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TERMÔMETRO

SUMÁRIO

 

SUMÁRIO

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INTRODUÇÃO

3

2

OBJETIVO

4

3

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5

3.1

TEMPERATURA

5

3.2

LEI ZERO DA TERMODINÂMICA

5

3.3

DILATAÇÃO TÉRMICA

5

3.3.1 LINEAR

6

3.3.2 SUPERFICIAL

6

3.3.3 VOLUMÉTRICA

6

4 MATERIAIS E MÉTODOS

8

4.1 MATERIAIS

8

4.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

8

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

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6 CONCLUSÃO

12

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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8 ANEXOS

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INTRODUÇÃO

A noção de temperatura foi associada por muito tempo à noção de quente e frio. Por meio do tato é possível distinguir corpos quentes e frios, podendo distinguir um corpo mais quente ou mais frio que outro. Apesar de simples, esse é um procedimento subjetivo para determinar a temperatura de um corpo e não serve para fins científicos. De fato, os sentidos podem facilmente enganar, como por exemplo, quando colocamos a mão numa superfície metálica e na madeira, você sentirá o metal mais frio do que madeira; no entanto, ambos estão na mesma temperatura. Além disso, o intervalo de temperatura em que podemos sentir a variação de temperatura é limitado. É interessante observar que a grandeza Temperatura talvez tenha sido a primeira grandeza termodinâmica a ser medida, sendo feita pela primeira vez por Galileu, em 1592, utilizando um termoscópio de ar construído por ele. A partir do termoscópio de Galileu, diversos termômetros foram construídos, tais como: o termômetro de álcool por duque Ferdinando II (1610-1670); O termômetro de Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736), com dois pontos fixos de temperatura (fusão e ebulição); a criação das escalas Réaumur e Celsius pelo zoólogo francês René A. F de Réaumur (1683-1757) e o astrônomo sueco Anders Celsius (1701-1744) e em 1817 os termômetros metálicos que após deram origem aos termógrafos, pelo relojoeiro Abraham Louis Breguet (1747-1823). Alguma grandeza física do elemento sensor é afetada pela temperatura (o volume do líquido, no caso dos termômetros por princípio de dilatação; a resistência elétrica; a diferença de potencial etc.). Assim, torna-se útil abstrair conhecimentos relacionados ás leis da termodinâmica, como os tipos de trocas energéticas entre corpos e observando o comportamento físico desses elementos, ligando principalmente aos tipos de dilatação ou contração sofrida.

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OBJETIVO

Nesse experimento objetivamos realizar a montagem de um termômetro a álcool, realizar a calibragem do termômetro, analisar as dificuldades de construção, como o uso diferente materiais nessa montagem para a vedação, as diferenças entre os materiais e a influência da condução de calor, além da criação de uma nova escala termométrica e concluindo que a variação da substancia termométrica é diretamente associada às variações de temperatura.

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 TEMPERATURA

Consiste na caracterização do estado térmico de um corpo ou sistema, ou seja, a medida da energia cinética média das moléculas ou também grau de agitação das moléculas. Está incluído no sistema internacional de medida (SI) como uma das sete grandezas fundamentais, sendo dada pela unidade Kelvin (K).

3.2 LEI ZERO DA TERMODINÂMICA

Corresponde a conhecida ante primeira lei da termodinâmica na qual estabelece como ocorrer as trocas de calor entre os corpos, relacionando com a energia interna dos materiais, ou seja, a temperatura. Então sabendo que os corpos de maior temperatura possuem comumente uma maior energia térmica, sendo assim quando um de menor energia térmica é colocado em contato com o de maior, ocorre a tendência de fluir do corpo de maior para o de menor temperatura. Portanto quando os dois atingem a mesma temperatura cessa a troca de energia. Diante disto pode-se dizer que dois corpos estão separadamente em equilíbrio térmico com um terceiro corpo, sendo assim o eles estão em equilíbrio térmico entre si.

3.3 DILATAÇÃO TÉRMICA

A dilatação térmica é a variação das dimensões de um material, causada pela mudança de temperatura. Todos os corpos existentes na natureza, sólidos, líquidos ou gasosos, quando em processo de aquecimento ou resfriamento, ficam sujeitos à dilatação ou contração térmica. Ao aquecermos um corpo, em consequência aumenta-se o grau de agitação das moléculas que o constitui, isso faz com que ocorra um aumento nas dimensões desse corpo, havendo assim, a dilatação térmica. Já a contração ocorre com a diminuição de temperatura que, por efeito, diminui as dimensões do corpo. Cada substância reage de uma forma à mudança de temperatura, alguns dilatam mais, outros menos. Dizemos então que cada material tem um coeficiente de dilatação, a qual pode ser classificada em três tipos: linear, superficial e volumétrica.

3.3.1 LINEAR

Ocorre quando o corpo tem expansão em uma dimensão. Se caracteriza pela variação no comprimento, largura ou altura do corpo. Ex: Dilatação de fios ou colunas de líquido. Essa variação pode ser calculada a partir da seguinte equação matemática:

Onde:

∆ = 0

(1)

é o coeficiente de dilatação térmica linear, cuja unidade é o °C-¹, que depende da natureza do material que constitui o corpo; 0 é o comprimento inicial; e são, respectivamente, a variação do comprimento e da temperatura;

3.3.2 SUPERFICIAL

Ocorre quando levamos em conta a dilatação em duas dimensões. Se caracteriza pela variação da área superficial do corpo. Ex: Dilatação de placas ou chapas de metal. Assim, podemos calcular a dilatação ocorrida na superfície pela seguinte expressão:

∆ = 0

(2)

: é o coeficiente de dilatação térmica superficial, cuja unidade é a mesma do coeficiente de dilatação térmica linear e também depende da natureza do material que constitui o corpo, =

2;

0 : é a área da superfície inicial do corpo; e : são, respectivamente, a variação da área da superfície e a variação da temperatura do corpo.

3.3.3 VOLUMÉTRICA

Ocorre quando levamos em conta a dilatação em três dimensões. Se caracteriza pela variação no volume do corpo. Ex: Dilatação de gases, sólidos de volume consideravelmente grande, líquido em recipientes, etc. Essa variação pode ser calculada com a expressão:

∆ = 0

(3)

Onde:

é o coeficiente de dilatação térmica volumétrica, cuja unidade é a mesma do coeficiente de dilatação linear e superficial, e que também depende da natureza do material que constitui o corpo, = 3; 0 é o volume inicial; e são, respectivamente, a variação do volume e a variação da temperatura.

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MATERIAIS E MÉTODOS

4.1 MATERIAIS

Caneta com filtro;

Aparelho celular com câmera;

Programa Microsoft Excel.

Álcool;

Corante;

Refil de amostra de perfume;

Cola instantânea;

Cola quente;

Termômetro de mercúrio;

Seringa;

Recipiente com água.

4.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Neste experimento construirmos um termômetro de álcool e depois foi feito a calibração do mesmo. Primeiramente fizemos a secagem completa do refil da caneta, em seguida, misturamos o álcool ao corante. Logo após isso, introduzimos o álcool já colorido ao refil de amostra de perfume com uma seringa. Posteriormente, para fazermos a vedação, introduzimos o refil da caneta na tampa do refil da amostra e utilizamos a cola instantânea para vedar. Depois disso realizamos a colagem da tampa no refil da amostra, também com a cola instantânea. Depois da secagem, fizemos a vedação da parte de cima do refil da caneta, utilizando cola quente. Após esse passo, juntamos a parte de fora da caneta e a colamos junto ao refil da amostra com cola quente. Termômetro pronto, para a calibração, utilizamos a temperatura ambiente. Começando a 24ºC, introduzimos o nosso termômetro de álcool e um termômetro de mercúrio em um recipiente com água e aquecemos. Foi feita a filmagem desse procedimento com um celular e verificamos o quanto o álcool dilatava e se expandia para cima a medida que a temperatura aumentava e era medida no termômetro de mercúrio. Fizemos cinco medidas e com esses dados, realizamos uma regressão linear e encontramos a razão para a variação de altura do álcool por grau Celsius. Isso pronto, fizemos as medidas no termômetro.

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RESULTADOS E DISCUSSÕES

Com o termômetro montado, fizemos a mensuração dos dados da altura da coluna de

álcool e a respectiva temperatura medida no termômetro de mercúrio, descritos na tabela:

Temperatura (ºC)

Coluna de Álcool (mm)

28

5

37

10

45

15

53

20

64

25

Com todos os dados coletados, para afirmamos se existe correlação linear entre eles,

calculamos o valor do coeficiente de correlação linear, dado por:

=

=1

− (∑

=1

)(∑

=1

)

=1

² − (∑

=1

)²√ ∑

=1

² − (∑

=1

(1)

Onde x e y são o par de dados (sendo que x representa a variável independente e y a

variável dependente) e n é o tamanho da amostra obtida, determinando:

= 0,9963973

A partir do conhecimento do valor , prosseguimos realizando o teste de hipótese

(análise de uma amostra, através da teoria de probabilidades) definindo se no experimento

existiu correlação linear, tendo como auxílio à distribuição T de Student.

Como trata-se de uma estimativa de uma amostra real de (coeficiente populacional),

então temos assim:

- Hipótese nula ( 0 ) onde = 0, ou seja, neste caso não existe correlação entre as variáveis;

- Hipótese alternativa ( 1 ) onde ≠ 0, neste caso existe correlação linear.

Para isso encontramos o através da fórmula:

Obtendo assim:

=

( 1 − ² − 2

)

= 20,34966

(2)

(3)

Através da observação da tabela t de Student verificamos o valor do para n – 2 graus de liberdade e significância (α) definida, encontramos o valor de:

= 3,1824

(4)

Caso:

| | ≥ | | : rejeita-se 0 e admite 1 , portanto há correlação linear; Caso:

| | < | | : Admite-se 0 e se considera que não temos correlação linear. Analisando os valores das equações (6) e (7) verificamos que | | > | |, logo há correlação linear entre os dados. Dessas análises e dados obtidos equacionamos a reta que trata da relação entre as variáveis medidas envolvidas no experimento, e desse modo será possível realizar previsões. O coeficiente angular é necessário, pois, refere-se à inclinação da referida em relação ao eixo horizontal, enquanto o coeficiente linear indica o ponto em que a reta intercepta o eixo vertical. Aplicando o princípio da regressão linear dos dados, chegamos aos valores do coeficiente linear e do coeficiente angular da equação:

= −10,70 = 0,56 ⁄° Sabendo que a razão de quantos milímetros por grau Celsius é o coeficiente angular encontrado, temos:

= 0,56 ⁄°

Para encontramos o erro da calibração, utilizamos a fórmula da incerteza através das derivadas parciais, dada por:

= √ (

)

2

2

=

(8)

Para encontrarmos o valor da incerteza do coeficiente angular utilizamos a fórmula:

=

( − 1)

2

(9)

E obtivemos o valor de:

= 0,02 ⁄°

Por fim, para encontrarmos o valor real da razão da calibração, utilizamos a fórmula:

= ( ±

2

)

(10)

Utilizamos os valores de obtidos através da tabela de T Student, para experimentos

2

com cinco amostras e duas variáveis e uma taxa de confiabilidade de 95%.

2

= 3,1824

Desta forma, utilizando a equação (10), encontramos o valor real da razão da calibração como sendo:

= (0,56 ± 0,06) ⁄°

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CONCLUSÃO

Um termômetro pode ser construído de diversas formas, dependendo de sua utilidade e

situação, o termômetro construído e abordado nesse relatório é um exemplo disso. Ele é de

simples construção, abordando vários conceitos físico-químicos.

Pudemos observar no experimento uma aplicação prática da propriedade termométrica de

dilatação térmica, quando o termômetro foi aquecido na água e parte do álcool nele se expandiu

entrando em equilíbrio térmico e logo após notou-se a dilatação do álcool em função do choque

térmico produzido quando retirado o termômetro do recipiente com água quente para deixa-lo

em temperatura ambiente. O nível de álcool presente no tubo de vidro desce de forma bastante

rápida, pode-se assim medir, mesmo que com erro, a variação de temperatura.

Na elaboração desse termômetro caseiro, tivemos que levar em considerações alguns fatores

importantes. Talvez o principal deles, foi encontramos um material vedante, de baixo custo e

de alto rendimento. Pois o recipiente deveria estar devidamente vedado, não podendo entrar ar

atmosférico (o material não deve receber a ação da pressão atmosférica). Outro problema que

encontramos foi o isolamento do vedante, este não poderia entrar em contato com a coluna de

liquido (álcool), pois ao se entrar em contato com o vedante, o liquido poderia interferir na sua

forma e resistência, podendo causar danos no vedamento e este estar comprometido.

Encontrar um bulbo adequado, foi também uma das principais dificuldades do
Encontrar
um
bulbo
adequado,
foi
também
uma
das
principais
dificuldades
do

experimento. Não poderia ser qualquer bulbo, de plásticos como canudos, pois ao serem

expostos a elevada temperatura, derretem. Então, a forma mais adequada do bulbo que

encontramos seria um recipiente fino (melhora o processo de subida do líquido), construído de

um material resistente, como vidro ou orifícios de desodorantes, que suportem temperaturas de

até 55°C, na média.

Portanto, a partir deste experimento fomos capazes de compreender o funcionamento de um

termômetro, bem como, a sua construção e possíveis soluções para problemas encontrados na

construção do mesmo.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] HALLIDAY, D. et all. Fundamentos de Física. 9.ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2011. v.2. [2] NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: Fluidos, Ondas e Calor. São Paulo:

Edgard Blücher Ltda, 2002. [3] R. Resnik, D. Halliday. Física, Volume 2. Livros técnicos e científicos Editora, Rio de Janeiro (1999). [4] Roberto L. Ponczek, Suani T. R. de Pinho, Roberto F. S. Andrade, José F. M. Rocha, Olival Freire Junior, Aurino Ribeiro Filho. Origem e evolução das ideias da física, EDUFBA, Salvador (2002).

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ANEXOS

8 ANEXOS Figura: Tabela t de Student .

Figura: Tabela t de Student.