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1 Por Carlos Coléct “Santificarei meu Santo NOME”_ Retorno à Identidade do Eterno hwhy Parte I

Por Carlos Coléct

“Santificarei meu Santo NOME”_

Retorno à Identidade do Eterno

hwhy

Parte I

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1. “Santificarei meu Santo Nome”

Sabemos que o Eterno está restaurando todas as coisas a cerca do seu Reino, e isto , inclui a santificação do seu Nome, o qual foi profanado entre as nações de acordo com Ez 36.23.

Ez 36:23

Vindicarei a santidade do meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que eu sou o Senhor, diz o Senhor Elohim, quando eu vindicar a minha santidade perante elas.

O Nome do Senhor foi profanado entre as nações. A palavra

“profanar” é “ chalal”, significa

poluir, contaminar, adulterar, ou seja ,o nome do Eterno foi adulterado, manchado.

Não profanar o Nome do Eterno é um mandamento.

Lev 18:21

E da tua descendência não darás nenhum para dedicar-se a Moloque, nem profanarás o nome de teu D’us. Eu sou o Senhor.

Neste mandamento fica clara a idéia de que a dedicação do Povo do Eterno a um falso deus, associaria o Eterno a esta pratica. Portanto o Nome do Senhor não deveria estar associado a nenhum deus pagão.

Nós precisamos entender que o Nome está associado com a identidade daquele que possui o nome. Portanto, quando o Senhor fala que seu nome foi profanado, isto também está incluído a adulteração da sua identidade e imagem. Perdeu-se o verdadeiro sentido de quem Ele é.

- Nome ( “onoma gr./ shem hb”.) - comparar com “sinônimo”.Tanto no grego quanto no hebraico usava- se “onoma/ shem”(NOME) como um sinônimo do individuo, da pessoa.Aquilo que a pessoa representava.Ex: Yeshua significa “o Senhor é a salvação”, o seu nome representava aquilo que Ele realizaria e sua própria identidade.

E creio que é esse o foco da santificação do nome que o Senhor fala, ou seja, a restauração da sua imagem, a separação da sua identidade dentre as profanações e imundícias das nações. O nome do Senhor relatado nas Escrituras é o tetragrama “ הוהיהוהיהוהיהוהי, YHVH”. Este seria o nome impronunciável do Eterno. Sabemos que até o exílio de Israel para a Babilônia e a detruição do segundo Templo (586 a.C), este nome era pronunciado, e até por isso o Senhor fala que o seu Nome foi profanado no meio das nações , nas quais Israel foi, e isto pode fazer referência a Assiria e Babilônia.Porém, depois da Babilônia, o Nome deixou de ser pronunciado, creio que até mesmo por zelo,

pois eles voltaram de um cativeiro terrivel e não queriam voltar para lá, e por este zelo e temor excessivo deixou-se de pronunciar o Nome do Eterno ou o Tetragrama, sendo somente pronunciado no Yom Kippur, porém com os anos se perdeu a pronuncia correta.

E então começou a se falar “ Adonay”, “Elohim”, Eterno”, “Hashem”, para a substituição do

tetragrama.E no decorrer da história gerou-se alguns nomes como Javé, Yovah, Jeová, nomes estes devido

a colocação das vogais de Adonay no Tetragrama “הוהיהוהיהוהיהוהי , YHVH, formando assim “Y ehovah”, ̂ e transliterando temos Jeová.

A intenção aqui não é trazer se este nome está certo ou não, a questão é santificar a identidade do

Eterno. Mas é evidente que Jeová é uma adaptação dentro de uma especulação. Sabemos também, que nas Escrituras não há o título “deus”. Yeshua, os apóstolos, e nenhum dos profetas chamaram o Eterno de “deus”, por quê? Porque “deus” é um titulo pagão.

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2. religião unificada

Bem, no auge de Roma, após o Concílio de Nicéia(325 a.C), o bispo Jerônimo conclui a tradução da Septuaginta para o latim. Havia neste tempo muitos esforços para que houvesse uma religião unificada , gerando assim um controle sobre o povo, pois quem controla o povo, tem poder sobre o império.E esta

versão feita por Jerônimo segundo relatos de estudiosos e até no livro” Jerônimo , o tradutor da Bíblia”, houve muitas adulterações , mantendo de uma certa forma o politeísmo romano e grego, para que os pagãos pudessem adentrar e serem atraídos na nova religião e não haver tantos problemas. Vemos isto ocorrendo no Brasil colonial também, onde ocorreram muitos sincretismos, por exemplo, Maria do catolicismo se tornou Iemanjá do candomblé. Há uma citação de Metzger afirmando que : “ Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Eusébio, e muitos outros Pais da Igreja acusaram os hereges de terem adulterado as Escrituras com a finalidade de prover apoio para seus pontos de vista particulares.Na metade do Segundo Século, Márcion eliminou de suas cópias do Evangelho segundo Lucas todas as referências feitas a formação judaica de Jesus.A Harmonia do Evangelhos de Taciano contem várias alterações textuais que deram apoio ao ponto de vista ascético ou da seita incratita.”(Metzger, The Text, Pag 201)

E de acordo com Gilberto Pickering no livro “Qual o texto original do Novo Testamento”, Gaio,

um pai ortodoxo que escreveu entre 175 e 200 d.C , cita Asclepíades, Teódoto, Hermófilo, e Apollonides como hereges que prepararam cópias das Escrituras e que tinham discípulos que multiplicaram cópias

dessas fabricações.

A septuaginta, versão grega, dos livros do chamado Velho Testamento, foram escritos por judeus

que estavam no período Helênico (Séc IV – I a.C), considerado por alguns como a primeira globalização, onde havia a mesma moeda, a mesma língua, valores. E este período era dominado pelo império macedônio, por Alexandre Magno.E após a sua morte, o reino foi dividido, e Tolomeu reinou sobre o Egito, e este libertou os judeus e pediu ao Sacerdote Eleazar para que fosse traduzido para o grego as leis judaicas para que fizessem parte de sua biblioteca(Flavio Josefo.História dos Hebreus.pp 511). Há relatos que a parte da tradução mais fiel seja a Torá ou o Pentateuco (5 primeiros livros), e talvez assim foi devido ao grande zelo de Israel para com a Torá e o mandamento de não se acrescentar e nem tirar nada destes livros.Então neste período Helênico, onde prevalecia a cultura grega, pode ter ocorrido algumas influências gregas nas traduções dos demais livros e escritos fora do Pentateuco. Algo interessante , é que este desejo que moveu o surgimento de uma religião unificada no auge de Roma, pode ser visto em alguns reflexos no grego do chamado NT. Onde por exemplo, temos nomes de deuses gregos como:

- Chronos – deus grego pai de Zeus que engoliu seus filhos e estes filhos ficaram vivos em seu ventre. Zeus, porém conseguiu escapar de ser engolido por seu pai. Só quero fazer uma observação, “Chronos” se refere ao “tempo humano”, daí temos a palavra “cronológico”. Pois bem, se pensarmos assim, o tempo engole seus filhos. Este é um pensamento grego que remonta em nossos dias, ou seja, as pessoas são engolidas pelo tempo, presas no ativismo, totalmente contrária ao pensamento hebraico, onde o tempo é para servir o homem e não o homem ao tempo.

1Ped 1:20

conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos(chronos), por amor de vós

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G5550

- Hades – deus grego que dominava sobre o lugar também chamado “ hades” relacionado a vida após a morte. Um lugar subterrâneo, onde se tinha o paraíso para as pessoas mais gloriosas e que honravam os deuses, e também tinha o “tártaro”, o nível mais baixo do mundo inferior, e os que eram ruins e desonravam os deuses eram condenados a este lugar por toda a eternidade. Essas duas palavras são usadas no grego do Novo Testamento, tanto Hades, quanto Tártaro .

43 Numero de referência do grego do dicionário Strong

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2Ped 2:4

Ora, se D-us não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno(Tartaro), os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;

G5020

Apoc 1:18

e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno (Hades).

G86

No sentido bíblico hebraico não há um local para quando morremos. Sheol ,a palavra hebraica para

a qual se traduz inferno em nossas bíblias, significa “sepultura”. Nas Escrituras temos a idéia de que

aqueles que morrem, vão para o “Sheol”, ou seja, para a sepultura ou torna ao pó como assim fala em Gn 3.19 e Ec 3.20. Estes dormem(no sentido de sem ações) esperando a ressurreição dos mortos segundo

Shaul(Paulo) em 1 Co 15 e Daniel 12.2. E segundo as Escrituras a primeira morte é a morte física natural e

a segunda morte é a espiritual e eterna (Ap 20.6) e aqueles que ressuscitarem na primeira ressurreição

reinarão com o Messias por mil anos e não provarão a segunda morte e estes são bem aventurados, e a segunda ressurreição é onde o mar e a sepultura(sheol) darão os seu mortos, e estes serão julgados por suas obras e se não forem encontrados no livro da Vida, provarão da segunda morte sendo lançados no lago de

fogo e enxofre juntamente com o Diabo, o falso profeta, a besta, a sepultura(sheol) e a morte (Ap 20.10;15 ). Yeshua faz referência a este lago de fogo, fazendo uma analogia com um lugar que havia em Jerusalém chamado Hinom ou Genna, neste local nos tempos antigos se queimavam crianças a Moloque e mais tarde passou a ser um local onde se queimava lixo.

Mat 18:9

Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno (Hinom) de fogo.

Mat 16:18

Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno(Sheol) não prevalecerão contra ela.

Neste verso acima, o Senhor Yeshua está falando que as portas do inferno não prevalecerão contra

a Sua Igreja. No conceito grego de “hades” pensamos que o inferno e os demônios que lá estão não

prevalecerão contra o avanço da Igreja, porém a palavra hebraica traz o conceito de sepultura como vimos, portanto, as portas da sepultura não prevalecerão contra a Igreja, ou seja, a Igreja do Senhor não entrará à sepultura, no Sheol.E vejo nisso se tirarmos o conceito grego de inferno(Hades), a nossa visão muda. Outro ponto é que as Escrituras não fazem referência a um local onde o Diabo reina com seus demônios, cujo local as pessoas vão após morrerem para serem atormentadas por eles. O Diabo anda pela terra passeando por ela (jó 1.6), ele faz morada na terra e em pessoas como naquela passagem que o Senhor Yeshua fala que quando um demônio saiu de uma pessoa e voltando encontrar a casa vazia e limpa, ele então traz mais sete com ele, ou seja, as pessoas podem ser morada de demônios .E isto foge do conceito da mitologia grega do Hades. Neste Sheol hebraico diferente do Hades grego, não há obras, entendimento, conhecimento ou sabedoria alguma, assim Salomão fala em Ec 9.10.

Ecl 9:10

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além(SHEOL), para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

Na morte física há também a morte da alma, ou seja, da vontade, memória, lembranças, alegria, dor, pois tudo isto está em partes específicas no cérebro, no corpo físico.E quando o corpo físico morre automaticamente a psique morre.Mas na ressurreição do corpo, a alma ressuscita junto, ou seja, as memórias, lembranças, emoções.

a psique morre.Mas na ressurreição do corpo, a alma ressuscita junto, ou seja, as memórias, lembranças,

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Então vemos que há certa diferença entre Hades e Sheol. (Uma observação: Yeshua tem a chave da morte e o inferno, porque ele tem autoridade sobre a morte e a sepultura. Ele tem poder para tirar da morte, pois venceu o pecado que gera morte e assim abre a sepultura dos mortos)

1ª MORTE > 2ª MORTE > “Dormir” no Sheol a espera da ressurreição Lago de
1ª MORTE >
2ª MORTE >
“Dormir” no Sheol
a espera da
ressurreição
Lago de fogo

1ª RESSUREIÇÃO >

2ª RESSUREIÇÃO >

Aqueles que morreram a primeira morte pelo testemunho de Yeshua e pela palavra de D’us, estes reinarão com Yeshua durante mil anos

Aqueles que serão julgados segundo as suas obras e se não forem achados no Livro da Vida, serão lançados no lago de fogo

 

Talvez surja alguma questão sobre o “paraíso”.O qual é muito falado. Colocarei um entendimento dentro do pensamento hebraico bíblico.

Paraíso

Bom, no hebraico o pensamento do “paraíso” está no “ ןדעןדעןדעןדע ןגןגןגןג gan éden” ou “jardim do Éden”, o qual literalmente seria “ jardim do prazer”, pois Éden significa “prazer, delícias”.Portando estar no “paraíso” é estar no “jardim do Éden” .Mas quanto a palavra, encontramos a palavra “paraíso” somente no

grego “παραδεισος paradeisos”, e como vimos se refere a um lugar dentro do Hades.E por isso se torna comum pensar em “paraíso” associando ao lugar existente no Hades, para onde vão as pessoas boas que obedeceram os “deuses” de acordo com o pensamento grego. Pois bem, o Éden traduz a presença do Eterno na qual se vive e se desfruta dos benefícios da vida em obediência.E neste local como vemos em Genesis está a Árvore da Vida, não entrarei no mérito da Árvore da Vida, mas só para termos a idéia donde se revela este local.Em Apocalipse temos João declarando um local onde há esta árvore da Vida, o qual é a Jerusalém restaurada.Jerusalém será feita como o Éden novamente.(Aqui tratando de um local físico, não entrando no mérito do significado de se estar em Jerusalém hoje [ não como cidade física,mas dentro de um contexto interior]).

Gên 2:9

Do solo fez o Senhor Elohim brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Apoc 22:2

No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos,

Apoc 2:7

dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso (jardim) do Eterno.

Sião como o Éden

Is 51:3

Porque o Senhor tem piedade de Sião; terá piedade de todos os lugares assolados dela, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do Senhor; regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música.

Ez 36:35

Dir-se-á: Esta terra desolada ficou como o jardim do Éden; as cidades desertas, desoladas e em ruínas estão fortificadas e habitadas.

E quando falamos de Yeshua, temos que ter em mente que Ele não é grego, e quando nesta terra andou, andou com uma mente hebraica, Ele pensou e pensa de uma forma hebraica.Naquele episódio em que Yeshua está na cruz, e um dos malfeitores pede para lembre dele quando Yeshua viesse no seu Reino.Yeshua então disse:

Luc 23:43

Yeshua lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

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Se tivermos o conceito grego, pensaremos que Yeshua está dizendo que naquele exato momento o homem estaria com Ele em algum lugar chamado “paraíso” no Hades.Mas como vimos ao morrer o corpo, há um espera pela ressurreição, para assim se estar no lago de fogo ou no Jardim do Eterno, o qual é a Jerusalém restaurada. Mas Yeshua não falou com este pensamento, até porque no hebraico não há uma palavra específica para “ hoje”, a palavra usada é “yom”, a qual é “dia”.Entendo que Yeshua estava dizendo “no Dia estará

comigo no Jardim do Éden” ןדעןדעןדעןדע ןגןגןגןג gan éden” .Ele não falou “paraíso” e nem “hoje” .

E pensemos, para ficar mais claro, o malfeitor fala sobre um “ DIA”.Qual dia ele se refere? É claro, o dia no qual Yeshua voltaria no seu Reino.

Lc 23.42 -E acrescentou: Yeshua, lembra-te de mim quando vieres no teu Reino.

Então Yeshua respondeu falando sobre um “DIA” também.Sobre qual DIA eles estavam falando? A resposta é: “ sobre o dia que Yeshua virá no seu Reino.Então, creio que Yeshua está dizendo ao “ex- malfeitor” que no Dia em que Ele vier no seu Reino, eles estariam juntos no Jardim e não naquele exato momento.Abaixo colocarei uma tradução dentro do hebraico para ficar mais compreensivo.

Luc 23:43

Yeshua lhe respondeu: Em verdade te digo nesse Dia (quando vier no meu Reino) estarás comigo no Jardim do Éden.

Além deste entendimento, podemos ter outro em relação ao Dia .DIA é quando há Luz, e a Luz é Yeshua, o qual é a Palavra.Bem, quando a Luz (Yeshua / Palavra) me ilumina, isto quer dizer que estou no DIA e não na NOITE.E isto reflete no HOJE e AMANHÃ,ou seja, para eu estar no DIA da primeira ressurreição, eu preciso estar no DIA HOJE, caso contrário não estarei no DIA vindouro no Jardim. Naquele momento na cruz, o “malfeitor “ entrou no DIA, isto é, teve luz, foi iluminado ao ver que Aquele a quem estava com ele na cruz, era o Rei de Elohim.

- Ouranos – deus grego relacionado ao céu.

Apoc 20:9

Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu(ouranos) e os consumiu.

G3772

- Psique(Alma) e Eros(Desejo) – a alma em busca da imortalidade no desejo

Psique era uma bela mortal e a chamavam de Vênus(Afrodite). Afrodite a deusa do Amor. Esta deusa não gostou desta história e mandou seu filho Eros( Cúpido / deus do desejo) ir até psique e lançar uma de suas flechas para que ela se apaixonasse pelo homem mais feio que existia. Eros faz o que sua mãe pede, mas quando está para executar a missão, ele se apaixona por psique e sem querer se fere com sua própria flecha. E apesar de psique ser muito bela, ela não conseguia achar alguém que se apaixonasse por ela, então seus pais consultam Apolo, e ele diz que era para ela ir no alto da montanha onde encontraria seu marido, um monstro. Enquanto psique está nesta montanha, Eros o cúpido, aparece a ela na escuridão, mas em uma dessas aparições, Eros adormece e psique pega uma lâmpada para ver o rosto de seu marido, o qual lhe falaram que era um monstro, porém, Eros acorda enquanto psique está com a lâmpada para vê-lo. Ele fica muito triste por ela ter desconfiado e querer ver o seu rosto, então ele voa tristemente. Mais tarde Psique vai ao encontro de Eros - o qual está ferido em conseqüência do óleo quente da lâmpada que caiu sobre ele - no templo de sua mãe Afrodite, mas Afrodite a recebe rispidamente, e ainda

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dá a psique quatro tarefas a serem executadas para que ela possa encontrar Eros. Então, psique cumpre estas tarefas, mas na ultima quando tem que ir ao Hades para pegar uma caixa com a beleza de sua esposa, ela é tentada a abrir a caixa , mas ao abrir cai em um profundo sono. Então, Cupido já recuperado acorda Psique, e a adverte a respeito de sua curiosidade.Após isto, eles foram até Apolo , o qual tornou Psique imortal, eles casaram, e tiveram um filho chamado Prazer

.(O Livro de Ouro da

Esta é a história sintetizada de Psique, a qual surgiu no séc II Mitologia.Thomas Bulfinch.pp 99-111)

d.C.

Vejo neste conto grego, um pensamento que percorre em nossos dias.Sem dúvida que os contos de fada surgiram desta história, mas a questão é que vejo aqui, a Psique que é alma humana em busca do deus(desejo) perfeito e imortal. A alma busca a satisfação e imortalidade no desejo gerando assim o prazer. Este é um pensamento em que a maioria do mundo ocidental vive. Os homens querem saciar as almas buscando seus desejos, e estes desejos podem se enquadrar em muitas coisas como: uma pessoa, bens, fama, ministério. E ao buscarem satisfazer estes desejos teem dentro de si encontrar o prazer e a felicidade. Por um lado, as Escrituras falam que o homem nunca se satisfaz em si mesmo.

Prov 27:20

O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem

.

Ecl 6:7

Todo trabalho do homem é para a sua boca; e, contudo, nunca se satisfaz a sua cobiça.

Is 55:2

Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.

Lógico, que o Senhor nos dá o que precisamos e como Pai se agrada em conceder alguns desejos, mas a questão é o foco da busca, a busca da satifação da NEFESH( ALMA NO HEBRAICO) nas escrituras não está focada nos bens, na fama, em pessoas, ou seja, em desejos. Mas sim, toda a busca do homem está focada no Reino de D’us e sua justiça.

Mat 6:33

buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Sal 37:4

Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração.

Sal 38:9

Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta

.

Sal 103:5

quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.

Vemos acima, que quando estou no Senhor, o meu coração deseja aquilo que está de acordo com o Senhor, então os desejos são satisfeitos, também vemos que os desejos devem estar na Presença do Eterno. No ultimo verso acima, David está falando com sua Nefesh(Alma), e dizendo a ela que é o Senhor quem dá a ela fartura.

Esta palavra psique também está contida nos escritos gregos do NT, então quando os gregos liam, eles já tinham a mentalidade do que significava a psique e todo um conceito a este respeito, e este conceito foi percorrendo dentro a Igreja.

Luc 21:19

É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.

Mas o conceito de Nefesh, alma no hebraico, é que a nefesh está sujeita ao Senhor e busca ao Eterno e nele encontra imortalidade.

O ponto que quero trazer aqui é o fato de que estes nomes provavelmente não seriam escritos pelos apóstolos hebreus. E se levarmos a nossa mente para o contexto em que esta religião em Roma estava

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sendo articulada, fica fácil entendermos que os gregos da época se sentiam muito confortáveis ao lerem escritos sagrados em que continham nomes de deuses que eles conheciam muito bem, era mais fácil a familiarização com o cristianismo, pois personagens de sua mitologia estavam presentes.E a outra questão é que se eles já tinham um conceito de Hades como inferno, então eles não precisavam mudar o conceito, pois era isto que estava escrito nos livros sagrados, então o conceito percorreu até os nossos dias, agora se eles lessem “sheol”, eles teriam que mudar a mentalidade a respeito de “inferno” e se adequarem ao pensamento hebraico de “sheol”. No contexto original hebraico, os nomes descritos acima são “Sheol”(sepultura),” Shamaym” (céus), “Nefesh”(Alma, atividade da mente, vontade, caráter) e uma das palavras para tempo é “Yom”(dia, tempo, ano), palavras estas que não se identificam nem um pouco com os deuses gregos da mitologia.

3. Surgimento do título DEUS / Dyeus – deus do panteão romano

E em Roma, havia o panteão( templo de todos os deuses) Romano, donde surgiram as principais religiões pagãs européias e orientais.Neste panteão havia um ser supremo chamado de “Dyeus”, conhecido como a divindade do céu iluminado.Portanto, este panteão conhecido também como Panteão Proto-indo- europeu era governado pela divindade “Dyeus”, este era como um patriarca.

pela divindade “Dyeus”, este era como um patriarca. Figura 1: Imagem de Dyeus, do Século 4AC,

Figura 1: Imagem de Dyeus, do Século 4AC, encontrada na Ucrânia

Curiosamente, a maioria dos estudos arqueológicos e antropomórficos apontam para a origem do panteão Proto-Indo-Europeu como tendo origem na região do Iran/Iraque, sendo o Zoroastrismo a religião mais antiga derivada desse sistema religioso. Ou seja, todos os caminhos dessa religião primitiva apontam para Bavel. O berço de Satan e de toda sorte de abominações aos olhos de YHWH. Essa religião, ao que sabemos pelos relatos bíblicos, possivelmente tem origem no sistema religioso de Nimrod, Semíramis e Tammuz. A adoração a Mitra, o deus-sol, que era um dos filhos de Dyeus no panteão proto-indo-europeu, também tem sua origem neste fato.(por shaul Bentsion)

Zeus - cujo nome evoca a raiz sânscrita dyaus: o dia (latim dias) – é o deus do céu luminoso e de todos os fenômenos atmosféricos (nuvens, chuvas, ventos e tempestades). Ele vê tudo, conhece tudo, tanto o presente como o futuro. É bom, justo e sábio.(Dicionário de mitologia grega e romana_Geoges Hacquard pp307)

O nome desta divindade sofreu derivações em algumas regiões. Por exemplo: em sânscrito, era conhecido como Dyaus, nos balcãs, era conhecido como Dievas, na região de Gaul, tornou-se Diaspater, no grego, ficou conhecido como Zeus, na região da atual Alemanha como Tiwaz, e no latim, inicialmente Jove Pater (Júpiter) – uma derivação de Dyeus Pather – e posteriormente “Deus”.“Deus” era, portanto, o nome próprio do ser supremo do panteão romano – conhecido como o pai de todos os outros deuses, o senhor da luz. Assim como Zeus, na Grécia, “Deus” (Dyeus/Júpiter) era o mais adorado dentre as divindades do paganismo romano.

Portanto, o Eterno de Israel, não é “Deus”, pois nas Escrituras hebraicas não há este título.

Nos escritos gregos, foi acrescentado a palavra “ theos”, que é “deus”, e que era também o nome de “zeus” , o grande deus da grécia. Creio que Paulo(Shaul),como judeu zeloso, nunca chamou o Senhor de “theos”, pois se assim fizesse, estaria chamando de “zeus”.Estas três palavras possuem a mesma fonética:

DEUS, THEOS, ZEUS. Zeus na forma nativa Theos forma a palavra DEUS. Por isso nos escritos judaicos, “deus” está “d-us” ou “d’us”, para indicar que a referência não é a um deus pagão, mas se referindo ao tetragrama, ao Eterno de Israel.

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Mas com respeito a tudo isto que vimos, nós não nos importamos muito e na maioria das vezes achamos que é um radicalismo e que não tem nada a ver. Porém há algo muito simples, em que podemos perceber esta influência grega em nosso pronunciar da palavra Deus. Quando pronunciamos “deus” a nossa mente associa a imagem de quem? Talvez você já tenha ouvido falar alguma frase quando alguém faz algo errado : “ cuidado vai cair um raio em sua cabeça!” ou “ Deus vai mandar um raio sobre você” Daonde vem este pensamento? Qual Deus está sendo referido?

Em um documentário do History Channel com o titulo “ O confronto dos deuses. Zeus”, Tom Stone autor do “Zeus: A journey through Greece in the footsteps of a God”, comenta que quando as pessoas faziam algo de errado, elas tomavam muito cuidado para que Zeus não as atingissem com um raio, pois o RAIO é o maior símbolo do poder de Zeus. Quem já não teve a imagem de Deus com um raio nas mãos, pronto para lançar sobre a terra? Nisto podemos ver claramente que nossa mente está ainda muito ligada a Grécia/Roma do que em

Israel.

Quanto ao nome “ deus”, acabou se tornando um título para divindades, hoje é comum falar deus. E vemos que esta cultura de associar “deus” com um único “deus”, se tornou ordinário em nossos dias. Por exemplo, se eu vou a um terrero espírita, eles teem “deus” como sendo o mesmo “deus” dos católicos, dos evangélicos, dos judeus. Quantos de nós já ouvimos “- é!, “deus” é um, é o mesmo!”Todos acham que estão se referindo ao D’us da bíblia, mas será que é mesmo”? Então, é este pensamento que dificulta a nossa visão da verdadeira identidade do Eterno e assim também interfere no relacionamento com Ele.

4. “El” - Aquele que detêm o poder

Há um outro ponto quanto a profanação do Nome do Eterno entre as nações. Primeiro, precisamos entender que no hebraico bíblico os títulos eram entendido como nomes. O Eterno teve alguns

títulos(nomes), cada um relacionado a uma área específica de seu caráter, por exemplo : תואבצ הוהי

“ SENHOR dos exércitos “ Adonai Tsvaot”. Havia um outro título, o qual está nas escrituras, e este é EL (daonde vem Elohim), este nome tem o seguinte sentido dentro da tradição judaica “ aquele que é poderoso para estabelecer uma relação de amor” e na lingüística é “ aquele que detêm o poder”. Era um nome que se refere ao Eterno de Israel, porém, este nome acabou se misturando com os ídolos pagãos. E também passou a se referir a um ídolo cananeu, como sendo deus supremo, este “EL” foi segundo a mitologia cananéia, o pai de Baal. (se assemelha muito com a mitologia grega de Chronos e Zeus, ou seja, como EL está para Chronos, Baal está para Zeus).Mas a questão é que El não é pagão, veio do Eterno, veio do hebraico. E por que foi misturado com o paganismo? Bem, os cananeus são descendentes de Cã, filho de Noé, este povo vivia as margens do rio Jordão e houve uma migração dos amorreus e hiteus para esta região, acabando assim por ter uma mistura de cultura e religião. O fato é que Cã por ser filho de Noé carregava o nome de “EL” do Eterno, o qual era adorado por seu pai e seu povo, mas com a mistura , “El” acabou também se associando com os ídolos dos amorreus e hiteus. Então, estes povos pronunciavam “ El”, mas associando aos seus ídolos.A imagem do Eterno Criador acabava assim se fundindo com os outros ídolos, mas Ele santificará seu Nome restaurando sua imagem. Resumindo, “El” passou a ser usado para seres espirituais, coisas, para simbolizar divindade e também passou ter o sentido de”deus” dos gregos.

E vemos em Jz 2.13, que o povo de Israel se contaminou com este povo, e servir aos ídolos pagãos, ou seja, eles também estavam profanando o nome do Eterno, associando “EL” com Baal, Astarote,

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Aserá.Eles desobedeceram ao Senhor, pois Ele disse para o povo extinguir todos os que estavam em Canaã, mas eles não fizeram isso, e então os povos pagãos permaneceram ali junto com seus ídolos.

5. O Eterno vai tirar estes nomes da boca de seu povo

É interessante que no livro de Oséias(Hoshea), há uma profecia em que declara que o Senhor tirará da boca do seu povo o nome das divindades pagãs.Portanto, o Senhor restaurará e santificará o seu nome juntamente com a sua identidade.

“E naquele dia, diz YHWH, ela me chamará meu marido; e não me chamará mais meu Baal. Pois da sua boca tirarei os nomes dos baalim [ie. divindades pagãs], e não mais se fará menção desses nomes.” Hoshea (Oséias) 2:16-17

6. A identidade do Eterno

Como vimos, o nome está totalmente ligado com a identidade de alguém, com aquilo que a pessoa em si representa. Portanto a santificação e restauração do Nome do Senhor, não é apenas o Nome em si, precisamos ter uma mente profética, e entender a articulação do maligno em distorcer a identidade do Eterno. Pois se eu não sei quem Ele realmente é, automaticamente eu também não sei quem eu sou, pois minha origem está Nele, e se a visão da minha origem está distorcida, a visão sobre quem eu sou também é distorcida, e nisto consequentemente a visão do Reino de D’us é distorcida entre os homens. Mas qual é a identidade do Eterno? Vemos nas escrituras que Ele mesmo se declara como “D’us dos hebreus e D’us de Israel” – Elohei l’ivrim / Elohei Ysrael e Também como o D’us de Abraão, Isaque e Jacó e este é o seu Nome eternamente. Portando, a identidade daquele a quem adoramos é o Eterno do hebreus e não do panteão romano.

Êx 3:15

Disse Elohim ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Elohim de vossos pais, o Elohim de Abraão, o Elohim de Isaque e o Elohim de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.

Êx 3:18 E ouvirão a tua voz; e irás, com os anciãos de Israel, ao rei do Egito e lhe dirás: O Senhor, o Elohim dos hebreus, nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Elohim.

Is 41:17

Os aflitos e necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas eu, o Senhor, os ouvirei, eu, o Elohim de Israel, não os desampararei.

Nos versos acima vermos que o Nome do Senhor diz respeito a Sua identidade como D’us de Abraão, Isaque e Jacó, ou seja, Hebreus e Israel, não há como separação do verdadeiro D’us e os hebreus. Em Êxodo vemos que o Senhor está enviando Moshe(Moisés) ao Egito para libertar o povo, e Ele diz para Moisés que era para ele dizer que o D’us dos hebreus o encontrou. Nisto vejo que no meio do Egito precisamos conhecer o D’us dos Hebreus.

Lógico que ao Eterno, aquele que não tem começo e nem fim, não cabe nenhum título, ou identidade que o caiba por completo, mas preciso compreender que Ele se denomina “Elohei l’ivrim”, então , o Eterno quer santificar isto e restaurar esta identidade entre as nações, pois nisto o conheceremos, não há conhecimento do Eterno fora de Israel. Ele tem o seus meios, antes de Israel, houveram homens que andaram com o Senhor, tais como Noé e Enoque, mas depois disso Ele torna Abraão o meio para que as nações da Terra o conhecessem (Gn 12), e através de Israel também se conhece o Messias Yeshua.

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Talvez haja o questionamento “ mas Yeshua não é o único caminho ao Eterno”, sim é. Mas o que

quero dizer é que não há o conhecimento de Yeshua, do Messias, de quem Ele realmente é, se não houver

o conhecimento do seu contexto hebraico e sua origem como promessa em Abraão.

7. A santificação do nome do Messias, do Filho.

O nome do messias Yeshua também foi profanado, do modo que se misturou com o paganismo. O Senhor também santificara o Nome do Filho. Não quero de modo algum ser dogmático, mas sim trazer um esclarecimento sobre o nome de Jesus. Que o Senhor abra o nosso entendimento para a questão profética da santificação do Seu Nome, pois no seu Reino, o Seu Nome será pronunciado no contexto santificado , sem manchas ou alterações. Quero também relembrar que o nome não está simplesmente ligado com uma pronuncia, mas sim uma identidade. Um exemplo que gosto de citar é que Cristo e Messias significam “ungido”, porém na

maioria das vezes nos sentimos desconfortáveis em falar Messias, parece que são coisas diferentes, pessoas diferentes. Por quê? Porque são palavras entrelaçadas a culturas diferentes. Cristo nos remete a Roma, Grécia, e tudo aquilo que foi feito em torno do título Cristo, porém Messias no conecta com a originalidade de Israel, e o contexto original do que significa Messias, o Ungido. Por isso Messias soa estranho, pois nos trazem contextos diferentes. A mesma coisa ocorre com Jesus e Yeshua, parecem pessoas diferentes. Muitos não falam Yeshua, pois acham estranho e parece que se refere a uma outra pessoa. Mas por quê? Porque há o mesmo principio contido em Messias e Cristo.O que está atrelado a Yeshua não é a mesmo que está atrelado a Jesus. Mais uma vez repito que a questão é a mentalidade com que agimos e nos referimos ao Filho de D’us e ao Eterno.A questão é mudar a Mente.E pronunciar Yeshua me ajuda a me conectar com sua verdadeira identidade, não é tudo, mas ajuda-nos. Bom, será que Jesus e Yeshua é a mesma coisa? Nós pensamos que Jesus é a transliteração de Yeshua, porém segundo estudiosos da língua grega Jesus não é a transliteração de Yeshua, a transliteração seria “Iesua”, pois a letra “J” segundo relatos só apareceu mais ou menos no séc XIV d.C. Portanto, nos escritos gregos do NT, Yeshua está como “IESOUS”, enquanto a transliteração correta segundo lingüísticos seria “ IESUA”. Aí eu pergunto, então por que “IESOUS” ou no português “JESUS”? Se nós voltarmos um pouco e pensarmos naquilo que vimos sobre o desejo da religião unifica, podemos notar que esta mudança facilita a entrada dos pagãos, pois liam algo como: “ Iesus , filho de Zeus(deus)”. Não sei dizer o que significa “Iesus” ou “Jesus”, há muitas especulações sobre isto, mas sei que não é a mesma coisa que Yeshua. Algo interessante de se notar, é que “Iesus” no Hebraico, pode ser “ o Senhor é cavalo”, pois “sus” em hebraico é “cavalo”, então, nisso acho muito pouco provável que os escritores judeus como Shaul(PAULO), Pedro, Tiago, João, pronunciassem à judeus algo do tipo “ Iesus”, pois estes hebreus entenderiam “o Senhor é cavalo”. Enquanto por sua vez, Yeshua traz a identidade da salvação significando

“ o Senhor(Elohim) é a salvação”. Em várias passagens há o relato do uso do nome Yeshua, mas quero citar apenas duas : Neemias 11.26 e 12.8, há um relato de uma cidade e um levita ambos com o nome Yeshua, no original do hebraico.

Neem 11:26

e em Jesua (YESHUA hb / IESUA gr), em Moladá, em Bete-Palete,

Neem 12:8

Também os levitas Jesua (YESHUA hb / IESUA gr), Binui, Cadmiel, Serebias, Judá e Matanias; este e seus irmãos dirigiam os louvores.

, porém na Biblia grega está

transliterado da forma correta, ou seja, “ IESUA”, transliteração esta que em português temos “ IESUA”. Portanto nestas passagens está correta a transliteração, a não ser pelo acréscimo do “J”, mas a questão é

Bem, nos versos acima, temos no original o nome Yeshua

עושיעושיעושיעושי

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que “Iesua e Yeshua” são a mesma coisa. Aí eu pergunto: Por que neste texto não está Jesus, mas nos escritos do NT está, sendo que o mesmo Yeshua que está aqui é o mesmo que está lá? Fica esta reflexão. Mas particularmente creio na articulação do nosso adversário, para que nos afastasse da verdadeira identidade do Messias, criando em nossa mente a figura de uma outra pessoa. Porém estou certo que se não for pelo Espírito do Eterno e uma mente profética , não conseguiremos alcançar o que toda esta artimanha maligna acarreta em nosso caminhar como Igreja do Santo de Israel. Há algumas evidências na História desta outra figura que o adversário criou em nossa mente. Basta observarmos um pouco os retratos de figuras como “Jesus” na santa ceia, vemos ali um homem com roupas romanas e gregas, em um ambiente nada hebraico/ judaico, com uma fisionomia não muito ligada a nacionalidade de sua origem.Muitas vezes aparece com uma auréola ao redor da cabeça, e esta auréola foi acrescentada por influência de um deus grego chamado Hélios, deus solar e este mesmo deus teve seu nascimento em 25 de dezembro e o seu dia é o domingo(inglês é Sunday “dia do sol”). Sabemos que toda história de deuses vem de muito antes da Grécia, isto remonta de acordo com historiadores, da época de Ninrode o criador da Babilônia, segundo as escrituras.

Gen 10:10

O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar.

foi Babel , Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar. Mas voltando ao Hélios, este

Mas voltando ao Hélios, este segundo a crença grega, voava em uma carruagem com quatro cavalos, e para vermos como houve toda esta mistura, há ainda nos dias atuas uma figura de Cristo relacionada a este Hélios na Basílica de São Pedro em Roma. Ao lado está esta arte do séc IV d.C, nisto percebemos como era a imagem de Cristo, e como Jesus se tornou uma pessoa bem diferente de Yeshua. Nesta figura temos Cristo com a auréola e a carruagem de Hélios. ( consulta feita em - Documentário. Discovery Channel. As Sete Maravilhas do Mundo.)

"Lista de Placas | necrópole pré-constantiniana sob a Basílica de São Pedro":

"Lista de Placas | necrópole pré-constantiniana sob a Basílica de São Pedro":

8.Considerações finais

Percebemos que o nome do Eterno e de seu Filho foram profanados entre as nações, se misturaram, deixaram de serem puros. E há a promessa de santificação deste Nome e de tudo o que o Eterno representa, ou seja, a sua identidade, a sua imagem. E de uma forma automática, quem vê o Filho vê o Pai, assim Yeshua disse, e se o nome e a identidade do Filho estão misturados com as imundícias das nações, então o Pai também é visto de uma forma distorcida. Esta santificação faz parte da restauração de todas as coisas.Creio esta profanação da identidade do Eterno tem a ver com algo que aconteceu comigo. Darei este exemplo, talvez esclareça algo. Pois bem, eu canto e toco, e houve uma época em que ouvia muito um ministro chamado David Quinlam, e por conseqüência acabei tendo algumas características semelhantes, e alguns começaram a me chamar de Carlinhos Quinlam. Depois de algum tempo isto começou a me incomodar, pois isto estava tirando a

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minha identidade , as pessoas se referiam a mim como Carlinhos Quinlam me associando ao David Quinlam, em outras palavras, quando as pessoas falavam comigo ela me associavam a uma outra pessoa. Creio que seja mais ou menos isto o que ocorre com o Eterno e seu Filho, as pessoas falam com Ele , mas no fundo estão o associando a uma outra pessoa e não vendo quem Eles realmente são . Eles estão sendo associados aos deuses pagãos. E entendo que seja nisto a santificação(separação) do seu Nome, isto é, o Senhor está desassociando o seu Nome ao de outra pessoa.

O foco não está em sermos dogmáticos quanto as pronuncias corretas, não pode isso, pode aquilo,

mas o foco está na identidade daquele com quem nos relacionamos, está na identidade do Filho e do seu Pai. Tudo isso que vimos é para desassociarmos o Nome do Eterno com imagens e conceitos que não são verdadeiros quanto a Sua Pessoa.

E precisamos ter em mente aquilo que Ele mesmo falou a respeito do seu Nome “: - O Senhor, o

Elohim de vossos pais, o Elohim de Abraão, o Elohim de Isaque e o Elohim de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração. “ . Este é o nome Dele para

sempre, e assim Ele será lembrado. Mas recordemos de um mandamento do Eterno:

Êx 23:13

Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos; do nome de outros deuses nem vos lembreis, nem se ouça de vossa boca.

O Senhor diz para não estarem os nomes em nossas bocas.

LEMBREMOS DO SEU NOME E DE SUA VERDADEIRA IDENTIDADE – O D’US DE ABRAÃO, DE ISAQUE E JACÓ!

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“Pai nossa que está nos céus, santificado seja o Teu Nome (Mt 6.9)

Que esta seja nossa oração e nosso caminhar!

(Continua Parte II

)

Shalom Carlos Coléct www.centroteshuva.blogspot.com