática

1. O volume de um cone circular reto é de


1. Calcule o volume de um cone de revolução 27πdm3, e a altura é de 9 dm. O raio da base é:
cujo raio da base mede 24cm e a área lateral é
a) 4dm b) 9dm
600πcm2.
c) 2dm d) 5dm
2. Um cone de revolução tem 1m de raio. Calcule e) 3dm
a altura e o volume, sabendo que a área lateral
é m2. 2. Um cone eqüilátero tem área lateral igual a 18π
dm2. Calcule, em dm3, o valor do seu volume:
3 Num cone reto, cuja área lateral é 18 π cm 2 , a) 6π
o raio é a metade da geratriz. Calcule o b) 9π
volume.
c) 12π

4 Um triângulo retângulo de catetos 3cm e 6cm d) 8π


gira em torno do cateto maior. Determine a área e) 18π
lateral, a área total e o volume do sólido gerado.
3. Num cone reto, a altura é 3m e o diâmetro da
5 Um cone de revolução tem 12πcm3 de volume. base é 8m. Então, a área total vale :
Sabendo que é gerado por um triângulo retân- a) 52πm2 b) 36πm2
gulo que gira em torno de um cateto de 4cm,
c) 20πm2 d) 16πm2
calcule a geratriz do cone.
e) n.d.a.

6. A secção meridiana de um cone eqüilátero tem


4. O volume de um cone eqüilátero que tem
4 m2 de área. Calcule o volume do cone.
como área da base S = 12πm2 é:
a) 72πm3 b) 24πm3
7. Calcule o volume de um cone circular reto de
2cm de raio da base, sabendo que a base e a c) 36πm3 d) 28πm3
secção meridiana têm áreas iguais (são equi- e) 40πm3
valentes).
5. Dois cones retos têm a mesma base, e a altura
8. Calcule o volume de um cone de revolução de de um é o triplo da altura do outro. Então, a
1m de raio e base equivalente à secção meri- relação entre os volumes do menor e maior é:
diana. a) 1/2 b)
c) 1/3 d) 1/4
9. Um cone de revolução tem 10πcm de altura.
e) n.d.a.
Calcule o volume, sabendo que a área da
secção meridiana é o dobro da área da base.
6. Se a base de um cone de revolução de raio
igual a 2cm for equivalente à secção meridi-
10. Uma “casquinha de sorvete” de forma cônica ana, a sua altura medirá, em cm:
tem 5cm de diâmetro e 13cm de altura. Se a
a) 2π b) 3π
casquinha está cheia de sorvete até a “boca”,
porém sem excesso, quantos mililitros de c) 4π d) 5π
sorvete possui? e) n.d.a.

70
Geometria II – Cilindro e cone

7. A altura de um cone circular reto é igual ao 13. Num cone de revolução, a área da base é
diâmetro de sua base. Se a geratriz mede 36πm2 e a área total 96πm2. A altura do cone,
15cm, o seu volume é, em cm2, igual a : em m, é igual a:
a) 270 b) 27 a) 4; b) 6;
c) 540 d) 90 c) 8; d) 10;
e) n.d.a. e) 12.

8. Um triângulo retângulo isósceles, de hipote-


14. Um cone circular reto tem por base uma cir-
nusa 3 cm, gira em torno de um de seus
cunferência de comprimento igual a 6πcm, e
catetos. Qual é o volume do sólido de rev-
olução gerado? sua altura é 2/3 do diâmetro da base. Então,
sua área lateral é, em cm2:
a) 3 cm3 b) 9πcm3
a) 5π b) 9π
c) 18πcm3 d) 27πcm3
c) 12π d) 15π
e) n.d.a.
e) 36π
9. A geratriz de um cone mede 13cm, e o diâ-
metro de sua base 10cm. O volume do cone 15. Qual é o volume de um cone circular reto de
em cm3 é: diâmetro da base a 6cm e de geratriz 5cm?
a) 100π b) 200π a) 12π b) 24π
c) 400π d)
c) 36π d) 48π

e) 96π
e)

10. Se o raio da base de um cone de revolução Aula prática 9: Construção de um cone cir-
mede 3cm, e o perímetro de sua secção meri- cular reto
diana mede 16cm, então seu volume, em cm3, Objetivos:
mede:
• Visualizar a planificação do cone circular
a) 15π b) 10π
reto.
c) 9π d) 12π
• Calcular o valor da área da base lateral e
e) 14π total do cone circular reto.

11. A planificação da superfície lateral de um cone Atividade 1:


é um semicírculo de raio 10 . O volume do
cone é : Material :

a) 357π b) 573π • Folhas de acetato (ou papel cartão).

c) 375π d) 537π • Tesoura.


e) 735π • Cola.

Descrição:
12. Sabendo-se que um cone circular reto tem
3dm de raio e 15πdm2 de área lateral, o valor • Confeccionar, em acetato (ou papel cartão),
de seu volume, em dm3, é: a planificação do cone circular reto.
a. 9π b. 15π • Recortar a planificação.
c. 12π d. 36π • Obter o valor da área lateral do cone circu-
e. 20π lar reto.

71
UEA – Licenciatura em Matemática

• Obter o valor da área da base do cone cir-


cular reto.
• Obter o valor da área total do cone circular
reto.

Aula prática 10: Relação entre o volume do


cilindro circular reto e do prisma quadran-
gular regular utilizando embalagens de pro-
dutos.
Objetivos:
• Estabelecer uma relação entre os volumes
do cilindro circular reto e do prisma.
Material:
• Lata de óleo de 900ml vazia, sem uma das
tampas.
• Caixa de leite de 1 litro.
• Bolinhas de isopor (ou de outro material de
baixa densidade).
Descrição:
• Verificar a reação entre os volumes das
embalagens.

Aula prática 11: Relação entre o volume do


cilindro e do cone de mesma base e altura.
Objetivos:
• Estabelecer uma relação entre os volumes
do cilindro e do cone de mesma base e
altura.
Material:
• Cilindro de acetato ou papel cartão (cons-
truído anteriormente).
• Cone de acetato ou papel cartão (construí-
do anteriormente).
• Bolinhas de isopor (ou de outro material de
baixa densidade).
Descrição:
•Verificar quantas vezes é possível encher o
cilindro com as bolinhas de isopor utilizan-
do o cone;
• Estabelecer através deste experimento uma
relação entre os volumes do cilindro e do
cone.

72
UNIDADE V
Superfícies de revolução e sólidos de revolução
Geometria II – Superfícies de revolução e sólidos de revolução

TEMA 10

SUPERFÍCIES E SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO

1. Superfícies de Revolução
Consideremos uma reta e (que chamaremos

eixo de rotação) e um segmento AB, coplanar
com a reta e e contido em um dos semiplanos
que têm origem nessa reta. Imaginemos que o
segmento “gira” em torno do eixo e, produzin-
do uma superfície. Com uma linguagem mais
precisa, imaginemos que cada ponto do seg- Basta notar, na figura acima, que:

mento AB determina uma circunferência que .
ΔABC ~ ΔPMQ , donde
passa por ele e tem como centro o pé da per-
pendicular conduzida desse ponto ao eixo. A
união de todas estas circunferências forma uma Lembrando que , temos
superfície, chamada superfície de revolução.
⎯ donde (r1 + r2)l = 2ah e, assim, A = 2πah.
Se o segmento AB está inclinado em relação ao
eixo, sem cortá-lo, obtém-se a superfície lateral Esse resultado pode ser generalizado. Consi-

de um tronco de cone. Se AB é paralelo ao deremos uma seqüência de segmentos con-
eixo, obtém-se a superfície lateral de um cilin- gruentes entre si, formando uma poligonal re-

dro reto. Se AB tem uma extremidade sobre o gular, circunscrita a uma circunferência de raio
eixo, obtém-se a superfície lateral de um cone a e centro O. Seja e um eixo de rotação que

reto (estamos supondo que o segmento AB passa por O e não corta a poligonal, como
não é perpendicular ao eixo, pois nesse caso mostra a figura. A área da superfície de re-
teríamos um círculo ou uma coroa circular). ⎯
volução gerada pela rotação do segmento AB
é igual a A1 = 2πah1. Analogamente, para os
demais segmentos da poligonal, teríamos
A2 = 2πah2, A3 = 2πah3, etc.


Seja l o comprimento do segmento AB e indique-
mos por r1 e r2 as distâncias de suas extremi-
dades ao eixo. Sabemos que a área da superfí-
cie de revolução é dada por A = π(r1 + r2)l.
Consideremos o ponto médio M do segmento
⎯ ⎯
AB. A mediatriz de AB encontra o eixo no ponto
P. Indiquemos MP = a. É possível provar que
a área da superfície de revolução pode ser
dada também pela expressão
A = 2π ah

75
UEA – Licenciatura em Matemática

Assim, a área total é A = A1 + A2 + A3 + ... =


= 2π(h1 + h2 + h3 + ...) = 2π ah
Portanto mostramos que:
A área da superfície de revolução gerada pela
rotação de uma poligonal regular em torno de
um eixo de seu plano, passando pelo centro
da circunferência inscrita, é igual ao produto
do comprimento da circunferência inscrita pela
projeção da poligonal sobre o eixo:
A = 2π ah

2. Sólidos de Revolução
Assim, o seu volume é
Consideremos um semiplano de origem e (eixo)
e nele uma superfície S. Girando o semiplano
em torno de e, a superfície S gera um sólido
chamado sólido de revolução.

Mas, (BP) . (AO) = (AB) . (OH), pois ambos os


produtos dão o dobro da área do ΔABO.
Assim,

A expressão π(BP)(AB) representa a área la-


teral do cone gerado pela rotação do ΔABP,
isto é, é a área da superfície de revolução ge-

Exemplos rada pela rotação do lado AB. Indicando esta
área por:

AAB, escrevemos V .

Na situação ilustrada abaixo, o volume do sóli-


do obtido é a diferença entre os volumes dos
dois cones:

Retângulo Triângulo retângulo Trapézio retângulo


gerando cilindro gerando cone de gerando tronco
de revolução. revolução de revolução

Se o triângulo ABO gira em torno de um eixo



que contém o lado AO, obtém-se um sólido de
revolução. Vamos mostrar que o volume des-
se sólido é igual à terça parte do produto da
altura OH pela área da superfície de revolução

gerada pelo lado AB. Para isso, notemos que
o sólido de revolução é a união de dois cones
retos, gerados pela rotação dos triângulos
ABP e BPO.

76
Geometria II – Superfícies de revolução e sólidos de revolução

Analogamente ao caso anterior, temos:

BP.AO = AB.OH, o que nos dá V .

Mas, como se vê, a conclusão final é igual-


mente válida.

Seja, agora, um triângulo que gira em torno do Teríamos:


eixo e seu plano, mas tendo apenas um vértice
pertencente ao eixo, como na figura abaixo.

Mas, 2π(OH)2 . AB é a área da superfície gerada



por AB, assim temos também .

O resultado acima pode ser generalizado.


Consideremos um setor poligonal regular (con-
forme a figura a seguir), circunscrito a uma cir-
cunferência de raio a e centro O. Seja e um eixo
coplanar com o setor, passando por O, mas sem
cortar o setor. O volume do sólido gerado pela
rotação do setor poligonal em tomo do eixo e é

Nesse caso, prolongando AB até encontrar o igual à terça parte do produto do apótema a pela
eixo no ponto C, podemos exprimir o volume área da superfície gerada pela poligonal do setor.
procurado como a diferença entre os volumes
dos sólidos gerados pelos triângulos CBO e
CAO:

resultado idêntico ao anterior.



Se AB // e, caso em que seu prolongamento
não encontraria este eixo, o volume pedido
pode ser calculado como sendo o volume do
cilindro gerado pelo retângulo ABPQ (veja a
próxima figura), menos os volumes dos cones
gerados pelos triângulos OAQ e OBP.

77
UEA – Licenciatura em Matemática

Basta notar que o ΔOAB gera um sólido de vo- Exemplo 2


lume , o ΔOBC gera um sólido O trapézio ABCD da figura, para o qual
AB = AD = a e CD = 2a, gira em torno de um
e assim por diante. Logo, o vo- eixo do seu plano, que passa por C e é parale-

lo ao lado AB. Calcule:
lume total é V = V1 + V2 + V3 + ... =
a) a área da superfície gerada pelos lados do
trapézio;
b) o volume do sólido gerado pelo trapézio.

Exemplo 1
Um triângulo de lados AB = 26cm AC = 28cm

e BC = 30cm gira em torno do lado AC.
Calcule:
Solução:
a) a área da superfície gerada pelos lados;
b) o volume do sólido gerado pelo triângulo.
Solução:

a) As = AAB + AAD + ADC + ABC



A superfície gerada por AB é uma coroa.

⇒ 784 – 56h + h2 + 678 – h2 = 900


⇒ h = 10cm.
Então r = 24cm. AAB = Acoroa = AC – Ac = π(2a)2 – πa2 = 3πa2
Al = AAB + ABC. AAD é a área lateral do cilindro de raio 2a, logo
AAB = AB. r = 26 . 24 = 624cm2 AAD = 2π . 2a. a = 4πa2
ABC = BC. r = 30 . 24 = 720cm2 ADC = é a área do círculo de raio 2a, logo
Logo, ADC = π(2a2) = 4πa2
Al = 624 + 720 = 1344cm2 ABC é a área lateral do cone de raio a e ge-
ratriz a , logo ABC = π . a. a = πa2.
Portanto:

Temos que AS = 3πa2 + 4πa2 + 4πa2 + π a2


AS = (11 + )πa2
cm3.
b. O volume pode ser calculado como sendo

78
Geometria II – Superfícies de revolução e sólidos de revolução

o volume do cilindro de raio 2a e altura a, passa pelo vértice do ângulo reto e é paralelo
menos o volume do cone de raio a e altura à hipotenusa. Determine:
a. Logo, V = Vcilindro – Vcone
a) a área da superfície gerada pelos lados do
triângulo;
b) o volume do sólido gerado pelo triângulo.

6. Calcule o volume e a área total do sólido gera-


do pela rotação de um hexágono regular de
lado a, em torno da sua maior diagonal.

7. Um triângulo eqüilátero de lado a gira em torno


de um eixo paralelo a um de seus lados e à dis-
1. Um triângulo retângulo ABC, de hipotenusa tância a dele. Calcule (considerando dois
⎯ ⎯ casos):
AC gira em torno do cateto BC. Calcule:
a) a área da superfície gerada pelos lados do
a) o comprimento da circunferência gerada triângulo;
pelo ponto A;
⎯ b) o volume do sólido gerado pelo triângulo.
b) a área da superfície gerada pelo lado AB;

c) a área da superfície gerada pelo lado AC;
d) o volume do sólido gerado pelo triângulo.

2. Um triângulo eqüilátero ABC de lado a gira em


torno de um eixo que passa por A e é perpen-

dicular ao lado AB. Calcule:

a) a área da superfície gerada pela altura AH;

b) a área da superfície gerada pelo lado AC;
c) o volume do sólido gerado pelo triângulo.

3. Um losango ABCD de lado a e ângulo agudo



de 60o ( AC é a diagonal maior) gira em torno de
um eixo do seu plano, que passa pelo ponto C

e é perpendicular à diagonal AC. Calcule:
a) a área da superfície gerada pelos lados do
losango;
b) o volume do sólido gerado pelo losango.

4. Um trapézio isósceles de bases a e 3a e altura


a gira em torno de um eixo do seu plano, que
passa por uma extremidade da base maior e é
perpendicular às bases. Calcule:
a) a área da superfície gerada pelos lados do
trapézio;
b) o volume do sólido gerado pelo trapézio.

5. Um triângulo retângulo de hipotenusa 2a e


ângulo de 30o gira em torno de um eixo que

79
UNIDADE VI
Esfera
Geometria II – Esfera

Os ponos P e P’ que a reta determina na


TEMA 11 superfície esférica são denominados pólos. As
distâncias dos pólos ao ponto A chamam-se
distâncias polares. Podemos indicá-Ias assim:
ESFERA
PA = p P’A = p’

1. Definição Observemos a figura. O triângulo PAP’ é retân-


gulo em A, sendo que podemos aplicar nele a
Sejam dados um ponto O e uma medida r. O
conhecida relação métrica:
conjunto de todos os pontos do espaço cuja
distância a O é menor ou igual a r chama-se (PA)2 = PP’ . PC
esfera de centro O e raio r.

Mas, PA = p, PP’ = 2r e PC = r – d. Logo


P2 = 2r(r – d) ⇒
Chama-se superfície esférica o conjunto dos
pontos da esfera cuja distância ao centro O é
De modo análogo, encontramos:
igual a r.

2. Seção plana de uma esfera. Pólos


3. Volume da esfera
Consideremos um plano α cuja distância ao
centro O da esfera seja menor do que o raio r. O volume de uma esfera de raio r é dado pela
A interseção desse plano com a esfera é um expressão
círculo de centro C.

Este resultado pode ser obtido pela aplicação


do princípio de Cavallieri. Para isso, ima-
ginemos um cilindro eqüilátero cujo raio da
base seja r, igual ao raio da esfera.

Determinemos a relação entre os raios da


esfera e desse círculo. Sejam ρ o raio do circu-
lo e d a distância do plano do círculo ao centro
da esfera. Conforme se vê na figura, pode-se Seja V o centro do cilindro, isto é, o ponto
escrever : médio do seu eixo. Podemos considerar dois
(OA)2 = (OC)2 + (CA)2 ⇒ cones, com vértice nesse ponto V e tendo
como bases as bases do cilindro. Este sólido é
⇒ r2 = d2 + ρ2 ⇒
chamado de clepsidra. Suponhamos que esta
clepsidra é retirada do cilindro e vamos tomar

83
UEA – Licenciatura em Matemática

o sólido que resulta, ou seja, a parte do cilindro


situada fora da clepsidra. Este sólido é deno-
minado anticlepsidra.

a) Calcule o volume da esfera interna.


b) Calcule o volume da esfera externa.
c) Chamemos de concha esférica a parte da
esfera externa que está fora da esfera in-
terna (é o sólido limitado pelas duas super-
fícies esféricas). Calcule o seu volume.
Solução:
a) Denotando por V1 o volume da esfera inter-
Vamos imaginar que a esfera tangencia os dois na, temos:
planos das bases do cilindro. Um plano parale-
lo a estes, situado a uma distância d(d < r) do
centro da esfera, intercepta a anticlepsidra
segundo uma coroa circular, e a esfera, segun- b) Denotando por V2 o volume da esfera exter-
do um círculo. As circunferências que limitam a na, temos:
coroa circular têm raios d e r, logo a área da
coroa é
Acoroa = πr2 – πd2 = π(r2 – d2)
A área do circulo determinado na esfera é
Acírculo = πρ2 = π(r2 – d2), logo temos que c) O volume da concha esférica é dado por
Acoroa = Acírculo, e pelo princípio de Cavalieri
concluímos que o volume da esfera é igual ao
volume da anticlepsidra, ou seja
V = Vcilindro – 2.Vcone.
Lembremos que
Vcilindro = Ab . h = (πr2 )h = (πr2)2r = 2πr3
4. Área da superfície esférica
A determinação de fórmulas para a área lateral
Então para o volume da esfera temos de um cone reto, ou de um cilindro reto, é um
problema relativamente simples. Já o cálculo
da área de uma superfície esférica representa
um desafio maior, pois não é possível “desen-
rolar” uma superfície esférica, transformando-a
em uma figura plana, como no caso do cone
ou do cilindro. Examinando o Exemplo 1,
podemos obter um caminho para chegar à fór-
Exemplo
mula desejada. Embora o método que usare-
Duas esferas concêntricas (isto é, de mesmo mos esteja apoiado numa espécie de “con-
centro) têm raios r e r + h, como ilustrado na ceito de limite”, ele é aceitável, dentro de um
figura seguinte. nível intuitivo.

84
Geometria II – Esfera

Seja A a área da superfície esférica de raio r (a A poligonal regular ABCDEFG, inscrita na semi-
interna, no exemplo 1). Parece fácil de se circunferência, gera uma superfície de área
aceitar, intuitivamente, que o produto A.h é A6 = 2π . a . (2r) = 4πar
uma boa aproximação para o volume V da con-
(O índice 6 relaciona-se ao número de lados da
cha esférica. Tal aproximação torna-se tanto
poligonal). É intuitivo que, aumentando-se o
melhor quanto menor fica a espessura h da
número de lados da poligonal considerada, as
concha. Em outras palavras, o quociente superfícies de revolução passam a ter áreas
cada vez mais próximas da área da superfície
representa uma boa aproximação para a área esférica. Ora, nessas circunstâncias, o apótema
A, desde que h seja suficientemente pequeno. a tenderia ao valor do próprio raio r. Assim, a
Assim, parece claro que, se h tende a zero, a área da superfície esférica ficaria igual a:
razão tende ao valor A da área da superfície A = 4πr . r = 4π2

esférica de raio r. Ora, como vimos, Exemplo 1


Determine a área da superfície esférica da
, logo esfera de raio 3cm.
Solução:
A = 4π . r2, como r = 3 temos A = 4π . 32
.
A = 36πcm2
Assim, a área A é dada pela expressão que se
obtém desta, supondo h = 0: Exemplo 2
Uma esfera de raio R está colocada em uma
. Portanto A = 4πr2. caixa cúbica, sendo tangente às paredes da
caixa. Essa esfera é retirada da caixa e em seu
Outra maneira de se chegar a esse resultado é lugar são colocadas 8 esferas, tangentes entre
aproveitar as observações feitas no tema ante- si e também às paredes da caixa. Determine a
rior em superfícies de revolução. Uma superfí- relação entre o volume não ocupado pela
cie esférica é a superfície de revolução gerada esfera única e o volume não ocupado pelas 8
pela rotação de uma semicircunferência em esferas.
torno de um eixo contendo seu diâmetro. Solução:

V1 = Vcubo – Vesf. ⇒

85
UEA – Licenciatura em Matemática

V2 = Vcubo – 8 Vesf. ⇒ c) o raio da seção da esfera por um plano


situado a 1m do centro;
d) as distâncias polares correspondentes a
essa seção.

2. Uma esfera tem volume igual a 36πcm3.


(1) e (2) ⇒ V1 = V2 Calcule:

Exemplo 3 a) o seu raio;


b) a área de sua superfície.
Prove que a área total de um cone eqüilátero
inscrito em uma esfera é igual a da área total
3. A seção de uma esfera por um plano situado a
3cm do centro tem área igual a 16πcm2. De-
do cone eqüilátero circunscrito à mesma
termine o volume da esfera.
esfera.
Solução: 4. A seção de uma esfera por um plano que
passa pelo centro tem área igual a 12πcm2.
Determine:
a) o raio da esfera;
b) o volume da esfera;
2 c) a área da superfície esférica.
ΔAOD ⇒ R1 = (2r)2 – r2 ⇒ R1 = r
Atcone_circ. = πR1(R1 + 2R1) ⇒ 5. Numa esfera de raio igual a 6cm, a que distân-
⇒ Atcone_circ. = πr (r + 2r )⇒ cia do centro deve ser tomada uma seção
plana cuja área seja igual à metade da área da
⇒ Atcone_circ. = 9πr2 (1)
seção plana que contém o centro da esfera?

6. Numa esfera de volume igual a cm3

toma-se uma seção plana cuja área é igual a


24πcm2. Qual é a distância dessa seção ao
centro da esfera?

7. Determine o volume de uma esfera inscrita


num cubo de aresta a.

(1) e
8. Considere uma esfera inscrita em um cilindro
eqüilátero. Determine a razão entre a área da
superfície esférica e a área lateral do cilindro.

1. Uma esfera tem 1,5m de raio. Calcule:


a) o seu volume;
b) a área da sua superfície;

86
Geometria II – Esfera

9. Um cone eqüilátero está inscrito em uma 15. Os centros de três esferas que se tangenciam
esfera. Determine a razão entre os volumes duas a duas, externamente (como a figura indi-
desses dois sólidos. ca), formam um triângulo de lados 3, 4 e 5.
Determine a soma dos volumes das três
esferas.

10. Um cubo está inscrito em uma esfera de raio r.


Determine a razão entre os volumes desses
dois sólidos. 16. Duas seções paralelas de uma esfera de raio
10cm têm raios iguais a 6cm e 8cm. Calcule a
distância entre os planos das duas seções.

17. A distância entre os centros de duas superfí-


cies esféricas é 9cm, e seus raios são 7cm e
8cm. Calcule o raio da circunferência segundo
a qual elas se cortam.

11. Considere um cilindro eqüilátero inscrito numa 18. A área do círculo máximo de uma esfera (aque-
esfera de raio r. Determine a razão entre os vo- le que contém o centro) é 225πcm2, e a área de
lumes desses dois sólidos. uma seção paralela a ele é 144πm2. Calcule a
distância dessa seção ao centro da esfera.

1. A razão entre o volume e a área de uma


12. Uma esfera está inscrita em um cone eqüi- mesma esfera é igual a 3. Pode-se dizer, então,
látero. Determine a razão entre os volumes que esta esfera:
desses dois sólidos a) tem o volume duas vezes maior que a área;
b) tem o volume igual a 2916π;
c) tem área de 324π;
d) tem o circulo máximo com área de 81π;
e) tem raio de 3.

2. Considere os dois sólidos:


I. Uma esfera de diâmetro 10dm.
13. Sejam duas esferas das quais uma tem área
igual ao dobro da área da outra. Determine a II. Um cilindro de diâmetro 10dm e altura 8dm.
razão entre os seus volumes. A respeito deles, é correto afirmar que:

14. Sejam duas esferas das quais uma tem o vol- a) possuem a mesma capacidade volumétrica
ume igual ao dobro do volume da outra. Deter- em litros;
mine a razão entre as áreas das duas superfí- b) o volume da esfera é maior que o volume
cies esféricas. do cilindro;

87
UEA – Licenciatura em Matemática

c) a área da superfície esférica é igual a área 9πcm2, o volume da região delimitada pela
lateral do cilindro; esfera, em cm3, é:
d) o volume da esfera é menor que o volume a) 18π b) 36π
do cilindro;
c) 72π d) 144π
e) possuem a mesma superfície externa.
e) 216π
3. Uma panela cilíndrica de 20cm de diâmetro
está completamente cheia de massa para 7. Se aumentarmos em 3cm o raio de uma esfera,
doce, sem exceder a sua altura, que é de seu volume aumentará 252πcm3. O raio da
16cm. O número de doces em formato de esfera original mede, em cm:
bolinhas de 2cm de raio que se pode obter a) 3 b) 2
com toda essa massa é:
c) 4 d) 6
a) 300; e) 7
b) 250;
8. Um cilindro circular reto e uma esfera são
c) 200;
equivalentes. Se o raio da esfera e o raio da
d) 150; base do cilindro têm medida 1, a área lateral
e) 100. desse cilindro é:

a) b)
4. Em uma esfera de centro O, um plano α con-
tendo O intercepta a esfera. A intersecção é
c) d)
um circulo de área 16π centímetros quadrados.
O volume da esfera, em centímetros cúbicos, é
e)
igual a:

a. 9. Um cilindro eqüilátero de altura 2 m está


inscrito numa esfera. O volume dessa esfera é
b.
a) m3
c.
b) 32πm3
d. 64π c) 20πm3
e. 32π d) 5πm3

5. Uma superfície esférica de raio 13cm é cortada e) n.d.a.


por um plano situado a uma distancia de 12cm
do centro da superfície esférica, determinando 10. (UEPG–PR) Duas bolas de chumbo, com diâ-
uma circunferência. O raio dessa circunferên- metros de 3cm e 6cm, são fundidas e moldadas
cia em cm é de: em forma de um cilindro circular reto de 3,24cm
de altura. O raio desse cilindro mede:
a) 1 b) 2

c) 3 d) 4 a)

e) 5 b) 10 cm
c) 100cm
6. A região delimitada por uma esfera é intercep-
tada por uma plano a 3cm do centro dessa d) cm
esfera. Se a área dessa intersecção é de e) 100 cm

88
Geometria II – Esfera

11. Um cone e um cilindro eqüilátero circuns-


crevem a mesma esfera. Se a área total do
cilindro medir 150πcm2, o volume do cone
medirá, em cm3:
a) 130π
b) 375π
c) 225π
d) 185π
e) 310π

Aula prática 10: Princípio de Arquimedes


Objetivos:
• Estabelecer uma relação entre os volumes

do cubo de aresta a e da esfera de raio .

• Verificar o princípio de Arquimedes.


Atividades:
Material:
• Caixa (cubo sem tampa) de vidro ou acrílico
de lado a.

• Esfera de isopor de raio .

Descrição:
• Encher com água a caixa completamente.
• Colocar um recipiente para aparar a água
que transbordará da caixa.
• Imergir a esfera completamente na caixa.
• Medir o volume que transbordou da caixa.

89
UNIDADE VII
Noções de geometria não-euclidiana
Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

nenhum deles pode ser deduzido a partir dos


outros e são facilmente aceitáveis a partir da
TEMA 12
experiência com o mundo sensível. Entretanto,
com o quinto postulado isso não acontece,
GEOMETRIA NÃO-EUCLIDIANA uma vez que não pode ser verificado empirica-
mente, e não temos meios de prolongar in-
1. Noções de Geometria não-Euclidiana definidamente duas retas para verificar se, em
algum ponto remoto, elas, se interceptam.
Na 1.a metade do século XIX, aconteceu a
descoberta de novas geometrias por parte de A falta de evidência do quinto axioma fez que
vários matemáticos. Por meio de seus esforços os matemáticos posteriores a Euclides sus-
e de muitos outros, tentaram uma prova para o peitassem que não fosse um axioma, mas sim
V postulado de Euclides em que por um ponto um teorema e que, portanto, podia ser de-mon-
exterior a uma reta, passa apenas uma outra strado. Houve muita tentativa de demons-trá-lo
reta paralela à dada. Daí surgiu a geometria por cerca de 2000 anos, sem sucesso. Apenas
euclidiana, em que a distância entre duas retas no inicio do século 19, surgiram duas geome-
perpendiculares a um dado segmento perma- trias alternativas à euclidiana, obtidas por
nece constante, mesmo quando nos movemos mudanças no axioma: a hiperbólica e a elíptica.
para a direita ou para esquerda, conforme Assim, apareceram duas atitudes. A primeira
mostra a figura a seguir: tinha por alvo modificar o enunciado do
axioma, na esperança de torná-lo mais claro e
evidente. Adotando a primeira atitude, desta-
camos Proclus e Cláudio Ptolomeu. A segunda
consistiu em procurar uma demonstração, a
partir dos quatro primeiros axiomas, ou por via
de uma prova indireta. Dentre os que tomaram
O V postulado de Euclides pode ser entendido a segunda atitude, citamos Saccheri e Lambert.
de outra forma: Os métodos diretos para provar o quinto axio-
Se uma reta, ao cortar duas outras, forma ma fracassaram. Então, os matemáticos procu-
ângulos internos, no mesmo lado, cuja soma é raram uma prova pelo método indireto, negan-
menor que dois ângulos retos, então essas do a validade do axioma e procurando uma
duas retas, se prolongadas, encontrar-se-ão, contradição.
no mesmo lado onde estão esses ângulos,
conforme mostra a figura a seguir.

Karl Gauss

Posteriormente, Karl Gauss (1777-1855),


POSTULADOS
Nicolai Lobachewski (1792-1856) e Janos
Os cinco postulado de Euclides, na qualidade Solyai (1802-1860) redescobriram-no e, como
de postulados, deveriam ser aceitos ver- conseqüência, as geometrias não-euclidianas
dadeiros pela sua evidência. Os quatro vieram à luz, tendo os dois últimos publicados
primeiros axiomas são dependentes, ou seja, seus trabalhos independentemente em 1829 e

93
UEA – Licenciatura em Matemática

em 1832, respectivamente. Boyai dizia: “Do bólica como tendo um “excesso” de paralelas.
nada eu criei um universo novo e estranho”. Da mesma forma, na geometria elíptica, existe
Seu interesse pessoal era o da “Ciência uma “deficiência” de paralelas, comparada
Absoluta do Espaço”, que eram proposições com a geometria euclidiana.
que não dependiam do quinto postulado que Assim, temos que a principal diferença entre as
logo valeriam em qualquer geometria. três geometrias, a euclidiana e as duas novas,
está no quinto axioma.

Geometria euclidiana
Dados uma reta e um ponto fora dessa reta,
somente uma única reta pode ser traçada pas-
sando por esse ponto e paralela à reta dada.

Geometria hiperbólica
Dados uma reta e um ponto fora dessa reta,
Janos Bolyai duas ou mais retas podem ser traçadas pas-
sando por esse ponto e paralelas à reta dada.
Com Bolyai e Lobachevsky, tinham nascido a
Geometria elíptica e a geometria hiperbólica. Geometria elíptica
Dados uma reta e um ponto fora dessa reta,
nenhuma reta pode ser traçada passando por
esse ponto e paralela à reta dada.
A geometria elíptica também é conhecida
como geometria Riemanniana. Bernard
Riemann (1826-1866) descobriu uma geome-
tria esférica que era oposta à geometria hiper-
bólica de Lobachevski. Desse modo, ele foi o
primeiro a indicar a possibilidade de existir um
espaço geométrico finito onde um ponto se
move sobre ele na mesma direção, podendo
Nicolai Lobachewski
certamente retornar ao ponto de partida.

A razão pela qual Gauss manteve em segredo


suas descobertas foi o fato de que a filosofia
de Kant dominava a Alemanha da época, e
seus dogmas eram que as idéias da geometria
euclidiana eram as únicas possíveis. Gauss
sabia que essa idéia era totalmente falsa, mas
para não entrar em conflito com os filósofos da
época, resolveu manter-se em silêncio.
Não há dúvida de que os termos geometria
Bernard Riemann
hiperbólica e geometria elíptica lembram-nos
hipérboles e elipses, como explicaremos
A idéia logo se firmou e trouxe a questão de se
agora.
o nosso espaço físico era finito. Além disso,
A palavra “hipérbole” significa “excesso”, e a Riemann teve a coragem de construir geome-
palavra “elipse” significa “deficiência”. A trias muito mais gerais do que a de Euclides e
palavra “parábola” significa “sendo paralelo a”. mesmo as aproximadamente não-Euclidianas
Podemos, então, pensar na geometria hiper- conhecidas.

94
Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

Com a modificação do enunciado do quinto O método usado por essas criaturas para
postulado, outros sistemas geométricos pas- identificar “linhas retas” como sendo as li-
sam a existir em pé de igualdade. Cada um nhas de mais curta distância entre dois pon-
desses sistemas pode ser interpretado por um tos consiste em estender linhas através da
modelo. Por exemplo, um modelo para a superfície conectando dois pontos quaisquer.
geometria euclidiana é um plano; para a Para essas criaturas, essa linha parece ser
geometria elíptica é uma esfera; para a hiper- uma reta à medida que elas se movem ao
bólica é uma pseudo-esfera ou o disco de longo delas uma vez que as direções de
Poincaré . chegada ou de partida dessas criaturas em
Iremos, a partir de agora, explicar cada um dos qualquer ponto sobre a linha tem ângulo zero
modelos. entre elas.

Na geometria euclidiana, um segmento entre A Com essa definição, os “seres planos” encon-
e B representa o caminho de menor compri- tram que todas as linhas retas se interceptam e
mento de A até B. que movendo-se ao longo de qualquer linha
reta, eles finalmente retornam ao seu ponto de
partida (lembre-se de que os “seres planos”
estão vivendo sobre a superfície de uma esfera).
Eles também descobrem que a soma dos três
ângulos internos de qualquer triângulo que eles
Agora, considere que os pontos A e B per- desenham sobre a Terra não dá mais como
tencem à superfície da esfera. Vamos procurar resultado o valor correspondente a dois ângulos
sobre a esfera as curvas equivalentes aos seg- retos como ocorre na geometria de Euclides. Em
mentos. Ou seja, identificar, entre todas as cur- vez disso, a soma desses três ângulos internos
vas que ligam os pontos A e B, aquela de sempre excede dois ângulos retos. A figura
menor comprimento. abaixo mostra uma situação em que a soma é
igual a três ângulos retos.
De todas as curvas que conectam dois pontos,
a mais curta é o arco de um círculo máximo, ou
seja, um arco de um círculo com raio igual ao
raio da esfera. Note que qualquer círculo má-
ximo divide a esfera em duas partes iguais (de
mesma área) e, devido à propriedade de mini-
mizar o comprimento entre dois pontos,
recebem o nome de geodésicas. Por con-
seguinte, as geodésicas sobre a superfície de
uma esfera são os arcos de círculos máximos. Ao contrário da geometria Euclidiana, as
geometrias que estamos agora apresentando
são definidas sobre a superfície de uma esfera
ou de um hiperbolóide (algo parecido com a
sela de um cavalo). Dizemos que uma superfí-
cie esférica tem uma curvatura positiva
enquanto que a superfície de um hiperbolóide
tem curvatura negativa. Vemos que em uma
Suponha que a Terra é perfeitamente esférica e superfície com curvatura positiva a soma dos
que ela é habitada por “seres planos”, criaturas ângulos internos de um triângulo traçado
absolutamente sem graça que têm apenas duas nessa superfície é maior que 180 graus. No
dimensões e que não percebem o sentido de caso de uma superfície com curvatura negati-
“altura”. Lembre-se de que essas criaturas se des- va, a soma desses ângulos internos será
locam arrastando-se sobre a superfície terrestre. menor que 180 graus.

95
UEA – Licenciatura em Matemática

curvatura de Gauss, que pode ser positiva,


negativa ou nula. Será positiva se as curvas de
máxima e mínima curvatura forem encurvadas
para o mesmo lado. Esse é o caso da superfí-
cie (A) vista a seguir. Será negativa se uma
curva for encurvada para um lado e a outra,
para o outro. É o caso da superfície (B), que
parece uma sela de cavalo. E é nula se pelo
Mas, o que é curvatura? menos uma das curvas for reta, isto é, tiver cur-
O que faz a reta (A) ser diferente da outra curva vatura zero. É o caso do cilindro (C), na figura.
(B) na figura abaixo? E é o caso também da chapa de metal ante-rior.

É fácil. A curva (B) é “encurvada”, e a reta não


é. A curva (B) deve ter alguma propriedade que
Agora, vamos construir um modelo da geome-
a reta não tem. Você adivinhou: essa pro-
tria hiperbólica baseado na pseudo-esfera. As
priedade é a curvatura. A reta tem curvatura
“retas” são representadas por geodésicas da
zero, e a curva tem curvatura diferente de zero.
superfície da pseudo-esfera, como mostra a
Existe uma curva muito simples e cuja curvatu- figura a seguir.
ra é igual em todos seus pontos: a circunferên-
cia. Vamos, então, encontrar um valor para a
curvatura da circunferência. A curvatura da cir-
cunferência é inversamente proporcional ao
raio. Isto é, a curvatura C de uma circunferên-
cia de raio R será dada por C = 1/R. Quanto
maior o raio, menor a curvatura.

Além da pseudo-esfera, existem vários outros


modelos para a geometria hiperbólica, como o
disco de Poincaré. Na geometria hiperbólica
E se, em vez de uma curva, tivermos uma
baseada no disco de Poincaré, uma reta é
superfície, como uma chapa de metal, como
identificada como um arco de um círculo interi-
medir sua curvatura?
or ao disco e que encontra o bordo do disco
em ângulos retos.

Observe que as três “retas” no disco de


Poincaré não-colineares formam um triângulo
ABC, cuja soma dos ângulos é menor que 180
graus, como requerido de uma representação
Nesse caso, teríamos uma curvatura chamada correta do espaço hiperbólico.

96
Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

2. Comparando as geometrias não-Euclidianas todas as bússolas! Um objeto não-orientával,


possível em três dimensões é a chamada faixa
Uma maneira prática por meio da qual pode-
de Möebius, representada nas figuras abixo
mos distinguir entre essas três geometrias é a
em quatro posições.
seguinte. Pegue uma folha de papel e coloque-
a sobre uma superfície plana. O papel irá cobrir
a superfície suavemente. Tente agora com uma
folha de papel do mesmo tamanho cobrir uma
superfície esférica. Você agora verá que para
cobri-la terá que permitir que vincos surjam no
papel. Isso indica que próximo a qualquer
ponto dado sobre a superfície da esfera a área
do papel é maior do que a área que você está
tentando cobrir.

Ela é obtida como se fosse cometido um erro


durante a construção habitual de um simples
cilindro. Para fazer um cilindro de uma faixa
retangular, basta unir suas extremidades e
colá-las. Se por descuido, inspiração ou
defeito, torcermos a faixa antes de colá-la,
obtemos o objeto desejado. Este, diferente-
mente do cilindro tradicional, não tem dentro
ou fora, pois ao percorrê-lo longitudinalmente,
passaremos de fora para dentro e de dentro
para fora, sem cruzarmos nenhuma borda ou
fronteira. Outra diferença surpreendente é o
fato dessa superfície ter apenas uma borda.

Quando você tentar cobrir a superfície de uma


3. Aplicações
sela com a mesma folha de papel, verá que o
inverso acontece: a área do papel passa a ser Um problema clássico solucionado através da
insuficiente para cobrir a superfície próxima a geometria elíptica é o chamado problema do
qualquer ponto sobre ele, e o papel rasga-se. urso.

Orientabilidade Partindo de um certo ponto da Terra, um


caçador andou 10km para Sul, 10km para
É a propriedade que certos objetos possuem
Leste e 10km para Norte, voltando assim ao
de nos desorientar. Se lá morássemos, de
ponto de partida. Aí encontrou um Urso. Qual a
nada adiantaria ter uma bússola, pois sua seta
cor do Urso?
apontaria ora para o norte, ora para o sul,
deixando-nos cada vez mais perdidos. Em À primeira vista, podemos pensar que o pro-
caso de não-orientabilidade, joguem fora blema não tem solução e, portanto, o caçador

97
UEA – Licenciatura em Matemática

não voltaria ao ponto de partida, como mostra Terra em sua órbita e uma estrela distante de
o seguinte esquema: paralaxe conhecida. Infelizmente, nenhum dos
dois foi bem-sucedido, pois, naquela época,
eles não dispunham de equipamentos capazes
de fornecer a precisão necessária para essas
medidas.
Quando temos necessidade de estudar o es-
paço que nos é vizinho, todas as três geome-
No entanto, não podemosnos esquecer de que trias nos conduzem a um mesmo resultado, e
a Terra não é uma superfície plana, mas curva. a preferência é pela euclidiana, por ser a mais
simples.
Encontramos uma situação similar ao relacion-
armos a física de Newton à de Einstein, que
fornecem resultados idênticos quando se trata
de distâncias pequenas e baixas velocidades,
mas divergem no caso de grandes distâncias e
altas velocidades.
Einstein (1879-1955), na exposição de sua Teo-
Assim a solução está à vista: Andando 10km ria Geral da Relatividade, em 1916, descreveu
segundo aquelas 3 direções perpendiculares, o espaço como curvo e, portanto, com uma
o caçador só voltará ao ponto de partida se ini- natureza não-euclidiana.
ciar a sua caminhada no Pólo Norte. Para sustentar matematicamente sua teoria,
usou os trabalhos desenvolvidos por Bernard
Riemann, 60 anos antes. Na teoria da relativi-
dade de Einstein, o universo é curvo e possui
quatro dimensões, sendo três espaciais e a
quarta, dimensão temporal. Um certo ponto do
universo tem a curvatura tanto maior quanto
maior a concentração de matéria na vizinhança
do ponto. A figura a seguir representa esque-
maticamente a curvatura do espaço devido à
E o Urso? Como a história decorre no Pólo presença da matéria, o planeta.
Norte, só pode ser um Urso Polar e, por isso
um urso branco.
É importante notar que tanto Lobachevski
como Gauss não se limitaram aos aspectos
matemáticos dessa importante descoberta.
Eles imediatamente começaram a pensar
como essa nova geometria poderia estar rela-
cionada com o mundo físico. Eles queriam Nos espaço-tempo curvos descritos pela teoria
saber qual das duas geometrias, a Euclidiana relativística da gravitação, os movimentos das
ou a não-Euclidiana recém descoberta, des- partículas assim como o da luz são curvos.
crevia realmente o espaço. Tentando respon- Entretanto essas curvas têm uma característica
der a essa questão, Gauss tentou medir a so- comum com as linhas retas. Do mesmo modo
ma dos ângulos de um triângulo formado por que as linhas retas são as trajetórias mais cur-
três montanhas. Lobachevski tentou fazer a tas conectando dois pontos de um espaço
mesma medida, só que usando um triângulo plano, os movimentos nos espaços-tempo cur-
bem maior formado por duas posições da vos percorrem as linhas curvas mais curtas

98
Geometria II – Noções de geometria não-euclidiana

entre dois pontos. A luz segue curvas geodési- • Verificar que a faixa de Moebiüs não é uma
cas. Dizemos que a luz não se move uniforme- superfície orientada;
mente ao longo de linhas retas não porque ela
Atividades:
está sujeita a alguma força, mas por que o
espaço-tempo é curvo. Isso é muito importante Material:
porque mostra que o conceito de força foi • Cartolina.
substituído pelo conceito geométrico de cur-
vatura do espaço-tempo. • Tesoura.

Uma contribuição importante na arte foi a • Pinceis coloridos.


geometria hiperbólica em que Mauritius Escher • Cola.
usou o disco de Poincaré em algumas de suas
Descrição:
gravuras. Essas duas vistas abaixo são
chamadas de Círculo Limite I (acima), Círculo • Construir duas faixas de Moebiüs.
Limite II (meio) e Círculo Limite III (abaixo).
• Tentar pintar um lado de uma das faixa de
Essa última, umas das poucas gravuras colori-
Moebiüs.
das de Escher, foi feita em 1959.
• Recortar a outra faixa de Moebiüs no senti-
do logitudinal.
• Pintar a faixa recortada.
• Fazer uma análise do experimento.

Aula prática 11: Faixa de Möebius


Objetivos:
• Verificar que a faixa de Moebiüs possui um
único lado.
• Entender a idéia de orientabilidade de uma
superfície;

99
Anexos
Geometria II – Anexos

ANEXO 1

Regra para montagem: os números e flechas


indicam a seqüência e a direção de passagem
da linha. Flechas duplas mostram que, naque-
le canudo, a linha será passada mais de uma
vez.
Tetraedro – Seis canudinhos de 8cm e um
metro de linha são suficientes para construí-lo.
Construa o primeiro triângulo, dê um nó e con-
tinue a seqüência com o restante da linha. Nos
passos 6 e 8, a linha será passada pela segun-
da vez no mesmo canudo.

103
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 2

Hexaedro (o cubo) – Com doze canudos,


monta-se o cubo. O aluno deverá verifcar o
que deverá fazer para que se torne um sólido
rígido.

104
Geometria II – Anexos

ANEXO 3

OCTAEDRO (O BALÃO)

105
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 4

ICOSAEDRO

106
Geometria II – Anexos

ANEXO 5

TETRAEDRO

107
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 6

CUBO

108
Geometria II – Anexos

ANEXO 7

OCTAEDRO

109
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 8

DODECAEDRO

110
Geometria II – Anexos

ANEXO 9

ICOSAEDRO

111
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 10

PRISMA QUADRANGULAR

112
Geometria II – Anexos

ANEXO 11

PRISMA TRIANGULAR

113
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 12

PRISMA HEXAGONAL

114
Geometria II – Anexos

ANEXO 13

PRISMA PENTAGONAL

115
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 14

CUBOCTAEDRO

116
Geometria II – Anexos

ANEXO 15

ICOSIDODECAEDRO

117
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 16

TETRAEDRO CORTADO

118
Geometria II – Anexos

ANEXO 17

OCTAEDRO CORTADO

119
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 18

CUBO CORTADO

120
Geometria II – Anexos

ANEXO 19

ICOSAEDRO CORTADO

121
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 20

DODECAEDRO CORTADO

122
Geometria II – Anexos

ANEXO 21

ROMBICUBOCTAEDRO

123
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 22

CUBOCTAEDRO CORTADO

124
Geometria II – Anexos

ANEXO 23

ROMBICOSIDODECAEDRO

125
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 24

ICOSIDODECAEDRO CORTADO

126
Geometria II – Anexos

ANEXO 25

CUBO COM PONTAS - LADO ESQUERDO

127
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 26

CUBO COM PONTAS - LADO DIREITO

128
Geometria II – Anexos

ANEXO 27

DODECAEDRO COM PONTA - LADO ESQUERDO

129
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 28

DODECAEDRO COM PONTA - LADO DIREITO

130
Geometria II – Anexos

ANEXO 29

DIRETRIZES PARA O TRABALHO EM GRUPO

1. Todos os componentes do grupo (no máximo 5) devem:

• Saber e compreender o que o grupo está fazendo.


• Fazer perguntas se não entenderem.
• Participar ativamente na realização das tarefas.
• Ajudar os outros.
• Respeitar os outros.

2. Só devem chamar o professor:

• Quando os componentes do grupo não estiverem conseguindo realizar a atividade, mesmo após
utilizado vários argumentos.

• Quando tiverem concluído a atividade.

3. Ao final das atividades devem:

• Elaborar um relatório conforme anexo 30.


• Ler o que foi escrito.
• Organizar a apresentação à turma.

131
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 30

GUIA PARA A ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO

Na elaboração do relatório, devem ser considerados, entre outros, os seguintes aspectos:

Identificação do grupo de alunos, indicando:

1. NOME
2. NÚMERO DE MATRÍCULA
3. TURMA
4. MUNICÍPIO

Identificação do trabalho, indicando:

1. DATA DE REALIZAÇÃO
2. DISCIPLINA
3. TÍTULO

Atividade n.º ______:

1. NOME

2. OBJETIVOS

O que deseja alcançar com a realização das atividades?

3. MATERIAIS UTILIZADOS

Devem ser discriminados os materiais para cada atividade.

4. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:

a. Relato de todos os passos de cada atividade.


b. Explicação dos raciocínios.
c. Identificação de tentativas realizadas e de dificuldades encontradas.
d. Apresentação dos resultados obtidos.

Conclusões

Apreciação crítica do trabalho proposto.

132
Geometria II – Anexos

ANEXO 31

TABELA DE AVALIAÇÃO DO RELATÓRIO

133
UEA – Licenciatura em Matemática

ANEXO 32

FICHA DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL DO ALUNO

SIM NÃO
Consegui distribuir as tarefas no grupo.
Verifiquei o objetivo da atividade.
Cooperei com os outros elementos do grupo.
Permiti a intervenção dos outros elementos do grupo.
Fui capaz de moderar a discussão no grupo.
Contribuí com idéias para o grupo resolver o problema.
Selecionei as estratégias apropriadas.
Justifiquei as conjecturas.
Utilizei os materiais.
Registrei os resultados.
Fui perseverante na resolução do problema.
Obtive conclusões.
Tive boa comunicação com a turma.

A minha colaboração na elaboração do relatório foi:

A minha colaboração na apresentação foi:

O que aprendi com as atividades realizadas foi:

As dificuldades que encontrei para realização do trabalho foram:

Gostei de trabalhar em grupo? Por quê?:

Nome:______________________________________________N.o:____Turma:____

134
Respostas dos Exercícios
Geometria II – Respostas dos exercícios

UNIDADE I – Noções primitivas e


posições relativas TEMA 05

PLANIFICAÇÃO E ÁREA DO PRISMA

TEMA 01

Pág. 43
CONCEITOS PRIMITIVOS, POSTULADOS E
POSIÇÕES RELATIVAS

1. At = 9(8 + ) u. a. (unidades de área)


Demonstrações
2. cm
3. 2,8 cm
4. 4 cm
5. At = 1020m2
UNIDADE II – Distâncias, diedros e tiedros
6. Al = 280cm2

TEMA 02

TEMA 06
DISTÂNCIAS E DIEDROS

VOLUME DO PRISMA
Demonstrações

Pág. 47

UNIDADE III – Poliedros, prismas e


1. At = 48(6 + )m2 e V = 288 m3
pirâmides
2. Al = 192 cm2 e V = 1152cm3
3. V = 240cm3
4. V = 6dm3 e At = dm2
TEMA 03
5.

POLIEDROS 6. V = 108m3

Pág. 34

Pág. 48
1. 10 2. 6
3. 8 4. 9
1. d 2. e
5. 11 6. 8 e 4
3. e 4. d
7. 15 e 10 8. 10
9. 29,68 e 41 10. 26 5. d 6. b

11. 14, 24 e 12 7. b

137
UEA – Licenciatura em Matemática

UNIDADE IV – Cilindro e cone


TEMA 07

PIRÂMIDES
TEMA 08

CILINDRO
Pág. 53

1. cm Pág. 63

2. cm
1. 7cm 2. 6m
3. Al = 60 cm2 e At = 30(5 +2 )cm2
3. 3 4. 8πm2
4. 2 cm; 96cm2
5. 7cm 6. 3πlitros
5. 2 cm 7. 8πcm
6. 2 cm
7. Al = 4 cm2; At = 4 ( + 1)cm2

Pág. 64

1. b 2. b
3. b 4. a
Pág. 56
5. e 6. d

1. cm2
TEMA 09
2. cm

CONE
3. 1152 m2

4. cm2
Pág. 67
5. 144 cm3
6. 576 cm3 1. Aproximadamente 123,60cm2
2. 2 cm
3. Al = 65πcm2 At = 69πcm2
4. 3 cm
Pág. 56 5. 144π(1 + )cm2
6. 2,2π cm2
7. 12πcm2
1. C
8. 9 cm
2. C
3. B 9.

4. E
10.
5. B

138
Geometria II – Respostas dos exercícios

UNIDADE V – Superfície de revolução e


sólidos de revolução
Pág. 70

1. 1344πcm3 TEMA 10
2. h = 2m; V = m3
SUPERFÍCIES E SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO
3. 9 πcm3
4. Al = 9 πcm2 At = 9π( + 1)cm2
V = 18πcm3 Pág. 79

5. 5cm

m3 1. a) 2πc b) πc2 c) πbc d) a c2


6.

2. a) b) c)
7. cm3
3. a) 4 πa2 b)
8. m3
4. a) 6(2 + )πa2 b) 6πa3

9). cm3 5. a) b) πa3

10. 85,04ml 6. a) 2 πa2 b) πa3


7. a) πa2(6 + ) ou πa2(6 – )

b) ou

Pág. 70

1. e
2. b
UNIDADE VI – Esfera

3. b
4. b
5. c TEMA 11
6. a
ESFERA
7. d
8. b
9. a Pág. 86
10. d
11. c
1. a)
12. c
13. c b) A = 9πm2
14. d
15. a c)

d)

139
UEA – Licenciatura em Matemática

2. a) r = 3cm
b) A = 36πcm2

3.

4. a) r = 2 cm
b) 32π cm3
c) A = 48πcm2
5. d = 3 cm
6. d = 5cm

7.

8. 1

9.

10.

11.

12.

13. 2
14.
15. 48π
16. d = 14cm ou d = 2cm

17.
18. 9cm

Pág. 87

1. d 2. d
3. d 4. a
5. e 6. c
7. a 8. d
9. a 10. a
11. b

140
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Brasília. Observatório Nacional. A Geometria dos Espaços Curvos ou
Geometria Não-Euclidiana. Brasília. Disponível em: <http://www.on.br/site_edu_dist_2006/site/conteudo/modulo3/6-
geometria-espaco-curvo.html>. Acesso em: 17/11/2006.
POMBO, Olga. Geometria Não-Euclideana. Disponível em:
<http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/alice/geometria_ne.htm>. Acesso em: 17/11/2006.
UNIVERSIDADE DO CEARÁ. As Geomtrias não-euclideanas. Seara das Ciências. Apostilas eletrônicas de Dona Fifi.
Disponível em: <http://www.searadaciencia.ufc.br/donafifi/gausseeuler/gausseuler1.htm> Acesso em: 17/11/2006.
COSTA, Celso; Cardim, Nancy. Tópicos de aritmética, álgebra e geometria para o ensino médio. Rio de janeiro: UFF,
2006.
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LIMA, E.L.; CARVALHO, P.C.P.; WAGNER, E. ; MORGADO, A. C.: A matemática do Ensino Médio, Vol. 2; Coleção
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LIMA, E.L.: Isometrias, Coleção do Professor de Matemática, N.º 12, Sociedade Brasileira de Matemática, Rio de
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LIMA, E. L.: Medida e Forma em Geometria, Coleção do Professor de Matemática, Sociedade Brasileira de
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DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de Matemática Elementar. 5 ed. São Paulo: Atual, 1993.
DOLCE, O. et al.: Geometria Espacial, 7ª ed., Coleção Fundamentos da Matemática Elementar, Vol. 9, Atual, São
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141