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PRONOMES PESSOAIS

Os pronomes pessoais possuem a dupla função de substituir o nome de um ser e, ao mesmo tempo, situá-lo em relação a pessoa gramatical do discurso; ou

seja, indicar quem fala (1° pessoa), com quem se fala (2° pessoa) ou de quem se fala (3° pessoa), tanto no singular quanto no plural.

Subdividem-se os pronomes pessoais em três tipos: Pronome reto e Pronome Oblíquo (que dependem da função sintática que exercem); e Pronome de

Tratamento:

 Pronome reto: exerce função subjetiva, ou seja, de sujeito.

Eles caminharam no deserto por anos → Eles atua como sujeito da oração (os pronomes retos, quando aplicados, serão sempre o sujeito de

algum verbo que o acompanha e estarão, muitas vezes, oculto na frase).

 Pronome oblíquo: exerce a função de complemento ou de objeto (direto ou indireto).

Entregue-me o que é teu → o pronome oblíquo me é o objeto indireto do verbo entregar (regido por preposição, pois entrega a alguém)

Venha comigo para o sul → o pronome oblíquo comigo atua como complemento do verbo vir, regido pela preposição com

Enterre-o no jardim → no terceiro exemplo, o pronome átono "o" é objeto direto (sem a presença de preposição, pois enterra algo ou alguma

coisa);

 Pronome de Tratamento: são certas palavras e locuções (com formas próprias) aplicadas em casos especiais e considerando a

importância do ser a que se quer dirigir a comunicação.

Vossa Excelência é um exemplo de honestidade.

Os pronomes retos e oblíquos podem assumir as sequintes formas, conforme tabela

abaixo:

Pronomes Pessoais

Oblíquos

Pesso
Número Retos
a

Átono Tônico

1ª eu me mim, comigo

Singular 2ª tu te ti, contigo

3ª ele, ela o, a, lhe eles, elas, se, si, consigo

Plural 1ª nós nos nós, conosco

2ª vós vos vós, convosco

3ª eles, elas os, as, ele, ela, se, si, consigo


lhes

[editar]Pronomes Retos

Os pronomes retos são, por excelência, pronomes substantivos, portanto, servem de

substitutos dos substantivos e para representar a pessoa da oração:

Eu sou um ótimo estudante → o pronome eu substiui o nome do ser (ou seja, o substantivo) que é um ótimo estudante, por exemplo: Marcos é

um ótimo estudande;

Nós partiremos nesta noite → os seres que partirão esta noite estão, resumidamente, representados pelo pronome nós;

[editar]Formas

Os pronomes pessoais retos podem mudar de forma (flexionar),

depedendo do número (singular ou plural) e da pessoa

gramatical (1°, 2° ou 3° pessoa) do discurso, conforme abaixo:

Pronomes Retos

Singular Plural


Eu Nós
Pessoa


Tu Vós
Pessoa


Ele, Ela Eles, Elas
Pessoa

Observação: É possível contrair as formas ele(s), ela(s) com as

preposições de e em, formando as formas: dele(s), dela(s), nele(s) e

nela(s). Essas formas costumam ser aplicadas quando exercem a função

de predicativo do sujeito, normalmente indicando pertencimento ou

localização, como por exemplo: O brinquedo é dele. Entretanto, quando o

pronome exerce a função de sujeito de um verbo no infinitivo, a proposição

não se uni ao pronome: A culpa de ela quebrar o vaso é minha.

[editar]Uso

Não se deve usar os pronomes retos de maneira indiscriminada;

pois, no português, a desinência verbal, normalmente, é suficiente

para indicar o número e a pessoa gramatical do sujeito da ação

verbal.
Como o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito a que se

refere (nesse caso, sob a forma de um pronome reto) é possível, por

meio da concordância verbal, deduzir a forma do pronome, mesmo

que ele não esteja visível na frase (formando um sujeito oculto ou

elíptico). Exemplos:

Sou um ótimo estudante → a forma que o verbo ser se apresenta é suficiente para deduzir que o sujeito da frase é o pronome reto eu, que está

oculto;

Partiremos nesta noite → a desinência verbal emos do verbo partir indica que o sujeito da frase é o pronome reto Nós;

Os principais usos do pronome reto são as

seguintes:

 Quando se deseja dar ênfase ao sujeito, mas sem revelar o seu nome (ou sem determiná-lo); geralmente repetindo-o ou, simplesmente,

não o ocultando:

Eu, mesmo doente, sobrevivi, mas ela não resistiu;

Ele entrou silencioso. Ele não sabia onde estava.

 Quando se deseja opor duas pessoas, ou quando há contraste entre elas:

Eu vou naquela direção, tu vai para esta;

No fim, eu choro e ela rir;

Âmbos estávamos doentes. Eu, sobrevivi. Ela não resistiu.

 Quando se deseja representar um substantivo já anteriormente mencionado:

O Presidente é uma pessoa simpática. Ele, não se cansa de abraçar o seu povo

Observação 1: Como o

pronome ele e ela pode

representar qualquer substantivo

já mencionado, deve-se evitar

ambiguidades quando o

pronome se referir a dois

sujeitos diferente, por exemplo:

Cláudia pediu para Maria que ela saísse primeiro → é ambigua a frase, pois não se sabe quem deve sair primeiro é Cláudia ou Maria.

Observação 2: Quando se quer da

ênfase ao pronome-sujeito, costum

usar as palavras mesmo e próprio a

ou posteriormente ao pronome. Ess

mecanismo serve apenas para real

sujeito, imprimindo-lhe uma importâ

diferenciada:
1. Ela própria assumiu o controle;

2. Mesmo eu não pude detê-lo

[editar]Função Sintática

Os pronomes retos, por serem o

dos substantivos, podem exerce

funções sintáticas próprias de su

conforme abaixo:

 Exerce função de sujeito:

Ela é uma garota insensata;

Lutarei até o fim (com o sujeito Eu elíptico).

 Exerce função de predicativo do sujeito:

Ainda é ele em cada palavra;

Ele será tu em poucos dias.

 Exerce função de vocativo (apenas nos pronomes tu e vós):

Ó vós, Senhor do Mundo, que és o possuidor do poder divino;

Ó tu, sim, és o filho perdido.

Observação: Pelo fato dos pronom

pronomes retos. Ondenão há a pres

1. Esse dinheiro é para eu gastar → o pronome eu (pronome reto) é o sujeito do verbo infinitivo gastar, portanto, é errada a construção: "Esse

dinheiro é para mim gastar", pois o mim (pronome oblíquo) jamais será sujeito, e sim complemento (lembre-se que é a função sintática que

separa os pronomes retos dos olíquos);

2. Esse dinheiro é para mim → nesse caso, o mim exerce a função que é própria do pronomes oblíquos (de complemento do verbo), portanto,

essa construção está correta.

Como regra, deve-se observar se h

Se o pronome em questão precisa s

Na língua falada, é muito comum o

pra trás, enquanto o correto seria o

[editar]Valores Especiais

Os pronomes retos (em especial

da ocasição e para quem é direc

 Plural de modéstia → ocorre quando há o emprego da forma da 1° pessoa do plural (nós) ao invez da 1° pessoa do singular (eu), com o

objetivo de fazer parecer que o mensageiro expressa uma opinião compartilhada por todos os ouvites, ou representa a opinião coletiva, ao

invez de suas próprias opiniões individuais.

Nós apoiamos as decisões do sindicato


 Plural de majestade → termo pouco utilizado no Brasil, ocorre quando se aplica do pronome no plural "nós", mesmo referindo-se a um

sujeito na 1° pessoa do singular, como sinal da grandeza do cargo que ocupa.

Nós, Henrique II, em nome do Reino da Inglaterra, declaro guerra à França.

 Fórmula de Cortesia → é a forma utilizada em requerimentos, onde referimo-nos a nós mesmos em 3° pessoa, como sinal de respeito e

humildade para quem encaminhamos a requisição.

João da Silva, funcionário público, residente em Brasília, requer a V. S.ª liberação para ausentá-se do serviço...

 Modéstia do Pronome Eu → pode-se expressar modéstia na posição do pronome sujeito eu quando na presença de sujeito composto. O

uso indiscriminado desse pronome, causa a sensação de valorização da própria personalidade, ou da própria posição em relação aos

demais; por isso, a aplicação desse recursos requer atenção em dois detalhes:

1. Pedro, Marcos e eu saímos vitoriosos → quando indica algo agradável, vitória, conquista, ou coisas positivas, deve-se colocar o

pronome ao final do sujeito composto, indicando modéstia de participação no evento positivo.

2. Eu, Pedro e Marcos cometemos muitos erros → quando indica algo desagradável, derrota, perda, ou coisas negativas, deve-se

fazer o oposto da situação anterior e se posiciona na frente em sinal de humildade e cortesia, não se esquivando da

responsabilidade do evento negativo (até desejando assumir mais responsabilidade que os demais).

[editar]Pronomes Oblíquo

Ver também: Colocação Pronominal e Colocação Pronominal nas Locuções Verbais

Os pronomes oblíquos, no exerc

sobre o sujeito. Quanto as forma

[editar]Tonicidade

 Pronomes átonos: são os que possuem tonicidade fraca, por isso apoiam-se na tonicidade de um verbo, unindo-se a ele por intermédio

de um hífen. Por exemplo:

Leve-a para casa → a força tônica de leve-a está na sílaba le (le-ve-a), as demais sílabas são átonas, inclusive a última (que representa o

pronome a);

Enviei-a uma carta → a sílaba tônica de enviei-a está em ei, sendo atóna as demais sílabas (en-vi-ei-a).

 Pronomes tônicos. por apresentar tonicidade forte, não se unem ao verbo por meio do hífen. Os pronomes oblíquos tônicos estão sempre

acompanhados por uma preposição. Por exemplo:

Gosto de ti mais que de mim → os pronomes ti e mim possuem suas forças tônicas separadas da tonicidade do verbo que acompanham (gos-to-

de-ti), porém precisam da presença da preposição de para terem sentido;

Venha comigo → perceba que em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com é parte integrante do pronomemigo e ainda possui

força tônica própria (ve-nha-co-mi-go)

[editar]Reflexibilidade

Quando na função de objeto ou c

reflexibilidade é menos ocorrente

próprias (se, si e consigo) e form


 Pronomes reflexivos: são os pronomes que, ao mesmo tempo, são o objeto e a representação do sujeito que praticou a ação expressa

pelo verbo, ou seja, ocorre quando o pronome representa a pessoa da ação verbal que, reflexivamente, praticou a ação sobre si mesmo

(ocupando, simultaneamente, o polo ativo e passivo da ação verbal).

O criminoso entregou-se a tempo → note que a ação verbal entregar (verbo transitivo direto) partiu do substantivo-sujeitocriminoso e recaiu sobre

o pronome-objeto se.

Defenda-se se for capaz → o verbo ordena que o sujeito tu (oculto na frase) defenda a pessoa que o pronome se representa, ou seja, o próprio

sujeito.

 Pronomes não reflexivos: são os pronomes que fazem o papel do objeto que recebeu (do sujeito) a ação expressa pelo verbo, ou seja,

ocorre quando o pronome representa uma pessoa diferente da pessoa que, ativa ou passivamente, praticou a ação verbal.

Joguei-a na cama → o sujeito oculto eu jogou alguém, representado pelo pronome a, na cama, ou seja, são pessoas completamente diferentes:

uma pessoa joga, a outra é jogada; uma pratica a ação verbal no polo ativo, a outra recebe ação verbal no polo passivo.

[editar]Formas dos Oblíq

Os pronomes oblíquos não reflex

pessoa gramatical, e apresentam

A identificação da função de um

[editar]Formas Átonas

Os pronomes átonos normalmen

pessoa o, a, os, as, lhe e lhes), m

 Pronomes o, a, os, as: esses pronomes somente podem ter a função de objeto direto.
Convidei-a para sair → objeto direto do verbo convidar na colocação enclídica;

Não a convidei para sair → objeto direto do verbo convidar na colocação proclídica.

 Pronomes lhe, lhes: esses pronomes somente poder ter a função de objeto indireto, porém a preposição é anulada.

Obedeça-lhes ou ficará de castigo → objeto indireto do verbo obedecer na colocação enclídica;

Não lhes obedecerei mais → objeto indireto do verbo obedecer na colocação proclídica.

 Pronomes me, te, nos vos: esses pronomes podem ter a função de objeto direto ou de objeto indireto e, ao contrários dos pronomes

anteriores, não é possível identificar se o verbo transita direta ou indiretamente apenas olhando a forma do pronome, para isso é

fundamental o conhecimento da regência do verbo.

Ouviu-me cantar → objeto direto, pois quem ouve, ouve alguém;

Chamou-me com urgência → objeto indireto pois quem chama, chama a alguém;

Observação: Entretanto, há alguns

complementa o sentido de outro ve

Deixaram-no ficar mais um pouco

[editar]Flexão dos Átonos

Os formas atónas o, a, os, as so

este aparecer depois do verbo (p

no tópico específico sobre Coloc

 Pronomes antepostos ao verbo (posição proclídica): nessa posição, usa-se as formas normais o, a, os, as.

Não os entendo, o que querem?

 Pronomes pospostos ao verbo (posição enclídica): deve-se observar a terminação dos verbos aos quais os pronomes se relacionam:

1. Permanecem na forma normal o, a, os, as se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral:

Vejo ele na televisão ou Vejo-o na televisão → o verbo ver nessa conjugação termina em vogal, portanto, o oblíquo átono assume a forma normal

(o).

Entregarei ele para a polícia ou Entregarei-o para polícia → deve sempre observar a terminação verbal considerando o tempo e o modo do verbo

apresentado, pois é possível que em algumas conjugações a terminação verbal não seja uma vogal ou um ditongo oral.

2. Mudam a forma para lo, la, los, las se o verbo termina nas consoantes r, s, z, sumindo a terminação no processo;

Preciso ver ele ou Preciso vê-lo → o verbo, na forma infintiva (portanto, com terminação em r), modifica a forma normal do pronome de o para lo.

Entregaremos ele para a polícia ou Entregaremo-lo para a polícia → a terminação do verbo em s some e a forma átona muda para lo.

3. Mudam a forma para no, na, nos, nas se o verbo terminar em ditongo nasal (verbos terminado em m, n, ão).

Coroarão ele rei ou Coroarão-no rei

 Pronomes no meio do verbo (posição mesoclídica): deve-se assumir as formas lo, la, los, las , pois, nessa posição, os pronomes estão

pospostos a um verbo no infinitivo e todo infinitivo termina em r (obedecendo a regra da terminação r, s, z),.

Entregarei ele ou Entregar-lo-ei


 Complemento Nominal:

Sou o pior inimigo de mim

 Objeto Indireto:

Olhe para mim com carinho

 Objeto Direto (preposicionado pela preposição a):

Amou a si em primeiro lugar

 Agente da Passiva

A separação será sentida por mim

 Adjunto Adverbial

Ele viajou conosco (adjunto adverbial de companhia com a presença da preposição com intregrada ao pronome nosco)

Ver também: Uso de preposições

, podem ser antecedidas de diversas preposições (como as preposições para, de, a, por, em, entre), mas, em casos especiais, a aplicação tanto do pronome, quanto da preposição, requer

 Preposição a: pode-se aplicar essa preposição caso se deseje enfatizar o objeto que está na forma átona e já mencionado anteriormente.

Para isso, utiliza-se um pronome na forma tônica (antecido da preposição a) a fim de retornar enfaticamente o mesmo objeto.

Dava-lhe a ela uma outra oportunidade → a forma pronominal tônica a ela enfatiza o objeto indireto do verbo dar, (que é o pronome átono lhe).

Presenteei-me a mim mesmo com essas flores → a forma pronominal tônica é retornada por outra forma verbal átona, já expressa anteriormente.

 Preposição com:

1. Normalmente essa preposição já está integrada às formas pronominais migo, nosco, vosco, porém, quando em relação com os

pronomes ele(s) e ela(s), mantem-se distintos as formas de cada um.

Esteja com ele quando nos encontrarmos;

Com ela ninguém pode.

2. Em casos de exceção, a integração da preposição com nos pronomes comigo, conosco, convosco é desfeita se, após esses pronomes, vierem

as palavras reforçativas outros, mesmos, próprios, todos, âmbos ou qualquer numeral.

Eles não poderão conosco(sem reforçativos) → Eles não poderão com nós três (acompanhado de numeral);

Resolveremos conosco esses problemas → Resolveremos com nós mesmos esses problemas

 Preposições acidentais afora, fora, exceto, menos, salvo: após essas preposições, utiliza-se as formas eu, tu, ele(s), ela(s)que, nesse

caso, são tratados como oblíquos e não como pronomes retos.

Puniram todos exceto eu, que fui polpado;

Fora tu, ninguém mais pode.

 Preposição entre: deve-se utilizar, obrigatoriamente, as formas tônicas após essa preposição.

Entre mim e você, não há mais nada → portanto, desaconselha-se usar a forma entre eu e você...

Essas bricandeiras são entre eles → eles também é uma forma oblíqua da 3° pessoa.
 Preposição até:

1. Usa-se as formas oblíquas mim, tie si quando a preposição denotar que o pronome é o limite, a chegada ou o destino.

Venha para mim, pois eu sou a luz

Reclamou para si o direito de opiniar

2. Usa-se as formas retas eu, ele, tu quando a preposição denotar que o pronome está incluso naquilo de que se fala, equivalente às

palavras mesmo, também, inclusive.

Até eu já beijei aquela garota → inclusive eu já beijei aquela garota;

Como pode? Até tu me abandonastes → mesmo tu me abandonastes?.

Ver também: Conjugação Reflexiva e Verbos Reflexivos

s verbos reflexivos. Quando se deseja expressar a reflexibilidade da ação verbal, indicando que o sujeito praticou a ação sobre si mesmo, o verbo fica na voz reflexiva.

eflexivos quando na função relfexiva e na função recíproca, que diferenciam-se justamente por causa ambiquidade que podem causar:

 Pronomes reflexivos: por expressarem reflexibilidade, pode-se normalmente complementar o sentido dessa oração com as expressões: a

mim mesmo, a ti mesmo, a si mesmo.

Feri-me → significa o mesmo que feriu a mim mesmo.

Matou-se → significa o mesmo que matou a si mesmo.

 Pronomes recíprocos: por expressarem reciprocidade (com os pronomes na 3° pessoa, ou quando em sujeito plural), pode-se

normalmente complementar o sentido dessa oração com as expressões: um ao outro, uns aos outros, entre si, ou os

advérbiosreciprocamente, mutuamente.

Feriram-se → significa o mesmo que feriram um ao outro, reciprocamente.

Mataram-se → significa o mesmo que mataram-se mutuamente.

enda-se complementar essas orações com expressões reforçativas:

 João e Mariam amaram-se → pode, reflexivamente, significar que João amou a si mesmo, enquanto, paralelamente, Maria também amou a si mesma;

ou, reciprocamente, pode significar que João amou a Maria, enquanto, simultaneamente, Maria amou a João, pois eles amaram-se um ao outro.

1. João e Maria amaram-se a si mesmos no fim do relacionamento → a expressão reforçativa a si mesmo indica reflexibilidade;

2. João e Maria amaram-se um ao outro na noite de núpcias → a expressão reforçativa um ao outro indica reciprocidade.

o é fundamental para entender qual a função do pronome. Os reflexivos podem exercer suas funções típicas (objeto ou complemento), ou não possuirem função alguma! Quando o pronome

o pronome indica reflexibilidade, mas não há transitividade na ação, exerce a função de reflexibilidade atenuada.

 Reflexibilidade pronunciada: é a função que os pronomes reflexivos exercem quando são, normalmente, objeto direto da ação verbal

(podendo também ser objeto indireto). Chama-se de reflexibilidade pronunciada pelo fato de que o pronome relaciona-se com verbos

pronominais acidentas, ou seja, a ação verbal transita para um pronome reflexivo. Quando o pronome é aplicado dessa forma, a sua

pronúncia ganha força, por exemplo, quando se diz: "Cortei-me", torna-se muito mais evidente a relação objetiva do pronome com o verbo.

O pronome anuncia-se na força da sua pronúncia, indicando que há transitividade da ação verbal.
Atingi-me no peito;

Atirou-se pela janela.

 Reflexibilidade atenuada: ocorre nos casos em que o pronome é parte integrante de verbos pronominais essenciais, pois o sentido do

verbo não pode ser concebido de outra forma que não seja reflexivo. Nesse caso, os pronomes não possuem função nenhuma, apesar de

aparentemente exercerem a função de objeto, não o são, pois não há transitividade. Não há uma pessoa passivamente recebendo a ação

verbal, portanto, a pronuncia do pronome é atenuada (suavizada, enfraquecida); quando se diz: "Arrependi-me", o sentido do verbo já

revela que a ação verbal ocorreu no próprio sujeito pelo o que o verbo é, e não porque o pronome indicou esse fato.

Espelhou-se em seu pai;

ara indicar-lhes a reflexibilidade, chama-os de verbos pronominais, pois, como se pode perceber facilmente, a reflexão não seria possível sem a presença do pronome oblíquo apropriado. Os verbos

 Verbos pronominais essenciais: são os que possuem o pronome reflexivo como parte integrante do verbo, pois não é possível, para esses verbos,

que a ação verbal seja praticada em um objeto que não o próprio sujeito, semelhantes aos verbos intransitivos, por que a ação não transita a um

objeto, ela simplesmente acontece no âmago do próprio verbo. Por exemplo:

1. Indignou-se com os políticos → não é possível alguém "indignar" outra pessoa. Pelo sentido inato do verbo, a ação é desenvolvida

exclusivamente no interior do ser do sujeito do verbo, sendo impossível fazer essa mesma ação ocorrer fora desse ser por uma vontade

impositiva.

2. São exemplos de verbos pronominais essenciais: arrepende-se, indigna-se, abster-se, comportar-se.

 Verbos pronominais acidentais: são os verbos que representam uma ação capaz de ser dirigida tanto para uma outra pessoa (diferente do ser que a

pratica), como para o próprio ser que a pratica. Diferentemente do pronominal essencial, a ação reflexiva dos pronominais acidentais é possível de

ocorrer se assim agir o sujeito da ação verbal; por isso os pronominais acidentais são, geralmente, verbos transitivos, pois é possível que a ação

transite para um objeto, seja esse objeto uma outra pessoa do sujeito, ou o próprio sujeito.

1. Atirou-se pela janela → o sujeito foi o agente da ação na sua iniciativa e, ao mesmo tempo, foi o passiente dessa ação nas suas

consequências.

2. Feri-me profundamente → ficaria incompleta a frase do tipo: eu feri profudamente, portanto, verbo exige a presença do objeto para ter sentido,

pois a ação precisa, necessariamente, transitar; o que no exemplo (feri-me), foi o próprio sujeito o objeto da ação.

não está indicando que o objeto da ação é o mesmo que o sujeito que a praticou. Pode ocorrer casos onde o sujeito seja composto, ou o pronome indica uma pluralidade de pessoas, e a ação

so reflexivo porque o objeto e o sujeito não são os mesmos.

Pedro e caio abraçaram-se na dispedida → nesse caso, Pedro abraçou Caio (sujeito = Pedro; objeto = Caio), e ao mesmo tempo, Caio abraçou

Pedro (sujeito = Caio; objeto = Pedro), demonstrando que a ação foi recíproca.

Eles se atropelaram na saída → uma primeira pessoa foi agente da ação praticada na segunda pessoa e paciente da ação que essa segunda

pessoa praticou, simultaneamente, ocorrendo o mesmo na segunda pessoa.

avras ou expressões que referem-se a alguém da 1ª ou da 2ª pessoa gramatical como se ela estivesse na 3ª pessoa, ou representam alguém que efetivamente está na 3ª pessoa gramatical.

atar esses elementos sempre como alguém da 3ª pessoa.


Vossa Majestade deseja algo? → o pronome de tratamento leva o verbo para a 3ª pessoa do singular (Ele deseja), apesar de referi-se a alguém

que efetivamente está na 2ª pessoa do singular (a qual a forma verbal é: Tu desejas)

Você faria um favor para mim? → utiliza-se a forma verbal da 3ª pessoa (fazer) ao invez da 2° pessoa (farias), apesar deefetivamente se referir a

alguém da 2ª pessoa.

nfatizar as circustâncias em que se aplicam os pronomes de tratamento, pois, retomando o conceito inicial, os pronomes referem-se a alguém como se ela estivesse na 3° pessoa, ou representam alguém que

 Quando se diz: Você fez isso? Nessa pergunta, há presença de dois personagens, alguém da 1° pessoa fazendo uma pergunta para alguém da 2ª

pessoa, mas para referir-se a esse alguém da 2° pessoa, não se usa o pronome apropriado para esse fim (tu), usa-se uma palavra

representativa (você, vossa excelência), tratando-a como um ser hipoteticamente situado na 3ª pessoa singular ou plural.

 Quando se diz: A gente fez isso. O pronome a gente refere-se, de fato, a presença de duas ou mais pessoas, sendo uma delas alguém quem fala (1ª

pessoa gramatical); esse termo equivale ao pronome reto nós, mas, para efeito de concordância, o verbo não concorda com sentido real do pronome

(se não a frase seria Nós fizemos isso), concorda imaginariamente com o pronome da 3ª pessoa (Ele fez isso, nessa frase, a forma verbal não se

alterou).

 Quando se diz: Sua Alteza está em seus aposentos. Nessa forma, estamos nos referindo a alguém que não é quem fala, nem quem escuta, mas sim

uma 3ª pessoa que não participa do diálogo, entretanto, por força do cargo ou da posição que ocupa, essa referência precisa ser feita de maneira

cerimoniosa, por meio de um fórmula de cortesia específica para essa pessoa de elevada importância. Essa forma do pronome de tratamento é

utilizada para referi-se a alguém que já se encontrava na posição de 3ª pessoa gramatical.

[editar]Formas

Os Pronomes de Tratamento possuem formas próprias quando representam a pessoa gramatical e a importância pessoal (por força do cargo ou da posição) que esse ser possui. A

representação da pessoa gramatical é limitada, pois há formas específicas para cada caso, mas para representar uma pessoa de importância diferenciada, há uma lista de fórmulas de

tratamento que convém saber para sua correta aplicação. Quando os pronomes de tratamento referem-se a alguém pela sua importância, também é possível abreviá-lo de forma prória,

portanto, há tantas abreviações quanto há pronomes.

Pronomes de Tratamento

Forma Representação da Pessoa Gramatical

A gente 1ª pessoa gramatical do plural (nós)

Você(s) 2ª pessoa do singular (tu) ou plural (vós)

Senhor(es) e Senhora(s) 2ª pessoa do singular (tu) ou plural (vós)

Vossa + (fórmula de
2ª pessoa do singular (tu) ou plural (vós)
tratamento)

3ª pessoa do singular (Ele/Ela) ou plural


Sua + (fórmula de tratamento)
(Eles/Elas)
 Uso do a gente: Esse pronome equivale a nós, não possui abreviação, e sua forma correta é o a e o gente separados, pois sua aplicação

junta significa quem executa, é encarregada, ou age para algum fim:

A gente precisa partir → exerce função de pronome de tratamento; diferente de O agente de polícia, que é um substantivo com sentido diverso.

 Uso do você(s): Aplica-se quando se quer expressar intimidade, como, por exemplo, entre amigos, colegas de trabalhos, irmãos e

semelhantes; evidenciando uma relação de igualdade, proximidade ou intimidade. Em algumas regiões do Brasil, usa-se o

pronome Tu com função semelhante ao tratamento você, entretanto, apesar do uso do pronome na pessoa gramatical correta, o verbo

que o acompanha concorda com o sujeito como se ele estivesse na 3° pessoa. Com isso, o pronome tu equivale a um pronome de

tratamento e não a um pronome reto:

Tu entregou o relatório? → o tu com função de pronome de tratamento, pois se fosse um pronome reto, a forma verbal deveria ser conjugada na

2° pessoa, e ficaria: "Tu entregaste o relatório?"

 Uso de senhor(a): Aplica-se quando se quer expressar respeito ou cortesia (abrevia-se sr. ou sra.), seu uso se dá nos casos opostos aos

dos tratamentos você e tu; evidenciando distanciamento entre um ser superior para um ser inferior, ou seja, em uma relação desigual.

[editar]Fórmulas de Tratamento

Fórmulas de tratamento são palavra que representam um cargo ou uma posição diferenciada; portanto, não é, por si só, um pronome de

tratamento. Para a fórmula de tratamento adquirir esse status, é preciso que ela seja antecedida dos pronomes vossa ou sua, formando, assim,

uma locução. As formas nominais Alteza, Santidade, Majestade e etc são apenas fórmulas de tratamento designadas aos cargos de Príncipe,

Papa e Rei; mas quando se diz as expresões Vossa Alteza, Vossa Santidade, Vossa Majestade, a fórmula de tratamento passa a ser um

verdadeiro Pronome de Tratamento, pois está se referindo a um ser físico que ocupa este cargo.

 Uso do pronome Vossa: Quando esse pronome antecede a fórmula de tratamento, formando uma locução pronominal, a pessoa com

quem se refere se encontra na 2ª pessoa gramatical, ou seja, o interlocutor emite a mensagem diretamente para a pessoa ocupante do

cargo ou da posição que a fórmula de tratamento se refere (apesar de fazer parecer que a pessoa se encontra na 3ª pessoa).

Vossa Excelência é uma pessoa dígna → o pronome vossa indica que a pessoa a quem se refere o pronome de tratamento está na 2ª pessoa

gramatical.

 Uso do pronome Sua: Quando esse pronome antecede a fórmula de tratamento, a pessoa a quem se refere se encontra na 3º pessoa

gramatical, ou seja, a pessoa não participa da conversa.

Sua Excelência é uma pessoa dígna → o pronome sua indica que alguém da 1ª pessoa se dirige para alguém na 2ª pessoa, para referi-se a outra

3ª pessoa gramatical e, por força do cargo/posição que está possui, essa referência exige o uso da fórmula de tratamento após o possessivo sua.

Fórmulas de Tratamento

Fórmula Abreviação Refere-se ao Cargo/Posição

Excelência V. Ex.ª Presidente e Vice-Presidente da


República; Ministros de Estado;
Comandantes das Forças Armadas;
Ofíciais Militares; Presidentes e
Membros das Assembléias Legislativas
Estados e das Câmaras Legislativas
Municipais; Governadores e Vice-
Governadores dos estados; Prefeitos
Municipais; Juizes; Procuradores;
Desembargadores.

Funcionários graduados; Organizações


comerciais e industriais; Particulares em
Senhoria V. S.ª
geral; Diretores de Autarquias Federais,
Estaduais e Municipais.

Eminência V. Em.ª Cardeais

Excelência Reverendíssima V. Ex.ª. Rev.ma Arcebispos e Bispos

Santidade V. S. Papa

Reverendo Rev.do Sacerdotes; Clérigos; Religiosos

Magnificência V. Mag.ª Reitores de Universidades

Príncipes,
Alteza V. A. Princesas e
Duques:

V. A. R.
1. Real de Casas Reais

V. A. I.
2. Imperial de Casas Imperiais

V. A. S.
para Arquiduques
3. Sereníssima

Majestade V. M. Reis e Imperadores

[editar]Invocação das Fórmulas

Utiliza-se uma invocação apropriada para cada fórmula de tratamento na sobrescrição de envelope ou no

chamamento, quando na redação da comunicação oficial de órgãos públicos, ou na comunicação comercial.

Não se deve confundir pronome com invocação, pois este tem uso específico, enquanto os pronomes (de

tratamento ou não) são utilizados no corpo do texto. Por exemplo, ao se escrever uma carta para o presidente

da república, deve-se começar com:

"Ao Exmo. Sr. Presidente da República" → invocação

Com orgulho escreve a Vossa Excelência confiante que serei ouvido..." → pronome de tratamento

Segue lista das formas das invocações mais usadas:

Fórmula Invocação Aplicação

Excelentíssimo(a) Exmo(a). Sr.(a)


Excelência
Senhor(a) Presidente...

Reverendo Reverendíssimo Revmo.... Sacerdote...


Alteza Sua Alteza A Sua Alteza Rei...

Senhoria Ilustríssimo(a) Senhor(a) Ilmo. Sr.(a)João...

Majestade Sua Majestade A Sua Majestade...

Santidade Sua Santidade A Sua Santidade...

Observe que em algumas fórmulas, há abreviações próprias para representá-las e, em outras

fórmulas, não é possível a abreviação para fins de invocação; em qualquer, caso é necessário o

conhecimento da aplicação das fórmulas. Há duas formas de se contruir a invocação, dependendo

da fórmula a ser usada, seguindo o esquema:

 A primeira forma é o uso do esquema: (fórmula abreviada) + Sr(a) + (nome do cargo[se houver]) + (nome da pessoa) → a aplicação desse

esquema é possível quando no uso das fórmulas excelência e senhoria, por exemplo, ao se encaminhar uma carta para um senador (cujo

a fórmula apropriada é excelência):

Exmo. Sr. Senador Cristovam Buarque

Espero de Vossa Excelência mais dedicação para melhorar a educação do Brasil...

 A segunda forma é o uso do esquema: A Sua + (fórmula do cargo)+ (nome do cargo) + (nome da pessoa) → aplica-se esse esquema

quando no uso das fórmulas alteza, majestade e santidade, pois, nesse casos, não há abreviação para a invocação, e sua aplicação se dá

na mesma forma que a fórmula:

A Sua Majestade Rainha Elizabeth

Observação: As abreviaturas podem ser aplicadas

simultaneamente caso o cargo exija mais de uma fórmula de

tratamento (ou uma fórmula de tratamento composta), como

é dos bispos e acerbispos, cuja fórmula é " Excelência

Reverendíssima":

Exmo. e Revmo. Bispo João

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